19 Jan 17
Serenidade
Cristina Torrão

Aproveito esta palavra utilizada pela Marta Spínola, a fim de responder ao repto lançado pelo Pedro Correia. Serenidade não resolveria todos os problemas do Sporting, mas penso que daria uma grande ajuda. E a serenidade teria de vir do Presidente!

 

Confesso que estou desiludida, acima de tudo, com Bruno de Carvalho. Digo isto, não para o desanimar, muito menos para o ver pelas costas. Nunca fui de opinião de que os problemas se resolvem substituindo pessoas, acredito mais no diálogo e na reflexão (mais uma palavra “roubada” à Marta Spínola). Claro que isso pressupõe que as pessoas estejam dispostas a dialogar e a refletir.

 

Bruno de Carvalho começou muito bem, não podia mesmo começar melhor. Ele foi o novo Presidente certo na altura certa. Porém, não sei se foi pela euforia criada na excelente época passada, se foi por problemas pessoais (não pretendo especular, apenas procurar razões) tem causado muita agitação no clube.

 

Que esta época tenha começado com alguns solavancos, é natural, depois dos talentos que nos deixaram. E também não é segredo nenhum que os árbitros tomam decisões, no mínimo, polémicas. Mas, por isso mesmo, é que o mote deveria ser a serenidade. Reclamar também é legítimo, mas é preciso saber reclamar, o que é bem diferente de insultar, ou mesmo provocar rixas!

 

Desde o episódio com o Presidente do Arouca, em Alvalade, a situação do clube piorou, foi mesmo a partir daí que o Sporting começou a descarrilar sem controlo. E culminou com a ida de Bruno de Carvalho aos balneários, em Chaves. Pelo meio, tivemos publicações, no mínimo, desaconselháveis, nas redes sociais. Haverá outros problemas, nomeadamente técnicos, cuja complexidade não sei avaliar e acredito na opinião dos meus colegas, quando dizem que Jorge Jesus tem vindo a cometer erros. Entendo, no entanto, que é dever do Presidente cuidar para que haja sossego e harmonia, independentemente da eficácia do treinador. Bruno de Carvalho tem feito o contrário!

 

Os jogadores estão revoltados. Jogam mal e/ou desinteressadamente. Penso que é a sua maneira de protestar, de fazer greve. Os jogadores do Sporting estão em greve! Eu sei que eles ganham muito bem, mas há sempre um limite para aquilo que estamos dispostos a aceitar. E, pelos vistos, eles pensam que esse limite foi ultrapassado… Há que procurar as razões! Espero que os responsáveis do clube saibam encontrar um novo caminho e dar novo alento à equipa. Apesar de todas as desilusões, nas últimas semanas, e parafraseando Luís Aguiar Fernandes, tudo isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.


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19 Dez 16
Confiança no futuro
Cristina Torrão

É depois de golpes como o de ontem à noite que se torna cliché dizer que é preciso ter confiança no futuro. E se torna difícil arranjar essa confiança, quando estamos há quinze anos à espera de um campeonato e constatamos que ainda não será desta…

 

Não quis, porém, deixar de mencionar uma vitória do nosso clube, apesar de ter sido num torneio de sub-12, pois participou o sobrinho de uma amiga minha de juventude. Foi em Kuala Lumpur, igualmente ontem, 18 de Dezembro.

 

Torneio Kuala Lumpur.jpg

 

Tinha perdido o contacto com a Elsa, quando vim para a Alemanha em 1992, mas recuperei-o há cerca de dois anos através do Facebook, claro está. Reencontramo-nos, pouco depois, em V. N. de Gaia, onde eu morei e onde ela continua a morar. Durante a conversa, ela falou-me no sobrinho, Martim Marques, que quer fazer carreira no futebol e que joga «lá no teu clube». Enfim, estamos nos arredores da cidade do Porto…

 

O Martim Marques, que joga na posição de extremo-esquerdo, é novo demais para ter assistido a um campeonato ganho pelo Sporting. Mora em Aveiro, onde treina no Gafanha, mas desloca-se todos os Sábados a Lisboa, a fim de usar e servir a camisola que, apesar dos desaires, tanto amamos.

 

Martim Marques.jpg

 

O miúdo que, na próxima fotografia, aparece a dar o autógrafo da praxe, depois da vitória na Malásia, tem um sonho para o próximo ano, em que completa os treze: entrar na Academia Sporting. A família apoia-o e, embora a sua vida passe a ser ainda mais complicada, caso o sonho se concretize, espero que o Martim se torne num grande futebolista e assista a muitos campeonatos ganhos pelo Sporting, alguns, quem sabe, com a sua ajuda…

 

Martim Marques (3).jpg

 

Nota: o texto e as fotografias foram publicadas com a autorização da família do Martim Marques.


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20 Nov 16
Bundesliga
Cristina Torrão

Dortmund Nov 2016.jpg

 

Permitam-me uma pausa para falar de algo que não tem a ver com o Sporting (a não ser por se tratar de um clube que foi seu adversário, há pouco tempo). E porquê? Porque há várias épocas que a Bundesliga não andava tão interessante, devido ao domínio incontestável do Bayern de Munique.

 

Ontem, o Bayern perdeu o primeiro lugar ao ser batido por 1:0 pelo... Dortmund (por acaso, o meu clube favorito, neste país onde vivo). A crise está aberta no clube bávaro, o treinador Carlo Ancelotti encontra-se em dificuldades e, apesar de Pep Guardiola ter sido bastante criticado enquanto esteve à frente de uma das melhores equipas do mundo (havia quem dissesse que a sua tática não se adequava ao futebol alemão) o certo é que o clube nunca esteve em tão maus lençóis durante a sua regência.

 

Assim se aproximou o Dortmund novamente do topo da tabela, contacto que parecia ter perdido, devido a uma fase menos boa. Encontra-se agora em 3º lugar (embora empatado em pontos com o Colónia e o Hertha Berlim), a 3 pontos do Bayern e a 6 do líder.

 

E por falar em líder, essa é a segunda grande surpresa: o RB Leipzig, que na época passada jogava na 2ª divisão, lidera agora a Bundesliga!

 

Foto RTP

 

Adenda: o Sábado é o dia principal das jornadas da Bundesliga e os dois jogos a realizar hoje em nada vão modificar o topo da tabela.


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17 Nov 16

Embirro com expressões do género: «foi assim que aprendi, tive quem me transmitisse valores»; ou «em minha casa, sempre houve educação». Como se fosse uma virtude própria e não pura sorte! Expressões destas são, no fundo, uma forma de discriminar os outros, levada a cabo por gente que normalmente se vangloria de não discriminar, porque, afinal, em sua casa «transmitiram-se valores».

