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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Vitória SC x Sporting 0-5 (o Penta é nosso!)

Em plena cidade berço da Nação, o Sporting revelou-se (a)fundador das naufragadas pretensões vimaranenses, saqueando reiteradamente as redes da baliza de Miguel Silva, estreando o penta de golos para o campeonato. Perante uma ruidosa massa adepta que imprimiu um vibrante apoio à equipa da casa, os leões souberam circular bem a bola, unir-se, ser solidários (uma equipa) e beneficiaram da sua superior capacidade individual e da extrema inspiração de Bruno Fernandes. Ainda não estavam jogados 3 minutos e já este, ainda longe da área, aplicaria um forte remate que levou a bola a entrar lá onde a coruja dorme, ou dormia, pois foi acordada por este potente e colocado remate que lhe desfez o poleiro do lado esquerdo. Bruno teria ainda, durante a primeira parte, duas soberanas oportunidades de golo que viria a desperdiçar. Bas Dost não, e o placar subiu para 0-3 ao intervalo. 

Na segunda parte, a diferença entre as equipas foi ainda mais abissal. Os leões viriam a ter inúmeras ocasiões de golo, concretizando apenas duas, por Bruno Fernandes (outra vez!!!) e pelo capitão da nau leonina, Adrien Silva. No entretanto, Acuña, Iuri Medeiros, Gelson Martins, Piccini e, sempre ele, Bruno, falhariam outras boas oportunidades. Para amostra do Vitória apenas um equívoco de Piccini que, involuntáriamente, assistiu Raphinha, o qual não conseguiu superar o imbatível Rui Patricio. Assim, em vez de um justo 1-12, tivemos um resultado final de 0-5, o suficiente para nos despedirmos de Guimarães com uma "manita".

O árbitro estava a fazer uma exibição razoável quando, a meio da segunda-parte, começou a "meter àgua", provavelmente por osmose com a claque vitoriana que insistiu em untar Coentrão. É hábito dizer-se que no melhor naperon, perdão Macron, cai a nódoa e assim foi quando Hugo Miguel decidiu dar uma cartolina amarela a Adrien, apenas por este ter evitado atropelar um vimaranense prostrado aos seus pés, pedindo clemência. Já as duríssimas entradas de Celis, sobre Coentrão e o seu calcanhar de aquiles, e Bruno Fernandes (acho que lhe acertou no corpo todo) passaram sem qualquer admoestação. Em vez de consultar o Vídeo-árbitro, proponho que visite o consultório de um bom oftalmologista...

Vamos então aos protagonistas:

 

Rui Patricio - o guardião da virtude leonina continua inviolado. Defendeu com as unhas um remate com selo de golo desferido por Raphinha, mas não consta que daí tenha resultado uma ida à pharmácia. O jogo terminaria com Rui a não voltar a ser importunado, motivo pelo qual não teve "manitas" a medir para atacar um sarrabulho, uns rojões, bem regados de vinho verde, terminando com um bom toucinho que o deixou no Céu, tudo iguarias regionais que ameaçam ser tradição para sossego da nossa alma.

Nota:

 

Piccini - parece que com ele o imprevisto está sempre à espreita. Estava a realizar uma belíssima exibição, subindo com segurança e propósito pelo seu corredor, quase marcando um golo, não fora a boa defesa de Miguel Silva, quando subitamente teve mais uma falha de memória, à semelhança da vivida na Vila das Aves. Ainda assim, e porque Rui defendeu, merece uma boa nota, além de uma receita de Memofante, claro.

Nota: Sol

 

Coates - o Ministro da Defesa continua a controlar na plenitude as Forças Armadas leoninas. Insuperável durante todo o tempo, não permitiu que a sua área fosse invadida por atacantes vimaranenses, ajudado pelo patrulheiro, o sentinela Battaglia que é sempre um descanso para um defesa. 

Nota: Si

 

Mathieu - o gaulês parece que joga de luva branca, com uma "souplesse" extraordinária. É craque, dotado de um pé esquerdo muito bom e resolve a maioria dos problemas com uma aparente enorme facilidade. Além disso, a sua rapidez permite à linha defensiva subir mais uns metros, juntando mais a equipa. Saiu antes do fim do jogo, aparentemente lesionado, pondo em causa a "souplesse" do meu coração.

Nota: Si

 

Coentrão - nas duas primeiras arrancadas pelo seu flanco foi, primeiramente, carregado em falta junto à linha de fundo em lance donde resultaria o segundo golo do Sporting. Seguidamente, assistiu Bas Dost para o 0-3. Ainda teve tempo e engenho para oferecer um golo ingloriamente desperdiçado por Acuña. Defensivamente, teve o melhor jogador vimaranense pela frente (Raphinha), mas nunca lhe concedeu grandes veleidades. A sua melhor exibição até agora.

