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És a nossa Fé!

O "espião" que saiu do blogue

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O postigo (não confundir com o Postiga, bom rapaz) assume-se como "espião" no blogue Mentira Desportiva. O tal que lhe permitiria sacar mais  guito ao salteador de camiões. Em notas contadas, driblando a Autoridade Tributária, no cumprimento das mais estritas normas do cânone mafioso. O comendador Capone não faria melhor.

O bago lampiânico desta vez não terá pingado, o que levou ao fecho prematuro da torneira: a Mentira emudeceu ao fim de três postalinhos. A bem dizer, mal passou dos preliminares. A cartilha do "espião" amesendado rende seguramente muito mais. Até porque a falta de vergonha continua em alta na bolsa dos valores invertidos.

Mas recomendo cautela ao agente Zero-Zero-Zero, com ordem para rematar: quem anda à chuva molha-se. Não me admirava que numa manhã fria esse bacano acorde com uma cabeça de cavalo no lugar da jarrinha de papoilas. Paga em espécie, para não deixar rasto fiscal.

Hoje giro eu - Fim de semana sem VAR

Terá sido coincidência, mas - em semana de Taça de Portugal - o Sporting foi prejudicado em 2 lances, o Porto foi beneficiado pela não expulsão de Alex Telles (primeira parte) e o Benfica viu ser perdoada uma grande penalidade na sua área (com o resultado em 1-0), havendo um lance de possível penalty a seu favor (difícil interpretação) pretensamente cometido sobre Krovinovic.

Conclusão: nós queremos o VAR!!!

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/vitoria-setubal/noticias/interior/jose-couceiro-e-o-lance-na-area-do-benfica-ja-estamos-habituados-8927777.html

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/portimonense/noticias/interior/vitor-oliveira-alex-telles-devia-ter-sido-punido-com-vermelho-8926199.html

 

 

Da verdade (1)

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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol anda agora muito preocupado com a ética nas competições desportivas, insurgindo-se contra os comportamentos que possam pôr em risco a segurança nos estádios enquanto desfralda as bandeiras da transparência e da equidade. Para o efeito serviu-se até da Assembleia da República como palco das suas preocupações, escassas semanas após ter feito publicar a mesma mensagem nos três jornais diários desportivos que por cá se publicam.

Acho tudo isto muito louvável. E mais acharia ainda se Fernando Gomes aproveitasse o balanço para se insurgir contra o monopólio concedido a um determinado clube, que transmite em exclusivo os jogos no seu estádio. Em situação de concorrência desleal e ameaçando a verdade desportiva, na medida em que pode manipular e desvirtuar por seu livre critério as imagens que difunde.

Voltou a suceder, uma vez mais, nesta jornada: há um lance de grande penalidade cometido por Luisão que passa impune. Os telespectadores tiveram acesso às imagens de uma única câmara - em plano recuado - deste lance, de que poderia resultar o empate do Feirense na Luz caso o penálti fosse assinalado e convertido. Obviamente, não interessava aos responsáveis encarnados, donos e senhores do canal televisivo, que se analisasse e discutisse a intempestiva entrada de Luisão à margem das leis do futebol.

Aguardo ansiosamente pela próxima comunicação do presidente da FPF. A ver se Fernando Gomes se pronuncia enfim contra este inaceitável monopólio da BTV que inclina o campo sempre a favor do Benfica.

Ética - A educação e o desporto

Este postal ocorreu-me após um confesso adepto de um clube rival ter afirmado numa nossa caixa de comentários que as suas visitas a este blogue não eram de cortesia, significando isso que os seus comentários não seriam delicados, amáveis, educados ou civilizados, como se não fosse dever de uma pessoa que visita a casa de alguém portar-se de forma cortês, com elegância.

De facto, o desporto hoje está à mercê de um conjunto de energúmenos que confundem o que deveria ser a sã rivalidade entre 2 grandes emblemas com a guerra, a picardia com a bravata, o humor com o ódio, a troca de ideias com a violência verbal e física, a liberdade de pensamento com o totalitarismo de cartilhas.

Mais do que um problema do desporto, este é um drama das sociedades modernas. O desporto acaba por sublimar a falta de educação, de urbanidade, de boa formação humana, de valores, por ser uma válvula de escape, o circo romano dos nossos dias.

A ajudar a festa, a política de comunicação dos clubes agudiza o problema. Em vez de realçar os méritos do que faz e como faz, a comunicação incide sobre o adversário, dir-se-ia (erradamente) inimigo, deitando continuadamente lama para a ventoinha, sem qualquer eficácia e ao arrepio do mais elementar bom-senso, descurando o efeito das suas palavras nos adeptos. 

