28 Fev 17
Valeu a pena
Edmundo Gonçalves

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18 Jan 17
Demasiado mau
Pedro Correia

Vimos de tudo um pouco neste Chaves-Sporting de que resultou a nossa eliminação da Taça de Portugal.

Vimos um treinador castigado sem confiança no seu adjunto, dando-lhe ordens o tempo todo por telemóvel.

Vimos um adjunto à rasca, incapaz de tomar decisões sem ouvir a voz do "além".

Vimos um presidente no banco dando instruções ao Bruno César como se fosse treinador.

E vimos sobretudo uma equipa sem a menor vontade de ganhar que aos 15 minutos já podia estar a perder 0-2 se não fosse a grande exibição de Beto.

 

Tudo mau. Demasiado mau.


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17 Jan 17
Justiça
Edmundo Gonçalves

Hoje o Chaves venceu o Sporting por 1-0, nos quartos de final da taça de Portugal. Resultado mais que justo e que peca por escasso, tal o domínio da equipa da casa.

O "Peter", a melhor aquisição do Sporting, esteve mais uma vez em grande. Tudo o que podia correr mal, correu. Desde  as lesões dos que entraram e que até nem estavam mal, até a Ruíz, que o ano passado nos lixou o campeonato e este ano nos lixa a taça. Como pior não podia acontecer, André, que com este resultado terá que ir a andar, provavelmente ficará por aqui, dependendo da gravidade da lesão.

Jogámos mal, muito mal mais uma vez e temo que com esta dinâmica uma entrada gloriosa na liga Europa seja o nosso destino, se o Guimarães escorregar num jogo ou noutro.

 

Salvaram-se Gelson e Beto, benza-os Deus.

 

Comprometimento? Bahhhhh...

 

Ah! e que se arranje para aí um casamento para a culpa e se perca a vergonha de dar nomes aos bois.


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Fim da linha
Pedro Correia

17 de Janeiro: o Chaves acaba de dar um pontapé no Sporting - o segundo em três dias, atirando-nos para fora da Taça de Portugal com um golo solitário aos 87', confirmando-se a tendência registada em várias outras partidas de perdermos ao cair do pano. Desta vez com uma bola oferecida pelo inenarrável Bryan Ruiz. Mas podia ter sido no minuto anterior, com outra bola oferecida por Coates na marcação de um simples pontapé de baliza.

Dissemos adeus à última competição em que alimentávamos ainda hipóteses reais de conseguir um troféu. Depois de termos sido eliminados da Liga dos Campeões, de termos falhado a qualificação para a Liga Europa, de termos sido afastados da Taça CTT e de termos perdido mais pontos na primeira metade do campeonato do que perdemos em toda a Liga anterior - de tal maneira que estamos agora a oito do Benfica, quatro do FC Porto e dois do Braga. Com menos dez do que tínhamos há um ano.

Hoje o Sporting voltou a praticar um jogo medíocre, lateralizado, sem velocidade, sem intensidade. Com cinco novos titulares em relação ao desafio anterior, demonstrando que Jorge Jesus é incapaz de fixar uma equipa-base. Um jogo em que não fizemos um só remate nos primeiros 27 minutos, um jogo em que não criámos uma verdadeira situação de perigo, um jogo em que o nosso melhor elemento foi de longe o guarda-redes Beto, com três grandes defesas (9'+12+86').

Fim da linha, portanto. A partir de agora tentaremos apenas não fazer tão mal como fizemos na nossa pior época de sempre, a de 2012/13.

Por mim, entro em contagem decrescente. A pensar na pré-época de 2017/18. O problema é que ainda faltam seis meses: parece-me quase uma eternidade.


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O tudo ou nada
João Távora

Taça.jpg

Com o passar dos anos às vezes cansa ser do Sporting, um fado ao qual uma pessoa de carácter não vira costas, faça sol ou faça chuva. E eu, para ser sincero, já não penso tanto no meu interesse, mas, como refere em baixo o Pedro Correia, penso nas novas gerações (nos meus filhos) que nos últimos anos encheram-se de expectativas perante a aparência daquilo que parecia ser um processo consistente de crescimento da equipa e do clube. Sem resultados não é possível manter-se essa ilusão, que urge materializar-se em vitórias. E logo à noite joga-se um dos mais prestigiados troféus de Portugal, a passagem às meias-finais da Taça de Portugal. Para ultrapassarmos este desafio exige-se que o Sporting coma a relva e dê um espectáculo de futebol como já fez este ano por exemplo com o Real Madrid e… ganhe o jogo.

Se isso não acontecer, temo que os danos sejam muito mais graves que a eliminação da Taça propriamente dita. Por tudo isto logo mais exige-se um Leão com muita raça e com as unhas de fora.


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Nota 10!
Edmundo Gonçalves

Se o segundo melhor levou 8,6 e fez a porcaria que fez, este que é o melhor e já este ano em Guimarães ofereceu dois golos ao Vitória, terá certamente nota máxima.

E entretanto o gozo continua, o que me leva a perguntar o que foi um representante do Sporting fazer ao beija mão à reunião da semana passada.

Sem desprimor para os autênticos... Palhaçada!


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20 Dez 16
Contem-me novidades
Edmundo Gonçalves

Chaves - Sporting

Benfica - Leixões 

Sp. Covilhã - V. Guimarães 

Estoril - Académica 


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15 Dez 16
Salmonetes ou charrocos?
Edmundo Gonçalves

Eu confesso que prefiro os segundos, pequeninos, fritinhos, acompanhados duma açorda de ovas, de um branco de Palmela... Mas chega de divagações, o que se pretende é analisar o jogo de ontem em Setúbal, cidade onde passei doze anos da minha vida profissional e onde tenho amigos e que está cada vez mais agradável de se visitar.

Ora bem, vamos à equipa escalada para o jogo. Se queremos efectivamente vencer esta competição, devemos demonstrar que o queremos mesmo e a melhor forma de o fazermos, é colocar a melhor equipa em campo a disputar as eliminatórias. Esteve bem Jesus no escalamento do onze inicial; Ainda admiti que colocasse Beto na baliza, mas as circunstâncias vieram dar-lhe razão, Patrício evitou com duas grandes paradas, dois golos feitos do(ao) Vitória. "Ah, o Beto poderia ter defendido também." Pois podia, mas não estava lá.

E com esta equipa em campo, apesar do desgaste do jogo de Domingo, esperar-se-ia um banquete de salmonetes, cozinhados de toda a maneira e feitio, assim a modos que rodízio. Nada mais falso! O futebol praticado foi mais que mediano, fruto também da boa réplica principalmente na primeira parte, por parte do adversário, mas mais por inépcia dos nossos. Ainda assim, por volta dos vinte minutos, oportunidade soberana, com uma grande penalidade a favor. Já estava a imaginar a travessa dos salmonetes, grelhados, a rirem-se p'ra mim. Pum! Pum! Dois tiros falhados na mesma jogada, o remate e a recarga. Mérito ou demérito? Sem ponta de dúvida, e apesar das probabilidades a favor do GR na marcação de uma grande penalidade serem ínfimas, foi grande mérito do homem da baliza e menos demérito de Adrien, que rematou bastante colocado. Já a recarga, é daquelas que tanto podia dar, como não dar. Não deu. O tão prometido banquete de salmonetes que se antevia com a abertura do marcador, ficou em banho-maria, já que, a exemplo de jogos anteriores, os nossos jogavam benzinho até à entrada da área, mas aí, apesar das belas manobras de Bas Dost em busca de um 10, com serviço para remate de meia-distância, o jogo morria.

