18 Ago 17

Há três anos, percebemos em Guimarães que Marco Silva não ia ganhar o campeonato (e que já lhe tinham enfiado uns patins), quando sofremos uma copiosa derrota por 3-0. Há dois anos, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar o campeonato, quando Bryan Ruiz falhou o primeiro dos seus dois históricos golos de baliza aberta. O ano passado, percebemos em Guimarães que Jesus não ia ganhar nada, depois daquele empate assombroso. Este ano também cheira a decisivo.


comentar ver comentários (5)
14 Ago 17

É um escândalo: o Sporting foi beneficiado com um penálti que era mesmo penálti. Meu Deus, para onde vai o futebol português?


comentar ver comentários (7)
04 Jul 17

Perante o caso dos mails, o benfiquismo tem reagido sobretudo de duas maneiras:

1) Aquilo não é nada. Quem assim responde são os "cartilheiros" ou, então, são os crédulos (nos cartilheiros) em estado de negação. Note-se que mesmo o caso do bruxo Nhaga, que é usado pelo cartilheirismo para desvalorizar as revelações tripeiras, é bastante sério: se eu fosse accionista da Benfica SAD (cruzes credo!) não gostaria nada de ver usada aquela quantidade de dinheiro em bruxaria. Não sou advogado, mas pergunto-me se não se tratará mesmo de um caso de gestão danosa. Isto assumindo que estamos a falar realmente de bruxaria e não de linguagem cifrada para outro assunto qualquer.

2) O que o Benfica faz todos fazem, seguido de um choro copioso sobre o "estado a que chegou o futebol português". Estes não são cartilheiros e são forçados a admitir que há ali gato (ou galinha). Também têm graça: até o Porto ter começado com as suas revelações, viviam encantados com o estado do futebol português. Afinal, aí estava o Benfica como há muito não se via. Os outros eram queixinhas, que "jogassem à bola". Antigamente, era tudo uma roubalheira do Porto. Agora, já "são todos iguais". É evidente que esta lamentação genérica significa uma coisa muito simples: deixar tudo como está. O problema pode ser genérico (não sei se é e, sendo, de que maneira se distribuirá pelos vários clubes), mas neste momento os indícios apontam só para um lado. Não precisamos de carpideiras sobre o estado do futebol português. Precisamos é de esclarecer isto bem esclarecido.


comentar ver comentários (1)
22 Jun 17

Aquele pessoal do Porto Canal arranjou uma série bastante jeitosa: mete sexo, espionagem, chantagem, muito dinheiro, corrupção... Tudo com um grande sentido dramático: a cada semana a coisa vai melhorando e ficamos sempre ansiosos pelo próximo episódio.


comentar ver comentários (7)
16 Jun 17
Doente terminal
Luciano Amaral

Como já aqui disse a propósito da "cartilha", o que as diversas revelações a seu respeito vêm fazendo é demonstrar como o Benfica é um clube doente. A doença do Benfica chama-se obsessão de ganhar por quaisquer meios, mesmo os ilegítimos. Como também já disse, o confronto de estruturas em curso apenas revelou aquilo que todos sabíamos mas faltava provar. Como se percebe melhor agora que o árbitro não tenha visto penálti na jogada seguinte e que, mais incrível ainda, o Conselho de Arbitragem da FPF, depois de visionadas as imagens, continuasse a não ver:

Estamos, portanto, perante uma excelente oportunidade para os dois grandes monumentos do falseamento desportivo em Portugal (SLB e FCP) se destruírem mutuamente. Nesse sentido, não gostei que a nossa comunicação viesse logo pedir o anulamento dos campeonatos do Benfica, ainda a procissão vai no adro. Sempre a nossa comunicação... Parece um departamento em alta voltagem, em que cada pessoa excita mais a seguinte (o célebre mata-e-esfola). O momento não é para andar a fazer chavasco. É para fazer jus à fama predatória do leão: observar bem e, depois, abocanhar na altura certa.


comentar ver comentários (23)
01 Jun 17

comentar ver comentários (4)
27 Mai 17

comentar
17 Mai 17
Dislike
Luciano Amaral

Sobre a comunicação através do facebook do presidente Bruno de Carvalho sobre o fim da comunicação do presidente Bruno de Carvalho através do facebook:

1) Acho bem.

2) Inacreditável, o ataque aos adeptos. Talvez Bruno de Carvalho, Jorge Jesus e os vários atletas, técnicos e dirigentes devessem perceber uma coisa: o que faz do Sporting ainda um grande clube nacional não são eles. Nos últimos 40 anos, eles (os actuais e os passados) pouco têm contribuído para essa grandeza. São os adeptos que continuam a garantir-lhe esse estatuto. Bruno de Carvalho deve a sua relevância social enquanto presidente do Sporting aos adeptos que, apesar do currículo medíocre do clube nos últimos anos, continuam a apoiá-lo (ao clube). Não são os dirigentes, os técnicos e os atletas que dão aos adeptos a sensação de que são de um clube grande. São os adeptos que dão essa sensação aos dirigentes, técnicos e atletas.

