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És a nossa Fé!

Pódio: Rui Patrício, Coates, Gelson Martins

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting, da meia-final da Taça de Portugal, pelos três diários desportivos:

 

Rui Patrício: 18

Coates: 16

Gelson Martins: 16

Mathieu: 15

Bruno Fernandes: 14

Battaglia: 13

Ristovski: 13

Rúben Ribeiro: 12

Fábio Coentrão: 12

Doumbia: 12

Piccini: 12

Acuña: 9

Montero: 5

Bruno César: 1

 

O Jogo elegeu  Gelson Martins  como melhor sportinguista em campo. A Bola e O Jogo optaram por Rui Patrício.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Realidades paralelas

Num célebre filme sobre as transformações na Alemanha, pós perda da influência soviética (Good bye, Lenin!), uma familia do leste de Berlim (antiga RDA) tenta esconder da sua ortodoxa matriarca - acabada de sair de um prolongado coma e ainda convalescente - a recente queda do Muro, recreando todo um mundo paralelo. Antes, já Kusturica tinha explorado o tema da realidade alternativa, no extraordinário "Underground", onde um secretário do Partido Comunista Soviético mantinha num subterrâneo, sequestrados, uma série de cidadãos russos que lá se tinham refugiado durante a 2ª Grande Guerra, aquando da invasão pela Alemanha de Hitler. Já tendo a guerra terminado há muito, esse facto fora convenientemente escondido desses seus camaradas, cujo único elo de ligação com o exterior era esse membro do partido. O hilariante da situação é que, um dia, alguns cidadãos decidem ousar subir à superfície onde acabam por encontrar "alemães" - figurantes de um filme sobre a Guerra que está a ser rodado naquele momento - acabando por matá-los, confundindo assim a ficção com a realidade.

Toda esta parábola introdutória vem a propósito das 3 realidades alternativas (ou 3 jogos paralelos) a que hoje assistimos no Dragão. A primeira destas "realidades" foi o jogo visto por Luis Freitas Lobo: o comentador da SportTV conseguiu vêr o Sporting a jogar com 5 defesas, nunca entendendo que Ristovski, embora com preocupações defensivas, foi sempre mais ala do que lateral direito - este foi Piccini, enquanto no flanco oposto muitas vezes Coentrão também se adiantava, formando-se ocasionalmente uma linha de apenas 3 defesas - , de forma a libertar o ainda convalescente Gelson (que actuou numa posição mais central) das constantes subidas e descidas por este corredor; outra "realidade" foi a forma como João Pinheiro viu a partida: na óptica do árbitro, qualquer toque sobre um jogador do Sporting raramente foi merecedor de falta. Assim foi, logo no início, quando Ristovski foi carregado por Alex Telles, em falta que se iniciou dentro da área portista e que terminou já fora da mesma, prosseguindo na não observação de uma falta clara sobre Gelson nas imediações da área do FC Porto, para não referir as inúmeras infrações cometidas sobre Bruno Fernandes que passaram sem punição ou a desigualdade do critério disciplinar; finalmente, tivemos a  "realidade" segundo Jorge Jesus: este conseguiu transformar um 6-2 em oportunidades para o Porto numa injustiça de um resultado que "deveria ter terminado 2-2 ou 3-3".

Alucinações à parte, vamos ao jogo que todos nós pudemos observar: o Sporting raramente conseguiu ter posse e trocar a bola dentro do meio-campo adversário. Ao fim de 2/3 toques, a nossa equipa era sufocada pela entreajuda da defesa e miolo portistas e perdia a bola. Isso foi criando um ascendente do Porto, o qual só não se materializou mais cedo no marcador devido à acção de Rui Patrício e a alguma inépcia dos avançados portistas.

Bruno Fernandes jogou demasiadamente recuado, desgastando-se sem sentido, na posição "8" (terminou a "trinco" !!!). Alinhando longe de uma zona de maior influência, parecendo fora da sua melhor forma e muito vigiado pelo par de médios portista, Bruno não conseguiu ser o motor de jogo que a equipa precisava. Sem ele a equipa definhou, ficando muito dependente da velocidade e capacidade de drible de Gelson. Este foi conseguindo encontrar espaços, mas quando procurou tabelar com Doumbia encontrou neste um par de tijolos impossível de cimentar algo de positivo. 

