19 Mar 17
O adepto resignado
Pedro Correia

É preferível jogar mal e ganhar do que jogar bem e perder.


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06 Jan 17

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VITÓRIA DO ANO: FINAL DO CAMPEONATO DA EUROPA

Tínhamos tudo contra nós. Jogávamos em casa da selecção adversária, perante um público maioritariamente hostil e tradicionalmente muito arrogante. Éramos apontados como “patinho feio” em todas as casas de apostas desportivas. Para cúmulo, vimos o nosso melhor jogador – e melhor jogador do mundo – inutilizado a partir do minuto 8 por falta que o árbitro entendeu não assinalar.

Mas soubemos resistir a todas as adversidades. Abdicámos do tradicional futebol-espectáculo que durante décadas nada mais nos trouxe senão umas quantas “vitórias morais” e trouxemos para Portugal o mais cobiçado troféu até hoje conquistado pelo futebol português: o Campeonato da Europa ao nível de selecções seniores, arrebatado na épica final do Parque dos Príncipes, em Paris.

 

Como de costume, não faltaram desde o início os profetas da desgraça ao nível do comentário desportivo, prontos a vaticinar o desaire da equipa das quinas. Um desses comentadores destacou-se mesmo por ir criticando sempre a exibição dos jogadores comandados por Fernando Santos.

”A selecção nacional está transformada no clube do Ronaldo”, começou por dizer (19 de Junho) o tal comentador, corporizando todos os Velhos do Restelo cá do burgo. Uma semana depois (26 de Junho) proclamava com gravidade perante das câmaras da estação televisiva que lhe serve de palco: “Nós ainda não entrámos no campeonato da Europa! Nós ainda não entrámos no campeonato da Europa!» Dias depois (2 de Julho), assinalava: “Nada do que aconteceu neste Campeonato da Europa deve ser considerado um êxito, bem pelo contrário.” A uma semana do jogo decisivo (3 de Julho), não encontrou nada melhor para dizer senão isto: “Eu só dou grande mérito a Portugal quando ganhar a final.” Ainda antes da final (6 de Julho), torcia pelos nossos adversários: “A França é uma equipa que me encanta.» No fim de tudo (11 de Julho), lá teve de meter a viola no saco, mas resmungando ainda: “A selecção nacional, na final, foi melhor sem Ronaldo do que com Ronaldo.”

 

Indiferente a esta e muitas outras aves agoirentas, a selecção trilhou a sua rota ascendente, passo a passo, com persistência, sem nunca perder: 1-1 com a Islândia, 0-0 com a Áustria, 3-3 com a Hungria, 1-0 com a Croácia, 1-1 com a Polónia (vitória no desempate por penáltis), 2-0 com o País de Gales e 1-0 na final de 10 de Julho frente à anfitriã, França.

Cristiano Ronaldo (3), Nani (3), Renato Sanches, Quaresma e Éder marcaram os golos portugueses. Rui Patrício foi designado melhor guarda-redes deste torneio que nos encheu de orgulho e júbilo.

E por que motivo o Euro 2016 figura aqui? Porque nos 23 seleccionados de Fernando Santos havia quatro jogadores do Sporting (todos titulares) e dez formados na nossa Academia.

Motivos redobrados para festejarmos o maior título de sempre do futebol português.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)


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Ganhar limpo
Pedro Correia

Eu quero que o Sporting ganhe sempre, jogando bonito ou feio. Troco sempre jogar bonito e empatar por jogar feio e ganhar.
Mas faço questão de ganhar limpo.
Detestaria ser lampião, empaturrado com o Campeonato Calabote, o Campeonato do Túnel, o Campeonato do Colinho...


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03 Dez 16
Contas finais
Zélia Parreira

4-0, não foi?


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08 Nov 16

Gostava de dedicar os três golos inteirinhos ao senhor que, ao ver o meu cachecol, encetou a seguinte converseta:

- Vai ver o Sporting?

- Vou vou...

- E é para ganhar? A seguir à Europa nunca ganham! EHeHEEHHEEHeHEEHEHEHEHe!

Adorou o seu próprio número humorístico, tão fofo. Se pudesse cortava-o aos bocadinhos para ser muitos iguais. 

Depois ainda me contou uma das hilariantes piadas sobre Pedro Dias e o Sporting Campeão que circulam por estes dias.

Para que é que insistem? Tenho a idade que tenho, sou do Sporting desde que me lembro. Ainda há quem ache que surpreende com piadas sobre campeonatos não ganhos?

Afinal não lhe quero dedicar nada, a vitória é nossa e só nossa.

