23 Jul 17

O Sporting venceu e convenceu uma equipa semi-finalista da Champions, Podence foi titular, Bruno Fernandes marcou na estreia em Alvalade, voltámos ao esquema de dois centrais e este modesto escriba adivinhou (!) a equipa que Jesus escalou. Meu Deus, eu não quero acordar deste sonho!

 

Rui Patricio - Reflexo da fama granjeada aquando do Euro2016, um gaulês foi visto, durante o jogo, a tirar uma "selfie" com ele. Revelado a fotografia, o negativo para o jogador francês foi a anulação do golo. Fora de jogo! No resto, teve um momento altruísta em que permitiu a Coates reencontrar-se com...Coates e, finalmente, destacou-se por impedir que um argentino com nome de Djaló peruano (olá Pedro Correia) marcasse em Alvalade (mais tarde,Tobias emendaria a sua mão).

Nota: Sol

 

Piccini - No seu flanco, por vezes, apareceu um francês (Mbappé) que faz um Ferrari parecer um Anglia com mais de 50 anos de uso, mas deu conta do recado, aqui e ali com a preciosa ajuda de...Coates. No ataque, destacou-se por cruzamentos que não foram parar à bancada, algo a que os sócios não estavam habituados.

 Nota: Fá

 

Coates - O Ministro da Defesa voltou de prolongadas férias e, enquanto esteve em campo, não permitiu quaisquer devaneios aos avançados monegascos.

Nota: Lá

 

Mathieu - Mais apagado que o seu colega central, destacou-se pelos bons pés, em situações de aperto provoca das pela pressão do Mónaco. Parece comprometido com o projecto e isso é meio caminho andado para que apareça o jogador que já "secou" um atacante razoavelmente desconhecido, chamado...Cristiano Ronaldo.

Nota: Sol

 

Coentrão - Ou não fosse de Caxinas, pressentindo o mar encrespado, tomou as devidas precauções. Em primeiro lugar, não colocar a hipótese de chegar à Tapobrana, quando o motor actual do barco são...uns remos; em segundo lugar, usar todas as extensões do corpo, cabelo incluído, para não permitir avanços aos franceses. Objectivos superados!

 

Battaglia - o homem quase atingiu o sagrado, tal foi a sua omnipresença. Atacou, defendeu, como se fosse um guerreiro indomável, pela bravura candidato a um título nobiliárquico, o de cavaleiro de Alvalade.

Nota: Lá

 

Bruno Fernandes - Um golo e uma fonte de energia alternativa a Battaglia, com quem construiu uma Muralha da China, inacessível aos pobres gauleses.

Nota: Lá

 

Gelson - Não sabe jogar mal. Fica para o seu repertório mais um lençol a um adversário na grande área, tarefa em que começa a dar sinais de ser operário especializado. No mais, diversos truques de capoeira a fazer os franceses se arrependerem bastante da ancestral tradição de lançar o galo em campo.

 Nota: Sol

 

Acuña - Começou o jogo a todo o gás, como se a relva de Alvalade fosse para si tão natural quanto as Pampas natais. Assistiu, com precisão cirúrgica, Bas Dost, em jogada que terminou em golo.

Nota: Sol

 

Podence - A sua definição assemelha-se a uma renda de bilros reproduzida por uma artesã chinesa. A sua velocidade, finta e troca de direcção produz nos adversários o efeito combinado do gás pimenta... e da sarna. Nesta contradição, o pequeno Daniel vai, pouco a pouco, conquistando o seu lugar.

Nota: Fá

 

Bas Dost - O Bombardeiro está de volta. Desta vez, enviou um obus directamente para o ângulo superior do desamparado guardião monegasco, o qual ficou imóvel, extasiado perante a beleza do gesto.

Nota: Lá

 

Ia agora falar dos suplentes utilizados, mas, por um lado, não quis reviver a história do TOBIAS ou NÃO TOBIAS, por outro, teria de mencionar aquele rapaz do rabo-de-cavalo, "My Little Pony(tale)", e finalmente, numa terceira dimensão desta "sólida" apreciação, seria inevitável mencionar aquelas opções técnicas de fazer entrar e sair o(s) mesmo(s) jogador(es), pelo que decidi, visto que saímos vitoriosos, não manchar esta crónica com apreciações menos "melodiosas".

 

Termina aqui a pré-época de "Tudo ao molho e FÉ em Deus", que voltará para a apreciação da primeira jornada do campeonato. A todos os que nos seguem, o desejo de umas BOAS FÉRIAS!


