16 Ago 17

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William Carvalho é o jogador mais difícil de substituir no Sporting. E aquele que tem mais influência no desempenho da equipa. Hoje estará entre os dez melhores médios defensivos europeus. Joga quase de olhos fechados.

Dizem que é "lento". Mas é um falso lento: ele controla como ninguém o tempo do processo de decisão. Não perde uma bola em lances disputados e nenhum adversário consegue roubar-lha - como bem se viu no jogo contra a Fiorentina da pré-temporada e na partida frente ao Chile na Taça das Confederações, só para citar dois exemplos.

 

Visão de jogo, antecipação sagaz da manobra adversária, colocação milimétrica da bola à distância, capacidade de variação de flancos, habilidade natural para recuperar e reter a bola: ele oferece tudo isto em doses generosas.

É muito bom no momento defensivo, patrulhando com rigor a vasta zona que lhe é confiada, e é ainda melhor no momento ofensivo, ao desenhar linhas de passe que por vezes só ele vislumbra e ao colocar com precisão de relojoeiro a bola nos pés dos companheiros em movimentos de inegável classe, sobretudo na meia distância ou na distância longa.

Não é um transportador da bola: é um artista do passe. Os primeiros são os que cativam com mais facilidade as bancadas de Alvalade. Mas os segundos, quando  atingem o patamar de William Carvalho, têm um grau de eficácia muito superior no futebol moderno.

 

Vai fazer-nos muita falta.

Dos que ficam, apenas Palhinha tem características que podem assemelhar-se. Mas Palhinha, comparado com o colega prestes a rumar a Inglaterra, é ainda apenas um projecto de jogador. Falta-lhe aprimorar muitos processos. E falta-lhe sobretudo ganhar confiança no seu talento - espécie de diamante por lapidar.

Vamos ter imensas saudades do William. Eu já tenho.


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 Após os 3 primeiros jogos oficiais gostava de debater com os leitores algumas observações que me saltam à vista.

 

1) Não seria melhor jogar com Doumbia junto a Bas Dost e ter mais presença na área, deixando Podence para desequilibrar o jogo na segunda parte como aconteceu na Vila das Aves, para não acontecer como hoje em que faltavam no banco opções para desequilibrar, uma vez que Iuri tem um tremendo potencial mas é um jogador diferente e que Mattheus Oliveira e Bruno César também estão longe de ter essas características? Bem sei que Matheus Pereira é um desequilibrador e foi emprestado, mas a verdade é que se trata de um jogador que precisa de jogar para render o que sabe, e já vimos pela época passada que não ia ter essa regularidade.

 

2) Temos uma das melhores duplas de centrais dos últimos anos. Espero que Mathieu não sofra dos problemas físicos do passado que me fizeram temer a sua contratação, pois poderá ser uma tremenda mais valia como tem demonstrado, e tambem porque a qualidade das alternativas, infelizmente não oferece segurança.

 

3) Fábio Coentrão, apesar de obrigar a uma gestão do esforço, é claramente um upgrade face aos nossos últimos laterais. Esse mesmo upgrade se verifica na ala esquerda do ataque com Acuña.

 

4) Não poderia Bryan Ruiz ser opção no plantel? Qualidade não lhe falta e num registo em que joga menos vezes, poderá render mais e ser importante para a qualidade da gestão da posse de bola em alguns jogos, algo de que a nossa equipa sofre, principalmente sem William, mesmo apesar do papel extremamente importante de Battaglia que permite à equipa recuperar a bola mais à frente.

 

5) Piccini até ver ainda não mostrou ser melhor que Schelotto. Resta esperar para ver Ristovski.

 

6) Bruno Fernandes ainda tem muito que trabalhar sem bola para ser Adrien, como se viu hoje, jogo em que o nosso capitão, mesmo não estando na melhor forma, permitiu à equipa outra capacidade de recuperação de bola e de pressão.


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30 Jul 17
Eu também gostei
Edmundo Gonçalves

Lá fui eu daqui, atrasado e correndo o risco de perder alguns pontitos na carta de condução e já agora por ter estacionado mal e porcamente. Haverei um dia de abordar aqui esse assunto, para tentar perceber por que raio a polícia deixa encher a Segunda Circular e a Padre Cruz e impede o estacionamento noutros locais, que não criariam tanta chatice para o trânsito, mas não será hoje.

Portanto, apesar dos km foi uma tarde bem passada.

Gostei da primeira parte por razões já dissecadas lá mais em baixo pelo Pedro Correia e não tanto da segunda, pelas outras que ele tão bem apontou, mas quero fazer aqui público louvor à lição de como se deve jogar bom futebol, dada por sir William de Carvalho. Colocado a central, o seu sentido posicional, o seu rigor táctico e o seu desempenho geral, fizeram dele o homem do jogo, demonstrando, se caso fosse ainda necessário, que a sua saída (possível a qualquer altura) seria(á) uma perda irreparável. WC é hoje um jogador a roçar a perfeição e vamos mesmo ter que nos habituar à ideia de ir ficando sem ele.

Não fosse WC enorme no seu desempenho e o homem do jogo teria sido Battaglia. Temos jogador! Não perdeu um lance e a exemplo de William saiu sempre a jogar da maior parte das situações que neutralizou. Consiga ele ter a noção de profundidade para colocar "mísseis" a 40 metros e será um caso sério. Aqui num quiz privado do blogue, já vaticinei que esta época será Battaglia e mais dez (saia WC).

Fica para o final Bas Dost, mas sem muito assunto. Afinal o que dizer dum tipo que molha sempre a sopa? Já é corriqueiro.

Ah! Para que a coisa não fosse tão dura, a vigem de regresso foi hoje de manhã, depois de uma noite bem dormida em casa e duma bela massada de corvina na Ericeira, no Clube Naval. Tal como o trio apresentado em cima, recomenda-se!

 

Nota: eu até fiz um filme jeitoso com aqueles cinco senhores a serrar numas violas pequeninas, mas como sou um grande incompetente, não o consigo colocar aqui. Peço a alguma alma caridosa que tenha feito o mesmo que eu, que coloque aqui o link nos comentários, que o momento foi de alto gabarito!

E pronto, não é para causar inveja, mas aqui está um tempo excelente, a água está nos 23º e a TDT apanha a congénere espanhola que tem tantos canais como a nossa, catorze, entre eles dois de desporto. Ãhn? a nossa só tem seis e alguns que não interessam ao menino Jesus? Pois, não sei, em casa pago a NOS.


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29 Jul 17

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Aos 28', tivemos uma sensação estranha no estádio. Bas Dost acabara de marcar um golo, levantámo-nos para festejar, mas logo o árbitro travou a nossa euforia. Ia recorrer ao vídeo-árbitro. A coisa demorou cerca de um minuto: só então pudemos dar largas à nossa alegria, gritando o nome do avançado holandês.

Dost voltou a ser determinante. Este golo solitário bastou para a vitória desta tarde do Sporting frente à Fiorentina, conquistando assim mais um Troféu Cinco Violinos. Num estádio muito composto, onde éramos mais de 37 mil a puxar ruidosamente pela nossa equipa.

 

Gostei do que vi. Uma equipa mais consistente e confiante, com maior solidez defensiva e uma apreciável qualidade de passe, desenhando boas jogadas no relvado de Alvalade e revelando capacidade de pressão sobre os adversários. Para tanto contribuiu desde logo a surpresa reservada por Jorge Jesus, que estreou William Carvalho como central, fazendo-o recuperar para o eixo esquerdo da defesa. O campeão europeu, com uma actuação irrepreensível, deu boa conta do recado. De tal maneira que, na minha opinião, foi ele o melhor em campo.

Em muito bom plano estiveram também Battaglia (ocupando a posição habitualmente reservada a William), Podence, Gelson Martins e um voluntarioso Acuña, um dos mais aplaudidos pelos adeptos. Muitos aplausos também para Fábio Coentrão, na sua melhor exibição de verde e branco até à data. Piccini fez igualmente o seu melhor jogo até ao momento e protagonizou aos 56' um dos mais vistosos individuais do desafio, cruzando todo o flanco direito em fintas a sucessivos adversários até à grande área italiana.

