05 Fev 17

"O FC Porto foi melhor na primeira parte porque o João Palhinha não levou o guião certo para se poder enquadrar com o que estava a acontecer. Perdeu-se durante meia-hora e isso foi fatal para nós. Ao intervalo recompusemos a estrutura em função do que queríamos, anulámos o FC Porto a nível ofensivo e marcámos um golo (...) O Matheus já tinha sido lançado num jogo contra o FC Porto. Tinha o Joel e o Bruno lesionados e não tinha muitas soluções para o lugar. É um jovem e lembro que hoje jogámos com seis da formação, 10 nos 20 convocados. Isto paga-se. Como o caso do Palhinha. Estamos a dar um passo atrás para dar dois à frente."

 

Jesus culpa Palhinha pela derrota. Jesus não é líder. Jesus culpa jogador da formação. Jesus não assume erros. Jesus peca. Jesus falha. Jesus 6,7, 20 milhões época. Jesus devia ser substituído por treinador argentino. Jesus devia dar a cara. Jesus é o diabo. Diabo é Jesus. Judas do Jesus. Jesus na cruz, já!

E agora tiramos o som - risos - e ficamos a olhar, mas sem som. Pão vai-se tendo, e o circo está montado. Os flautistas vão tocando, enfeitiçando-nos com a melodia. E seguimos sem ver para onde nos querem levar e como nos querem levar. Destino: enfraquecer Bruno de Carvalho, despedir Jesus e voltar ao "Croquetismo sportinguista" - Benfica e Porto voltam a mandar no futebol, e os outros tipos voltam a mandar o Sporting para sétimo lugar, ou pior, para a inexistência.

Tenho para mim não fazer eco das palavras dos pasquins desportivos. Tanto é o veneno que sai daquelas folhas que ao simples lamber do dedo, para virar a página, saímos contaminados - julgando-nos mortos. E este é um exemplo. Quem quer perceber, percebe. Quem não quer, continue a esfregar as mãos à espera do carrasco que nos vai levar de vez. O projecto em curso tem de ir avante, se sonhamos nos tempos próximos dominar - com transparência, verdade, e mérito desportivo - o futebol nacional.

E para isso os jogadores da formação não podem ser endeuzados, ao ponto de não poderem ser alvo de críticas do treinador. Têm de ser responsabilizados, quando falham com culpa, para aprenderem com os seus erros. Foi o caso de hoje, nos dois golos. Durante trinta minutos Palhinha encenou a peça errada. Porque assim que afinou, demos um banho de táctica e de futebol jogado. E embora não tenha sido suficiente para trazer os três pontos, uma certeza trouxemos: temos futuro!

Agora não o deitem a perder.


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24 Set 16

 

 

E assim nasceu um novo matador em Alvalade!

Via Sporting Notícias

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29 Ago 16
Tudo normal.
Frederico Dias de Jesus

Depois da vitória do Sporting em Alvalade este domingo, o que fica:

- O Sporting comanda o campeonato

- O Sporting é a equipa que pratica o melhor futebol no campeonato.

 

(Pelo meio continuamos a ter uns Andrades vulgares, o Nuno a pedir fruta de reforço porque quer restaurar a "identidade Porto",  a "super estrutura" a facturar milhões com os Taliscas e o Taarabt's desta vida, pénaltis a favor do Benfica, o Rui Gomes da Silva com um melão, o Rui Vitória a ser comido de cebolada e o Pedro Guerra afogado em papel com o seu jingle "Oh Sousa Martins, Oh Sousa Martins").


Tudo normal, portanto.


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26 Ago 16
As pérolas vão, a Academia fica.
Frederico Dias de Jesus

Hoje termina o percurso do João Mário de Leão ao peito. Na época 2013/2014, esteve emprestado ao Vitória de Setúbal. em boa hora fiz notar no dia 9 de Março de 2014 que "além de observar os nossos onze leões e torcer por eles, vou estar atento a uma pérola da Academia, o nosso João Mário. Dotado de uma técnica de passe impressionante, uma capacidade de temporizar o jogo, de pensá-lo, está alí um futuro patrão do meio campo ofensivo." Não estava enganado.

Depois desta época, seguiram-se duas de pura magia nos nossos relvados. E sempre, sempre com um garra inquestionável. E claro, a classe que está no seu ADN de jogador. Não minto, vou ter saudades. Ainda hoje, junto de um amigo, recordei aquela recepção magnifica que deu o primeiro golo do Sporting no Estádio do Dragão a época passada. E como esse podia recordar tantos pormenores que teve em Alvalade, fazendo levantar-me e comentar para o lado num típico "viste aquilo que ele acabou de fazer" - completamente eufórico. Saudade, é o último sentimento que o João Mário vai deixar em mim. Mais uma pérola da nossa Academia que parte para outro campeonato, para despertar em outros adeptos aquilo que fez connosco. Mais um exemplo que deve ficar afixado, numa imagem bem grande, nas paredes da nossa Academia. Respeitou sempre os adeptos, o clube, a instituição. Não deixou de treinar, não deixou de jogar. Chama-se formar Homens jogadores, tantas vezes na linguagem do Aurélio Pereira - como o tipo de jogador que o Sporting procura e quer fazer.

Saiu Homem. Saiu um grande jogador de futebol e campeão Europeu.

