10 Jan 17

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Bafejado por este privilégio, o Benfica divulgou excertos filmados das grandes penalidades cometidas por Pizzi e Nelson Semedo frente ao Sporting em que estes jogadores eram vistos de lado ou à distância, permitindo que pairassem dúvidas, em qualquer desses lances, sobre o castigo máximo negado à equipa anfitriã pelo árbitro Jorge Sousa.

As imagens esclarecedoras acabaram por ser exibidas só cerca de hora e meia após o apito final do Benfica-Sporting, quando o observador do árbitro já lhe havia atribuído a nota e os especialistas em arbitragem já tinham proferido os seus veredictos nas colunas dos jornais.

Deve ser posto fim sem demora a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português.


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09 Jan 17

O problema da arbitragem em Portugal não é apenas uma questão de competência. Prova: os profissionais do apito que até agora mais prejudicaram o Sporting nesta temporada são geralmente considerados os "dois melhores árbitros portugueses" - Artur Soares Dias e Jorge Sousa.

Ninguém lhes nega competência. A verdade, porém, é que ambos já nos retiraram pontos. Dois, no caso do primeiro, em Guimarães - transformando uma vitória leonina em empate ao validar um golo ilegal dos vimaranenses. Provavelmente dois, no caso do segundo, que fez vista grossa a um par de penáltis favoráveis ao Sporting numa partida que terminou com a vitória tangencial do Benfica na Luz.

Por mais que insistam, serei o último a chamar-lhes incompetentes. A verdade é que também a competência está sujeita ao erro. Resta exigir-lhes que não errem sempre para o mesmo lado.


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06 Jan 17
Ganhar limpo
Pedro Correia

Eu quero que o Sporting ganhe sempre, jogando bonito ou feio. Troco sempre jogar bonito e empatar por jogar feio e ganhar.
Mas faço questão de ganhar limpo.
Detestaria ser lampião, empaturrado com o Campeonato Calabote, o Campeonato do Túnel, o Campeonato do Colinho...


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20 Mai 16
O que para aí vem...
Francisco Vasconcelos

Ontem à noite, durante o programa Quinta Da Bola, de A BOLA TV, Fernando Seara afirmou: 

 

«Vai haver revoluções violentas no futebol português a todos os níveis. Do ponto de vista dos plantéis, das lideranças técnicas e dos clubes que vão participar nas competições profissionais»

«Repito, vai haver consequências práticas até final de junho!»

 

Resta-nos esperar para ver do que fala o ex-autarca, uma vez que fica no ar a ideia de que a época 2015/2016  pode não ter ainda terminado, existindo mesmo a hipótese de a classificação sofrer alterações.


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16 Mai 16
Para o ano há mais!
Francisco Vasconcelos

Dizem que normalmente vence o mais forte. Este vídeo mosta bem alguns dos motivos pelos quais o Benfica foi mais forte. Chegou ao fim o campeonato da mentira. Espera-se que para o ano as coisas mudem.

 

 


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10 Mai 16
Para quando?
Francisco Vasconcelos

Para quando uma comunicação social isenta que não se deixa manipular pelos interesses de um departamento de comunicação, com o intuito de engrandecer os feitos de uns e abafar os feitos de outros?

Para quando uma punição severa aos àrbitros, observadores, delegados da liga e dirigentes que prejudicam a verdade desportiva?

Para quando a existência de uma competição limpa, sem manobras de bastidores, e o fim do clima de suspeição em que vive o nosso futebol?

 

É caso para dizer: "É bom que seja para ontem!"


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28 Abr 16

vergonha.jpg

A imagem foi tirada do programa de Rui Santos, Tempo Extra, da última terça-feira, como a hora que está no écran é 02:23, seria essa hora do dia 2016.04.27... isto para os mais curiosos que queiram ir pesquisar ou ver as gravações automáticas na televisão.

Tinha sido alertado para este programa por um comentário neste post, supostamente, Rui Santos teria dito que o Benfica iria à frente com quatro pontos se...

Na verdade aquilo que Rui Santos disse no programa citado e que está aí à vista de todos é que se existisse VERDADE no nosso futebol o Sporting iria à frente com 75 pontos (na minha opinião seriam mais).

O título deste post é fácil de explicar, cumprem-se hoje, precisamente, quatro anos que jpt nos disse o que é um lampião, um bandido e um ladrão do nordeste brasileiro... pouco amigo da verdade, acrescento eu.


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21 Abr 16

O painel ‘INOVAÇÃO NO FUTEBOL’, sobretudo focado nas novas tecnologias aplicáveis na arbitragem, e com a participação de, entre outros, Gijs de Jong, da Associação Holandesa de Futebol e de David McHugh, irlandês ligado à modalidade de Rugby onde as tecnologias são uma realidade, reforçou a necessidade de introdução das mais variadas tecnologias de auxílio à arbitragem como forma de reduzir ao mínimo possível o erro humano. Nesse sentido, o antigo árbitro Pedro Henriques, depois de apresentadas todas as palestras referentes ao tema, abordou o assunto e afirmou que, com tecnologia no futebol, teria sido melhor árbitro do que foi.