Nota: Si

 

Battaglia - o homem não dá uma bola como perdida, é uma autêntica carraça. Com ele em campo, os centrais jogam de cadeirinha. Na sua presença, o único que faz "farinha" é ele: mói e mói e mói, tanto que até dói (aos adversários) só de ver. Atente-se ainda para um importante passe de ruptura que isolou Coentrão pela esquerda, em lance donde resultaria o terceiro golo leonino, desmentindo as criticas de excessiva lateralização.

Nota:

 

Adrien Silva - menos exuberante que o seu colega de meio-campo, foi subindo de produção ao longo do jogo, começando a entrar no ritmo certo das jogadas e marcando o último golo após uma gloriosa jogada de tique-taque de toda a equipa, um hino à escola de Formação do clube, lance em que estiveram também, em particular evidência, Gelson e Iuri. Queremos mais deste Adrien, o nosso capitão.

Nota:

 

Acuña - começou na esquerda, mas a meio da primeira parte mudou-se para a direita. Assistiu Bas Dost para o segundo do dia. Falhou incrivelmente, na segunda-parte, uma finalização. Mais letal na bola parada do que em jogo corrido, foi substituido por Iuri Medeiros por volta da hora de jogo.

Nota: Sol

 

Gelson - simétrico de Acuña, começou na habitual faixa direita, mas cedo partiu para a esquerda. Deu literalmente cabo dos nervos ao lateral vimaranense, passando-o vezes sem conta, por dentro e por fora, como uma enguia. Tem de definir melhor e não pode falhar um golo isolado perante o guarda-redes.

Nota:

 

Bruno Fernandes - a melhor qualidade de remate vista em relvados portugueses desde Carlos Manuel e Maniche (o que não era alto, louro e tosco). Alia essa característica a uma visão esplêndida do jogo, que lhe permite tomar quase sempre a opção que a equipa precisa, guardando ou passando a bola ou arrancado com ela em drible ou em profundidade. O debate sobre a sua melhor posição está concluido. O veredicto é: qualquer uma, desde que jogue. O melhor em campo.

Nota: Dó Maior

 

Bas Dost - duas oportunidades, dois golos. O que mais se pode pedir a um ponta-de-lança? À atenção da Porto Editora, incluir, numa próxima edição, um novo verbo que seja sinónimo de marcação de golos: Dostar. Ontem, não destoou, dostou 2 vezes. Ele dostou e o adepto gostou!

Nota: Si

 

Iuri Medeiros - substituiu Acuña e desta vez aproveitou a oportunidade que Jesus lhe concedeu. Falhou um golo fácil, pós assistência de Gelson, mas redimiu-se ao assistir Adrien para o quinto. Pareceu mais solto e menos preocupado em querer mostrar logo tudo, provavelmente porque lhe deram um pouco mais de tempo de jogo (30 minutos).

Nota: Sol

 

Jonathan - substituiu Coentrão já com o jogo resolvido e não comprometeu, envolvendo-se nos movimentos atacantes, sem necessitar nem da garrafa de oxigénio, nem do desfibrilhador que habitualmente partilha com Bruno César.

Nota:

 

André Pinto . muito pouco tempo em jogo para uma avaliação.

Nota: -

  

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

 

Os nossos jogadores, um a um

Foi provavelmente o melhor jogo do Sporting até agora no ano civil em curso. Correu tudo bem nesta deslocação da nossa equipa ao estádio do V. Guimarães, onde não ganhávamos desde 2013.

Saímos de lá com uma goleada: cinco golos sem resposta. Continuamos com a nossa baliza invicta ao fim de quatro jogos oficiais na nova temporada.

O triunfo desta noite começou a ser construído logo aos 3' com um grande golo de meia distância marcado por Bruno Fernandes, que bisou na segunda parte: foi ele o melhor em campo.

Também Bas Dost fez o gosto ao pé (e à cabeça) marcando dois golos. Leva já três na contabilidade oficial do campeonato: um por jogo, mantendo a média da época passada, em que foi o goleador da Liga.

Nem parecia a mesma equipa que empatou em Alvalade frente ao Steaua na terça-feira. E Jorge Jesus até não mexeu muito no onze titular: limitou-se a trocar Podence por Bruno como médio mais avançado, mandando Adrien e Battaglia jogarem mais próximos e invertendo as habituais posições em campo de Acuña (que jogou no corredor direito) e Gelson Martins (que alinhou à esquerda), potenciando as nossas manobras ofensivas pelo corredor central.