Desejo o maior dos sucessos desportivos ao João Mário. Que volte quando achar ser altura de reencontrar-nos. E nessa altura espero que também ele tenha uma fotografia do lado do Figo e do Ronaldo.

 

Mais uma pérola que vai. A Academia, essa fica. Sempre pronta a revelar novos talentos ao mundo do Futebol!

(Importa ainda dizer que o Presidente Bruno de Carvalho cumpriu o prometido. Deixou o jogador sair pelo seu valor. Tantos outros que saíram pela porta do cavalo por meia dúzia de tostões. Aqui nota-se a diferença de gestão, é apenas mais um detalhe.) 


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20 Jun 16

Este bem podia ser um texto sobre os efeitos da nata dos pastéis de Belém à bulha com os efeitos da farinha dos lados de carnide. Mas é mais uma reflexão sobre o adepto português e vá... ser lampião. O velho do Restelo é uma personagem popular, presente n'Os Lusíadas. Este velho não acredita na fortuna dos navegadores portugueses, acha que vão falhar. Não vão conseguir. Talvez no seu pensamento afundassem a uns escassos metros da costa. Contudo, olho este personagem de uma perspectiva diferente. Uma coisa é o que diz, e outra o que pensa. Tão certo no português, como o Camões ser cego de um olho. E esta é uma bela comparação. Acabamos por não ver bem a realidade onde vivemos. O olho bom faz-nos achar que isto vai ser a bela de uma desgraça. O olho da pala é aquele que nos permite imaginar, o que representa o sonho que todos temos: o sucesso de Portugal e dos portugueses. A derradeira conquista da grandiosidade. Seja como nação, seja na selecção. A taça de um Europeu ou de um Mundial não é mais do que a revelação do V Império no futebol. A união de todos os povos num plano espiritual que os aproxima - transmutando isto para "futebolês" - a união do mundo do futebol em torno do virtuosismo tão bem patente na alma lusa. É tudo muito bonito, mas duvido que o Camões, o Padre António Vieira, o Pessoa ou o Agostinho da Silva legitimassem esta comparação. Mas a verdade, mutatis mutandis, podemos fazê-la para esta finalidade. Sendo assim, os velhos do Restelo continuam tão actuais sendo necessários no futebol e no quotidiano. São eles que alertam, duvidam, mas no fim esperam conformar-se, dizer que estavam enganados e festejar a glória lusitana. Seja pela conquista d'Além mar, seja pelo excesso de bagagem de um caneco na mala.

E perguntam-se, "que raio tem isto que ver com os velhos de Carnide?". E perguntam bem! Velhos de Carnide é uma figura que arranjei de forma a categorizar o adepto da Selecção com origem e natureza lampiã. Parece doença. Há doutrina que a considera. Eu dou o benefício da dúvida, dado que a minha cor é o verde. Ora o velho de Carnide, sendo adepto lampião, é um tipo eufórico. Acha que ganha tudo antes de jogar. Acha que tem os melhores de sempre. Acha que tudo está conta eles, mesmo quando andam todos a favor. Acha que tem um Deus lá no meio do campo, e como é omnipresente e omnipotente está na calha. Gosta de cantar os primeiros dez minutos e com sorte lá pelo 70 (desculpem, ri-me), ou no final do jogo se estiver a ganhar. Acha que não existe equipa nenhuma comparável à sua. Mas aqui reside o problema. É que isto ocorre constantemente antes de começar uma competição. Assim que se inicia - perdendo ou empatando uns jogos - a euforia dá lugar à depressão, os cânticos aos apupos, os elogios à culpabilização, as manchetes dos jornais a linchamentos em horário nobre. E se é assim no clube, e sendo o clube com mais adeptos, a conclusão é lógica: é assim com a equipa das Quinas. Com algumas nuances, é certo. Porque o ódio torna-se ainda mais visceral quando o Sporting não só é a casa-mãe do melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo, para os mais esquecidos), como é igualmente responsável pela formação de quase metade da equipa. Eles ficam na bolha deles. Deitam culpas a todos, pensando que faltava o Deus deles a jogar e tudo seria diferente, uma vez que os Deuses dos outros não valem chavo.

Revela-se assim o velho de Carnide - o verdadeiro radical da descrença. O puro adepto bipolar que povoa grande parte de Portugal. Infelizmente é este o retrato da nossa realidade. Engraçado será ver, se formos à final ou caso vençamos o Euro, que estes vão ser os primeiros a encher praças, quando antes andaram a encher-nos os ouvidos de baboseiras. É esta a dualidade permanente em que vivemos. De um lado os velhos do Restelo, talvez a expressão da prudência que nos falta à coragem da aventura. Do outro os velhos de Carnide como expressão da falta de prudência existente e do euforismo acéfalo. Enquanto assim for andaremos entre o céu e o inferno. Faltando "cumprir-se Portugal".


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09 Mai 16
É a nossa identidade
Frederico Dias de Jesus

 


Com 41 jogos no escalão principal, 1739 minutos de jogo e 7 golos (4 deles na Liga). Há outros que não têm a eficiência deste jovem-craque, mas são endeusados pela comunicação "Burniana". Com 20 anos apenas. São números fantásticos e não é preciso recorrer ao segundo escalão para relevar a sua afirmação no futebol português.