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29 Ago 16

O momento crucial do Sporting X FCP de ontem acabou por acontecer cerca dos 20’ da 3ª parte, já estávamos nós nas bifanas.
Antes assistíramos a dois episódios decisivos, em tudo contrários à tradição troiana do Sporting em que um qualquer cavalo de pau traz desagradáveis surpresas na barriga.
Nos primeiros 20’ viu-se Danilo a comer Ruiz com arroz, André André a entupir Adrien e o FCP a marcar um golo contra a nossa defesa de palas nos olhos, encadeado pelo sol. Um ou dois ajustes de fine tunning de Jesus e passámos a mandar no jogo.
Nos 15’ iniciais da 2ª parte o Sporting reduziu o meio campo do Porto a um bando de canários (que lindo amarelo traziam eles vestido, em vez do habitual padrão de barracas de praia); entra então em cena o canoro Tiago Martins, apitando faltas, faltinhas e faltolas, cada vez que os nossos recuperavam uma bola, até virar a corrente do jogo.
Em face destes dois contratempos deu-se um fenómeno extraordinária em Alvalade: a equipa recompôs-se com maturidade, tino e segurança e nunca nas bancadas estivemos com o coração nas mãos como era nossa antiga sina. Todos tinham a cabeça no lugar, todos sabiam o seu lugar no campo e até o hamletiano Zeegalaar, que hesita e procrastina cada vez que lhe calha a bola nos pés, dava mostrar de saber o que fazer. Os jogadores do Sporting ressudavam tranquilidade, determinados em serem campeões como se o final do campeonato fosse já amanhã.
Só na conferência de imprensa Jorge Jesus revelou a verdadeira provação que a equipa viveu durante a semana: sempre debaixo de fogo do mercado de transferências com cada um dos jogadores alvo dos agentes-snipers; um ambiente de deixar as cabeças à roda, os nervos em franja e descontrolar o ânimo do mais austero.
Os piadéticos que peroram sobre as “vicissitudes do jogo” e especulam sobre o que deveria ter acontecido depois de tudo ter acabado, já sabíamos que eram tolos graças ao aforismo: “os diletantes discutem táctica, os profissionais falam de logística.” Também já se sabia que o futebol tem a forma de um iceberg: o que se vê no jogo resulta da enorme massa de treino escondida dos olhares.
Por isso as declarações de Jesus converteram esta simpática vitória num épico insuspeito.


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08 Ago 16

Valeu a pena apostar num futebol de ataque. Apesar da boa réplica da turma antagonista, ficou ontem bem claro que só uma equipa merecia ter vencido o jogo. Precisamente a que acabou por triunfar.

Antes do encontro, vários comentadores haviam antecipado que as hipóteses eram repartidas para ambos os lados. Essa antevisão não encontrou correspondência na realidade. A melhor equipa cedo deixou claro que tinha entrado em campo para sair vencedora e não admitia outro resultado.

Houve momentos emocionantes, reconheço. Mas em instante algum chegou sequer a suscitar-se a questão sobre o melhor onze em campo. Que foi precisamente aquele que viu a sua exibição coroada com um triunfo, aplaudido por portugueses de todas as regiões do País e residentes no estrangeiro.

Parabéns, pois, a quem venceu: a selecção olímpica portuguesa. Depois da Argentina, as Honduras. Isto promete.


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06 Jul 16

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6 de Julho de 2016: pela segunda vez na história do futebol português, a selecção nacional ganha o acesso à final de um Campeonato da Europa. Uma conquista com todo o mérito naquele que foi o melhor dos nossos jogos neste certame, com uma vitória sem contestação frente ao País de Gales - selecção que vinha causando sensação, sobretudo desde que afastou a forte Bélgica nos quartos-de-final.

Portugal dominou em duas partes diferentes. Prioridade ao rigor defensivo nos primeiros 45 minutos, acautelando todas as vias de acesso à nossa baliza pelas faixas laterais, com controlo absoluto do centro do terreno. No segundo tempo o nosso domínio foi ainda mais evidente, sobretudo a partir do golo inicial, construído com um cruzamento perfeito de Raphael Guerreiro e concluído da melhor maneira com um cabeceamento fortíssimo de Cristiano Ronaldo, numa impulsão que deixou os centrais galeses no andar de baixo. Um golo excepcional.

Gareth Bale bem tentava remar contra a maré, mas teve de actuar sempre em zonas muito recuadas porque o tampão defensivo português nunca deixou de funcionar - contido, seguro e sólido. Joe Allen, muito pressionado por Adrien e logo condicionado por um cartão amarelo aos 7', foi uma sombra do que tem sido noutros desafios. Raras vezes o País de Gales chegou à nossa baliza. E quando o fez, sempre através de Bale, encontrou um Rui Patrício irrepreensível, confirmando ser um dos melhores guarda-redes europeus.

Atordoados pelo primeiro golo, aos 50', os galeses - em estreia num Campeonato da Europa - ficaram ainda mais abalados com o segundo, três minutos depois. Também com intervenção directa de Ronaldo, que recuperou e rematou, cabendo a Nani corrigir a rota da bola com precisão milimétrica.

Foram dois, mas podiam ter sido mais. Desde logo se o árbitro sueco tivesse assinalado uma grande penalidade claríssima cometida sobre Cristiano Ronaldo logo aos 10', com Collins a agarrá-lo dentro da área. Pela terceira vez somos prejudicados em lances deste género, após derrubes de Nani no jogo contra a Croácia e de Ronaldo no embate com a Polónia. Parece que os árbitros estão proibidos de apontar grandes penalidades a nosso favor.

