Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Tudo ao molho e Fé em Deus - A Quinta dos Brunos segue na Europa

Grande noite europeia em Alvalade. Ainda muitos espectadores se acomodavam nas bancadas e já André Pinto acertava no ferro da baliza grega. Foi o quarto remate aos postes em dois jogos contra o Olympiacos, um clássico. Na mesma linha, voltámos a marcar 3 golos e a falhar outros tantos. Sendo um jogo de Champions, a tradição não seria o que é se não emergisse Bruno César a engrossar o seu rol de vítimas em 2 anos de liga milionária: Real Madrid, Borussia Dortmund, Juventus, Olympiacos. Bem sei que a nova coqueluche do outro lado da 2ª Circular já marcou dois golos em apenas uma edição (e dois jogos), mas ainda assim não será coisa pouca, certamente [ou como se pode trazer águ(i)a no bico da bota do brasileiro]. Dia normal no escritório, também, para o inevitável Bas Dost - os 4 jogos anteriores é que constituiram um paradoxo - com mais 2 golos no seu pecúlio.

O futebol seria pouco mais do que um negócio se não houvesse a arte sublime de jogadores como Bruno Fernandes, a lembrar-nos o quão belo pode ser o jogo. Bruno, o influente, não marcou (assistiu para um golo do "flying dutchman") mas encantou. A ele, não lhe chega fazer golo, é preciso fazê-lo com estilo. Com um mestrado em trignometria, ontem, esteve 90 minutos a tentar colocar a bola nos ângulos da baliza grega. Falhou à tangente, mas pelo menos não foi secante para a audiência. Felizmente para nós, os helénicos não leram o Manual para (parar) Brunos...

Um jogo do Sporting não seria a mesma coisa, se não aparecesse Jorge Jesus a inventar qualquer coisa. O genial Dr Jekyll que há em si urdira um extraordinário plano de jogo, mas Mr Hyde tinha de emergir. Desta vez, decidiu substituir metade da defesa, imagine-se. Um dos que entraram, ou não partilhásse o nosso sangue desde pequenino, tremia a varas verdes. Começou por abalroar o seu próprio guarda-redes, terminaria a falhar a intercepção no golo do Olympiacos. A questão nem é Tobias ou não Tobias, é mais Valium ou Lexotan. Para pôr a cereja em cima do bolo, "la pièce de résistance", no fim lá entrou o 2 Ts.

Destaques ainda para Piccini - o nosso primeiro golo foi fabricado no seu discreto, mas altamente eficiente, laboratório -, Mathieu - não ficou tremida aquela quase gloriosa fotografia que tirou ao guardião grego - e Gelson Martins, um general muitas vezes perdido no seu próprio labirinto, de onde se libertou para assistir Dost.

 

olympiacos2.jpg

 

 

 

Hoje giro eu - Fim de semana sem VAR

Terá sido coincidência, mas - em semana de Taça de Portugal - o Sporting foi prejudicado em 2 lances, o Porto foi beneficiado pela não expulsão de Alex Telles (primeira parte) e o Benfica viu ser perdoada uma grande penalidade na sua área (com o resultado em 1-0), havendo um lance de possível penalty a seu favor (difícil interpretação) pretensamente cometido sobre Krovinovic.

Conclusão: nós queremos o VAR!!!

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/vitoria-setubal/noticias/interior/jose-couceiro-e-o-lance-na-area-do-benfica-ja-estamos-habituados-8927777.html

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/portimonense/noticias/interior/vitor-oliveira-alex-telles-devia-ter-sido-punido-com-vermelho-8926199.html

 

 

Hoje giro eu - Quando o mau Bruno põe em xeque o bom Bruno

Bruno de Carvalho insiste em recorrer ao Facebook, agora para destratar o comentador da SIC Notícias, Rui Santos. Já não há contenção, nem boa vontade, fervor e sentimento sportinguista, que cale a minha indignação perante aquilo que considero ser um verdadeiro "hara-kiri" que o presidente leonino vem praticando, retirando ele próprio da cena e agenda mediática o essencial, a divulgação dos emails que envolvem o Benfica e o juízo que sobre eles diariamente é feito na opinião pública (para além do que resultar da investigação do Ministério Público/Polícia Judiciária).

A recente cruzada contra Rui Santos é gratuita e desprovida de qualquer conteúdo estratégico. Para além disso, é machista, misógina e vulgar. Falar de "gajas, cabelos, gengivas (!!!) e piquinho a azedo" é algo absolutamente desprovido de bom-senso, meros insultos sem uma intenção programática, apenas um desejo pessoal revelado no final: promover um empate técnico (!?).

Aceito que Rui Santos seja vaidoso, pretensioso até, que às vezes vá demasiadamente longe na defesa de uma convicção (com Paulo Bento pareceu incorrer numa cruzada pessoal), mas o que ninguém pode dizer deste comentador é que ele não é independente - o próprio presidente não o classifica como encartilhado -, livre e directo, afrontando há anos diversos poderes, sem nunca se submeter a ser um prosélito do regime, podendo até ser considerado um arauto de mudanças no sentido da Verdade Desportiva. 

Bruno propõe um empate xadrezístico a Rui Santos, mas a profusão dos seus comentários sugere que o mau-Bruno está a fazer um "xeque-ao-rei" ao bom-Bruno, ameaçando o "mate". O mau-Bruno vai abrindo sucessivos campos de batalha - agora ofendeu as nossas leoas - e, no reino do leão, ameaça devorar o bom-Bruno, aquele já quase personagem mítico a quem devemos a sustentabilidade, a devolução da alma e fervor clubisticos, o temor e respeito dos adversários. 

Tenho imensa pena de ver este estado de coisas e deixo uma questão: como é possível que o nosso director de comunicação permita que isto esteja a acontecer? Ou é uma mera caixa de ressonância ou, na analogia encontrada pelo presidente para atacar RS, um espelho mágico (trágico?) - "espelho meu, espelho meu" - a quem o mau-Bruno se dirige e aí, na minha modesta opinião, está a mais no clube ou, se não concorda, faça algo no sentido de evitar esta exposição despropositada do presidente e, caso não o consiga, obviamente demita-se.

Bruno de Carvalho refere inúmeras vezes a votação massiva que teve nas últimas eleições. Fala muito disso, mas parece não o interiorizar. O resultado expressivo que teve constitui para si um motivo de orgulho, mas é também uma enorme responsabilidade. Os moderados são a sua base de apoio, mas são um "swinging vote", gente crítica. A deriva que vem protagonizando pode retirar-lhe esta protecção e deixá-lo exposto a dois tipos de radicais: os que, com agenda própria, vão, desde o início dos seus mandatos, diáriamente desgastando-o, com isso procurando abrir brechas para substituí-lo rápidamente e aqueles que lhe darão apoio incondicional, a sua guarda pretoriana, mas que, em contrapartida, exigirão a vitória a qualquer preço. 

bruno carvalho.jpg

Hoje giro eu - Ranking GAP

Após 20 jogos realizados - 11 para o Campeonato Nacional, 6 para a Champions, 2 para a Taça de Portugal e 1 para a Taça da Liga - o Sporting regista 12 vitórias (60%), 6 empates (30%) e duas derrotas (10%), com 40 golos marcados (2 golos/jogo) e 16 golos sofridos (0,8 golos/jogo).