 

Aos 61', como é costume nestes jogos não pertencentes ao calendário oficial, Jesus mudou mais de meia equipa, fazendo entrar Adrien para o lugar de Bruno Fernandes (hoje mais apagado do que esperaríamos), Alan Ruiz para o lugar de Gelson Martins, Doumbia para o lugar de Bas Dost, Bruno César para o lugar de Acuña, Jonathan Silva para o lugar de Coentrão e Iuri Medeiros para o lugar de Podence.

Vinte minutos depois, uma última alteração: saiu Battaglia, entrou Palhinha. Sem que o colectivo se ressentisse destas mudanças.

As exibições mais apagadas - destoando do conjunto  - couberam a Tobias Figueiredo (visivelmente nervoso, cometendo preocupantes lapsos defensivos e errando muitos passes) e Alan Ruiz (que ainda não se reencontrou desde que voltou de férias, lento e preso de movimentos).

Foi, em suma, um teste positivo antes dos desafios a sério que estão quase a chegar: o Aves-Sporting, da jornada inaugural da Liga 2017/18, joga-se já a 6 de Agosto.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Tranquilo, sereno, seguro. Melhor momento: bons reflexos a defender, corrigindo um lapso de Tobias Figueiredo aos 41'.

Piccini (24 anos).

Mais desenvolto, mais atrevido, arrancou aplausos ao acelerar junto à linha e galgar terreno aos 56', com a bola dominada. Em plano menos positivo na manobra defensiva.

Tobias Figueiredo (23 anos).

A jogar sobre brasas, denotando fragilidade, despejou demasiadas bolas sem critério para a frente. Quase comprometeu com um lapso defensivo aos 41' emendado por Rui Patrício. Atravessa momento menos bom.

William Carvalho (25 anos).

Jorge Jesus colocou-o a central. Aposta ganha. William defendeu bem, passou melhor, pôs ordem no sector defensivo que tem andado muito intranquilo. Nota máxima.

Coentrão (29 anos).

Ajudou a trancar os caminhos para a baliza leonina e ainda fez duas incursões à frente muito sublinhadas com aplausos em Alvalade. Denota alegria a jogar, o que ajuda muito.

Battaglia (26 anos).

Descomplexado e voluntarioso, abordou todos os lances com determinação e vontade de puxar a equipa para a frente. Muito bom no desarme. Foi um elemento fundamental na prestação positiva do onze leonino.

Bruno Fernandes (22 anos).

Desta vez não deu muito nas vistas pois a equipa preferiu canalizar jogo pelos flancos, procurando menos o eixo do meio-campo. Mas teve apontamentos de inegável qualidade técnica.

Gelson Martins (22 anos).

Grande parte das transições rápidas foram asseguradas pelo extremo leonino, que nunca deixou de se integrar nas manobras defensivas. Outra exibição em bom nível.

Acuña (25 anos).

Criou desequilíbrios no corredor esquerdo e revelou acutilância. Fundamental nas bolas paradas: hoje, tal como contra o Mónaco, foi ele a marcar o canto de que resultou o golo.

Podence (21 anos).

Conquistou por mérito próprio um posto no onze-base deste Sporting. Imprime velocidade ao jogo sem nunca descurar a qualidade técnica. Aos 28' deu um nó cego à defesa italiana que arrancou aplausos no estádio.

Bas Dost (28 anos).

Por vezes transmite a ideia de que se encontra algo desligado do jogo. Mas nos momentos cruciais não falha. Voltou a acontecer: aproveitando um ressalto, não perdoou. Mais um golo para o seu currículo.

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou aos 61'. Vê-se que procura mostrar serviço, agradando ao público e ao treinador, mas não basta revelar vontade: é preciso mostrar mais acerto. O jovem argentino ainda tem muito que corrigir no plano defensivo.

Adrien (28 anos).

Entrou aos 61', na sua habitual posição de médio criativo. Rápido a reagir à perda da bola, ajudou a dinamizar a equipa e a ligar os sectores. Com a qualidade de sempre.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 61'. Percebe-se que procura recuperar a boa forma revelada nas últimas duas épocas, mas está ainda longe de a encontrar. A sua excessiva polivalência em campo, sem uma posição fixa, também não ajuda.

Iuri Medeiros (23 anos).

Entrou aos 61'. Destaca-se pela qualidade de passe, pela visão de jogo e pela eficácia nas bolas paradas. Hoje não teve grande oportunidade de mostrar estes atributos. Mas parece ter agarrado um lugar no plantel.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 61'. Lento, apático, desgarrado da equipa, revelando algum ar de enfado, nada lhe saiu bem. Tentou o passe, sem conseguir. Tentou desmarcações, sem sucesso. Gastou quase todo o tempo a jogar a passo.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 61'. Menos acutilante e muito menos influente do que Podence, o titular da posição de segundo avançado, nota-se no entanto que anda à procura de acertar. Precisa de procurar mais linhas de passe.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 80'. Ainda a tempo de se evidenciar na recuperação de bolas e no reforço do quarteto defensivo. Contribuiu para consolidar um colectivo forte.


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13 Jul 17
Oxalá me engane
Pedro Correia

Há um ano, o Sporting começou a perder o título ainda antes do apito inicial do campeonato ao deixar sair João Mário e Slimani, dois jogadores cruciais da temporada anterior.

Receio que este ano a história se repita na hipótese de Bruno de Carvalho deixar sair em simultâneo Adrien e William Carvalho. Oxalá me engane. Mas daqui a uns meses cá estaremos para confrontar opiniões com factos.


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05 Jun 17
Balanço (12)
Pedro Correia

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre WILLIAM CARVALHO:

 

- Francisco Vasconcelos: «Depois de uma semana a ser criticado pelos meios de comunicação e redes sociais, onde foi possível ler idiotices como "é lento", "é pesado", "é preguiçoso", "devia ter vergonha", o melhor médio defensivo português e um dos melhores mundo, o nosso enorme William Carvalho, cala os críticos a recuar e a fechar o espaço como só ele sabe.» (12 de Setembro)

- Duarte Fonseca: «A todos os sportinguistas que nunca tiveram oportunidade de ver William Carvalho ao vivo, façam-no! Caso contrário vão perder a oportunidade de ver ao vivo o melhor médio defensivo que já jogou no Sporting. E é difícil prever quanto tempo passará até aparecer um novo jogador com tamanha qualidade naquela posição.» (28 de Setembro)

- Eu: «É o melhor médio de contenção do campeonato português: toda a construção dos lances de ataque do Sporting passa por ele. Tem uma visão de jogo soberba e consegue colocar a bola onde quer com passes de ruptura, sempre bem medidos. Um falso lento que agora até já marca golos.» (6 de Dezembro)

- Francisco Chaveiro Reis: «William e Adrien são o pulmão da equipa e devem ser rejeitadas propostas por eles. O problema é que é necessário quem faça os seus lugares em caso de lesão, castigo ou previsível cansaço.» (20 de Dezembro)

- Edmundo Gonçalves:  «Os motores da equipa teimam em não carburar. Adrien, a espaços, e William, quase sempre, são uma sombra dos jogadores da época passada.» (18 de Janeiro)

- Rui Cerdeira Branco: «Entre lesões e apagões, a oferta imensa do meio campo no início da época pariu um buraco. Sempre dependentes de Adrien e de William, e sofrendo com as suas ausências por lesão, castigo e esgotamento físico.»  (14 de Maio)


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19 Mai 17
Adeus?
Francisco Almeida Leite

Muitos adeptos do clube com quem tenho falado nos últimos dias não querem ir a Alvalade este domingo. Estão revoltados com as intervenções erráticas de Bruno de Carvalho, tristes com mais uma época desastrosa e muito críticos sobre a forma como estamos a jogar à bola.

O mais incrível é que alguns só admitem ir ver o jogo com o Desportivo de Chaves porque admitem que há jogadores que não voltam a vestir de verde e branco. E querem de alguma forma despedir-se e vê-los pela última vez em Alvalade. Falam de William Carvalho, Adrien Silva, Gelson Martins ou Rui Patrício. Falam só da coluna da equipa, por isso acredito que estejam preocupados e angustiados.