 

Tive acesso, através de uma notícia, a um texto publicado na página do Arouca no Facebook. É difícil de classificá-lo, de tão rasca e insultuoso, onde se fala de um presumível ser, de quem se duvida ser humano, que tenta desafiar uma «família unida e feliz». O seu autor deve julgar-se muito nobre e esperto, um verdadeiro virtuoso das palavras, mas apenas demonstra a sua ignorância e pobreza de espírito.

 

Não vou aqui referir todos os insultos contidos no texto. Quem quiser ler, só tem de clicar no link dado. Mas vou falar de um tipo de insulto que, na minha opinião, é do mais rasco que há e só demonstra a arrogância, baseada num grande complexo de inferioridade, de quem o faz.

 

«Passou por experiências animalescas traumáticas na sua infância»; «Diz-se, ainda, que devido à infância animalesca e traumática passada num país distante, procura sempre o Pai no fim dos compromissos, mesmo que o seu digno Pai não se encontre em sítio algum».

 

Eu não faço ideia que tipo de infância o Presidente Bruno de Carvalho teve. Nem quero saber. Isso é assunto dele e de mais ninguém. É legítimo criticar, com argumentos válidos, opções de vida ou tipos de comportamento. Mas não o é achincalhar por supostos traumas de infância. Faz-me lembrar quem insulta apontando problemas mentais, ou alguma doença psicológica. Alguém escolhe ter uma doença? Desculpem, mas é o mesmo que insultar uma pessoa por ter cancro, ou ter sofrido um ataque cardíaco! Demonstra muita baixeza e infantilidade.

 

Ao autor do texto, que, pelos vistos, ainda não saiu da fase «o meu pai é melhor do que o teu», apetece-me dizer: cresce e aparece!

 

 


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03 Nov 16

Declaro que também gostei da atitude da equipa. Não é vergonha nenhuma perder por 1:0 no estádio do Dortmund, em noite de casa cheia (lotação esgotada, com 65.849 espectadores). Mas, tal como o Pedro Correia, lamento a dicotomia: «bons desempenhos frente ao Real Madrid e ao Borussia Dortmund alternados com fraquíssimas exibições frente ao Rio Ave, Tondela e Nacional» (nos comentários). Esperemos que esta situação se modifique.

 

Quanto à transmissão do canal ZDF, tenho a realçar a atitude muito fair-play do jornalista responsável pelo acompanhamento do jogo, que, sem esconder a alegria que lhe proporcionava a vantagem do Dortmund, elogiou o Sporting e a sua Academia (não lhe fixei o nome, peço desculpa, nem o encontro no link da ZDF).

 

Resta-me dizer que espero que consigamos passar à Liga Europa. Sempre é melhor chegar aí longe, do que soçobrar, nos oitavos-de-final da Champions, no primeiro embate com um dos grandes.


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02 Nov 16
O que nos espera...
Cristina Torrão

O canal alemão ZDF vai transmitir em direto o jogo entre o Dortmund e o Sporting.

 

Depois de ter começado muito bem, o Dortmund passa por uma fase mais fraca, na Bundesliga. Mas todos sabemos que, se o Sporting continuar a jogar como nas últimas semanas, facilmente apanha 3 ou 4 secos. Não quero lançar um mau agoiro sobre o jogo, mas também não adianta esconder a verdade.

 

Desejo muito que o Sporting nos honre, que mostre, na televisão alemã, que sabe lutar e jogar futebol, que, como diz o Pedro Correia, nenhum verdadeiro Leão atira a toalha ao chão! Espero que Jorge Jesus encontre a verdadeira tática e que os jogadores estejam inspirados, com espírito de luta e, acima de tudo, que não tenham medo!

 

Não me deixem mal, rapazes!

 

FORÇA SPORTING!!!

Nós amamos-te!


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14 Jul 16

Desculpem insistir, mas, quanto mais penso na noite mágica de 10 de Julho de 2016, mais fico convencida de que muito daquele jogo se jogou fora do campo.

 

A final do Euro 2016 teve dois momentos decisivos, que Portugal, com uma perspicácia incrível, soube aproveitar em seu favor. O primeiro foi a entrada dura de Payet, que lesionou Ronaldo, um rude golpe para a equipa e para todos nós, que tanto sonhávamos com o triunfo. E, ironia do destino, foi mesmo aí que ele começou! Fernando Santos e Ronaldo souberam virar o feitiço contra o feiticeiro. A partir do momento em que o nosso capitão deixou o campo numa maca, desfeito em lágrimas, Portugal tomou conta do estádio de Saint Denis. Uma nuvem de mau agoiro passou a pairar em cima dos franceses, muitos se devem ter perguntando se tinham ido longe demais, naquela estratégia combinada de antemão (talvez com o árbitro). E tiveram mais dificuldades em superar o sentimento de culpa, do que os portugueses em compensar o golpe.

 

Quem pode imaginar o que se passou nos balneários portugueses, durante o intervalo? Não sou mosca, nem tenho qualidades de vidente, mas arrisco dizer o seguinte:

Ronaldo não estava, afinal, seriamente lesionado. Não seria lógico que ele assistisse à segunda parte do encontro no banco dos suplentes? Não o fez! Porquê? Porque, em conjunto com Fernando Santos, disse aos colegas: segurem o jogo, o mais importante é não sofrer golos, enquanto se desgastam os franceses e se força o prolongamento; nessa altura, Ronaldo aparecerá.

 

Durante a segunda parte, todos se perguntavam onde estaria Ronaldo, imaginando os cenários mais pessimistas. Sim, o comentador alemão da ARD, que nunca morreu de amores por ele, perguntava-se onde estaria, se já teria ido para o hospital… E lamentava não ter informações.

 

Quase no final dos regulamentares 90 minutos, aquela bola ao poste dos franceses dançou sobre a linha, mas não entrou - a confirmação de que, desta vez, a sorte estava do nosso lado. E, acabado o jogo, Ronaldo fez a sua entrada triunfal, de joelho ligado, mas pelo próprio pé!

 

A fénix renascia das cinzas, o segundo momento decisivo da noite! Nunca me esquecerei da surpresa que senti, quando as câmaras o mostraram. Ele e Fernando Santos davam o segundo golpe naquela guerra psicológica. E os franceses acabaram por capitular. Na segunda parte do prolongamento, foram eles que começaram a rezar pelos penáltis, não nós! Éder, o herói, teve sangue-frio, teve pontaria… Depois de ludibriar a defesa abananada de uma equipa de rastos.

 

Na sua guerra psicológica, Fernando Santos e Ronaldo correram muitos riscos. Mas o que tinham a perder?

 

Jogaram os trunfos certos, nos momentos certos. Tudo é psicologia, nesta vida.


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12 Jul 16

equipa do Torneio do UEFA EURO 2016 inclui um jogador do Sporting Clube de Portugal, a única equipa portuguesa representada. O nosso grande Rui Patrício!

Parabéns ao melhor guarda-redes do Euro 2016!

 

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Copiei a fotografia da página do Rui Patrício no Facebook.