Continuamos na frente do campeonato. E agora mais convictos de que passaremos a pré-eliminatória da Liga dos Campeões no decisivo jogo de quarta-feira em Bucareste.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Manteve a nossa baliza novamente intacta - pelo quarto jogo oficial consecutivo. Um semideslize prontamente corrigido não chega para ensombrar uma boa exibição. Transmite segurança à equipa.

PICCINI (5). Estava a rubricar talvez a melhor exibição desde que chegou ao Sporting, sobretudo na vertente defensiva. Mas um péssimo atraso de bola que quase resultou em golo adversário, aos 57', revelou desconcentração inaceitável.

COATES (7). Maturidade, confiança, capacidade de comando no sector que lhe está confiado: o internacional uruguaio voltou a revelar tudo isto. Um pilar defensivo.

MATHIEU (7). Ganha todos os lances aéreos que é chamado a resolver. E tem precisão no passe e rapidez de execução - características que já fazem dele um elemento  imprescindível do nosso reduto mais recuado. Magoado, aos 84' deu lugar a André Pinto.

FÁBIO COENTRÃO (8). A melhor partida do ex-titular do Real Madrid desde que chegou ao Sporting. Foi um lateral dinâmico e criativo, sobretudo na primeira parte, com grande influência na manobra ofensiva da equipa. Conseguiu o livre que gerou o segundo golo e fez assistência para o terceiro. Saiu aos 78'.

BATTAGLIA (7). Não se limita a tapar bem o acesso dos adversários à nossa grande área nem a transportar bem a bola: também já faz lançamentos à distância com qualidade. Foi assim, num passe longo, que originou o nosso terceiro golo.

ADRIEN (7). Hoje combinou muito bem com Battaglia: a combatividade de ambos somou qualidade à dinâmica colectiva da equipa e foi essencial para ela. Exibição coroada com um toque suplementar de classe, ao assinar o quinto golo.

ACUÑA (6). Jogou "de passo trocado", actuando hoje pelo flanco direito - posição a que não está tão acostumado. Continua a marcar bem as bolas paradas: num desses lances, um livre em jeito de canto mais curto, assistiu Dost para o segundo golo leonino. Pena ter falhado depois um remate decisivo, com a baliza à sua mercê, atirando para a bancada. Substituído aos 62'.

GELSON MARTINS (7). Exibição um pouco mais apagada do que é habitual no primeiro tempo. Mas no segundo voltou a ser o jogador a que nos acostumámos: desequilibrador, veloz, com fintas estonteantes - desta vez pela ala esquerda. Teve intervenção decisiva no melhor lance colectivo do desafio, aos 85', culminado no quinto golo.

BRUNO FERNANDES (9). Foi titular, actuando entre a linha média e Bas Dost no eixo do terreno, e cumpriu de forma exemplar a missão. Desde logo com um pé canhão: aos 3', colocou a equipa a ganhar rematando com força e colocação a longa distância da baliza. Marcou outro golo, o quarto do Sporting, em moldes idênticos. E ainda levou a bola a embater na trave. O melhor em campo.

BAS DOST (8). O homem-golo está de volta - alguém duvidava? Elevou-se de forma exemplar, cabeceando para o melhor ângulo na sequência de um livre. Depois recebeu de Coentrão um centro bem desenhado, rematando para golo. Em quatro minutos, ampliou a vantagem leonina de 1-0 para 3-0. Tranquilizando de vez os adeptos.

IURI MEDEIROS (6). Substituiu Acuña aos 62'. Manteve a dinâmica da equipa, integrando-se bem no colectivo. Bom nas bolas paradas. Assistiu Adrien para o quinto golo. Podia ter marcado ele também, aos 79', mas atirou por cima.

JONATHAN SILVA (5). Rendeu Coentrão aos 78', sem o brilhantismo do colega, numa altura em que ao Sporting só interessava segurar a larga vantagem, doseando o esforço. Mesmo assim, ainda participou na construção do lance do quinto golo.

ANDRÉ PINTO (-). Estreia oficial do ex-central do Braga como jogador do Sporting. Substituiu Mathieu aos 84'. Escasso tempo em campo, não justificando classificação.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória categórica em Guimarães.  Desde 2013 não vencíamos ali. Desta vez rompeu-se a tendência: ganhámos por 5-0 no estádio D. Afonso Henriques, com golos de Bruno Fernandes (2), Bas Dost (2) e Adrien. Primeira goleada da época numa partida que dominámos do princípio ao fim. E estivemos mais perto de marcar o sexto do que o V. Guimarães de marcar o primeiro.

 

Da dinâmica da nossa equipa. Entrámos em campo com muita intensidade, rapidez de movimentos e uma clara vontade de resolver a partida ainda antes do apito para o intervalo. Objectivo concretizado em pleno.

