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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ronaldo inspirou 2 golos de antologia

Em plena ressaca europeia, acabadinhos de descer do Olimpo, os Leões receberam a visita do deus do futebol - Cristiano Ronaldo - e depararam-se com uma verdadeira figura da mitologia do apito português, o senhor Manuel Oliveira, que depois de ter permitido todo o tipo de ofensas à integridade física dos jogadores do Sporting acabaria por mostrar o primeiro amarelo do jogo apenas aos 74 minutos e a ...Bruno Fernandes. Um "must"!

A equipa leonina apresentou-se com 4 alterações face ao jogo europeu, sendo que Alan Ruiz e Iuri Medeiros foram as surpresas (Coentrão e Dost regressaram à titularidade habitual). O argentino apresentou-se no seu costumeiro registo de "morto de sono", como se vivesse num permanente "jet lag" entre a hora do jogo e a hora da sesta. 

Os 42.401 espectadores tiveram o privilégio de assistir a 2 grandes golos: o primeiro, de livre directo, ao ângulo superior, apontado por Mathieu, o segundo, numa folha seca, de fora da área, marcado pelo inevitável Bruno Fernandes.

Ainda houve tempo para o concurso "Bola no Ferro", que consistiu em cantos marcados por Bruno Fernandes e remates alternados de William, com o pé e de cabeça. Aqui foi obtido o pleno: duas tentativas, dois disparos do (2º) capitão leonino aos ferros, um deles com a preciosa assistência de Cláudio Ramos, guardião tondelense. 

E assim terminou um jogo em que o Sporting venceu à bomba e a equipa de Tondela não realizou um único remate enquadrado à baliza de Rui Patrício.

 

Os nossos jogadores:

 

Rui Patrício - Esteve em campo, mas dada a inoperância dos tondelenses, o espírito andou longe dali. Deu para pensar onde passar as próximas férias, que presentes comprar no Natal ou em encomendar a série completa de "Orange is the new black" (Netflix), retirando ideias para futuras cores da sua camisola de jogo. Entretanto, naquele semi-anonimato que o jogo lhe proporcionou, quase não nos apercebemos que voltou a ser o capitão. 

Nota: Sol

 

Piccini - Compete com Gelson e Mathieu para protagonista da próxima sequela de "Velocidade furiosa" - versão a pé - , tal a rapidez com que se desloca, com ou sem bola. Com Iuri muito colado à linha, avançou frequentemente em diagonais criando desequilibrios na defesa adversária. Aos poucos, o "flecha" vai conquistando o coração dos adeptos.

Nota:

 

Coates - O uruguaio não deu quaisquer veleidades aos avançados do Tondela, fazendo jus à sua condição de Ministro da defesa do "governo" instalado em Alvalade. 

Nota:

 

Mathieu - A importância de ter jogadores como o gaulês é que quando os jogos estão fechados, as defesas adversárias cerradas, dá muito jeito ter jogadores de categoria extra que consigam individualmente encontrar soluções para os problemas que a equipa colectivamente mostra dificuldade em resolver.

Nota: Si

 

Coentrão - Muito contido, não fosse aparecer um espasmo aqui, uma mialgia ali, ficou na maior parte do tempo a assistir da Varanda. Algumas, poucas, iniciativas concluidas com cruzamentos rasteiros interceptados pela defesa tondelense.

Nota: Sol

 

William - Imperial! Num meio-campo central a 2, o Sir deslizou pelo terreno, sempre de forma esclarecida. Quando joga assim, transforma-se numa hidra, um monstro sempre com uma cabeça a mais a pensar o jogo e, simultaneamente, a destruir pela raiz qualquer pretensão ofensiva do adversário. Vencedor do concurso "Bola no Ferro" e o melhor em campo.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - Bruno, o influente, recebeu um passe de William, rodou e, de fora da área sem olhar para a baliza, disparou um míssil que só parou no fundo das redes de Cláudio Ramos. Assim, marcou o seu 6º golo em 9 jogos (melhor marcador) e participou no 13º golo da equipa (em 23), números que não deixam dúvidas a ninguém. Antes do jogo, recebeu os seguintes prémios do Sindicato de Jogadores do mês de Agosto: melhor jogador, melhor jogador jovem, melhor médio, melhor golo. Durante o jogo, Manuel Oliveira também lhe atribuiria o galardão do primeiro cartão da noite, o que arrancou sorrisos amarelos nas bancadas. Quase que aposto que será o primeiro da Liga a acumular 5 amarelos, "prémio" que lhe permitirá descansar em algum dos duelos importantes que teremos pela frente.

Nota:

 

Iuri Medeiros - Demasiado preso na ala, esteve na origem do primeiro golo quando se soltou, deambulou pelo centro do terreno e acabou carregado pelas costas, originando o livre que Mathieu transformou em golo.

Nota: Sol

 

Alan Ruiz - Mais uma exibição dentro da sua linha: lento na definição, preso de movimentos, pouco jogo colectivo. Tem de melhorar rapidamente pois, com o regresso de Podence, a manter este registo terá muito pouco espaço para jogar.

Nota: Mi

 

Acuña - O Muro geriu o tremendo esforço desenvolvido nas últimas semanas refugiando-se mais em tarefas defensivas. Na fase final do jogo, a sua imponência física veio ao de cima, dinamitando todos os que se encostavam. Quase marcava em mais uma bomba de fora-da-área.

Nota: Sol

 

Bas Dost - O holandês teve um jogo inglório. Correu e saltou muito entre os centrais adversários, mas não foi bem servido, nem teve qualquer oportunidade de golo. Pareceu ter sido subtilmente tocado perto do final do jogo quando tinha a baliza à mercê.

Nota: Sol

 

Battaglia - A sua entrada em campo coincidiu com o melhor períoda da equipa. Arrastou o jogo para o meio-campo adversário quando a equipa tondelense começava a subir no terreno e permitiu que Bruno Fernandes procurásse outros espaços, o que foi providencial na obtenção do segundo golo leonino. Continua a fazer jus ao seu epíteto de Exterminador Implacável.

Nota: Sol

 

Gelson - Dá sempre jeito ter uma mudança a mais quando as coisas ameaçam complicar-se. Com ele em campo, o Tondela perdeu qualquer ambição atacante, preocupando-se apenas com diferentes formas, legais ou não, de parar a velocidade e o talento do jovem prodígio leonino.

Nota: Sol

 

Bruno César - Desta vez entrou bem e ajudou a estabilizar a equipa. Teve alguns lances atacantes bem delineados, prometendo voltar ao seu melhor período do ano passado.

Nota: Sol

 

Tenor "Tudo ao molho...": William Carvalho

 

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Tudo ao molho e Fé em Deus - A esmerada arte de perdoar

Bobby Robson quando treinou o Sporting queixou-se da falta de "killer instinct" da equipa de futebol do clube. Passados 23 anos verificamos que a realidade continua igual: tivemos 9 oportunidades claras de golo, concluidas com 3 golos, 3 bolas nos ferros e 3 perdidas na cara do guarda-redes grego; em contrapartida, o Olympiacos em três meias-oportunidades (no 1º golo, Pardo estava rodeado por 4/5 jogadores leoninos, o segundo golo é caricato, tal a desconcentração de Jonathan e Patricio) marcou 2 golos.  

Assim, uma importante vitória quase fica com sabor a derrota. Triste sina esta a de ficar a ver os jogos agarrado ao desfibrilhador. Não há coração de adepto que resista quando a equipa entra em modo Twilight Zone, subitamente parecendo estar noutra dimensão. 

O próprio Jesus - parabéns pela sobriedade, lucidez e assertividade na entrevista no final do jogo - mostrou genialidade na maneira como preparou cada pormenor do jogo, surpreendendo com os alas invertidos que proporcionaram mais jogo interior, e definindo bem a zona de pressão para roubo de bola e transição rápida, mas depois fartou-se de inventar em substituições ad-hoc (deixando Iuri e Podence na bancada) que quase iam destruindo a obra-prima que, certamente com esmero, dedicação e trabalho, criara, como se os impulsos sombrios de um Mr Hyde ameaçassem devorar o trabalho bem intencionado do cientista Dr Jekyll. Atenção a estes "pormenores". Como bem diz o Filipe Arede Nunes, os nossos jogadores - que também não estão isentos de culpa - não se devem desleixar, nem perder tão flagrantemente a intensidade, apesar de compreender que alguns têm uma acumulação já muito grande de jogos e  viagens em tão curto espaço de tempo.

De qualquer forma, não nos esqueçamos do essencial: foi uma noite de grande futebol (na 1ª parte) e jogadores e treinadores merecem o nosso elogio pela exibição de gala e, principalmente, pela vitória conseguida fora, o mais importante. 

