16 Mai 17

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Em oito títulos possíveis, não mencionando a frente internacional, Jorge Jesus venceu só um enquanto técnico do Sporting - por sinal o mais irrelevante. A Supertaça, em Agosto de 2015.

Passaram duas épocas. O diagnóstico está feito, o quadro real está à frente de todos, falta apenas aplicar a terapia adequada à situação.

Ou nos conformamos com este triste e lamentável e tremido terceiro lugar, ou ambicionamos mais para o Sporting. Seja quem for o treinador.

Porque o caminho tem de ser em crescendo, como nos três anos iniciais da presidência Bruno de Carvalho. Não podemos prolongar a rota do retrocesso registada no quarto ano - por sinal o da reeleição do líder leonino.

 

Alguns vultos influentes nos bastidores têm-se movimentado nos últimos dias para defender a continuidade de Jesus, garantindo que ele faz parte da solução e não do problema.

Ignorando que a questão não é de nomes, mas de projecto.

Por outras palavras, em forma interrogativa: preferimos definir primeiro uma linha de rumo e escolher depois o treinador mais capaz de a pôr em prática ou optar pela navegação à vista em função das características do técnico, mesmo distorcendo e subvertendo o projecto?

 

De momento, o dilema está instalado.

Deve o Sporting sujeitar-se ao treinador ou este adaptar-se ao clube?

Deve o Sporting ceder aos caprichos de um técnico que exige dezena e meia de "reforços" estrangeiros para no fim aproveitar dois ou três, como sucedeu no Verão passado, ou colher os frutos de uma formação de reconhecida excelência, capaz de ombrear com a do Ajax que disputará com o Manchester United a final da Liga Europa?

 

Julgo que as coisas têm de ser postas neste plano e não em qualquer outro.

Por mim, não restam dúvidas. O projecto está acima do treinador e este só será parte da solução se o incorporar como seu. Sem reservas mentais. Sem desvirtuamentos nem distorções.

Jesus aceita-o? Que o diga com clareza ao presidente e aos sócios, sem entretantos nem entrelinhas. Só deste modo justificará uma tolerância suplementar dos adeptos, fartos de verem o Sporting triunfar apenas no campeonato da bazófia e coleccionar vistosos títulos em exclusivo nos jornais.

 

Se não for assim, invertem-se os dados da equação: o técnico passa a ser parte do problema. E só continuará em Alvalade pelo pior dos motivos: para evitar que lhe seja transferida uma indemnização milionária para as mãos.

Sacrifica-se tudo em função da racionalidade financeira. Mesmo mandando o projecto desportivo às urtigas. Mesmo ampliando a distância entre a gerência leonina e a massa adepta, cansada de ver tanta promessa desfeita no confronto com a realidade.

 

Tal como muitos outros, também eu cada vez mais me interrogo sobre os desafios da época que se avizinha. E, após tantas decepções acumuladas, sinto-me incapaz de renovar o capital de confiança que já depositei em Jesus.

Para mim, tornou-se uma solução esgotada. Porque não o vejo como intérprete do ADN leonino.

 

Precisamos de um treinador ainda jovem, dinâmico, ambicioso, de preferência com conhecimento da nossa cultura clubística e que goste de potenciar jogadores oriundos dos escalões da formação.

Precisamos de alguém com o perfil muito próximo de Leonardo Jardim - a primeira escolha de Bruno de Carvalho e que se prepara para festejar o título de campeão em França como timoneiro do Mónaco, batendo o milionário Paris Saint-Germain, que todos apontavam como favorito.


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11 Mai 17
Última hora
Francisco Almeida Leite

E o nosso novo treinador é... Jorge Jesus.


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10 Mai 17



Só quem nunca liderou equipas pode achar que isto é como nos desenhos animados em que há um tipo que manda e TODOS os outros baixam as orelhas e que basta estalar os dedos para tudo correr às mil maravilhas. O único problema do Sporting – e, desde há quatro anos, do Porto – é não ganhar o campeonato. Tudo o resto é acessório. A importância de saber se Castaignos é bom ou mau, se Hermes joga ou se Depoitre é barrete depende de se ganhar ou não. E só pode ganhar um por ano. E aqui não há árabes e chineses a descarregar camiões de dinheiro para reforçar as equipas.
As críticas a JJ são estranhas. Por exemplo, no ano passado fizemos a melhor pontuação desde que há campeonato em Portugal. Venderam-se Slimani e João Mário por valores absurdos. Portugal até foi campeão da Europa com quatro jogadores do SCP a serem decisivos.
Este ano a coisa não correu bem no princípio, mas poderia ter corrido melhor se todos tivessem tido mais tino. Era preciso ter atirado a toalha ao chão na primeira volta? E aqui incluo o presidente, o treinador E QUASE TODOS OS ADEPTOS, porque se calhar dava para ficar em segundo, a avaliar pelos empates que o Porto vem acumulando.  
Ou seja, calma lá com treinador novo que este está em curva de aprendizagem. Vencer em organizações, sejam clubes, restaurantes ou associações de remo não é magia nem feitiçaria. É preciso trabalho, talento, recurso e empenho, mas também é preciso permitir que o erro possa existir para ser diagnosticado e corrigido. E é preciso que os concorrentes o permitam. Se bem se lembram, e infelizmente, não temos sido assim tantas vezes campeões.  


