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És a nossa Fé!

Merece registo

O minuto da semana entre 14 e 20 de Agosto que concentrou mais gente em simultâneo a ver o mesmo canal de televisão ocorreu na terça-feira, dia 15, na RTP: eram 21.36 desse dia e transmitia-se o Sporting-Steaua de Bucareste, primeira mão de um play off de boa memória para todos nós.

Nesse preciso instante, 1.745.200 espectadores estavam concentrados a ver o jogo. Elevando a transmissão da RTP-1 a uma rara quota de audiência: 41,1% do total de pessoas que àquela hora viam televisão.

Merece registo, naturalmente.

Jogo perigoso

O dia seguinte.jpeg

Os programas de debate futebolístico à segunda-feira nos canais de notícias vêm-se tornando numa autêntica aberração imprópria para crianças e gente civilizada - caio lá demasiadas vezes nos meus zappings à procura de notícias depois do jantar e fujo quando a coisa azeda, que nunca demora muito tempo. Na busca de audiências, que o mesmo é dizer, transpondo para a discussão verbal o mais básico fanatismo das claques, a conversa descamba com demasiada frequência para a insinuação e o insulto, que propicia cenas de algum embaraço quando a ténue fronteira do descontrolo emocional ameaça desabar entre os oponentes.

Sou do tempo em que no Sporting se debatiam fórmulas de atrair a família, nomeadamente senhoras e crianças para as bancadas do estádio, mas receio que o percurso feito nos últimos anos pelos clubes, através de políticas de comunicação extremamente agressivas, vem sendo inverso: a seguir a cada jogo, no espaço público que vai entre as televisões e as redes socais, toma lugar uma batalha verbal com pouco compromisso com a verdade e ainda menos com a boa educação. Voltando às televisões, desconfio que os responsáveis dos programas, que se não são os primeiros responsáveis, são cúmplices activos, estão simplesmente esfregando as mãos expectativa duma cena de descontrolo ou até de pugilato que exponencie as audiências, que por um dia catapulte o seu programa para os píncaros da popularidade, como se de um radical reality show se tratasse. Veja-se o caso do “Prolongamento” da TVI de ontem em que José de Pina e Pedro Guerra despudoradamente perderam a compostura (presumo que seja habitual).
Acontece que sou um amante do futebol, que preza a rivalidade acesa dentro das quatro linhas, transposta para as bancadas dentro dos limites mínimos das salutares regras de civilidade. Não compreendo que se critiquem os jogadores ou os espectadores da bola quando se descontrolam e se aceite passivamente que esse jogo perigoso seja transposto para a televisão com um discurso que toca as raias do irracional como se fosse legítimo.

Sou do tempo em que as televisões e o jornalismo tinham pretensões pedagógicas e sabiam o seu papel na sociedade. Não me parece que a busca de audiências justifique um espectáculo tão indigno quanto aquele que se vê nos serões das segundas-feiras por essas TVs.

Direito à transparência

Janela "não confirma nem desmente" ser autor da cartilha lampiónica.

Nem precisa: o estilo, os temas e até o vocabulário utilizado denunciam-no. Como uma impressão digital.

Confessa entretanto o sujeito que tem uma empresa que trabalha "com vários clubes, nacionais e internacionais". Ora aí está um excelente início de conversa: saber quais são os clubes que lhe pagam, através da tal empresa. Com a certeza antecipada de que não é o Sporting, sobre o qual tem bolçado frases cheias de ódio vesgo e rancoroso. Falta esclarecer se isso também se insere no âmbito da relação de "trabalho" que mantém com outros clubes, servindo neste caso a estação de TV como involuntária barriga de aluguer.

Os telespectadores que assistem aos debates sobre futebol têm o direito - e até o dever - de exigir às empresas televisivas que esclareçam eventuais conflitos de interesses dos comentadores que contratam para os seus painéis.

Não basta reclamar transparência para o futebol em abstracto: é preciso fazê-lo no concreto. Começando precisamente por aqui.

 

................................................................

 

Adenda.

