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És a nossa Fé!

Emotion Picture by BdC

Ontem um amigo leão fez-me estremecer com três palavras "Ecografia Morfológica Live".

Não tendo a saúde permitido ir a Alvalade para o jogo com o Marítimo, ia-me passando ao lado o bónus oferecido aos adeptos que marcaram presença. Mas o absurdo era tamanho que acabei por apanhar com ele, apesar de me ter recusado a ver o emotion picture.

Deste então, estou-me a preparar psicologicamente para o próximo jogo em Alvalade. Aliás, para os próximos.

Uma ecografia morfológica já para a semana, no jogo contra o barça? Pode ser que o Messi se comova e a bota lhe trema?

Lá para diante, quando recebermos o Benfica, adivinho uma feliz coincidência natalícia no calendário? O primeiro parto em direto para 50.001? O Jonas marejado de lágrimas não encontrará a sua piscina?

E algures no meio desta patetice egocentrica e despropositada que parece estar a ficar descontrolada, temos o Sporting Clube de Portugal a tentar ser campeão.

Por mim ficava só mesmo com o caneco e com uma brutal festa para celebrar o jejum lá para finais de maio. Nesse dia não faltarão voluntários para mudar as fraldas ao petiz se o casal emotion picture quiser desbundar à vontade, não seja por isso. Mas até lá... É assim tão difícil só oferecer futebol de primeira com o bilhete?

Defesas centrais?

Precisamos de ir contratar novos defesas centrais? Foi aí que esteve o ponto principal fraco da nossa defesa este ano?

Bom, temos sempre que dar um enorme desconto ao que vem na imprensa e relativizar o que se publica por aí, não é verdade?

Entretanto, seguro para a próxima época como reforço para o centro da defesa está André Pinto, que assinou no final de janeiro deste ano, vindo do SC Braga.

Coates também foi contratado em fevereiro de 2017 depois de ter vindo para o Sporting CP por empréstimo do Sunderland.

No plantel temos ainda Ruben Semedo, Paulo Oliveira e Douglas.

Os jogadores de €20 milhões

Em tempo de guerra não se limpam armas, mas chegado este intervalo é a hora de fazer o balanço e de afirmar muito do que foi calado durante a época.

No final de um jogo onde alguns dos jogadores da Academia que andaram a rodar para ganhar estaleca deram a melhor conta possível no tempo e espaço que lhes foi oferecido, ouço o nosso treinador, com ar pesaroso e fatalista, a lavrar sentença procurando evangelizar o povo créu na religião da Academia, no sentido de que esta tem tido demasiado peso no plantel e que com ela e sem recorrermos a craques  - como "os outros que contratam jogadores de €20 milhões" - nunca teremos hipóteses de passar do que temos sido ao longo da última década e meia.

Foi há 24 horas e ainda estou de queixo meio caído.

 

Os "culpados"

 

Gelson, Ruben Semedo, Rui Patrício, Adrien, William, Beto, Esgaio mais tarde Podence são dos últimos a que me ocorre atribuir responsabilidades especiais pela má época. A estes juntaria Bruno César, Bas Dost, Alan Ruiz, Coates e Paulo Oliveira.

Junto a isto outro dado que me ocorreu pouco depois de ouvir o nosso treinador: Iuri Medeiros foi o segundo melhor marcador de entre os quadros do Sporting Clube de Portugal, marcou mais um do que Gelson e não se fez rogado em assistências.

 

Afinal porque tivemos uma época tão abaixo das expectativas?

 

Não sou fundamentalista da Academia. De todo.

Sou fundamentalista de ter no Sporting Clube de Portugal os melhores que podemos contratar e manter de forma sustentável. Sou fã de Bas Dost e acho que foi uma excelente aposta. Sei até que é impossível acertar em todas as contratações ou até na maioria. Mas também consigo ver quando a conversa atinge um patamar alheio aos factos.

 

A verdade é que este ano foi um daqueles anos em que mais suspirei por vários jogadores que já são nossos, da Academia e que, ou não estavam ao nosso serviço, ou permaneciam arredados do plantel.

Fi-lo sempre que Castaignos tocou na bola, sempre que no banco ou na bancada via jogadores que nem calçavam - como Meli. Sempre que Bryan Ruiz destruia mais um pouco a excelente imagem que tinha deixado e que o treinador teimava em exibir.

Fi-lo quando Campbell demonstrava que já tinha dado tudo o que tinha para dar e se mantinha entre os eleitos; sempre que Markovic tinha ainda mais uma oportunidade para revelar que já não era o que foi; sempre que Petrovic ocupava posição no meio campo. Sempre que Elias.... Aí cheguei a chorar (tal como quando Schelotto renovou em janeiro). Sempre que Douglas... quem? Sempre que Marvin fazia 10 jogos péssimos por cada um brilhante.

 

Saudades do Futuro

 

Foi uma época dolorosa, amenizada pela perspetiva de termos jogadores que estavam a amadurecer e a dar genuínas provas de que serão excelentes reforços.

Foi uma delícia ver o Francisco Geraldes e ficar com água na boca para o ver jogar mais. Foi muito bom ver Podence a conseguir aproveitar uma rara oportunidade que acabou por ter. É muito bom ver que Palhinha tem lugar nos 23. É muito bom imaginar Iuri a ser o segundo melhor marcador dos quadros do Sporting e a poder marcar os golos com a camisola certa.

Não fazem um plantel completo? Não. Nem todos serão titulares? Não. Mas atirar para fecho de época uma atorda de "ou compras jogadores de €20 milhões ou não chegas lá", também não engulo. Engulo... Faz-me lembrar o Imbula. Valha-me São Sinama-Pongolle!

