06 Fev 17

Ouvi as declarações que o Frederico aqui transcreveu. Não dei grande importância, é de Jorge Jesus que falamos. A meu ver, é um meet halfway. Não é capaz de dizer "eu não vi bem isto", mas também não vi ali intenção de queimar o Palhinha. Já o conheciamos, já sabiamos que não é de se conter, muito menos em flashes. Não adoro o estilo, sou sempre pelo recato nestas coisas, mas também não me surpreende ou ofende.

Acima de tudo, a sensação que tive quando o ouvi, foi que tinha estado a ler o mesmo que eu no twitter. Justificou a escolha de Palhinha, de Matheus, o abraço a Casillas e elogiou a nossa segunda parte.

O que me ofende, isso sim, é depois de Gelson e Palhinha serem bastante claros, ver jornalistas e outros tentarem fazer de quem os lê, parvo, descontextualizando e levantando falsas suspeitas em palavras claras. Os rapazes foram bem explícitos nas suas palavras. Se são eles ou não, pouco me importa, o que está lá escrito não deixa dúvidas. O que não me ofende, mas custa, é ver spotinguenses saltarem borda fora quando as coisas correm mal: aquele adepto que nestas alturas "até nem ligo muito". Já sei, vão dizer-me que não devo conhecer os adeptos do Sporting. Conheço lindamente, e é por isso que estas raridades me chamam tanto a atenção. Querem estar do lado certo, que nem sabem bem qual é. Acham que é o de quem ganha, e até pode ser, mas neste clube isso não tem acontecido muitas vezes (no futebol... já sei que o Sporting é mais que isso), portanto, ou se tem estofo ou não se tem. Não tendo, agradece-se que se pense antes de se disparatar.

Sigamos em frente, agora há espaço e tempo para experimentar miúdos, reforços, uns com os outros ou isolados. Ponha-se Esgaio na esquerda, não pareceu mal. 

Ah, e há eleições pela frente. Saibamos não perder a cabeça, não quero receber o meu leão de 25 anos de sócia de um erro de casting.


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18 Jan 17
Alinhamo-nos agora?
Marta Spínola

Queriamos estar todos alinhados, estamos agora? Estamos unidos num "Ok, alguma coisa tem de mudar nestes jogos"? Espero que sim, é essa sintonia que faz um clube.

 

Escrevi isto aquando do empate na Madeira, por Outubro. Estávamos, mas ainda fomos todos dar uma grande volta a razões, argumentos, guerras e guerrinhas. Desta vez, talvez estejamos. Perdemos dois meses inteiros entretanto. 

Serenidade e reflexão precisam-se. Gostar do Sporting ajuda. 


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27 Nov 16

Às segundas ao serão (excepção feita a semana passada, que foi na terça), há pelo twitter uma conversa simpática e informal com um twitter sportinguista, escolhido pelo João Castro. É uma alternativa agradável aos serões futebolísticos de segunda à noite, dos quais desisti há muito tempo. O João pergunta o que nos liga ao Sporting, dá espaço ao mais elementar, que nem sempre é falado e sabe bem relembrar: onde começou? E personaliza, tenta conhecer-nos previamente para que não seja uma coisa impessoal e em série.

Calhou-me ser a entrevistada a seguir ao jogo com o Real, mas correu tudo bem. Afinal é sobre a nossa ligação ao Sporting, e essa é inabalável.

As entrevistas são depois publicadas no blog Bancada de Leão, para se poderem ler fora do twitter. A minha está aqui, e copio parte:

21 - Como vês o clube com uma massa associativa tão jovem (M/F) apesar dos poucos títulos nos últimos anos? 
Revejo-me um pouco. O Sporting foi campeão em 82, eu tinha 5 anos, não me lembro. Só voltou a ser em 99/00 e eu cresci a ser do Sporting, quis ser sócia aos 15, estávamos em 92, naturalmente não foi por títulos. No fundo lembro-me de tantos títulos como alguns deles :) os mais pequeninos serão como eu fui, digo eu. É do Sporting quem gosta do Sporting. E quem resiste!

Para seguir estas entrevistas no twitter (não é preciso ter conta), basta seguir a hashtag #Sporting160, ou espreitar a conta do @castrojr76


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08 Nov 16

Gostava de dedicar os três golos inteirinhos ao senhor que, ao ver o meu cachecol, encetou a seguinte converseta:

- Vai ver o Sporting?

- Vou vou...

- E é para ganhar? A seguir à Europa nunca ganham! EHeHEEHHEEHeHEEHEHEHEHe!

Adorou o seu próprio número humorístico, tão fofo. Se pudesse cortava-o aos bocadinhos para ser muitos iguais. 

Depois ainda me contou uma das hilariantes piadas sobre Pedro Dias e o Sporting Campeão que circulam por estes dias.

Para que é que insistem? Tenho a idade que tenho, sou do Sporting desde que me lembro. Ainda há quem ache que surpreende com piadas sobre campeonatos não ganhos?

Afinal não lhe quero dedicar nada, a vitória é nossa e só nossa.

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29 Out 16

Nada está perdido, não se trata disso. E quanto a esse tema, gostava de partilhar o que diz o Sportinguista.

Além de também eu não ter desistido, há três pontos que saliento deste post:

Exijo que saibam o que o Sporting representa para os adeptos e que carregam uma bandeira (...)

Exijo que sejam profissionais na mesma medida do nosso amor

Exijo que percebam a sorte que é ser do Sporting;

Não há muito mais a dizer a seguir aos dois últimos jogos. Ou quatro, vá, mas nos dois últimos foi mais evidente uma ineficácia que não deixa muitos argumentos. Com o Dormund houve atitude e em Guimarães três golos. Não é um caso em particular, e isto não quer dizer que está tudo mal na equipa. Temos bons centrais, um Schelotto que começa bem, descarrila pelo meio e corre para apanhar o fim, Um Bas Dost que não tem culpa que não lhe chegue sempre a bola. Não é uma culpa de alguém em particular, mas também não é mérito de nenhum. Vendo a cara do Ruben Semedo no final do jogo, percebe-se que não somos só nós a achar que aquele resultado soube a derrota. E não é saber a derrota por merecermos mais um golo - que até merecíamos -, ou erro do árbitro, ou anti-jogo - que também existiu, não discuto isso. É saber a derrota porque sabemos e podemos mais que isto.

Queriamos estar todos alinhados, estamos agora? Estamos unidos num "Ok, alguma coisa tem de mudar nestes jogos"? Espero que sim, é essa sintonia que faz um clube.

Isto passa-me, nem sequer está em causa quarta-feira estar em frente a uma TV às 19:45. Mas que mói, mói.