 

É altura de começar a ter estratégia e não deixar que estes e outros medos se instalem no SCP.


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17 Mai 17

 em Alvalade, tinha discussões na Superior Sul com outros sócios, sobre a sua performance.

- Só pensa no penteado!

- Passa o tempo no chão!

- Ele quer é saber do cabelo! 

E eu que não fossem parvos, que vissem mais que isso, que chatos e velhos do Restelo-mas-em-Alvalade. 

O Sporting não ganhava, e lá vinha o cabelo do Figo à conversa. É facto (e pena) que Figo não foi campeão no Sporting, mas a culpa não foi certamente do cabelo.

Não mudámos muito. Só que hoje, em vez de cabelo, são os cães de um, o restaurante de outro, no instagram. Divido-me. Os rapazes têm direito às suas redes sociais, oficiais ou não, têm direito a divulgar os seus projectos e tempos livres. Se acho que podia haver algum recato, ou demonstração de insatisfação? Acho, percebo perfeitamente que custe passar um domingo a pensar que perdemos 1-3 com o Belenenses, e vê-los (aparentemente) de ânimo leve partilhar as suas vidas tranquilas.

Mas assim como não temos nada a ver com a vida pessoal do presidente - não tenho mesmo, quero não saber nada disso se puder - podemos não ver estas partilhas. Há um botão de unfollow ao alcance de cada indignado. 

Eu cá divirto-me bastante com os videos do Francisco Geraldes. E mesmo com os cães do William. E distingo isso do que possam demonstrar pelo Sporting. 


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06 Dez 16

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É o melhor médio de contenção do campeonato português: toda a construção dos lances de ataque do Sporting passa por ele. Tem uma visão de jogo soberba e consegue colocar a bola onde quer com passes de ruptura, sempre bem medidos. Um falso lento que agora até já marca golos - obviamente um aspecto em que Jorge Jesus tem vindo a trabalhar com ele.

Os resultados estão à vista.
Não por acaso, William Carvalho é campeão europeu.
Não por acaso, é um dos mais invejados jogadores da nossa equipa.


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14 Nov 16
Parabéns, William
Pedro Correia

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Marcaste ontem o teu primeiro golo ao serviço da selecção nacional, meu caro William Carvalho. Um golo de cabeça, a centro do Ricardo Quaresma, num jogo em que foste o melhor em campo do princípio ao fim. Um golo fundamental porque nos permitiu desfazer o empate e embalar para uma vitória folgada frente à Letónia na campanha de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2018.

Um golo que te mereceu rasgados elogios da imprensa desportiva.

 

Escreve hoje O Jogo: "O meio-campo foi todo dele. Mais atrás ou mais à frente (quase sempre mais à frente), pressionou constantemente a saída de bola dos letões, permitindo a Portugal manter a pressão sobre o adversário. E, como se não bastasse, desequilibrou na hora certa, subindo para responder ao cruzamento de Quaresma para recolocar a equipa das quinas em vantagem."

Escreve hoje A Bola: "William fez uma excelente exibição. Seguríssimo a defender, recuperou inúmeras bolas. A atacar foi o primeiro a transmitir clarividência, com passes certos, muitos deles longos, rotação de flancos. Quase tudo bem feito. E ainda marcou um bom golo, de cabeça. Pendular, inteligente."

 

É o primeiro de muitos ao serviço da equipa de todos nós, meu caro William. Tenho a certeza.

Estás de parabéns, uma vez mais, num ano em que te sagraste campeão europeu. Todos os verdadeiros desportistas, sejam ou não adeptos do Sporting, só podem reconhecer-te mérito.


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13 Nov 16
Justiça divina, parte dois
Edmundo Gonçalves

Deus, a existir, redimiu mais uma vez, William. Ele há coisas...


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30 Set 16

«William Carvalho! Um Enorme Jogador! Depois de ver o jogo na TV em modo normal, vi novamente mas, desta vez, só a olhar para o William... é inacreditável a forma como joga agora: cabeça levantada, bola colada ao pé e não perde, recupera inúmeras bolas e, pelo seu elevado sentido posicional, anula muitas jogadas do adversário antes de este as esboçar.»

Sérgio Nunes, neste meu texto


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28 Set 16

A todos os sportinguistas que nunca tiveram oportunidade de ver William Carvalho ao vivo, façam-no!

Caso contrário vão perder a oportunidade de ver ao vivo o melhor médio defensivo que já jogou no Sporting.

E é difícil prever quando tempo passará até aparecer um novo jogador com tamanha qualidade naquela posição.

Só têm até final da época!

 

P.s. Ao mesmo tempo apreciem a classe de um senhor chamado Bryan Ruiz, porque também não vai ser fácil ver igual.


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12 Set 16
É deixá-los falar!
Francisco Vasconcelos

 

Depois de uma semana a ser criticado pelos meios de comunicação e redes sociais, onde foi possível ler idiotices como "é lento", "é pesado", "é preguicoso", "devia ter vergonha", o melhor médio defensivo português e um dos melhores mundo, o nosso enorme William Carvalho, a calar os críticos a recuar e a fechar o espaço como só ele sabe.

Venha de lá a inveja de quem não coloca jogadores no 11 da seleção campeã europeia.


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24 Ago 16

Hoje de manhã, ao ver as imagens publicadas na página oficial de Facebook do Sporting, referentes ao primeiro treino do nosso mais recente reforço, Joel Campbell, fiquei bastante preocupado por 2 motivos. E muito sinceramente até estranho os jornais não terem pegado nisto.

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Ora vejam só o ar de poucos amigos de William Carvalho. Pelas caras fechadas que se vêem na fotografia, o ambiente não deve ser o melhor.

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Estará João Mário já a preparar a sua ida para o Inter, aprendendo italiano com Schelotto?

PS: Peço desculpa por este estúpido exercício de recreação, mas foi só para saber o que sentem alguns jornalistas, quando inventam determinadas notícias que podemos encontrar em certos jornais ou programas televisivos.


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22 Ago 16

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Nunca consegui perceber a aversão que O Jogo tem a William Carvalho - bem patente nas pontuações em regra atribuídas pelo jornal ao nosso campeão europeu que destronou o portista Danilo como titular da selecção nacional.

Durante toda a Liga 2015/16 este foi o único periódico desportivo que omitiu o nosso n.º 14 do rol dos melhores em campo, na linha do que já acontecera na segunda volta da Liga 2014/15. Felizmente o seleccionador Fernando Santos não elabora os seus juízos com base no jornal mais conotado com o FC Porto.

 

E no entanto, mesmo sem o ritmo competitivo ideal por ter começado a integrar-se mais tarde nos treinos da equipa, William tem sido um dos mais influentes jogadores leoninos neste início do campeonato. Isso mesmo, de resto, foi sublinhado por diversos observadores na imprensa portuguesa.

Segundo o jornalista Vítor Almeida Gonçalves, que assinou ontem a crónica do jogo no Record, o nosso médio defensivo foi fundamental no desafio de Paços de Ferreira para "unir as pontas soltas" no corredor central, contribuindo para que o Sporting saísse invicto do estádio Capital do Móvel. Alexandre Carvalho, editor-adjunto do mesmo jornal, elogiou sem reticências o contributo de William neste confronto: "Nos movimentos defensivos a equipa reorganizava-se e promovia uma espécie de 'mutação táctica': William Carvalho mantinha o controlo absoluto da área imediatamente à frente do quarteto defensivo."

Carlos Xavier, ex-jogador convidado pelo Record para analisar o jogo, destacou o "acerto de William e Adrien no meio-campo". Na sua perspectiva, ambos "foram muito importantes na manobra da equipa e para que esta conseguisse chegar ao triunfo em Paços de Ferreira".