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10 Jul 16
Descalabro
Cristina Torrão

Alemanha Euro 2016.jpg

 

Uma fotografia que retrata bem o descalabro da Alemanha neste Euro.

Boateng lesionado, com as suas "meias esquisitas"; colegas desorientados que tentam consolá-lo...

O jogador foi mandado para o campo, apesar da uma condição física desaconselhável? Ou teria ele próprio exigido jogar?

Acredito mais na primeira hipótese, não vejo Jogi Löw a ceder a exigências dos seus jogadores. E o gesto solidário e carinhoso de Kimmich em relação ao colega é, para mim, ilucidativo.

 

Fotografia daqui.


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Como os colaboradores e os leitores deste blogue já sabem, este Euro não tem sido fácil para mim, em terras germânicas. Uma campanha contra Portugal, por parte dos media alemães, que quase se pode apelidar de difamatória, cai como faísca em seara seca num país que, apesar de adorar as praias portuguesas, nunca gostou de Ronaldo, vá-se lá saber porquê.

 

Por isso mesmo, é com muito gosto que venho hoje aqui afirmar que há quem reme contra a maré. Porque, afinal, e como também já disse, eu gosto de viver na Alemanha.

 

Através de uma nossa colega de blogue, a Helena Ferro de Gouveia, tomei contacto com dois artigos do site da Stern que, para utilizar uma expressão alemã (adaptada a Português), "expuseram aquilo que me vai na alma".

 

Num deles, assinado por Tim Sohr, e mais focado na prestação da nossa equipa, rebate-se a ideia de que o futebol português carece de qualidade, elogiando as diferentes táticas: contra a Croácia, desgastar o adversário com uma defesa eficiente e dar o golpe perto do final; contra a Polónia, aguentar-se até à marcação de penáltis e ganhar; contra Gales, fazer valer a receita centro-cabeçada-golo. Mais simples e eficiente não há.

 

Tim Sohr acrescenta ainda que o 3-3 contra a Hungria, ainda na fase de grupos, persiste, até ao momento, como o jogo mais espetacular deste Euro.

 

Um outro artigo, de autoria de Finn Rütten, centra-se em Ronaldo, não encontrando razão para tanta má-língua. Aliás, Finn Rütten mostra-se apreensivo com o ódio que encontra nas redes sociais, perguntando: como se pode dizer odiar alguém, sem nunca sequer se ter falado com essa pessoa? E afinal, qual é o problema com Ronaldo? Com três golos e duas assistências, ele é, sem dúvida, um dos melhores jogadores deste Euro.

 

Finn Rütten chama ainda a atenção para as qualidades humanitárias do nosso melhor jogador (dando alguns exemplos, como o de dar sangue regularmente, ou pagar operações a crianças necessitadas) e, se admite que Ronaldo seja vaidoso, ou mesmo convencido, com gestos escusados em campo, pergunta porque é que os alemães, por outro lado, acham tanta piada ao sueco Zlatan Ibrahimovitch, que se deve ter banhado num pote de vaidade quando era criança.

 

Na Alemanha, como em todo o lado, há gente estúpida e gente inteligente; gente que vê e gente que não quer ver.

Assustador continua o facto de ser tão fácil manipular a opinião pública...


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08 Jul 16

Gosto muito das análises que o Pedro Correia faz dos jogos e dos jogadores, normalmente, coincidentes com a minha opinião. Acontece que, como já aqui referi, não sou perita em futebol, a minha presença neste blogue justifica-se, acima de tudo, pelo amor ao Sporting. Receio sempre que as minhas opiniões não tenham fundamento sólido, já que são baseadas em intuição. Porém, quando o Pedro Correia fala em falhas infantis dos alemães e no seu cansaço anímico que superou o cansaço físico, não posso deixar de pensar que as minhas observações e reflexões têm a sua razão de ser.

 

Os alemães são conhecidos pela sua disciplina e força de vontade, características aperfeiçoadas por Joachim Löw (vulgo Jogi Löw), pois Klinsmann (o selecionador que o precedeu), embora não esquecendo as suas raízes germânicas, concedeu à equipa um espírito mais solto, fruto das suas temporadas nos EUA (penso que até tem lá a sua residência oficial). Jogi Löw cultiva o rigor e a disciplina e, por isso mesmo, a Alemanha foi Campeã do Mundo há dois anos. Na minha opinião, porém, excedeu-se neste Euro 2016.

 

A Alemanha partiu para o torneio com a obrigação de o ganhar. Penso que Löw não admitia outro resultado e valeu-se, não só da disciplina férrea, como de sigilo absoluto sobre tudo o que rodeava os seus jogadores. Estranhei, desde o início, o facto de, na Alemanha, ninguém se atrever a criticar fosse o que fosse sobre a atuação da equipa. Os media elogiavam-na exageradamente, ao mesmo tempo que criticavam as outras, sendo Portugal, infelizmente, o “bombo da festa”. Apenas o comentador da ARD Mehmet Scholl, antigo jogador do Bayern e da seleção alemã (com raízes turcas) se atrevia a defender Portugal e Ronaldo, mas logo ouvia bocas menos amigáveis do jornalista que o acompanhava, Matthias Opdenhövel. Não eram atitudes bonitas e surpreenderam-me, pois os jornalistas alemães costumam ser isentos. Seria parte da tática combinada com Löw?

 

O primeiro jogo da Alemanha correu como planeado, vitória de 2-0 sobre a Ucrânia. Já o segundo trouxe problemas: 0-0 frente à Polónia (sim, empataram, tal como nós!). Houve cenas de desentendimentos durante o jogo, com Boateng a discutir com colegas. Todos se perguntavam: o que se passa com a seleção? Da parte de Löw, silêncio absoluto. Só passado dois dias, veio anunciar que todos os problemas estavam sanados (sem explicar quais haviam sido), declarações acompanhadas de imagens dos jogadores em plena harmonia.

 

O terceiro jogo também não foi famoso: 1-0 contra a Irlanda do Norte, e notava-se uma grande ânsia dos media em dizerem que a seleção havia recuperado a sua forma. Embora só tivessem ganhado por um golo, tinham tido oportunidades de sobra, diziam, podiam ter ganho por 3 ou 4 a zero. Estranhei, pois costumam apontar a Portugal o defeito de baixa concretização frente à baliza. Entretanto, surgiram rumores de jogadores lesionados, incluindo Boateng, acompanhados de comentários de que não havia problemas, pois a equipa médica fazia milagres!!!