A outra boa noticia da noite é que Ristovski - entrada em campo coincidente com os 2 golos encaixados - está destinado a uma grande carreira. Pelo menos a fazer fé no que ontem escreveu Nuno Pombo, no Record, comparando a fraquissima estreia de Renato Sanches pelo Swansea com os maus inícios de Zlatan Ibrahimovic, pelo AC Milan e Messi (!), pela selecção argentina. Já sobre a estreia do Zé das Nicas, protofenómeno da Praia do Vau, nem uma linha. Não se compreende...Convenhamos que é obra, tal o rebuscado da coisa, mas já agora aproveito o balanço para animar o macedónio, enquanto não encontro pormenores escabrosos da carreira de Garrincha, Pelé ou Di Stefano. SL

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Bas Dost em discordância com o ponto de tangência

Feirense x Sporting 2-3

 

Em geometria descritiva, o ponto de tangência é o ponto único em que duas linhas (ou superfícies) se tocam. Por sua vez, à interrelação entre duas (ou mais) entidades geométricas, através da tangência, dá-se o nome de concordância. Vem isto a propósito do facto de, com a excepção de uns 10 minutos, ter parecido que as linhas por onde se cosia o jogo leonino praticamente tocavam as que Nuno Manta trazia como proposta, daí resultando uma quase permanente igualdade no marcador e o espectro de saírmos da "feira" só com um ponto. Assim, os rapazes de Santa Maria da Feira quase conseguiam levar a fogaça para a festa do empate. Os Fogaceiros, pela atitude e capacidade de dar a volta a um jogo em que a derrota parecia irremediável, talvez merececem um ponto. Em não concordância com a situação esteve o "flying dutchman", que começou por assistir de cabeça Coates, no lance do penalti, e acabou a finalizar ("dostar") da marca dos 11 metros, garantindo uma vitória à tangente.

Contra o treinador da moda em Portugal, que estendeu a manta o mais que pôde, a equipa leonina pareceu adormecida na primeira parte, por um lado literalmente, devido ao "jet lag" patenteado por alguns jogadores regressados na véspera de vôos atlânticos, por outro devido à alteração forçada motivada pela lesão de Piccini.

O jogador que entrou, Alan Ruiz, contrastou - com as suas chuteiras Louboutin - com uma equipa feirense para quem até ao pescoço era canela. Em conformidade, o argentino, arguto, apresentou-se de saltos altos, de forma a que a agressividade adversária não atingisse o seu umbigo.

Os dois golos consecutivos, obtidos na primeira metade da segunda-parte, fizeram o Sporting adormecer, o que foi aproveitado pela turma de Nuno Manta para se agigantar e chegar à paridade no resultado. Valeu o forcing final e o golo na última jogada da partida, num jogo em que o metro quadrado esteve caríssimo, tal a ocupação de espaço provocada pela boa organização do Feirense.

Não começa mal a época: uma hecatombe fez caír do "play-off" vários cabeças-de-série, o sorteio ditou a equipa mais fraca (Steaua), golo ao Setúbal no final do jogo, salvos pelo vídeo-árbitro contra o Estoril e, uff, golo em cima da hora em Santa Maria da Feira. Para não falar no timing de venda de Adrien (a melhor sorte, grande capitão) que o Leicester (sem a mesma arte ou sortilégio) já não conseguiu inscrever por (14) segundos.

Em conformidade, a equipa continua a "falar" dentro do campo e a "comunicar" bem com as redes adversárias. 

Em resumo, 5 jogos, 5 vitórias (um Penta), um "défice positivo" diria Rui Pedro Brás, homem que comenta finanças com a leveza e o conhecimento que eu emprego quando discurso sobre a actividade dos esquimós no Ártico e a sua necessidade de Vitamina C.

 

Análise dos jogadores, um-a-um:

 

Rui Patricio - Etebo testou a pontaria na primeira parte, mas Ruuuuuuuui estava lá. Insistiria na segunda parte e aí Rui não teve defesa possível. Pelo meio, batido por uma cabeçada certeira de João Silva. Despromovido a capitão, ele que é um General ainda preso no labirinto de ausência de títulos.

Nota: Sol

 

Piccini - Lesionou-se sozinho no pé esquerdo, o que não deixa de ser irónico para um jogador destro. Até aí, não estava a jogar bem nem mal, antes pelo contrário...

Nota:

 

Coates - Saiu da Portela praticamente para o jogo. Ainda em modo de vôo, cabeceou para defesa do guardião feirense. Na recarga, marcou com o pé direito. Nos últimos instantes ganhou o penalti que Bas Dost converteria na vitória leonina. Check-out com aclamação. Alternativa para melhor em campo, só não saiu em ombros porque deu demasiado espaço a Etebo no lance do momentâneo empate, mas bem mereceria pois as olheiras que ostentava denunciavam o cansaço que sentia.

Nota:

 

Mathieu - "Que mal fiz eu a Deus?" foi título de sucesso do cinema francês. Jesus disse que esteve febril e talvez isso justifique a péssima actuação do experiente central gaulês, a quem tudo correu desastrosamente. Há dias assim: começou por passar mal, numa saída de bola, provocando um lançamento lateral no enfiamento da grande-área leonina, aos 4 minutos. Ainda na primeira parte, voltou a tentar saír com bola e perdeu-a, isolando Edson Farias que se assustou perante Ruuuuuuui. Finalmente, falhou a intercepção no segundo golo feirense. Já mostrou a sua enorme qualidade, espera-se que um Melhoral resolva a questão.

Nota:

 

Jonathan - Alguns bons cruzamentos, naquele jeito azougado feito mais de vontade e garra do que de pulmão, que nos faz sempre esperar a entrada em campo do Dr. Varandas munido de uma máscara de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: Sol

 

William - Sir William está de volta, naquele seu estilo inconfundível. Curiosamente, nos instantes finais, abdicou da forma e mandou um pontapé para a molhada donde resultaria o penalti vitorioso. Simples, mas eficaz, o que não deslustra a realeza.

Nota: Sol

 

Battaglia - Premonitoriamente, com 1 minuto jogado, avançou pelo lado direito e tirou um belo cruzamento para a pequena área. Jesus deve ter gostado, porque quando Piccini se lesionou mandou-o para lateral direito. Cruzou com muito perigo para Dost em lance que resultaria no canto que proporcionou a abertura do marcador. Posteriormente, assistiu Iuri numa jogada que proporcionaria um livre directo na meia-lua da área feirense. Sempre combativo, a lutar por cada palmo de terreno que aliás transforma num latifúndio.

Nota:

 

Bruno Fernandes - 18 golos do Sporting, 10 com a sua influência (4 golos, 2 assistências, participação noutros 4). Hoje começou por assistir Coates para o primeiro da noite e marcou ele próprio logo de seguida. Seria o melhor em campo caso não lhe tivesse faltado agressividade no ataque à bola no primeiro golo do Feirense.

Nota:

 

Gelson - Menos inspirado, o rastafari leonino viria, ainda assim, a assistir Bruno Fernandes para o segundo golo leonino. Comprometido com a equipa, ajudou a proteger Battaglia, na defesa do flanco direito da nossa defesa, zona do terreno intransponível aos intentos feirenses.

Nota: Sol

 

Acuña - Eu bem dizia que Jesus não deveria chamar a atenção dos auxiliares, na sequência do jogo com o Estoril. Aos 13 minutos, tiraram-lhe uma jogada de golo promissora, isolado sobre a esquerda, por clara precipitação do fiscal-de-linha, quando tinha 3 (!!!) jogadores a pô-lo em campo. Lutador incansável, resistiu ao cansaço de uma viagem extenuante e dois jogos pela Argentina. Merecia o prémio daquele golo que, por ilusão de óptica, vi entrar na baliza dos fogaceiros.

Nota: Sol

 

Bas Dost - Parece que não anda por ali, mas no final do dia "dostou" uma vez mais e, como contra o Vitória sadino, de forma decisiva. Pelo meio, participou no segundo golo, arrastando inteligentemente a marcação do central feirense, movimento que permitiu a Bruno Fernandes aparecer isolado na cara do golo. Adicionalmente, o penalti sobre Coates começou numa assistência sua para o uruguaio.

Nota: Si

 

Alan Ruiz - Esteve em campo? Entrou e saiu, esta última a melhor coisa que nos aconteceu. Sem compromisso com a equipa, raramente tocou na bola ou arrastou marcações, apesar dos pedidos constantes de Jesus.

Nota: Dó menor (meteu dó)

 

Iuri Medeiros - Entrou tarde mas ainda se destacou por ter ganho um livre directo em posição frontal. Deveria ter sido ele a entrar em vez de Ruiz.

Nota: Fá 

 

Doumbia - Praticamente não tocou na bola.