Nota - Matheus Pereira fez 18 jogos (na Equipa A) contando com 715 minutos de jogo e 5 golos. Mas o que conta são os Guedes desta vida.... 

Imagem via: Record 


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04 Mai 16

Para ser campeão é preciso recursos. Quais são? Ora, recursos que claramente não temos...

- Vouchers aos árbitros

- Capeladas e Paixões

- Presidentes do Conselho de Arbitragem

- Comunicação Social

- Futebol medíocre 

- Apenas um penálti a favor em trinta e dois (32!) jogos

- Zero cartões vermelhos em trinta e dois (32!) jogos

- Portas 18 caiadas de branco

- Incentivos financeiros encapotados na compra de bilhetes

- Jogadores indispostos ou lesionados com a maleita: futura contratação do benfica.

 

Com isto tudo fica clara a análise. O Sporting se não ganhar o campeonato, perde devido aos empates com o Tondela e Guimarães, mais a derrota contra o carnide. O benfica a ser campeão ganha pela sua vasta lista de recursos.

É caso para simplificar: não perdemos por culpa das arbitragens, eles ganham por favor dos árbitros.


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29 Mar 16
Os melhores golos do Sporting (51)
Frederico Dias de Jesus

Golo de ABEL FERREIRA

Manchester United - Sporting, 2-1

27 de Novembro de 2007, Old Trafford.

 

Abel Ferreira. Foi daqueles jogadores de quem podemos dizer: "cumpriu". Nunca foi um lateral virtuoso, de técnica elevada e rasgos de genialidade. Mas era um jogador que cumpria. Na minha modesta opinião, tinha uma boa noção do terreno de jogo, da sua posição, assim como uma óptima noção táctica. As equipas são feitas também de jogadores como este. E neste caso... a história dos melhores golos do Sporting.


As derrotas muitas vezes traduzem-se por fraco desempenho da equipa, por vezes erros, superioridade da outra equipa  (e, em casos mais estranhos à nossa percepção Sportinguista do jogo, por condicionalismos externos.) Neste jogo, claramente o Manchester United tinha melhor equipa, tanto que foi o vencedor da competição. E a juntar à festa tinham um produto nosso na sua falange ofensiva, Cristiano Ronaldo. Portanto não há vergonha nenhuma.

Contudo este jogo tinha algo guardado, ou pelo menos algo que guardei na memória. Tinham corrido os primeiros minutos do jogo. O Sporting tentava-se adaptar às marcações, fazer o seu jogo e tentar tirar um bom resultado. Eis que aos 20 minutos da primeira parte há uma abertura na lateral-direita da equipa da casa, e Abel galga uns quantos metros a partir do meio-campo, sem freios na sua corrida, recebendo a bola vinda da esquerda, domina com o pé direito sem particamente nunca abrandar, levanta a cabeça, olha, respira e dispara um tiraço fenomenal para dentro da baliza do Manchester United. A beleza deste golo, para além da distância, é a dificuldade de colocar a bola onde ela entrou, um ângulo fechadíssimo e um efeito monumental que o esférico fez. A minha memória guardou-o, e hoje quando penso em golos lembro-me deste. Podíamos ter ampliado a vitória, o Liedson marcou um golo que o árbitro invalidou, mas mal na minha opinião. Os Reds só viraram o jogo no final, com um golaço do nosso Cristiano Ronaldo. 

O futebol é isto. Ganhamos, perdemos, empatamos. Mas acima de tudo vibramos com os momentos de magia que o nosso Sporting nos proporciona. Momentos em que sonhamos. O Abel sonhou e conseguiu um golo que para mim faz parte da Arte do Golo da nossa equipa, e no local próprio: o Teatro dos Sonhos.

Houve ainda quem pensasse que tinha sido um engano. Vê-se claramente a intenção neste golo. E que grande golo foi!

 


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29 Fev 16

"Sem dúvida. Desde o início foi o objetivo declarado pelo comando técnico e pelo próprio presidente (sobre a conquista do campeonato nacional). É o foco principal e perfeitamente alcançável. Depois de estar arredado de todas as provas, que tinha condições para discutir, é absolutamente imprescindível vencer o campeonato para evitar uma época desastrosa, em que não se ganha nada." Declarações proferidas por Carlos Xavier ao jornal O Jogo.

O problema de que padece este ex-futebolista do Sporting é o mesmo que ex-dirigentes que se reúnem em jantares com o orelhas: Melancianite aguda (sem cura, infelizemente). 

Desmistificando a "época desastrosa":

1) Somos a actual equipa a deter os últimos dois troféus nacionais disputados (Taça de Portugal e Supertaça). Tendo a Supertaça sido conquistada na presente época. Um troféu já cá canta e ganho aos "amigos" dos jantares (será que o Dias da Cunha também recebeu uma camisola do Eusébio?)

2) (via Sporting Apoio)

"Época 2009/2010 : 28 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2010/2011: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2011/2012: 16 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2012/2013: 36 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2013/2014: 7 pontos de distância para o campeão.

 

Época 2014/2015: 9 pontos de distância para o campeão."

Sendo que esta época 2015/2016, estamos na frente com três pontos de avanço.

O trabalho está a ser desenvolvido, com menos temos feito mais do que se podia esperar. Talvez estes resultados sejam desastrosos... para as aspirações de certas pessoas ou facções.
Continuemos em primeiro e pode ser que em Maio deixem de chatear.