 

O jogo com a Itália foi o descalabro que se viu. A Alemanha com um medo incrível e Boateng cometido com aparente vocação para ser polícia sinaleiro, sem esquecer aquela inacreditável reposição de bola feita por Neuer, que deve ter arrepiado milhões de germânicos. Pois no arrepio é que o Pedro Correia se engana (e o que torna tudo mais estranho)! Ninguém fala destes falhanços infantis (nem população, nem jornalistas), tão-pouco dos penáltis falhados por três grandes jogadores! É como se estes lapsos nunca tivessem existido. Pelo contrário! O tal jornalista Matthias Opdenhövel caracterizou este jogo execrável como “futebol tático ao mais alto nível” (no original: taktischer Fußball auf höchstem Niveau). Mehmet Scholl foi o único que se atreveu a criticar a equipa alemã, sendo inclusive bastante duro (e com razão), o que lhe valeu protestos enérgicos de Löw e dos seus colaboradores. Chegou-se a recear que Scholl tivesse de deixar a sua função de comentador da ARD, mas ele lá se desculpou e foi autorizado a ficar.

 

O jogo com a França dispensa comentários, resumido nas palavras de Pedro Correia: o cansaço anímico superava o cansaço físico na selecção alemã. Nesse dia, de manhã, eu tinha ouvido Löw na rádio (ouço sempre rádio ao pequeno-almoço) e impressionou-me o stress que senti na sua voz e nas suas palavras. Parecia mesmo que estava engasgado, aflito, medroso. E, em campo, os jogadores refletiram esse stress, em desespero por um golo e cometendo mais erros infantis (incluindo do capitão Schweinsteiger, ditando a derrota). Uma nota para Boateng, que jogou com umas meias esquisitas e teve de sair a meio, lesionado, o que me leva a pensar que já o estava antes do jogo e foi forçado a jogar. Mas não o posso confirmar, pois disso ninguém fala…

 

Treinador e jogadores sob grande pressão num sigilo absoluto a lembrar verdadeira censura. E tudo pareceu combinado com os media. Não me atrevo a dizer que lembrou outros tempos, gosto demais da Alemanha e do povo alemão atuais para afirmar uma coisa dessas.

 

[Adenda ao texto original: peço desculpa por me ter esquecido do jogo dos oitavos, contra a Eslováquia, ganho pela Alemanha por 3-0, um jogo que recuperou a esperança na equipa. Como todos sabemos, porém, a Eslováquia não é uma potência futebolística e este resultado, além de ter sido mais ou menos esperado, em nada modifica o sentido da minha mensagem].


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07 Jul 16
À laia de comparação
Cristina Torrão

Não sou perita em futebol, por isso, costumo deixar as análises para os meus colegas de blogue que entendem muito mais disso. Porém, gostava de deixar aqui algumas notas sobre o percurso da nossa seleção neste Euro, fazendo ainda uma pequena comparação com os alemães (que, neste caso, ainda me estão atravessados).

 

Sim, a fase de grupos não foi famosa. Mas as regras eram claras: um terceiro lugar dava boas hipóteses de passar aos oitavos. Vencer todos os jogos, alcançando o número máximo de pontos, era mais bonito? Era. Mas não levávamos nenhuma taça para casa por tal proeza.

 

Tivemos de ir ao prolongamento no jogo contra a Croácia e passámos aos quartos sem ter ganho um único jogo nos regulamentares 90 minutos. E depois? O Quaresma marcou um verdadeiro "Golden Goal", já perto do fim, não dando à Croácia hipótese de conseguir o empate. É preciso mais eficácia?

 

Contra a Polónia, mais um empate que até teve de ser clarificado por penaltis. Pelo menos, não precisámos mais do que os cinco regulamentares, todos os jogadores escalados para os marcarem cumpriram a sua missão. Ao contrário dos alemães! Contra a Itália, houve três prestigiados jogadores alemães que falharam a sua grande penalidade: Müller, Schweinsteger e Özil. Ninguém fala disso, neste país. E, no entanto, quando o Ronaldo falhou o penalti contra a Áustria, todos se riram dele!

 

Estamos na final. Sem medo, por favor, seja qual for o adversário!

 

Força Portugal!


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... sempre regressa no dia 11!

 

Foram-se a Inglaterra, a Espanha, a Itália, a Bélgica...

 

Mas nós ainda lá estamos. E vamos jogar a final!

 

VIVA PORTUGAL!!!


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03 Jul 16

É a custo que escrevo este texto, pois gosto de viver na Alemanha, país onde me sinto bem há 24 anos. Além disso, dei, durante algum tempo, aulas de Português a alemães, em Hamburgo, sempre constatando que os germânicos adoram Portugal. Por isso, é-me muito difícil compreender a atitude dos comentadores futebolísticos alemães em relação à seleção portuguesa, neste Europeu.

 

aqui tive ocasião de referir que os alemães não gostam de Cristiano Ronaldo, acham-no convencido, possuidor de um ego descomunal e irremediavelmente sobrevalorizado. Mas os comentários sobre a seleção portuguesa ultrapassam, desta vez, os limites. Evito ao máximo criticar outros modos de ver, influenciados por culturas e mentalidades diferentes, mas não vejo razão para tanto exagero.

 

Os comentadores chegaram ao ponto de dizer que não se compreendia que uma equipa, que ainda não ganhou um jogo no tempo regulamentar de 90 minutos tivesse chegado às meias-finais (como se prolongamentos não fizessem parte de torneios deste género)! A reboque, aproveitam para criticar esta nova modalidade do Campeonato Europeu, que permite que tantos terceiros lugares sobrevivam à fase de grupos e que equipas do calibre da Espanha, Itália e Alemanha se defrontem a partir dos oitavos-de-final!

 

Arrasaram por completo o jogo entre Portugal e a Polónia, monótono, indigno de uns quartos-de-final, insinuando que uma equipa que se preze resolve as eliminatórias nos regulamentares 90 minutos (!) e desdenhando completamente da passagem à fase seguinte por penaltis!

 

Pois bem, ontem à noite, foi o que se viu…

 

Concordo plenamente com a análise do jogo feita pelo Pedro Correia. Porém, se tinha esperanças de que os alemães caíssem em si, elas dissiparam-se perante incrível golpe de rins. Não foi um jogo monótono, dizem eles, foi «futebol tático ao mais alto nível»! Os momentos dos penaltis? Foi um autêntico «policial futebolístico», de um «suspense de arrasar os nervos»!

 

Não estava à espera de tanta subjetividade por parte de comentadores e jornalistas germânicos. Mas, enfim, estamos sempre a aprender...


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26 Jun 16
Humildade lusa
Cristina Torrão

"Mind game" humilde, é a minha sugestão.

 

Valerá a pena continuar a apelar à humildade lusa? Domigos Amaral criticou a «bazófia» de Fernando Santos, por ele ter dito, depois do empate com a Áustria, "já avisei a família de que só volto para casa no dia 11 de Julho". O selecionador seria com certeza duramente castigado, pois, o futebol, todos o sabemos, costuma ser muito cruel com os cagões e os bazófias

 

Enfim, eu não sei se Fernando Santos só vai regressar no dia 11, mas regressa seguramente mais tarde do que muitos pensavam!

