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És a nossa Fé!

Ver mais longe, para lá da nuvem

Começa a ser clarinho como água, daquela dos glaciares, gelada, que há uma campanha contra o VAR. E contra o Sporting. Ontem foi mais uma jornada desse campeonato. Tão explícito que daria para rir se não fosse trágico. Lendo e ouvindo opiniões, há unanimidade quanto ao golo anulado ao Sporting, e quase unanimidade quanto ao penalti não assinalado contra o Feirense. Para quem lá esteve, só deu para enerVAR. Citando aquela grande referência de Palmela, eles sabem o porquê. Dividir para reinar, campeonato a dois tem mais encanto, tentando relegar o Sporting para a discussão da Liga Europa com a agremiação da cidade dos Arcebispos. Mas de Papas, padres, cardeais e missas no nosso futebol, estamos já fartos.

Portanto,

1º: descredibilizar o VAR (fazendo 2 em 1, prejudicando o Sporting);

2º manter o sistema bem iluminado e frutado (ocupando os órgãos de poder da Liga e da Federação, com centenas de apaniguados a ganhar dinheiro e a controlar, na organização dos eventos (e muitas vezes mal, como foi o caso da Taça da Liga), na classificação dos árbitros, no controle do Vídeo árbitro etc)

3º ocupar o espaço mediático com o Sporting e os nossos devaneios.

Esta é a agenda de rivais adversários.

Entretanto, no Sporting, há quem se ponha a jeito. Temos um Presidente eleito com quase 90% dos votos há menos de 1 ano. O Sporting vinha afirmando-se nas modalidades, e a disputar bem tudo o que é troféu, inclusive com a liderança na Liga NOS. Nada de extraordinário ocorria no clube que exigisse, nesta altura, uma assembleia geral para revisão dos estatutos que, a ser aprovada, só vigorará daqui a uns anos, no próximo mandato. Dividiu os sportinguistas misturando trigo e joio, alguns maus sportinguistas com gente do bem (não são sportingados - expressão infeliz - nem gente do croquete). E também teve como resultado retirar da agenda mediática o escândalo dos emails, da "teia" asfixiadora do futebol português, da vergonha que muitos, de certa comunicação social até altos responsáveis, teimam em abafar.  Bruno de Carvalho tem nisso responsabilidades diretas, não pode atuar como Presidente de uma parte, tem de ser do todo, tem de saber unir e não dividir. Tem de saber ouvir críticas, porventura injustas. E aceitar o que de positivo outros propõem (basta lembrar-se, há uns anos, da sua condição de crítico feroz de outras direções). Isso é o que faz dum Presidente um líder. Atravessamos uma fase crucial do campeonato onde, como se viu ontem, o "inimigo" é externo, é uma luta jogo a jogo, nas redes sociais, nos órgãos de comunicação social. Não há tempo a perder a afirmar internamente o poder, a atual direção tem toda a legitimidade para gerir o clube e Bruno de Carvalho de ser o Presidente de todos os Sportinguistas. Eu, que nunca fui seu eleitor, não tomo a nuvem por Juno. Reconheço-lhe dedicação, determinação, aposta nas modalidades e resultados, com títulos que nos orgulham. O Sporting está melhor e maior. Não é por mim que o clube se precipitará para eleições antecipadas. Bom senso e responsabilidade nunca foram tão necessários como agora. 

Portanto, não devemos:

1º voltar a marcar assembleias gerais em plena época desportiva;

2º fazer da próxima assembleia geral um exercício de maniqueísmo, com a divisão simplista entre bons e maus;  

3º desrespeitar, em circunstância alguma, a vontade dos sócios expressa nas eleições de 4 de março de 2017 e a na próxima assembleia geral, sábado 17 (vide "Guia das Assembleias Gerais", de Roque Laia). 