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06 Fev 16
Os melhores golos do Sporting (13)
Frederico Dias de Jesus

 

Golo de ISLAM SLIMANI

Sporting – SC Braga (Final da Taça de Portugal)

31-5-2015, Estádio do Jamor.

 

O golo é uma manifestação de alegria, conquista, mas por vezes também de raiva e injustiça. O golo é como uma casa de espelhos, onde mil e uma imagens nossas são projectadas, no reflexo de uma cadeira de estádio, de um sofá em casa ou de uma simples cadeira de café rodeada de fumaça e imperiais. Os golos não vivem apenas da nota artística dos executantes, mas das circunstâncias da nossa vida, dos nosso traços de personalidade e muitas, mas muitas vezes dos momentos de forma da nossa equipa. Fui-me apercebendo disso, um pouco inconscientemente, ao longo destes anos como adepto deste nosso grande clube. Por isso quando esta série foi lançada, à mesa do Império, pensei em dois ou três golos marcantes, e depois... pensei na circunstância. E como o ponta-de-lança que aproveita o passe a rasgar a defesa, a abertura de espaço entre os centrais ou o timing perfeito no salto, após uma pincelada milimétrica do artista na ala: o golo é circunstância, para quem marca e para quem festeja.

 

Durante a época 2014/2015 não tive a oportunidade de ver e celebrar muitos dos golos do Sporting. Não estava em casa. Distante, algures no hemisfério sul. Longe de duas famílias. Uma delas, está claro, o Sporting. O streaming e os bares não ajudavam, um pelo fraco sinal e outros pelo fraco gosto na transmissão de jogos de outros países. Lembro-me ser duro não poder comentar um jogo com o meu avô, com o meu irmão, chegar a casa e contar aos meus pais os detalhes, os pormenores de cada jogo. Contudo, no dia anterior ao final da Taça decidimos, eu mais uns amigos, infiltrar a casa de uns lampiões (tinham a melhor televisão) e tentar o streaming (fomos Inácios com todo o gosto). Patuscada combinada, e lá estávamos no outro dia ostentando a verde-e-branco de Leão rampante! Éramos três, rodeados de pessoas com alguma falta de gosto. Mas o Sporting é isto: contra tudo e contra todos, nós fazemos a festa verde.

 

O streaming estava bom, os petiscos e a “gelada" melhores ainda, até que o árbitro decidiu provocar uma pequena congestão, não com o penálti assinalado prematuramente, mas com o excesso de punição sobre Cédric. A insolação fez o “juiz” da partida ver, no que seria amarelo, um cartão da cor da equipa adversária do Sporting – vá-se lá perceber a mente humana. Agarrámos os cachecóis com mais força, e o Rafa lembrou-se de fazer um segundo para o Braga. Chegou o intervalo, havia rostos desolados no lado verde e troça nas palavras dos anfitriões. Sentámo-nos para a segunda parte. Pedi aos Deuses do Futebol - aquele quinteto maravilha da música, os Violinos do Olimpo - que dessem um empurrãozinho aos nossos rapazes...

Não sei se ouviram as minhas preces, mas ao minuto 83 (segundo 16) surgiu o sinal, a reviravolta. Um passe monumental da defesa, em chuveirinho, para a área adversária, mau alívio do defesa do Braga, e o messias desta reviravolta, o Príncipe do Magreb, o Leão Argelino, recebe a bola, simula, faz com que dois defesas saiam da sua frente chocando um no outro, puxa o pé direito atrás e chuta....

 

Todos vimos aquela bola a rolar devagarinho para o canto inferior esquerdo, pareceu uma eternidade, parecia que o guarda-redes ia apanhá-la. Mas o Slimani sabia que ela só ia parar no seu destino: as redes do Jamor. Tinha-lhe fadado o destino com o pé direito. Tinha assinado a reviravolta e assassinado a crença daquela filial perdida a norte. Celebrei euforicamente, não tinha ganho nada – ainda – mas tinha visto o meu Sporting ressuscitar. O Slimani foi ao submundo resgatar esta alma perdida como se de uma encarnação de Orfeu se tratasse.

 

E com este golo soube que há golos que trazem as vitórias consigo, e que há golos que têm a força de unir ainda mais esta família, afastando dela os parentes de cativo que são peso morto de corpo presente. Porque os verdadeiros Leões acreditam até ao fim, porque a União faz todo o Esforço, Dedicação e Devoção valerem cada segundo da Glória.


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06 Jan 16

6h00 – Jorge Jesus acorda. Rui Vitória sente-se indignado por Jorge Jesus acordar a um horário que lembra as temporadas no benfica.

 

7h00 – Jorge Jesus toma o pequeno almoço pondo queijo vitória na torrada, Rui responde dizendo que não admite este tratamento de inferiorização por parte do antecessor.

 

8h00 – Jorge Jesus pega no carro metendo a primeira. Rui Vitória relembra que ainda há muito campeonato pela frente e que antes de sair de casa conseguiu meter mais 5 vezes a primeira do que JJ, esquecendo-se que efectivamente tinha engatado 8 vezes a marcha-atrás.

 

9h00 – Jorge Jesus começa o treino. Chama Gelson e Matheus para acertar pormenores tácticos. Sai capa adicional d’ A Bola, em letras gordas dizendo, Vitória na formação: Renato Sanchez no Man. United por 50 milhões de euros.

