01 Jun 17
Messi quer vir para o Sporting
José Navarro de Andrade

Todas as alturas são boas para não ler aquilo que se chamam de "jornais desportivos" (nem são jornalísticos, nem falam de desporto...), mas esta altura é ainda melhor. Começou a "silly season" com "notícias" plantadas pelos "empresários" - são aspas a mais mas isto é tudo o "newspeak" de "1984" em que uma palavra significa o seu contrário.

Só para esclarecer de uma vez por todas como se fabricam "notícias":

O "Record" intitula com "Benfica e Sporting atentos a jovem promessa do Santos" uma peça que começa assim: "Benfica e Sporting, através dos seus intermediários no Brasil, já terão sondado os representantes de Guilherme Nunes..." Tradução: os olheiros de ambos os clubes no Brasil fizeram uma ou duas perguntas ao agente do moço, que é para isso que estão avençados. A fonte desta sensacional revelação é o site a.tribuna.com.br. Vamos lá ver o que diz. Sob o título: "Promessa desperta interesse de três times da Europa" a tónica da "notícia" é posta na atenção despertada no Olympique de Marselha acerca da qual, é dito a dado passo: "O estafe do atleta está ciente do desejo desta equipe do Velho Continente."

"Estafe" né? Se calhar diz-se "istafi" no sotaque santista - ou seja o agente do moço. Pronto, ateou-se a bicha de rabiar e os pategos foram atrás. Também, coitados, é preciso encher chouriços. Vai ser assim durante os próximos meses.

Acordem-me, por favor, só quando começar a pré-temporada.

 

PS - Ainda em tempo: "A Bola" [quadrada?] também dá a notícia, podia lá pssar ao lado de tão tremenda caixa... Grande técncia jornalística: picar o que vem em sites. ***bocejo***


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22 Fev 17
Para memória futura
José Navarro de Andrade
Apraz registar quão memorável foi o desafio de Sábado passado entre o Sporting e o Rio Ave: terá sido a primeira vez desde há muito, e decerto nesta temporada, que o Sporting ganhou jogando mal. Este sucesso é uma banalidade noutras paragens, e geralmente lisonjeado como prova de estoicismo, de notável compostura defensiva ou mesmo de predestinação, e não raras vezes devedora da argúcia dos árbitros em descortinar penalties ou em calibrar o rumo do jogo com a expulsãozita de um adversário mais afoito, mesmo que não rebente com o joelho de Adrien. A nós raríssimas vezes tem calhado tal sorte e a última vez que exibimos o confrangedor futebol de Sábado o Braga puniu-nos com o desfecho adequado. O dito árbitro, valha a verdade, também se irritou muito com a injustiça que via no placard e no último quarto de hora tudo fez para repor a moral do jogo, bufando vigorosamente cada vez que uma das avezinhas tombava e mostrando amarelos se gemesse na queda. Mas nem assim – o futebol é uma caixinha de surpresas, como diria o outro.


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08 Fev 17
Noutros lugares, outra normalidade
José Navarro de Andrade

Jose Mourinho blames Manchester United players for derby defeat: "They didn't give me what I want" Mourinho was left furious with the first half performance, which saw his United team fall two goals behind after defensive errors. Ronaldo: Players to blame not Ancelotti.


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09 Jan 17
O profeta da desgraça
José Navarro de Andrade

Houve Pirlo, claro, cujo apogeu viu-se no dia 24 de Junho de 2012. No desafio entre a Itália e a Inglaterra, Pirlo jogando como dizem que Manolete lidava as feras, quase sem mexer os pés, executou 146 passes, dos quais 80% (117) foram bem entregues. Nessa tarde mágica, a inteligência de Pirlo, que era a de estar sempre no lugar certo no instante exacto, metamorfoseou-se numa espécie de presciência sobrenatural, que consistia em vê-lo atrair a si os percursos da bola, devolvendo-a depois ao jogo, ao futebol, ao universo, em perfeito estado de mansidão e domínio. É provável que nas próximas décadas nunca mais se volte a ver prodígio igual. Isto para dizer que àqueles que se limitam a serem apenas excelentes jogadores e não semi-deuses do futebol, como Adrien Silva, arcar com a posição 8 exige muito suor, ânimo e discernimento. Porque sobre as suas qualidades naturais ele mostra estas aptidões, Adrien é uma peça insubstituível no Sporting. Alarmante é que saíndo Adrien entra Elias. Ora aqui está um que tem uma habilidade especialíssima: a de conseguir ser o buraco negro simétrico da estrela Pirlo. Por malas-artes e não menos má-fé, em qualquer momento do jogo Elias consegue posicionar-se criteriosamente longe do percurso da bola. Durante a segunda parte com o Feirense, na atmosfera de naufrágio que se começou a respirar, quedei-me fascinado, como o passarinho pela cobra, pelo serpenteio de Elias no estreito perímetro em que se acoita. Com a deliberada persistência de um coveiro ele vai descarnando uma clareira no meio do campo e, sempre a esbracejar com toda a gente, desorientando os parceiros, que não sabem o que fazer nem como vencer tamanho vazio. Elias não é passivo, pelo contrário, de mansinho, mostra-se como um Iago, activamente aplicado em destruir o jogo do Sporting. Já me garantiram que ainda por cima lhe pagam como a qualquer outro jogador.