Quanto investimos na época passada em assinatura, salários e passes de André, Elias, Markovic, Petrovic, Douglas, Campbell, Meli e outros que tais?

 

A camioneta de jogadores

 

Não, o Sporting não tem dinheiro para comprar uma camioneta de jogadores de 5 a 20 milhões cada para ter deles a mesma taxa de sucesso que tivemos este ano (de caras ficam para o ano Bas Dost e Alan Ruiz). Temos que conseguir fazer melhor, muito melhor com o que temos e com o que pagamos à nossa equipa técnica.

 

Bas Dost custou €10 milhões. Slimani €300 mil. Ambos craques, ambos matéria-prima para clubes campeões.

O que interessa não é comprar caro, é comprar bem e escolher bem em cada domingo. 

Enquanto assim não fizermos, e pegando no exemplo da época que termina, hei-de continuar a "chorar pelos meninos".

Saudações leoninas.

Expectativas para 2017/2018 (com a info de maio)

Especulemos um pouco sobre o futuro, à data em que a equipa de futebol sénior, masculina, do Sporting Clube de Portugal termina mais uma época.

A perspetiva de que Adrien Silva (28 anos) venha a sair do clube para ter currículo internacional na última parte da sua carreira, parece ser um cenário muito provável.

Se sai em pacote com William (25 anos) ou se William sai ou fica, já parece ser algo mais difícil de antecipar (sempre no campo das probabilidades).

Noto que vamos ter ainda uma montra entre 17 de junho e 2 de julho, a taça das confederações, que poderá ajudar a recordar, a nível global, a valia destes jogadores. Nesse sentido, tudo é possível, até mesmo a saída de ambos.

Depois há Gelson (22 anos). Posso estar enganado, mas creio que o assédio à mais jovem pérola titular indiscutível será real e de peso. Também acredito que não seria a melhor decisão de carreira do moço mas veremos

Juntando a isto as declarações recentes daquele que será o treinador do Sporting no início da próxima época sobre a necessidade de grandes mudanças que estão a ser discutidas e as bocas do presidente aos que ao verem o Sporting a passar vergonhas com “segundas e terceiras escolhas” se põe a recordar a valia subaproveitada da cantera, parece-me praticamente inevitável que venhamos a ter uma autêntica revolução no plantel, em todos os seus setores.

Novos laterais esquerdos, novos centrais, novos centrocampistas, novos extremos, novos avançados, tudo a ser suprido por uma mistura entre uma nova camioneta de jogadores contratados e prata da casa que ascende a sénior ou que está já na folha salarial mas em empréstimos.

Talvez no Benfica também haja uma mini-revolução na defesa e alguma coisa no meio campo, mas deverá ser menos drástica. O Porto também mexerá em algo mas creio que também revelará menos caras novas. É pelo menos o que parece (a esta data propícia a muitas mudanças nas próximas semanas).

Olhando friamente para as estatísticas que ainda há poucos dias eram referidas na TSF (aplicáveis em Portugal e em quase todos os campeonatos), a estabilidade no plantel é uma realidade que costuma coincidir com títulos. Não é condição suficiente para ganhar, mas é, salvo raras exceções, uma condição necessária.

Dito isto, e a confirmar-se este cenário de grande mudança em todos os setores com maior impacto no nosso plantel do que em qualquer outro dos três grandes, o Sporting partirá como candidato ao título pela quota  das “raras exceções”.  

Acho que não temos nada a perder em reconhecer isso, sem que tal sirva de desculpa ou atenuante ao nível de exigência que devemos colocar à equipa e aos técnicos. Se estamos nesta posição muito se deverá ao que não conseguimos construir na época que agora termina.

No fim de contas, as saídas que se avizinham até serão normais estando a discussão muito mais na capacidade de minimizar esse impacto numa única época (e assim evitar grandes ruturas numa só temporada) do que garantir que não ocorram de todo ao longo das respetivas carreiras dos nossos melhores jogadores.

Vejamos o que nos revelará o defeso e a pré-época na nossa casa e na dos outros mas, a esta data, diria que partimos como aquele que terá uma montanha maior para escalar para chegar ao título. E com um treinador que, a mim, pessoalmente, me tem parecido gerir o plantel com bitolas de exigências distintas quando se tratam de jogadores da casa, ou jogadores cuja contratação de raiz avalisou (já era assim no Benfica), sou levado a refrear ainda um pouco mais a expectativa com que me disponho a encarar a próxima época.

Estamos numa posição que, teoricamente, é a oposta àquela que tínhamos há exatamente um ano, quando terminámos o campeonato a jogar claramente o melhor futebol, com o plantel mais equilibrado. Mas convém não esquecer que entre o final de maio e o início do campeonato, muito mudou no ano que passou e esse capital de vantagem não veio a confirmar-se, de todo, na época que agora termina.

Sporting adiado

Mudar a data de uma gala que celebra o aniversário do clube para não colidir com o casamento do presidente que quer casar no dia de aniversário do clube... Confesso que por esta não estava à espera.

Isto é que é ser mesmo sportinguista, pá. Sim senhor, grande ideia. Estou todo derretido com tanto fervor. Isto é que é um verdadeiro presidente.

Que emoção.

 

Menos, caro presidente, menos, muito menos. Ou ganha o sentido do ridículo depressa e percebe que ninguém lhe entregou carta branca para fazer do Sporting um servente para caprichos pessoais, por maior que seja a corte que agora granjeou em sua volta, ou então passa a ser um problema.