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17 Set 16

Os nossos sub-14 disputam mais uma vez a Madrid Football Cup U14, que ganharam o ano passado, como ilustra a fotografia do post.Este torneio conta com 24 equipas e os nossos leões passaram em primeiro num grupo de seis equipas.

À hora a que escrevo este post estão a jogar os quartos de final, frente ao JFA Japón.  

Para saber mais e acompanhar resultados, deixo o site e página de facebook.

Que possa ser nossa uma vez mais! 

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11 Jul 16

Em 2004 choraste, e eu, que nunca chorei com a selecção, tive vontade de chorar contigo. "É tão menininho..." pensava, dizia. Nunca te deixei, segui-te sempre, quis saber sempre mais, ver mais. Saber onde podias chegar. Ano após ano.

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Ontem, quando te vi no chão e depois em lágrimas, pensei "não chores. Não chores, que também choro". Voltaste, porque és o maior e não desistes à primeira, não desististe em 12 anos, nunca viraste a cara a tanta ingratidão que se viu e ouviu, não sei quantos teriam essa capacidade, mas tu tens.

Não deu para continuares, e vieram as lágrimas novamente. Porque vives para todos os jogos, mas aqui entre nós, uma final é uma final, e detestas não estar presente.

Depois o momento de um verdadeiro capitão. E deixa-me dizer já aqui que muitas vezes eu disse: "ser capitão é uma pressão de que ele não precisa", e hoje sei por que nunca deixaste de o ser. Cresceste, amadureceste, sabes ser capitão nos momentos cruciais. Quem me conhece sabe como gosto do capitão da Itália e - detesto admitir isto - vê-lo de costas nos penalties dos colegas, quando se apregoavam um grupo unido, custou-me. Podem ser superstições, crendices, pode ter sido para não dar um grito ao Zaza, mas esse gesto ficou-me. No prolongamento vieste dar ânimo a todos, dentro e fora de campo. Abraços, gritos ou sussurros, o capitão estava ali com eles. O mimado, o birrento (atenção, adoro essas pequenas birras), estava ali a dar de si aos restantes.

Mais lágrimas no golo do Éder. És maravilhoso quando choras de alegria. És o maior, o melhor do mundo mesmo a chorar,quero lá saber. Chorei contigo antes, chorei contigo agora.

Quando levantaste a taça, senti as lágrimas chegarem. Talvez por tudo o que ouvi e li de 2004 para cá, em cada europeu e mundial, sempre a mesma conversa, sempre os mesmos argumentos idiotas e ressabiados. Ou talvez me tenha voltado simplesmente a emocionar com Portugal.

Doze anos, esperei 12 anos para te ver ali, assim. E vi. És o maior, meu  ric'menine.


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15 Mai 16

Ao longo da época ouviu-se e leu-se muito "Eu quero o Sporting campeão", e como sempre, houve gente incomodada, e não foi só fora do clube. No próprio estádio vi muitas cautelas, muitos receios.

É tudo uma questão de português. Querer o Sporting campeão não é fazer reservas, não é dizer "está ganho", é querer. Não se preocupem tanto com palavras, aproveitem os momentos.

Nós, os que acompanhamos e sentimos o clube, que vimos o Sporting com pouca garra, e menos resultados num passado recente sabemos que tem havido um crescendo de forma e sentimo-nos no direito de este ano o cantar a plenos pulmões "Eu quero o Sporting campeão!".

Mas quem é que sendo do Sporting não o quer campeão? Eu quero o Sporting campeão todos os anos há 39, agora vejam lá quantas vi. E nem por isso deixo de querer. Eu em Julho já quero o Sporting campeão, sempre. E se não for hoje, amanhã já #euqueroosportingcampeao outra vez. Infeliz de quem não quer ou não aproveitou bem esta época.


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01 Mai 16

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Fui ao Porto e voltei. Saí de manhã, aproveitei o dia pela zona do Dragão (tempo esplêndido), voltei à noite com os três pontos, e a memória de um grande Sporting.

A entrada foi atribulada e parte dos adeptos do Sporting entraram com o jogo já a decorrer. Enfim, clássicos a rever. Fiquei na caixa, na jaula, no que lhe quiserem chamar. Cantou-se, incentivou-se, saltou-se e gritou-se bastante três vezes. 

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Do Dragão: gostei do estádio, dizem-me que com o frio não é agradável, mas ontem não esteve frio. Do lugar onde estava, vi relativamente bem o jogo e a saída foi bastante tranquila.

No campo, o grande Sporting, o príncipe João Mário e seus companheiros. Estava tudo bem. Quem me conhece sabe que não entro em conversas de arbitragens, para bem ou para mal. Eu quero é ver golos e o Sporting ganhar, de preferência. Eu quero é ver o João Mário passar três jogadores e oferecer o golo a Slimani, o Slimani saltar isolado e marcar de cabeça, ter a lei da vantagem, o Bruno César perceber João Mário e arriscar. Goloooooo!

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O terceiro golo. Depois de de se reclamar falta sobre Slimani, o jogo seguir e dar em golo, só podia acontecer histeria. Assumamo-lo: o terceiro golo foi a histeria nas bancadas. Por ser o terceiro, por poder significar um matar do jogo, por vermos a bola passar Casillas e a linha tão devagar que tudo podia acontecer, por nem acreditarmos num golo assim. Foi a loucura na arquibancada visitante.

Fui com amigas, encontrei amigos. Os nossos "vizinhos" dos blogs Bancada de Leão e A Norte de Alvalade são já dois amigos que gosto de rever em jogos do Sporting. Ficam as selfies da praxe.

Em suma, foi a minha estreia no Dragão, e não podia ter corrido melhor.

A reter, duas coisas: continuamos na luta, e sábado despedimo-nos dos jogos em Alvalade este campeonato. Enchemos o estádio para o aplauso que merece esta rapaziada? #euvoulaestar


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30 Abr 16
Mood da manhã
Marta Spínola

Sr. Anastácio, em "O leão da Estrela":

Vou pro Porto, vou pro Porto."


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20 Abr 16

E não é para menos, palavrinhadonra. Sábado joga o Sporting e este é o jogo em que sócias e adeptas têm bilhetes a preços mais apelativos para qualquer lugar no estádio. Eu e a Célia fomos tratar do assunto à bilheteira, ontem ao fim do dia.

A Célia não tinha o cartão com ela, mas tinha o número de sócia e "tem o cartão do cidadão consigo?" Tinha sim, e então tudo bem. Ok, vamos para uma central que este jogo é igual para todas.

