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És a nossa Fé!

Títulos são verdes, não prestam?

Um cansaço os feriados e os fins de semana, com o anúncio de mais um título. O ecletismo do nosso clube está bem e recomenda-se. Hoje foi a Taça de Portugal em Ténis de Mesa. Os lampiões estão desde já convidados a denegrir mais este triunfo, uma vez que não vibram nada com as modalidades, como se viu ontem no Hóquei em Patins... eu escrevi há dias, "Queira Deus...". Voltando ao que interessa, a nossa equipa de Ténis de Mesa obteve a dobradinha, ou triplete, consoante a perspetiva. Depois da Supertaça e do Campeonato, a Taça de Portugal.

E, também como já disse, a época desportiva ainda não terminou. A passagem das nossas meninas juniores, no futebol, à final da Taça Nacional promete mais um título, daqueles bem verdinhos. A acontecer, seria uma época de diamante para o nosso futebol feminino pois apenas ganharia tudo o que há para ganhar. E o futsal também promete, com a vitória no 1° jogo da final contra o Braga.

Pelos vistos, como diria a raposa de La Fontaine, os títulos não prestam, são como as uvas: estão verdes! Da Wikipédia a moral desta fábula: "Aqueles que são incapazes de atingir uma meta tendem a depreciá-la, para diminuir o peso de seu insucesso." Podemos dedicar isto a quem?

 

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Estive lá... e no domingo, ao Jamor, quem vai?

Estive lá, e só eu sei o que vivi em emoção. E depois, já muitos escreveram, e bem, sobre o assunto. Sobre andebol estamos conversados. Só ganhamos a Challenge e o campeonato nacional...falta a Taça de Portugal, já neste fim de semana. Mas, e domingo? Quem vai ao Jamor à final da taça de Portugal feminina? Eu vou lá estar. E lanço o repto a todos os sportinguistas para vestirem o Jamor de verde e branco...será um encanto! Aproveito para alargar a reflexão. A desilusão da equipa principal de futebol foi atenuada com sucessivas vitórias em diversas modalidades e escalões. Para se ver a importância que têm estes sucessos desportivos, basta ver o desdém com que os nossos adversários a eles se referem, numa espécie de "dor de corno" que lhes assenta muito bem. Por isso devemos apoiar tudo para ganhar tudo. Nem que seja ao berlinde. Cada êxito duma equipa do Sporting é uma espinha cravada na garganta dos nossos adversários. Efeito duplo: derruba-os e engrandece-nos. E é a partir de cada vitória destas que vamos gerando afirmação, atraindo atenção, criando simpatia, valorizando modalidades e atletas, ganhando poder. E colocamos a fasquia mais alta, tal alta que até pode contagiar aqueles que foram a tal desilusão. Se, no futebol, os nossos leões tivessem jogado com a determinação e o querer das nossas leoas, não estaríamos sujeitos a disputar o acesso à liga dos campeões, e teríamos porventura mais um título de campeões no museu do Sporting. Por isso devemos ir ao Jamor para fazer o que fizemos ontem em Odivelas do primeiro ao último segundo: apoiar incessantemente as nossas campeãs para a conquista da Taça de Portugal.

Demasiado mau

Vimos de tudo um pouco neste Chaves-Sporting de que resultou a nossa eliminação da Taça de Portugal.

Vimos um treinador castigado sem confiança no seu adjunto, dando-lhe ordens o tempo todo por telemóvel.

Vimos um adjunto à rasca, incapaz de tomar decisões sem ouvir a voz do "além".

Vimos um presidente no banco dando instruções ao Bruno César como se fosse treinador.

E vimos sobretudo uma equipa sem a menor vontade de ganhar que aos 15 minutos já podia estar a perder 0-2 se não fosse a grande exibição de Beto.

 

Tudo mau. Demasiado mau.

Justiça

Hoje o Chaves venceu o Sporting por 1-0, nos quartos de final da taça de Portugal. Resultado mais que justo e que peca por escasso, tal o domínio da equipa da casa.

