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És a nossa Fé!

A propósito de sorteios e datas

Temos que admitir que o Sporting tem tido alguma sorte recentemente, não só com o sorteio mas também com as circunstâncias (nomeadamente o modo como chegou a cabeça de série par ao sorteio do play-off). Isso aumenta a responsabilidade da equipa: esperemos que saiba estar à altura. Há que comparar, porém, estas circunstâncias com outras alturas em que a sorte nos foi madrasta.

Vejamos, por exemplo, as datas dos jogos. Desta vez o Sporting joga a primeira mão a uma terça feira e a segunda mão a uma quarta (uma semana e um dia depois). Para isto acontecer, outros clubes jogarão primeiro à quarta feira, e depois à terça. Ou seja, com menos dois dias de descanso que os outros. Pode existir igualdade de circunstâncias entre os clubes que disputam estes jogos, mas esta igualdade não existe se pelo meio houver uma jornada dos respetivos campeonatos nacionais.

Eu compreendo que, durante a fase de grupos, metade dos jogos de cada clube/grupo se disputem à terça e a outra metade à quarta. Mas aí há mais tempo a passar. Com tão pouco tempo envolvido, por que não hão de estar todos os clubes a jogar os play-offs em igualdade de circunstâncias? Se a primeira mão è a terça, a segunda à terça; se é à quarta, a outra também. Ambos com uma semana de intervalo. Custa assim tanto à UEFA perceber isso?

Há dois anos o Sporting também disputou o play-off, contra um adversário mais difícil, com seis dias de intervalo entre os dois jogos.

Mas esta desigualdade de circunstâncias não ocorre só nas competições europeias – longe disso! Na época passada, por exemplo, numa semana decisiva em que viria a ficar irremediavelmente afastado do título e eliminado da taça de Portugal, o Sporting teve três jogos fora. Três deslocações: duas a Chaves e uma à Madeira. Provavelmente as duas piores deslocações possíveis para um clube de Lisboa, uma delas repetida, num intervalo de uma semana. Só para comparar, no mesmo período o Benfica, que viria a ganhar o campeonato e a taça, teve três jogos em casa.

Quem planeia os calendários da época futebolística deveria considerar todos estes aspetos, e não limitar-se a enfiar os jogos das outras competições nos “buracos” disponíveis. E isto diz respeito a todos os clubes.

Após o fim de semana eleitoral

Jorge Jesus continua a criticar a estrutura do clube que lhe paga o salário, como se estivesse acima dessa estrutura (e como se uma boa parte dessa mesma estrutura não tivesse sido escolhida por ele). O Sporting (neste caso Bruno de Carvalho) está a cometer com Jorge Jesus o mesmo erro que Sousa Cintra cometeu com Carlos Queirós (e que só foi resolvido - a mal - por Santana Lopes). Não é admissível este tipo de atitudes da parte de um treinador, que hierarquicamente deveria estar abaixo do presidente e de um responsável pelo futebol (Leonardo Jardim e Marco Silva estavam abaixo de Augusto Inácio). Jorge Jesus sente que não tem que responder perante ninguém. Pode criticar toda a gente, estrutura e jogadores, mas ele está acima de qualquer crítica. Esta situação reflete-se no balneário, do qual Jesus é um péssimo gestor: é nítido o divórcio entre o treinador e a equipa, que já não o ouve. Enquanto esta situação não for corrigida, o futebol do Sporting não vai melhorar.

Um pouco de ciência

Vi na televisão as imagens da hipotética "cuspidela" de Bruno de Carvalho ao presidente do Arouca.
O movimento de um líquido (o cuspo) no ar é de uma natureza completamente diferente do da difusão de um gás (o vapor) no mesmo ar. Seria impossível um líquido ter aquele alcance, ou seja, sair da boca de alguém com tal velocidade, sem que houvesse um sopro forte. Qualquer pessoa que cuspa com força faz esse gesto de soprar, correspondente a uma careta. É manifesto que Bruno de Carvalho não faz essa careta - as suas bochechas não se mexem. Sou físico de formação e profissão e garanto: nestas condições, é fisicamente impossível que Bruno de Carvalho tenha cuspido no presidente do Arouca.