 

Da organização colectiva do Sporting. Aos 85' desenhámos aquela que foi provavelmente a melhor jogada do desafio, confirmando o excelente entrosamento dos nossos jogadores. Com Bruno Fernandes a iniciar o lance ofensivo, deixando a bola para Jonathan que a endossou a Gelson e este a centrar para Adrien, que remeteu a Iuri e este a devolvê-la ao capitão leonino, que fuzilou a baliza vimaranense. Futebol de ataque em estado puro.

 

De estarmos a ganhar por 3-0 antes da meia hora. Uma diferença folgada que nos permitiu gerir a vantagem e poupar algum esforço para a decisiva partida de quarta-feira, em Bucareste, frente ao Steaua.

 

De continurmos sem sofrer golos. Quatro jogos oficiais, com balanço muito positivo: oito golos marcados e nenhum sofrido. Sinal de robustez, maturidade e competência da nossa defesa.

 

De Bruno Fernandes. Autor de dois golos à meia-distância, o primeiro marcado logo aos 3', o outro quando iam decorridos 60'. E ainda rematou à barra, aos 80'. Fez toda a diferença, desbloqueando a partida nos minutos iniciais e revelando-se fulcral na manobra ofensiva do nosso corredor central ao preencher da melhor maneira o espaço entre linhas. Foi a grande figura deste desafio, preponderante na construção do jogo leonino.

 

De Bas Dost. O holandês pôs fim ao breve jejum voltando aos golos. Marcando primeiro de cabeça, na sequência de um livre, aos 21', e pouco depois de pé direito, assistido por Fábio Coentrão, aos 24'. Grande eficácia do nosso ponta-de-lança, que retoma a média de golos da época passada: à terceira ronda, leva três marcados.

 

De Fábio Coentrão. Melhor partida do lateral esquerdo desde que veste a camisola verde e branca. Sempre em jogo, sempre acutilante, subindo sem complexos no terreno. Foi ele a sofrer a falta que originou o livre de que resultaria o nosso segundo golo. Foi ele a assistir Bas Dost para o terceiro.

 

 

Não gostei

 

Do V. Guimarães. Não parecia a equipa que há três anos nos derrotou em casa por 3-0. Nem a que conseguiu empatar 3-3 (embora com um golo mal validado) na época passada. Nem sequer aquela que nos venceu 3-0 em Rio Maior, durante a pré-temporada. Há nove anos que o V. Guimarães não sofria uma derrota tão pesada no seu estádio. Absolutamente irreconhecível.

 

Das oportunidades de golo desperdiçadas. Marcámos cinco, mas ficaram mais alguns por marcar. Registei, por exemplo, falhanços de Acuña aos 56' e de Iuri Medeiros aos 79' - ambos em posição frontal, a escassos metros da baliza.

 

De Piccini. Quase ofereceu um golo de bandeja ao Vitória com um atraso disparatado a Rui Patrício, aos 57'. Foi o elemento com prestação menos positiva num onze quase sem falhas.

 

Da lesão de Mathieu. O central francês, novamente com uma grande exibição, viu-se forçado a sair aos 84', dando lugar a André Pinto - finalmente em estreia oficial pelo Sporting. Oxalá recupere a tempo do jogo de Bucareste.

 

De ver os adeptos vimaranenses atirarem garrafas de água a Coentrão. Atitude inadmissível por parte de uma massa associativa que o país futebolístico se habituou a respeitar.

Quarta derrota da pré-temporada

Quarta derrota do Sporting na pré-temporada. Terceiro jogo em que sofremos três golos. Hoje foi contra o V. Guimarães, em Rio Maior. Uma partida em que, de algum modo, entrámos em campo já disponíveis para perder. Com um onze titular quase todo alterado em relação ao desafio frente ao Mónaco e novas experiências do treinador, que apostou em dispor a equipa num 3-4-3 mas sem o dotar dos jogadores indicados para o efeito.

Tivemos assim um insólito tridente defensivo formado por Coates, Tobias Figueiredo e Petrovic, ficando o sérvio no centro - posição em que não está minimamente rotinado. À direita, misto de lateral e médio-ala, o esquerdino Bruno César, que andou quase sempre aos papéis. Iuri Medeiros, muito isolado na ponta direita, procurava lançar remendos numa equipa que mostrava ser incapaz de sair em ataque organizado. Do outro lado, um apático Mattheus Oliveira parecia um espectador do jogo. No eixo do ataque, Doumbia mostrava mais vontade do que eficácia. Ainda assim, foi um dos melhores elementos em campo.