3) Inacreditável, o ataque às modalidades. As modalidades são o melhor que o Sporting tem conseguido manter: o andebol, o sobrevivente da razia de Santana Lopes, com muitas dificuldades foi-se aguentando como a segunda melhor equipa nacional; o futsal é o melhor nacional. E por aí fora, com outras modalidades de menor impacto. O futebol é que é o reino da incompetência.

4) Espero que tenha sido um último desabafo e que agora, em vez de atirar aos adeptos, se dedique à gestão competente. Se as coisas não correram bem no futebol, a culpa não é dos adeptos nem dos atletas das modalidades. É dos gestores do futebol: o presidente e o treinador. Ainda bem que o facebook se calou. A ver se dá para trabalhar com mais eficiência agora.


comentar ver comentários (14)
10 Mai 17

Jorge Jesus, ao colo dos seus êxitos benfiquistas, chegou ao Sporting com aquele ar de quem vinha explicar aos bárbaros como se ganha: a "cultura de campeão que eu trouxe", o "Ferrari que montei no outro lado", "o Sporting está muito atrasado", etc. Sempre me fez impressão que imensos sportinguistas engolissem esta conversa: é como aqueles cães vadios que, à força de levarem tanto pontapé, já têm medo de toda a gente e acabam acoitados junto do primeiro sem-abrigo que lhes faz uma festa e os protege. Se isto é mau no sportinguista comum, pior é no presidente. E o presidente passou os últimos dois anos deslumbrado, com o "Jorge" na boca: o "Jorge" está apaixonado pelo Sporting, a "cultura de exigência do Jorge", o "Jorge" isto, o "Jorge" aquilo. O ano passado até pareceu que estava a correr bem.

Este ano é que foi pior. O Sporting do Jorge falhou em todos os momentos decisivos. Em todos, não em alguns:

1) Admitamos que o Real Madrid é uma super-equipa (que é) e que estar a ganhar 1-0 próximo dos 90 minutos não é suficiente para garantir a vitória. A derrota por 2-1 foi o primeiro momento decisivo falhado, embora explicável, para sermos simpáticos.

2) Menos explicável é a barracada da derrota por 3-1 com o Rio Ave: o segundo momento decisivo, logo a seguir à desilusão de Madrid. Ou a barracada dos 3-3 em Guimarães, pouco depois.

3) Admitamos também que era difícil sacar um empate ao Dortmund, mas como explicar a incapacidade para, pelo menos, empatar com o Legia? Outro momento decisivo, pelo qual não continuámos na Liga Europa.

4) Depois, foi o falhanço na Luz. Decisivo.

5) Depois, com o Braga em Alvalade. Decisivo.

6) Com o Chaves, para a Taça. Decisivo.

7) Com o Setúbal, para a Taça da Liga. Decisivo.

8) Com o Porto, nas Antas. Decisivo.

E quando havia o vislumbre de chegar ao segundo lugar, mais uma derrota decisiva e especialmente humilhante em casa com o Belenenses, num estádio cheio de famílias à espera de uma grande festa.

O Sporting do Jorge podia ter falhado algumas destas coisas. Mas todas, sem excepção? Repare-se que isto acontecia ao mesmo tempo que o Sporting do Jorge ia apresentando um futebol deprimente, que toda a gente via. Toda a gente, menos o Jorge, a avaliar pelas conferências de imprensa.

Dito isto, acho que o Jorge Jesus deve continuar a ser o treinador do Sporting. Sempre fui contra saídas precoces de bons treinadores, como Leonardo Jardim ou Marco Silva. O mesmo acontece com Jesus. E provavelmente até se terão criado condições para tudo correr melhor: o Jorge com a crista mais baixinha, o Sporting menos deslumbrado. Com uma relação mais igual entre si, um pode potenciar o outro. É preciso é chegar lá.


comentar ver comentários (4)
09 Mai 17

comentar ver comentários (26)
08 Mai 17
De propósito
Luciano Amaral

Castaignos faz de propósito para falhar golos.

Jesus faz de propósito para que o Sporting não jogue nada.

Bruno de Carvalho faz de propósito para que os sportinguistas passem a vida a levar enxertos de pancada.

Se não é verdade, pelo menos parece.

Entretanto, vá lá que o 4º lugar já está garantido - sempre temos acesso directo à Liga Europa. Antes isso, do que ir fazer figuras tristes para a Champions, que se nota mais.

Quando quiserem montar qualquer coisinha de jeito, apitem.