Nota: -

 

Tenor "Tudo ao molho e Fé em Deus": Bas Dost

 

  

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Estoril 2-1 [Jogo de (lou)VAR]

Grande partida de futebol em Alvalade. O Sporting, tendo marcado dois golos nos primeiros onze minutos, desperdiçou a hipótese de golear o Estoril e terminou em aflição para conquistar os três pontos. Demérito da equipa leonina, porque falhou inúmeros golos "cantados", e mérito da equipa da Linha, excelentemente orientada por Pedro Emanuel, que nunca renunciou ao jogo e mostrou qualidade de posse de bola e boa organização colectiva. 

Para além dos dois clubes, o outro protagonista foi o Vídeo-árbitro. O VAR tirou, aos 92 minutos, anulando um golo de Bas Dost por, no início da jogada, Piccini ter partido em posição de fora-de-jogo, e o VAR deu, invalidando correctamente um tento a Pedro Monteiro, do Estoril, na última jogada do jogo.

No entretanto, o público aplaudiu efusivamente o "terceiro" golo leonino e entrou em profusa depressão no "segundo" da equipa canarinha. Tudo para, logo de seguida, voltarmos à primeira forma. E ainda há quem diga que o VAR retira emoção ao jogo...

Eu, confesso, tive uma má premonição quando aos 70 minutos avistei uma pomba negra em vôo circulante sobre o relvado e nunca mais fiquei em paz. Afinal, era a pomba Vitória e tudo acabou em bem.

 

Análise dos jogadores um-a-um:

Rui Patricio - Durante a maior parte do tempo, limitou-se a participar na manobra ofensiva da equipa, jogando com os pés. Batido por um remate nada católico, disparado por um Evangelista, só com asas o poderia ter defendido, mas o clube não é patrocinado pela Red Bull...

Nota: Sol

 

Piccini - O italiano deu razão ao adágio popular que diz que "no melhor pano cai a nódoa". Estava a realizar um jogo excelente, com segurança defensiva e constantes cavalgadas à linha de fundo quando, apertado por dois adversários, desviou a bola de cabeça para a entrada da sua área, lance que resultaria no golo do Estoril. Sujou o naperon, perdão Macron, mas ainda teve tempo de compensar esse deslize quando assistiu Bas Dost para o terceiro, lance que viria a ser invalidado pelo VAR.

Nota: Sol

 

Coates - O uruguaio fez um bom jogo, embora longe do fulgor que já lhe vimos. Sendo um jogador bastante alto e pesado é natural que o excesso de jogos (6) em 3 semanas o esteja a condicionar. No entanto, não só não comprometeu como notabilizou-se pelos seus passes de longa distância a isolar na ala direita as duas motos de alta cilindrada leoninas (Gelson e Piccini). No restante tempo, lá continuou, como uma vespa, a morder as canelas a todos os adversários que lhe apareceram pela frente.

Nota: Sol

 

Mathieu - Temos 3 Mateus: este gaulês, o jovem brasileiro da nossa formação, com perfume de bom futebol, emprestado ao Chaves e, ainda, outro brasileiro, emprestado à bancada. São um pouco como os 3 Reis Magos: o primeiro traz ouro, o segundo incenso, o terceiro mirra (literalmente)...Jesus parece satisfeito com o "presente" que este francês representa para a equipa. Ele não corre, desliza sobre o relvado, tomando sempre a decisão que melhor se ajusta à situação de jogo. E joga de cabeça levantada todo o tempo, algo que não se via por estas bandas desde que um senhor, de seu nome André Cruz, nos deixou.

Nota:

 

Fábio Coentrão - Apesar do natural cansaço, parece cada vez mais entrosado com a equipa. Participou activamente na jogada do primeiro golo, defendeu bem e incorporou-se no ataque, combinando com Acuña. Ameaçou lesionar-se, no início da segunda-parte, deixando a multidão à beira de um ataque de nervos. Afinal, era só fumaça e, passado algum tempo, Jesus decidiu poupá-lo a quaisquer contratempos adicionais. Sendo caxineiro, aguarda-se que vise mais vezes as redes adversárias, o que não deverá tardar dada a sua subida de forma.

Nota: Sol

 

Battaglia - O que se pode dizer mais sobre Battaglia? O homem não parece humano, é assim uma versão argentina do Exterminador Implacável, enviado a Alvalade para alterar o curso da história leonina. Pior que o efeito conjugado do míldio e do oídeo, destruiu qualquer semente de criatividade plantada pela fina-flôr estorilense. Ainda teve tempo para instituir o pânico no reduto da equipa canarinha, oferecendo um golo a Coates, isolando Acuña pela esquerda e tentando o golo de cabeça em duas ocasiões . O melhor em campo, não recebe nota máxima porque, dado Petrovic estar em campo e a anular a superioridade numérica do adversário na grande-área, não se encontrar na cabeça da área na altura do golo da equipa da Linha. Nesse lance pensou mais como um "6" do que como um "8", o que também não espanta pois essa é a rotina que transporta esta época.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - Não mostrou a sua rotatividade habitual, mas mesmo com uns cilindros a menos, o seu motor ainda teve "cavalos" mais do que suficientes. Bateu inapelávelmente Moreira, na execução irrepreensível de um livre directo e, no resto do tempo, deliciou com outros pormenores de génio. A brincar, a brincar, é o seu terceiro golo (em 4 jogos) em remates de fora da área e o primeiro de toda a equipa na marcação de um livre, situação que espantou a Bancada Norte, habituada a receber o esférico nesses momentos. 

Nota:

 

Gelson Martins - Conseguiu fintar todas as criaturas que lhe apareceram pela frente. Às tantas, para variar, até se fintou a si próprio. Marcou um bom golo, fez sprints para cortar contra-ataques perigosos do adversário, criou e falhou oportunidades de golo. Sempre com a moto ligada, sempre em alta rotação. É o Bip-Bip da equipa.

Nota:

 

Marcus Acuña - Muito poderoso fisicamente. É o "Muro"! Assistiu Gelson para o primeiro e ia marcando um golo no final da partida. Parece que não é suficientemente rápido ou suficientemente desequilibrador, mas a verdade é que para o campeonato já soma 3 assistências. A somar a mais uma assistência e um golo na Europa. Tacticamente perfeito e bom defensor quando não tem a bola, vai contribuindo com números astronómicos naquele seu estilo de jogador quase-bom, com que engana os adversários que têm o azar de o apanhar pela frente.

Nota:

 

Alan Ruiz - Continua a jogar o seu futebol de salto-alto, estragando muitas jogadas de perigo por défice de intensidade. Assim, não "calça". De todo o modo, ganhou o livre em posição frontal que resultaria no segundo golo do Sporting. 

Nota:

 

Bas Dost - Desperdiçou duas soberanas ocasiões de golo, uma com o pé, outra de cabeça, o que não é normal nele. Ironia do destino: servido por Piccini, e com um tempo de salto perfeito, marcaria o golo da tranquilidade já nos descontos, lance que, no entanto, viria a ser invalidado pelo VAR, o que não invalidou que, no entretanto, desse azo ao seu habitual cavalheirismo, indo logo ao encontro do italiano para lhe agradecer o gesto. No restante tempo, lutou bravamente pelos ares, ajudando a equipa a ganhar bolas para atacar a baliza estorilense.

Nota: Sol

 

Bruno César - A defesa esquerdo, foi Bruno César na sua pior versão. Ajudou-o haver um Mathieu ao seu melhor nível que estancou todas as bolas colocadas entre o central e o lateral. Foi do seu lado que saiu o centro que esteve na origem do golo canarinho. Em versão atacante, mostrou a sua habitual boa relação com a bola e com o espaço onde a equipa se movimenta, assistindo com categoria Gelson para mais uma oportunidade perdida.

Nota:

 

Petrovic - Mostrou óptimo transporte de bola, sinal de que respira confiança, o que não deixa de espantar dado o "slow start" do ano anterior e o facto de ter pouco tempo de jogo. 

Nota:

 

Iuri - Entrou em cima do fim do jogo. Percebeu-se que Jesus lhe queria dar minutos, mas como o 3-0 não apareceu...

Nota:

 

Tenor "Tudo ao molho..." - Rodrigo Battaglia

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Vitória SC x Sporting 0-5 (o Penta é nosso!)

Em plena cidade berço da Nação, o Sporting revelou-se (a)fundador das naufragadas pretensões vimaranenses, saqueando reiteradamente as redes da baliza de Miguel Silva, estreando o penta de golos para o campeonato. Perante uma ruidosa massa adepta que imprimiu um vibrante apoio à equipa da casa, os leões souberam circular bem a bola, unir-se, ser solidários (uma equipa) e beneficiaram da sua superior capacidade individual e da extrema inspiração de Bruno Fernandes. Ainda não estavam jogados 3 minutos e já este, ainda longe da área, aplicaria um forte remate que levou a bola a entrar lá onde a coruja dorme, ou dormia, pois foi acordada por este potente e colocado remate que lhe desfez o poleiro do lado esquerdo. Bruno teria ainda, durante a primeira parte, duas soberanas oportunidades de golo que viria a desperdiçar. Bas Dost não, e o placar subiu para 0-3 ao intervalo. 

