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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Ranking GAP

Decorridas 6 jornadas do Campeonato Nacional, 3 da Champions (incluindo "play-off") e 1 jogo da Taça da Liga, o Sporting regista 8 vitórias (80%) e 2 empates (20%), 23 golos marcados (2,3 golos/jogo) e 6 sofridos (0,6 golos/jogo).

 

1) O líder do Ranking GAP continua a ser Bruno Fernandes, seguido por Gelson e Bas Dost;

2) O jogador mais influente continua a ser Bruno Fernandes (contribuiu com 13 golos, 56,5% do total), seguido por Gelson (8) e Bas Dost (7);

3) O jogador com mais assistências é Marcus Acuña (5), seguido por Gelson e Bas Dost (2);

4) Ao fim de 10 jogos, contribuiram, para os golos, 13 jogadores.

 

 

Aqui fica a tabela actualizada do Ranking GAP, que considera golos (G), assistências (A) e participação importante nos lances dos golos (P):

 

  G A P
Bruno Fernandes 6 2 5
Gelson Martins 5 2 1
Bas Dost 5 0 2
Doumbia 2 1 0
Marcus Acuña 1 5 0
Sebastian Coates 1 1 1
Rodrigo Battaglia 1 0 2
Jeremy Mathieu 1 0 1
Adrien Silva 1 0 0
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 1
Cristiano Piccini 0 0 1
William Carvalho 0 0 1

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ronaldo inspirou 2 golos de antologia

Em plena ressaca europeia, acabadinhos de descer do Olimpo, os Leões receberam a visita do deus do futebol - Cristiano Ronaldo - e depararam-se com uma verdadeira figura da mitologia do apito português, o senhor Manuel Oliveira, que depois de ter permitido todo o tipo de ofensas à integridade física dos jogadores do Sporting acabaria por mostrar o primeiro amarelo do jogo apenas aos 74 minutos e a ...Bruno Fernandes. Um "must"!

A equipa leonina apresentou-se com 4 alterações face ao jogo europeu, sendo que Alan Ruiz e Iuri Medeiros foram as surpresas (Coentrão e Dost regressaram à titularidade habitual). O argentino apresentou-se no seu costumeiro registo de "morto de sono", como se vivesse num permanente "jet lag" entre a hora do jogo e a hora da sesta. 

Os 42.401 espectadores tiveram o privilégio de assistir a 2 grandes golos: o primeiro, de livre directo, ao ângulo superior, apontado por Mathieu, o segundo, numa folha seca, de fora da área, marcado pelo inevitável Bruno Fernandes.

Ainda houve tempo para o concurso "Bola no Ferro", que consistiu em cantos marcados por Bruno Fernandes e remates alternados de William, com o pé e de cabeça. Aqui foi obtido o pleno: duas tentativas, dois disparos do (2º) capitão leonino aos ferros, um deles com a preciosa assistência de Cláudio Ramos, guardião tondelense. 

E assim terminou um jogo em que o Sporting venceu à bomba e a equipa de Tondela não realizou um único remate enquadrado à baliza de Rui Patrício.

 

Os nossos jogadores:

 

Rui Patrício - Esteve em campo, mas dada a inoperância dos tondelenses, o espírito andou longe dali. Deu para pensar onde passar as próximas férias, que presentes comprar no Natal ou em encomendar a série completa de "Orange is the new black" (Netflix), retirando ideias para futuras cores da sua camisola de jogo. Entretanto, naquele semi-anonimato que o jogo lhe proporcionou, quase não nos apercebemos que voltou a ser o capitão. 

Nota: Sol

 

Piccini - Compete com Gelson e Mathieu para protagonista da próxima sequela de "Velocidade furiosa" - versão a pé - , tal a rapidez com que se desloca, com ou sem bola. Com Iuri muito colado à linha, avançou frequentemente em diagonais criando desequilibrios na defesa adversária. Aos poucos, o "flecha" vai conquistando o coração dos adeptos.

Nota:

 

Coates - O uruguaio não deu quaisquer veleidades aos avançados do Tondela, fazendo jus à sua condição de Ministro da defesa do "governo" instalado em Alvalade. 

Nota:

 

Mathieu - A importância de ter jogadores como o gaulês é que quando os jogos estão fechados, as defesas adversárias cerradas, dá muito jeito ter jogadores de categoria extra que consigam individualmente encontrar soluções para os problemas que a equipa colectivamente mostra dificuldade em resolver.

Nota: Si

 

Coentrão - Muito contido, não fosse aparecer um espasmo aqui, uma mialgia ali, ficou na maior parte do tempo a assistir da Varanda. Algumas, poucas, iniciativas concluidas com cruzamentos rasteiros interceptados pela defesa tondelense.

Nota: Sol

 

William - Imperial! Num meio-campo central a 2, o Sir deslizou pelo terreno, sempre de forma esclarecida. Quando joga assim, transforma-se numa hidra, um monstro sempre com uma cabeça a mais a pensar o jogo e, simultaneamente, a destruir pela raiz qualquer pretensão ofensiva do adversário. Vencedor do concurso "Bola no Ferro" e o melhor em campo.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - Bruno, o influente, recebeu um passe de William, rodou e, de fora da área sem olhar para a baliza, disparou um míssil que só parou no fundo das redes de Cláudio Ramos. Assim, marcou o seu 6º golo em 9 jogos (melhor marcador) e participou no 13º golo da equipa (em 23), números que não deixam dúvidas a ninguém. Antes do jogo, recebeu os seguintes prémios do Sindicato de Jogadores do mês de Agosto: melhor jogador, melhor jogador jovem, melhor médio, melhor golo. Durante o jogo, Manuel Oliveira também lhe atribuiria o galardão do primeiro cartão da noite, o que arrancou sorrisos amarelos nas bancadas. Quase que aposto que será o primeiro da Liga a acumular 5 amarelos, "prémio" que lhe permitirá descansar em algum dos duelos importantes que teremos pela frente.

Nota:

 

Iuri Medeiros - Demasiado preso na ala, esteve na origem do primeiro golo quando se soltou, deambulou pelo centro do terreno e acabou carregado pelas costas, originando o livre que Mathieu transformou em golo.

Nota: Sol

 

Alan Ruiz - Mais uma exibição dentro da sua linha: lento na definição, preso de movimentos, pouco jogo colectivo. Tem de melhorar rapidamente pois, com o regresso de Podence, a manter este registo terá muito pouco espaço para jogar.

Nota: Mi

 

Acuña - O Muro geriu o tremendo esforço desenvolvido nas últimas semanas refugiando-se mais em tarefas defensivas. Na fase final do jogo, a sua imponência física veio ao de cima, dinamitando todos os que se encostavam. Quase marcava em mais uma bomba de fora-da-área.

Nota: Sol

 

Bas Dost - O holandês teve um jogo inglório. Correu e saltou muito entre os centrais adversários, mas não foi bem servido, nem teve qualquer oportunidade de golo. Pareceu ter sido subtilmente tocado perto do final do jogo quando tinha a baliza à mercê.

