06 Jan 17

André Geraldes e Ryan Gauld regressam a Alvalade.

Acho muito bem. Mas espero que joguem, sem precisarem de nascer dez vezes.

 


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04 Jan 17
Mistérios da anatomia.
Luís de Aguiar Fernandes

Na flash interview:

 

Edinho: "Sofri um toque nas costas".

Couceiro: "Edinho foi tocado no gémeo".

 

Numa semana em que aparece um "novo" órgão na anatomia humana, descobriu-se agora um ser humano que possui um gastrocnémio junto aos deltóides. Bravo.


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15 Dez 16
Salmonetes ou charrocos?
Edmundo Gonçalves

Eu confesso que prefiro os segundos, pequeninos, fritinhos, acompanhados duma açorda de ovas, de um branco de Palmela... Mas chega de divagações, o que se pretende é analisar o jogo de ontem em Setúbal, cidade onde passei doze anos da minha vida profissional e onde tenho amigos e que está cada vez mais agradável de se visitar.

Ora bem, vamos à equipa escalada para o jogo. Se queremos efectivamente vencer esta competição, devemos demonstrar que o queremos mesmo e a melhor forma de o fazermos, é colocar a melhor equipa em campo a disputar as eliminatórias. Esteve bem Jesus no escalamento do onze inicial; Ainda admiti que colocasse Beto na baliza, mas as circunstâncias vieram dar-lhe razão, Patrício evitou com duas grandes paradas, dois golos feitos do(ao) Vitória. "Ah, o Beto poderia ter defendido também." Pois podia, mas não estava lá.

E com esta equipa em campo, apesar do desgaste do jogo de Domingo, esperar-se-ia um banquete de salmonetes, cozinhados de toda a maneira e feitio, assim a modos que rodízio. Nada mais falso! O futebol praticado foi mais que mediano, fruto também da boa réplica principalmente na primeira parte, por parte do adversário, mas mais por inépcia dos nossos. Ainda assim, por volta dos vinte minutos, oportunidade soberana, com uma grande penalidade a favor. Já estava a imaginar a travessa dos salmonetes, grelhados, a rirem-se p'ra mim. Pum! Pum! Dois tiros falhados na mesma jogada, o remate e a recarga. Mérito ou demérito? Sem ponta de dúvida, e apesar das probabilidades a favor do GR na marcação de uma grande penalidade serem ínfimas, foi grande mérito do homem da baliza e menos demérito de Adrien, que rematou bastante colocado. Já a recarga, é daquelas que tanto podia dar, como não dar. Não deu. O tão prometido banquete de salmonetes que se antevia com a abertura do marcador, ficou em banho-maria, já que, a exemplo de jogos anteriores, os nossos jogavam benzinho até à entrada da área, mas aí, apesar das belas manobras de Bas Dost em busca de um 10, com serviço para remate de meia-distância, o jogo morria.

Bas Dost que marcaria, a centro, quem diria, de Marvin, com uma cabeçada primorosa, à ponta de lança.

Notou-se uma ligeira quebra em William e mais acentuada em Adrien, normais pela utilização sempre em alta rotação que têm tido, que se reflectiu num futebol mais mastigado a meio campo. Apesar disto, o sinal mais foi sempre dos nossos e o golo que haveria de aparecer foi sendo evitado pelo GR setubalense, que fez uma bela exibição. Isto leva-me a constatar que contra nós, os homens da baliza se agigantam. A sério, não tenho memória de um frango a nosso favor.

Resumindo, não houve salmonetes. Em contrapartida, houve um jogo suado, por vezes não muito bem jogado mas intenso e comprometido, mais como uma bela travessa de charrocos fritos, o que nos tempos que correm, não deixa de ser um belo pitéu.

 

Domingo há mais.

 


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1. Eficácia é a palavra-chave para superar obstáculos. Eficácia sem mais, esquecendo a nota artística. O Sporting foi eficaz esta noite, no estádio do Bonfim, frente ao V. Setúbal. Impunha-se cabeça fria, concentração máxima e vontade muito firme de seguir em frente na Taça de Portugal. Conseguimos superar a equipa comandada por José Couceiro, que deu sempre muito boa réplica, valorizando o espectáculo. Estamos nos quartos-de-final da competição. Objectivo cumprido.

 

2. Prefiro muito mais assim, quando Jorge Jesus não inventa. Lançar em campo os melhores, nas posições em que já existem rotinas e automatismos. Deixar os menos bons no banco, remeter os medíocres para a bancada. Ter a convicção de que não existem jogos menores, que permitam "poupar" jogadores. A Taça verdadeira é um dos nossos objectivos nesta temporada. Queremos conquistá-la. Para isso não pode haver "poupanças". Ainda bem que não houve.

 

3. O colectivo leonino vai adquirindo precisão mecânica. Mas há unidades que fazem a diferença - nenhuma tão destacada como Gelson Martins, que voltou a fazer uma excelente partida. O jovem internacional formado em Alvalade supera-se sempre a si próprio, com um fôlego inesgotável. Coube-lhe protagonizar as jogadas mais vistosas do desafio em movimentos da ala para o eixo do ataque que punham sempre em sobressalto a defesa sadina. Novamente o melhor em campo.

 

4. Eficácia e maturidade são qualidades complementares. Qualidades que ficaram bem patentes quando a nossa equipa superou bem o facto de não ter convertido uma grande penalidade, logo aos 21'. Adrien, artilheiro de serviço na marca dos 11 metros, bateu bem a bola, mas o guarda-redes sadino travou-a com a defesa da noite, impedindo logo de seguida o nosso capitão de fazer a recarga. Noutros tempos, o Sporting ficaria abalado com este desaire. Mas foi como se nada sucedesse: a equipa revelou robustez psicológica. Superando o teste da maturidade.

 

5. Outro teste superado: o do contributo de Bas Dost para esta equipa. Já ninguém tem dúvidas: o internacional holandês é mesmo reforço. Nenhuma defesa contrária está em sossego com ele em campo. Voltou a suceder esta noite: aproveitando um dos raros deslizes do bloco defensivo do V. Setúbal, o avançado marcou o golo que nos qualifica para os quartos da Taça. Um golo à ponta de lança, culminando uma excelente jogada que teve como protagonistas anteriores Adrien, Campbell e Marvin. E vão dez, nesta época, à conta de Dost. Apetece-me defini-lo com esta palavra: competência.

 

6. Se o holandês é mesmo reforço, o mesmo podemos dizer de Joel Campbell. O costarriquenho voltou a confirmar as boas qualidades já evidenciadas em partidas anteriores. Desta vez Jorge Jesus fez aquilo que se impunha, apostando nele como titular em vez do apático e desgastado Bryan Ruiz, mantido hoje no banco até ao minuto 72. A equipa ganhou dinâmica, velocidade e profundidade: Campbell parece o mais bem colocado para passar a jogar nas costas de Bas Dost. É bom confirmar que não houve só asneiras nas compras feitas no passado Verão.

 

7. Gostei de ver a actuação dos jogadores leoninos emprestados ao V. Setúbal. André Geraldes, como lateral direito, e sobretudo Ryan Gauld, como médio criativo. O jovem escocês que na época passada jogou no Sporting B destacou-se pela qualidade e precisão do passe, e pela capacidade de desmarcação. Num desses lances, aos 30', só foi travado in extremis por Rui Patrício, que voltou a merecer todos os elogios. Impõe-se a pergunta: porque não fazer regressar Gauld a Alvalade já em Janeiro?

 

8. O jogo foi bom, mas a hora a que se desenrolou foi péssima. Numa noite muito fria, a meio da semana, com início às 21 horas, como é possível atrair público aos estádios? A Federação Portuguesa de Futebol parece não apreciar grandes assistências nos desafios da Taça. Gostava de saber porquê.

 

9. Ultrapassar esta eliminatória da Taça de Portugal era fundamental para repor os níveis de confiança. Não tanto entre os jogadores mas na relação entre os adeptos e a equipa após o fracassado acesso à Liga Europa e a derrota tangencial no dérbi da Luz. Mantemos intacta a esperança de disputar a final do Jamor e não estamos a uma distância irreversível da equipa que lidera o campeonato, longe disso. Convém não esquecer: ainda há 63 pontos em disputa na Liga 2016/17.

 

10. Agora há que pensar no Braga. A turma minhota foi hoje eliminada da Taça de Portugal em casa, pelo "tomba-gigantes" Sporting da Covilhã, numa partida em que se escutaram apelos das bancadas à demissão do treinador José Peseiro. Será este o nosso próximo adversário no campeonato, já no domingo que vem. Ninguém imagina que seja um jogo fácil. Mas temos todos os motivos para confiar na obtenção dos três pontos. Eu não penso noutra coisa. Aposto que o mesmo sucede com vocês.