O "Peter", a melhor aquisição do Sporting, esteve mais uma vez em grande. Tudo o que podia correr mal, correu. Desde  as lesões dos que entraram e que até nem estavam mal, até a Ruíz, que o ano passado nos lixou o campeonato e este ano nos lixa a taça. Como pior não podia acontecer, André, que com este resultado terá que ir a andar, provavelmente ficará por aqui, dependendo da gravidade da lesão.

Jogámos mal, muito mal mais uma vez e temo que com esta dinâmica uma entrada gloriosa na liga Europa seja o nosso destino, se o Guimarães escorregar num jogo ou noutro.

 

Salvaram-se Gelson e Beto, benza-os Deus.

 

Comprometimento? Bahhhhh...

 

Ah! e que se arranje para aí um casamento para a culpa e se perca a vergonha de dar nomes aos bois.

Fim da linha

17 de Janeiro: o Chaves acaba de dar um pontapé no Sporting - o segundo em três dias, atirando-nos para fora da Taça de Portugal com um golo solitário aos 87', confirmando-se a tendência registada em várias outras partidas de perdermos ao cair do pano. Desta vez com uma bola oferecida pelo inenarrável Bryan Ruiz. Mas podia ter sido no minuto anterior, com outra bola oferecida por Coates na marcação de um simples pontapé de baliza.

Dissemos adeus à última competição em que alimentávamos ainda hipóteses reais de conseguir um troféu. Depois de termos sido eliminados da Liga dos Campeões, de termos falhado a qualificação para a Liga Europa, de termos sido afastados da Taça CTT e de termos perdido mais pontos na primeira metade do campeonato do que perdemos em toda a Liga anterior - de tal maneira que estamos agora a oito do Benfica, quatro do FC Porto e dois do Braga. Com menos dez do que tínhamos há um ano.

Hoje o Sporting voltou a praticar um jogo medíocre, lateralizado, sem velocidade, sem intensidade. Com cinco novos titulares em relação ao desafio anterior, demonstrando que Jorge Jesus é incapaz de fixar uma equipa-base. Um jogo em que não fizemos um só remate nos primeiros 27 minutos, um jogo em que não criámos uma verdadeira situação de perigo, um jogo em que o nosso melhor elemento foi de longe o guarda-redes Beto, com três grandes defesas (9'+12+86').

Fim da linha, portanto. A partir de agora tentaremos apenas não fazer tão mal como fizemos na nossa pior época de sempre, a de 2012/13.

Por mim, entro em contagem decrescente. A pensar na pré-época de 2017/18. O problema é que ainda faltam seis meses: parece-me quase uma eternidade.

O tudo ou nada

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Com o passar dos anos às vezes cansa ser do Sporting, um fado ao qual uma pessoa de carácter não vira costas, faça sol ou faça chuva. E eu, para ser sincero, já não penso tanto no meu interesse, mas, como refere em baixo o Pedro Correia, penso nas novas gerações (nos meus filhos) que nos últimos anos encheram-se de expectativas perante a aparência daquilo que parecia ser um processo consistente de crescimento da equipa e do clube. Sem resultados não é possível manter-se essa ilusão, que urge materializar-se em vitórias. E logo à noite joga-se um dos mais prestigiados troféus de Portugal, a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. Para ultrapassarmos este desafio exige-se que o Sporting coma a relva e dê um espectáculo de futebol como já fez este ano por exemplo com o Real Madrid e… ganhe o jogo.

Se isso não acontecer, temo que os danos sejam muito mais graves que a eliminação da Taça propriamente dita. Por tudo isto logo mais exige-se um Leão com muita raça e com as unhas de fora.

Nota 10!

Se o segundo melhor levou 8,6 e fez a porcaria que fez, este que é o melhor e já este ano em Guimarães ofereceu dois golos ao Vitória, terá certamente nota máxima.

E entretanto o gozo continua, o que me leva a perguntar o que foi um representante do Sporting fazer ao beija mão à reunião da semana passada.

Sem desprimor para os autênticos... Palhaçada!

Salmonetes ou charrocos?

Eu confesso que prefiro os segundos, pequeninos, fritinhos, acompanhados duma açorda de ovas, de um branco de Palmela... Mas chega de divagações, o que se pretende é analisar o jogo de ontem em Setúbal, cidade onde passei doze anos da minha vida profissional e onde tenho amigos e que está cada vez mais agradável de se visitar.

