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És a nossa Fé!

Um abraço para Tondela

Confesso-vos que estava hoje a torcer pela vitória do Tondela. Passei duas temporadas este ano no distrito de Viseu, de que tanto gosto, e foi com o coração apertado que faz hoje oito dias acompanhei a nova tragédia dos incêndios que este ano fustigou o País em geral e a Beira interior em particular.

O concelho de Tondela foi um dos mais devastados pelas chamas. Por isso os seus habitantes bem mereciam hoje uma pequena alegria no futebol. Tiveram-na, com a primeira vitória em casa, por 2-0, conseguida há pouco frente ao Belenenses.

Torci por eles. E dou-lhes os parabéns.

De Senhor, meu caro Jorge Jesus

Passámos um jogo que nos andava "entalado". Nas duas últimas temporadas perdemos pontos em casa com o Tondela. Não é, de longe, o melhor clube da Primeira Liga, mas era uma espécie de malapata que nos estava atravessada. É bom relembrar que bastaria uma vitória há dois anos ao Tondela e o tão ambicionado título teria acontecido. 

Mas, mais do que vencer o Tondela, mais do que finalmente vencer um jogo pós-Liga dos Campeões, o que mais saliento é o discurso de Jorge Jesus após o jogo. Ponderado, sereno e com os pés na terra. É fundamental manter o registo. O Sporting não pode embandeirar em arco quando faltam tantas jornadas e tantos problemas pela frente. E é preciso perceber de uma vez que o nosso foco é só um: o Sporting Clube de Portugal. Focados no nosso trabalho, nos nossos jogadores e no muito que temos que fazer. 

Vamos a isso Mister. Seguimos #Juntos. 

 

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ronaldo inspirou 2 golos de antologia

Em plena ressaca europeia, acabadinhos de descer do Olimpo, os Leões receberam a visita do deus do futebol - Cristiano Ronaldo - e depararam-se com uma verdadeira figura da mitologia do apito português, o senhor Manuel Oliveira, que depois de ter permitido todo o tipo de ofensas à integridade física dos jogadores do Sporting acabaria por mostrar o primeiro amarelo do jogo apenas aos 74 minutos e a ...Bruno Fernandes. Um "must"!

A equipa leonina apresentou-se com 4 alterações face ao jogo europeu, sendo que Alan Ruiz e Iuri Medeiros foram as surpresas (Coentrão e Dost regressaram à titularidade habitual). O argentino apresentou-se no seu costumeiro registo de "morto de sono", como se vivesse num permanente "jet lag" entre a hora do jogo e a hora da sesta. 

Os 42.401 espectadores tiveram o privilégio de assistir a 2 grandes golos: o primeiro, de livre directo, ao ângulo superior, apontado por Mathieu, o segundo, numa folha seca, de fora da área, marcado pelo inevitável Bruno Fernandes.

Ainda houve tempo para o concurso "Bola no Ferro", que consistiu em cantos marcados por Bruno Fernandes e remates alternados de William, com o pé e de cabeça. Aqui foi obtido o pleno: duas tentativas, dois disparos do (2º) capitão leonino aos ferros, um deles com a preciosa assistência de Cláudio Ramos, guardião tondelense. 

E assim terminou um jogo em que o Sporting venceu à bomba e a equipa de Tondela não realizou um único remate enquadrado à baliza de Rui Patrício.

 

Os nossos jogadores:

 

Rui Patrício - Esteve em campo, mas dada a inoperância dos tondelenses, o espírito andou longe dali. Deu para pensar onde passar as próximas férias, que presentes comprar no Natal ou em encomendar a série completa de "Orange is the new black" (Netflix), retirando ideias para futuras cores da sua camisola de jogo. Entretanto, naquele semi-anonimato que o jogo lhe proporcionou, quase não nos apercebemos que voltou a ser o capitão. 

Nota: Sol

 

Piccini - Compete com Gelson e Mathieu para protagonista da próxima sequela de "Velocidade furiosa" - versão a pé - , tal a rapidez com que se desloca, com ou sem bola. Com Iuri muito colado à linha, avançou frequentemente em diagonais criando desequilibrios na defesa adversária. Aos poucos, o "flecha" vai conquistando o coração dos adeptos.

Nota:

 

Coates - O uruguaio não deu quaisquer veleidades aos avançados do Tondela, fazendo jus à sua condição de Ministro da defesa do "governo" instalado em Alvalade. 