Na segunda parte, a diferença entre as equipas foi ainda mais abissal. Os leões viriam a ter inúmeras ocasiões de golo, concretizando apenas duas, por Bruno Fernandes (outra vez!!!) e pelo capitão da nau leonina, Adrien Silva. No entretanto, Acuña, Iuri Medeiros, Gelson Martins, Piccini e, sempre ele, Bruno, falhariam outras boas oportunidades. Para amostra do Vitória apenas um equívoco de Piccini que, involuntáriamente, assistiu Raphinha, o qual não conseguiu superar o imbatível Rui Patricio. Assim, em vez de um justo 1-12, tivemos um resultado final de 0-5, o suficiente para nos despedirmos de Guimarães com uma "manita".

O árbitro estava a fazer uma exibição razoável quando, a meio da segunda-parte, começou a "meter àgua", provavelmente por osmose com a claque vitoriana que insistiu em untar Coentrão. É hábito dizer-se que no melhor naperon, perdão Macron, cai a nódoa e assim foi quando Hugo Miguel decidiu dar uma cartolina amarela a Adrien, apenas por este ter evitado atropelar um vimaranense prostrado aos seus pés, pedindo clemência. Já as duríssimas entradas de Celis, sobre Coentrão e o seu calcanhar de aquiles, e Bruno Fernandes (acho que lhe acertou no corpo todo) passaram sem qualquer admoestação. Em vez de consultar o Vídeo-árbitro, proponho que visite o consultório de um bom oftalmologista...

Vamos então aos protagonistas:

 

Rui Patricio - o guardião da virtude leonina continua inviolado. Defendeu com as unhas um remate com selo de golo desferido por Raphinha, mas não consta que daí tenha resultado uma ida à pharmácia. O jogo terminaria com Rui a não voltar a ser importunado, motivo pelo qual não teve "manitas" a medir para atacar um sarrabulho, uns rojões, bem regados de vinho verde, terminando com um bom toucinho que o deixou no Céu, tudo iguarias regionais que ameaçam ser tradição para sossego da nossa alma.

Nota:

 

Piccini - parece que com ele o imprevisto está sempre à espreita. Estava a realizar uma belíssima exibição, subindo com segurança e propósito pelo seu corredor, quase marcando um golo, não fora a boa defesa de Miguel Silva, quando subitamente teve mais uma falha de memória, à semelhança da vivida na Vila das Aves. Ainda assim, e porque Rui defendeu, merece uma boa nota, além de uma receita de Memofante, claro.

Nota: Sol

 

Coates - o Ministro da Defesa continua a controlar na plenitude as Forças Armadas leoninas. Insuperável durante todo o tempo, não permitiu que a sua área fosse invadida por atacantes vimaranenses, ajudado pelo patrulheiro, o sentinela Battaglia que é sempre um descanso para um defesa. 

Nota: Si

 

Mathieu - o gaulês parece que joga de luva branca, com uma "souplesse" extraordinária. É craque, dotado de um pé esquerdo muito bom e resolve a maioria dos problemas com uma aparente enorme facilidade. Além disso, a sua rapidez permite à linha defensiva subir mais uns metros, juntando mais a equipa. Saiu antes do fim do jogo, aparentemente lesionado, pondo em causa a "souplesse" do meu coração.

Nota: Si

 

Coentrão - nas duas primeiras arrancadas pelo seu flanco foi, primeiramente, carregado em falta junto à linha de fundo em lance donde resultaria o segundo golo do Sporting. Seguidamente, assistiu Bas Dost para o 0-3. Ainda teve tempo e engenho para oferecer um golo ingloriamente desperdiçado por Acuña. Defensivamente, teve o melhor jogador vimaranense pela frente (Raphinha), mas nunca lhe concedeu grandes veleidades. A sua melhor exibição até agora.

Nota: Si

 

Battaglia - o homem não dá uma bola como perdida, é uma autêntica carraça. Com ele em campo, os centrais jogam de cadeirinha. Na sua presença, o único que faz "farinha" é ele: mói e mói e mói, tanto que até dói (aos adversários) só de ver. Atente-se ainda para um importante passe de ruptura que isolou Coentrão pela esquerda, em lance donde resultaria o terceiro golo leonino, desmentindo as criticas de excessiva lateralização.

Nota:

 

Adrien Silva - menos exuberante que o seu colega de meio-campo, foi subindo de produção ao longo do jogo, começando a entrar no ritmo certo das jogadas e marcando o último golo após uma gloriosa jogada de tique-taque de toda a equipa, um hino à escola de Formação do clube, lance em que estiveram também, em particular evidência, Gelson e Iuri. Queremos mais deste Adrien, o nosso capitão.

Nota:

 

Acuña - começou na esquerda, mas a meio da primeira parte mudou-se para a direita. Assistiu Bas Dost para o segundo do dia. Falhou incrivelmente, na segunda-parte, uma finalização. Mais letal na bola parada do que em jogo corrido, foi substituido por Iuri Medeiros por volta da hora de jogo.

Nota: Sol

 

Gelson - simétrico de Acuña, começou na habitual faixa direita, mas cedo partiu para a esquerda. Deu literalmente cabo dos nervos ao lateral vimaranense, passando-o vezes sem conta, por dentro e por fora, como uma enguia. Tem de definir melhor e não pode falhar um golo isolado perante o guarda-redes.

Nota:

 

Bruno Fernandes - a melhor qualidade de remate vista em relvados portugueses desde Carlos Manuel e Maniche (o que não era alto, louro e tosco). Alia essa característica a uma visão esplêndida do jogo, que lhe permite tomar quase sempre a opção que a equipa precisa, guardando ou passando a bola ou arrancado com ela em drible ou em profundidade. O debate sobre a sua melhor posição está concluido. O veredicto é: qualquer uma, desde que jogue. O melhor em campo.

Nota: Dó Maior

 

Bas Dost - duas oportunidades, dois golos. O que mais se pode pedir a um ponta-de-lança? À atenção da Porto Editora, incluir, numa próxima edição, um novo verbo que seja sinónimo de marcação de golos: Dostar. Ontem, não destoou, dostou 2 vezes. Ele dostou e o adepto gostou!

Nota: Si

 

Iuri Medeiros - substituiu Acuña e desta vez aproveitou a oportunidade que Jesus lhe concedeu. Falhou um golo fácil, pós assistência de Gelson, mas redimiu-se ao assistir Adrien para o quinto. Pareceu mais solto e menos preocupado em querer mostrar logo tudo, provavelmente porque lhe deram um pouco mais de tempo de jogo (30 minutos).

Nota: Sol

 

Jonathan - substituiu Coentrão já com o jogo resolvido e não comprometeu, envolvendo-se nos movimentos atacantes, sem necessitar nem da garrafa de oxigénio, nem do desfibrilhador que habitualmente partilha com Bruno César.

Nota:

 

André Pinto . muito pouco tempo em jogo para uma avaliação.

Nota: -

  

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Vitória FC 1-0 (Bom Fim)

O Sporting, na ausência de jogo vertical dos seus 2 médios centro, andou aos esses (de Azeitão) até Bas Dost "cavar" um penalty (televisivo) e a equipa conseguir derrubar a muralha de Setúbal. Faltou alguma qualidade individual (na finalização e no último passe) para dar corpo à boa exibição colectiva.

Couceiro tinha na manga uma ideia de jogo que, parecendo um 4-3-3, rapidamente evoluia para um sistema de 5 defesas, apoiados por 4 médios. Um conceito baseado nas linhas Maginot, mas com muito melhores resultados, dada a presença do panzer Arnold, a assegurar a defesa do terreno não coberto pelas famosas linhas, impedindo a entrada do "inimigo". A complementar o sistema, todo o tipo de jogo subterrâneo, obstáculos e postos de observação. Com tantas medidas de prevenção, natural foi o Vitória não ter realizado um único remate enquadrado à baliza de Rui Patrício.

Aparentando precisar de uma revisão urgente, como por toque de Midas, Arnold morreu e ressuscitou entre os 30:17 e 30:45 e entre os 38:30 e 38:55. Também fez questão de deixar bem claro que não se sentia nada bem aos 43:30. Bruno, o outro, mostrou (com)Paixão e mandou toda a gente para o balneário sem dar um segundo sequer de compensação. Antes, já obrigara a modificar toda a cartilha de Jesus para os livres, tal o numero de faltas que assinalara aos jogadores sportinguistas que tentavam atacar a bola, com esta ainda no ar. Estranhamente, mudou de critério quando Coates foi empurrado dentro da área sadina, naquilo que pode ser considerado (mais) um penalty televisivo e que constituiu a sua única incongruência técnica no jogo.