No início eram 24 selecções, restam três neste Europeu. Ultrapassámos seis neste percurso até à final: Islândia, Áustria, Hungria, Croácia, Polónia e País de Gales. Falta saber quem será o último adversário, aquele que defrontaremos no próximo domingo em Paris. Alemanha ou França? Amanhã saberemos. Agora é tempo de festejar. Estes jogadores e este seleccionador que formam um grupo muito unido e com enorme força mental merecem que festejemos com eles.

 

Portugal, 2 - País de Gales, 0

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Revelou a segurança que sempre tem evidenciado neste Campeonato da Europa. Sem falhas nem grandes sobressaltos. Foi intransponível perante Bale: travou um bom remate do melhor jogador galês aos 77' e três minutos depois fez a defesa da noite ao defender um tiro desferido pelo mesmo jogador.

 

Cédric - Desta vez sem lapsos defensivos, cumpriu muito bem a missão de que foi incumbido, policiando com autoridade a lateral direita. Os seus centros neste jogo foram mais raros e com menos pontaria do que é habitual, mas o essencial foi feito. Justificou a titularidade, superando Vieirinha - escolha inicial do técnico.

 

Bruno Alves - Escolha talvez inesperada de Fernando Santos para compensar a ausência de Pepe, com problemas musculares. Estreou-se no Euro 2016 com uma exibição em bom nível, sem revelar o menor temor face ao poderio físico dos galeses. Podia ter evitado o cartão amarelo aos 71'.

 

José Fonte - Melhora de jogo para jogo, exibindo cada vez mais qualidades. Hoje funcionou como o patrão da defesa nacional, num desempenho com maturidade e classe. Secou Robson-Kanu, que tinha sido um dos melhores galeses contra a Bélgica. E ainda foi à frente cabecear com perigo aos 71', após a marcação de um canto.

 

Raphael Guerreiro - Regressou em boa hora ao nosso onze titular após os problemas musculares que o afectaram. Foi um dos melhores em campo. Fechou bem o flanco e foi mais atrevido do que Cédric na manobra ofensiva. Grande tabelinha com Adrien aos 44'. E um centro perfeito aos 50': funcionou como assistência para o golo de Ronaldo.

 

Danilo - Substituiu William, ausente por acumulação de cartões. Começou algo intranquilo, deixando-se ultrapassar de quando em vez, mas melhorou a prestação à medida que o jogo aquecia. Essencial no processo defensivo, em que soube impor o físico. Quase marcou aos 78': o guardião galês segurou a bola junto à linha de golo.

 

Adrien - Neutralizou Allen no corredor central, condicionando-lhe a acção ofensiva: exerceu pressão constante e nunca desistiu da luta pela bola. Protagonizou o melhor lance da primeira parte, aos 44', num grande cruzamento para a cabeça de Ronaldo. Excelente recuperação aos 78': serviu Danilo e o golo esteve quase a acontecer.

 

Renato Sanches - Voluntarioso e com rasgos ocasionais, teve no entanto a sua mais apagada prestação neste Europeu. Nem sempre acertou nos passes e foi várias vezes ultrapassado junto à lateral direita: o processo defensivo ainda não é o seu forte. Arriscou o remate aos 73', mas atirou para a bancada. Saiu no minuto seguinte.

 

João Mário - Nova missão de sacrifício do médio, mais habituado a fazer incursões da linha para o meio. Cabia-lhe resguardar o flanco, numa segunda linha defensiva, tal como Renato na ala oposta. Fez uma boa tabelinha com Cristiano Ronaldo aos 16', rematando ao lado. Falhou uma recarga aos 65', com a baliza à sua mercê.

 

Nani - Exibição com duas faces. Mal se deu por ele no primeiro tempo, mas foi crucial no segundo ao apontar o golo que carimbou a nossa vitória e deu tranquilidade à selecção. Confirma-se: é intuitivo como poucos dentro da área quando joga de trás para a frente. Forte remate aos 65', bem colocado: novo sinal de perigo. Saiu aos 87'.

 

Cristiano Ronaldo - Com um golo soberbo abriu o triunfo português. E vão três no Euro 2016 e nove nas fases finais de Europeus, igualando a marca de Platini em 1984. Alvo de um penálti não assinalado aos 10'. Participou na construção do segundo golo. Podia ter marcado o terceiro de livre, aos 63': falhou por pouco. O melhor em campo.

 

André Gomes - Entrou em campo já com o resultado feito, rendendo Renato Sanches aos 74'. Pedia-se-lhe apoio ao processo defensivo e tentativa de criar situações de desequilíbrio na manobra ofensiva. Desempenhou com zelo - embora sem brilho - ambas as missões.

 

João Moutinho - Substituiu o fatigado Adrien aos 79' com a missão de continuar a estabelecer a ligação entre as linhas portuguesas mantendo o nosso controlo da faixa central, o que obrigava os galeses a transferir para as alas todo o processo ofensivo. Cumpriu.

