19 Mai 16

Amanhã nos jornais: Jesus continua a ser treinador de futebol e prolongou contrato por apenas mais uma época, o que levanta dúvidas sobre a sua relação com Bruno de Carvalho e sobre continuidade no Sporting.


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13 Mai 16
Nossa Senhora
Pedro Almeida Cabral

Eu cá já fiz o meu pedido à Nossa Senhora: Benfica campeão. Agora é só a Nossa Senhora fazer o que faz sempre aos meus pedidos.

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27 Abr 16
Sporting na frente
Pedro Almeida Cabral

 

 

Quantas mas quantas e quantas vezes não se ouviram circunspectos adeptos, sócios, diretores, comentadores, visionários, agentes e gente e da bola em geral afirmar que um Sporting forte fazia falta? Escusam de contar. Foram tantas as vezes que até entrou no discurso correto politicamente. Ah e tal, sim senhor, o Sporting faz falta ao futebol português. Ah, pois claro, o Sporting tem que regressar ao que era. Sim, sim, é preciso o Sporting a disputar títulos. Vai-se a ver e esta época destapou as reais intenções deste comentariado. Afinal, o que fazia falta era fazer do forte Sporting fraco clube, mantendo-o em letargia permanente. Nas vésperas do importante clássico no Dragão, multiplicam-se as notícias já plantadas e em pleno florescimento. Ele é Doyen. Ele é indemnizações a antigos diretores. Ele é indemnizações ao Benfica. Ele é Jesus de saída. Ele é penhoras. Ele é o que mais se houvera de inventar. Eu até ajudo com mais umas ideias: o pavilhão está em risco e não será concluído e as modalidades vão todas acabar. É que quantas mais notícias, mais se percebe que um Sporting na frente incomoda muita gente.

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18 Fev 16

Golo de NICULAE

Sporting-Milan 

6 de dezembro de 2001, Estádio José Alvalade

 

A época começou meio atabalhoada, com umas derrotas inesperadas e jogos inseguros. Mas a coisa lá se encarreirou e viríamos a acabar em grande, com a conquista do nosso último campeonato e mais uma Taça de Portugal. Será sempre a época do Jardel e do João Pinto, que juntos marcaram mais de 50 golos. Mas também será sempre a época de Marius Niculae, o judoca romeno que trocou os cinturóes do judo pela bola de futebol. Acabado de chegar ao Sporting, marcou um golo memorável no primeiro jogo do campeonato frente ao Porto, que nos valeu a vitória. Esse golo, pleno de sentimento e raça, já foi escolhido e maravilhosamente descrito nesta série pelo Francisco Melo. Podem recordá-lo aqui.

Na Taça Uefa, há um jogo que eu não me esqueço: frente aos desconhecidos suecos do Halmstad demos uma cabazada de seis golos, honrando os pergaminhos do Sporting em cabazadas uefeiras. Não me esqueço desse jogo mas não é pelos golos, é porque foi na segunda parte, numa curva sul meio deserta, que foi inventado o cântico desses anos. Com o jogo ganho, o líder do megafone foi inventando palavras de ordem que juntas acabaram por ficar "só eu sei porque não fico em casa". A verdade é que quem lá estava teve a noção que aquilo ficava no ouvido e que era um cântico recém-nascido com longa vida por vir.

Na eliminatória seguinte da Taça Uefa, os oitavos de final, calhou ao Sporting o Milan. Não era um Milan qualquer. Era o Milan de Costacurta, Shevchenko, Inzaghi, Gattuso e Rui Costa. Apesar de não ter sido uma época brilhante para o Milan, chegou para nos derrotar em Milão por dois golos sem resposta. Mesmo assim, jogámos bem em Itália, com várias oportunidades falhadas. Acreditei que podíamos passar a eliminatória em Alvalade e lá fui ver o jogo preparado para o melhor.

A primeira parte fez-se com o Sporting ao ataque. O golo parecia que ia acontecer. Afinal, já tínhamos Jardel e João Pinto em ação. Precisávamos de dois. Mas sem o primeiro nada feito. Passado o intervalo, a bola lá chega a Jardel e este assiste de cabeça devagarinho para a bola pingar fora da grande área do Milan, mesmo de frente para a baliza adversária. Niculae apanha a bola e sem meias medidas nem medidas nenhumas remata de primeiríssima com o seu esquerdo pé canhão para o fundo das redes do Milan. Um golão em qualquer lado do mundo que pôs Alvalade a cantar o novo cântico e a esperar pela passagem na eliminatória. É um dos meus golos preferidos de sempre porque estava completamente convencido que íamos eliminar o Milan (ah, as ilusões de juventude...) e porque gostava muito de ver como Niculae jogava orgulhoso e alegre com a camisola do Sporting.   

Há golos que mereciam melhor sorte. E jogadores também. Este golo de Niculae serviu de pouco, pois acabaríamos por ser eliminados sem marcar o segundo golo e até sofrendo um golo do Milan já perto do final. Quanto a Niculae, senhor do fabuloso pé esquerdo canhão e também de um cântico próprio (o famoso Marius Niculae pô pô rô pô pô) é o que se sabe: ainda antes do ano de 2001 acabar, num agressivo lance lá para meados de dezembro, ficou com o joelho esquerdo desfeito e nunca mais foi o mesmo. Com grande pena minha. Podia ter tido outra carreira e ser ainda hoje escolhido para esta série com outros melhores golos do Sporting. Perdeu-se um jogador e também um pouco a memória deste golo, que nunca é muito recordado.  