Foi com fundadas esperanças e empenho que votei em si há poucos dias, mais até do que quando votei nas eleições anteriores, mas esse voto foi acima de tudo patrocinado por um conjunto de valores que quero ver a protagonizar e sempre em defesa do clube, acima de qualquer devaneio pessoal, seja de quem for.

Pela minha parte estou farto de ver o Sporting adiado e desrespeitado por quem chega a seu dirigente. Quer mesmo fazer parte desse restrito "clube"? É que há muitas formas de ganhar lugar cativo por lá.

Olhe e outra coisinha para tentar continuar a respeitá-lo: bardamerda para si por não ser capaz de encaixar uma crítica decente e respeitosa dos adeptos do clube que lidera. Espero que entenda, é que é inteiramente merecido.

Saudações leoninas para todos.

O que dói…. 2ª e última parte

 

Continuação daqui.

O que dói é que Bruno de Carvalho tem tanto capital emocional e político investido em Jorge Jesus que dificilmente encarará a hipótese de arrepiar caminho e encontrar um treinador mais adequando às nossas atuais capacidades e interesses. O que dói é que JJ é velho demais para mudar genuinamente, percebendo que os riscos que corre com a canalhada dificilmente se compararão pior do que o que “conquistou” com as escolhas feitas este ano. O Sporting termina a época em terceiro, perto do nível de quarto e dando vários passos atrás. Termina a época com menos titulares indiscutíveis do que no ano passado e com um grande ponto de interrogação para o futuro quanto a qual a estratégia a privilegiar.

O que dói é que a relação com o treinador e o plantel vai ter de cair de podre ou estar inteiramente dependente do tal fator que raramente nos tem bafejado.

Três ou quatro contratações galácticas, aparentemente pouco promissoras (três ou quatro Slimanis para diferentes posições, num acerto de scouting que no ano passado esteve longe de se concretizar), uma conjuntura de maior fragilidade nos adversários que não se adivinha (pelo menos o benfica) e uns milagres altamente improváveis nas competições europeias.

A esperança nunca morre, mas arrisca-se a iniciar a próxima época internada no hospital à espera de um renascimento, talvez lá para o natal.

Está difícil sequer conseguir esfregar as mãos com o “para o ano é que é”.

Dito isto, espero que os próximos meses amenizem este estado de espírito e este balanço e que daqui a um ano estejamos aqui a celebrar. Para já, com o realismo possível de quem “só” sabe o que vê em público, é isto que tenho digerido. Imensas dúvida quanto à razoabilidade de manter a aposta no atual treinador. Imensas.

O que dói… 1ª parte de duas

O que dói é que há um ano terminámos o campeonato a jogar o melhor futebol da liga, derrotados por uma nesga de fortuna mas legitimamente confiantes de que iriamos enfrentar a época seguinte num patamar superior àquele com que tínhamos entrado a época que findava.

Terminar melhor do que se começou, avançando mais do que os adversários é a única forma de nos aproximarmos decisivamente da glória e é a única coisa – juntamente com o apoio dos adeptos – que depende estritamente de nós, naquilo que é uma prova longa, cheia de imponderáveis e até de eventuais cartilhas e encartados.

Sporting

 

Se o que depende de nós não for bem feito, sobra pouco crédito como capital de queixa e entregamos a uma imensa sorte – que raramente nos bafeja – para atingir aquele que será sempre um sucesso improvável.

 

Vamos por pontos...

Ouvi atentamente o treinador e retive, entre outros, isto:

  • A juventude paga-se cara.
  • As substituições não trouxeram mais qualidade ao jogo e nem eram as 2ªs ou 3ªs escolhas, eram as que havia disponíveis.

Com base nisto de que equipa será treinador Jorge Jesus, na próxima época?

 

 

'Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sujo. Segundo, porque ele gosta.'

Tudo tem o seu tempo e antes de mais tenho de sublinhar que, no essencial (não em tudo mas no essencial), o Sporting teve e tem uma direção com característica técnicas e humanas absolutamente cruciais para sair do enterro anunciado em que outros consócios com funções executivas haviam enfiado o clube.

Nem sempre gostei do estilo, em especial porque em vários momentos pecou por excesso, mas o balanço global era e é francamente positivo.

Agora tinha um pedido. Não que as pessoas em quem votei recentemente deixassem de ser quem são, mas antes que renovassem o arsenal tático ao nível da comunicação. Que prosseguissem aquilo que espero ver na equipa principal de futebol, também a nível dirigente.

O que espero para a equipa de futebol sénior masculino é que no que resta da época dê provas de evolução e de garantir um ponto de partida para a próxima época mais evoluído e sem grandes dúvidas quanto às suas forças e lacunas. Há algumas jornadas fiquei preocupado porque estava a ter dificuldades em ver esse sentido e evolução, hoje estou um pouco mais animado ainda que algo ansioso para ver o que conseguiremos com o plantel que temos. Sempre na perspetiva de chegamos a maio com um caminho claro, valores firmados e lacunas cristalinamente reconhecidas e a reforçar.

Voltando ao paralelo com a direção, há ainda um aspeto que muito tenho valorizado ao longo dos últimos anos. As sucessivas provas que o atual presidente e sua equipa têm dado quanto à capacidade de aprenderem. Uma pessoa tão atreita a grandes e emocionadas proclamações de presidente-adepto poderia implicar um populismo vazio com pouca capacidade de autocrítica e jogo de rins na capacidade de emendar o erro para não voltar a ser fintado da mesma forma. Mas, no global, assisti a várias provas de que no caso dos dirigentes atuais do Sporting, essa correlação, existindo, está longe de ser perfeita e demasiado penalizadora. Simplificando: tem sido evidente que o sporting é hoje melhor dirigido do que há um ano, do que há dois anos ou do que há três anos.