 

Quaresma - Só entrou aos 87', rendendo Nani e deixando a impressão de que poderia ter entrado mais cedo. Mas ainda chegou a tempo de pôr a defesa do País de Gales em sentido com a sua capacidade de vencer confrontos individuais em áreas de alto risco para a equipa adversária. Associou-se com mérito à vitória.

 


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30 Mai 16

Foi quando estiveram Adrien, João Mário e William Carvalho juntos em campo. Adrien protagonizando a jogada de livre que proporcionou o segundo golo e João Mário fazendo a assistência para o terceiro.

Resultado: Portugal, 3 - Noruega, 0. Com a equipa das quinas a jogar de verde.


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17 Abr 16

Cinco triunfos (contra Estoril, Arouca, Belenenses, Marítimo e Moreirense). Dezasseis golos marcados e cinco sofridos. A nossa melhor série vitoriosa do ano.

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E vão doze
Pedro Correia

Doze vitórias fora na Liga 2015/16 - marca que Jorge Jesus já superou nesta Sporting sob o seu comando. Nunca até agora nenhum outro treinador da nossa equipa conseguira 12 triunfos no campeonato nacional na condição de visitante.

A partir de hoje há motivos ainda mais fortes para dizer que só nós sabemos porque não ficamos em casa.


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10 Abr 16

As imagens dos resumos da televisão não o demonstram, mas o terceiro golo do Sporting de hoje é um prodígio de troca de bola. Quando no estádio se gritava "chutem a bola à baliza!", os jogadores do Sporting estão uns bons dois minutos a trocarem a bola no meio campo do Marítimo, uns para os outros, sem nunca a perderem, aguardando pacientemente o momento certo para fazerem o remate mortal. Que enfim haveria de chegar.


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12 Mar 16
Missão cumprida
Edmundo Gonçalves

Mas que mal se jogou no último quarto de hora...

Caudal de jogo enorme que poderia proporcionar outro resultado e evitar a tremideira final.

Valeu-nos Patrício, justificando porque é o melhor.

O Chuta não veio acrescentar nada ao jogo.

 

Agora falta um dos Tondelas empatar.


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13 Fev 16

1 - O Sporting reocupa o seu 1° lugar marcando um golo na sequência de um canto (Slimani) - talvez seja um sinal. 2 - Coates é um grande defesa (literalmente). 3 - Confirma-se que Peseiro é amigo.

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11 Jan 16
Momento do jogo
Pedro Almeida Cabral

 

O momento do jogo podia ser Jorge Jesus a trautear "o mundo sabe que". Classe pura. Afinal, que outro clube canta Sinatra nos jogos? Podia ser o magnífico golo de Montero, pleno de oportunidade e precisão. E como Montero merecia este golo! Também podia ser a cabeçada furiosa de Slimani, a marcar o merecido golo depois de ter falhado pelo menos dois. Se calhar, podia ser o incansável apoio da curva. Não é só uma curva belíssima nem é só uma curva fantástica. É simplesmente a melhor curva de Portugal. 94 minutos de apoio constante, que não teve hora marcada para começar, como parece que acontece noutros lados. O momento do jogo, aquele momento que melhor define o que se passou em campo, foi quando alguém pôs a mão na bola. Não falo do penalti claro que foi bem assinalado e que não deixa dúvidas. Falo de quando Adrien faz balanço, marca o penalti e continua a correr sem parar para ir buscar a bola aninhada nas redes bracarenses. Não parou nem um segundo. Mal fez golo, pôs a mão na bola para garantir que nada daquilo ia ficar sem resposta. Dizem-me que é assim que fazem todos os jogadores quando a equipa inicia uma reviravolta. E eu respondo que só um grande capitão numa corrida em que marca e traz a bola no braço ao mesmo tempo é que consegue transmitir tudo o que lhe vai na alma. É para ver isto que se vai ao estádio.   

 

Foto: Miguel Barreira, Record.


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09 Jan 16

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VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL

Sete anos depois, um novo troféu. Conquistado de forma épica, quando muitos já não acreditavam. Quando muitos - gente de pouca fé - já tinham abandonado o Estádio Nacional. Não esquecemos a data: 31 de Maio de 2015. O Sporting retomava o circuito dos troféus no futebol profissional de primeira linha em Portugal após um jejum que morou muito mais tempo do que tínhamos desejado. Desde os tempos em que o nosso treinador se chamava Paulo Bento.

Devemos essa vitória a Marco Silva, que se despediu do Sporting com a Taça verdadeira. E devêmo-la também aos jogadores, que nunca deixaram de acreditar. Mesmo jogando contra um Braga - treinado por Sérgio Conceição - que dominou parte do encontro. Mesmo jogando apenas só com dez jogadores durante quase todo o tempo, devido à expulsão de Cédric logo aos 15 minutos. Mesmo estando a perder 0-2 ao minuto 25.