Oportuna pergunta do Mestre de Cerimónias: quantos jornalistas receberão os briefings e os usarão no seu trabalho?

Da necessidade de pôr fim a isto

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Bafejado por este privilégio, o Benfica divulgou excertos filmados das grandes penalidades cometidas por Pizzi e Nelson Semedo frente ao Sporting em que estes jogadores eram vistos de lado ou à distância, permitindo que pairassem dúvidas, em qualquer desses lances, sobre o castigo máximo negado à equipa anfitriã pelo árbitro Jorge Sousa.

As imagens esclarecedoras acabaram por ser exibidas só cerca de hora e meia após o apito final do Benfica-Sporting, quando o observador do árbitro já lhe havia atribuído a nota e os especialistas em arbitragem já tinham proferido os seus veredictos nas colunas dos jornais.

Deve ser posto fim sem demora a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português.

Se eu mandasse...

No que se refere a jornalistas, colunistas, paineleiros e comentadores todos temos os nossos preferidos e os nossos ódios de estimação. Se pudéssemos escolher, de certeza que colocávamos fulano no programa X e retirávamos sicrano do programa Y.

 

Tendo isso em conta, digam de vossa justiça acerca de quem acham que deveria representar-nos e quem deveria ser enviado para uma ilha longínqua.

BTV (B)

O Dia Seguinte, o programa mais escandalosamente pró-Benfica da televisão portuguesa, fez desta vez a coisa sem qualquer disfarce. Durante quase meia hora, entre as 22.09 e as 22.34, ocupou-se de um só tema: Renato Sanches. Vinte e cinco minutos, quase o tempo de um telejornal.

Quando não havia uma só gota mais a extrair deste limão já tão espremido, o moderador muda enfim a agulha e vira-se para Rogério Alves, atirando-lhe esta pergunta: "Não ficou desiludido com o rendimento dos três jogadores do meio-campo do Sporting no jogo da selecção de sexta-feira em comparação com aquilo que já se viu eles serem capazes de fazer nos jogos do Sporting?»

Não vi o resto. E cada vez mais me interrogo: o que estarão os representantes do Sporting e do FCP a fazer neste programa?

Pára tudo!

A ver se entendi perfeitamente: O presidente da Liga acordou com a Altice a venda dos direitos da segunda liga por três épocas, à razão de 10,85M€ por época e uma comissão constituida por clubes da mesma segunda liga, num verdadeiro braço de ferro com a empresa de comunicação, conseguiu o astronómico valor/época de... 9,5M€????

E a assinatura do acordo foi no estádio... da Luz??????

 

Cheira-me que o NOS accionará aquela clausulazita de renovação com um prazer...

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 Via o artista do dia

Inacreditável

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No habitual serão das segundas-feiras na SIC Notícias - que mais se assemelha, nestes dias, a uma sucursal da Benfica TV - foram esta noite exibidas 67 vezes (repito por extenso, para que não restem dúvidas: sessenta e vezes vezes) as imagens do lance em que André Pinto intercepta com a mão, dentro da grande área do Braga, a bola cruzada por Gelson Martins.

Tentavam dois dos intervenientes neste programa, no meio de uma monumental algazarra desenrolada sem qualquer intervenção do moderador, provar que o árbitro marcou penálti sem justificação. Isto apesar de toda a imprensa desportiva de hoje, como já referi, ter concluído por unanimidade que o jogador do Braga cometeu mesmo penálti. E mais que isso: minutos depois ficou outra grande penalidade por marcar contra os bracarenses, lesando o Sporting.

Indiferentes ao rigor dos factos, num aparente ódio vesgo ao Sporting que critério editorial algum justifica, os responsáveis deste programa insistiram em exibir aquelas imagens até à náusea - como se elas comprovassem aquilo que os dois promotores da algazarra teimavam em demonstrar. Durante treze minutos, entre as 22.39 e as 22.52, a SIC Notícias nada mais teve para mostrar ao País do que aquilo. Sem imagens dos golos do Sporting marcados por Montero e Slimani - como se o golo não fosse o elemento fulcral da festa do futebol e apenas a discussão de café foi-penálti-não-foi-penálti tivesse relevância.