 

11h00 – Jorge Jesus dá uma conferência de imprensa falando do estado do campo. Rui Vitória entra atrasado (depois de pagar um bolo rei à equipa) referindo que não entra em jogos psicológicos, e que para batatais ele dará a resposta.

 

13h00 - Jorge Jesus come bifes de cebolada. Rui Vitória sente-se ofendido e denegrido por um colega de trabalho, dizendo que não aceita ser comido de cebolada.

 

15h00 – Jorge Jesus inicia o treino com marcação de penáltis. Rui Vitória dá uma entrevista dizendo que a sua equipa não precisa de penáltis para continuar na corrida do título, que ganham por mérito próprio, sendo exemplo disso a 15º Jornada.

 

17h00 – Jorge Jesus olha para o relógio e sorri. Rui Vitória sente-se desdenhado pelo colega de profissão, uma vez que o sorriso deste relembra-lhe os sete golos sofridos contra o Sporting esta época.

 

18h00 – Jorge Jesus dá o onze titular aos jogadores. Pedro Guerra fala na CMTV dizendo que  ao alinhar com estes jogadores ele, seguramente, está em PÂNICOOO.

 

20h50 – Jorge Jesus enaltece a qualidade do futebol praticado pelo Sporting. Rui Vitória recorda o minuto 70... e Gonçalo Guedes refere que não ganhou a melhor equipa, respondendo assim três vezes à pergunta “qual o seu grau de escolaridade?”.

 

22h00 – Jorge Jesus chega a casa e vai ver os resultados dos jogos do porto e do benfica. Rui Vitória fala em obsessão do treinador do Sporting com o benfica, dizendo que só ele pode ser obcecado pelo benfica, numa obsessão tão obsessiva que chega a ser obsessiva a obsessão que este homem obcecado, tem pelo Jesus.

 

(Qualquer semelhança com ficção é pura realidade.)


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06 Ago 15

 

Uma imagem vale mais que mil palavras. Esta imagem evita muitas serem ditas. É ver e tirar conclusões.

 

Saudações Leoninas!

Obs: imagem via Sporting Clube de Portugal - Site de Apoio (Facebook).

 

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04 Jun 15
Água na fervura.
Frederico Dias de Jesus

Como se uma bomba fosse explodiu a polémica em Lisboa. Jesus pode (ou vai) assinar pelo Sporting. O Marco foi despedido com justa causa. Deste lado do Atlântico o meu sentimento é misto. O Marco da Taça merecia talvez mais respeito pela instituição Sportinguista. O Jesus (a confirmar-se) merece todo o apoio Sportinguista. São dois grandes treinadores. Contudo, e eis a água na fervura, não sabemos as razões da rescisão do contrato com o Marco. Não sabemos se o Marco estava disposto a aceitar o projecto desportivo. Não sabemos o projecto desportivo apresentado (e quem sabe) aceite por Jesus. Por isso, é mais que exígivel, imperativo diria, que o Presidente venha esclarecer todos os temas aos Sportinguistas, a bem da transparência, da verdade e da confiança entre adeptos, massa associativa e dirigentes. 

 

Dois dados curiosos:

1) Não percebo como os Sportinguistas podem rejeitar em primeira mão o treinador com mais títulos em Portugal (embora uns limpinhos e outros ao colo), mas o homem percebe do que faz.

2) Acho graça a alguns pretensos "senadores", augures, que não foram mais que coveiros da desgraça em que estivemos submersos em anos, virem agora defender com unhas e dentes um treinador em que de ínicio nem eles acreditavam. Estes andam a ver se voltam para lá...

 

Nós o vemos, Nós o julgamos. Como disse BdC, "O Sporting é Nosso."


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30 Dez 14
O Sporting é Nosso!
Frederico Dias de Jesus

Assumo, desde já, que a leitura que faço sobre toda a situação do meu Sporting possa, naturalmente, ter erros.

Mas, como em tudo, sinto-me na liberdade de o fazer.

 

Os últimos dias, e como foi muito bem escrito nesta casa, tiveram a proeza de criar uma guerra entre Sportinguistas. Faz recordar um certo episódio histórico em Portugal, um género de Liberais contra Miguelistas, do qual o país, ainda hoje, não recuperou. O Sporting, ironia do destino (no berço da nação) lá mostrou à escória jornalista que "os cães ladram e a caravana passa". Contudo, os pró-Brunistas (anti-Marco) e os pró-Marco (anti-Brunistas) continuam em trincheiras a guerrear. Qualquer dia temos pelas ruas de Alvalade adeptos fervorosos destes blocos a perguntarem com quem estamos.

Isto não abona a favor dos dois, e muito menos a favor do Sporting. Perdemos meses, anos, a falar em estabilidade. Na primeira situação em que necessitamos dela, a casa treme durante mais de uma semana. O Presidente esteve mal? Esteve. O Treinador esteve mal? Esteve. A equipa esteve mal (em alguns jogos)? Esteve. Por isso é que se fala em reconstruir, reerguer, reencontrar o caminho dos títulos. Porque o trabalho tem de ser feito de raíz. Assimilar novos processos. Adaptar a novas realidades de gestão. Mas também os Sportinguistas têm de mudar o "chip". Embora tenhamos imenso mérito, temos de criar novas posturas. Exigentes, sim. Críticos, sem dúvida. Mas confiantes que quem toma decisões enfrenta realidades que desconhecemos. Principalmente no que toca a poderes e interesses instalados no mundo do futebol português.