Foi a vitória da crença, foi a vitória da vontade. Em inferioridade numérica, em desvantagem no marcador, o Sporting deu a volta. Primeiro com Slimani a marcar, iam já decorridos 84'. Depois com Montero a chegar à igualdade e a forçar o prolongamento, já no terceiro minuto do tempo extra, com vários lugares vazios nas bancadas. Finalmente com Rui Patrício a defender uma grande penalidade na fase mais decisiva - aquela que ditou o novo titular do troféu. Que, pela 16ª vez, passou a morar em Alvalade.

Nunca esqueceremos este triunfo. Tão ansiado, tão suado e tão merecido.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)


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03 Jan 16
E vão quatro
Pedro Correia

9 de Agosto: vitória sobre o Benfica (1-0, Supertaça)

 

25 de Outubro: vitória sobre o Benfica (3-0, campeonato)

 

21 de Novembro: vitória sobre o Benfica (2-1, Taça de Portugal)

 

2 de Janeiro: vitória sobre o FC Porto (2-0, campeonato)


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Gostei

 

Da vitória. Triunfo claro sobre o FC Porto num clássico que confirmou todas as expectativas. Ganhámos por 2-0 e estivemos mais próximos do 3-0 (com uma bola ao poste e outra à barra) do que os portistas de marcarem o golo de honra.

 

Do nosso domínio. O Sporting foi sempre a melhor equipa em campo, sem discussão. Impôs um jogo acelerado, em pressão alta e fluxo contínuo, com perfeita organização colectiva.

 

Do ambiente em Alvalade.  Esta noite estivemos 49.382 em Alvalade. Estádio cheio, ambiente vibrante, atmosfera digna da melhor festa do futebol.

 

De Slimani. Marcou dois golos (26' e 85'), poderia ter marcado um terceiro (rematou à barra aos 64') e foi incansável na construção da vitória. Fez um centro perfeito para o remate de Bryan Ruiz aos 69'. Até se envolveu com frequência na manobra defensiva, sem egoísmos de qualquer espécie. Merece o título de melhor em campo. E leva dez golos já facturados neste campeonato.

 

De Adrien. O pulmão da equipa, o estratego do nosso onze. Sempre em jogo, sempre a ler bem as incidências da partida, sem falhar um passe. Foi um elemento crucial desta importante vitória. Merecia ter marcado: aos 70' atirou ao poste,com um disparo após assistência de Gelson Martins.

 

De João Mário. Neste jogo tudo lhe saiu bem. Começou por dar o mote com duas jogadas excelentes no flanco esquerdo (aos 16' e 37') que nos fizeram saltar das bancadas. Baralhou continuamente as marcações, dando um toque suplementar de classe à exibição leonina. Aos 64' fez uma assistência perfeita para Slimani, que cabeceou à barra.

 

De Bryan Ruiz. Foi uma das surpresas de Jorge Jesus para este jogo, actuando com liberdade de movimentos no eixo central, à frente de Adrien, quando se esperaria Montero naquela posição. Como sempre, pertenceram-lhe alguns dos lances com maior requinte técnico. Mas a cereja em cima do bolo foi a soberba assistência que fez para o segundo golo de Slimani, com um passe a rasgar a defesa portista.

 

De Rui Patrício. Teve duas intervenções decisivas: a primeira aos 19', quando saiu dos postes sem a menor hesitação, anulando uma cavalgada de Aboubakar; a segunda aos 32', fazendo a mancha com toda a eficácia quando tinha pela frente o mesmo jogador.

 

De Naldo. Fez a sua melhor exibição de verde e branco. Impecável no eixo da defesa: cortou tudo quanto havia a cortar. Terá agarrado de vez a titularidade nesta partida.

 

De ver o nome do novo patrocinador estampado nas camisolas. A lembrar-nos do excelente negócio que o Sporting fez com o operador televisivo vizinho de Alvalade.

 

De começar o ano desportivo da melhor maneira. A vencer, naturalmente.

 

De ver o Sporting novamente no topo da classificação. Recuperámos o nosso lugar natural, na liderança do campeonato, após só uma semana na segunda posição. Queremos manter-nos em primeiro. Queremos ser campeões, como esta noite milhares de vozes entoaram no estádio.

 

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Não gostei

 

De William Carvalho. Apático, desligado, sem ritmo, a falhar passes e a perder bolas. Destoou do resto da equipa com uma exibição irreconhecível.

 

Da tardia entrada em campo de Aquilani. O italiano só entrou aos 88'. Para render Adrien. Devia ter aparecido mais cedo, substituindo William.

 

Do treinador do FC Porto. Lopetegui passou o tempo a gesticular como um actor de filmes burlescos e a gritar aos jogadores. Transmite uma imagem de permanente intranquilidade que só pode contagiar a equipa.

 

Fotografias minhas, tiradas esta noite em Alvalade


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16 Dez 15

Dezoito vitórias nos 24 jogos oficiais que já disputámos esta época.


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12 Dez 15

Onze vitórias nos últimos doze jogos.


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11 Dez 15
Venha o próximo
Pedro Correia

O Braga empatou na Holanda.

O Belenenses perdeu em Itália.

O FCP foi derrotado em Londres.

O Benfica naufragou na Luz.