Nota: Sol

 

Battaglia - A sua entrada em campo coincidiu com o melhor períoda da equipa. Arrastou o jogo para o meio-campo adversário quando a equipa tondelense começava a subir no terreno e permitiu que Bruno Fernandes procurásse outros espaços, o que foi providencial na obtenção do segundo golo leonino. Continua a fazer jus ao seu epíteto de Exterminador Implacável.

Nota: Sol

 

Gelson - Dá sempre jeito ter uma mudança a mais quando as coisas ameaçam complicar-se. Com ele em campo, o Tondela perdeu qualquer ambição atacante, preocupando-se apenas com diferentes formas, legais ou não, de parar a velocidade e o talento do jovem prodígio leonino.

Nota: Sol

 

Bruno César - Desta vez entrou bem e ajudou a estabilizar a equipa. Teve alguns lances atacantes bem delineados, prometendo voltar ao seu melhor período do ano passado.

Nota: Sol

 

Tenor "Tudo ao molho...": William Carvalho

 

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Hoje giro eu - Quando se fala de Rankings

Depois de ler várias opiniões de benfiquistas, semanas a fio, suscitando o tema de o Benfica ser o 10º do ranking da UEFA e o Sporting ocupar apenas o 44º lugar, cheguei à seguinte conclusão:

 

1) o Benfica perdeu, em casa, com o 36º classificado do dito ranking;

2) o Sporting ganhou, fora, ao 27º colocado do mesmo ranking.

 

Assim sendo, a derrota do Benfica deve ser assumida como um escândalo (ó Rui Vitória!), a vitória do Sporting deve ser valorizada como um feito extraordinário. Ou então, os rankings não servem para nada, a não ser para mandar uns bitaites.

 

Estamos conversados?

 

Já agora, o AC Milan, 7 vezes vencedor da Champions League (com mais títulos, só o Real Madrid), é o 57º do ranking...

Hoje giro eu - Entrada de Leão

A melhor gestão que se pode fazer de uma equipa de futebol é entrar com tudo, marcar uma, duas, três vezes e depois descansar com bola.

Temos quatro jogadores com claro excesso de jogos/viagens. De entre eles, Gelson e Acuña serão os mais sacrificados, Coates e Bruno Fernandes não foram utilizados na jornada dupla das selecções. Desconheço o estado físico dos jogadores, mas tirar em simultâneo os dois alas parece-me demasiado arriscado. Pela sua morfologia, talvez Acuña possa resistir melhor à carga, mas fiel ao princípio enunciado no início deste Post, eu entraria com os dois e substituiria Gelson aos 45/60 minutos (e Acuña assim que possível). Bruno Fernandes, muito carregado, seria um dos dois jogadores que eu não faria alinhar como titular. Pô-lo-ia no banco e, caso houvesse necessidade, entraria no relvado. William e Battaglia podem tomar conta do meio-campo e daria a oportunidade a Iuri Medeiros de jogar solto por detrás de Bas Dost, tentando obter o tipo de desempenho com o açoriano que ainda não foi conseguido com Podence e, principalmente, Alan Ruiz. O outro jogador que pouparia seria Sebastian Coates. Jogador pesado e alto, tenho medo que os seus joelhos se ressintam de tanto jogo. Por outro lado, daria a oportunidade a André Pinto de ganhar a necessária rodagem, a fim de obter uma condição mais próxima da ideal para poder ser opção nos jogos difíceis que aí vêm,

Sábado, contra o Tondela, temos de dar tudo, desde o início, ser competentes em frente ao golo (desperdiçámos oportunidades "bárbaras" contra o Olympiacos) e, sobretudo, estar focados. Cada jogo deve ser visto como uma final, sem deslizes, distrações ou endeusamentos. O Olimpo já ficou para trás, agora é tempo de ter os pés bem assentes na terra.

Não podemos perder este "élan", este empolgamento, a relação de confiança que jogadores e equipa técnica têm sabido criar com sócios, adeptos e simpatizantes do clube. Eu sei que, dada a proliferação de jogos, a Vós jogadores vos começa a doer um bocadinho os músculos, mas ponham os olhos no exemplo dos atletas da Maratona: são mais de 42 km e ninguém pensa ou põe o foco na meta, mas sim no kilómetro seguinte que é preciso superar. No mundo da bola, o próximo Km chama-se Tondela!

 

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Hoje giro eu - Equipa da Jornada (5)

Esta é a minha equipa da 5ª jornada do campeonato nacional:

 

Charles (Marítimo)

Bebeto (Marítimo)

Abarhoun (Moreirense)

Vasco Fernandes (Vitória FC)

Alex Telles (FC Porto)

Fábio Pacheco (Marítimo)

Bruno Fernandes (SPORTING)

Miguel Cardoso (Tondela)

Ryan Gauld (Aves)

Rincon (Vitória SC)

Bas Dost (SPORTING)

Hoje giro eu - E esta, hein?

Aqui há alguns anos atrás, Fernando Pessa apresentou um conjunto de reportagens vintage - escola BBC - onde eram descritas variadíssimas situações bizarras ou insólitas que ocorriam na cidade de Lisboa e que terminava com a frase: "E esta, hein?".

Vem este arrazoado a propósito das previsões  dos "especialistas" do futebol português para o desempenho na Champions, condenando, ao melhor estilo manuel machadês, o Sporting à luta pela qualificação para a Liga Europa e dando favoritismo a Benfica e Porto para seguirem para a segunda fase da prova milionária.

Sabe-se lá por que sortilégio da fortuna, então não é que a realidade lhes pregou uma peça nesta primeira ronda , tendo o "underdog" Sporting vencido (e fora) e os super-híper favoritos Benfica e Porto perdido (em casa)?

Pode ser que isto fique por aqui, mas que deu gozo ver a cara dos gurus da bola depois destes acontecimentos, lá isso deu. Homenageando (e parafraseando) o grande Pessa, é caso para dizer: "E esta, hein?".  

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 Sentido obrigatório para a Segunda Fase da Champions?

 

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Olhe que não, olhe que não...

Tudo ao molho e Fé em Deus - A esmerada arte de perdoar

Bobby Robson quando treinou o Sporting queixou-se da falta de "killer instinct" da equipa de futebol do clube. Passados 23 anos verificamos que a realidade continua igual: tivemos 9 oportunidades claras de golo, concluidas com 3 golos, 3 bolas nos ferros e 3 perdidas na cara do guarda-redes grego; em contrapartida, o Olympiacos em três meias-oportunidades (no 1º golo, Pardo estava rodeado por 4/5 jogadores leoninos, o segundo golo é caricato, tal a desconcentração de Jonathan e Patricio) marcou 2 golos.  

Assim, uma importante vitória quase fica com sabor a derrota. Triste sina esta a de ficar a ver os jogos agarrado ao desfibrilhador. Não há coração de adepto que resista quando a equipa entra em modo Twilight Zone, subitamente parecendo estar noutra dimensão. 