Eu tenho gamebox, e noutros jogos posso mudar de lugar, pagando a diferença para a bancada que quero. Tudo certo. No jogo onde o preço é igual para todas as mulheres... também. Como?! Todas pagam o mesmo a menos que tenham gamebox? Não me pareceu lógico, mas revimos os preços para não ser drástico. Vamos para uma superior então. Cá embaixo.

Momento da compra para mim é o que se segue. A senhora introduz o meu número de sócia, e a epifania dá-se: "Ah, mas é sócio mulher!". Fico muito baralhada com estas coisas. Então eu achei que de olhar para mim, e me estar a tratar por "senhora" desde o início, a senhora já tinha percebido. Afinal não, o cartão e o sistema é que sabem. Sim, sou sócio-mulher, dá para uma central de borla, como eu achei, libertando o meu lugar habitual? Dá pois, vamos a isso!

Obstáculo seguinte: "sócio B efectivo não pode vir cá para baixo". Mau, afinal não era igual para todas as sócias em todos os lugares do estádio? Aparentemente não - desta parte ainda vou saber -, vamos para uma central lá para cima então.

Entretanto não vamos nada, vamos para a central, na bancada A que somos mulheres com M, a quem toda esta trapalhice de bilheteira só deu para rir e pensar que a fila nos rogava pragas.


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11 Mar 16
Somos todos lagartos
Marta Spínola

Não se riam ou ofendam já. Somos, e nunca é demais relembrar onde nasceu esta expressão. Às vezes vejo pessoas confusas "mas chamas lagartos também? Lagartos é a gozar", "lagartos é pejorativo", ou "lagartos é no bom sentido".

Foi aqui explicado em tempos, neste belo post, de onde vinha o nome lagartos para designar sportinguistas. Esta semana, numa conta do twitter, vi esta preciosidade e relembrei-o. 

Lagartos é que o tom que cada um lhe dá, toda a vida ouvi sportinguistas dizerem "pessoa tal, é um grande lagarto", como sempre ouvi adeptos de outros clubes chamar-nos "lagartos". 

Para mim, é tranquilo, lagarta sou. Para uns e para outros.

Há grandes presentes de aniversário.

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13 Fev 16

Golo de JUSKOWIAK

Sporting-Boavista, 3-1

10 de Abril de 1994, Estádio José Alvalade

 

O golo que escolhi é um golo de bicicleta do Juskowiak, em abril de 1994, um golo perfeito que nunca esqueci. 
Juskowiak fez parte da equipa onde jogavam Figo, Balakov, Peixe, Valckx e Iordanov. Uma equipa que ganhou muito pouco para a qualidade que tinha, é um facto. Ficam boas (outras menos boas) memórias, como este jogo com o Boavista - o golo que escolhi é o 2º, pelo minuto 3'47, mas os outros dois também valem a pena. O Sporting ganhou 3-1, e com essa vitória passou para primeiro.

O golo: a bola passa por Paulo Sousa, Balakov, Figo que centra de carrinho, e Juskowiak finaliza de forma perfeita. É ver e rever. 

Nessa altura ia ao estádio com amigos, não me lembro quem mais estava nesse dia, sei que o P. estava comigo. E sei porque assim que Juskowiak marcou o golo, o ouvi gritar: "BICICLETA!". Nos golos a bancada abria uma clareira: eu, uma ou outra amiga e pouca gente mais, ficávamos sozinhas lá em cima, o resto corria à grade e voltava. O P. fazia o mesmo. Desapareceu a seguir ao grito e quando voltou vinha afónico, ainda a celebrar, em delírio: "Bicicleta...! Bicicleta...!"

 

 

(Só encontrei um video - de muito má qualidade - com o golo, por isso publico o resumo do jogo todo. Não invalida que se escolha um dos outros golos para futuro post.)


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18 Jan 16

Marisa Matias fez uma piada. Contou a última piada com graça que lhe contaram e foi esta

A Marisa Matias pode ser do clube que quiser. 

A Marisa Matias pode achar-se muita gracinha, que acha. 

A Marisa Matias pode dizer o que bem lhe apetecer. Nem vejo que atinja a instiuição, as Marisas passam, o Sporting fica.

A Marisa Matias pode inclusivamente dizer que a última piada que lhe contaram foi esta e rir muito. Cada um acha graça ao que quiser e o cérebrozinho permite. 

O que a Marisa não pode - não acredito que não adivinhasse as reacções, é não viver o país - é esperar que toda a gente reaja como se humor, futebol e política convivessem lindamente. Está para vir o dia. Não foi hoje. 

Entretanto já escrevinhou umas palavrinhas mal amanhadas no seu facebook a justificar-se. Não tinha de o fazer, está dito está dito. 

Também acho piada à ideia de a Marisa ser candidata. Ri-me mesmo quando soube, juro. 

 

Proponho que este video passe no estádio em dia de jogo. E no balneário diariamente. 

 

PS: e antes que venham com os Charlies, ser Charlie não é rir de tudo, as pessoas podem não apreciar uma piada como um cartoon. Só não se pode dizer "Não se fazem piadas dessas". Façam piadas à vontade, cada um ri do que quer


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A propósito do post "Marcelo" do Edmundo e do "Suplente Conformado" do David Pereira, deixado cá pelo Pedro Correia, lembrei-me de já ter escrito no "És a Nossa Fé" sobre Marcelo Boeck.

O post tem dois anos e pouco, e eu mantenho tudo, continuo a perceber mas não concordo que seja esta a vida de um suplente. O resultado está à vista. 

 

Mas há mais que me preocupa, e é sobretudo o alívio geral que vejo por se saber que afinal Patrício poderá jogar amanhã. Assusta-me um pouco que se sustenha a respiração ao saber que Rui Patrício pode não jogar. Dir-me-ão que Marcelo não está em forma, e eu concordarei. Mas não está porque não joga, e este é o ciclo vicioso em que vivem os guarda-redes - não joga, não tem ritmo, não tem ritmo porque não joga. Lembro-me de gostar de Marcelo no Marítimo, no Sporting jogou poucas vezes, sofreu alguns golos, e está parado há mais de um ano. É costume jogar na taça ou equivalente, e Marcelo teve o azar de estar na época em que em Setembro já estava tudo perdido. Foi comprado, assinou por 5 anos e está parado. Eu sei, eu sei que é assim mesmo, mas sempre discordei desta titularidade incondicional dos guarda-redes, um dia é preciso entrar outro e fica tudo ó tio, ó tio que tem de jogar o suplente - que deveria ser sempre tão bom e ter tanta prática quanto possível como o primeiro. Ou seja, não me faz sentido que por mérito se vá buscar um jogador e ele fique no banco uma época inteira, no lugar de guarda-redes isso é ainda mais critico em relação ao ritmo. Já está, será sempre assim, eu sei. Foi assim com Tiago nos últimos anos, era assim com Sérgio Louro já. Mas não concordo com isso, e devia haver maior rotatividade. Fala-se em saída de Rui Patrício e parece que o mundo vai ruir. Tenho pena, claro, terei sempre, mas prefiro pensar que o lugar fica assegurado com uma compra que se fez precisamente para essa eventualidade. Amanhã, jogue quem jogar faça o seu melhor e tenha uma boa defesa à frente, que também faz falta (mantenho que essa quase ausência nas últimas épocas foi um bom treino para Patrício).


