30 Jan 17
Parabéns, Leão!
Pedro Correia

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Augusto Inácio conquistou a Taça CTT como técnico do Moreirense, após ter derrotado o FC Porto na fase de grupos, eliminado o Benfica nas meias-finais e vencido o Braga há pouco na final, disputada no Algarve. Uma brilhante conquista deste Leão, que tem no seu currículo a conquista de campeonatos para o Sporting como jogador e como treinador.

Para esta proeza inédita do Moreirense - que leva enfim um troféu nacional para a sua sala de troféus - muito contribuíram os jovens sportinguistas Francisco Geraldes e Podence, que estão quase de regresso a Alvalade, e o nosso ex-jogador Dramé, cedido no último defeso ao clube de Moreira de Cónegos.

Parabéns a todos eles. E sobretudo ao Inácio, que continua a exibir a sua inconfundível garra leonina.


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04 Jan 17

... Que aquela taça há-de ter sempre aquele nome, que todos nós conhecemos!

Eles bem que tentam mudar-lhe a denominação...

Mas já tem chancela gravada!

Para sempre.


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A nossa equipa foi afastada esta noite do primeiro troféu da temporada oficial portuguesa, a agora chamada Taça CTT, pela intervenção do árbitro. Um tal Rui OIiveira, com total desvergonha e despudor, inventou uma grande penalidade contra nós no último minuto do jogo contra o V. Setúbal, no Bonfim. Não pode haver duas opiniões sobre a inexistência desta falta, que custou ainda um absurdo cartão amarelo a Coates: o internacional uruguaio nada fez à margem das leis.

Esta impunidade total dos árbitros, que desvirtuam grosseiramente a verdade desportiva, está a matar o futebol em Portugal. Há que dizer isto com todas as letras, sem poupar palavras. Jornada após jornada do campeonato e de outras competições futebolísticas, tudo se conjuga para levar uma equipa uma vez mais ao colo, como andor em procissão, e lançar as restantes borda fora, cada qual por sua vez.

Os adeptos do Sporting - como de outros clubes - indignam-se justamente. É um escândalo que se perpetua época após época, por mais que os dirigentes da Liga e da arbitragem vão mudando. Por isso achei prematuro e descabido o comunicado que Bruno de Carvalho divulgou logo após a segunda jornada do campeonato, elogiando "o esforço e o empenho dos árbitros de primeira categoria para, nas partidas a que foram chamados, fazerem boas exibições e actuarem de acordo com as regras". Por isso fiquei perplexo ao verificar como Pedro Madeira Rodrigues saiu hoje no Record em defesa dos apitadores, declarando que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting", invertendo o ónus da culpa. Como se os árbitros fossem inocentes e os culpados fôssemos nós, que os criticamos sem reticências nem ambiguidades.

Esta noite registou-se mais uma página negra na arbitragem portuguesa. São já tantas que lhes perdemos a conta. Perante isto, interessa pouco falar de tudo o resto. Seja quem for que dirija o Sporting, há-de sempre levar com isto. Se for anjinho, leva a dobrar. Fale grosso como Bruno ou fale fino como Madeira Rodrigues.

Os apitadores neste momento só respeitam uma cor clubística - a que transportam ao colo. Tudo o resto é para deitar abaixo.


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31 Dez 16

Que futebolzinho tão pobre, deus meu.


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30 Dez 16

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial (1-0) sobre o Varzim num desafio para a Taça da Liga que praticamente nos coloca nas meias-finais desta mini-competição. Uma vitória que começou a ser construída cedo, logo aos 19'.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser a estrela da equipa - e o melhor em campo - ao protagonizar soberbas jogadas de futebol pela ala direita, uma das quais resultou no nosso golo. Criativo, desequilibrador, fez dois excelentes cruzamentos com selo de golo, desperdiçados por colegas, aos 29' e 56'. Ele próprio esteve quase a marcar o segundo, aos 86' e no último minuto do tempo extra. É um prazer vê-lo jogar.

