11 Abr 17
Jogo perigoso
João Távora

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Os programas de debate futebolístico à segunda-feira nos canais de notícias vêm-se tornando numa autêntica aberração imprópria para crianças e gente civilizada - caio lá demasiadas vezes nos meus zappings à procura de notícias depois do jantar e fujo quando a coisa azeda, que nunca demora muito tempo. Na busca de audiências, que o mesmo é dizer, transpondo para a discussão verbal o mais básico fanatismo das claques, a conversa descamba com demasiada frequência para a insinuação e o insulto, que propicia cenas de algum embaraço quando a ténue fronteira do descontrolo emocional ameaça desabar entre os oponentes.

Sou do tempo em que no Sporting se debatiam fórmulas de atrair a família, nomeadamente senhoras e crianças para as bancadas do estádio, mas receio que o percurso feito nos últimos anos pelos clubes, através de políticas de comunicação extremamente agressivas, vem sendo inverso: a seguir a cada jogo, no espaço público que vai entre as televisões e as redes socais, toma lugar uma batalha verbal com pouco compromisso com a verdade e ainda menos com a boa educação. Voltando às televisões, desconfio que os responsáveis dos programas, que se não são os primeiros responsáveis, são cúmplices activos, estão simplesmente esfregando as mãos expectativa duma cena de descontrolo ou até de pugilato que exponencie as audiências, que por um dia catapulte o seu programa para os píncaros da popularidade, como se de um radical reality show se tratasse. Veja-se o caso do “Prolongamento” da TVI de ontem em que José de Pina e Pedro Guerra despudoradamente perderam a compostura (presumo que seja habitual).
Acontece que sou um amante do futebol, que preza a rivalidade acesa dentro das quatro linhas, transposta para as bancadas dentro dos limites mínimos das salutares regras de civilidade. Não compreendo que se critiquem os jogadores ou os espectadores da bola quando se descontrolam e se aceite passivamente que esse jogo perigoso seja transposto para a televisão com um discurso que toca as raias do irracional como se fosse legítimo.

Sou do tempo em que as televisões e o jornalismo tinham pretensões pedagógicas e sabiam o seu papel na sociedade. Não me parece que a busca de audiências justifique um espectáculo tão indigno quanto aquele que se vê nos serões das segundas-feiras por essas TVs.


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07 Abr 17

Janela "não confirma nem desmente" ser autor da cartilha lampiónica.

Nem precisa: o estilo, os temas e até o vocabulário utilizado denunciam-no. Como uma impressão digital.

Confessa entretanto o sujeito que tem uma empresa que trabalha "com vários clubes, nacionais e internacionais". Ora aí está um excelente início de conversa: saber quais são os clubes que lhe pagam, através da tal empresa. Com a certeza antecipada de que não é o Sporting, sobre o qual tem bolçado frases cheias de ódio vesgo e rancoroso. Falta esclarecer se isso também se insere no âmbito da relação de "trabalho" que mantém com outros clubes, servindo neste caso a estação de TV como involuntária barriga de aluguer.

Os telespectadores que assistem aos debates sobre futebol têm o direito - e até o dever - de exigir às empresas televisivas que esclareçam eventuais conflitos de interesses dos comentadores que contratam para os seus painéis.

Não basta reclamar transparência para o futebol em abstracto: é preciso fazê-lo no concreto. Começando precisamente por aqui.

 

................................................................

 

Adenda.

Oportuna pergunta do Mestre de Cerimónias: quantos jornalistas receberão os briefings e os usarão no seu trabalho?


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04 Abr 17
Basta de golpadas
Pedro Correia
Impõem-se alterações regulamentares urgentes no futebol português.

Para que esta tenha sido a última época em que televisões de clubes que disputam a Liga NOS deixem de o fazer em regime de exclusividade, que fomenta a manipulação e a mentira.

Basta de golpadas no futebol português.


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08 Mar 17
As alcoviteiras
Pedro Correia

O presidente do Sporting não devia perder um segundo a ouvir as alcoviteiras da TV. Para isso - e para cascar nelas - estamos cá nós.
Não dou conselhos a ninguém. Mas se pudesse dar-lhe algum, neste início do segundo mandato, dar-lhe-ia este.


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10 Jan 17

Não faz o menor sentido haver um clube desportivo em Portugal autorizado pela Liga a transmitir e difundir em exclusivo as imagens dos jogos que realiza em casa. Isto possibilita que este clube seleccione as imagens que muito bem entenda para servirem de base à discussão dos lances mais polémicos.

Bafejado por este privilégio, o Benfica divulgou excertos filmados das grandes penalidades cometidas por Pizzi e Nelson Semedo frente ao Sporting em que estes jogadores eram vistos de lado ou à distância, permitindo que pairassem dúvidas, em qualquer desses lances, sobre o castigo máximo negado à equipa anfitriã pelo árbitro Jorge Sousa.

As imagens esclarecedoras acabaram por ser exibidas só cerca de hora e meia após o apito final do Benfica-Sporting, quando o observador do árbitro já lhe havia atribuído a nota e os especialistas em arbitragem já tinham proferido os seus veredictos nas colunas dos jornais.

Deve ser posto fim sem demora a esta situação de excepção, que concede ao Benfica um estatuto privilegiado de que mais nenhum outro clube nacional usufrui. Em nome da transparência competitiva e pelo combate sem tréguas à mentira no futebol português.


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28 Abr 16
Se eu mandasse...
Francisco Vasconcelos

No que se refere a jornalistas, colunistas, paineleiros e comentadores todos temos os nossos preferidos e os nossos ódios de estimação. Se pudéssemos escolher, de certeza que colocávamos fulano no programa X e retirávamos sicrano do programa Y.

 

Tendo isso em conta, digam de vossa justiça acerca de quem acham que deveria representar-nos e quem deveria ser enviado para uma ilha longínqua.


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29 Mar 16
BTV (B)
Pedro Correia

O Dia Seguinte, o programa mais escandalosamente pró-Benfica da televisão portuguesa, fez desta vez a coisa sem qualquer disfarce. Durante quase meia hora, entre as 22.09 e as 22.34, ocupou-se de um só tema: Renato Sanches. Vinte e cinco minutos, quase o tempo de um telejornal.

Quando não havia uma só gota mais a extrair deste limão já tão espremido, o moderador muda enfim a agulha e vira-se para Rogério Alves, atirando-lhe esta pergunta: "Não ficou desiludido com o rendimento dos três jogadores do meio-campo do Sporting no jogo da selecção de sexta-feira em comparação com aquilo que já se viu eles serem capazes de fazer nos jogos do Sporting?»