As substituições também não melhoraram a equipa. Ruben Ribeiro, quando não entretido a entregar a bola ao adversário, por vezes nas imediações da sua própria área, recreava-se com toques de praia a fazer lembrar aquele "free-styler" que um dia Jorge Gonçalves trouxe da Costa da Caparica para Alvalade para animar os intervalos dos jogos. Por fim, quando, isolado, teve a oportunidade de visar a baliza de Casillas, assustou-se e entregou a bola a um jogador dos andrades. Montero bem que poderia ter sido enquadrado no lote das realidades alternativas, pois não há memória de ter tocado na bola, nos cerca de 10 minutos em que esteve em campo. Bruno César ainda assim foi o melhor dos substitutos, ele que só jogou 7 minutos.

A nossa defesa teve o seu bom comportamento habitual, embora Mathieu tenha estado no lance do golo, devido a um mau alívio.

Acuña mostrou a sua qualidade de lutador, bem como a insuficiência já conhecida enquanto desequilibrador. Battaglia e Ristovski não deslumbraram e o melhor foi mesmo Rui Patrício, providencial em 3 lances: duas "manchas" e uma defesa extraordinária, em vôo.

O realizador deste filme continua no reino da invenção: depois de uma derrota atribuida ao vento, criou agora uma nova realidade paralela, feita de um placebo ilusório para que os "pacientes" (adeptos leoninos) se sintam bem. Eu também tenho uma: na minha, o treinador não é o Dr. Feelgood (nem o Professor Pardal), não "muda as características(!?)" dos jogadores, não vê ameaças onde podem haver oportunidades (se as alternativas estiverem minimamente rodadas, o que não é o caso) e as suas soluções não são o problema. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício

portosporting.jpg

 

Quente & frio

Gostei muito de ver Gelson Martins, já recuperado, de regresso ao onze titular do Sporting. Não está ainda a cem por cento, mas foi o elemento leonino que mais acelerou o nosso jogo e lhe deu profundidade, actuando desta vez sobretudo no corredor central. Fez a diferença nos confrontos individuais, forçando o FCP a manter em guarda o seu núcleo defensivo em geral e Herrera em particular. Serviu muito bem Ristovski aos 40', na nossa melhor jogada da primeira parte: acabou por ser uma grande oportunidade de golo desperdiçada. Excelente cruzamento aos 87' que Doumbia não conseguiu aproveitar. Foi o nosso melhor em campo: ele não merecia esta derrota por 1-0 no estádio do Dragão - primeira volta da meia-final da Taça de Portugal.

 

Gostei, apesar de tudo, que esta derrota tangencial nos permita adiar para a segunda mão o desfecho da eliminatória. Continua perfeitamente ao nosso alcance a conquista da Taça - segundo troféu da temporada de futebol profissional 2017/18. Só dependemos de nós. Mas em Alvalade o FCP já deverá alinhar com Marcano, Danilo e Aboubakar, ausentes esta noite por lesão.

 

Gostei pouco da exibição de Doumbia, novamente titular por força da ausência de Bas Dost, ainda lesionado: o marfinense, em quem Jesus pouco tem apostado, está sem confiança e ainda se mostra desajustado na equipa, desperdiçando as poucas oportunidades de golo que os colegas lhe vão criando: tarda a ser o finalizador alternativo de que o Sporting necessita. Também Bruno Fernandes - hoje como médio de ligação no corredor central - esteve muito abaixo da prestação a que nos tem habituado, nem sequer fazendo a diferença nas bolas paradas.