Logo, devemos:

1º Encerrar rapidamente este capítulo na vida do clube, ultrapassando querelas estéreis; 

2º Continuar a lutar pela verdade desportiva, no campo e nas instituições desportivas;

3º Manter na agenda mediática o foco sobre "a teia" e o ensurdecedor silêncio à sua volta;

4º Encher estádios e pavilhões a apoiar o Sporting Clube de Portugal.

Esforço, Dedicação, Devoção, Glória: todos queremos o Sporting campeão! 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Feira da ladra

Concordo com Jorge Jesus, o VAR é uma "farramenta" (e não, uma ferramenta). Esta noite, em Alvalade, a visita da equipa da Feira foi uma farra...

 

Durante o jogo sonhei (com os olhos bem abertos) que estava numa feira: Rui vendia amuletos de São Patrício, Piccini era o pizzaiolo, Coates grelhava carne de vaca gaúcha maturada, Mathieu amassava a baguete francesa, Bruno César comia croissants, William era o operador do carrossel, Bruno Fernandes pintava Rembrandts, Gelson testava as motos do poço da morte, Bryan Ruiz permanecia na secção de antiguidades, Montero mostrava as novas fragrâncias, cheirinhos (a golo), Rafael Leão estava na banca (ou banco) das verduras, Battaglia engolia fogo, o recém-chegado ganês alegrava a multidão com o seu sentido de Lumor e Doumbia, na barraca dos tirinhos, entretinha-se a atirar ao alvo Caio Secco e vendia elefantes de marfim com a tromba para baixo. Este último pormenor (o da tromba para baixo) não augurava nada de bom. A adicionar a este sentimento, a expressão que se podia observar nas pessoas que rodeavam a tenda da cartomante mostrava que a sina lida não tinha sido auspiciosa. 

 

Por momentos, e dado os últimos pormenores que vislumbrei, detive-me na suspeição de que o sonho afinal poderia virar pesadelo. Um pesadelo com nome próprio e apelido: Luis Ferreira

 

O árbitro protagonizou um erro no protocolo do vídeo-árbitro (ou será ele próprio um erro de protocolo, confesso que não percebi). Sugestionado pelo VAR (Manuel Oliveira), Luis Ferreira anulou um golo limpo de Doumbia (que, por ironia, assistido por Montero, finalmente tinha acertado com a baliza) por considerar uma alegada falta (de Bruno Fernandes), tão, mas tão anterior ao lance de golo, que se diria ocorrida no milénio passado, porventura aquando da nossa fundação. Para além da alegada falta não ter sido clara, esta, a ter existido, aconteceu antes do início do movimento atacante que resultou em golo. Logo, uma péssima decisão, aos 18 minutos de jogo.

 

Não ficaria por aqui o árbitro do encontro: aos 29 minutos, William tentou passar a bola na área e esta foi interceptada deliberadamente com a mão (baixou-se para interceptar a bola) por Tiago Silva, jogador dos fogaceiros. Luis Ferreira (desta vez não reviu as imagens) ouviu o VAR e mandou seguir. Um "penalty" por marcar...

 

Ainda na primeira parte, o árbitro apitou (mal) para "penalty" favorável ao Sporting. Após consultar o VAR anulou a sua decisão. O problema foi o tempo que gastou nestas "demarches" todas. Ora, revejam comigo: o golo anulado implicou que a partida esteve parada 2 minutos e 48 segundos (entre os 18:00 e os 20:48), a revisão do "penalty" não assinalado custou 30 segundos (entre os 29:30 e os 30:00), finalmente a análise da possível grande penalidade, mais a lesão de um jogador feirense, manteve o jogo parado por 4 minutos e 42 segundos ( entre os 43:08 e os 47:50). O homem do apito tinha dado 5 minutos de desconto (já vimos que deveria ter dado 8, sem falar de outras paragens para assistência de jogadores), mas acabou por abreviar a coisa para uns míseros 3 minutos e 30 segundos (houve jogo entre os 47:50 e os 51:20), sonegando quatro minutos e trinta segundos ao jogo. Se não acreditam, vejam as imagens. O senhor precisa tanto de uma reciclagem como de umas aulas de aritmética. É obra!!! 