 

Ranking GAP:

 

1) O melhor marcador é Bas Dost (11 golos), seguido por Bruno Fernandes (7) e Gelson (5);

2) O jogador com mais assistências é Bruno Fernandes (7), seguido por Acuña (5) e Podence(4);

3) O jogador mais influente é Bruno Fernandes, tendo contribuído até agora para 19 golos (47,5% golos da equipa), seguido por Bas Dost (15) e Gelson (11);

 

Aqui fica a tabela actualizada do Ranking GAP, que inclui golos (G), assistências (A) e participação decisiva em lance de golo (P):

 

  G A P
Bas Dost 11 1 3
Bruno Fernandes 7 7 5
Gelson Martins 5 3 3
Marcus Acuña 3 5 1
Sebastian Coates 2 1 1
Doumbia 2 1 0
João Palhinha 2 0 0
Rodrigo Battaglia 1 1 2
Bruno César 1 0 1
Jeremy Mathieu 1 0 1
Mattheus Oliveira 1 0 0
Rafael Leão 1 0 0
Adrien Silva 1 0 0
Daniel Podence 0 4 0
Cristiano Piccini 0 1 3
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 1
William Carvalho 0 0 2
Alan Ruiz 0 0 1
autogolos 2 0 0

Tudo ao molho e Fé em Deus - Bruno estava no banco

Afinal, Bruno foi para o banco, seguiu o conselho de Jesus e quando entrou desfez a disciplina da defesa famalicence, castigando-a com dois passes açucarados para golo, suspendendo assim as aspirações de uma equipa que não deu o Dito por não dito e nunca desistiu de procurar o golo. 

No calor da noite, Malheiro fez voz, perdão, vista grossa a um penálti sobre Bas Dost e a uma falta sobre Battaglia (para além de um fora-de-jogo não assinalado pelo auxiliar), em lance de onde resultaria uma grande penalidade contra o Sporting, a qual viria a ser marcada por um jogador que na época passada actuava no VARzim. Acontece, errar é humano, mas é por isso que também na Taça daria jeito haver vídeo-árbitro.

O que têm em comum os minutos 1, 34, 57, 67, 72, 83 e 89? São Patrício!!! Com nome de ciclista (e dos bons), o promissor Rui Costa passou-se dos carretos e ainda deve ter a cabeça a andar à roda, dada a forma como o guardião leonino lhe negou o golo - mas também ao Faria, que não fez, e ao Feliz, que não o foi - por diversas vezes. Destaque-se aqui a defesa do penálti após consultoria prestada por Bruno, sempre ele, o Fernandes (quem pensaram que era?). 

Palavras de apreço também para Coates, o nosso Ministro da Defesa, que liderou a invasão às redes adversárias, e para o inevitável Bas, que voltou a "dostar".

Podence, a espaços, Coentrão nos 90 minutos - quebrou-se um mito (espera-se que nada mais...) - e a lesão de Jonathan (mais uma) foram outras notas da noite de Alvalade.

Uma curiosidade final: o Mattheus, mal entrou, deixou a sua marca no jogo ao fazer uma falta com assinatura, um "penaltthy". Á atenção do merchandising do clube, pois assim já ficamos a perceber a utilidade da sua contratação...

famalicao.jpg

 

 

Ética - Voando sobre um ninho de cucos

Os Cucos são espécies parasitas que depositam os seus ovos nos ninhos de outras aves. A estas dá-se o nome de hospedeiros, na medida em que são elas que cuidam dos jovens cucos.

Dadas estas características, existe, em português corrente, a expressão "armar (-se) aos cucos", ou seja, armar-se em esperto e portar-se como se fosse superior, quando não se é.

 

O futebol português, dando como bom aquilo que a imprensa tem vindo a noticiar relativamente ao que se pode designar como Caso dos Emails, parece conter um conjunto de cucos, uma forma estranha de agentes, directa ou indirectamente ligados ao desporto-rei, com muita vontade de agradar ao seu hospedeiro e de se constituirem como "meninos bonitos" aos seus olhos. 

Não me cabe a mim definir se tal é legal ou ilegal, mas certamente não será um comportamento ético muito aceitável aquilo que vem, alegadamente, descrito nos emails, surpreendendo o à-vontade com que estes parasitas circulam nos corredores do poder. 

Caberia às autoridades reguladoras do sistema - FPF e Liga - explicar a todos nós como foi/é (?) possível que estes xicos-espertos tenham, alegadamente, enviado a um clube classificações de árbitros da Segunda Categoria que iriam para estágio para eventualmente passarem à Primeira Categoria, pedidos de melhoramento da nota do árbitro Manuel Mota ou cunhas para realização de jogos enquanto delegado da Liga, entre outras situações. Também está por explicar como os mesmos cucos fizeram, alegadamente, chegar a Pedro Guerra, correio electrónico contendo sms privados trocados pelo antigo presidente da Liga, Dr Fernando Gomes, ou aspectos da vida íntima dos árbitros de futebol.

Esperar-se-ia uma reacção dos reguladores. É certo que Fernando Gomes encaminhou sempre as suspeitas de irregularidades ou de crimes para as autoridades competentes (PGR). Assim foi no caso dos vouchers ou dos sms, assim terá sido também com os emails. Mas, até por isso causou estranheza a sua intervenção pública em que denunciou o clima de ódio no futebol português e as ameaças sobre os árbitros, o que pareceu a muitos observadores, um ataque aos que protestam a jusante contra o "status-quo", em detrimento da censura a quem terá estado na origem e dado azo ao coro de protestos a que se vem assistindo por parte de Porto e Sporting. Da Liga, ficámos agora a saber de umas alegadas mensagens - de conforto (?), de solidariedade (?) - enviadas por Pedro Proença a Pedro Guerra e Luis Filipe Vieira - que, no entretanto, questiona porque Manuel Mota (!!!), mas também Fábio Veríssimo e João Pinheiro não apitam o Benfica -, mas sobre o papel dos cucos, nada. 

Quanto aos árbitros, também não houve uma tomada de posição firme sobre a alegada exposição da sua vida privada ou sobre um alegado pedido de melhoramento de nota a um dos seus colegas (que na prática poderia ter tido implicações na classificação de cada um deles), apenas uma ameaça de não disponibilidade para serem convocados para uns jogos da Taça da Liga, supostamente devido às ameaças que têm sentido, embora uma boa parte da imprensa tenha sugerido que estaria mais relacionada com exigências salariais.

No meio disto tudo, embora continue em desacordo quanto à forma como são transmitidos, como não entender os protestos por parte do presidente do Sporting, Dr Bruno de Carvalho? Mesmo ultrapassando limites e quase passando por louco, condena-se, qual Jack Nicholson no imortal filme de Milos Forman homónimo do título deste "post", a não conseguir alterar o modus-operandi do hospício onde reside o actual futebol português. É que sobre os ninhos de cucos nada lhe dizem e o leão, apesar de combativo e fogoso, não tem asas.

 

Hoje giro eu - Eu show Battaglia

Battaglia sobre o Sporting:

  • "Quando soube do Sporting disse ao meu empresário para esquecer todos os outros clubes"
  • "Jogar em Alvalade era um sonho"
  • "Vim para o Sporting pelo projecto do clube e pelo meu próprio projecto de carreira"
  • "Jogar no Sporting, na Champions, ouvir o hino (arrepios)..."

 

Battaglia, filósofo existencialista:

  • "Quantos pessoas pensam diáriamente num homem normal? 20? Em Messi e Ronaldo pensam uns 10 milhões.    Não deve ser fácil ser Messi ou Ronaldo"
  • "Valorizo muito o sacrifício das pessoas normais porque eu sei que sendo também normal, não vivo uma vida normal"
  • "Às vezes tenho vergonha de ser quem sou. Os ordenados no futebol são uma loucura"
  • "Por ser jogador de futebol não sou mais do que ninguém. Quando morrermos, seremos todos iguais"
  • "A vida não é dinheiro. Os jogadores não vivem uma vida real"

 

Battaglia sobre Jorge Jesus:

  • "Quando vemos os adversários reparamos que têm movimentos que são uma clara cópia das ideias de JJ"
  • "Jesus é um treinador muito exigente no aspecto físico, táctico e técnico"
  • "Sou muito mais jogador desde que aqui cheguei"

 

Battaglia sobre Bruno de Carvalho:

  • "Bruno de Carvalho foi o maior responsável por o clube ter atingido este nível de exigência"
  • "O presidente no banco é mais um a torcer por nós, não nos aumenta a pressão e dá-nos força e incentivo"

 

Battaglia sobre o grupo de trabalho:

  • "Estamos todos juntos: argentinos, brasileiros, portugueses..."
  • "Formamos um grupo unido"
  • "Todos remam para o mesmo lado"

 

Ora, digam lá se não é um privilégio ter entre nós, além do jogador, o homem Rodrigo Battaglia? O pacote completo!