 

Não gostei de ver William Carvalho afastado deste clássico, por aparente impedimento físico. Nem da ausência dos "reforços de Inverno" no nosso onze inicial: começa a ser altura de nos questionarmos para que foram contratados. É verdade que dois deles acabaram por saltar do banco: Rúben Ribeiro aos 74' e Montero aos 84'. Mas nenhum fez a diferença - muito longe disso. O ex-Rio Ave teve até uma arrepiante perda de bola à entrada da nossa grande área que quase originou golo do Porto. Também não gostei de ver Acuña expulso por acumulação de amarelos, à beira do fim: quando precisávamos de recuperar tempo, o argentino permaneceu em campo a protestar com o árbitro e os adversários, incapaz de perceber que estava a prejudicar a equipa.

 

Não gostei nada que tivéssemos disputado o terceiro jogo contra o FC Porto desta temporada sem conseguirmos marcar um só golo à equipa treinada por Sérgio Conceição: são 270 minutos em branco. Nem de ver o Sporting sofrer a segunda derrota da época em competições nacionais no curto intervalo de quatro dias. Espero que não seja uma tendência já a desenhar-se - coincidindo com o desnorte dos órgãos sociais leoninos, que anunciaram uma absurda pré-demissão em bloco a meio da época desportiva. Mas a verdade é que esta equipa tem vindo a decrescer de rendimento, a exibir preocupantes desequilíbrios e a acusar desgaste físico e psicológico.

Nada está perdido?

O próximo jogo é daqui a uma eternidade, portanto pode ser que até lá as coisas mudem.

Eu confesso que não vi, no cômputo geral, mais que meia parte do jogo, mas o que vi da primeira parte mostrou um Porto com o pé no acelerador e um Sporting com uma defesa um bocado para o esquisito, mas que, apesar de tudo, não sofreu os golos que o Porto até mereceria.

Na segunda parte, foi mais do mesmo e depois de encaixarmos um, abalançámo-nos para a frente mas um bocado sem rei nem roque e até arranjámos duas oportunidades, mas com aquelas lesmas que temos lá à frente dificilmente a redondinha beijaria o véu da noiva. O fantasma de Dost esteve em campo, já que Ruben Ribeiro, com tudo para fazer golo, entendeu servir Doumbiá que, claro está, se deixou antecipar ou se atrapalhou, ou tropeçou na relva ou o camândrio.

Como diz o Pedro Azevedo ali em baixo, houve fruta a montes, principalmente por parte do ratinho do Porto, que hoje se armou em Filipe e teve o mesmo castigo que o colega normalmente tem, ou seja, nenhum.

Por uma vez o Porto não arrasa o VAR.

Patrício, Bruno Fernandes, Coentrão e Gelson, é "munta pôco" contra onze andrades.

Pergunta para queijinho: Onde andam as aquisições de Janeiro? Eu respondo: No Rio Ave, no Chaves, na bancada, em Itália...

Mas pronto, isto é para dar a volta, que o Montero um dia há-de tocar na bola.

O habitual....

Sim. Sabemos que foi a primeira mão, que temos outro jogo a 18 de abril, mas... bolas divididas perderam-se todas, Doumbia e Montero, que aflição, que avançados tão macios. Então Montero, naqueles minutos que esteve em campo nem na bola tocou. Lá nos valeu Patrício com duas defesas fantásticas senão a eliminatória, já estaria resolvida. Tenhamos fé que as coisas se vão estabilizando e que Jorge Jesus perceba que alguns jogadores têm que meter o pé e que nas primeiras partes também se ganham os jogos, e não é preciso esperar pelo  fim para tentar resolver as coisas. Começa a ser habitual, em todos os jogos, dar a iniciativa à equipa adversária, e interioriza-se depois que as coisas se irão resolver lá mais para a frente... o que nem sempre acontece, ou melhor, o que não tem acontecido. O habitual.

Ânimo

A 45 minutos do jogo mas não ouvi qualquer reportagem sobre o jogo.

Prognóstico: Rui Patrício, Piccini, Coates, Mathieu, Coentrão; William, Bataglia, Bruno F., Acuña, Bruno C; Doumbia.

1-1 ("à volta cá vos esperamos", casa cheia e passagem à final). Golo de Gelson (suplente utilizado).

 

Concordais com estes dotes de previsão?

O que eu quero para logo?

É fácil.

 

Ganhar.

 

Ganhar logo, ganhar no fim de semana, ganhar sempre.