 

Perante isto, Luis Ferreira até poderia ter feito (que não fez) uma exibição de final de Champions na segunda parte, que mesmo assim não mereceria deste Vosso autor uma nota melhor que DÓ MENOR. Sem dó nem piedade...

 

Para além destes incidentes, o Sporting protagonizou um Festival de Futebol...e de golos perdidos. Caio Secco negou o golo aos leões, com enormes defesas, aos 7, 12, 13, 28 e 41 minutos. Doumbia por mais 3 vezes e Bryan Ruiz falharam sozinhos outros golos cantados. E assim, perante todas estas contrariedades, chegámos injustamente ao intervalo com o nulo no marcador.

 

O Sporting entrou mais nervoso no segundo tempo e o critério disciplinar de Luis Ferreira também não ajudou. Aos 47, 52 e 54 minutos foram perdidas mais 3 oportunidades. Aos 61 minutos, mais uma "imoralidade": cartão amarelo a William, após uma normalíssima disputa de bola. JJ mandou avançar Rafael Leão e o jovem foi o talismã que quebrou a maldição do apito. Já consigo em campo, a bola beijou o poste de Patrício (ainda desviou) e ressaltou para fora. Aos 78 minutos, finalmente o golo. Confusão, bola bate na cara de Coates, ressalto para os pés de William e golo. Os leões cresceram e Montero - que perfume tem o seu futebol entrelinhas, que inteligência têm as suas movimentações! - , a passe de Gelson, estrear-se-ia a marcar neste regresso a Alvalade. O jogo acabaria a fazer jus àquilo que foi a sua tónica: Bruno Fernandes, isolado por Gelson, falhou na cara de Caio Secco.

 

Parece que todos sempre esperam que seja Bruno de Carvalho a quebrar o protocolo, mas afinal Luis Ferreira e Manuel Oliveira é que o fizeram esta noite, ajudando a que este autor considere que esta vitória foi contra tudo (má sorte, guarda-redes adversário) e contra todos (arbitragem infelicíssima incluida). É Carnaval, ninguém leva a mal!? (blague subtraída ao Nosso Leão de Queluz)

 

Tenor "Tudo ao molho...": William Carvalho

sportinhfeirense.jpg

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Chiclete, mastiga e deita fora

"E como tudo que é coisa que promete

a gente vê como uma chiclete

que se prova, mastiga e deita fora, sem demora"

- Chiclete, Taxi

 

Infelizmente, o Porto venceu o jogo. E de goleada! Pelo menos, esse foi o resultado do jogo visto por Luis Freitas Lobo. O mesmo jogo em que um Martins (Gelson) é durante todo o jogo chamado Fernandes (obrigado Pedro Correia!!) pelo narrador de serviço. Mas, não é que uma imagem vale mais do que mil palavras e eu estou a ver os jogadores do Sporting a festejar no relvado! Confusos? É simples: perdemos a partida dos comentadores, mas ganhámos o jogo real. E esse ainda é o que conta, a não ser que as regras desta competição sejam insólitas. Esperem lá, tendo em conta que estamos a falar da Taça da Liga...

O jogo iniciou-se com um "penalty" claro cometido por Danilo sobre Bas Dost, mas o AVARiado decidiu que se tratara de um acasalamento fortuito, sem intenções comprometedoras. O Sporting estava bem no jogo e a saída do mesmo Danilo, lesionado logo aos 9 minutos, era um bom prenúncio. Logo de seguida, Bruno Fernandes respondeu a uma excelente iniciativa de Fábio Coentrão e só Alex Telles evitou que os leões inaugurassem o marcador.