“É um facto indesmentível que teria sido melhor com o auxílio das novas tecnologias. Qualquer árbitro na tomada de decisão poderia ter cometido menos erros com a ajuda da tecnologia do vídeo-árbitro, que considero ser a de maior destaque. Por vezes recordo alguns lances em que, em casa, facilmente percebi que tomei a decisão incorrecta e que teria rectificado em poucos segundos como se comprovou aqui através de algumas palestras. Mais importante ainda, eu e alguns árbitros ficámos reféns de certos lances, e com estas ajudas isso não aconteceria”, explicou, adicionando um exemplo que os Sportinguistas ainda bem se recordarão.

“Dou um exemplo, que não foi comigo mas porque estamos em casa do Sporting CP faz todo o sentido mencionar, que é o célebre golo do Rony, do Paços de Ferreira, com a mão. Em casa todos o percebemos, e mesmo no estádio através dos telemóveis também assim aconteceu, e só quatro desgraçados – e a expressão é mesmo esta – não sabiam que tinham cometido um erro que teria influência no resultado. Qualquer pessoa no vídeo-árbitro teria comunicado a irregularidade e ter-se-ia resolvido um lance importante, até porque teve influência no resultado e depois no campeonato”, concretizou.

No fim das apresentações, uma das questões colocadas aquando da altura em que o microfone circulou pela plateia foi no sentido de entender o porquê da demora na implementação, uma vez que parece ser consensual que todos concordam com a introdução das tecnologias e com as vantagens aí alcançadas. Com alguns clubes cada vez mais activos na procura pela mudança, nos quais o Sporting CP se destaca por ter sido um dos primeiros, Pedro Henriques falou também acerca da vontade dos próprios árbitros.

 “Os árbitros no activo estão sempre muito vedados naquilo que são as suas intervenções públicas. O que por norma fazem é manifestar as suas necessidades através da APAF ou do Conselho de Arbitragem. Não é normal ver os árbitros a dizer que querem estas tecnologias, mas posso garantir que qualquer um deles quer as tecnologias que vierem ajudar. Não o podem dizer directamente, mas todos eles são a favor do vídeo-árbitro”, afirmou, concluindo: “Não tenho dúvidas de que os árbitros seriam os mais beneficiados pela entrada das novas tecnologias na arbitragem”.

 

Daqui, mas também daqui, que poderia ter a simpática referência ao evento, mas a gente sabe como é o Maisfutebol...


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04 Abr 16
A teia
Tiago Cabral

Cabe na cabeça de alguém um clube apoiar financeiramente e de forma directa a formação de árbitros numa competição em que esse mesmo clube participa?

Faz algum sentido que árbitros dependam financeiramente, para conseguirem atingir os seus objectivos, de um clube e anos depois esses mesmos árbitros poderem ter um papel fundamental, ao ter que tomar decisões que vão influenciar de forma decisiva o trajecto desse mesmo clube? Que essa formação de árbitros seja dada por um árbitro, António Rola, que já teve, ou mantém, ligação profissional ao clube benfiquista?

Faz sentido haver jornalistas contratados pela UEFA que indicam, como frase a gravar no autocarro da selecção nacional durante o europeu em França, o slogan do benfica quando contratou Rui Vitória?

Faz sentido haver jornalistas que festejem golos do benfica quando estão no desempenho da sua actividade profissional?

Faz sentido um presidente de um clube afirmar sem rodeios que mais importante que contratar bons jogadores são as pessoas que se conseguem meter nos lugares chaves da organização do futebol luso?

Faz sentido que todas as decisões de um órgão sejam, passados uns meses e depois dos castigos serem cumpridos, totalmente revogadas e nada aconteça?

Faz sentido que clubes que competem com o benfica mantenham dependências financeiras com esse mesmo clube e que os resultados registados nos seus jogos sejam uma verdadeira anormalidade?

Faz sentido a não utilização de alguns jogadores mesmo sem ligação oficial ao benfica nos jogos contra este clube?

Faz sentido presidentes e treinadores de alguns clubes quase festejarem derrotas do seu clube com o benfica e ficarem desoladíssimos quando perdem contra o Sporting? 

Faz sentido a protecção aos jogadores do benfica ao longo deste campeonato onde nem um vermelho directo ou por acumulação registaram? Mesmo perante agressões nítidas?

Faz sentido haver jornalistas que ocupam cargos de direcção em jornais desportivos, que fazem questão de mostrar a quem quiser e disso fazem gala, o seu ódio primário ao Sporting? 

Fazem sentido os textos encomendados, escritos por esses mesmos jornalistas, a tentar promover um jogador apenas para servir o interesse e necessidade absoluta do benfica em vendê-lo para não entrar em falência?

