21 Ago 17

Houve bastante optimismo nos prognósticos para o nosso desafio da terceira jornada. Mas nenhum tão dilatado que permitisse antever a vitória do Sporting em Guimarães por 5-0. Este nosso passatempo ficou assim em branco. Faço votos para que a pontaria seja melhor na próxima ronda.


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20 Ago 17

Em plena cidade berço da Nação, o Sporting revelou-se (a)fundador das naufragadas pretensões vimaranenses, saqueando reiteradamente as redes da baliza de Miguel Silva, estreando o penta de golos para o campeonato. Perante uma ruidosa massa adepta que imprimiu um vibrante apoio à equipa da casa, os leões souberam circular bem a bola, unir-se, ser solidários (uma equipa) e beneficiaram da sua superior capacidade individual e da extrema inspiração de Bruno Fernandes. Ainda não estavam jogados 3 minutos e já este, ainda longe da área, aplicaria um forte remate que levou a bola a entrar lá onde a coruja dorme, ou dormia, pois foi acordada por este potente e colocado remate que lhe desfez o poleiro do lado esquerdo. Bruno teria ainda, durante a primeira parte, duas soberanas oportunidades de golo que viria a desperdiçar. Bas Dost não, e o placar subiu para 0-3 ao intervalo. 

Na segunda parte, a diferença entre as equipas foi ainda mais abissal. Os leões viriam a ter inúmeras ocasiões de golo, concretizando apenas duas, por Bruno Fernandes (outra vez!!!) e pelo capitão da nau leonina, Adrien Silva. No entretanto, Acuña, Iuri Medeiros, Gelson Martins, Piccini e, sempre ele, Bruno, falhariam outras boas oportunidades. Para amostra do Vitória apenas um equívoco de Piccini que, involuntáriamente, assistiu Raphinha, o qual não conseguiu superar o imbatível Rui Patricio. Assim, em vez de um justo 1-12, tivemos um resultado final de 0-5, o suficiente para nos despedirmos de Guimarães com uma "manita".

O árbitro estava a fazer uma exibição razoável quando, a meio da segunda-parte, começou a "meter àgua", provavelmente por osmose com a claque vitoriana que insistiu em untar Coentrão. É hábito dizer-se que no melhor naperon, perdão Macron, cai a nódoa e assim foi quando Hugo Miguel decidiu dar uma cartolina amarela a Adrien, apenas por este ter evitado atropelar um vimaranense prostrado aos seus pés, pedindo clemência. Já as duríssimas entradas de Celis, sobre Coentrão e o seu calcanhar de aquiles, e Bruno Fernandes (acho que lhe acertou no corpo todo) passaram sem qualquer admoestação. Em vez de consultar o Vídeo-árbitro, proponho que visite o consultório de um bom oftalmologista...

Vamos então aos protagonistas:

 

Rui Patricio - o guardião da virtude leonina continua inviolado. Defendeu com as unhas um remate com selo de golo desferido por Raphinha, mas não consta que daí tenha resultado uma ida à pharmácia. O jogo terminaria com Rui a não voltar a ser importunado, motivo pelo qual não teve "manitas" a medir para atacar um sarrabulho, uns rojões, bem regados de vinho verde, terminando com um bom toucinho que o deixou no Céu, tudo iguarias regionais que ameaçam ser tradição para sossego da nossa alma.

Nota:

 

Piccini - parece que com ele o imprevisto está sempre à espreita. Estava a realizar uma belíssima exibição, subindo com segurança e propósito pelo seu corredor, quase marcando um golo, não fora a boa defesa de Miguel Silva, quando subitamente teve mais uma falha de memória, à semelhança da vivida na Vila das Aves. Ainda assim, e porque Rui defendeu, merece uma boa nota, além de uma receita de Memofante, claro.

Nota: Sol

 

Coates - o Ministro da Defesa continua a controlar na plenitude as Forças Armadas leoninas. Insuperável durante todo o tempo, não permitiu que a sua área fosse invadida por atacantes vimaranenses, ajudado pelo patrulheiro, o sentinela Battaglia que é sempre um descanso para um defesa. 

Nota: Si

 

Mathieu - o gaulês parece que joga de luva branca, com uma "souplesse" extraordinária. É craque, dotado de um pé esquerdo muito bom e resolve a maioria dos problemas com uma aparente enorme facilidade. Além disso, a sua rapidez permite à linha defensiva subir mais uns metros, juntando mais a equipa. Saiu antes do fim do jogo, aparentemente lesionado, pondo em causa a "souplesse" do meu coração.

Nota: Si

 

Coentrão - nas duas primeiras arrancadas pelo seu flanco foi, primeiramente, carregado em falta junto à linha de fundo em lance donde resultaria o segundo golo do Sporting. Seguidamente, assistiu Bas Dost para o 0-3. Ainda teve tempo e engenho para oferecer um golo ingloriamente desperdiçado por Acuña. Defensivamente, teve o melhor jogador vimaranense pela frente (Raphinha), mas nunca lhe concedeu grandes veleidades. A sua melhor exibição até agora.

Nota: Si

 

Battaglia - o homem não dá uma bola como perdida, é uma autêntica carraça. Com ele em campo, os centrais jogam de cadeirinha. Na sua presença, o único que faz "farinha" é ele: mói e mói e mói, tanto que até dói (aos adversários) só de ver. Atente-se ainda para um importante passe de ruptura que isolou Coentrão pela esquerda, em lance donde resultaria o terceiro golo leonino, desmentindo as criticas de excessiva lateralização.

Nota:

 

Adrien Silva - menos exuberante que o seu colega de meio-campo, foi subindo de produção ao longo do jogo, começando a entrar no ritmo certo das jogadas e marcando o último golo após uma gloriosa jogada de tique-taque de toda a equipa, um hino à escola de Formação do clube, lance em que estiveram também, em particular evidência, Gelson e Iuri. Queremos mais deste Adrien, o nosso capitão.

Nota:

 

Acuña - começou na esquerda, mas a meio da primeira parte mudou-se para a direita. Assistiu Bas Dost para o segundo do dia. Falhou incrivelmente, na segunda-parte, uma finalização. Mais letal na bola parada do que em jogo corrido, foi substituido por Iuri Medeiros por volta da hora de jogo.

Nota: Sol

 

Gelson - simétrico de Acuña, começou na habitual faixa direita, mas cedo partiu para a esquerda. Deu literalmente cabo dos nervos ao lateral vimaranense, passando-o vezes sem conta, por dentro e por fora, como uma enguia. Tem de definir melhor e não pode falhar um golo isolado perante o guarda-redes.

Nota:

 

Bruno Fernandes - a melhor qualidade de remate vista em relvados portugueses desde Carlos Manuel e Maniche (o que não era alto, louro e tosco). Alia essa característica a uma visão esplêndida do jogo, que lhe permite tomar quase sempre a opção que a equipa precisa, guardando ou passando a bola ou arrancado com ela em drible ou em profundidade. O debate sobre a sua melhor posição está concluido. O veredicto é: qualquer uma, desde que jogue. O melhor em campo.

Nota: Dó Maior

 

Bas Dost - duas oportunidades, dois golos. O que mais se pode pedir a um ponta-de-lança? À atenção da Porto Editora, incluir, numa próxima edição, um novo verbo que seja sinónimo de marcação de golos: Dostar. Ontem, não destoou, dostou 2 vezes. Ele dostou e o adepto gostou!

Nota: Si

 

Iuri Medeiros - substituiu Acuña e desta vez aproveitou a oportunidade que Jesus lhe concedeu. Falhou um golo fácil, pós assistência de Gelson, mas redimiu-se ao assistir Adrien para o quinto. Pareceu mais solto e menos preocupado em querer mostrar logo tudo, provavelmente porque lhe deram um pouco mais de tempo de jogo (30 minutos).

Nota: Sol

 

Jonathan - substituiu Coentrão já com o jogo resolvido e não comprometeu, envolvendo-se nos movimentos atacantes, sem necessitar nem da garrafa de oxigénio, nem do desfibrilhador que habitualmente partilha com Bruno César.

Nota:

 

André Pinto . muito pouco tempo em jogo para uma avaliação.

Nota: -

  

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

 


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Foi provavelmente o melhor jogo do Sporting até agora no ano civil em curso. Correu tudo bem nesta deslocação da nossa equipa ao estádio do V. Guimarães, onde não ganhávamos desde 2013.

Saímos de lá com uma goleada: cinco golos sem resposta. Continuamos com a nossa baliza invicta ao fim de quatro jogos oficiais na nova temporada.

O triunfo desta noite começou a ser construído logo aos 3' com um grande golo de meia distância marcado por Bruno Fernandes, que bisou na segunda parte: foi ele o melhor em campo.