 

Se somos cagões? Por vezes, sim; desta vez, não me parece. Em três, (Portugal) não conseguiu ganhar um único jogo - mas também não perdeu nenhum. A Croácia só perdeu um: o essencial. E o primeiro jogo que Portugal ganhou, pô-lo nos quartos de final. É preciso mais eficácia?

 

Quanto a «bazófia», a seleção alemã tem para dar e vender; deve ser por isso que é tão frequentemente castigada...

 

Ao colocar a fasquia tão alta, Fernando Santos atirou uma pressão insuportável para cima dos jogadores, que não lidaram bem com a situação. Pressão insuportável? Não se trata de meninos de coro, mas de futebolistas de alto nível, todos eles com contratos milionários! A que altura se deve colocar a fasquia, se nos achamos capazes de vencer o torneio? Com a típica atitude lusa: ah, a gente só veio aqui ver como param as modas, não queremos chatear ninguém, longe de nós pretender estragar a festa dos outros, coisa & tal, não se vai a lado nenhum!

 

Chega de humildades lusas! É preciso provocar, desafiar, ousar, enfrentar, acreditar!

Acreditar, sempre!
Força Portugal!


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12 Jun 16

Ontem vi a segunda parte do Inglaterra-Rússia, na televisão alemã ZDF. Gostei muito de ouvir o comentador alemão informar os seus compatriotas que o Eric Dier, autor de um golaço, tinha sido formado na Academia do Sporting Clube de Portugal!


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01 Abr 16
Tentações
Cristina Torrão

Partilho aqui esta bonita recordação de Palaçoulo, uma pequena localidade transmontana, perto de Miranda do Douro, onde se encontram algumas cutelarias de renome, como a Martins, a Pires e a Filmam. Eu até nem sou destas coisas (só se for para escolher talheres), mas vi, na primeira, esta navalha e não resisti. Digam lá se não é bonita?

 

2016-03-31 Macedo - na casa 26.JPG

2016-03-31 Macedo - na casa 29.JPG

 

 


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04 Mar 16

Golo de PAÍTO

Benfica 7, Sporting 6 (gp) - oitavos-de-final Taça de Portugal

26 de Janeiro de 2005, Estádio do Sport Lisboa e Benfica

 

Apesar de Hector Yazalde já ter sido homenageado nesta série pelo João Távora, era minha intenção tornar a fazê-lo, pois o argentino foi dos melhores goleadores que já passaram pelo Sporting. Ganhou duas Bolas de Prata e uma Bota de Ouro, estabelecendo um recorde europeu, com 46 golos em 30 jogos, nessa época memorável de 1973/74. Yazalde chegou a marcar seis num jogo, contra o Montijo, tendo sido o autor de nove golos contra o Oriental (distribuídos pelos dois jogos - cinco num e quatro noutro), e marcando três num jogo contra o Barreirense e outros tantos contra a CUF (informações daqui).

 

Infelizmente, nem todos os golos de Yazalde se encontram disponíveis em vídeo e os que encontrei apresentam uma qualidade tão fraca, que decidi homenagear aqui outro golo, sugerido pelo nosso leitor/comentador Guilherme Rosado, neste post de Gabriel Santos.

 

O golo do moçambicano Paíto, nos oitavos de final da Taça de Portugal 2004/05 contra o Benfica, chega a ser considerado o melhor golo de sempre do Sporting, em comentários pela internet. De facto, eu nem tenho palavras para o classificar, é do género de golos como talvez só o Maradona, na sua fase áurea, conseguisse marcar.

 

Deixo-vos então com a arte de Paíto:


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14 Fev 16
Ele há coisas...
Cristina Torrão

Rádio 3.JPG

Há dois dias, chegou-nos a casa este rádio comprado na Amazon. Não parece, mas foi carito. Além do normal FM, tem transmissão de rádio digital (DAB) e rádio por internet. As instruções são um bocado complicadas, por isso, guardámos a estréia para quando tivéssemos tempo.

 

Foi ontem à tarde. Estivemos bastante tempo de volta do aparelho, admirando o display a cores, onde, além das habituais data, hora, nome da estação, das canções e do intérprete, vai passando a previsão do tempo, a fotografia do/a locutor/a (como no caso da foto, embora se veja mal, mas não consegui melhor), notícias de última hora e sei lá que mais, desconfio que ainda não lhe descobrimos todas as capacidades.

 

Algo que particularmente me agradou foi poder ouvir dezenas de estações portuguesas, desde regionais e locais às mais conhecidas, como as Antenas 1, 2 e 3, ou a RFM, numa qualidade extraordinária, sem o mínimo ruído, nem ter de andar à procura da melhor sintonização.

 

De repente, no menu, vejo a RDP Internacional. Disse para o meu marido: não deve ter grande música, mas experimenta lá. Mal ele carregou no botão, uma voz saiu por ali fora: GOOOOOOOOOOOOOOOO...! Olhámos um para o outro, depois eu olhei para o relógio: passavam alguns minutos das 19h 30m, o que queria dizer que em Portugal pouco passava das 18h30m. Era o jogo do Sporting! Até me tinha esquecido, de tão entretida com as maravilhas da técnica...

 

Mas de que lado era o golo? O homem não se calava! Acaba lá de dizer golo! E ele acabou. E depois ouviu-se: Sli, Sli, Sli, Slimani!

 

Nunca tal me tinha acontecido! Mas que estréia, hein? Pode-se usar um rádio como mascote?

 

FORÇA SPORTING!!!


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28 Jan 16

Golo de JORDÃO

Sporting-FC Porto 

30 de Janeiro de 1983, Estádio José Alvalade

 

Jordão fazia parte dos meus quatro ídolos de infância (junto com Damas, Yazalde e Inácio). E o meu golo de eleição tinha de ser de calcanhar (vamos já ver porquê), por isso, não hesitei em pegar na sugestão do nosso leitor/comentador polik, neste texto de Pedro Correia.

 

Sou nortenha, morei em Gaia desde os quatro anos, tirei o curso na Universidade do Porto e nem 23 anos de Alemanha conseguiram apagar-me a pronúncia do Norte. Nada me é mais familiar do que a paisagem sobre o Douro, vista da Serra do Pilar, local da igreja onde frequentei a catequese: a ponte Dom Luís, a Ribeira, as caves do Vinho do Porto (por acaso, em Gaia). Uma das minhas passagens preferidas d’ O Leão da Estrela é a travessia da ponte Dom Luís. Morava ali ao lado, paredes meias com o Quartel do RASP, onde João Paulo II aterrou de helicóptero, vindo de Braga, a 15 de Maio de 1982. Eu fazia parte da multidão que o recebeu, assim como vivi de perto as convulsões de Outubro de 1975, ouvi as rajadas de G3 disparadas contra as forças do brigadeiro Pires Veloso, tinha eu dez anos. Se o Verão de 1975 foi Quente, o mês de Outubro, no Porto, passou-se a ferver!