Ou então queriam entrar para o Guinness Book: talvez isto ajude a explicar as 67 vezes que exibiram o tal lance.

Ignoro se depois disso voltaram a mostrá-lo. Porque mudei de canal.

A política do futebol

Confesso que não sou muito apreciador da figura, que em comparação com o seu ex-"adversário" e ora candidato presidencial, estará assim como a pá de porco está para o pata negra, se é que me faço entender, sem que esta apreciação revele qualquer opção pelo segundo, que esta coisa é secreta e aqui não é local para estas coisas. "Em frente, que vem gente" e vamos ao que aqui me trouxe: Aquando da assinatura do ex-melhor contrato de todos os tempos do mundo e arredores, esta alminha ocupou quinze minutos do seu tempo de antena a tecer loas ao presidente do seu clube e à sua genialidade, aos méritos dum contrato do outro mundo, à argúcia negocial de Vieira e de como este conseguiu marcar um penalti de cabeça e fazer o pino em cima da bola a rolar, tal o feito conseguido com aquele negócio estratosférico. Que animado que ele estava. Animado e despreocupado.

Eis que, passado menos de um mês e após os negócios de Porto e Sporting, substancialmente superiores aos do seu clube do coração, o que vem dizer o tampinha, que tem ali naquele espaço o dever de ser coerente e isento na sua análise? Vem dizer o quê? Que o FCPorto e o Sporting são tão bons ou melhores a negociar que o Benfica? Tá quieto macaquinho! Agora este lampião aziado está preocupado. E o que preocupa este lampião aziado é quem vai pagar isto. Agora, que antes, como escrevi lá atrás, estava animado e despreocupado. Eu explico-te, ó tampinha: Paga quem quiser assinar os canais desportivos, pagam as empresas em forma de publicidade.

Olha, eu sei que não é o sítio, mas ainda assim levas o recado: Nunca te vi tão preocupado com quem paga, quando se fala nos desvarios (para ser simpático) dos banqueiros. Pois!

Jactos de mijo

O futebol português parece, de facto, um recreio de escola primária. Os Ficas e os Tripas agora deram em comparar os respectivos jactos de mijo no que toca a direitos televisivos. Os Ficas com o estardalhaço ridículo que lhes é típico (toda a gente sabe que o Renato Sanches é o novo Pelé e que o contrato com a NOS é melhor do que o do Real Madrid), os Tripas mais pela sorrelfa, porque não têm tantos cheerleaders na imprensa e nas televisões. Ora, não vale a pena o Sporting mandar também o seu jacto de mijo. Vale a pena é fazer o melhor negócio. Nós sabemos que temos mais adeptos que os Tripas e que não andamos assim tão longe quanto se julga dos Ficas. Por muita opacidade que as contas dos clubes e SAD tenham, por muito barulho que se faça sobre a Doyen e mais isto e aquilo, a nossa situação financeira, em termos de desespero, é idêntica à de Tripas & Ficas, e é provável que até seja mais sustentável na actualidade. Não vale a pena qualquer precipitação. Até porque o operador que ficar com o Sporting (a juntar a Ficas ou a Tripas) terá uma grande vantagem competitiva. Já uma boa ideia talvez fosse fazer uma forma reduzida de centralização de direitos, negociando um pacote em que entrasse o Sporting e mais uns quantos clubes com algum significado na Liga. O operador que conseguisse isto ficaria mesmo numa excelente posição.

Nem na Benfica TV

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I

Esta noite, na SIC Notícias, o programa O Dia Seguinte exibiu 37 vezes - repito por extenso: trinta e sete vezes - um lance de suposta grande penalidade de João Pereira no Marítimo-Sporting.

É espantoso, este critério editorial da SIC Notícias. Os minutos sucediam-se e as imagens desse lance não cessavam de passar, numa aparente tentativa de lavagem ao cérebro dos telespectadores, querendo impor à força a mirabolante tese do penálti não assinalado que ninguém vislumbrava.