Nota:

 

Mathieu - A importância de ter jogadores como o gaulês é que quando os jogos estão fechados, as defesas adversárias cerradas, dá muito jeito ter jogadores de categoria extra que consigam individualmente encontrar soluções para os problemas que a equipa colectivamente mostra dificuldade em resolver.

Nota: Si

 

Coentrão - Muito contido, não fosse aparecer um espasmo aqui, uma mialgia ali, ficou na maior parte do tempo a assistir da Varanda. Algumas, poucas, iniciativas concluidas com cruzamentos rasteiros interceptados pela defesa tondelense.

Nota: Sol

 

William - Imperial! Num meio-campo central a 2, o Sir deslizou pelo terreno, sempre de forma esclarecida. Quando joga assim, transforma-se numa hidra, um monstro sempre com uma cabeça a mais a pensar o jogo e, simultaneamente, a destruir pela raiz qualquer pretensão ofensiva do adversário. Vencedor do concurso "Bola no Ferro" e o melhor em campo.

Nota: Si

 

Bruno Fernandes - Bruno, o influente, recebeu um passe de William, rodou e, de fora da área sem olhar para a baliza, disparou um míssil que só parou no fundo das redes de Cláudio Ramos. Assim, marcou o seu 6º golo em 9 jogos (melhor marcador) e participou no 13º golo da equipa (em 23), números que não deixam dúvidas a ninguém. Antes do jogo, recebeu os seguintes prémios do Sindicato de Jogadores do mês de Agosto: melhor jogador, melhor jogador jovem, melhor médio, melhor golo. Durante o jogo, Manuel Oliveira também lhe atribuiria o galardão do primeiro cartão da noite, o que arrancou sorrisos amarelos nas bancadas. Quase que aposto que será o primeiro da Liga a acumular 5 amarelos, "prémio" que lhe permitirá descansar em algum dos duelos importantes que teremos pela frente.

Nota:

 

Iuri Medeiros - Demasiado preso na ala, esteve na origem do primeiro golo quando se soltou, deambulou pelo centro do terreno e acabou carregado pelas costas, originando o livre que Mathieu transformou em golo.

Nota: Sol

 

Alan Ruiz - Mais uma exibição dentro da sua linha: lento na definição, preso de movimentos, pouco jogo colectivo. Tem de melhorar rapidamente pois, com o regresso de Podence, a manter este registo terá muito pouco espaço para jogar.

Nota: Mi

 

Acuña - O Muro geriu o tremendo esforço desenvolvido nas últimas semanas refugiando-se mais em tarefas defensivas. Na fase final do jogo, a sua imponência física veio ao de cima, dinamitando todos os que se encostavam. Quase marcava em mais uma bomba de fora-da-área.

Nota: Sol

 

Bas Dost - O holandês teve um jogo inglório. Correu e saltou muito entre os centrais adversários, mas não foi bem servido, nem teve qualquer oportunidade de golo. Pareceu ter sido subtilmente tocado perto do final do jogo quando tinha a baliza à mercê.

Nota: Sol

 

Battaglia - A sua entrada em campo coincidiu com o melhor períoda da equipa. Arrastou o jogo para o meio-campo adversário quando a equipa tondelense começava a subir no terreno e permitiu que Bruno Fernandes procurásse outros espaços, o que foi providencial na obtenção do segundo golo leonino. Continua a fazer jus ao seu epíteto de Exterminador Implacável.

Nota: Sol

 

Gelson - Dá sempre jeito ter uma mudança a mais quando as coisas ameaçam complicar-se. Com ele em campo, o Tondela perdeu qualquer ambição atacante, preocupando-se apenas com diferentes formas, legais ou não, de parar a velocidade e o talento do jovem prodígio leonino.

Nota: Sol

 

Bruno César - Desta vez entrou bem e ajudou a estabilizar a equipa. Teve alguns lances atacantes bem delineados, prometendo voltar ao seu melhor período do ano passado.

Nota: Sol

 

Tenor "Tudo ao molho...": William Carvalho

 

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Os nossos jogadores, um a um

Levámos enfim de vencida o Tondela em Alvalade. Após duas épocas em que tropeçámos frente a esta equipa.

O triunfo leonino começou a ser construído aos 12', com um tiro certeiro de Mathieu na conversão de um livre directo. E consolidou-se aos 72', com um remate-bomba de Bruno Fernandes, muito saudado pelos mais de 42 mil espectadores que esta noite acorreram a Alvalade.

