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És a nossa Fé!

Eles disseram

“Os jogadores só têm que olhar para si. Conseguimos o objectivo, vencer. Se depois os outros ajudarem um bocadinho… melhor, é um dois em um.”

Jorge Jesus

 

"Isto é o Sporting, temos que ganhar todos os jogos"

Mathieu

 

in: Record, n.º 14026 de 17-09-2017

Porque hoje é quarta-feira (4)

1 - Quando aqui falei do grupo em que está o Sporting na Liga dos Campeões, disse que os jogadores teriam que ter uma de uma de duas atitudes:

"- Passarinhos - se assim for estamos... tramados;

- Passarões - respeitando o adversário mas com uma atitude positivamente arrogante, dominadora."

Pois ontem tiveram as duas.

Por afazeres profissionais não pude ver a primeira parte, aquela em que os jogadores foram «passarões», pelo que só vi a segunda, a dos «passarinhos».

Apeteceu dizer, desculpem o vernáculo: “Que m… é esta!?!?”

Felizmente estava 3 – 0 ao intervalo…

 

2 – Vi a segunda parte na «associação» da aldeia, a colectividade. Estava o Sporting a fazer o jogo mole que fez na segunda parte, sem, contudo, que do adversário viesse algum perigo. Até que entra um «pachuço» - uma ave de mau agoiro – e “rinhonhó-rinhonhó” bola na trave e… na jogada seguinte golo dos gregos.

Caraças, pá…

Pooossssa, "pachuço" d'um raio! - pensei eu.

E a ave de mau agoiro continua… “rinhonhó-rinhonhó” e… novo golo dos gregos. “E vão empatar” – continuava o “pachuço” - ave de mau agoiro que por certo teria saído do “Café” onde se assistia ao outro jogo.

Rai’s partam o homem...

Felizmente o árbitro terminou o jogo.

 

O Henrique, um amigo, que a meio da segunda parte, entusiasmado com o resultado, tinha ido a casa vestir a camisola do Sporting, ao assistir àquele final de jogo, “viu as coisas mal paradas” e ainda pensou que seria ela que estava a dar azar. Mas não, a camisola do Sporting nunca dá azar. Ganhámos!!!

 

P.S.: Doumbia é, indiscutivelmente, o avançado da Liga dos Campeões!

Vieira e o apito para a história

Ao ler o texto de Ricardo Roque sobre o falecimento da sócia n.º 4 do Sporting, Maria de Lourdes Borges de Castro, lembrei-me de uma outra referência do nosso clube, Jorge Vieira, que, durante muito tempo, foi o sócio n.º 1.

Jorge Vieira, sucessor de Francisco Stromp, capitão da seleção nacional nas Olimpíadas de Amesterdão de 1928 e figura maior do futebol nacional teve uma outra particularidade que muitos, por certo, desconhecerão: foi o primeiro árbitro internacional do futebol português.

 

«Jorge Vieira tornou-se, aos 23 anos, o primeiro árbitro internacional português, apitando em Bilbau, um jogo de desforra entre a Espanha e a Bélgica [10 de Outubro de 1921].

 

Estava nos hábitos do tempo (1921) haver jogadores de grande categoria - como Francisco Stromp, Cosme Damião, Ribeiro dos Reis e Cãndido de Oliveira - a arbitrar jogos, normalmente os mais difíceis.

Em Outubro de 1921, nas vésperas de um Espanha - Bélgica rodeado de grande expectativa, a União Espanhola solicita à União Portuguesa de Futebol a nomeação de um árbitro português.

Com apenas 23 anos de idade, o jogador do Sporting aceitou o convite, mesmo sabendo que era um jogo de desforra, pois em 1920, as duas disputaram o título olímpico, em Antuérpia. Venceu a Bélgica; a Espanha ficou em segundo lugar. Neste jogo foi ao contrário: venceu a Espanha. O ‘Diário de Notícias’ informa: “Nunca um match internacional de football despertou entre nós um interesse tão grande. A razão estava em ir arbitrar esse match um juiz português, tendo a Associação de Foot-Ball escolhido para desempenhar esse cargo Jorge Vieira, o magnífico back do SCP.

Um árbitro em ombros por ser... imparcial!

A escolha de Jorge Vieira levantou uma certa celeuma, havendo mesmo quem chegasse a aventar que Vieira não tinha competência. Os telegramas recebidos dizem que a vitória coube ao team espanhol por 2 goals contra 0, e acrescentam que vencedores e vencidos foram unânimes em reconhecer em Jorge Vieira competência e imparcialidade.”

‘O Século’, por seu lado, adianta: “O desafio de foot-ball entre a selecção belga que tomou parte nas Olimpíadas de Antuérpia, classificando-se em primeiro lugar e a espanhola, que se classificou em segundo, foi ganho pelos espanhóis por 2 goals a 0. O jogador português Jorge Vieira, que arbitrou o desafio, foi, no final levado em triunfo pela forma correcta e imparcial como se conduziu.»