 

Durante 30 anos tivemos em Portugal o domínio de um clube, todos sabemos como foi conseguido esse domínio. Com estratagemas de fruta e café com leite, com agressões físicas e intimidações, esperas em garagens e a elevação de um bando de criminosos a figuras de proa, guarda pretoriana dos que ocupam as cadeiras do poder. Foi durante este reinado de terror - que vive hoje o seu estertor e vive-o como o deve viver, a caminhar para o seu ocaso,  a saque e sem que ninguém tenha coragem, muitas vezes física, de sequer se candidatar a eleições - que este clube conseguiu 90% dos seus títulos. 

Pois bem, foi este o modelo que o benfica achou por bem copiar. Sabemos que quase sempre a cópia nunca é melhor que o original, mas aqui isso pouco interessa. Durante anos foram tecendo a teia de interesses englobando estruturas federativas e da Liga e trouxeram uma novidade, o completo e quase unânime controlo da comunicação social desportiva. Assistimos hoje a situações verdadeiramente vergonhosas a cada jornada e nada, absolutamente, é investigado, ou sequer questionado, por parte da imprensa dita especialista em futebol. Assistimos a pseudo-jornalistas, muitas vezes com um claro défice comunicacional, com assento regular em infindáveis programas de futebol, a fazer o papel para o qual foram designados, branquear e proteger. Limitar danos e impor uma narrativa para que passe a ser a única verdade.

Quando entramos em campo não defrontamos apenas 11 jogadores de um adversário. Defrontamos um sistema implementado com o objectivo de nos destruir. Defrontamos privilégios em vigor há décadas. Teias de interesses que extravasam em muito o mundo do futebol. Amizades, melhor, compadrios, entre pessoas que deviam, pelos lugares que ocupam, defender um interesse contrário, mas que actuam para benefício próprio.

Lutamos contra organizações que sugam até ao tutano o negócio do futebol, acenando com milhões quando sabemos que tudo não passa de um esquema e que o fim é sempre o mesmo, com a falência do clube, quando todos à sua volta se ficam a rir de bolsos cheios de comissões.

Todos gostamos de ganhar, é para isso que jornada a jornada lutamos. Mas para ganhar não vale tudo (máxima do ainda líder portista e seguida pelo líder benfiquista). Há quem não se importe de apoiar um clube que assenta as suas vitórias na generalidade destes processos. Mas é isso que nos diferencia; No Sporting não queremos ganhar de qualquer maneira e a qualquer custo. Queremos ganhar de forma limpa e justa e tenho a certeza que o iremos conseguir.

A verdade prevalecerá.


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01 Fev 16

Em seis meses no Sporting, Jorge Jesus foi expulso duas vezes. Tantas quantas lhe aconteceram durante seis anos no Benfica. Se o padrão fosse equivalente, o nosso actual treinador teria sido expulso 24 vezes ao serviço do clube anterior.

Isto diz tudo sobre a disparidade de critérios na arbitragem portuguesa: as sanções decorrem em função da cor das camisolas dos jogadores ou das gravatas dos treinadores.


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29 Jan 16
A caixa de pandora
Edmundo Gonçalves

Não acham que ao pedir a Jorge Sousa para reapitar o jogo Sporting vs Benfica, a FPF está a abrir um precedente muito perigoso, ou sou só eu?

Dúvida 1: Se um clube reclamar sobre um penalti não marcado a seu favor e o árbitro for chamado a reapitar o jogo e considerar que se enganou, repete-se o lance ou é de imediato considerado golo a favor do reclamante? Se por consequência desta decisão o resultado se alterar, será este validado?

Dúvida 2: Se um jogador que não foi admoestado for considerado infractor pelo árbitro nesta reapitação do jogo e merecer a expulsão, a equipa do putativo infractor perde por falta técnica, já que deveria ter jogado o resto do jogo com menos um elemento, ou repete-se o restante tempo nesta nova situação?

Dúvida 3: Perante esta salgalhada toda, não seria de avançar, rápido e em força, para as novas tecnologias, em socorro dos árbitros?

Se tiverem mais dúvidas, força!


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08 Jan 16

É a Razão que permite distinguir o capricho da teimosia da virtude da perseverança! Hoje é um dia que pode vir a ser relembrado como histórico na vida do Futebol: o International Board abre as portas ao Século XXI no desporto Rei! A notícia acabada de divulgar da aplicação das novas tecnologias (para já em fase de teste) não vem apenas dar razão ao que o Sporting Clube de Portugal defende, cada vez menos isoladamente ao longo destes três últimos anos, mas vem devolver a esperança a todos os que lutam pela verdade desportiva.

O dia de hoje abre ainda ao Futebol Português a extraordinária oportunidade de estar na vanguarda deste momento, repetimos, histórico do desporto mundial: saibam os seus mais altos responsáveis estar à altura das responsabilidades e das expectativas inerentes a esta transformação. Sabem que, em prol da transparência e da verdade desportiva, podem hoje e sempre contar com o Sporting Clube de Portugal!

 

Daqui. E daqui.


