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És a nossa Fé!

Parabéns, Jardel

Num negócio fantástico que levou Mbo Mpenza, Robert Spehar e Pavel Horvath para Istambul acompanhados de 5 milhões de euros, Mário Jardel deixou o Galatasary e chegou ao Sporting, um ano depois de deixar o Porto. Já sabe o que por cá fez. Em 2001/2002 fez 41 jogos e marcou 55 golos. Com a ajuda de João Pinto, Marius Niculae, Ricardo Sá Pinto ou Hugo Viana, foi campeão nacional. A época seguinte não correu bem. Ainda marcou 12 vezes, somando 67 tentos em 62 partidas mas entre vícios e o suposto interesse de clubes de ligas mais fortes, acabou por deixar o Sporting. Arrastou-se por Bolton, Ancona, N.O. Boys, Goiás, Beira-Mar, Criciúma e outros clubes mais mas nunca voltou a ser goleador. Na memória ficará para sempre a sua temporada perfeita pelo Sporting, a melhor da sua carreira, onde até teve tempo para ser um sucesso também no marketing com a campanha “Será do Guaraná?”. Hoje ainda luta com os seus demónios mas está no bom caminho. Completa 44 anos. Parabéns Super-Mário!

Sem derrotas antes de tempo

O Sporting não parte derrotado para a Liga dos Campeões. Pode ter uma história curta na prova e ter pela frente dois “gigantes” mas não entrará em campo para fazer figura de corpo presente e dar alegrias a adeptos de Barcelona e Juventus. O Sporting, como mostrou no ano passado, sabe jogar futebol, de qualidade e de coragem. E, se no ano passado lhe faltou experiência para aguentar o resultado no Bernabéu, por exemplo, este ano conta com Mathieu, Coentrão ou Doumbia, homens mais experientes na prova. Quero com isto dizer que de certeza que vamos passar aos oitavos? Nada disso. Afirmo apenas que o Sporting entrará com garra e com vontade de honrar a camisola. Em termos realistas, somos favoritos ao terceiro posto. O Olympiacos domina a liga grega mas essa é uma liga mais fraca do que a portuguesa. No mínimo, conto com seis pontos, 3 milhões de euros e bilhete para a Liga Europa. Quanto aos outros quatros jogos, ao contrário do que se vai dizendo e escrevendo, o Sporting não entra derrotada e muito menos entra goleado. Que role a bola. 

Umaro

Bruno de Carvalho disse ontem que, por 25 milhões, nem Umaro Baldé (e não Romário Baldé como a A Bola Online escreveu, mais um novo Eusébio que acabou na liga polaca) vendia ao West Ham, quanto mais William Carvalho. Para aqueles que, como eu, até ontem não tinham ouvido falar de Umaro, posso dizer que tem metro e meio de talento, é um avançado móvel e nasceu há 18 anos. Começou no Odivelas, passou por vários escalões de formação do Sporting e esteve emprestado na época passada aos júniores do Sacavenense. Umaro alinhou pelas palavras do presidente

A figura da semana é Manuel Gaspar

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Nem Bruno, nem William, nem Adrien. O nome em destaque na semana sportinguista é Manuel Gaspar. O adolescente, guarda-redes da equipa de andebol do Sporting, foi a maior figura do Sporting 30 - Fafe 17, jogo inaugural do Pavilhão João Rocha, jogo que tive a honra de assistir ao vivo. Gaspar defendeu quase tudo o que havia para defender, incluindo vários livres de sete metros e perto do fim, até marcou um golo, de baliza a baliza. Foi uma festa bonita, com a direção e as figuras de destaque das modalidades que vão usar o pavilhão, a marcarem presença. Com casa quase cheia, foi Tiago Rocha a estrear as redes da nova casa. Vimos a taça de campeão da época passada e assistimos a uma grande exibição, num recinto lindíssimo e cheio de sócios e adeptos entusiastas e a cantar a plenos pulmões. Isto é que é o Sporting e, para mim, as figuras serão sempre os melhores de cada modalidade.

Ponck

Rui Santos deu ontem conta da ameaça do empresário Paulo Teixeira de trazer a público um caso envolvendo o central Carlos Ponck, com ligação ao Benfica. Pelo que se dá a entender, o jogador não poderia ser utilizado nem este, nem no ano passado. Ano passado, no qual um golo seu eliminou o Sporting da Taça de Portugal. 