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22 Jul 17

"IN MEMORIAM" do grande, do enorme, Vítor Damas, a quem dedico esta pequena estória que escrevi:

 

"O Leão Branco"

 

"Há um antes e um depois de Vítor Damas. Nas peladas de rua ou em terrenos baldios, nos relvados do futebol profissional.

Antes dele, quando um grupo de rapazes traquinas se juntavam para "jogar à bola", ninguém queria ir à baliza. Os garotos eram Figueiredo ou Eusébio, mais remotamente, Peyroteo ou Espírito Santo, nunca guarda-redes. Por isso, o engenho dos rapazolas criou a figura do guarda-redes avançado, limitando os danos de quem era incumbido de tão maçadora quão castradora missão. Mais tarde, nova engenhoca dos petizes, o "keeper" ia rodando entre todos os compinchas para não penalizar, por muito tempo, qualquer um deles.

Até que surgiu Damas. Como outrora dizia Comte, "tudo na vida é relativo, e isso é o único valor absoluto". Damas foi o maior porque maior era Eusébio e vice-versa, tal "yin" e "yang", dois seres que se complementavam e davam corpo à sua existência, em que o "yin" era Damas, com a sua elegância e sapiência na baliza que transmitiam grande tranquilidade à equipa e aos adeptos, e o "yang" era Eusébio, com a sua vigorosa acção criativa digna de um Rei. Se Eusébio era o Pantera Negra (cientificamente, mutação genética de uma Panthera, designada por "melanismo", Damas era o Leão Branco ("Panthera Leo", mutação genética oposta ao melanismo, designada por "leucismo").

Quando em 9 de Novembro de 1969, Damas realizou a "parada do campeonato", ajudando o Sporting a ser campeão, com uma defesa por instinto após cabeçada de Eusébio, não foi só o Pantera Negra que, já festejando de braços abertos, ficou incrédulo. O estádio inteiro "se levantou" para aplaudir, consciente de que tinha assistido a uma impossibilidade física, como se outra dimensão tivesse penetrado no nosso Sistema Planetário. Eusébio teve consciência desse momento e imediatamente, como grande desportista que era, correu a abraçá-lo, contribuindo para elevá-lo à imortalidade.

Este duelo perduraria até Eusébio "pendurar as botas", o que, acto contínuo, foi seguido por a saída de Damas do Sporting, rumo à Espanha, quiçá por falta de motivação, por sentir que o grandioso combate jamais se repetiria.

Assim acabariam 9 anos de expoente máximo, de fábula, de encantamento, embora Damas ainda tenha regressado, anos depois, para cumprir 5 boas épocas.

Outro momento de Ouro, viveu-o em Wembley, ao serviço da Selecção Nacional, em 20 de Novembro de 1974, aguentando estoicamente, com 6 grandes defesas, um empate a zero do Portugal "dos pequeninos" (Octávio, Alves, Osvaldinho,...) contra os super-favoritos ingleses. Uma dessas defesas ficou conhecida nos "media" britânicos como "a defesa do Século " e foi mais ou menos assim: perda de bola na esquerda da nossa defesa, por Osvaldinho, contra-ataque inglês, bola em Gerry Francis, isolado na área, pela direita, simulação de remate e cruzamento para trás onde apareceu David Thomas a encostar, a meia altura, para a baliza deserta (Damas ficara a tapar o primeiro poste e a hipótese de remate). Eis que surge então Damas, felino, o Leão Branco, em extensão inimaginável, a sacudir a bola na exacta projecção dos postes perante a descrença do jogador inglês.

Com a emergência de Damas, nas peladas, em balizas improvisadas com malas da escola, já todos queriam ser Damas e imitar o ídolo, o mito, a sua elegância, agilidade, elasticidade, diria até, plasticidade entre os "postes".

E nos relvados do futebol profissional, todos os guarda-redes se inspirariam nele, herdando o seu estilo proactivo em detrimento de uma doutrina antiga mais reactiva, passando a ser mais intuitivos, instintivos e antecipativos, tentando adivinhar o movimento do avançado adversário.

Que saudades de ver Vítor Damas, o Eusébio do Sporting nas sabias palavras de outro grande, Carlos Pinhão. Devido a ele, eu também FUI, SOU e SEREI DAMAS."

 

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A equipa que, prevejo, JJ poderá por a jogar, de início, com o Monaco:

Rui Patricio; Piccini, Coates, Mathieu, Coentrão; Gelson, Battaglia, Bruno Fernandes, Matheus Pereira (Acuña); Podence, Bas Dost.