 

É o que eu mais quero para o Sporting, que ele nos alimente o esforço, a dedicação e a devoção com glórias, num ciclo virtuoso infinito.

 

Vamos pra cima deles! E que no fim desta eliminatória, prossigamos para mais uma final no Jamor.

 

E agora, para algo completamente diferente, um vídeo motivacional

 

 

Hoje giro eu - (São) Jorge e o Dragão

Desde o último fim-de-semana, todos temos vivido emoções muito fortes. Subitamente, e sem que nada o fizesse prever - bem, não será tanto assim, nós somos Sporting, não é? - uma tempestade se abateu sobre nós. Os ventos, ciclónicos, fizeram-se especialmente sentir na Amoreira e... no Campo Grande. Agora é hora de respirar fundo, de reparar os danos causados por tal intempérie e de tentar regressar a uma vida normal. Um tempo de bonança. Logo à noite, começaremos a reconstruir o nosso edifício. Que toda a raiva (e frustração) contida que temos dentro de nós se liberte de uma forma sublime e gloriosa, que não se consuma num fogo-fátuo. Enquanto a bola rolar no terreno de jogo não haverão facções, nem egos, só a causa que nos une: o nosso amor pelo ENORME Sporting Clube de Portugal. Que o nosso Jorge (Jesus) e os seus cavaleiros façam vergar o Dragão!

sao_jorge.jpg

 

Aguenta coração!

Com a vitória de ontem do Porto na casa do Moreirense ficaram emparelhados os jogos para as meias-finais da Taça de Portugal.

Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa... vai haver um estreante no Jamor!

Temos assim que o Sporting e o Porto vão encontrar-se proximamente quatro vezes, sendo que em três delas originará a eliminação da outra, a saber: meia-final da Taça da Liga, meias-finais da Taça de Portugal em duas mãos e um jogo do campeonato.

Quatro embates certamente emotivos e com alguns condimentos ao redor. Como é apanágio no futebol. Faz parte!

Face a este futuro tão imprevisível, ainda por cima com a certeza que só um dos jogos se realizará em Alvalade, receio que o meu coração não aguente de tanta emoção.

É que isto de ser adepto de um grande clube não é para todos.

Há que ter forte músculo cardíaco.

Quente & frio

Gostei muito da qualificação do Sporting para as meias-finais da Taça de Portugal - o que sucede pela 45.ª vez - com uma vitória por 2-1 no estádio do Bonfim frente ao Cova da Piedade, que nos deu muito boa réplica neste confronto. Permanecemos invictos em todas as frentes desportivas nacionais, além de nos termos qualificado para a Liga Europa.

 

Gostei da leitura de jogo de Jorge Jesus, que inicialmente fez descansar quatro jogadores-chave da equipa: Bas Dost, Bruno Fernandes, Gelson Martins e William Carvalho. Ao ver que o resultado permanecia empatado a zero ao intervalo e tendo visto que as melhores oportunidades da primeira parte foram do Cova da Piedade, que mandou duas bolas aos ferros, o técnico mandou de imediato aquecer Bas e Bruno. Isto fez toda a diferença: no segundo tempo o Sporting mandou inequivocamente no jogo, marcou dois golos e podia ter marcado mais, com o guardião adversário a revelar-se o melhor jogador em campo. Dois golos que romperam enfim a muralha defensiva piedense - o primeiro marcado por Bruno numa jogada de insistência, aos 54'; o segundo pelo inevitável Bas após a conversão de um canto, aos 78'. A reviravolta veio do banco.

 

Gostei pouco que esta vitória do Sporting contra uma equipa que milita na Liga de Honra tivesse sido tangencial. Mas foi quanto bastou.

 

Não gostei das ausências de Gelson e William, que nem chegaram a sentar-se no banco de suplentes. É um facto que estes titulares têm sido muito usados e estavam à beira da exaustão. Desse ponto de vista, Jesus fez bem em poupá-los. Mas hoje ficou bem evidente, até para aqueles adeptos que costumam criticá-los, que são dois jogadores imprescindíveis no onze leonino. Com eles em campo o Sporting actua de uma maneira, sem eles actua de outra. Claramente pior.