Subitamente, deixámos de jogar. O nosso meio campo deixou de funcionar e os alas não conseguiam dar a profundidade necessária. Com isso, o nosso jogo mastigou-se. Uma maçada, um empastelamento provocado por processos adinâmicos e previsíveis que retiraram espontaniedade aos jogadores e pela ausência de Bruno Fernandes na sua posição natural de organizador de jogo ("10"). O Porto começou a ganhar faltas no nosso meio campo, beneficiando da envergadura dos seus avançados. Numa transição rápida, acabaria por chegar ao golo, mas este viria a ser bem invalidado, por fora de jogo. Para agravar as coisas, e diminuir ainda mais a velocidade da nossa saída de bola, Gelson saiu aleijado numa coxa.

O segundo tempo foi pior. Jesus, que lançara Battaglia para render Gelson, desposicionou ainda mais Bruno Fernandes (até aí um "8"), colocando-o sobre a direita. Com o seu jogador mais influente (10 golos, 11 assistências e 12 participações decisivas) fora de posição e o recém-chegado Ruben Ribeiro a ocupar o seu lugar, ficámos sem acasalamento com Dost e sem possibilidade de explorar convenientemente a ausência de Danilo e o espaço entrelinhas. Em boa verdade, o ex-vilacondense saiu tarde (rendido pelo regressado Montero) e num momento em que a única parte do seu corpo que ainda estava oxigenada era... o cabelo.

Bruno ainda teve dois momentos em que se amotinou e procurou a zona central. Instantaneamente, causámos perigo. Após um canto, uma vez mais, Coentrão centrou e Coates cabeceou para a trave. Foi sol de pouca dura.

As substituições não alteraram o "status-quo". Voltámos a mastigar e, desta vez, deitámos mesmo fora a possibilidade de ganhar o jogo no tempo regulamentar. Aliás, não fora a atenção de Patrício e poderia ter sido pior.

Sem demora, chegámos à lotaria das penalidades e aí dá muito jeito ter São Patrício. Rui defendeu dois castigos máximos bem marcados, ao contrário de Casillas que teve pelo menos uma oferta (de Coates). Valeu o remate ao poste de Brahimi para, ao segundo "match point", o ressuscitado Bryan Ruiz, incrivelmente, não falhar perante um Casillas com a baliza, perdão, a porta escancarada (para sair).

Num jogo em que as circunstâncias nos foram favoráveis, valeu o triunfo para evitar a "lapidação" de JJ na Pedreira. Quem nunca errou que atire a primeira pedra - dirá Jesus - , mas hoje as asneiras provenientes do banco foram demais. Até a decisão de pôr William - reconhecidamente um não especialista - a marcar o quinto e sempre potencialmente decisivo "penalty" foi para esquecer. Além disso, o nosso jogo assemelha-se cada vez mais a uma chiclete: mastiga, mastiga, enrola, enrola, faz balão e, um destes dias, ainda explode.

Destaques pela positiva para Fábio Coentrão (o melhor em campo), Piccini (abafou Brahimi), Coates (cortes providenciais), Mathieu (impressionante aquele lance, na primeira parte, ganho em velocidade a Marega) e, obviamente, São Patrício, o guardião da nossa FÉ.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Fábio Coentrão

 portosportingtacadaliga.jpg

A canelada no Danilo

AvesPortoDR1.jpg

No Aves-Porto, mesmo no fim, houve uma canelada no Danilo. Seria penalti (aka, grande penalidade). Ok. A gente até assobia para o lado, primeiro porque nos chegamos ao malvado ao Porto; em segundo, porque o malvado Porto de Pinto da Costa (desde os tempos do Pedroto até aos tempos sei lá de quem) fartou-se de ser beneficiado, décadas de insuportável roubalheira, e não merece qualquer simpatia. Dito isto, houve ali um penalti (aka, grande penalidade) que talvez desse golo (se descontarmos a angústia do marcador antes do penalti [aka, grande penalidade]), vitória do Porto e os tais pontitos que tanto jeito nos deu recuperar .

