25 Jun 17

Flores Sp pintds 25.06.17.jpg

 

No jardim do leão que replica o de Monchique, a minha terra – o velho leão com quase quatro séculos sonhado para o convento da vila por D. Pedro da Silva, capitão de Malaca e depois vice-rei da Índia –, nesse jardim de uma rotunda de Lisboa pingaram duas gotas de tinta vermelha, a mesma tinta com que foi vandalizado o novo monumento da Cidade do Sporting, o meu clube. O monumento já está limpo. A planta tratará da sua própria limpeza.

Mais depressa passará um camião roubado por uma porta de tamanho 18 do que a identidade do meu clube será destruída. E mais depressa essa mesma porta ganhará um par de orelhas. E mais depressa essas mesmas orelhas servirão de ornamento a um camião roubado e com ligação à Internet para permitir o envio e a recepção de e-mails.

 

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Vermelho da cor do crime
António Manuel Venda

Red crime 25.06.17.jpg

 

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19 Jun 17
O leão
António Manuel Venda

Leão Avl cheg.jpg

 

Uma reprodução do emblemático leão da minha terra, o leão altivo que há quase quatro séculos domina a vila de Monchique com o seu olhar sempre tão sereno, acaba de chegar ao Estádio José Alvalade, em Lisboa.

 

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27 Jan 17
Hoje, pelo fim da tarde
António Manuel Venda

Livro SP Monchique.jpg

 

Uma montra na serra do Algarve. Livro com prefácio do treinador do Moreirense.

 

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05 Jan 17
E agora, Bruno...
António Manuel Venda

3 - BC de FGS - Alq.jpg

 

... que histórias poderei escrever?

 

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22 Dez 16
Uma pergunta inquietante
António Manuel Venda

Bruno de Carvalho fez bem em contratar Jorge Jesus ou devia ter tentado convencer Rui Vitória?

 

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29 Set 16
Uma pergunta
António Manuel Venda

Se tivéssemos vendido o passe de Slimani ao Nápoles, quantos golos poderia ele ter marcado ontem à noite?

 

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27 Set 16
Hoje
António Manuel Venda

bola.jpg

 

Bryan, Dost, Slimani.

 


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18 Set 16
Cada dia
António Manuel Venda

Sporting em Madrid.jpg

 

Hoje, uma vez mais, entra em campo a extraordinária equipa do Sporting Clube de Portugal, a melhor equipa portuguesa e uma das mais inspiradoras do mundo. A equipa liderada pelo melhor treinador português, sendo aqui de fazer notar que na análise entram todos os treinadores, os portugueses que treinam por cá e os que treinam lá fora a lutar pela vida. Cada dia em que esta extraordinária equipa entra em campo, a minha equipa, cada um desses dias deve ser assinalado. Não posso adivinhar o que vai acontecer, mas confio, como sempre, que estará no topo das suas enormes possibilidades.

 


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14 Set 16
Também na Turquia?
António Manuel Venda

O fair-play no futebol, como alguém disse em tempos por cá, é uma treta. Na Turquia deve ser igual. Um clube tem um jogador por empréstimo e coloca-o a jogar precisamente contra o clube que o emprestou. Lamentável, meu caro Watson! Ou elementar! Já nem sei bem...

 

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29 Ago 16
O verdadeiro lugar
António Manuel Venda

Slimani - 28.08.16 Foto de Paulo Calado, Record.jp

 

Não posso deixar de assinalar este domingo, o dia em que, alguns meses depois, o Sporting regressou à liderança do campeonato nacional de futebol. É o seu verdadeiro lugar, desde que há pouco mais de um ano se tornou a melhor equipa de Portugal. Foi o dia de mais um golo de Slimani, quem sabe o último com a camisola verde (pelo clube, não pela sua selecção, que também usa esta cor). Depois do surpreendente Acosta, do inesquecível Jardel e do grande, grande, grande, enorme Liedson, vivemos o tempo de Slimani. Quem marcará o nosso futuro próximo?