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23 Dez 15

Podia ser o título de um post de qualquer dia destes últimos de dezembro. Vim jantar e não quis saber de notícias reles. Ou ainda, não jantei, ainda não digeri Braga e União. Adiante. Vou jantando, dia 29 lá estaremos. E dia 2 idem. É ganhar. Até lá, vamos jantando. Muitos golos no sapatinho, se puder ser. Bom Natal a autores e leitores do Nossa Fé.

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25 Out 15
É isto?
Marta Spínola

11 jogadores > equipa que somos nós 

 


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Derby é derby
Marta Spínola

E eu desta vez não vou. Com pena, continua a ser dos jogos de que mais gosto, é assumido. Estarei a torcer (e a contorcer-me de nervos) pelos nossos, como sempre, perto da imagem possível. 

Entretanto, quem como eu não pode acompanhar a ida ao vivo pode ver os vídeos do Sporting no snapchat procurando por sportingcp1906 - tem feito um excelente trabalho nas redes sociais, diga-se. Já fiz aquele caminho assim várias vezes, nunca me esqueço. 

Nas TVs "Derby polémico" já se tornou a normalidade, é sempre assim que os descrevem, já nem ligo. Todos sabemos o que mudou para uns e para outros, e por mais que à hora do jogo saiba que vou estar nervosíssima, entendo perfeitamente que são estes pormenores que apimentam ainda mais os, lá está, derbies já polémicos de si. Vou ter pena de não assistir às picardias ao vivo, ouvir os cânticos, e rir ou irritar-me conforme o lado e o andamento do marcador. É também disso que vive um derby ao vivo, e é muita essa a minha pena por não estar.

De resto, que Matheus e companhia nos dêem nova alegria.


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09 Out 15
A entrevista na Etv
Marta Spínola

Não venho transcrever, nem opinar sobre o que disse Bruno de Carvalho. No geral esteve bem, quem é e gosta do Sporting vai gostar de o ouvir, acho. Eu gosto dele neste registo, calmo, sem pressas, a explicar o que for preciso. E se foi preciso explicar, senhores. 

Mas vejam, assistam, não percam as perguntas revisteiras, o tom pieguinhas, as tontices que pergunta a entrevistadora. Façam esse favor a vocês mesmos. 

Desde "Mas já viu? Já reflectiu sobre isso? Não lhe faz confusão fazer inimigos todos os dias?" num tom entre o desespero e o raspanete a "isso dos rivais não é bem assim, os jogadores no fim são todos amigos" (os jogadores que passam por cá um ou dois anos, queriduxa? Esses, pois.) até à pérola da noite "E se o convidarem para ir para o Benfica?" pergunta mais tonta de sempre a que Bruno de Carvalho responde com grande pinta. 

Não percebo estas escolhas. Uma entrevista com Bruno de Carvalho dificilmente é vista por quem não gosta ou não percebe de futebol e do mundo do futebol - sim, são coisas distintas. No limite, por quem segue clubes. E é uma pessoa que nem percebe que um presidente não é um jogador, nem um treinador, que faz as perguntas e juizos de valor? Foi divertido, isso foi um bocadinho. 

Bom, vejam, não esperem pelas transcrições dos jornais. 


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26 Ago 15
Não me digas nada
Marta Spínola

Não me digas que foi o árbitro. Não me digas que foi um arco na atmosfera assinalado. Não me digas que foi a defesa. Não me digas que foram os cortes do Adrien e do Carrillo. Não me digas que foi a UEFA. Não me digas que foram as substituições. Não me digas que era merecido. Não me digas que foi injusto. Não quero saber. Hoje, aqui, agora, não quero. O Sporting perdeu um jogo que só tinha de ganhar, e isso é a minha dor de cabeça. Falamos amanhã.


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14 Ago 15

Não que não me importe a supertaça quando o Sporting a joga, claro que sim. Mas tudo é assunto nas últimas semanas, e isso já me interessa bem menos.

Logo em Aveiro joga o Sporting, e começar a ganhar é muito mais importante neste momento.    

Bom campeonato a todos, e se puder ser, melhor para nós!


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06 Jun 15

Calma. Agora é a taça, que eu tenho falhado posts vitais.

Marco Silva, Montero e Slimani deram-no-la e eu quero falar na taça. Não me alongarei, só quero também dobrar esse canto aqui no blog.

Fui ao Jamor. Cantei e saltei no início, e da segunda parte para a frente. 
Na primeira tive um momento de caminhar em direcção a uma luz. 2-0 e eu num túnel sem fim, a pensar que só queria estar num canto e morrer. Era isso, ia chegar a casa e avisar família e amigos: "vou ali morrer, não se preocupem. Amanhã é segunda feira e não me dava jeito viver depois deste resultado". Era o plano.

De repente, o intervalo. Deixei de caminhar em direcção à luz e juntei-me ao resto do estádio. Acordámos todos. Da minha parte pensei "espero que o responso ao intervalo seja valente" , "isto é inadmissível!" era o que eu lhes diria. "Estão a gozar com isto?!!" diria num tom baixinho mas já com algum ódio a aparecer-me nos olhos. E pronto, era esta a minha agressividade máxima. É por isso que não sou eu que lá estou. Adiante. 
A verdade é que não sendo uma grande jogatana, tudo junto, foi 'ma grande emoção. 
As pessoas saíram? Saíram saíram. E ao 2-1 algumas voltaram. O rapaz ao meu lado tentou, sem sucesso: "eu só não me vou embora porque não consigo sair daqui". E não saiu. No 2-2 abraçou-me e eu peguei-lhe pelos colarinhos: "está a ver como fez bem em ficar?!" 
E pronto, Patrício a coxear, penalties na bancada de lá, tinha tudo para nos correr mal, e correu lindamente. E foi bom. E foi bonito. 
A Taça é nossa. Fim.


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Aos envergonhadinhos
Marta Spínola

Este primeiro post - não é o primeiro primeiro, é o primeiro de uns que escrevi depois do jantar de ontem, no caminho para casa - vai direitinho a quem entre quinta e sexta pensou e, pior, disse ter vergonha de ser do Sporting. Foram de facto mais miudos que mais vi dizer isso, mas não é desculpa. 
Que tenham vergonha dos últimos dias, ok.
Que tenham vergonha de ou por Marco Silva, ok. 
Que tenham vergonha de ou pelo presidente, ok. 
Que tenham vergonha de ser do Sporting, não ok, e têm bom remédio.