Também Bas Dost fez o gosto ao pé (e à cabeça) marcando dois golos. Leva já três na contabilidade oficial do campeonato: um por jogo, mantendo a média da época passada, em que foi o goleador da Liga.

Nem parecia a mesma equipa que empatou em Alvalade frente ao Steaua na terça-feira. E Jorge Jesus até não mexeu muito no onze titular: limitou-se a trocar Podence por Bruno como médio mais avançado, mandando Adrien e Battaglia jogarem mais próximos e invertendo as habituais posições em campo de Acuña (que jogou no corredor direito) e Gelson Martins (que alinhou à esquerda), potenciando as nossas manobras ofensivas pelo corredor central.

Continuamos na frente do campeonato. E agora mais convictos de que passaremos a pré-eliminatória da Liga dos Campeões no decisivo jogo de quarta-feira em Bucareste.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Manteve a nossa baliza novamente intacta - pelo quarto jogo oficial consecutivo. Um semideslize prontamente corrigido não chega para ensombrar uma boa exibição. Transmite segurança à equipa.

PICCINI (5). Estava a rubricar talvez a melhor exibição desde que chegou ao Sporting, sobretudo na vertente defensiva. Mas um péssimo atraso de bola que quase resultou em golo adversário, aos 57', revelou desconcentração inaceitável.

COATES (7). Maturidade, confiança, capacidade de comando no sector que lhe está confiado: o internacional uruguaio voltou a revelar tudo isto. Um pilar defensivo.

MATHIEU (7). Ganha todos os lances aéreos que é chamado a resolver. E tem precisão no passe e rapidez de execução - características que já fazem dele um elemento  imprescindível do nosso reduto mais recuado. Magoado, aos 84' deu lugar a André Pinto.

FÁBIO COENTRÃO (8). A melhor partida do ex-titular do Real Madrid desde que chegou ao Sporting. Foi um lateral dinâmico e criativo, sobretudo na primeira parte, com grande influência na manobra ofensiva da equipa. Conseguiu o livre que gerou o segundo golo e fez assistência para o terceiro. Saiu aos 78'.

BATTAGLIA (7). Não se limita a tapar bem o acesso dos adversários à nossa grande área nem a transportar bem a bola: também já faz lançamentos à distância com qualidade. Foi assim, num passe longo, que originou o nosso terceiro golo.

ADRIEN (7). Hoje combinou muito bem com Battaglia: a combatividade de ambos somou qualidade à dinâmica colectiva da equipa e foi essencial para ela. Exibição coroada com um toque suplementar de classe, ao assinar o quinto golo.

ACUÑA (6). Jogou "de passo trocado", actuando hoje pelo flanco direito - posição a que não está tão acostumado. Continua a marcar bem as bolas paradas: num desses lances, um livre em jeito de canto mais curto, assistiu Dost para o segundo golo leonino. Pena ter falhado depois um remate decisivo, com a baliza à sua mercê, atirando para a bancada. Substituído aos 62'.

GELSON MARTINS (7). Exibição um pouco mais apagada do que é habitual no primeiro tempo. Mas no segundo voltou a ser o jogador a que nos acostumámos: desequilibrador, veloz, com fintas estonteantes - desta vez pela ala esquerda. Teve intervenção decisiva no melhor lance colectivo do desafio, aos 85', culminado no quinto golo.

BRUNO FERNANDES (9). Foi titular, actuando entre a linha média e Bas Dost no eixo do terreno, e cumpriu de forma exemplar a missão. Desde logo com um pé canhão: aos 3', colocou a equipa a ganhar rematando com força e colocação a longa distância da baliza. Marcou outro golo, o quarto do Sporting, em moldes idênticos. E ainda levou a bola a embater na trave. O melhor em campo.

BAS DOST (8). O homem-golo está de volta - alguém duvidava? Elevou-se de forma exemplar, cabeceando para o melhor ângulo na sequência de um livre. Depois recebeu de Coentrão um centro bem desenhado, rematando para golo. Em quatro minutos, ampliou a vantagem leonina de 1-0 para 3-0. Tranquilizando de vez os adeptos.

IURI MEDEIROS (6). Substituiu Acuña aos 62'. Manteve a dinâmica da equipa, integrando-se bem no colectivo. Bom nas bolas paradas. Assistiu Adrien para o quinto golo. Podia ter marcado ele também, aos 79', mas atirou por cima.

JONATHAN SILVA (5). Rendeu Coentrão aos 78', sem o brilhantismo do colega, numa altura em que ao Sporting só interessava segurar a larga vantagem, doseando o esforço. Mesmo assim, ainda participou na construção do lance do quinto golo.

ANDRÉ PINTO (-). Estreia oficial do ex-central do Braga como jogador do Sporting. Substituiu Mathieu aos 84'. Escasso tempo em campo, não justificando classificação.


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19 Ago 17

Gostei

 

Da vitória categórica em Guimarães.  Desde 2013 não vencíamos ali. Desta vez rompeu-se a tendência: ganhámos por 5-0 no estádio D. Afonso Henriques, com golos de Bruno Fernandes (2), Bas Dost (2) e Adrien. Primeira goleada da época numa partida que dominámos do princípio ao fim. E estivemos mais perto de marcar o sexto do que o V. Guimarães de marcar o primeiro.

 

Da dinâmica da nossa equipa. Entrámos em campo com muita intensidade, rapidez de movimentos e uma clara vontade de resolver a partida ainda antes do apito para o intervalo. Objectivo concretizado em pleno.

 

Da organização colectiva do Sporting. Aos 85' desenhámos aquela que foi provavelmente a melhor jogada do desafio, confirmando o excelente entrosamento dos nossos jogadores. Com Bruno Fernandes a iniciar o lance ofensivo, deixando a bola para Jonathan que a endossou a Gelson e este a centrar para Adrien, que remeteu a Iuri e este a devolvê-la ao capitão leonino, que fuzilou a baliza vimaranense. Futebol de ataque em estado puro.

 

De estarmos a ganhar por 3-0 antes da meia hora. Uma diferença folgada que nos permitiu gerir a vantagem e poupar algum esforço para a decisiva partida de quarta-feira, em Bucareste, frente ao Steaua.

 

De continurmos sem sofrer golos. Quatro jogos oficiais, com balanço muito positivo: oito golos marcados e nenhum sofrido. Sinal de robustez, maturidade e competência da nossa defesa.

 

De Bruno Fernandes. Autor de dois golos à meia-distância, o primeiro marcado logo aos 3', o outro quando iam decorridos 60'. E ainda rematou à barra, aos 80'. Fez toda a diferença, desbloqueando a partida nos minutos iniciais e revelando-se fulcral na manobra ofensiva do nosso corredor central ao preencher da melhor maneira o espaço entre linhas. Foi a grande figura deste desafio, preponderante na construção do jogo leonino.

 

De Bas Dost. O holandês pôs fim ao breve jejum voltando aos golos. Marcando primeiro de cabeça, na sequência de um livre, aos 21', e pouco depois de pé direito, assistido por Fábio Coentrão, aos 24'. Grande eficácia do nosso ponta-de-lança, que retoma a média de golos da época passada: à terceira ronda, leva três marcados.

 

De Fábio Coentrão. Melhor partida do lateral esquerdo desde que veste a camisola verde e branca. Sempre em jogo, sempre acutilante, subindo sem complexos no terreno. Foi ele a sofrer a falta que originou o livre de que resultaria o nosso segundo golo. Foi ele a assistir Bas Dost para o terceiro.

 

 

Não gostei

 

Do V. Guimarães. Não parecia a equipa que há três anos nos derrotou em casa por 3-0. Nem a que conseguiu empatar 3-3 (embora com um golo mal validado) na época passada. Nem sequer aquela que nos venceu 3-0 em Rio Maior, durante a pré-temporada. Há nove anos que o V. Guimarães não sofria uma derrota tão pesada no seu estádio. Absolutamente irreconhecível.

 

Das oportunidades de golo desperdiçadas. Marcámos cinco, mas ficaram mais alguns por marcar. Registei, por exemplo, falhanços de Acuña aos 56' e de Iuri Medeiros aos 79' - ambos em posição frontal, a escassos metros da baliza.

 

De Piccini. Quase ofereceu um golo de bandeja ao Vitória com um atraso disparatado a Rui Patrício, aos 57'. Foi o elemento com prestação menos positiva num onze quase sem falhas.

 

Da lesão de Mathieu. O central francês, novamente com uma grande exibição, viu-se forçado a sair aos 84', dando lugar a André Pinto - finalmente em estreia oficial pelo Sporting. Oxalá recupere a tempo do jogo de Bucareste.