Não vi o resto. E cada vez mais me interrogo: o que estarão os representantes do Sporting e do FCP a fazer neste programa?


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14 Jan 16
Pára tudo!
Edmundo Gonçalves

A ver se entendi perfeitamente: O presidente da Liga acordou com a Altice a venda dos direitos da segunda liga por três épocas, à razão de 10,85M€ por época e uma comissão constituida por clubes da mesma segunda liga, num verdadeiro braço de ferro com a empresa de comunicação, conseguiu o astronómico valor/época de... 9,5M€????

E a assinatura do acordo foi no estádio... da Luz??????

 

Cheira-me que o NOS accionará aquela clausulazita de renovação com um prazer...

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 Via o artista do dia


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11 Jan 16
Inacreditável
Pedro Correia

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No habitual serão das segundas-feiras na SIC Notícias - que mais se assemelha, nestes dias, a uma sucursal da Benfica TV - foram esta noite exibidas 67 vezes (repito por extenso, para que não restem dúvidas: sessenta e vezes vezes) as imagens do lance em que André Pinto intercepta com a mão, dentro da grande área do Braga, a bola cruzada por Gelson Martins.

Tentavam dois dos intervenientes neste programa, no meio de uma monumental algazarra desenrolada sem qualquer intervenção do moderador, provar que o árbitro marcou penálti sem justificação. Isto apesar de toda a imprensa desportiva de hoje, como já referi, ter concluído por unanimidade que o jogador do Braga cometeu mesmo penálti. E mais que isso: minutos depois ficou outra grande penalidade por marcar contra os bracarenses, lesando o Sporting.

Indiferentes ao rigor dos factos, num aparente ódio vesgo ao Sporting que critério editorial algum justifica, os responsáveis deste programa insistiram em exibir aquelas imagens até à náusea - como se elas comprovassem aquilo que os dois promotores da algazarra teimavam em demonstrar. Durante treze minutos, entre as 22.39 e as 22.52, a SIC Notícias nada mais teve para mostrar ao País do que aquilo. Sem imagens dos golos do Sporting marcados por Montero e Slimani - como se o golo não fosse o elemento fulcral da festa do futebol e apenas a discussão de café foi-penálti-não-foi-penálti tivesse relevância.

Ou então queriam entrar para o Guinness Book: talvez isto ajude a explicar as 67 vezes que exibiram o tal lance.

Ignoro se depois disso voltaram a mostrá-lo. Porque mudei de canal.


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07 Jan 16
Repetidamente...
José da Xã

Um dia alguém me há-de explicar porque fazem sempre isto ao Sporting! Acima de tudo gostava de perceber o que ganham...

Reparem bem na imagem e tentem descobrir o que estou a dizer. Estávamos no ínício da segunda parte do jogo com o Vitória de Setúbal...

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05 Jan 16
A política do futebol
Edmundo Gonçalves

Confesso que não sou muito apreciador da figura, que em comparação com o seu ex-"adversário" e ora candidato presidencial, estará assim como a pá de porco está para o pata negra, se é que me faço entender, sem que esta apreciação revele qualquer opção pelo segundo, que esta coisa é secreta e aqui não é local para estas coisas. "Em frente, que vem gente" e vamos ao que aqui me trouxe: Aquando da assinatura do ex-melhor contrato de todos os tempos do mundo e arredores, esta alminha ocupou quinze minutos do seu tempo de antena a tecer loas ao presidente do seu clube e à sua genialidade, aos méritos dum contrato do outro mundo, à argúcia negocial de Vieira e de como este conseguiu marcar um penalti de cabeça e fazer o pino em cima da bola a rolar, tal o feito conseguido com aquele negócio estratosférico. Que animado que ele estava. Animado e despreocupado.

Eis que, passado menos de um mês e após os negócios de Porto e Sporting, substancialmente superiores aos do seu clube do coração, o que vem dizer o tampinha, que tem ali naquele espaço o dever de ser coerente e isento na sua análise? Vem dizer o quê? Que o FCPorto e o Sporting são tão bons ou melhores a negociar que o Benfica? Tá quieto macaquinho! Agora este lampião aziado está preocupado. E o que preocupa este lampião aziado é quem vai pagar isto. Agora, que antes, como escrevi lá atrás, estava animado e despreocupado. Eu explico-te, ó tampinha: Paga quem quiser assinar os canais desportivos, pagam as empresas em forma de publicidade.

Olha, eu sei que não é o sítio, mas ainda assim levas o recado: Nunca te vi tão preocupado com quem paga, quando se fala nos desvarios (para ser simpático) dos banqueiros. Pois!


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29 Dez 15

É mais que 400.

É um número mais... "maior"?.

A ser verdade, estou ansioso pelo comunicado de mr. Burns...

 

*Editado


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28 Dez 15
Jactos de mijo
Luciano Amaral

O futebol português parece, de facto, um recreio de escola primária. Os Ficas e os Tripas agora deram em comparar os respectivos jactos de mijo no que toca a direitos televisivos. Os Ficas com o estardalhaço ridículo que lhes é típico (toda a gente sabe que o Renato Sanches é o novo Pelé e que o contrato com a NOS é melhor do que o do Real Madrid), os Tripas mais pela sorrelfa, porque não têm tantos cheerleaders na imprensa e nas televisões. Ora, não vale a pena o Sporting mandar também o seu jacto de mijo. Vale a pena é fazer o melhor negócio. Nós sabemos que temos mais adeptos que os Tripas e que não andamos assim tão longe quanto se julga dos Ficas. Por muita opacidade que as contas dos clubes e SAD tenham, por muito barulho que se faça sobre a Doyen e mais isto e aquilo, a nossa situação financeira, em termos de desespero, é idêntica à de Tripas & Ficas, e é provável que até seja mais sustentável na actualidade. Não vale a pena qualquer precipitação. Até porque o operador que ficar com o Sporting (a juntar a Ficas ou a Tripas) terá uma grande vantagem competitiva. Já uma boa ideia talvez fosse fazer uma forma reduzida de centralização de direitos, negociando um pacote em que entrasse o Sporting e mais uns quantos clubes com algum significado na Liga. O operador que conseguisse isto ficaria mesmo numa excelente posição.


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08 Dez 15
Nem na Benfica TV
Pedro Correia

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I

Esta noite, na SIC Notícias, o programa O Dia Seguinte exibiu 37 vezes - repito por extenso: trinta e sete vezes - um lance de suposta grande penalidade de João Pereira no Marítimo-Sporting.