Ah mas foram miúdos, tens de ver...
Tenho de ver zero. Eu também já fui miúda, já assisti a ridicularias e cenas tristes, nasci em 77 e de 82 a 95 os sucessos foram os que se sabem, e nunca tive vergonha de ser do Sporting. Tive vergonha por pessoas que lá passaram, posso ter tido pena do meu clube, ficado triste, esperneado porque alguém tomou decisões com as quais não concordei. Agora esse tipo de vergonha nem sei o que é, vem-vos de repente, é? Não estou nada a ver, nunca padeci de tal coisa.

Ah, não vês que os miúdos se exprimem mal, não sabem o que dizem...

Não me interessa, está dito está dito. Vão lá curar as vergonhinhas ou desandem do Sporting para fora, não queremos cá envergonhados nem contrariados.


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28 Mai 15
É Taça, é Taça
Marta Spínola

Eu, ingénua que sou, ainda fico parva com capas de revistas que em vésperas de final da Taça tentam ridicularizar o Sporting. Não sejamos ingénuos, não é só uma biografia inocentemente publicada, é circo para muita gente. 

Mas mais incrédula fico com a desunião, com os meios para alcançar os fins numa altura destas. Falo das ainda existentes discussões entre sportinguistas sob o tema treinador/direcção. Todos temos direito à nossa convicção e opinião, naturalmente, mas faça-se uma pausa nisso por estes dias. 

Agora só me interessa o jogo, e o resultado favorável ao Sporting. Sem manias, nem certezas. Vão sete anos desde que abracei o meu pai na cabeceira do Jamor, depois do segundo golo do Tiuí ao Porto, e eu quero voltar a ter essa sensação. #EuVouLáEstar #EmModoJamor


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07 Mai 15

Era dia de Sporting - Porto e o título podia ser ali decidido. E foi. 

Lembro-me que tinha havido um acidente enorme na noite anterior, na Bafureira, no qual morreram quatro miúdas da minha zona, e eu ainda estava meio atordoada com essa notícia. Falámos nisso a caminho do jogo, ninguém acreditava ainda.

Havia muita gente nas imediações do estádio, havia bastante gente já dentro do estádio. Havia gente por todo o lado. O nosso grupo separou-se, fiquei com o G e outros mais perto da nave, não viamos a 10a de onde estávamos. Demos pelo autocarro do Porto chegar pelo barulho, e no momento seguinte o F estava ao pé de mim, em estado de choque, quase sem voz: "cairam! cairam todos!"

Na altura não nos apercebemos da gravidade, achámos que tinha caído gente mas tudo ía ficar bem. Entrámos e durante o jogo foi-se sabendo mais qualquer coisa. Não havia telemóveis, não nos ocorreu sequer ligar para casa de cada um a dizer que connosco estava tudo bem, também me lembro disso.

Não ficou tudo bem, é sabido. É esta a minha memória desse dia. Esta, e o resultado de 0-1 que deu o campeonato ao Porto, celebrado em campo (dedicado a Rui Filipe, também me lembro). Não é um rancor, é uma memória que não se apaga. 


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25 Abr 15

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12 Fev 15
O Restelo é já ali
Marta Spínola

A propósito do post do Pedro Correia sobre o próximo jogo, lembrei-me de deixar aqui a informação: estão à venda em Alvalade os bilhetes para o próximo jogo, Belenenses - Sporting.

O jogo é dia 14 de Fevereiro às 20h15. 

. Quinta-feira - venda exclusiva a Sócios

. Sexta-feira - venda aberta ao público em geral

 

Os bilhetes têm o preço de 13€. 

Fica a informação para quem quiser e puder ir. 

 

Update. Bilhetes em Alvalade esgotados. 

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21 Jan 15
Vais lá hoje?
Marta Spínola

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19:15. Lá estarei.  


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20 Jan 15

A propósito destas declarações que nos chegaram ontem. 

"Eu tive a felicidade de jogar no meu tempo com grandes jogadores, tanto na minha equipa como contra, possivelmente melhores do que Cristiano e Messi"

Eu despedi-me de Luís Figo no dia 10 de junho de 95, sei porque foi na final da Taça com o Marítimo. Despedi-me no  Jamor e ainda em Alvalade quando fomos ao estádio, mais tarde, no mesmo dia. Também me despedi de Balakov, mas foram despedidas diferentes. Sempre vi no Figo pressa no salto lá para fora, mas não só isso, havia um voltar de costas iminente que veio a confirmar-se com atitudes e comentários ao longo dos anos.
Ele saiu e todos sabemos o que foi depois disso. E eu quis continuar a gostar do Figo do pós-Sporting, na selecção onde toda a gente gostava de o ver, e que belo capitão, ai que low profile tão espectacular (eu própria achava isto) e era cada vez menos fácil. Do jogador, da corcunda pré-finta, do sobrolho franzido antes de decidir um jogo, gostei sempre muito, não havia como não. Do homem, talvez não tenha acompanhado de perto o suficiente, é mais que provável que tenha muitas qualidades e feito muitas coisas bem feitas, mas cada declaração que chega é mais um desapontamento. Também sei que já tem torcido pelo primeiro lugar do Sporting, mas já não me convence. Mau feitio meu, talvez. 
O Figo não tem de ser do Sporting, pode até celebrar golos marcados ao Sporting, já se sabe que todos somos Charlie e cada um é livre de celebrar os golos de quem quer. O que o Figo não pode esperar (e não espera certamente) é que essas coisas nos sejam indiferentes.
Eu percebo o que Figo diz ao falar de ter jogado com os melhores. Percebo que ache - não que ele o tenha dito - um histerismo o que se vive em torno de Ronaldo e Messi. Meço por amigas, por exemplo: poucas sabiam quem eram Rivaldo, Matthaus, Nedved (todos bola de ouro) e todas sabem quem é Messi. Todos quantos não acordámos só agora para o futebol sabemos como o nível de pop star dos jogadores tem aumentado, como se não se está com um parece que tem de se estar com o outro e que todos os outros estão muito longe. Não estão assim tanto, todos sabemos.

Que o Figo não tenha paciência para histeria e pense "grande coisa, eu joguei com o Zidane e o Ronaldo", eu percebo, esteve numa esfera superior e não tem de ver como um comum mortal estas coisas. Mas cai-me mal na mesma, já não é a primeira vez que se manifesta assim directa ou indirectamente com Ronaldo. Em anos em que Messi ganha a Bola de Ouro não vejo tanta indignação, mas posso ser eu que preciso de óculos. Tem direito à sua opinião, como eu tenho à minha sobre ele. E com pena, não é a melhor já há algum tempo. 