Uma comunicação eficaz deve basear-se essencialmente no "porquê" das coisas. A bandeira da verdade desportiva, por exemplo, é meritória, na medida em que antagoniza na cabeça dos adeptos com o ganhar a qualquer preço. As pessoas entendem porque é que se persegue esse caminho, compreendem o valor da ética e do "fair-play" e está a ser dado um bom exemplo para a sociedade.

Nem tudo o que é legal, é ético. Mas, necessáriamente, o que é ético tem de ser legal. A verdade desportiva tem de ser acompanhada por um conjunto de regras definidas pelos supervisores desportivos - impõe-se um Código de Ética do agente desportivo - e pela actuação das autoridades, na certeza de que o desporto e, em concreto, o futebol, não pode ser visto pelos seus cidadãos como um fenómeno à parte da sociedade. 

Neste marasmo, cumpre-me registar o exemplo de comportamento civilizacional dado por Miguel Maia e pelo médico do Sporting - Dr Miguel Costa - no último Domingo, por ocasião do derby que marcou o regresso (vitorioso) do nosso clube ao voleibol, que prontamente auxiliaram e prestaram assistência ao atleta benfiquista Ary Neto, lesionado com gravidade, enquanto o público, esmagadoramente afecto ao Sporting, com "fair-play", aplaudia o voleibolista encarnado. O Benfica, no Twitter, agradeceu o apoio prestado pelo médico leonino, um gesto igualmente de salientar. Bons exemplos!

 

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Pela verdade desportiva, a luta continua

De acordo com o jornal O Jogo, "A Federação Inglesa (FA) puniu esta quarta-feira Aleksandar Mitrovic com três jogos de suspensão devido a conduta violenta num lance com Manuel Lanzini, no encontro entre o Newcastle e o West Ham, da terceira jornada da Premier League. O avançado dos "magpies" não foi alvo de ação disciplinar do árbitro durante o jogo em questão, mas a consulta de imagens televisivas permitiu ao órgão federativo punir o internacional sérvio."

Em Inglaterra, isto valeu 3 jogos de suspensão :

http://www.soccer-blogger.com/2017/08/26/gif-video-mitrovic-lanzini-incident-video-aleksandar-mitrovic-elbows-lanzini-goes-unpunished/

Em Portugal, isto valeu um pedido de desculpas do Conselho de Disciplina da Federação:

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Apesar das imagens, da opinião pública e, sobretudo, do Conselho de Arbitragem da Federação que considerou que Eliseu devia ter sido expulso no jogo contra o Belenenses, com vermelho direto.

Como fica demonstrado à saciedade, o  VAR não chega. Parece que o próximo instrumento a ser introduzido no nosso futebol não é muito moderno, diria até que é um clássico: a vassoura. É preciso uma valente varridela na promiscuidade do dirigismo, que varra de vez, não para debaixo do tapete mas diretamente para o lixo, uns quantos que fazem da mentira desportiva vida. Pela verdade desportiva, a luta continua. 

Verdade desportiva

Péssimas notícias para os árbitros incompetentes: o vídeo-árbitro veio de facto contribuir para a verdade desportiva, como o jogo Portugal-Irão ontem bem demonstrou.

Uma grande penalidade assinalada pelo árbitro equtoriano a meio da segunda parte, quando o jogo estava empatado 1-1 punha os iranianos a vencer os miúdos portugueses, afastando-os dos oitavos de final do Mundial sub-20 em futebol.

Acontece que o árbitro se enganou: não havia penálti algum, como o vídeo-árbitro logo sentenciou. O equatoriano ainda fez questão de ver as imagens, que confirmavam o seu erro. E anulou a decisão anterior.

Portugal venceu 2-1, seguindo em frente na prova. Mas a maior vitória foi a da verdade desportiva. Talvez por isto alguns por cá continum a rogar pragas ao vídeo-árbitro. Nós sabemos muito bem porquê.

Sempre pela verdade desportiva

 

Para quem ainda tivesse dúvidas, o vídeo-árbitro no recente França-Espanha dissipou-as de vez: sem perda de tempo, a verdade desportiva foi recolocada. Um golo ilegal da selecção francesa, que falsearia o resultado, acabou por ser anulado. E um golo espanhol, inicialmente invalidado, mereceu afinal luz verde. No fim, os espanhóis venceram 2-0.

O recurso à tecnologia, em dois momentos cruciais desta partida, permitiu à equipa de arbitragem recolocar as decisões no plano correcto. Griezmann, ao marcar o golo francês, estava em fora de jogo. E Deulofeu não estava deslocado num lance de golo espanhol inicialmente invalidado pelo árbitro auxiliar. Assim se comprovou aquilo que alguns inconformados – com destaque para o presidente do Sporting – há muito vêm sustentando na praça pública: é fundamental pôr os dispositivos tecnológicos ao serviço da transparência no futebol.