 

E depois veio 1987. Não nego que gostei de ver uma equipa portuguesa a ganhar a Taça dos Campeões Europeus. Até saí à rua! Com 23 anos, não se desprezam festejos pela noite fora. Claro que não agitei cachecol nem bandeira, muito menos gritei “Bib’ó Puârto”. E pensei que, terminada a festa, conseguia sossego. Mas algo me perseguiu durante semanas, desconfio que até anos: o golo de Madjer! Quantas vezes tive de ouvir falar nesse golo, ouvir elogiar esse golo… Nada havia que se lhe comparasse, diziam eles! Até parecia que o Madjer tinha inventado o golo de calcanhar…

 

Só para quem não conhece o golo de Jordão, precisamente contra o F. C. Porto, na época de 1982/83. Que subtileza, que classe!

 

É o meu golo de eleição, que dedico a todos os portistas!

E nem precisam de agradecer, eu é que agradeço ao polik. E ao meu ídolo, o grande Jordão!

 


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11 Dez 15

Não sofri com a má primeira parte e com o golo do Besiktas, aos 58 minutos, mas hoje, durante mais de cinco horas, pensei que tudo estivesse perdido, até já me tinha conformado!

 

Quando os jogos do Sporting são tarde (e, na Alemanha, ainda uma hora mais tarde), o meu marido costuma procurar o resultado na internet, mal chega ao emprego. Em caso de vitória do Sporting, envia-me um SMS, pelas 8 horas. Normalmente apanha-me a meio do passeio matinal com a nossa cadelita Lucy, o que logo me alegra a manhã, mesmo que ainda esteja escuro e caminhe sobre neve.

 

Hoje não recebi SMS! Pronto, pensei, o Sporting não conseguiu, paciência!

 

Por razões que não vêm ao caso, só perto das 13h 30m me liguei à internet. Fui ver os emails e na lista sobressaía uma com o título “Sporting ganhou”! Era do Horst, que escreveu assim mesmo, em português. Foi o primeiro email que abri (claro) e o meu marido até me enviava a cópia da tabela do grupo, publicada numa página online alemã. Lá estava o “Sporting Lissabon” em segundo lugar, com dez pontos!

 

Hoje não há neve, mas está um daqueles dias de cinzentismo alemão, ou seja: luzes acesas durante todo o dia e um vento de cortar as orelhas. É deprimente? Só para quem não tem o Sporting a iluminar o coração!


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08 Ago 15
Os Bons Velhos Tempos
Cristina Torrão

Não sou saudosista e não costumo usar a expressão que serve de título a este post, porque penso que o passado dificilmente pode ter sido melhor do que o presente, simplesmente, o idealizamos, na saudade de um tempo em que éramos mais novos.

 

No entanto, ontem, ao ver o Telejornal, surpreendi-me a pensar: «como nos bons velhos tempos»! Morando no estrangeiro, é raro ver programas portugueses e deliciei-me com o tempo reservado à Supertaça: a preparação do jogo, o aparato policial, as declarações dos dois treinadores… Depois dos tempos difíceis por que passou o nosso clube, é bom ver a Supertaça disputada, nas palavras do Pedro Correia, entre os dois mais históricos rivais do futebol português.

 

É bom ver o Sporting de regresso ao topo, ao mais alto nível. Nunca duvidámos de que isso acontecesse, mas é bom vivê-lo. Como nos bons velhos tempos!

 

Força Sporting!


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27 Jun 15
Goleada!
Cristina Torrão

Cinco a zero!

E andei eu pr'áqui a queixar-me...


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25 Jun 15
E é contra a Alemanha!
Cristina Torrão

Não gosto de jogos entre Portugal e a Alemanha, põem-me sempre numa situação muito ingrata.

Primeiro, porque o meu marido é alemão e, por mais fair-play que se tenha, é sempre desconfortável saber que a pessoa sentada ao nosso lado está a torcer pela equipa contrária. Não temos filhos e, neste caso, até sou tentada a dizer "ainda bem". Sabe-se lá que lado os coitados haveriam de escolher...

Segundo, porque, não estando em Portugal, é muito penoso aguentar os festejos alemães, depois de uma derrota da nossa seleção. E, nos últimos anos, têm acontecido algumas...

A transmissão do jogo em direto já está anunciada no ARD, o primeiro canal alemão, decisão surgida apenas depois de este país ter assegurado a participação na meia-final. E desta vez, quero ser eu a festejar!

 

Força, Portugal!


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18 Mai 15

Estava planeado ser um interessantíssimo, mas pacato, serão transmontano: inauguração, no Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros, da exposição "Pastor do Povo Local" pelo Reverendíssimo Bispo de Bragança-Miranda, Dom José Cordeiro, seguida do lançamento do livro "Macedo de Cavaleiros - Arte e Cultura dos seus Povos", de António Rodrigues Mourinho. Estava precisamente o autor a falar da sua obra, quando se começaram a ouvir as primeiras apitadelas. Alguém não se conteve, exclamou: parece que o Benfica é campeão. Gerou-se um burburinho, alguns aplausos, que o autor aguentou com muito fair-play (não me pareceu particularmente satisfeito com o resultado desportivo) e só pôde continuar, quando a calma regressou.

 

Depois de finalizado o evento, e a caminho de casa, deparei com uma caravana de automóveis. Pensei: nem aqui há sossego! Algumas buzinas custavam a aguentar e eu só queria chegar depressa a casa. Estávamos a pé, a distância não é grande. O problema é que o meu marido alemão achou muita piada à manifestação popular e se pôs a tirar fotografias! Influenciado por mim, simpatiza com o Sporting, mas é claro que nunca será um adepto de coração e a sua tolerância em relação ao Benfica e ao Porto é enorme. Eu é que não achei piada nenhuma, sempre a parar, para fotografar a turba histérica. A certa altura, deixei-o a fotografar sozinho e abalei. Ele não se zangou (também era melhor).

 

Enfim, vejamos o lado positivo: era bem pior ter um marido lampião!


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22 Abr 15

Dado que o Porto marcou um golo em Munique, o Bayern precisava de marcar, pelo menos, quatro para passar à meia-final. Assim sendo, não ficou muito acima do mínimo exigido.

 

Bem, é verdade que um singelo 2:0 também chegava...

 

(Por isso mesmo, o Porto e os seus adeptos sobrestimaram a vitória das Antas. É claro que ganhar por 3:1 ao Bayern de Munique causa euforia. Mas foi ingénuo pensar que o Bayern não estivesse em condições de ganhar 2:0 em casa, agindo como se a eliminatória fossem favas contadas).


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10 Mar 15

Andamos com falta de pontaria para o resultado final, embora tenha havido três palpites certos quanto aos golos marcados pelo Sporting. O que ninguém previu, foi que o Penafiel marcasse dois...

O que conta é a vitória!

Força Sporting!


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07 Mar 15

Nesta ausência de Pedro Correia, venho eu reunir os vossos palpites para o encontro frente ao Penafiel, em Alvalade, na próxima segunda-feira, às 20h00m!