Tags:

comentar ver comentários (10)
24 Abr 17
O grande pacificador
Luciano Amaral

A melhor coisa do dérbi foi ter obrigado o presidente do Benfica a sair da toca. Ele e o departamento de comunicação do clube bem andaram anos a construir a imagem do Grande Senhor e do Grande Estadista do futebol português. Mas um dia a sua verdadeira qualidade havia de se revelar. Caladinho até agora, decidiu abrir a boca e, como seria de esperar, saiu asneira. No dia em que um adepto do Sporting foi assassinado por um membro de uma claque do Benfica, Vieira atribuiu as culpas a Bruno de Carvalho: quem provoca, sofre as consequências. É a teoria Samaris, agora aplicada a uma vida humana: o que estava o abdómen do jogador do Moreirense a fazer no caminho do punho de Samaris? O que estava o florentino a fazer em frente do carro do benfiquista? Depois, Vieira lembrou-se de complementar o argumento perguntando o que estavam os sportinguistas a fazer às 3 da manhã ao pé do estádio da Luz. Não estariam certamente a fazer nada de recomendável, mas convém que nos entendamos: agora há zonas públicas às quais suas excelências proibem o acesso de não-benfiquistas? Parar na bomba de gasolina em frente ao estádio com um cachecol do Sporting é suficiente para levar com um carro em cima? Isto quando as provocações das claques benfiquistas ao pé do estádio do Sporting são uma constante. Nunca ninguém saiu de lá atropelado. Para terminar em beleza, lembrou-se de comparar Bruno de Carvalho a Vale e Azevedo, a pessoa que em Portugal melhor simboliza as trafulhices e os crimes no futebol. Sem dúvida muito bonito. Bruno de Carvalho respondeu na mesma moeda e, por uma vez, não pareceu desproporcionado.

Bruno de Carvalho contribuiu para o ambiente de agressividade que se vive no futebol português? Claro que contribuiu. Mas quem, dos três grandes, não contribuiu? O presidente do Benfica, por exemplo, enquanto se manteve calado, enxameou as televisões das personagens mais execráveis do comentário futebolístico, ainda por cima alimentadas por uma cartilha cujo conteúdo é uma constante incitação ao ódio, em especial ao Sporting. Finalmente, depois de tanto tempo escondido, mostrou quem verdadeiramente é. Num sábado de dérbi lamentável a quase todos os títulos, sobrou pelo menos isso.


comentar ver comentários (4)
19 Abr 17
Clash of Structures
Luciano Amaral

Este épico confronto de estruturas está a ser lindo. Aos poucos, vai-se descobrindo que todos os esquemas e manigâncias de que sempre se falou são verdadeiros. A diferença está em que antigamente se insinuava e agora se prova, divulgando documentos. Cabe ao Sporting agarrar este magnífico momento de destruição mútua. Não se sabe quando voltará a haver uma oportunidade destas.


comentar ver comentários (2)
07 Abr 17

O que o caso da "cartilha" de Janela nos dá é uma oportunidade para espreitar a célebre "estrutura" em acção. Já todos tínhamos percebido que os briefings existiam, não sabíamos era o formato. Já tínhamos percebido que existiam, mas faltavam as provas. É como os árbitros amigos e as equipas amigas, que se prestam a levar cabazadas: sabemos que existem, só faltam as provas. O que a cartilha revela é um clube doente (Rui Gomes da Silva e Pedro Guerra são apenas sintomas da doença). Doentiamente obcecado por vencer. A sua obsessão pela vitória fá-lo pensar que vale tudo. Para quê esta adopção dos métodos mais doentios da política? E a cartilha é apenas a ponta do icebergue. A "estrutura" do Benfica deveria perceber que isto é apenas um jogo (mesmo se maior do que a vida ou a morte, como dizia o outro). A graça não está em ganhar sempre. Está em competir para tentar ganhar e, depois, ganhar umas vezes e perder outras. A "estrutura" do Benfica deveria perceber isto, mas não dá ares de perceber. Vai ter de perceber de outra maneira.


comentar ver comentários (1)
03 Abr 17

Segundo Jorge Jesus, muitos jogadores do Sporting "estavam fatigados". Sim, a sequência de jogos nas competições europeias tem sido frenética. Se a isso juntarmos os compromissos na Taça de Portugal e na Taça da Liga, é de dar cabo de qualquer um. Eis o Sporting desta época: um golo sofrido estupidamente, sempre, sempre, sempre, sempre da mesma maneira (a sério, ó Jesus, é que já chateia), momentos espectaculares, de que resultaram dois golitos, uma das partes a descansar e o coração do pobre sportinguista à espera do próximo chouriço ou da próxima bola cruzada para o meio da área, com a defesa e o guarda-redes a olharem, e o Arouca a empatar. Uma coisa é verdade: nunca falta emoção ao jogos do Sporting. Ainda havemos de estar a ganhar por 4-0 e o Feirense vir a empatar.