Bas Dost que marcaria, a centro, quem diria, de Marvin, com uma cabeçada primorosa, à ponta de lança.

Notou-se uma ligeira quebra em William e mais acentuada em Adrien, normais pela utilização sempre em alta rotação que têm tido, que se reflectiu num futebol mais mastigado a meio campo. Apesar disto, o sinal mais foi sempre dos nossos e o golo que haveria de aparecer foi sendo evitado pelo GR setubalense, que fez uma bela exibição. Isto leva-me a constatar que contra nós, os homens da baliza se agigantam. A sério, não tenho memória de um frango a nosso favor.

Resumindo, não houve salmonetes. Em contrapartida, houve um jogo suado, por vezes não muito bem jogado mas intenso e comprometido, mais como uma bela travessa de charrocos fritos, o que nos tempos que correm, não deixa de ser um belo pitéu.

 

Domingo há mais.

 


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1. Eficácia é a palavra-chave para superar obstáculos. Eficácia sem mais, esquecendo a nota artística. O Sporting foi eficaz esta noite, no estádio do Bonfim, frente ao V. Setúbal. Impunha-se cabeça fria, concentração máxima e vontade muito firme de seguir em frente na Taça de Portugal. Conseguimos superar a equipa comandada por José Couceiro, que deu sempre muito boa réplica, valorizando o espectáculo. Estamos nos quartos-de-final da competição. Objectivo cumprido.

 

2. Prefiro muito mais assim, quando Jorge Jesus não inventa. Lançar em campo os melhores, nas posições em que já existem rotinas e automatismos. Deixar os menos bons no banco, remeter os medíocres para a bancada. Ter a convicção de que não existem jogos menores, que permitam "poupar" jogadores. A Taça verdadeira é um dos nossos objectivos nesta temporada. Queremos conquistá-la. Para isso não pode haver "poupanças". Ainda bem que não houve.

 

3. O colectivo leonino vai adquirindo precisão mecânica. Mas há unidades que fazem a diferença - nenhuma tão destacada como Gelson Martins, que voltou a fazer uma excelente partida. O jovem internacional formado em Alvalade supera-se sempre a si próprio, com um fôlego inesgotável. Coube-lhe protagonizar as jogadas mais vistosas do desafio em movimentos da ala para o eixo do ataque que punham sempre em sobressalto a defesa sadina. Novamente o melhor em campo.

 

4. Eficácia e maturidade são qualidades complementares. Qualidades que ficaram bem patentes quando a nossa equipa superou bem o facto de não ter convertido uma grande penalidade, logo aos 21'. Adrien, artilheiro de serviço na marca dos 11 metros, bateu bem a bola, mas o guarda-redes sadino travou-a com a defesa da noite, impedindo logo de seguida o nosso capitão de fazer a recarga. Noutros tempos, o Sporting ficaria abalado com este desaire. Mas foi como se nada sucedesse: a equipa revelou robustez psicológica. Superando o teste da maturidade.

 

5. Outro teste superado: o do contributo de Bas Dost para esta equipa. Já ninguém tem dúvidas: o internacional holandês é mesmo reforço. Nenhuma defesa contrária está em sossego com ele em campo. Voltou a suceder esta noite: aproveitando um dos raros deslizes do bloco defensivo do V. Setúbal, o avançado marcou o golo que nos qualifica para os quartos da Taça. Um golo à ponta de lança, culminando uma excelente jogada que teve como protagonistas anteriores Adrien, Campbell e Marvin. E vão dez, nesta época, à conta de Dost. Apetece-me defini-lo com esta palavra: competência.

 

6. Se o holandês é mesmo reforço, o mesmo podemos dizer de Joel Campbell. O costarriquenho voltou a confirmar as boas qualidades já evidenciadas em partidas anteriores. Desta vez Jorge Jesus fez aquilo que se impunha, apostando nele como titular em vez do apático e desgastado Bryan Ruiz, mantido hoje no banco até ao minuto 72. A equipa ganhou dinâmica, velocidade e profundidade: Campbell parece o mais bem colocado para passar a jogar nas costas de Bas Dost. É bom confirmar que não houve só asneiras nas compras feitas no passado Verão.

 

7. Gostei de ver a actuação dos jogadores leoninos emprestados ao V. Setúbal. André Geraldes, como lateral direito, e sobretudo Ryan Gauld, como médio criativo. O jovem escocês que na época passada jogou no Sporting B destacou-se pela qualidade e precisão do passe, e pela capacidade de desmarcação. Num desses lances, aos 30', só foi travado in extremis por Rui Patrício, que voltou a merecer todos os elogios. Impõe-se a pergunta: porque não fazer regressar Gauld a Alvalade já em Janeiro?

 

8. O jogo foi bom, mas a hora a que se desenrolou foi péssima. Numa noite muito fria, a meio da semana, com início às 21 horas, como é possível atrair público aos estádios? A Federação Portuguesa de Futebol parece não apreciar grandes assistências nos desafios da Taça. Gostava de saber porquê.

 

9. Ultrapassar esta eliminatória da Taça de Portugal era fundamental para repor os níveis de confiança. Não tanto entre os jogadores mas na relação entre os adeptos e a equipa após o fracassado acesso à Liga Europa e a derrota tangencial no dérbi da Luz. Mantemos intacta a esperança de disputar a final do Jamor e não estamos a uma distância irreversível da equipa que lidera o campeonato, longe disso. Convém não esquecer: ainda há 63 pontos em disputa na Liga 2016/17.

 

10. Agora há que pensar no Braga. A turma minhota foi hoje eliminada da Taça de Portugal em casa, pelo "tomba-gigantes" Sporting da Covilhã, numa partida em que se escutaram apelos das bancadas à demissão do treinador José Peseiro. Será este o nosso próximo adversário no campeonato, já no domingo que vem. Ninguém imagina que seja um jogo fácil. Mas temos todos os motivos para confiar na obtenção dos três pontos. Eu não penso noutra coisa. Aposto que o mesmo sucede com vocês.

 


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14 Dez 16
Gelo, precisa-se
Edmundo Gonçalves

A uma equipa a jogar sobre brasas, nada como um pouco de gelo, nesta segunda parte.

Vamos lá rapazes.


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17 Nov 16

BETO (4). Não começou bem esta sua segunda actuação no regresso ao Sporting, sofrendo um golo logo a abrir. Acabou por não fazer uma defesa ao longo do jogo, o que não deixa de ser ingrato.

ESGAIO (6). Boa partida, nesta estreia na Liga 2016/17. Muito dinâmico e bem entrosado com a ala ofensiva. Revelou maturidade e vontade de mostrar serviço. Cruzamentos bem tirados aos minutos 28 e 41.

PAULO OLIVEIRA (6). Com pouco trabalho na linha defensiva, pôde avançar no terreno, nomeadamente nas bolas paradas. Com sucesso: ao minuto 21, com um bom cabeceamento na sequência de um canto, empatou a partida.

DOUGLAS (5). Parece lento e algo apático. Tentou utilizar a sua altura (1,92m) como factor desequilibrador nas bolas paradas. Sem o conseguir. Derrubado em falta aos 40': ficou um penálti por marcar.