É espantoso, este critério editorial da SIC Notícias. Os minutos sucediam-se e as imagens desse lance não cessavam de passar, numa aparente tentativa de lavagem ao cérebro dos telespectadores, querendo impor à força a mirabolante tese do penálti não assinalado que ninguém vislumbrava.

Os lances mais vistosos da partida - das três grandes defesas de Rui Patrício à espectacular jogada colectiva que culminou no golo de Adrien - passaram quase despercebidos. Enquanto Rogério Alves protestava em vão.

Repito, ainda aturdido: 37 vezes.

Isto, meus amigos, nem na Benfica TV...

 

II

Sobre o mesmíssimo lance, o que referiu a imprensa desportiva?

O Record nem o menciona.

A Bola escreve o seguinte: "O cruzamento de Marega vai para Ghazaryan, na área leonina, mas João Pereira resolve sem penálti. O Marítimo reclama sem razão."

N' O Jogo há veredicto unânime dos ex-árbitros que analisam os lances semana após semana: contacto físico normal, nem sombra de penálti.

Redobro a conclusão: nem na Benfica TV fazem o que hoje a SIC Notícias fez.


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04 Dez 15

"Gostava de saber o que farão quando surgir uma geração que nem saiba quem foi o Eusébio. O que têm mais para mostrar? O que vos orgulha tanto que possam mostrar a gerações vindouras? Zero! Perderam a oportunidade de ser o rosto da mudança."

Samneste meu postal.


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"No dia 16 de dezembro de 1990, cinco homens combinaram um jantar secreto numa torre de escritórios de Londres: ninguém, para além deles próprios, sabia daquele encontro.
Não eram uns homens quaisquer, eram os presidentes dos cinco maiores clubes de Inglaterra: Manchester United, Liverpool, Arsenal, Everton e Tottenham.
 
O futebol inglês arrastava-se, por esses dias, na parte cinzenta da vida.
A tragédia de Hillsborough que matou noventa pessoas acontecera há um ano, o hooliganismo enchia o futebol de violência e os melhores jogadores fugiam do país: nomes como Lineker, Gascoigne, Paul Ince, David Platt ou Glenn Hoddle.
 
A liga inglesa chamava-se Football League, era composta por 92 clubes e andava há dez anos num clima de guerra permanente com a Federação Inglesa.
Por isso aqueles homens reuniram-se naquele dia com uma ideia clara: lançar as bases do que viria a ser a melhor liga do mundo. Uma liga exclusiva, elitista, rica e espetacular, formada apenas pelos dezoito clubes da primeira divisão.
 
Chamaram-lhe Premier League.
Queriam estádios mais modernos, queriam um ambiente mais saudável nas bancadas, queriam os melhores jogadores, queriam enfim um melhor futebol e, sobretudo, um espetáculo melhor: um espetáculo distinto.
 
Para tornar este sonho possível, tinham um plano. Chamava-se direitos de transmissão televisiva.
Por isso naquele dia 16 de dezembro de 1990 não estavam sozinhos no jantar, convidaram um diretor sénior da ITV a quem fizeram uma pergunta: estarias na disposição de comprar os direitos de transmissão de uma liga destas?
A resposta foi positiva e dois anos depois arrancou a Premier League.
 
Claro que o caminho não foi simples, nunca é fácil fazer a mudança: a Football League, por exemplo, opôs-se obviamente à ideia, disse que era ilegal, ameaçou ir para os tribunais. Vários clubes começaram também por dizer não e, admitiriam mais tarde, só a proposta da ITV os faria perceber que valia a pena mudar.
 
O certo é que à boleia da centralização, e de uma distribuição mais justa, dos direitos televisivos, a Premier League arrancou mesmo em 1992. A partir daí, ano após ano, temporada depois de temporada, foi crescendo, foi valorizando, foi enriquecendo.
 
Por estes dias conseguiu renegociar os direitos para três temporadas por sete mil milhões de euros e distribui a um clube que desce de divisão 90 milhões de euros por ano.
 
Hoje, acho que é pacífico dizê-lo, é a liga mais rica, mais bela e mais sedutora do mundo.


 
Ora vem esta conversa a propósito da venda dos direitos de transmissão dos jogos do Benfica por 40 milhões de euros, ao longo de dez anos: 400 milhões no total.
É sem dúvida um acordo histórico e notável. Bateu recordes, e isso diz tudo.
 
Não é, no entanto, um bom acordo. Desculpem-me mas não é. O que este acordo significa é que o Benfica vai ter mais dinheiro do que tem hoje, vai ter anualmente mais doze milhões de euros - de acordo com o relatório e contas -, mas significa também que vai continuar a jogar numa liga pobre, monótona e infeliz.
Uma liga de enormes assimetrias, cheia de adversários defensivos e espetáculos aborrecidos. Com estádios modestos, jogadores medíocres e bancadas vazias.
 
O Benfica vai enfim continuar a fazer parte de um produto pobre: o futebol português.
 
A ideia já foi referida várias vezes, mas vale a pena repeti-la as vezes que forem necessárias: a centralização dos direitos televisivos permite uma melhor distribuição do dinheiro, permite fazer crescer os clubes mais pequenos e no fim fazer crescer a liga.
Os clubes teriam mais recursos financeiros, até porque o todo é mais do que a soma das partes, mas sobretudo os clubes pequenos teriam mais recursos. Com isso poderiam construir equipas melhores, jogar um futebol melhor e ter mais público nos estádios.
O futebol português seria melhor enquanto produto, os direitos televisivos valeriam mais e todos os clubes ficariam a ganhar: os grandes continuariam a ser muito maiores do que os outros e os pequenos seriam menos pequenos do que são agora.
 
Não seria uma mudança fácil, claro que não, se não o foi em Inglaterra não o seria num país que respondeu não aos dois referendos vinculativos. Mas o que o Benfica fez foi garantir que provavelmente nos próximos dez anos não é possível fazer esse caminho: não tinha sentido tentar fazê-lo sem o maior clube português.
 
O Benfica assinou um acordo em que admite ter um produto que vale menos de metade do que vale o Burnley na II Liga inglesa: exatamente 40 contra 92 milhões de euros.
 
Não se quer com isto comparar o valor do mercado inglês com o do mercado português: isso era um absurdo. Quer-se, isso sim, dizer que o modelo inglês é um exemplo, e que os clubes portugueses não poderão dar um salto verdadeiramente impressionante enquanto o próprio campeonato não o der.
 