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11 Dez 16
Coisas e loisas
José Navarro de Andrade

O primeiro golo do desafio é o retrato da época: não se marcam penalties na Luz à equipa da casa. Se houvesse dúvidas, a cena repetiu-se na segunda parte.
Quanto ao Sporting, tanto este como o outro golo do adversário têm a assinatura de Zeegelaar. O melhor presente de Natal que poderíamos receber era que este bandalho nunca mais envergasse a camisola do Sporting.
Bem estiveram os adeptos locais a fazerem do relvado um caixote do lixo. É a sua índole.


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11 Out 16
Está tudo explicado
José Navarro de Andrade

 

 

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06 Out 16
Um herói sportinguista (de Gijón)
José Navarro de Andrade

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03 Out 16
Um mouro no castelo
José Navarro de Andrade

Um amigo vimaranense convidou-me a ir lá acima ver o Sporting. Já sabia que no D. Afonso Henriques se passavam coisas singulares, mas não estava preparado para o que assisti. Não me surpreendeu a bancada nascente à cunha de arreganhados adeptos locais, ao arrepio do lastimável espectáculo televisivo proporcionados pelas bancadas nascentes de todos os outros clubes que não são “grandes”.

Durante 70’ sentei-me hirto e calado como a estátua da Mumadona, no meio dos sócios vitorianos, um pouco estranhado com a crescente inquietação mais do que resignação, à medida que o Sporting marcava e falhava golos óbvios, e até com a voz atrás de mim que se queixou de Gelson: “este [substantivo interjectivo regional] é um Messi, [substantivo interjectivo regional]!” O ambiente era de compostura e persistência, como quem aguarda um milagre sem cepticismo.

O terceiro golo do Sporting foi um frango por depenar, mas da bancada só se exclamaram uns resmungos, não mais pungentes do que o habitual linguajar nortenho. O meu amigo informou-me que aquele mal-estar deve-se ao facto de Douglas, o titular, não ser muito apreciado, já que o suplente é um miúdo de 21 anos natural da cidade e das escolas do clube que brilhou no fim da época passada, além de ter o hábito de cantar com as claques do Vitória.

Tranquilo com o resultado e o relógio, distraí-me com devaneios antropológicos: como reagiria esta mole ansiosa se o Vitória marcasse um golo? William Carvalho fez o favor de desencadear a experiência. Do penalti em diante soaram incessantemente as trompetas de Jericó e a voltagem gerada na bancada electrizou os rapazes de branco, até então muito amorfos. Desde que me lembro que vou ao futebol, mas nunca me fora dado ver uma bancada marcar dois golos por intermédio dos jogadores.

Claro que o meu espírito positivista encontra explicação menos mística para o que me foi dado ver: Pedro Martins percebeu onde o Sporting era mole e com um par de substituições abriu uma cratera no nosso meio-campo. O problema tem nome, mas como é tão impronunciável como o do demónio, temo estar a ver a obra do diabo por todo o lado.


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15 Set 16
Mais 60M € a entrar em Janeiro?
José Navarro de Andrade

Título de "Marca" o jornal madrilista: "Gelson Martins asombra al mundo con una actuación de 'crack' en el Bernabéu."


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Qual é a dúvida?
José Navarro de Andrade

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"Falemos nobremente mal, patrioticamente mal, as línguas dos outros!"

Eça de Queirós


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29 Ago 16

Concentrado e de poucas palavras todos o tratávamos por Sr. Júlio. Com Pedro de Almeida (que só voltaria de Angola depois do 25 de Abril), Manuel de Oliveira, Valentim Baptista e Lídia Faria eram pouco menos que semi-deuses entre nós, uns chavalitos.

Isto numa era mesosóica, anterior ao Fosbury flop.