De facto a canelada não existiu. Eu não vi o jogo mas vi na internet imagens esclarecedoras, aconteceu uma jogada simples e uma reacção exagerada dos portistas, o tradicional choradinho, a ver se pega (durante o jogo) e, depois, as reclamações para ver se há recompensa em jogos futuros (os do Porto e os dos rivais). 

Mas, de verdadeiro facto, a falta existiu. As imagens que correram, transmitidas pela página oficial do Benfica, foram falseadas. Como se comprova nesta nota da TV Correio da Manhã. Ou seja, a página do Benfica distribui uma notícia que assenta na manipulação de imagens. Não é publicidade do Benfica, não é festividade do Benfica, uma qualquer iniciativa interna que apelasse à imaginação e criatividade dos seus empregados ou contratados. É uma peça que se insere na política de comunicação do clube. Assente na manipulação de imagens, na falsificação. O Benfica é uma empresa (os clubes andam todos ufanos porque são "cotados na bolsa", como se isso lhes significasse qualquer honorabilidade). E é também uma instituição de utilidade pública, o que lhe concede benefícios e reconhece prestígio. 

Imaginemos que se tratava de um caso similar noutro ramo de actividade. Uma grande empresa de comércio alimentar, de serviços médicos, de produção agrícola, etc., a divulgar (muito provavelmente a produzir) através dos seus departamentos de comunicação empresarial imagens manipuladas, falsificando dados sobre a sua concorrência. Seria um sururu. Mas como é "bola" o Estado (que concede o estatuto de utilidade pública) e o "mercado" (que se simboliza na bolsa) estão-se nas tintas para este aldrabismo empresarial/institucional. E a sociedade encolhe os ombros. Quanto muito os mais analíticos dirão o que é (ou deveria ser) óbvio - que o Benfica está a tentar descredibilizar ao máximo a tecnologia do Video-Árbitro, contra a qual tanto se insurgiram os seus avençados, funcionários e simpatizantes, temendo a redução do um qualquer favorecimento a que sempre aspiram.

Mas, de mais do que verdadeiro facto, isto é muito mais grave do que isso. A FPF, que vai sob tutela estatal, o Ministério que a tutela, bem como as gentes do mercado, assobiam para o lado (bem mais do que nós diante do penalti que não foi marcado). A rapaziada (e raparigada, que agora também conta) simpatizante apoia. É só "bola", vale tudo. E assim se faz esse tudo valer em tudo o mais.

Hoje giro eu - Fim de semana sem VAR

Terá sido coincidência, mas - em semana de Taça de Portugal - o Sporting foi prejudicado em 2 lances, o Porto foi beneficiado pela não expulsão de Alex Telles (primeira parte) e o Benfica viu ser perdoada uma grande penalidade na sua área (com o resultado em 1-0), havendo um lance de possível penalty a seu favor (difícil interpretação) pretensamente cometido sobre Krovinovic.

Conclusão: nós queremos o VAR!!!

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/vitoria-setubal/noticias/interior/jose-couceiro-e-o-lance-na-area-do-benfica-ja-estamos-habituados-8927777.html

 

https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/portimonense/noticias/interior/vitor-oliveira-alex-telles-devia-ter-sido-punido-com-vermelho-8926199.html

 

 

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce

Anda muita gente incomodada com o apagão do VAR no jogo Aves-Benfica, facto que permitu à equipa de futebol do Benfica fazer coisas lindas, como um empurrão sobre um jogador adversário e uma simulação de penálti, de que resultou o seu terceiro golo. Não percebo: em Alvalade, o VAR estava a funcionar em pleno e o árbitro não marcou um penálti existente e deu um cartão amarelo a uma simulação inexistente. Deus quis, o homem sonhou, a obra nasceu. Donde se conclui que tanto faz haver como não haver VAR. Estamos em Portugal, o país onde as boas ideias tendem a desfazer-se em cinzas. Se fosse para a Liga portuguesa, com VAR e tudo, dá-me a impressão de que até aquele golo do Manchester United no estádio da Luz era anulado.