 

Diz que é difícil motivar para manter o terceiro lugar. Eu sugiro que se vão catar. É verdade que seria preciso muito para chegar ao primeiro lugar. Mas, para citar o Antigo Testamento, "shit happens". Enquanto for matematicamente possível, não se desiste. Até porque a matemática melhorou bastante nas últimas semanas. Shit happens, e se acontecer, convém estar pronto para aproveitar. Se no fim não der, não deu. Mas que não seja porque se decidiu adormecer a jogar contra não-sei-quem.


comentar ver comentários (2)
27 Mar 17

O campeão nacional das queixinhas não pára. Haja paciência. Agora diz que vai deixar de ceder o estádio para jogos da selecção. Olha, menos uma razão para lá ir. Não boicotem é o Media Markt, que sempre dá jeito.


comentar ver comentários (22)
06 Mar 17
Estremeções
Luciano Amaral

Bem, não é assim que os rivais vão estremecer. Bardamerda para quem?


comentar ver comentários (7)
02 Mar 17
Vota B
Luciano Amaral

Depois de amanhã, voto Trump, quer dizer, Carvalho. Sobretudo por duas razões:

Uma: há muito que não era tão entusiamante ser-se do Sporting. Do fundo do poço de 2013 (culminar de uma longa decadência vinda de 2005) até ao pequeno milagre de 2014 e ao quase campeonato de 2016, fez-se um bom caminho. Depois de uns tropeções, a formação parece estar a endireitar-se. As modalidades mais importantes mantiveram-se a nível elevado, melhorando (futsal, andebol, atletismo...), ou ressuscitaram (hóquei, ciclismo...). O pavilhão vai abrir. As finanças saíram do estado de calamidade das últimas décadas. Falta juntar a isto um conjunto consistente de títulos. Depois do que foi feito até agora, acho que Bruno de Carvalho merece a oportunidade de outro mandato para os alcançar. A borrar esta pintura, aparece sobretudo o colapso do futebol nesta época. Sobre isto, direi mais qualquer coisa adiante.

A outra: o candidato alternativo. Podiam ter aparecido candidatos capazes de me convencer a votar neles. Em vez disso, apareceu este. Não sei bem o que dizer de uma pessoa que se revelou de uma inépcia extraordinária durante toda a campanha. Mas talvez valha a pena começar pelos tiques: o beto que julga que é bom só porque é beto, que monta um teatrinho lá em casa e ao qual os tios e as tias acham "o máximo, sei lá", que não se apercebe das figuras ridículas que faz ("dei uma sova ao seu amigo, pá!"). Continuando pela incompetência: durante este tempo todo, revelou-se incapaz de ser convincente sobre qualquer dossier (obras no estádio, fim do contrato de Jesus, novo treinador...). De repente, vi-me transportado ao pior do Sporting no passado: o amadorismo presunçoso, que faz tudo mal achando que está a fazer tudo bem, desse modo destruindo o património e a história do clube.

Dito isto, o novo mandato de Bruno de Carvalho deveria servir para corrigir os seus piores defeitos. Julgo que o principal desses defeitos é um ego pouco disciplinado. O ego é importante, mas se não for disciplinado pode ser pernicioso. Parece-me que o colpaso do futebol neste ano se deve em grande parte a isso. O seu ego, junto com o do teinador (de proporções semelhantes ou até maiores), deve tê-lo feito acreditar que este ano eram favas contadas. Daqui resultou um desleixo (seu e do treinador) na abordagem à época e aos jogos que foi trágica. É preciso mais método e mais atenção ao detalhe. Nesse sentido, a má época talvez até tenha servido de lição, revelando a Bruno de Carvalho (e a Jorge Jesus) que é preciso mais do que a vontade para triunfar. Se não serviu, então estamos mal: tudo o que de bom foi feito pode ruir de um momento para o outro. Por mim, dava já um pequeno conselho: que deixe de achar que o Sporting começou consigo (não se dizem coisas como "desde o Visconde que não se aumentava o património do clube" ou "o que era o Sporting antes de nós"?) - conselho que é aliás extensível ao treinador.