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O momento crucial do Sporting X FCP de ontem acabou por acontecer cerca dos 20’ da 3ª parte, já estávamos nós nas bifanas.
Antes assistíramos a dois episódios decisivos, em tudo contrários à tradição troiana do Sporting em que um qualquer cavalo de pau traz desagradáveis surpresas na barriga.
Nos primeiros 20’ viu-se Danilo a comer Ruiz com arroz, André André a entupir Adrien e o FCP a marcar um golo contra a nossa defesa de palas nos olhos, encadeado pelo sol. Um ou dois ajustes de fine tunning de Jesus e passámos a mandar no jogo.
Nos 15’ iniciais da 2ª parte o Sporting reduziu o meio campo do Porto a um bando de canários (que lindo amarelo traziam eles vestido, em vez do habitual padrão de barracas de praia); entra então em cena o canoro Tiago Martins, apitando faltas, faltinhas e faltolas, cada vez que os nossos recuperavam uma bola, até virar a corrente do jogo.
Em face destes dois contratempos deu-se um fenómeno extraordinária em Alvalade: a equipa recompôs-se com maturidade, tino e segurança e nunca nas bancadas estivemos com o coração nas mãos como era nossa antiga sina. Todos tinham a cabeça no lugar, todos sabiam o seu lugar no campo e até o hamletiano Zeegalaar, que hesita e procrastina cada vez que lhe calha a bola nos pés, dava mostrar de saber o que fazer. Os jogadores do Sporting ressudavam tranquilidade, determinados em serem campeões como se o final do campeonato fosse já amanhã.
Só na conferência de imprensa Jorge Jesus revelou a verdadeira provação que a equipa viveu durante a semana: sempre debaixo de fogo do mercado de transferências com cada um dos jogadores alvo dos agentes-snipers; um ambiente de deixar as cabeças à roda, os nervos em franja e descontrolar o ânimo do mais austero.
Os piadéticos que peroram sobre as “vicissitudes do jogo” e especulam sobre o que deveria ter acontecido depois de tudo ter acabado, já sabíamos que eram tolos graças ao aforismo: “os diletantes discutem táctica, os profissionais falam de logística.” Também já se sabia que o futebol tem a forma de um iceberg: o que se vê no jogo resulta da enorme massa de treino escondida dos olhares.
Por isso as declarações de Jesus converteram esta simpática vitória num épico insuspeito.


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01 Ago 16
Assim foi temperado o aço
José Navarro de Andrade

Sem disfarçar com os tafetás destas ocasiões que ofendem a verdade e diminuem a memória: Mário Moniz Pereira era frio, duro e ambicioso. E foi assim que conseguiu industriar uns rapazes de aldeia a serem campeões - e dar-lhes uma vida que na infância nem em sonhos...
Venha quem faça melhor.


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14 Jul 16
Estão a brincar
José Navarro de Andrade

Rui Jorge lamentou - embora diga "compreender" - as recusas dos clubes em ceder jogadores para a Seleção Olímpica. Façam-se umas contitas.

Da defesa do Sporting iriam Paulo Oliveira, Ruben Semedo e Ricardo Esgaio. Ou seja, levar-se-ia quase metade dos centrais. Esgaio vai, o que prova não haver a mínima má-fé do Sporting.

Dos médios pretendia João Mário e William Carvalho. Quer isto dizer que após um campeonato esgotante, culminado com mês de Junho onde entraram em 7 jogos "a matar", teriam umas semanas de férias em Julho (enquanto a equipa já roda na pré-época) após as quais embarcariam durante o mês de Agosto para os Jogos Olímpicos ao serviço da Federação até ao dia 20, se chegassem à final. Só pode ser uma brincadeira de mau gosto...

Queria também Gélson Martins, Iuri Medeiros e Carlos Mané, os dois primeiros em fase de integração e crescimento numa equipa carente de extremos, que se prepara para enfrentar a Champions. (Carlos Mané vai.)

Só por loucura ou estultícia o Sporting cederia mais jogadores do que cedeu. E, neste caso, também a política de outros clubes não parece insensata.


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11 Jul 16
Em resumo
José Navarro de Andrade

Ao fim e ao cabo este resultado é inquietante: vamos ficar sem meia equipa.


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08 Jul 16
os pipis das meias altas
José Navarro de Andrade

Deu para ver ontem e anteontem que há penalties e penalties. Aqueles emplastros de pernas abertas na linha de fundo, sem sequer um lencinho na mão, vêem exactamente o quê?


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07 Jul 16
Mudanças
José Navarro de Andrade

Com a imprevidência que nasce do entusiasmo, pus-me a ver a longa sessão de comentários televisivos ao jogo de ontem, e dei comigo a reviver em directo o "1984" de Orwell.