 

De Campbell. Sem ser tão exuberante como Gelson, fez igualmente uma boa exibição. Ficou na retina de todos uma espectacular desmarcação aos 62', junto à linha esquerda, que resultou num centro milimétrico desperdiçado por Bas Dost, que hoje foi muito perdulário. Antes, aos 29', protagonizara um lance semelhante, a que os avançados (Dost e Castaignos) não conseguiram dar a melhor resposta. Desmarcou também muito bem Gelson aos 86' num lance que podia ter dado golo.

 

De Esgaio. Atento a defender, boa articulação com Gelson Martins à frente. Fez a assistência para o golo, que resultou de uma tabela entre ambos.

 

De Coates. Continua a exibir classe. É o patrão indiscutível da nossa defesa (hoje com Douglas como parceiro no eixo central). Tecnicamente muito evoluído, nunca dá uma bola como perdida. Sempre atento, assinou bons cortes aos 51' e aos 56'.

 

De ver pela primeira vez cinco reforços desta época no onze titular. Beto (que não fez uma defesa), Douglas, Campbell, Castaignos e Bas Dost alinharam de início. Sem deslumbrar nem comprometer.

 

Da boa réplica do Varzim. Sem ter feito um remate colocado à nossa baliza, armou bem a defesa e protagonizou lances interessantes de contra-ataque. Nem parece uma equipa que se encontra num modesto 9.º lugar da Liga de Honra.

 

 

Não gostei

 

Da hora do jogo. O apito inicial só soou às 21.15 desta noite, a penúltima do ano. Horário impróprio para assistir a uma partida de futebol em noite de Inverno. Mesmo assim havia quase 25 mil espectadores em Alvalade.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que Lima Pereira, do Varzim, podia ter visto o cartão vermelho, o nosso capitão ficou incapacitado para jogar, acabando por sair quatro minutos depois, aos 58', sob uma chuva de aplausos. Resta saber quanto tempo ficará inactivo.

 

Da falta de velocidade. Só Gelson Martins, remando contra a maré, transmite a ideia de pretender acelerar o jogo leonino. A grande maioria dos jogadores enrola-se numa sucessão de passes, em versão pobre do tiquitaca catalão, sem progressão no terreno, perdendo a noção da baliza. A incapacidade de decidir a partida num segundo remate vitorioso resultou também do ritmo demasiado pausado da nossa manobra ofensiva.

 

Dos assobios. Dobrados os 80 minutos, o Sporting logo começou a jogar a passo, a congelar a bola e a devolvê-la ao guarda-redes. Intenção óbvia: defender a magra vantagem frente ao Varzim. Os jogadores receberam uma monumental assobiadela, comportamento que sou incapaz de elogiar. Embora, de facto, não fizesse o menor sentido defender o resultado a dez minutos do fim frente a uma equipa do segundo escalão.

 

Dos golos desperdiçados. Bas Dost não pode queixar-se de falta de oportunidades. Muito bem assistido por Campbell, enviou uma bola a rasar o poste aos 62'. Desperdiçou um bom cruzamento (aos 29'). Falhou um remate à meia-volta defronte da baliza (no tempo extra da primeira parte). Tentou, sem sucesso, marcar de costas (71'). Não deu a melhor sequência a uma boa tabela com Bryan Ruiz (72'). Também Castaignos podia ter marcado, aos 29' e aos 33'.

 

Que Markovic não jogasse. Não fez falta nenhuma.


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01 Dez 16

O futebol não atinge o patamar do mito o tempo todo. Em determinados jogos, contudo, forças poderosas se galvanizam (...) e atravessam o gramado em ângulos improváveis. É aí que surge o craque para dialogar com as forças que o jogador medíocre nem sente (...) cavalgando (...) e toureando (...) para sua maior glória e a nossa também, amém.