E é isto que espero continue a acontecer, tal como espero que venha a acontecer com o futebol e com as demais modalidades.

As premissas são claras: exigência permanente e capacidade de evoluir mais depressa do que os nossos adversários que, naturalmente, também não estão parados no tempo à espera que nós recuperemos toda a distância que fomos cavando durante demasiado tempo.

Chegado aqui pretendo referir-me a uma área, tradicionalmente polémica e na qual os últimos anos primaram por grande volatilidade interna: a comunicação. E faço-o num dia em que o presidente do Sport Lisboa e Benfica mostrou genuinamente o seu valor pelas suas próprias palavras e num contexto em que as táticas e estratagemas comunicacionais desse clube são do conhecimento público. A mensagem base que tem mais de um ano do "Nós os santos contra a matilha dos mauzões" foi desmascarada junto de quem consegue ir além da fé cega. O Rei vai nu, sonso até dizer chega.

Neste dia de declarações execráveis e autoqualificativas como deveria reagir o Sporting? Com elevação e dignidade tendo presente a tragédia que ontem ensombrou o futebol. Nunca por nunca com uma resposta à letra, descendo ao nível abjeto de quem deveria ficar a falar sozinho no seu mundo de diabolização do adversário e de desculpabilização do indesculpável. Quando o teu adversário se enterra nas suas próprias áreas movediças para quê chegarmos-nos a ele dando-lhe a oportunidade de se agarrar a nós para se libertar?

 

Nesse processo evolutivo que desejo, creio que chegou a hora de passarmos a uma tática de ação cirúrgica abandonando a lógica de tapete de bombas. No fundo, esculpir o que temos feito evitando tudo o que é gratuito e inútil e que, objetivamente, pode contribuir para destruir o futebol.

Melhorar os automatismos, estudar melhor as jogadas, saber conservar as energias não esquecendo que só no final se fazem as contas. Ontem Bas Dost não se atirou ao guarda-redes a cada vez que ele recebeu a bola, fê-lo duas ou três vezes depois de avaliar o ganho e a perda. Numa delas arrancou um penalti e mudou a história do jogo. Se tivesse ido a todas chegaria a meio do jogo exausto sem força para dar a estocada final, o que esteve muito perto de conseguir já na segunda parte.

Está na hora de encontrar uma outra tática para construir o respeito e a autoridade junto da comunidade. No fundo aquilo de que os nossos adversários mais medo têm a avaliar pela sua cartilha. O mesmo respeito e autoridade que temos merecido em campo com a atitude e com a evidência de que estamos para que contém connosco como incontornáveis adversários com capacidade de destronar o campeão e de sermos difíceis de ultrapassar uma vez chegando ao topo.

Talvez começar por deixar de ver, ouvir e ler quem não passa de pau mandado fosse o bom princípio. A tentação para cair na armadilha diminuiria.

Caro presidente e caros membros da direção, atentem no que se segue, para praticar e não para proclamar:

'Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sujo. Segundo, porque ele gosta.'

 

Saudação leoninas e viva o Sporting Clube de Portugal.

Viva o Benfica!

A minha mulher é adepta do FC Porto. O meu primo Nuno é fanático do Benfica. O meu tio Zé também sofre de encarnadice. Eu quando tinha 3 anos gostava muito do azul e precisei de uns minutos para deixar de pensar no Belenenses. E há mais dois ou três amigos a sério que, coitados, andam sempre armados em papoilas saltitantes. 

Hoje terá morrido um adepto de futebol provavelmente assassinado num caso de atropelamento e fuga. Aconteceu perto de um estádio de futebol.

O resto da informação é praticamente irrelevante pois tenho plena consciência de que podia ter acontecido com um adepto de outra cor, a outra hora, noutro local, por outras mãos. O resto da informação interessará certamente à justiça. Que seja feita melhor do que é costume nesta terra.

O que releva é que eu vibro com o futebol, reservo para o meu clube do coração todos os movimentos tribais a que me disponho. Congemino formas de ajudar, gosto de o frequentar e de o ver eclético e importante na sociedade em tantas modalidades, conquistas e ações públicas. Tenho muito gosto de que faça parte da educação dos meus filhos pela atividade desportiva que por lá praticam.

E sei que tu, caro benfiquista, tu caro adepto do futebol, sentes o mesmo pelo teu clube. Eu sei que tu sabes que eu acho que o meu é melhor que o teu e vice versa. Mas na realidade nenhum de nós tem razão e ambos estamos certos. O que é nosso é sempre o melhor e o que cada um de nós pensa do clube do outro nunca mudará o que cada um de nós pensa sobre o seu clube.

Alegremo-nos pela liberdade de sermos o que somos, animadamente adversários. Tu és importante para mim. Eu sou importante para ti. Somos faces da mesma moeda. Sem todos não há futebol. Eu sem ti, jogava paciência, decidia as regras e ganhava sempre. Não é para mim. É para ti?

Haverá uns quantos que é isto que querem, mas há sempre uns quantos para pensar todos os disparates pois somos mais que as mães nesta Terra. Infelizmente alguns destes por vezes chegam a ter poder que não deviam e usam-no manipulando a tribo. Da minha parte, a tragédia de hoje é mais um aviso de que mesmo no futebol onde me entrego à tribo, nunca poderei prescindir da civilização. Serei facilmente manipulado por gente perigosa, é um risco demasiado grande perder a noção das prioridades. 