Depois de uma fase de grupos no mínimo titubeante - houve ontem quem não o esquecesse -  e depois de a selecção enfardar 3 golos da não-tão-boa-como-isso Hungria, Fernando Santos confessou numa entrevista radiofónica que iria mudar alguma coisa.

O Eng. é meticuloso e calculista, no bom sentido, aprende com os erros e muda o que tem que mudar, para não ter que mudar de estratégia.

E mudou: levou a jogo o meio-campo do Sporting. As coisas mudaram de figura, não mudaram?

Tanto palrador, tanto opinador, tanto treinador de bancada, alguns deles comprovadamente incompetentes quando quiseram ser treinadores a sério, e ninguém para realçar este coisa simples?

(Fernando Santos também mudou profundamente a defesa: meteu José Fonte, que é só o capitão do Southampton, da Premier League inglesa, mas pelos vistos, não enche o olho aos ramelosos.)

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06 Jul 16

Numa lendária final da NBA faltavam 7 segundos para acabar o jogo e o treinador dos Celtics pediu "time out". Só havia tempo para uma jogada, se os Celtics marcassem eram campeões, se não, perdiam o jogo e o campeonato. O treinador começou a dar a táctica para a jogada final mas Larry Bird disse: "não há cá esquemas, passem-me a bola que eu marco." No regresso à quadra Bird avisou o adversário que o marcava: "vou receber a bola e encestar." Passaram-lhe a bola, ele encestou e foi campeão.

O Larry Bird que se foda, como agora se diz, isto é Cristiano Ronaldo.


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05 Jul 16

Que hipóteses temos contra a selecção de um país onde chove de baixo para cima?

 

 


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28 Jun 16
Comparações
José Navarro de Andrade

Com o Mané a jogar disfarçado de Sterling e Danny Rose a imitar Eliseu, como poderia a Inglaterra ter ganho?


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26 Jun 16

Nestes torneios é invariável haver uma equipa que vai aborrecendo todos os jogos até se dar com ela na final. O papel de calisto costuma, pelas leis consuetudinárias do futebol, ser entregue à Itália - com apogeu no Mundial de 94 - mas não há quem recorde, apesar de ninguém se ter esquecido, que foi o da Grécia no Euro 2004. Há 2 anos, surpreendentemente, coube à Argentina ir ao pé coxinho pelo sertão fora até ao Maracanã, onde se empenhou em reavivar o fantasma do Uruguai de 50.

Após anos de experimentação com a selecção grega, que no Brasil assemelhava-se a uma brigada de estivadores do Pireu no aspecto e na delicadeza do futebol praticado, Fernando Santos é bem capaz de ocupar gloriosamente esse trono do tacticista mais chato do Euro, agora que tem jogadores à altura de um Pepe para blindar a área e espezinhar os joanetes adversários, de um William que rouba a bola como quem tira ovos do ninho, ou de um pianista em versão carregador como Adrien. E quando o opositor estiver devidamente opiado, é dar-lhe com o rectilíneo torpedo do Sanches ao som dos UHF - "agora, agora, agora *gemido esganiçado*" - e alguns acordes desse baixista heavy metal do Quaresma. Se calhar para horror da Europa civilizada, e até das Ilhas Britânicas, somos mesmo capazes de ir lá ter.

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14 Jun 16
Na passerelle
José Navarro de Andrade

Lá tivemos a primeira demonstração da SP-Seleção Portuguesa SA, uma firma do Grupo Jorge Mendes Internacional, com sede no Liechenstein. Os seus activos mostram-se muito janotas e bem penteados no decorrer de toda a apresentação.

Cumprindo ordens estritas do emérito anestesista Fernando Santos, o meio-campo passeou-se com algumas corridinhas breves que, felizmente, não desbotaram as camisolas de suor. Ficou assim evidenciado que a dupla Adrien-João Mário seria um enorme transtorno aos propósitos da firma, os quais são os de evitar toda a dinâmica e codícia porque estas coisas fazem-se com calma. Muito bem, portanto, João Coitadinho, a pastar com bola e ver as vistas antes de a entregar a quem quer que fosse, de preferência a quem vestisse de branco como a neve. O outro mocito que o veio substituir ainda foi melhor neste particular. O mesmo diapasão ritmou a defesa cretácica, tediosa e pausada, dada a solenidade do momento; aquando do centro islandês que terminou em golo, Pepe reparou que Carvalho estava MIA e disse a Vieirinha: "aguenta-te aí que eu vou à procura dele."