 


comentar ver comentários (5)
19 Fev 17
Jesus vs.Jesus
Luciano Amaral

Ainda bem que ontem Jorge Jesus enfrentou o Jorge Jesus do Norte. Assim, para desenjoar, ganhámos à Tondela ou à Benfica, em vez de perdermos à Sporting, que é sempre muito bonito mas ainda mais deprimente.


comentar ver comentários (4)
05 Fev 17
O guião
Luciano Amaral

Jorge Jesus já era assim no Benfica: um bocado irritante nas suas declarações, umas vezes para os adeptos adversários, outras para os adeptos do próprio clube. Ontem foi o segundo caso, quando se lembrou de dizer que João Palhinha não seguiu o "guião certo" e que, com jogadores da formação, se estava "dar um passo atrás para dar dois à frente". No entanto, chegados aqui, perguntamo-nos se não é o seu guião que está errado. Como bem nota aqui o Cherba e aqui o Bernardo Ribeiro transcrito pelo Álamo, o jogo de ontem foi mais um episódio do guião desta época nos encontros com os grandes: boa parte do jogo destruído por uma espécie de sonambulismo, golos de caracacá, controlo inútil da bola, incapacidade para marcar golos, ficar à mercê de decisões duvidosas (ou erradas) dos árbitros (e ontem até podemos ter sido beneficiados por uma, quando Zeegalar foi poupado à expulsão). Não pode ser só azar ou "culpa do Palhinha" ou "culpa do Casillas" ou "culpa do Jorge Sousa". Dá a impressão de que toda a gente já sabe como ganhar ao Sporting de Jorge Jesus: é tornar a sua posse de bola redundante e depois aproveitar o espaço enorme entre a defesa e o guarda-redes ou a aselhice a defender bolas paradas para meter umas lá dentro. Com ou sem Palhinha, com ou sem Casillas, contra o Porto, o Benfica ou o Real Madrid. Jorge Jesus gosta de dizer muitas vezes que certos jogadores ainda não aprenderam a jogar como ele quer. Talvez valha a pena perguntar se não é ele que tem de aprender a jogar de outra maneira.


comentar ver comentários (7)
03 Fev 17
Crise providencial?
Luciano Amaral

Terá a crise que afastou o Sporting da Europa, da Taça de Portugal e da Taça da Liga sido providencial? Talvez. Por muito que gostemos de falar das arbitragens (infelizmente, de forma justificada imensas vezes), houve demasiadas culpas próprias no cartório: a incapacidade para segurar os jogos com o Real Madrid, a ineficácia contra o Borussia Dortmund, a incapacidade para ganhar ao Legia Varsóvia, os desastres de Vila do Conde, de Guimarães, de Chaves e as tremideiras sistemáticas contra todo o género de equipas (como o Feirense ou o Paços de Ferreira) provam-no.

 

Mas será que a semi-catástrofe em que esta época se tornou por causa de tudo isto pode vir a ter resultados positivos? Esperemos que sim. A crise terá mostrado a Bruno de Carvalho e a Jorge Jesus (dois indivíduos de ego bastante inchado) que os seus inegáveis talentos e a sua simples vontade não bastam. Depois de uma época de ajustamento que acabou no quase-campeonato, eles deviam achar que este ano o sucesso viria praticamente por si. Seguiu-se um certo desleixo profissional ou facilitismo, que redundou no camião de coxos que desembarcou em Alvalade. E também naquilo que parece ter sido a aproximação displicente a alguns jogos.

 

A crise terá servido para alguma coisa se Bruno de Carvalho e Jorge Jesus ficarem, como se diz agora, mais "smart". No caso do presidente, duas coisas vêm logo ao pensamento: controlar o desbragamento comunicacional e as atitudes intempestivas. O barulho teve o seu tempo há uns anos, quando o Sporting precisou de voltar a entrar na "corrida a três". Mas agora é preciso ser mais cirúrgico. No caso do treinador, vem ao pensamento a farronca que, quando os resultados não correspondem, é seguida por uma espécie de depressão e desleixo - a impressão que faz ver tantos jogos que parecem mal preparados... O presidente também não deve dar carta branca ao treinador para fazer tudo: lá está o camião de coxos. Se não deve ser ele a interferir na equipa técnica, deve haver uma equipa técnica (ou uma assessoria à equipa técnica) capaz de fazer escolhas mais criteriosas do que aquelas que o treinador mostrou ser capaz de fazer.

 

O tempo é de concentração e frieza, apelando às melhores qualidades dos dois líderes do Sporting. Espero que isso se comece a ver já no jogo com o Porto.


comentar ver comentários (4)
29 Jan 17

Porque é que nunca estou descansado quando o Sporting de Jorge Jesus está a ganhar por 3-0? Talvez venha a descobrir no dia em que deixar de estar descansado pelo facto de o Sporting de Jorge Jesus estar a ganhar por 4-0.


comentar ver comentários (4)
17 Jan 17
Pensar em grande
Luciano Amaral

Este ano lutamos para ficar em 7º.


comentar ver comentários (12)
15 Jan 17

1) Não há como o lampião para ser ridículo: quando ganham com óbvio gamanço, são uns gandas machos e mandam os outros "jogar é à bola". Quando perdem ou empatam jogos, mesmo que as arbitragens não tenham qualquer influência no resultado, choram ao gamanço que nem madalenas. Graças a Deus não nasci lampião.