Outro jogo sem sofrermos golos, comprovando-se a solidez da nossa defesa. E sem acusarmos o cansaço do jogo a meio da semana frente ao Olympiacos. Desta vez com Coentrão em campo, Iuri Medeiros no lugar de Gelson Martins, Battaglia e Doumbia no banco, Alan Ruiz e Bas Dost no onze titular.

O melhor, para mim, foi novamente Bruno Fernandes.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Pouco interventivo numa partida em que a equipa adversária não chegou a causar perigo. Quando foi preciso mostrou que estava lá.

PICCINI (6). Recuperou da lesão sofrida na jornada anterior. E apareceu de ânimo reforçado. Ainda com mais solidez a defender. E agora com mais critério nas incursões no ataque.

COATES (7).  Pouco exuberante desta vez nas incursões além da linha do meio-campo, mas de uma eficácia indiscutível no eixo da defesa. Travou tudo quanto havia para travar.

MATHIEU (8). Ganhou todos os lances aéreos, limpou a zona que lhe estava confiada e foi às dobras sempre que necessário. O melhor de tudo foi o grande golo que marcou, de livre, aos 12'.

FÁBIO COENTRÃO (7). Reapareceu e mostra-se cada vez mais confiante. Dominou o seu corredor, com inteligência e sabedoria. Falta-lhe apenas aprimorar a forma física para jogar os 90 minutos. Saiu aos 81'.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi às segundas bolas e ganhou-as. Funcionou como tampão no corredor central. E lançou os companheiros na manobra ofensiva. Só lhe faltou marcar. Esteve quase, aos 83'.

B. FERNANDES (8). Começou como médio de transição, muito influente na construção ofensiva. A meio da segunda parte adiantou-se no terreno e assumiu-se como o melhor em campo. Marcou um golão aos 72'.

IURI MEDEIROS (5). Estreia pouco auspiciosa no onze titular deste campeonato. Teve muita dificuldade em libertar-se da marcação apertada que lhe fizeram na ala direita do ataque. Substituido aos 59'.

ACUÑA (5). Talvez o jogador que mais evidenciou sinais de fadiga após a jornada europeia. Podia ter marcado, no final da primeira parte, mas atirou ao lado. Segunda parte muito apagada.

ALAN RUIZ (4). Lento, previsível, sem capacidade de fazer a diferença nos confrontos individuais nem sequer nos remates de meia-distância. Fez um apenas, que foi defendido. Saiu aos 54'.

BAS DOST (5). Bem servido por Gelson Martins e Piccini, desta vez não chegou a marcar. O sistema de jogo do Tondela tolheu-lhe os movimentos e foi incapaz de se libertar das marcações.

BATTAGLIA (6). Rendeu Alan Ruiz aos 54', proporcionando que Bruno se adiantasse no terreno. Cumpriu a missão que lhe foi destinada: fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque no eixo do terreno.

GELSON MARTINS (7). Substituiu Iuri aos 59' e logo imprimiu mais velocidade à equipa, arrastando os defesas contrários. Sem golos nem assistências, mas influente na dinâmica ofensiva dos 20 minutos finais.

BRUNO CÉSAR (5). Entrou para o lugar de Coentrão e deu conta do recado, demonstrando em dois ou três lances que é uma boa alternativa para esta posição. Como é para outras.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De ver o Sporting vencer o Tondela esta noite em Alvalade.  Após dois empates em casa frente a esta mesma equipa nas duas épocas anteriores (os dois pontos que deixámos fugir há dois anos ter-nos-iam valido o título de campeões nacionais), desta vez demos um pontapé nessa brevíssima e disparatadíssima tradição, superando outro obstáculo no caminho do título que queremos festejar em Maio. O triunfo, por 2-0, valeu-nos mais três pontos. E vão dezoito: seis jogos, seis vitórias.

  

De Bruno Fernandes. Outra excelente exibição do nosso médio ofensivo - talvez o mais vibrante jogador a actuar neste momento no campeonato português. Voto nele como melhor em campo. Não apenas pelo grande golo que marcou aos 72', num fortíssimo remate de meia-distância, mas por ter sido crucial na construção do nosso jogo ofensivo. Leva quatro jogos consecutivos a marcar.

 

De Mathieu. Partida quase perfeita do central francês, que hoje se estreou a marcar pelo Sporting, logo aos 12', na cobrança perfeita de um livre directo. Um míssil que saiu do seu pé esquerdo - indefensável para o guardião do Tondela. Na organização defensiva teve a influência a que nos vem habituando desde que começou a jogar de verde e branco.