JEFFERSON (5). Mal soara o apito inicial, já estava a sofrer um golo nascido na sua ala, tendo sido ultrapassado pelo adversário. Redimiu-se ao marcar muito bem o canto de que resultou o nosso golo inicial, aos 21'.

ADRIEN (7). É sempre uma mais-valia para a equipa, desequilibrando o meio-campo a nosso favor. Chamado a converter um penálti, aos 47', não falhou. Assistência para o terceiro golo, marcado por Bruno César.

ELIAS (4). Titular no meio-campo, andou semi-escondido durante parte da partida, sem abrir as linhas de passe que a sua posição requeria. Parece incapaz de fazer lançamentos em profundidade. Faltou-lhe inspiração.

BRUNO CÉSAR (8).  Grande partida do brasileiro, que parece dono de um fôlego inesgotável. Ganhou um penálti (47'), marcou um golo (62'), deu outros dois a marcar (79' e 82') e ainda fez a bola embater na trave (87').

MATHEUS PEREIRA (5). Muito voluntarioso, com bons pormenores técnicos, chegou a marcar um golo - aos 25' - que seria anulado por fora de jogo posicional de Castaignos. Uma exibição que soube a pouco. Substituído aos 65'.

ALAN RUIZ (4). Disparou um tiro ao poste esquerdo da baliza do Praiense, aos 14'. Prometia, mas não cumpriu. Muito desgarrado da equipa, demasiado individualista, continua sem marcar pelo Sporting. Ainda não foi desta.

CASTAIGNOS (4). De um ponta de lança espera-se que marque golos. O holandês continua sem marcar. E desta vez até jogou a titular, mas nem isso lhe deu mais confiança. Golos falhados aos 9' e aos 53'. Deu lugar a André aos 78'.

GELSON MARTINS (6).  Jesus procurou poupá-lo para o confronto frente ao Real. Mas acabou por fazê-lo entrar, aos 65'. Poucos criam desequilíbrios como o jovem internacional: aos 78' protagonizou um dos lances mais belos do jogo.

ANDRÉ (7). Está em momento de sorte, que deve ser aproveitada da melhor maneira. Entrou aos 78', substituindo Castaignos, e marcou logo no minuto seguinte. Aos 88', repetiu a dose. Pode-se pedir mais a um ponta de lança?

MELI (5).  Desfeito o tabu: o argentino afinal é aposta de Jesus. Aposta tardia: só entrou aos 83', rendendo Adrien. Tempo suficiente para exibir boa técnica com dois passes longos. Quase só deu para isso.


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Gostei

 

Da goleada. A primeira da época. Recebemos e vencemos esta noite por 5-1 a simpática equipa do Praiense, da Ilha Terceira, que disputa o Campeonato Nacional de Seniores. E seguimos em frente na Taça de Portugal, tendo recorrido quase apenas à nossa "segunda linha".

 

De três estreias na nossa equipa. Ricardo Esgaio e Matheus Pereira alinharam pela primeira vez na equipa principal nesta temporada, ambos como titulares. E o argentino Marcelo Meli, em estreia absoluta em desafios oficiais pelo Sporting, lançado enfim ao minuto 83. Todos cumpriram, cada qual à sua maneira.

 

De Bruno César. O melhor jogador em campo, a larga distância dos restantes. Grande exibição do médio brasileiro, que marcou um golo, fez assistências para dois outros, sofreu a grande penalidade que permitiu a Adrien virar o resultado a favor do Sporting, iam decorridos 47 minutos, e ainda atirou uma bola à trave (87'). Excelente ensaio geral para o desafio de terça-feira da Liga dos Campeões, também em Alvalade, frente ao Real Madrid.

 

De André. O reforço brasileiro confirmou hoje que tem vocação para ponta de lança. Entrou aos 78' e logo no minuto seguinte, na primeira vez em que tocou na bola, marcou um golo, dando a melhor sequência a um lance de bola corrida. Viria a marcar outro, quase fotocópia do primeiro, confirmando que merece a confiança do treinador e dos adeptos. Nota muito positiva.

 

De Adrien.  Jesus não o poupou: o capitão, que veio há pouco de uma lesão prolongada, precisa de mais rotinas de jogo. E correspondeu, bem à sua maneira, marcando muito bem uma grande penalidade e fazendo ainda uma assistência para o golo de Bruno César. Sempre em alta rotação: com ele em campo parece tudo mais fácil.

 

Do golo do Praiense. Ainda não se tinham esgotado o segundo minuto de jogo quando a turma açoriana marcou o golo inaugural da partida, gelando Alvalade. Uma jogada de sonho, com apenas dois toques: pontapé de baliza muito longo do guarda-redes Tiago Maia, à distância de 70 metros para a ala direita, onde Filipe Andrade a recebeu e rematou sem preparação mas muito boa colocação. Um golo de belo efeito.

 

Do verde e branco original. Gosto sempre de ver jogar o Sporting com o equipamento Stromp. O primeiro equipamento da nossa história, de grande beleza estética e totalmente inconfundível.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido logo no início. Uma equipa com aspiração a conquistar tudo, como é a do Sporting, não pode entrar num jogo destes a perder. Sobretudo contra um onze de um escalão bastante inferior.

 

Da reviravolta tardia. Chegámos empatados ao intervalo. E só a partir do minuto 47, quando Adrien converteu o penálti, passámos a estar em vantagem.

 

De Castaignos. O holandês estreou-se como titular do Sporting, na posição de ponta de lança, mas ficou muito aquém das expectativas. Não conseguiu aproveitar nenhuma das oportunidades, tendo falhado golos aos 9' e aos 53'. Apanhado diversas vezes em fora de jogo, numa dessas ocasiões fez invalidar um golo, apontado por Matheus Pereira. Cedeu o lugar a André, que demonstrou muito mais eficácia.

 

De Elias. Fez parceria com Adrien no meio-campo, dada a ausência de William Carvalho. Mas voltou a não ser o criativo que a equipa exige naquela posição. Parece incapaz de fazer um passe longo e tem uma visão de jogo muito limitada. Foi um dos elementos mais discretos da equipa leonina.

 

De Alan Ruiz. Jesus deu-lhe nova oportunidade, fazendo-o alinhar como titular. E ele voltou a desperdiçar a confiança que o técnico nele depositou. Lento, preso de movimentos, muito individualista, limitou-se a um disparo aos 14', que embateu no poste. Quase não fez mais nada de relevante.

 

Do trio de arbitragem. Pelo menos três lances mal assinalados como fora-de-jogo para o Sporting (2', 15', 59') e duas penalidades que ficaram por marcar (sobre Douglas aos 40', sobre Castaignos aos 76'). Mau desempenho da equipa liderada pelo bracarense Luís Ferreira.


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Prognósticos antes do jogo
Francisco Vasconcelos

Hoje, às 20H15, voltamos a entrar em ação, em jogo a contar para 4ª eliminatória da Taça de Portugal, numa partida em que recebemos em Alvalade, o líder da série F do campeonato nacional, o Praiense.

Crê-se que Jorge Jesus aproveitará a ocasião para dar minutos a alguns dos jogadores menos utilizados, mas ainda assim existe a obrigação de uma vitória categórica, antes de recebermos o Real Madrid na próxima terça-feira.