Ronaldo, ah o nosso Ronaldo, honrou o novo patrocínio de uma pasta dentífrica, não negligenciando mostrar a cremalheira em todas as ocasiões, nalgumas ensaiando um sorriso sarcástico que lhe fica maravilhosamente, sobretudo quando discute com o árbitro por tudo e por nada (sobretudo por nada).

Quando a coisa chegou ao ponto de tentar a sorte com Éder, foi como usar a técnica de adivinhar o futuro em vísceras de aves.

Será de enrolar já a bandeira? É que se ficarmos em terceiro - a hipótese mais óbvia - em condições de seguirmos - hipótese não tão óbvia - levamos com a Espanha ou com a Alemanha; se, por um bambúrrio ficarmos em segundo, levamos com a Inglaterra ou a Rússia, ou, quem sabe, Gales. Quer dizer: qualquer uma destas equipas ficou, depois de hoje, com a envergadura de um Everest.

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13 Jun 16
Da vero
José Navarro de Andrade

A grande área de Itália é habitada por 4 canibais que acampam juntos nela já há muitos anos. Qualquer equipa que se veja rebaixada ao estalingrado do último terço do terreno anda por ali ó mãe, ó mãe, com as cuecas na mão e o coração na boca, aos biqueiros para a bancada à espera da estocada fatal que há-de chegar - olha os Checos contra a Espanha...

A Itália não. Os canibais da defesa, todos de Torino e somando um século e um quarto de idade, apesar de se darem por juves, é como estão melhor é quando lhes cai em cima o peso do mundo. O truque é simples: primeiro fazem-se de cristãos e dizem: "deixai vir a mim as crianças!" Cheios de esperança pueril os avançados adversários correm para eles de bola dominada, ou centram-na à confiança; mas, de repente, têm pela frente um comunista, desses dos antigos, que come criancinhas ao pequeno-almoço.

E depois é passar o tempo nisto, os belgas a baterem e baterem na porta da frente e a vê-las entrar duas vezes pela porta das traseiras.

Querem ver que os florentinos dos italianos ainda vão ganhar isto?


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09 Jun 16
Qual é a dúvida?
José Navarro de Andrade

É de caras, mas vai ser de cernelha.

Guarda redes:

Rui Patricio.

Suplente: Anthony Lopes.

Lateral direito:

Cédric ou Vieirinha -  duas óptimas opções.                            

Centrais:

Como mais cedo ou mais tarde Pepe e Bruno Alves irão para a rua, todos vão jogar. 

Lateral esquerdo:

Raphael Guerreiro.

Meio campo:

Triângulo com Danilo, Adrien e João Mário.

Suplente: William Carvalho.

À frente:

Nani, Cristiano Ronaldo, Quaresma.

Suplente: Rafa (se houver uma indigestão colectiva de marisco estragado, pode ser que Éder caiba.)

 

O resto é cangalhada, útil para compor o banco. Gordalheu, Coitadinho e Trancinhas são ridículos, Gomes tem dias. Mais valiam André André, Rúben Neves, Josué, Bernardo Silva, Jota e, mesmo, Tiago com perna de pau.


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10 Fev 16
Os melhores golos do Sporting (17)
José Navarro de Andrade

 ...e tudo explode aos 7'18''

 

Golo de MÁRIO JORGE

Sporting-Porto

17 de Janeiro de 1982, Estádio José Alvalade

 

A memória é traidora, há que duvidar sempre dela. Tantos golos que vi de Lourenço, Yazalde, Manuel Fernandes e quando me perguntaram à queima-roupa de que golo guardava melhor recordação, fui incapaz de me lembrar de algum deles. Apuro assim, ai de mim, que a minha memória dos feitos antigos do Sporting é igual à das imagens de televisão: desbotou-se.

Por exemplo, este golo que me veio logo à lembrança não foi afinal nada como o recordo, mas até fica mais bonito da maneira como a realidade diz que aconteceu. Vi-o lá no estádio, que é o lugar onde os factos são mais instantâneos e perecíveis, onde não há replay nem repetições que dissequem e gravem cada lance, onde tudo o que vemos é com as lentas espessas da emoção. O futebol e o que dele fica na nossa consciência, tal como todos os outros prazeres e dissabores da vida, depende por completo da ocasião. Daqui só pode resultar que a memória pretensamente absoluta e neutra registada por máquinas objectivas é, na verdade, uma distorção do que deveras se passou.

Recuemos, então, à época 81/82. O treinador era o exuberante Malcolm Allison, muito amigo de champagne e garotas, que via no futebol um pretexto para beber mais champagne e seduzir mais garotas. Estamos na pré-história, portanto, antes dos queirozes da vida terem vindo de powerpoint e diagramas em riste diminuir o futebol a uma chaveta das “ciências humanas” e destes treinadores filosóficos de agora portadores de uma “ideia de jogo”. “Big Mal” queria lá saber disso para nada, o que ele administrava nos jogadores era caixa de ar e músculo (os dolorosos treinos do preparador físico Roger Spry) e depois os rapazes que fossem à vida com o talento que tinham.