 

Era mesmo um jogo fadado para não correr bem. Pior ainda ficou quando Coates, desconcentrado, se fez expulsar logo aos 23', num lance digno de um principiante. Ficámos reduzidos a dez e o sistema táctico tornou-se ainda mais caótico, não melhorando muito com a entrada de Palhinha aos 30' - também ele, por força das circunstâncias, remetido a defesa central.

Ao intervalo perdíamos 0-2. Depois houve várias substituições mas nunca o Sporting mostrou genuína capacidade para inverter o resultado. Os jogadores tentaram bastante mas por inépica ou devido a grandes defesas do jovem guardião Miguel Silva nunca conseguiam colocar a bola nas redes adversárias. Houve falhanços para todos os gostos. De Iuri (12'), Petrovic (20'), M. Oliveira (36'), Acuña (47') e Battaglia (84'). E ainda por Doumbia, que podia ter marcado em três ocasiões (39', 52' e 63') e bem merecia ter sido recompensado pelo esforço. Ele e Gelson Martins, que só jogou a segunda parte, não mereciam a derrota.

 

Actuaram os seguintes jogadores: Beto (R. Patrício); Coates; Petrovic (Palhinha), Tobias Figueiredo; Bruno César (Podence), William Carvalho (Battaglia), Jonathan Silva, Adrien (Bruno Fernandes); Iuri Medeiros (Gelson Martins), Mattheus Oliveira (Acuña) e Doumbia (Gelson Dala).

Foi um teste? Foi uma experiência? Foi uma lição? Jorge Jesus que responda. Não me apetece analisar mais nada. Hoje por volta da hora do almoço, em diálogo com um dos nossos leitores mais optimistas, exprimi a convicção de que ainda teríamos uma má notícia até ao fim do dia. E assim foi.

Sábado há outro jogo. Em Alvalade, frente à Fiorentina.

 

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E os reforços?

 

Doumbia foi, de todos eles, o que mais se destacou esta noite contra o V Guimarães: batalhou muito pelo golo, que teria merecido. Sobretudo com um excelente cabeceamento aos 39', a passe de Iuri Medeiros, travado por uma excepcional defesa do guardião vimaranense. Boa condição física: saiu só aos 74'.

Matheus Oliveira foi tão discreto que mal se viu, naquele estilo algo peculiar de jogar quase a passo. Aos 16', marcou um livre que foi afinal um passe ao guarda-redes Miguel Silva. Substituído ao intervalo.

Acuña, o mais recente reforço, entrou na segunda parte e esteve quase a marcar, também a passe de Iuri. Apontou bem um livre, aos 76'. Mas esteve bastante mais discreto do que no jogo contra o Mónaco.

Bruno Fernandes, em campo na segunda parte, procurou organizar o meio-campo leonino e transportar a bola com intenção ofensiva, mas não foi muito bem sucedido.

Battaglia, rendendo William Carvalho como médio de contenção na segunda parte, demonstrou voluntarismo mas falta-lhe ainda melhorar o entrosamento com os colegas para se tornar mais útil.

André Pinto, lesionado, não jogou. Fábio Coentrão também esteve ausente, tal como Mathieu e Piccini.

Fizeram falta? Jesus que responda.

Lembram-se?

Lembram-se daqueles palpiteiros da pantalha que ainda há pouco juravam a pés juntos que o Braga "era já praticamente o terceiro grande" do futebol português, destronando o Sporting do pódio clubístico?

Estes imbecis andavam a confundir os distritos minhotos com o País. O Braga é, sim, um dos três grandes. Mas do Minho, onde aliás existe um clube com mais qualidade exibicional e melhor classificação no campeonato nacional de futebol: o bravo Vitória de Guimarães, a que presto a minha homenagem.

Quanto ao Braga, segue 16 pontos abaixo do Sporting. Lá continua alegremente, treinador após treinador, de trambolhão em trambolhão.

 

Adenda: António Salvador descobriu, a três jornadas do fim, que "esta Liga e esta classificação é(sic) uma mentira". Certamente por coincidência, só falou assim após a merecida derrota em casa da sua equipa frente ao Sporting.

Arbitragens antes e depois

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Facto a merecer registo: houve arbitragens impecáveis nos dois últimos jogos do Sporting. Ainda por cima por parte dos senhores  Bruno Paixão e Jorge Ferreira, árbitros extremamente polémicos, como o país futebolístico bem sabe.

Confirma-se: as arbitragens com influência nos resultados existem sobretudo na primeira metade do campeonato, quando as posições na tabela estão a ser definidas e tudo permanece em aberto. Arbitragens como as de Artur Soares Dias, que nos retirou dois pontos em Guimarães à jornada 7. Ou as de Jorge Sousa, que perdoou dois penáltis ao Benfica no dérbi da jornada 13.