Todos ao Pavilhão!

A 6 de agosto de 2003, aproveitei a folga num emprego de verão para deixar Cercal do Alentejo e rumar a Lisboa para a inauguração do novíssimo Estádio de Alvalade. Tive a honra de ser um dos que esteve lá e de ver o improvável Luís Filipe a marcar o primeiro golo de sempre no recinto. Foi com grande felicidade que me levantei no dia seguinte às 7 da manhã para fazer a viagem de regresso. Hoje, 14 anos depois, estarei de novo a assistir a um histórico momento. O primeiro jogo oficial do Pavilhão João Rocha, num Sporting-Fafe, em andebol. A viagem de regresso a casa será bem mais curta mas a felicidade será a mesma. Lá para as 22h00 de hoje, ter-se-há cumprido um sonho. 

Adrien

A primeira imagem que tenho de Adrien Silva é vê-lo a marcar um grande golo ao Hertha de Berlim, num jogo a contar para a Liga Europa. Usava a camisola 6 e fez um disparo do “meio da rua” que deu a vitória por 1-0. Estávamos em outubro de 2009/2010 e o médio tinha 21 anos. Vem isto a propósito do adeus do até aqui capitão. A FIFA ainda não confirmou mas o Sporting não o inscreveu na Liga dos Campeões e Adrien, no limite, treinará com o Leicester até janeiro.  

Nascido em França, filho de mãe francesa e pai português, Adrien começou a jogar nas camadas jovens do Bordéus. Uma oferta de trabalho irrecusável fez a família Silva mudar-se para Arcos de Valdevez. Adrien começou a jogar no Paçô, quando ainda mal falava português e aos 13 anos começou a sua história de 15 no Sporting. Fez mais de 230 partidas pelo Sporting e só “quebrou a sua ligação” para fazer oito jogos pelo Maccabi Haifa (foi campeão) e época e meia na Académica (venceu uma Taça ao Sporting). Leva a mágoa de não ter sido campeão em Portugal mas venceu duas Taças de Portugal e três Supertaças e ajudou a conquistar o Euro 2016 ao lado de amigos de sempre da Academia do Sporting como Patrício, Cédric, William ou João Mário.

Em agosto de 2016, prestou declarações a O Jogo manifestando vontade de sair. A escolha do meio, do timing e da mensagem, tão pública, não caiu bem mas acabou por ficar e pela sua qualidade e profissionalismo, voltou a ganhar o respeito dos sportinguistas. Hoje todos lhe desejaram sorte. Vai para um clube que viveu recentemente um conto de fadas mas que não estará à altura da sua qualidade, mas uma vez estando na Premier, já se sabe que dinheiro não é problema se Chelsea, City, United ou Liverpool olharem para ele. Boa sorte capitão!

O mercado nunca mais acaba

A dúvida que está na cabeça dos sportinguistas é se William e Adrien ainda vestirão de verde e branco a 1 de setembro. Não que a equipa não tenha funcionado sem eles. Este ano, ao contrário dos últimos, há quem os renda. Mas Battaglia nunca será um William e Fernandes, atrás de Dost, tem rendido mais. Mas perder dois jogadores desta qualidade, de uma assentada, será sempre um duro golpe.

Estou em crer que William sai e Adrien fica. William, três anos mais jovem do que Adrien, deve ir para França. O Mónaco é campeão, fez boa figura na Champions e depois de tantas vendas milionárias está a comprar. Depois de Jovetic ou Keita Baldé, William pode ser o senhor que segue. E pagar 35 milhões a pronto não é coisa que preocupe os monegascos que, aposto, o vendem daqui a um ano, com lucro. Battaglia está a fazer bom início de época mas é necessário ir ao mercado contratar um substituto. E o tempo urge. Walace (Hamburgo) foi um nome falado e seria uma bela contratação. Petrovic está melhor mas nunca será um craque e Palhinha precisa é de sair para jogar com regularidade. A saída de William e o encaixe respetivo permitiriam ir às compras e ficar ainda com um bom troco. Acredito que Jesus ainda pense num central mais experiente do que Tobias (ainda por cima Pinto anda com queda para as lesões) e sabe-se que pensa numa opção de ataque. Gabriel Barbosa era boa opção, apesar da tenra idade. Melhor ainda seria um “clone” de Dost, para abrir aquelas chatas defesas de equipas portuguesas mais pequenas. Veremos o que tem Jesus em mente e o que se consegue fazer até amanhã.