 


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05 Dez 16

Raras vezes acontece como nesta jornada: seis apostadores acertaram no resultado do Sporting-V. Setúbal. Acertaram porque o senhor Rui Costa fez-lhes o favor de anular um golo limpo a Bas Dost, caso contrário a conversa seria outra.

Eis a galeria destes seis magníficos, por ordem alfabética: Francisco Vasconcelos, José Silva, Leão de Queluz, Leão do Fundão, Leão Verde e SportingSempre.

Aplicado o critério de desempate, relativo aos nomes dos marcadores dos golos, sagram-se vencedores Leão do Fundão e SportingSempre: ambos anteviram que Bruno César seria desta vez goleador em Alvalade.


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O dia seguinte
Pedro Correia

José Carlos Freitas, Record: «O que fica, na perspectiva do emblema leonino, é um sinal claro para o Benfica - em Alvalade respira-se confiança porque a equipa está a jogar bem, tem soluções para os problemas e confirma-se como forte candidata ao título.»

 

João Pimpim, A Bola: «Insaciável, o leão manteve o pé no acelerador, devorando tudo e todos pelo caminho, não dando qualquer chance ao adversário de construir um lance com princípio, meio e fim - e muitas foram as vezes em que se ficou simplesmente pelo princípio. estava faminto o rei da selva, uma vontade imensa que, naturalmente, não se pode dissociar da surpreendente derrota do Benfica na noite anterior.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «William consumou a gula da noite após o aviso de Bas Dost. O colectivo mostrava-se agressivo sobre o portador da bola, Adrien pressionava, Gelson e Bruno César desmultiplicavam-se entre acções verticais no corredor e momentos de superioridade numérica no processo de recuperação junto à dupla do miolo e o V. Setúbal asfixiava. O engano de Bruno César - um faz-tudo recuperado em Alvalade - a Bruno Varela, em livre cobrado com excelência, foi a materialização individual de um domínio colectivo que chegou a ter jogadas de envolvimento capazes de conferir confiança aos mais cépticos.»

 

Dos jornais de ontem


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04 Dez 16
Limpinho, limpinho
Pedro Correia

Sobre o golo anulado ontem aos 33' do Sporting-V. Setúbal pelo árbitro Rui Costa a Bas Dost há consenso na imprensa desportiva: tratou-se de um erro grave.

 

O Jogo

Jorge Coroado: «Não houve quaquer infracção da parte de Bas Dost, o qual, mais alto e mais possante que a oposição, se elevou em patamar superior, cabeceando legalmente e sem impedir o adversário de jogar o esférico.»

Fortunato Azevedo: «O futebol fica mais pobre quando um golo destes é anulado. É o chamado golo à inglesa, fruto da força e da capacidade de elevação de quem o marca. O golo é muito mal anulado.»

 

Record

Marco Ferreira: «Bas Dost eleva-se mais alto que Fábio Cardoso. O defesa ao recuar encosta no avançado do Sporting quando este está com as mãos à frente fruto da elevação, o contacto é normal e não impede a acção do defesa. Erro grave do árbitro.»

 

A Bola

«Bas Dost coloca as mãos nas costas de Fábio Cardoso, mas parece tratar-se de uma acção natural do salto e não de uma acção faltosa, pelo que o golo terá sido mal anulado.»


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03 Dez 16

O Benfica estava a sete pontos de distância, agora só está a dois.

Fizeram mal os benfiquistas que já se apressavam a encomendar as faixas e a reservar o Marquês de Pombal: daqui a oito dias, no dérbi da Luz, podem ceder o comando do campeonato ao Sporting. Que vai consolidando a sua posição, indiferente às campanhas de intoxicação e propaganda desencadeadas pelo  trio lampiónico e aos maus agoiros lançados pela turma do croquete, incapaz de esconder o ódio ao presidente Bruno de Carvalho e ao treinador Jorge Jesus.

Hoje superámos mais um obstáculo, derrotando em Alvalade o V. Setúbal. O resultado oficial foi 2-0. Mas na "liga da verdade" deviam ter sido averbados mais golos ao Sporting, que colocou por quatro vezes a bola no fundo das redes sadinas. Primeiro por William Carvalho, depois por Bas Dost, a seguir por Bruno César e finalmente por Coates. Só o primeiro e o terceiro valeram por motivos que apenas o árbitro Rui Costa saberá.

Fizemos uma brilhante primeira parte e tirámos o pé do acelerador na segunda, gerindo o esforço físico num terreno empapado devido à chuva. O golo de Bruno César, de livre directo, merece ser catalogado entre os mais espectaculares da Liga 2016/17. O brasileiro foi para mim o melhor em campo.

Enfim, a homenagem à malograda equipa do Chapecoense demonstrou que os sentimentos nunca estão ausentes do futebol. Ainda bem.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Espectador durante quase todo o jogo, fez uma magnífica defesa aos 61', inutilizando com bons reflexos um remate setubalense que levava selo de golo.

JOÃO PEREIRA (5). Muito mais contido nas incursões ofensivas do que já nos habituou, combinou bem com Gelson Martins. Actuação suficiente, sem grandes rasgos.

COATES (7). Impõe-se de jogo para jogo como um dos melhores centrais a actuar no futebol português. Seguro a defender, acutilante nas bolas paradas ofensivas. Marcou um golo, injustamente invalidado.

RÚBEN SEMEDO (5). Regressou ao campeonato nacional depois de "limpar" no inútil jogo frente ao Arouca o cartão vermelho recebido na jornada anterior. Não comprometeu nem deslumbrou.

MARVIN (6). Anda a revelar mais consistência à medida que o treinador vai apostando nele como titular da posição. Foi particularmente visado pelo árbitro, que o viu a cometer faltas inexistentes.

WILLIAM CARVALHO (7). Parece ter tomado o gosto pelos golos: voltou a marcar hoje, com um bom cabeceamento. Toda a construção do jogo leonino começa nos pés dele. Imprescindível.

ADRIEN (7). O primeiro golo do Sporting foi iniciado por ele, junto à linha direita. Parece aliás estar em todo o campo. Outra actuação impecável. Saiu aos 76', visivelmente esgotado.

BRUNO CÉSAR (7).  As dúvidas ainda em aberto quanto ao desfecho da partida foram desfeitas com a bomba do brasileiro, aos 36': um grande golo a coroar uma grande exibição. A melhor do jogo.

GELSON MARTINS (6).  Primorosa assistência para o primeiro golo numa partida em que não deslumbrou, como vinha fazendo. Falta-lhe apurar qualidade no último passe e perder algum excesso de individualismo.

BRYAN RUIZ (5).  Demasiado discreto, o costarriquenho continua neste campeonato sem revelar as qualidades evidenciadas na época anterior. Aos 14', à boca da baliza, falhou a emenda a um remate de Bas Dost.

BAS DOST (6). Está lá para marcar golos. E cumpriu a missão, marcando aquele que seria o segundo leonino, invalidado pelo árbitro por uma falta que apenas Rui Costa viu.

CAMPBELL (6). Entrou aos 72', para o lugar de Bruno César, mostrando vontade de ampliar a vantagem leonina. Desequilibrou nos confrontos individuais e ajudou a sacudir a tímida pressão sadina.

ELIAS (4).  Substituiu Adrien aos 47'. Entrou quando a missão principal da equipa era segurar a bola. Limitou-se ao passe curto, muito lateralizado, no miolo do terreno.

MARKOVIC (-).  Entrou aos 85', substituindo Gelson Martins apenas para queimar tempo e poupar o jovem internacional português a dez minutos de desgaste físico. Nada a registar.


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Gostei

 

Da vitória categórica em Alvalade. O Sporting cumpriu a missão, vencendo o V. Setúbal por 3-0 numa partida que dominámos do princípio ao fim. Vitória ainda mais saborosa por sabermos que os jogadores comandados por José Couceiro já fizeram tropeçar Benfica e FC Porto.

 

Da exibição leonina. Os nossos jogadores actuaram com grande espírito colectivo, evidente alegria e elevados níveis de confiança. Estamos a melhor de jogo para jogo, como qualquer observador atento repara.

 

Da pressão alta exercida desde o minuto inicial. Não deixámos a turma sadina sair da sua grande área durante quase toda a primeira parte. Ainda antes de concluídos os primeiros 60 segundos, já Bas Dost havia posto em sentido a baliza à guarda de Bruno Varela.