 

Os truques do "Público" e de "O Jogo"

As imagens foram divulgadas e demonstram inequivocamente que é o presidente do Arouca que começa o conflito. Mesmo assim, o Público prefere dar mais destaque a uma hipotética "cuspidela" que Bruno de Carvalho teria lançado em resposta. Nenhum dirigente do Arouca a referiu na altura dos incidentes. Mas entretanto alguém notou o que poderia ser uma cuspidela. O Público decidiu adotar essa narrativa (o título original da notícia não tinha ponto de interrogação). O Arouca, convenientemente, também.
Agora, numa versão atualizada, o Público já diz que "pode ter sido uma cuspidela" (garantia antes que "foi"), mas afinal também pode ser fumo do cigarro eletrónico que Bruno de Carvalho estava a fumar.
As questões aqui são: quem inventou a narrativa da cuspidela? De que clube? Como teve o Público acesso a ela? E por que decidiu que era essa a narrativa verdadeira sem consultar mais ninguém?

(Adenda: a primeira página de "O Jogo" é ainda mais grave, pois toma mesmo como verdadeira a versão da cuspidela.)

João Lobo Antunes - um modo de ser sportinguista

Só conhecia João Lobo Antunes de entrevistas. Pessoas haverá muito mais habilitadas do que eu para recordarem o ilustre e notável neurocirurgião. Mas eu gostaria de recordar justamente uma entrevista – não sei onde, não sei a quem (teria sido ao DNa, suplemento do Diário de Notícias?) –, a primeira que dele li, já lá vão mais de 20 anos. Vivia-se o prolongado jejum de títulos do Sporting, e uma das perguntas da entrevista dizia respeito justamente ao sportinguismo de João Lobo Antunes, nascido e criado em Benfica e numa família de benfiquistas, alguns deles ferrenhos. A pergunta era algo como “O seu Sporting não lhe tem dado muitas alegrias...”, e a resposta, que eu nunca esqueci: “A mim o Sporting só me dá alegrias. Quando ganha é uma alegria. Quando perde é um hábito.” Pode parecer pateta recordar João Lobo Antunes por isto, mas só um homem muito sábio encara o futebol desta maneira.

Há 16 anos

Vivia então nos EUA, e este jogo aqui recordado pelo Pedro Correia foi o único do Sporting a que pude assistir, em direto, em casa, num canal americano (foi transmitido na ESPN). Este vídeo está "censurado": não mostra os "c*r*l***" e os "f*d*-s*" que o Sá Pinto largou mal marcou o golo, e que eu lhe podia ler nos lábios (e que também larguei). Este jogo marcava, tal como o de hoje, o reencontro do melhor jogador do mundo de então com o clube que o formou. Teve a particularidade de reunir os dois melhores marcadores de livres de que me recordo, ambos brasileiros - deixaram a sua marca no resultado. Resultado esse que foi extremamente ingrato - como escrevi na altura, o Sporting jogou melhor, mas o Real Madrid era melhor. Nada mais havia a fazer. Quem dera que o resultado fosse o mesmo hoje!

Obrigado, Moniz Pereira

Visitei há poucos dias o renovado museu Mundo Sporting. Vi muitos títulos nacionais e internacionais, li as histórias das conquistas desses títulos, mas o que mais me emocionou foi ver as medalhas olímpicas. Algumas delas, as primeiras do atletismo - ainda no dia 26 de Julho passaram 40 anos sobre a primeira de todas - devem-se muito à visão de Moniz Pereira. Espero que os atletas portugueses possam homenageá-lo, e que o Sporting saiba honrar a sua memória.

Calimerice do dia

Há 21 anos o sistema de pontuação do campeonato foi alterado, com as vitórias a passarem a valer três e não dois pontos. Em 19 dos campeonatos desde então o campeão seria o mesmo, independentemente do sistema de pontuação. Esta alteração mudou dois campeões. Em ambos os casos tirou o título ao Sporting.

Que belo lance de futebol

As imagens dos resumos da televisão não o demonstram, mas o terceiro golo do Sporting de hoje é um prodígio de troca de bola. Quando no estádio se gritava "chutem a bola à baliza!", os jogadores do Sporting estão uns bons dois minutos a trocarem a bola no meio campo do Marítimo, uns para os outros, sem nunca a perderem, aguardando pacientemente o momento certo para fazerem o remate mortal. Que enfim haveria de chegar.