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16 Nov 15

Enquanto Bruno de Carvalho persiste na campanha pelas novas tecnologias a favor da verdade no futebol, alguns trocam o vídeo-árbitro, de que nem querem ouvir falar, pelas caixinhas douradas.
É por isso que existe tanta desigualdade neste mundo. Enquanto uns pugnam pela verdade desportiva, outros batalham pela perpetuação da aldrabice que gerou colinhos e quinhentinhos.
Esqueçam, amigos azuis e encarnados. Esse tempo está em vias de acabar.


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08 Out 15

O presidente do Sporting continua a encher manchetes por ter revelado ao País a existência dos chamados "kit-cortesia" disponibilizados pelo Benfica às equipas de arbitragem. Há quem se escandalize não com a mensagem mas com o mensageiro. É um erro, na perspectiva de todos quantos defendemos, acima de tudo, o respeito pela verdade desportiva.

Bruno de Carvalho teve para já o mérito de pôr o País inteiro a falar no caso. Agora a justiça que investigue. A desportiva e a civil. Se há ilícitos, têm de ser punidos.
Só isto. Parece pouco mas é muito. E é o essencial.


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28 Ago 15
Futurologia
Edmundo Gonçalves

Aposto, dobrado contra singelo, que mudanças radicais no futebol, a exemplo de outras modalidades, só quando um estadunidense for presidente da FIFA.

Eles podem ter muitos defeitos, mas nestas coisas não brincam!

Nas federações onde têm assento e peso veja-se a evolução, no sentido de garantir sempre e da melhor forma a verdade desportiva. Veja-se as exigências, a nível interno, em qualquer desporto em todas as suas vertentes, inclusive os agentes que são controlados com rédea curta.

Até num "desporto" como o wrestling, onde tudo é combinado, há regras claras.

O Platini é farinha do saco do Blatter, é tão corrupto como ele. Tem apenas um sorriso mais simpático, portanto mudanças, com ele, "viste-las"!


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19 Ago 15

Sexta-feira, um árbitro português sem a menor categoria para apitar desafios importantes validou um golo do Tondela ao Sporting marcado com a mão. Esta noite, um árbitro turco supostamente qualificado para apitar confrontos na Liga dos Campeões perdoou ao CSKA um penálti claríssimo, após um defesa russo ter desviado com a mão a bola que Slimani iria disparar para a baliza.

Há mãos a mais num jogo que só devia praticar-se com os pés e a cabeça. Motivos redobrados para dar razão a quem advoga a utilização imediata da tecnologia digital em prol da verdade desportiva nos estádios europeus e o sorteio dos árbitros ao nível das competições profissionais portuguesas.

Enquanto isso não acontecer, veremos a mentira sobrepor-se por sistema à verdade. Aconteceu há dias, aconteceu há horas, acontecerá sempre.


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07 Ago 15

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02 Mai 15

Gostei de ver aquele moço formado na escola do Dragão, o Tiago Rodrigues, batendo-se há pouco em campo contra o Sporting como se não houvesse amanhã. O mesmo que, coitado, teve de falhar há escassas semanas o jogo do Nacional contra o FCP por motivos de natureza gastro-intestinal.

Felizmente já se mostrou curado da diarreia e esfarrapou-se em Alvalade, talvez para compensar a inactividade forçada do tal jogo que falhou. Fez bem. O Nacional perdeu na mesma, mas o espectáculo desportivo ganhou com isso.


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21 Abr 15
Mentira desportiva
Pedro Correia

«Mais uma vez, se assistiu a um jogo de sombras [Belenenses-Benfica] que só desprestigia o futebol. Rui Fonte, cedido pelo Benfica, ficou na bancada. Tal como acontecera a Miguel Rosa na primeira volta. Jorge Simão achou normal porque "não faz sentido que um jogador jogue contra a sua entidade patronal". Jorge Jesus também: acha que, "para proteger os jogadores, eles não devem jogar." Ou seja, protegendo os jogadores e a entidade patronal, os clubes que emprestam têm uma vantagem competitiva face àqueles a quem são emprestados. As regras do jogo não são claras. Perante isto, a Liga e a FPF assobiam para o ar. A quem servem os empréstimos?»

Fernando Sobral, hoje, no Correio da Manhã


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19 Abr 15
Somos diferentes
Pedro Correia

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Somos, verdadeiramente, um clube diferente. Ainda hoje ficou demonstrado, uma vez mais. Quando o Sporting B defrontou (e venceu) o União da Madeira, alinhando contra nós o Filipe Chaby, uma das maiores promessas da Academia de Alcochete, que se encontra a jogar sob empréstimo leonino àquele clube.
É assim, com factos, que se respeita a verdade desportiva. E não com a conversa de chacha de quem apregoa uma coisa e aplica o seu oposto.


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18 Abr 15
Assim não, Simão
Pedro Correia

Na primeira volta do campeonato, Lito Vidigal foi forçado pelo presidente da SAD do Belenenses a abdicar de dois dos melhores jogadores da sua equipa, Miguel Rosa e Deyverson, ao defrontar o Benfica. Recordando o sucedido, Deyverson ainda hoje desabafa nas páginas do Record: «Fiquei desiludido por não jogar na Luz.»