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Jesus
Francisco Almeida Leite

É um bom treinador, sem dúvida, mas não respeitou no passado o SCP e parece-me que não o irá fazer na hora da saída. Pelo meio, e nas duas últimas temporadas, ficámos praticamente a zeros. Por um custo muito elevado, que será cerca de sete milhões/ano. Valerá a pena? Não creio. É tempo de olhar em frente com um treinador jovem e com espírito à Sporting. Quem? Pedro Martins, Rui Jorge ou Abel - esse mesmo que foi agora para o Braga.


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Futuro
Pedro Correia

Gostaria de ver Pedro Martins como futuro treinador do Sporting. Tal como gostaria de ver o Rui Jorge.
Têm ambos cultura do clube e mentalidade vencedora. Não gostam de perder nem a feijões.

E vocês?

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20 Fev 17
Não acerta uma
Pedro Correia

O candidato alternativo à presidência do Sporting não acerta uma. Andou três semanas a alimentar a hipótese de trazer  Marcelo Bielsa para Alvalade. Azar: o argentino acabou de assinar pelo Lille, onde ficará duas épocas.


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15 Fev 17

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Bruno de Carvalho, provavelmente reconduzido nas urnas a 4 de Março, só precisará de retroceder um ano, não dois, para voltar ao rumo certo. Porque a primeira época de Jorge Jesus, há que reconhecer, foi globalmente muito positiva. É certo que não ganhámos o campeonato mas lutámos pelo título até à última jornada (e ainda fomos "campeões" provisórios cerca de 20 minutos nessa última ronda).
O modelo foi sem dúvida severamente desvirtuado no último defeso, quando o Sporting se comportou como aqueles herdeiros prontos a desbaratar o legado paterno. O anterior modelo de gestão prudente e cauta de Bruno de Carvalho dissolveu-se na euforia do Verão passado. Com pesados custos. Financeiros e reputacionais.
É também nesses pratos da balança, sem estados de alma, que terá de ser analisado o futuro próximo de Jorge Jesus. Na certeza antecipada de que uma dispensa do treinador sem justa causa nos conduziria a um pesado encargo, superior ao assumido pelo 'caso Doyen'. Teríamos de vender uma das jóias da nossa coroa só para indemnizar a equipa técnica.


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22 Jan 17

«Não tenho o melhor plantel. Tenho é uma equipa trabalhada por mim, e se está trabalhada por mim tem de ser a melhor. A diferença está no treinador.»

Jorge Jesus, 14 de Setembro 

 

Em nove jogos disputados fora para o campeonato, só vencemos três. O jogo de ontem, mais do que qualquer outro, pôs-me a pensar. Até que ponto os jogadores estão com o treinador?

De uma resposta rápida a esta questão depende a solução para a grave crise que atravessa o futebol do Sporting. Tentar iludi-la só avoluma o problema.


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15 Jan 17
O ponto
Edmundo Gonçalves

Já se percebeu que despedir Jesus não é viável, não que não fosse solução.

O ponto é este: Estará Jesus disponível para prescindir da choruda indemnização a que tem direito se o despedirem, considerando que a cada mês que passa o seu valor como treinador se desvaloriza?

Em resumo, estará Jesus interessado em relançar a sua carreira noutro lado, ou está acomodado no Sporting, acolchoado por um ordenado que dificilmente lhe pagarão em qualquer outro clube?

 

Sim, porque a esta altura do campeonato, nem ele próprio "acarditará" em si e na equipa e pela espiral de desânimo e de falta de crença a que assistimos, a desgraça não acabará por aqui.

 

Depois há a desvalorização dos activos, que com o que vai acontecendo, é um facto concreto e terrível para as contas do clube.

 

Em resumo, está nas mãos de Jesus reverter a situação. Depende dele e isso é muito delicado para o Sporting.


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O problema
Pedro Correia

O problema central do Sporting não passa pelo deficiente jogador X ou pelo inepto jogador Y. O problema mais grave remonta ao início da época e relaciona-se com a dimensão colectiva da equipa: o treinador insiste em impor um modelo de jogo a profissionais que não se adaptam a ele.

Isto explica porque sofremos sempre o mesmo género de golos, nos mesmos momentos dos desafios, sem que se vislumbre um antídoto eficaz para evitar novos desaires. No final do jogo em Chaves, todos ficámos com a sensação de já ter visto aquele filme. Não foi novidade para ninguém. Nem se resolve com o presidente a berrar com os jogadores no balneário, como ontem sucedeu - o que pouco augura de bom para o crucial desafio da próxima terça-feira.

Se alguma mudança urge fazer, passará sempre pela adaptação do modelo aos intérpretes em vez da insistência cega e surda no contrário. E já agora - como há tanto tempo aqui venho anotando - convém também mudar o discurso. Que grande injecção de moral deve ser para um jogador ouvir o treinador dizer que não gosta de o ver marcar os golos todos...


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19 Dez 16
Lenços e assobios
Pedro Correia

Nenhum problema - nenhum mesmo - se resolve no Sporting com lenços a esvoaçar nas bancadas logo na primeira vez em que o nosso actual treinador soma duas derrotas consecutivas num campeonato. Nem com assobios bem sonoros aos jogadores durante as partidas, como esta noite aconteceu ainda na primeira parte, visando por exemplo Bryan Ruiz e Marvin.