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 34-35

 

Leitura complementar no jornal « i »

 

P.S.: Em 1984 ou 1985, tinha eu 12/13 anos, tive o prazer de, juntamente com o meu pai, tirar uma fotografia com Jorge Vieira, e uma outra com o eterno capitão Manuel Fernandes, num encontro do Núcleo de Sportinguistas de Coimbra que se realizou, creio eu, na Liga dos Combatentes – na rua da Sofia.

Era só um e chamava-se Peyroteo (4)

«Entrar com o pé direito, rapazes!...

 

Jogo no Estádio Alvalade contra equipa de alto valor, muito capaz de criar amargos de boca ao Sporting; o grupo adversário era tão bom como o nosso.

Na cabine, como habitualmente, muitas recomendações do treinador, dos técnicos da respectiva secção e, também, alguns conselhos, à meia voz, dados, gratuitamente, pelos “amigos” que (não se percebe como!) sempre conseguem entrar nas cabines, antes de começarem os jogos.

Aproxima-se a hora e alguém recomenda: -“Entrem com o pé direito, rapazes! Não esqueçam isto; pé direito!...”

A mim particularmente, também me fizeram a recomendação mas como até aquele momento sempre achei graça às superstições, pensei logo em fazer o contrário, mas nada disse.

Saímos da cabine e, junto à linha lateral, ouvia-se a mesma voz: “Entrem com o pé direito!...”

Eu, como pensara, disposto a brincar com o supersticioso, entrei no rectângulo com o pé esquerdo.

O desafio começou mal para o Sporting e para mim. Havia dez minutos de jogo e já perdíamos por 1-0. Eu não dava, na bola, um pontapé com jeito. Todos os sportinguistas desejavam o golo do empate e, possivelmente, outro a mais; porém, o avançado-centro nada conseguia.

O tempo ia passando até que a bola saiu pela linha lateral precisamente no sítio onde entráramos, e tal era o desejo de não perder tempo que fui fazer o lançamento da bola. Não sei porquê lembrei-me da recomendação… “entrar com o pé direito…” e da maroteira que fizera.

Quando o meu pé esquerdo ia a pisar o risco, num trocar rápido de passo, entrei com o pé direito!

Sabem o que aconteceu? Apenas isto: duas vezes a bola veio ao meu pé direito e foram dois golos seguidos!...

Resumo: O Sporting ganhou o desafio e eu – desde o lançamento da bola – fiz um bom jogo!

Não sei se a pessoa que, insistentemente, nos fez a recomendação, reparou no que fiz, mas certo é que nunca me falou nisso, talvez porque a superstição deixa de ter valor quando divulgada!»

 

Peyroteo, Fernando - Memórias de Peyroteo. 5ª ed. Lisboa : [s.n.], 1957 ( Lisboa : - Tip. Freitas Brito). pp. 303-304

Traduzindo...

Leio que o Leicester falhou o registo da "inscrição de Adrien Silva devido a um atraso de 14 segundos relativamente ao fecho da janela de transferências, à meia-noite de 31 de agosto. Recorde-se que os 'foxes' pediram à Premier League uma extensão de duas horas para fechar a contratação do médio do Sporting, uma vez que a mesma estaria dependente da venda de Danny Drinkwater para o Chelsea."

 

Ou seja, por causa do «Bebe-Água» Adrien não foi inscrito a tempo no Leicester.

Imperador e príncipe

Resumindo, no jogo de ontem tivemos o prazer de ver em campo:

 

Um Imperador

Cristiano Ronaldo

Quando se ultrapassa o Rei Pelé na lista dos jogadores com maior número de golos ao serviço das selecções, só se pode ser… Imperador.

Aquele primeiro golo faz lembrar um outro, também de um jogador que passou pelo Sporting: Manuel Negrete, no México ’86.

 

Um Príncipe

William Carvalho

A fama que vem de longe...

... como o Constantino, assim dizia a publicidade.

 

«Em 1942 disputou, obviamente pelo Sporting, os Campeonatos Nacionais de Juniores um jovem chamado... Mário Moniz Pereira. Quer no salto em altura quer no salto em comprimento surge, no Relatório (...) sem classificação, sabendo-se, contudo, que na altura pulara 1,60m, menos 15 cm que o vencedor, o seu colega de equipa João Durães. Mas, algum tempo depois, nos «Regionais» de seniores de Lisboa, Moniz Pereira surge já como terceiro classificado, no triplo com 12,38m - marca que, contudo, não lhe permitiria acesso aos Campeonatos de Séniores, cujo desfecho colectivo foi esmaltado de polémica, tendo o trunfo cabido ao Benfica.