Quais são os vossos prognósticos?

Eu acredito em 4-0 com golos de Bruno César, Castaignos, André e Joel Campbell.


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15 Out 16
Houve Taça
Luciano Amaral

Benfica, esse tomba-gigantes, com golo heróico já no final do prolongamento: 1º Dezembro 1 - Benfica 2.


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13 Out 16

BETO (6). Noite com pouco trabalho, embora forçando-o a manter a máxima atenção à dinâmica dos avançados do Famalicão. Defesa difícil aos 33'. Esteve globalmente bem.

JOÃO PEREIRA (5). Falta de confiança? Má forma física? Não pareceu o lateral irrequieto e ousado de outros jogos. Tímido a atacar, algo intranquilo a defender.

PAULO OLIVEIRA (6). Regresso à equipa vários meses depois - e com a braçadeira de capitão. Naturalmente sem a forma desejável. Mas cumpriu no essencial. Bons cortes aos 33' e 55'.

DOUGLAS (6). Estreia absoluta no Sporting - e logo a titular. Parece bem integrado e sabe impor o seu poderio físico. Bom no passe, atento às dobras. Tentou marcar de canto, sem sucesso.

JEFFERSON (4). Nervoso, falhando muitos passes, não parece o jogador que noutras épocas soube conquistar a posição de lateral-esquerdo. Saiu magoado, aos 86'.

PETROVIC (3). Poucos lances lhe saíram bem. Sem capacidade de acelerar jogo, fazendo mais passes para trás do que para a frente, permitiu que o Famalicão progredisse no terreno. Substituído ao intervalo.

ELIAS (5). Substituiu o lesionado Adrien, mas a diferença é tão grande que qualquer comparação é inviável. O brasileiro recupera poucas bolas e não dá intensidade ao jogo. Por vezes parece escondido.

BRUNO CÉSAR (5).  Não voltou a recuperar a forma que demonstrou até ao jogo do Santiago Bernabéu, em que marcou um golo. Precipitado, errando passes, fazendo faltas desnecessárias.

MARKOVIC (6). Marcou o golo da vitória leonina em Famalicão. Com alguma sorte, num lance de ressalto, mas a verdade é que estava lá. Merece nota positiva num jogo muito oscilante.

ALAN RUIZ (4). Mais uma oportunidade desperdiçada. Teve bons pormenores, a espaços, mas pareceu quase sempre desligado da equipa. Nunca conseguiu ser influente. Substituído aos 63'.

ANDRÉ (5). Melhor momento: aos 10', quando atirou à barra, no lance que antecedeu a jogada de insistência de que viria a resultar o nosso golo. Esforçou-se, mas não demasiado. Nada lhe saiu melhor depois disso.

WILLIAM CARVALHO (7). Entrou na segunda parte: Jesus percebeu que o jogo estava longe de ser controlado. Passou a estar com o nosso internacional em campo. Seguro, influente, deu maturidade à equipa.

GELSON (7).  Substituiu Alan Ruiz aos 63', o que deu enorme vantagem ao onze leonino com a sua destreza técnica e os seus desequilíbrios. Excelente jogada aos 73', culminada com um remate de trivela a rasar o poste.

CAMPBELL (5).  Entrou quando já iam decorridos 86 minutos. Soube segurar a bola e prender o jogo numa altura em que o Sporting já tinha como prioridade aguentar a magra vantagem. Objectivo cumprido.


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Gostei

 

Da vitória. Não jogámos bem, mas isso interessa-me pouco. Interessa-me muito mais que concretizemos o objectivo central: vencer todos os jogos. Hoje saímos de Famalicão com uma vitória tangencial: 1-0. Soube a pouco? Sim. Mas seguimos em frente na Taça de Portugal.

 

Da boa réplica da equipa adversária. Ninguém diria que o Famalicão segue num modesto 18.º posto da segunda divisão nacional e viu há dias o treinador abandonar a equipa. Os minhotos bateram-se de igual para igual com o Sporting e tiveram o controlo da partida durante a primeira parte. Um desempenho que merece ser assinalado.

 

De estar a vencer logo aos 10'. Um pouco contra a corrente de jogo, aproveitando o ressalto de uma bola, Markovic inaugurou cedo o marcador. Poucos esperavam que fosse esse o resultado da partida. Mas assim aconteceu: não houve mais golos.

 

De William Carvalho. Fez toda a diferença no onze leonino ao entrar, logo a abrir o segundo tempo. Com ele em campo o Sporting controlou as operações a meio-campo, soube segurar a bola e escoá-la com maior fluidez nos flancos, soube temporizar o jogo e estancar o fluxo ofensivo adversário. O nosso médio defensivo foi para mim o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Outro jogador que fez a diferença, para melhor. Entrou só aos 63', mas ainda muito a tempo para trocar as voltas e quebrar os rins ao bloco defensivo do Famalicão, posto em sentido com o engenho e a criatividade do internacional leonino, cada vez mais imprescindível neste Sporting 2016/17.

 

Da estreia absoluta de Douglas no Sporting.  Entrando como titular, o defesa brasileiro que foi uma das nossas contratações do último defeso, a pedido de Jorge Jesus, pôde enfim mostrar o que vale vestido de verde e branco. Imponente do alto do seu 1,92m, revelou personalidade a defender, fez bons passes e esteve atento às dobras no flanco esquerdo, o que lhe estava mais próximo.

 

Das estreias de Beto e Paulo Oliveira. O guarda-redes, contratado neste Verão, deu boa conta do recado. E o defesa, também neste primeiro jogo oficial da nova temporada, cumpriu o essencial da missão de que estava investido pelo treinador. Ambos merecem mais minutos de jogo.

 

Que a nossa baliza se mantivesse invicta. Dois golos em Madrid, três em Vila do Conde, dois em Alvalade frente ao Estoril e mais três em Guimarães: enfim, desta vez não sofremos nenhum.

 

Do apoio vibrante dos adeptos. Estavam pelo menos cinco mil em Famalicão. Deram nas vistas e fizeram-se escutar.

 

 

Não gostei

 

Da exibição. Fraquinha, sem intensidade, a roçar o medíocre em vários momentos - sobretudo durante a primeira parte, por curiosidade a única em que conseguimos marcar. Mas o que importa é ganhar: isso conseguimos.

 

Do excesso de nervosismo. Alguns jogadores leoninos acusaram intranquilidade e falta de confiança, parecendo sempre jogar sobre brasas. Não havia necessidade.

 

Do nosso corredor central. Permitimos que o Famalicão dominasse essa zona nos primeiros 45 minutos. As ausências de Adrien e William Carvalho do onze titular fazem uma enorme diferença. Para pior.

 

Da dupla Petrovic-Elias. Não funcionou como alternativa ao habitual duo formado pelos nossos campeões europeus. Faltou intensidade, faltou posse de bola, faltou dinâmica ofensiva.

 

De Alan Ruiz. Teve outra oportunidade e voltou a despediçá-la num jogo inconsequente, onde pareceu sempre fora de posição e com falta de ligação aos colegas.

 

Das ausências de Castaignos e Meli. Ainda não foi desta que tivemos oportunidade de os ver jogar.


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Daqui a pouco quero:
Francisco Chaveiro Reis

  • Ver uma exibição convicente e uma vitória;

  • Ver bancadas cheias;

  • Ver Beto,Oliveira, Douglas, Petrovic, Campbell e Markovic a jogar de início;

  • Ver as estreias de Castaignos e Meli.