 

As palavras matam?

Eu acho que sim, tenho a certeza que sim. Aos milhões ao longo da nossa história. E por isso, hoje num dia em que vou vibrar como sempre pelo meu Sporting, com a sorte de o poder fazer no estádio, a plenos pulmões, esperando a melhor vitória possível, deixo estas palavrinhas para quem tantas vezes perde a noção do que é vivermos o futebol em conjunto.

 

As palavras salvam?

Sim, também sei que sim. É uma tecnologia que pode ser usada para o mal e para o bem.

E por isso hoje, num dia que começa com todos os sinais de dor e sofrimento por ter sido cometido um crime infame, é importante dar um viva ao Benfica! É um abraço a todos os que tiveram uma infeliz escolha de clube mas que amo.

Os meus mais profundos sentimentos a família enlutada.

Ó bruto, vai buscar! Embrulha!

E viva o Sporting Clube de Portugal!

Treinador do Sporting para a Época 2017/2018

Temos dez jogos para disputar até terminar a corrente época. O melhor a que realisticamente podemos almejar neste momento, em termos classificativos, é manter o atual terceiro lugar, mas há algo mais à espera de ser ou não conquistado: consolidar a expectativa de que estamos a caminhar para construir uma equipa mais competitiva na próxima época.

Sem desprezar que haverá duas ou três mexidas obrigatórias no plantel e que, portanto, há uma parte importante do nosso destino que só se começará a traçar depois de fechada a corrente época, creio que o que viermos a conseguir fazer nos jogos que faltam, com o atual plantel, será decisivo para termos hipóteses legítimas de disputar o próximo campeonato.

Não sou propriamente um fanático da formação no sentido de não ter olhos na cara e ficar cego com a ideia de que, por definição, colocar um jogador da formação é sempre melhor. Mas também não sou cego para a razoável taxa de fracasso e respetivo custo que tiveram as contratações deste ano. A qualidade média destas foi decisiva para que hoje seja angustiante ver jogar o Sporting e hoje, a 6 de março de 2017, é evidente que foi condição suficiente para nos arredar do título, mesmo com razões de queixa em algumas arbitragens importantes.

Bas Dost, sendo diferente, é um excelente jogador que substituiu Slimani, um avançado de categoria mundial, mas do resto pouco reza a história. Uma nota de esperança sobre Alan Ruiz e pouco mais.

 

SCP

 

Metade do mini-bus de contratados ou já foi despachado em janeiro para aliviar as contas ou inspira muito pouca confiança de mexer positivamente com o jogo do Sporting. Restam os reforços de janeiro, aqueles que temos e com os quais o treinador terá mais três meses de trabalho. Com tempo, um jogo por semana, ou menos, e condições ideias para burilar. 

Esse trabalho exigirá necessariamente conseguir potenciar melhor o atual plantel começando desde já a integrar com maior frequência aqueles que sabemos irão estar disponíveis na próxima época (se assim quisermos) e que precisam de rodagem de sénior em ambiente de grande responsabilização. Jogadores que ainda estão a formar-se como profissionais numa equipa de topo.

Entretanto, estamos sem o jogador mais importante, Adrien (lesionado) e sem substituto condigno a ser escalado para o plantel. Mais um cenário que tem de ter resposta se queremos ser um candidato sólido a lutar pelo título. Ontem vimos um remendo tático muito razoável na primeira parte que foi destruído pelas substituições. Um claro erro de guião.

Temos três meses e algum sangue novo disponível e que, mais que não fosse, pelo baixo rendimento de alguns clássicos de Jorge Jesus, já justificam uma aposta continuada por uns jogos. Pelo menos Podence e provavelmente Geraldes e Matheus Pereira. Não para satisfazer os adeptos, mas para construir um esqueleto de equipa e um balneário mais equilibrado onde todos sejam vistos com alternativas válidas. Uma base a melhorar com algumas contratações cirúrgicas daqui a uns meses.

A garra e vontade dos putos que me recordo de ver em Cedric, Adrien, Carriço, João Mário, Gelson e muitos outros, têm oferecido ao Sporting - por vezes em momentos bem mais difíceis - uma combatividade que nos tem alimentado este espírito de resistência e que vai espantando adeptos aburguesados de tantos outros clubes que nos queriam ver dobrados pela estatística.

Convém ter bem presente que o futuro do Sporting passará muito por conseguir conservar no seu plantel essa alma numa fração razoável e contínua, com reflexos inevitavelmente positivos no decurso de uma época onde tantas vezes temos que lutar contra bem mais do que 11 jogadores adversários. É assim em quase todas as grandes equipas, aquelas que conseguem alimentar melhor a paixão da comunidade que as suporta - o capital mais importante do Sporting.

Será uma desgraça se este tempo que resta até à época 2017/2018 for gasto a suspirar pelo próximo mini-bus de contratações.

Aos sonsos da bola

 

Vou colecionando pérolas de indignação instantânea sobre o Sporting. Uma das últimas aconteceu há dias quando Jorge Jesus disse que um seu jogador tinha levado o guião errado para o campo. Eu percebi que era o reconhecimento de um erro do treinador mas depressa tive que "concluir" que tinha que estar a ver mal a coisa. A imprensa em peso (e a malta adepta de outros clubes, em especial) disse que JJ estava a responsabilizar o jogador pelo desaire. Deu manchete em jornal e horas e horas de auto de fé nos media com alguns sportinguistas a rasgarem as vestes, pelo caminho.