Uma vez mais, valeu o Sporting para salvar a imagem do futebol português nas competições internacionais. Três-a-um esta noite em Alvalade, frente ao Besiktas. Seguimos em frente na Liga Europa.

Venha o próximo.


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10 Dez 15

Não são só as vitórias. É também a maneira como vencemos. Convencendo.

E é ainda o facto de ganharmos valorizando os jogadores portugueses.

Sábado à noite, no nosso sexto triunfo consecutivo no campeonato, entrámos em campo com sete jogadores nacionais: Rui Patrício, João Pereira, Paulo Oliveira, William Carvalho, Adrien, João Mário e Gelson Martins. Cinco deles formados na nossa academia.

O Sporting faz a diferença. Para melhor.


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01 Dez 15
Habituem-se
Tiago Cabral

Ontem ganhámos com inteira justiça, um jogo onde apenas uma equipa quis de facto ganhar, contra um adversário que desde o apito inicial de Artur Soares Dias (a propósito, parabéns pela excelente arbitragem) defendeu com onze jogadores.

Dois pontos a salientar:

A mentalidade dos nossos jogadores mudou 180º em relação à época passada. Nunca desistem, acreditam sempre e até ao fim que é possível vencer o opositor. Obrigado Jorge Jesus por esta grande mudança no Sporting

A marcação de um penalti já no tempo de descontos, ainda para mais cometido por um ex-jogador do Sporting, deixou irados os benfiquistas em geral. É normal, a maior parte deles nunca pensou que tal fosse possível acontecer, que houvesse um árbitro capaz de o marcar. Há uns anos sabemos bem que esse era o cenário normal em jogos do Sporting. Os nossos directos adversários, depois de tudo terem feito para acabar com o Sporting, como crónico candidato à disputa dos principais troféus em Portugal, teciam publicamente loas àquele Sporting, mostravam a sua preocupação pelo nosso declínio como o grande clube desportivo em Portugal. A hipocrisia desta posição dos nossos adversários foi alimentada com a aceitação tácita por parte de anteriores direcções, que preferiam um Sporting em modo ligeiro, onde a conquista de títulos era um aspecto secundário.

Acabou-se.

Habituem-se.

Obrigado Presidente Bruno de Carvalho

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Alvalade, 11ª jornada
Alexandre Poço


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27 Nov 15
de ontem...
Gabriel Santos

gostei dos adeptos russos, ao levarem com a chapa quatro, não cantaram apenas no minuto 70. 


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25 Nov 15
Não esquecer
Luciano Amaral

Pois, isto de ganhar ao Grupo Desportivo do Centro Comercial Colombo (GDCCC) é muito giro, a gente ri-se um bocado e tudo, mas agora vêm os jogos difíceis. Como aquele com equipa C do GDCCC, já na 2ª feira. No estado em que as coisas estão, nem imagino o prémio de jogo.


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23 Nov 15

A todos os benfiquistas que estão a chorar por causa dos erros de arbitragem deixo aqui dois simples apontamentos, sobretudo aos que têm memória curta, após uma exibição miserável como a deste fim-de-semana.

 

Primeiro apontamento:

- 21 de Abril de 2013: 2-0 para o benfica. Árbitro: João Capela (agora já se recordam, não é?)

 

Segundo apontamento:


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22 Nov 15
Vitórias Ecuménicas
João Caetano Dias

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Mais um jogo, mais uma vitória ecuménica, dessa aliança de religiões entre Jesus e o Islam. A equipa da nossa fé entrou com o traje eclesiástico verde, branco e negro, como mandam as escrituras. Alinhou de início, com Peyroteo à baliza. Peyroteo substitui Naldo, castigado e acompanhou Peyroteo, Peyroteo e Peyroteo na linha defensiva. O meio campo esperado, com Peyroteo, Peyroteo, Peyroteo e Peyroteo e no ataque Peyroteo e Peyroteo.

Antes do jogo, durante o minuto de silêncio, ouviram-se os gritos das almas danadas que vinham do fundo do inferno. 

Na primeira parte os infiéis equilibraram. A proteção do Demo ajudou-os a evitar que Peyroteo marcasse logo nos primeiros minutos e logo a seguir Belzebu, com um contra-ataque irado, conseguiu infligir dano aos bons. As armadilhas diabólicas funcionaram durante alguns minutos, mas a meio da primeira parte Jesus reuniu os Peyroteos e, num sermão inspirado, leu-lhes o salmo da redenção e iluminou-os na forma deífica de combater as tácticas danadas dos ateus do inferno.

A equipa divina tomou conta da missa e a salvação chegou ainda antes das novenas, com um golo de Peyroteo.

Na segunda parte a equipa foi bailando, bailando, mas os diabos chifrudos aguentaram a homilia e conseguiram arrastar a esperança no pecado até ao purgatório.

Antes da cerimónia final já tinham ocorrido três substituições na equipa da nossa fé: Peyroteo substituiu Peyroteo, Peyroteo entrou por Peyroteo e também Peyroteo trocou de lugar com Peyroteo. A equipa da aliança ecuménica acabou com 7 Peyroteos nascidos e criados no seminário de Alcochete.

