24 Abr 17
O grande pacificador
Luciano Amaral

A melhor coisa do dérbi foi ter obrigado o presidente do Benfica a sair da toca. Ele e o departamento de comunicação do clube bem andaram anos a construir a imagem do Grande Senhor e do Grande Estadista do futebol português. Mas um dia a sua verdadeira qualidade havia de se revelar. Caladinho até agora, decidiu abrir a boca e, como seria de esperar, saiu asneira. No dia em que um adepto do Sporting foi assassinado por um membro de uma claque do Benfica, Vieira atribuiu as culpas a Bruno de Carvalho: quem provoca, sofre as consequências. É a teoria Samaris, agora aplicada a uma vida humana: o que estava o abdómen do jogador do Moreirense a fazer no caminho do punho de Samaris? O que estava o florentino a fazer em frente do carro do benfiquista? Depois, Vieira lembrou-se de complementar o argumento perguntando o que estavam os sportinguistas a fazer às 3 da manhã ao pé do estádio da Luz. Não estariam certamente a fazer nada de recomendável, mas convém que nos entendamos: agora há zonas públicas às quais suas excelências proibem o acesso de não-benfiquistas? Parar na bomba de gasolina em frente ao estádio com um cachecol do Sporting é suficiente para levar com um carro em cima? Isto quando as provocações das claques benfiquistas ao pé do estádio do Sporting são uma constante. Nunca ninguém saiu de lá atropelado. Para terminar em beleza, lembrou-se de comparar Bruno de Carvalho a Vale e Azevedo, a pessoa que em Portugal melhor simboliza as trafulhices e os crimes no futebol. Sem dúvida muito bonito. Bruno de Carvalho respondeu na mesma moeda e, por uma vez, não pareceu desproporcionado.

Bruno de Carvalho contribuiu para o ambiente de agressividade que se vive no futebol português? Claro que contribuiu. Mas quem, dos três grandes, não contribuiu? O presidente do Benfica, por exemplo, enquanto se manteve calado, enxameou as televisões das personagens mais execráveis do comentário futebolístico, ainda por cima alimentadas por uma cartilha cujo conteúdo é uma constante incitação ao ódio, em especial ao Sporting. Finalmente, depois de tanto tempo escondido, mostrou quem verdadeiramente é. Num sábado de dérbi lamentável a quase todos os títulos, sobrou pelo menos isso.


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19 Abr 17
Clash of Structures
Luciano Amaral

Este épico confronto de estruturas está a ser lindo. Aos poucos, vai-se descobrindo que todos os esquemas e manigâncias de que sempre se falou são verdadeiros. A diferença está em que antigamente se insinuava e agora se prova, divulgando documentos. Cabe ao Sporting agarrar este magnífico momento de destruição mútua. Não se sabe quando voltará a haver uma oportunidade destas.


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07 Abr 17

O que o caso da "cartilha" de Janela nos dá é uma oportunidade para espreitar a célebre "estrutura" em acção. Já todos tínhamos percebido que os briefings existiam, não sabíamos era o formato. Já tínhamos percebido que existiam, mas faltavam as provas. É como os árbitros amigos e as equipas amigas, que se prestam a levar cabazadas: sabemos que existem, só faltam as provas. O que a cartilha revela é um clube doente (Rui Gomes da Silva e Pedro Guerra são apenas sintomas da doença). Doentiamente obcecado por vencer. A sua obsessão pela vitória fá-lo pensar que vale tudo. Para quê esta adopção dos métodos mais doentios da política? E a cartilha é apenas a ponta do icebergue. A "estrutura" do Benfica deveria perceber que isto é apenas um jogo (mesmo se maior do que a vida ou a morte, como dizia o outro). A graça não está em ganhar sempre. Está em competir para tentar ganhar e, depois, ganhar umas vezes e perder outras. A "estrutura" do Benfica deveria perceber isto, mas não dá ares de perceber. Vai ter de perceber de outra maneira.


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03 Abr 17

Segundo Jorge Jesus, muitos jogadores do Sporting "estavam fatigados". Sim, a sequência de jogos nas competições europeias tem sido frenética. Se a isso juntarmos os compromissos na Taça de Portugal e na Taça da Liga, é de dar cabo de qualquer um. Eis o Sporting desta época: um golo sofrido estupidamente, sempre, sempre, sempre, sempre da mesma maneira (a sério, ó Jesus, é que já chateia), momentos espectaculares, de que resultaram dois golitos, uma das partes a descansar e o coração do pobre sportinguista à espera do próximo chouriço ou da próxima bola cruzada para o meio da área, com a defesa e o guarda-redes a olharem, e o Arouca a empatar. Uma coisa é verdade: nunca falta emoção ao jogos do Sporting. Ainda havemos de estar a ganhar por 4-0 e o Feirense vir a empatar.