 

De ver os adeptos vimaranenses atirarem garrafas de água a Coentrão. Atitude inadmissível por parte de uma massa associativa que o país futebolístico se habituou a respeitar.


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17 Ago 17

Teste complicado pela frente: vamos a Guimarães, jogar com o Vitória, a partir das 18.30 do próximo sábado. Na terceira jornada do campeonato, com arbitragem de Hugo Miguel.

Quais são os vossos prognósticos para este jogo?


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27 Jul 17

Quarta derrota do Sporting na pré-temporada. Terceiro jogo em que sofremos três golos. Hoje foi contra o V. Guimarães, em Rio Maior. Uma partida em que, de algum modo, entrámos em campo já disponíveis para perder. Com um onze titular quase todo alterado em relação ao desafio frente ao Mónaco e novas experiências do treinador, que apostou em dispor a equipa num 3-4-3 mas sem o dotar dos jogadores indicados para o efeito.

Tivemos assim um insólito tridente defensivo formado por Coates, Tobias Figueiredo e Petrovic, ficando o sérvio no centro - posição em que não está minimamente rotinado. À direita, misto de lateral e médio-ala, o esquerdino Bruno César, que andou quase sempre aos papéis. Iuri Medeiros, muito isolado na ponta direita, procurava lançar remendos numa equipa que mostrava ser incapaz de sair em ataque organizado. Do outro lado, um apático Mattheus Oliveira parecia um espectador do jogo. No eixo do ataque, Doumbia mostrava mais vontade do que eficácia. Ainda assim, foi um dos melhores elementos em campo.

 

Era mesmo um jogo fadado para não correr bem. Pior ainda ficou quando Coates, desconcentrado, se fez expulsar logo aos 23', num lance digno de um principiante. Ficámos reduzidos a dez e o sistema táctico tornou-se ainda mais caótico, não melhorando muito com a entrada de Palhinha aos 30' - também ele, por força das circunstâncias, remetido a defesa central.

Ao intervalo perdíamos 0-2. Depois houve várias substituições mas nunca o Sporting mostrou genuína capacidade para inverter o resultado. Os jogadores tentaram bastante mas por inépica ou devido a grandes defesas do jovem guardião Miguel Silva nunca conseguiam colocar a bola nas redes adversárias. Houve falhanços para todos os gostos. De Iuri (12'), Petrovic (20'), M. Oliveira (36'), Acuña (47') e Battaglia (84'). E ainda por Doumbia, que podia ter marcado em três ocasiões (39', 52' e 63') e bem merecia ter sido recompensado pelo esforço. Ele e Gelson Martins, que só jogou a segunda parte, não mereciam a derrota.

 

Actuaram os seguintes jogadores: Beto (R. Patrício); Coates; Petrovic (Palhinha), Tobias Figueiredo; Bruno César (Podence), William Carvalho (Battaglia), Jonathan Silva, Adrien (Bruno Fernandes); Iuri Medeiros (Gelson Martins), Mattheus Oliveira (Acuña) e Doumbia (Gelson Dala).

Foi um teste? Foi uma experiência? Foi uma lição? Jorge Jesus que responda. Não me apetece analisar mais nada. Hoje por volta da hora do almoço, em diálogo com um dos nossos leitores mais optimistas, exprimi a convicção de que ainda teríamos uma má notícia até ao fim do dia. E assim foi.

Sábado há outro jogo. Em Alvalade, frente à Fiorentina.

 

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E os reforços?

 

Doumbia foi, de todos eles, o que mais se destacou esta noite contra o V Guimarães: batalhou muito pelo golo, que teria merecido. Sobretudo com um excelente cabeceamento aos 39', a passe de Iuri Medeiros, travado por uma excepcional defesa do guardião vimaranense. Boa condição física: saiu só aos 74'.

Matheus Oliveira foi tão discreto que mal se viu, naquele estilo algo peculiar de jogar quase a passo. Aos 16', marcou um livre que foi afinal um passe ao guarda-redes Miguel Silva. Substituído ao intervalo.

Acuña, o mais recente reforço, entrou na segunda parte e esteve quase a marcar, também a passe de Iuri. Apontou bem um livre, aos 76'. Mas esteve bastante mais discreto do que no jogo contra o Mónaco.

Bruno Fernandes, em campo na segunda parte, procurou organizar o meio-campo leonino e transportar a bola com intenção ofensiva, mas não foi muito bem sucedido.

Battaglia, rendendo William Carvalho como médio de contenção na segunda parte, demonstrou voluntarismo mas falta-lhe ainda melhorar o entrosamento com os colegas para se tornar mais útil.

André Pinto, lesionado, não jogou. Fábio Coentrão também esteve ausente, tal como Mathieu e Piccini.

Fizeram falta? Jesus que responda.


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01 Mai 17
Lembram-se?
Pedro Correia

Lembram-se daqueles palpiteiros da pantalha que ainda há pouco juravam a pés juntos que o Braga "era já praticamente o terceiro grande" do futebol português, destronando o Sporting do pódio clubístico?

Estes imbecis andavam a confundir os distritos minhotos com o País. O Braga é, sim, um dos três grandes. Mas do Minho, onde aliás existe um clube com mais qualidade exibicional e melhor classificação no campeonato nacional de futebol: o bravo Vitória de Guimarães, a que presto a minha homenagem.

Quanto ao Braga, segue 16 pontos abaixo do Sporting. Lá continua alegremente, treinador após treinador, de trambolhão em trambolhão.

 

Adenda: António Salvador descobriu, a três jornadas do fim, que "esta Liga e esta classificação é(sic) uma mentira". Certamente por coincidência, só falou assim após a merecida derrota em casa da sua equipa frente ao Sporting.


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23 Mar 17

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Facto a merecer registo: houve arbitragens impecáveis nos dois últimos jogos do Sporting. Ainda por cima por parte dos senhores  Bruno Paixão e Jorge Ferreira, árbitros extremamente polémicos, como o país futebolístico bem sabe.

Confirma-se: as arbitragens com influência nos resultados existem sobretudo na primeira metade do campeonato, quando as posições na tabela estão a ser definidas e tudo permanece em aberto. Arbitragens como as de Artur Soares Dias, que nos retirou dois pontos em Guimarães à jornada 7. Ou as de Jorge Sousa, que perdoou dois penáltis ao Benfica no dérbi da jornada 13.

É preciso pôr cobro a isto de uma vez para sempre. Em nome da verdade desportiva, para que a mentira seja afastada de vez dos relvados nacionais.


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08 Mar 17

Ninguém acertou no resultado do Sporting-V.Guimarães, o que não admira mesmo nada. Este Sporting de Jorge Jesus, parecendo que não, anda muito imprevisível.


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05 Mar 17

Não gostei

 

Do empate em casa, frente ao V. Guimarães. Um péssimo presente dado hoje pela equipa ao presidente Bruno de Carvalho, reeleito horas antes com 86% dos votos. E sobretudo aos adeptos, que continuam a acorrer a Alvalade sem nunca verem 90 minutos de bom futebol.

 

Da segunda parte. Embalado pela vantagem tangencial conseguida relativamente cedo, o onze leonino claudicou no segundo tempo, com uma toada lenta e monótona, concedendo a iniciativa de jogo à equipa adversária. Quando enfim despertou, após o golo do empate, já era tarde.

 

Das bolas atrasadas. Precisávamos de vencer, mas nos minutos finais vários jogadores preferiram atrasar a bola, incluindo para o próprio Rui Patrício. Esta falta de atitude competitiva exasperou os adeptos, que brindaram a equipa com sonoros assobios.

 

Dos erros repetidos, lance após lance. Demasiados cruzamentos na direcção do guarda-redes. Um verdadeiro desperdício.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus teima em incluí-lo no onze inicial. Desta vez o costarriquenho aguentou 81' em campo. Mas fica sempre a sensação de que com ele jogamos só com dez e meio. Mostra-se incapaz de ser decisivo e de fazer a diferença.

 

Das substituições. Não percebi as mudanças operadas por Jesus na equipa. Para quê fazer sair Alan Ruiz e Bruno César, que tiveram bons desempenhos na primeira parte? Para quê fazer entrar Palhinha quando já lá estava William, como se pretendesse defender o magro 1-0, em vez de mandar avançar Podence para conseguir esticar o nosso jogo?

 

Da ausência de Adrien. Sentiu-se a falta do nosso capitão, que continua lesionado. Sem ele, está mais que visto, o Sporting não tem a mesma qualidade.

 

Dos castigos. Por acumulação de amarelos, Alan Ruiz e Bruno César ficarão de fora na próxima partida, frente ao Tondela.