O Sporting entrava à frente na última jornada da primeira volta, com o Benfica e o Porto a farejarem-nos o rabo. Estava-se mesmo a ver que um deslize seria fatal. Última jornada essa em que defrontávamos o Porto enquanto o Benfica ia ao Bessa – tudo em jogo.

Perante um estádio efervescente e repleto – havia sempre maneira de sentar duas pessoas num lugar – não lembrou mais nada a Malcolm Allison do que se virar para as bancadas agitando os braços a pedir apoio. Recorde-se que os treinadores de então eram uns cavalheiros muito sorumbáticos, com medo de parecerem mal ou não serem levados a sério, nada dispostos a estas palhaçadas. Isto provocou uma descarga eléctrica na multidão que se foi acumulando em nervos ao longo da disputada meia-hora inicial.

Até que Mário Jorge pega na bola naquele jeito descaído dele, vai por ali fora rumo a norte, passa pela defesa do FCP – viste-lo? Eu também não – e catrapumba lá para dentro. Isto é do que me lembro; disto e de ainda estarmos a celebrar o golo quando pelos milhares de transístores ligados a outras tantas orelhas se gritou o golo do empate do Boavista contra o SLB.

Agora revejo as imagens televisivas e a coisa revela-se bem mais fina. A bola circulou pela equipa quase toda – ainda não se falava em “circulação de bola” – antes de chegar aos pés de Mário Jorge, que a empurrou para a baliza com delicadeza de artista. Mas o que as imagens não conseguem mostrar é a explosão de alegria-energia que este toque deflagrou. Podia ser, podia ser mesmo que o céu estivesse ao nosso alcance. Ainda hoje estou convencido que o campeonato 81/82 se ganhou naquela tarde.


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29 Jan 16
Olha quem voltou
José Navarro de Andrade

E não é que o provecto Pinto da Costa despertou do coma tropical em que vegetava para ruminar opinião acerca da ida de Carrillo para o benfica? Ora aqui está um que sempre soube quem é o inimigo mais perigoso.

 


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20 Dez 15
Os soporíferos
José Navarro de Andrade

Neste Sporting não há lugar para o enfado existencialista de Montero que aborda todos os lances à experiência, nem para o déficit de neurónios de Esgaio que nunca sabe muito bem o que se passa à sua volta. Podem ir fazer companhia ao desterrado Mané?


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Um historial de mistificações
José Navarro de Andrade

Já todos percebemos pelos comentadores televisivos do benfica que bem podem ver uma falta do tamanho de uma catedral que insistirão em dizer que não foi nada. Para os mais sensatos e lúdicos, aqui ficam algumas imagens que desmentem cabalmente uma mistificação recorrente e revelam factos inconvenientes. Só eles não irão entender o que está à vista.

A bancada central debaixo de Marcello Caetano. Só se vê uma pessoa a aplaudir, as outras limitam-se a olhar com curiosidade.

Marcello Caetano agradece efusivamente os aplausos vindos do topo norte. Era lá que estavam os adeptos do benfica.

Marcello Caetano entrou e saiu de Alvalade antes do jogo começar. Aqui está de saída, o camarote presidencial ficou para trás. Lá em cima, as pessoas dos camarotes mais caros, a dita aristocracia sportinguista, debruçam-se, não aplaudem.

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15 Dez 15
Recordar é viver
José Navarro de Andrade

Um historial de mistificações.

 

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22 Nov 15
A culpa foi dos penalties
José Navarro de Andrade

Lamentável a ineficácia de Eliseu: não conseguiu lesionar Gélson ao cabo de tantas patadas. Também de Samaris que marrou contra o banco do Sporting sem sequer lascar um assento. Admirável, porém, a resistência física de Jonas que não foi parar ao hospital depois de ter agonizado tantas vezes no relvado, sempre que lhe sopravam na poupa.

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25 Out 15
Ia-me dando uma coisa
José Navarro de Andrade

Que durante a primeira parte o nosso meio-campo não tenha conseguido articular três passes seguidos, que os laterais passassem a bola precisamente para onde não está o extremo, que os defesas centrais nos deixassem com o credo na boca ao cortarem sempre in extremis os sucessivos remates para o éter daquele rapaz com esgares do Becker do Marretas; com tudo isto sabemos viver, pela força do hábito.