Por isso vale a pena voltar ao início para dizer que pode parecer que foi noutra vida, mas não: foi apenas há vinte anos que a liga inglesa caminhava no lado cinzento da vida.
 
Que é onde desconfio que vai andar a liga portuguesa nos próximos dez anos."
 
«Box-to-box» é um espaço de opinião de Sérgio Pereira, jornalista do (e publicado no) Maisfutebol, que se transcreve aqui na íntegra, com a devida vénia.

Os sublinhados são meus.

O crédito da imagem suponho que seja do "Maisfutebol", uma vez que não está identificado o autor no artigo original.


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09 Nov 15
Hoje, às 14h30
Zélia Parreira

Há jornalistas muito fraquinhos. Nem conseguem ver um jogo até ao fim. Sofrem do síndrome do minuto 92. Mal o relógio passa os 80 começam a ter suores frios, tremem-lhes as pernas, instala-se uma insuportável comichão nos ouvidos e viram as costas à realidade. Fraquinhos, muito fraquinhos.

Mesmo assim, não consigo deixar de me perguntar: Por onde terá andado o "jornalista" que escreveu, formatou e publicou esta informação que passou no rodapé de um serviço noticioso hoje, às 14h30? Que trevas o assolaram? Que força maligna o impediu, desde ontem à noite, de ler jornais, perguntar ao vizinho, espreitar na internet? Por onde andou esta alma solitária?

E já agora, quem é o responsável que confia neste calhau para dar notícias?

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24 Out 15

Não sejas galináceo, continua a ver a TV Inácio.

 

©Pedro Correia


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09 Out 15

 

No canal televisivo A Bola, o ex-guarda-redes suplente do Benfica foi buscar lã e saiu tosquiado. Estava ele a vergastar os maus modos de Bruno de Carvalho quando José Couceiro, e muito bem, lhe lembrou esta peixeirada ocorrida em 2004 durante um programa da SIC Notícias que foi interrompido em directo:

 

 

Um exemplo de elegância, dignidade e respeito pela liberdade de informação: invadir os estúdios de um canal televisivo, como um xerife manhoso a entrar num saloon a pontapé nos westerns de série B.

Delgado, armado em fino, acha bem. O Bruno é que não tem modos.

 

Via O Artista do Dia


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15 Set 15
Publicidade enganosa
Edmundo Gonçalves

O anúncio de que haveria novo paineleiro no programa da TVI24, Prolongamento, em "representação" do Sporting, substituindo Eduardo Barroso (Carlos Dolbeth), levou-me a ver tal coisa.

Quero dizer que nas primeiras emissões até achei piada ao programa. Destacava-se Fernando Seara pela informação privilegiada e pelos muitos anos nos meandros do futebol. Era bem secundado por um ferrenho Eduardo Barroso, com o coração "ao pé da boca". Destoava, ainda que nem tanto pela negativa, a boçalidade de Manuel Serrão, que curiosamente foi evoluindo de forma bastante positiva. Estes dois opinavam enquanto adeptos mais que o primeiro, mas o "encanto" daquilo residia nisso mesmo, na forma renhida com que cada um, sem agenda, sem outra qualquer intenção por detrás, defendia a sua "dama".

Afinal, por razão que me parece desculpa esfarrapada, Carlos Dolbeth não esteve presente. Foi pena, porque o tema do dia requeria que estivéssemos bem representados e Dolbeth tem estofo para aguentar qualquer Fernando Santos que lhe apareça pela frente, mas infelizmente assistimos a um monólogo de cerca de uma hora, escalpelizando um almoço entre o treinador do Sporting e um atleta do Clube num hotel de Lisboa.

E sobre o filha da puta do almoço, nada! Qual a ementa, a marca e a cor do vinho, sequer quem ficou encarregue da dolorosa sopa de lápis. Nada!

Ah, mas sobre o que o treinador do Sporting terá dito ao atleta do Clube, foi mais de uma hora de converseta.

"Estou em condições de dizer", "sei que terá dito", foram frases várias vezes proferidas. E com tanto veneno, que se uma gota tem saltado por entre a falha dos dentes do Fernando Santos e tem caído no prato do treinador do Sporting, o homem teria ficado logo ali, mortinho da silva.

E percebe-se! Ficámos ontem a saber que todos os males que assolaram o clube do Fernando Santos nos últimos seis anos, os flops de camionetas de jogadores que ali arribaram, foi tudo fruto da incompetência do actual treinador do Sporting e que tudo o que brilhou, reluziu e deu vendas de 30 milhões (ou 15, depende do destino), foi fruto da visão mais à frente do especialista administrador da SAD do seu clube para o futebol, a prospecção, as camadas jovens, os pombos do Torres, o marisco do Eusébio, as casas e as declarações nas derrotas, Rui Costa!

Ora, uma dúvida me assola portanto: Sendo o treinador do Sporting tão incompetente, porque é que o Fernando Santos está tão incomodado com a sua vinda e consequente saída do seu clube?

Eu confesso que até nisso abomino o Fernando Santos. Aquilo que divulgou ontem, poderia ter divulgado há três meses, caramba! É que escusávamos de o ter contratado...

Entretanto, não posso deixar de saudar a réplica de Manuel Serrão, ao seu jeito mas sempre na mouche. O "telefonema" para Barcelona a "contratar" o Messi é delicioso.

 

E pronto, fica prometido: daqui a algum tempo, longo, talvez volte lá.


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04 Jun 15


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02 Jun 15

O "tal canal" de televisão sempre (muito) à frente das notícias.

Então no Domingo passado estava imparável

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01 Jun 15

Alguém nota alguma coisa estranha na imagem infra?

Aceitam-se sugestões!

 

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13 Abr 15

Primeira vitória do Sporting em Setúbal, para o campeonato, em quatro anos e quatro meses. Primeira presença do Sporting numa final da Taça de Portugal desde a época 2011/12. Mas ontem, nos programas nocturnos de debate televisivo, o tema dominante era a "iminente" saída de Marco Silva do Sporting apesar de o treinador manter três anos de ligação contratual ao clube.

Telenovela atrás de telenovela. Mesmo - ou sobretudo - à hora do futebol.


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04 Jan 15

É espantoso o palco que as televisões dão às patacoadas de José Eduardo, como se fosse um artista de telenovela. Já se anuncia outro stand-up do mesmo comediante para amanhã à noite.