O próprio Jesus - parabéns pela sobriedade, lucidez e assertividade na entrevista no final do jogo - mostrou genialidade na maneira como preparou cada pormenor do jogo, surpreendendo com os alas invertidos que proporcionaram mais jogo interior, e definindo bem a zona de pressão para roubo de bola e transição rápida, mas depois fartou-se de inventar em substituições ad-hoc (deixando Iuri e Podence na bancada) que quase iam destruindo a obra-prima que, certamente com esmero, dedicação e trabalho, criara, como se os impulsos sombrios de um Mr Hyde ameaçassem devorar o trabalho bem intencionado do cientista Dr Jekyll. Atenção a estes "pormenores". Como bem diz o Filipe Arede Nunes, os nossos jogadores - que também não estão isentos de culpa - não se devem desleixar, nem perder tão flagrantemente a intensidade, apesar de compreender que alguns têm uma acumulação já muito grande de jogos e  viagens em tão curto espaço de tempo.

De qualquer forma, não nos esqueçamos do essencial: foi uma noite de grande futebol (na 1ª parte) e jogadores e treinadores merecem o nosso elogio pela exibição de gala e, principalmente, pela vitória conseguida fora, o mais importante. 

A outra boa noticia da noite é que Ristovski - entrada em campo coincidente com os 2 golos encaixados - está destinado a uma grande carreira. Pelo menos a fazer fé no que ontem escreveu Nuno Pombo, no Record, comparando a fraquissima estreia de Renato Sanches pelo Swansea com os maus inícios de Zlatan Ibrahimovic, pelo AC Milan e Messi (!), pela selecção argentina. Já sobre a estreia do Zé das Nicas, protofenómeno da Praia do Vau, nem uma linha. Não se compreende...Convenhamos que é obra, tal o rebuscado da coisa, mas já agora aproveito o balanço para animar o macedónio, enquanto não encontro pormenores escabrosos da carreira de Garrincha, Pelé ou Di Stefano. SL

Hoje giro eu - Ranking GAP

Cumpridos 8 jogos neste início de época - 5 do Campeonato, 2 do "play-off" da Champions e 1 da Champions - o Sporting tem 21 golos marcados (média de 2,625 golos/jogo) e 6 golos sofridos (média de 0,75 golos/jogo), venceu 7 jogos e empatou 1. 

 

1. O líder do Ranking GAP passou a ser Bruno Fernandes, que destronou Bas Dost.

2. O líder das assistências continua a ser Marcus Acuña (5).

3. O jogador mais influente é Bruno Fernandes, que contribuiu para 12 dos 21 golos leoninos (57,1% dos golos).

4. Doumbia teve a maior subida no Ranking GAP (3 posições), ocupando agora o 5º posto da tabela.

5. Hoje pontuaram Acuña (assistência para o 1º golo), Doumbia (1º golo e assistência para o 2º golo), Bruno Fernandes (3º golo e participação importante no 2º golo com desvio de cabeça a deixar Doumbia e Gelson contra 1 defensor), Gelson (2º golo) e Coates (assistência para o 3º golo).

 

Aqui fica a tabela actualizada do Ranking GAP, que considera golos (G), assistências (A) e participações importantes nos golos (P):

 

  G A P
Bruno Fernandes 5 2 5
Gelson Martins 5 2 1
Bas Dost 5 0 2
Marcus Acuña 1 5 0
Doumbia 2 1 0
Sebastian Coates 1 1 1
Rodrigo Battaglia 1 0 2
Adrien Silva 1 0 0
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 0
Cristiano Piccini 0 0 1
Jeremy Mathieu 0 0 1

Hoje giro eu - O sol e as sombras de Bruno

Pronto, já sei que o presidente adjectiva quando se deve limitar a apresentar factos, que faz o António Sala parecer um suprasumo do humor, que tem tiradas de mau gosto - habitualmente de cariz escatológico -, que se esquece por vezes de que os donos do clube são os sócios, que tem tiques de ditador e blá, blá, blá...

Tudo isso é verdade, um facto incontornável, concordo em absoluto: é a pior face de um General preso no seu próprio labirinto (comunicacional). Mas, um homem é feito de várias facetas, tem pontos fortes e pontos fracos, e muitas vezes os nossos maiores defeitos estão perto de ser as nossas maiores virtudes (e vice-versa).

Inegávelmente, Bruno de Carvalho é um homem combativo, o que lhe tem valido algumas vitórias importantes e, aqui e ali, poucas derrotas. É por demais evidente que Bruno irá até às últimas consequências na sua luta contra o Conselho de Disciplina da Federação e o seu presidente, José Manuel Meirim, utilizando linguagem agressiva e não querendo saber das consequências dessa refrega que, no meu ponto-de-vista, são um "loose-loose situation": se perder essa batalha, o clube ficará fragilizado; se a ganhar, a imagem do presidente fica muito enfraquecida até por episódios semelhantes aos da sua última entrevista - será uma vitória à Pirro! Mas, BdC já deu mostras de que não cede perante quaisquer comentários, pelo que a insistência na critica, na esperança genuina e construtiva de que mude de atitude (segundo Abraham Lincoln, a única forma legitima de critica), apresentará resultados semelhantes a convencer uma população de esquimós a mudar-se para um clima tropical.

Take it or leave it!

A sua energia (e activismo) tem permitido que o clube se venha aproximando da onda verde criada por João Rocha no início dos anos 80: começou na história do valor das cláusulas de rescisão que muitos na altura comentaram com sarcasmo e hoje, depois do Barcelona ter perdido Neymar vemos por todo o mundo imitar (visionarismo?); continuou nos fundos e na luta pela verdade desportiva, pelo vídeo-árbitro, pela divulgação pública dos relatórios dos árbitros e dos Observadores - batalhas ganhas (transparência?); prosseguiu na implementação de um espirito corporativo, de solidariedade, de compromisso, de equipa, que se traduz numa pública e efectiva troca de apoio entre todas as modalidades e é algo que já não víamos neste clube há muitos anos (identidade?); finalmente, a gestão dos nossos activos desportivos, a melhor da nossa história (performance?).

O clube estava num colete de forças imposto por um conjunto de agentes, desportivos e não só (clubes adversários, empresários, bancos credores,...), e em péssima situação económico-financeira, não se via forma de dar a volta a isso. Hoje, nota-se um crescimento anual nas diversas modalidades, nos escalões de Formação, no número de sócios, nas assistências no estádio, na melhoria das condições da Academia e, last but not the least, "habemus" Pavilhão! As contas são melhores do que em mandatos anteriores - apesar do crescimento do volume de negócios com os mesmos problemas de dimensão do negócio que os outros grandes - mas há um melhor aproveitamento das pérolas da Formação, que ficam mais anos no clube (rendimento desportivo) e são vendidos por um valor mais elevado do que no passado e o clube voltou a ser respeitado, mesmo que a correlação de forças desequilibrada nos meios de comunicação social tente mostrar-nos o contrário.