 

2) O Sporting apresenta um futebol preocupantemente ridículo. Já acreditei mais do que agora que, algures durante esta época, as coisas mudariam. Repare-se: empatámos e não andamos a queixar-nos dos árbitros.

 

3) Ridícula a relação de Jorge Jesus com Bas Dost. Bas Dost é a única coisa muito boa deste Sporting, juntamente com Gelson. Por isso, vai em primeiro no que lhe compete: é o melhor marcador do campeonato. Pudesse a equipa dizer o mesmo. Mandar o bitaite numa conferência de imprensa de que o Sporting não pode depender de Bas Dost é assim a modos que convidá-lo a não marcar golos. Como ele teve o desplante de marcar dois ontem, Jesus foi obrigado a impedi-lo fisicamente, tirando-o do campo (e mantendo André, que voltou a ter um falhanço ridículo, sozinho em frente ao guarda-redes). Quando precisou dele para tentar marcar o terceiro golo, já lá não estava. Ridículo.


comentar ver comentários (25)
12 Jan 17
Mercado de inverno
Luciano Amaral

Eis um trabalho de scouting à consideração da equipa técnica de futebol do Benfica para possíveis contratações no mercado de Inverno (com o alto patrocínio do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol):

 

 

 


comentar ver comentários (2)
11 Jan 17

comentar ver comentários (11)
04 Jan 17
Eu não disse?
Luciano Amaral

Eu não disse? É que assim, aos poucos e poucos, nada disto vai fazendo sentido.

Tags:

comentar ver comentários (6)
Agenda única
Luciano Amaral

O ponto único da agenda de qualquer candidato à presidência do Sporting tem de ser o fim da impotência do clube tal como se manifestou no último dérbi. Não se trata de impotência desportiva, bem pelo contrário. Eu lembro-me do tempo da impotência desportiva. Por exemplo, o jogo da Luz de Fevereiro de 2014, aquele da lã de vidro: vínhamos do 7º lugar no ano anterior, tínhamos uma equipa de remendos, montada pelo Leonardo Jardim e jogávamos um joguito competente. Chegámos à Luz e não vimos a "chincha". O Benfica era, sem dúvida, a melhor equipa do campeonato à altura. De então para cá não voltou a acontecer nada de semelhante: de então para cá, ganhámos três dérbis, empatámos dois e perdemos dois, e em nenhum fomos inferiores - fomos aliás, em geral, superiores. Portanto, a impotência de que falo é institucional: é aquela que nos diz que o Sporting não podia ganhar essa partida, algo demonstrado pelo magnífico jogo de mãos de Pizzi; é aquela que nos diz que qualquer coisa iria acontecer se, acaso, o Sporting ainda empatasse. O Benfica é o novo Porto, não há dúvida. Talvez ainda em pior, por causa do nacional-lampionismo, que tudo branqueia. Mas então só é possível regressar a um mínimo de paridade nas hipóteses de vitória acabando com isso. Bruno de Carvalho tem feito muito barulho para poucos resultados práticos, como o dérbi mostrou e como vamos vendo todas as semanas.  Dir-se-á que é difícil fazer melhor. Pois é. Mas tem de haver uma maneira de lá chegar, apanhando-os desprevenidos. Os rebeldes também conseguiram, com muito menos meios, destruir a Estrela da Morte, acertando no seu ponto nevrálgico. Todos os esforços devem estar para aí direccionados. Deveria ser o ponto único da agenda presidencial.

Tags:

comentar ver comentários (13)
23 Dez 16

Lá terminou da melhor maneira possível o ciclo terrível iniciado em Varsóvia: cinco jogos difíceis em mais ou menos duas semanas. Até ontem, correu quase tudo mal. Sim, já sei: o Jorge Sousa, mais os dois penáltis contra o Braga e um contra o Belenenses... Mas continuo a achar que todo este ciclo foi muito mal gerido: sempre com os mesmos jogadores, entrou-se a poupar em Varsóvia para se acabar arrasado no Restelo. Ah, não havia outros. Pois não. Então não foi só este ciclo a ser mal gerido, foi todo o início da época. Não interessa. Agora já passou. Agora há tempo para concentrar nas competições nacionais, sem distracções e com um calendário razoável. Dá para pôr a equipa a jogar aquilo que já mostrou saber jogar e, passo a passo, chegar lá acima. Mas para isso é preciso muita frieza, abandonando os delírios a que o nosso treinador e o nosso presidente, por excelentes que sejam, por vezes se entregam.


comentar ver comentários (6)
19 Dez 16
Era de prever
Luciano Amaral

Quatro jogos decisivos (uns mais do que outros) separados entre si por três-quatro dias e apenas com os mesmos 13 ou 14 jogadores tinha que dar nisto: a 90% em Varsóvia, a 80% na Luz, a 70% em Setúbal e a 60% hoje. Junte-se a isto os inacreditáveis fracassos de Vila do Conde e de Guimarães e temos a história de uma época. Para o ano pede-se profissionalismo no planeamento da temporada, s.f.f.


comentar ver comentários (13)
13 Dez 16
"Reforços"
Luciano Amaral

É verdade que o Benfica é uma equipa doutro campeonato, uma espécie de campeonato paralelo onde se pode jogar à bola com a mão, não há penáltis contra e existem imensas equipas amigas que gostam de ver uns rapazes de vermelho a passear com a bola nos pés (e nas mãos também). Mas há mais qualquer coisa que tem que ver connosco e que os jogos da semana passada revelaram.