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07 Jan 15

E amei de paixão o passe do William para o grande golo de Carrillo. E do Paulo Oliveira mostrar-se um grande - maior, que grande já nós sabiamos - homem, e do golo do Montero. E do Tobias. E do Tanaka e do João Mário. E de praticamente tudo hoje. 

Mas, e eu não estive no estádio, gostava até de ter percebido mal, de há um tempo para cá as assobiadelas a jogadores do Sporting pelo público são grandes. Não gosto disto, pronto. Nem em épocas bem piores se ouviram assim. É moda? Pega-se? Não gosto, pronto. Continuarei em silêncio, esperando equilibrar e contagiar outros com isso. 

Gosto do resto, agora que o circo das últimas semanas parece ter acalmado, e gosto muito do Sporting. Sempre. 

 

PS - Não sou santa, em tempos assobiava um jogador quando o nome dele era dito no inicio do jogo. João V. Pinto. E no fim o rapaz até se portou bastante bem. Manias.


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03 Nov 14

Eu nem sempre tenho estado de acordo com o discurso do Bruno de Carvalho: umas vezes preferia que não falasse tão apaixonadamente e outras preferia que não o fizesse de todo. Continuava a ter votado nele, continuava a querê-lo no lugar dos últimos presidentes do Sporting, mas nem sempre tenho concordado com posturas (relativamente a arbitragens, por exemplo) e discursos (aquela coisa do futebol português ser o anus e mais não sei quê, não vejo necessidade disso mas posso ser eu que sou esquisita) e assumo-o. 

Desta vez falou bem e na hora certa. Diz ele no primeiro parágrafo, na sua página de facebook: 
 
 
Parece dramático - e já há drama em capas de jornais e redes sociais, nada de novo -, mas faltou disto mais vezes num passado recente. Não me parece uma coisa dita de cabeça quente, e não deixa passar em branco, é assertivo e coerente. Não tem de esperar por outro 0-3 para falar, não tem de ver os lugares fugirem tabela acima para mostrar que não está ao lado da equipa nisso. Nem tem de o estar incondicionalmente. Se o presidente me representa para umas coisas com as quais nem sempre tenho concordado, também me representa para outras, nas quais me revejo. Eu não posso dizer "olha ó Maurício vê lá se acordas e percebes que não és leve e pequenino". Ou posso, mas não chega lá nada. O presidente, tendo página de facebook tinha de dizer alguma coisa sobre os dois resultados, isso era incontornável. E disse-o bem, a única coisa que acho dispensável é o pedido de desculpa, mas também não me choca, desde que fique por aqui. Nisto estou com Bruno de Carvalho, está assumido.
 
Mais abaixo diz ainda: 
 
 
Finalmente alguém trava essa parvoíce do levantar a cabeça. De tanto se dizer já ninguém acredita. 


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04 Out 14

De vez em quando vejo imagens, posts, dissertações sobre o estádio antigo. Tudo em volta das saudades.

Eu também tenho algumas, mas gosto muito de ter um estádio novo. Não, eu também não acho muita piada aos azulejos mas sinceramente se não os posso mudar também já não lhes ligo. Mudou-se o amarelo que era coisa que me complicava cá com o sistema nervo-piroso e pronto. Não faço dramas em volta do resto, é o que há. Temos prioridades como relvado e fosso, antes de um azulejo que fosse.

Claro que posso ir mais longe nas saudades. O estádio antigo era o do futebol antigo, em oposição ao futebol moderno. Eu perdi-me um bocadinho com a explosão de informação por todo o lado (que ao mesmo tempo considero uma coisa boa), eu posso não saber analisar as nuances de como uma equipa funciona de tiver este no apoio àquele ou preferimos o outro a lançar acoloutro, mas acompanhava tudo, sabia golos de todo o lado numa semana e terceiros guarda-redes da Série A. E o estádio antigo era o desses tempos. Ainda assim, não o trocava. O tempo dele fica guardado, recordo-o quando me apetecer com as saudades que entender.

E o futebol mudaria tivéssemos um estádio ou outro. Vieram as cadeiras e a lotação reduziu bastante no antigo, não é argumento. Lembro-me de num Sporting - Celtic, pré-cadeiras, ver a primeira parte toda sentada de lado, tantas eram as pessoas na bancada que cada uma ocupava o espaço de meia. Tanto que ao intervalo quando revi o meu braço já não me lembrava de o ter, palavra de honra. Com o Real Madrid as avalanches nos dois golos foram tais que se diria que a bancada era uma rampa e não degraus. Mas isso não me pareceu mudar com as cadeiras.

Vieram os torniquetes e mais cedo ou mais tarde os modelo de acessos e bilheteira seriam os de hoje, não tenho dúvidas, mas num estádio antigo e provavelmente enxertado até nos fazer pena de ver. As coisas são o que são e foi melhor assim, acho.

Há uma coisa pela qual eu jamais trocaria um estádio pelo outro. E pode parecer comodismo, e dir-me-ão que se gosta do Sporting em quaisquer circunstâncias e eu sei que sim, mas eu sei do que falo porque foram muitos jogos ao ar livre em tempo de chuva. Eu não trocava a cobertura do estádio, não trocava não.  


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31 Jul 14

Sim sim, já sei que o Sporting foi obrigado etc etc diz-me que Dier queria ir, que não queria. Não sei se queria se não. O Sporting continua e mais não sei quê. Sei tudo e está longe de ser o primeiro e último que vejo sair assim. Sei que eu gostava que tivesse ficado e não ficou. Gostava de o ver, dele gostei. Queria vê-lo crescer ali e já não posso. Era isto, como sócia não tenho só de aceitar e perceber.

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04 Jul 14

Um dia destes vi as camisolas. E gostei. Eu nem me importei com o amarelo, o tom era bonito e os vivos verdes também. A principal, lindíssima, verde Sporting, riscas de largura perfeita, até consegui ignorar o preto na gola.

No dia seguinte vi os calções e não gostei. Pronto, já disse.

E agora vou desabafar:


  • Não gosto dos calções enormes, nunca gostei. E não é só por serem feios, nem se prende com eu ver mais ou menos perna, acho feios e pouco práticos: com chuva é ver jogadores a descolá-los das pernas.

  • Nunca gosto que as meias não sejam todas de riscas.

  • E agora a punchline: há um ano andava eu irritada porque "que lindo" o Paços ía "para a champions de amarelo e verde". Pela boca morre o peixe não há dúvida. 