Ora bem, vamos à equipa escalada para o jogo. Se queremos efectivamente vencer esta competição, devemos demonstrar que o queremos mesmo e a melhor forma de o fazermos, é colocar a melhor equipa em campo a disputar as eliminatórias. Esteve bem Jesus no escalamento do onze inicial; Ainda admiti que colocasse Beto na baliza, mas as circunstâncias vieram dar-lhe razão, Patrício evitou com duas grandes paradas, dois golos feitos do(ao) Vitória. "Ah, o Beto poderia ter defendido também." Pois podia, mas não estava lá.

E com esta equipa em campo, apesar do desgaste do jogo de Domingo, esperar-se-ia um banquete de salmonetes, cozinhados de toda a maneira e feitio, assim a modos que rodízio. Nada mais falso! O futebol praticado foi mais que mediano, fruto também da boa réplica principalmente na primeira parte, por parte do adversário, mas mais por inépcia dos nossos. Ainda assim, por volta dos vinte minutos, oportunidade soberana, com uma grande penalidade a favor. Já estava a imaginar a travessa dos salmonetes, grelhados, a rirem-se p'ra mim. Pum! Pum! Dois tiros falhados na mesma jogada, o remate e a recarga. Mérito ou demérito? Sem ponta de dúvida, e apesar das probabilidades a favor do GR na marcação de uma grande penalidade serem ínfimas, foi grande mérito do homem da baliza e menos demérito de Adrien, que rematou bastante colocado. Já a recarga, é daquelas que tanto podia dar, como não dar. Não deu. O tão prometido banquete de salmonetes que se antevia com a abertura do marcador, ficou em banho-maria, já que, a exemplo de jogos anteriores, os nossos jogavam benzinho até à entrada da área, mas aí, apesar das belas manobras de Bas Dost em busca de um 10, com serviço para remate de meia-distância, o jogo morria.

Bas Dost que marcaria, a centro, quem diria, de Marvin, com uma cabeçada primorosa, à ponta de lança.

Notou-se uma ligeira quebra em William e mais acentuada em Adrien, normais pela utilização sempre em alta rotação que têm tido, que se reflectiu num futebol mais mastigado a meio campo. Apesar disto, o sinal mais foi sempre dos nossos e o golo que haveria de aparecer foi sendo evitado pelo GR setubalense, que fez uma bela exibição. Isto leva-me a constatar que contra nós, os homens da baliza se agigantam. A sério, não tenho memória de um frango a nosso favor.

Resumindo, não houve salmonetes. Em contrapartida, houve um jogo suado, por vezes não muito bem jogado mas intenso e comprometido, mais como uma bela travessa de charrocos fritos, o que nos tempos que correm, não deixa de ser um belo pitéu.

 

Domingo há mais.

 

Dez notas sobre o jogo de ontem

 

1. Eficácia é a palavra-chave para superar obstáculos. Eficácia sem mais, esquecendo a nota artística. O Sporting foi eficaz esta noite, no estádio do Bonfim, frente ao V. Setúbal. Impunha-se cabeça fria, concentração máxima e vontade muito firme de seguir em frente na Taça de Portugal. Conseguimos superar a equipa comandada por José Couceiro, que deu sempre muito boa réplica, valorizando o espectáculo. Estamos nos quartos-de-final da competição. Objectivo cumprido.

 

2. Prefiro muito mais assim, quando Jorge Jesus não inventa. Lançar em campo os melhores, nas posições em que já existem rotinas e automatismos. Deixar os menos bons no banco, remeter os medíocres para a bancada. Ter a convicção de que não existem jogos menores, que permitam "poupar" jogadores. A Taça verdadeira é um dos nossos objectivos nesta temporada. Queremos conquistá-la. Para isso não pode haver "poupanças". Ainda bem que não houve.