 

O Record atribui a William três pontos (em cinco) enquanto A Bola lhe dá seis (em dez). Mas O Jogo, fiel à sua máxima de desvalorizar o trabalho do campeão leonino, atribui-lhe apenas cinco pontos (em dez). A mesma pontuação - algo verdadeiramente espantoso - concedida a Carlos Mané (que esteve pouco mais de dez minutos em campo) e ao apagado Marvin (que não chegou a jogar meia hora).

"Falhou um número anormalmente alto de passes e recorreu muitas vezes à falta quando já tinha cartão amarelo, atitude que o colocou à beira de uma expulsão que podia ter comprometido a equipa. Redimiu-se nos minutos finais ao segurar bem a bola perante a pressão do adversário": foi esta a justificação dada pelo jornalista Duarte Tornesi para lhe atribuir a nota mais baixa.

 

Alguém imagina o Sporting a sair invicto e vitorioso de Paços de Ferreira com um William a actuar como O Jogo descreve e pontua?


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28 Jul 16
Os novos heróis
Pedro Correia

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Adrien Silva e William Carvalho são dois pilares do Sporting. Têm cultura leonina desde os tempos da formação. E são campeões europeus. Símbolos leoninos por excelência como não tínhamos desde os heróis da campanha de 1964.


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23 Jun 16

Estes são dias em que as transmissões diárias dos desafios do Campeonato da Europa permitem separar o trigo do joio. Ficamos a saber quem é que, no enxame de comentadores e "analistas" dos jogos, entende mesmo de futebol e quem não percebe patavina.

Neste segundo lote destaca-se aquele que é talvez o palrador máximo da pantalha. Fala na proporção inversa do que sabe. Ainda há dias, como se estivesse numa conversa de café, declarava que o problema da selecção nacional é "eles correrem pouco". E concluía, contemplando a própria imagem num monitor de estúdio e repetindo sempre cada frase para preencher tempo de antena: "Deviam correr mais, deviam correr mais..."

 

Entre os que percebem realmente de futebol destaco alguém que não costuma pavonear-se nas televisões. Refiro-me a José Ribeiro, editor-chefe do jornal Record. Na edição de hoje, este jornalista explica de forma consistente e credível por que motivo jogadores como João Mário e William Carvalho renderam muito mais na segunda parte do Portugal-Hungria do que na primeira.

Passo a citar, com a devida vénia:

«William transformou-se, durante a primeira parte, na segunda "vítima" de Moutinho (a primeira fora Danilo): como o médio do Mónaco não está a conseguir ser dinâmico, "esconde-se" em espaços muito recuados, originando redundância de posicionamentos e funções na primeira fase de construção. Portugal voltou a ressentir-se desse problema. (...) Há um jogo com Renato que, neste momento, nunca pode existir com Moutinho. [No segundo tempo] o jogo da selecção transformou-se. O corredor central passou a ter vida e dinâmica. João Mário cresceu para os patamares habituais, de craque. E finalmente viu-se uma equipa com argumentos para poder discutir resultados. Com William vigilante, a cobrir-lhe as costas, este duo dinâmico foi capaz de "queimar" linhas e levar a bola para a zona de finalização. Não foi por coincidência, foi pela acção directa de Renato. E mesmo "sem" André Gomes em campo, aqueles dois carregaram o jogo e levaram a bola para onde ela tinha de estar. Onde ela não chegava com Moutinho.»

 

Palavras de um atento e sábio leitor do jogo. Com ele é possível aprendermos alguma coisa. Com o outro, o tal que adora mirar-se no monitor, ninguém aprende nada.


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19 Jun 16

William Carvalho teve uma excelente prestação no Portugal-Áustria, com um rendimento claramente superior ao de Danilo no jogo anterior, contra a Islândia. Os números comprovam isto: a sua eficácia de passe foi de 87% nesta sua partida de estreia no Euro 2016.

Qual a apreciação que o jornal O Jogo faz hoje da prestação do nosso médio defensivo? Esta: "Foi uma das novidades no onze inicial e começou bem o jogo, acabando até por ser ele, muitas vezes, a iniciar a construção com passes curtos e alguns longos. Se inicialmente mostrou um futebol prático, depois foi complicando numa ou noutra situação desnecessária, com erros ao nível do passe."

Para este jornal, talvez William deixe enfim de "errar passes" no dia em que revelar 100% de eficácia em campo...


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18 Jun 16
A ver o Europeu (3)
Pedro Correia

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Tanto domínio territorial e tanto remate para tão escassa e deficiente concretização. Nesta frase pode resumir-se o desafio que terminou há pouco no Parque dos Príncipes, em Paris, com Portugal a empatar pela segunda vez. Em dois jogos, apenas um golo marcado - na partida inaugural, frente à Islândia. Esta noite, contra a Áustria, saímos do estádio com um nulo que castiga novamente o desperdício dos nossos jogadores. Sobretudo de Cristiano Ronaldo, a maior decepção da selecção das quinas precisamente no dia em que destronou Luís Figo do posto de jogador português mais internacional de sempre ao vestir pela 128.ª vez a camisola das quinas.

Ronaldo teve cinco oportunidades de marcar, mas não conseguiu concretizar nenhuma. Incluindo um penálti, ao ser derrubado claramente em zona proibida. Por excesso de pressão ou défice de confiança, o astro madeirense rematou ao poste, gorando-se assim a melhor oportunidade portuguesa de todo o jogo. Já antes, aos 29', Nani cabeceara à madeira.

De nada valeu, portanto, Portugal ter sido seis vezes mais rematador do que a equipa adversária, que aliás denotou sempre muitas fragilidade na manobra ofensiva. Mas não falemos em falta de sorte: Ronaldo também esteve mal na marcação dos livres. Foram seis: nenhum levou perigo à baliza austríaca.

É verdade que o meio-campo português esteve mais dinâmico do que no desafio anterior. Para isso muito contribuiu a troca do apático Danilo por William Carvalho, que esticou sempre o jogo com os seus passes longos, permitindo à selecção nacional ganhar vários metros de terreno. O problema principal residiu na zona mais adiantada, onde o 4-3-3 hoje posto em prática por Fernando Santos simplesmente não funcionou. Também por Quaresma - titular desta vez - ter estado vários furos abaixo do que se esperava.

Percebe-se mal a reiterada aposta do seleccionador num João Moutinho sem dinâmica no miolo do terreno. Percebe-se ainda pior a justificação para as substituições tão tardias. Para quê insistir em Éder, um avançado que nunca marcou um golo num jogo oficial pela selecção? Para quê fazer entrar Rafa aos 89', quando o desfecho da partida já estava anunciado?

Questões em que Fernando Santos certamente vai ponderar até quarta-feira, dia em que enfrentaremos a Hungria. Um jogo decisivo, ninguém duvida.

 

Portugal, 0 - Áustria, 0

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Teve pouco trabalho, mas não deixou de estar atento. Revelou reflexos rápidos quando Pepe lhe atrasou mal uma bola, logo aos 3'. Boa defesa nos momentos iniciais da segunda parte.

 

Vieirinha - Voluntarista e dinâmico, mas continuando a revelar problemas nos cruzamentos em apoio do nosso ataque: foram raros os que lhe saíram bem. Salvou um possível golo aos 41', quase na linha da baliza.

 

Pepe - Muito assobiado nas bancadas, entrou nervoso e desconcentrado. Viu um cartão amarelo aos 40'. Melhorou no segundo tempo, quando foi um dos mais inconformados. Grande recuperação de bola, galgando terreno aos 59'.

 

Ricardo Carvalho - Impecável no sector mais recuado da selecção, onde foi um pilar da nossa organização defensiva. Sem necessidade de recorrer a faltas. Cortes soberbos aos 12' e 82'.

 

Raphael Guerreiro - Voltou a destacar-se pela dinâmica e pela qualidade de passe, superior a Vieirinha no flanco oposto. Protagonizou um dos melhores lances do jogo aos 22', numa excelente tabelinha com Nani.

 

William Carvalho - O seleccionador apostou nele em vez de Danilo. Aposta ganha: William deu mais mobilidade à equipa, colocando bem a bola em passes longos. Muito do jogo central passou por ele. Terá sido o melhor em campo.