 

Diz que é difícil motivar para manter o terceiro lugar. Eu sugiro que se vão catar. É verdade que seria preciso muito para chegar ao primeiro lugar. Mas, para citar o Antigo Testamento, "shit happens". Enquanto for matematicamente possível, não se desiste. Até porque a matemática melhorou bastante nas últimas semanas. Shit happens, e se acontecer, convém estar pronto para aproveitar. Se no fim não der, não deu. Mas que não seja porque se decidiu adormecer a jogar contra não-sei-quem.


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27 Mar 17

O campeão nacional das queixinhas não pára. Haja paciência. Agora diz que vai deixar de ceder o estádio para jogos da selecção. Olha, menos uma razão para lá ir. Não boicotem é o Media Markt, que sempre dá jeito.


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06 Mar 17
Estremeções
Luciano Amaral

Bem, não é assim que os rivais vão estremecer. Bardamerda para quem?


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02 Mar 17
Vota B
Luciano Amaral

Depois de amanhã, voto Trump, quer dizer, Carvalho. Sobretudo por duas razões:

Uma: há muito que não era tão entusiamante ser-se do Sporting. Do fundo do poço de 2013 (culminar de uma longa decadência vinda de 2005) até ao pequeno milagre de 2014 e ao quase campeonato de 2016, fez-se um bom caminho. Depois de uns tropeções, a formação parece estar a endireitar-se. As modalidades mais importantes mantiveram-se a nível elevado, melhorando (futsal, andebol, atletismo...), ou ressuscitaram (hóquei, ciclismo...). O pavilhão vai abrir. As finanças saíram do estado de calamidade das últimas décadas. Falta juntar a isto um conjunto consistente de títulos. Depois do que foi feito até agora, acho que Bruno de Carvalho merece a oportunidade de outro mandato para os alcançar. A borrar esta pintura, aparece sobretudo o colapso do futebol nesta época. Sobre isto, direi mais qualquer coisa adiante.

A outra: o candidato alternativo. Podiam ter aparecido candidatos capazes de me convencer a votar neles. Em vez disso, apareceu este. Não sei bem o que dizer de uma pessoa que se revelou de uma inépcia extraordinária durante toda a campanha. Mas talvez valha a pena começar pelos tiques: o beto que julga que é bom só porque é beto, que monta um teatrinho lá em casa e ao qual os tios e as tias acham "o máximo, sei lá", que não se apercebe das figuras ridículas que faz ("dei uma sova ao seu amigo, pá!"). Continuando pela incompetência: durante este tempo todo, revelou-se incapaz de ser convincente sobre qualquer dossier (obras no estádio, fim do contrato de Jesus, novo treinador...). De repente, vi-me transportado ao pior do Sporting no passado: o amadorismo presunçoso, que faz tudo mal achando que está a fazer tudo bem, desse modo destruindo o património e a história do clube.

Dito isto, o novo mandato de Bruno de Carvalho deveria servir para corrigir os seus piores defeitos. Julgo que o principal desses defeitos é um ego pouco disciplinado. O ego é importante, mas se não for disciplinado pode ser pernicioso. Parece-me que o colpaso do futebol neste ano se deve em grande parte a isso. O seu ego, junto com o do teinador (de proporções semelhantes ou até maiores), deve tê-lo feito acreditar que este ano eram favas contadas. Daqui resultou um desleixo (seu e do treinador) na abordagem à época e aos jogos que foi trágica. É preciso mais método e mais atenção ao detalhe. Nesse sentido, a má época talvez até tenha servido de lição, revelando a Bruno de Carvalho (e a Jorge Jesus) que é preciso mais do que a vontade para triunfar. Se não serviu, então estamos mal: tudo o que de bom foi feito pode ruir de um momento para o outro. Por mim, dava já um pequeno conselho: que deixe de achar que o Sporting começou consigo (não se dizem coisas como "desde o Visconde que não se aumentava o património do clube" ou "o que era o Sporting antes de nós"?) - conselho que é aliás extensível ao treinador.

 


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19 Fev 17
Jesus vs.Jesus
Luciano Amaral

Ainda bem que ontem Jorge Jesus enfrentou o Jorge Jesus do Norte. Assim, para desenjoar, ganhámos à Tondela ou à Benfica, em vez de perdermos à Sporting, que é sempre muito bonito mas ainda mais deprimente.