 

De mais dois pontos atirados fora. Quando faltam dez jornadas para o fim do campeonato, vemos o Benfica a doze pontos e o FC Porto a onze. Cada vez mais longe. E o Braga a aproximar-se.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o jogador mais inconformado, mais veloz, mais esclarecido tecnicamente e com melhor leitura de jogo. Caiu um pouco na segunda parte, aliás como toda a equipa, mas foi à mesma - para mim - o melhor sportinguista em campo.

 

De Bas Dost. Desta vez não marcou, mas assistiu. E teve vários pormenores de muita qualidade fora da sua posição habitual.

 

Da primeira parte. A equipa entrou dinâmica, muito bem organizada e com segurança de passe. Um período coroado pelo golo aos 35' - uma excelente jogada colectiva iniciada em Bruno César, desenvolvida num cruzamento milimétrico de Esgaio e prosseguida numa soberba recepção de bola da parte de Bas Dost, que a colocou em Alan Ruiz, o marcador. Pormenor a assinalar: o argentino rematou com o seu pior pé, que é o direito.

 

Do apoio nas bancadas. Os adeptos foram puxando pela equipa, incluindo já no período em que os jogadores preferiram tirar o pé do acelerador, confiando que bastaria o golo solitário para vencerem o jogo. Só quando o onze leonino baixou muito de intensidade, quebrando o rendimento, se ouviram os primeiros sinais de desagrado. Os assobios no fim foram compreensíveis.


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03 Mar 17

Às 20.15 deste domingo soará em Alvalade o apito inicial para o jogo Sporting-V. Guimarães, arbitrado pelo inefável Jorge Sousa.

Quais são os vossos prognósticos?


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08 Nov 16

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04 Out 16

Uma vez mais, ninguém conseguiu antecipar o resultado de um jogo do Sporting: o empate 3-3 em Guimarães não estava nos nossos prognósticos. Agora teremos umas semanas para afinar a pontaria. Esperando que os nossos jogadores façam o mesmo.


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É ver nas imagens, meus senhores.

O homem está de frente para o lance e só o uso de uma venda anti, justifica a justificação soez. 

Alguém de bom senso acredita nesta justificação torpe?

 

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03 Out 16
Um mouro no castelo
José Navarro de Andrade

Um amigo vimaranense convidou-me a ir lá acima ver o Sporting. Já sabia que no D. Afonso Henriques se passavam coisas singulares, mas não estava preparado para o que assisti. Não me surpreendeu a bancada nascente à cunha de arreganhados adeptos locais, ao arrepio do lastimável espectáculo televisivo proporcionados pelas bancadas nascentes de todos os outros clubes que não são “grandes”.

Durante 70’ sentei-me hirto e calado como a estátua da Mumadona, no meio dos sócios vitorianos, um pouco estranhado com a crescente inquietação mais do que resignação, à medida que o Sporting marcava e falhava golos óbvios, e até com a voz atrás de mim que se queixou de Gelson: “este [substantivo interjectivo regional] é um Messi, [substantivo interjectivo regional]!” O ambiente era de compostura e persistência, como quem aguarda um milagre sem cepticismo.

O terceiro golo do Sporting foi um frango por depenar, mas da bancada só se exclamaram uns resmungos, não mais pungentes do que o habitual linguajar nortenho. O meu amigo informou-me que aquele mal-estar deve-se ao facto de Douglas, o titular, não ser muito apreciado, já que o suplente é um miúdo de 21 anos natural da cidade e das escolas do clube que brilhou no fim da época passada, além de ter o hábito de cantar com as claques do Vitória.

Tranquilo com o resultado e o relógio, distraí-me com devaneios antropológicos: como reagiria esta mole ansiosa se o Vitória marcasse um golo? William Carvalho fez o favor de desencadear a experiência. Do penalti em diante soaram incessantemente as trompetas de Jericó e a voltagem gerada na bancada electrizou os rapazes de branco, até então muito amorfos. Desde que me lembro que vou ao futebol, mas nunca me fora dado ver uma bancada marcar dois golos por intermédio dos jogadores.

Claro que o meu espírito positivista encontra explicação menos mística para o que me foi dado ver: Pedro Martins percebeu onde o Sporting era mole e com um par de substituições abriu uma cratera no nosso meio-campo. O problema tem nome, mas como é tão impronunciável como o do demónio, temo estar a ver a obra do diabo por todo o lado.


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Não desculpa nada, mas...
Edmundo Gonçalves

 

Dando de barato que o segundo golo do Guimarães não é precedido de falta (eu acho que é - cf. pág 80, p.f.), o penalti marcado vê-se claramente que não existe e no terceiro o árbitro está de frente para a jogada, vê até muito melhor que nós nestas imagens.

Posto isto, retiro o que disse em comentário ao postal do Pedro Correia e acuso aqui o árbitro de ter errado grosseiramente em dois dos golos sofridos pelo Sporting em Guimarães. Ademais, lembro aqui um golo anulado na época passada a Slimani, pelo mesmo árbitro, em situação idêntica, em jogo com o Boavista, que nos fez perder dois pontos, que na contabilidade final nos dariam o título.

Raios, que só se enganam para o mesmo lado. Terá o Jesus feito algum mal ao SD filho?

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 Adenda: Cerca de uma hora após a publicação do post, este tinha recebido dezassete comentários.

Estava apenas publicado um, já que os restantes eram impublicáveis. Um rapazola de sobrenome Luz até me chamou bêbado, vejam lá. Revelador.


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William Carvalho cometeu um penálti negligente que não pode passar sem uma severa palavra de censura. Coates deixou Marega fazer o que quis, com espaço e tempo para marcar o segundo golo vimaranense. Schelotto estava mal posicionado no lance do terceiro golo. Bryan Ruiz falhou o golo da praxe. Os erros individuais custam muito caro no futebol.

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É um absurdo criticar o nosso bloco defensivo pela atitude disciplicente de jogadores das linhas mais avançadas que não cumprem missões de carácter ofensivo, incapazes de cortar linhas de passe à frente, incapazes de correr para trás, acompanhando demasiados lances do ataque adversário só com os olhos.

 

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Acho inconcebível que Jorge Jesus não tenha esgotado as substituições num jogo em que precisávamos de aferrolhar o nosso meio-campo defensivo, salvaguardando os três pontos que tínhamos assegurado com margem confortável ao minuto 73. Como se estivesse mais preocupado com a "nota artística" do que com o resultado. Não aprendeu nada com Fernando Santos no Euro 2016. Nem com os cinco minutos finais em Madrid. 

 

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É bom que todos no Sporting se convençam de que a nota artística para os aplausos da bancadas é objectivo muito secundário. Não podem repetir-se comunicados da direcção a elogiar exibições em jogos que perdemos, como sucedeu após o desafio do Bernabéu. Basta de hinos inconsequentes ao "futebol bem jogado". Às vezes é preciso jogar feio para conquistar os três pontos. Isso mesmo: jogar feio. Mas ganhar.

 

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Deixem-se de praticar o passatempo preferido de tantos sportinguistas: o tiro ao árbitro. Decorridas sete jornadas da Liga 2016/17, nenhum dedo acusador pode ser apontado de boa fé a árbitro algum. É tempo de deixarmos de olhar para fora na hora de assumir responsabilidades. O discurso anti-árbitro não é o do Sporting grande - é o do Sporting complexado e pequenino.

 

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Deixem-se de estátuas a Rui Patrício, deixe-se de exigir Rúben Semedo já na selecção nacional. Os nossos jogadores precisam de concentração máxima no objectivo central: vencer o campeonato. Sem idolatrias descabidas, sem louvaminhas deslocadas. O caminho faz-se caminhando, não queimando etapas.

 

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Os jogadores do Sporting têm de convencer-se que não há vitórias morais. Ou há vitórias reais ou há derrotas. Têm de convencer-se também que não há lugar para vedetismos bacocos no Sporting: ou a equipa funciona como verdadeiro colectivo ou não funciona. Quem recusa integrar-se no colectivo só tem um caminho: a porta de saída.


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Bom dia
Edmundo Gonçalves

Isto só lá pode ir com humor, que ainda estou demasiado fodido  para encaixar este resultado.

 

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 (desculpem-me as mentes mais sensíveis, mas não há outra palavra senão fodido, para definir fodido)


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02 Out 16
Um padrão
Luciano Amaral

1-3 contra o Rio Ave, os dois golos do Estoril em Alvalade e hoje esta marmelada (e talvez se pudesse juntar o final do jogo de Madrid, cuja única desculpa é ter sido contra quem foi). Parece-me que temos um padrão: quando passam do on para o off não sabem o que fazer. Não me apetece elaborar muito, mas julgo que há aqui mãozinha do treinador (ou falta dela).