Mas pelo menos Vidigal teve a dignidade de protestar. Já o seu sucessor ao comando técnico da turma de Belém, um tal Jorge Simão, pareceu ter ficado feliz ao ser obrigado a prescindir nesta segunda volta de Rui Fonte, jogador emprestado pelo SLB ao Belenenses (além de não contar também com Miguel Rosa, que se encontra lesionado): «Tem três anos de contrato e, aos meus olhos, não faz sentido que jogue contra a entidade patronal. Imagine-se que ele fazia a vitória por 1-0 sobre o Benfica. Como seria a sua vida nos próximos três anos? Ou se marcava um autogolo e perdíamos?»

 

Simão, em poucas palavras, consegue dizer vários disparates.

Primeiro: comporta-se como uma espécie de porta-voz do SLB ou de "delegado sindical" da SAD encarnada em vez de zelar pelos interesses do clube de Belém.

Segundo: fala como se lhe desagradasse o cenário da sua equipa derrotando o Benfica com um golo solitário do ausente Rui Fonte.

Terceiro (e o mais grave): põe em causa o profissionalismo deste jogador.

 

Se os dois pontos anteriores são ridículos, o último é simplesmente inaceitável. Lembrando-nos nós, sportinguistas, do profissionalismo de Adrien e Cédric quando foram emprestados à Académica pela direcção leonina e nos defrontaram na final da Taça de Portugal de 2012, que o clube de Coimbra acabou por vencer.

Muitos apregoam a "verdade desportiva", mas poucos a praticam. Como é público e notório.


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12 Abr 15

É extraordinária a rapidez com que hoje se recupera de uma perturbante "lesão no adutor".


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20 Mar 15
Súbitas melhoras
Pedro Correia

Boas notícias lá para as bandas de Arouca: Joris Kayembe, jogador emprestado pelo FCP que não pôde jogar contra os azuis e brancos na última jornada e nem sequer se sentou no banco de suplentes porque (na versão do treinador Pedro Emanuel) "esteve condicionado toda a semana e não estava em condições para render a cem por cento", melhorou extraordinariamente nos últimos dias e segundo a imprensa de hoje ei-lo enfim recuperado, fino como uma alface, já pronto a defrontar o Gil Vicente no domingo.

Aliás a recuperação foi tão espectacular que acaba de ser chamado para integrar a partida contra a Moldávia da selecção belga sub-21. O que só comprova as súbitas melhoras do seu estado de saúde, graças a Deus.

Ora aqui está um tema que pode motivar o treinador basco dos portistas a entoar mais umas patacoadas sobre "verdade desportiva" naquele seu tom assarapantado de quem acaba de descobrir a pólvora. Vem mesmo a calhar.


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14 Mar 15

Reparem neste calendário da única competição da temporada oficial que o Sporting tem aspirações imediatas a conquistar. Jogámos já a primeira mão no Funchal (2-2), na ressaca imediata da derrota no Dragão (0-3). Esse jogo frente ao Nacional disputou-se a 5 de Março, escassos quatro dias após o clássico disputado na Invicta.

A outra equipa bem colocada a Liga 2014/15 que ambiciona disputar a Taça de Portugal com o Sporting foi poupada à meia-final neste mês de Março. Em que, por coincidência, defrontou também o Porto - além de jogar hoje contra o Benfica na Luz para o campeonato.

Apetece perguntar por que motivo o Braga só disputará a primeira mão da sua meia-final da Taça, contra o Rio Ave, em 7 de Abril quando já tiver um calendário menos apertado na Liga.

Apetece perguntar também por que motivo o Sporting joga a segunda mão a 8 de Abril enquanto os bracarenses esperarão tranquilamente até 29 de Abril para disputarem a sua.

MIstérios que certamente a Federação Portuguesa de Futebol, entidade organizadora da prova, não deixará de esclarecer. 


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01 Mar 15

Quando soar o apito do árbitro no Dragão, mais logo, terão decorrido apenas sessenta e nove horas e dezassete minutos desde o fim do anterior jogo do Sporting - a desgastante partida frente ao Wolfsburgo em Alvalade.

Fica o registo. Para mais tarde recordar.


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22 Fev 15
Onze contra dez
Pedro Correia

São 12 jogos em 36. O Benfica actou em superioridade numérica em nada menos de um terço de todas as partidas oficiais que já disputou na época em curso.

 

Fica o registo, sem dúvida impressionante:

Moreirense (dois jogos do campeonato)

Vitória de Setúbal (Taça da Liga)

Arouca (Taça da Liga)

Penafiel (campeonato)

Nacional (Taça da Liga)

Gil Vicente (campeonato)

Bayer Leverkusen (Liga dos Campeões)

Académica (campeonato)

SC Braga (campeonato)

Estoril (campeonato)

Boavista (campeonato).

 

Há quem chame a isto "verdade desportiva". Eu prefiro dar-lhe outro nome. Muito mais feio.