 
Crepusculava em Lisboa, Neto chega a casa, despe o terno, melhor dizendo, desenverga o duque (não vestira colete) pendura o paletó no cabide da entrada e deixa a calça jogada no chão, fazendo companhia para os sapatos e para as meia.
Neto tinha pressa, na tela jogava o seu Sporting, o seu time desde que vivia em Lisboa.
Existiam outros times em Lisboa, havia um em Belém que Neto não desgostava, outro próximo dum shopping gigantesco, o time da viadagem e dos cheiradores da porta 18, contudo, nenhum deles ganhara o coração de Neto, o Sporting sim, um time de gente bem, um time de gente boa.
Como Deus o pôs no mundo (mas de cachecol com leão rampante e "És a nossa Fé" ao pescoço) Neto dirige-se à geladeira, de cerveja na mão e controle remoto na outra veste o calção e a t' shirt.
Senta.
Vê.
O que vê, Neto?
No canto esquerdo de quem olha prá tela dizia: SPORT.TV 1, no canto direito SPO 0 0 ARO 42:57.
A bola está com um cara do Arouca que corre o meio campo do Sporting sem oposição, onde estariam os jogadores do Sporting?
Estão repousando? Estariam pensando no intervalo e na bronca que o mister Jesus lhes daria?
Neto não sabia (acabara de se sentar no sofá, de cerveja na mão).
43:07, Beto faz uma defesa a dois tempo, impedindo um cruzamento assassino.
Atira no meio, pró meia armador, Markovic, que procurando armar, desarma para Jefferson, este empurra a bola para Petrovic que desanuvia o jogo para Paulo Oliveira, Paulo lança para o nazareno, Esgaio domina e serve  Campbell junto à linha, Neto sorri, "não vai dar sopa, pensou", o extremo da Costa Rica, encosta pró prateado Ruiz, Ruiz decide atrasar para Petrovic, 43:40, a bola era dos moços da camiseta Stromp e Neto bebericando a sua cerveja, apreciava.
Petrovic com um" finge que vai para lá e vem para cá" tira da jogada seis arouquenses, não sabiam mais se estavam no gramado de Alvalade ou nos passadiços madeirentos da terra natal, mais de meio Arouca buscando a bola e ela lá, no mestre André, vira-lhe as costas e beija a redondinha com o calcanhar esquerdo.
Ruiz decide-se, toca a esfera, meigamente, troca os pés, toca a princesa, acaricia-a, ajeita-a e aninha-a no véu.
43:47, Neto salta no sofá, salta do sofá, salta, grita, gol!
"A camiseta verde do Sporting é mais poderosa que a camiseta vermelha fajuta do América", pensa Neto enquanto se dirige prá geladeira. 

 


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30 Nov 16
Bafo-de-Onça
Edmundo Gonçalves

Eu confesso que fui a Alvalade sem qualquer expectativa que não fosse ver o bafo do cigarro electrónico de Bruno de Carvalho.

E os jogadores que hoje Jesus colocou em campo fizeram que eu passasse a maior parte do tempo a tentar descortinar se o presidente exalava fumo ou vapor de água.

Eu compreendo e apoio a decisão de Jesus em colocar as segundas linhas; É aqui, nesta competição sem qualquer importância, que têm que tentar ganhar ritmo. Mas que diabo, custava-lhes muito corresponder à confiança do treinador?

Há por ali gente que está manifestamente fora dela e que, senhores, veio como reforço! Repito, como re-for-ço!

Digam-me lá que tem Petrovic que não tem Palhinha, se fazem o favor. Ou o que anda um Alan Ruiz a fazer passeando-se a passo, passe a redundância, durante o tempo em que esteve (está) no campo? Ou que veio acrescentar Castaignos? O Markovic, alguém deu por ele? O Iuri Medeiros não tinha lugar nesta equipa?

Mau, muito mau, quando num jogo de reservas, contra o Arouca que apresentou também ele uma segunda equipa, o futebol praticado foi confrangedor, duma pobreza franciscana.

Apesar de eu achar que se algum dia calhar ganharmos esta competição devemos entregar a taça à Liga, não invalida que eu ache que quem entra em campo com aquela camisola vestida, não deva entregar-se a fundo.

Foi tão mau, que os nossos melhores foram Paulo Oliveira e Beto, os únicos, com Campbell se quiserem, que estiveram mesmo em campo.