Pronto, feito o desabafo guardarei para mim quando o vir ao vivo que agora rola a bola. Felizmente resultados não estão ligados ao que eu gosto ou não, e o que importa é o que se vai passar durante o ano.

Mas que não gosto deste corte com os calções pretos (e mais curtos, será que nunca vão voltar os calções mais curtos?) não gosto.


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14 Mar 14

Eu já sei que estamos todos muito irritados com o Vasco Santos, que foi um incompetente sem descrição. Indiscutível.

Também já sei que toda a gente tem também muito mais anos de Sporting e de (alegadamente) roubalheira que eu. E sou muitas vezes a que não percebe, "oh tu não percebes", dizem-me. E se calhar não, mas por isso falo do que e quando me apetece.

E percebo que golo anulado após golo anulado a irritação cresça e o discernimento seja difícil. Percebo que se vá perdendo a paciência mas vejo que também a objectividade.

O que eu não percebo é onde passou a ser preferível não se distinguirem as coisas e partir-se para a acusação generalizada. E o que isso nos trará de bom. Pior, a desresponsabilização total que isso traz ao discurso das pessoas.

Outra coisa que eu sei é que poucos se lembram onde estávamos há um ano. Eu sei, estava lá. E no ano anterior. E outros. E não foi culpa de árbitros, lamento, o sétimo lugar. Lamento porque era muito mais simples justificá-lo. Atribuir resultados a erros de arbitragem é redutor para o que vi. E se eu gosto do Sporting, por Deus eu ainda perco o sono com o Sporting. Ainda espumo se me perguntam quem prefiro que seja campeão, "o Benfica ou o Porto?", mesmo quando o Sporting não está entre os três primeiros.

Eu não gosto do Porto nem do Benfica. Nem de Vitória nenhum. Abomino o Paços de Ferreira. Não gosto do Belenenses. Nem de ninguém, nesta matéria sou intolerante. Não me interessa se os favorecidos são sempre os mesmos, não consigo ver objectividade nisso quando é dito semana após semana. Eu pouco ou nada vejo jogos de outros aliás. Acho bem que se fale e até que se esperneie. Os outros ficam a ver, a gozar o prato. No fundo nisto dos clubes as reacções são como as das pessoas porque também delas vivem, quando se está bem não se quer saber dos outros. Tudo bem, são as regras com que a sociedade se entretém e há coisas mais graves que o futebol, e é-me indiferente quem está ou não ao lado do Sporting, ou o que pensam os outros.

Interessava-me sim que isso (costuma ser aqui que entra o não perceber disto) desse alento ao Sporting para fazer sempre mais e melhor. Este por-agora-segundo-lugar devia ser aproveitado, e lutado até ao fim. Sê-lo-á, espero, mas não devia ficar sujo pela generalização que já perdeu o controlo. Pode ser que resulte em indignação e raiva, motivação na equipa para se superar (aqui também costumo ouvir uns "mas isso não é assim"). Se assim for dou a mão à palmatória. De bom grado.

Acho bem que se reclame e se faça barulho. Dizer que este ou aquele lugar nos pertencia sem os erros não, não me revejo nessa postura. Porque se se fossem ver erro a erro provavelmente a tabela desandava toda, mas ninguém se vai dar ao trabalho, digo eu. Eu não estou a dizer que não há erros, e sei lá eu quem encomenda o quê. Eu sei que houve as escutas e que existe corrupção. Mas para insinuar e apontar o dedo sem certezas, expor todo um clube assim, não posso perceber.

"Eu não choro" costumo dizer. E não. Eu, se vejo um lance como o do Cedric com o Belenenses ou o golo em fora-de-jogo do Montero prefiro pensar (literalmente assim) "tá dito tá dito", por troca dos erros contra o Sporting. E não acho que isso seja compactuar com sistema nenhum, há erros que o são e pronto (não estou a falar consigo, Vasco Santos).

Detestaria que o futebol para mim fosse semana após após semana o árbitro, eu nem os fixo nem quero fixar. Vejo o copo meio cheio, sou ingénua talvez, mas vivo melhor assim. E não me vejo mudar.

Desde Setembro ou Outubro leio e ouço que "a equipa do Sporting ainda não chega lá", e não o discuto. Mas o não chega, e os erros se quiserem, trouxeram-nos a Março em segundo lugar depois de um ano como o passado (e não me digam que é por estarmos fora da outras competições porque há um ano onde é que elas já iam todas). Se isso é mau e motivo para tudo isto então sim, eu não percebo nada do assunto. Eu acreditei e até fiz campanha pelo não sermos candidatos ao título e de repente só se fala no primeiro lugar. O Pedro Correia fez a análise certa a Setúbal num post mais abaixo, e há uma crónica do Carlos Daniel no DN que diz o que penso sobre esta semana: o Sporting tem sido prejudicado sim, mas se for pelo futebol praticado também não merecia o primeiro lugar. E isto custa-me muito dizer, não se pense que não.

Denuncie-se a incompetência alheia, mas tenha-se o discernimento para ser objectivo e ver o que está mal connosco.

 

Posto isto, domingo lá estarei grandamando e a torcer para que o Porto continue sem ganhar em Alvalade.


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27 Jan 14
Sintomático
Marta Spínola

Para mim taça da Liga terá sempre uma imagem: Pedro Silva e a medalha. 

Peço desculpa, os meus pais não têm nada a ver com isto, educaram-me para saber ganhar ou perder e o importante é participar e essas coisas todas. Acima de tudo há que ter nível e educação, saudar o adversázzzz.... Mas o meu subsconsciente é um bully de 9 anos e prende-se a estas coisas, o sentimentalão de fisga no bolso de trás. Pronto, é isto. 

 

Este sábado twittei ao primeiro golo do jogo "Anda pra casa Sporting, brincamos a outra coisa. Não nos querem lá mesmo". Mas depois, fraca leoa que sou, entusiasmei-me, a rapaziada até virou e bem o resultado, e eu muito contente que podia haver derby, e o que me pelo por um derby nem que seja a tostões, assim mais ou menos sem fôlego e tudo. 

E no fim foi o que foi. E eu, Pedro Silva na minha sala, tive pena de não ter medalha para atirar à televisão. 


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12 Jan 14

Adorava estar aqui a fazer um post que celebrasse o primeiro lugar. Não é possível, ontem empatou-se na Amoreira e estamos em segundo. 

E se por um lado eu sei que não se pode andar o resto da vida a gabar o presente relativamente ao passado recente, a verdade é que há um ano (e para reavivar memórias é seguir a fabulosa tag do Pedro dos posts sobre o que então se ia passando) tudo era muito diferente e para bem pior. 