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01 Out 16

As deslocações do Sporting a Guimarães têm sido complicadas. Há cinco épocas que não marcávamos pelo menos dois golos no Estádio D. Afonso Henriques. Na Liga 2014/15, com Marco Silva ao leme da equipa, perdemos lá por três golos sem resposta. Na época passada, já com Jorge Jesus como treinador, fizemos uma boa exibição mas que não se traduziu em golos: o zero-zero final e os dois pontos que lá deixámos custaram-nos a conquista do campeonato.

Hoje a história de algum modo repetiu-se, embora com muitos golos. Três para cada lado. Com domínio absoluto do Sporting durante 75% da partida. Vencíamos 3-0 aos 73' e deixámo-nos empatar, tendo sofrido um golo de penálti e outro de livre. Já sem Adrien em campo: a lesão do capitão pode ser prolongada, o que é preocupante.

Enfim, um empate com sabor a derrota e que de algum modo eclipsa o bom desempenho individual de vários jogadores leoninos. Entre eles Gelson Martins, de novo o melhor em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sofreu três golos num jogo em que praticamente não teve trabalho. Fez a primeira defesa, sem qualquer dificuldade, aos 63', a remate de Hernâni. Sem culpa em qualquer dos golos.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Cruzou muito bem no lance do terceiro golo, com assistência para Elias. Antes fez outro grande centro, que Bryan desperdiçou. Empurrado por Soares no último golo anfitrião: o árbitro não viu.

COATES (5). Exibição positiva, coroada com a marcação do nosso segundo golo, aos 41', na sequência de um canto. Mas esteve mal ao deixar Marega movimentar-se como quis no lance do segundo golo vimaranense, aos 74'.

RÚBEN SEMEDO (6). Travou combate duro com Marega, levando quase sempre a melhor. Exímio no passe, seguro no controlo de bola. Dois grandes cortes, aos 58' e 78'. Faltou-lhe alguma tranquilidade no quarto de hora final.

MARVIN (5). Transmite sempre a ideia de padecer de défice atacante: arrisca poucas incursões no seu corredor. Regular a defender, mas não isento de erros nesta partida em que recuperou a titularidade. Abusa das faltas.

WILLIAM (5). Receberia nota muito positiva pela exibição a meio-campo, onde não perdeu um duelo individual e segurou as pontas após Adrien sair. Mas derrubou Hernâni em falta aos 73': um penálti desnecessário e absurdo.

ADRIEN (6). Voltou a ser o pulmão e a força motriz da equipa enquanto jogou. O primeiro remate forte e bem colocado foi dele, aos 27'. Magou-se pouco depois, actuou alguns minutos em esforço. Acabou por sair aos 36'. E fez muita falta.

GELSON MARTINS (7).  Outra exibição irrepreensível do nosso extremo, hoje flectindo mais para o eixo do terreno. Começou a construir o primeiro golo com insuperável perícia técnica. Excelente passe aos 47', isolando Markovic.

MARKOVIC (6). Estreia a titular no Sporting. Estreia a marcar, aos 29'. Podia ter marcado novamente, aos 47': Douglas travou-o in extremis. Recorreu à velocidade, seu principal argumento em campo. Algum défice defensivo. Saiu aos 77'.

BRYAN RUIZ (5).  Um dos elementos mais apagados do Sporting, parecendo por vezes desgarrado da equipa. Sobra-lhe em mestria técnica o que por vezes lhe falta em intensidade. Bem servido por Schelotto, falhou o golo aos 66'.

BAS DOST (4). Movimentou-se bem no lance da recarga de que nasceu o primeiro golo, mas Markovic foi mais rápido, antecipando-se. Foi a única ocasião em que deu nas vistas. No resto do tempo hoje mal se deu por ele.

BRUNO CÉSAR (4). Saltou do banco só aos 77', quando o resultado estava em 3-2, com a missão de estancar o fluxo atacante do Guimarães. Esteve muito apático: mal conseguiu refrescar o nosso meio-campo.

ELIAS (5). Entrou aos 36', rendendo Adrien. Mas não abre linhas de passe nem dá à equipa a dinâmica que o capitão lhe confere. Marcou o terceiro golo, aos 70', num lance em que Douglas foi mal batido. Tinha falhado outro, aos 46'.


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Gostei

 

Da exibição do Sporting nos primeiros 70 minutos. Clara supremacia leonina concretizada em três golos sem resposta (29', 41', 70') e em domínio absoluto no terreno. Uma supremacia que infelizmente não conseguimos manter até ao desfecho da partida.

 

Do primeiro tempo. Chegámos ao intervalo com 68% de posse de bola e a vencer 2-0, resultado que parecia escasso dada a exibição muito superior do Sporting face a uma inoperante equipa anfitriã. Neste período Rui Patrício não fez uma só defesa.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor em campo. Foi sempre muito dinâmico na ala direita, que dominou como quis durante quase todo o jogo, sem descurar missões defensivas. Soberba intervenção no golo inaugural do Sporting, ganhando uma bola dividida com uma exímia rotação que lhe permitiu galgar terreno e rematar à baliza. Da defesa incompleta de Douglas nasce o primeiro golo, apontado por Markovic.

 

De Adrien. Jogando mais adiantado do que é habitual, quase na posição 10, o nosso médio interior deu o primeiro sinal de perigo com uma bomba disparada à baliza vimaranense, proporcionando a defesa da noite ao guardião Douglas. Iam decorridos 27 minutos. Aos 36' lesionou-se e teve de abandonar o campo. Fez falta à equipa - e de que maneira. Sem ele a equipa perde voz de comando.

 

Da estreia de Markovic a titular. O internacional sérvio, que entrou pela primeira vez de início neste campeonato, fez a sua melhor partida até agora com a camisola do Sporting. Exibição positiva, traduzida no golo que marcou.

 

Do apoio incondicional dos adeptos leoninos. O topo norte do estádio D. Afonso Henriques pintou-se de verde e branco com sportinguistas a puxar pela equipa.

 

 

Não gostei

 

Da reviravolta do V. Guimarães, facilitada pelo Sporting. Sofremos dois golos em dois minutos, aos 73' e 74', permitindo que a débil equipa anfitriã ressurgisse das cinzas e acabasse por empatar a partida. Sem capacidade de segurar a bola no quarto de hora final, permitimos ainda um terceiro golo.

 

Do penálti cometido por William Carvalho. O Sporting vencia folgadamente, dominava por completo o jogo. Não havia a menor necessidade.

 

Deste empate 3-3. Por saber a derrota. Como aconteceu na época passada, quando empatámos 0-0 em Guimarães - um jogo que nos fez perder o título. Provavelmente estes dois pontos vão fazer-nos muita falta também.

 

De termos sofrido oito golos em três jogos do campeonato. Três contra o Rio Ave, dois contra o Estoril, três agora contra o V. Guimarães. Demasiados.

 

Da lesão de Adrien. O capitão foi forçado a abandonar o campo por lesão muscular. Sete golos sofridos pelo Sporting sem ele em campo, após os jogos em Madrid e em Alvalade frente ao Estoril. Não há coincidências.


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29 Set 16

Este sábado, a partir das 18.15, realiza-se o V. Guimarães-Sporting. Sob arbitragem de Artur Soares Dias.

Quais são os vossos prognósticos para este jogo?


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02 Mar 16

Muita gente a apostar, ninguém a acertar. Um pouco como os nossos jogadores, que foram perdulários no confronto com o V. Guimarães. Ninguém vaticinou o empate nulo final.

Que na próxima jornada os prognósticos acertem na mouche, é o que desde já desejo.


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01 Mar 16
Barcos
Francisco Melo

Hérnan Barcos voltou ontem a jogar de leão ao peito, após a sua estreia frente ao Rio Ave.

Nesse intervalo de jogos, jogou Teo Gutiérrez. Segundo as estatísticas, o colombiano jogou 223 minutos nos últimos encontros em que participou.

Penso que não cometerei nenhum exagero se escrever que Barcos, nos 10 minutos de ontem em Guimarães, jogou muito mais do que Teo nos referidos 223 minutos.

Parece-me (espero) que tão cedo não vamos levar com Teo na frente de ataque... 


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29 Fev 16

Jogo intenso, muito disputado, com muito contacto físico mas contenção disciplinar de parte a parte, o que não invalidou algumas situações difíceis de ajuizar pelo árbitro da partida, Tiago Martins, que em regra julgou bem. O Sporting deslocou-se a Guimarães, onde o ano passado deixou três pontos, e trouxe desta vez um ponto, em função de um empate sem golos.

Foi pena. O jogo merecia um desfecho diferente do zero-a-zero final. Tanto Jorge Jesus como Sérgio Conceição montaram as suas equipas com espírito vencedor num palco que já habituou os adeptos de futebol a confrontos com inegável qualidade. Apesar da boa réplica dos vimaranenses, o Sporting dominou a partida, faltando apenas pontaria mais afinada a vários dos nossos jogadores que dispuseram de boas oportunidades de rematar com êxito. Mas o maior obstáculo, para nós, foi a excelente actuação do jovem guarda-redes do Vitória, Miguel Silva, que por três ou quatro vezes nos travou o golo.