Já no fim da eucaristia o ecumenismo expandiu-se, com algumas bonitas judiarias do jovem Peyroteo. Foi emotiva a homenagem que este fez à França, dando um espectáculo gratuito em frente ao Eliseu.

Foi na parte final da liturgia que chegou esse momento de penitência para 14 milhões de amantes do Satã Encarnado. O islamita Peyroteo, bem posicionado por Jesus às portas do Céu, entregou a hóstia a Lúcifer e fez desabar no mundo as lamúrias incontidas dos diabos vermelhos.

A equipa divina ganhou em golos, posse de bola, passes, remates e cantos. Os Satanazes ganharam em faltas e cartões. No fim do jogo um jovem diabrete disse que os lampiões sulfurosos é que mereciam a vitória. Chamava-se Gonçalol. Rui queixou-se dos homens de negro. Algo está a falhar na ligação automática entre o mergulho do lampião e o apito estridente.

Luisão com um problema no cúbito, Gaitan que perdeu o sentido ao jogo, Gonçalo com dor de cotovelo e Eliseu com os olhos trocados e um rim partido tiveram que se deslocar ao hospital.

O melhor da aliança ecuménica foi Peyroteo. O melhor dos demos foi Taarabt.

Foi isto. 3 foi a conta que Deus fez. A Santíssima Trindade é a Super-taça, o Campeonato e a Taça. Diz que não se rezavam 3 orações seguidas há 666 anos.

Jesus é o Caminho, Allah é Grande.

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É isto
Francisco Almeida Leite

 


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Em menos de quatro meses o Sporting agora treinado por Jorge Jesus venceu três vezes mais o SLB do que tinha feito nos seis anos anteriores.

As coisas são o que são.


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21 Nov 15

Três jogos, três vitórias em pouco mais de três meses sobre a equipa treinada por Rui Vitória. Desde 1953/54 que não acumulávamos três triunfos na mesma temporada em desafios contra o nosso mais antigo rival.

O Benfica fica fora da Taça, como aqui antecipei.


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18 Nov 15
Memória curta
Pedro Correia

Continuo a ouvir críticas de alguns sportinguistas a Jorge Jesus. Têm memória muito curta. Esquecem-se de que foi o mesmo treinador que venceu já o Benfica por duas vezes (em três meses), que nos trouxe a primeira Supertaça em sete anos, que reconduziu a nossa equipa à liderança do campeonato e que levou o Sporting a fazer o melhor arranque de época do último quarto de século.

Tudo isto. Como se fosse pouco.


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29 Out 15

Jorge Jesus - o tal treinador que "não sabe aproveitar os talentos da formação" - conduziu o Sporting à segunda vitória sobre o SLB em dois meses, desta vez fazendo alinhar cinco jogadores oriundos da Academia de Alcochete: Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário e Gelson Martins.

É o momento apropriado para alguns comentadores que acusavam Jesus de detestar trabalhar com jogadores portugueses meterem a viola no saco. E é também o momento para alguns deles aprenderem finalmente a pronunciar correctamente o nome dos nossos jogadores. Deixando, por exemplo, de chamar Gerson ao Gelson.


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26 Out 15
6
Francisco Melo

Jesus sabe muito da poda e ontem disse algo que, acredito, não deixará de repetir até à exaustão esta semana junto dos jogadores: os 3 secos ao Benfica de nada valerão se no sábado não voltarmos a conquistar os 3 pontos junto do Estoril.

Digo mais, até ao jogo contra o Porto, o Sporting e os seus jogadores devem ambicionar levar de vencida todos os jogos do campeonato que terão pela frente, antes de receberem os tripeiros em casa.

 

Estoril Praia (casa)

FC Arouca (fora)

Belenenses (casa)

Marítimo (fora)

Moreirense (casa)

U. Madeira (fora)

FC Porto (casa)

 

Vamos a isso, leões! 


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Vitória inédita
Pedro Correia

Estamos em festa, claro. Foi a primeira vez que o Sporting venceu por 3-0 o Benfica, na Luz, num jogo do campeonato nacional de futebol. Um resultado semelhante, com triunfo leonino por três golos de diferença fora de casa, registara-se na era dos Cinco Violinos, na já remota época de 1947-48, ainda antes da inauguração do estádio da Luz.

Há quase dez anos que não vencíamos este adversário no seu reduto. Desde 28 de Janeiro de 2006.

 

Mérito de quem?

Dos jogadores, sem dúvida. E de Jorge Jesus, com certeza. Sem esquecer Bruno de Carvalho, naturalmente.

Contra todas as campanhas de ódio. Contra todas as pressões na imprensa pró-SLB. Contra o "fogo amigo" daqueles que - verdes por fora e encarnados por dentro - passaram toda a semana a virar baterias contra o presidente leonino e o treinador que já nos conduziu a duas vitórias em dois meses sobre o nosso mais antigo rival.