Mais espantoso é ver protagonistas da era de pesadelo liderada por Godinho Lopes, como Paulo Farinha Alves, atreverem-se a arrotar postas de pescada,como sucedeu ontem à noite, durante uma hora, na SIC Notícias. Logo ele, que dirigiu o futebol do SCP entre Outubro de 2012 e Março de 2013 - isto é, na pior fase de sempre do nosso clube já centenário.
Farinha Alves devia ter pudor em surgir tão cedo a mandar bitaites na pantalha em vez de pedir desculpa a todos os sportinguistas por ter estado associado a uma página tão negra da nossa história.

Mais espantoso ainda é ver pessoas respeitáveis do universo leonino, como o ex-candidato à presidência do SCP Sérgio Abrantes Mendes, alinharem nesta cegada.
Após a vitória de ontem do nosso clube, quando devíamos estar todos a celebrar, também ele insistia na SIC Notícias em lembrar "a mensagem de Bruno de Carvalho no facebook após o jogo com Guimarães", colocando-se ao nível de um editorialista do jornal A Bola.
Isto apesar de após essa derrota já termos voltado a Guimarães, onde vencemos a equipa local sem espinhas a jogar com a equipa B...

Ouvindo certos sportinguistas em busca dos 15 minutos de fama, seduzidos com o isco dos jornais e das televisões que só lhes dão palco para criticar alvos internos, percebe-se melhor por que motivo o Sporting só venceu dois títulos de campeão nacional de futebol nos últimos 30 anos.
É triste mas é verdade.


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02 Jan 15
Nem assim!
Edmundo Gonçalves

O preço dos combustíveis aumentou ontem.

 

Nem assim!


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30 Dez 14
Quem vê caras...
Pedro Correia

Raras vezes me lembro de uma noite mais insólita em termos de cobertura futebolística como a noite televisiva de ontem. Cada jornalista em estúdio, cada repórter no terreno, cada comentador com lugar cativo no respectivo painel analisava não a prestação das equipas no terreno mas a expressão facial de quem se sentava no banco do Sporting ou permanecesse nas imediações. Não faltaram catedráticos de Fisionomia Aplicada divagando sobre o sorriso de Bruno de Carvalho ou a sisudez de Marco Silva. Alguém, com ar de quem acabava de descobrir a pólvora, observou: «Marco não ficou um só minuto sentado no banco.» Como se o treinador do Guimarães, Rui Vitória, não tivesse estado também sempre de pé durante o jogo.

Mas a frase mais original foi proferida por Manuel Queiroz, que comentava com voz lúgubre a transmissão do jogo em directo feita pela TVI. Quando faltavam dois minutos para o apito final, saiu-se com isto: «Houve pouca interacção entre o treinador e o presidente do Sporting no banco leonino, mas aparentemente o Sporting vai ganhar.» Aquela adversativa retirava qualquer indício de lógica ao isentíssimo comentador nortenho, que parecia tolhido pelo frio.

Percebia-se: era um momento de tristeza para alguém como ele, incapaz de esconder a sua decepção pela vitória leonina. Azar: mal acabara de proferir aquela arguta observação, Dramé enfiava o segundo golo do Sporting na baliza do Guimarães.

A voz de Queiroz embargou-se de vez. Pena não lhe ter visto a cara, para saber o grau de "interacção" que manteve com os restantes elementos da equipa de reportagem da TVI.


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28 Dez 14
E lá vai mais uma
Edmundo Gonçalves

Com algum destaque falou-se ontem num canal de tv duma nova moda em modalidades desportivas, em mais um telejornal. Kickboxing. Que e' uma modalidade praticada por gente dos oito aos oitenta, que está a ter uma adesão enorme, uma coisa do outro mundo. Tivesse a alimária que fez a reportagem alguma qualidade, teria referido que o campeão mundial e português. Ah, pois! Era preciso dizer que e' do Sporting...


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17 Nov 14

De telecomando na mão, passo rapidamente pelos canais de notícias. Todos centrados no futebol.

N' O Dia Seguinte, da SIC Notícias, falam de Bruno de Carvalho.

No Prolongamento, da TVI 24, falam de Bruno de Carvalho.

Aa palavras, os pensamentos, os actos e as omissões do presidente do Sporting parecem ter-se tornado tema único nos fóruns desportivos dos canais de televisão. Até nos dias em que não faltam temas extra-futebol para debater ao serão, como é hoje novamente o caso. Tal como aconteceu ontem.

E mesmo assim certos sportinguistas ainda reclamam contra o excessivo destaque que a Sporting TV concede ao presidente do clube...


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16 Nov 14

De telecomando na mão, passo rapidamente pelos canais de notícias. Todos centrados no futebol.

No Play-Off, da SIC Notícias, falam de Bruno de Carvalho.

No Trio d'Ataque, da RTP Informação, falam de Bruno de Carvalho.

No Contragolpe, da TVI 24, falam de Bruno de Carvalho.

Aa palavras, os pensamentos, os actos e as omissões do presidente do Sporting parecem ter-se tornado tema único nos fóruns desportivos dos canais de televisão. Até nos dias em que não faltam temas extra-futebol para debater ao serão, como é hoje o caso.

E mesmo assim certos sportinguistas ainda reclamam contra o excessivo destaque que a Sporting TV concede ao presidente do clube...

 


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19 Out 14

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O onze titular do Sporting antevisto pela SIC Notícias a menos de duas horas do clássico disputado no Dragão.

Tudo certo? Nada disso. Deste quadro constam quatro jogadores que não alinharam de início, dois dos quais nem sequer jogaram: Sarr (que deu lugar a Maurício), Jefferson (que cedeu vez a Jonathan Silva), Carrillo (trocado por Capel) e Slimani (com Marco Silva a preferir Montero).

Mas faça-se justiça: o canal mais antisportinguista da TV portuguesa não errou tudo. Conseguiu acertar em sete. Para quem se deita a adivinhar até nem me parece mal...


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22 Set 14

 

I

APÓS O EMPATE DO SPORTING EM MARIBOR

Ribeiro Cristóvão, quarta-feira, 17 Setembro, SIC Notícias:

«Quem por acaso ligasse a TV e visse este jogo não tinha a sensação de estar a ver um jogo da Liga dos Campeões Europeus. Nem da parte do Sporting nem da parte da Eslovénia ficou a ideia de serem duas equipas que merecem estar na Liga dos Campeões.»

«O Sporting fez um jogo de má qualidade.»

«Este Sporting voltou a estar irreconhecível em relação às perspectivas iniciais da temporada.»

«Foi uma equipa sem princípio, sem meio e sem fim perante um adversário que podia ter ganho.»

«O Sporting tem vindo a perder qualidade nos últimos jogos de forma incompreensível.»