É preciso pôr cobro a isto de uma vez para sempre. Em nome da verdade desportiva, para que a mentira seja afastada de vez dos relvados nacionais.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do empate em casa, frente ao V. Guimarães. Um péssimo presente dado hoje pela equipa ao presidente Bruno de Carvalho, reeleito horas antes com 86% dos votos. E sobretudo aos adeptos, que continuam a acorrer a Alvalade sem nunca verem 90 minutos de bom futebol.

 

Da segunda parte. Embalado pela vantagem tangencial conseguida relativamente cedo, o onze leonino claudicou no segundo tempo, com uma toada lenta e monótona, concedendo a iniciativa de jogo à equipa adversária. Quando enfim despertou, após o golo do empate, já era tarde.

 

Das bolas atrasadas. Precisávamos de vencer, mas nos minutos finais vários jogadores preferiram atrasar a bola, incluindo para o próprio Rui Patrício. Esta falta de atitude competitiva exasperou os adeptos, que brindaram a equipa com sonoros assobios.

 

Dos erros repetidos, lance após lance. Demasiados cruzamentos na direcção do guarda-redes. Um verdadeiro desperdício.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus teima em incluí-lo no onze inicial. Desta vez o costarriquenho aguentou 81' em campo. Mas fica sempre a sensação de que com ele jogamos só com dez e meio. Mostra-se incapaz de ser decisivo e de fazer a diferença.

 

Das substituições. Não percebi as mudanças operadas por Jesus na equipa. Para quê fazer sair Alan Ruiz e Bruno César, que tiveram bons desempenhos na primeira parte? Para quê fazer entrar Palhinha quando já lá estava William, como se pretendesse defender o magro 1-0, em vez de mandar avançar Podence para conseguir esticar o nosso jogo?

 

Da ausência de Adrien. Sentiu-se a falta do nosso capitão, que continua lesionado. Sem ele, está mais que visto, o Sporting não tem a mesma qualidade.

 

Dos castigos. Por acumulação de amarelos, Alan Ruiz e Bruno César ficarão de fora na próxima partida, frente ao Tondela.

 

De mais dois pontos atirados fora. Quando faltam dez jornadas para o fim do campeonato, vemos o Benfica a doze pontos e o FC Porto a onze. Cada vez mais longe. E o Braga a aproximar-se.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o jogador mais inconformado, mais veloz, mais esclarecido tecnicamente e com melhor leitura de jogo. Caiu um pouco na segunda parte, aliás como toda a equipa, mas foi à mesma - para mim - o melhor sportinguista em campo.

 

De Bas Dost. Desta vez não marcou, mas assistiu. E teve vários pormenores de muita qualidade fora da sua posição habitual.

 

Da primeira parte. A equipa entrou dinâmica, muito bem organizada e com segurança de passe. Um período coroado pelo golo aos 35' - uma excelente jogada colectiva iniciada em Bruno César, desenvolvida num cruzamento milimétrico de Esgaio e prosseguida numa soberba recepção de bola da parte de Bas Dost, que a colocou em Alan Ruiz, o marcador. Pormenor a assinalar: o argentino rematou com o seu pior pé, que é o direito.

 

Do apoio nas bancadas. Os adeptos foram puxando pela equipa, incluindo já no período em que os jogadores preferiram tirar o pé do acelerador, confiando que bastaria o golo solitário para vencerem o jogo. Só quando o onze leonino baixou muito de intensidade, quebrando o rendimento, se ouviram os primeiros sinais de desagrado. Os assobios no fim foram compreensíveis.

Um mouro no castelo

Um amigo vimaranense convidou-me a ir lá acima ver o Sporting. Já sabia que no D. Afonso Henriques se passavam coisas singulares, mas não estava preparado para o que assisti. Não me surpreendeu a bancada nascente à cunha de arreganhados adeptos locais, ao arrepio do lastimável espectáculo televisivo proporcionados pelas bancadas nascentes de todos os outros clubes que não são “grandes”.

Durante 70’ sentei-me hirto e calado como a estátua da Mumadona, no meio dos sócios vitorianos, um pouco estranhado com a crescente inquietação mais do que resignação, à medida que o Sporting marcava e falhava golos óbvios, e até com a voz atrás de mim que se queixou de Gelson: “este [substantivo interjectivo regional] é um Messi, [substantivo interjectivo regional]!” O ambiente era de compostura e persistência, como quem aguarda um milagre sem cepticismo.

O terceiro golo do Sporting foi um frango por depenar, mas da bancada só se exclamaram uns resmungos, não mais pungentes do que o habitual linguajar nortenho. O meu amigo informou-me que aquele mal-estar deve-se ao facto de Douglas, o titular, não ser muito apreciado, já que o suplente é um miúdo de 21 anos natural da cidade e das escolas do clube que brilhou no fim da época passada, além de ter o hábito de cantar com as claques do Vitória.