 Fonte: Zero Zero


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07 Fev 15
Isto sim
João António

"Aconteça o que acontecer amanhã (domingo) não tenho a dúvida que estes atletas e estrutura técnica terão sucesso no futuro. Neste dérbi temos de querer sempre mais do que os outros, lutar mais, correr mais, acreditar mais, e se assim o fizermos temos tudo para vencer, mas voltou a frisar que aconteça o que acontecer não tenho a menor dúvida que este projeto, estes atletas, esta equipa técnica e esta direção, todos juntos, ainda vamos dar muitas alegrias. Temos uma enorme confiança no futuro" 

Bruno de Carvalho


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02 Fev 15

Emprestámos Iuri Medeiros ao Arouca. Ontem, aos 77 minutos, Pedro Emanuel deu-lhe ordem para entrar. Contra nós.

Assim é que está certo. Ao contrário do que outros fazem. Dando pontapés na "verdade desportiva".


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27 Jan 15

Lima falhou deliberadamente, embora não de forma consciente, a grande penalidade de ontem em Paços de Ferreira. Ele estava convicto, como qualquer de nós, que aquele penálti tinha sido pura invenção do árbitro Bruno Paixão e constituía portanto um atentado à verdade desportiva.

Até um benfiquista ferrenho como Pedro Adão e Silva admite, na sua habitual coluna do Record, hoje publicada: «A propósito da grande penalidade favorável ao Benfica, cabe dizer uma coisa: no futebol de hoje, fazer tiro ao braço dentro da área arrisca tornar-se a mais eficaz das jogadas. Um absurdo, a menos que os árbitros defendam a amputação dos braços dos defensores.»

Ainda bem que o Lima falhou: foi um gesto de inegável desportivismo. Subiu imenso na minha consideração.


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21 Jan 15
Liga da Verdade
Pedro Correia

No Record de hoje:

 

Benfica, 44 (tem 46)

FC Porto, 38 (tem 40)

Sporting, 37 (tem 36)


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09 Dez 14

A podridão costumeira que se vive no futebol português ficou bem patente nesta jornada. Um clube histórico optou por prejudicar-se, ao não permitir que o seu treinador dispusesse dos seus melhores jogadores, contra o actual líder do campeonato. A teia de interesses, que não do clube, demonstrou que a verdade desportiva, o fair-play, a ética ou que quer que nos faça acreditar na justiça do futebol, não mora aqui. A boçalidade das esfarrapadas desculpas mostra-nos que a bola entrar ou não na baliza, o mais importante afinal, apenas o é para o comum dos adeptos. Negociatas escuras, onde a verdade custa a descobrir, são o normal na suposta gestão actual de alguns clubes. Gostam de se arvorar em salvadores financeiros, de liderar opacas revoluções, pela enésima vez. Mas gostam mais de sentir o poder de colocar peças decorativas em lugares que lhes possam proporcionar eventuais ganhos. O evidente pacto de silêncio entre as partes é cumprido por aqueles que deles dependem. O pão custa a todos e nada melhor que ser servil para conseguir ficar com as côdeas desprezadas por quem as deixa cair.

O organismo que regula esta podridão está pelos vistos dependente financeiramente de dois clubes. A sua não acção, a forma como manteve um silêncio complacente, mostra qual a sua disposição para mudar a podridão que por aqui reina.


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08 Dez 14

Nada mais lhe resta após ter protagonizado um fim de semana negro para a verdade desportiva no campeonato português.


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10 Nov 14

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Sporting (contra o Paços de Ferreira)

JORGE COROADO: «Quando Capel desvia de cabeça, Montero está em posição correcta. Simultaneamente, Slimani está em posição de fora de jogo. Porém, não jogou a bola, não perturbou a acção de adversários e não tirou qualquer proveito do lance, pelo que o golo deveria ser válido

PEDRO HENRIQUES: «Montero sai de posição legal no momento do passe do seu colega. Slimani está inicialmente em fora de jogo posicional e, não obstante ter-se movimentado, não tomou parte activa no jogo nem influenciou a acção do adversário, pelo que o golo deveria ter sido validado

JOSÉ LEIRÓS: «Mário Dionísio [árbitro assistente] confirma o caos instalado nos árbitros (e afirmado por quem sabe) ao anular um golo por fora de jogo inexistente a Montero, que está a cerca de um metro em posição legal e quase com três adversários a colocá-lo em jogo.»

No Tribunal d' O Jogo

 

Nacional (contra o Benfica)

JORGE COROADO: «Na ocasião, a neblina habitual naquele campo localizou-se na frente do árbitro assistente que, por isso, não viu a jogada correctamente. Fora de jogo indevidamente assinalado

PEDRO HENRIQUES: «No momento do passe do colega, Marco Matias tem dois adversários (defesa e guarda-redes) entre ele e a linha da baliza, não havendo, portanto, motivo para assinalar fora de jogo

JOSÉ LEIRÓS: «Decisão errada de António Godinho, porque Marco Matias, no momento do passe que o isolava, tinha dois adversários a colocá-lo em jogo. Fora de jogo mal assinalado. Uma decisão grave, porque poderá ter influenciado o resultado.»