 

Não gostei nada dos desempenhos de Bruno César e Bryan Ruiz, que hoje figuraram no onze titular. O brasileiro foi uma perfeita nulidade, falhando passes e remates, e o costarriquenho revelou-se de uma lentidão exasperante, sem conseguir municiar a frente de ataque. Com eles em campo, a nossa manobra ofensiva revelou-se inócua e o Cova da Piedade chegou a impor-se no eixo do terreno, procurando a baliza de Rui Patrício em velozes contra-ataques. Enquanto o Sporting não fez um só remate com perigo.

O avô David e o Piedade

O meu avô David nasceu na Quinta do Altinho na Cova da Piedade. Viveu, toda a sua vida, entre a Cova da Piedade e o Laranjeiro/Feijó. Foi aí que cresceu, que se fez homem, que casou, que teve filhos e que acabou por falecer.

O meu avô adorava futebol. A minha avó costumava dizer que se ele encontrasse dois miúdos a jogar com uma bola de trapos no meio da rua ficava parado a assistir e o meu pai diz que ele sabia tudo sobre o desporto rei. Conhecia os clubes, os jogadores, os treinadores, as tácticas... tudo o que possamos imaginar!

O meu avô era do Sporting! Tal como o meu pai, como eu e como o meu irmão. Os Nunes da Piedade são todos do Sporting! Mas o meu avô também era do Piedade. E era precisamente aos jogos do Piedade que o meu avô costumava ir ao Domingo. É que o Desportivo, como dizia a minha avó, não era a segunda casa do meu avô David, era a primeira! Foi no Piedade que ele jogou, foi no Piedade que ele foi dirigente, foi no Piedade que, segundo as melhores informações, ele chegou até a ser roupeiro.

O Piedade é um clube pequenino da Margem Sul. Não é como o Setúbal, o CUF, o Barreirense ou o Amora. Nunca andou pela primeira divisão. Tem um estádio pequeno e poucos sócios e adeptos. Graças ao investimento estrangeiro conseguiu, já esta década, chegar à segunda divisão. Não sei se já tinha andado tão acima nos campeonatos nacionais, talvez nos anos sessenta ou setenta.

Não cheguei a conhecer o meu avô David. O meu avô, para além de morrer cedo, morreu de causas invulgares: o meu avô morreu de amor. O meu avô faleceu a assistir, como fazia todos os Domingos, a um jogo do Piedade. É por isso que amanhã, tal como o avô David que não conheci, para além do Sporting também sou do Piedade.

 

Evaldo no caminho do Sporting

O Sporting vai jogar ao terreno do Cova da Piedade nos quartos de final da Taça de Portugal. A sorte tem bafejado o Sporting que desta vez vai defrontar o defesa Evaldo, que já jogou em Alvalade. Rui Sampaio, médio que atuou por Beira-Mar, Arouca ou Olhanense na primeira divisão, será o jogador mais conhecido do plantel, a par de Evaldo, que jogou por Braga, Marítimo e FCP B, para além do Sporting. O modesto Clube Desportivo está na segunda liga há dois anos, tendo feito um bom primeiro ano, tendo estado várias semanas nos lugares cimeiros. Acabaria em 16.º. Nesta altura, ocupa a 12.º posição. O setubalense Bruno Ribeiro é o atual treinador. Pena terá o sportinguista Silas de ter pendurado as botas no verão, depois de 33 jogos pelo Cova da Piedade. Está na mira um Sporting-Porto nas "meias". 

Análise dos suplentes

O Sporting alinhou ontem de início com nove dos habituais suplentes. Aproveitaram ou desperdiçaram a oportunidade?

Aqui fica uma análise sucinta de cada um.

 

Aproveitaram

André Pinto. Seguro a defender, eficaz nas dobras e nos cortes. Ainda foi à frente cabecear com perigo nas bolas paradas.

Ristovski. Já tinha causado boa impressão em jogos anteriores. Confirmou isso no desafio de Alvalade frente ao Vilaverdense. Dinâmico e com capacidade de cruzamento na ala direita.