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05 Fev 17
O guião
Luciano Amaral

Jorge Jesus já era assim no Benfica: um bocado irritante nas suas declarações, umas vezes para os adeptos adversários, outras para os adeptos do próprio clube. Ontem foi o segundo caso, quando se lembrou de dizer que João Palhinha não seguiu o "guião certo" e que, com jogadores da formação, se estava "dar um passo atrás para dar dois à frente". No entanto, chegados aqui, perguntamo-nos se não é o seu guião que está errado. Como bem nota aqui o Cherba e aqui o Bernardo Ribeiro transcrito pelo Álamo, o jogo de ontem foi mais um episódio do guião desta época nos encontros com os grandes: boa parte do jogo destruído por uma espécie de sonambulismo, golos de caracacá, controlo inútil da bola, incapacidade para marcar golos, ficar à mercê de decisões duvidosas (ou erradas) dos árbitros (e ontem até podemos ter sido beneficiados por uma, quando Zeegalar foi poupado à expulsão). Não pode ser só azar ou "culpa do Palhinha" ou "culpa do Casillas" ou "culpa do Jorge Sousa". Dá a impressão de que toda a gente já sabe como ganhar ao Sporting de Jorge Jesus: é tornar a sua posse de bola redundante e depois aproveitar o espaço enorme entre a defesa e o guarda-redes ou a aselhice a defender bolas paradas para meter umas lá dentro. Com ou sem Palhinha, com ou sem Casillas, contra o Porto, o Benfica ou o Real Madrid. Jorge Jesus gosta de dizer muitas vezes que certos jogadores ainda não aprenderam a jogar como ele quer. Talvez valha a pena perguntar se não é ele que tem de aprender a jogar de outra maneira.


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03 Fev 17
Crise providencial?
Luciano Amaral

Terá a crise que afastou o Sporting da Europa, da Taça de Portugal e da Taça da Liga sido providencial? Talvez. Por muito que gostemos de falar das arbitragens (infelizmente, de forma justificada imensas vezes), houve demasiadas culpas próprias no cartório: a incapacidade para segurar os jogos com o Real Madrid, a ineficácia contra o Borussia Dortmund, a incapacidade para ganhar ao Legia Varsóvia, os desastres de Vila do Conde, de Guimarães, de Chaves e as tremideiras sistemáticas contra todo o género de equipas (como o Feirense ou o Paços de Ferreira) provam-no.

 

Mas será que a semi-catástrofe em que esta época se tornou por causa de tudo isto pode vir a ter resultados positivos? Esperemos que sim. A crise terá mostrado a Bruno de Carvalho e a Jorge Jesus (dois indivíduos de ego bastante inchado) que os seus inegáveis talentos e a sua simples vontade não bastam. Depois de uma época de ajustamento que acabou no quase-campeonato, eles deviam achar que este ano o sucesso viria praticamente por si. Seguiu-se um certo desleixo profissional ou facilitismo, que redundou no camião de coxos que desembarcou em Alvalade. E também naquilo que parece ter sido a aproximação displicente a alguns jogos.

 

A crise terá servido para alguma coisa se Bruno de Carvalho e Jorge Jesus ficarem, como se diz agora, mais "smart". No caso do presidente, duas coisas vêm logo ao pensamento: controlar o desbragamento comunicacional e as atitudes intempestivas. O barulho teve o seu tempo há uns anos, quando o Sporting precisou de voltar a entrar na "corrida a três". Mas agora é preciso ser mais cirúrgico. No caso do treinador, vem ao pensamento a farronca que, quando os resultados não correspondem, é seguida por uma espécie de depressão e desleixo - a impressão que faz ver tantos jogos que parecem mal preparados... O presidente também não deve dar carta branca ao treinador para fazer tudo: lá está o camião de coxos. Se não deve ser ele a interferir na equipa técnica, deve haver uma equipa técnica (ou uma assessoria à equipa técnica) capaz de fazer escolhas mais criteriosas do que aquelas que o treinador mostrou ser capaz de fazer.

 

O tempo é de concentração e frieza, apelando às melhores qualidades dos dois líderes do Sporting. Espero que isso se comece a ver já no jogo com o Porto.


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29 Jan 17

Porque é que nunca estou descansado quando o Sporting de Jorge Jesus está a ganhar por 3-0? Talvez venha a descobrir no dia em que deixar de estar descansado pelo facto de o Sporting de Jorge Jesus estar a ganhar por 4-0.


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17 Jan 17
Pensar em grande
Luciano Amaral

Este ano lutamos para ficar em 7º.