Ah, Jefferson, dizem-me que jogou. Confesso que não o vi. Provavelmente o presidente bafou mesmo e eu no meio de tanto vapor, nem o vi.

Lá terão que ser gastos em Janeiro alguns dos 63 milhões de lucro do 3.º trimestre desta época.

E por favor, tratem da guia de marcha desta malta, 'tá bem?

Ah, uma última questão: Posso pedir os meus 5,01€ de volta?

 


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20 Mai 16
Coincidências...
Francisco Vasconcelos

O marítimo que para o campeonato, a jogar uma hora com mais 1 jogador, não trocava a bola nem criava oportunidade de golos, hoje já criou cerca de 5 lances de perigo.


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15 Abr 16

É comum, é normal e até aceitável, que as equipas com aspirações a ganhar os troféus em disputa possam, ou melhor, optem por certas provas em detrimento de outras. Foi assim com o Sporting este ano, com a desvalorização das competições europeias e a taça da liga. Resulta esta opção pela sobrecarga de jogos em determinados momentos da época, que podem e vão influenciar de forma decisiva a participação dos clubes nas provas onde competem. Faz parte das regras do jogo, os planteis são formados com esse pressuposto e alterar apenas para alguns esta regra é obviamente alterar a verdade desportiva de todas as competições.

Este sábado 16 de Abril disputa-se a final da taça da liga. De facto é a data que está marcada desde o início do ano futebolístico. O problema é que hoje, dia 15 de Abril, ainda falta disputar uma das meias-finais, a que opõe o Braga ao benfica. E tudo indica que esta meia-final só irá ser disputada em data que convenha ao clube da luz. Ontem Paulo Fonseca, treinador do Braga, adiantou o dia 21 de Abril, próxima quinta-feira, como data dessa meia-final. Foi de imediato desmentido pelo benfica.

Assim temos uma competição, que ao longo da sua ainda curta história já nos proporcionou episódios tão caricatos como demonstrativos da podridão em que assenta o futebol luso, a ser mais uma vez a prova em como se alteram calendários, com a anuência dos responsáveis da Liga, apenas para beneficiar um clube em relação a todos os outros. 

O benfica lá continua a fazer o seu papel, tem apenas o campeonato para disputar e recusa-se a jogar a meia-final na quinta-feira, data que cumpre as 72 horas regulamentares. 

A meia-final e a final hão-de ser jogadas quando der jeito aos donos do pré-fabricado. Porventura depois do fim do campeonato.


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21 Jan 16
Descubra as diferenças
Edmundo Gonçalves

Taça da Liga.

O Benfica ganhou ao Clube Oriental de Lisboa, por 0-1;

O Sporting perdeu com o Portimonense Sporting Clube, por 2-0;

O Porto perdeu com o Futebol Clube Famalicão, por 1-0.

Para além da evidência da vitória do primeiro e da derrota dos restantes, houve um factor determinante em cada um dos jogos.

Sabe qual foi?

Eu dou uma dica: É brasileiro como o do Sporting e o do Porto.


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20 Jan 16

Vale o que vale: só por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Portimonense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno César: 15

Schelotto: 15

Aquilani: 14

Matheus Pereira: 12

Montero: 12

Ewerton: 12

Marcelo Boeck: 12

Paulo Oliveira: 12

Zeegelaar: 12

João Mário: 10

Carlos Mané: 10

Teo Gutiérrez: 9

William Carvalho: 9

Tanaka: 1

 

A Bola elegeu Bruno César como melhor sportinguista neste jogo. O Record optou por Aquilani. O Jogo não escolheu nenhum.


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20160119_213834.jpgQuando publiquei este post (ontem, às 21h47) deixei-o, propositamente, sem texto.

Aquilo que constatamos é que o penalty de William foi defendido de forma ilegal, ponto.

Podemos discutir se com Aquilani em campo deveria ter sido o nosso capitão a tentar a conversão da penalidade, a última vez, no jogo com o Belenenses, correu bem. Recupero o que Pedro Correia escreveu: Recuperou bolas, abriu linhas de passe, empurrou a equipa para a frente. E protagonizou o momento do jogo ao marcar de forma exemplar, com nervos de aço, a decisiva grande penalidade que nos deu a vitória aos 93'. O melhor Leão em campo.