 

battaglia.jpg

 

Hoje giro eu - Aggiornamento SPORTING

Não se levanta um tema importante no futebol (e desporto) português como o do "doping" no rescaldo de um jogo que não se ganhou. Isso será sempre visto como ressabiamento, mau perder (no caso, mau empatar) e, como tal, retira oportunidade, seriedade, serenidade e objectividade a uma discussão que, inevitávelmente, um dia terá de ser feita, sobre mais um aspecto que condiciona a verdade desportiva e que desperta dúvidas sobre a forma como está a ser combatido (atente-se nas palavras do canoísta Emanuel Silva).

Por outro lado, estando em cima da mesa o caso dos emails, os vouchers (ambos sob investigação do Ministério Público) e a consolidação do VAR, o qual tem vindo a ser atacado despudoradamente, parece-me que uma comunicação eficaz deveria deixar a Justiça cumprir o seu papel, por um lado, e dar prioridade a debater o mérito para a verdade desportiva da importante reforma que constituiu a utilização do vídeo-árbitro, por outro, sem desenfoque, em vez de ela própria contribuir - pela profusão de temas trazidos à praça pública - para a sua diluição. Isto, em termos de condicionante externa, porque a verdadeira missão de uma Direcção de Comunicação, em conjugação com o Marketing, deveria ser promover o que de bom se faz internamente, nomeadamente a excelência dos nossos atletas e dos seus resultados, o importantíssimo contributo em termos de responsabilidade social e de integração dado pela criação da secção de desporto adaptado, o gabinete olímpico e melhoria das condições de alto rendimento/performance, o crescimento do número de sócios, a promoção do nosso know-how desportivo, social, educativo e organizativo expresso na Academia de Alcochete, a divulgação de verdadeiros Dias do Sporting, com horários dos jogos no Pavilhão João Rocha conjugados com os do futebol profissional no estádio de Alvalade, permitindo maiores afluências de adeptos, de familias, às amadoras e um reforço do espírito #Feito de Sporting, a homenagem sentida e com lugar de destaque a todos os antigos atletas - a cada mês do calendário poderia corresponder o nome de um antigo atleta (nascido nesse mês, Março poderia ser o mês de Peyroteo, por exemplo), englobando um conjunto vasto de iniciativas que permitisse aos sócios e adeptos conhecer melhor a história do clube, o seu ecletismo, com a participação da Sporting TV e do nosso jornal, com eventos no estádio, pavilhão e academia que visássem a adesão dos jovens, mas também de adultos - que com o seu esforço, a sua dedicação e a sua devoção contribuiram para a GLÓRIA desta incontornável instituição chamada Sporting Clube de Portugal.

Por todos os motivos, temos de ser melhores naquilo que depende de nós. Lutar pela equidade, sempre! Mas, sem nos esquecermos do nosso próprio caminho, das nossas referências, da nossa identidade. Ter um discurso positivo, estimulante, inclusivo. Estratégico, não táctico. Visando o longo prazo, não o dia seguinte. Fomentemos a vida leonina entre os adeptos, adaptando-a às necessidades dos tempos correntes, promovamos tudo o que possa conduzir à nossa união, fortaleçamos tudo o que possa contribuir para maior adesão aos estádios, pavilhões e ao seio da nossa familia: o "aggiornamento". VIVÓ SPORTING !!!  

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Abel e o monstro Danilo

Jorge Jesus atrasou-se a render Bruno César por Petrovic e o Sporting acabou a perder 2 pontos na recepção ao Braga. A entrada do sérvio seria o Petromax que iluminaria a noite em Alvalade, o farol que poderia orientar a equipa, visto que o desgaste acumulado no brasileiro (já incapaz de qualquer clarão) e as substituições que refrescaram a equipa de Abel ameaçavam desequilibrar as forças em campo. Durante pelo menos 15 minutos Jesus não mexeu um(a) Palhinha (porque não constou da ficha de jogo?) e, quando quis, já foi tarde. Aonde é que eu já vi isto???

O jogo teve vários aspectos curiosos: a primeira curiosidade foi verificar que tendo o Sporting diversos Matheus, um emprestado ao Chaves, outro (com 2 Ts) geralmente emprestado às bancadas, afinal há um bom Matheus no futebol nacional, mas reside em Braga. Duas defesas miraculosas, a remates de Coates e Bruno Fernandes (que já tinha assistido para a oportunidade do uruguaio), impediram a nossa equipa de se adiantar no marcador durante a primeira parte; a segunda, foi observar que no aguardado duelo de Djavans só o Martins compareceu, pois o defesa esquerdo bracarense, com apelidos de craque (da Silva Ferreira), nem no banco ficou. "Um dia triste, toda a fragilidade incide", cantaria o nosso Djavan, perdão Gelson, com as suas rastas cortadas à tigela, no final do jogo, ele que ainda retardaria o colapso da equipa ao salvar um golo certo após remate do regressado Esgaio, evitando assim mais uma repetição da sina Wilson Eduardo (que também se poderia chamar Wender); a terceira singularidade consistiu no facto insólito de o árbitro Carlos Xistra, assim a modos de um Lewis Hamilton a apresentar-se na grelha de partida de um Grande-Prémio, apeado, sem o seu Mercedes, se ter esquecido do apito no balneário, situação que provocou atraso no reatamento do jogo (será multado como os clubes?) e constituiu o momento cómico da noite; finalmente, não foi só JJ a rasgar (a alma dos adeptos com a demora nas substituições): o profeta leonino acertou no seu diagnóstico - não se fazem milagres quando jogam sempre os mesmos e do camião de jogadores comprados na época passada, a titular só sobra Bas Dost, não é Jesus? - e temos mais 2 jogadores (Acuña e Dost) entregues ao Dr. Varandas. Deve ser a isto que se chama "gestão do plantel". Eu já vi este filme, tinha um canastrão com pouco jeito para linguas como protagonista e chamava-se o Exterminador Implacável...

Na segunda parte, Bas Dost ainda adiantaria o Sporting no marcador, desviando subtilmente um belo cruzamento de Bruno Fernandes, mas depois surgiria Danilo, primeiro a ganhar um penálti, depois a bater Rui Patrício sem apelo nem agravo (a bola pareceu ter sido desviada em André Pinto). Valeu a grande penalidade caída do Céu, por interferência de Alan Ruiz (sofreu a falta de costas para a baliza!!!), e convertida por Bruno Fernandes (sempre ele).

O árbitro albicastrense precipitou-se no apito (o tal) e retirou a hipótese à equipa bracarense de se adiantar no marcador, manchando a sua actuação. 

 

sportingbraga.jpg

  

Hoje giro eu - Honrar a genialidade

Muita polémica vem causando os já habituais assobios de adeptos leoninos quando ecoa no estádio o hino oficial da Champions e as equipas se encontram perfiladas no centro do terreno antes do início de cada jogo.

Eu gostaria de dizer que entendo o protesto: o escandaloso penálti assinalado a favor do Schalke ou os jogos com o CSKA ainda se encontram frescos na memória de muita gente e acontecimentos como os ocorridos durante o Sporting-Barcelona desta edição da Liga dos Campeões - em que vários dos nossos jogadores foram admoestados com pouco critério e a UEFA ainda agravou a situação, multando-nos por excesso de "amarelos" - não ajudam a atenuar esse sentimento de revolta. Mesmo o argumento daqueles que, muito respeitávelmente, consideram ser incongruente aceitar participar na prova e ter tal comportamento a mim não colhe, porque os adeptos têm direito à indignação e, apesar de tudo, o assobio é uma forma não violenta, logo admissível, de o manifestar.

Com o que eu não posso estar de acordo é com a forma utilizada: a música, mais ainda, a imortal composição de Handel, é uma forma de arte (entre outras) que sublima aquilo que é o melhor do ser humano e da nossa civilização. Ninguém, por não ser católico ou não gostar do Papa vai à Capela Sistina, no Vaticano, assobiar a pintura de Michelangelo. Os ancestrais inimigos dos egípcios não apupam as Pirâmides de Gizé, os paquistaneses não vão a Agra vaiar o Taj Mahal. Repudiar o momento em que o profano quase toca o sagrado é, em vez de louvar a excelência e o brilhantismo que o Homem pode atingir, regredir para tempos pré-históricos de barbárie.