 

De William Carvalho. Havia já por aí uns "analistas" da treta a especular sobre o estado anímico do melhor médio defensivo português, que - felizmente para nós - viu gorada a transferência para o West Ham. O nosso capitão responde em campo a esses tontos, desmentindo-os em toda a linha. Frente ao Tondela, ganhou quase todos os confrontos e chegou a recuperar bolas em três ocasiões fazendo frente a dois adversários em simultâneo. No passe ofensivo, a mesma eficácia: foi dele a assistência para o golo de Bruno Fernandes. E poderia até ter marcado, aos 83', quando rematou ao poste.

 

Do regresso de Fábio Coentrão. Com ele no onze titular, o nosso corredor esquerdo fica muito mais compacto. Foi o que aconteceu. Não por acaso, o Tondela acabou por canalizar o seu esporádico fluxo atacante quase sempre pela ala oposta. Falta agora a Coentrão aprimorar a condição física. De qualquer modo, quando foi substituído, aos 81', recebeu uma sentida e merecida ovação.

 

Da nossa eficácia nas bolas paradas. Noutros campeonatos, decorriam meses sem vermos o Sporting marcar um golo de livre ou surgido de um canto. O treino específico, nesta área, está a produzir bons resultados, como o golo marcado por Mathieu bem demonstrou.

 

De termos superado o "efeito Champions". Ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, em que acusava o peso físico e anímico das competições europeias, a equipa não claudicou nem antes nem depois da partida disputada em Atenas.

 

Da mobilização nas bancadas. Estivemos 42.401 em Alvalade. Apoiando a equipa do princípio ao fim.

 

Da homenagem póstuma a Maria de Lourdes Borges de Castro. Um minuto de aplausos intensos, antes do apito inicial, à nossa sócia n.º 4, falecida há dias. Com 94 anos de vida e de associada.

 

De ver Cristiano Ronaldo hoje em Alvalade. O melhor jogador do mundo, adepto e sócio do Sporting, teve direito a um cântico das claques e ajudou a moralizar ainda mais a nossa equipa com a sua presença na tribuna.

 

Que o Sporting tenha de momento o melhor ataque do campeonato. Quinze golos marcados nestes seis jogos da Liga 2017/2018.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do resultado ao intervalo. Ganhávamos por 1-0, o que nos sabia a pouco.

 

De Iuri Medeiros. Decepcionante estreia a titular neste campeonato, para o lugar habitualmente ocupado por Gelson Martins. Podia e devia ter feito muito melhor. Aos 24', bem assistido por Bas Dost e sem oposição da muralha defensiva do Tondela, teve uma das melhores oportunidades do jogo. Mas desperdiçou-a atirando ao lado.

 

De Alan Ruiz. Fez um bom remate à baliza, aos 40', que o guarda-redes defendeu em esforço. Mas continua a faltar-lhe intensidade e velocidade. Não aproveitou a segunda oportunidade como titular da equipa que o treinador lhe concedeu.

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Foi complacente com o jogo duro e até violento do Tondela, nomeadamente com uma agressão a Alan Ruiz que merecia cartão vermelho e nem chegou a ser sancionada com falta. Fechou os olhos a múltiplas cargas sobre Acuña e Bruno Fernandes no limite da ameaça à integridade física dos nossos jogadores. E acabou por mostrar o primeiro cartão amarelo da partida, iam decorridos 74 minutos, precisamente a Bruno Fernandes - premiando assim, por contraste, o jogo faltoso da equipa beirã. Um critério disciplinar inaceitável.

Prognósticos antes do jogo

Sábado, 20.30: dia e hora do apito inicial do Sporting-Tondela. Com arbitragem de Manuel Oliveira e Tiago Martins pela terceira vez como vídeo-árbitro num desafio protagonizado pela nossa equipa na Liga 2017/2018.

Espero que seja um jogo que nos deixe melhores memórias do que as visitas da turma beirã a Alvalade nas duas épocas anteriores.

Quais são os vossos prognósticos para esta partida?

Os nossos jogadores, um a um

Há males que vêm por bem. Foi preciso Adrien lesionar-se e ocorrer o castigo simultâneo a Alan Ruiz e Bruno César que deixou ambos de fora desta jornada para Jorge Jesus apostar enfim decididamente nos talentos oriundos da Academia leonina. Aposta coroada de êxito: a linha atacante que hoje jogou imediatamente atrás do ponta-de-lança foi composta por um trio de jovens valores formados em Alcochete. Podence no eixo, Matheus Pereira à esquerda, o nosso já bem conhecido Gelson Martins à direita.