Quem não perceber isto não aprendeu nada de essencial sobre os inúmeros erros cometidos nas últimas três décadas em Alvalade.


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02 Out 16

Em Madrid, vencendo o Real a cinco minutos do fim, o Sporting sofreu dois golos em cinco minutos que viraram o resultado.

Frente ao Estoril, a ganharmos 3-0, desistimos de jogar antes do fim e sofremos dois golos totalmente evitáveis.

Ontem, no Estádio D. Afonso Henriques, deixámos o V. Guimarães progredir de 0-3 a 3-3 com 20 minutos desastrosos ao cair do pano.

É impossível não descortinar traços de semelhança entre estes jogos: existe um abismo entre o onze que começa e o onze que termina.

Saber fazer substituições é um indício claro da arte de um treinador. Ou não.


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01 Out 16
Desabafo
Alda Telles

Tenho tido o cuidado, como leiga que sou, de ouvir o nosso treinador após cada um dos últimos jogos do campeonato, na esperança de perceber o que corre mal em períodos concentrados de tempo.

Perceber é a melhor maneira de ultrapassar a náusea que empates com sabor a derrota e derrotas me provocam. Perceber é também a forma de continuar a acreditar.

O que acontece é que Jesus parece não ter nenhuma explicação plausível e, por conseguinte, há que passar a esperar sempre o pior.

Esta é uma sensação que me aborrece de sobremaneira, sobretudo quando contamos com jogadores de enorme nível e exibições fabulosas. 

Temos de ter melhores explicações e melhores análises do nosso treinador. Merecemos isso, na nossa infinita capacidade de sofrer. 


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18 Mai 16

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"Jorge Jesus terminou a primeira de três épocas de contrato com o Sporting com um troféu (Supertaça), o apuramento directo para a Liga dos Campeões e um saldo de 36 vitórias em 51 jogos oficiais (70% de sucesso)."

Notícia do Record de 16 de Maio


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03 Jul 15

O Sporting tem actualmente dois treinadores para cada posição.

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02 Jul 15
O meu treinador
Pedro Correia

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É este

 

Leitura complementar: aqui e aqui.


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O meu treinador do ano, no Sporting, foi Marco Silva. Conquistador da Taça de Portugal - primeiro troféu que ganhámos no futebol profissional a nível nacional desde 2008.

A história não pode ser rescrita sob os impulsos momentâneos de cada um. E os factos são teimosos, como assinalou um pensador hoje muito fora de moda.

Quando o retrato de Jorge Jesus foi apagado da fotografia da loja encarnada, fomos os primeiros a criticar tal gesto. Não o imitemos em circunstância alguma.


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04 Jun 15
Ai, ai...
Edmundo Gonçalves

Tanta gente nova que eu vejo por aqui. É bom, o blogue sobe no ranking.

Tanta gente que eu adoraria ter visto por aqui no Domingo e na Segunda a dar largas à sua alegria por termos ganho a Taça de Portugal.

Ou estarei enganado e nem largas, nem alegria?


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Água na fervura.
Frederico Dias de Jesus

Como se uma bomba fosse explodiu a polémica em Lisboa. Jesus pode (ou vai) assinar pelo Sporting. O Marco foi despedido com justa causa. Deste lado do Atlântico o meu sentimento é misto. O Marco da Taça merecia talvez mais respeito pela instituição Sportinguista. O Jesus (a confirmar-se) merece todo o apoio Sportinguista. São dois grandes treinadores. Contudo, e eis a água na fervura, não sabemos as razões da rescisão do contrato com o Marco. Não sabemos se o Marco estava disposto a aceitar o projecto desportivo. Não sabemos o projecto desportivo apresentado (e quem sabe) aceite por Jesus. Por isso, é mais que exígivel, imperativo diria, que o Presidente venha esclarecer todos os temas aos Sportinguistas, a bem da transparência, da verdade e da confiança entre adeptos, massa associativa e dirigentes. 

 

Dois dados curiosos:

1) Não percebo como os Sportinguistas podem rejeitar em primeira mão o treinador com mais títulos em Portugal (embora uns limpinhos e outros ao colo), mas o homem percebe do que faz.

2) Acho graça a alguns pretensos "senadores", augures, que não foram mais que coveiros da desgraça em que estivemos submersos em anos, virem agora defender com unhas e dentes um treinador em que de ínicio nem eles acreditavam. Estes andam a ver se voltam para lá...

 

Nós o vemos, Nós o julgamos. Como disse BdC, "O Sporting é Nosso."


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«Como sportinguista fico naturalmente muito feliz porque identifico-me totalmente com o futebol do Jorge Jesus.»

Manuel Fernandes, esta madrugada, na SIC Notícias


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03 Jun 15
Kindergarten
Paulo Gorjão

Enfim, começo a ficar cansado de más telenovelas. Não vale a pena repetir argumentos e pontos de vista, até porque o Luciano Amaral colocou oportunamente o dedo na ferida. Numa altura em que era suposto saborear a vitória na Taça de Portugal e começar a preparar a próxima época com toda a tranquilidade, eis que insistimos e voltamos a insistir em dar tiros nos pés.