 

Do golo surgido cedo. Logo ao minuto 7, com um bom cabeceamento de William Carvalho, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Gelson Martins.

 

De Bruno César. Marcou um golo que fez levantar o estádio, de livre directo, fazendo voar a bola para o fundo da baliza sadina, sem qualquer hipótese de defesa. Um golo que decidiu o encontro, estavam apenas decorridos 36 minutos. Por isto e pela sua combatividade exemplar merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Novamente muito activo, sobretudo nos 45 minutos iniciais. Fez uma primorosa assistência para o golo inicial, a sétima a seu cargo desde o início da Liga 2016/17. É o rei das assistências neste campeonato.

 

De Adrien. O golo inaugural do Sporting inicia-se num passe dele para Gelson. Parece estar em todas as jogadas dignas de registo do Sporting. Quase marcou aos 36', com uma bomba defendida in extremis pelo guardião setubalense.

 

De Coates. Patrão indiscutível da nossa defesa e um dos melhores centrais do futebol português. Indispensável na organização defensiva leonina, cada vez mais sólido e seguro. E vai à frente sempre que pode. Numa dessas incursões, marcou um golo de recarga à boca da baliza, absurdamente invalidado pelo árbitro.

 

Da maturidade da equipa. Gerimos bem o esforço durante toda a segunda parte, retendo a bola e pausando o jogo. Já a pensar na dura partida de quarta-feira, frente ao Legia, para a Liga dos Campeões.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta. Pelo quarto jogo consecutivo.

 

Da redução da distância face ao Benfica.  Estamos só a dois pontos da equipa que ainda lidera o campeonato. Dependemos mais que nunca de nós próprios. Não pode haver maior tónico do que este quando faltam apenas oito dias para o dérbi da Luz.

 

Da sentida homenagem às vítimas do Chapecoense. Os nossos jogadores actuaram com o emblema do malogrado clube brasileiro, num belo gesto de solidariedade leonina.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Rui Costa teve uma actuação muito infeliz, roçando a manifesta incompetência, ao anular dois golos limpos ao Sporting. O primeiro, aos 33', por Bas Dost, que se elevou muito bem, colocando a bola no fundo das redes: o árbitro imaginou uma falta do internacional holandês que nunca existiu. O segundo, aos 55', com uma recarga à queima-roupa de Coates, sem sombra de falta: apenas Rui Costa terá visto um imaginário encosto do internacional urugaio ao guardião sadino. Anular metade dos quatro golos concretizados pelo Sporting em Alvalade é obra: fica à consideração dos calimeros de turno, que tanto se queixam de ser prejudicados por muito menos que isto.

 

Da fraca réplica da equipa sadina. O conjunto treinado por Couceiro é simpático e esforçado, mas em Alvalade rendeu muito menos do que se previa. Ao intervalo o V. Setúbal tinha concretizado apenas um ataque, contra 20 do Sporting.

 

Da chuva copiosa, que caiu antes do jogo. Encharcou o relvado, prejudicando o espectáculo e potenciando lesões nos jogadores que felizmente não ocorreram.

 

Da qualidade dos reforços. No nosso onze inicial, havia apenas um jogador contratado este Verão: Bast Dost. Os restantes estavam no banco ou nem foram convocados.

 


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01 Dez 16

A nossa equipa recebe o onze treinado por José Couceiro no próximo sábado, a partir das 18.15, com arbitragem de Rui Costa.

Quais são os vossos prognósticos para este Sporting-V. Setúbal?


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20 Jul 16
É bom para todos
Francisco Vasconcelos

Hoje foi noticiado que a promessa escocesa Ryan Gauld e o lateral André Geraldes começaram a treinar com o Vitória de Setúbal, clube cujo plantel vão integrar esta época.

Parece-me uma excelente decisão, uma vez que permite ao Vitória contar com opções de maior qualidade, ao Sporting colocar jogadores que não contam para o treinador Jorge Jesus e aos jogadores em questão que poderão ganhar um maior ritmo competitivo, face ao que provavelmente aconteceria na equipa B.

É esperar que estes empréstimos tragam tão bons resultados como os últimos 2 que ocorreram entre Sporting e Vitória de Setúbal, o de João Mário e Rúben Semedo, 2 jogadores imprescindiveis do atual plantel.


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17 Jun 16
Balanço (28)
Pedro Correia

 

OS SEIS MELHORES GOLOS DO SPORTING - II

João Mário, no V. Setúbal-Sporting [ver 1' 30'']

(6 de Janeiro de 2016)


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10 Mai 16

O José da Xã acertou em cheio no resultado do Sporting-V. Setúbal, que terminou em goleada. Está de parabéns, tal como os leitores David Almeida e Quental, que também anteviram com notável precisão o 5-0 com que os sadinos foram brindados em Alvalade. O desempate, obtido pela comparação dos vaticínios sobre os marcadores, atribui a vitória nesta jornada ao nosso colega de blogue, que acertou também nos golos de Bryan e Teo.


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08 Mai 16

O Sporting soma e segue. Já com 83 pontos - melhor pontuação leonina de sempre numa liga profissional de futebol, o que em qualquer outro campeonato teria já bastado para nos sagrarmos campeões. Contrariando todos quantos diziam que jogamos pior e rendemos menos em Alvalade, ontem não só vencemos sem discussão mas fizemos também uma exibição de luxo. Com uma sólida organização colectiva, um modelo táctico irrepreensível e uma dinâmica raras vezes vista, protagonizada por jogadores que se preparam para dizer adeus à temporada 2015/16 cheios de frescura física.

Se a história de um jogo se faz pelo seu número de golos, muito haverá a contar deste. Que teve cinco, todos nossos, todos de belo efeito. Gelson Martins abriu aos 25', Teo Gutiérrez prosseguiu aos 37', Gelson reincidiu aos 54', Bryan Ruiz marcou aos 71' e insistiu quase no fim, iam decorridos 90'+2'. Os sadinos, em risco de despromoção, nada fizeram de relevante. Não puderam sequer estacionar o autocarro à retaguarda, imitando o que fez o Benfica quando nos visitou, porque o nosso primeiro golo surgiu demasiado cedo para que tal estratégia obtivesse sucesso. E mais cedo poderia ter surgido se o árbitro Tiago Martins - que penalizou Adrien com cartão amarelo, logo aos 14', por falta inexistente, deixando-o de fora do desafio de Braga - tivesse sancionado um penálti cometido contra Slimani num lance de bola parada aos 20'. Que toda a gente viu menos o homem do apito.

O melhor em campo foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Terminou a partida sem ter feito uma defesa digna desse nome, o que basta para qualificar esta partida de sentido único. Várias vezes se adiantou no terreno, abandonando a grande área: o jogo não o exigia atrás dos postes.

SCHELOTTO (7). Num vaivém constante na sua ala, com um pulmão digno de fazer inveja, foi batalhador e combativo, funcionando com frequência como um extremo e centrando bem. Também bom na marcação de cantos, como ontem demonstrou.

COATES (7). Quase marcou de cabeça na conversão de um livre por Bruno César, aos 20': a bola foi parada à beira da linha de golo por um defesa sadino. Melhor momento deste defesa concentrado e atento, que soube distribuir bem o jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Tudo lhe saiu bem neste jogo, em que funcionou como patrão da defesa. Impecável na antecipação, no tempo e no modo de corte, e sobretudo na forma como repõe a bola, deixando-a bem colocada na manobra ofensiva.

BRUNO CÉSAR (8). Começou como lateral, dinâmico e seguro, dando a sensação de ser um extremo. Primeiro a chutar à baliza, logo aos 2'. Fez um passe longo, quase assistência para golo, que Teo desperdiçou. Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso quarto.

WILLIAM CARVALHO (7). Foi dele a assistência para o nosso segundo golo, marcado por Teo. Iniciou também a jogada do primeiro. Não deu muito nas vistas, mas teve inegável influência na organização colectiva, recuperando e distribuindo bolas.

ADRIEN (9). Merecia ter marcado aos 69', quando disparou um míssil à baliza setubalense na conversão de um livre castigando falta cometida sobre ele próprio. Fez uma bela assistência para o segundo golo de Gelson, aos 54'. Está numa forma superlativa.

BRYAN RUIZ (9). Dois golos, uma assistência (no primeiro) e ainda intervenção decisiva noutro (o terceiro), ao iniciar a jogada. O capitão da selecção da Costa Rica teve uma actuação quase perfeita, contribuindo para que esta seja a melhor equipa leonina em muitos anos.