 

Alguns velhos do Restelo criticam a medida, considerando que retira “emoção” e “dinâmica” ao futebol. Que retire desde logo credibilidade ao desporto-rei parece ser pormenor de somenos para essas aves agoirentas, sempre prontas a contestar qualquer inovação. Quanto à dinâmica, estamos conversados: como sabemos, há jogos do campeonato português (lembremos o recente FC Porto-V. Setúbal, com um quarto de hora de paragem) em que os jogadores passam grande parte do tempo estendidos no relvado, simulando lesões para fazer escoar o tempo. Este mau teatro pode suscitar emoção, admito. Mas de teor negativo.

Ferramenta que não tardará a tornar-se indispensável nos estádios, o vídeo-árbitro é aplicado em três tipos de lances: golos (apurando-se se houve alguma infracção), penáltis (para desfazer dúvidas sobre a justiça do chamado “castigo máximo) e cartões vermelhos (permitindo detectar erros de identidade dos visados nestas medidas punitivas).

 

Deixou de ser possível a falta de sintonia entre a constante melhoria dos factores técnicos, tácticos e físicos no futebol moderno e algumas regras desta modalidade, que ficaram ancoradas num passado cada vez mais remoto, sem a indispensável adaptação aos novos tempos.

Diminuir o erro humano na avaliação de situações cruciais do jogo é absolutamente prioritário. E se noutras modalidades – basquetebol, râguebi, ténis – o vídeo-árbitro funciona, sem afectar a qualidade do espectáculo, nada permite concluir que o mesmo não possa ocorrer também no futebol. Partindo sempre do princípio de que a verdade é um valor supremo em qualquer desporto. Contra todas as formas de aldrabice, que – elas sim – adulteram o espectáculo e afastam os adeptos. 

Da necessidade de pôr fim a isto

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Este escândalo, inaceitával a vários títulos, vai repetir-se já este sábado, com a exibição televisiva do decisivo jogo Benfica-FC Porto no canal do clube encarnado, sem recurso a outros meios de transmissão.

Deve ser posto fim a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português. Espero que este seja um dos temas a abordar na entrevista que Bruno de Carvalho vai conceder esta noite à TVI.

Arbitragens antes e depois

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Facto a merecer registo: houve arbitragens impecáveis nos dois últimos jogos do Sporting. Ainda por cima por parte dos senhores  Bruno Paixão e Jorge Ferreira, árbitros extremamente polémicos, como o país futebolístico bem sabe.

Confirma-se: as arbitragens com influência nos resultados existem sobretudo na primeira metade do campeonato, quando as posições na tabela estão a ser definidas e tudo permanece em aberto. Arbitragens como as de Artur Soares Dias, que nos retirou dois pontos em Guimarães à jornada 7. Ou as de Jorge Sousa, que perdoou dois penáltis ao Benfica no dérbi da jornada 13.

É preciso pôr cobro a isto de uma vez para sempre. Em nome da verdade desportiva, para que a mentira seja afastada de vez dos relvados nacionais.

Da necessidade de pôr fim a isto

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Bafejado por este privilégio, o Benfica divulgou excertos filmados das grandes penalidades cometidas por Pizzi e Nelson Semedo frente ao Sporting em que estes jogadores eram vistos de lado ou à distância, permitindo que pairassem dúvidas, em qualquer desses lances, sobre o castigo máximo negado à equipa anfitriã pelo árbitro Jorge Sousa.

As imagens esclarecedoras acabaram por ser exibidas só cerca de hora e meia após o apito final do Benfica-Sporting, quando o observador do árbitro já lhe havia atribuído a nota e os especialistas em arbitragem já tinham proferido os seus veredictos nas colunas dos jornais.

Deve ser posto fim sem demora a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português.

Não se trata só de incompetência

O problema da arbitragem em Portugal não é apenas uma questão de competência. Prova: os profissionais do apito que até agora mais prejudicaram o Sporting nesta temporada são geralmente considerados os "dois melhores árbitros portugueses" - Artur Soares Dias e Jorge Sousa.

Ninguém lhes nega competência. A verdade, porém, é que ambos já nos retiraram pontos. Dois, no caso do primeiro, em Guimarães - transformando uma vitória leonina em empate ao validar um golo ilegal dos vimaranenses. Provavelmente dois, no caso do segundo, que fez vista grossa a um par de penáltis favoráveis ao Sporting numa partida que terminou com a vitória tangencial do Benfica na Luz.

Por mais que insistam, serei o último a chamar-lhes incompetentes. A verdade é que também a competência está sujeita ao erro. Resta exigir-lhes que não errem sempre para o mesmo lado.

{ Blog fundado em 2012. }

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