Os dias que estamos a viver são tão estupidamente ridículos. Querer despedir um treinador que acaba de conquistar um título, após um jejum de SETE anos, é inacreditável. Querer despedir um treinador, claramente competente, que ainda por cima conta com o apoio dos adeptos, dos sócios e dos futebolistas, é ainda mais surreal.

Como sempre, regressamos ao que sabemos fazer melhor: dar tiros nos pés e dar de bandeja a terceiros as condições para nos relegarem para terceiro plano.

Não há um problema com o treinador. O presidente insiste em criá-lo. O seu lema parece ser: há que criar problemas onde eles não existem para depois os resolver. Como se não tivéssemos problemas suficientes e inúmeras frentes de batalha em aberto.

O presidente do Sporting insiste num erro colossal, como o designou Pedro Correia. De facto, Bruno de Carvalho parece apostado em mostrar que um homem inteligente pode tomar decisões muito estúpidas.


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18 Mai 15

Para bom entendedor, meia palavra basta. Rui Patrício não precisa de dizer mais nada.


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16 Mai 15
Que se lixe a Taça
Luciano Amaral

Nesta triste história (mais uma), mais do que a confirmação do cemitério de treinadores, de que o Pedro faz aqui a recensão, impressiona o timing: praticamente na véspera do jogo que será o ensaio geral da final da Taça e quinze dias antes dessa mesma final. Mesmo que se queira mudar o treinador, não dava para esperar até depois do dia 31? Alguém mal intencionado diria: será mais difícil despedi-lo se ele ganhar e, com a instabilidade criada, aumenta a probabilidade de derrota e torna-se mais fácil despedi-lo. Só mesmo alguém mal intencionado pode pensar tal coisa. Por isso é que me parece que isto é tudo uma invenção. Uma conspiração lampiónico-andradístico-jornalística. Não é?


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15 Mai 15

O que queria escrever já foi escrito pelo Luciano Amaral e pelo Pedro Correia.

Que puta de vida a nossa.


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Não me lixem!
Luciano Amaral

Hoje, o Record traz um dossier Marco Silva completíssimo: para onde deverá ir quando agora sair do Sporting, no estrangeiro e até, imagine-se, em Portugal (em favor dos inevitáveis Porto ou Benfica, evidentemente); quem são os seus hipotéticos sucessores, com Paulo Fonseca na liderança, seguido por Lito Vidigal, Costinha, Sérgio Conceição e João de Deus (o Costinha, pá?); e como Jorge Jesus é um sonho inalcançável.

 

Eu não sei o que isto é. Sei que é deprimente. Colocam-se duas hipóteses: ou é uma peça de "investigação", ou é uma coisa "plantada" pela direcção. Se se tratar da primeira, então não passa de um delírio desrespeitador do Sporting, a meros quinze dias da final da Taça. Se se tratar da segunda, então estamos perante o nosso futuro próximo. E, nesse caso, estamos mal.

 

Aliás, estamos mal de qualquer maneira. Se for a primeira, mostra-se que, dos três grandes, o Sporting continua a ser o que a "imprensa" menos respeita: onde estão os dossiers Jesus ou Lopetegui, com a mesma cópia de informação? Daqui a quinze dias joga-se aquele que acaba por ser o mais importante jogo da temporada, uma vez perdido o campeonato e outra progressão na Europa. Isto só aumenta a instabilidade. Era coisa para reagir, por exemplo, apelando aos sportinguistas para deixarem de comprar o jornal.

 

Se for a segunda, é pior. Então é esta a altura para andar a "plantar" histórias do género em jornais? Acrescendo que já vi tantas vezes este filme que começo a desesperar. A ser isto, o Sporting é como os Bourbon: lembra-se de tudo e não aprende nada. Justamente, esta história lembra-me aquela em que substituímos o genial Carlos Carvalhal pelo não menos genial Paulo Sérgio. Quem não se lembra? Alguém aprendeu? Todos os que acham Marco Silva uma merda devem querer levar com o Fonseca ou o Vidigal para o ano. Não me lixem!


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13 Abr 15

Primeira vitória do Sporting em Setúbal, para o campeonato, em quatro anos e quatro meses. Primeira presença do Sporting numa final da Taça de Portugal desde a época 2011/12. Mas ontem, nos programas nocturnos de debate televisivo, o tema dominante era a "iminente" saída de Marco Silva do Sporting apesar de o treinador manter três anos de ligação contratual ao clube.

Telenovela atrás de telenovela. Mesmo - ou sobretudo - à hora do futebol.


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08 Abr 15

Tanto o Francisco Melo aqui, como o Edmundo aqui chamaram a atenção para pontos essenciais na nossa equipa de futebol. E fizeram-no de forma correcta e lúcida, como sempre, aliás.

Há no entanto por aí uns "ditos" sportinguistas que atacam o clube de forma quase infame. Basta o Sporting empatar e ei-los a saírem à rua. E o foco principal recai (quase) sempre em... Marco Silva.

Assumo desde já que não me foi passada qualquer procuração para defender aqui e agora o actual treinador, mas continuo a pensar que ele foi a escolha certa para o treinar o Sporting.