TEO (7). Isolando-se perante o guarda-redes, muito bem servido por Bruno César aos 51', falhou o tempo de intervenção, desperdiçando um golo quase certo. Mas foi dele o segundo da nossa equipa. Esforçou-se sempre para marcar mais.

SLIMANI (7). Teve soberbas oportunidades para marcar, aos 4', 18' e 43', forçando o guardião a excelentes defesas. Alvo de falta para penálti que ficou por marcar aos 20'. Saiu aos 65', por precaução: arriscava-se a receber cartão amarelo e a falhar o próximo jogo, como Adrien.

GELSON MARTINS (8). Bisou pela primeira vez na sua carreira de jogador profissional, com os golos marcados - cada qual na sua parte. Não vai esquecer este desafio em que entrou como inesperado titular, devido a problemas musculares de João Mário.

MARVIN (6). Entrou aos 65', quando Slimani saiu. Cavou a falta aos 70' que originou a expulsão de um setubalense e a conversão do livre no nosso quarto golo. Demasido inibido nas incursões pelo seu flanco, transmite a ideia de que podia e devia arriscar mais.

BARCOS (5). Deu enfim um ar da sua graça neste jogo, em que entrou aos 71', rendendo Gelson. Incapaz de dominar uma bola que Teo lhe passou aos 74', dez minutos depois rematou forte com o pé esquerdo. Remate travado por uma boa defesa do guardião sadino.

CARLOS MANÉ (5). Substituiu Bruno César aos 71', cinco jornadas após a sua anterior aparição em campo. Teve momentos inspirados em que revelou a sua boa técnica individual. Num deles, aos 84', serviu muito bem Barcos, que quase marcou.


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Gostei

 

Da goleada. Outra vitória por números esmagadores do Sporting neste campeonato. Desta vez frente ao V. Setúbal, que já tínhamos goleado na primeira volta. Então vencemos por 6-0, esta noite levaram 5-0. E bem podiam ter encaixado mais dois ou três, não fosse a boa exibição de Ricardo, o guarda-redes sadino, que impediu in extremis dois golos de Slimani, autor de um soberbo disparo logo aos 18' e reincidente num remate em jeito, muito bem colocado, aos 43'.

 

Da exibição. Excelente demonstração de categoria e classe da nossa equipa, que sufocou a do Setúbal, cortando-lhe sistematicamente as saídas, ganhando todas as segundas bolas e comprimindo a turma adversária numa área de 30 metros. A dinâmica leonina foi ainda mais avassaladora na segunda parte, em que quase não decorreram dois minutos sem uma jogada de perigo.

 

De Gelson Martins. Entrou em cima da hora como titular, rendendo João Mário. E cumpriu com brilhantismo a missão, marcando dois golos. O primeiro da série de cinco, logo aos 25', foi decisivo, picando a bola com mestria. O outro foi marcado aos 54', culminando um lance exemplar de ataque, inaugurando-se assim 35 minutos de luxo da nossa equipa naquela que foi talvez a exibição mais conseguida neste campeonato. 

 

De Bryan Ruiz. Foi a figura de um jogo onde vários dos seus colegas também brilharam. É dele a assistência para o primeiro golo de Gelson. E foi ele a marcar o quarto e o quinto da goleada - aos 71', dando o melhor seguimento à marcação de um livre apontado por Bruno César, e já no segundo minuto do tempo extra ao marcar ele próprio um livre directo de forma superior.

 

De Adrien. Novamente o motor da equipa. Parece estar sempre em todo o lado onde se disputa a bola, abrindo constantes linhas de passe. Um dos golos, o terceiro, é inventado por ele numa jogada de insistência que resultou numa assistência a Gelson e fez levantar o estádio, demonstrando bem como se tornou um dos melhores profissionais do futebol português.

 

De Rúben Semedo. Está cada vez mais confiante e motivado. Desta vez com uma exibição quase perfeita: cortou tudo quanto havia para cortar, antecipou-se aos adversários e repôs a bola sempre bem colocada nos colegas da frente. Com frescura física e inegável capacidade de ler o jogo.

 

Dos nossos laterais. Bruno César, pela esquerda, e Schelotto, pela direita, foram incansáveis no apoio ao ataque sem comprometerem na defesa. Duas apostas que Jorge Jesus ganhou.

 

Da vibração no estádio. Só quem lá esteve, como eu, consegue avaliar: este Sporting vence e convence, enchendo de alegria o público nas bancadas que nunca se cansa de puxar pela equipa. Desta vez, e apesar da chuva intensa que se prolongou por quase todo o dia, estivemos lá 43.327. Foi batido o recorde de assistências numa temporada desde que este estádio existe: 925.102 entradas.

 

De  ver o Sporting novamente na liderança do campeonato. Voltamos a estar em primeiro, com 83 pontos, pelo menos até se realizar o jogo Marítimo-Benfica. Este campeonato, disputado taco a taco, promete emoção até ao fim.

 

 

Não gostei

 

Da inoperância total da equipa adversária. Rui Patrício não fez uma defesa ao longo de todo o jogo, dada a impotência dos setubalenses.

 

Do cartão amarelo mostrado a Adrien logo no início da partida. À primeira falta aparente, com apenas 14 minutos de jogo e sem que o lance o justificasse, o nosso capitão foi sancionado. Falhará o encontro decisivo em Braga, na próxima jornada, por acumulação de cartões.

 

Do festival de cartões exibidos por Tiago Martins. Dir-se-ia que houve uma batalha campal no estádio. Mas não aconteceu nada disso: foi só uma arbitragem à portuguesa, com certeza.

 

Do penálti sobre Slimani que ficou por marcar. Iam decorridos 20' quando o argelino foi claramente carregado na grande área sadina, ainda com 0-0. O árbitro fez vista grossa.

 

De um falhanço de Teo Gutiérrez. O colombiano, autor do segundo golo aos 37', podia ter bisado aos 51', quando Bruno César lhe entregou a bola num lançamento em profundidade, isolando-o. Excelente oportunidade, infelizmente desperdiçada: Teo foi incapaz de marcar tendo apenas o guarda-redes à sua frente.

 

Da ausência de João Mário devido a um problema muscular. Mas, em boa verdade, o nosso médio desta vez nem fez falta: os companheiros deram boa conta do recado, numa organização colectiva irrepreensível.


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05 Mai 16

Na corrida ao título, o Sporting recebe o V. Setúbal este sábado, a partir das 20.45. Num jogo com arbitragem de Tiago Martins.

Quais são os vossos prognósticos?


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22 Abr 16
Será coincidência?
Francisco Vasconcelos

Eu cá não sou de intrigas mas que parece estranho, parece.

 

André Horta, um dos melhores jogadores do Vitória de Setubal e conhecido adepto do Benfica, falhou esta segunda-feira o segundo jogo para o campeonato, este ano.

 

A grande diferença deste jogo para o outro que falhou foi o motivo da ausência. Se da primeira vez que não foi utilizado, na principal competição nacional, estava castigado por ter visto o quinto amarelo na partida que lhe antecedeu, já na segunda vez o motivo é desconhecido, o que causa estranheza.

 

Sabendo-se que está bem de saúde e que não cumpria castigo, levanta-se a questão de ter sido por opção técnica. Se juntarmos a isso outras estranhas opções de poupança, por parte do técnico Quim Machado, e o facto de estando a perder não ter colocado um avançado, tendo ainda dado minutos a um jogador que nunca jogou, temos um belo circo montado.

 

Mas o espectáculo não fica por aí. Nos bastidores a coisa continua a mexer e muito. E assim, vamos tendo explicação para algumas coisas.

 

Mas voltando ao miúdo e ao motivo da sua ausência. Será que teve alguma coisa a ver com as negociações entre os 2 clubes?


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07 Jan 16

A goleada ontem no Bonfim foi muito saborosa. Mas ninguém a vaticinou por cá: todos quantos fizeram prognósticos foram desta vez muito modestos na antevisão dos nossos golos.

Esperemos que a pontaria melhore para a próxima jornada, em que defrontaremos o Braga em Alvalade.


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06 Jan 16

Noite marcada pela excelente estreia de Bruno César com a camisola do Sporting. Noite marcada pela nossa maior goleada desta época até ao momento: seis golos sem resposta no estádio do Bonfim. O Vitória de Setúbal apenas conseguiu rematar uma vez à nossa baliza em 90 minutos.

Com uma excelente organização colectiva, o Sporting deu uma lição de futebol não só aos seus adeptos mas a todos os apreciadores do desporto-rei no nosso país. Num dos estádios mais difíceis do campeonato nacional, como é sabido.