«O Sporting vai ter muitas dificuldades nesta temporada.»

«Tivemos Nani em bom plano mas tivemos também uma equipa em que quem sobressaiu foi só pela negativa.»

«Adrien não está em grande plano.»

«João Mário [no lugar de André Martins] não fez nenhuma diferença.»

«O Carrillo está no terceiro ano consecutivo no Sporting e nós não podemos dizer que ele realmente apareceu. É um jogador lento, indolente, que não dá seguimento às jogadas, que não participa.»

«O Sporting não tem condições para alimentar grandes esperanças após este jogo péssimo.»

«Aquela ideia do seu presidente de que o Sporting é candidato ao título fica hoje completamente afastada.»

«As pessoas que nos estão a ouvir poderão dizer: "Lá estão os coveiros do Sporting!" Mas temos de ser realistas: esta equipa do Sporting não tem demonstrado capacidade para demonstrar ser candidata ao título.»

 

Jorge Baptista, quarta-feira, 17 Setembro, SIC Notícias:

«Não sei o que se passa com estes jogadores do Sporting. Parece que foram todos mordidos pela mosca tsé-tsé, pois ninguém se mexe.»

«A exibição do Sporting foi paupérrima, de uma equipa que nem sequer acredita em si própria.»

«A exibição do Sporting foi má de mais para ser verdade.»

«Eu não destaco ninguém à excepção do Nani que anda ali perdido, coitado. É o Nani e mais dez. Mas até ele acaba por ser penalizado porque não tem ninguém com quem possa construir alguma coisa.»

«Os jogadores cometem erros inacreditáveis.»

«Só não adormecemos [ele e Ribeiro Cristóvão] porque tínhamos de ver o jogo até ao fim.»

«Até nós [ele e Ribeiro Cristóvão], com dois meses de treinos, éramos capazes de nos batermos com eles [Maribor].»

 

 

II

APÓS A GOLEADA DO SPORTING EM BARCELOS

Ribeiro Cristóvão, domingo, 21 Setembro, SIC Notícias:

«O Sporting entrou muito bem no jogo e marcou cedo, aliás com dois golos de belo efeito e de excelente execução.»

«O Sporting foi claramente superior durante toda esta partida.»

«Alguns jogadores merecem destaque, particularmente João Mário.»

«É um resultado contundente que não merece grande discussão perante um Gil Vicente que não foi capaz de se lhe opor.»

«Este resultado de hoje é importante porque vem repor alguma verdade naquilo que o Sporting deve ser no campeonato.»

 

Jorge Baptista, domingo, 21 Setembro, SIC Notícias:

«O Sporting ganhou naturalmente, com todo o mérito.»

«Nada melhor do que entrar a matar, com dois belíssimos golos.»

«Estes dois golos deram uma tranquilidade acrescida à equipa.»

«João Mário é um jogador fundamental. É um jogador talentoso, irrequieto, organizado e com boa visão de jogo. Dá outro rendimento e outra velocidade à equipa.»

«O Sporting dá um safanão naquilo a que podíamos chamar crise. Esta vitória representa um tónico importante para o Sporting.»

«Sabemos que o Sporting passa do oito para o oitenta com muita facilidade.»


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02 Set 14
Avassalador
Edmundo Gonçalves

No intervalo de qualquer coisa que estava a ver, lembrei-me de passar pelos programas de "desporto" da cabo.

Canal 7. Estava um tipo gordo completamente irado e a ralhar com ele próprio de forma completamente ininteligível (lançando alguns perdigotos, até), e eu que abomino violência, peguei no comando e passei para o...

Canal 5. Estava a terminar uma dissertação certamente interessante sobre se era assinante da btv um tipo com dentes de mentiroso e uma gravata azul, quando o "moderador" perguntou ao nosso Rogério Alves o que achou do jogo na Luz; lá disse de sua justiça, basicamente que o resultado tinha sido justo, que houvera oportunidades para ambos os lados, enfim, uma curta intervenção, onde reproduziu de forma clara o que se passou no campo; o mesmo "moderador" fez a mesmíssima pergunta ao, oiça, sr. Silva. A primeira frase foi isto, assim de cor: "Não foi um resultado justo. O benfica foi avassalador..."

Oiça! fugi a sete pés. Antes a novela!


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21 Jul 14

 

Ontem após a vitória da Sporting ao Benfica da da Taça de Honra que não vi, os comentadores da SIC notícias estiveram quase uma hora a comentar a forma de jogar e as saídas do Benfica. Desisto, foi a última vez. E ainda bem que temos agora o Canal Sporting onde os comentários certamente conseguirão ser mais esclarecedores. Ah! E quanto ao jogador eleito o melhor do torneio, o melhor é ficarmo-nos por aquele que marcou mais golos - isso é um dado objectivo.

 

Imagem daqui


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29 Jun 14

Caro Carlos: percebes muito de futebol e gosto de te escutar, sobretudo depois dos jogos. Mas também tu precisas de melhorar em termos técnico-tácticos: deves falar de forma menos codificada, tendo em atenção a vasta audiência da RTP. E procura sobretudo falar de forma mais pausada. Direi mesmo: mais de-va-gar. Quase nunca consigo acompanhar a tua velocidade verbal. E não devo ser só eu.

Um abraço deste teu admirador.


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04 Mar 14

Ouvi há pouco este diálogo inclassificável na SIC Notícias, que passo a reproduzir. Com um dos interlocutores a tentar desvalorizar sistematicamente o Sporting:

 

- Rui Gomes da Silva, o que é que o preocupa mais nesta fase do campeonato, a nove jornadas do fim? O Sporting ou o Porto?

- O Sporting. O segundo classificado.

- Está bem... mas vamos esquecer a pontuação agora...

- Mas eu não consigo esquecer a pontuação.

- Mas se as duas equipas [Sporting e FCP] tivessem o mesmo número de pontos, qual é aquela que a preocupava mais?

- Se tivessem o mesmo número de pontos? Mas não estão. O Sporting está quatro pontos à frente do Porto, ó Paulo Garcia!

- E acredita que o Sporting vá até ao fim a morder os calcanhares do Benfica apesar de estar com menos cinco pontos?

- No Benfica, ainda não ganhámos nada. Temos de continuar a ser humildes, temos de ganhar os jogos todos. Cada jogo é uma final.


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15 Fev 14
A magia de Sábado à noite
José Navarro de Andrade

Por uma vez venho discordar do meu amigo Pedro Correia e do nosso camarada Cherba do Comando C. E atrevo-me a fazê-lo porque o tema é, parece-me, decisivo para o Sporting, pelo que merece discussão.