 

Agora vem a parte que eu acho mais relevante, porém a mais abstracta. (É apenas uma suposição):

Acham que os "barões" do Sporting (aqueles que nos afundaram durante anos, com a esquizofrenia de uma aristocracia de notáveis) por algum momento desistiram de recuperar o clube? Acham que esses mesmos senhores que se aliavam aos andrades e aos demais cônjuges, deixaram de o fazer? Acham que esses interesses deixaram de existir? Acham que por um momento estes senhores deixam de pôr em prática taticismos de bastidores para levar a deles avante?

Mais importante, querem arrepiar caminho àquilo que tem sido feito?

O Sporting está a construir-se, devagar, mas mais forte. Com estabilidade, e isso envolve o Presidente ser, por vezes, mais comedido, como também não sermos um verdadeiro cemitério de treinadores. E o próprio Marco Silva olhar mais para as soluções da equipa B. Isto não é um projecto de dois anos, é de muitos, muitos mais.

Aqui só pode haver um lado, é o do Sporting Clube de Portugal. 

Senhoras e Senhores, pede-se clarividência na escolha desse lado, não deixemos os nossos olhos tapados com poeiras escuras.

Viva o Sporting!

 


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05 Nov 14

Faltam, ainda, umas quantas horas para o embate. Os mineiros, aprumam-se. O Prince (Boateng) parece estar recuperado. O Draxler, só volta em 2015. Nem boas, nem más notícias. Apenas novas da marca, que certamente, o nosso estratega luso, Marco Silva, há-de saber "driblar" com o alinhamento dos verdes e brancos. O nosso Presidente deu o mote, deixar tudo em campo. Honrar o lema deste grande clube. E acima de tudo honrar os milhões que o seguem. Não é da minha cabeça, mas além do hino, ouço o rufar dos tambores de uma noite Europeia que tem tudo para ser uma batalha, entre os mineiros de Gelsenkirchen e os Homens-Leão da ponta ocidental da Europa. A verdade é que a UEFA já fez das suas, caso seja preciso um "extreme makeover" ao jogo, temos o Paolo de secador (ou apito) em riste para fazer a transformação. Não vá o diabo tecê-las, como há uns dias atrás. Devia ser ditado, uma UEFA prevenida vale, sempre, por duas ou mais vitórias....

Só me resta desejar que o Schalke 04 perca hoje, da forma que a Alemanha perdeu a guerra. E claro, que os nossos "licenciados" da bela Academia dêem uma lição digna de cátedra aos boches!

Saudações Leoninas!


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01 Nov 14

Força Sporting! 


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18 Out 14
É isto!
Frederico Dias de Jesus

(Uma imagem que vale por mil palavras.)

Em frente Leões! Viva o Sporting! 


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03 Out 14
Um David entre Golias.
Frederico Dias de Jesus

Chegava a terça-feira. O fim-de-semana tinha sido relativamente calmo. Mas as hostes de carnide, numa alinça característica com os tripeiros, começavam o discurso: "lembram-se do Bayern..", "desta são quantos? 12?", "não envergonhem as equipas portuguesas", e por aí fora...
Usualmente não sou pessoa de virar a cara à luta, característica tão distinta do Sporting e das gentes desta família, a que chamamos Clube. Mas confesso que inicialmente tinha o meu pensamento no limbo. Por um lado queria ver o meu Sporting, por outro um receio apoderava-se de mim. Tinha medo, e assumo-o sem rodeios. No fundo íamos enfrentar o primeiro classificado da Liga Inglesa, um plantel de milhões, um dos melhores treinadores do mundo (se não o melhor). Tudo isto, com um plantel em construção, jovem, embora cheio de potencial. A caminho do Restaurante Universitário, perguntaram-me onde ia ver o jogo. O receio apoderou-se da resposta e disse: "Muito provavelmente vou estudar. Devo acompanhar o jogo pelo Ipad, no site do Record ou assim..."

Muitos deles adeptos dos Andrades, sedentos de gozo, retorquiram: "Então Fred? Não vais ver o Chelsea? Vais ver o teu Sporting num site?!"

Como se eu não soubesse o que eles queriam e desejavam. Contudo, enchi-me de garra. Talvez tenha lembrado as palavras do Fundador e elas tenham ressoado no meu inconsciente,"Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa". E respondi que iria com eles ao pub da Lagoa da Conceição (Florianópolis), o Black Swan.

Fui a casa num instante. Deixei a mala e peguei no cachecol, que religiosamente trouxe comigo para além mar. Saí para a rua num estado de transe. Mas o verde e o branco brilhavam mais que nunca. Além do Esforço, Dedicação, Devoção e Glória espelhados pelo Leão, havia algo que me começava a acalentar o espírito. Cheguei à porta e já lá estavam alguns destes companheiros de jornada. Alguns, quais aúgures, vaticinavam que íamos jogar à retranca. Imbuído de espírito de jogo, respondi ao mesmo tempo que me ia sentando e pondo o "estandarte" no terreno de batalha: "Se for para perder, mais vale jogar olhos nos olhos e sem medo. Nós somos o Sporting!"