(foto: Paulo Calado, Record)

 


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26 Jul 16

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06 Jul 16
Números
António Manuel Venda

Mesmo com o que se diz que vamos jogando, já conseguimos marcar oito golos no Europeu. Tendo em conta os seus autores e as respectivas formações, destacam-se claramente duas grandes academias de Portugal: uma com sete golos, outra com um (7-1). Nenhuma outra academia consegue aproximar-se.

 

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05 Jul 16
Como vai o Europeu para mim
António Manuel Venda

Port Pol.jpeg

 

Por questões que aqui não interessam, não tenho escrito no blog e pouco tenho acompanhado do futebol; com muita pena minha, claro. Até os jogos completos de Portugal, tenho-os visto nas gravações automáticas. Consegui perceber alguma transformação na selecção nacional, e em geral pela positiva. Patrício, o guarda-redes do meu clube, de que muitas vezes tenho sido crítico, parece ter crescido imenso. Cédric passou a jogar. O jogador que seria a minha última escolha para central (Fonte) tem conseguido impor-se e até seria injusto tirá-lo para reentrar Ricardo Carvalho, que continua o melhor do mundo visto pelos meus olhos. Pepe, que comigo dificilmente seria convocado, acalmou e ainda por cima joga bem. O meio-campo do meu clube já jogou junto. Quaresma não é titular (admiro-o como jogador, mas compreendo que fique para arma agora já pouco secreta), e não sendo titular mesmo assim está motivado (mérito do treinador, em quem nunca acreditei). Moutinho vai estando em campo, mas parece fazer o que pode (eu não o teria levado a França), e não o critico por ter tentado fugir no penalty – até eu fiquei assustado quando o vi aproximar-se da baliza, porque já lhe vi muitos falhanços em decisões importantes, pelo meu clube e pela selecção. Nani vai-se mantendo na frente e justifica-o, porque é muito bom jogador. Renato Sanches é aproveitado (como merece – um jogador que muda em poucos meses uma equipa derreada para uma equipa que consegue ser campeã nacional merece realmente, com a vantagem de agora continuar duro a jogar mas não ao nível de antes); eu, no meu desespero dos primeiros jogos da selecção, até a avançado centro o teria testado, na procura de uma solução entre os convocados. E Ronaldo integrou-se na equipa; mesmo que digam que não joga, ele joga, melhor ou pior, mas joga, e não sei por quê – deve ser coincidência –, depois daquilo do microfone tornou-se um verdadeiro capitão. Uma pessoa está sempre a tempo de aprender. Espero que até ao fim consigamos dar mostras do nosso valor e que a sorte nos proteja, acontecendo por acaso ou não (nessas coisas, como na maior parte, não sou especialista).

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21 Jun 16

… daqueles que nos fazem duvidar sobre se a terra gira ao contrário ou os rios nascem no mar? O jornalista/ comentador desportivo José Manuel Freitas defende a colocação de uma estátua de Cristiano Ronaldo na capital portuguesa, igual à que está no Funchal. Já agora, em Lisboa onde, senhor Freitas?

 


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19 Jun 16
«Na realidade»
António Manuel Venda

Achei que ia correr mal com a Áustria, como correu. Com a convocatória que o seleccionador fez, agora não há nada a fazer; a não ser tentar arranjar uma equipa que possa funcionar no meio dos 23 escolhidos.

Continuo com a minha equipa:

- Rui Patrício - Cédric, Bruno Alves (Pepe é maldoso, Bruno Alves é «apenas» violento), Ricardo Carvalho e Raphael Guerreiro

- João Mário, William Carvalho e Adrien (capitão de equipa, já que Ricardo Carvalho não quer ser)

- Nani, Renato Sanches e Quaresma

Renato Sanches, pela força, pela espontaneidade e pela alegria de jogar, pode adaptar-se a ponta-de-lança, mesmo não sendo muito alto (uma espécie de Gerd Müller II para o Bayern de Munique).

O nosso «melhor jogador do mundo» pode ficar no banco e deixar os livres para Nani, Adrien e Raphael Guerreiro (bem fomos tramados no segundo livre do final do jogo com a Islândia, onde Raphael Guerreiro poderia ter marcado golo). Esse nosso «melhor jogador do mundo» pode até ser sempre convocado, por razões comerciais e de metáforas com ketchup, e pode jogar de vez em quando, e mesmo depois de retirado pode ir tipo Eusébio para os cumprimentos e os fotógrafos.