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11 Out 16
De Mota
Edmundo Gonçalves

Ora bem, o Sporting vai jogar com um clube da associação de futebol de Braga, o Famalicão, para a Taça de Portugal.

E quem é que a FPF escolhe para arbitrar este jogo? Pois bem, um árbitro da associação de futebol de... Braga!

E não é um qualquer, é nada mais, nada menos que, senhoras e senhores, o Manel dos talhos.

Excelente.


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23 Mai 16
Pé-frio maligno
Luciano Amaral

Quando me sentei com os meus filhos a ver a final da Taça disse-lhes logo: isto é para o Braga, com o pé-frio do Peseiro do outro lado. E elaborei um pouco mais a teoria: eu sei do que falo, este já foi o nosso pé-frio e, com ele, acontece sempre merda (bem, não usei este termo em frente às crianças, mas foi o primeiro que me veio à cabeça). Estava a brincar, mas a verdade é que não foi preciso muito tempo para a teoria ficar empiricamente provada: dois momentos de aselhice, dois golos do Braga; o Porto consegue levar o jogo para penáltis, mas ingloriamente. Peseiro vintage.

 

Eu lembro-me bem do pé-frio do Peseiro porque foi com ele que começou o mais recente ciclo negativo do Sporting. Em 2005, o Sporting podia ter ganho o campeonato e a Taça UEFA (esta em Alvalade, meu Deus!) e perdeu os dois títulos em cima da recta da meta. Repare-se: uma vitória em 2005 dava, à época, metade dos campeonatos do século XXI ao Sporting e estabelecia uma linha de normalidade nas vitórias: 2000, 2002, 2005. Uma vitória europeia fazia do Sporting o outro clube português, para além do Porto, a ter uma vitória europeia recente. Não custa imaginar o afago psicológico que isto não teria sido, para um clube ainda há pouco saído dos 18 anos seguidos de seca. Em vez disso, instalou-se um fatalismo que ainda não abandonou Alvalade. O pé-frio do Peseiro pode ser maligno e nós sabemo-lo bem.


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22 Mai 16

Parabéns ao Sporting de Braga, que acaba de conquistar a Taça de Portugal derrotando o FC Porto por grandes penalidades após 120 minutos de jogo, que terminou empatado 2-2. Com quatro golos marcados por jogadores portugueses (Rui Fonte e Josué pelo Braga, bis de André Silva pelo FCP). E duas grandes defesas do guarda-redes Marafona nos penáltis que ditaram o vencedor.

Há precisamente meio século que os bracarenses tinham conquistado a única Taça de Portugal da sua história. Não podia haver melhor maneira de assinalarem a efeméride.


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16 Mai 16
Viva o TRI
Pedro Oliveira

O Tri começou no dia 9 de Agosto de 2015.

Continuou com a primeira mão disputada em 25 de Outubro de 2015, a segunda mão disputar-se-ia em 5 de Março de 2016; no conjunto das duas mãos, 3-1 para o Sporting.

Terminou no dia 21 de Novembro de 2015.

Três confrontos, Supertaça Cândido de Oliveira, Liga Nos (disputada a duas mãos) e Taça de Portugal, Sporting venceu todos, seis golos marcados, dois sofridos.

Nós somos TRI vitoriosos, os outros são TRI derrotados... e gostam.


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06 Fev 16
Os melhores golos do Sporting (13)
Frederico Dias de Jesus

 

Golo de ISLAM SLIMANI

Sporting – SC Braga (Final da Taça de Portugal)

31-5-2015, Estádio do Jamor.

 

O golo é uma manifestação de alegria, conquista, mas por vezes também de raiva e injustiça. O golo é como uma casa de espelhos, onde mil e uma imagens nossas são projectadas, no reflexo de uma cadeira de estádio, de um sofá em casa ou de uma simples cadeira de café rodeada de fumaça e imperiais. Os golos não vivem apenas da nota artística dos executantes, mas das circunstâncias da nossa vida, dos nosso traços de personalidade e muitas, mas muitas vezes dos momentos de forma da nossa equipa. Fui-me apercebendo disso, um pouco inconscientemente, ao longo destes anos como adepto deste nosso grande clube. Por isso quando esta série foi lançada, à mesa do Império, pensei em dois ou três golos marcantes, e depois... pensei na circunstância. E como o ponta-de-lança que aproveita o passe a rasgar a defesa, a abertura de espaço entre os centrais ou o timing perfeito no salto, após uma pincelada milimétrica do artista na ala: o golo é circunstância, para quem marca e para quem festeja.

 

Durante a época 2014/2015 não tive a oportunidade de ver e celebrar muitos dos golos do Sporting. Não estava em casa. Distante, algures no hemisfério sul. Longe de duas famílias. Uma delas, está claro, o Sporting. O streaming e os bares não ajudavam, um pelo fraco sinal e outros pelo fraco gosto na transmissão de jogos de outros países. Lembro-me ser duro não poder comentar um jogo com o meu avô, com o meu irmão, chegar a casa e contar aos meus pais os detalhes, os pormenores de cada jogo. Contudo, no dia anterior ao final da Taça decidimos, eu mais uns amigos, infiltrar a casa de uns lampiões (tinham a melhor televisão) e tentar o streaming (fomos Inácios com todo o gosto). Patuscada combinada, e lá estávamos no outro dia ostentando a verde-e-branco de Leão rampante! Éramos três, rodeados de pessoas com alguma falta de gosto. Mas o Sporting é isto: contra tudo e contra todos, nós fazemos a festa verde.

 

O streaming estava bom, os petiscos e a “gelada" melhores ainda, até que o árbitro decidiu provocar uma pequena congestão, não com o penálti assinalado prematuramente, mas com o excesso de punição sobre Cédric. A insolação fez o “juiz” da partida ver, no que seria amarelo, um cartão da cor da equipa adversária do Sporting – vá-se lá perceber a mente humana. Agarrámos os cachecóis com mais força, e o Rafa lembrou-se de fazer um segundo para o Braga. Chegou o intervalo, havia rostos desolados no lado verde e troça nas palavras dos anfitriões. Sentámo-nos para a segunda parte. Pedi aos Deuses do Futebol - aquele quinteto maravilha da música, os Violinos do Olimpo - que dessem um empurrãozinho aos nossos rapazes...

Não sei se ouviram as minhas preces, mas ao minuto 83 (segundo 16) surgiu o sinal, a reviravolta. Um passe monumental da defesa, em chuveirinho, para a área adversária, mau alívio do defesa do Braga, e o messias desta reviravolta, o Príncipe do Magreb, o Leão Argelino, recebe a bola, simula, faz com que dois defesas saiam da sua frente chocando um no outro, puxa o pé direito atrás e chuta....

 

Todos vimos aquela bola a rolar devagarinho para o canto inferior esquerdo, pareceu uma eternidade, parecia que o guarda-redes ia apanhá-la. Mas o Slimani sabia que ela só ia parar no seu destino: as redes do Jamor. Tinha-lhe fadado o destino com o pé direito. Tinha assinado a reviravolta e assassinado a crença daquela filial perdida a norte. Celebrei euforicamente, não tinha ganho nada – ainda – mas tinha visto o meu Sporting ressuscitar. O Slimani foi ao submundo resgatar esta alma perdida como se de uma encarnação de Orfeu se tratasse.