Ao intervalo já vencíamos por 2-0, com golos de Slimani e Bruno César. Na segunda parte houve mais quatro - novamente de Slimani e de Bruno César, a que se juntaram remates vitoriosos de João Mário e Aquilani.

Em suma: exibição superlativa do meio-campo leonino, sem dúvida o que hoje exibe melhor futebol em Portugal. Domínio absoluto do corredor central e uma irrepreensível muralha defensiva. Quatro dias depois do nosso triunfo em Alvalade frente ao FC Porto, não podia ter havido forma mais feliz de começar o ano.

O melhor em campo, para mim, foi João Mário.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Tranquilo. Fez a primeira defesa, sem qualquer dificuldade, quando já estavam decorridos 50'. Até ao fim do encontro, limitou-se a defender uma outra bola, aos 62'. Pouco mais foi do que um espectador do jogo.

JOÃO PEREIRA (7). Combativo. Foi senhor absoluto do seu corredor, permitindo-se constante incursões ofensivas sem prejudicar a missão defensiva. Está num bom momento de forma, tanto no aspecto físico como no plano mental.

PAULO OLIVEIRA (6). Atento. Tentou o golo duas vezes, na sequência de cantos - esteve quase a consegui-lo aos 34'. Impecável nas marcações, impôs-se naturalmente no confronto com os sadinos.

NALDO (6). Sereno. Vulgarizou por completo o coreano Suk, astro do ataque setubalense que empalideceu neste confronto disputado em Dia de Reis. Fechou com ferrolho o reduto defensivo do Sporting.

JEFFERSON (7). Aguerrido. Regressou à boa forma anterior, confirmando os atributos a cruzar a bola no flanco esquerdo. O nosso primeiro golo nasce de um excelente passe em profundidade que parte dos pés dele.

WILLIAM CARVALHO (7). Sólido. Outro jogador que parece recuperar a condição física e técnica que já demonstrou. Hoje foi um baluarte do nosso meio-campo defensivo, recuperando bolas e iniciando sem demora os lances atacantes.

ADRIEN (8). Comandante. Fez pressão alta no meio-campo, conduzindo os companheiros com a sua inegável qualidade de passe e as suas fintas em espaço curto. Saiu aos 77', sob uma enorme ovação, dando lugar a Aquilani.

JOÃO MÁRIO (9). Infatigável. Fez excelentes tabelinhas com Adrien e Bryan Ruiz. Preparou o segundo golo para Bruno César fuzilar (41'). Marcou um golaço aos 58'. E deu outro a marcar aos 85'. Foi o melhor em campo.

BRUNO CÉSAR (9). Fulminante. Estreia assombrosa do brasileiro que veio do Estoril. Aos 18', já fazia uma assistência para golo. Marcou com um rebate indefensável aos 41'. Repetiu a dose aos 60'. Saiu aos 70', entre fortes aplausos.

BRYAN RUIZ (8). Virtuoso. Partiu os rins a três defesas aos 17': era o sinal de partida para outra excelente exibição, marcada pela sua vincada qualidade técnica. Assistiu Slimani para o terceiro golo do Sporting (52'). Saiu aos 76'.

SLIMANI (8). Eficaz. Voltou a fazer o gosto ao pé com dois golos. Esteve quase a marcar um terceiro, só travado pela defesa da noite do guarda-redes sadino (73'). Foi também o primeiro a defender sempre que a equipa perdia a bola.

GELSON MARTINS (5). Discreto. Entrou aos 67', rendendo o estreante Bruno César. Ao contrário do que vem sendo costume, desta vez não deu nas vistas talvez porque já vencíamos 5-0 quando ele pisou o relvado.

MATHEUS PEREIRA (6). Irrequieto. Substituiu Bryan Ruiz aos 76'. Um pouco mais de um quarto de hora em campo - tempo suficiente, no entanto, para revelar alguns apontamentos de indiscutível qualidade.

AQUILANI (7). Desembaraçado. Rendeu Adrien aos 77'. Sete minutos depois rematou ligeiramente ao lado com um pontapé de primeira. Aos 85' marcou mesmo, após assistência de João Mário, com um bom pormenor técnico.


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Chuta, chuta
Edmundo Gonçalves

Bela tira de choco frito, esta noite em Setúbal!


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Gostei

 

Da goleada em Seúbal. A nossa maior da temporada até ao momento: derrotámos a turma sadina por 6-0 (golos aos 18', 41', 52', 58', 60' e 85'). Superando a vitória por 5-1 ao Guimarães.

 

Da excelente exibição leonina. Estivemos muito perto da perfeição. Em combatividade, criatividade, manobra táctica e qualidade técnica. Domínio absoluto num estádio que costuma ser difícil para as equipas visitantes.

 

Da estreia de Bruno César.  O nosso mais recente reforço fez jus à alcunha por que é conhecido: Chuta Chuta. Nesta estreia de Leão ao peito marcou dois golos e fez assistência para outro. Não podia ter esperado melhor.

 

De Slimani. Voltou a marcar mais dois golos. Já soma 12 no campeonato e 16 no conjunto das competições desta época - a sua melhor marca em três temporadas no Sporting. Há dois anos fez 10, na época passada fez 15. Esteve quase a marcar um terceiro hoje, aos 73'. E nunca baixou os braços, como já nos habituou.

 

De João Mário. Uma exibição sem mácula - a melhor da nossa equipa esta noite no Bonfim. Marcou o melhor golo, o quarto, participou na construção do terceiro e serviu Aquilani para o sexto. Com a capacidade técnica que todos lhe reconhecemos, foi um elemento essencial na edificação desta vitória. E chegou a ser aplaudido pelos próprios adeptos da equipa da casa.

 

De Bryan Ruiz. Um artista que dá gosto ver jogar. Combina cada vez melhor com os colegas, sobretudo Slimani - como hoje ficou bem evidente. Com a sua inegável qualidade de passe, serviu de forma soberba o argelino para o seu segundo golo.

 

De Adrien. Outra exibição superlativa. Atravessa a melhor época de sempre no Sporting: intervém em todos os lances, alargando e prolongando a frente de ataque. Com uma excelente visão de jogo, foi a ele a iniciar a construção do nosso golo inaugural, lançando muito bem João Mário pelo flanco esquerdo.

 

Da nossa capacidade de luta. Mesmo a ganharmos por cinco bolas de diferença, nunca baixámos os braços nem abdicámos da vocação atacante. Sem acusar o menor desgaste pelo desafio de há quatro dias em Alvalade contra o FC Porto.

 

Da nossa organização colectiva. Apesar dos excelentes valores individuais, o Sporting brilhou sobretudo no plano colectivo. Com lances ao primeiro toque, desmarcações constantes, tabelas sucessivas, perfeita circulação de bola.

 

Do nosso bloco defensivo. Temos o melhor registo da Liga 2015/16: apenas sete golos sofridos em 16 jogos.

 

Da actuação do árbitro. Jorge Ferreira contribuiu para a qualidade do espectáculo deixando jogar num desafio que foi sempre aberto. E conseguiu um prodígio para os maus hábitos do futebol português: o jogo chegou ao fim sem que ele exibisse um só cartão.

 

De ver o Sporting cada vez mais primeiro. Reforçámos a liderança devido ao empate caseiro do FC Porto frente ao Rio Ave. Levamos agora um avanço de quatro pontos.

 

 

Não gostei

 

Do equipamento alternativo. Confesso não morrer de amores por ver o nosso Sporting jogar com camisolas que quase me fazem lembrar as da Académica.

 

Do terreno empapado. Ainda assim não teve reflexos na qualidade do jogo.


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Decisivo
Alexandre Poço

Há um bom par de anos, nos idos dos campeonatos conquistados, também tivemos um jogo decisivo em terra sadina. Penso que então empatámos, o que não foi suficiente para nos tirar o título. Depois de sábado, hoje é uma "final" para nós. Lição: comer a relva e marcar cedo. Em dia de Reis, o Leão tem de continuar dono e senhor da tabela classificativa. Custe o que custar.


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05 Jan 16

O V. Setúbal-Sporting joga-se já amanhã, a partir das 20.15. Com o árbitro Jorge Ferreira a apitar.

Gostava de saber quais são os vossos prognósticos para esta partida.


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14 Abr 15

Desta vez a pontaria mais certeira veio dos nossos leitores Luís Martins e Leão do Fundão: ambos anteviram a vitória do Sporting no Bonfim por 2-1 e também Carlos Mané como autor de um dos golos. Mas o nosso caro Leão do Fundão destacou-se ainda mais, ganhando na photo finish, por ter antecipado também o golo de Tanaka. Confirmando-se como vencedor reincidente nesta rubrica, que só terminará na jornada 34 do campeonato.