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15 Jan 17

1) Não há como o lampião para ser ridículo: quando ganham com óbvio gamanço, são uns gandas machos e mandam os outros "jogar é à bola". Quando perdem ou empatam jogos, mesmo que as arbitragens não tenham qualquer influência no resultado, choram ao gamanço que nem madalenas. Graças a Deus não nasci lampião.

 

2) O Sporting apresenta um futebol preocupantemente ridículo. Já acreditei mais do que agora que, algures durante esta época, as coisas mudariam. Repare-se: empatámos e não andamos a queixar-nos dos árbitros.

 

3) Ridícula a relação de Jorge Jesus com Bas Dost. Bas Dost é a única coisa muito boa deste Sporting, juntamente com Gelson. Por isso, vai em primeiro no que lhe compete: é o melhor marcador do campeonato. Pudesse a equipa dizer o mesmo. Mandar o bitaite numa conferência de imprensa de que o Sporting não pode depender de Bas Dost é assim a modos que convidá-lo a não marcar golos. Como ele teve o desplante de marcar dois ontem, Jesus foi obrigado a impedi-lo fisicamente, tirando-o do campo (e mantendo André, que voltou a ter um falhanço ridículo, sozinho em frente ao guarda-redes). Quando precisou dele para tentar marcar o terceiro golo, já lá não estava. Ridículo.


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12 Jan 17
Mercado de inverno
Luciano Amaral

Eis um trabalho de scouting à consideração da equipa técnica de futebol do Benfica para possíveis contratações no mercado de Inverno (com o alto patrocínio do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol):

 

 

 


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11 Jan 17

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04 Jan 17
Eu não disse?
Luciano Amaral

Eu não disse? É que assim, aos poucos e poucos, nada disto vai fazendo sentido.

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Agenda única
Luciano Amaral

O ponto único da agenda de qualquer candidato à presidência do Sporting tem de ser o fim da impotência do clube tal como se manifestou no último dérbi. Não se trata de impotência desportiva, bem pelo contrário. Eu lembro-me do tempo da impotência desportiva. Por exemplo, o jogo da Luz de Fevereiro de 2014, aquele da lã de vidro: vínhamos do 7º lugar no ano anterior, tínhamos uma equipa de remendos, montada pelo Leonardo Jardim e jogávamos um joguito competente. Chegámos à Luz e não vimos a "chincha". O Benfica era, sem dúvida, a melhor equipa do campeonato à altura. De então para cá não voltou a acontecer nada de semelhante: de então para cá, ganhámos três dérbis, empatámos dois e perdemos dois, e em nenhum fomos inferiores - fomos aliás, em geral, superiores. Portanto, a impotência de que falo é institucional: é aquela que nos diz que o Sporting não podia ganhar essa partida, algo demonstrado pelo magnífico jogo de mãos de Pizzi; é aquela que nos diz que qualquer coisa iria acontecer se, acaso, o Sporting ainda empatasse. O Benfica é o novo Porto, não há dúvida. Talvez ainda em pior, por causa do nacional-lampionismo, que tudo branqueia. Mas então só é possível regressar a um mínimo de paridade nas hipóteses de vitória acabando com isso. Bruno de Carvalho tem feito muito barulho para poucos resultados práticos, como o dérbi mostrou e como vamos vendo todas as semanas.  Dir-se-á que é difícil fazer melhor. Pois é. Mas tem de haver uma maneira de lá chegar, apanhando-os desprevenidos. Os rebeldes também conseguiram, com muito menos meios, destruir a Estrela da Morte, acertando no seu ponto nevrálgico. Todos os esforços devem estar para aí direccionados. Deveria ser o ponto único da agenda presidencial.

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23 Dez 16

Lá terminou da melhor maneira possível o ciclo terrível iniciado em Varsóvia: cinco jogos difíceis em mais ou menos duas semanas. Até ontem, correu quase tudo mal. Sim, já sei: o Jorge Sousa, mais os dois penáltis contra o Braga e um contra o Belenenses... Mas continuo a achar que todo este ciclo foi muito mal gerido: sempre com os mesmos jogadores, entrou-se a poupar em Varsóvia para se acabar arrasado no Restelo. Ah, não havia outros. Pois não. Então não foi só este ciclo a ser mal gerido, foi todo o início da época. Não interessa. Agora já passou. Agora há tempo para concentrar nas competições nacionais, sem distracções e com um calendário razoável. Dá para pôr a equipa a jogar aquilo que já mostrou saber jogar e, passo a passo, chegar lá acima. Mas para isso é preciso muita frieza, abandonando os delírios a que o nosso treinador e o nosso presidente, por excelentes que sejam, por vezes se entregam.