Sentei-me e comecei a cumprimentar a malta. Ao pé de mim estava um adepto do Chelsea (nacionalidade Inglesa) e outros três americanos adeptos do Liverpool. Pontas de lança no jogo do whiskey, iam perguntando sobre o Sporting num português mal amanhado. O do Chelsea com alguma sobranceria, falava pouco. Em bom português, deveria achar que eram "favas contadas". Por trás desta falange sentavam-se dois benfiquistas. Do lado direito, estava a hoste azul e branca. À minha esquerda estavam uns espanhóis do Barcelona e uns franceses do PSG. Atrás de mim estavam uns italianos a ver a Roma. E eu sentado no meio desta gente toda, calado e olhos fixos no ecrã. Entretanto, chegou a Marta, vestida a rigor para ver o Sporting, cheia de paixão, garra e uma esperança contagiante. Depois, chegou o Carapuço, calmo como quem vem desfrutar mais de uma cerveja do que do próprio futebol, e seguidamente o Morgado, paciente, muito paciente. Era um misto de emoções, que não nos atrevíamos a revelar. Receio, medo, expectativa, confiança...tudo num "melting pot" que se criava ao som do hino da Champions.

Os tripeiros começavam a entrar em pânico. Batia-se palmas ao golo do Totti, e vibravam à esquerda com o duelo hispano-gaulês. Eu continuava focado no Sporting. Apesar de tudo, e do golo gostei da primeira parte. Fui esperançoso para a segunda. Ao intervalo, perguntavam-me se o João Mário não sabia o que era errar um passe, eu respondia que muito provavelmente ele nunca tinha ouvido falar disso. A conversa com os americanos ia fluindo (o tipo do Chelsea ia roendo as unhas), eles iam elogiando muito o Marco Silva, o William, o João Mário e claro, o Rui Patrício. Eu festejei cada defesa do Patrício como se fosse golo. Gritava Sporting, vibrava com cada passe, pulava da cadeira com qualquer remate. Mas sobretudo arrepiava-me! O jogo do Sporting arriscou-se a tornar-se numa bela sinfonia ou num quadro do MoMa. A construção de jogo, a entreajuda, o espírito de abnegação, a interligação, a raça, o querer, o orgulho daqueles bravos! Mostrou-se que com estes jogadores consegue-se fazer muito, conseguiu-se fazer frente a uma das melhores equipas da Europa!

Eu dizia para mim, se com tanta juventude e "falta de maturidade" (com que os pasquins brindam e acusam a actual equipa), imaginem como jogarão estes miúdos e o Sporting daqui a três/quatro anos. É para dizer que será um caso sério na Europa e no campeonato Português.

O jogo acabou. O resultado era enganador, 0-1. Mas podia ter sido 1-1. Levantei-me, e peguei no cahecol. Pu-lo no ombro e cumprimentei o adversário. Cumprimentei o resto dos Sportinguistas. Mas houve algo que vi no olhar, e certamente o meu também espelhava. Todos tinhamos um grande orgulho nesta equipa! Todos nós vimos um jogo à Sporting, onde jogámos para vencer. Olhos nos olhos. Onde o adversário nos respeita e nos teme (o Mourinho tirou dois atacantes de jogo, e colocou o Obi Mikel). Mostrámos que das três equipas nacionais temos o futebol mais digno de uma noite Europeia, pois jogamos com amor ao Clube e aos Adeptos incansáveis. 

Levantei-me e peguei no cachecol. Dirigi-me para a porta. Olhei o sol que já se punha, e pensei para mim, "O Sporting é grande, tão grande como os maiores da Europa, e isso ficou demonstrado alí dentro." Não havia lugar para receios, e isso é algo que levo comigo para o futuro. Ninguém me conseguia tirar um sorriso da boca. Tinha perdido, mas estava feliz. Voltei a ver alma no nosso jogo, voltei a ter alma, e voltei a ver os Sportinguistas felizes e esperançosos. 

O caminho é duro, mas é nosso, como o Sporting.

Viva, mas viva senpre o Sporting Clube de Portugal! Que as palavras do Visconde de Alvalade ecoem na Eternidade do tempos!

Saudações Leoninas!

P.S: Li que o João Mário acertou 41/42 passes, 98% de eficácia. Mais que o Fábregas, Matic, Óscar, Hazard...é caso para dizer "é Leão!"


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18 Jul 14
Ansiedades da pré-época
Frederico Dias de Jesus

Se há coisas que invariavelmente nos vêm à cabeça, estando acompanhados ou não, é o Sporting. E que bem que sabe pensar nele. No passado, no futuro e, claro está, no presente. Confesso-me ansioso por ver o Sporting nesta época de 2014/2015. Isto por duas razões:

1) Temos um novo treinador (na minha opinião um grande Treinador), que põe as equipas a jogar bom futebol, valoriza os jogadores e tem ambição certa para conquistar títulos. Quero ver todo o potencial e capacidade da equipa técnica, assim como o dos jogadores, traduzidos num futebol atractivo. Mas acima de tudo num que obtenha os resultados pretendidos.