 

João Moutinho - Melhorou em comparação com o jogo anterior mas continua aquém do nível a que nos habituou noutras épocas. Falta-lhe intensidade no transporte de bola e maior capacidade de abrir linhas.

 

André Gomes - Pautou-se pela regularidade, embora sem grandes rasgos. Mas é um daqueles jogadores que a todo o momento podem protagonizar um bom lance. Aconteceu aos 29', quando serviu Nani, que rematou ao poste.

 

Nani - Foi o melhor jogador em campo na primeira parte. Com um cabeceamento ao poste e um excelente cruzamento para Ronaldo (35'). Podia ter marcado logo aos 12'. Apagou-se na segunda parte. Substituído por Rafa só aos 89'.

 

Quaresma - Entrou no onze titular - outra novidade nesta partida. Mas não correspondeu às expectativas. Desperdiçou vários cantos e os centros não lhe saíram bem. Cartão amarelo por protestos, aos 31'. Deu lugar a João Mário aos 71'.

 

Cristiano Ronaldo - Vinte remates à baliza. Em vão. Podia ter marcado aos 22', 38', 55' e 56': a bola ou saiu ao lado ou foi defendida. Chamado a converter um penálti aos 79', atirou ao poste. O cansaço de final da época explicará tudo?

 

João Mário - Rendeu Quaresma aos 71' e voltou a dar a sensação de não ter pegado bem no jogo. Rende muito mais do que demonstrou contra a Islândia e nestes 20 minutos contra a Áustria, como bem sabemos.

 

Éder - Entrou aos 83', substituindo André Gomes. Uma substituição inútil. O jogador do Valência, mesmo cansado, rendia mais em campo do que este ponta-de-lança que se tem especializado em não marcar golos.

 

Rafa - Fernando Santos fê-lo entrar aos 89', rendendo Nani. E a verdade é que mexeu com o jogo, protagonizando um dos lances individuais mais vistosos da segunda parte. Que mais poderia ter feito em escassos quatro minutos?


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07 Jun 16

«O William teve uma lesão horrível, mal explicada e muito mal gerida pela FPF (para não dizer omitida). Depois admiram-se que clubes de topo não gostem de ceder jogadores às selecções em certas alturas do campeonato.»

Infiltrado, neste meu postal


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03 Jun 16
Balanço (14)
Pedro Correia

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre WILLIAM CARVALHO:

 

- Duarte Fonseca: «Esta equipa tem menos de dois meses de trabalho com aquele que para mim é o melhor treinador português da actualidade, o que por conseguinte me leva a acreditar que a equipa só pode melhorar (William, volta!; Montero, acorda!) e que, invariavelmente, seremos superiores a todos os adversários no que à qualidade de jogo diz respeito, o que fará com que estejamos sempre mais próximos da vitória.» (28 de Agosto)

- Francisco Almeida Leite: «Estive com William Carvalho há pouco tempo, em Alvalade, e posso testemunhar o que Jesus disse. A recuperação decorre a bom ritmo e William é a nossa grande contratação. Dará muita segurança à linha média com uma atitude que fará a diferença.» (14 de Setembro)

- Filipe Arede Nunes: «Com William a equipa é mais equilibrada e o músculo que ganha no centro do terreno é fundamental, sobretudo, no processo defensivo. Parece claro que ainda não está no ponto da sua forma mas meio William é melhor do que qualquer outro jogador da equipa naquela posição. Espero que o regresso do Rei seja o que faltava para que o Sporting comece a jogar mais e melhor.» (6 de Outubro)

- Eu: «Recuperou bolas, abriu linhas de passe, empurrou a equipa para a frente. E protagonizou o momento do jogo ao marcar de forma exemplar, com nervos de aço, a decisiva grande penalidade que nos deu a vitória aos 93'. O melhor Leão em campo.» (30 de Novembro)

- João Távora: «Espera-se que Fernando Santos preste atenção àquele assombroso triângulo de meio campo composto por Adrien Silva, William Carvalho e João Mário.» (3 de Janeiro)

Edmundo Gonçalves: «Custa-me ver William Carvalho uns furos abaixo daquilo que realmente vale.» (11 de Janeiro)

Francisco Melo: «Alguém apostava que William Carvalho iria durar mais do que uma época?» (13 de Abril)

Francisco Chaveiro Reis: «Cansado e lesionado, William tardou a encontrar o seu ritmo. Arrisco-me a dizer que só agora, no fim do campeonato, é que começa a estar ao seu nível. Ao Sporting teria dado jeito que Sir William tivesse aparecido mais cedo mas ainda é bem-vindo.» (17 de Abril)


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23 Abr 16

Perante quase 45 mil espectadores, o Sporting atingiu hoje um dos principais objectivos da época: garantir o acesso directo à Liga dos Campeões. Aconteceu na vitória em Alvalade frente ao União da Madeira, equipa que nos tinha derrotado na primeira volta.

Começámos cedo a vencer. Aos 19' já estava construído o resultado final: 2-0. Um resultado tranquilo, reflexo de uma exibição pausada, a pensar no desafio do próximo sábado, no Estádio do Dragão. Teo Gutiérrez e João Mário foram os marcadores dos golos neste triunfo que também garantiu já ao Sporting pelo menos o posto de vice-campeão na Liga 2015/16.

O meio-campo revelou a qualidade de sempre, desta vez com Bruno César como titular no lugar habitualmente ocupado por Bryan Ruiz, ocupando Marvin Zeegelar o posto de lateral esquerdo. O holandês desempenhou bem esta missão com dois cruzamentos que funcionaram como assistências para os golos. Na lateral oposta, também Schelotto esteve em bom nível, embora os seus centros acabassem por não ter tão boa sequência como mereciam.

O melhor em campo foi William Carvalho.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Teve uma intervenção decisiva muito cedo, logo aos 9', impedindo um golo de Danilo Dias. Aos 42' segurou muito bem a bola num livre directo. Falhou uma intercepção em zona perigosa, aos 76'.

SCHELOTTO (7). Incansável a percorrer a sua ala durante todo o jogo. Cruzou muito bem aos 50' (para Slimani), aos 61' (para Bryan Ruiz) e ao 73' (novamente para Slimani). Passes desperdiçados: todos mereciam melhor desfecho.

COATES (7). Imperial a fazer cortes, com uma calma olímpica. Desfez lances perigosos aos 22', 35', 79' e 90'. Grande jogada individual aos 44', galgando metros de terreno e cruzando para a área: Teo só não marcou por pouco.

RÚBEN SEMEDO (6). Atento, foi bem às dobras sempre que Marvin avançava no terreno. Salvou um possível golo aos 76' após falhanço de Rui Patrício, limpando a área. Podia ter marcado autogolo num corte em esforço aos 48'.

MARVIN (7). Recuperou a titularidade naquela que foi até agora a sua melhor exibição pelo Sporting. Esteve muito em foco na primeira parte, destacando-se com dois cruzamentos que funcionaram como assistências para os golos.

WILLIAM CARVALHO (8). Médio de contenção, vital para assegurar a organização no nosso meio-campo e o maior distribuidor de jogo da equipa. Hoje saiu-lhe praticamente tudo bem. Combina na perfeição com Adrien.

ADRIEN (8). O desequilibrador do costume, com um pulmão enorme. Isolou Teo com um excelente passe aos 52' que merecia melhor destino. E esteve quase a marcar um fabuloso golo aos 68', quando disparou a bola ao poste.

JOÃO MÁRIO (6). Abaixo do nível médio que tem revelado neste campeonato, falhou alguns passes. Mas marcou o segundo golo e baralhou as marcações com alterações constante de posição com Bruno César. Saiu aos 57'.

BRUNO CÉSAR (6). Muito esforçado, polivalente, hoje voltou a jogar mais adiantado em campo, mostrando-se o todo-o-terreno que Jesus tanto aprecia. Tentou utilizar o seu pé-canhão, o esquerdo, sem sucesso. Substituído aos 70'.

TEO (7). Atravessa a melhor fase de sempre no Sporting e faz gala disso com golos muito festejados. Hoje, mais um. Logo aos 7', de cabeça, com boa execução técnica. Quase voltou a marcar aos 44'. Podia ter repetido a dose aos 52'.