Hiper-reagimos ainda demasiado, com excesso de boa fé na avaliação de tudo o que ouvimos. Por vezes somos muito anjinhos e brutais nas sentanças instantâneas. Uma enorme fragilidade que temos vindo a combater e que é fundamental mitigar para termos futuro quando temos uma máquina de propaganda tão desequilibrada contra nós.

Como conservar a capacidade crítica e a exigência sem cair num instante em lógicas primárias? A pertinência desta pergunta e o diagnóstico do campo desequilibrado nos media da bola ajuda a reagir com uma deriva de fechamento: a verdade está nos nossos meios de comunicação e não nos media tradicionais.

Em tudo o resto que não o futebol, abomino esta lógica de diabolização dos media, mas no futebol concedo que a questão de princípio de valorizar os media como filtros profissionais leva com tiros de canhão a cada nova manchete com demasiada frequência. No mínimo, sejamos cautelosos.

SCP

 

 

Bruno de Carvalho é mau como as cobras, um mau caráter e Jorge Jesus resume-se ao seu ego gigantesco que só ganhou títulos por causa da estrutura do Benfica. Tudo o resto são bons rapazes, educados, humildes, que não se queixam quando as coisas lhes correm a mal. Poços referenciais de dignidade, educação e ética.

Meus caros, tem sido esta a tese na agenda de muitos e vai continuar a ser. Esses não são adversários cordiais, são gente desprezível e a combater. Sendo certo que tem havido alguma lenha para alimentar estes arautos (e estou entre aqueles que não têm, nem terão qualquer inibição de o assinalar sempre que ache que se passam as marcas), a verdade é que se trata, no essencial, de uma agenda de sonsos, virgens ofendidas num mundo de prostitutas. 

Voltando à pérola de que falava, uns dias depois, antes do jogo seguinte, o treinador disse preto no branco que quem dá os guiões é ele, por isso, se reconhecia que o guião tinha sido errado, a responsabilidade era dele e não do jogador. O treinador tinha feito asneira a ler o que esperar do jogo e correu mal. Lá houve umas mini chamadas de pé de página e, claro, a conclusão de que JJ estava a emendar o erro das declarações anteriores. Faz parte do circo que montam em torno do Sporting, de constante reinterpretação e truncagem da mensagem com fito de ajustar à tese acima enunciada.

Foi nos arautos desta lógica e desta agenda que pensei ontem ao ouvir o discurso do presidente reeleito. Talvez eu preferisse chamar-lhes sonsos, mas não sou sobrinho-neto do Pinheiro de Azevedo

Termino citando o ponto final do texto do Pedro Almeida Cabral:

Bruno de Carvalho tem condições ímpares para continuar o seu projeto: uma votação esmagadora, um clube unido e obra feita. Espero que neste segundo mandato saiba continuar o que fez de bem e melhorar o que fez de mal. Os sportinguistas merecem vitórias. E Bruno de Carvalho também. 

É isto que penso e é para isto que modestamente darei o meu contributo, sempre que possível.

Entretanto já hoje temos mais campeões para celebrar no atletismo e, estou confiante, que daqui a quatro estaremos mais ricos como clube do que hoje.

Viva o Sporting e um abraço a todos os que de outros clubes conseguem ir além da espuma e da sonsice estupidificante.

Sporting - O meu balanço 2013-2017

Quatro anos volvidos, o Sporting Clube de Portugal está mais saudável em termos financeiros, está mais vibrante em termos de força vital, está mais exigente e ambicioso quanto aos objetivos históricos que continua a perseguir enquanto coletividade centrada nos ideias do desporto. É impossível negar com um mínimo de credibilidade que o Sporting está hoje positivamente distante de um dos momentos mais negros da sua longa história, vividos no mandato do anterior presidente.

Vemos o Sporting a fazer um caminho que revela planificação, empenho e realização ao nível de várias modalidades mas também ao nível da otimização dos recursos físicos existentes e da supressão de lacunas e barreiras ao desenvolvimento do clube - como vem sendo a ausência de um pavilhão multidesportivo para a realização de provas da várias modalidades. Uma limitação e barreira que estará a poucas semanas de ser finalmente suprimida.

O Sporting tem hoje mais modalidades, mais praticantes, mais adeptos e sócios dedicados, empenhados e orgulhosos do seu clube e, como disse, mais ambiciosos e crentes de que é possível atingir mais vezes a glória desportiva nas mais variadas modalidades, a nível nacional e internacional.

Não se trata sequer de ver um copo meio cheio, é mesmo um absurdo estar neste momento da nossa história a procurar equiparar os prós e os contras como se, volvidos quatro anos de ultrapassagem do abismo houvesse alguma semelhança com a eminência de catástrofe em que estivemos.

Dito isto, nada do que escrevi até aqui deve ser lido como indulgência acrítica e contentinha. É contudo, o ponto prévio em cima do qual acho honesto assentar o resto, nomeadamente a avaliação que falta e as ilações que creio ser o momento oportuno retirar.

 

Futebol

No futebol profissional masculino, a modalidade mais amada do clube, nos últimos quatro anos, regressámos à Champions de forma direta, tivemos aquela que foi a melhor época de sempre da nossa equipa em muitos parâmetros (pontos, vitórias), vencemos uma Taça de Portugal e uma Supertaça. Fornecemos a coluna dorsal à seleção nacional que foi campeã europeia; realizámos as vendas mais rentáveis da história do clube; respeitámos a regras de fair play financeiro da UEFA; valorizámos o plantel no mercado internacional e continuámos a ver nascer estrelas com futuro no futebol profissional oriundas da nossa academia.