Neste confronto antes do dérbi de sábado em Alvalade, o Sporting não contou com Adrien, um dos nossos elementos mais influentes. Slimani esteve bastante apagado, acusando porventura algum receio perante um eventual cartão amarelo que o impedisse de defrontar o Benfica. Barcos voltou a ter alguns minutos de jogo, deixando uma imagem positiva. Teo não fugiu à mediocridade que tem evidenciado de há demasiadas jornadas para cá.

Para mim o melhor sportinguista foi Bryan Ruiz.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Muito seguro entre os postes, arriscou algumas saídas da sua zona de acção sem recear ser desfeitado. Transmitiu confiança à equipa numa partida em que teve menos trabalho do que era de supor.

SCHELOTTO (6). Exibição irregular. Muita entrega ao jogo, muito empenho na manobra atacante, mas algum excesso de impetuosidade que lhe valeu um amarelo logo aos 26' e lhe podia ter causado mais dissabores. Bom passe a isolar Ruiz aos 60'.

RÚBEN SEMEDO (7). Exibição personalizada. Travou tudo quanto havia para travar no eixo defensivo, actuando com uma confiança digna de nota. Não merecia o cartão amarelo que o impedirá de integrar a equipa no dérbi de sábado.

COATES (7). Impôs a sua superior condição atlética para frustrar a manobra atacante dos vimaranenses. E ainda ousou várias incursões na linha da frente. Numa delas, aos 19', quase marcou a passe de Ruiz.

MARVIN (5). Continua sem deslumbrar. Concentrado e cumpridor da missão que lhe está incumbida na linha defensiva, raras vezes se atreveu a cruzar a linha do meio-campo para apoiar o ataque. Soube a pouco.

WILLIAM CARVALHO (7). Com Adrien ausente, foi desta vez o patrão do meio-campo. Recuperou bolas, passou-as com acerto e empurrou sempre a equipa para a frente. Protagonizou uma excelente jogada aos 83' que culminou com a bola a rasar o poste.

JOÃO MÁRIO (6). Mais retraído do que é costume, por estar no apoio permanente às missões defensivas. Melhorou quando Jesus fez entrar Aquilani e pôde enfim soltar-se mais à frente. Mas já era tarde.

GELSON MARTINS (5). Menos dinâmico do que já nos habituou noutros desafios, pareceu algo desconcentrado. O melhor que conseguiu foi um remate aos 40', bem defendido por Miguel Silva. Saiu aos 59'.

BRUNO CÉSAR (6). Começou muito bem, com passes de rotura. Um deles, aos 53', funcionou quase como meio-golo, acabando desperdiçado por Gelson. Foi perdendo fulgor, acabando substituído por Aquilani aos 69'.

BRYAN RUIZ (7). O maestro da equipa. Saiu dos pés dele a primeira ocasião de golo, aos 19'. Excelente combinação com William aos 83'. Podia ter marcado aos 60': isolado, atirou por cima da barra. Mesmo assim foi o melhor Leão em campo.

SLIMANI (6). Relativamente apagado, pareceu recear a possibilidade de lhe ser mostrado um amarelo que o excluiria do dérbi. Falhou o golo aos 20', a passe de Schelotto. Travado em falta quando se isolava aos 73'. Saiu aos 83', dando lugar a Barcos.

TEO GUTIÉRREZ (2). Uma nulidade. Jesus mandou-o entrar em campo para o lugar de Gelson Martins, mas o colombiano fez questão em não dar nas vistas. Continua a desperdiçar oportunidades.

AQUILANI (6). A sua entrada, aos 69', permitiu soltar João Mário, que passou a jogar nos terrenos em que melhor revela as suas potencialidades, na frente do ataque. Um grande passe longo para Slimani, aos 73', esteve na origem da expulsão de Josué.

BARCOS (6). Substituiu Slimani aos 83'. Ainda a tempo de protagonizar um dos melhores lances ofensivos do desafio, dominando muito bem a bola. Para não variar, o guardião vimaranense defendeu.


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Gostei

 

De observar a entrega dos jogadores. O Sporting dominou toda esta partida em Guimarães, onde há mês e meio o FC Porto deixou três pontos. Ganhámos quase sempre as segundas bolas, tomámos conta do meio-campo e não deixámos a equipa adversária exibir os seus trunfos. Em jogo jogado estivemos sempre por cima. Faltou-nos a vitória.

 

De ver dissipado o fantasma da época anterior. Na Liga 2014/15 perdemos 0-3 em Guimarães e despedimo-nos logo nesse jogo da corrida ao título, quando ainda se disputava o primeiro terço do campeonato.

 

Da boa réplica do V. Guimarães. A equipa treinada por Sérgio Conceição tem valorizado o campeonato com boas actuações. Hoje não foi excepção, apesar da supremacia leonina no desenrolar da partida.

 

De Bryan Ruiz. Foi perdulário: isolado, podia ter marcado aos 60'. Mas foi também o elemento mais criativo da nossa equipa: procurou sempre a bola, tentando servir os companheiros. Aos 19' e 83' fez passes que foram quase assistências para golos. O melhor do Sporting hoje em campo.

 

De William Carvalho. Está a voltar à boa forma revelada nas duas épocas anteriores. Hoje foi um elemento fulcral para segurar o jogo no nosso meio-campo, recuperar bolas e lançá-las bem medidas para os colegas da frente. E ainda tentou o golo por duas vezes: numa delas, aos 83', esteve quase a marcar.

 

De Barcos. Entrou tarde, a dez minutos do fim, mas ainda a tempo de protagonizar uma das melhores jogadas do encontro com excelente trabalho técnico na grande área seguido de um remate só parado por uma grande intervenção do guarda-redes Miguel Silva, o melhor jogador desta partida de Guimarães.

 

Da nossa defesa. Voltou a ser intransponível.

 

Que Slimani tivesse sido poupado ao amarelo. Se visse um cartão, o argelino não disputaria o dérbi de sábado. Isto condicionou de algum modo a sua manobra atacante, mas do mal o menos: contaremos com ele frente ao Benfica.

 

Da arbitragem. Tiago Martins teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

 

Não gostei

 

Dos golos desperdiçados. Foram demasiados - por Slimani, Bryan Ruiz, Gelson Martins e William Carvalho.

 

Do empate. Queríamos ter saído de Guimarães com mais três pontos. Viemos de lá só com mais um. Sabe-nos a pouco. Mas continuamos em primeiro no campeonato e preparamo-nos para defrontar o Benfica, no próximo sábado, enquanto líderes do campeonato.

 

Do zero-a-zero. Um jogo tão intenso como este merecia ter registado golos.

 

Da ausência de Adrien. Fez-nos falta, sobretudo como elemento de ligação entre a defesa e o ataque. Um papel que acabou por ser confiado a João Mário, com prejuízo da consistência da equipa, que beneficia quando o nosso médio ofensivo actua em linhas mais avançadas.

 

Do amarelo exibido a Rúben Semedo. O nosso central não participará no dérbi por acumulação de cartões. É pena: prevejo que vai fazer-nos falta.

 

De Teo Gutiérrez. Com ele no lugar de Gelson Martins, a partir dos 58', passámos a jogar com dez. Não se viu em campo.


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26 Fev 16

O Sporting defronta o V. Guimarães na segunda-feira, a partir das 20 horas. O jogo, a disputar no estádio D. Afonso Henriques, será apitado por Tiago Martins.

Quais são os vossos prognósticos?


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06 Nov 15

A derrota de ontem na Albânia foi o nosso pior jogo da temporada. Um jogo equivalente ao de Guimarães na época passada. E pela mesma marca.
Com uma diferença assinalável: o nosso grau de exigência aumentou. Desde o dia 1 de Novembro de 2014  desforrámo-nos do Guimarães (4-1 em Alvalade, a 22 de Março), vencemos a Taça de Portugal, conquistámos a Supertaça e derrotámos o SLB na Luz (por 3-0 também).
Esta exigência maior é um excelente sinal. Porque comprova como evoluímos de há um ano para cá.


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08 Out 15

Houve um leitor que andou muito próximo: o nosso já bem conhecido Leão do Fundão, que vaticinou 4-1. Mas nem ele acertou no resultado do Sporting-V. Guimarães, a nossa primeira goleada desta época.

Espero que aumente o optimismo, em matéria de golos, na próxima ronda de prognósticos.