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25 Out 15

Durante a semana alguns dos meus colegas adeptos dos nossos adversários de hoje, perguntavam-me assim à moda de gozo, como soubessem de antemão o resultado do dérbi, qual seria o meu prognóstico para o jogo.

Lá respondi como pude, mais a brincar do que a sério, mas a verdade é que nem nos meus sonhos mais estapafúrdios advinharia o resultado desta noite.

Ganhar é sempre bom, ao Benfica melhor ainda mas com este resultado é impagável.

A cereja no cimo do bolo viria mais tarde.

Estamos orgulhosamente sós!

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Gostei

 

Da vitória na Luz. A primeira vez que ganhamos no reduto benfiquista para o campeonato desde 2006. E por números concludentes: três golos sem resposta.

 

De estar a ganhar já aos 9 minutos. Começámos cedo a construir a vitória. E a arrasar psicologicamente a equipa adversária.

 

De alinhar com seis portugueses no onze titular.  Rui Patrício, João Pereira, Paulo Oliveira, William Carvalho, Adrien e João Mário deram boa conta do recado. Quem disse que Jorge Jesus não apostava em jogadores nacionais?

 

De Teo Gutiérrez. Parece ter um gosto muito especial em marcar ao Benfica. Já o tinha feito na Supertaça, a 9 de Agosto, e hoje abriu caminho à vitória do Sporting, que vergou a equipa encarnada na Luz.

 

De Slimani. Soma e segue: mais um golo no seu currículo. O melhor deste encontro: aos 21', de cabeça, na sequência de um grande centro de Jefferson. Livre de marcação, ao segundo poste, o argelino não perdoou. Esteve quase a marcar novamente aos 36', com um remate forte e bem colocado, para defesa difícil do guardião encarnado que originou a recarga bem-sucedida de Bryan Ruiz - e o terceiro golo do Sporting.

 

De Bryan Ruiz. A melhor exibição do costarriquenho desde que chegou ao Sporting. Coroada merecidamente com o terceiro golo leonino, aos 36', aproveitando muito bem o ressalto de uma bola após defesa incompleta de Júlio Cesar. O seu golo de estreia ao serviço da nossa equipa.

 

De João Mário. Boa parte do êxito do Sporting tem a ver com o desempenho deste jovem médio, que Jesus voltou a colocar na posição em que mais rende: junto à ala direita, como falso extremo, apoiando o ataque com sucessivas incursões para o eixo do terreno. Pondo a render a sua qualidade técnica, manteve a defesa encarnada continuamente em sentido com estes movimentos rápidos. Para mim foi o melhor em campo.

 

De William Carvalho. Foi o gigante do costume. Pareceu um dique a travar os adversários, reduzindo Jonas à insignificância. Impressionante, a forma como galga largos metros de terreno sempre com a bola controlada e clara intenção atacante, alargando a todo o momento a nossa manobra ofensiva.

 

De Adrien. Assistência soberba para o golo de Teo, aos 9', com um passe de ruptura que apanhou toda a defensiva encarnada em contrapé. Recuperou bolas e ordenou o nosso jogo a meio-campo com a categoria habitual.

 

De Jefferson. Cruzou com perfeição para a cabeça de Slimani no lance em que nasceu o segundo golo leinino, aos 22'. Aos 57', esteve quase a marcar: a bola rasou o poste. Bom também na cobertura defensiva.

 

Do nosso meio-campo. Grande qualidade de recepção, recuperação e circulação da bola. Foi com a excelente organização desta zona do terreno, muito bem povoada sobretudo no eixo central, que Jesus levou a equipa do Sporting a assumir uma clara supremacia táctica sobre os onze jogadores de Rui Vitória.

 

Da nossa produção goleadora. Dezassete golos marcados nos últimos quatro jogos. À média de mais de quatro por desafio.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. Têm sido raros os jogos em que mantemos as nossas redes invictas. Este foi um deles.

 

Que Bruno de Carvalho tivesse comparecido na Luz. Fez bem em contrariar os lampiões e as melancias que o acusavam de "falta de coragem".

 

Que tenhamos mais oito pontos que o Benfica à oitava jornada. Somos cada vez mais candidatos ao título.

 

 

Não gostei

 

Do Benfica. Ao longo de todo o jogo teve só uma oportunidade de golo, iam decorridos 68 minutos.

 

Dos adeptos benfiquistas. Durante todo o jogo brindaram Jorge Jesus com as máximas expressões de "carinho" de que foram capazes. Já esquecidos de que foi o treinador que os conduziu à conquista de três campeonatos.

 

De Luisão. Aquele inqualificável atraso ao guarda-redes esteve a milímetros de transformar-se no quarto golo do Sporting e no maior autogolo da temporada. Júlio César salvou-o da humilhação.

 

De Samaris. O médio grego do Benfica pode agradecer aos céus (e ao árbitro Carlos Xistra) o facto de ter permanecido em campo após uma falta clamorosa que lhe devia ter valido o segundo cartão amarelo.

 

De Jonas. Alguém o viu em campo?


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E vão duas
Pedro Correia

9 de Agosto

 

25 de Outubro

 


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