Um terceiro leitor, que apenas assina José, também acertou no resultado: faltou-lhe apenas mencionar os marcadores dos golos. Mas é bom saber que os prognósticos desta vez não estiveram nada mal. Para condizer com a nossa equipa, que arrancou a primeira vitória em Setúbal desde Dezembro de 2010.

Venham mais. Vitórias e bons prognósticos.


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12 Abr 15

Gostei

 

De vencer em Setúbal. Algo que já não nos acontecia desde Dezembro de 2010 - ainda por cima  triunfámos sem quatro titulares a actuar de início. Nas últimas três épocas tínhamos perdido duas vezes e empatado outra no Bonfim.

 

Das surpresas de Marco Silva no onze titular. Além de Carlos Mané, no lugar do castigado Nani, jogaram de início Rosell em vez de William Carvalho e Tanaka alinhando na frente do ataque, onde tem actuado Slimani. Apostas ganhas: basta mencionar que os nossos dois golos foram (muito bem) marcados por Carlos Mané e Tanaka.

 

De Adrien. O melhor em campo num jogo que não foi brilhante. Deu grande dinâmica ofensiva à nossa equipa, assumindo-se como protagonista na ligação entre a defesa e o ataque. Foi dele o soberbo passe de 40 metros que esteve na origem do segundo golo leonino. Mereceram aplauso diversos outros passes em profundidade, lançando Tanaka (68'), Jefferson (86') e Carrillo (90'), por exemplo.

 

De Miguel Lopes. Evidenciou-se novamente em dimensões importantes das tarefas que lhe são confiadas enquanto lateral direito: velocidade, capacidade de drible e qualidade de passe. Foi dele a assistência para o primeiro golo, marcado aos 38'. Baixou de rendimento na segunda parte, devido a aparentes problemas de ordem muscular, mas voltou a justificar a titularidade.

 

De Tanaka. Autor de um golo de excelente execução técnica, aos 44', o japonês provou que continua a merecer confiança do treinador, ultrapassando Montero como segunda opção na posição de ponta-de-lança. E reforçou a posição, no plantel principal, como jogador com melhor relação entre minutos de jogo e golos marcados.

 

De duas excelentes oportunidades, uma em cada metade do jogo, só travadas por grandes defesas de Raeder, o guardião sadino. Uma de cabeça, por Paulo Oliveira, após canto muito bem marcado por Jefferson (29'). Outra, um tiro disparado a meia-distância por Carrillo (72'). Ambos mereciam ver estas oportunidades concretizadas em golos.

 

De confirmar que não estamos dependentes de Nani. Jogámos sem ele em 15 dos 46 jogos disputados nesta temporada, perdendo apenas dois. Hoje, novamente sem Nani, o resultado voltou a ser positivo.

 

De manter os sete pontos de distância em relação ao Braga. Depois desta 28ª jornada, consolidámos a nossa terceira posição na tabela classificativa.

 

 

Não gostei

 

Do início da segunda parte. Perdemos a bola em zona proibida e permitimos à equipa sadina reduzir o resultado, que nos era favorável (2-0) ao intervalo.

 

De termos superioridade numérica só durante dois minutos. À expulsão de Frederico Venâncio, por acumulação de amarelos, seguiu-se logo a de Ewerton, aos 64', também devido a um segundo amarelo - decisão sem pés nem cabeça de Olegário Benquerença num desafio que foi globalmente correcto em termos disciplinares. Pseudo-justiça salomónica deste árbitro fiel à sua fama de esbanjador de cartões e pseudo-vedeta dos relvados.

 

Dos sete cartões amarelos exibidos pelo senhor Benquerença a jogadores do Sporting. Tanaka, 29'; Jefferson, 31'; Ewerton, 62'; Ewerton, 65'; Miguel Lopes, 74'; Carrillo, 82'; Rui Patrício, 90'+2. Este árbitro vai reformar-se em breve, dizem. Já vai tarde.


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10 Abr 15

Vem aí mais um desafio: o V. Setúbal-Sporting. A disputar a partir das 19.15 de domingo, com arbitragem de Olegário Benquerença.

Quais são os vossos prognósticos?


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03 Dez 14

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Em vez de reconhecer a prestação medíocre dos seus jogadores e o falhanço completo da estratégia que montou para procurar o empate a zero em Alvalade, incapaz de prever o reforço da pressão atacante posta em prática por Marco Silva, Domingos Paciência optou pela queixinha, criticando o árbitro por não ter sancionado o Sporting com livre directo na sequência dos dois pequenos toques que William Carvalho deu na bola.

Certas declarações têm o condão de engrandecer os homens. Outras diminuem-nos, como agora sucedeu com Domingos. Para dizer o que disse, mais valia ter-se calado.


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02 Dez 14

Desta vez a pontaria dos nossos palpiteiros andou muito mais afinada do que nas jornadas anteriores. Foram vários os autores e leitores deste blogue que acertaram em cheio no resultado do Sporting-V. Setúbal. De tal maneira que foi necessário aplicar o critério do desempate para apurar os vencedores: o nosso colega José da Xã e o nosso leitor Orlando. Que não só vaticinaram com exactidão o resultado como acertaram nos dois marcadores (Montero e Slimani).

Outros quatro anteciparam o resultado deste jogo e só não se sagraram também vencedores por terem acertado apenas num dos marcadores. Mas merecem ver os seus nomes aqui registados: Alexandre Poço, Ayres Soares, Octavio e Leão do Fundão.

Na próxima quinta-feira regressam os prognósticos.


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01 Dez 14

Tenho de admitir que me enganei neste post. Julguei que a consequência dos dois toques seria a repetição do livre. Vários comentadores fizeram-me notar que não era verdade, e o mesmo li eu hoje no jornal. Assim sendo, é evidente que o erro do árbitro tem uma gravidade maior: em vez de a bola continuar na posse do Sporting, teria de ser devolvida ao Setúbal. Tenho uma justificação para este meu erro: pareceu-me (mas não quero assegurar, depois deste lapso...) que o Domingos disse exactamente isso na conferência de imprensa, qualquer coisa como "se o livre fosse repetido, a defesa reorganizava-se e não era golo". A ser verdade, tenho alguma desculpa, já que a minha ignorância das regras do futebol é igual à de um tipo que anda lá desde criança há várias décadas.

Mas já não mudo nada ao resto do argumento: os dois toques do William não criam nenhuma situação iminente de golo - se ele desse só um toque, o perigo era o mesmo. O que torna a jogada perigosa é o que se segue. Já o fora-de-jogo do Luisão cria uma situação iminente de golo.  A gravidade dos erros é incomparável. Nenhum árbitro mal-intencionado pensaria: "deixa lá este tipo dar dois toques de bola a quarenta metros da baliza a ver se é golo"; mas poderia perfeitamente pensar: "deixa lá passar este fora-de-jogo que é capaz de dar golo". Acresce que o Edmundo (nos comentários ao meu post) insiste que não há dois toques do William, mas sim um do João Mário, que seria quem teria realmente marcado o livre. Talvez. Não voltei a ver o lance.

Não vi o jogo do Porto, mas pelos relatos parece que foi um palmanço do tamanho da Torre dos Clérigos mais a estátua da Rotunda da Boavista juntas. E diz quem viu que o jogo Guimarães-Moreirense também foi bonito...

Deve ser isto a regeneração do futebol nacional.


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30 Nov 14

Mandou estacionar o autocarro no reduto defensivo, com manifesto insucesso. Foi incapaz de ver a sua equipa rematar uma só vez à baliza. Levou um banho de bola durante 95 minutos. No fim, diz que a culpa foi do árbitro.


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O castigo merecido
Edmundo Gonçalves

O Vitória de Setúbal veio hoje a Alvalade para não perder e não fez rigorosamente nada para tentar ganhar.

Na gíria, atravessou o autocarro.

E é pena; tenho boas memórias de grandes jogos do Vitória em Alvalade, onde vinha jogar o jogo pelo jogo, tentando claramente ganhá-lo.

Hoje, porém, foi um arremedo de uma equipa. A queimar tempo desde o apito inicial do arbitro.

 

Teve o castigo merecido! foram 3, mas poderiam ter sido 6, 7, ou mais.

Mas o resultado com que deveriam ter saído de Alvalade seria uma derrota por meio a zero! para ver se de uma vez por todas entendiam que o anti-jogo pode dar um pontinho, é verdade, mas a azia seria tanta, que no próximo jogo o Domingos poderia eventualmente ter a coragem de tentar jogar à bola!