Todos mostraram serviço nesta concludente vitória do Sporting em Tondela, por 4-1 - o mais dilatado triunfo conseguido pelo onze leonino na Liga 2016/17. Podence - em estreia como titular - fez uma excelente assistência para o primeiro golo, Matheus construiu a vistosa jogada de que resultou o segundo, Gelson Martins protagonizou a arrancada que viria a ser travada em falta dentro da grande área adversária e punida com o primeiro dos três penáltis desta noite.

Heróis deste jogo, apenas suplantados por Bas Dost, o marcador dos nossos quatro golos. E poderia ter marcado um quinto, se não tivesse falhado a terceira grande penalidade que foi chamado a converter. Há sete anos que não havia um jogador do Sporting com quatro remates vitoriosos numa só partida do campeonato.

Foi até agora a melhor exibição leonina em 2017. Um desafio assinalado ainda pela estreia de Francisco Geraldes na equipa verde-e-branca. Pouco mais de cinco minutos em campo, mas com tempo suficiente para arrancar um penálti. Também ele justificou a confiança do técnico.

O homem do jogo, naturalmente, foi Bas Dost.

 

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RUI PATRÍCIO (7). Uma enorme defesa aos 57', revelando excelentes reflexos ao impedir o golo na conversão de um livre do Tondela. Atento e seguro durante toda a partida. No lance do golo, à queima-roupa, nada podia fazer.

SCHELOTTO (6). Grande desarme na área leonina, desfazendo um ataque perigoso do Tondela. Foi mais contido nas incursões atacantes do que tem habituado os adeptos. Sem rasgos mas também sem falhas dignas de registo.

COATES (7). É o defesa leonino que sai com a bola mais controlada na primeira fase de construção, o que se reflecte na dinâmica da equipa. Cobertura providencial aos 49'. Falhou a marcação a Murillo no golo adversário.

PAULO OLIVEIRA (7). Corte providencial aos 56', num lance com muito perigo. Faltou coordenar-se melhor com Coates na jogada do golo do Tondela. Só hoje viu o primeiro cartão amarelo, o que diz muito sobre o seu desempenho.

MARVIN (4). Ultrapassado em velocidade no lance do golo, iniciado na sua ala. Aos 28', fez um atraso arriscadíssimo que podia ter dado golo ao Tondela: Coates emendou in extremis. Mal se deu por ele nas acções ofensivas.

WILLIAM CARVALHO (7). Pendular, segurou o meio-campo em acções de cobertura sem se ressentir da ausência de Adrien. Foi ele quem mais esticou o jogo na fase de construção com passes longos e bem medidos.

BRYAN RUIZ (5). Jesus confiou-lhe a posição 8, mas o apático costarriquenho não esteve à altura da responsabilidade. Marcou bem um livre, aos 10'. Mas entregou mal a bola aos 53', gerando o início do golo do Tondela.

GELSON (7). Algo apagado na primeira parte, foi crescendo na segunda, quando protagonizou jogadas espectaculares aos 69' e aos 73'. Da primeira, em que foi derrubado dentro da área, resultou um penálti - e o nosso terceiro golo.

PODENCE (8).  Excelente primeira parte nesta sua estreia como titular da equipa principal. Foi dele a assistência para o primeiro golo. Foi ele também quem desenhou as jogadas mais vistosas e mais perigosas. Difícil fazer melhor.

MATHEUS PEREIRA (8). Um dos melhores, sobretudo no segundo tempo, quando assistiu para o segundo golo num slalom em que ultrapassou três adversários. Cruzou muito bem aos 76', no lance em que Dost é derrubado na área.

BAS DOST (9). Um póquer, razão mais que suficiente para merecer nota muito alta. Leva já 22 golos apontados na Liga portuguesa. A nível europeu, só é ultrapassado por Messi. Não se limita a marcar: também tem requinte técnico.

PALHINHA (5). Entrou aos 80', rendendo Matheus Pereira. Não se limitou a acções defensivas e de recuperação da bola. Fez um passe longo, com muita qualidade, aos 83'.

FRANCISCO GERALDES (5). Entrou aos 86', substituindo Podence. Estreia absoluta no campeonato com a camisola do Sporting. Teve ainda tempo para ser derrubado em falta, conseguindo assim um terceiro penálti para a equipa.