Para dizer a verdade, também foi coerente do ponto-de-vista disciplinar, na medida em que não acertou uma decisão. Ora, então confiramos: aos 34:00, Piccini agarrou um adversário na saída deste para o ataque sem sanção disciplinar; aos 57:00, Battaglia varrido por Arnold (que passou do registo de "inválido do comércio", quiçá também da indústria, rivalidades à parte, para o de destemido "Schwarzenegger" vitoriano) - Paixão? -, "No pasa nada"; aos 70:30, os mesmos protagonistas, agora um pisão ao argentino; aos 77:30, Willyan pegou Gelson de cernelha, mas Paixão, provavelmente a favor das tradições tauromáquicas, contemporizou, mantendo a sua produção industrial de asneiras. Notável!

Outro epifenómeno do jogo foi a tendência exageradamente altruista manifestada por Dost durante a segunda-parte. Assim, começou por assistir Podence aos 50:40, Acuña, aos 52:25 e 55:25, ninguém (!), aos 65:00, Doumbia, aos 67:00, 71:20 e 75:00. Sempre, sem que os favorecidos por tais presentes apresentassem resultados. Ainda temi que tentásse o penalty à Crujff, só para manter o registo...

Mas, vamos lá então à análise individual dos "cantores":

 

Rui Patrício: se no Domingo passado, durante o jogo, se rendera a uns Jesuítas, hoje atirou-se a uns salmonetezinhos, sendo apenas observado a repôr a comida, perdão, a bola. Por este andar, ainda vai obrigar o Dr. Varandas a impor-lhe um plano dietético. Como avaliar um jogador sem trabalho?

Nota:

 

Piccini: o seu melhor jogo de leão ao peito. Rápido a recuperar em terrenos defensivos, foi mais ofensivo do que nos tem vindo a habituar e também mais prático, concluindo normalmente as jogadas com cruzamentos. Como bom italiano, tem dotes de marinheiro aventureiro e, nesse transe, continua a navegar por rumos que, ás vezes, parecem inusitados, se bem que sem grandes naufrágios até à data.

Nota: Sol

 

Coates: o Ministro da Defesa decretou a grande-área leonina como "zona desmilitarizada". Edinho e os restantes vitorianos (?), obviamente, obedeceram. Um dos melhores em campo.

Nota:

 

Mathieu: observamos o francês, com aquele ar de quasi-reformado ancião à espera de meter os papeis para a Segurança Social, e caímos no engodo de nos esquecermos que está ali um irredutível gaulês sempre disponível para resistir ao VIII exército vitoriano. Até meter uma mudança a mais do que todos os outros em campo, Gelson incluido, e parecer um personagem da Velocidade Furiosa 245, a sequela. Alternativa a Coates e Dost para melhor em campo.

Nota:

 

Jonathan: os defesas laterais, geralmente, são dotados de grande velocidade. Algo está errado neste guião, porque o argentino parece uma tartaruga no meio de lebres. Por volta dos 56 minutos, Arnold, sempre ele (!), partiu 3 metros atrás e ganhou-lhe rapidamente outros 3. Ainda tentou de novo, passado pouco tempo, mas aí o homem das Pampas desarmou-o com o recurso a um carrinho, motor de busca (dos adversários a pé) que utiliza com frequência e que, pasme-se, parece ser autorizado nas regras do jogo. Tentou participar nas acções atacantes destruindo a reputação de Marcus Acuña e, dir-se-ia, de Bruno César, não fora a deste último já se ter perdido há muito. Ainda assim, não comprometeu defensivamente.

Nota:

 

Battaglia: titular pela primeira vez em jogos oficiais, demorou a entrar no jogo e esteve aquém do que mostrou na pré-época. Ainda assim, melhorou durante a partida continuando a ser uma máquina de recuperação de bolas e a mostrar os seus dotes na condução e protecção de bola. Lateraliza demasiadamente, o que faz a equipa ressentir-se  da ausência de jogo vertical por parte dos médios centro. Na segunda-parte, Jesus conseguiu descomplexá-lo e semeou o pânico na defensiva vitoriana numa incursão em que se pediu penalty, voltando àquele registo de todo-o-terreno que ainda o irá consagrar.

Nota: Sol

 

Adrien: a mesma alma e empenho de sempre, mas a inspiração simplesmente não está lá. Parece cansado de dois anos sem (práticamente) férias. Mas, é o nosso grande capitão e figura incontornável. Se não saír até final de Agosto, ainda o veremos a retornar ao seu (alto) nível. 

Nota:

 

Gelson: Nuno Pinto, o lateral esquerdo do Vitória, à hora que escrevo ainda se encontrava no relvado de Alvalade, não à procura do brinco, como outro saudoso ex-vitoriano, mas sim do Norte, tantas foram as vezes que Gelson (e também Podence) lhe trocou as voltas. De tal maneira que, a páginas tantas, ainda tonto e algo mareado, foi chocar contra as costas de Dost, ajudando a afundar a muralha sadina. Gelson, por vezes, parece um General preso no seu próprio labirinto, enredado numa espiral de truques, esquivas e enganos que constituem o seu futebol jogado ao ritmo do Tango argentino, num compasso dois-por-quatro (no caso, ele e Piccini contra 4 jogadores do Vitória). Precisa ser mais decisivo e poderia tê-lo sido logo aos 7 minutos, mas a bola perdeu-se por cima da barra. Ainda assim, não sabe jogar mal.

Nota: Sol

 

Acuña: o argentino esteve aquém do que já mostrou. Alguns bons cruzamentos, mas sem a acutilância e a rotatividade que já mostrou. Bem sei que Jonathan, só preso por um elástico lhe aparecia por perto a ajudar, mas pode e deve fazer muito melhor. Substituido (?) por Bruno César na segunda-parte.

Nota:

 

Podence: o electrão leonino com 1 minuto de jogo já passara Nuno Pinto por duas vezes, ameaçando o núcleo central vitoriano. "A Podence, a titularidade pertence" devia ser lema escrito cem vezes a giz na ardósia de JJ. Com o tempo melhorará a decisão, evitando o toque a mais na bola e a finta desnecessária, o que dará um outro fulgor às suas electrizantes actuações.

Nota: Sol

 

Bas Dost: o que levou o "carteiro" a assistir tanto os seus colegas na entrega de "correspondência" ainda agora me intriga. Por seis vezes, tal Rowan a pedido de MacKinley, levou a carta a Garcia, mas os "guerrilheiros" leoninos não estiveram pelos ajustes e incumpriram a missão. Acabou a decidir ele, como aliás quase sempre na época passada.

Nota:

 

Bruno César: o homem até é bom de bola, pensa bem, executa bem, remata bem. O seu problema é que o tempo não para, é um tique-taque permanente, e o brasileiro, a maior parte do tempo, "ta-qui-e-to", parado. Protagonizou, com o clone Jonathan e contracenando com Arnold, uma brilhante interpretação da fábula "a tartaruga e a lebre".

Nota:

 

Doumbia: o homem é um "bicho", é forte, não pára quieto e ameaça dar pesadelos a quem tiver que o marcar. Mas, a um avançado pedem-se golos e o costa-marfinense ontem desperdiçou 3.

Nota:

 

Bruno Fernandes: a sua entrada em campo alterou o perfil do nosso jogo. Conseguiu algumas vezes furar o cerco setubalense e, numa delas, quase dava em golo, ingloriamente perdido por Doumbia. Realizou as tais penetrações verticais que faltavam e adicionou desconforto à defesa vitoriana. Influente.

Nota: Sol

 

Tenor "Tudo ao molho e FÉ em Deus": BAAAAAAAAS DOOOOOOOST !

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Aves x Sporting 0-2 ("Acuña" Matata)

"Hakuna Matata foi uma frase popularizada no filme o Rei Leão que, em idioma suaíle, significa "ok" ou "sem problemas". Ora, Rei Leão na Vila das Aves foi Marcus Acuña (excelente estreia),que ajudou a não haver maiores problemas, pelo que se justifica a adaptação livre apensa ao título.

Na antecâmara do jogo, a estreia na Liga causou-me algum nervoso miudinho. Tentei disfarçá-lo lendo e ouvindo música. Ao vêr os jornais "on-line" deparei-me com a revelação feita por Luis Filipe Vieira de que "o Benfica vai avançar para a criação de uma equipa de futebol feminino", acompanhada da ideia de que "não queremos surgir de forma abrupta, meramente comprando títulos". Mudei rapidamente a minha atenção para o Spotify, Rui Veloso cantava "e é sempre a primeira vez...", seguido de, "milhafre ferido na asa", e ainda "lampiões tristes e sós". A música chama-se Porto Sentido e ao citá-la já sei que vão falar da aliança Sporting/Porto. É o mesmo nexo de causalidade que leva a criar suspeição sobre o monumento que celebra a vitória da Aliança, na Rotunda da Boavista, onde um leão estraçalha uma águia. Por ist(m)o e por aquilo, fazendo Alcochete e Seixal parte da Península de Setúbal, ainda se vai ouvir falar em "Guerra Peninsular"...