Bruno de Carvalho nunca será consensual. Muitas vezes vamo-nos sentir tristes, por vezes até envergonhados com o que diz, a forma como comunica. Mas, é lutador, corajoso, audacioso, determinado e tem aumentado os níveis de exigência do clube para com quem o representa.

Quem duvida é sábio, quem acredita é feliz. Bruno acredita no seu projecto para o Sporting e está na sua cadeira de sonho. Que nos faça felizes!

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Ética - Isto só vídeo!!

A casa do futebol português continua a ser construida pelo telhado. Esta semana, ficámos a saber pela boca do ex-árbitro Pedro Henriques que o VAR não tem acesso às linhas de fora-de-jogo. Alegadamente, devido a problemas técnicos relacionados com a falibilidade dos actuais sistemas existentes no mercado, disse o próprio.

Não sendo o vídeo-árbitro autónomo numa das acções onde a sua visão mais pode influenciar o árbitro, acaba por ficar dependente das imagens da transmissão televisiva, creio.

Assim, ficamos sujeitos a apreciações feitas em cima de imagens aonde não aparecem em simultâneo as 2 linhas laterais (Benfica x Portimonense), não aparece a linha de fora-de-jogo (Benfica x Braga) ou ficam escondidos jogadores (Seferovic no Benfica x Braga).

Antes de descarregarmos a nossa bilis na realização televisiva da Btv, ou fazer juízo de intenção sobre a seriedade do realizador, deveríamos sim concentrarmo-nos no essencial: a Liga de Clubes, um dos reguladores do nosso futebol, permite que um canal de clube transmita jogos, em directo e em exclusivo, do campeonato nacional, algo inédito nos principais campeonatos por essa Europa fora. Obviamente, tal situação coloca suspeição em matéria de conflito de interesses e, por isso não é seguida por quem pensa o futebol pelas suas fundações (práticamente, o resto do Mundo). Nesta conformidade - e atendendo ao que Pedro Henriques agora suscitou de ausência de meios do vídeo-árbitro - todo este problema é exacerbado por haver um VAR. Já não se trata da probabilidade maior ou menor de serem retiradas imagens comprometedoras e do seu eventual impacto mediático, o que está aqui em causa são decisões que afectam o resultado de um jogo, pelas decisões que são tomadas no campo.

Sou (e serei) um defensor do VAR desde a primeira hora, mas há coisas no futebol português que carecem de compreensão. A FPF fez um esforço financeiro considerável (1 milhão de euros), a fim de dar os necessários passos para garantir a integridade das competições. O que tem feito a Liga para efectivamente regular? De que forma o tem partilhado com a opinião pública? Se os clubes não dão as necessárias condições, legislando no sentido da ausência de conflito de interesses, o que é que as pessoas lá ficam a fazer? Não se demitem? O salário é bom? Depois deixam-se expostos os Veríssimos desta vida, ficando sempre a porta aberta para que se discuta interminávelmente e tudo fique como dantes, no quartel de Abrantes.  

Eu já tinha avisado (http://sporting.blogs.sapo.pt/etica-o-video-arbitro-e-a-realizacao-3406126)...

 

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Hoje giro eu - A "ditadura das vitórias" contra a democracia ateniense

Tic-tac para o início do jogo mais importante do ano para o Sporting: o próximo (tem de ser assim até ao fim).

O palco será o estádio Karaiskakis (homenagem ao herói da Guerra da Independência travada pela Grécia contra o Império Otomano), situado no Pireu, Atenas. O adversário, o Olympiacos, o maior clube grego.

Com o início da Champions, vem aí uma excelente oportunidade de afirmação do Sporting. É muito importante começarmos a ganhar pelo que os níveis de concentração e ambição têm de ser máximos. 

Na antevisão de um duelo como este, queria chamar aqui a atenção para alguns pontos que, em meu entender, merecem algum preocupação e para outros que, para meu gáudio, são motivo reforçado de confiança no futuro desta equipa. Então, com a Vossa paciência, aqui vão:

 

Pontos Fracos

1. Depois de uns primeiros 4 jogos em que a nossa baliza ficou inviolável, sofremos golos (4) em cada um dos últimos 3 jogos: 1 em contra-ataque, 1 de fora da área, 1 numa rotação sobre o nosso defesa concluida com um remate cruzado na área e 1 numa "bola parada".

2. Quando Battaglia alinhou na posição "6", o Sporting apenas sofreu 1 golo (em contra-ataque). Sofremos 1 golo do Estoril quando Petrovic substituiu Adrien, recuando para "6", subindo Battaglia para "8"; O Feirense marcou-nos 2 golos com Battaglia a defesa direito e não no meio-campo. Será que o que nos agrada aos olhos, não nos enche necessáriamente a barriga? 

3. Desde que Naldo saiu, não temos um central especialmente forte na marcação. Esta lacuna torna-se mais gritante quando William ocupa a posição "6". Ao contrário de Fejsa ou Danilo Pereira, uns "bichos" no roubo de bola, William é um jogador mais cerebral, com excelente controlo, domínio de bola e passe vertical que catapulta a equipa para o ataque. A solução poderia passar por recuar Battaglia e fazer avançar William para "8". Estará isso nos planos de Jesus? Será André Pinto o jogador que nos falta, que impõe presença perante os avançados e permite ao outro central jogar na dobra?

4. Na lateral esquerda, com Fábio Coentrão lesionado, Jonathan parece curto. É um jogador lento para jogar numa ala e tem muitas dificuldades em ir à linha e centrar. Assim, não permite o desdobramento do nosso 4-3-3 (com William, Battaglia e Bruno Fernandes), num 3-5-2 (recuando William, os laterais subindo, o ala do lado da bola metendo para dentro, o ala oposto ao lado da bola juntando-se ao ponta-de-lança).

5. Piccini tem melhorado, mas na sua ausência deverá surgir Ristovski. Espero que Jesus não repita a experiência com Battaglia, não porque o argentino tenha comprometido naquela posição, mas devido a fazer falta no meio-campo. Existem algumas dúvidas sobre a sua qualidade, mas haverá melhor partida para lançar o macedónio do que contra um adversário que tem Alexandre, O Grande, no seu emblema?

6. Plano B (só com 2 médios centro) com Alan Ruiz não funciona.

 

Pontos Fortes:

1. Rui Patricio: o nosso guarda-redes está no ponto ideal de amadurecimento. É um líder no balneário e Jesus parece tê-lo escolhido para comandar as tropas no campo. Se bem que eu prefira um jogador de campo para capitão, Rui é um campeão europeu, tem personalidade e outras características capazes de gerar um mimetismo no resto da equipa.

2. Bruno Fernandes: o maiense entrou em Alvalade como um furacão, devastando as defesas adversárias com um manacial de truques há muito tempo não visto por estes lados. Finta, passe, recepção, contenção e, principalmente, capacidade de remate, forte e enquadrado, temperando bem os dotes de construtor de um Deco ou Rui Costa com a potência balística de um Maniche ou Carlos Manual. O jogador mais influente da equipa. Um jogador raro!