No Tribunal d' O Jogo


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02 Nov 14

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«O Rio Ave introduziu a bola na baliza [benfiquista]. O jogador que fez o remate até pode estar uns centímetros à frente da bola, e do penúltimo defesa do Benfica. O que parece óbvio é que o bandeirinha assinalou o fora-de-jogo por convicção. Pode ter acertado, mas foi um momento de roleta.

Neste lance, uma dúvida profunda reavivou-se: deve uma das partes da peleja futebolística ter na sua mão o poder de selecção das imagens do jogo em que participa? Da decisão de repetições das jogadas em movimento lento? Da produção das linhas virtuais para avaliar os fora-de-jogo? Em caso de conflito de interesses - o de servir os telespectadores com objectividade; e o de defender as cores do clube - qual naturalmente irá prevalecer na decisão das equipas de realização da Benfica TV? Na era das imagens, que podem inclusive servir de prova na justiça desportiva, a realização de um jogo de futebol deveria dar garantias de independência e equidistância, que o canal de um clube não pode assegurar.»

Octávio Ribeiro, no Record de ontem


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24 Out 14

Independentemente das nacionalidades envolvidas (nomeadamente a do árbitro e da empresa em questão), independentemente de os sportinguistas estarem habituados a estas situações (especialmente em competições internas), independentemente de o clube envolvido ser o Sporting e ser português, indepententemente disto tudo: o que está em causa é este link, nomeadamente os símbolos no fundo da página, à esquerda e à direita. O que está em causa é o patrocinador do Schalke 04 (e já agora do Chelsea, outro adversário do Sporting, e do Zenit) ser também um dos patrocinadores oficiais do torneio da Liga dos Campeões (não ligo nenhuma a patrocínios, pelo que confesso que só descobri isto esta semana. E a que preço). O que diríamos se em Portugal o patrocinador da Liga também patrocinasse o FC Porto, ou o Benfica? (Ou o Sporting!) Será isto moralmente aceitável? A UEFA pelos vistos acha que sim.


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O Sporting fez muito bem em indignar-se e em demonstrar quão absurda é esta a situação que não permite qualquer tipo de reparação.

A solução não é repetir jogos? Então adotemos outra, que as há em cada vez mais desporto que não o futebol.
É uma pena que tanta gente ande tapadinha e divertida a ridicularizar quando, se calhar, deviamos andar todos a remar para o mesmo lado nesta matéria.

É ver um jogo de futebol americano, ou de rugby. E se todos os golos e penalties fossem validados com apoio a revisão via TV? E se os treinadores tivessem dois ou três challenges como no ténis, quando achassem que uma dessas jogadas críticas tinha sido omitida ou mal ajuizada? Pode-se fazer. É só querer. O erro não morria mas passava a ter uma vida muito mais difícil. O erro e outras coisas...


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12 Out 13

 

 

À medida que a modernizacão e a cada vez maior abundância dos meios técnicos ao serviço da televisão vão fazendo crescer o número de decisões erradas dos árbitros de que nos podemos aperceber, muitas delas determinantes para o resultados dos jogos e mesmo para o desfecho de campeonatos, vai, também, como é natural, crescendo o movimento dos que reclamam a utilização desses mesmos meios em benefício da verdade desportiva. Sem que se perceba bem porquê, há também muito quem recuse tal solução, recorrendo normalmente a argumentos que, procurando evitar atentados grotescos à inteligência dos leitores, prefiro guardar com ajuizado decoro.

 

O que me deixa mais perplexo são os motivos que levam alguém a pensar que, nesta matéria, o futebol é substancialmente diferente de outros desportos. Quase desde que me conheço, sou um devoto do atletismo e suponho que, desde que me conheço, as dúvidas quanto à chegada das provas de corrida são em geral resolvidas, sem que apareça alguém a dizer que as discussões à volta dos chamados casos é que dão alma e vitalidade a este desporto,  com o recurso ao photo-finish, tecnologia igualmente utilizada nos desportos motorizados.Mais recentemente, a arbitragem de desportos como o basquetebol, o râguebi, o ténis ou o futebol americano passou a recorrer, nas provas mais importantes, a meios tecnológicos, sem que daí tenham, aparentemente, resultado quaisquer desvantagens. Antes pelo contrário, evidentemente.

 

Hoje em dia, o futebol e estes desportos transformaram-se, para o bem e para o mal, mais do que tudo, em espectáculos essencialmente televisivos, constituindo-se também , nalguns casos, os espectadores presentes nos estádios e pavilhões  em figurantes, talvez nem sempre involuntários, de gigantescas encenações. Veja-se, por exemplo, o caso exemplar do basquetebol da NBA, em que a enorme competência dos profissionais envolvidos e a impressionante sofisticação dos meios técnicos à sua disposição transformaram o jogo, para quem dele gosta, num extraordinário espectáculo de televisão. Com óbvias vantagens para todos. Nunca vi, com grande pena minha, um jogo da NBA num pavilhão, mas tenho as maiores dúvidas de que, antes de toda esta evolução tecnológica nas transmissões televisivas, o ambiente nos recintos e a paixão por este desporto fossem tão intensos como hoje. Tendo, por outro lado, enormes reflexos nas receitas dos clubes e, last but not the least, no incremento da verdade desportiva.