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19 Dez 16
Era de prever
Luciano Amaral

Quatro jogos decisivos (uns mais do que outros) separados entre si por três-quatro dias e apenas com os mesmos 13 ou 14 jogadores tinha que dar nisto: a 90% em Varsóvia, a 80% na Luz, a 70% em Setúbal e a 60% hoje. Junte-se a isto os inacreditáveis fracassos de Vila do Conde e de Guimarães e temos a história de uma época. Para o ano pede-se profissionalismo no planeamento da temporada, s.f.f.


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13 Dez 16
"Reforços"
Luciano Amaral

É verdade que o Benfica é uma equipa doutro campeonato, uma espécie de campeonato paralelo onde se pode jogar à bola com a mão, não há penáltis contra e existem imensas equipas amigas que gostam de ver uns rapazes de vermelho a passear com a bola nos pés (e nas mãos também). Mas há mais qualquer coisa que tem que ver connosco e que os jogos da semana passada revelaram.

 

Repare-se: para todos os efeitos, o Sporting jogou com menos dois dias de intervalo do que o Benfica (o dia do jogo propriamente dito mais uma viagem à noite que terminou só na madrugada do dia seguinte, inutilizando este também para descanso ou treino). Mesmo assim e mesmo descontando os números circenses de Pizzi & Cª, devidamente abrilhantados pelo árbitro, o Sporting merecia ter saído do estádio da Luz com outro resultado: pelo menos o empate. Ora, eu pergunto-me o que não teria sido se os nossos jogadores tivessem chegado ao jogo mais frescos. Não é seguro que ganhássemos, mas a avaliar pelo que se viu, as probabilidades eram muito maiores.

 

Se os nossos jogadores não chegaram mais frescos ao jogo foi porque não há alternativas que permitam uma rotação eficaz de alguns deles. O jogo em Varsóvia era para ter sido jogado com uma mistura de titulares e de segundas linhas à espera de um lugar na equipa A. Em vez disso, foi jogado maioritariamente por titulares, com um ou outro reforço, sob indicação expressa do treinador de que era para jogar "a 90%". Resultado, jogámos a 90% em Varsóvia e a 90% ou menos na Luz (porque apesar de tudo jogar a 90% também cansa) e perdemos das duas vezes contra equipas perfeitamente ao alcance.

 

Isto só acontece porque a equipa técnica e a direcção arranjaram um amontoado de coxos que não dão qualquer garantia (Elias, Markovic, Alan Ruiz, André, Petrovic...). E assim é preciso pôr sempre os mesmos a jogar e eles não não chegam para todas. Isto dá mesmo que pensar, quando nos lembramos que andaram a ser espalhados de empréstimo por aí jogadores da formação que, de certeza, pior não fariam: Mané, Podence, Iuri, Palhinha, Gauld... Lembra o ano de 2013, quando fomos salvos de uma vergonha ainda maior a partir do instante em que o Jesualdo se lembrou de empandeirar os cromos que tinham custado milhões e pôs os miúdos da equipa B a jogar. Agora pergunto: com o Setúbal temos de jogar outra vez com os mesmos, já que a seguir vem o Braga? Ora aqui está aquilo a que se deve chamar uma época mal planeada.


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11 Dez 16
Telegrama de Natal
Luciano Amaral

Agora é ganhar o campeonato a estes palhaços, que só sabem ganhar assim.

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23 Nov 16
Ochienchia y sete
Luciano Amaral

Alguém me explica porque é que sofremos sempre o mesmo tipo de golos? Um clássico é: alguém centra para a área, salta de lá um tipo qualquer que nem sequer precisa de ser muito alto e a bola vai dentro. Ontem, foi aos oitenta e sete minutos, como em Madrid tinha sido aos 93. Noutros jogos foi noutras alturas, mas sempre da mesma maneira.


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22 Nov 16
Slow down
Luciano Amaral