Doumbia. Não é preciso trazer novo ponta-de-lança em Janeiro. Já temos um no banco. Ontem marcou três golos e fez assistência para o quarto.

 

Desperdiçaram

Petrovic. Não justifica estar no plantel leonino. Na primeira parte foi incapaz de conter o contra-ataque adversário. E é pouco vocacionado para a construção ofensiva.

Iuri Medeiros. Muito aquém do que se esperava dele: é uma promessa que tarda em materializar-se. Raros pormenores de boa técnica não fazem um bom jogador.

Alan Ruiz. Péssimo. Não tem atitude competitiva, incapaz de interagir com os colegas, dá sempre a ideia de estar a fazer um frete em campo.

 

Incógnitas

Salin. Pouco solicitado, pareceu atento nos lances em que foi chamado a intervir. Precisa de testes mais exigentes para mostrar o que vale.

Tobias Figueiredo. Ontem foi capitão. E, à frente, até cabeceou à barra. Mas atrapalhou-se aos 44', sem necessidade, num lance que poderia ter gerado penálti. Ou golo.

Bryan Ruiz. Muito longe do fulgor demonstrado na época 2015/16. Procura acertar e tem inegável capacidade técnica. Falta-lhe um suplemento de ânimo.

Quente & frio

Gostei muito do resultado do Sporting-Vilaverdense de hoje, sobretudo por ter terminado em goleada: 4-0. Um desfecho sem discussão que premiou a melhor equipa em campo no confronto com o simpático onze da minhota Vila Verde - nome auspicioso - que milita no terceiro escalão do futebol português. Passamos à fase seguinte da Taça de Portugal, com as aspirações intactas à conquista do troféu, que nos foge desde 2015.

 

Gostei da exibição de Doumbia, que regressou à titularidade após lesão prolongada e voltou também aos golos que não marcava desde Setembro, no vitorioso confronto do Sporting com o Olympiacos em Atenas. Pelos vistos valeu a pena tão longa espera: o marfinense mostrou como deve ser um ponta-de-lança, marcando três golos que até pareceram fáceis. Aos 44', empurrando para a baliza a bola deixada à sua mercê pelo guarda-redes adversário após defesa incompleta a um remate de Bryan Ruiz. Aos 64', coroando um excelente lance de bola corrida que teve Gelson Martins e Podence como intervenientes. Aos 74', num ataque continuado, correspondendo a um centro de Ristovski. Noite em cheio para o avançado, só suplantado em qualidade por Gelson - o melhor em campo e para mim o melhor jogador deste Sporting 2017/18. Jorge Jesus tirou-o do banco aos 60', quando o resultado estava 1-0, e logo se viu a diferença - em velocidade e qualidade. Gelson fez assistência para o segundo golo, interveio na construção do terceiro e marcou o quarto, num espectacular contra-ataque lançado por Doumbia. Jogada perfeita, aos 88', confirmando que é imprescindível na equipa.

 

Gostei pouco que a primeira ocasião de golo nesta partida tenha pertencido ao conjunto de Vila Verde, aos 18'. E que o nosso primeiro golo só tenha surgido quase ao cair do pano da primeira parte, quando já estavam decorridos 44 minutos. E que a rotação feita por Jesus na equipa, substituindo dez dos titulares do desafio contra o Boavista (só Bruno César foi repetente) não tenha sido aproveitada por vários jogadores.

 

Não gostei da oportunidade perdida por Iuri Medeiros, que iniciou a partida na posição habitual de Gelson mas pareceu sempre apático, pouco dinâmico e sem capacidade de fazer circular a bola com perigo: saiu aos 73', dando lugar a Acuña, que sem deslumbrar teve um desempenho mais positivo. Também não gostei da actuação de Petrovic, hoje o médio defensivo titular - por onde andará Palhinha? O sérvio parece só ter duas opções no momento do passe: ou atrasa ou lateraliza.