Por isso faço aqui um apelo aos nossos adeptos: escolham outro momento para manifestar a Vossa (justa) revolta. Pode ser o momento em que o árbitro apite para o início do jogo, o final da primeira-parte, o recomeço (segunda-parte), o minuto exacto em que foi (mal) assinalada a penalidade a Jonathan em Gelsenkirchen ou outro qualquer que as claques julguem por bom, mas por favor não confundam os erros (ou outra coisa qualquer) perpetrados por gente que a espuma do tempo devorará da nossa memória com a grandiosidade da obra de um génio, a vitória da nossa civilização.

 

champions.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Faltou a varinha mágica em noite de Halloween

Em noite de Halloween, Rui Patrício viu-se rodeado das habituais caras conhecidas na linha defensiva. Assim, para esse efeito, Ristovski surgiu mascarado de Piccini, André Pinto vestiu o disfarce de Mathieu e Jonathan...bem, Jonathan foi "Jonathan ao Cuadrado", tantas foram as vezes em que se teve de deparar com o extremo colombiano, o qual foi ala e, mais tarde, lateral direito na equipa da Juventus. Nada de anormal, pois à mesma hora, em Manchester, Svilar vestiu a carapaça de Mitroglou, marcando pelo segundo jogo consecutivo naquilo que foi a antecipação do Dia de Finados lá para as bandas da Luz. É caso para dizer que em noite de bruxas, nem (S)vilar das Perdizes os safou. E nem se pode referir, tendo tão boa imprensa, que Svilar tenha as costas largas...

Como curiosidade, o Sporting marcou o seu golo no quarto de hora em que tocou mais vezes na bola (15-30 minutos, 176 toques) e sofreu o tento da Juve nos últimos 15 minutos, período em que teve menos bola (apenas 78 toques). Globalmente, a equipa tocou 450 vezes na bola durante a primeira parte e 275 vezes, na segunda parte (61,1% do registo do primeiro tempo). Assim se conclui que, mesmo em noite de Halloween, não houve actividade paranormal, apenas consequências que decorreram das estatísticas.

Destaque global para Gelson Martins que esteve em todos os lances de perigo da equipa leonina. Aos 19 minutos, brincou com os apoios de Chiellini, torcendo-lhe a espinal medula de tal forma que já terá consulta marcada num quiroprático, no regresso a Turim. Do lance resultaria o golo do Sporting, após defesa incompleta (e para a frente) de Buffon, o qual perdeu o duelo de "Monstros" com o nosso São Patrício, o exorcista do "mal" transalpino. Na segunda parte, o ala arrancou por entre Alex Sandro e Barzagli e, mesmo carregado pelo brasileiro, percorreu 50 metros e conseguiu chegar à área para depois acabar a decidir pessimamente, não rematando à baliza do desamparado guarda-redes "bianconeri". Ainda participaria na jogada concluida com remate ao lado de Bruno César e naquela em que Bas Dost teria marcado se não tivesse cortado as unhas dos pés durante o fim-de-semana. Em suma, Gelson foi um constante pesadelo para a defesa italiana, tranformando o estádio de Alvalade numa casa assombrada para os "piemontesi".

Outro jogador em evidência foi Battaglia. Começou (primeiro quarto de hora) com uns modestos 6,4% de participação na posse de bola leonina, mas já terminaria a primeira parte com uns imponentes 12,4%, concluindo o encontro com uns notáveis - para um trinco, sendo que ainda foi box-to-box e lateral direito - 13,1%. Também acima da média estiveram Patrício, Ristovski (confirmação das boas indicações deixadas na Taça da Liga) e Acuña, o Muro de Alvalade. Bas Dost, em jogo de grande disponibilidade, conseguiu ganhar importantes bolas nos ares e Bruno César voltou a marcar um golo na Champions. Uma nota final para Bruno Fernandes: as coisas podem até não lhe sair bem, mas é indiscutível que tem um extra de qualidade face a qualquer outro jogador do plantel do Sporting, como se tornou bem evidente no lance que marcaria o último suspiro de ataque leonino. 

 

Junto apresento quadro da posse de bola leonina e comparação com os números de Battaglia, a quem pela função específica em campo muitos destes toques correspondem a desarmes efectivos. Eis a tabela:

imagem.png

sportingjuventus2.jpg

 

 

Hoje giro eu - Não mexer um(a) Palhinha

Se hoje, contra a toda poderosa Juve, William não puder jogar, Palhinha deverá ser o seu substituto natural. Contra uma equipa italiana cínica e mortal na exploração dos desequilibrios, alterar o sistema de 4-3-3 que temos vindo a utilizar na Champions poderá ser um suícidio. Assim, a entrada do ex-sacavenense para a posição de trinco permitir-nos-á manter a coesão a meio-campo, com Battaglia como box-to-box e Bruno Fernandes a criar jogo entrelinhas. 

Palhinha é um jogador com condições físicas excepcionais para a posição de trinco: é alto e com envergadura, o que lhe permite explorar com vantagem os duelos aéreos, podendo dominar assim o jogo directo italiano; é intenso e rápido nos espaços curtos e compensa bem nas alas, o que pode dar algum extra de foco atacante a Acuña ou Gelson, jogadores que habitualmente se desgastam muito no constante vai-vém que lhes é pedido. E já mostrou ter golo, principalmente na sequência de bolas paradas, algo que pode vir a fazer a diferença num momento de jogo em que os "bianconeri" são exímios.

Por mim, na estratégia para o jogo, em termos da disposição das "pedras" no terreno, não mexeria um(a) Palhinha...

 

palhinha.jpg

 

Hoje giro eu - O onze sombra

Uma equipa de futebol não são apenas os onze que habitualmente são titulares. Os restantes jogadores valem por aquilo que mostram quando têm a oportunidade e, não jogando, pelo desejávelmente bom ambiente que criam no balneário. Jogadores há que funcionam como verdadeiros talismãs quando provenientes do banco de suplentes. Este tipo de armas-secretas habitualmente produzem mais quando chamados a intervir durante o jogo. Desse rol, quem não se lembra do brasileiro do FC Porto, Juary, marcador do golo da vitória na final de Viena e, no ano anterior, autor de um "hat-trick" contra o todo poderoso Barcelona, sempre saído do banco?

O treinador tem um papel essencial na manutenção de um ambiente saudável no grupo de trabalho e no garantir que todos os jogadores se mantêm focados no objectivo. Ser um catalizador, não um inibidor, aglutinar em vez de dispersar. Reparem que não toquei propositadamente no tema da motivação (étimo "moto") porque esta é intrínseca (como a própria palavra indica), cabe a cada futebolista ter uma personalidade capaz de absorver as contrariedades do dia-a-dia e transformá-las em oportunidades.

Assim sendo, precisamos de um "shadow eleven" empenhado, focado, motivado e comprometido com o clube. Nesse sentido, o treinador não deve dramatizar quando lhe falta algum dos titulares, de forma a que quem entra se sinta importante. Se um jogador pressente que o treinador desconfia dele, vai render menos.

E o Leitor, o que pensa disto? Em quem, dos habituais não titulares, os nossos Leitores depositam FÉ em vir a constituir-se como uma surpresa positiva?

 

plantelsporting_.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Rui Patrício foi guardião do(s) Arco(s) do Triunfo

A haver justiça no futebol - e (ao longo dos anos) ninguém melhor do que um sportinguista sabe que não há -, o Rio Ave teria ganho este jogo disputado no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde. Com 22 remates (contra 7) e 58% de posse de bola, a equipa vilacondense magistralmente treinada por Miguel Cardoso foi superior ao Sporting, mas acabou por perder a partida. O causador deste paradoxo foi o "arqueiro" (denominação brasileira para guarda-redes) Rui Patrício: duas defesas, uma em cada parte, qualquer uma delas candidata ao prémio de melhor "parada" do campeonato - indo buscar a bola ao ângulo superior, lá bem onde a "coruja dorme" - para além de outras duas bolas, defendidas por puro instinto, acabariam por ser os momentos-chave que permitiram ganhar tempo para a entrada em cena do inevitável carteiro Dost, o qual com uma cabeçada mortífera selou uma dificílima vitória leonina. Não foi uma questão de sorte, mas sim de talento, inspiração, trabalho e preparação de Rui, o Homem Elástico, que deu uma resposta cabal a quem possa ter considerado exagerado o meu comentário aqui.