Qual a vossa previsão e quem gostariam de ver alinhar de início?


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21 Jul 17

O filósofo grego Platão criou a Alegoria da Caverna, texto filósofo - pedagógico, onde através de parábolas pretendia reflectir sobre a necessidade do Homem de se libertar da escuridão e procurar a luz, o conhecimento. Entretanto, recentemente surgiu uma imitação barata e de fraco sentido literário, sob a forma de uma "Cartilha de João de Deus...dos pobres de espírito", onde através de processos filósofo-pidescos, se conspirou, lançou considerandos e plantou inuendos e suspeiçòes destinados a diabolizar o presidente do Sporting clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Aqui, não é a procura da luz que orienta o escriba, mas sim ajudar o clube da Luz. Ontem, Bruno anunciou que Octávio tinha sido a terceira escolha de Jesus (?) para Director Desportivo (o pecado original, treinador a escolher Director, uma 'bizantinice'). Mais, sugeriu que a segunda escolha de Jesus teria sido Carlos Janela, o alegado autor desta grotesca Alegoria da Caserna, e que ele, Bruno, de pronto teria recusado. Fez bem o presidente. Não porque Janela não seja um profissional competente e altamente eficaz, mas porque a forma, a forma senhores, não está de acordo com a doutrina de moralização do futebol português, pela qual o Sporting tanto tem pugnado. Assim, urge a pergunta: o Sporting não perde argumentação ao ter nas suas fileiras quem tenha tentado contratar o alegado autor da Cartilha? É possível a coabitação entre duas personalidades com ideias diferentes ou, pelo menos, formas divergentes de alcançar o sucesso? Eu, não tenho dúvidas, escolho o presidente.

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20 Jul 17

O Sporting efectuou o último jogo do seu estágio suíço na cidade francesa (!) de Évian-les-Bains. Nada mais apropriado para terminar a sua preparação alpina do que realizar uma partida naquela que é considerada a capital europeia da água, algo que a equipa leonina se fartou de meter. Vai daí, escolheu-se um adversário com ancestrais raizes náuticas que permitisse à equipa, naufragando, chegar a um bom Porto (Marselha).

 

A equipa exibiu-se num 4-4-2, com dois alas interiores que lhe retiraram qualquer profundidade e um "mezzapunta ", Alan Ruiz, que foi um homem a menos. Tudo de acordo com "O Grande Plano das Coisas", de Jesus, que tudo fez para assegurar a derrota. Objectivo cumprido, portanto!

 

Pedro Silva - O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas leoninas. Imperial pelo chão, pelo ar, pelo mar. Sim, pelo mar, tanto a Defesa do Sporting meteu água. A merecer um lugar no plantel dada a bizantinice (a Eslovénia pertenceu ao Império Bizantino) que constituiu a contratação de Azbe Jug.

Nota: Sol. Uma luz radiosa que nos alimenta a expectativa que o grande Rui terá substituto à altura.

 

Piccini - Faz ter saudades de Schelotto e isso diz quase tudo. Jesus disse que esteve "soberbo", assim ao estilo do Padre Américo "não há rapazes maus". A sua zona do terreno foi um verdadeiro latifúndio, explorado até à exaustão pelos corsários marselheses.

Nota: Ré(u)

 

Coates - Onde anda o Ministro da Defesa? Ainda a banhos, de certeza. No estágio, tem evoluído este sósia.

Nota: Mi(stério)

 

Mathieu - A jogar entre compatriotas, pareceu entoar vezes sem conta A Marselhesa, em especial aquela parte inicial do "Avante, filhos da Pátria" ,com a qual, através de sucessivas perdas de bola em zonas proibidas, foi incentivando os franceses a subir no terreno.

Nota: Mi(séria)

 

Coentrão - Ouviu-se mais do que se viu, nomeadamente quando ameaçou lesionar-se, único momento em que esteve à altura das reais expectativas dos adeptos.

Nota: Ré(u)

 

Petrovic - Jogou de cadeirinha, naquele metro quadrado em que parece confinar-se, que isto de grandes bravatas não parece ser parte constituinte do ADN do sérvio.

Nota: Dó(cil)

 

Battaglia - De longe, o melhor do nosso meio campo. Protege a bola com a autoridade de um lutador de Sumo (fazendo lembrar William), tem progressão com bola e incorpora-se, com a propósito, no ataque. Bom reforço.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Deslocado da sua posição original, mostrou alguma prontidão no remate e criou desequilíbrios, mas esteve uns furos abaixo do que já mostrou neste estágio.