2) Ando numa tentativa de adivinhar quais são as pérolas da Academia que vão encher o ego aos Sportinguistas. É um facto que, apesar das dificuldades económicas, o clube reforçou-se com jogadores estrangeiros e nacionais tentando colmatar algumas falhas do plantel. E aqui reside uma dúvida: será que a aposta na formação será tão forte como no ano passado? Bem, eu quero crer que sim. Gostava muito de ver os miúdos de Alcochete (João Mário, Ricardo Esgaio, Semedo, Iuri Medeiros, entre outros) a arrancarem emoções no nosso Estádio José de Alvalade.

 

Certo que no fim, tudo correrá bem para os lados de Alvalade!


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16 Jun 14
#ForçaPortugal
Frederico Dias de Jesus

 

Quem se lembra das janelas enfeitadas com bandeiras? Quem se lembra da corrente humana no euro 2004? Quem se lembra de gritar Golo e abraçar quem está ao lado? Quem se lembra de cantar o hino com emoção? Quem se lembra dos pénaltis defendidos pelo Ricardo? Quem se lembra do embate contra a Suécia? Quem se lembra de sermos injustiçados? Quem se lembra de sermos a selecção do quase? Eu prefiro não me lembrar desta última!

O conceito é muito simples, vamos criar uma corrente com mensagens de apoio para a Selecção Portuguesa nas redes sociais.
Eu acredito em vocês!#ForçaPortugal (esta vai ser a minha{#emotions_dlg.santarem})

P.S: O futebol são 11 contra 11 e no fim ganha Portugal!


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10 Jun 14
Que venham mais para a História!
Frederico Dias de Jesus

Porque o Mundial também é isto. Danças eternas com a bola por entre os adversários. Rasgões de impetuosidade e de genialidade. A química que se gera entre o jogador e a bola e que passa para as bancadas quando toca na rede. E numa linguagem verdadeiramente (de) Mundial, todos gritamos GOLO!

P.S: O do Cambiasso (golo nº16) é um hino ao futebol, salvo erro, foram perto de 20 toques da Argentina. Diz a história que a Sérvia nem cheirou a bola...


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21 Mai 14
A Garra do nosso Treinador!
Frederico Dias de Jesus

 

P.S: De notar que é contra o porto.


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09 Mar 14
Onze Leões e um infiltrado
Frederico Dias de Jesus

Hoje temos um desafio importante. Aliás, de agora em diante todos os jogos são finais. Temos de cumprir ganhando jogo a jogo e esperando que os nossos adversários directos cometam algum deslize. Vai ser dificil, mas esta é a nossa marca, não viramos a cara à luta. Contudo, hoje, além de observar os nossos onze leões e torcer por eles, vou estar atento a uma pérola da Academia, o nosso João Mário. Dotado de uma técnica de passe impressionante, uma capacidade de temporizar o jogo, de pensá-lo, está alí um futuro patrão do meio campo ofensivo. E assim espero que seja!
O Sporting deixou claro, a Academia é uma prioridade na construção do plantel. E é nestes jogos que temos a oportunidade, como adeptos, de ver as nossas jóias (emprestadas) brilhar na Liga, e tentar prever o seu rendimento futuro.

 

Com isto, apesar de esperar uma brilhante vitória do meu Sporting, espero que o João Mário seja o destaque de um Setúbal em baixo.

Para cima deles! Viva o Sporting!


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15 Fev 14
Todos por Um
Frederico Dias de Jesus

Inicio hoje a minha participação nesta grande casa. É com muito orgulho e honra que integro esta equipa. Não queria deixar de agradecer ao Pedro Correia este generoso convite, como também a oportunidade de discorrer sobre os assuntos do nosso grande Sporting. O meu muito obrigado, na esperança de poder contribuir ao máximo para dignificar esta casa.

Hoje permitam-me vestir a personagem daquele jogador que chega no mercado de inverno, e diz estar a realizar um sonho. Com uma pequena diferença, é que se trata mesmo da realização de um sonho. O meu nome é Frederico Dias de Jesus, tenho 21 anos e sou estudante de Direito. Porém há uma outra caracteristica que integra a minha identidade, sou Sportinguista. Sempre fui. Sempre me vi, desde que me conheço, a palpitar pelo verde e branco, pelos rapazes que de Leão (porque não é um qualquer) ao peito trocam a bola e desenham jogadas vitoriosas. Por gritar golo, e dizer é do Sporting! Na escola gostava de ser o Duscher, depois passei a querer marcar golos, queria ser um Niculae ou o Acosta. Fulminar as redes dos adversários, de forma igual ao golo que tinha visto no fim de semana. Imaginar-me sempre com o traje de batalha verde e branco às riscas com o brazão do Sporting Clube de Portugal. 

Muitos momentos se passaram com o meu Sporting (peço desculpa pela propriedade, mas ele é um pouco de todos nós). Cresci. Se em pequeno esperava acordado pelo resultado dos jogos, em grande comecei a apreciar toda a sua dimensão. Hoje vivo-o vendo a táctica do treinador, o onze inicial, as jogadas, os golos, as estatísticas. Dou por mim a ler notícias desportivas na segunda-feira e a imaginar como será no fim-de-semana.

Além da identidade é paixão. Cresceu comigo, vive comigo e estará sempre aqui. O Sporting nunca me abandonou. E hoje, embora modesto, inicio o meu contributo para esta casa. Sou mais um que se junta às grandiosas fileiras retribuindo tudo o que este clube tem dado, retribuindo a fidelidade deste sentimento.

Viva o Sporting Clube de Portugal!


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