O Rio Ave entrou bem, contornando sem problemas a tentativa de pressão à saída da sua área por parte dos avançados e médios leoninos, a qual de tão trôpega se assemelhava ao jogo da "cabra cega". 

Jesus errou quando lançou apenas dois médios centro no desafio. Não só Bruno Fernandes se desgastou sem sentido, num desdobramento constante entre defesa e ataque, como William, uma vez mais, mostrou que contra boas equipas não tem a intensidade suficiente para jogar nesse sistema, passando a maior parte do tempo num universo paralelo ao do portador da bola. A solução estava no banco e chamava-se Rodrigo Battaglia. A equipa melhorou bastante com o argentino em campo, especialmente quando passou a jogar à frente de William. Foi daí que irrompeu numa cavalgada, por sugestão de Acuña, que terminaria num centro de régua e esquadro para a cabeça do holandês voador.

No balanço final, JJ tentou diluir a estatística de remates do Rio Ave, esboçando uma comparação com o rugby, em vez de ter tido a humildade de reconhecer que levou um ensaio de táctica (o seu ponto forte) de Miguel Cardoso. Foi galo, não Gales, caro Jorge "jogam sempre os mesmos até estourarem" Jesus. Este, não deixará de marcar uma época pelo seu engenho, mas ontem salvou-se por ter melhores jogadores de campo e um guarda-redes de enorme categoria, o que fez toda a diferença.

Duas notas finais: uma para o VAR, que anulou (bem) um golo a Bruno Fernandes, ignorou (bem) uma possível penalidade (em caso de dúvida não sinalizar nada) sobre o mesmo jogador e sancionou (no limite) o golo de Dost (os braços não contam para o fora-de-jogo); última nota para o argumentário do senhor Nuno Farinha: o Sporting "só" ganhou 2 jogos nos últimos dois que disputou...  

 

As notas dos nossos jogadores, em escala musical:

 

Rui Patrício - É um pássaro? Um avião? Não. É o Super-Homem! Atrás da personalidade calma e avessa às luzes da ribalta de Rui Patrício - o Clark Kent leonino que vive em Alcochete - esconde-se um herói cujos super poderes estão a mudar a história do clube de Alvalade. Por detrás daquelas luvas, não há kryptonite que o ameace, nem vedetite que o afecte. Ele é a nossa FÉ!

Nota: Dó Maior

 

Piccini - Um dia negro na vida do italiano: o jogo estava a correr-lhe mal. Complicativo, perdia bolas à saída do seu meio campo e não conseguia chegar à linha de fundo adversária. E pioraria ainda mais, quando o músculo da sua perna esquerda rasgou. 

Nota: Mi

 

Coates - Ontem foi Ministro da Defesa, Secretário de Estado, Sub-Secretário e Assessor do Ministro. Tudo ao mesmo tempo. Um pronto-socorro, ou todos (4) em um ("e pluribus unum", lagarto, lagarto!!). Já se está a vêr a falta que nos vai fazer aquando da recepção à Juventus...

Nota:

 

Mathieu - O que esperar quando jogam sempre os mesmos? Eu sei, a pergunta é rétorica...

Nota:

 

Fábio Coentrão - O seu regresso a Portugal coincidiu com aquele seu novo estilo de "faz que vai, mas não vai", em que a linha de fundo adversária parece uma miragem. A defender também não esteve particularmente feliz no regresso à sua terra-natal. No entanto, coincidência ou não, com mais ou menos mialgia, como por magia ficou os 90 minutos em campo e não sofremos golos. Espera-se que se mantenha como talismã na terça-feira visto ser o único elemento da defesa disponível para esse jogo.

Nota:

 

William Carvalho - É o senhor Carvalho, quando Jesus o expõe a um meio campo a dois com Bruno Fernandes, ficando assim a nu toda a sua falta de intensidade defensiva. Mas, transforma-se no Sir William, quando tem por perto "pit bulls" do género de um Adrien ou de um Battaglia, momentos em que consegue libertar em todo o seu esplendor o perfume do seu majestoso futebol. 

Nota:

 

Bruno Fernandes - Repito aqui a ideia que tenho vindo a expressar desde o início da época: Bruno só tem cabimento num meio campo a 2, eventualmente com Battaglia. Refiro-me, obviamente, a jogos com boas equipas, como é o caso do Rio Ave. Desgastou-se, com pouco sucesso, num inglório vai-vém. Ainda assim mostrou a qualidade do seu futebol num passe açucarado a isolar Podence (que se atrapalhou), num centro para Dost (que chegou atrasado) e num remate colocado que bateu Cássio, onde alegoricamente lhe foi assinalado um fora-de-jogo.

Nota: Sol

 

Gelson - Em terra de pescadores, andou naufragado a maior parte do tempo. Sem conseguir dar à costa, acabou por se refugiar junto da frota pesqueira situada na orla inferior direita do mar vilacondense, onde recolheu abrigo junto de Piccini, primeiro, e depois de Coentrão.

Nota:

 

Acuña - Em dia de turbulência só os homens de "barba rija" vão ao mar. O argentino não se atemorizou e lá foi lutando, contra ventos e marés, até descobrir a ponte - o seu conterrâneo Battaglia - para o caminho marítimo até à baliza de Cássio. Acabou a fazer-se valer da sua polivalência, recuando para defesa esquerdo após a lesão de Piccini.

Nota:

 

Podence - Marcado (nos tornozelos) pelos jogadores vilacondenses, raramente conseguiu traduzir a sua inegável dinâmica em algo de produtivo para a equipa, acabando substituido ao intervalo apenas porque Jesus não poderia substituir os outros nove.

Nota:

 

Bas Dost - Ganhou menos bolas pelos ares do que é seu (bom) costume e momentos houve em que pareceu meio perdido em campo, desnorteado com a saída de bola dos jogadores do Rio Ave. Mas, a confiança voltou e, à primeira oportunidade, "dostou". Antes, assistira Bruno para o golo que foi invalidado.

Nota:

 

André Pinto - Sem a autoridade de Mathieu, exibiu-se acima das expectativas, eventualmente mostrando que essas expectativas - que decorrem de "jogarem sempre os mesmos e..." - podem ser uma treta. Retirou um golo cantado a Dost, na primeira parte, e voltou a ganhar de cabeça numa bola parada ofensiva, na segunda parte.

Nota: Sol

 

Battaglia - Jesus colocou-o em campo após o intervalo, mas pareceu enjaulado atrás de William durante bastante tempo. Subitamente, JJ libertou-o desse jugo, posicionando-o à frente do "sir", e imediatamente se viu a sua influência no jogo, bloqueando passes e encontrando espaços vazios de onde assistiu (de pé esquerdo) Dost para o golo, o que nos deixa a seguinte interrogação: a qualidade de passe não era o seu ponto fraco?

Nota:

 

Doumbia - Poucos minutos em campo para alardear muito mais do que aquilo que já mostrara anteriormente, ou seja, um péssimo domínio de bola e uma habilidade natural para disfarçar/mascarar oportunidades de golo nas estatísticas (não constou). Parece ser um jogador útil apenas quando bem servido só tem de dar o toque fatal. Imaginar que pode jogar por detrás de Dost é pura utopia.

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício

  

ruipatricio2.JPG

 

Hoje giro eu - APAF de apito mudo ou Liga de ouvido surdo?

Ponto de partida: a Comunicação Social tem vindo a citar fontes da arbitragem que mostram o desconforto sentido pelo sector pelo facto de a Liga portuguesa há muito não melhorar as condições salariais dos árbitros.