Sir Alex Ferguson, no seu livro autobiográfico, refere que esteve a um milímetro de sair do Manchester United quando ao fim de três anos tinha ganho... zero títulos. Escapou ileso quando ganhou a taça de Inglaterra ao quarto ano. Eu sei que estão a pensar que o futebol britânico nada tem a ver com o nosso. É verdade! Mas também o orçamento do MU não é semelhante a qualquer clube luso.

Como é por todos sabido o futebol não é uma ciência exacta. Por isso está sujeito a muitas vicissitudes e a pior delas é que o futebol é jogado por... seres humanos e não máquinas perfeitas (eu sei, eu sei que há o Cristiano e o Messi).

Este ano, ao contrário de outros bem recentes, o Sporting jogou muito bom futebol (talvez mesmo do melhor que se viu em Portugal). E tem sido um prazer ir ao estádio, vê-lo repleto de adeptos a puxar pela equipa (sim, eu sei que também houve alguns assobios, os do costume!). O treinador tem culpa deste bom futebol? Tem. Mas não é culpado de uma decisão de um jogador que atirou a bola ao lado em vez de ser para a baliza. Alguém acredita que o treinador lhe disse para fazer aquilo?

Gosto do actual futebol do Sporting. Faltará melhor finalização, é certo, mas mesmo assim prefiro Marco Silva a qualquer outro treinador que ande por aí. Tem um discurso diferente, nivela por cima quando outros fazem precisamente o contrário. E sabe de futebol!

Em Maio do ano passado escrevi neste mesmo espaço, numa carta aberta a Marco Silva, na altura já o novo treinador para a época 2014/2015, entre outras coisas o seguinte: ganhar, perder e empatar faz parte do futebol. Saber viver e ultrapassar com galhardia os momentos menos bons fará de si, certamente, um melhor treinador;

E hoje, quase um ano passado, não retiro uma vírgula ao que escrevi na altura.


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06 Abr 15

Acho que também vou molhar na sopa do treinador. Já antes tinha molhado e continuo com a mesma opinião: penso que o homem deve ficar. Mas esta foi uma das épocas mais estranhas de que me lembro. Golos estúpidos, auto-golos, falhanços inacreditáveis, expulsões inacreditáveis. Nas épocas anteriores em que ficámos em terceiro ou quarto, os maus resultados não surpreendiam muito porque a equipa não jogava grande coisa. Mas este ano só me lembro de quatro (talvez cinco) jogos em que fomos inferiores: os dois contra o Chelsea, o jogo contra o Porto nas Antas (e que se explica por causa do jogo com o Wolfsburgo nas pernas) e o jogo contra o Guimarães em Guimarães (uma inferioridade que ainda hoje estou para perceber...) - o quinto jogo, no qual tenho dúvidas sobre a nossa inferioridade clara, foi o jogo contra o Wolfsburgo na Alemanha. Contra o Benfica, foi equilibrado na Luz e, em Alvalade, foi aquele em que eles foram lá fazer de Arouca e saíram com um empate graças a uma morcela maior do que as da Beira Baixa. Contra o Porto em Alvalade, tínhamos obrigação de ter despachado dois ou três na primeira parte, altura em que os andrades se limitaram a ver a bola passar (e não podemos esquecer, claro, o jogo da Taça nas Antas). O grande problema não foi nestes jogos. Foi naqueles em que, tendo sido claramente superiores, não ganhámos: Belenenses, Académica em Coimbra, Moreirense em casa, Paços, etc., etc.

 

Ou seja, a equipa joga bem, mas depois não é decisiva, é instável, potencia os erros individuais. Ora, isto deve-se muito ao treinador. E se o treinador é para ficar, também é para ficar olhando para isto e tentando aprender. Há qualquer coisa na maneira como a equipa joga que faz com que os golos não entrem e se sofram muitos. Não me peçam para dizer o que é, porque não sou treinador. Sou apenas um apreciador desde o primeiro jogo que vi ao vivo em 1971 (Final da Taça, Jamor, Sporting-Benfica, 4-1). Vejo muito sportinguista a dizer que o treinador não presta. Então presta quem? Jesualdo, Vercauteren, Oceano, Sá Pinto, Domingos, Couceiro, Paulo Sérgio, Carvalhal, Paulo Bento, Peseiro, Fernando Santos? Ou seja, todos os anteriores (saltando Jardim) até Bölöni? Alguém trocava Marco Silva por algum deles? Eu não trocava, mas a verdade é que o homem ainda tem muita pestana para queimar. Só espero é que seja capaz de fazer isso.


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 Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP

 

1

Ponto prévio: já defendi diversas vezes aqui Marco Silva. Na crise de Dezembro, cuja existência foi agora finalmente reconhecida pelo presidente, não hesitei um momento em colocar-me do lado do treinador. E há muito escrevo aqui sobre a necessidade de estabilidade no Sporting também neste domínio. Aliás a minha primeira crítica à direcção Godinho Lopes, tinha este blogue pouco mais de um mês de vida, relacionou-se com a indecorosa e extemporânea "varridela" de que foi alvo Domingos Paciência, ainda por cima com insultos encenados no aeroporto para tornar a coisa ainda mais reprovável.
Marco é muito superior a Domingos, não tenho dúvida. Ninguém nega que pôs a equipa a jogar bem e soube valorizar diversos jogadores. Basta apontar o caso de Carrillo para dissipar qualquer dúvida.