Nota: Fá, come si, comme çá...

 

Bruno César - Um paradoxo, ao contrário de Sansão, o crescimento do seu cabelo veio acompanhado de uma enigmática perda de força. Tem tudo para ser o melhor promotor de Marcus Acuña, o qual já lhe terá endereçado um pedido para que o represente. Cada vez que é chamado a correr, parece preso por uma corda. Desloca-se frequentemente à velocidade da luz... apagada.

Nota: meteu Dó

 

Alan Ruiz - Continua a jogar o seu futebol de saltos altos, agora que calça chuteiras Jimmy Choo (não confundir, de todo, com Golden Shoe, o prémio para o melhor marcador dos campeonatos europeus). Conseguiu a proeza de tomar sempre a decisão errada, prejudicando todos os ataques do Sporting na primeira parte.

Nota: 0 (zero)! Sem cordas vocais, por este andar vai acabar a tocar campainhas, fazendo soar o alarme sobre a sua contratação.

 

Bas Dost - A equipa não lhe deu uma única bola jogável e o holandês desgastou-se sem sentido à procura da ligação com Alan Ruiz, mas este tinha o "telefone" desligado.

Nota: Mi(nado)

 

Mattheus Oliveira - Uma nulidade! Especialista no "passe para o hospital", deixou os colegas à beira de um ataque de nervos. Tentou um "pontapé de moinho", mas foi demasiada farinha para o seu saco. Tem de nascer 10 vezes para tirar o lugar a Matheus com um "t" ou Geraldes.

Nota: 0 (zero)! A piar fininho...

 

Matheus Pereira - O melhor em campo! Semeou o pânico no estandarte tricolor, subindo no terreno em condução de bola e combinando, com acerto, com os seus companheiros. Estranhamente, Jesus não disse que esteve soberbo. Será soberba do treinador?

Nota: Força Sporting olé, Lá, lá, lá, lá, lá...

 

Tobias Figueiredo - Com o dom da elasticidade, dobrou Piccini inúmeras vezes. No papel, é o quarto defesa central na hierarquia de Jesus, no campo foi o primeiro. Tobias ou não Tobias parece ser questão respondida afirmativamente, ele que até trazia às costas o estigma de uma péssima época na Madeira. E ainda há quem diga que o que é Nacional é bom...

Nota: sol

 

Palhinha - À tona de água, "should I come or should I go", parece respirar por uma palhinha. Battaglia parece muito à frente, Petrovic parece atrás, mas ostenta um "ic", o que parece agradar ao treinador.

Nota: Fá(do), de ser português e da Academia.

 

Podence - Quase punha em causa o plano do treinador, ameaçando a inevitável derrota. "Às armas, cidadãos " gritavam, a plenos pulmões (não é para ti, Bruno César) os marselheses, quando o pequeno jogador começou a reduzir diferenças, desbaratinando a, até aí, boa organização defensiva francesa. Um Danoninho à solta em Évian.

Nota: sol

 

Doumbia - Perigoso, deixou sempre os franceses em sentido. Deixa água na boca, mas dado o local pode ser enganador.

 

TUdo ao molho e FÉ em Deus voltará numa próxima oportunidade...


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18 Jul 17
Ética - APAF
Pedro Azevedo

Esperar que o presidente da APAF, senhor Luciano Gonçalves, protagonize importantes reformas na arbitragem portuguesa é um pensamento extremamente ingénuo. Em primeiro lugar, porque o senhor é eleito pelos próprios arbitros, depende destes para a sua eleição e estes não parecem capazes de se despir de "modus-operandi" antigos e de um corporativismo vetusto (embora acredite que os mais categorizados não se revejam nesta situação), surgindo agora, alegadamente, a figura do empresário de arbitros, a meter cunhas. Assim, em vez de garantirem a sua independência, os arbitros criam as suas próprias dependências, num processo pouco claro e que levanta suspeição sobre a meritocracia das classificações (vidé declarações de Marco Ferreira). Em segundo lugar, porque o senhor já demonstrou não fazer bom juízo das situações e de não ter o mais elementar bom senso, quando julgou ser possível despir-se do seu cargo para, em nome de uma associação sem fins lucrativos, pedir "bilhetes baratos" a um clube de futebol. A alegada troca de correspondência interna nesse clube demonstra o pecado original da coisa, tipo "testemunha em processo do nosso interesse". Alguém imagina o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pedir uma benesse para a Associação de Banhistas da Praia da Conceição, a título individual, dissociando-se do seu cargo de mais alto magistrado da nação?