3. Battaglia: o argentino tomou de surpresa as bancadas de Alvalade. Desde Oceano que não havia um jogador tão electrizante e que cobrisse tanto terreno. Acresce que possui boa técnica de drible (não tanto de passe), o que é um "plus" face ao antigo jogador leonino. Vive um momento exuberante do ponto-de-vista físico e aguarda-se com expectativa a forma como se adequará à posição anteriormente ocupada por Adrien , afinal a sua por natureza, onde as suas cavalgadas com bola poderão ser marcantes.

4. Marcus Acuña: excelente contratação, o ex-jogador do Racing defende-ataca os 90 minutos. Um jogador de equipa que tem tudo para ser o Rei das Assistências, tal a sua qualidade de cruzamento. Pressiona o defesa direito adversário na saída de bola, contribuindo para que o Sporting ganhe a bola mais à frente. Alternativa para bater livres.

5. Bas Dost: o "flying dutchman", na terra ou no ar, é uma mais-valia para toda a equipa. Exímio marcador de golos, excelente profissional e um "gentleman", o holandês tem um espírito de equipa indesmentível, em cima do qual Jesus tem condições para criar uma equipa solidária.

6. Iuri, Doumbia e Podence: três jogadores que permitem transformar o Plano A de JJ. Penso que o treinador leonino deve dar mais oportunidades a Iuri, eventualmente testando-o no plano B, últimamente entregue a Alan Ruiz, jogando assim numa posição mais central, podendo trocar de posição com Gelson, o que também permitiria a este executar movimentos interiores que lhe potenciem mais golos. Doumbia poderá ser o Plano C, isto é, 2 pontas-de-lança em paralelo, tendo o marfinense uma outra capacidade de receber de costas e rodopiar sobre os defesas. Podence pode ser alternativa atrás de Dost ou a jogar nas alas, mas vejo-o mais, nesta fase da sua carreira, como um jogador de transições rápidas, ideal para lançar quando estamos na frente do marcador.

7. Gelson: apesar de por vezes parecer querer fazer tudo demasiado depressa, Gelson tem claramente uma velocidade a mais do que todos os outros. Uma nuance táctica, num sistema 4-4-2 - com Iuri, não Alan - poder-lhe-ia trazer maior exposição perante o golo, tornando-o ainda mais participativo (e menos previsível) na manobra ofensiva. Empatado com Dost, é o segundo jogador mais influente da equipa neste arranque de época, com presença em 7 golos da equipa.

8. Dinâmica da equipa: o desdobramento do 4-3-3 no 3-5-2 no Plano A de JJ parece estar a funcionar em pleno. Quando Battaglia, Adrien e Bruno Fernandes jogaram juntos, obtivemos duas "manitas" seguidas. Saiu Adrien, entrou William, não penso que a dinâmica se ressinta.

 

Assim, concluimos que a maior parte das incertezas ou fragilidades são atrás, havendo também alguma indefinição sobre qual será a melhor solução para o 4-4-2 (Podence e Alan não corresponderam totalmente). Num sistema 4-3-3, do meio-campo para a frente e em processo ofensivo não vejo debilidades, pelo contrário, vejo uma equipa com uma dinâmica muito difícil de parar., como o demonstra os 6 vitórias (e 1 empate) em 7 jogos.

 

Tic-tac, está quase na hora, SPOOOOOOOOOOOOOOOORTING !!!!!

Hoje giro eu - Battaglia do Pireu

Embalado por uma série vitoriosa que não é inédita - em 1990/91, com Marinho Peres ao leme, ganhámos os primeiros 11 jogos do campeonato - o Sporting ainda denota alguns problemas, tanto na sua organização defensiva como na ofensiva.

Atendendo ao historial clínico de Fábio Coentrão não parece haver uma alternativa credível. Jonathan Silva é esforçado, mas torna uma simples ida à linha de fundo para centrar num dos doze trabalhos de Hércules, tal a falta de velocidade que evidencia. Menos mal que, sendo o próximo jogo em terras gregas, a penitência lhe possa merecer alguma simpatia daquelas gentes.

No eixo da defesa, JJ optou por manter em Santa Maria da Feira um homem afectado pelo "jet lag" e outro adoentado. Entre as olheiras de Coates e o nariz e garganta irritados de Mathieu, André Pinto ficou no banco. Dada a má época realizada anteriormente por Tobias, se o ex-bracarense não cumpre os serviços mínimos ao ponto de não merecer a confiança de Jorge Jesus num jogo daqueles e com aquelas circunstâncias, então temos aqui um problema.

Finalmente, a insistência no actual Alan Ruiz ameaça comprometer o plano B do treinador leonino, isto é, a alteração do sistema de 3 médios centro (William, Battaglia, Bruno Fernandes), para 2 mais um "mezzapunta". O argentino, não só nos faz perder a batalha do meio-campo como não desequilibra na frente, demorando uma eternidade a definir os lances e não se movimentando o suficiente no sentido de baralhar as marcações adversárias e criar espeços aos seus colegas.

O jogo da próxima terça-feira em Atenas poderá marcar a estreia de Ristovski. Será o jovem macedónio, fiel ao legado do Grande Alexandre, capaz de comandar a ala direita do exército leonino até à tomada do Porto de Pireu?

Uma coisa é certa: contaremos com o nosso Zorba, Rodrigo Battaglia, que vive a vida na essência do que nos transmitia Jung: ama o futebol, é intenso, odeia as burocracias do centro do terreno, procura com espontaneidade galgar metros e traz a energia cósmica e a sorte que pareciam perdidas em Alvalade.

Assim, por volta das 21:30 desse dia, espero ver Battaglia dançar o Sirtaki. E que os gregos não partam um prato !

 

battaglia.jpg

 

Hoje giro eu - Ranking GAP

Cumpridas 5 jornadas do campeonato nacional e 2 jogos do "play-off" da Champions, o Sporting tem 6 vitórias e 1 empate, marcou 18 golos (média de 2,57 golos/jogo) e sofreu apenas 4 (média de 0,57 golos/jogo).

 

Nova liderança no Ranking GAP, com Bas Dost a subir à 1ª posição. De registar ainda a ascensão de Bruno Fernandes à 2ª posição e a entrada directa de Coates para o 6º lugar. O jogador mais influente continua a ser Bruno Fernandes, agora com participação em 10 dos 18 golos leoninos (55,6%), numa tabela onde já constam 12 jogadores. O líder das assistências continua a ser Acuña (4).