Analisando os dados disponíveis na internet sobre esta matéria, obtive a seguinte informação:

1) um árbitro internacional (existem 9) recebe um valor fixo mensal de 2500 euros/mês;

2) por cada jogo da 1ª Liga, um árbitro recebe 1342 euros/mês, valores pagos em recibos verdes;

3) por cada jogo da 2ª Liga, um árbitro recebe 939 euros/mês, valores pagos em recibos verdes;

4) um árbitro internacional que apite por mês 2 jogos da 1ª Liga e 2 jogos da 2ª Liga tem um vencimento de 7062 euros;

5) por cada jogo da Champions ou da Liga Europa, um árbitro recebe 4800 euros, 5800 euros a partir dos quartos-de-final.

6) o Presidente da República recebe cerca de 6700 euros/mês.

 

Agora, os Leitores tirem as suas conclusões...

 

O árbitro não é o protagonista do jogo. As vedetas são os jogadores e ainda há pouco tempo vi na imprensa noticias que davam conta de salários de cerca de 2000 euros/mês pagos por clubes da segunda metade da tabela em termos de orçamento.

Ponderando estes dados e tendo em conta o valor relativo dos vencimentos, conclui-se que os árbitros são bem pagos.

 

Vem tudo isto a propósito das recentes declarações do presidente da APAF, senhor Luciano Gonçalves, anunciando que os árbitros iriam pedir dispensa dos jogos da Taça da Liga a serem disputados em Novembro e Dezembro, algo que a imprensa conotou com um braço-de-ferro entre a classe e Pedro Proença relacionado com a ausência de aumentos dos vencimentos dos árbitros nos últimos anos.

Luciano Gonçalves, no entanto, apenas referiu as declarações de dirigentes e comentadores sobre a arbitragem, bem como perseguições a que os árbitros estariam a ser sujeitos por parte de desconhecidos, tais como telefonemas anónimos para as suas residências, visitas às escolas dos filhos e aos empregos das mulheres, e outro tipo de pressões.

É evidente que estes factos são simplesmente abomináveis e que qualquer cidadão responsável deve repudiá-los e deles demarcar-se. As forças policiais têm a obrigação de proteger as pessoas e as familias deste tipo de acontecimentos e devem agir com prontidão. 

Por outro lado, é público e notório que a emotividade enerente às declarações dos dirigentes diminuiu bastante nos últimos tempos pelo que o timing desta escusa em apitar jogos surpreende. Esta é apenas uma face da moeda. A outra metade, onde não se nota evolução ao longo dos tempos, é que os dirigentes associativos do sector continuam a não entender o essencial. Para acabar a suspeição, é fundamental separar o trigo do joio. Nem todos os árbitros serão competentes, nem todos os árbitros saberão afastar as pressões e desempenhar o seu papel com equidade. Um árbitro pode dar mau nome a todos os outros se não houver a capacidade de o expurgar, algo aliás transversal a todos os sectores de actividade do país. Não compreender isto é de um corporativismo bacoco.

O próprio presidente da APAF já deu mostras de alguma falta de bom senso quando alegadamente pediu bilhetes baratos para um jogo do Benfica, em nome de uma instituição de beneficiência da qual é membro da Assembleia Geral, salvo erro. E isso foi notório porque não é possível a quem é líder associativo da arbitragem despir essa qualidade em qualquer momento, mais a mais atendendo o clima que se vive. Também porque, a serem verdadeiros os emails, logo o Benfica viu uma oportunidade no pedido, relacionando a oferta dos bilhetes com um processo onde Luciano Gonçalves seria testemunha de interesse.

Há uma investigação do Ministério Público e da Policia Judiciária em curso. Os alegados emails mostram uma clara preferência por determinados árbitros por parte de indivíduos que as autoridades deverão escrutinar que tipo de relação têm (ou não) com um determinado clube. O momento deveria exigir contenção, é o tempo da Justiça, e os bons árbitros deveriam compreender isso. Há que criar condições para que não haja pressões sobre a arbitragem, mas só vejo a classe indignar-se com o que é feito a jusante, as declarações de descontentamento dos dirigentes, nem tanto com toda a construção que permite que os árbitros possam ser condicionados (ou se auto-condicionarem) a montante, antes de o jogo principiar, algo visível nos alegados emails, onde se podem vislumbrar pedidos de ajuda a dirigentes com suposto poder, figurinhas tipo empresário do árbitro, etc.

Se não tiver estado suficientemente alerta que me desculpem, mas não vejo o presidente da APAF indignar-se com uma suposta lista com informações sobre a vida amorosa dos árbitros, um pedido de esclarecimento sobre o papel de ex-árbitros e sua relação com os clubes e os actuais árbitros, o papel de um ex-nomeador dos árbitros ou as avarias do VAR que prejudicaram a imagem de Nuno Almeida. Também não o vejo indignar-se com a UEFA ou a FIFA, por não termos tido árbitros portugueses nas fases finais das últimas grandes competições internacionais por selecções...

Este não é o momento de reivindicações. Este é o momento para limpar definitivamente o sector, criando um conjunto de regras e procedimentos - o tal Código de Ética do agente desportivo - que permita aos árbitros estarem tranquilos, poder decidir em consciência e prestigiarem-se perante a opinião pública. Que se proíbam todas as situações de conflito de interesses - especialmente que se esteja atento ao papel de observadores e delegados ou ex-delegados da Liga - e que quem as infrinja seja severamente punido, seja quem fôr, seja de que clube fôr. Mas, sobre isto, Luciano Gonçalves nada diz... 

 

Fontes:http://www.maisfutebol.iol.pt/liga-afinal-quanto-ganham-os-arbitros

http://apitonacional.com.br/noticias/salario-arbitros-europa.html

https://tvgolos.pt/quanto-ganha-um-arbitro-futebol-portugal/

Hoje giro eu - Ranking GAP

Após 16 jogos realizados esta época - 9 para o campeonato nacional, 1 para a Taça de Portugal, 1 para a Taça da Liga e 5 para a Champions League - o Sporting regista 10 vitórias (62.5%), 4 empates (25%) e duas derrotas (12,5%), com 34 golos marcados (2,125 golos/jogo) e 13 golos sofridos (0,8125 golos/jogo).

 

Ranking GAP:

1) O melhor marcador é Bas Dost (8 golos), seguido por Bruno Fernandes (6) e Gelson Martins (5);

2) Bruno Fernandes é o jogador mais influente, tendo contribuido para 15 golos (44,12% do total), seguido por Bas Dost (12) e Gelson Martins (10);

3) O jogador com mais assistências é Marcus Acuña (5), seguido por Daniel Podence e Bruno Fernandes (4);

4) Contribuiram para os golos 20 jogadores (inclui autogolos do Moreirense e da Juventus);

5) Nesta jornada, destaque para Bas Dost (contribuiu nos 5 golos) e para Piccini (em 3).

 

Aqui fica a tabela actualizada do Ranking GAP, que inclui golos (G), assistências (A) e participação decisiva em lance de golo (P):

 

  G A P
Bas Dost 8 1 3
Bruno Fernandes 6 4 5
Gelson Martins 5 3 2
Marcus Acuña 3 5 0
Doumbia 2 1 0
João Palhinha 2 0 0
Sebastian Coates 1 1 1
Rodrigo Battaglia 1 0 2
Jeremy Mathieu 1 0 1
Mattheus Oliveira 1 0 0
Rafael Leão 1 0 0
Adrien Silva 1 0 0
Daniel Podence 0 4 0
Cristiano Piccini 0 1 3
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 1
William Carvalho 0 0 2
Bruno César 0 0 1
autogolos 2 0 0

Tudo ao molho e FÉ em Deus - O "campo grande" foi demais para os defensores de Chaves

O Sporting bateu facilmente uma equipa flaviense tão estendida no terreno que os avançados estavam no Campo Grande, os médios no Campo Pequeno e o resto da equipa na Defensores de Chaves. Nesse contexto, os espaços para jogar entrelinhas foram verdadeiros latifúndios e o eixo central, uma Avenida (da República).