 

Triste futebol este...


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29 Nov 14

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Gostei

 

Da vitória. Num jogo em que o Sporting dominou por completo a equipa adversária, ganhar por 3-0 acabou por ser um resultado escasso. O Vitória de Setúbal quase não fez um ataque digno desse nome.

 

De Montero. Jogou muito bem e fez jogar ainda melhor. Teve um papel determinante na primeira meia hora do Sporting, em que dispusemos de cinco ou seis oportunidades de golo. Mandou uma bola ao poste nesse período. E aos 63' acabou por marcar um golo extraordinário, com um disparo a 40 metros da baliza, que fez levantar o estádio. O melhor em campo.

 

De Slimani. Causa dores de cabeça permanentes à defesa adversária. Voltou a acontecer hoje contra o V. Setúbal: movimenta-se a todo o momento na grande área, fixando os centrais em alerta permanente e desgastando-os com as suas desmarcações. E na altura certa aparece a cumprir o essencial da sua missão: marcar golos. Foi o que fez esta noite, por duas vezes: aos 62', marcando o primeiro do Sporting a passe de Jefferson, e aos 90'+3, a passe de Carrillo.

 

De Carlos Mané. Grande exibição do jovem extremo, sobretudo na primeira parte, com incursões contínuas no reduto defensivo do V. Setúbal, ganhando sucessivos confrontos individuais e cada vez mais rigoroso nos cruzamentos. Percebe-se o efeito das sessões de treino no seu desempenho, para bem da equipa.

 

Do dispositivo táctico. Marco Silva surpreendeu Domingos Paciência, treinador do V. Setúbal, deixando João Mário no banco e apostando num 4-4-2 que na primeira meia hora quase sufocou os setubalenses, incapazes de progredir no terreno.

 

Da estrelinha do treinador. Os jogos também se ganham no banco. Foi o que sucedeu a Marco Silva: fez duas substituições aos 60' para desfazer o zero-a-zero (Adrien e Carlos Mané deram lugar a João Mário e Carrillho). Três minutos depois já o Sporting ganhava 2-0.

 

Da atitude da equipa. O Sporting pressionou o tempo todo, em toda a largura e comprimento do terreno, e deu um banho de bola ao V. Setúbal. Sem acusar qualquer desgaste pós-ronda europeia. Venceu e convenceu.

 

Deste ciclo vitorioso. Registámos hoje a terceira vitória consecutiva. Depois dos triunfos em Espinho (Taça de Portugal) e da vitória em casa frente ao Maribor (Liga dos Campeões). Balanço destes três embates: 11 golos marcados e apenas um sofrido. Alguém falou em crise?

 

Do calor humano. A noite estava fria, mas éramos 34 mil a puxar pela equipa em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do resultado ao intervalo. O empate a zero era manifestamente injusto. Por não reflectir minimamente o que se passara no relvado.

 

Dos golos desperdiçados. Foram muitos - e para todos os gostos. Mas nenhum tão flagrante como o remate à barra de Capel, aos 87', após excelente passe de Carrillo, com a baliza toda escancarada escassos metros à sua frente. Não podemos continuar a falhar golos destes.

 

Da exibição do V. Setúbal. Prestação medíocre da turma sadina. Domingos tem uma tarefa difícil, exigente e talvez ingrata pela frente.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade


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28 Nov 14

Amanhã, pelas 20.15, recebemos o Vitória de Setúbal. Quais são os vossos prognósticos para este jogo?


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10 Mar 14

Costumo escrever estas notas durante os jogos do Sporting e publico-as geralmente no nosso blogue logo após o apito final.

Mas toda a regra tem excepção.

A partida de ontem foi totalmente desvirtuada pela equipa de arbitragem. Como toda a imprensa de hoje - sem excepção - reconheceu. E - facto também unânime - ninguém deixa de admitir que o Sporting foi o grande prejudicado neste encontro do Bonfim, já de má memória.

 

Perante isto não faz qualquer sentido comentar o jogo nos moldes habituais. Em função das opções técnicas, dos dispositivos tácticos ou da prestação colectiva da equipa. Alguns blogues fizeram isso, como se este tivesse sido um jogo normal. Mas não foi.

Vale a pena, no entanto, deixar aqui algumas notas. Sete, para ser mais preciso.

 

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1. A actuação da equipa liderada pelo senhor Vasco Santos ultrapassa tudo quanto vimos esta época. Ultrapassa os seis pontos que já nos haviam espoliado frente ao Rio Ave, Nacional e Académica. Já não estamos perante meros erros de arbitragem, compreensíveis ou intoleráveis. Foi um descalabro completo. Caso para dizer que Vasco Santos e seus acólitos não acertaram uma.

 

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2. Por uma vez, Leonardo Jardim deixou-se de panos quentes. E fez bem. Nem seria aceitável outra atitude. "Não gosto de falar de arbitragens, resumo o meu trabalho a treinar o Sporting, mas penso que estamos bater um recorde mundial de golos mal anulados. É incrível como isto é possível", disse o nosso treinador. O sistema defende-se apontando armas contra nós. Não é o momento de reagir com cortesia diplomática. Quem não se sente...

 

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3. Falando ontem à noite naquele que é - de longe - o melhor programa televisivo de rescaldo das jornadas futebolísticas, Pedro Sousa pôs o dedo na ferida, abordando sem rodeios uma questão que a imprensa especializada em futebol tem omitido: os três árbitros portugueses mais internacionais - Pedro Proença, Jorge Sousa e Olegário Benquerença - quase não apitam jogos dos chamados "três grandes". Adoram actuar nas competições internacionais mas por cá passam ao lado as partidas que podem gerar mais polémica. Com a conivência total do responsável máximo pela arbitragem, Vítor Pereira. Não faz qualquer sentido que os jogos mais importantes fiquem entregues a incompetentes, como uma vez mais aconteceu neste fim de semana.

 

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4. Slimani já demonstrou que merece ser titular. Foi, de longe, o melhor jogador ontem em campo. Marcou um golo, quase marcou outro e foi alvo de uma grande penalidade não assinalada pelo senhor Santos. Surge em movimentação constante, provocando calafrios nas defesa adversários. Tem de continuar assim. Titular. Isto invalida que Montero não jogue também de início? Nada disso. Implica apenas que o técnico adapte o sistema de jogo à presença em campo destes dianteiros, dois dos melhores jogadores que actuam no campeonato português.

 

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5. Carrillo desperdiça oportunidades atrás de oportunidades. Voltou a acontecer ontem no Bonfim: o peruano continua a não fazer jus à condição de titular que Leonardo Jardim sistematicamente lhe atribui. Está mais que visto que rende muito mais quando entra como suplente na última meia hora de jogo. É tempo de reconhecer este facto.

 

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6. Confesso que Heldon também ainda não me convenceu como titular. Falta-lhe intenção, ousadia e acutilância. Vai ainda uma distância grande entre aquilo que promete e o que cumpre.

 

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7. Magrão mantém-se igual a si próprio: um jogador que teima em não passar da vulgaridade. Não fez ainda nada que me impressionasse. E garanto que não é por ter qualquer preconceito contra o médio brasileiro que escrevo isto.


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Sobre a vergonhosa arbitragem de Vasco Santos no V. Setúbal-Sporting de ontem:

 

RECORD

Título - "Assim é grande mentira"

Entrada - "Arbitragem desastrada penalizou leões e estragou o espectáculo."

Texto - "Aquilo que se passou no relvado, em resultado de intervenções do árbitro, estragou o que de bom os jogadores construíram. Se dedicarmos grande parte desta crónica ao chorrilho de asneiras que Vasco Santos e a sua equipa cometeram, pouco poderá sobrar para o resto."

Sinal menos - "Quatro golos polémicos sancionados e um, limpinho (marcado por Adrien), mal anulado. Uma orgia de más decisões."

 

A BOLA

Título - "E o Óscar de melhor actor principal vai para Zequinha"

Entrada - "O árbitro estava muito vulnerável e foi na conversa. Assim perdeu o Sporting dois pontos com os quais já contava. Zequinha arrastou o pé até ao pé de Maurício e o árbitro fez o resto."

Texto - "Noite negra de Vasco Santos que penalizou vitorianos e sportinguistas, mais os de Alvalade do que os do Bonfim."

Nota 2 (em 10) - "Trabalho de muito fraca qualidade, com influência na marcha do marcador. O árbitro não esteve, de todo, à altura das circunstâncias. Pior que Vasco Santos, na tarde de ontem, só um dos seus auxiliares, João Santos."