Não percebo muito bem esta coisa de que temos que ganhar ao Real Madrid, como já tínhamos que ganhar ao Borussia Dortmund, se não somos um fracasso e a época é um desastre. Julgo até que esse espírito está na origem de uma parte grande dos problemas desta época. Apostar as fichas em passar num grupo com Real Madrid e Borussia Dortmund é, no mínimo, lírico. Talvez irresponsável fosse até uma palavra melhor. Apostar as fichas em ganhar um jogo ao Real Madrid ou ao Borussia Dortmund não me parece grande estratégia. Porquê? São equipas de outra dimensão. Podes (como diz o nosso treinador) fazer o jogo da tua vida e mesmo assim não ganhar. Não é nada a que estejamos habituados. Por exemplo, não é como jogar com Porto ou Benfica. Com esses, fazes um bom jogo e ganhas. O mesmo já não se passa com equipas como as que nos calharam em sorte no grupo. Isso viu-se perfeitamente no jogo com o Real: um jogão e, no fim, embrulha uma derrota. O Modric, o James, o Benzema, o Kroos e o Ronaldo arranjam lá uma coisa qualquer e marcam. Mas também se viu nos jogos com o Dortmund: bastou o Aubameyang acelerar um bocadinho à frente do Rúben Semedo e lá voltámos com zero pontos. O pior disto tudo é a consequência interna, i.e. perder também por cá, como se viu nos jogos a seguir. Lá está a irresponsabilidade. Posso estar a ver mal as coisas, mas parece-me que Jesus apostou muitas fichas na Champions. O que significa que preparou mal a equipa para o campeonato, pelo menos nesta fase inicial.

 

Dito isto, não quer dizer que não se ganhe ao Real Madrid. Mas isso não passa por ir jogar "olhos nos olhos". Passa por ratice. Como o Legia de Varsóvia, que lhes sacou um empate. Não jogou "olhos nos olhos". Jogou "olhos no queixo" e foi assim que lá lhes meteu três. Foi também assim que o Porto ganhou ao Bayern Munique há dois anos nas Antas. O Jesus tinha obrigação de saber montar uma equipa com este espírito.

 

Se não ganharmos, não percebo qual é o drama: estamos onde sempre toda a gente imaginou que iríamos estar, em 3º lugar num dos grupos mais difíceis. Drama é estarmos como estamos no campeonato.


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16 Nov 16
Spitting image 3
Luciano Amaral

Nunca vi os benfiquistas tão excitados a defender outro clube; minto: também estiveram excitados a defender o Porto, depois do jogo em Alvalade no início desta época, em que o Sporting ganhou com dois golos "marcados com a mão". Parecem daquelas escarretas pegajosas. E ainda dizem que nós é que só pensamos neles.


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Spitting image 2
Luciano Amaral

Não percebo as críticas ao presidente do Sporting: mesmo que tenha cuspido, muito pior seria ter dado um pontapé no cuspo ao presidente do Arouca.


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Spitting image 1
Luciano Amaral

A mim parece-me que esta história da cuspidela só se resolve com um mannequin challenge. É pôr a federação a trabalhar nisso.


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30 Out 16

A verdade é que já está toda a gente farta destas crises recorrentes do Sporting, que aparecem sabe-se lá porquê e vindas sabe-se lá de onde. Ainda mais fartos estão os adeptos que continuam a conseguir encher estádios mesmo com a carreira medíocre das últimas décadas. Não é de certeza por eles que as crises aparecem. O treinador e os jogadores estão com a neura? Estão deprimidos? Então é melhor tratarem-se. Quando passar, avisem.


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28 Out 16
Cardiologia
Luciano Amaral

Parece que o João Lobo Antunes não era apenas um excelente neurologista mas também um excelente cardiologista. Vi o jogo de hoje com a frase dele na cabeça, aquela que o Filipe Moura aqui pôs: "o Sporting só me dá alegrias; quando ganha é uma alegria, quando perde é um hábito". De facto, o coração sossega imenso quando se olha para os jogos assim. Só é pena que isso corresponda à irrelevância do Sporting.


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23 Out 16
Piadas
Luciano Amaral

Confesso que começo a não achar muita graça à piada de ir buscar as velharias do Benfica. Uma vez teve mesmo graça (Jesus), e vamos a ver se terá graça até ao fim. Agora, o Carlos Carneiro do andebol, mais o Nélson Évora e a Telma Monteiro, que ficassem por lá para sempre. Portanto, tratem de arranjar uma piada melhor. Olha, por exemplo, comecem a ganhar os jogos da bola.


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19 Out 16

Esta fase de grupos arrisca-se a ficar como a das vitórias morais: "pusemos o Real em sentido", "pusemos o Dortmund 15 minutos a jogar para trás". Pois, eu queria era ver-nos a nós a jogar para trás com um golo de avanço - e houve oportunidade para isso em Madrid. O spin dos últimos dias ficou perfeitamente comprovado: o Dortmund com nove lesionados é super acessível. Pois, pois: quantos dos nossos jogadores teriam entrada directa na equipa do Dortmund? Dois, na melhor das hipóteses, três? Aquele Aubameyang (uma espécie de Usain bolt com bola: viste-o, Semedo?) está ao nível do ponta-de-lança do Chaves, de que agora não me lembra o nome, e o Mario Götze nem sequer chega aos calcanhares daquele criativo do Paços de Ferreira, como é que ele se chama...? Exacto, o Minhoca. O problema é que bater o pé ao Real Madrid e ao Borussia Dortmund é muito bonito mas traz mazelas. Por isso, o que eu quero ver é como vão estar as perninhas no jogo contra o Tondela. Oremos.