 

E com este golo soube que há golos que trazem as vitórias consigo, e que há golos que têm a força de unir ainda mais esta família, afastando dela os parentes de cativo que são peso morto de corpo presente. Porque os verdadeiros Leões acreditam até ao fim, porque a União faz todo o Esforço, Dedicação e Devoção valerem cada segundo da Glória.


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09 Jan 16

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VITÓRIA DO ANO: CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL

Sete anos depois, um novo troféu. Conquistado de forma épica, quando muitos já não acreditavam. Quando muitos - gente de pouca fé - já tinham abandonado o Estádio Nacional. Não esquecemos a data: 31 de Maio de 2015. O Sporting retomava o circuito dos troféus no futebol profissional de primeira linha em Portugal após um jejum que morou muito mais tempo do que tínhamos desejado. Desde os tempos em que o nosso treinador se chamava Paulo Bento.

Devemos essa vitória a Marco Silva, que se despediu do Sporting com a Taça verdadeira. E devêmo-la também aos jogadores, que nunca deixaram de acreditar. Mesmo jogando contra um Braga - treinado por Sérgio Conceição - que dominou parte do encontro. Mesmo jogando apenas só com dez jogadores durante quase todo o tempo, devido à expulsão de Cédric logo aos 15 minutos. Mesmo estando a perder 0-2 ao minuto 25.

Foi a vitória da crença, foi a vitória da vontade. Em inferioridade numérica, em desvantagem no marcador, o Sporting deu a volta. Primeiro com Slimani a marcar, iam já decorridos 84'. Depois com Montero a chegar à igualdade e a forçar o prolongamento, já no terceiro minuto do tempo extra, com vários lugares vazios nas bancadas. Finalmente com Rui Patrício a defender uma grande penalidade na fase mais decisiva - aquela que ditou o novo titular do troféu. Que, pela 16ª vez, passou a morar em Alvalade.

Nunca esqueceremos este triunfo. Tão ansiado, tão suado e tão merecido.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)


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04 Jan 16

Andre+Carrillo+NK+Maribor+v+Sporting+Clube+-6bIkSG

 

DECEPÇÃO DO ANO: CARRILLO

Teve o seu ponto culminante no Sporting a 9 de Agosto, quando marcou o golo da nossa vitória na Supertaça frente ao Benfica - golo que aliás viria a ser oficialmente atribuído a Teo Gutiérrez, quanto a mim sem justificação. Os adeptos nessa altura perdoaram-lhe tudo: a displicência que tantas vezes exibiu em campo, a indisciplina táctica, a irregularidade exibicional.

Lamentavelmente, Carrillo ficou indiferente a essa onda de euforia. Esse momento culminante representou também o princípio do fim do peruano em Alvalade. A partir daí assumiu atitudes de prima donna, claramente apostado em abandonar o clube sem dar nada mais em troca. Numa altura em que todos estávamos dispostos a esquecer as três decepcionantes épocas que tinham ficado para trás - cheias de promessas não cumpridas por André Carrillo, jogador que raras vezes revelou raça leonina em campo. Uma espécie de anti-Slimani.

À beira do fim da relação contratual que o liga ao nosso clube, fez questão de não prolongar o vínculo,  rejeitando um dos melhores salários do plantel. Recusou igualmente uma transferência para o futebol inglês que teria sido proveitosa para os cofres leoninos.

Pensou nele e só nele.

Preferiu deixar de jogar, quebrando em definitivo o elo afectivo que ainda o ligava a alguns sócios mais benevolentes. Foi alvo de um  processo disciplinar e manteve-se  fora dos confrontos europeus. O que teve o condão de abrir caminho a alguns jovens da formação leonina, como Gelson Martins e Matheus Pereira. Há sempre males que vêm por bem.

Carrillo tornou-se por vontade própria uma carta fora do baralho. Prossegue na contagem decrescente para sair do Sporting, um clube que sempre o tratou bem. E com isso acabou até por prejudicar-se ao nível da selecção peruana.

Só algumas melancias - verdes por fora, encarnadas por dentro - ainda o invocam. Em vão. Para o adepto comum ele já deixou de ser dos nossos. É pena mas convém assumir tal facto.

Não há que esconder: este jogador de 24 anos foi a grande decepção do ano. Sendo ainda presente, já se tornou um nome do passado.

Fica o golo na Supertaça como recordação.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier 


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18 Dez 15

Com a devida vénia, eis quem é o "pintassilgo".

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Os mesmos que aplaudiram o despedimento de Paulo Bento, que conquistou duas Taças de Portugal e duas Supertaças para o Sporting, descobrem agora que "a Taça é um troféu fundamental".

São sempre os mesmos. Andam sempre atrasados e têm sempre duas faces: uma verde, outra vermelha.


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17 Dez 15
Um grande jogo?
Edmundo Gonçalves

Para início de conversa, declaro que considero os erros dos árbitros perfeitamente normais.

Em circunstâncias normais. E se há coisa onde a normalidade é um acaso, é o futebol português...

Posto isto, é inegável que o Braga fez um grande jogo e nos 120 minutos até considero que foi melhor que nós, tendo em conta que as soluções que vieram do banco acrescentaram algo ao seu jogo, o que as nossas não conseguiram fazer ao nosso.

No tempo regulamentar merecíamos claramente ter ganho. Apesar de o Braga ter demonstrado muita garra, mais velocidade até, os nossos controlaram o jogo e as trocas de bola foram sempre uma arma difícil de bater pelos adversários, o que não impediu o golo que lhes deu o prolongamento, mas já lá vamos.

O golo de Ruíz é pleno de oportunidade e até ao golo do empate por uma ou outra vez poderíamos ter aumentado o score. E aqui aparece o imponderável: numa jogada de início de ataque do Sporting, três bracarenses, três, derrubam William, sem bola. Dizem as leis do jogo que é falta punida com cartão amarelo, ora um dos três, um tal de Luis Carlos, tinha já sido advertido e receberia o segundo e iria para a rua. Não foi e deu golo. Em fora-de-jogo, que a Sportv não quis mostrar!

E depois levámos o segundo numa rosca de Alan e respondemos de imediato, numa bela cabeçada de Slimani e ainda marcámos o terceiro, num excelente remate em jeito de William. Tínhamos o jogo controlado.

Aqui chegados, seria avisado defendermos o resultado, povoarmos o meio-campo, já que o Braga joga muito e bem no contra-golpe, mas não foi isso que aconteceu e confesso que não percebo porquê, e numa jogada onde a defesa andou aos papéis, o Braga empatou, num remate que ressaltou creio que em Paulo Oliveira e enganou Rui Patrício.

No prolongamento Slimani marcou. O árbitro e o auxiliar, não necessariamente por esta ordem, entenderam assinalar fora-de-jogo ao argelino. A sportv não mostrou, mas estava claramente em jogo.

Continuaram o Sporting sempre a pressionar na procura do golo e o Braga na espreita do contra-golpe, que resultou em golo.

Depois o Sporting ainda fez o golo do empate, numa jogada em que o árbitro, só ele, viu falta de William Carvalho, como se o futebol fosse voleibol e não fosse um jogo de contacto.

A coisa foi tão gritante que até os papagaios de serviço à pantalha já não conseguiam disfarçar o incómodo.