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17 Jul 17

Hoje, público aqui no ÉS A NOSSA FÉ uma pequena estória que escrevi em homenagem ao grande Beto Acosta, o nosso Matador. Com este singelo gesto, quero agradecer o seu contributo decisivo para o título de 2000. Obrigado Acosta.

 

"Uma última Cruzada"

 

Era uma vez um clube, mais do que um clube, uma gente, leonina no esforço, na dedicação, na devoção, que há 18 anos (des)esperava por a glória.

Era uma vez um homem, anafadito, engongado, empenado, trintão, cansado de árduas batalhas disputadas em múltiplos continentes, em França, no Japão, na Argentina e Chile.

Nos 2 últimos, lutara por os bastiões da "(Union de) Santa Fé" e "(Universidad) Católica".

Um desafio se propunha a este herói improvável: travar uma última Cruzada em Portugal, no Sporting.

Um dia reuniram-se em Lisboa. O início não foi promissor, uma maleita (ciática) afectava o velho guerreiro. Um ano passou e Acosta (era este o seu nome) regressou à relva Santa de Alvalade com o intuito de a conquistar. Tinha precisamente a idade com que Cristo morreu.

Quando vozes críticas já lhe davam a certidão de óbito, Acosta renasceu como a Fênix, qual "vento que, apesar de velho, continua a soprar".

Da Curva-Sul começaram a ouvir-se cânticos inspiradores que comemoravam as suas proezas e façanhas tamanhas. Sempre em crescendo, até aquele dia, o dia do juízo final, 18 de Março de 2000, em que um pobre e humilde Secretário sucumbiu no pé direito daquele guerreiro, daquele Matador.

A sorte da guerra mudou nessa batalha e o estandarte verde-e-branco ficou bem erguido na frente de outras tribos. Até ao final: a Batalha de Salgueiros.

E de Salgueiros não saímos chorões, antes em Glória, e em cortejo o povo festejou a vitória das nossas cores líderadas por aquele cruzado argentino que em boa-hora nos visitou. E, em sua memória, para sempre ecoará:

"Matador, Matador, Beto Acosta, és o nosso Matador..."

 

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"Recordar" voltará com o GRANDE Vítor Damas...


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15 Jul 17

Crónica alternativa a uma confraternização ocorrida esta tarde, para os lados de Delley-Portalban, cantão de Friburgo, que terminou em indigestão para os comensais leoninos, com 3 golos sofridos, 5 jogadores encostados (Gauld, Leonardo Ruiz, Jovane, Xico Geraldes e Domingos Duarte) e dois golos marcados. Um 3-5-2, portanto, embora Jesus vos vá querer convencer que foi 3-4-3, o que até faria sentido se Alan Ruiz tivesse cumprido o seu papel. Análise um-a-um dos nossos confrades envolvidos em uma página pouco lustrosa do Sporting. Como quem (es)cala consente, as notas serão atribuídas em escala musical, para que todos tenham consciência de que representam um clube que tem bem presente na sua memória os saudosos "Cinco Violinos".

 

"Les uns"

Azbe Jug - Decididamente, não se consegue libertar do Jug(o) do imprescindível Rui Patricio. Sofreu o primeiro golo, num penalty marcado em "super slow motion" que até parecia que estávamos a assistir à repetição, demorando uma eternidade a cair, como se a relva representasse uma cama de faquir pouco convidativa a grandes aventuras. No segundo, foi delicadamente à bola, não a querendo magoar, acabando por permitir que, nas suas costas, uma raposa suiça violasse o seu galinheiro. Com os pés, mostrou a elegância de uma girafa aterrorizada a atravessar a A2 em dia de entrada de férias. Para terminar, hesitou no tempo de saída no terceiro golo como se, ao longe, tivesse observado um sinal vermelho. Uma lástima!

Nota: (meteu)DÓ

Piccini - É certo que para esta posição Jesus tem um "esqueleto" (Schelotto) escondido no armário (em Alcochete), mas em época estival "Piscina" não foi suficiente, tal a afluência de banhistas suíços a mergulhar na Sua área. Para compensar, meteu água, de forma a manter o nível nos limites habituais.