Os nossos adeptos puderam assistir a um Domingo 100% vitorioso: depois de no Pavilhão João Rocha termos depenado umas Aves, no futsal (7-0), uma vitória concludente no nosso Estádio sobre a equipa proveniente do Alto Tâmega. Uma "alta" pândega!

A defesa do Chaves, fiel ao nome romano da sua cidade (Aquae Flaviae), meteu água por todos os lados - habitat favorito do nosso "Piscinas" (Cristiano Piccini), um dos melhores em campo -, não tendo cabeça para parar Bas Dost, nem velocidade para acompanhar Podence, acabando por sucumbir aos pés de Marcus Acuña.

O árbitro Rui Costa foi muito interveniente: primeiro, interferiu com o VAR, não marcando um penalti óbvio e "amarelando" Gelson Martins (dois erros que não repôs após dois visionamentos!!), depois, participou muito no próprio jogo, tabelando com diferentes jogadores.

E assim terminou uma contenda que dará matéria para Nuno Farinha ("Saída de campo", este Domingo) escrever no Record que o Sporting venceu apenas 1 jogo na única partida que disputou. É caso para dizer: não havia necessidade...

 

A música tocada pelos nossos jogadores, um-a-um (numa escala de Dó Menor a Dó Maior):

 

Rui Patrício - As ofensivas flavienses pararam quase sempre antes da entrada da grande área leonina, pelo que este espaço foi sempre um Jardim das Freiras para o guarda-redes. Ainda assim, mostrou sempre bastante atenção, destacando-se em duas saídas aos pés de avançados do Chaves. Sem hipóteses no lance do golo, o que à luz do que vimos durante a semana dever-lhe-á baixar a cotação: aparentemente o que dá curriculum é um frango ou, no caso concreto do jogo Benfica-Manchester, uma perdiz.

Nota:

 

Piccini - Está feito um senhor jogador! Defensivamente irrepreensível, esteve em 3 golos leoninos: no segundo golo, com um passe longo, lançou decisivamente Podence pela direita; no quarto, executou uma diagonal em drible que terminou num passe para Dost que permitiu a este assistir na perfeição Acuña; Finalmente, no quinto, assistiu primorosamente para uma cabeçada certeira do holandês, movimento que fez corar muitos alas deste campeonato.

Nota: Dó Maior

 

Coates - O Ministro da Defesa esteve a bom nível, não permitindo invasões ao seu paiol, emendando com autoridade algumas imprecisões na saída de bola por parte dos médios. 

Nota:

 

Mathieu - Controlou bem a sua zona de actuação, mas podia ter feito mais no lance de golo do Chaves, surgido ao caír do pano.

Nota: Sol

 

Fábio Coentrão - Embora qualquer ida sua à linha de fundo se possa comparar a um dos 12 trabalhos de Hércules, a verdade é que assegura tranquilidade ao sector recuado da equipa. A sua saída de campo voltou a coincidir com mais um golo do adversário. Neste estado de coisas, lanço aqui um repto a quem de direito: ou Coentrão passa a jogar os 90 minutos ou os jogos passam a terminar no momento que o vila-condense abandonar o terreno.

Nota: Sol

 

William - Alternou momentos em que parece alcançar o Olimpo - como naquele passe a isolar em simultâneo Gelson e Dost (que estava milimétricamente em fora-de-jogo) - com regressos a uma comum existência terrena, em que evidencia lentidão e desatenções perigosas à saída da sua área. Pareceu acusar algum cansaço e alguma dificuldade em aguentar um meio-campo a dois com Bruno Fernandes.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Dele espera-se sempre um golo à Carlos Manuel de Estugarda, um dos de Maniche contra a Holanda ou um passe de morte à Deco. Quando uma destas coisas triviais (para ele) não lhe sai fica sempre um amargo de boca no adepto. Ainda assim, deixou a sua marca no jogo, executando um canto de forma competente, donde resultou um golo de Bas Dost. Tabelou bem com diferentes companheiros e, por vezes, também com o árbitro Rui Costa.

Nota: Sol

 

Gelson Martins - Sempre envolvido no jogo, cumpriu de forma brilhante todas as tarefas defensivas que lhe foram atribuidas. Em termos atacantes, continua precipitado, nervoso, facto que o leva a desperdiçar inglóriamente uma série de lances promissores, recorrendo ainda, muitas vezes, ao algoritmo do caminho crítico para resolução de casos simples. Recomenda-se que não entre em campo sem pôr no bucho dois Lexotan.

Nota: Sol

 

Acuña - Ao contrário de Coentrão, Acuña é como o coelhinho da Duracel, e dura, dura...Incansável, o argentino nunca vira a cara à luta e é o tal Muro intransponível do qual Luis Castro se queixava na conferência de imprensa. Além disso, polivalente, fez 3 posições durante o jogo: ala esquerdo, lateral esquerdo, ala direito. Influente, voltou aos golos e em dose dupla, algo que não surpreende pois quando está bem fisicamente faz sempre mais qualquer coisa em campo do que a maioria dos outros jogadores.

Nota: Dó Maior

 

Daniel Podence - Que melhor elogio se pode fazer a Podence do que dizer que todo o jogo leonino, na primeira parte, foi carrilado para a sua zona de acção? No centro ou nas alas, Daniel foi sempre um Zip-zip para os desnorteados defensores flavienses, atraindo-os muitas vezes para fora de zonas de pressão, abrindo espaços para Bas Dost. Assistiu primorosamente o holandês para o segundo golo dos leões. Baixou um pouco de produção no segundo tempo.

Nota: Si

 

Bas Dost - O que dizer de um jogador que esteve "só" nos cinco golos do Sporting? Nesse transe, desmentiu várias teorias elaboradas recentemente: a de que tinha perdido o instinto matador, marcando por três vezes, todas de cabeça; a de que "só" finaliza, assistindo Acuña para o quarto golo; a de que é um jogador a menos no processo de construção, magicando o desequilibrio do qual resultou o terceiro golo leonino. O holandês é um jogador inteligente que precisa apenas de ser bem servido. O resto ele faz: no seu primeiro golo fez-se valer da antecipação, no segundo, da sua boa colocação no terreno, no terceiro, o seu tempo de salto aniquilou dois adversários. Qualidades ímpares e diversas que deveriam motivar a adopção de um verbo que fizesse jus a essas características: dostar. Ontem, para não destoar, "dostou" 3 vezes. Dizem que está em crise, coitado...

Nota: Dó Maior

 

Battaglia - Desta vez começou no banco. Entrou ainda a tempo de mostrar a sua superior qualidade de recuperação de bola, impondo-se em carrinhos de alta cilindrada aos avançados flavienses, mas também o seu maior defeito, falhando alguns passes de ruptura.

Nota: Sol

 

Doumbia - Num lance, mostrou pouca coordenação com Bas Dost, ocorrendo à mesma bola que o holandês. Quando finalmente se demarcou do colega e encontrou espaço para receber uma prodigiosa assistência deste, aconteceram três coisas: primeiro, da mesma forma canhestra já mostrada em Turim, trocou os pés, depois, a bola bateu-lhe no pé de apoio e encaminhou-se para golo, finalmente, o árbitro anulou o lance por fora-de-jogo de Dost na altura do passe. Fica assim eliminado da cabeça dos espectadores o seu momento embaraçante, de onde curiosamente teria resultado finalmente um golo do costa-marfinense para o campeonato, situação que provocou compreensíveis "mixed feelings".

Nota:

 

Bruno César - Entrou e foi logo humilhado após um passe de ruptura de William que o brasileiro no seu passo de tartaruga não conseguiu segurar dentro das 4 linhas. Desconfia-se que este esforço o tenho deixado ligado à máquina de oxigénio durante a noite.