 

Aqui fica a tabela classificativa do Ranking GAP, que considera golos (G), assistências (A) e participação importante em jogada de golo (P):

 

    

  G A P
Bas Dost 5 0 2
Bruno Fernandes 4 2 4
Gelson Martins 4 2 1
Marcus Acuña 1 4 0
Rodrigo Battaglia 1 0 2
Sebastian Coates 1 0 1
Adrien Silva 1 0 0
Doumbia 1 0 0
Fábio Coentrão 0 1 2
Iuri Medeiros 0 1 0
Cristiano Piccini 0 0 1
Jeremy Mathieu 0 0 1

 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Bas Dost em discordância com o ponto de tangência

Feirense x Sporting 2-3

 

Em geometria descritiva, o ponto de tangência é o ponto único em que duas linhas (ou superfícies) se tocam. Por sua vez, à interrelação entre duas (ou mais) entidades geométricas, através da tangência, dá-se o nome de concordância. Vem isto a propósito do facto de, com a excepção de uns 10 minutos, ter parecido que as linhas por onde se cosia o jogo leonino praticamente tocavam as que Nuno Manta trazia como proposta, daí resultando uma quase permanente igualdade no marcador e o espectro de saírmos da "feira" só com um ponto. Assim, os rapazes de Santa Maria da Feira quase conseguiam levar a fogaça para a festa do empate. Os Fogaceiros, pela atitude e capacidade de dar a volta a um jogo em que a derrota parecia irremediável, talvez merececem um ponto. Em não concordância com a situação esteve o "flying dutchman", que começou por assistir de cabeça Coates, no lance do penalti, e acabou a finalizar ("dostar") da marca dos 11 metros, garantindo uma vitória à tangente.

Contra o treinador da moda em Portugal, que estendeu a manta o mais que pôde, a equipa leonina pareceu adormecida na primeira parte, por um lado literalmente, devido ao "jet lag" patenteado por alguns jogadores regressados na véspera de vôos atlânticos, por outro devido à alteração forçada motivada pela lesão de Piccini.

O jogador que entrou, Alan Ruiz, contrastou - com as suas chuteiras Louboutin - com uma equipa feirense para quem até ao pescoço era canela. Em conformidade, o argentino, arguto, apresentou-se de saltos altos, de forma a que a agressividade adversária não atingisse o seu umbigo.

Os dois golos consecutivos, obtidos na primeira metade da segunda-parte, fizeram o Sporting adormecer, o que foi aproveitado pela turma de Nuno Manta para se agigantar e chegar à paridade no resultado. Valeu o forcing final e o golo na última jogada da partida, num jogo em que o metro quadrado esteve caríssimo, tal a ocupação de espaço provocada pela boa organização do Feirense.

Não começa mal a época: uma hecatombe fez caír do "play-off" vários cabeças-de-série, o sorteio ditou a equipa mais fraca (Steaua), golo ao Setúbal no final do jogo, salvos pelo vídeo-árbitro contra o Estoril e, uff, golo em cima da hora em Santa Maria da Feira. Para não falar no timing de venda de Adrien (a melhor sorte, grande capitão) que o Leicester (sem a mesma arte ou sortilégio) já não conseguiu inscrever por (14) segundos.

Em conformidade, a equipa continua a "falar" dentro do campo e a "comunicar" bem com as redes adversárias. 

Em resumo, 5 jogos, 5 vitórias (um Penta), um "défice positivo" diria Rui Pedro Brás, homem que comenta finanças com a leveza e o conhecimento que eu emprego quando discurso sobre a actividade dos esquimós no Ártico e a sua necessidade de Vitamina C.

 

Análise dos jogadores, um-a-um:

 

Rui Patricio - Etebo testou a pontaria na primeira parte, mas Ruuuuuuuui estava lá. Insistiria na segunda parte e aí Rui não teve defesa possível. Pelo meio, batido por uma cabeçada certeira de João Silva. Despromovido a capitão, ele que é um General ainda preso no labirinto de ausência de títulos.

Nota: Sol

 

Piccini - Lesionou-se sozinho no pé esquerdo, o que não deixa de ser irónico para um jogador destro. Até aí, não estava a jogar bem nem mal, antes pelo contrário...

Nota:

 

Coates - Saiu da Portela praticamente para o jogo. Ainda em modo de vôo, cabeceou para defesa do guardião feirense. Na recarga, marcou com o pé direito. Nos últimos instantes ganhou o penalti que Bas Dost converteria na vitória leonina. Check-out com aclamação. Alternativa para melhor em campo, só não saiu em ombros porque deu demasiado espaço a Etebo no lance do momentâneo empate, mas bem mereceria pois as olheiras que ostentava denunciavam o cansaço que sentia.

Nota:

 

Mathieu - "Que mal fiz eu a Deus?" foi título de sucesso do cinema francês. Jesus disse que esteve febril e talvez isso justifique a péssima actuação do experiente central gaulês, a quem tudo correu desastrosamente. Há dias assim: começou por passar mal, numa saída de bola, provocando um lançamento lateral no enfiamento da grande-área leonina, aos 4 minutos. Ainda na primeira parte, voltou a tentar saír com bola e perdeu-a, isolando Edson Farias que se assustou perante Ruuuuuuui. Finalmente, falhou a intercepção no segundo golo feirense. Já mostrou a sua enorme qualidade, espera-se que um Melhoral resolva a questão.

Nota:

 

Jonathan - Alguns bons cruzamentos, naquele jeito azougado feito mais de vontade e garra do que de pulmão, que nos faz sempre esperar a entrada em campo do Dr. Varandas munido de uma máscara de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: Sol

 

William - Sir William está de volta, naquele seu estilo inconfundível. Curiosamente, nos instantes finais, abdicou da forma e mandou um pontapé para a molhada donde resultaria o penalti vitorioso. Simples, mas eficaz, o que não deslustra a realeza.

Nota: Sol

 

Battaglia - Premonitoriamente, com 1 minuto jogado, avançou pelo lado direito e tirou um belo cruzamento para a pequena área. Jesus deve ter gostado, porque quando Piccini se lesionou mandou-o para lateral direito. Cruzou com muito perigo para Dost em lance que resultaria no canto que proporcionou a abertura do marcador. Posteriormente, assistiu Iuri numa jogada que proporcionaria um livre directo na meia-lua da área feirense. Sempre combativo, a lutar por cada palmo de terreno que aliás transforma num latifúndio.

Nota:

 

Bruno Fernandes - 18 golos do Sporting, 10 com a sua influência (4 golos, 2 assistências, participação noutros 4). Hoje começou por assistir Coates para o primeiro da noite e marcou ele próprio logo de seguida. Seria o melhor em campo caso não lhe tivesse faltado agressividade no ataque à bola no primeiro golo do Feirense.

Nota:

 

Gelson - Menos inspirado, o rastafari leonino viria, ainda assim, a assistir Bruno Fernandes para o segundo golo leonino. Comprometido com a equipa, ajudou a proteger Battaglia, na defesa do flanco direito da nossa defesa, zona do terreno intransponível aos intentos feirenses.

Nota: Sol

 

Acuña - Eu bem dizia que Jesus não deveria chamar a atenção dos auxiliares, na sequência do jogo com o Estoril. Aos 13 minutos, tiraram-lhe uma jogada de golo promissora, isolado sobre a esquerda, por clara precipitação do fiscal-de-linha, quando tinha 3 (!!!) jogadores a pô-lo em campo. Lutador incansável, resistiu ao cansaço de uma viagem extenuante e dois jogos pela Argentina. Merecia o prémio daquele golo que, por ilusão de óptica, vi entrar na baliza dos fogaceiros.