Tranquilo com o resultado e o relógio, distraí-me com devaneios antropológicos: como reagiria esta mole ansiosa se o Vitória marcasse um golo? William Carvalho fez o favor de desencadear a experiência. Do penalti em diante soaram incessantemente as trompetas de Jericó e a voltagem gerada na bancada electrizou os rapazes de branco, até então muito amorfos. Desde que me lembro que vou ao futebol, mas nunca me fora dado ver uma bancada marcar dois golos por intermédio dos jogadores.

Claro que o meu espírito positivista encontra explicação menos mística para o que me foi dado ver: Pedro Martins percebeu onde o Sporting era mole e com um par de substituições abriu uma cratera no nosso meio-campo. O problema tem nome, mas como é tão impronunciável como o do demónio, temo estar a ver a obra do diabo por todo o lado.

Não desculpa nada, mas...

 

Dando de barato que o segundo golo do Guimarães não é precedido de falta (eu acho que é - cf. pág 80, p.f.), o penalti marcado vê-se claramente que não existe e no terceiro o árbitro está de frente para a jogada, vê até muito melhor que nós nestas imagens.

Posto isto, retiro o que disse em comentário ao postal do Pedro Correia e acuso aqui o árbitro de ter errado grosseiramente em dois dos golos sofridos pelo Sporting em Guimarães. Ademais, lembro aqui um golo anulado na época passada a Slimani, pelo mesmo árbitro, em situação idêntica, em jogo com o Boavista, que nos fez perder dois pontos, que na contabilidade final nos dariam o título.

Raios, que só se enganam para o mesmo lado. Terá o Jesus feito algum mal ao SD filho?

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 Adenda: Cerca de uma hora após a publicação do post, este tinha recebido dezassete comentários.

Estava apenas publicado um, já que os restantes eram impublicáveis. Um rapazola de sobrenome Luz até me chamou bêbado, vejam lá. Revelador.

Breves notas a propósito do jogo de sábado

William Carvalho cometeu um penálti negligente que não pode passar sem uma severa palavra de censura. Coates deixou Marega fazer o que quis, com espaço e tempo para marcar o segundo golo vimaranense. Schelotto estava mal posicionado no lance do terceiro golo. Bryan Ruiz falhou o golo da praxe. Os erros individuais custam muito caro no futebol.

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É um absurdo criticar o nosso bloco defensivo pela atitude disciplicente de jogadores das linhas mais avançadas que não cumprem missões de carácter ofensivo, incapazes de cortar linhas de passe à frente, incapazes de correr para trás, acompanhando demasiados lances do ataque adversário só com os olhos.

 

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Acho inconcebível que Jorge Jesus não tenha esgotado as substituições num jogo em que precisávamos de aferrolhar o nosso meio-campo defensivo, salvaguardando os três pontos que tínhamos assegurado com margem confortável ao minuto 73. Como se estivesse mais preocupado com a "nota artística" do que com o resultado. Não aprendeu nada com Fernando Santos no Euro 2016. Nem com os cinco minutos finais em Madrid. 

 

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É bom que todos no Sporting se convençam de que a nota artística para os aplausos da bancadas é objectivo muito secundário. Não podem repetir-se comunicados da direcção a elogiar exibições em jogos que perdemos, como sucedeu após o desafio do Bernabéu. Basta de hinos inconsequentes ao "futebol bem jogado". Às vezes é preciso jogar feio para conquistar os três pontos. Isso mesmo: jogar feio. Mas ganhar.

 

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Deixem-se de praticar o passatempo preferido de tantos sportinguistas: o tiro ao árbitro. Decorridas sete jornadas da Liga 2016/17, nenhum dedo acusador pode ser apontado de boa fé a árbitro algum. É tempo de deixarmos de olhar para fora na hora de assumir responsabilidades. O discurso anti-árbitro não é o do Sporting grande - é o do Sporting complexado e pequenino.

 

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Deixem-se de estátuas a Rui Patrício, deixe-se de exigir Rúben Semedo já na selecção nacional. Os nossos jogadores precisam de concentração máxima no objectivo central: vencer o campeonato. Sem idolatrias descabidas, sem louvaminhas deslocadas. O caminho faz-se caminhando, não queimando etapas.

 

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Os jogadores do Sporting têm de convencer-se que não há vitórias morais. Ou há vitórias reais ou há derrotas. Têm de convencer-se também que não há lugar para vedetismos bacocos no Sporting: ou a equipa funciona como verdadeiro colectivo ou não funciona. Quem recusa integrar-se no colectivo só tem um caminho: a porta de saída.