 

Não gostei nada de Alan Ruiz. O treinador insiste em apostar nele e o argentino teima em demonstrar que não merece tal aposta. Segundo avançado titular, jogando atrás de Doumbia, nunca combinou com o ponta-de-lança, nunca criou desequilíbrios, nunca fez acelerar o jogo. Pressiona pouco e mal, leva uma eternidade a decidir o passe, permitindo sempre a colocação da defesa adversária, e parece tão preso de movimentos como certos jogadores em final de carreira. Creio ter o destino traçado: em Janeiro sairá do Sporting. A avaliar pelos assobios que escutou esta noite em Alvalade, ao ser substituído no minuto 60, não deixará saudades.

Serviços mínimos

Estava eu muito bem a dormitar (o que até nem se compreende porque não estava no meu lugar e não estava feito à cadeira) com a molenguice da partida, quando despertei com um estrondo que o vizinho do lado me disse ter sido uma bomba que o Chuta atirou à barra. Despertou-me um pouco, mas antes do intervalo já tinha semicerrado os olhos mais uma catrefada de vezes.
Lá despertei com os gritos de Ruiiiiiiiiiii algumas vezes e imagino que o nosso Marrazes tenha feito das dele, e com os gritos de goooolooooo, mas quando o speacker disse que quem marcou o primeiro foi o Dost (não era só eu, conclui-se), se não fosse o amigo que estava ao lado gritar ao senhor a avisar que estava enganado, eu contabilizava mais essa para o holandês, tal o estado comatoso a que o jogo me estava a levar.
Despertei quando o árbitro, que devia estar mais ferradinho no sono que eu, não viu um fora de jogo do tamanho da segunda circular e marcou um penalti contra, cometido por um rapazito brasileiro que diz que é nosso e jogador.
E valeu-me a noite! Se o senhor não tem deixado passar em claro aquele off-side, eu não via o melhor que o jogo nos deu, ontem: A soberba defesa de Patrício em mais um penalti.
Depois disso, nem tempo tive para voltar a passar pelas brasas, que o senhor que se estava a preparar para uns seis minutos, pelo menos, de descontos, viu que aquilo já não dava mais nada e resolveu dar por terminada a sessão de sonoterapia.
Sim, depois dormi o resto da noite muito bem, obrigado.

Tudo ao molho e Fé em Deus - Bruno estava no banco

Afinal, Bruno foi para o banco, seguiu o conselho de Jesus e quando entrou desfez a disciplina da defesa famalicence, castigando-a com dois passes açucarados para golo, suspendendo assim as aspirações de uma equipa que não deu o Dito por não dito e nunca desistiu de procurar o golo. 

No calor da noite, Malheiro fez voz, perdão, vista grossa a um penálti sobre Bas Dost e a uma falta sobre Battaglia (para além de um fora-de-jogo não assinalado pelo auxiliar), em lance de onde resultaria uma grande penalidade contra o Sporting, a qual viria a ser marcada por um jogador que na época passada actuava no VARzim. Acontece, errar é humano, mas é por isso que também na Taça daria jeito haver vídeo-árbitro.

O que têm em comum os minutos 1, 34, 57, 67, 72, 83 e 89? São Patrício!!! Com nome de ciclista (e dos bons), o promissor Rui Costa passou-se dos carretos e ainda deve ter a cabeça a andar à roda, dada a forma como o guardião leonino lhe negou o golo - mas também ao Faria, que não fez, e ao Feliz, que não o foi - por diversas vezes. Destaque-se aqui a defesa do penálti após consultoria prestada por Bruno, sempre ele, o Fernandes (quem pensaram que era?). 

Palavras de apreço também para Coates, o nosso Ministro da Defesa, que liderou a invasão às redes adversárias, e para o inevitável Bas, que voltou a "dostar".

Podence, a espaços, Coentrão nos 90 minutos - quebrou-se um mito (espera-se que nada mais...) - e a lesão de Jonathan (mais uma) foram outras notas da noite de Alvalade.

Uma curiosidade final: o Mattheus, mal entrou, deixou a sua marca no jogo ao fazer uma falta com assinatura, um "penaltthy". Á atenção do merchandising do clube, pois assim já ficamos a perceber a utilidade da sua contratação...

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