Nota: Sol

 

Bas Dost - Parece que não anda por ali, mas no final do dia "dostou" uma vez mais e, como contra o Vitória sadino, de forma decisiva. Pelo meio, participou no segundo golo, arrastando inteligentemente a marcação do central feirense, movimento que permitiu a Bruno Fernandes aparecer isolado na cara do golo. Adicionalmente, o penalti sobre Coates começou numa assistência sua para o uruguaio.

Nota: Si

 

Alan Ruiz - Esteve em campo? Entrou e saiu, esta última a melhor coisa que nos aconteceu. Sem compromisso com a equipa, raramente tocou na bola ou arrastou marcações, apesar dos pedidos constantes de Jesus.

Nota: Dó menor (meteu dó)

 

Iuri Medeiros - Entrou tarde mas ainda se destacou por ter ganho um livre directo em posição frontal. Deveria ter sido ele a entrar em vez de Ruiz.

Nota: Fá 

 

Doumbia - Praticamente não tocou na bola.

Nota: -

 

Tenor "Tudo ao molho e Fé em Deus": Bas Dost

 

  

Sustentabilidade - R&C Sporting SAD 2016/17

1. A Sporting SAD apresentou um Resultado Liquido positivo (lucro depois de impostos) de 30.537M€, no exercício de 2016/17 (contas anuais de 1 de Julho de 2016 a 30 de Junho de 2017), pelo que os Capitais Próprios da Sociedade passaram a ser positivos no valor de 5,618M€.

 

2. A Sociedade apresentou o maior Volume de Negócios (Proveitos Operacionais+Proveitos com transacção de jogadores) e de Proveitos Operacionais (todas as rúbricas cresceram) da sua história, com valores de 172,998M€ e 80,001M€, respectivamente.

 

3. A Direcção presidida por Bruno de Carvalho pode orgulhar-se de ter apresentado os 3 melhores "scores" em termos de Proveitos Operacionais: 80,0M€ (16/17), 68,7M€ (15/16) e 58,3M€ (14/15).

 

4. Crescimento dos Proveitos Operacionais no último exercício: +16,4%.

 

5. Crescimento dos actuais Proveitos Operacionais face ao último exercício antes da entrada da Direcção presidida por Bruno de Carvalho (12/13): +150%

 

6. Gastos com Pessoal: 63,998M€, +32,2% face a 2015/16, 80% dos Proveitos Operacionais.

Nota: Este rácio parece demasiado elevado, embora consideravelmente mais baixo que o registado em 11/12 (104,42%) ou 12/13 (130%). Por outro lado, também registar que neste exercício os gastos com pessoal cresceram mais do que os proveitos operacionais, o que não é positivo. Existe uma nota no R&C que fala numa futura indexação, mas não estipula um limite.

 

7. As transferências de André Pinto, Piccini, Mattheus Oliveira, Battaglia, Bruno Fernandes e Doumbia já constam do Relatório e Contas, bem como a venda de Ruben Semedo. As aquisições de Salin, Ristovski (empréstimo), Coentrão (empréstimo), Acuña e Mathieu entrarão no exercício de 2017/18.

 

8. Sobre Doumbia, a novidade é que o Sporting comprou apenas 70% dos direitos desportivos e, além do valor de aquisição de 3,5M€, pagou ao jogador um prémio de assinatura de 3M€ (mais comissão de intermediação de 700 mil euros). Também da venda de Ruben Semedo há um encargo de 1,4M€ (10% Valor Transferência), mas não se percebe se é uma comissão ou parte do passe detido por terceiros. Embora mais à frente se diga que o Sporting detinha 100% do passe, este valor também não aparece discriminado nas Comissões.

 

9. O Passivo cresceu 61,6M€ (+24,7% face a 2015/16). Importa, no entanto, realçar que o passivo bancário decreceu 4,6M€. O crescimento do passivo deve-se à aquisição de jogadores (+25M€ no crescimento da rúbrica de Fornecedores correntes, pois os jogadores nunca são pagos a pronto), à cedência de créditos futuros sobre Direitos TV (+16,99M€, taxa média do Factoring de 3,25%), uma dívida de 10M€ à Sporting Comunicação&Plataformas, além do lançamento na rúbrica Passivo, do acréscimo de  ordenados e demais encargos com a equipa de futebol (que são efectivamente pagos após o fim do mês de reporte) e de outros rendimentos a reconhecer. Por outro lado, a Sporting SAD é ainda credora de 56,5M€, essencialmente de clubes, destacando-se o Inter (20 milhões), o Leicester (10 milhões) e o Villareal (8,5 milhões), devido aos acordos estabelecidos aquando das vendas de João Mário, Slimani e Ruben Semedo. Tudo considerado, a cedência de créditos futuros sobre as receitas da SportingTV (10 milhões, Sporting C&P) será a que não encontrará compensação directa no curto-prazo.

 

10. A conta à ordem retida para pagamento das VMOCs tem um valor a 30/6/2017 de 3,1M€ (já reforçada em +2M€ com o apuramento para a Champions, valor que entrará no R&C de 17/18).

 

11. Duas notas finais em termos qualitativos e de Responsabilidade Social: 13 jogadores provenientes das EAS foram incorporados neste exercício nas diversas equipas de Formação que jogam os campeonatos oficiais; 80% dos residentes na Academia Sporting, de Alcochete, tiveram aproveitamento escolar no ensino secundário.

 

12. De referir que, já após o fecho das contas, o Sporting viu ser reconhecido pelo Tribunal de Nyon o excesso de retenção de receitas UEFA, no âmbito do processo Doyen, o que resultou numa libertação de uma verba de 2,821M€.

 

13. Conclusão: Exercício globalmente positivo, com o senão do crescimento dos gastos com pessoal suplantar o dos proveitos ordinários (sem vendas de jogadores). O aumento do passivo parece justificado pelo que já expliquei no ponto 9.

Do ponto-de-vista da qualidade da informação, o Relatório é um nadinha menos detalhado do que é costume e continua a aparecer uma rúbrica de Passivo, de pagamento de intermediações e outros, apresentada como Outros Fornecedores de 8,6M€, valor que mereceria, na minha opinião, outro detalhe, mas ainda assim é um Relatório bastante analítico, acima da concorrência, e considero que constitui uma boa prática de gestão, pelo que será justo endereçar os meus parabéns a Carlos Vieira. 

Hoje giro eu - Zero à esquerda?

Com Fábio Coentrão ainda lesionado e Acuña - bela exibição e assistência para o único golo argentino, de Icardi - com um jogo intenso disputado esta madrugada (o segundo em cinco dias), em que teve de fazer todo o corredor, e uma longa viagem de regresso ainda pelo caminho, é provável que Jorge Jesus tenha de mexer em todo o flanco esquerdo da equipa e que nenhum dos habituais titulares vá a jogo em Santa Maria da Feira. Atendendo a estas condicionantes, o que faria o Leitor se estivesse no lugar do treinador leonino? Que jogadores colocaria de início?