Nota: RÉ(u)

Tobias Figueiredo - Já dizia Shakespeare, em tom premonitório, que Tobias ou não Tobias era a questão. Menos dado a questões de erudição e não querendo responder à questão, Jesus, salomonicamente, optou por 3 centrais, incluindo-o no lote. Foi abalroado, em excesso de velocidade (provavelmente vindo do Urban), pelo nosso velho conhecido Van Wolfswinkel, e o árbitro marcou penalty (!?). Salvou um golo certo quando desviou uma cabeçada para a baliza, com Jug já a posar para a foto hesitante em sair dos postes.

Nota:Mi(upe) quando tem de pôr a bola na frente.

Coates - O homem parece uma representação do que já foi, um holograma. Será que está lá o nosso Ministro da Defesa? Tendo o nosso paiol sido assaltado da forma que foi (segundo registo oficial desapareceram três frangos já obsoletos, eslovenos, sem valor comercial)...

Nota: Mi(ragem), não pode ser o grande Coates.

Mathieu - Ficou nas covas na maior parte dos lances. Mostrou boas qualidades no Valência e Barcelona, mas tal como a sua homónima Mireille, já não está para grandes cantorias.

Nota: RÉ(u)

Jonathan - A táctica dos 3 centrais pretende 2 laterais ofensivos, ora o argentino é mais "bolos", quando chega à linha de fundo contrária já vem acompanhado de uma bilha de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: (sem)DÓ, (nem piedade)

Petrovic - Aquela posição requer um PetroMAX, que ilumine toda a equipa, o que não se tem visto. Resultou no Rio Ave, pois Caxinas fica por ali e um PetroMax é sempre estimado na pesca.

Nota: (será das) MI(algias)?

Bruno Fernandes - Mais uma vez, um dos melhores em campo, embora a disparar à baliza esteja ao nível de um João Moutinho. Critério no passe e nas suas acções, o que hoje foi uma raridade. Para nossa sorte, ainda vai demorar algum tempo a desaprender o que lhe ensinaram em Itália.

Nota: FÁ (comme si, comme ça)

Podence - O melhor em campo, embora continue a falhar na decisão. Parece um fórmula 1 inserido num Mundial de Ralis, a percorrer a classificativa de Fafe-Lameirinha. Quando conseguir trajectórias limpas vai ser impagável.

Nota: SOL(itário)

Alan Ruiz - Mandaram-no para a esquerda(?) e o homem não deve ter a direcção ajustada pois sempre foi derivando para o meio. Aí, acabaria por abalroar um adversário e o árbitro marcou... penalty. Um clássico, neste jogo. No resto, esforçou-se por mostrar não estar comprometido com o projecto.

Nota: DÓ(berman), precisa-se.

Bas Dost - O bombardeiro, o carteiro que entrega sempre a correspondência e que nunca merece um exame demasiadamente rigoroso. Um golo de penalty. Parece que foi Jesus que lhe ensinou, o outro, o de Nazaré, estão a ver?

Nota: FÁ(cil) para ele é marcar golos.

 

"... Et les autres "

Bruno César - Com esse apelido, tinha tudo para ser o Imperador da equipa, não fora o seu jeito pesadão e o facto de Jesus (este) o pôr a pregar em freguesias onde não se encontra recenseado. Defesa esquerdo? A sério?

Nota: MI(serável) a defender, apostou naquilo que melhor tem, o remate, e queimou as mãos do guardião suíço

Mattheus Oliveira - Tira hipóteses a Gauld, como "8", e a Xico Geraldes, como ala, Merece? Não! Mas, o que é que isso interessa? Jesus parece interessado na saga "My little pony(tale)", o que fazer? Dizem que é bom na bola parada, principalmente antes de o jogo começar... Ainda assim, à atenção de Nuno Dias (podia sempre entrar, marcar livres e saír).

Nota: DÓ(I) só de o ver jogar...

Battaglia - Apesar de tudo, um dos melhores. Conseguiu desarmar e assistir Podence na direita, tudo na mesma jogada. No estado em que estamos, um feito!

Nota: FÁ(z) os mínimos exigíveis a um jogador do Sporting.

Doumbia - Parece estar em descanso, depois de umas boas impressões no primeiro jogo.

Nota: MI(tico) quando ganhar a forma.

Iuri Medeiros - Estava já meio caminho andado para justificarem recambiá-lo pela quarta vez quando o homem se destacou em dois momentos: num primeiro, desmarcação brilhante na esquerda para... pois, Bruno César, que deixou a bola sair; seguidamente, centro primoroso da direita para Matheus Pereira empatar o jogo.