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bas Dost

 

 

sportingchaves.jpg

Hoje giro eu - A cartilha de João de Deus dos pobres de espírito para as "amadoras"

"Ah e tal, o Sporting só ganha nas modalidades amadoras devido ao alto e irrealista investimento que está a realizar" - vox populi benfiquista

 

Vamos lá por partes, modalidade a modalidade:

Futsal: com 4 vitórias em 5 anos, 6 triunfos em 8 possíveis, o Sporting é a grande potência nacional no futsal. Por realizar o maior investimento (e se fosse?) ou por deter uma organização exemplar e uma mística única? Claro que não temos o Mourinho do futsal, mas não trocaria Nuno Dias por nenhum iluminado do outro lado da 2ª Circular, endeusado pela Imprensa. Este ano, três derbies, três vitórias. Coitadinhos, desinvestiram muito: o guarda-redes do Barcelona, Cristian Dominguéz, paga para jogar; Miguel Ângelo, chegado na época passada proveniente do Sporting, mudou de clube porque gosta mais da côr da nova camisola; Robinho, craque galáctico, assinou por um prato de tremoços. Todos tocados pelo privilégio que é jogar no "grande" Benfica.

 

Andebol: campeões nacionais na época transacta, os leões acabaram de ir à Luz impôr uma derrota à equipa do Benfica por 24-27. O clube da águia "desinvestiu" muito: a equipa técnica liderada por Carlos Resende é claramente a "mais barata" do campeonato nacional como é do domínio público. Anteriormente, anos e anos de investimento em treinadores e jogadores - como o sérvio Davor Cutura, antigo melhor marcador do exigente campeonato espanhol, o antigo campeão mundial Cezar Drãgãnitã, o sérvio Milan Vucicevic, o angolano Paulo Bunze ou os portugueses Carlos Carneiro e Luis Gomes - deram ao clube da Luz um título em 18 anos, com um triunfo no campeonato nacional na época 2007/08. 

 

Voleibol: um derby para o campeonato e um torneio de pré-época, duas vitórias para o Sporting. Pois, compraram os "cromos" todos, dizem eles. Habituado a ter os melhores jogadores e de longe o maior orçamento - aí não havia nenhum problema - , ainda assim o Benfica tem, nos últimos anos, perdido alguns títulos de campeão e taças de Portugal para "colossos" como o Fonte de Bastardo, o Sporting de Espinho (grande tradição na modalidade) ou o Castelo da Maia. Agora surgiu em cena o Sporting.

 

Hóquei em Patins: uma modalidade onde o Benfica "só" tem Nicolia (provavelmente o melhor jogador da actualidade), Adroher e Trabal - todos estrangeiros - , para além de quase todos os melhores jogadores portugueses, como Valter Neves, João Rodrigues ou Diogo Rafael, mas que ainda assim não deu para se sagrarem campeões na época passada devido ao empate com o Sporting em Alvalade. 

 

Em resumo: fica provado que o Benfica investe muito pouco nas modalidades. Não fora isso e certamente teria enriquecido ainda mais o seu palmarés em compita com clubes bem "mais abastados" e que lhe tiraram títulos como o Fundão (futsal), ABC ( andebol), Fonte de Bastardo (voleibol) ou Oliveirense (hóquei em patins). 

Hoje giro eu - Rui, o São Patrício protector de Alvalade

Rui Patrício demorou a ser consensual nas bancadas de Alvalade. Após uma estreia auspiciosa nos Barreiros - defendeu um penalti - Rui tornou-se titular das balizas leoninas, promovido por Paulo Bento, na sequência de uma falha de atenção de Stojkovic que custou uma derrota no Dragão. 

O "marrazes" teve as dores de crescimento normais num jogador jovem. Cometeu erros que custaram alguns pontos e exasperaram os adeptos e nunca teve uma boa imprensa.

Para mim, Rui foi como o slogan que Pessoa cunhou para a Coca-Cola: "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Em vez de se revoltar com as constantes críticas dos adeptos, este Vosso escriba incluido, Patrício preferiu dedicar-se ao trabalho, melhorando alguns dos seus pontos fracos como os cruzamentos ou o jogo de pés.

De há uns 4 anos para cá, o guarda-redes conquistou-me definitivamente. Rui é hoje um guardião de classe mundial, campeão europeu com defesas decisivas, maduro, tranquilo, fortíssimo na "mancha" perante adversários isolados, ágil entre os postes como mostrou perante Griezmann na final de Paris. E, apesar disso tudo, continua a ser um homem humilde, sereno, que nunca se põe em "bicos de pés", um herói com uma personalidade de anti-herói.

Quando observo, nesta época em que nos querem impôr a ditadura da imagem, a facilidade com que se fazem ídolos no outro lado da 2ª Circular e em Svilar das Perdizes - como se a vida não fosse um caminho, um percurso, caír e voltar a levantar -, o endeusamento que qualquer imberbe aprendiz de feiticeiro que não lhe chega aos calcanhares recebe por parte da Comunicação Social ainda me dá mais vontade de valorizar o jogador e o homem, a quem Portugal deve o título europeu. Sim, porque por detrás do mega craque Ronaldo sempre esteve o discreto mas eficaz Rui, o São Patrício em quem Fernando Santos, homem de FÉ, depositou sempre a sua confiança. Que o digam a Croácia e a França, que viram a vitória fugir-lhes por entre as abençoadas pontas dos dedos do nosso nº 1. Desculpa-me Rui, pela injustiça que cometi no passado, e perdoa a todos eles a contínua cegueira. Por ainda hoje não haver uma "mala de dinheiro à tua espera", por já não teres borbulhas na cara, por as tuas defesas impossíveis não terem a graciosidade dos "frangos" dos outros, por não te considerarem uma "fera", por os bardos do regime não ecoarem loas a teu respeito e, principalmente, porque eles para nós são espuma do tempo e tu já és uma lenda viva que ficará para sempre na nossa memória. Não há ninguém, para além dos adeptos, que mereça mais um título de campeão nacional do que tu, Patrício, que és de longe o melhor guarda-redes deste campeonato. Que os teus colegas de balneário tenham isso em boa conta. 

rui patricio.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - A Velha Senhora matou o sonho da Juve leonina

"Mesmo na noite mais escura

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não" - Trova do tempo que passa

 

Jorge Jesus primeiro deu-nos esperança e depois ajudou a "vecchia signora" a matar o sonho da nossa jovem equipa. Desenho táctico uma vez mais excelente, por parte do treinador português, substituição desastrada de Coentrão por Jonathan, também para não variar. Nesse sentido, nem Hitchcock, nem Carpenter, mestres na criação de suspense, nem actores como Cary Grant ou James Stewart, catedráticos da arte dramática, conseguiram alguma vez transportar para o ecrã uma personagem que anunciasse, pela expressão da sua face, tão bem como Fábio Coentrão no momento da sua saída, o que viria a seguir.

Jesus é como uma Matryoshka russa: dentro dele há sempre umas figurinhas que é preciso ir desencaixando - o Jesus das substituições, o Jesus comunicador, o Jesus que não melhora os miúdos, o Jesus fanfarrão, o Jesus que quer sempre mais jogadores, até encontrarmos a única personagem não oca, verdadeiramente sólida e que revela genialidade que compõe a sua complexa personalidade como treinador: o Jesus, Mestre da táctica.

A Juve foi a Juve: tal como a morte e os cobradores de impostos, os italianos nunca falham. No momento da decisão, a qualidade extra ajuda muito. Pjanic e Mandzukic não faltaram à chamada e dá sempre jeito, quando se quer mexer na equipa, ter ali um Douglas Costa ou um Matuidi à mão, prontos para entrar. Mas, num jogo muito cinematográfico, as mãos na cabeça de Buffon aquando do desperdício de Doumbia dizem muito sobre aquilo que os obrigámos a sofrer.

Nos nossos, Patricio a grande nível, bem acompanhado por Piccini, Mathieu e Coates. Do meio-campo para a frente, o melhor foi Acuña, embora Bruno Fernandes tenha estado nos lances das nossas duas oportunidades. Uma pena nunca podermos ver o argentino recuar para lateral e partir para o ataque em combinações com... Bryan Ruiz.

Em resumo, exibimo-nos mostrando qualidade como nunca, perdemos com os mesmos erros de sempre...

coentrão.JPG

mandzukic.JPG

buffon.JPG

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D