O vulcão de Alvalade

Ou, vinte e oito jogadores, três estarolas e uma televisão. E um VAR.

 

Ele viu que foi penalti, está de frente para o lance e a pouco mais de três metros.

Ele só foi ver a pantalha, porque há televisões no estádio e se viu que foi penalti e os apupos eram ensurdecedores.

Ele foi ver a pantalha segunda vez porque o VAR lhe disse que era penalti e que dava muita "bandeira" se não marcasse.

Ele viu e persistiu no erro.

 

Ter tomates, era a FPF divulgar a conversa entre Rui Costa e o VAR, isso é que era de valor!

Hoje giro eu - De noite se faz luz sobre o dia

Começo por dizer que me estou "nas tintas" para as comissões que o Benfica paga de intermediação de jogadores (olho é para as nossas e vejo que neste mercado de Verão subiram face aos 2 "reports" anteriores), pelo que entendo que a nossa Comunicação não tinha de invocar publicamente isso, como se não fosse suficiente para nós a transparente divulgação do desagregado das transferências do mercado de Verão, isso sim um motivo de orgulho. É um tema do Benfica que, a preocupar alguém, deve ser os seus adeptos, o(s) regulador(es) e as autoridades, com o qual nós, sportinguistas, não temos de nos ocupar neste momento. Devo, no entanto, referir que ouvir (e vêr) Pedro Adão e Silva, no programa Aposta Tripla, da SportTV (onde gosto muito de Paulo Baldaia e, já agora, de Pedro Henriques, na minha opinião, o melhor comentador televisivo de futebol), "matar" o tema, dizendo que o Benfica paga mais comissões que os outros, porque vende mais - lá está aproveitando a "deixa" (supérflua) de Nuno Saraiva, que acabou por esvaziar mediáticamente a transparência do "report" do Sporting, o essencial - me deixou entre a incredulidade e a marcação urgente de uma consulta no otorrino. Passo a explicar: o facto de um clube vender mais, não justifica que pague quatro vezes mais comissões do que outro num determinado período, a não ser que tenha vendido ( e comprado?) também quatro vezes mais, o que manifestamente não foi o caso. Mais tarde, no mesmo programa, António Macedo, com igual leveza, diria que tinha pena que não fosse o Sporting a pagar mais comissões, mostrando não perceber isto. Uma coisa é achar que o tema não nos diz respeito - embora se possa ter uma opinião sobre ele - outra é tomarem-nos por lorpas e escamotear que o barómetro deve ser a taxa média de intermediação paga por um clube, algo que poderia futuramente constar nos Relatórios e Contas das sociedades desportivas. Adiante...

 

Rui Vitória diz que um clube tetracampeão não pode estar em crise, nessa situação estarão aqueles que não ganham há muito tempo. Eu fico muito contente com esta "crise" que vem assolando o Sporting esta época. Como o futebol é o momento, muito contente. Os adeptos do Benfica, por outro lado, também estão contentes porque ganharam nos últimos 4 anos. Antes assim, estamos todos contentes, exceptuando o Rui Gomes da Silva, aparentemente o único que está zangado. 

 

Falando de futebol, o que eu vejo é que o Benfica não colmatou as saídas na sua defesa (baliza incluida) e que o seu meio-campo está em falência. Como resolver isso? Eventualmente, recorrendo a um terceiro médio - Krovinovic? - , o que lhe permitiria gerir o miolo do terreno de outra forma, mas como compatibilizar isso com Jonas, de longe o melhor jogador do clube (se não do Campeonato)? Poderá Jonas jogar sozinho na frente (o que significaria a saída de Seferovic ou Jimenez)? Se fosse benfiquista também me intrigaria porque Cervi não joga mais. De todas as opções nas alas é o jogador com maior entrega e rigor táctico, mas parece contar menos este ano.