 

2
Como é óbvio, no entanto, nenhum treinador está imune à crítica. Reitero portanto as críticas que logo na noite de sábado, mal terminou o jogo, fiz a Marco Silva - e tenho visto repetidas em todos os fóruns de debate televisivo:
- Escalou mal a equipa (para quê Tanaka na bancada e não no banco, onde se sentava um inútil Sarr?) num jogo em que precisávamos de mais trunfos ofensivos pois tínhamos de vencer. Um empate, para nós, equivale a uma derrota nesta fase do campeonato.
- Mandou sair Slimani, que foi o segundo melhor em campo após Nani, precisamente no rescaldo imediato do golo do Paços, trocando-o por Montero (que não marca desde 1 de Fevereiro). Para quê a troca directa de avançados quando precisávamos mesmo de vencer aquele jogo? Porque não alinhar em simultâneo Montero e Slimani, mesmo com o argelino desgastado? Já se percebeu - entra pelos olhos dentro de qualquer adepto - que Montero, sozinho, não rende na frente de ataque.
- Deixou Carrillo arrastar-se em campo mais 20 minutos do que devia, só aos 85'. Carlos Mané - que tem resolvido vários jogos no quarto de hora final - teria sido o substituto ideal do peruano logo aos 65'. E - lamento escrever isto - meter o Capel é pôr o Sporting jogar só com dez. Mais valia ter deixado o peruano em campo nos restantes dez minutos do que meter o andaluz. Não me lembro, aliás, de que este tenha sequer tocado na bola.

 

3
Conclusão: Marco, que em diversas outras partidas mostrou ser um bom leitor do jogo, desta vez não esteve bem. Acontece a qualquer um: sábado foi a vez dele.

E chega de compararmos o valor do nosso plantel com o do FCP e o do SLB: não foi com estes plantéis que tropeçámos na temporada ainda em curso. Balanço dos confrontos com o SLB: uma vitória na Taça de Honra e dois empates no campeonato. Balanço dos confrontos com o FCP: uma vitória na Taça de Portugal, um empate e uma derrota no campeonato. Ou seja, apenas uma derrota em seis jogos oficiais com os outros 'grandes'.

O nosso problema é o excesso de empates com as equipas 'médias' e 'pequenas'. Tem a ver com níveis de concentração e motivação e ansiedade. Ora tudo isto depende, em larga medida da acção do treinador.


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O treinador não joga
Duarte Fonseca

Quem joga são os jogadores.

É verdade que a influência do treinador sobre estes é muito grande, mas quem está lá dentro e quem decide são os jogadores.

Por isso, considero absolutamente ridículo criticar o treinador por erros cometidos pelos jogadores, seja em que situação for. Aceito, isso sim, e já o fiz várias vezes ao longo da época, que se critiquem comportamentos ou orientações da equipa. É por isso que o treinador é responsável e deve ser julgado.

Continuo a achar que temos muitas dificuldades no processo defensivo (controlo da profundidade, contenção, zona da bola), que o posicionamento da linha média deixa muito a desejar, que construímos pouco pelo meio e que em termos ofensivos regredimos desde o início da época, mas não se pode criticar o treinador pelos erros individuais dos jogadores. Antes sim, pelas opções de jogo, as colectivas.

Por fim, e apesar do empate, o jogo que fizemos em Paços de Ferreira foi muito mais competente que outros da época em que ganhámos.


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05 Abr 15
Marco Silva
Francisco Almeida Leite

Sobre o jogo de ontem retiro uma conclusão já antes adiantada aqui: Marco Silva não é treinador para o Sporting. Lamento muito ter que dizer isto porque se trata de um jovem com futuro, mas um clube como o nosso não deveria ser dado a este tipo de experiências e estágios profissionais num lugar como aquele. Como é óbvio tudo releva do mesmo problema de sempre, o orçamento é curto para mais.


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27 Dez 14
Giro, giro...
Luís de Aguiar Fernandes

 

...é ver aqueles que criticavam o nosso presidente por supostamente querer correr com o treinador, agora a dizerem que o mesmo presidente fez mal em não correr com ele, por demonstrar fraqueza. Faz sentido.


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26 Dez 14

Passamos meses a dizer, e com motivos de sobra, que o Benfica é levado ao colo pelas equipas de arbitragem, que atribuíram seis pontos extra aos encarnados - escandalosamente favorecidos em jogos como o Estoril-Benfica, o Nacional-Benfica e o Benfica-Gil Vicente - e depois alguém justifica o alegado afastamento de Marco Silva pelo facto de o SLB ter mais dez pontos do que o Sporting no campeonato?

Algo aqui não bate certo. Um discurso não cola com o outro.


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21 Dez 14

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Um treinador vive dos resultados e em função deles passa de bestial a besta, ou o contrário, em pouco tempo. Sou um admirador assumido de Leonardo Jardim e assisti, com alguma tristeza, à sua partida para o Mónaco. Isto dito, Marco Silva assumiu funções em circunstâncias muito complicadas. Substituir Leonardo Jardim, depois de alcançar um segundo lugar no campeonato na época anterior (e depois da catástrofe desportiva na época antes dessa), seria sempre uma tarefa complicada. Consequentemente, Marco Silva nunca beneficiou do capital de boa vontade de que usufruiu Leonardo Jardim.