Elegemos um presidente singular, que emprestou o que de melhor e pior pode oferecer um presidente-adepto, num balanço que, à luz do ponto de partida, do caminho percorrido e do ponto de chegada, avalio como positivo.

Bruno de Carvalho tem um conjunto de características pessoais que se revelaram cruciais para ajudar o Sporting numa das suas horas mais negras. Teve o engenho e a arte suficientes para ser o protagonista de um movimento que conseguiu o mais importante e provavelmente difícil objetivo da história do clube, sobreviver e passar a viver regressando à condição de par entre os maiores do futebol português quanto à competitividade no futebol.

Depois de um ano de arrumações várias com alguma tentativa e erro e de afirmação pública das prioridades do Sporting para o futebol nacional, começou a reconstruir com mais ambição e melhores condições a equipa de futebol profissional tendo o Sporting conseguido contratar um dos melhores treinadores nacionais da atualidade e conseguido ainda conservar o que de melhor havia sido alcançado em termos de valores no plantel para a época 2015/2016. Como não acontecia há muitos anos, o Sporting esteve na luta pelo título até ao fim, foi a melhor equipa do campeonato e habituou-se a ganhar de forma consistente, conseguindo galvanizar os adeptos, atraindo para o nosso estado a maior média de assistência de sempre.

A última época do presente mandato iniciou-se com um sabor agri-doce, com uma parte importante do plantel a ser sujeita ao desgaste adicional de prolongar a época até à final do Europeu, culminando com a partida de dois dos nossos melhores jogadores no maior encaixe financeiro da história do clube numa única época. A equipa sofreu as inevitáveis alterações em áreas chave, tendo-se recorrido essencialmente a contratações fora do quadros do clube. A fasquia foi justamente colocada no ponto mais elevado em termos de objetivos desportivos, ainda que talvez com demasiada arrogância e ingenuidade, por parte de estrutura do clube e dos adeptos.

No papel parecia haver condições para que o Sporting se mantivesse competitivo e para que tais objetivos fossem encarados como alcançáveis ainda que muitos dos jogadores contratados fossem ilustres desconhecidos no campeonato português. Pelo caminho o treinador renovou o contrato e ganhou maior poder e responsabilidade na gestão do futebol profissional.

Quanto ao presidente manteve também o seu foco público nas batalhas fora do relvado, muitas delas muito dignas e justificadas (e que espero continue a protagonizar) - mas nem todas. A sua presença pública tem aliás pecado por vários episódios menos eifcazes. Faço-lhe esta crítica com pouca esperança de que venha a conseguir alterar a prática que creio lhe vir de um traço de personalidade, mas ainda assim é justo assinalar que há um lado negativo e por vezes deslocado na forma sempre reativa e acossada com que habitualmente reage às mais diversas interpelações.

Hoje mesmo na entrevista à TSF achei incompreensível a entrada a matar. Leia menos jornais desportivos e acredite que estes têm muito menos impacto junto dos sportinguistas do que pensa. E nem todos os jornalistas são iguais, já agora. Quando fala para um jornalista, está a falar para os adeptos, sempre. Não está a mandar bocas para pessoas desqualificadas que o tentam chingar por aqui e por ali.

O arsenal a utilizar nas prestações públicas deveria ser mais vasto e diversificado. A hostilização permanente perante qualquer questão ou comentário em que cai demasiadas vezes tem eficácia limitada e deveria ser reservado para situações excecionais. Ainda assim, até ver, este desconforto que sinto, tem sido positivamente compensado. 

 

O momento atual

Este momento em que nos vemos reduzidos a um objetivo desportivo reconhecidamente muito dificilmente alcançável (pelo menos assim o diz a estatística histórica) e em que será imperativo reduzir as despesas e ao mesmo tempo começar a estruturar a equipa de modo a minimizar os danos e a potenciar a próxima época, será completamente novo em vários sentidos para o atual presidente.

A época de futebol está comprometida tendo por base decisões suas, sejam elas diretas ou por via da delegação de poder, algo que não era inteiramente justo fazer há três ou há dois anos. Do mesmo modo não me esqueço que tal imputação também lhe deve ser assacada ao desempenho do futebol na época de 2015/2016. Dito isto, e feita a justiça de que este mau momento vem depois de um bom momento, é agora importante perceber o que de positivo e estruturante se extrairá para o futuro.

E o futuro é hoje e passará muito pelas próximas semanas.

O atual presidente já avançou que o plantel sofrerá uma redução de efetivos, contará com a entrada de um jogador dos quadros do Sporting que estava emprestado e, de modo geral, manterá a organização atual do futebol profissional.

A falha principal este ano esteve no recrutamento mas creio que terá estado também em alguma inflexibilidade tática do treinador e em alguns episódios lamentáveis de má gestão de homens. Depois destes dias, o presidente tendo tido o seu mandato renovado, como espero, juntará esta a outras experiências  importantes para aprender a gerir um pouco melhor, uma capacidade (de aprendizagem) que, desde o primeiro momento, lhe tenho reconhecido. A verdade é que em vários níveis, a capacidade de gestão do presidente e da sua equipa tem sido francamente superior ao presidente-adepto quando este entra em modo chocarreiro. 

Da minha parte, procurarei participar mais no espaço público, sendo justo e exultante com os sucessos e um pouco menos condescendente com os erros, um luxo a que creio agora me poder dedicar, precisamente porque percebo o Sporting suficientemente sólido para ir melhorando também por essa via.  