Agora que em três tiros marquemos três golos, com uma proficiência letal e cirúrgica, isto é coisa inaudita e quase me provocou um treco no coração.

A segunda parte foi triste. Há que respeitar o adversário e continuar a aplicar intensidade no jogo como se ele fosse digno do esforço e é feio obrigá-lo a expor as suas insuficiências. Só foi pena que o astuto remate de Luisão não tenha entrado.


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27 Set 15
Cirurgias
José Navarro de Andrade

E assim é que à 6ª jornada, em 18 pontos possíveis, os Sporting já foi expoliado de 4 pontos: o penalty inventado contra o Paços de Ferreira, logo à 2ª jornada, que lhes forneceu o empate, e agora, na 6ª ronda, o golo acintosamente anulado, obrigando o placard a ficar a zero. 4 pontos, 22% dos pontos possíveis, o que extrapolado para o total do total dos pontos a obter até ao fim do campeonato equivaleria a 22 pontos a menos.

Pela ordem natural das coisas, segue-se que a abjecta indústria do comentário ludopédico efectuará as habituais manobras para derramar uma cloaca de argumentos contra os factos, com a  sua pitoresca ofensa à inteligência e ao fair play. Posto o que concluirão que somos uns calimeros.


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22 Set 15
Xanax
José Navarro de Andrade

O campeonato português é um deserto dos tártaros em que uns dromedários, tipo Nacional e coisas assim, só andam ali para atrasar a vida de quem quer ganhá-la. Um jogo às 9 da noite de segunda-feira arrisca assim a tornar-se um poderoso soporífero; sobretudo se ao Sporting lhe der para absorver os princípios tácticos do Leeds United dos anos 70: corrida para a linha de fundo e biqueiro para a área a ver se te avias – foi o que a noite passada Jeferson praticou vezes sem fim. Lembrei-me do glorioso Marinho, que corria tresloucado pela ala direita até chocar contra o colchão do salto à vara – às vezes centrava e era golo certo.

Sei que aos 86 minutos houve um golo porque vi, mas tive de acordar os meus parceiros de bancada que já tinham adormecido e não acreditaram. E vi a pirraça do costume: o Mané arrasta-se ociosamente em campo, tenta uns berloques quando recebe a bola para perdê-la com arte, ou corre com ela por entre os pinos dos adversários até que um estica a perna e rouba-lha, eu começo a insultá-lo cá de cima e ele acaba por me calar com um toque, um toquezinho apenas, que resolve a coisa. Idem para o Montero, a quem só falta reclinar-se na relva quando a bola é trocada noutro quadrante. Os outros fazem o que sabem e agora há muito mais toques no meio-campo a trocar o jogo para cá e para lá, até criar uma sensação de enjoo com tanto balancé. Ou foi isto ou foi o jantar que lhes caiu mal, porque da brasileirada do Nacional de cinco em cinco minutos havia um que se espojava no chão com tremores de moribundo. Só arrebitaram com o golo do Sporting e puseram-se a correr como ainda não os víramos – há-de ter sido uma mézinha lá da Madeira que o vintém do treinador deles lhes deve dar.

E pronto. Vá lá que não estava uma noite fria.


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17 Set 15

 

Lamento verificar que o Pedro Correia não percebe nada de ciência futebolística nem de semiótica linguística. Vejo-me, assim, obrigado a vir aqui, em prol da verdade e dos legítimos interesses dos leitores, converter o que disse o magistral geómetra Freitas Lobo na língua própria dos treinadores e restantes profissionais da bola, quando gritam aquilo que Lobo interpreta. Senão vejamos:

Quando o Freitas Lobo diz: «O Porto neste início de encontro define uma zona de pressão média-baixa.»; Lopetegui, na verdade, exclamou: "Ponham-se à retranca cabr$#&!!" 

FL: «Lopetegui não pediu largura a André André, pede-lhe que apareça por dentro a pegar na bola.»; Polesegui: "Ou deixas de fazer ronha ou estás fod&%$# comigo!!!"

FL: «O jogador russo já lhe tinha ganho a frente.»; Lobrecusi: "O panasc$#% do russo está-te a comer e tu a ver!!!"

FL: «O Porto baixou a zona de pressão.»; Tropegosi: "Estão todos borrados, mas é."

FL: «Embora jogando com dois pivôs, há sempre a possibilidade de um deles bascular um pouco para fazer essa cobertura.» Telogueti: "O gajo é um buraco do tamanho da &%$# da mãe dele, tapa-me isso, car&ª$#!!!"

FL: «André André procura sempre associar-se a outras linhas, juntando as pontas do meio-campo.» Petelogui: "Mas o qué'que esta palhaço está prá'li a fazer???"