Os lances mais vistosos da partida - das três grandes defesas de Rui Patrício à espectacular jogada colectiva que culminou no golo de Adrien - passaram quase despercebidos. Enquanto Rogério Alves protestava em vão.

Repito, ainda aturdido: 37 vezes.

Isto, meus amigos, nem na Benfica TV...

 

II

Sobre o mesmíssimo lance, o que referiu a imprensa desportiva?

O Record nem o menciona.

A Bola escreve o seguinte: "O cruzamento de Marega vai para Ghazaryan, na área leonina, mas João Pereira resolve sem penálti. O Marítimo reclama sem razão."

N' O Jogo há veredicto unânime dos ex-árbitros que analisam os lances semana após semana: contacto físico normal, nem sombra de penálti.

Redobro a conclusão: nem na Benfica TV fazem o que hoje a SIC Notícias fez.

Será que o acordo do Benfica com a NOS foi mesmo um bom acordo?

"No dia 16 de dezembro de 1990, cinco homens combinaram um jantar secreto numa torre de escritórios de Londres: ninguém, para além deles próprios, sabia daquele encontro.
Não eram uns homens quaisquer, eram os presidentes dos cinco maiores clubes de Inglaterra: Manchester United, Liverpool, Arsenal, Everton e Tottenham.
 
O futebol inglês arrastava-se, por esses dias, na parte cinzenta da vida.
A tragédia de Hillsborough que matou noventa pessoas acontecera há um ano, o hooliganismo enchia o futebol de violência e os melhores jogadores fugiam do país: nomes como Lineker, Gascoigne, Paul Ince, David Platt ou Glenn Hoddle.
 
A liga inglesa chamava-se Football League, era composta por 92 clubes e andava há dez anos num clima de guerra permanente com a Federação Inglesa.
Por isso aqueles homens reuniram-se naquele dia com uma ideia clara: lançar as bases do que viria a ser a melhor liga do mundo. Uma liga exclusiva, elitista, rica e espetacular, formada apenas pelos dezoito clubes da primeira divisão.
 
Chamaram-lhe Premier League.
Queriam estádios mais modernos, queriam um ambiente mais saudável nas bancadas, queriam os melhores jogadores, queriam enfim um melhor futebol e, sobretudo, um espetáculo melhor: um espetáculo distinto.
 
Para tornar este sonho possível, tinham um plano. Chamava-se direitos de transmissão televisiva.
Por isso naquele dia 16 de dezembro de 1990 não estavam sozinhos no jantar, convidaram um diretor sénior da ITV a quem fizeram uma pergunta: estarias na disposição de comprar os direitos de transmissão de uma liga destas?
A resposta foi positiva e dois anos depois arrancou a Premier League.
 
Claro que o caminho não foi simples, nunca é fácil fazer a mudança: a Football League, por exemplo, opôs-se obviamente à ideia, disse que era ilegal, ameaçou ir para os tribunais. Vários clubes começaram também por dizer não e, admitiriam mais tarde, só a proposta da ITV os faria perceber que valia a pena mudar.
 
O certo é que à boleia da centralização, e de uma distribuição mais justa, dos direitos televisivos, a Premier League arrancou mesmo em 1992. A partir daí, ano após ano, temporada depois de temporada, foi crescendo, foi valorizando, foi enriquecendo.
 
Por estes dias conseguiu renegociar os direitos para três temporadas por sete mil milhões de euros e distribui a um clube que desce de divisão 90 milhões de euros por ano.
 
Hoje, acho que é pacífico dizê-lo, é a liga mais rica, mais bela e mais sedutora do mundo.


 
Ora vem esta conversa a propósito da venda dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica por 40 milhões de euros, ao longo de dez anos: 400 milhões no total.
É sem dúvida um acordo histórico e notável. Bateu recordes, e isso diz tudo.
 