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16 Jan 15

2015-01-05 Mirandela 094.JPG

 Fotografia tirada a 5 de janeiro de 2015


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12 Jan 15

Saímos cedo de Macedo de Cavaleiros, em direção à fronteira, debaixo de um nevoeiro cerrado e temperaturas negativas. A geada cobria a paisagem, nem as árvores escapavam. Ao passar em Bragança, o termómetro do carro mostrou cinco graus negativos.

Do lado espanhol, a coisa não melhorou: Zamora, Toro e Valhadolid pareciam estar encarceradas numa arca congeladora. Em Burgos, enfim o sol! Fizemos uma pausa e, ao contrário de em Toro, pudemos passear a cadela sem tiritar. Nas montanhas bascas, vivemos uma primavera antecipada, mas depressa escureceu e, como se não bastassem os dias pequenos de inverno, chegámos a Bordéus debaixo de uma chuva miudinha.

O quarto do hotel estava quente demais e não se podia regular o aquecimento. O sono não foi tranquilo. Passámos o dia seguinte debaixo de chuva. A temperatura descia e a tempestade aumentava de intensidade, à medida que nos aproximávamos de Paris. Pudera! Vivemos tempos bizarros, em que se executam caricaturistas!

Deixámos para trás as convulsões da capital francesa e pernoitámos em Valenciennes, junto à fronteira belga. Desta vez, a temperatura do quarto era mais agradável, mas, a meio da noite, alguém resolveu festejar, com música alta. Não chegámos a saber se era no hotel, se fora dele.

Partimos às seis e meia da manhã, mais mortos do que vivos, tendo ainda setecentos quilómetros pela frente. Atravessámos uma Alemanha fustigada por ventanias e saraivadas, por vezes, a visão era mínima. E já nem falo nos passeios com a cadela...

Chegar, descarregar o carro, arrumar as coisas, tentar estabelecer a ordem no meio do caos. Quando pude, liguei o computador, li os mails, vagueei um pouco pela blogosfera… Eram cerca das nove e meia (na Alemanha, é uma hora mais tarde), quando o meu marido me veio dizer: «A RTP Internacional está a transmitir o Braga-Sporting. 0:0 ao intervalo».

Já não me demorei na internet. Fui ver a segunda parte. O Sporting começou bem, mas as oportunidades falhadas sucediam-se. Na parte final, o Braga cresceu e eu já rezava que não marcassem, que se salvasse, pelo menos, o empate.

Em tempo de descontos, a entrada violenta de Matheus sobre Tanaka. O guarda-redes só levou o cartão amarelo. «Haviam de marcar este golo», disse o meu marido, «sempre se fazia justiça por o Matheus não ter visto o vermelho».

E não é que o Tanaka marcou mesmo? O Tanaka marcou um golaço!

O que nos vale é o Sporting! Para nos abençoar o sono e nos fazer esquecer as agruras de atravessar meia Europa de carro em pleno inverno!


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01 Dez 14
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22 Out 14

Os jogadores e o treinador do Schalke 04 são os primeiros a concordar. Elogiam o Sporting e admitem que o penálti nunca existiu. «É angustiante perder assim», disse Huntelaar, «eu teria perdido as estribeiras», com a perfeita consciência de que jogar bem e sair derrotado à custa de um erro crasso da abitragem é duro de engolir.

 

Força Sporting! Não se deixem ir abaixo! Vocês são bons e nós amamo-vos!


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10 Out 14
Best selfie ever!
Cristina Torrão

Best selfie.jpg

Sem photoshop, sem montagens, sem retoques, sem truques, sem nada!

Kevin Richardson at his best!

Um grande leão! Se fosse português, era sportinguista, claro.

 

lionwhisperersa's photo Instagram

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12 Ago 14

 

Foi há 30 anos! Lembro-me tão bem!

Mas quase tão bom como a chegada de Carlos Lopes à meta foi a cerimónia de encerramento das Olimpíadas de Los Angeles 1984 se ter dado logo a seguir. O Estádio a rebentar pelas costuras, o mundo inteiro de olhos postos no ecrã televisivo, a esperar pelo espetáculo, a esperar por Lionel Ritchie. E, mesmo antes de ele começar a cantar, ouviu-se... o hino português! A nossa bandeira subia, Carlos Lopes no pódium com a medalha! Viva!


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12 Jul 14
O Pormenor
Cristina Torrão

Deslocar-se ao balneário para felicitar os jogadores da seleção nacional, depois de uma vitória, é um gesto bonito da parte de um chefe de Estado. Quando o chefe de Estado é uma mulher, esse gesto adquire um charme especial, mesmo em se tratando de uma mulher sem poder de atração, como é o caso da chanceler Angela Merkel. Nesta fotografia, porém, ela apresenta-se com uma leveza e uma simpatia incomuns. Mas não é essa a razão principal para eu gostar da imagem. Também não é por causa do monte de homens bem-parecidos, de corpos musculados e toalha pelo pescoço. O melhor da fotografia, o pormenor que me encanta, é o continente africano tatuado no braço esquerdo de Boateng.

 

 

(Clicar aqui para ver melhor a tatuagem, na imagem aumentada).


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10 Jul 14
Uma questão de nervos?
Cristina Torrão

No futebol, quase nada é previsível, as surpresas são constantes, tornando, muitas vezes, o impossível possível. Mesmo assim, arrisco-me a prever uma seleção argentina barricada na sua defesa para a final deste Mundial. Será essa a estratégia, «não arriscar» a palavra de ordem, principalmente numa Argentina que ainda não mostrou futebol ofensivo. E principalmente depois da derrota histórica dos brasileiros. Como diz o Pedro Correia, ao referir-se ao jogo monótono entre a Argentina e a Holanda: tanto argentinos como holandeses ficaram a tal ponto apavorados com os erros tácticos cometidos pelos brasileiros na meia-final frente à Alemanha que procuraram evitá-los a todo o custo, não arriscando um milímetro em soluções de ataque.

Na final, o pavor dos sul-americanos será ainda maior. E também me parece que se poderá prever que a Alemanha atacará desde o primeiro minuto. Os germânicos estão cheios de confiança e tentarão concretizar a exigência bem conhecida de Joachim Löw para todos os jogos da sua seleção: o primeiro golo tem de acontecer na primeira meia hora de jogo, de preferência, nos primeiros vinte minutos!

Esta prerrogativa tem, porém, um ponto fraco. E é esse que os argentinos deviam explorar (na verdade, a sua única hipótese de virarem o jogo a seu favor): não conseguindo cumprir a imposição de Löw, os jogadores alemães ficam nervosos, mais suscetíveis de cometerem erros, por vezes mesmo desorientados.