 

Ora, resumindo e para responder à minha própria pergunta, sim, foi um grande jogo.

Um grande jogo em que os jogadores não mereciam os árbitros que tiveram, pela entrega que deram ao mesmo.

Um grande jogo onde, azar dos azares, há três erros crassos e para não variar são "ambos" os três para o lado dos mesmos de sempre. Propositados? Não creio, mas estou a lembrar-me das capas dos desportivos desta semana e dou comigo a pensar que isto é um pouco como as bruxas...


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Os jornais de hoje produzem um veredicto unânime: a equipa de arbitragem dirigida por Fábio Veríssimo anulou ontem, aos 99', um golo limpo a Slimani por fora de jogo que nunca existiu.

Jogava-se então o prolongamento do Braga-Sporting. E este jogo colocaria a nossa equipa a vencer 4-3.

A decisão da equipa de arbitragem teve influência directa no desfecho do desafio. Prejudicando - e de que maneira - o Sporting.

 

Ficam as opiniões hoje emitidas nos diversos jornais:

Almiro Ferreira (Jornal de Notícias): «O assistente Paulo Soares anulou mal um golo a Slimani, já no prolongamento. O argelino estava em linha.»

Carlos Nogueira (Diário de Notícias): «Slimani ainda marcou um golo, anulado pelo árbitro por fora de jogo... uma decisão errada, pois o argelino estava em linha.»

Carlos Rias (A Bola): «Bryan Ruiz dá um toque subtil para Slimani, isola-o e o argelino faz golo. O árbitro anula o lance por pretenso fora de jogo. Não há irregularidade. Erro grave do juiz de partida.»

Jorge Coroado (O Jogo): «No momento em que a bola foi passada, Slimani estava em posição legal, não sei se justificando o fora de jogo assinalado. Precipitação do árbitro assistente que se revelou desatento, eventualmente já saturado pela extensão do encontro.»

José Leirós (O Jogo): «Slimani, por gestos, disse "talvez sim, talvez não". Mas o jovem árbitro assistente errou. O avançado do Sporting não estava em fora de jogo, tinha o penúltimo defesa a colocá-lo em posição legal. O golo foi mal anulado.»

José Ribeiro (Record): «O árbitro auxiliar anulou o segundo golo a Slimani por fora de jogo... inexistente, já que o avançado leonino está atrás do penúltimo defesa bracarense. Era o 3-4.»

Octávio Lopes (Correio da Manhã): «Islam Slimani marca um golo que é mal anulado por um fora de jogo inexistente.»

Pedro Henriques (O Jogo): «Golo mal invalidado, pois, com acesso à repetição de que o assistente não dispõe, verifica-se que Slimani está em linha com o penúltimo adversário no momento do passe do seu colega.»


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... jogou-se ontem à noite.

Não ganhou o Sporting mas dificilmente haverá esta época um jogo com esta qualidade e o desempenho de ambas as equipas.

O futebol é feito de vitórias, empates e derrotas.

Ontem perdemos... mas podíamos perfeitamente ter ganho!

 


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16 Dez 15

Foi o melhor jogo desta temporada 2015/16 do futebol português. Um autêntico jogo de final. Vitória tangencial do Braga em casa, por 4-3. Mas podia ter sido ao contrário. Nomeadamente se o árbitro não tivesse anulado, por pretenso fora de jogo inexistente, um lance em que Slimani se isolou frente à baliza adversária.

Ninguém merecia perder.

Fica o registo: os nossos golos foram apontados por Bryan Ruiz, Slimani (após centro de Aquilani) e William Carvalho. E ficam os meus parabéns ao Braga. Que siga em frente na demanda do troféu que em 31 de Maio perdeu no confronto connosco, na final do Jamor.

Nós ficamos, a partir de agora, ainda mais concentrados na campanha que realmente nos interessa: a conquista do campeonato.


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Venho já
Edmundo Gonçalves

Falo domingo.

Ainda assim, só quero dizer que quem marcou o quarto golo primeiro fomos nós.

E ainda marcámos o segundo quarto.

E gostava de saber porque não há repetição da jogada do golo do Eduardo com paragem da imagem no momento do passe.

E gostava de saber porque teve o auxiliar do lado da tv dois critérios nos foras-de-jogo.

Parece que a conversa do Tsu do outro lado da rua está a começar a dar frutos.

Mas falamos domingo.


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Mais logo? é pra ganhar!
Edmundo Gonçalves

Quando os rapazes de verde e branco
entram em campo, é pra ganhar
não têm medo jogam à bola
e a camisola é pra suar

 

 


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24 Nov 15

Foram tantos como os golos da vitória leonina contra o SLB: os nossos leitores Francisco Gonçalves e Leão do Fundão acertaram no resultado desta eliminatória em que eliminámos o Benfica.

Acertaram não só no resultado como no marcador de um dos golos - Slimani.

Parabéns a ambos, portanto. E em particular ao amigo Leão do Fundão, que já venceu vários destes desafios que vou lançando a todos quantos fazem e visitam este blogue.


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23 Nov 15

A todos os benfiquistas que estão a chorar por causa dos erros de arbitragem deixo aqui dois simples apontamentos, sobretudo aos que têm memória curta, após uma exibição miserável como a deste fim-de-semana.

 

Primeiro apontamento:

- 21 de Abril de 2013: 2-0 para o benfica. Árbitro: João Capela (agora já se recordam, não é?)

 

Segundo apontamento:


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1. Asqueroso o comportamento dos adeptos do Benfica que desrespeitaram ostensivamente o minuto de silêncio em memória das vítimas dos atentados de Paris. 

Ainda há dias, o seleccionador turco Fatih Terim criticou duramente os assobios dos seus adeptos no decorrer do minuto de silênciao que antecedeu o Turquia x Grécia.

Que pena que Rui Vitória, que pelos vistos sabe fazer voz grossa, não tenha seguido o exemplo de Fatih Terim e dedicado alguma da sua irritação pós-jogo aos adeptos que tanto deixaram ficar mal o seu clube.

2. A Capelização de Montero. Mais 45 minutos de jogo nada conseguidos por parte de Montero. Esta temporada está a ser, para já, a mais apagada das 3 épocas que o avançado colombiano leva de leão ao peito. A fazer lembrar Capel, que depois de uma excelente primeira época, foi perdendo, progressivamente, brilho e encanto até chegar ao momento em que já não acrescentava qualquer valor à equipa. Considero Montero muito melhor jogador do que Capel, mas se não arrepiar caminho corre o risco de no final da época ser considerado transferível.

3. O momento. O Sporting perdia 1-0 e a equipa tardava em encontrar-se. Até que Nico Gaitan sofre uma lesão séria, o jogo fica parado uns bons minutos e JJ chama vários jogadores até si para dar uma palestra táctica. Depois da partida ter sido reatada, o jogo mudou de figurino e o Sporting começou a encostar de novo o Benfica às cordas, concluindo a 1ª parte com o justíssimo golo do empate. Julgo que a pausa para instruções tácticas foi muito importante, reforçando a ideia de que também no futebol deveria haver lugar a desconto de tempo em cada parte pedido pelos treinadores, como sucede nas modalidades amadoras.