Os melhores golos do Sporting (32)

 

Golo de BALAKOV

V. Setúbal-Sporting, 2-3

29 de Agosto de 1993, Estádio do Bonfim

 

O Sporting formou o Figo e o Cristiano Ronaldo, mas que eu me recorde o jogador que mais classe demonstrou com a camisola verde e branca foi provavelmente Krassimir Balakov. Eu estava de férias, assisti a este difícil e bem disputado Vitória de Setúbal-Sporting da época de 1993/94 diretamente na TV e nunca me esquecerei do primeiro golo do Sporting, que podemos rever neste vídeo a partir dos 2 min 15 s.

No dia seguinte, o título do jornal: "Quem tem Balakov tem tudo". Bem, o Balakov não era tudo: o Sporting também tinha um grande treinador (Bobby Robson) e outros grandes jogadores (como o Cherbakov). Refiro o Cherbakov porque nem o Cherbakov nem o Bobby Robson acabariam a época no Sporting, como é bem sabido: Cherbakov por um infortúnio, e Robson pela decisão mais estúpida que um presidente do Sporting tomou.

Ficam aqui os golos deste jogo como recordação de uma equipa que bem merecia ter sido campeã, com destaque para o primeiro, pelo grande maestro.

 

Os melhores golos do Sporting (8)

Golo de MONTERO

Sporting-Marítimo

26 de Outubro de 2014, Estádio José de Alvalade

 

Este golo estava na minha lista de possibilidades para esta compilação do blogue. Nunca pensei que publicá-lo servisse, também, para me despedir deste grande jogador, ainda mais dois dias depois de, mais uma vez, ter sido decisivo. Não adianta recordar o Montero, pois toda a gente o conhece. E ninguém o vai esquecer nem momentos de magia como este, em Alvalade, contra o Marítimo, a época passada. Foi provavelmente o melhor golo que alguma vez presenciei. Obrigado por tudo e felicidades, avioncito.

 

A propósito dos contratos (3)

Evidentemente, o Sporting ter fechado um contrato destes com a NOS foi uma surpresa para muitos profetas da desgraça em tudo o que diga respeito ao nosso clube. Pessoalmente, creio que a melhor resposta a dar-lhes é o próprio contrato: uma bofetada de luva branca.

Mas alguns destes profetas da desgraça não o são somente em relação ao Sporting: são-no em relação a todo o país, em relação a todos os assuntos. Responder-lhes é, por isso, um bom serviço que o presidente do Sporting presta. Só não gosto do estilo, que infelizmente por vezes não prima pelo bom gosto... Mas apesar deste estilo do presidente, considero muito positiva a sua preocupação de nunca deixar o clube ser apoucado, como se vinha tornando cada vez mais habitual. 

A propósito dos contratos (2)

Respeito muito as opiniões de quem considera excessivas as verbas envolvidas nos contratos dos três grandes, e que isso se vai repercutir nos preços para os clientes. Mas por que razão tais opiniões não surgiram logo que foram conhecidos os contratos com Benfica e FC Porto, e somente depois de ser anunciado o contrato com o Sporting?

A propósito dos contratos

Não vou entrar na competição do meu-contrato-é-melhor-que-o-teu que caracterizou o final do ano passado. O contrato do Sporting é o maior em termos de valores, mas também é o que envolve mais cedências. São três contratos diferentes e, por isso, não são diretamente comparáveis. De qualquer maneira parecem-me três bons contratos. O presidente do Benfica, porém, insiste em que o contrato do Benfica é melhor que o do Sporting. Mas, se é assim, por que o quererá rever junto da NOS?

 

"Se eu fosse o ROC..."

 

Não faço ideia de quem seja o autor desta divertida página do Facebook. Sei que a sigo e que me faz dar boas gargalhadas. Bem merece o destaque que tem tido e a foto documenta. Transcrevo um texto recente e que vem a propósito:

 

Desde 2002, ano em que o escudo deixou de circular, que os portugueses andavam incessantemente à procura de um termo que substituísse os velhinhos "paus". À parte de algumas derivações que resultavam mais da semelhança fonética entre os euros e os "aéreos", estavamos todos órfãos de uma expressão que fosse unanimemente aceite no seu propósito de expressar a moeda corrente. Hoje, graças ao literalmente risível pedido de indemnização formulado pelo Benfica contra o treinador mais titulado da sua história - e que há 3 meses atrás era um ídolo para as bandas da Luz - essa travessia no deserto acabou.
Agora, alguém que me troque esta nota de 10 lampiões que tenho de ir ali meter moedas no parquímetro.

{ Blog fundado em 2012. }

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