 

3. O colectivo leonino vai adquirindo precisão mecânica. Mas há unidades que fazem a diferença - nenhuma tão destacada como Gelson Martins, que voltou a fazer uma excelente partida. O jovem internacional formado em Alvalade supera-se sempre a si próprio, com um fôlego inesgotável. Coube-lhe protagonizar as jogadas mais vistosas do desafio em movimentos da ala para o eixo do ataque que punham sempre em sobressalto a defesa sadina. Novamente o melhor em campo.

 

4. Eficácia e maturidade são qualidades complementares. Qualidades que ficaram bem patentes quando a nossa equipa superou bem o facto de não ter convertido uma grande penalidade, logo aos 21'. Adrien, artilheiro de serviço na marca dos 11 metros, bateu bem a bola, mas o guarda-redes sadino travou-a com a defesa da noite, impedindo logo de seguida o nosso capitão de fazer a recarga. Noutros tempos, o Sporting ficaria abalado com este desaire. Mas foi como se nada sucedesse: a equipa revelou robustez psicológica. Superando o teste da maturidade.

 

5. Outro teste superado: o do contributo de Bas Dost para esta equipa. Já ninguém tem dúvidas: o internacional holandês é mesmo reforço. Nenhuma defesa contrária está em sossego com ele em campo. Voltou a suceder esta noite: aproveitando um dos raros deslizes do bloco defensivo do V. Setúbal, o avançado marcou o golo que nos qualifica para os quartos da Taça. Um golo à ponta de lança, culminando uma excelente jogada que teve como protagonistas anteriores Adrien, Campbell e Marvin. E vão dez, nesta época, à conta de Dost. Apetece-me defini-lo com esta palavra: competência.

 

6. Se o holandês é mesmo reforço, o mesmo podemos dizer de Joel Campbell. O costarriquenho voltou a confirmar as boas qualidades já evidenciadas em partidas anteriores. Desta vez Jorge Jesus fez aquilo que se impunha, apostando nele como titular em vez do apático e desgastado Bryan Ruiz, mantido hoje no banco até ao minuto 72. A equipa ganhou dinâmica, velocidade e profundidade: Campbell parece o mais bem colocado para passar a jogar nas costas de Bas Dost. É bom confirmar que não houve só asneiras nas compras feitas no passado Verão.

 

7. Gostei de ver a actuação dos jogadores leoninos emprestados ao V. Setúbal. André Geraldes, como lateral direito, e sobretudo Ryan Gauld, como médio criativo. O jovem escocês que na época passada jogou no Sporting B destacou-se pela qualidade e precisão do passe, e pela capacidade de desmarcação. Num desses lances, aos 30', só foi travado in extremis por Rui Patrício, que voltou a merecer todos os elogios. Impõe-se a pergunta: porque não fazer regressar Gauld a Alvalade já em Janeiro?

 

8. O jogo foi bom, mas a hora a que se desenrolou foi péssima. Numa noite muito fria, a meio da semana, com início às 21 horas, como é possível atrair público aos estádios? A Federação Portuguesa de Futebol parece não apreciar grandes assistências nos desafios da Taça. Gostava de saber porquê.

 

9. Ultrapassar esta eliminatória da Taça de Portugal era fundamental para repor os níveis de confiança. Não tanto entre os jogadores mas na relação entre os adeptos e a equipa após o fracassado acesso à Liga Europa e a derrota tangencial no dérbi da Luz. Mantemos intacta a esperança de disputar a final do Jamor e não estamos a uma distância irreversível da equipa que lidera o campeonato, longe disso. Convém não esquecer: ainda há 63 pontos em disputa na Liga 2016/17.

 

10. Agora há que pensar no Braga. A turma minhota foi hoje eliminada da Taça de Portugal em casa, pelo "tomba-gigantes" Sporting da Covilhã, numa partida em que se escutaram apelos das bancadas à demissão do treinador José Peseiro. Será este o nosso próximo adversário no campeonato, já no domingo que vem. Ninguém imagina que seja um jogo fácil. Mas temos todos os motivos para confiar na obtenção dos três pontos. Eu não penso noutra coisa. Aposto que o mesmo sucede com vocês.

 

Os nossos jogadores, um a um

BETO (4). Não começou bem esta sua segunda actuação no regresso ao Sporting, sofrendo um golo logo a abrir. Acabou por não fazer uma defesa ao longo do jogo, o que não deixa de ser ingrato.