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18 Out 16
Grandezas e misérias
Luciano Amaral

Tem muita graça o spin dos últimos dias segundo o qual o Sporting tem a obrigação de ganhar ao Borussia Dortmund, porque o Borussia Dortmund tem nove lesionados. Mas estamos a brincar ou quê? Dos nove lesionados nem todos entram normalmente a titulares e muitos dos principais titulares não estão lesionados. Arrisco-me a dizer que quase todos os jogadores que vão jogar logo pelo Dortmund tinham entrada directa no onze inicial do Sporting.

 

É fácil de perceber o que se passa: perante as suas campanhas europeias até agora miseráveis, interessa a Benfica e Porto lançar esta cortina de fumo. Ninguém nos jornais se lembrou de nos dizer, por exemplo, que também o Bruges tem metade dos titulares lesionados. Se o Sporting tem a obrigação de ganhar ao Dortmund, o que tem o Porto face ao Bruges? O Sporting fez até agora o que lhe era exigível: vender cara a derrota em Madrid e ganhar ao clube mais fraco do grupo. Pudessem dizer o mesmo Benfica (que levou uma cabazada do 5º classificado italiano e não conseguiu ganhar em casa àquela equipa turca de caranguejolas) e Porto (que não conseguiu ganhar em casa ao colosso dinamarquês e perdeu com uma equipa que se anda a especializar em levar cabazadas em Inglaterra). Dá-lhes muito jeito concentrar o fracasso da jornada europeia numa eventual derrota do Sporting, mas a verdade é que fracasso autêntico seriam eventuais resultados menos bons contra equipas como o Dínamo de Kiev ou o Bruges.

 

Quanto ao Sporting-Dortmund, por muita que seja a conversa dos últimos dias, é um jogo em que o favorito continua a ser o Dortmund. O Sporting tem a obrigação de fazer um bom jogo. Já o Benfica e o Porto têm a obrigação de ganhar.


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15 Out 16
Houve Taça
Luciano Amaral

Benfica, esse tomba-gigantes, com golo heróico já no final do prolongamento: 1º Dezembro 1 - Benfica 2.


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06 Out 16

Esta capa d'A Bola, que o Francisco apresenta abaixo, diz tudo e mais alguma coisa. Por um lado, o aspecto norte-coreano daquilo (a propósito, quando é que temos a assunção explícita da parte d'A Bola de que passou a ser um órgão para-oficial do Benfica?). Por outro, como o Francisco notou, a contradição entre a mensagem do presidente e a do vice-presidente. Ainda por outro, a revelação da estratégia de comunicação do Benfica: mandar para a arena uma série de peões de brega enquanto o presidente assume a pose de grande estadista.

 

Toda a gente sabe quem são os peões de brega: Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, André Ventura, João Gobern (enfim, são os que conheço). O papel dos peões de brega, pelo menos desde que Jorge Jesus foi para o Sporting, é simples: arrotar diariamente alarvidades, calúnias e teorias da conspiração nos diversos canais de televisão sobre o Sporting, mantendo a aparência de serem "apenas" comentadores simpatizantes do Benfica. Isto enquanto, por cima, paira o presidente, em estilo de grande senhor. Mas a verdade é que já se percebeu que eles não são "apenas" comentadores simpatizantes. São comentadores orgânicos, obviamente "briefados", repetindo ad nauseam os mesmos argumentos dia após dia. Isto revela uma clara "politização" do Benfica, no sentido de partido político: as pessoas que o representam nestes programas actuam a partir de uma mensagem centralizada, como fazem os partidos.

 

É evidente que a chuva de alarvidades merece resposta. O que já não tenho a certeza é se a resposta que o Sporting tem dado é a melhor: mensagens desgarradas em canais oficiais (o director de comunicação, o facebook...) com longas tiradas semi-insultuosas (ou completamente insultuosas) contra pessoas do Benfica, mensagens meio conspirativas do presidente e pouco mais. Claro que há um problema com os nossos representantes nesses programas: são mais individualistas, mais plurais (precisamente, mais parecidos com o Sporting) e não quererão fazer o papel de embrulho que fazem os outros - basta pensar nos pares em causa: Rui Gomes da Silva-Rogério Alves, Pedro Guerra-José de Pina; André Ventura-Paulo Andrade, João Gobern-Rui Oliveira e Costa. Mas se calhar podia-se fazer mais alguma coisa para ter resposta pronta e, sobretudo, para jogar na antecipação. Até agora, o padrão é: um daqueles "comentadores" lança uma aleivosia qualquer, Sporting reage pelo director de comunicação; outro "comentador" vem com outra aleivosia, Sporting reage no facebook; outro ainda vem com mais uma aleivosia, presidente do Sporting reage. Acho que não pode ser assim.