Todos -- presidente, sócios e adeptos -- querem mais resultados este ano, ainda que, em larga medida, o plantel seja o mesmo. A excepção óbvia é Nani, mas um jogador excepcional, ainda que faça a diferença em muitas ocasiões, não permite tapar o sol com uma peneira. Acresce que houve jogadores muito importantes na última época que nesta estão uns furos abaixo do que nos habituaram. O banco, enfim, apresenta algumas soluções, mas há que reconhecer que não é o sonho de um treinador. Em suma, a verdade é que, sendo possível assegurar a conquista de um troféu esta época, em todo o caso não será fácil.

Tudo isto para dizer que a vida de Marco Silva é muito difícil, há que o reconhecer. Mas vou mais longe: não sou um admirador incondicional, mas Marco Silva será o meu treinador, no mínimo, até ao final da época. Dispenso chicotadas psicológicas, prescindo de instabilidade, ainda por cima induzida a partir do interior do Sporting. Temos os ovos que temos, façamos as omeletes possíveis.

Estou certo, absolutamente seguro, que todos queremos o mesmo: ver o Sporting a ganhar. Continuemos, portanto, todos a remar para o mesmo lado, ainda que, por vezes, isso exija uma paciência de santo.


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17 Ago 14

 

Bastou apenas um jogo, saldado com um empate fora de casa marcado pela equipa adversária a dois minutos do apito final, para vermos regressar um dos piores vícios dos adeptos leoninos: o tiro ao treinador.

Marco Silva, confrontado ao longo da semana com uma situação muito delicada do foro disciplinar que o fez perder em simultâneo dois jogadores muito importantes, começou a ser alvo de críticas duríssimas por parte daqueles que gostariam de ver Alvalade transformar-se novamente em cemitério de treinadores.

 

A verdade é que ontem à noite tudo poderia ter terminado de forma bem diferente se o melhor jogador do Sporting não tivesse sido também o pior. Refiro-me ao muito desgastado Carrillo, à beira da exaustão, que com um corte disparatado no centro da área leonina, aos 90 minutos, permitiu o golo da Académica que empatou a partida.

Marco Silva, que já se vira forçado a esgotar as substituições, não tem culpa disso. Como não tem culpa de que Cédric se tivesse lesionado ao terminar a primeira parte ou que William Carvalho cometesse uma falta evidente, em zona não-perigosa do terreno, quando já tinha um cartão amarelo.

 

São razões de sobra para não começar a alvejar o treinador quando apenas foram cumpridos 90 minutos de jogo oficial na nova temporada. Lendo o que se tem escrito em alguns blogues e redes sociais, só faltou proclamar Paulo Sérgio - que tão criticado foi em Alvalade - como melhor treinador do que Marco Silva.

Nenhum projecto se constrói sem tempo. Alguns dos que agora contestam o ex-técnico do Estoril, suspirando com saudades de Leonardo Jardim, são precisamente os mesmos que há um ano acolheram com desconfiança a chegada do técnico madeirense ao clube enquanto suspiravam com saudades do antecessor, Jesualdo Ferreira.

Este é outro vício antigo no Sporting: quem esteve é sempre superior a quem está.

Quanto ao resto: não vale a pena falar mais de Rojo, como não vale a pena falar de Dier. O Sporting só deve contar com quem continua no clube e com quer jogar. Não pode contar com quem já partiu nem deve contar com quem recusa vestir a camisola verde e branca.
Há quem conteste, referindo que isto são frases de quem professa uma fé cega nos destinos leoninos. Mas não: trata-se apenas da afirmação de um princípio de base.

Se não vigorasse este princípio, podíamos fechar a loja. Seríamos outra coisa qualquer, mas não o Sporting Clube de Portugal.


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22 Mai 14
Fui enganado
Edmundo Gonçalves

"O rei está morto. Viva o rei!"

 

Escrevi lá mais para trás sobre a renovação de Leonardo Jardim, fiado numa notícia d'A Borla (eu sei, a gente deve dar um grande desconto às "notícias" dos desportivos, mas a vontade enorme de que a "notícia" fosse verdadeira levou-me a extravazar os meus sentimentos, pronto...).

Fui enganado, no entanto não retiro nada ao que escrevi, que até nem foi extenso, mas dizia muito.

Continuo a achar que Leonardo Jardim foi a melhor aposta naquela altura e que fez um trabalho extraordinário. Uma estrutura directiva sólida permitiu-lhe trabalhar sem pressão e aplicar as suas ideias numa equipa completamente renovada e recheada de gente "imberbe". É um facto indesmentível que ultrapassou todas as previsões, até as mais optimistas. E aqui é que bate o ponto! Custa-me um pouco entender que alguém que (com mérito, é certo) chegou à sua "cadeira de sonho" e com um projecto a meio, o abandone por dinheiro. Sim, eu sei que a diferença entre o que lhe pagava o Sporting e o que lhe irá pagar o Mónaco ou outro qualquer não é dispicienda, mas caramba, imaginemos que lhe (nos) corria bem a próxima época! Não estaria ainda mais valorizado? Sim, estou a abrir mão de 3M de Euros, mas qual de nós não trocaria esses "trocos" por um título de campeão?!