Nota: SOL que nos alimenta o dia.

André Pinto - Mostrou alguma condução de bola, mas também algumas faltas desnecessárias em confrontos com avançados. Jesus não lhe deu tempo suficiente para errar muito.

Palhinha, Matheus Pereira, André Geraldes, Pedro Silva e Gelson Dala - Não se faz, os homens já prontos para entrar no banho e Jesus manda-os para dentro de campo. Palhinha entortou e viu-se à direita, Geraldes assistiu para golo... do adversário, Pedro Silva e Dala não tiveram tempo, Matheus deixou Jesus com um problema, marcou um golo. O mais certo é não voltar a jogar tão cedo, que isto do karma é...

Notas "(Força Sporting olé) LÁ,(la, la, la, la)" e SI(m)! não foram atribuídas por não serem merecidas por ninguém.

 

Tudo ao molho voltará (espera-se), com melhores notícias.

SL


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14 Jul 17

2014 - Estágio em Doorwerth (Holanda);

2015 - Estágio na África do Sul;

2016 - Estágio em Lausanne (Suíça);

2017 - Estágio em Nyon (Suiça).

Ryan Gauld é hoje em papa-milhas só à conta dos estágios do Sporting. O ano passado jogou 1 minuto. Este ano, só ele e Leonardo Ruiz, como jogadores de campo, ainda não se estrearam.

Entretanto, o "Mais Futebol" anuncia hoje que Ryan, Leonardo, Palhinha e Xico Geraldes treinaram à parte do restante plantel, acompanhados por adjuntos de Jesus. Alguém que explique tudo isto como se nós fôssemos muito burros, havendo quatro alternativas possíveis:

- alguém não deu o guião certo ao "Mais Futebol";

- alguém precisa urgentemente de ler o "Ensaio sobre a Cegueira";

- a equipa técnica Introduziu o "duche escocês", juntamente aos banhos e massagens;

- consumo demasiado de café da Colômbia, para conseguir ver todos os jogos da América Latina.

Nós por cá já temos os pés assentes no chão. Quando se repetem sempre os mesmos erros, o resultado é previsivel. Na linha daquela máxima: "Quem por sistema resiste à mudança, acaba a resistir à extinção".


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Gostaria de ver a reacção de um Coates, um Mathieu, um Dost, Adrien ou William se lhes acontecesse o que Francisco Geraldes vivenciou ontem. Isto não é autoridade, é autoritarismo! Jesus quer fazer do Futebol uma ciência, mas depois comporta-se como um vendedor ambulante de elixires pelas feiras deste país, com os seus experimentalismos. É o Melquíades dos Cem anos de solidão, ao leme de um clube que de solidão de títulos já leva 15 anos. No capítulo das invenções, tivemos Alan Ruiz e Bruno Cesar como pontas-de-lança. Ryan Gauld ainda vai a tempo de repetir a "oportunidade" do estágio da pré-época transacta, 1 minuto, ele que foi peça fundamental no xadrez de Luis Martins para se ter evitado a descida de divisão dos Bs. Depois, lança-se um Jovane Cabral, um miúdo ainda claramente verde, mas isso não é aposta, é só mais um placebo, um elixirzito para o esquecimento.


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Tendo recebido um amável convite do Pedro Correia, que muito me honrou, início hoje a minha participação no ÉS A NOSSA FÉ. Desde há alguns meses a esta parte, tenho vindo a acompanhar o blog, o qual me captou a atenção pelo alto nível de Autores e pela urbanidade com que se discute o futebol, seja ele jogado nas quatro-linhas (o que mais me agrada), seja nos bastidores. Espero não deslustrar. Posto isto, aqui vai a minha declaração de interesses: sou do Sporting desde pequenino, os meus pais e irmão são do Sporting, os meus sogros, sportinguistas são, e a minha mulher e filhos, também. Não ocupando nenhum cargo público e não tendo responsabilidades em órgãos federativos ou da Liga, serei obviamente parcial.

Outra coisa é a questão da independência. Neste campo, garanto aos leitores que serei independente e não alinhado com qualquer ideia que não emane do meu próprio pensamento, o que não me impede de reconhecer que apoio, anonimamente, Bruno de Carvalho, desde a primeira hora e que lhe vejo óptimas qualidades - voltar a dar energia ao clube, será uma delas - e, também, alguns defeitos. Mas, nunca escreverei por agenda pessoal, pois nunca tive nenhum objectivo de me candidatar a qualquer Órgão Social do clube e apenas pretendo que o Sporting compreenda e vença os desafios ao seu futuro.