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02 Out 16
Freakish weekend
Luciano Amaral

O Sporting estava a ganhar ao Guimarães por 3-0 a 20 minutos do fim e deixou-se empatar; o Benfica deu 4 a uma equipa vestida de azul claro em vez de levar 4; o Porto ganhou; o Bayern Munique empatou com o Colónia; o Borussia Dortmund perdeu 2-0 com o Bayer Leverkusen; o Manchester United empatou com o Stoke City; o Real Madrid empatou com o Eibar; o Manchester City perdeu 2-0 com o Tottenham; o Barcelona perdeu 4-3 com o Celta de Vigo e esteve a perder por 3-0.

 

Pronto, foi um fim-de-semana para a maluquice. Para a semana volta tudo ao normal.

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Um padrão
Luciano Amaral

1-3 contra o Rio Ave, os dois golos do Estoril em Alvalade e hoje esta marmelada (e talvez se pudesse juntar o final do jogo de Madrid, cuja única desculpa é ter sido contra quem foi). Parece-me que temos um padrão: quando passam do on para o off não sabem o que fazer. Não me apetece elaborar muito, mas julgo que há aqui mãozinha do treinador (ou falta dela).


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22 Set 16

Estes andam há quatro jornadas a falar de árbitros: "Quando nos sentimos injustiçados, não nos podemos calar". Para quem andou 30 anos armado aos números viris, acusando de choramingas qualquer pessoa que fizesse a mais pequena queixa da arbitragem, não deixa de ter piada. Ó grandes machos do Porto, para quem, a sul de Coimbra, é tudo um bando de paneleiros, onde estão vocês?


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19 Set 16
Lição da semana
Luciano Amaral

A lição da semana é: a jornada europeia começa na jornada da Liga que antecede o jogo da Champions e só termina na jornada da Liga que segue ao jogo da Champions. E não vale a pena vir com histórias de mudança de "chipe". Não serve de nada ir jogar a Madrid como se fôssemos o Barcelona para depois vir jogar com o Rio Ave como se fôssemos o Feirense. Talvez a lição devesse já estar estudada para a próxima jornada europeia, que começa na sexta-feira: Estoril-Legia-Guimarães. Está bem que o Legia não é o Real, mas cada uma destas equipa é suficientemente chata para não poderem existir distracções.


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18 Set 16
"Mudar o chipe"
Luciano Amaral

Convém mesmo aprender a "mudar o chipe", senão a coisa não vai correr bem.


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14 Set 16
Cair no Real
Luciano Amaral

Caímos no Real. Será o maior teste à inteligência do nosso treinador até hoje. Habituado a jogar "por cima" ou de igual para igual (mesmo na Europa, onde ainda não calhou coisa do género), o Sporting de Jesus é sobranceiro (justificadamente, em geral). Hoje não pode ser. Basta pensar nos duelos-tipo: João Pereira (ou Schelotto) vs. Cristiano Ronaldo; Bruno César vs. Bale; Coates e Semedo vs. Benzema ou Morata. Não é coisa para tranquilizar ninguém. Lembro-me de uma eliminatória do Benfica de Jesus com o Barcelona há uns anos, em que o Benfica jogou "à grande". O Barcelona, com a equipa Z, chamou-lhes um figo. Jesus era outro nessa altura. Terá entretanto aprendido a moderar os seus ímpetos napoleónicos. E no último ano no Benfica também pareceu que tinha aprendido a montar equipas "de contenção" e não apenas de "rolo compressor". Logo se vê.


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30 Ago 16
Admirável mundo novo
Luciano Amaral

Teorias da conspiração.jpg

 É espantosa a quantidade de teorias da conspiração que circulam por aí sobre o Sporting e a arbitragem. Mais espantosa ainda é a altura em que aparecem: passaram três jornadas apenas e dois jogos "controversos" (Benfica-Setúbal e Sporting-Porto), nos quais todos os clubes envolvidos (Benfica, Setúbal, Sporting e Porto) têm razões de queixa. Ou seja, houve erros de arbitragem, mas distribuídos com a mesma incompetente imparcialidade. Volto a perguntar: nós é que somos os calimeros? Nós é que somos os maluquinhos?


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