Por exemplo, em “O Comércio do Porto”, sob o título “A vitória colectiva foi atribuída ao Benfica quando o Sporting foi o verdadeiro vencedor”, escreveu-se: “No triplo salto, Luís de Alcide foi vencedor com um salto irregular, como irregulares foram os mais dois saltos dos seus ensaios. O atleta do Benfica, ao concluir o primeiro pulo (hop), tocou o pé contrário no solo. Essa falta foi flagrante e para ela se chamou a atenção dos juizes. Estes, preocupados em ver se os atletas pisavam, não fizeram caso. E o resultado foi que o bracarense Carlos Oliveira, vencedor legal, se viu privado de uma vitória. E mais: o melhor salto de Alcide, sem irregularidade, foi de 12,84, o que lhe dava o terceiro lugar; e o Benfica perdia quatro pontos e o Sporting era vencedor na classificação geral.”

Para além dessa queixa, os directores do Sporting queixaram-se de outra: “Na final de 100m (ganha pelo sportinguista Fernando Lourenço) foi atribuído a Manuel Núncio o terceiro lugar, quando efectivamente, ele foi segundo, conforme se pode verificar pelas fotografias publicadas no jornal ‘O Comércio do Porto’ e também ‘Os Sports’. Bastava esta mudança de lugares para ganharmos os Campeonatos. Mais uma vez, como tantas, nos foi anexada uma taça que ganhámos regularmente no campo. Na classificação geral obtivemos o mesmo número de pontos que o Benfica (64), tendo-nos sido dado o segundo lugar por aquele ter conseguido nove títulos e nós apenas seis.”

Refira-se, enfim, que os campeões nacionais do Sporting foram Fernando Lourenço (nos 100m), Francisco Bastos (nos 400 e 800), António Pereira (nos 110m barreiras), Emídio Ruivo no lançamento do peso e do disco) - e ainda Alberto Afonso, João Jacinto, António Caladoe Francisco Bastos nos 4x400m.»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 132

Ainda sobre o sorteio de ontem

Cada uma das análises, e comentários, feitos neste espaço dizem muito daquilo que eu penso. Não vi grande apreensão pelo sorteio, vi sim uma oportunidade para o Sporting se afirmar na Europa.

Podemos não ser, e não somos, o clube que na UEFA tem uma história mais rica, mas somos seguramente o Clube que na UEFA tem uma história mais antiga.

Por isso, tendo presente as palavras de Francisco Stromp, os nossos jogadores, em cada um dos jogos a disputar, terão que ser uma de duas coisas, espero que a segunda:

 

- Passarinhos - se assim for estamos... tramados;

- Passarões - respeitando o adversário mas com uma atitude positivamente arrogante, dominadora. Pisar antes de ser pisado. (Que saudades do Beto Acosta!)

 

O Frederico disse que com a Juventus vamos defrontar uma defesa ao estilo de «feios, porcos e maus» e um ataque quadrado (ops, Cuadrado). Pois bem, respeitando-a, quero acreditar que vamos defrontar uma defesa geriátrica e um ataque que troca os pés.

Com o Barcelona, acredito que vamos defrontar uma equipa cheia de manias. Com todo o respeito por esta equipa, mas o seu futebol nunca me entusiasmou. Sim, é, ou foi, um bonito carrocel. Sim, tem grande jogadores. Sim, também é verdade, sempre foi muito protegida pelos árbitros. Resumindo, para mim é uma equipa de «maria-amélias».

Ponto!

 

Sim, também existe o Olimpiakos...

Jorge Jesus dixit

«Somos realistas. Ganhar a Champions é para quatro ou cinco

 

Pois bem, aqui fica o meu palpite para esses quatro ou cinco:

1 - Nós, Sporting, obviamente.

 

depois, a alguma distância...

2 - Real Madrid;

3 - Bayern Munique;

4 - Barcelona

 

e como ele disse «ou cinco»

5 - PSG.

 

Porém, como ele, por vezes, se embrulha com as palavras, talvez quisesse dizer:

Somos realistas. Ganhar a Champions é por quatro ou cinco, em todos os jogos.

Boloni tinha razão*...

O resultado em Alvalade, e o jogo menos conseguido do Sporting, colocou os romenos do Steaua, como diz o povo, emproados, chegando Alibec a afirmar no final da partida: "Este resultado serviu para calar quem fala mal do Steaua. O Sporting não é assim tão perigoso." Boloni, figura grande destes dois emblemas, sabiamente respondeu:

"Dou um recado à estrela. Alibec que jogue mais e fale menos. Não ande por aí de nariz empinado. Isso causa-me nervos. Também não percebo por que é que é tão apreciado na Roménia. Desculpem-me, mas habituei-me a ter padrões mais altos depois de jogar ao lado de Lacatus ou Majearu. O Sporting ainda é o favorito."

 

Sobre o jogo de ontem não gostei:

- da forma barata como os romenos chegaram ao golo;

- que o Acuña, como canhoto, marque os pontapés de canto no lado esquerdo do ataque do Sporting. Para mim, como leigo que sou, seria sempre alguém de pé direito.

- do cansaço de alguns jogadores, principalmente na defesa;

- da falta de uma atitude, positivamente, arrogante do Sporting que, de certa forma, o resultado esconde.

 

* Tiveram razão o Boloni, o Manel da Fonte meu vizinho e o Francisco Chaveiro Reis (que vaticinou uma diferença de quatro golos)

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