 

Finalmente, a questão do vídeo-árbitro. Uma inovação que veio melhorar muito o futebol português, adicionando-lhe transparência. Há ainda alguma coisa a fazer, até do ponto-de-vista de meios tecnológicos para análise, mas já não há dúvidas que é um instrumento muito útil. Aqui também parece agora haver consenso, embora ainda recentemente no Bessa se tenha ouvido que a culpa era do VARela.

 

 

Pela verdade desportiva, a luta continua

De acordo com o jornal O Jogo, "A Federação Inglesa (FA) puniu esta quarta-feira Aleksandar Mitrovic com três jogos de suspensão devido a conduta violenta num lance com Manuel Lanzini, no encontro entre o Newcastle e o West Ham, da terceira jornada da Premier League. O avançado dos "magpies" não foi alvo de ação disciplinar do árbitro durante o jogo em questão, mas a consulta de imagens televisivas permitiu ao órgão federativo punir o internacional sérvio."

Em Inglaterra, isto valeu 3 jogos de suspensão :

http://www.soccer-blogger.com/2017/08/26/gif-video-mitrovic-lanzini-incident-video-aleksandar-mitrovic-elbows-lanzini-goes-unpunished/

Em Portugal, isto valeu um pedido de desculpas do Conselho de Disciplina da Federação:

IMG_0229

Apesar das imagens, da opinião pública e, sobretudo, do Conselho de Arbitragem da Federação que considerou que Eliseu devia ter sido expulso no jogo contra o Belenenses, com vermelho direto.

Como fica demonstrado à saciedade, o  VAR não chega. Parece que o próximo instrumento a ser introduzido no nosso futebol não é muito moderno, diria até que é um clássico: a vassoura. É preciso uma valente varridela na promiscuidade do dirigismo, que varra de vez, não para debaixo do tapete mas diretamente para o lixo, uns quantos que fazem da mentira desportiva vida. Pela verdade desportiva, a luta continua. 

Ver e ter medo de apitar

A decisão ontem conhecida do conselho de disciplina em não castigar Eliseu adequa-se. Foi esta época disponibilizada mais uma ferramenta para auxiliar a equipa de arbitragem a tomar as melhores decisões em casos específicos. Assim, como as imagens plenamente demonstram, Eliseu teve uma entrada violenta sobre um jogador do Belenenses. Tanto o árbitro principal, junto do lance, como o árbitro que analisava as imagens da inequívoca agressão, decidiram que naquele caso nada de anormal se havia passado. Aliás, a jogada prosseguiu com um lançamento lateral a favor do Benfica. Este caso onde uma tão evidente agressão é branqueada por uma equipa de 5 juízes prova de forma clara que há árbitros em Portugal que se sentem condicionados em tomar decisões que penalizem o Benfica. É incompreensível para todos que aquela entrada não fosse de imediato sancionada, seja pelo árbitro principal, fosse com intervenção do árbitro que tinha acesso às imagens das diversas câmaras. Os detractores do VAR, curiosamente na sua maioria adeptos e dirigentes do Benfica, exultam com esta decisão, não vendo o óbvio: Não foi o sistema do vídeo-árbitro, que eles tanto contestam e abominam, que falhou. Quem falhou de forma escandalosa foi quem estava a analisar as imagens e quem no campo não foi capaz de “ver” aquela agressão. Este condicionalismo em decidir contra o Benfica, que afecta a grande maioria dos juízes no activo, vai esta época, com a ajuda do VAR, ser ainda mais evidente. E o problema, um de muitos, do futebol português está aqui, nesta vantagem significativa que aquele clube tem em relação a todos os outros.

Vasco Santos, o árbitro que esteve em Vila do Conde a analisar as imagens em directo, foi um dos árbitros referidos nos e-mails divulgados.

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