Meu Deus, ainda vamos ter de aturar isto até ao Europeu de 2024!... Ao Mundial de 2026 talvez o nosso «melhor jogador do mundo» já não vá como jogador e tenhamos finalmente um seleccionador nacional a tomar decisões. Este de agora é o que se vê, como ele próprio repete vezes sem conta, «na realidade».

 


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18 Jun 16
Trepando pela serra
António Manuel Venda

20160618_125539.jpg

 

Uma pacata manhã de sábado, trepando em contramão pela Serra de Monchique... Serão loucos de Lisboa, daqueles que nos fazem duvidar se a terra gira ao contrário ou se os rios nascem no mar?

 

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10 Jun 16
Sonhar
António Manuel Venda

Bernardo - Sporting 06.06 VN.jpg

 

O mais velho dos meus quatro filhos, num jogo com o Sporting. Sonho, e ele também, que um dia estará no outro lado do campo.

 


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01 Jun 16
&etc
António Manuel Venda

Vejam aqui o nosso rival (como agora se diz).

 


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22 Mai 16

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19 Mai 16
O verdadeiro leão do Sporting
António Manuel Venda

Leão do Sporting 20150621_030419.jpg

 

Na minha terra, a meio da encosta da montanha mais alta do sul de Portugal, está há séculos este leão imponente. É o leão do Sporting, o verdadeiro, o original. Descobri-o por causa do livro que escrevi sobre o melhor clube do mundo, o meu, o Sporting, o deste leão posto em Monchique por Pedro da Silva, um dos vice-reis das nossas índias nos tempos do império. Se não me falham as contas, este fabuloso leão está em Monchique, a uns dois quilómetros da minha casa, há 385 anos. Contarei a história por estes dias. De um livro que me deu inúmeros problemas e do qual nada recebi – mas que gostei muito de escrever, e que um dia voltarei a editar –, também ficaram histórias que muito me marcaram. Como a do verdadeiro leão do Sporting.

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18 Mai 16
Na baliza
António Manuel Venda

20160518_154031.jpg

 

O mais novo dos meus quatro filhos, saindo do carro. Hoje dei com ele na escola a fazer remates a uma baliza. Estranhei, mas ele, mal me viu, tranquilizou-me: «Pai, sou guada-dedes!» E riu-se. Rimo-nos os dois. Ele quer mesmo é ser guarda-redes. E eu acredito que um dia estará na baliza do Sporting e da selecção nacional. Nas décadas de 2030 e 2040. Poderá assim no futebol compensar os falhanços do pai na literatura, num tempo em que já ninguém se lembrará de tais falhanços, daqueles à Bryan Ruiz contra o assustado Benfica da defesa em autocarro e com um camião de reserva. Com a diferença de que comparando com o pai a escrever o Bryan Ruiz é um jogador fabuloso, o melhor entre os estrangeiros em Portugal, como o João Mário é o melhor entre os portugueses. Quem fará de João Mário na equipa do Sporting do meu filho mais novo, daqui a 15, 20 ou 25 anos? E quem fará de Bryan Ruiz? Uma coisa é certa, seremos muitas vezes campeões.

 


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12 Mai 16
Post com professores
António Manuel Venda

Professor Manuel Machado, confiamos em si. O senhor é um excelente treinador, capaz de fazer muito melhor do que aquele professor que na terra dos faraófias teve grandes conquistas com os zalamaleques. Ajude-nos! Não permita que a sua equipa seja comida, nem mesmo de cebolada. Dê uma lição ao professor de ginástica, como se diz em Monchique, a terra que lá bem no alto tem há séculos um leão imponente. Será a última lição. A mais importante. Aquela que tudo pode decidir. Ajude-nos – se nós formos competentes – a ultrapassar os mortos-vivos! E depois passe também pela festa. Não temos nenhuma mala para lhe oferecer (nem o senhor é de usar mala), mas todos lhe daremos, certamente, um forte abraço.