No final espero que fiquem convencidos do seguinte: é óptimo para o Sporting que os jogos sejam Sábado à noite.

 

Para lá chegar, nada como começar pelo quadro geral.

1. O futebol actual é uma indústria. Atrevo-me mesmo a duas afirmações: é a maior indústria de entretenimento do mundo (há mais gente a ver futebol num fim-de-semana do que a ver cinema); é a única indústria em que a Europa é hegemónica (os maiores clubes, os maiores talentos mundiais, o maior número de espectadores e, de longe, o maior volume de negócio).

2. Esta indústria tem dois pilares económicos estruturais:

    a) A venda de jogadores (é na circulação e activos que estão as mais valias);

    b) A venda de direitos televisivos.

    c) Isto subalterniza a venda de ingressos, os quais têm um enorme valor de marketing (disputar um jogo num estádio às moscas é um desastre para a marca), mas apenas um valor interessante quando representa um encaixe grande à cabeça, ou seja, a venda de gameboxes no princípio da época, garantido a receita do ano por atacado.

 

Concentremo-nos no 2º ponto que, é afinal, o tópico desta conversa.

1. Para o mercado televisivo europeu, tanto as TVs free to air como a TVs temáticas por cabo, o futebol tornou-se um elemento fulcral, e a luta pelos seus direitos converteu-se num autêntico Estalingrado na formidável guerra em curso entre as telecoms e as empresas de media. (Por favor aceitem esta tese, porque desenvolvê-la aqui daria muito pano para mangas e seriam contas doutro rosário, mas tomem lá um aperitivo).

2. Em Portugal, no miserável campeonato que temos, só há três clubes interessantes televisivamente: o coiso da luz, o Sporting e o fêquêpê. Entre eles disputam-se as 3 faixas horárias premium do fim-de-semana, sempre a partir das 20h, ou seja, o prime time: Domingo à noite, Sábado à noite, Sexta à noite – por esta ordem. Dos 3 é o horário de Sábado à noite que equilibra melhor o binómio entre espectadores na TV e no estádio.

3. Assim sendo, conclui-se que o Sporting será tanto mais estável financeiramente quanto mais valiosos forem os seus direitos televisivos; o valor dos seus direitos é diretamente proporcional à capacidade do Sporting em angariar audiências; as maiores audiências capturam-se nas melhores faixas horárias. Gostaria de ter tempo e dados para confirmar ou infirmar a seguinte tese: quanto pior o Sporting joga, mais jogos disputa à segunda-feira.

 

Neste quadro, dá força ao Sporting que os seus jogos sejam disputados maioritariamente Sábado à noite e mais força terá se os detentores dos direitos se sintam satisfeitos com os resultados. Dá força negocial perante as TVs e perante a publicidade, donde resulta que dê força política perante a malandragem da Liga que anda a fazer tudo para liquidar o valor do Sporting.

Porque querem destruir o Sporting? Porque, não sei se já repararam, Portugal está em crise. O investimento publicitário na televisão passou de 500 milhões € para menos de 200 milhões em 4 anos (!!!). Em consequência directa deste descalabro o valor da venda de direitos do futebol baixou drasticamente (de tal modo que os jogos da Liga não foram vendidos para as generalistas) donde que o bolo financeiro a repartir já não dê para 3 grandes, dado os orçamentos explosivos do coiso da Luz (viram a maravilhosa criatividade contabilística na suposta transação de activos para fundos miríficos, só para que os deltas fiquem certos?) e do fequêpê. Isto quer dizer que, para o sistema, é crucial enfraquecer sobremaneira o valor de mercado do Sporting (ou julgam que as patifarias da arbitragem são casuísticas?).

Jogar Sábado à noite, com êxito nas audiências, é o melhor pauzinho na engrenagem que o Sporting poderia ter. Enquanto continuarmos a ter uma equipa que oscila entre o decente o entusiasmante, como temos tido este ano, à revelia dos 3 últimos anos; enquanto essa equipa nos levar a encher o estádio; enquanto este espetáculo que nós, público e jogadores, proporcionarmos aos espetadores televisivos; mais adeptos sportinguistas (e mesmo dos outros) quererão ver o Sporting na televisão, e mais reforçada fica a nossa posição contra quem nos quer destruir.

Ficaram neste resumo muitas pontas soltas e outras por consolidar, mas julgo que o essencial ficou afirmado. Agora, para não dizerem que só me fiquei pela frieza dos números: outro clube sem a alma do Sporting já teria sucumbido à voragem económica que se encarniça sobre ele.


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04 Fev 14
No taco de partida
Edmundo Gonçalves

Fiquei surpreendido com a convocação para este magnífica equipa, até porque tenho este problema no joelho desde os trinta anos e vai ser complicado substituir Montero...

 

Tendo no entanto a impressão que não foi para "ir lá para dentro" que fui convocado, quero começar a minha prestação ao serviço do nosso Clube por abordar um tema recorrente em blogs afectos ao SCP e que responde pelo nome de "comentaristas em programas de desporto".

Para que conste e já o escrevi como comentador aqui no És a nossa fé, deixei, por opção, de frequentar esses locais de má fama. Causa-me comichões, é "só" isso!

 

E falo sobre este tema, porque vi (chamado à atenção por alguém, utilizei a função que me permite recuar no tempo do meu fornecedor de tv)  e ouvi da boca de um suposto sportinguista dizer, com o maior à-vontade do mundo, que não considera que estejamos a ser prejudicados pelos árbitros e criticou até a excelente manifestação (pacífica, nada de peras nos dentes!) contra o sistema levada a cabo no último jogo, em Alvalade. Tem até o desplante de dizer que este ano o Sporting não se pode queixar muito da arbitragem, imagine-se! esta personagem tem nome: Jorge Gabriel e é conselheiro leonino, imagine-se!

 

Para registo de interesses, que fique desde já claro que não simpatizo nada com o sócio Jorge Gabriel e com a sua postura nos mais diversos palcos, onde supostamente deveria defender os interesses do Sporting. Eu sei, se a gente prescindir da coluna, tem muito mais garantias de conseguir mais um tachito, isto se a tiver, o que no caso vertente me parece de todo impossível!

 

O órgão a que pertence já se demarcou, em Setembro passado, da postura pouco ética do ponto de vista da defesa do Clube a que Jorge Gabriel, como seu membro, estaria obrigado, mas a personagem persiste, batendo até aos pontos o inenarrável "agua da vida" Rui Oliveira e Costa!