Já Adrien acredito que fique. Primeiro, penso que quererá jogar numa equipa de nomeada e não troca o Sporting por um WBA. Em segundo, e esta será a principal razão, o mercado não parece estar disposto a dar 30 milhões por um jogador que nunca (passou uns meses em Israel) deixou Portugal. Mesmo que conte com a vitória num Campeonato da Europa e inúmeros jogos nas competições europeias.

Casos espinhosos são Douglas, Schelotto, Marvin (pode ir para o Watford), Heldon e sobretudo Bryan. Douglas tem ordenado altíssimo e não parece estar muito interessado em baixa-lo; Schelotto não quer ir para um clube qualquer e já terá recusado o Alavés e Bryan quer manter-se na Europa. Teremos uma miniequipa de luxo a treinar à parte na Academia enquanto lhe pagamos vários milhões por mês?

Por fim, há jovens como Tobias, Palhinha e Dala que precisam de jogar e deveriam ser emprestados. 

O Steaua europeu

Jorge Jesus elogiou o Steaua na semana passada e lembrou o seu passado nas provas da UEFA. Se hoje em dia considero que o Sporting é muito superior e só uma péssima exibição o tirará da Champions League, não nos fica mal recordar a história europeia dos romenos.

Em 1986, o Steaua, que tinha no meio campo um médio experiente de 33 anos chamado Boloni, derrotou o Barcelona, em Sevilha, e venceu a Liga dos Campeões. Na equipa do Barcelona a estrela maior era o alemão Schuster, estando por lá, ainda o escocês Archibald e os espanhóis Migueli, Marcos ou Carrasco. A decisão foi feita nos penáltis com oito jogadores (incluído Boloni) a falharem e só Lacatus e Balint a marcarem. O Steaua contava com nomes como Piturca ou Balan, para além dos já referidos. Algumas semanas depois, já com Hagi e Stoica a titulares, a “vítima” foi o gigante soviético Dínamo de Kiev, comandados pelo mítico Lobanovsky e com Oleg Blokhin no ataque. Em pouco tempo, o Steaua criava um nome europeu para si. Hagi, Petrescu (brilhou no Chelsea) ou Lacatus (passou por Oviedo e Fiorentina) foram lançados para carreiras de sucesso.

Os gigantes romenos contam ainda com 26 ligas internas e 22 taças. São uma equipa com grande história, adeptos entusiasmados e joga num bonito estádio. Damos-lhe vários méritos mas continuamos a achar que temos tudo para seguir em frente e que o 0-0 em Alvalade foi apenas um acidente de percurso.

História de um leão

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João Correia é um português que fez 34 anos há poucos dias e que por sorte minha, olha para mim como um amigo. Não liga muito a futebol e se ligasse, sei que a sua simpatia maior não seria verde e branca. Isso não me impede de escrever um texto em sua honra. Creio que a sua história de resiliência e busca pela glória é do mais leonino que há.

O João teve o azar de ser atropelado quando era uma criança de dois anos e de até hoje tem como companheira uma cadeira de rodas. Coisa que não o impediu de ser um atleta de topo. E quando escrevo de topo, refiro-me ao homem que venceu as duas primeiras medalhas internacionais para o atletismo adaptado português. Já foi em 2003 e 2004. Depois seguiram-se mais de dez anos sem competição. É que sofreu uma gravíssima lesão que parecia limitá-lo ainda mais. Nada mais errado. Cirurgiões de todo o mundo não o quiseram operar. Acabou por encontrar a solução por cá e tornou-se num case study internacional. O facto de estar vivo desafia todas as probabilidades e nada lhe garante que cada corrida não seja a última. Mas não tentar, não é uma opção. Pelo meio, foi inspiração de centenas de atletas do norte do país (onde reside), sendo o mentor de uma nova geração.

Na passada sexta-feira, após ter batido o seu recorde pessoal, João Correia entrou em pista para mais uma prova. Estava no Estádio Olímpico de Londres, a correr no Campeonato do Mundo. Poucos dias antes esteve na despedida de David Weir, o Pelé do atletismo adaptado, seu amigo e atleta que dividiu a sua treinadora com João. Os meus colegas que me perdoem o off-topic mas que esta é uma história de leão, é!