 

Melhor ainda,  estes dois interesses articulam-se de forma quase perfeita. As interrupções impostas pelo visionamento dos lances duvidosos transformaram-se em motivos de interesse para o público da televisão. A espectacularidade com que a realização aproveita normalmente estas ocasiões brinda-nos com mais uma emocionante dimensão do acontecimento, veja-se, ainda no basquetebol, a atenção, os momentos de ansiedade e o divertimento que a iluminação ou não das tabelas suscita nos espectadores das transmissões televisivas nas situações de dúvida quanto aos lançamentos dentro do tempo de jogo ou dos 24 segundos. Mas a utilização dos meios em causa não beneficia apenas o público televisivo.Aqui, continuo no basquetebol e nos EUA, ao contrário do futebol, em que, em campeonatos organizados pela FIFA ou pela UEFA, já não me lembro, as televisões foram impedidas de repetir lances susceptíveis de gerar controvérsia, vê-se sistematicamente, nos pavilhões, o público presente, jogadores e técnicos a olharem para  o placards electrónicos, deleitando-se novamente com uma jogada ou procurando confirmar a sua legalidade. Sem medo, portanto, da busca da verdade desportiva. Tudo isto se aplica, como é evidente para os espectadores habituais, aos desportos a que me referi, bem como, certamente, a alguns outros que, por desconhecimento ou esquecimento, não menciono agora.

 

A utilização de meios electrónicos levanta, como é natural, algumas dificuldades que não podem ser minimizadas. Mas se outros desportos, principalmente, para o caso, os colectivos, puderam resolver os problemas levantados e conseguiram adoptar regras que permitem a prestação de tão valioso auxílio para a obtenção de uma maior verdade desportiva, por que é que que isso há-de ser impossível ou indesejável no futebol?

 

Não tenho dúvidas, é só uma questão de tempo. Até lá, a julgar pelos interesses obscuros, pelo menos para mim, que se opõem ao recurso à evolução tecnológica, a pureza dos espectáculos desportivos, no que toca a alguns aspectos da arbitragem, ainda vai ter muito que amargar.


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17 Mai 13

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30 Mai 12

 

O futebol é um desporto que atrai multidões à escala mundial. O futebol é uma indústria de milhões. O futebol deve projectar valores como o desportivismo, a equidade, a justiça e a verdade. O comentário futebolístico deve acompanhar a evolução das sociedades e as novas tecnologias são um sinal de modernidade. Elas acompanham o nosso dia-a-dia e outras modalidades desportivas já as adoptaram na procura da verdade. Os comentadores desportivos são muitas vezes contestados e, na maior parte das vezes, pelos próprios protagonistas do jogo. Para acabar com esse ruído, às vezes fautor de violências várias, condenáveis em todos os sentidos, há que aproveitar as ferramentas à disposição para os apoiar nas suas avaliações e conferir ao comentário maior verdade. A introdução das novas tecnologias no comentário futebolístico, para reduzir a margem de erro dos comentadores, protegendo-os, não tem necessariamente de mudar a essência do comentário: o seu ritmo, a beleza das figuras de estilo, a genialidade dos protagonistas. Mas dar-lhe-á verdade. Camus dizia, que ‘chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte’. Se a mentira tem pressa, a verdade não pode esperar. Este é um desafio de hoje e de sempre. O futebol tem um efeito multiplicador e é bom aproveitar essa força para multiplicar os bons valores. A verdade é um desses valores. As nações serão melhores nações se conseguirem emular os bons exemplos. A verdade no comentário desportivo é um bom exemplo. Verificando que as novas tecnologias estão ao dispor das sociedades modernas, com vantagens óbvias no quotidiano de milhões de pessoas e considerando a natural falibilidade dos comentadores futebolísticos em determinadas situações decorrentes de um jogo que se realiza numa superfície de mais de 100 metros de comprimento e mais de 60 de largura, perante o qual o comentador desportivo não é capaz de descortinar todas as incidências da competição; considerando ainda que o futebol se transformou por excelência num jogo televisionado, em que as câmaras e a repetição das imagens dão ao telespectador aquilo que os comentadores desportivos não conseguem, em muitas situações, observar, propõe-se:

1. Dar mais verdade desportiva ao comentário futebolístico através do recurso às imagens televisivas e transmitir ao espectador, em tempo real, a análise rigorosa das situações;
2. Introduzir a tecnologia do ‘olho de falcão’, já testada, com bons resultados, em Inglaterra, que serve essencialmente para apurar se a comentador desportivo está a ultrapassar, na totalidade ou em parte, a linha da imparcialidade
3. Introduzir a figura do ‘vídeo-espectador’ que actuará nas imediações dos comentadores desportivos das principais competições profissionais da Liga para assegurar a análise rigorosa dos lances e das incidências das competições.


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10 Mai 12
A liga da verdade
Adelino Cunha

 

Esta é a marca do campeonato: a mentira


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