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05 Out 15
Um jogo do Carrillo?
Luciano Amaral

Também não pude ver o jogo ontem. Desta vez não foi a Patti Smith, mas afazeres profissionais. Mas digam-me só uma coisa: o Carrillo jogou? Só pode, com um resultado destes.


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04 Out 15

Houve goleada esta noite. O Sporting dominou do primeiro ao último minuto o V. Guimarães, treinado por Sérgio Conceição. Para esse domínio, que chegou a ser avassalador, muito contribuiu a colocação de João Mário na ala direita do nosso ataque em movimentos contínuos para o eixo central do ataque. Na ala oposta, Bryan Ruiz fez o mesmo com relativo êxito até se lesionar, cedo de mais.

Fundamental foi também o excelente desempenho do nosso meio-campo, onde Adrien e William Carvalho retomaram a dinâmica parceria que já tinha empolgado muitos adeptos nas duas épocas anteriores. E, acima de tudo, contámos com um Slimani em estado de graça: marcou três golos e ainda poderia ter marcado mais. Anda com fome de baliza, o argelino. E ainda bem.

É uma vitória que nos embala para o próximo confronto, no estádio da Luz. Com o melhor Sporting desta temporada no campeonato até agora, em clara demonstração de saúde física e anímica, com uma equipa que começa a ganhar rotinas e vai impondo a sua classe em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Atento. Fez a primeira defesa só ao minuto 46. Foi o primeiro baluarte da nossa defesa, que raras vezes perdeu hoje a concentração e a estabilidade.

ESGAIO (6). Voluntarioso. Voltou a ser titular, com João Pereira ausente, e exibiu confiança. Espectacular desarme aos 30', cortando uma jogada perigosa do Guimarães.

NALDO (7). Sólido. Foi um bastião do eixo defensivo. Bom a recuperar bolas e a colocá-las com precisão. Quase no fim, avançou no terreno e fez um passe que levava selo de golo.

TOBIAS FIGUEIREDO (5). Esforçado. Não fez esquecer o lesionado Paulo Oliveira, mas assumiu uma parceria equilibrada com Naldo. Saltou mal no lance do golo minhoto.

JEFFERSON (8). Acutilante. Regressou às noites de grande dinamismo na ala esquerda. Fez três assistências para golo e foi um dos protagonistas desta exibição de gala.

WILLIAM CARVALHO (7). Influente. Jogou e deu a jogar, abrindo linhas de passe e colocando bem a bola nos dois flancos. O segundo golo começa num passe longo dele.

ADRIEN (7). Desequilibrador. Passes longos e curtos, sempre com intenção atacante, em complemento directo de William. Voltou aos golos, desta vez marcando o quarto, de livre.

JOÃO MÁRIO (8). Decisivo. A sua actuação chegou a roçar o brilhantismo em certos momentos. Excepcional, o passe que funcionou como assistência para o primeiro golo.

BRYAN RUIZ (6). Persistente. Causou perigo em várias incursões da ala para o centro. Lesionou-se numa boa jogada individual aos 32', saindo sob uma calorosa ovação.

TEO GUTIÉRREZ (7). Activo. A melhor exibição até agora do colombiano. Estreou-se a marcar na Liga, cabeceou à barra (17') e revelou vários apontamentos de boa técnica.

SLIMANI (8). Mortífero. Marcou três golos e já soma cinco no campeonato. Bem servido por João Mário e Jefferson, não despediçou oportunidades. À ponta-de-lança, como deve ser.

GELSON MARTINS (7). Dinâmico. Rendeu Bryan Ruiz aos 35'. Não deu descanso à defesa minhota. Falhou dois golos (77', 88') por egoísmo, quando tinha Montero ao lado.

AQUILANI (6). Discreto. Entrou aos 61' para o lugar de Adrien, mantendo segurança e solidez no meio-campo. Participou na construção do quinto golo, com um bom passe.

MONTERO (6). Competente. Substituiu Teo aos 67'. Grande passe longo para Gelson aos 77' que era quase meio-golo. Disciplinado e rigoroso sem deixar de ser criativo.


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Gostei

 

Da goleada.  É a primeira para o Sporting esta época. Veio no momento certo, à sétima jornada. Cinco a um, contra o V. Guimarães - que nos venceu no Minho vai fazer um ano. Até parece que se tratou de um jogo fácil. E foi mesmo.

 

De Slimani. Marcou três golos (15', 58', 78') neste desafio à chuva que dificilmente se apagará da memória do argelino. Está em excelente forma, hoje deixou isso bem claro. Numa clara demonstração de que todos os nossos adversários terão de receá-lo ainda mais a partir de agora. O melhor em campo, naturalmente.

 

De João Mário. Jorge Jesus lançou-o hoje na ponta direita, em transições rápidas da ala para o centro. Foi uma aposta plenamente justificada. Ao fim de cinco minutos já tinha feito esquecer Carrillo com a classe dos seus centros bem medidos - um deles deu origem ao nosso golo inaugural, logo aos 14'. Uma exibição de alto nível.

 

De Teo Gutiérrez. Enfim, quebrou o enguiço no campeonato: fez o gosto ao pé, aos 24', marcando o nosso segundo golo.

 

De Jefferson. Voltou às grandes exibições com uma velocidade estonteante no corredor esquerdo e o notável poder de fogo dos seus cruzamentos. Foram dele as assistências para dois dos três golos de Slimani e ainda deu o toque de calcanhar de que resultou o disparo de Adrien para o quarto golo leonino.

 

De William Carvalho. Jesus tinha toda a razão ao classificá-lo como "reforço" do Sporting. Nesta estreia a titular na Liga 2015/16, o nosso médio defensivo trouxe mais consistência e organização à equipa com as suas recuperações de bola e os seus passes rasgados. Ninguém diria que acaba de recuperar de uma longa lesão.

 

Da estabilidade da nossa defesa. Deu ainda mais solidez à equipa.

 

Da crença dos adeptos. Apesar do tempo chuvoso e de ser noite eleitoral, o nosso estádio registou 31.295 presenças.

 

Da classificação. Continuamos em primeiro, com 17 pontos, em igualdade com o FC Porto. Até agora tudo bem.

 

 

Não gostei

 

Do V. Guimarães. Agora treinada por Sérgio Conceição, a turma minhota foi totalmente anulada pelo Sporting.

 

Da lesão do árbitro Rui Costa. Teve problemas musculares que o levaram a ser substituído pelo quarto árbitro, Helder Malheiro, aos 51'. Ambos apitaram de forma irrepreensível.

 

Dos insultos a Carrillo. O peruano portou-se de forma condenável para o clube que o acolheu durante cinco épocas, mas isso não justifica os cânticos ordinários entoados nas bancadas de Alvalade.

 

Da chuva. Bem sei que o futebol é um desporto de Inverno, mas o Outono escusava de chegar já tão molhado.


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02 Out 15

O dia (eleitoral) é esquisito, a hora (20.30) ainda mais. Mas aceitam-se à mesma os vossos prognósticos. Como acham que vai ficar o Sporting- V. Guimarães do próximo domingo, com arbitragem de Rui Costa?


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23 Mar 15

Mais uma vez a vitória, em matéria de prognósticos, coube ao nosso colega de blogue Rui Cerdeira Branco. Que apostou em cheio na goleada por 4-1 do Sporting ao V. Guimarães.

E como anda essa excelente pontaria no euromilhões, Rui?


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22 Mar 15

Gostei

 

Da goleada. O Sporting impôs-se hoje com toda a clareza ao V. Guimarães. Venceu e convenceu.

 

Da desforra. Ri melhor quem ri por último. O triunfo de hoje foi duplamente saboroso por ter sido contra a equipa que nos impôs a mais amarga derrota da temporada - ainda durante a primeira volta do campeonato. Ao intervalo já ganhávamos por 3-0 - os números da nossa derrota em Guimarães.

 

De João Mário. Deu início à vitória, logo aos 14', com um belo golo a partir de um excelente cruzamento de Carrillo. Revelou a qualidade de sempre - energia, combatividade, destreza técnica - mas reforçou-a ao aperfeiçoar uma veia goleadora que lhe faltava. Actuou, sobretudo durante a primeira parte, no apoio directo a Slimani e soube prender os centrais adversários.

 

De Miguel Lopes. Óptima primeira parte, coroada com um disparo à barra aos 32' que esteve na origem directa do segundo golo. Movimentou-se muito bem na ala direita, onde actuou como substituto de Cédric, com velocidade e capacidade de drible. E desta vez os centros saíram-lhe com precisão. Um deles, aos 45', conduziu ao terceiro golo, marcado por Slimani. Já tinha sido ele a recuperar a bola, entregando-a a Carrillo, no lance do primeiro golo. O melhor em campo.