O jogo praticamente acabou antes de começar, tal o fraco ritmo imposto pelas duas equipas. Jesus voltou a mostrar que é ele quem manda e, para o tornar evidente, inventou com a entrada de Bruno Fernandes (que até aí jogara na posição "8") em vez de Daniel Podence. Por isso mesmo, os períodos de remanso foram apenas entrecortados pelos golos de Gelson e pelas entradas de Podence e Battaglia que vieram estragar uma bem merecida sesta de Domingo.

Valeu a vitória sobre uma equipa de Aves. Que seja um bom presságio!

 

Vamos então à análise individual:

Rui Patrício: desapareceu do balneário do Sporting minutos antes do início do jogo. No final do jogo continuava a desconhecer-se o seu paradeiro. Anónimos juram tê-lo visto a comer jesuítas numa pastelaria nas cercanias do estádio.

Nota:

Piccini: já dizia o seu conterrâneo Marco Bellini que o importante é a "pasta". Piccini custou-nos 3,5 milhões de euros, o que é muita massa. O pior é quando se lhe congela o cérebro e desata a abrir autoestradas e mares nunca antes navegados pelo seu flanco. Alguns bons pormenores ofensivos, um deles quase a dar golo, algo que nunca acreditaríamos vindo de Schelotto.

Nota: Mi

Coates: o Ministro da Defesa. Por terra, por ar, pelo mar vermelho (e branco) aberto por Piccini, o uruguaio esteve insuperável e ajudou a garantir que as nossos redes ficassem invioláveis.

Nota:

Mathieu: mais discreto do que o seu colega Central, o gaulês foi eficaz nas suas acções defensivas. Não se aventurou a saír com a bola nos pés, o que não ajudou a nossa manobra atacante, preferindo sempre salvaguardar as suas costas, não fosse a moto Agra invadir o seu espaço.

Nota:

Fábio Coentrão: Acuña obrigou-o a um sprint até à linha de fundo e isso é coisa para ser resolvida no balneário, porque um homem na actual condição do vila-condense não merece semelhante afronta. Defensivamente, ao melhor estilo de Eliseu, usou toda a extensão do seu corpo para evitar veleidades aos adversários, conseguindo ser bastante eficiente nessa missão. Merece um estimulo (ou será antes um estimulante?).

Nota: Sol

William: a tarde quentinha favoreceu as suas qualidades de (falso) lento, demorando, nomeadamente na primeira parte, uma enormidade de tempo para executar os seus passes. Na segunda parte, a entrada de Battaglia acicatou-o, ficando mais perto do verdadeiro Sir, com o regresso dos seus famosos passes verticais.

Nota:

Adrien Silva: não está em forma e, para aumentar o problema, Jesus quis coabitá-lo com Bruno Fernandes, um clone de si próprio, desafiando o princípio de incerteza de Heisenberg, o qual enuncia que se um corpo está na posição X, não pode estar, simultaneamente, na posição Y.

Nota: Mi 

Gelson: os dribles não lhe saíram, os centros saíram sempre mal medidos, mas marcou 2 golos. Por mim, pode continuar...

Nota:

Acuña: faz lembrar aqueles bonecos com que brincávamos em pequenos, os SEMPRE EM PÉ. O homem cansa só de o vêr jogar, talvez por isso o ambiente de "alegria dos cemitérios" vivido no relvado das Aves, com os jogadores muito sonolentos. Parece ter uma mudança a mais, corre, centra, remata, desarma e faz diagonais para o meio do campo. Assistiu Gelson para o primeiro golo e Adriano tirou-lhe 2 golos. O eco da bola que enviou à barra ouviu-se em Santo Tirso.

Nota: Si

Bruno Fernandes: "e se um homem que você nunca viu antes lhe oferecer o lugar atrás de Bas Dost, isso é Impulse". Esse homem é Jesus e não consta que os seus impulsos tenham vendido bem (pelo menos na época passada).

Nota: Mi

Bas Dost: menos imponente nos ares, mas estava a jogar com Aves, logo tem desculpa. Mas, não marcou e isso já é mais indesculpável.

Nota: Mi

Podence: continua a imprimir ritmo ao jogo, mas também a dar sempre um toque a mais na bola. E os golos continuam uma miragem. No entanto, é um pequeno dínamo e, quando em campo, toda a comida melhora, perdão, toda a equipa acelera.

Nota:

Battaglia: Batta era um nome de má memória para todos nós, portugueses, desde aquele episódio da expulsão de Rui Costa que ajudou a afastar-nos do Mundial de França. Pelo contrário, este menino que mereceu esse epíteto do treinador, augura algo de bom. Rápido, vertical, transformou o jogo, acabando na origem do segundo golo, apesar do passe transviado, aspecto que ainda precisa de trabalhar. Quando passar bem consistentemente será jogador de topo.

Nota: Sol

Jonathan: tocou na bola?

Nota: -

 

Melhor em campo "Tudo ao molho e FÉ em Deus": Marcus Acuña

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Alvalade Acuña para a Battaglia do campeonato

Jorge Jesus dispõe até à data de 10 reforços para o ataque à temporada oficial 17/18.

Analisemo-los, um a um:

 

Salin - Reacção de Neutralização (ácido+base=sal+água) de "frangos" da Direcção leonina: uma solução salina para diluir na água que Azbe Jug não pára de meter

 

Piccini - Aquele espaço de 33x16,5m (Grande Área) parece uma Piscina Municipal em dia de 40 graus à sombra, tantos são os adversários que aí "mergulham", especialmente no seu lado direito. A atacar mostra conhecimentos aprofundados de Investigação Operacional, com destaque para o Algoritmo do Caminho Crítico, que lhe permitem atravessar à volta toda a região metropolitana de Lisboa até se isolar e centrar com perigo.

 

André Pinto - Ainda não começou o campeonato e já está lesionado, algo difícil de imaginar porque não joga desde Janeiro. Deve treinar com muita intensidade, o que talvez não seja um mau sinal.

 

Mathieu - A pré-época mostrou dois Mathieu: o Mathieu Bom e o Mathieu Mau. O primeiro (jogo em Alvalade contra o Mónaco) mostrou ter uns excelentes pés, saindo a jogar com tranquilidade, além de um bom sentido posicional; o segundo, é capaz de percorrer 30m para entregar a bola a um adversário e tem mais pás do que pés, pelo que, caso reapareça, arrisca-se a levar uma vassourada em Janeiro.

 

Fábio Coentrão - O seu futebol actual tem menos nuances do que o seu cabelo. No entanto, continuando a respeitar este paralelismo, melhorou fisicamente o que lhe permitiu, neste último jogo, atingir extensões de terreno até aí não vistas no seu regresso a Portugal.

 

Battaglia - Podia trabalhar como Guarda Florestal e ainda agora estaria a limpar todas as ervas daninhas da mata de Alvalade. Destrói todas as acções com intenção de dolo dos adversários. A sua energia é tão grande que um dia ainda substituirá Monsanto (!) como o Pulmão de Lisboa. Tem de melhorar o passe à distância.

 

Bruno Fernandes - Um dos jogadores mais regulares na pré-época leonina, precisa melhorar o remate para ser uma peça ainda mais determinante. No resto, faz tudo bem: passe, recepção, drible...

 

Acuña - Pode não ser o jogador mais criativo do mundo, mas é sempre refrescante ver um ala encontrar, no passe, sempre um colega desmarcado na área. Fez uma assistência desperdiçada para... uma assistência de Bas Dost a Podence e, mais uma vez, foi decisivo através da marca de canto.

 

Doumbia - Jesus deveria experimentá-lo a jogar por detrás de Bas Dost, em alternativa a Podence, mas prefere continuar a dar minutos a Alan Ruiz, o qual não facilita a vida a qualquer avançado.

 

Mattheus Oliveira - Não se viu em campo (literalmente, desta vez), o que não foi propriamente uma novidade...

 

Para fechar o plantel faltará um lateral direito que possa ser alternativa a Piccini e, talvez, um ala/extremo esquerdo (caso William ou Adrien saiam e haja dinheiro, visto essas posições estarem bem guarnecidas) desequilibrante em finta, que poderia ser Pity Martinez (River Plate).

 

SL

 

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Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Mónaco 2-1

O Sporting venceu e convenceu uma equipa semifinalista da Champions. Podence foi titular, Bruno Fernandes marcou na estreia em Alvalade, voltámos ao esquema de dois centrais e este modesto escriba adivinhou (!) a equipa que Jesus escalou. Meu Deus, eu não quero acordar deste sonho!