Não é, no entanto, um bom acordo. Desculpem-me mas não é. O que este acordo significa é que o Benfica vai ter mais dinheiro do que tem hoje, vai ter anualmente mais doze milhões de euros - de acordo com o relatório e contas -, mas significa também que vai continuar a jogar numa liga pobre, monótona e infeliz.
Uma liga de enormes assimetrias, cheia de adversários defensivos e espetáculos aborrecidos. Com estádios modestos, jogadores medíocres e bancadas vazias.
 
O Benfica vai enfim continuar a fazer parte de um produto pobre: o futebol português.
 
A ideia já foi referida várias vezes, mas vale a pena repeti-la as vezes que forem necessárias: a centralização dos direitos televisivos permite uma melhor distribuição do dinheiro, permite fazer crescer os clubes mais pequenos e no fim fazer crescer a liga.
Os clubes teriam mais recursos financeiros, até porque o todo é mais do que a soma das partes, mas sobretudo os clubes pequenos teriam mais recursos. Com isso poderiam construir equipas melhores, jogar um futebol melhor e ter mais público nos estádios.
O futebol português seria melhor enquanto produto, os direitos televisivos valeriam mais e todos os clubes ficariam a ganhar: os grandes continuariam a ser muito maiores do que os outros e os pequenos seriam menos pequenos do que são agora.
 
Não seria uma mudança fácil, claro que não, se não o foi em Inglaterra não o seria num país que respondeu não aos dois referendos vinculativos. Mas o que o Benfica fez foi garantir que provavelmente nos próximos dez anos não é possível fazer esse caminho: não tinha sentido tentar fazê-lo sem o maior clube português.
 
O Benfica assinou um acordo em que admite ter um produto que vale menos de metade do que vale o Burnley na II Liga inglesa: exatamente 40 contra 92 milhões de euros.
 
Não se quer com isto comparar o valor do mercado inglês com o do mercado português: isso era um absurdo. Quer-se, isso sim, dizer que o modelo inglês é um exemplo, e que os clubes portugueses não poderão dar um salto verdadeiramente impressionante enquanto o próprio campeonato não o der.
 
Por isso vale a pena voltar ao início para dizer que pode parecer que foi noutra vida, mas não: foi apenas há vinte anos que a liga inglesa caminhava no lado cinzento da vida.
 
Que é onde desconfio que vai andar a liga portuguesa nos próximos dez anos."
 
«Box-to-box» é um espaço de opinião de Sérgio Pereira, jornalista do (e publicado no) Maisfutebol, que se transcreve aqui na íntegra, com a devida vénia.

Os sublinhados são meus.

O crédito da imagem suponho que seja do "Maisfutebol", uma vez que não está identificado o autor no artigo original.

Hoje, às 14h30

Há jornalistas muito fraquinhos. Nem conseguem ver um jogo até ao fim. Sofrem do síndrome do minuto 92. Mal o relógio passa os 80 começam a ter suores frios, tremem-lhes as pernas, instala-se uma insuportável comichão nos ouvidos e viram as costas à realidade. Fraquinhos, muito fraquinhos.

Mesmo assim, não consigo deixar de me perguntar: Por onde terá andado o "jornalista" que escreveu, formatou e publicou esta informação que passou no rodapé de um serviço noticioso hoje, às 14h30? Que trevas o assolaram? Que força maligna o impediu, desde ontem à noite, de ler jornais, perguntar ao vizinho, espreitar na internet? Por onde andou esta alma solitária?

E já agora, quem é o responsável que confia neste calhau para dar notícias?

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A delgada memória do José Manuel

 

No canal televisivo A Bola, o ex-guarda-redes suplente do Benfica foi buscar lã e saiu tosquiado. Estava ele a vergastar os maus modos de Bruno de Carvalho quando José Couceiro, e muito bem, lhe lembrou esta peixeirada ocorrida em 2004 durante um programa da SIC Notícias que foi interrompido em directo:

 

 

Um exemplo de elegância, dignidade e respeito pela liberdade de informação: invadir os estúdios de um canal televisivo, como um xerife manhoso a entrar num saloon a pontapé nos westerns de série B.

Delgado, armado em fino, acha bem. O Bruno é que não tem modos.

 

Via O Artista do Dia

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