FL: «É uma transição individual, feita apenas por um jogador em posse, sem a ligação colectiva que a equipa deve ter nessa construção mais apoiada.» Tetelegui: "Passa a bola, fução do ca&/*$!!!"

FL: «Ruben Neves tem que esticar o jogo mais rapidamente no flanco.» Pipilogui: "Corre, panel$#%&, andáste ontem nos copos e não podes com uma gata pelo rabo!!!"

FL: «André André adapta-se a tudo isto com a sua intensidade e qualidade de interpretação dos espaços.» Lepegoti: "Vai-te a eles, caral&%$#!!!"

Como vêem falta ao Pedro Correia um ou dois mestrados em futebolês para chegar ao nível hermenêutico que eu, felizmente para vós, já adquiri.


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27 Ago 15
Sporting blues in green
José Navarro de Andrade

O Sporting c’est la vie, nós não vivemos disto, vivemos nisto.

Ao contrário dos nossos adversários, que aderem aos clubes deles porque lhes dão ilusões de grandeza em compensação da pequenez quotidiana, o Sporting é de um realismo exasperante. Para um sportinguista qualquer pedaço de alegria tem um custo e quando nos aproximamos do céu e quase o tocamos, parece que vai a débito da condição humana. O fígado de um sportinguista é um caso fisiológico por ser muito maior que a média; somos capazes de esmoer todos os revezes, mesmo com alguma impaciência, ou de estar prontos para outras a seguir às piores digestões.

Que outros adeptos esquecerão tão depressa como nós a afrontosa displicência de Carrillo, ontem à noite? Ou a paralisia cerebral que atacou o treinador, que manteve as reservas sentadas no banco, perante a debacle em curso diante dos seus olhos?

Um banho de água fria retempera – venha a próxima.


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25 Ago 15
Mascarenhas forever
José Navarro de Andrade

Seis golos seis, num jogo internacional.

Beat that...


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24 Ago 15
É o bicho, é o bicho...
José Navarro de Andrade

Só não foi inteiramente assim porque não mostra a embirração com Slimani, logo ao primeiro toque do jogo. Daqui em diante foi sempre a descer... Para nós há-de ser sempre íngreme a subir.

 

http://abolanaotempulmao.blogspot.pt/2015/08/sporting-1-1-pacos-arbitragem-video.html


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20 Ago 15
A têmpora do Morais
José Navarro de Andrade

Esta vai ser a pior época de sempre. A razão é simples: estamos muito mais fortes e horrivelmente ambiciosos. Isto implica, então, que o atrito provocado pelo Sporting seja maior, logo, que a inércia contra nós se torne mais rígida. Para contrariar o Sporting, o sistema não precisa de se mexer, pelo contrário, precisa de não mexer nada, nem em nada.

Os resultados são ilusórios, ou melhor, proporcionam a ilusão de que basta ser melhor – cada vez melhor – em campo para chegar à vitória. Mas é ver os três últimos jogos oficiais do Sporting para perceber que nos estão guardadas patifarias iguais às dos anos passados, mas a dobrar ou triplicar, consoante as necessidades.

Na final da Taça o árbitro cedeu ao calor e permitiu que o Sporting empatasse um jogo em que, até aí, ele colaborara activamente, expulsando um defesa num lance em que poderia não marcar penalti e fazendo vista grossa ao espancamento de Nani. Resultado: Marco Ferreira está hoje a contemplar nostalgicamente o oceano, carimbando cheques no Funchal. Na final da Supertaça o irremediável Sousa – injustamente acusado de ser o melhor árbitro português, já que há outros tão maus como ele – ainda tentou conter o fluxo do Sporting anulando um golo limpinho, limpinho. Em Tarouca, só por inépcia da estreante defesa da casa o desfecho não foi arrumado com um empate à mão.

Os seis ou sete primeiros jogos do campeonato são absolutamente decisivos. Basta fazer as contas e ver o histórico. Por isso vamos ser brindados com as decisões mais velhacas e arbitrárias – deve vir daí o nome de “árbitro” – dos últimos tempos. A curiosidade está apenas em saber qual será o nível de grosseria e de desvergonha admitido; por ele se medirá o grau de animosidade contra o Sporting.

Há uma velha tradição de os desafios contra o Paços de Ferreira serem enfeitados com apitadores amigos do burlesco e da burla. Sábado veremos.

Assim vos digo: esta vai ser a pior época de sempre, talvez a mais irritante e lastimável – apertem os cintos.


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09 Ago 15
Super e taça
José Navarro de Andrade


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