 

Rui Patrício - Reflexo da fama granjeada aquando do Euro2016, um gaulês foi visto, durante o jogo, a tirar uma "selfie" com ele. Revelada a fotografia, o negativo para o jogador francês foi a anulação do golo. Fora de jogo! No resto, teve um momento altruísta em que permitiu a Coates reencontrar-se com... Coates e, finalmente, destacou-se por impedir que um argentino com nome de Djaló peruano (olá Pedro Correia) marcasse em Alvalade (mais tarde,Tobias emendaria a sua mão).

Nota: Sol

 

Piccini - No seu flanco, por vezes, apareceu um francês (Mbappé) que faz um Ferrari parecer um Anglia com mais de 50 anos de uso, mas deu conta do recado, aqui e ali com a preciosa ajuda de... Coates. No ataque, destacou-se por cruzamentos que não foram parar à bancada, algo a que os sócios não estavam habituados.

 Nota: Fá

 

Coates - O Ministro da Defesa voltou de prolongadas férias e, enquanto esteve em campo, não permitiu quaisquer devaneios aos avançados monegascos.

Nota: Lá

 

Mathieu - Mais apagado que o seu colega central, destacou-se pelos bons pés, em situações de aperto provocadas pela pressão do Mónaco. Parece comprometido com o projecto e isso é meio caminho andado para que apareça o jogador que já "secou" um atacante razoavelmente desconhecido, chamado... Cristiano Ronaldo.

Nota: Sol

 

Coentrão - Ou não fosse de Caxinas, pressentindo o mar encrespado, tomou as devidas precauções. Em primeiro lugar, não colocar a hipótese de chegar à Tapobrana, quando o motor actual do barco são... uns remos; em segundo lugar, usar todas as extensões do corpo, cabelo incluído, para não permitir avanços aos franceses. Objectivos superados!

 

Battaglia - O homem quase atingiu o sagrado, tal foi a sua omnipresença. Atacou, defendeu, como se fosse um guerreiro indomável, pela bravura candidato a um título nobiliárquico, o de cavaleiro de Alvalade.

Nota: Lá

 

Bruno Fernandes - Um golo e uma fonte de energia alternativa a Battaglia, com quem construiu uma Muralha da China, inacessível aos pobres gauleses.

Nota: Lá

 

Gelson - Não sabe jogar mal. Fica para o seu repertório mais um lençol a um adversário na grande área, tarefa em que começa a dar sinais de ser operário especializado. No mais, diversos truques de capoeira a fazer os franceses arrependerem-se bastante da ancestral tradição de lançar o galo em campo.

 Nota: Sol

 

Acuña - Começou o jogo a todo o gás, como se a relva de Alvalade fosse para si tão natural quanto as Pampas natais. Assistiu, com precisão cirúrgica, Bas Dost, em jogada que terminou em golo.

Nota: Sol

 

Podence - A sua definição assemelha-se a uma renda de bilros reproduzida por uma artesã chinesa. A sua velocidade, finta e troca de direcção produz nos adversários o efeito combinado do gás pimenta... e da sarna. Nesta contradição, o pequeno Daniel vai, pouco a pouco, conquistando o seu lugar.

Nota: Fá

 

Bas Dost - O Bombardeiro está de volta. Desta vez, enviou um obus directamente para o ângulo superior do desamparado guardião monegasco, o qual ficou imóvel, extasiado perante a beleza do gesto.

Nota: Lá

 

Ia agora falar dos suplentes utilizados, mas, por um lado, não quis reviver a história do TOBIAS ou NÃO TOBIAS, por outro, teria de mencionar aquele rapaz do rabo-de-cavalo, "My Little Pony(tale)", e finalmente, numa terceira dimensão desta "sólida" apreciação, seria inevitável mencionar aquelas opções técnicas de fazer entrar e sair o(s) mesmo(s) jogador(es), pelo que decidi, visto que saímos vitoriosos, não manchar esta crónica com apreciações menos "melodiosas".

 

Termina aqui a pré-época de "Tudo ao molho e FÉ em Deus", que voltará para a apreciação da primeira jornada do campeonato. A todos os que nos seguem, o desejo de umas BOAS FÉRIAS!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Marselha x Sporting 2-1

O Sporting efectuou o último jogo do seu estágio suíço na cidade francesa (!) de Évian-les-Bains. Nada mais apropriado para terminar a sua preparação alpina do que realizar uma partida naquela que é considerada a capital europeia da água, algo que a equipa leonina se fartou de meter. Vai daí, escolheu-se um adversário com ancestrais raizes náuticas que permitisse à equipa, naufragando, chegar a um bom Porto (Marselha).

 

A equipa exibiu-se num 4-4-2, com dois alas interiores que lhe retiraram qualquer profundidade e um "mezzapunta ", Alan Ruiz, que foi um homem a menos. Tudo de acordo com "O Grande Plano das Coisas", de Jesus, que tudo fez para assegurar a derrota. Objectivo cumprido, portanto!

 

Pedro Silva - O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas leoninas. Imperial pelo chão, pelo ar, pelo mar. Sim, pelo mar, tanto a Defesa do Sporting meteu água. A merecer um lugar no plantel dada a bizantinice (a Eslovénia pertenceu ao Império Bizantino) que constituiu a contratação de Azbe Jug.

Nota: Sol. Uma luz radiosa que nos alimenta a expectativa que o grande Rui terá substituto à altura.

 

Piccini - Faz ter saudades de Schelotto e isso diz quase tudo. Jesus disse que esteve "soberbo", assim ao estilo do Padre Américo "não há rapazes maus". A sua zona do terreno foi um verdadeiro latifúndio, explorado até à exaustão pelos corsários marselheses.

Nota: Ré(u)

 

Coates - Onde anda o Ministro da Defesa? Ainda a banhos, de certeza. No estágio, tem evoluído este sósia.

Nota: Mi(stério)

 

Mathieu - A jogar entre compatriotas, pareceu entoar vezes sem conta A Marselhesa, em especial aquela parte inicial do "Avante, filhos da Pátria" ,com a qual, através de sucessivas perdas de bola em zonas proibidas, foi incentivando os franceses a subir no terreno.

Nota: Mi(séria)

 

Coentrão - Ouviu-se mais do que se viu, nomeadamente quando ameaçou lesionar-se, único momento em que esteve à altura das reais expectativas dos adeptos.

Nota: Ré(u)

 

Petrovic - Jogou de cadeirinha, naquele metro quadrado em que parece confinar-se, que isto de grandes bravatas não parece ser parte constituinte do ADN do sérvio.

Nota: Dó(cil)

 

Battaglia - De longe, o melhor do nosso meio campo. Protege a bola com a autoridade de um lutador de Sumo (fazendo lembrar William), tem progressão com bola e incorpora-se, com a propósito, no ataque. Bom reforço.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Deslocado da sua posição original, mostrou alguma prontidão no remate e criou desequilíbrios, mas esteve uns furos abaixo do que já mostrou neste estágio.

Nota: Fá, come si, comme çá...

 

Bruno César - Um paradoxo, ao contrário de Sansão, o crescimento do seu cabelo veio acompanhado de uma enigmática perda de força. Tem tudo para ser o melhor promotor de Marcus Acuña, o qual já lhe terá endereçado um pedido para que o represente. Cada vez que é chamado a correr, parece preso por uma corda. Desloca-se frequentemente à velocidade da luz... apagada.

Nota: meteu Dó

 

Alan Ruiz - Continua a jogar o seu futebol de saltos altos, agora que calça chuteiras Jimmy Choo (não confundir, de todo, com Golden Shoe, o prémio para o melhor marcador dos campeonatos europeus). Conseguiu a proeza de tomar sempre a decisão errada, prejudicando todos os ataques do Sporting na primeira parte.

Nota: 0 (zero)! Sem cordas vocais, por este andar vai acabar a tocar campainhas, fazendo soar o alarme sobre a sua contratação.

 

Bas Dost - A equipa não lhe deu uma única bola jogável e o holandês desgastou-se sem sentido à procura da ligação com Alan Ruiz, mas este tinha o "telefone" desligado.

Nota: Mi(nado)

 

Mattheus Oliveira - Uma nulidade! Especialista no "passe para o hospital", deixou os colegas à beira de um ataque de nervos. Tentou um "pontapé de moinho", mas foi demasiada farinha para o seu saco. Tem de nascer 10 vezes para tirar o lugar a Matheus com um "t" ou Geraldes.

Nota: 0 (zero)! A piar fininho...

 

Matheus Pereira - O melhor em campo! Semeou o pânico no estandarte tricolor, subindo no terreno em condução de bola e combinando, com acerto, com os seus companheiros. Estranhamente, Jesus não disse que esteve soberbo. Será soberba do treinador?