Um padrão

1-3 contra o Rio Ave, os dois golos do Estoril em Alvalade e hoje esta marmelada (e talvez se pudesse juntar o final do jogo de Madrid, cuja única desculpa é ter sido contra quem foi). Parece-me que temos um padrão: quando passam do on para o off não sabem o que fazer. Não me apetece elaborar muito, mas julgo que há aqui mãozinha do treinador (ou falta dela).

Os nossos jogadores, um a um

As deslocações do Sporting a Guimarães têm sido complicadas. Há cinco épocas que não marcávamos pelo menos dois golos no Estádio D. Afonso Henriques. Na Liga 2014/15, com Marco Silva ao leme da equipa, perdemos lá por três golos sem resposta. Na época passada, já com Jorge Jesus como treinador, fizemos uma boa exibição mas que não se traduziu em golos: o zero-zero final e os dois pontos que lá deixámos custaram-nos a conquista do campeonato.

Hoje a história de algum modo repetiu-se, embora com muitos golos. Três para cada lado. Com domínio absoluto do Sporting durante 75% da partida. Vencíamos 3-0 aos 73' e deixámo-nos empatar, tendo sofrido um golo de penálti e outro de livre. Já sem Adrien em campo: a lesão do capitão pode ser prolongada, o que é preocupante.

Enfim, um empate com sabor a derrota e que de algum modo eclipsa o bom desempenho individual de vários jogadores leoninos. Entre eles Gelson Martins, de novo o melhor em campo.

 

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RUI PATRÍCIO (5). Sofreu três golos num jogo em que praticamente não teve trabalho. Fez a primeira defesa, sem qualquer dificuldade, aos 63', a remate de Hernâni. Sem culpa em qualquer dos golos.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Cruzou muito bem no lance do terceiro golo, com assistência para Elias. Antes fez outro grande centro, que Bryan desperdiçou. Empurrado por Soares no último golo anfitrião: o árbitro não viu.

COATES (5). Exibição positiva, coroada com a marcação do nosso segundo golo, aos 41', na sequência de um canto. Mas esteve mal ao deixar Marega movimentar-se como quis no lance do segundo golo vimaranense, aos 74'.

RÚBEN SEMEDO (6). Travou combate duro com Marega, levando quase sempre a melhor. Exímio no passe, seguro no controlo de bola. Dois grandes cortes, aos 58' e 78'. Faltou-lhe alguma tranquilidade no quarto de hora final.

MARVIN (5). Transmite sempre a ideia de padecer de défice atacante: arrisca poucas incursões no seu corredor. Regular a defender, mas não isento de erros nesta partida em que recuperou a titularidade. Abusa das faltas.

WILLIAM (5). Receberia nota muito positiva pela exibição a meio-campo, onde não perdeu um duelo individual e segurou as pontas após Adrien sair. Mas derrubou Hernâni em falta aos 73': um penálti desnecessário e absurdo.

ADRIEN (6). Voltou a ser o pulmão e a força motriz da equipa enquanto jogou. O primeiro remate forte e bem colocado foi dele, aos 27'. Magou-se pouco depois, actuou alguns minutos em esforço. Acabou por sair aos 36'. E fez muita falta.

GELSON MARTINS (7).  Outra exibição irrepreensível do nosso extremo, hoje flectindo mais para o eixo do terreno. Começou a construir o primeiro golo com insuperável perícia técnica. Excelente passe aos 47', isolando Markovic.

MARKOVIC (6). Estreia a titular no Sporting. Estreia a marcar, aos 29'. Podia ter marcado novamente, aos 47': Douglas travou-o in extremis. Recorreu à velocidade, seu principal argumento em campo. Algum défice defensivo. Saiu aos 77'.

BRYAN RUIZ (5).  Um dos elementos mais apagados do Sporting, parecendo por vezes desgarrado da equipa. Sobra-lhe em mestria técnica o que por vezes lhe falta em intensidade. Bem servido por Schelotto, falhou o golo aos 66'.

BAS DOST (4). Movimentou-se bem no lance da recarga de que nasceu o primeiro golo, mas Markovic foi mais rápido, antecipando-se. Foi a única ocasião em que deu nas vistas. No resto do tempo hoje mal se deu por ele.

BRUNO CÉSAR (4). Saltou do banco só aos 77', quando o resultado estava em 3-2, com a missão de estancar o fluxo atacante do Guimarães. Esteve muito apático: mal conseguiu refrescar o nosso meio-campo.

ELIAS (5). Entrou aos 36', rendendo Adrien. Mas não abre linhas de passe nem dá à equipa a dinâmica que o capitão lhe confere. Marcou o terceiro golo, aos 70', num lance em que Douglas foi mal batido. Tinha falhado outro, aos 46'.

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