CAMPBELL (3). Entrou aos 86', substituindo Gelson Martins. Muito pouco tempo em campo, sem nada ter mostrado de positivo. Ainda recebeu um cartão amarelo, sem qualquer necessidade.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória leonina. Triunfo categórico do Sporting hoje no campo do Tondela, por 4-1. O mais dilatado da nossa equipa nesta Liga 2016/17.

 

Do póquer de Bas Dost. Quatro golos, todos marcados pelo ponta-de-lança holandês. Aos 33', 55', 71' e 78'. Foi de longe a melhor contratação do Sporting nesta época. Já leva 22 marcados, só no campeonato, em 22 jogos até agora disputados - mais quatro do que tinha Slimani na mesma fase da época anterior. Uma marca que o coloca em posição quase imbatível para se sagrar rei dos marcadores na temporada em curso.

 

De um longo jejum enfim quebrado. Há sete anos que um jogador do Sporting não marcava quatro golos numa só partida do campeonato. Desde um póquer de Liedson ao Belenenses, em 2010.

 

De Podence. Em estreia absoluta como titular no campeonato principal, jogando na posição de segundo avançado, o jovem não se atemorizou. Pelo contrário, foi mesmo uma das grandes figuras deste jogo, tendo construído o primeiro golo, que ofereceu de bandeja a Bas Dost. Embora de pequena estatura, Daniel Podence deu mais um passo de gigante na construção de uma carreira que promete ser cheia de êxitos.

 

De Matheus Pereira. Outro talento da nossa Academia que jogou a titular, na ponta esquerda. Correspondeu às expectativas com uma jogada fabulosa em que tirou três adversários do caminho, culminando-a com uma assistência para o segundo golo de Bas Dost.

 

Da estreia de Francisco Geraldes. Iam decorridos 86' quando ocorreu mais uma estreia oriunda da cantera leonina no campeonato nacional. Pouco tempo em campo, mas suficiente para protagonizar uma jogada de perigo em que foi carregado em falta, punida com penálti.

 

De ver sete jogadores da nossa formação hoje em campo. Rui Patrício, William Carvalho, Gelson Martins, Daniel Podence, Matheus Pereira, João Palhinha e Francisco Geraldes. Quem disse que os talentos da Academia não bastam para ganhar jogos?

 

Do domínio leonino. Do princípio ao fim do jogo, o Sporting controlou sempre as operações, com domínio total da manobra no terreno. Foi até agora a melhor exibição leonina em 2017. Se tivéssemos jogado sempre assim ao longo do campeonato, estaríamos certamente a discutir o título.

 

De vermos o Braga ainda mais à distância. Já está a oito pontos.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido. Aos 53', o Tondela conseguiu empatar. A magra vantagem obtida pelo Sporting ao intervalo foi desfeita por um golo em contra-ataque, idêntico a tantos outros que já sofremos. Felizmente este empate durou apenas dois minutos. A equipa adversária não voltou a marcar e raras vezes voltou a causar perigo.

 

Do penálti falhado. Bas Dost marcou duas grandes penalidades, mas falhou uma terceira também assinalada pelo árbitro Bruno Paixão, já no tempo extra. Único percalço numa exibição de luxo do holandês.

 

De Marvin. Regressou à titularidade, depois de Esgaio ter ocupado a posição de lateral esquerdo na jornada anterior, mas voltou a ser um dos piores em campo. Frágil a defender, uma nulidade a atacar. Cruzou pouco e mal.

 

Das ausências de Adrien, Alan Ruiz e Bruno César. O primeiro por lesão, os outros por acumulação de cartões. Mas, ao contrário do que se previa, nenhum deles acabou por fazer falta.

Os nossos jogadores, um a um

Sete pontos perdidos nos últimos quatro desafios. Três pontos menos do que tínhamos à oitava jornada na Liga 2015/16. E manteve-se a má tradição: claudicamos numa partida do campeonato após uma jornada europeia.

Foi um Sporting apático e tristonho que se apresentou hoje em Alvalade frente a um Tondela que soube defender-se bem e atrever-se em diversos contra-ataques. Perante um adversário organizado pedia-se mais dinâmica de jogo à equipa da casa, mas isso não sucedeu. Faltou qualidade no transporte de bola, faltou acutilância nos últimos metros do terreno e faltou empenho de vários jogadores. Incluindo alegados reforços que ainda não demonstraram ser mais-valias. Excepção para Joel Campbell, que hoje foi o último suplente utilizado e o único a conseguir marcar, mesmo à beira do apito final.