Nota: Força Sporting olé, Lá, lá, lá, lá, lá...

 

Tobias Figueiredo - Com o dom da elasticidade, dobrou Piccini inúmeras vezes. No papel, é o quarto defesa central na hierarquia de Jesus, no campo foi o primeiro. Tobias ou não Tobias parece ser questão respondida afirmativamente, ele que até trazia às costas o estigma de uma péssima época na Madeira. E ainda há quem diga que o que é Nacional é bom...

Nota: sol

 

Palhinha - À tona de água, "should I come or should I go", parece respirar por uma palhinha. Battaglia parece muito à frente, Petrovic parece atrás, mas ostenta um "ic", o que parece agradar ao treinador.

Nota: Fá(do), de ser português e da Academia.

 

Podence - Quase punha em causa o plano do treinador, ameaçando a inevitável derrota. "Às armas, cidadãos " gritavam, a plenos pulmões (não é para ti, Bruno César) os marselheses, quando o pequeno jogador começou a reduzir diferenças, desbaratinando a, até aí, boa organização defensiva francesa. Um Danoninho à solta em Évian.

Nota: sol

 

Doumbia - Perigoso, deixou sempre os franceses em sentido. Deixa água na boca, mas dado o local pode ser enganador.

 

TUdo ao molho e FÉ em Deus voltará numa próxima oportunidade...

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Basileia x Sporting 3-2

Crónica alternativa a uma confraternização ocorrida esta tarde, para os lados de Delley-Portalban, cantão de Friburgo, que terminou em indigestão para os comensais leoninos, com 3 golos sofridos, 5 jogadores encostados (Gauld, Leonardo Ruiz, Jovane, Xico Geraldes e Domingos Duarte) e dois golos marcados. Um 3-5-2, portanto, embora Jesus vos vá querer convencer que foi 3-4-3, o que até faria sentido se Alan Ruiz tivesse cumprido o seu papel. Análise um-a-um dos nossos confrades envolvidos em uma página pouco lustrosa do Sporting. Como quem (es)cala consente, as notas serão atribuídas em escala musical, para que todos tenham consciência de que representam um clube que tem bem presente na sua memória os saudosos "Cinco Violinos".

 

"Les uns"

Azbe Jug - Decididamente, não se consegue libertar do Jug(o) do imprescindível Rui Patricio. Sofreu o primeiro golo, num penalty marcado em "super slow motion" que até parecia que estávamos a assistir à repetição, demorando uma eternidade a cair, como se a relva representasse uma cama de faquir pouco convidativa a grandes aventuras. No segundo, foi delicadamente à bola, não a querendo magoar, acabando por permitir que, nas suas costas, uma raposa suiça violasse o seu galinheiro. Com os pés, mostrou a elegância de uma girafa aterrorizada a atravessar a A2 em dia de entrada de férias. Para terminar, hesitou no tempo de saída no terceiro golo como se, ao longe, tivesse observado um sinal vermelho. Uma lástima!

Nota: (meteu)DÓ

Piccini - É certo que para esta posição Jesus tem um "esqueleto" (Schelotto) escondido no armário (em Alcochete), mas em época estival "Piscina" não foi suficiente, tal a afluência de banhistas suíços a mergulhar na Sua área. Para compensar, meteu água, de forma a manter o nível nos limites habituais.

Nota: RÉ(u)

Tobias Figueiredo - Já dizia Shakespeare, em tom premonitório, que Tobias ou não Tobias era a questão. Menos dado a questões de erudição e não querendo responder à questão, Jesus, salomonicamente, optou por 3 centrais, incluindo-o no lote. Foi abalroado, em excesso de velocidade (provavelmente vindo do Urban), pelo nosso velho conhecido Van Wolfswinkel, e o árbitro marcou penalty (!?). Salvou um golo certo quando desviou uma cabeçada para a baliza, com Jug já a posar para a foto hesitante em sair dos postes.

Nota:Mi(upe) quando tem de pôr a bola na frente.

Coates - O homem parece uma representação do que já foi, um holograma. Será que está lá o nosso Ministro da Defesa? Tendo o nosso paiol sido assaltado da forma que foi (segundo registo oficial desapareceram três frangos já obsoletos, eslovenos, sem valor comercial)...

Nota: Mi(ragem), não pode ser o grande Coates.

Mathieu - Ficou nas covas na maior parte dos lances. Mostrou boas qualidades no Valência e Barcelona, mas tal como a sua homónima Mireille, já não está para grandes cantorias.

Nota: RÉ(u)

Jonathan - A táctica dos 3 centrais pretende 2 laterais ofensivos, ora o argentino é mais "bolos", quando chega à linha de fundo contrária já vem acompanhado de uma bilha de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: (sem)DÓ, (nem piedade)

Petrovic - Aquela posição requer um PetroMAX, que ilumine toda a equipa, o que não se tem visto. Resultou no Rio Ave, pois Caxinas fica por ali e um PetroMax é sempre estimado na pesca.

Nota: (será das) MI(algias)?

Bruno Fernandes - Mais uma vez, um dos melhores em campo, embora a disparar à baliza esteja ao nível de um João Moutinho. Critério no passe e nas suas acções, o que hoje foi uma raridade. Para nossa sorte, ainda vai demorar algum tempo a desaprender o que lhe ensinaram em Itália.

Nota: FÁ (comme si, comme ça)

Podence - O melhor em campo, embora continue a falhar na decisão. Parece um fórmula 1 inserido num Mundial de Ralis, a percorrer a classificativa de Fafe-Lameirinha. Quando conseguir trajectórias limpas vai ser impagável.

Nota: SOL(itário)

Alan Ruiz - Mandaram-no para a esquerda(?) e o homem não deve ter a direcção ajustada pois sempre foi derivando para o meio. Aí, acabaria por abalroar um adversário e o árbitro marcou... penalty. Um clássico, neste jogo. No resto, esforçou-se por mostrar não estar comprometido com o projecto.

Nota: DÓ(berman), precisa-se.

Bas Dost - O bombardeiro, o carteiro que entrega sempre a correspondência e que nunca merece um exame demasiadamente rigoroso. Um golo de penalty. Parece que foi Jesus que lhe ensinou, o outro, o de Nazaré, estão a ver?

Nota: FÁ(cil) para ele é marcar golos.

 

"... Et les autres "

Bruno César - Com esse apelido, tinha tudo para ser o Imperador da equipa, não fora o seu jeito pesadão e o facto de Jesus (este) o pôr a pregar em freguesias onde não se encontra recenseado. Defesa esquerdo? A sério?

Nota: MI(serável) a defender, apostou naquilo que melhor tem, o remate, e queimou as mãos do guardião suíço

Mattheus Oliveira - Tira hipóteses a Gauld, como "8", e a Xico Geraldes, como ala, Merece? Não! Mas, o que é que isso interessa? Jesus parece interessado na saga "My little pony(tale)", o que fazer? Dizem que é bom na bola parada, principalmente antes de o jogo começar... Ainda assim, à atenção de Nuno Dias (podia sempre entrar, marcar livres e saír).

Nota: DÓ(I) só de o ver jogar...

Battaglia - Apesar de tudo, um dos melhores. Conseguiu desarmar e assistir Podence na direita, tudo na mesma jogada. No estado em que estamos, um feito!

Nota: FÁ(z) os mínimos exigíveis a um jogador do Sporting.

Doumbia - Parece estar em descanso, depois de umas boas impressões no primeiro jogo.

Nota: MI(tico) quando ganhar a forma.

Iuri Medeiros - Estava já meio caminho andado para justificarem recambiá-lo pela quarta vez quando o homem se destacou em dois momentos: num primeiro, desmarcação brilhante na esquerda para... pois, Bruno César, que deixou a bola sair; seguidamente, centro primoroso da direita para Matheus Pereira empatar o jogo.

Nota: SOL que nos alimenta o dia.

André Pinto - Mostrou alguma condução de bola, mas também algumas faltas desnecessárias em confrontos com avançados. Jesus não lhe deu tempo suficiente para errar muito.

Palhinha, Matheus Pereira, André Geraldes, Pedro Silva e Gelson Dala - Não se faz, os homens já prontos para entrar no banho e Jesus manda-os para dentro de campo. Palhinha entortou e viu-se à direita, Geraldes assistiu para golo... do adversário, Pedro Silva e Dala não tiveram tempo, Matheus deixou Jesus com um problema, marcou um golo. O mais certo é não voltar a jogar tão cedo, que isto do karma é...

Notas "(Força Sporting olé) LÁ,(la, la, la, la)" e SI(m)! não foram atribuídas por não serem merecidas por ninguém.

 

Tudo ao molho voltará (espera-se), com melhores notícias.

SL

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