As goleadas alemãs começaram sempre cedo. No jogo contra Portugal, o primeiro golo aconteceu ao minuto 12 e contra o Brasil, o mesmo Thomas Müller marcou aos 11’. Comparemos com o que aconteceu nos jogos em que a Alemanha fraquejou: frente ao Gana, um empate a duas bolas, o primeiro golo veio só na segunda parte (aos 51’); o mesmo aconteceu com os EUA, surgindo o único golo da partida aos 55’; com a Argélia, jogo equilibrado que os germânicos venceram por 2:1, os golos surgiram apenas no prolongamento. A exceção verificou-se frente à seleção francesa, em que os alemães marcaram no minuto 13, mas não foram além do 1:0.

Barricando-se na sua defesa e aguentando os críticos primeiros 15 minutos e, depois, a primeira meia hora, os argentinos têm boas hipóteses de enervarem os alemães. Quando notassem, porém, os primeiros sinais de desgaste, teriam de pôr em prática um futebol ofensivo, procurando o golo, não apostando no prolongamento ou, ainda pior, nos penáltis. Porque, para o fim, verificando que o adversário está no limite das suas forças, os germânicos ganham novo alento.


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09 Jul 14
Mundial Bizarro
Cristina Torrão

Logo com a eliminação da ainda detentora do título, a Espanha, se desconfiou que este Mundial reservaria muitas surpresas. Também a Itália não sobreviveu à fase de grupos, idem para Portugal e a Inglaterra.

Depois, houve aquelas equipas que, pela sua coragem e o seu futebol descomplexado, mereciam ir mais longe, como o Chile, eliminado pelo Brasil à custa dos famigerados penáltis, e a Argélia, que, pasme-se, obrigou a Alemanha a entrar no prolongamento, perdendo por apenas 2:1.

A marcha triunfal da Alemanha tem-se dado sem buzinadelas nem caravanas de automóveis, em Stade, a cidade onde vivo. Jogos como a meia-final de ontem iniciam-se às 22:00, hora proibitiva, num país onde as pessoas se levantam entre as 05:30 e as 06:00 da manhã, para estarem nos empregos entre as sete e as sete e meia. Os únicos festejos de que me apercebi foram os dos quartos-de-final, jogados numa sexta-feira (dia 4), às 18:00 horas.

 

Que dizer depois deste 7:1 ao Brasil? Que se prevê novo descalabro para o próximo adversário da Alemanha? A Argentina tem-se ficado pelo 1:0, tanto contra a Suíça (após prolongamento), como contra a Bélgica, países que não são potências em termos futebolísticos. E também a Holanda, depois de um início promissor, só logrou passar à meia-final depois de vencer a Costa Rica a penáltis.

 

Enfim, resta-me um consolo: só levámos quatro da Alemanha! E só fomos eliminados por termos sofrido mais golos do que os EUA. Merecíamos ir à final, não?


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01 Jul 14

Sem medo!

 

Como aliás o Pedro Correia já referiu na sua excelente análise. Os alemães entraram em excesso de confiança, depois da goleada a Portugal, empatando de seguida com o Gana e ganhando por apenas 1:0 aos Estados Unidos, num jogo que, no fundo, só serviu para cumprir calendário.

 

A seleção alemã está longe de ser perfeita e já muitos alemães (pasme-se!) duvidam que possa ganhar o Mundial. Enfim, a disciplina férrea e a tática de Jogi Löw poderão neutralizar muitos pontos fracos e alguns desentendimentos entre jogadores, levando a equipa à final.

 

O Chile e a Argélia mereciam ter passado aos quartos-de-final por se terem "atrevido" a expor, sem complexos, as fragilidades dos gigantes. Uma final emblemática seria mesmo Brasil/Alemanha, duas equipas que intimidam pelo seu peso, mas que, no fundo, se tentam equilibrar na corda bamba.


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17 Jun 14
Temor patológico
Cristina Torrão

Por alguma razão, os alemães não gostam de Cristiano Ronaldo. Acham-no arrogante e totalmente sobrevalorizado. Para quem vive na Alemanha, como eu, é bastante frustrante ver um herói nosso assim tratado. Nada há que eu diga que lhes mude a opinião. E espero eternamente por uma oportunidade em que o "nosso" Cristiano dê a volta, convencendo os germânicos de que estão enganados (principalmente, quanto à sobrevalorização).

 

Aguardo assim com ansiedade extra os jogos entre Portugal e a Alemanha. Mas as expetativas saem sempre defraudadas. E culminaram na hecatombe de ontem! O lado bom da questão? Por acaso, até há. Em primeiro lugar, estou em Portugal. A tarde de ontem seria insuportável na Alemanha. Em segundo lugar, os alemães, tal como os holandeses, encontram-se em excesso de confiança, o que costuma dar mau resultado. A ver vamos...

 

O Pedro Correia fala do temor quase patológico dos alemães. Concordo inteiramente. Sempre que jogam contra a Alemanha, os portugueses nem sabem onde se hão de meter. Não haverá um selecionador que acabe com esse "síndrome"? Pela minha parte, garanto que os alemães são humanos como outros quaisquer, nem mais nem menos!


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15 Mai 14
Sobe & Desce
Cristina Torrão

Nunca um jogo que decide quem sobe/desce de divisão foi tão importante! A Alemanha está hoje de olhos postos na 1ª mão da partida entre o Hamburgo SV (o 16º classificado da Bundesliga) e o Greuther Fürth (3º classificado da 2ª divisão), às 20h30m, hora local (em Portugal, uma hora mais cedo). O Hamburgo SV, cujo capitão é a antiga estrela da seleção holandesa Rafael van der Vaart, conta com uma Taça dos Campeões, uma Taça das Taças e seis campeonatos no seu palmarés. Mas as dificuldades dos últimos tempos, a par da simpatia que nutro pelo clube, pois moro perto de Hamburgo, fizeram-me compará-lo ao Sporting, na malograda época passada (também ficaram em 7º lugar). Porém, enquanto os nossos leões depressa subiram a um lugar mais de acordo com o seu prestígio, o clube alemão desceu mais baixo do que nunca e vê-se obrigado a um play-off para não descer de divisão (o que aconteceria pela primeira vez).

 

Os adeptos do Hamburgo SV estão com o coração nas mãos. E eu quase também...

 

Adenda: o nosso comentador jc foi mais rápido que eu (ver comentários): o Hamburgo SV não passou do 0-0 em casa. Aqui bem visível a desolação de Rafael van der Vaart, depois do jogo:

 

 

Adenda 2: Foi rés vés, mas o Hamburgo conseguiu superar este obstáculo, ao empatar no estádio do Greuther Fürth por 1:1. Os momentos finais foram emocionantes, a equipa da casa esteve perto de marcar o segundo golo. Enfim, o Hamburgo conseguiu salvar o estatuto de nunca ter descido de divisão. Mas anunciam-se medidas drásticas para tirar o clube da crise, incluindo a dissolução de todo o management. Veremos se terão tanto sucesso como o Sporting...


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