Eu ainda não ouvi, talvez por distracção, que o Sporting não podia aguentar o mesmo ritmo de início ao fim, mas sei que hei-de ouvir isso. Não quero saber. Não vi o jogo de ontem e constou-me que o Estoril poderá sido superior e o Sporting não criou oportunidades. Paciência, há um ano todos os jogos terminavam assim, e ainda com derrotas. Em Setembro (Setembro, Deus meu, ainda havia tanto por jogar) de 2012 já eu via olhares tristes e desconsolados por Alvalade. Em Setembro eu pedia que Maio chegasse depressa ou que pudéssemos pedir para sair e começar logo a preparar a pré-época. Mas não pôde ser e eu também não deixei de ir ver o Sporting. Lembro-me de pensar que queria ver o fundo do poço para nunca me esquecer e dar valor ao que viesse depois. Felizmente o que veio foi o que se viu até agora. 

A primeira volta, resumida no post do Rui, correu muito melhor do que imaginei, digam o que disserem. Voltei a ver gente sorridente no estádio, a ouvir falar no Sporting com outro entusiasmo. Não digo que não tenha pena de nas horas más sermos "menos", mas isso fica lá para trás nesta fase. 

Para a segunda volta quero mais e melhor, embora consciente de que o ânimo é tramado e se pode vir por aí abaixo só porque sim. Mas isto sou eu só a preparar-me, porque não quero nem acredito.

E se no fim nos coubesse um segundo justo lugar já não me queixava mesmo nada. Mas veremos (sempre esta bandida deste fé que não me larga nem deixa falar com clareza e imparcialidade).

 

Adenda: peço desculpa, mas então eu acabava o post sem elogiar meu ric'mister Jardim? Não pode. Góstanto. Dentro e fora de campo. Adoro que o único gesto de alegria a que se permita em campo seja já à saída para o balneário um braço no ar. E espero sempre por ouvi-lo falar no fim dos jogos. Gosto muito. Pronto, já disse. 


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08 Dez 13

Estava entretida a pensar no primeiro lugar em Dezembro, a aproveitar o momento, a ler pelo twitter cumprimentos de Insua a nós e a Capel, a ler Miguel Lopes no facebook a felicitar o Sporting, e lembrei-me de ti. 

Pensei nas tuas palavras antes da época começar. Pensei em como a época te corre e nos corre a nós.

Pensei em ti, foi isso :) Felizmente não me deixam ter saudades tuas. 

 


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05 Dez 13

Só para nos situarmos, não que gostemos de nos lembrar, foi no Benfica - Sporting de 2005. O da semana que não aconteceu. Do Luisão e do Ricardo, esse. Estamos situados, adiante.

Combinei com um amigo, o João, ir ver o jogo ao Alvalaxia e assim foi. No meio de muita gente à espera de boas noticias que nunca chegaram, procurámos um lugar sentados. Vagou mais um lugar e sentou-se um senhor ao meu lado. Assim estivemos a ver a primeira parte.
Não sei precisar o momento, talvez tenha sido no intervalo, altura em que ainda deu para conversar um pouco. O meu vizinho do lado começou a falar connosco. Se eramos sócios, se tinhamos lugar e onde. Disse-lhe que sim e na sul. Respondeu-me que pagava três lugares, o dele e os dos dois filhos. Que tinha continuado a pagar o do mais velho apesar de tudo. Não olhava para nós enquanto falava pausadamente, frase a frase, como se se voltasse a convencer, a reconstituir tudo. O filho tinha morrido num desastre não há muito tempo. Continuou a pagar o lugar, "o Sporting era tudo para ele". Não me lembro de mais detalhes do que me disse. Ainda falou do filho um bocado, mas eu sentia-me minúscula perante este horror, ouvi-o e talvez tenha balbuciado uma ou outra palavra de conforto mas apagou-se-me quase tudo da memória. Ficou-me que continuava a pagar o lugar. Como se deixar de o fazer fosse o perder definitivamente a memória do filho, como se fosse a ultima coisa que como pai podia fazer.


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22 Nov 13

(tirei esta fotografia no jogo a que me refiro no post, peço desculpa pela qualidade, tentei melhorá-la. No segundo a seguir a este momento foi golo do Sporting, quase o perdia) (Rinaudo dentro das linhas: adoro)

 

Ao desafio de "Os nossos jogadores" não hesitei: "Rinaudo". Não é titular, mas impossível deixá-lo de fora, é um dos nossos sem dúvida. 

Um destes dias, em jogo em casa, Capel, Dier e Rinaudo foram aquecer para a bancada Norte, e eu contente da vida, que do lugar onde estava nunca vejo aquecer de perto e gosto de os observar nessa altura.

 

O jogo decorria mas perdi alguns minutos (e praticamente um golo) a ver Fito Rinaudo. Gosto muito da postura, dentro e fora de campo. Rinaudo aquecia e incentivava os colegas suplentes, mas parava para seguir jogadas, acompanhar lances, celebrar golos. Tal como em campo, quer estar em todo o lado também fora dele. 
A certa altura, todos corriam para lá e sprintavam para cá. Rinaudo regressava por dentro da linha do campo. Isto pode não ser nada, para mim é o atrevimento e o arrojo de Rinaudo. Sou uma romântica que se há-de fazer? 

 

Esta época há - e ainda bem - alternativa melhor para trinco, mas não estou nada com aqueles que apoiam uma saída de Rinaudo. Se acontece alguma coisa a William de Carvalho - e bato na madeira - pode bem entrar. Pode perder-se em técnica, mas não se perde tudo em eficácia. William de Carvalho é uma lufada de ar fresco entre trincos, Rinaudo é o clássico. 
Não me esqueço de como foi adorado até à sua lesão com o Vaslui - raios te quebrem, Roménia, não há uma memória decente - e hoje em dia oiço e leio coisas sobre ele em que não posso crer. Adiante. É claro que William merece a titularidade, mas não se tratam de opostos em qualidade, como já tenho visto dizer. 
Rinaudo é menos harmonioso, menos perfeito e perfeccionista, tem a seu favor a vontade e a força. O querer fazer tudo por todos e isso às vezes sair-lhe caro. É um jogador faltoso duro, esforçado, voluntarioso persistente e, digamos, viril. Podem não ser qualidades consensuais, mas eu ainda gosto muito de Rinaudo.   
Tem poucos golos, mas os Rinaudos não se querem para marcar os golos, querem-se a acompanhar a bola e jogadas, de forma que a equipa possa estar sempre a jogar e sejam os primeiros a defender. Por mim está bem assim. 
Ah, e aprovo muito um capitão Rinaudo. Muito. Vê-se que é um líder. 


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