 

Repare-se: para todos os efeitos, o Sporting jogou com menos dois dias de intervalo do que o Benfica (o dia do jogo propriamente dito mais uma viagem à noite que terminou só na madrugada do dia seguinte, inutilizando este também para descanso ou treino). Mesmo assim e mesmo descontando os números circenses de Pizzi & Cª, devidamente abrilhantados pelo árbitro, o Sporting merecia ter saído do estádio da Luz com outro resultado: pelo menos o empate. Ora, eu pergunto-me o que não teria sido se os nossos jogadores tivessem chegado ao jogo mais frescos. Não é seguro que ganhássemos, mas a avaliar pelo que se viu, as probabilidades eram muito maiores.

 

Se os nossos jogadores não chegaram mais frescos ao jogo foi porque não há alternativas que permitam uma rotação eficaz de alguns deles. O jogo em Varsóvia era para ter sido jogado com uma mistura de titulares e de segundas linhas à espera de um lugar na equipa A. Em vez disso, foi jogado maioritariamente por titulares, com um ou outro reforço, sob indicação expressa do treinador de que era para jogar "a 90%". Resultado, jogámos a 90% em Varsóvia e a 90% ou menos na Luz (porque apesar de tudo jogar a 90% também cansa) e perdemos das duas vezes contra equipas perfeitamente ao alcance.

 

Isto só acontece porque a equipa técnica e a direcção arranjaram um amontoado de coxos que não dão qualquer garantia (Elias, Markovic, Alan Ruiz, André, Petrovic...). E assim é preciso pôr sempre os mesmos a jogar e eles não não chegam para todas. Isto dá mesmo que pensar, quando nos lembramos que andaram a ser espalhados de empréstimo por aí jogadores da formação que, de certeza, pior não fariam: Mané, Podence, Iuri, Palhinha, Gauld... Lembra o ano de 2013, quando fomos salvos de uma vergonha ainda maior a partir do instante em que o Jesualdo se lembrou de empandeirar os cromos que tinham custado milhões e pôs os miúdos da equipa B a jogar. Agora pergunto: com o Setúbal temos de jogar outra vez com os mesmos, já que a seguir vem o Braga? Ora aqui está aquilo a que se deve chamar uma época mal planeada.


comentar ver comentários (6)
11 Dez 16
Telegrama de Natal
Luciano Amaral

Agora é ganhar o campeonato a estes palhaços, que só sabem ganhar assim.

Tags: ,

comentar ver comentários (12)
23 Nov 16
Ochienchia y sete
Luciano Amaral

Alguém me explica porque é que sofremos sempre o mesmo tipo de golos? Um clássico é: alguém centra para a área, salta de lá um tipo qualquer que nem sequer precisa de ser muito alto e a bola vai dentro. Ontem, foi aos oitenta e sete minutos, como em Madrid tinha sido aos 93. Noutros jogos foi noutras alturas, mas sempre da mesma maneira.


comentar ver comentários (7)
22 Nov 16
Slow down
Luciano Amaral

Não percebo muito bem esta coisa de que temos que ganhar ao Real Madrid, como já tínhamos que ganhar ao Borussia Dortmund, se não somos um fracasso e a época é um desastre. Julgo até que esse espírito está na origem de uma parte grande dos problemas desta época. Apostar as fichas em passar num grupo com Real Madrid e Borussia Dortmund é, no mínimo, lírico. Talvez irresponsável fosse até uma palavra melhor. Apostar as fichas em ganhar um jogo ao Real Madrid ou ao Borussia Dortmund não me parece grande estratégia. Porquê? São equipas de outra dimensão. Podes (como diz o nosso treinador) fazer o jogo da tua vida e mesmo assim não ganhar. Não é nada a que estejamos habituados. Por exemplo, não é como jogar com Porto ou Benfica. Com esses, fazes um bom jogo e ganhas. O mesmo já não se passa com equipas como as que nos calharam em sorte no grupo. Isso viu-se perfeitamente no jogo com o Real: um jogão e, no fim, embrulha uma derrota. O Modric, o James, o Benzema, o Kroos e o Ronaldo arranjam lá uma coisa qualquer e marcam. Mas também se viu nos jogos com o Dortmund: bastou o Aubameyang acelerar um bocadinho à frente do Rúben Semedo e lá voltámos com zero pontos. O pior disto tudo é a consequência interna, i.e. perder também por cá, como se viu nos jogos a seguir. Lá está a irresponsabilidade. Posso estar a ver mal as coisas, mas parece-me que Jesus apostou muitas fichas na Champions. O que significa que preparou mal a equipa para o campeonato, pelo menos nesta fase inicial.