 


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11 Mai 16
Pergunta discreta
António Manuel Venda

Como reagiremos nós, adeptos do Sporting, se um dia, quem sabe um dos dias, digamos assim, chuvosos, ou tempestuosos, do próximo mercado de Inverno, se um dia, já em 2017, obviamente, o Bayern lá de Munique nos emprestar o jovem Renato Sanches?

 


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10 Mai 16
Ilusão
António Manuel Venda

Vendo as imagens, por vezes parece que José Mourinho canta no título de Claudio Ranieri e do Leicester.

 


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09 Mai 16
Outra vez
António Manuel Venda

Como no ano passado. Entramos para a discussão final de uma prova, desta vez o campeonato, e pela frente temos de novo o Sporting de Braga, a única equipa portuguesa que este ano – com o Futebol Clube do Porto lá perto – conseguiu dar-nos luta nos jogos que disputámos. Será que vamos conseguir repetir o final feliz?

 


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01 Mai 16
Dúvida
António Manuel Venda

Hoje é um de Abril ou um de Maio? Aqui.

 

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30 Abr 16
Vivos
António Manuel Venda

Continuamos vivos a perseguir os mortos-vivos.

 


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Um dia importante
António Manuel Venda

Há quem ande por aí a dizer que será o Porto a decidir o campeonato, mas não creio que possa decidir alguma coisa. O Sporting é que tem de decidir, resta saber se decidirá bem. Em disputa contra uma equipa relativamente fraca mas que consegue ganhar quase sempre nem que seja das formas mais disparatadas (o actual líder da classificação), seria preciso não falhar hoje à tarde, só que sobre isso nada se pode dizer por agora. O Sporting já falhou inúmeras vezes esta época sem que se perceba bem o que aconteceu. Vendo pelo valor das equipas, deveria ter perdido no máximo uns quatro pontos. Quando as coisas pareceram complicar-se (empate em Guimarães, com aquela patética figura do William no fim a dizer que continuávamos em primeiro), eu apostei num empate com o Benfica em casa para manter os estragos minimamente controlados, mas nem isso aconteceu. Acho que o treinador não percebeu bem as coisas (sendo indiscutivelmente o melhor, tem alturas em que perde um bocado a noção da realidade). Hoje será sempre um dia importante, dependendo do resultado (vitória do Sporting, continua a disputa até ao fim; outro resultado, José Peseiro passa à história com o único treinador ligado a dois campeonatos mal perdidos pelo Sporting, um a mandar – ? –, outro apenas a observar).

 


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21 Fev 16

Golo de LIEDSON

Benfica 1, Sporting 3

28 de Janeiro de 2006, Estádio do Sport Lisboa e Benfica

 

Um sábado de janeiro de 2006. Hora de jantar. Montemor-o-Novo. Um restaurante. Lembro-me de que escolhi Bacalhau à Brás, e de saber que íamos ganhar com alguma naturalidade. Às vezes sei. Ainda esta época aconteceu, no mesmo estádio, eu agarrado ao computador para acabar um trabalho e atento à televisão para ver se se confirmava o resultado. Tinha-me passado pela cabeça 0-4. Tinha até brincado a propósito de dois dos golos, que seriam marcados por Matheus Pereira (autor de dois de cada vez em dois jogos anteriores, de fora do campeonato), e arriscado que os restantes seriam de Teófilo Gutiérrez ou Slimani e, para dar assim um ar de festa, de Luisão na própria baliza. O resultado, como se sabe, quase se confirmou: 0-3 na casa do Benfica, Teófilo Gutiérrez e Slimani a marcarem, assim como Bryan Ruiz (o melhor jogador do campeonato, a que costumo chamar «o príncipe», como também costumo chamar «o príncipe» a João Mário); e depois houve um momento do jogo em que eu vi o quarto golo do Sporting a entrar, num disparate habitual mas dessa vez com requinte de um dos piores defesas centrais que alguma vez chegaram a Portugal. Eu vi. Tenho a certeza, o chuto à maluca, de longe, do até hoje inexplicável Luisão. Vi em directo o quarto golo do Sporting. Sei que mais gente viu junto de mim. Só que a seguir, na repetição, percebeu-se que a bola tinha sido tirada quase em cima da linha de golo pelo guarda-redes, creio que para canto. Tipo um lance que é penálti claríssimo e depois na repetição percebe-se que afinal se terá tratado de uma falta fora da área.