 

Estive a pensar e compartimentarei os meus comentários futuros em cinco rubricas:

- Recordar: espaço onde evocarei e homenagearei algumas das Glórias que tornaram o Sporting grande;

- Hoje giro eu: rubrica onde porei à consideração do leitor o que fariam se fossem o "manager";

- Tudo ao molho e FÉ em Deus: análise bem-humorada (vocês dirão) ao nosso onze, pós-jogo;

- Sustentabilidade: rubrica onde darei novidades sobre as contas do clube e comparativos com os outros;

- Ética: espaço que procurará interpretar os sinais que vão chegando e propor caminhos alternativos para o futuro.

 

Como o que nos move a todos é o futebol jogado, escolhi para inauguração a rubrica Recordar. Hoje, homenagearei Hector Yazalde, o grande Chirola, o meu primeiro ídolo, à memória de quem, primeiramente, dedico este pequena estória que escrevi, dedicatória extensível a todos os sócios, adeptos e simpatizantes do Sporting e a todos os amantes de futebol que nos visitam diariamente, na expectativa de que os mais velhos se possam rever neste texto e que os mais jovens possam conhecer quem foi este argentino de altíssimo nível futebolístico e humano. Um Senhor!

Aqui vai e desculpem qualquer coisinha: "Um anjo com cara de índio".

"O menino permanecia imóvel, como que hipnotizado, diante do imponente Blaupunkt com gravador de bobines, gira-discos e, mais importante, radio de válvulas onde se podia ouvir a BBC. Nesse dia, 31 de Março de 1974, à rádio não estava sintonizado na popular estação britânica, mas sim na Emissora Nacional. A dupla Fernando e Romeu Correia relatava um Sporting-Benfica, o último derby antes da Revolução de Abril, e a vibração da sua narrativa exercia um magnetismo ímpar no menino.

Eram 15h08 e Portugal inteiro parou: os locutores tentavam descrever, ainda incredulos, o que haviam presenciado. Hector Yazalde, o anjo com cara de índio, desafiara o impossível, qual cavaleiro alado mergulhara em voo rasante entre os pés do Monstro Humberto e do intratável Barros e, a vinte centímetros do solo, cabeceara (!) a bola na direcção da baliza. Golo!

O jogo continuaria, mas já não seria o mesmo. Naquele momento, ao minuto 8, os espectadores no Estádio sentiram-se recompensados por anos de "idas à bola". Yazalde ainda voltaria a marcar e o Benfica até acabaria por ganhar, mas o Jogo, esse, terminara há muito.

A última aparição pública de Marcelo Caetano (Abril estava mesmo ali), a ovação tremenda e, ver-se-ia, tão enganadora, foi simplesmente olvidada, menosprezada. O momento era de Yazalde, o corajoso e temerario Chirola, o Homem que nunca esquecera as suas origens humildes e que sempre que saía de um treino, presenteava todos os jovens desfavorecidos que o abordavam com tudo o que tinha nos bolsos, entretanto previamente provisionados, o colega que, uns meses depois, quando lhe atribuíram um Toyota, como prémio pela Bota de Ouro europeia, decidiu vender o automóvel e distribuir o dinheiro que daî resultou, equitativamente, por todos os colegas de equipa.

Nesse dia, todos queriam ser Yazalde, até os políticos e os capitães queriam ser Yazalde e Yazalde deixou de ser humano para se tornar um mito em Alvalade, génio impulsionado pela sua musa, a bela Carmén, a quem um dia Beckenbauer, no Lido de Paris após a cerimónia de entrega do Bota de Ouro, disse ser a mais bela de todas as mulheres de jogadores de futebol.

E, o menino? O menino imaginava aquele momento do golo, a ousadia do dianteiro, o espanto dos defesas, o desespero do guarda-redes José Henrique, o Zé Gato, que nesse transe perdera a última das suas sete vidas, sendo substituído ao intervalo por Manuel Galrinho Bento (esse mesmo). E o menino sonhava com isto tudo, estado que se prolongou por todo o Domingo.

No dia seguinte, vestiu a mítica camisola verde-e-branca, com o número 9 cosido nas costas (comprada na Casa Senna), bola na mão, e abalou a caminho da escola, confiante de que a partir daí, nada na sua vida seria impossível de alcançar. Aprendera com o melhor..."


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