SLIMANI (5). Em risco de receber o quinto cartão amarelo, que o punha fora do desafio do Dragão, retraiu-se mais do que é costume. Não foi feliz no remate, desperdiçando grandes passes aos 52' e 73'. Rendido por Barcos aos 80'.

BRYAN RUIZ (5). Entrou aos 57', rendendo João Mário. Atravessa uma fase de quebra física após meses de grande desgaste. Fez um remate acrobático, de costas para a baliza (61'). Serviu muito bem Barcos no último lance do jogo.

GELSON MARTINS (5). Substituiu Bruno César aos 70', quando a equipa já praticava um jogo de passe e contenção, segurando o resultado. Sem grandes oportunidades de exibir os seus habituais raides, agarrou-se em excesso à bola.

BARCOS (3). Entrou aos 80' e só esteve em evidência - pela negativa - num lance, mesmo no fim, desperdiçando por deficiente recepção um óptimo passe de Bryan Ruiz que poderia ter ampliado a vitória leonina.


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Gostei

 

Da nossa vitória. Sexto triunfo consecutivo, desta  vez em casa contra o União da Madeira. Triunfo que só pecou por ser curto: 2-0. Mas que nunca esteve em dúvida. Ficou assim vingada a nossa derrota da primeira volta, frente à mesma equipa. Temos 24 vitórias registadas num total de 31 desafios disputados nesta Liga 2015/16.

 

De termos carimbado o nosso passaporte para a Liga dos Campeões. Esta vitória garante-nos o acesso directo à Champions em 2016/17. Concretizando desde já um dos principais objectivos - desportivos e financeiros - do Sporting para esta época.

 

Dos dois golos marcados muito cedo. Aos 20' estava feito o resultado. Com golos de Teo Gutiérrez (aos 7') e João Mário (aos 19'). Depois bastou gerir a vantagem. Com tranqulidade, já a pensar no desafio do próximo sábado frente ao FC Porto.

 

Que não tivéssemos sofrido nenhum. É importante terminarmos jogos com a nossa baliza invicta, como hoje voltou a acontecer.

 

De Teo Gutiérrez. E vão seis golos nos últimos cinco jogos. Aproveitou muito bem um excelente cruzamento de Marvin para começar a construir a vitória leonina. Novamente um bom desempenho que o reconciliou definitivamente com a exigente tribuna de Alvalade. Leva já nove golos marcados na Liga (e 12 no total da época).

 

De William Carvalho. Melhora de partida para partida. Hoje voltou a ser um dos nossos pilares, com um rendimento elevado durante todo o desafio, organizando muito bem o nosso meio-campo. Uma exibição sem falhas, merecendo ser mencionado como o melhor jogador desta partida.

 

De Adrien. Outra exibição de grande nível, combinando muito bem com William e João Mário. Incansável na construção da nossa manobra ofensiva. Aos 68' esteve a milímetros de marcar o nosso terceiro golo com um fabuloso petardo que embateu num poste da baliza madeirense.

 

De Schelotto. Enérgico e dinâmico, agarrou a titularidade e vem aumentando a influência na equipa de jogo para jogo. Participou na bela jogada colectiva que culminou no nosso segundo golo. Excelentes cruzamentos aos 50', 61' e 73'. Todos desperdiçados. Mas todos poderiam ter culminado em golos.

 

Do apoio entusiástico nas bancadas de Alvalade. O "12º jogador" compareceu em força: 44.719 espectadores no nosso estádio. Sempre a puxar pela equipa, do primeiro ao último minuto.

 

De ver muitas adeptas a assistir ao jogo. Parabéns à Direcção leonina por mais uma vez ter incentivado a presença feminina no estádio.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Rui Costa teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

De termos regressado ao topo da tabela. Estamos provisoriamente no comando, com mais um ponto do que o Benfica, que só joga amanhã.

 

 

Não gostei

 

Que Slimani desta vez não tivesse marcado. Partida apagada do nosso artilheiro argelino, que falhou o golo aos 50' e aos 73', correspondendo mal a excelentes cruzamentos de Schelotto.

 

Do resultado escasso. Vencer por 2-0 sabe a pouco num jogo em que o domínio do Sporting foi incontestável do primeiro ao último apito.

 

Da segunda parte. Tendo construído cedo a vitória, a equipa entrou em compreensível gestão de esforço na etapa complementar, com natural prejuízo para o espectáculo. Mas o fundamental foi termos garantido mais três pontos. E vão 77.

 

De Barcos. Esteve pouco mais de dez minutos em campo: continua sem tempo para mostrar o que vale. Mas desperdiçou um bom cruzamento de Bryan Ruiz por dominar mal a bola.


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18 Abr 16
William Carvalho
Pedro Correia

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melhor jogador do Europeu sub-21, disputado em 2015 na República Checa.

Sempre em destaque.


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09 Fev 16
Trabalhar com tempo - III
Edmundo Gonçalves

“Estou muito feliz pelo voto de confiança que o Sporting CP me deu, mais uma vez. Fico ligado ao Clube por mais quatro anos e prolongo o sonho já concretizado de poder representar este grande Clube”

 

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Daqui.


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05 Fev 16

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William Carvalho é um jogador de topo (pese embora algumas semanas de sonolência após lesão) que brilhará numa liga mais competitiva. Esse salto deve acontecer após o próximo Europeu e o Sporting terá um encaixe histórico, mesmo que não se chegue aos tais 45 milhões. O camisola 14, ao que parece, é dos que recebe menos no plantel. Já terá proposta para ganhar mais enquanto cá está mas, acabada a novela Carrillo, já se quer arranjar mais um foco de desestabilização. O facto de ter ainda dois anos de contrato parece não ser relevante. Só para o clube. E adeptos. E jogador.


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11 Jan 16
Esperem por Fevereiro
Edmundo Gonçalves

Custa-me ver William Carvalho uns furos abaixo daquilo que realmente vale, como ontem. Sei que tem tido uma época apoquentado por lesões, no início nem jogou, mas a minha fonte em Alvalade, altamente credível, disse-me ontem nas bifanas que aquilo são ordens do Bruno: Durante o mês de Janeiro fingir que é um jogador vulgar, para não aparecer nenhum "galifão" que o leve.

Sempre à frente, o nosso presidente...

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Lampionagem, não venham com a sanha do costume e dizer que o rapaz não vale um tremoço, porque tomaram vomecês ter aí um, mesmo igual ao de ontem...


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30 Nov 15
Melão de nata
Luciano Amaral

Apostaram muitas fichas no Benfica C, que quase cumpriu o papelão que lhe foi atribuído. Mas a gente lá vai aprendendo a desbravar esta selva de manhas que é o futebol português. Resultado: mais um melão. No estádio, houve um momento de pânico quando ocorreu ao catedrático mandar o William marcar o penálti. Toda a gente se lembrou da final do Europeu de sub-21: ia o catedrático estragar com uma das invenções em que é pródigo aquela oportunidade tão duramente conquistada? Não estragou.


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Tardou mas chegou. Uma vez mais o Sporting arranca uma vitória quase ao cair do pano. Confirmando que no campeonato em curso ninguém deve abandonar o estádio antes do apito final.

Tal como já havia sucedido frente ao Arouca, superámos esta etapa com alguma dificuldade mas o nosso triunfo é indiscutível. Desta vez perante um Belenenses que sob o comando de Sá Pinto se revelou uma equipa bem organizada em termos defensivos mas inócua do meio-campo para a frente.

Realce para a dupla Montero-Slimani, que desta vez funcionou embora a boa articulação entre o argelino e o colombiano não tenha resultado em golo. Perante o impasse que permanecia no marcador, Jorge Jesus fez tudo para virar o resultado. Fazendo entrar sucessivamente Gelson Martins, Matheus Pereira e Tanaka.

Aposta bem-sucedida. Confirma-se que a sorte protege os audazes.

O melhor em campo, para mim, foi William Carvalho.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Discreto. Limitou-se praticamente a ser mais um espectador no estádio José Alvalade. O Belenenses fez tudo para não incomodar o nosso guarda-redes.