 

E serviu este introito para propor ao nosso presidente, agora que numa jogada de mestre conseguiu poupar uma verba considerável em salários com uns certos "paus de sebo", para mandar fazer um pequeno anúncio, 10 segundos até serão de mais (há-de haver sportinguistas que se prontificarão para o ajudar nisto sem custos), em que Bruno de Carvalho, ou alguém por ele, antes de cada um desses programas, compre esses dez segundos (a coisa não deve ser cara, estamos a falar da cabo e num tempo de crise em que os preços caíram) e informe os incautos espectadores de que no programa seguinte, o indivíduo que está vestido de verde não representa nem serve o Sporting Clube de Portugal, antes se representa a si próprio e se serve do Sporting Clube de Portugal para acrescentar alguns bons cobres ao seu pecúlio.

 

E pronto, era isto que tinha para dizer, no meu primeiro jogo a titular.

(agora imaginem aquele gesto de rodar as mãos; sim, sou eu a pedir ao Pedro Correia para ser substituido. O joelho...)


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25 Jan 14
Indecente
João Paulo Palha

Lemos hoje na imprensa que a RTP adoptou esta posição no que respeita aos jogos da selecção nacional, no próximo campeonato do mundo de futebol. Cada vez mais, a RTP, esse sorvedouro insaciável e indecoroso de recursos públicos, se esforça por não nos dar o que deve e por nos dar o que não faz falta nenhuma. Alguém é capaz de explicar por que é que havendo canais privados dispostos a fazer-nos chegar os jogos, sem, portanto, custos para o contribuinte, este vai ter que suportar as despesas, que, certamente, serão elevadas - e ainda que não fossem - decorrentes da sua transmissão pela RTP? E se esta puder lucrar com a publicidade, isso é, atendendo à situação de vantagem concorrencial de que beneficia, um comportamento adequado a um operador de serviço público? Para uns sacrifícios, para outros uma vida faustosa.


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10 Jan 14

 

 Eusébio travado em falta na jogada mais emocionante do Portugal-Coreia do Norte: ainda não hava cartões vermelhos

 

É o mais célebre jogo de sempre da selecção nacional de futebol -- aquele de que todos falavam mas poucos tinham visto. Até agora. Porque a TVI24, numa verdadeira missão de serviço público, lembrou-se em boa hora de o transmitir na íntegra a pretexto da morte de Eusébio, marcador de quatro dos cinco golos portugueses dessa partida.

Aconteceu na quarta-feira e apesar das imagens serem a preto e branco -- o Portugal-Coreia do Norte realizou-se a 23 de Julho de 1966 -- a emissão resultou num enorme sucesso: o canal de notícias da TVI no cabo obteve o maior número de sempre de espectadores, com 4,8% de audiência média e uma quota de audiência de 9,8%. Quase meio milhão de pessoas acompanhou o desafio no serão de anteontem.

 

Eu fui uma dessas pessoas. E tenho de felicitar a TVI24 pela proeza. Desde logo porque não se limitou a transmitir o mítico jogo dos quartos de final do Campeonato do Mundo de 1966, considerado o melhor desse certame. Teve também a excelente ideia de reunir em estúdio três jogadores dessa selecção, dois dos quais participaram no jogo: o benfiquista José Augusto e os sportinguistas Hilário e José Carlos. Com Fernando Correia -- que já relatava jogos de futebol há 48 anos -- encarregado de recriar um pouco do ambiente daquela época, em que os portugueses acompanhavam os jogos de futebol sobretudo através de relatos radiofónicos pois eram raras as partidas transmitidas pela televisão.

 

Hilário e José Augusto nunca tinham visto na íntegra as imagens daquele desafio em que foram dois dos mais destacados participantes. E portanto os seus comentários ao longo do jogo tornaram-se noutro espectáculo dentro do espectáculo da emissão, muito bem conduzida pelo jornalista Joaquim Sousa Martins.

 

A visão integral do jogo permitiu desfazer alguns mitos, que passarei a enumerar:

- Naquele desafio, por bandas de Portugal, jogaram "Eusébio mais dez". Não é verdade: Eusébio foi excelente, mas vários outros jogadores destacaram-se. Desde logo Simões, incansável no corredor esquerdo. E José Augusto. E Jaime Graça. Sem esquecer Hilário: nenhum dos três golos norte-coreanos ocorreu no lado esquerdo da nossa defesa, onde ele era um baluarte;

- Aquela selecção quase só tinha jogadores do Benfica. Falso. Do Benfica, neste jogo, eram cinco: Eusébio, Coluna, José Augusto, Torres e Simões. Havia três do Sporting (João Morais, Hilário e Alexandre Baptista), dois do Belenenses (José Pereira e Vicente Lucas) e um do Vitória de Setúbal (Jaime Graça);

- Os coreanos dominaram, pelo menos na primeira parte. As imagens não mostram nada disso. Excepto no quarto de hora inicial, quando a pressão ofensiva da equipa adversária foi mais notória, Portugal dominou sempre a partida. Sem nunca se desviar da rota do golo.

- Naquele tempo jogava-se um futebol muito mais lento. Pelo contrário, este jogo desenrolou-se a uma velocidade estonteante, do primeiro ao último minuto. Sem tempos mortos, mesmo quando havia interrupções por faltas. Sem manobras ardilosas dos jogadores para retardarem o tempo de jogo. E numa espécie de antecipação do "futebol total", com frequentes incursões dos avançados em manobras defensivas. Futebol-espectáculo por excelência.

 

Os 11 que jogaram contra a Coreia do Norte em 1966: Alexandre Baptista, Jaime Graça, Hilário, Vicente, Morais, José Pereira (em cima), José Augusto, Torres, Eusébio, Coluna e Simões (em baixo)

 

Por uma questão de idade, nunca tinha visto este jogo. Mesmo muitos portugueses que já eram adolescentes ou adultos naquela época não chegaram a assistir ao Portugal-Coreia do Norte porque os televisores não tinham nessa época a difusão que hoje têm.

Está de parabéns a TVI por ter concretizado esta missão de serviço público. Que devia envergonhar a RTP, detentora de um canal Memória que é capaz de passar na íntegra o jogo Cascalheira de Cima-Alguidares de Baixo de há vinte e três anos mas nunca voltou a difundir o Portugal-Coreia do Norte, cujas imagens certamente a televisão do Estado possui em arquivo.

Fica agora um pedido extra aos responsáveis da TVI24: e que tal difundirem agora o Portugal-Brasil, também do Mundial de 1966? Será novo sucesso garantido, tenho a certeza.

 

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