 


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11 Jan 16
Momento do jogo
Pedro Almeida Cabral

 

O momento do jogo podia ser Jorge Jesus a trautear "o mundo sabe que". Classe pura. Afinal, que outro clube canta Sinatra nos jogos? Podia ser o magnífico golo de Montero, pleno de oportunidade e precisão. E como Montero merecia este golo! Também podia ser a cabeçada furiosa de Slimani, a marcar o merecido golo depois de ter falhado pelo menos dois. Se calhar, podia ser o incansável apoio da curva. Não é só uma curva belíssima nem é só uma curva fantástica. É simplesmente a melhor curva de Portugal. 94 minutos de apoio constante, que não teve hora marcada para começar, como parece que acontece noutros lados. O momento do jogo, aquele momento que melhor define o que se passou em campo, foi quando alguém pôs a mão na bola. Não falo do penalti claro que foi bem assinalado e que não deixa dúvidas. Falo de quando Adrien faz balanço, marca o penalti e continua a correr sem parar para ir buscar a bola aninhada nas redes bracarenses. Não parou nem um segundo. Mal fez golo, pôs a mão na bola para garantir que nada daquilo ia ficar sem resposta. Dizem-me que é assim que fazem todos os jogadores quando a equipa inicia uma reviravolta. E eu respondo que só um grande capitão numa corrida em que marca e traz a bola no braço ao mesmo tempo é que consegue transmitir tudo o que lhe vai na alma. É para ver isto que se vai ao estádio.   

 

Foto: Miguel Barreira, Record.


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06 Jan 16
Ainda sou do tempo
Pedro Almeida Cabral

 

 

Ainda sou do tempo de muita coisa. De coisas que parecem antigas e que tinhamos como certas. Ainda sou do tempo em que ofertas aos melhores jogadores do plantel me faziam tremer. Especialmente se fossem a meio da época.  Ainda sou do tempo em que o Crystal Palace podia oferecer 15 Milhões pelo Slimani e havia o perigo real de o Sporting dizer que vendia por 10 Milhões se pagassem a pronto. Ainda sou do tempo em que parecia que nunca havia soluções. E, por isso, quando leio esta notícia que dá conta disso mesmo, fico descansado por vivermos no tempo em que sei que o Slimani não vai acabar o mês de janeiro num clube qualquer. Mas é bom não esquecer outros tempos.

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21 Dez 15
Em janeiro falamos
Pedro Almeida Cabral

Ser do Sporting é saber bem o que pode acontecer após a primeira derrota da época nas competições nacionais: é saber que depois de uma curva contracurva apertada pode vir grossa derrapagem. Houve lentidão, William no banco, um festival de golos falhados, um golo sofrido destrambelhadamente e por aí adiante. Temi este jogo como nenhum outro esta época. E a razão é simples: o Sporting treme sempre quando sempre se espera: depois de uma derrota marcante. Todos sabíamos que a derrota em Braga ia deixar marcas. Todos vimos as marcas que deixou. Foi a primeira derrota para o campeonato. Pela euforia que grassa nas redes sociais dos adeptos de outros clubes (não vale a pena nomeá-los, eles sabem quem são, como alguém diria), parece que o campeonato já acabou. Não está sequer perto de começar a acabar. Faltam mais de metade dos jogos e o Sporting continua com tudo o que tinha antes para poder vencê-lo: um treinador que sabe do ofício e jogadores que já comeram a relva (não sei como a digeriram) e venceram. Logo a abrir o ano temos clássico em casa contra o Porto. É para ganhar. Como já era antes deste jogo. A única coisa que mudou é que eu não ia estar em Alvalade no dia 2 de janeiro por estar fora de Lisboa. E agora vou fazer o impossível para lá estar porque sei bem qual vai ser o resultado.   

 


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28 Nov 15
Em estágio
Pedro Almeida Cabral

 


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22 Nov 15
Ganhar ganhar ganhar
Pedro Almeida Cabral

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Ganhar, ganhar, ganhar. É assim que Jesus encara os jogos com o Benfica. E é assim que o resultado é sempre o mesmo. Ontem foi mais uma vitória. Eu vou repetir. Mais. Uma. Vitória. Ganhar ao Benfica passou a ser habitual. É preciso recuar muitos anos para recordar tempos assim, com tanta confiança. Talvez com Queiroz, que também ganhou três vezes consecutivas ao Benfica. Mas, sem campeonatos ganhos, não deixa de ser lembrança vaga. É impossível não dar o mérito da vitória de ontem a Jesus. Soube tirar Montero, lançar Gelson, reposicionar João Mário e, sobretudo, responder a uma boa entrada do Benfica. Mas a principal diferença deste Sporting é só uma: os jogadores querem ganhar. Parece o mais fácil. Só que numa equipa que ganha pouco, é o mais difícil. Há uma intensidade de jogo que o Sporting há muito não tinha. Ontem, não se podia pedir mais a Slimani, Adrien e João Mário. Ganhámos. Ganhámos bem. Assim, ganharemos ainda mais vezes. E bem pode Rui Vitória seguir o caminho fácil de falar da arbitragem. Que fale deste jogo ainda se compreende. Que fale dos anteriores soa a desespero. A verdade é que os casos foram repartidos e de calimerices está a Luz cheia. Uma nota final. Sporting termina com sete jogadores da formação. Melhor, com oito. É que Slimani também foi formado em Alvalade. E, pelo que fez ontem, é mais um caso de sucesso. Como ele próprio diz, Jesus mudou muita coisa. Vê-se. Agora, vingar Moscovo em toada calma, e comer pastéis em Alvalade.


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