ESGAIO (6). Boa partida, nesta estreia na Liga 2016/17. Muito dinâmico e bem entrosado com a ala ofensiva. Revelou maturidade e vontade de mostrar serviço. Cruzamentos bem tirados aos minutos 28 e 41.

PAULO OLIVEIRA (6). Com pouco trabalho na linha defensiva, pôde avançar no terreno, nomeadamente nas bolas paradas. Com sucesso: ao minuto 21, com um bom cabeceamento na sequência de um canto, empatou a partida.

DOUGLAS (5). Parece lento e algo apático. Tentou utilizar a sua altura (1,92m) como factor desequilibrador nas bolas paradas. Sem o conseguir. Derrubado em falta aos 40': ficou um penálti por marcar.

JEFFERSON (5). Mal soara o apito inicial, já estava a sofrer um golo nascido na sua ala, tendo sido ultrapassado pelo adversário. Redimiu-se ao marcar muito bem o canto de que resultou o nosso golo inicial, aos 21'.

ADRIEN (7). É sempre uma mais-valia para a equipa, desequilibrando o meio-campo a nosso favor. Chamado a converter um penálti, aos 47', não falhou. Assistência para o terceiro golo, marcado por Bruno César.

ELIAS (4). Titular no meio-campo, andou semi-escondido durante parte da partida, sem abrir as linhas de passe que a sua posição requeria. Parece incapaz de fazer lançamentos em profundidade. Faltou-lhe inspiração.

BRUNO CÉSAR (8).  Grande partida do brasileiro, que parece dono de um fôlego inesgotável. Ganhou um penálti (47'), marcou um golo (62'), deu outros dois a marcar (79' e 82') e ainda fez a bola embater na trave (87').

MATHEUS PEREIRA (5). Muito voluntarioso, com bons pormenores técnicos, chegou a marcar um golo - aos 25' - que seria anulado por fora de jogo posicional de Castaignos. Uma exibição que soube a pouco. Substituído aos 65'.

ALAN RUIZ (4). Disparou um tiro ao poste esquerdo da baliza do Praiense, aos 14'. Prometia, mas não cumpriu. Muito desgarrado da equipa, demasiado individualista, continua sem marcar pelo Sporting. Ainda não foi desta.

CASTAIGNOS (4). De um ponta de lança espera-se que marque golos. O holandês continua sem marcar. E desta vez até jogou a titular, mas nem isso lhe deu mais confiança. Golos falhados aos 9' e aos 53'. Deu lugar a André aos 78'.

GELSON MARTINS (6).  Jesus procurou poupá-lo para o confronto frente ao Real. Mas acabou por fazê-lo entrar, aos 65'. Poucos criam desequilíbrios como o jovem internacional: aos 78' protagonizou um dos lances mais belos do jogo.

ANDRÉ (7). Está em momento de sorte, que deve ser aproveitada da melhor maneira. Entrou aos 78', substituindo Castaignos, e marcou logo no minuto seguinte. Aos 88', repetiu a dose. Pode-se pedir mais a um ponta de lança?

MELI (5).  Desfeito o tabu: o argentino afinal é aposta de Jesus. Aposta tardia: só entrou aos 83', rendendo Adrien. Tempo suficiente para exibir boa técnica com dois passes longos. Quase só deu para isso.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada. A primeira da época. Recebemos e vencemos esta noite por 5-1 a simpática equipa do Praiense, da Ilha Terceira, que disputa o Campeonato Nacional de Seniores. E seguimos em frente na Taça de Portugal, tendo recorrido quase apenas à nossa "segunda linha".

 

De três estreias na nossa equipa. Ricardo Esgaio e Matheus Pereira alinharam pela primeira vez na equipa principal nesta temporada, ambos como titulares. E o argentino Marcelo Meli, em estreia absoluta em desafios oficiais pelo Sporting, lançado enfim ao minuto 83. Todos cumpriram, cada qual à sua maneira.