JOÃO PEREIRA (5). Oscilante. Foi pela ala direita que canalizámos quase todo o nosso jogo na primeira parte. Mas os centros não lhe saíram bem. Perdas de bola aos 82' e 84'.

PAULO OLIVEIRA (6). Eficaz. Sacudiu a bola sem cerimónias sempre que necessário. Grande corte aos 51'. Subiu várias vezes no terreno, procurando apoiar o nosso ataque.

EWERTON (7). Sereno. Travou as investidas do clube adversário com calma olímpica e boa capacidade técnica. Saiu diversas vezes com a bola controlada, galgando terreno.

JONATHAN SILVA (5). Contido. Pareceu passar ao lado do jogo na etapa inicial. Despertou na segunda parte com uns passes bem medidos, embora escassos.

WILLIAM CARVALHO (7). Decisivo. Falhou passes mas recuperou bolas e travou contra-ataques. Determinante a sua frieza no instante do penálti - o seu golo de estreia nesta Liga.

ADRIEN (6). Combativo. Bom distribuidor de jogo no carrocel do meio-campo leonino. Mas aquém de outras exibições nesta temporada. Acusou algum cansaço. Saiu aos 57'.

JOÃO MÁRIO (7). Lutador. Alguma inconsistência na primeira parte. Foi melhorando à medida que o tempo passava, conduzindo o ataque. Grande qualidade de passe.

BRYAN RUIZ (7). Arguto. Quase marcou aos 38', na melhor jogada do jogo. Merecia o golo, que faria levantar o estádio. Só raras vezes se libertou das marcações cerradas.

MONTERO (7). Desequilibrador. Combinou bem com Slimani na frente. Grandes passes aos 4', 7' e 44', servindo o argelino e Ruiz. Quase marcou aos 62' a passe de Jonathan.

SLIMANI (6). Batalhador. Desta vez não fez a diferença - sobretudo porque lhe chegou pouco jogo em condições. Bom cabeceamento aos 84'. Cada vez melhor tecnicamente.

GELSON MARTINS (7). Determinado. Entrou aos 57', para substituir Adrien, e não tardou a esticar o jogo, tornando-o mais veloz. Excelente passe isolando Matheus Pereira aos 79'.

MATHEUS PEREIRA (6). Irrequieto. Substituiu Montero aos 67'. Grande jogada aos 75' mas abusou do individualismo na finalização. Falhou golo aos 79' por muito pouco.

TANAKA (5). Voluntarioso. Entrou aos 80', rendendo Bryan Ruiz. Bom cruzamento aos 84', servindo Slimani. Tentou bastante mas conseguiu pouco nesta estreia na Liga 2015/16.


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Gostei

 

De ganhar ao Belenenses. Mais uma etapa superada na conquista do título de campeão nacional que todos ambicionamos para o Sporting.

 

De ver a nossa equipa com a liderança consolidada. Já vamos com 29 pontos. Mais cinco do que o FC Porto, segundo classificado.

 

De Bryan Ruiz.  Coube-lhe a mais vistosa jogada individual do desafio, aos 38', quando driblou sucessivos adversários e rematou para golo, forçando o guarda-redes Ventura à defesa da noite. Uma vez mais o costarriquenho em grande nível.

 

De William Carvalho. Recuperou bolas, abriu linhas de passe, empurrou a equipa para a frente. E protagonizou o momento do jogo ao marcar de forma exemplar, com nervos de aço, a decisiva grande penalidade que nos deu a vitória aos 93'. O melhor Leão em campo.

 

De Gelson Martins. Entrou aos 57', substituindo Adrien. Imprimiu mais velocidade à equipa logo no primeiro minuto em campo. Jogou e fez jogar. Está menos individualista. Melhora de desafio para desafio.

 

Da estreia de Tanaka na Liga 2015/16. O japonês foi lançado aos 80', entrando para o lugar de Bryan Ruiz sob uma calorosa ovação das bancadas. Não marcou mas ajudou a abrir o nosso ataque.

 

Da nossa quinta vitória consecutiva no campeonato. Após derrotarmos o V. Guimarães (5-1), Benfica (3-0), Estoril (1-0) e Arouca (1-0).

 

Do nosso quarto jogo sem sofrer golos. A solidez do nosso reduto defensivo faz toda a diferença em relação ao campeonato anterior.

 

Da arbitragem. Artur Soares Dias teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

 

Não gostei

 

Do zero a zero aos 90'. O golo isolado só surgiu ao cair do pano, no tempo extra. Podia e devia ter surgido mais cedo, atendendo ao domínio indiscutível do Sporting.

 

Da lentidão na primeira parte. Faltou imprimir velocidade ao nosso jogo. Tardámos em pôr o pé no acelerador.

 

Do nosso ataque demasiado previsível. Quase todos os lances ofensivos do Sporting, na primeira parte, foram conduzidos pelo lado direito. Como se não tivéssemos ala esquerda.

 

Da lesão de Jefferson. O brasileiro, rei das assistências leoninas na Liga 2015/16, fez falta nesta partida.

 

Da inépcia do Belenenses. Os azuis do Restelo não fizeram um ataque digno desse nome. Rui Patrício foi praticamente um espectador neste desafio em que o Sporting fez seis vezes mais remates (18 contra 3) e teve 64% de posse de bola.


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31 Out 15

Vitória indiscutível do Sporting no regresso aos jogos em Alvalade para o campeonato. Tendo uma boa réplica do Estoril, que nunca deixou de discutir a partida. Após duas goleadas (5-1 frente ao Guimarães e 3-0 no estádio da Luz), desta vez o triunfo tangencial, por 1-0, soube a pouco. Mas a nossa equipa teve boa prestação em campo: bem organizada, muito veloz, com intenção atacante e talentos individuais nos diversos sectores.

Teo Gutiérrez decidiu a partida, com a marcação de uma grande penalidade aos 54'. Mas também Gelson Martins, Bryan Ruiz e Jefferson podiam ter marcado. 

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RUI PATRÍCIO (7). Intransponível. Duas grandes defesas, aos 8' e aos 18', confirmaram que se mantém ao melhor nível. Segundo jogo consecutivo sem sofrer golos.

JOÃO PEREIRA (7). Veloz. Foi um quebra-cabeças permanente para a defesa do Estoril. Autor de excelentes centros (5', 30', 59') que podiam ter resultado em golos.

PAULO OLIVEIRA (7). Sólido. Joga sempre com simplicidade, sem complicar. E deste modo assegura o comando da defesa. Muito bom nas acções de cobertura.

EWERTON (7). Sereno. Regressou ao campeonato após longa lesão. Ninguém diria que esteve tanto tempo parado, a avaliar pela sua actuação de grande classe.

JEFFERSON (6). Discreto. Mais contido nas incursões ofensivas do que é habitual. Falhou por muito pouco o golo aos 66'. Livre muito bem marcado aos 84'

WILLIAM CARVALHO (8). Decisivo. Exibição cheia de categoria, ao melhor nível a que nos habituou. Exímio no passe. Precioso na recuperação de bolas.

JOÃO MÁRIO (7). Influente. Jogando na posição de Adrien, foi mais discreto do que contra o Benfica. Mas sempre muito inteligente nos passes e nas  desmarcações.

GELSON MARTINS (7). Criativo. Cada vez a jogar mais para a equipa. Foi titular com todo o mérito. Coube-lhe a melhor jogada do primeiro tempo: quase marcou aos 32'.

BRYAN RUIZ (8). Persistente. Talvez o mais tecnicista dos nossos jogadores, teve pormenores dignos de aplauso. Esteve a milímetros de marcar aos 50'.

TEO GUTIÉRREZ (7). Activo. Boa articulação com Slimani. Carregado em falta na grande área, aos 53', converteu o penálti que nos deu três pontos neste jogo. Saiu aos 60'.

SLIMANI (7). Inconformado. Muito marcado pela defensiva contrária, procurou outras zonas do terreno para ganhar a bola. Sem nunca desistir. Saiu já no tempo extra.