São coisas de agora. Da serenidade com que vejo os jogos que sei que vão ser fáceis e da tristeza que me chega quando me parece que vai haver problemas. Por qualquer razão, acabo muitas vezes por perceber antes mais ou menos o que irá acontecer. Em 2006, na ida do Sporting ao mesmo sítio, igualmente para o campeonato, eu tinha a vitória como claríssima. Andava por esses dias a tentar perceber o que poderia ser o resultado, e sentia dificuldades, até que surgiu o episódio do treinador adversário, um holandês roliço, de pele muito branca e com umas manchas avermelhadas, ele numa conferência de imprensa a falar do Sporting num castelhano entre o retorcido e o embasbacado onde conseguiu meter o termo «mierda» (que a legendagem informou significar «porcaria» em português) e discorrer sobre um boi preto e um boi branco. Foi ao assistir a essa conferência de imprensa que percebi que o Sporting iria ganhar nas calmas (não sabia por quanto, mas seria por dois golos ou mais).

No restaurante, no entanto, as coisas não começaram a parecer assim tão fáceis. Embora os acontecimentos levassem a que se pensasse assim. Tantas bolas de golo para o Sporting, tantas, só que nenhuma entrava. E o adversário, o do treinador da «mierda» e dos dois bois, a marcar de penálti pouco depois do meio da segunda parte, ainda por cima por um jogador que em tempos o Sporting tinha acolhido. A minha vitória nas calmas tinha tudo para acontecer, mas os golos do Sporting não apareciam. E em campo estava o grande, grande, enorme Liedson.

Eu jantava, e não percebia como não ganhávamos já. Nem um golo, só falhanços. Até que já depois de passada uma hora de jogo (como iria o Sporting ganhar nas calmas se tudo parecia correr mal?), um penálti. Havia o risco de o árbitro não assinalar, mas assinalou. Depois de um golpe de karaté entre o desajeitado e o mirabolante atingir Liedson dentro da grande área adversária. Foi mesmo penálti, e deu o empate, finalmente. O Sporting continuou no mesmo ritmo de jogo. Oportunidades, falhanços... Mas com o empate as coisas ficavam mais próximas da vitória em que eu tinha pensado. Ou que eu tinha imaginado ao ouvir o treinador roliço do boi preto e do boi banco. Continuava a jantar, atento à televisão, até que já depois dos setenta minutos levantei-me da mesa e fiquei ainda mais atento. Um lance que pelo restaurante parecia inofensivo, e eu a levantar-me e a dizer baixinho que seria golo. Tinha havida um passe longo e a bola ia para a esquerda, com Liedson a correr com ela até quase à linha de fundo. Eu percebi. Dali poderia ser impossível um golo, mas se Liedson virasse para a direita e fosse para a baliza… Sim, ia ser golo. O único obstáculo antes de ganhar posição de remate era, imagine-se, Luisão. Percebi que aquele defesa tão mau não sabia bem o que fazer. O golo estava mais do que assegurado, mesmo numa noite de falhanços. Um génio do futebol com um desportista equivocado na modalidade pela frente… O Sporting ia fazer o segundo golo, foi o que pensei. E tive curiosidade de descobrir qual a modalidade mais indicada para Luisão. Sem chegar a nenhuma em especial. Depois do golo deixei de pensar nisso. O golo em que Liedson fez tudo o que eu tinha a certeza de que ele conseguiria fazer. O golo que escolho para esta série. Uns minutos mais tarde, de novo Liedson. A confirmação da vitória à vontade. Nem reparei no «é só enviar» e no «correio verde» que já foi referido aqui no blogue para o terceiro golo, escolhido pelo João Caetano Dias. Escolhi o segundo, o que virou o resultado. Poderia ter escolhido tantos golos de Liedson, o nosso grande, grande, enorme jogador. Deixo além deste golo (primeiro vídeo, a partir de 2,25), vários golos em mais dois vídeos do 31 que nos encantou, que foi sempre um 31 para os nossos adversários e que um presidente(?) que tanta vergonha levou ao Sporting se atreveu a transferir para outro clube.