 

De Bruno César. O melhor jogador em campo, a larga distância dos restantes. Grande exibição do médio brasileiro, que marcou um golo, fez assistências para dois outros, sofreu a grande penalidade que permitiu a Adrien virar o resultado a favor do Sporting, iam decorridos 47 minutos, e ainda atirou uma bola à trave (87'). Excelente ensaio geral para o desafio de terça-feira da Liga dos Campeões, também em Alvalade, frente ao Real Madrid.

 

De André. O reforço brasileiro confirmou hoje que tem vocação para ponta de lança. Entrou aos 78' e logo no minuto seguinte, na primeira vez em que tocou na bola, marcou um golo, dando a melhor sequência a um lance de bola corrida. Viria a marcar outro, quase fotocópia do primeiro, confirmando que merece a confiança do treinador e dos adeptos. Nota muito positiva.

 

De Adrien.  Jesus não o poupou: o capitão, que veio há pouco de uma lesão prolongada, precisa de mais rotinas de jogo. E correspondeu, bem à sua maneira, marcando muito bem uma grande penalidade e fazendo ainda uma assistência para o golo de Bruno César. Sempre em alta rotação: com ele em campo parece tudo mais fácil.

 

Do golo do Praiense. Ainda não se tinham esgotado o segundo minuto de jogo quando a turma açoriana marcou o golo inaugural da partida, gelando Alvalade. Uma jogada de sonho, com apenas dois toques: pontapé de baliza muito longo do guarda-redes Tiago Maia, à distância de 70 metros para a ala direita, onde Filipe Andrade a recebeu e rematou sem preparação mas muito boa colocação. Um golo de belo efeito.

 

Do verde e branco original. Gosto sempre de ver jogar o Sporting com o equipamento Stromp. O primeiro equipamento da nossa história, de grande beleza estética e totalmente inconfundível.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido logo no início. Uma equipa com aspiração a conquistar tudo, como é a do Sporting, não pode entrar num jogo destes a perder. Sobretudo contra um onze de um escalão bastante inferior.

 

Da reviravolta tardia. Chegámos empatados ao intervalo. E só a partir do minuto 47, quando Adrien converteu o penálti, passámos a estar em vantagem.

 

De Castaignos. O holandês estreou-se como titular do Sporting, na posição de ponta de lança, mas ficou muito aquém das expectativas. Não conseguiu aproveitar nenhuma das oportunidades, tendo falhado golos aos 9' e aos 53'. Apanhado diversas vezes em fora de jogo, numa dessas ocasiões fez invalidar um golo, apontado por Matheus Pereira. Cedeu o lugar a André, que demonstrou muito mais eficácia.

 

De Elias. Fez parceria com Adrien no meio-campo, dada a ausência de William Carvalho. Mas voltou a não ser o criativo que a equipa exige naquela posição. Parece incapaz de fazer um passe longo e tem uma visão de jogo muito limitada. Foi um dos elementos mais discretos da equipa leonina.

 

De Alan Ruiz. Jesus deu-lhe nova oportunidade, fazendo-o alinhar como titular. E ele voltou a desperdiçar a confiança que o técnico nele depositou. Lento, preso de movimentos, muito individualista, limitou-se a um disparo aos 14', que embateu no poste. Quase não fez mais nada de relevante.

 

Do trio de arbitragem. Pelo menos três lances mal assinalados como fora-de-jogo para o Sporting (2', 15', 59') e duas penalidades que ficaram por marcar (sobre Douglas aos 40', sobre Castaignos aos 76'). Mau desempenho da equipa liderada pelo bracarense Luís Ferreira.

Prognósticos antes do jogo

Hoje, às 20H15, voltamos a entrar em ação, em jogo a contar para 4ª eliminatória da Taça de Portugal, numa partida em que recebemos em Alvalade, o líder da série F do campeonato nacional, o Praiense.

Crê-se que Jorge Jesus aproveitará a ocasião para dar minutos a alguns dos jogadores menos utilizados, mas ainda assim existe a obrigação de uma vitória categórica, antes de recebermos o Real Madrid na próxima terça-feira.

Quais são os vossos prognósticos?

Eu acredito em 4-0 com golos de Bruno César, Castaignos, André e Joel Campbell.

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