4. Adrien. No último Sporting x Benfica para a taça em Alvalade (o mítico 5-3), Adrien também começou a partida como titular mas fez uma exibição tão confrangedora que ainda na 1ª parte fora substituído. Anos depois, que diferença entre o Adrien actual e o Adrien desse último derby!

5. Revista. Seguindo a recomendação do Sporting e das autoridades policiais, fui para Alvalade com antecedência, entrando no estádio faltava pouco mais de 1 hora para o início da partida. Estranhamente, não me fizeram qualquer revista à entrada da Porta 3. Em tempos de grande sobressalto securitário, e ainda para mais tratando-se de um derby, confesso que não estava nada à espera dessa ligeireza.


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Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Benfica pelos três jornais desportivos:

 

Slimani: 21

Adrien: 19

Gelson Martins: 18

Ewerton: 17

Bryan Ruiz: 16

João Mário: 16

William Carvalho: 16

Rui Patrício: 16

Jefferson: 15

Paulo Oliveira: 15

Tobias Figueiredo: 13

Esgaio: 13

João Pereira: 12

Montero: 9

 

Os três jornais elegeram Slimani como figura do jogo.


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22 Nov 15
Ganhar ganhar ganhar
Pedro Almeida Cabral

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Ganhar, ganhar, ganhar. É assim que Jesus encara os jogos com o Benfica. E é assim que o resultado é sempre o mesmo. Ontem foi mais uma vitória. Eu vou repetir. Mais. Uma. Vitória. Ganhar ao Benfica passou a ser habitual. É preciso recuar muitos anos para recordar tempos assim, com tanta confiança. Talvez com Queiroz, que também ganhou três vezes consecutivas ao Benfica. Mas, sem campeonatos ganhos, não deixa de ser lembrança vaga. É impossível não dar o mérito da vitória de ontem a Jesus. Soube tirar Montero, lançar Gelson, reposicionar João Mário e, sobretudo, responder a uma boa entrada do Benfica. Mas a principal diferença deste Sporting é só uma: os jogadores querem ganhar. Parece o mais fácil. Só que numa equipa que ganha pouco, é o mais difícil. Há uma intensidade de jogo que o Sporting há muito não tinha. Ontem, não se podia pedir mais a Slimani, Adrien e João Mário. Ganhámos. Ganhámos bem. Assim, ganharemos ainda mais vezes. E bem pode Rui Vitória seguir o caminho fácil de falar da arbitragem. Que fale deste jogo ainda se compreende. Que fale dos anteriores soa a desespero. A verdade é que os casos foram repartidos e de calimerices está a Luz cheia. Uma nota final. Sporting termina com sete jogadores da formação. Melhor, com oito. É que Slimani também foi formado em Alvalade. E, pelo que fez ontem, é mais um caso de sucesso. Como ele próprio diz, Jesus mudou muita coisa. Vê-se. Agora, vingar Moscovo em toada calma, e comer pastéis em Alvalade.


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É isto
Francisco Almeida Leite

 


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21 Nov 15

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Grande partida hoje em Alvalade. Um jogo de futebol intenso, emotivo, equilibrado, disputado a um ritmo vertiginoso.

Uma grande partida entre os dois mais históricos rivais do futebol português que honrou os melhores pergaminhos da Taça de Portugal - competição que o Sporting venceu com todo o mérito na época passada.

Foi a nossa terceira vitória da temporada sobre o Benfica num jogo em que se evocou o maior goleador de sempre do futebol português: Fernando Peyroteo, que teve o apelido inscrito nas camisolas dos nossos jogadores.

Terminando o desafio com sete jogadores da nossa formação, o Sporting foi a melhor equipa em campo, desenvolvendo uma pressão fortíssima, mais acentuada no segundo tempo. Aos 90 minutos registava-se um empate (1-1). No prolongamento, Slimani - como de costume - decidiu, numa recarga vitoriosa que recompensou o seu esforço em campo.

O Benfica marcou primeiro. Mas pareceu quase sempre jogar sobre brasas, como ficou bem patente nos sete cartões amarelos exibidos pelo árbitro Jorge Sousa aos encarnados: Jardel, Talisca, Sílvio, Gaitán, André Almeida, Samaris e Jonas. O grego viria ainda a receber o cartão vermelho directo devido a protestos.

O melhor em campo, para mim, foi Slimani.

 

..........................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Atento. Podia ter feito melhor no golo do SLB, aos 6', quando a bola lhe passou entre as pernas. Boas defesas a remates de Talisca (71') e Eliseu (100').

JOÃO PEREIRA (6). Lutador. Perdeu e ganhou lances com Eliseu na sua ala. Os centros nem sempre lhe saíram bem. Mas é daqueles jogadores que nunca baixam os braços.

PAULO OLIVEIRA (8). Sólido. Comandou a defesa sempre com autoridade natural e bom domínio técnico. Cortes providenciais aos 3', 52', 73' e 100'. Um dos pilares da equipa.

EWERTON (7). Tranquilo. Fez boa parceria com Paulo Oliveira no eixo defensivo com grandes cortes (30', 72', 94', 98'). Saiu lesionado, uma vez mais, já no prolongamento.

JEFFERSON (6). Oscilante. Brilhou aos 39' com um petardo bem defendido por Júlio César: o seu melhor momento num jogo em que foi muito marcado. Saiu esgotado aos 93'.

WILLIAM CARVALHO (7). Influente. Revelou excelente leitura de jogo. O nosso golo inicial nasce de um passe longo dele a lançar muito bem Slimani. Ajudou a neutralizar Gaitán.

ADRIEN (8). Acutilante. Jogou muito e bem, conduzindo com inteligência as operações a meio-campo. Marcou o nosso primeiro golo, com notável frieza, no fim da primeira parte.

JOÃO MÁRIO (7). Incansável. Discreto no primeiro tempo, melhorou muito de rendimento na segunda parte, jogando a partir do eixo central. Empurrou sempre a equipa para diante.

BRYAN RUIZ (7). Arguto. Apesar do desgaste físico, protagonizou alguns dos momentos de maior classe em campo. Um centro dele, logo aos 5', levou Slimani a rematar ao poste.

MONTERO (4). Apagado. Lento e preso de movimentos, foi claramente o nosso jogador titular menos inspirado. Jorge Jesus, impaciente, deixou-o ficar no banco após o intervalo.

SLIMANI (8). Ousado. Marcou o golo da vitória, aos 112', rematou à madeira no início da partida, forçou Júlio César à defesa da noite (88') e teve ainda intervenção no golo inicial.

GELSON MARTINS (6). Veloz. Substituiu Montero ao intervalo. Desgastou Eliseu na ala direita do ataque. Nem sempre foi esclarecido, mas o segundo golo começa nos pés dele.

ESGAIO (6). Polivalente. Jesus voltou a apostar nele como lateral esquerdo, apesar de costumar jogar no flanco direito. Cumpriu como substituto de Jefferson, que rendeu aos 93'.

TOBIAS FIGUEIREDO (5). Discreto. Entrou aos 100' para o lugar do lesionado Ewerton. Pareceu nervoso. Não deslumbrou ninguém mas também não cometeu erros assinaláveis.


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Três jogos, três vitórias em pouco mais de três meses sobre a equipa treinada por Rui Vitória. Desde 1953/54 que não acumulávamos três triunfos na mesma temporada em desafios contra o nosso mais antigo rival.

O Benfica fica fora da Taça, como aqui antecipei.


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