Também faltou Adrien, que continua lesionado: sem ele, este Sporting vale muito menos. Oxalá Gelson Martins não se lesione: o jovem extremo leonino voltou a ser o melhor em campo. Que diferença em relação a vários dos seus companheiros...

 

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RUI PATRÍCIO (5). Viu-se forçado a estar sempre atento. Saiu mais de uma vez da grande área, em defesas de emergência. O golo, aos 74', apanhou-o mal posicionado na baliza. Acontece.

SCHELOTTO (6). Fez bom uso da velocidade. Nem sempre cruzou bem, mas nunca desistiu. Vistosas tabelinhas com Gelson Martins. Dois centros seus levavam selo de golo, aos 21' (Bas Dost falhou) e aos 45' (Bryan Ruiz desperdiçou).

COATES (6). Sólido e autoritário nas operações de comando defensivo, evidenciando inegável domínio técnico. Adiantou-se bastante no terreno, puxando a equipa para a frente. Tentou marcar de cabeça, após um canto, aos 86'.

RÚBEN SEMEDO (5). Revelou dificuldades em travar os contra-ataques velozes do Tondela. Venceu a maioria dos confrontos individuais, mas sem a tranquilidade já demonstrada noutras partidas.

MARVIN (3). Um atraso mal medido aos 15' provocou canto. Revelou as dificuldades habituais na manobra atacante da sua ala. Também com evidentes falhas defensivas, uma das quais originou o golo do Tondela. Saiu logo a seguir.

WILLIAM CARVALHO (6). Sem Adrien, vê-se forçado a gerir uma zona muito mais ampla do terreno. Ainda assim, fez os melhores passes em profundidade. Um deles, já no último minuto do encontro, esteve na origem do golo do empate.

ELIAS (2). Incapaz de acelerar o jogo, incapaz de fazer um passe longo, incapaz de segurar jogo a meio-campo e de distribuir a bola com critério. Não merecia ter jogado a titular, de tão frouxo se mostrou. Jesus tirou-o ao intervalo.

GELSON MARTINS (7).  Aos 4' emitiu o primeiro sinal de perigo, rematando com força ao poste. Muito marcado, viu-se forçado a jogar mais no eixo. Nunca desistiu de virar o resultado. Foi dele a assistência para o golo de Campbell.

BRYAN RUIZ (4).  Uma sombra do que foi na época passada. Parece entrar em campo já fatigado, sem chama, sem ânimo. Falhou o golo da praxe, de frente para a baliza, após centro milimétrico de Schelotto.

ANDRÉ (3). Jesus apostou desta vez nele a titular, confiando-lhe a posição de segundo avançado. Em vão. O brasileiro nunca se entendeu com Bas Dost, incapaz de servir o holandês. Mal se deu por ele em campo. Saiu aos 61'.

BAS DOST (5). Jogou mais recuado do que devia. Tentou muito, foi buscar jogo atrás, correu várias vezes até à ala em busca da bola, mas desta vez sem resultado. Grande passe para Gelson logo aos 4'. Remate por cima aos 21'.

BRUNO CÉSAR (5).  Saltou do banco na segunda parte, rendendo Elias. Sem brilhantismo e desta vez com pouca eficácia, mas revelando mais intensidade e muito mais entrega ao jogo do que o brasileiro.

CASTAIGNOS (4). Substituiu André aos 61', muito incentivado pelo público nesta estreia oficial pelo Sporting. Nos primeiros minutos andou perdido na frente de ataque. O melhor que fez foi uma boa jogada aos 89'. Espera-se mais.

CAMPBELL (6). Segundo golo pelo Sporting. Este foi crucial: valeu um ponto. Em campo desde o minuto 75, deu profundidade e qualidade ofensiva à equipa e mostrou que também sabe defender. Marcou ao cair do pano (96').

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do empate sofrido em casa. Primeiros pontos perdidos em Alvalade neste campeonato - contra o Tondela, por 1-1. Uma equipa que já nos tinha imposto um empate caseiro, por 2-2, na época anterior.

 

Da atitude da equipa. Muita posse de bola (71% ao longo do encontro), muitas tabelinhas, muita lateralização, mas pouca progressão. Velocidade moderada, incapacidade quase total de progressão com eficácia no último terço do terreno. É nestes jogos, com esta atitude frouxa, que os campeonatos se perdem.

 

De Elias. A imagem personificada do desleixo e da apatia da equipa. Sem velocidade, sem capacidade de pressionar, sem conseguir fazer um passe em profundidade, o brasileiro volta a confirmar - pela segunda vez em Alvalade, com presidentes e treinadores diferentes - que não tem categoria para vestir a camisola do Sporting.