Ética - Opinadores não regulam

A Regulação, no futebol e não só, deve estipular um conjunto de regras e de procedimentos que visam encorajar boas práticas de gestão (dos clubes), tais como respeito pela concorrência, ausência de conflito de interesses, transparência, fiscal e nas transacções, entre outras.

Nas entidades cotadas, além da Liga de Clubes e da FPF, existe a supervisão por parte da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM),  a quem cabe garantir o bom funcionamento do mercado de valores, donde se conclui haver 3 reguladores no futebol português.

Vem isto a propósito de um emergente conjunto de opinadores que defende que os reguladores (Liga e FPF são os habitualmente mencionados) já deveriam ter intervido para pôr fim aos actos "incendiários", alegadamente perpetrados por presidentes e directores de comunicação de clubes.

A Regulação não é essencialmente isso e custa-me a crer que opinadores como, por exemplo, Pedro Adão e Silva (ontem, no Record), mostrem desconhecê-lo e peçam celeridade na punição, no castigo destes agentes desportivos, que não encontra equilibrio, nem paralelo (pelo menos no supracitado artigo) na avaliação dos factos que os suscitam, que lhes estão na origem. Em primeiro lugar, há que observar se as boas práticas estão a ser cumpridas. Nesse sentido, é público que o Ministério Público (MP) está a investigar um conjunto de denúncias às quais o director de comunicação do FC Porto e o Porto Canal deram eco. Sobre isso, direi apenas que, a ser verdade o que ouvimos, independentemente da legalidade ou não dos actos praticados, do ponto-de-vista ético há uma sentença pública sobre o ocorrido, à semelhança do que aconteceu com o caso Apito Dourado, este mais centrado numa classe, aquele, alegadamente, com algumas "camadas de Bohr" a envolvê-lo. A ser verdade, repito! Não sendo, o ônus da responsabilidade recairá sobre quem trouxe para a ribalta este caso.

Neste compasso de espera pela Justiça, do meu ponto-de-vista, não deveria caber à Liga ou à FPF sobrepor-se, neste momento, às autoridades competentes, nomeadamente penalizando os denunciantes dos alegados actos que estão a ser agora analisados pelo MP. Não só não vivemos num Estado totalitário, como a liberdade de expressão e o direito à resistência estão consagrados na Constituição. 

Falando apenas da Regulação exercida por Liga e Federação, é urgente um Código de Ética e de Conduta do agente desportivo que puna exemplarmente o conflito de interesses e a promiscuidade que estão geralmente na base do tráfico de influência, e até, da corrupção. Querem exemplos? Um delegado da Liga deve corresponder-se sem limitações de qualquer espécie com um quadro dirigente de um clube? Árbitros e delegados devem manter relações em matéria do seu interesse profissional? Um ex-observador, que teve como missão avaliar árbitros, pode constituir-se como "pseudo-empresário" dos mesmos, movendo ou tentando mover influências a seu favor? Informações, de índole pessoal, relativas a pessoas e familias podem ser "traficadas" sem consequências, neste caso em clara violação da Constituição portuguesa? São apenas alguns exemplos suscitados pelos alegados emails, outros poder-se-iam apresentar aqui.

Havendo este Código, qualquer clube que o infringisse desceria de divisão e evitar-se-ia andar a  dirimir pelos Tribunais Cíveis. Isso é que seria atacar o problema, evitando à nascença situações passíveis de desvirtuar a integridade das competições e condicionando na fonte a possibilidade de qualquer clube tomar as rédeas do poder. Sim, porque também não podemos caír na ingenuidade de supôr (ou formular) que por detrás de uma denúncia não se possa esconder uma tentativa de açambarcamento do mesmo Poder.

A montante, adoptar a profilaxia, a jusante penalizar os incumpridores ou caluniadores, se for esse o caso. Perante tudo isto, "matar" o mensageiro, neste trâmite do processo, seria só um "fait-divers", como Pedro Adão e Silva bem deveria saber. 

Precisamos de regras, de procedimentos, de mais e melhor Regulação por parte de Liga e FPF e, com isso não dúvidem teremos um melhor futebol, sem ruído, e a Liga poderá vender melhor o seu produto aos patrocinadores. Os clubes terão muito a ganhar (mesmo quando perderem campeonatos) quando entenderem isto.

Ética - O negócio da bola e o amor à camisola

william-carvalho.jpg

 

Não é mais possível pedir a um futebolista para, em nome do amor ao clube que representa, abdicar de procurar melhores condições para a sua carreira. Hoje, o futebol é visto como um negócio, uma indústria - desde logo pela entidade patronal -, e os jogadores são uma mercadoria que se compra/venda, sob o título de "direitos económicos", o passe dos jogadores de futebol. 

No tempo em que a bola era um jogo, os jogadores criavam laços com o clube que representavam e era possível ver quase um plantel inteiro manter-se durante mais de uma década. Evidentemente, tal permitia criar uma identificação, uma identidade, uma rotina, um laço biunívoco entre jogadores e clube (e os seus adeptos), o "amor à camisola".

No entanto, amarrados à Lei da Opção, os jogadores não eram mercadoria, mas sim escravos dos seus clubes, uma mão-de-obra relativamente barata para a arte que produziam em campo. Em consequência, diversos craques do passado encararam dificuldades financeiras mal "penduraram as chuteiras", algo difícil de acontecer com os ídolos do presente, caso a cabeça acompanhe minimamente a arte que alardeiam nos pés.

Por tudo isto, mais do que pedir juras de amor eterno a um clube, o que devemos exigir é profissionalismo e compromisso, algo que vimos em todo o mundo Sporting durante este fim-de-semana, em que ficou bem patente o espirito de grupo (ou corporativo) entre as modalidades, com declarações cruzadas de apoio. Embora perceba o mote, não aceito lemas do tipo "zero ídolos", porque isso cai num paradoxo: o futebol é paixão, é emoção, é arte, e quem as transmite são os jogadores, sem eles não há assistência nas bancadas, não há jogo, nem espectáculo, nem negócio. 

Assim, em vez de ficarmos irados porque um determinado jogador mostrou vontade de abandonar o nosso clube, devemos, isso sim, exigir-lhe que dê tudo em campo enquanto nos representa, que ponha a cabeça no lugar, se focalize e entenda que este é o clube que lhe paga, por quem tem de suar a camisola e estar à altura das expectativas dos adeptos.

Tenho a certeza de que essa será a postura de William Carvalho, o nóvel capitão do ENORME Sporting Clube de Portugal. Independentemente do seu desejo natural de ir ganhar mais dinheiro - a sério, Sir, como poderias enquadrar o teu talento num "presunto ocidental" londrino? -, das promessas e pressões de empresários, esses sim a viver a 100% da "mercadoria", William saberá compreender o desígnio de representar uma grande instituição e, como pérola que é da nossa Formação, dar o rendimento desportivo que se espera dele.

Haveria melhor forma de ficar na história do clube do que, envergando a braçadeira de capitão, oferecer à nossa indefectível massa adepta o título de campeão nacional?

Will-I-am? You will!

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