 

Dito isto, não quer dizer que não se ganhe ao Real Madrid. Mas isso não passa por ir jogar "olhos nos olhos". Passa por ratice. Como o Legia de Varsóvia, que lhes sacou um empate. Não jogou "olhos nos olhos". Jogou "olhos no queixo" e foi assim que lá lhes meteu três. Foi também assim que o Porto ganhou ao Bayern Munique há dois anos nas Antas. O Jesus tinha obrigação de saber montar uma equipa com este espírito.

 

Se não ganharmos, não percebo qual é o drama: estamos onde sempre toda a gente imaginou que iríamos estar, em 3º lugar num dos grupos mais difíceis. Drama é estarmos como estamos no campeonato.


comentar ver comentários (6)
16 Nov 16
Spitting image 3
Luciano Amaral

Nunca vi os benfiquistas tão excitados a defender outro clube; minto: também estiveram excitados a defender o Porto, depois do jogo em Alvalade no início desta época, em que o Sporting ganhou com dois golos "marcados com a mão". Parecem daquelas escarretas pegajosas. E ainda dizem que nós é que só pensamos neles.


comentar
Spitting image 2
Luciano Amaral

Não percebo as críticas ao presidente do Sporting: mesmo que tenha cuspido, muito pior seria ter dado um pontapé no cuspo ao presidente do Arouca.


comentar ver comentários (2)
Spitting image 1
Luciano Amaral

A mim parece-me que esta história da cuspidela só se resolve com um mannequin challenge. É pôr a federação a trabalhar nisso.


comentar
30 Out 16

A verdade é que já está toda a gente farta destas crises recorrentes do Sporting, que aparecem sabe-se lá porquê e vindas sabe-se lá de onde. Ainda mais fartos estão os adeptos que continuam a conseguir encher estádios mesmo com a carreira medíocre das últimas décadas. Não é de certeza por eles que as crises aparecem. O treinador e os jogadores estão com a neura? Estão deprimidos? Então é melhor tratarem-se. Quando passar, avisem.


comentar ver comentários (7)
28 Out 16
Cardiologia
Luciano Amaral

Parece que o João Lobo Antunes não era apenas um excelente neurologista mas também um excelente cardiologista. Vi o jogo de hoje com a frase dele na cabeça, aquela que o Filipe Moura aqui pôs: "o Sporting só me dá alegrias; quando ganha é uma alegria, quando perde é um hábito". De facto, o coração sossega imenso quando se olha para os jogos assim. Só é pena que isso corresponda à irrelevância do Sporting.


comentar ver comentários (10)
23 Out 16
Piadas
Luciano Amaral

Confesso que começo a não achar muita graça à piada de ir buscar as velharias do Benfica. Uma vez teve mesmo graça (Jesus), e vamos a ver se terá graça até ao fim. Agora, o Carlos Carneiro do andebol, mais o Nélson Évora e a Telma Monteiro, que ficassem por lá para sempre. Portanto, tratem de arranjar uma piada melhor. Olha, por exemplo, comecem a ganhar os jogos da bola.


comentar ver comentários (12)

Autores
Pesquisar
 
Posts recentes

Frases eternas (2)

Postal aos nossos jogador...

O berço do campeonato

Mais do que desporto

Frases eternas (1)

Leoas às sextas

Ética - a morosidade da (...

A voz do leitor

264 visualizações por hor...

A primeira de muitas....

Facebook
És a Nossa Fé no Facebook
Twitter
És a Nossa Fé no Twitter
Arquivo

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Tags

sporting

comentários

memória

selecção

leoas

bruno de carvalho

prognósticos

jorge jesus

balanço

slb

há um ano

vitórias

campeonato

jogadores

benfica

eleições

rescaldo

arbitragem

mundial 2014

taça de portugal

nós

golos

ler os outros

liga europa

godinho lopes

futebol

árbitros

clássicos

euro 2016

comentadores

cristiano ronaldo

scp

formação

humor

análise

crise

chavões

liga dos campeões

derrotas

william carvalho

todas as tags

Mais comentados
158 comentários
155 comentários
152 comentários
142 comentários
138 comentários
136 comentários
132 comentários
Ligações
Créditos
Layout: SAPO/Pedro Neves
Fotografias de cabeçalho: Flickr/blvesboy e Flickr/André
blogs SAPO
subscrever feeds