 

De André. Jogou pela primeira vez a titular, mas foi de uma ineficácia impressionante. Destacou-se apenas pela quantidade de vezes que caiu para o chão, pedindo faltas. Nada a ver com o espírito leonino. Nada a ver com o espírito de uma equipa que sonha com a conquista do campeonato.

 

De Marvin. Mais uma exibição confrangedora do lateral holandês. Num recuo para Rui Patrício, atirou a bola para além da linha de fundo, provocando um canto. No golo do Tondela, aos 74', deixou Murillo correr sem a menor oposição pela sua ala. Jesus deu-lhe imediata ordem de saída. Já foi tarde.

 

Da insistência de Jorge Jesus em manter Bruno César no banco. O brasileiro, entrando logo a abrir a segunda parte, foi o primeiro a sacudir o jogo, conferindo mais intensidade e agressividade à equipa. Bem melhor do que Elias, que alinhou a titular.

 

Da nossa incapacidade para causar perigo a partir de bolas paradas. Um livre lateral, apontado por Bryan Ruiz, chegou a transformar-se num passe ao guarda-redes. Com delicadeza, não fossem as mãos de Cláudio Ramos ficar a arder.

 

Da ausência de Adrien. A prolongada lesão do nosso capitão faz baixar muito o ritmo e a intensidade da equipa.

 

De mais um golo sofrido. E vão dez à oitava jornada.

 

De mais dois pontos perdidos. Ainda podia ter sido pior: estivemos a segundos de perder outro. Nos últimos quatro jogos, deixámos fugir sete. E há um ano tínhamos mais três.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo, novamente o mais destacado jogador do Sporting - deixando a larga distância quase todos os companheiros. Destacou-se logo ao minuto 4, rematando ao poste após uma brilhante incursão pela ala direita. E foi dele a assistência para o golo de Campbell, no minuto final. Fez tudo para merecer a vitória.

 

De Coates. Grande exibição do internacional uruguaio, que não se limitou a defender com solidez e precisão: conduziu vários lances de ataque, com a bola bem dominada, suscitando justos aplausos das bancadas. Tentou o golo na sequência de um canto, aos 86', mas o cabeceamento saiu por cima da baliza.

 

Da estreia de Castaignos. Finalmente o reforço holandês foi lançado por Jesus. Iam já decorridos 61 minutos, mas ainda houve tempo para ver um ou outro pormenor positivo deste avançado. De qualquer modo, ainda é cedo para tirar conclusões.

 

De Campbell. Vinte minutos em campo, a sua melhor exibição até agora com a camisola verde e branca. Exibição saldada com o golo do empate, numa jogada bem urdida que começou com um passe longo de William, prosseguiu com uma boa recepção de cabeça de Coates a servir Gelson e com este a colocar a bola na grande área - assistência que foi quase meio golo. O internacional costarriquenho evitou o mal maior em Alvalade.

 

Da apresentação de Nelson Évora como novo atleta do Sporting. O campeão olímpico de triplo salto, reforço do atletismo leonino, foi apresentado de verde e branco ao intervalo, recebendo merecida ovação. Tal como sucedeu ao brasileiro André Cruz, um dos heróis da nossa campanha de 2001/2002 que hoje esteve presente em Alvalade.

Homenagem

Tem-se falado no modo como os jogadores do Tondela se "transcenderam" na partida de Alvalade. É um facto - e devemos saudá-lo. Defrontar adversários que se agigantam nos jogos connosco é a maior homenagem involuntária que essas equipas e esses clubes prestam afinal à grandeza do Sporting.

Há que reconhecer isso.

Tocar a reunir

Sim, a arbitragem foi uma palhaçada - tão palhaçada que o homem, perdido na sua má-fé, quase marcou um penálti a nosso favor que não era. Mas, mesmo contra a palhaçada, conseguimos pôr-nos a ganhar. A partir desse momento, mesmo só com dez e mesmo com mais duas ou três oportunidades (Bryan, Gelson, Slimani), o Tondela nunca por nunca podia marcar o segundo golo. Que sirva para toda a gente perceber que, daqui até ao fim, não pode haver falhas de concentração. Jesus, isto não é o Benfica, em que o tapete está estendidinho desde o início (será hoje que têm um penálti marcado contra eles? Será hoje que, finalmente, é expulso pelo menos um dos vários karatecas que por lá distribuem sarrafada com alegria?). Aqui, as vitórias saem mesmo do pêlo.

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