MONTERO (6). Dinâmico. Substituiu o compatriota Teo Gutiérrez aos 60'. Autor de um forte disparo aos 76', para defesa em esforço do guardião adversário.

MATHEUS PEREIRA (6). Estreante. Primeira oportunidade dada por Jesus no campeonato ao jovem de 19 anos, que entrou aos 70' para o lugar de Gelson. Cumpriu.

BRUNO PAULISTA (-). Caloiro. Outra estreia na Liga 2015/16. Mas entrou já nos minutos complementares, só para queimar tempo. Mal se deu por ele.


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Gostei

 

De ganhar ao Estoril. Consolidámos o primeiro lugar no campeonato, isolados, pela segunda semana consecutiva. Já com o FCP a cinco pontos e o Braga a seis.

 

Do nosso caudal atacante. Sobretudo no segundo tempo, o Sporting jogou sempre em velocidade, com bolas ao primeiro toque, fazendo pressão permanente sobre a equipa adversária.

 

De William Carvalho. Desta vez sem Adrien a complementar o seu trabalho no meio-campo, voltou a ser um bastião da equipa. A recuperar bolas, a abrir linhas de passe e a organizar jogo. O melhor em campo.

 

De Bryan Ruiz.  O costarriquenho voltou a estar em alta. Teve uma actuação muito personalizada, de grande classe, denotando excelente visão de jogo.

 

De Teo Gutiérrez. Marcou o golo da vitória, de penálti, aos 54'. O terceiro golo em três jogos consecutivos. Já lá vão seis, desde o início da temporada oficial.

 

De Gelson Martins. Jorge Jesus apostou nele como titular. Aposta ganha: grande exibição do jovem formado em Alcochete. Foi um dos jogadores mais dinâmicos e criativos do nosso onze.

 

De João Pereira. Grande exibição do nosso lateral direito, muito veloz e combativo, autor de vários centros que ofereciam golo.

 

Do regresso de Ewerton. Estreou-se na Liga 2015/16 após longa lesão, cumprindo na perfeição a missão que lhe estava confiada. Parece jogar há anos com Paulo Oliveira, seu parceiro no eixo da defesa.

 

Das estreias de Matheus Pereira e Bruno Paulista. Mais dois jovens hoje lançados na equipa principal por Jesus, o treinador de quem diziam que não apostava em profissionais no início de carreira.

 

De ver o Sporting alinhar de início com seis portugueses. Rui Patrício, João Pereira, Paulo Oliveira, William Carvalho, João Mário e Gelson Martins.

 

Da boa réplica da equipa adversária. O Estoril manteve o jogo sempre em aberto, sem abdicar do ataque nem estacionar o autocarro na sua grande área.

 

Do equipamento. Pela segunda semana consecutiva, os nossos jogadores alinharam com calções pretos, recuperando uma tradição que já quase parecia esquecida.

 

Do apoio nas bancadas. Hoje compareceram 40.144 espectadores em Alvalade.

 

Da nossa média de dois golos por jogo. Temos o melhor diferencial de golos no campeonato: 18 marcados e apenas cinco sofridos.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adrien. Ficou de fora por acumulação de amarelos. E fez falta para complementar a actuação de William Carvalho na organização do nosso meio-campo.

 

Do zero a zero ao intervalo. Soube a pouco. Aquele remate em arco de Gelson Martins que passou a rasar a baliza do Estoril merecia ter sido golo.

 

Do cartão mostrado a Jefferson. O árbitro Jorge Ferreira, numa incompreensível demonstração de autoritarismo, exibiu-lhe o amarelo porque a bola estava alguns centímetros para fora do semicírculo do canto. Não dá para entender.


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26 Out 15

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Teremos visto o mesmo jogo?

Leio na página 5 do Record a apreciação ao desempenho individual de William Carvalho no desafio de ontem. É um texto arrasador, que não me parece reflectir minimamente o que sucedeu em campo.

Reza assim: "Um jogo sem intensidade, lento a decidir, com falta de agressividade e muito longe dos momentos que se lhe conhecem. Era uma peça importante na estratégia de Jesus, mas teve momentos de levar o técnico ao desespero." Nota 2, em cinco. Negativa, portanto.

Belisquei-me: não foi, de todo, este o jogo que eu vi.

 

Confusão minha?

Para tirar teimas, consultei outros jornais de hoje. O que escreveram sobre William?

O Jogo: "Um gigante à frente da defesa, dando sempre preciosa ajuda aos centrais, nomeadamente ajudando na marcação a Jonas. Fez inúmeras recuperações de bola e desarmes, além de ter revelado o habitual acerto no passe. Decisivo no controlo de jogo absoluto dos leões."

A Bola: "O príncipe do meio-campo do Sporting precisou apenas de olhar para o seu reino de forma tranquila e sábia, como um verdadeiro candidato a rei. Bastou-lhe colocar-se bem, cortar pela raiz qualquer esboço de ideia que o adversário pudesse apresentar e passar bem a bola. Não encheu o campo, mas tornou o jogo da sua equipa muito mais geométrico e perfeito."

Correio da Manhã: "Eficiente, sobretudo na forma como adivinhava por onde a bola ia passar."

 

Enfim, jornais que me reconduziram de regresso à realidade. Porque aquilo que descrevem foi o mesmo que eu vi: um William fundamental na construção da fulgurante vitória leonina contra o Benfica.

Mais: esta é também a opinião expressa, na página 6 da edição de hoje do Record, por alguém que percebe muito de futebol: Paulo Futre. "Em termos individuais, destaco William, Slimani e João Pereira", assinala o ex-craque do Sporting, que também jogou no SLB. Contrariando o que ficara escrito na página anterior.

Conclusão: o "analista" do Record precisa mesmo de mudar de lentes.


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15 Out 15
O mesmo peso
Edmundo Gonçalves

Vejo hoje na edição de record que a federação assume os custos da lesão de Nelson Semedo, o jovem defesa direito do Benfica, que se lesionou ao serviço da selecção nacional, no último jogo.

 

Vamos lá a ver se o(a) volume(medida) é igual.

 

Sim, falo de William Carvalho e de Rui Patrício, este lesionado no mesmo jogo que o benfiquista e o primeiro durante o europeu de sub-21, condicionando o início de época do Sporting, com implicação até no acesso falhado à fase de grupos da LC.

 

Será que também desta vez a coisa é entregue ao ministério público?


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06 Out 15

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O melhor jogador do nosso plantel é este.


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O regresso do Rei!
Filipe Arede Nunes

William regressou esta semana e foi a melhor notícia dos últimos meses. Compreende-se claramente que, independentemente da qualidade de Adrien, João Mário ou Aquilani, o melhor jogador do meio-campo leonino é William Carvalho. Aliás, o Rei é, provavelmente, o melhor jogador do plantel. Qualidade técnica, de passe e de posicionamento em campo, capacidade física, tranquilidade são algumas das características que fazem de Carvalho um dos melhores médios do mundo!

Com William a equipa é mais equilibrada e o músculo que ganha no centro do terreno é fundamental, sobretudo, no processo defensivo. Parece claro que ainda não está no ponto da sua forma mas meio William é melhor do que qualquer outro jogador da equipa naquela posição. Espero que o regresso do Rei seja o que faltava para que o Sporting comece a jogar mais e melhor.


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18 Set 15
Há um ano
Pedro Correia

Há um ano tínhamos melhor equipa do que aquela que temos hoje. Nessa altura tínhamos Nani e William Carvalho, agora não.


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14 Set 15
William quase de volta
Francisco Almeida Leite

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Estive com William Carvalho há pouco tempo, em Alvalade, e posso testemunhar o que Jesus disse. A recuperação decorre a bom ritmo e William é a nossa grande contratação. Dará muita segurança à linha média com uma atitude que fará a diferença.

sinto-me:

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08 Set 15
Quase.. quase..
Gabriel Santos

"William Carvalho já corre no relvado"

"Ewerton entra na reta final da recuperação"

a chegar as duas grandes "aquisições" do mercado que vão trazer outra estabilidade no meio campo defensivo. Boas notícias!


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