 


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27 Jun 15
Aquela história...
António Manuel Venda

Aquela história de que «ninguém pára o Benfica» (talvez o único exemplo em que o acordo ortográfico faz sentido – «ninguém para o Benfica») nunca me convenceu. (livaria on-line Wook)

 

Top Wook 27.06.15.jpg

 

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21 Jun 15
O nosso leão
António Manuel Venda

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Há centenas de anos que o leão do Sporting, o verdadeiro, aquele que deu origem ao que está no símbolo do nosso clube, resiste na Serra de Monchique, a minha terra. «Um leão destemido, projectado sobre as patas de trás e de garras assanhadas», nas palavras do meu amigo Eduardo Duarte, monchiquense como eu, mas não adepto do Sporting. Contarei a história aqui. Tudo começou, ao que se diz, depois de um milagre, no mar, ao largo do Algarve.

 


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14 Jun 15
Feira do livro
António Manuel Venda

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11 Jun 15
Sábado
António Manuel Venda

Convite FL.jpg

 


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07 Jun 15
Alenquer, esta tarde
António Manuel Venda

O livro «O Meu Ídolo Sporting», esta tarde, por terras de Alenquer, no almoço sportinguista local.

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06 Jun 15
Comentários?
António Manuel Venda

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04 Jun 15
Talvez tu
António Manuel Venda

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Talvez tenhas sido tu, Jesus. Sim, tu, o da Amadora. Agora que finalmente chegaste, talvez tenhas sido tu a dar o último empurrão para que o livro também chegasse, à feira. Tu, com a tua força, com a tua mestria (que muitas vezes é apelidada de táctica), até – arrisco – com as tuas palavras que nem toda a gente consegue alcançar.


«O Meu Ídolo Sporting», ed. TopBooks, Feira do Livro de Lisboa, stands B27-B29

 


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01 Jun 15
Um sinal
António Manuel Venda

Flores - barranco IMG_0546.JPG

 

Este Domingo ao princípio da tarde, junto ao verde tão verde do pequeno ribeiro, ali adiante depois dos canteiros, dei com um sinal de que tudo ia correr pelo melhor. O resultado cor-de-rosa depois dos penalties que nos deram a glória no Jamor. Fantástico Sporting!

 


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31 Mai 15
Quando acreditamos...
António Manuel Venda

10 > 11. A cada minuto que passa, quando verdadeiramente acreditamos.

 


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Passados 33 anos e dois dias
António Manuel Venda

A equipa mais extraordinária do Sporting, aos meus olhos, então um miúdo de catorze anos, que sabia que essa equipa nunca me desiludia. Eu que então apontava num pequeno caderno tudo o que ia acontecendo, a cada jogo, na caminhada para o título de campeão, nos jogos até à final do Jamor, até na Europa, onde um infeliz golo na Suíça nos deixou de fora depois das inesquecíveis correrias de Manuel Fernandes e Freire em Inglaterra contra a equipa de Kevin Keegan, um jogo do qual me lembro também da presença imperturbável de Meszaros na baliza, do sentido de oportunidade de Jordão e dos passes de golo feito inventados por Oliveira. No Jamor, com o Braga (4-0, Oliveira, Manuel Fernandes, Jordão e Oliveira) a equipa, como ia acontecendo nessa época, mudou um bocadinho: Meszaros, Ademar, Bastos, Zezinho, Inácio, Marinho, Virgílio, Lito, Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão. Também jogaram Nogueira e Meneses (este, brasileiro, um dos dois estrangeiros, ele e o guarda-redes húngaro). Como noutros jogos estiveram Eurico, Mário Jorge, Carlos Xavier, Freire, Barão, Alberto (marcou ao Braga para o campeonato, assim como Virgílio, Oliveira e Jordão), José Eduardo, Esmoriz e os guarda-redes Melo e Fidalgo. Hoje, trinta e três anos e dois dias depois, espera-se que os jogadores abram o livro e honrem a lembrança da extraordinária equipa de 1982 (a mais extraordinária, fixada com os meus olhos de miúdo) e, obviamente, o Sporting.

 

 


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