Não quero sequer pensar que a saída de Leonardo Jardim tenha a ver com outra coisa, que não seja dinheiro. E assim sendo, a sua saída não abona muito em seu favor, lamento dizê-lo. Que não quisesse renovar já, ou que o não quisesse fazer pura e simplesmente, estaria no seu direito! E partir no final do contrato, com missão cumprida, dava-lhe uma margem enorme de crédito junto do Clube, para um dia voltar pela porta grande. Lamento dizê-lo, mas apesar de tudo o que de bom fez, a sua saída prematura talvez lhe tenha fechado as portas a um eventual regresso. A ver vamos... Mas, por tudo isto, senti-me enganado também por Jardim.

 

Agora o escolhido foi Marco Silva. Era expectável. Não sei se recusou ou não o Porto, não sei se foi abordado pelo benfica, sei que aceitou vir para o Sporting. E sei o que ouvi ontem na apresentação e gostei. Gostei muito! Se as palavras forem espelhadas em resultados, temos homem, teremos equipa e alcançaremos resultados e MS demonstrou já que sabe da poda; não esqueço o último jogo deste campeonato que agora terminou e da única equipa que jogou à bola, bem como da excelente campanha que fez com o Estoril, que ao longo pelo menos dos dois últimos anos apresentou um "fio de jogo" muito bom, fluente, de troca de bola, acutilante e venenoso para os adversários.

Gostei da duração do contrato, demonstração da confiança que tem a  direcção no seu projecto e que os sócios o reconhecerão em próximas eleições, sendo também um recado óbvio, para alguns que ainda teimam em ser "marretas", de que o Sporting caminha em direcção ao futuro e nada nem ninguém o vai parar!

Por mim, tenho certeza absoluta (no que o futebol pode deixar ser absoluto) que os títulos aparecerão, já que resultados excelentes os vamos conseguindo quase diariamente. E os títulos serão consequência desses resultados, que inevitavelmente tornarão o Sporting cada vez mais forte para enfrentar os seus inimigos, já que aos adversários muito em breve ultrapassaremos inexoravelmente.

Sem ter qualquer relevância para o caso, diz-se que Marco Silva é adepto dos encarnados. Também se diz que Jesus é dos nossos, e é vê-lo a trabalhar honestamente em prol de quem lhe paga. Não será por aí!

Seria até interessante que Marco Silva tivesse longa vida em Alvalade. Seria bom sinal!

 

O rei está morto. Viva o Rei!


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21 Mai 14
O meu treinador
Pedro Correia

 

É este


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Ainda a nova época não começou e o Sporting já teve a 1ª chicotada psicológica. Sai Leonardo, vamos ver como fica o jardim (a imagem pode não ser muito feliz mas neste não há papoilas...). Esta mudança é um verdadeiro teste à maturidade do conjunto que fez um excelente campeonato. Faltaram títulos mas, comparando com um ano atrás, quem se lembraria de tanto? Confiança é a palavra de ordem. E apoio. Para já que venha o novo treinador e os 3 milhões do Principado, e que outro tanto lhe siga. 2014/2015 será ano de consolidação, de conquista ou de recuo? A ver vamos, como diz o outro.


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20 Mai 14

No passado dia 16 de Dezembro escrevi este texto, onde temia a eventual saída de Leonardo Jardim no final da época. Com a rescisão esta tarde/noite anunciada por Bruno de Carvalho, quase ao mesmo tempo que um dos responsáveis do Mónaco comunicava o fim do contrato com Cláudio Ranieri, é (quase?) certo que o madeirense irá rumar a terras gaulesas durante as próximas temporadas.

 

O que eu receava aconteceu!!

 

Certamente que era impossível, nesta altura do “campeonato financeiro”, o Sporting lutar contra um qualquer clube milionário, ao mesmo tempo que não se podia nem devia cortar as hipóteses a Leonardo de abraçar um projecto, se não mais ambicioso, pelo menos mais apelativo, financeiramente falando.

 

Ao contrário de outros treinadores L.J. ficará na história do Sporting por ter feito “mais com menos”, enquanto outros fizeram “menos com mais”.

É a hora de outro técnico dirigir as hostes leoninas a um patamar de excelência donde nunca deviam ter saído. Marco Silva é para mim o preferido! Mas Manuel Machado ou até o Pedro Martins poderiam ser outrossim boas escolhas.

 

O senhor que se segue tem não só a responsabilidade de gerir os recursos humanos postos ao seu dispor mas manter a qualidade e excelência que LJ nos apresentou e habituou. Não será um trabalho fácil, mas alguém disse que o seria?


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13 Mai 14
Quem se lembra na história recente do nosso Sporting de, chegados ao final da época, termos um treinador pretendido por clubes dispostos a pagar para o levar?

Quem se lembra de estar de plantão, a aguardar apenas a confirmação ou não da saída do actual treinador, aquele que é considerado a grande revelação das últimas duas épocas?

Qual foi a época, dos últimos dez anos (ou mesmo vinte), em que no final temos um clube organizado, estável e que mesmo que se dê a saída do treinador, sentimos que a casa não vai abaixo e lá teremos que começar um novo ciclo, com alteração de prioridades nas aquisições?

Eu não me lembro.


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