 

Do nosso corredor direito. Chegou a ter momentos brilhantes, sobretudo na última meia hora do primeiro tempo. Miguel Lopes e Carrillo articularam muito bem o jogo ofensivo. Não por acaso, os três primeiros golos surgem desta ala.

 

De Adrien. Marcou de grande penalidade, aos 34'. Demonstrando ser o nosso maior especialista em penáltis. E voltou a actuar com garra e determinação no meio-campo leonino. Aos 75' teve um gesto altruísta ao aceder ao pedido de Nani para marcar o penálti. Pedido aceite. E Nani marcou, ao contrário do que sucedera contra o Arouca no início do campeonato.

 

De Ewerton. Marco Silva voltou a apostar nele como titular no eixo da defesa. Aposta ganha. O brasileiro - reforço de Inverno do Sporting - confirmou as qualidades já reveladas nas duas partidas anteriores. Fez vários cortes oportunos e decisivos. Um deles, aos 89', quando já jogávamos com dez e Tobias Figueiredo funcionava como segundo defesa central (no lugar de Paulo Oliveira, entretanto expulso).

 

De Slimani. Marcou o segundo golo, de cabeça, confirmando que é o melhor jogador de área deste Sporting 2014/15. E nunca virou a cara à luta, como bem se comprovou ao ficar com a cabeça ensanguentada num dos vários choques que protagonizou. Já totaliza 11 golos nesta época oficial, tendo superado Montero.

 

Que tivéssemos reforçado a terceira posição. Com esta vitória, encurtámos a distância em relação ao Benfica (três pontos) e ao FC Porto (dois). E estamos cada vez mais longe do Braga (que se encontra agora nove pontos atrás do Sporting).

 

Que continuemos invictos em casa. Vinte e seis jornadas sem uma derrota em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Deste V. Guimarães. Uma sombra da equipa que defrontámos na primeira volta. É certo que não contou com Hernâni (transferido entretanto para o FCP) e João Afonso (lesionado), mas isso não explica tudo.

 

Da imprudência de Paulo Oliveira. Já advertido com um cartão amarelo, fez outra falta sem necessidade que o levou a ser expulso quando ganhávamos por 4-0. Não contaremos com ele na próxima jornada, frente ao Paços de Ferreira.

 

Dos cartões em excesso. Neste jogo Miguel Lopes, Adrien, William Carvalho e Carlos Mané também viram o amarelo. Adrien será outra baixa contra o Paços de Ferreira.


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20 Mar 15

O Sporting recebe o Guimarães às 18 horas de domingo, com arbitragem de Jorge Sousa. Acham que será o jogo da desforra? Fica aberta a caixa de comentários para os vossos prognósticos a partir de agora.


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30 Dez 14

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1. Entrando em campo sem a menor perspectiva de vitória, a avaliar pelo que diziam os comentadores apostados em incensar a turma anfitriã como a "equipa sensação" do campeonato, o onze leonino - sem nenhum dos habituais titulares - bateu-se com garra e venceu a partida contra o V. Guimarães para a Taça da Liga por dois golos sem resposta, confirmando que temos mais alternativas de qualidade do que os tais comentadores admitiam até agora.

 

2. Esta foi a vitória da competência de uma equipa onde se registaram quatro estreias absolutas em competições oficiais no nosso onze titular: Geraldes, Gauld, Slavchev e Tobias Figueiredo. A vitória de uma equipa muito disciplinada tacticamente, muito bem posicionada no terreno, com linhas compactas, e que revelou um notável espírito de entreajuda do primeiro ao último minuto. Pôr o factor colectivo acima de qualquer individualismo foi a palavra de ordem. Que resultou.

 

3. Esta característica ficou patente logo no primeiro golo, aos 5', com Heldon a rematar cruzado à entrada da área, culminando uma jogada colectiva que também teve Daniel Podence e Ricardo Esgaio como protagonistas. O passe de Esgaio, que desenhou uma linha diagonal a lançar Heldon com sucesso, revela muito mais do que inspiração: é também resultado de muita transpiração nos treinos.

 

4. Não é possível iludir a questão: há mesmo potenciais reforços na equipa B. Esta partida da Taça da Liga tornou isso ainda mais evidente. Desde logo no bloco defensivo, com óptimas exibições de Tobias Figueiredo, no lugar habitualmente ocupado por Maurício, e do surpreendente André Geraldes, para mim o melhor sportinguista neste jogo. Sabemos que sofreu um apagão na pré-temporada mas esta noite fez uma partida de alto nível em Guimarães, na posição onde têm alternado Jefferson e Jonathan Silva, batendo-se como um leão contra Hernâni, o mais perigoso elemento da equipa adversária. André e Tobias têm potencial para voos mais altos.

 

5. Também merecem destaque outras exibições: Ryan Gauld (com muito trabalho defensivo e três excelentes assistências - uma delas de 40 metros - aos 35', 57' e 61'); Podence (dotado de boa técnica e capacidade de se superiorizar nos confrontos individuais) e Wallyson (que dinamizou o nosso meio-campo com os seus passes longos, um dos quais originou o segundo golo, marcado pelo recém-entrado Dramé aos 90'+4). Apetece apostar neles como mais-valias do Sporting num futuro próximo.

 

6. Realço ainda as exibições de Marcelo Boeck, desta vez muito seguro (ao contrário do que sucedera contra o Vizela na Taça de Portugal), Esgaio (mesmo arriscando muito menos incursões ofensivas pelo seu flanco do que é costume) e Tanaka (com um disparo aos 63', na marcação de um livre directo, proporcionando ao guardião vimaranense Douglas a defesa da noite). Conclusão: todos eles merecem mais oportunidades. Outra conclusão: ao contrário do que muitos parlapatões juravam, vários reforços leoninos são isso mesmo - reforços.

Com este jogo, de alguma forma, o Sporting cresceu.


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Confirma-se
Pedro Correia

O desaire da equipa há oito semanas, no estádio Afonso Henriques, foi um mero percalço. Como bem comprova a saborosa vitória esta noite conquistada, no mesmíssimo local, pela nossa equipa B.

 

Temos um banco de qualidade. E jogadores ainda não utilizados na equipa principal que podem ser considerados verdadeiros reforços. Com a vantagem acrescida de alguns serem fruto da nossa formação.

 

O Sporting é o único clube português que se conserva em todas as frentes. Até na Taça Lucílio Baptista.


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02 Nov 14
Não sei bem porquê
Luciano Amaral

Não sei bem porquê, estava com o feeling de que isto hoje ia correr mal. Não vi o jogo, porque tive de andar de um lado para o outro, espreitando apenas de vez em quando o que se passava em cafés ou tascas por onde passasse. Ainda bem. Depois, fui ao cinema.

 

Não sei bem porquê, não fiquei com a mesma sensação de outros anos, em que uma derrota destas pareceria o prenúncio de mais uma época desgraçada. Não sei bem porquê, estou com bom feeling para o que se segue.


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01 Nov 14

Não gostei 

 

De perder. Foi a nossa primeira derrota neste campeonato após oito jornadas invictos.

 

Do resultado. Há mais de um ano que não sofríamos três golos fora de casa: a última vez tinha sido em Outubro de 2013, contra o FCP. Sofremos hoje metade dos golos registados desde o início da Liga 2014/15. Para esquecer.

 

Da má prestação leonina. Sem dúvida a nossa pior exibição até ao momento no campeonato. O Sporting foi hoje, frente ao V. Guimarães, uma sombra do que tem sido. Um conjunto apático, temeroso, inconsistente. Exige-se mais e melhor.

 

Da nossa defesa. Insegura e vulnerável, contribuiu para a intranquilidade de toda a equipa.

 

Do nosso meio-campo. Inconsistente e frágil, perdeu o combate com a linha média vimaranense.

 

Do nosso ataque. Praticamente inexistente, foi incapaz de construir situações de perigo e conseguir oportunidades de golo.

 

De Maurício. Numa equipa onde apenas Rui Patrício se salvou do naufrágio, o brasileiro foi hoje o rosto da incapacidade leonina. Com responsabilidades evidentes nos dois primeiros golos, despediu-se hoje muito provavelmente da titularidade no eixo da defesa.

 

 

Gostei

 

Do inconformismo de Marco Silva. Substituiu Carrillo e João Mário ao intervalo, fazendo entrar Slimani e Capel. Pouco depois mandou entrar Carlos Mané para o lugar de Montero. Tentou tudo para virar o jogo, embora desta vez sem sucesso.

 

De ver vários jogadores portugueses em campo. Havia 14 nas duas equipas - nove dos quais oriundos das escolas de formação do Sporting e do Guimarães.

 

Do V. Guimarães. Foi uma equipa claramente superior, com destaque para as exibições de Hernâni, Bernard, João Afonso e André André. Mereceu a vitória.


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