Mais serenidade, mais discernimento na exposição pública, a mesma capacidade de procurar novas e melhores soluções, o mesmo esforço, dedicação e devoção é o que desejo para a atual e futura direção do meu clube.

E viva o Sporting Clube de Portugal.

Mário Moniz Pereira

Temos os cinco violinos e um grande maestro. Um humilde obrigado Senhor atletismo e mais, muito mais.

Na hora da meta final, fica a certeza de que pudemos aplaudir e agradecer ao vivo e em vida um dos nossos melhores.

A maior potência desportiva de Portugal e o atletismo e desporto nacional devem-lhe muito.

Para a História.

 

 

2015/2016 - Do melhor que se viu no Alvalade XXI

Sendo certo que temos quase sempre a tentação de exaltar mais o que temos mais fresco na retina, atrevo-me a dizer que esta época - além dos recordes históricos anotados pela estatística - teve, de forma mais consistente, o melhor futebol desde que temos o atual estádio. Futebol virtuoso, equipa digna desse nome, adversários em sentido, ausência de disrupções entre todas as peças da engrenagem e uma inesquecível e sucessiva prova de paixão entre toda a família sportinguista curada de ressabiamentos, que vai durar até ao final do campeonato e ter prova de vida renovada já na pré-época que se avizinha.

Dito isto, esteve longe de ser uma época perfeita e em nenhum momento deixei de acreditar que será possível fazer melhor, o que só torna o verde e branco mais intenso de esperança e de fé.

Aconteça o que acontecer hoje, daqui a pouco, é certo que estamos há três anos a dar passos firmes e seguros em termos de estabilização das condições críticas para termos um clube competitivo e é igualmente inequívoco que somos hoje, à vista de todos, aquilo que a dada altura só nós parecíamos ter por garantido, a maior potência do desporto nacional e um legítimo e temível contendor na luta pelo título máximo do campeonato nacional de futebol. Hoje e sempre eu quero o Sporting campeão!

Viva o Sporting e um grande abraço a toda a família!

 

P.S.: Vale muito a pena ler a prosa do Nicolau Santos: Este título é nosso! 

Os melhores golos do Sporting (24)

Golo de CHERBAKOV

Sporting - Beira-Mar

8 de Maio de 1993, Estádio José Alvalade

 

Há golos que se sonham, há golos que vimos noutros campeonatos que desejamos que os nossos os repitam em casa e há golos que não sabíamos possíveis até os vermos desenharem-se à nossa frente. Nunca imaginaria que esta obra podia ser construída, mas lembro-me de acreditar que o seria na fração de segundo que antecedeu o chuto decisivo, já com a bola a voar rumo aos pés de Cherbakov. Será? Foi!

A bola saiu com a magia tantas vezes habitual e aparente total intencionalidade dos pés de Balakov que marca o canto, com a canhota. Viaja quase 40 metros para lá do enfiamento que divide a linha final ao meio e a um bom metro do chão é enviada, à meia volta, com potência brutal, cruzada, de novo com o pé esquerdo, para entrar ao primeiro poste acompanhada com os olhos por quem mais não pode.

Volvidos tantos anos, rever este golo transporta-me de novo para a sensação do momento e obriga-me a continuar a acreditar que a qualquer momento, em qualquer jogo, o impossível se concretizará, saudado com condigna explosão de alegria e admiração.

Confesso que não me recordava do adversário e muito menos do resultado. Foi o Beira-Mar a vítima deste golo que confirmou a reviravolta no resultado de um jogo disputado a meio da tarde do dia 8 de maio de 1993 e visto in loco por cerca de 30 mil espetadores, segundo rezam as crónicas. Treinava Bobby Robson adjuvado por Manuel Fernandes e José Mourinho.

E já chega de palavras, vale a pena ver o resumo do jogo feito por Miguel Prates para a RTP.

 

Cherbakov – o golo dos canhotos

O declínio do futebol nos telejornais, se e só se.

O jogo terminou ontem, após prolongamento, já não muito longe de mudar o dia. Hoje, passando pelos três telejornais generalistas das 20 horas constato, mais uma vez, que à medida que o benfica vai perdendo jogos, em especial para o Sporting, o futebol vai tendo um destaque cada vez mais tardio do alinhamento dos principais noticiários do dia.

No da TVI foi coisa para o minuto 30, na RTP aos 47 minutos e à hora a que escrevia este texto, pelas 20h55m ainda nada se havia referido no telejornal da SIC.

Fica aqui o registo, como curiosidade.

E que venha a quarta mesmo sob pena de deixar de haver, de todo, bola nos telejornais!

Caminharei

Dedicado ao Senhor Estrutura e ao simpático treinador do Atípico de Carnide:

 

Caminharei, caminharei...

 

Pela tua estrada, Estrutura.
Dá-me a tua mão, quero ficar
P'ra sempre junto de ti.

 

Senti-me só, só e cansado do mundo, 

Quando perdi o amor
Tantas pessoas vi, então, junto a mim;
Ouvi cantar assim:

 

Caminharei... 

 

Não entendia, mas fiquei a ouvir
Quando o Estrutura me falou,
Ele me chamava, precisava de mim
E eu respondi assim:

 

Caminharei... 

 

Não me importa se alguém ri de mim,
Ele certamente não sabe
Do grande dom recebido naquele dia
Quando eu disse ao Estrutura assim:

 

Caminharei... 

 

Às vezes estou triste, mas olho em redor
Descubro o mundo e o amor;
são estes dons que ele nos dá,
Volto feliz a cantar:

 

Caminharei...

 

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