Aves e Ave

Ryan Gauld e Francisco Geraldes estarão a caminho de Desportivo das Aves e Rio Ave, respectivamente. Gauld, após quatro anos, já se percebeu que não convence ninguém e nesta fase mais valia ser emprestado a um clube que, de facto, o pudesse comprar daqui a um ano. Tem talento mas não chega para o Sporting. Já Geraldes, que por mim ficava no plantel, deveria ir para uma equipa de maior nomeada: Guimarães, Braga ou uma liga estrangeira, sendo que no Mónaco, assentaria como uma luva. 

Obrigado Paulo!

Paulo Oliveira vai jogar no Eibar que paga 4 milhões de euros ao Sporting por 70 por cento do passe do central. Não me custa a crer que daqui a um ano esteja no Mundial e que seja transferido por números superiores. Sempre gostei da sua classe. O problema de Oliveira foi Coates. Jogam ambos pela direita e quando jogaram juntos, nenhum saía a jogar com a qualidade necessária. Obrigado Paulo e boa sorte! 

Quem vier que venha por bem

Já é oficial. Fábio Coentrão é jogador do Sporting. Não era a minha escolha. Não tanto pelas juras de amor ao rival mas mais pelo salário elevado e sobretudo pelo duvidoso estado físico. Mas se vem, que tenha todo o sucesso e que forme com Piccini, Coates e Mathieu um quarteto de sonho. Não se pode negar que Coentrão, nos tempos áureos em que não tinha lesões nem Marcelo à frente, era bom jogador. Que o volte a ser. 

Doumbia e Ouattara

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Seydou Doumbia estará a caminho de Alvalade. É um bom avançado marfinense que deve chegar por empréstimo da Roma após época em que marcou 21 golos no Basileia (o seu substituto será Van Wolfswinkel). Teve grande sucesso no CSKA (marcou três ao Sporting em 2015) e Young Boys e teve passagens menos felizes por Roma e Newcastle. Na nossa liga poderá dar-se bem, como apoio de Dost ou como sua alterantiva. Com esta notícia é tempo de recordar o Ahmed Outtara (Ú-Á-Ouattara!), avançado marfinense que passou por Alvalade entre 1995 e 1997, marcando 6 vezes em 27 partidas. Outtara foi com Missé Missé e muitos outros, símbolo de um Sporting menor, repleto de jogadores de qualidade duvidosa. Espera-se bem mais de Doumbia, 35 vezes internacional ao lado de Drogba. 

Primeira contagem

O mês de maio ainda não acabou e já foram associados 20 jogadores ao Sporting. A saber: Andone, André Ribeiro, Andrijasevic, Battaglia, Bradaric, Cafú, Cechini, Coentrão, Elez, Gavranovic, Insúa, Kléber, Maher, Martinez, Mayke, Misic,  Rispoli, Robertson, Schulz e Vukcevic. O 21.º nome falado foi o de Matheus Oliveira, já confirmado como reforço. Piccini só foi falado quando chegou. A quantos nomes chegaremos? Na última época foi assim.

"Fora os últimos resultados, ele estava a fazer um bom trabalho"

A frase que dá título a este post pode enganar. Aplica-se a Pioli, treinador hoje dispensado pelo Inter de Milão que, mesmo tendo gasto muitos milhões em jogadores de grande qualidade como João Mário e Gabriel (e já lá tinha outros como Icardi, Éder, Perisic ou Miranda) está na sétima posição da liga italiana, que já foi mais competitiva. Se a dispensa de Pioli me faz sentido e era expectável, a de Jesus não o é. Ganha muito bem e terá, ao que parece, muito poder, mas não conseguiu ser campeão. Não nos podemos esquecer porém do que fez o ano passado. Não nos podemos esquecer de que também tivemos boas fases este ano. Claro que ser afastado da Liga Europa pelo Légia ou perder um jogo sonolento com o Belém são vergonhas que não merecemos mas Jesus é um bom treinador, tem ao dispor bons jogadores e o Sporting atual (não me esqueço dos Cristianos, Hads ou Grimis desta vida) tem alguma capacidade para trazer jogadores que sejam mais-valias. Aposto de caras em Jesus para ser campeão no próximo ano. Pedro Martins, a começar do zero, não é solução, a meu ver. Além disso, o destino de Jesus poderia muito bem ser o Dragão, onde se arriscava a ser campeão. Para isso, que o seja cá. 

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