 

O JOGO

Jorge Coroado - "Adrien não estava em posição no momento do cabeceamento do seu colega. Erro do assistente Alexandre Freitas ao assinalar fora de jogo. (...) Vasco Santos devia ter ficado em casa. Demasiadas intervenções negativas e prejudiciais ao futebol."

Pedro Henriques - "Golo mal anulado [ao Sporting], pois no momento do remate de Slimani Adrien tinha dois adversários entre ele e a linha de baliza, não havendo portanto fora de jogo. (...) Maurício não rasteira Zequinha, pelo que a grande penalidade foi incorrectamente assinalada."

José Leirós - "No momento do cabeceamento de Slimani, Adrien tinha dois adversários a colocá-lo em jogo. (...) Não há rasteira, não há qualquer falta [de Maurício]. Grande penalidade mal assinalada. (...) Será isto a arbitragem profissional? Demasiado erros em lances controversos com decisões que não se compreendem."

 

Quadro: A Nave dos Loucos, de Hieronymus Bosch (fragmento)


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Sobre a vergonhosa arbitragem de Vasco Santos no V. Setúbal-Sporting de ontem:

 

CORREIO DA MANHÃ

Título - "Golos, emoção e disparates"

Entrada - "Jogo intenso, com erros ou polémica nos quatro golos. Único golo limpo (marcado por Adrien) foi anulado."

Texto - "Vitória de Setúbal, Sporting, os quase dez mil espectadores presentes no Bonfim e os muitos milhares que viram pela televisão não mereciam uma arbitragem tão medíocre quanto a que ontem acabou por se tornar figura principal do que poderia ter sido um excelente jogo de futebol."

Sinal menos - "Quatro golos polémicos sancionados e um, limpinho (marcado por Adrien), mal anulado. Uma orgia de más decisões."

 

PÚBLICO

Título - "No Bonfim houve quatro golos mas ainda mais erros"

Entrada - "Um golo válido mal anulado, um golo irregular validado, dois penáltis inexistentes e um pouco de futebol pelo meio."

Texto - "Um jogo com cinco golos, em que só quatro foram validados, e em que em todos os lances há fortes possibilidades de a equipa de arbitragem se ter equivocado é, no mínimo, uma desgraça para o futebol."

Seta a descer - "Vasco Santos deve ter as orelhas a arder. É que a sua arbitragem em Setúbal, na partida entre o Vitória e o Sporting, foi um desastre. Errou em quase todos os lances dos quatro golos do encontro (benefício da dúvida na jogada do primeiro golo leonino) e ainda anulou um limpo aos leões, a equipa com mais razões de queixa da arbitragem."

 

i

Título - "Título? Anulado. Sporting está fora-de-jogo"

Entrada - "Leões a sete pontos da liderança após empate (2-2). Muitos erros do árbitro estragam jogo em Setúbal."

Texto - "Vasco Santos estragou um jogo bem disputado por duas equipas com vontade de vencer. (...) O árbitro dificilmente poderia estar mais desastrado."

Sinal vermelho - "Uma arbitragem má de mais para ser verdade. O homem que apitou o jogo entre o Vitória de Setúbal e o Sporting teve um dia com fruta a mais. Um golo anulado e um penálti inventado. Um fartote. Devia mudar de ramo."

 

DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Título - "Empate polémico em Setúbal estende passadeira ao Benfica"

Entrada - "Sporting travado em Setúbal, em jogo repleto de casos."

Texto - "O árbitro portuense ficou ligado a uma mão-cheia de lances polémicos - entre golos mal anulados e mal validados e penáltis inexistentes."


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09 Mar 14
Poesia e futebol, poetas e futebolistas não são evidências em termos de relação. Muitas vezes por preconceito intelectual, as mais das vezes por desconhecimento. Entre exemplos na universalidade lusófona, poderia citar Nelson Rodrigues ou Manuel Alegre. Nos futebolistas poetas Pelé, Garrincha, Peyroteo, Eusébio ou Cristiano Ronaldo. Contudo opto por Carlos Drummond de Andrade, mineiro e vascaíno que segundo um seu neto "A cada gol do adversário, Carlos se levantava contrariado e ia escrever ou arrumar papéis no escritório, até à virada da maré." E como os Sportinguistas acreditam sempre na virada. Mas, a palavra à poesia:

"Quando é dia de futebol Uma paixão: A bola O drible O chute O gol "

Futebol
Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas-de-pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
Ou no árido espaço do morro.
São vôos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
- afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.

Carlos Drummond de Andrade

Hoje joga o Sporting em Setúbal!!!


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07 Mar 14

Enfim, novamente um jogo num domingo à tarde (não nos acontece desde o Olhanense-Sporting, realizado a 15 de Setembro). Vamos defrontar o Vitória de Setúbal. Na primeira volta do campeonato, levaram quatro secos no regresso ao Bonfim. E agora?

Aguardo os vossos prognósticos.


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06 Out 13

Houve muitos prognósticos, mas só um foi direito como seta ao alvo: o nosso colega de blogue João Paulo Palha, que acertou em cheio no resultado do jogo de ontem - o da terceira goleada do Sporting neste campeonato. "Ganhamos 4-0", foi o seu vaticínio que se comprovou certeiro. Não indicou nomes de possíveis marcadores, mas isso desta vez nem foi necessário como critério de desempate pois mais ninguém previu os quatro golos sem resposta. Embora tivesse havido muitos a vaticinar a vitória verde e branca por 3-0.

Vão afinando a vossa pontaria para a próxima jornada do campeonato, que promete: o Sporting vai ser recebido pelo FC Porto no Dragão.


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05 Out 13

 

Gostei

 

De mais uma goleada em Alvalade. Foi a terceira, em sete jogos. Desta vez contra o Vitória de Setúbal, por 4-0. Depois do Arouca em casa (5-1) e da Académica fora (4-0).

 

Que sejamos a equipa mais goleadora. Dezanove golos marcados. À média de quase três por jogo.

 

Da atitude competitiva da equipa. Já ganhava por quatro golos de diferença e ainda procurava marcar mais. Como se estivesse a começar, com inegável frescura física e uma motivação digna de elogio.

 

Da exibição de Adrien. Para mim, o melhor em campo. É o patrão da equipa leonina, senhor absoluto do meio-campo, o maior construtor de jogadas ofensivas, sempre à procura de linhas de passe. Excelente executante de mais uma grande penalidade. E ainda fez a assistência para o segundo golo e esteve na origem do terceiro. Um enorme jogador.

 

De William Carvalho. Um baluarte enquanto médio defensivo, hoje também integrado com total eficácia na primeira construção de lances ofensivos - sobretudo no segundo tempo, quando a equipa melhorou globalmente de rendimento. Desarma adversários com pormenores de notável execução técnica, sem necessidade de fazer falta.

 

De Montero. Mais dois golos para a sua contabilidade pessoal: e vão nove. Não é apenas o melhor marcador do futebol português: é já um dos melhores no conjunto dos campeonatos europeus.

 

Do golo de Carrillo. Foi, sem dúvida, o melhor jogo do peruano nesta temporada. Já tinha sido dele o primeiro sinal de perigo, logo aos 6', quando a bola rematada por ele roçou o poste da baliza setubalense.

 

Da dupla de centrais. Maurício e Rojo não cometeram um erro. Não vale a pena inventar: esta dupla exibe segurança defensiva. Merece ser titular.

 

Da estreia do paraguaio Piris. Mais preso em terrenos recuados do que Jefferson, que hoje substituiu como lateral esquerdo por lesão do brasileiro, foi-se soltando no segundo tempo e chegou a fazer uma assistência para golo (o terceiro, segundo de Montero).

 

Da oportunidade dada a Carlos Mané. Jogou poucos minutos nesta estreia na equipa principal do Sporting, mas a sua entrada confirma que Leonardo Jardim aposta nele. Mais um jovem formado na nossa academia.

 

Do público. Quase 33 mil pessoas estiveram hoje em Alvalade. Dá gosto ver o estádio com tanta gente, que não regateou aplausos à equipa.

 

De ver novamente o Sporting no topo da classificação. Isto sim, é ser leão.

 

 

Não gostei

 

Do desempenho medíocre dos jogadores setubalenses. Praticamente não deram réplica. Talvez por jogarem com aquele insólito equipamento alternativo, que mais parece o dos coletes reflectores da brigada de trânsito da GNR.

 

Dos cânticos obscenos a dada altura entoados na bancada sul. Não havia necessidade: injuriar equipas nossas rivais é um sinal de menoridade indigno da grandeza do Sporting.

 

Foto minha, esta noite, durante o jogo


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