Se tivesse convertido a questão não se colocava, como falhou, devido à posição incorrecta do guarda-redes na baliza, deveria ter sido outro.

O primeiro comentário que recebi diz: é melhor não irmos por aí ou seja, como o jogo de ontem não foi dos mais conseguidos, basta vermos quem foram os jogadores escolhidos, a defesa nunca jogara junta, o meio campo, idem e o ataque - Montero, Teo e Mané - já tinham jogado juntos mas não, exactamente, nas posições que jogaram ontem; como o jogo não foi o mais conseguido, dizia, merecemos que se abatam sobre nós as dez pragas do Egipto.

Como o jogo não foi conseguido, o primeiro golo do Portimonense pode ser obtido em fora de jogo, os nossos ataques podem ser, sistematicamente, cortados por pretensos foras de jogo e o guarda-redes pode avançar ao encontro da bola aquando da marcação do penalty, porque como escreve o Carlos: Estava 10 cm à frente, como todos os GR estão em todos os penaltis marcados no mundo inteiro, então mude-se a lei o guarda-redes pode avançar 10 cm (seriam mesmo 10 cm?) e pronto.

Já em tempos escrevi aqui sobre o facto de pensar que apesar de jogarmos mal (e ontem jogámos mal) não temos de ser ou melhor não deveríamos ser, recorrentemente, prejudicados pelas arbitragens.


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19 Jan 16

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Já era
Pedro Correia

Sem Rui Patrício, Adrien e Slimani em campo o Sporting torna-se uma equipa irreconhecível. Aconteceu hoje, no Algarve. Parabéns ao Portimonense pela vitória indiscutível.

A Taça Lucílio já era. Venha o Paços.


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O melhor em campo?
Edmundo Gonçalves

O árbitro!

A seguir? O Ewerton... do Portimonense.

O nosso pior? William!

O nosso melhor? Desculpem, não entendi...


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30 Dez 15

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Matheus Pereira: 18

Bryan Ruiz: 17

Jefferson: 17

João Mário: 15

Aquilani: 15

Naldo: 15

Paulo Oliveira: 15

Adrien: 14

Slimani: 13

Schelotto: 13

Montero: 12

André Martins: 12

Marcelo Boeck: 8

 

A Bola elegeu Matheus Pereira como figura do desafio. O Jogo e o Record optaram por Gelson Martins.


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29 Dez 15

Gostei

 

Da vitória. Grande exibição e vitória concludente nesta estreia na Taça da Liga 2015/16. Vulgarizámos a equipa do Paços de Ferreira, responsável pelo único empate caseiro que sofremos até agora no campeonato.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo, o melhor jogador em campo. Marcou um golo (o segundo) e fez assistência para outro (o primeiro). Missão cumprida com brilhantismo.

 

De começar a vencer cedo.  O nosso primeiro golo surgiu logo aos 8', num disparo de Aquilani, muito bem colocado.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho substituiu André Martins a meio da segunda parte. E não tardou a mostrar serviço, aos 72', marcando um excelente golo, com toda a calma do mundo, fazendo um chapéu ao guarda-redes. Pura classe.

 

De Jefferson. Parece ter regressado à boa forma anterior, com ataques velozes e perigosos. Foi dele a assistência para o golo de Bryan Ruiz.

 

De Matheus Pereira. Grande partida do jovem brasileiro, que teve óptimos apontamentos sobretudo no flanco esquerdo. Foi de um excelente passe dele que nasceu o nosso terceiro golo.

 

De João Mário. Substituiu Adrien na segunda parte e teve prestação muito positiva a organizar jogo e a lançar os colegas das linhas dianteiras.

 

De Schelotto. Jesus lançou-o em estreia no Sporting, como lateral direito. O italo-argentino começou algo nervoso, mas foi estabilizando e acabou a dominar o seu corredor. Tem elevada estatura e demonstrou boa condição física.

 

Do apoio das bancadas. O jogo atraiu quase 24 mil espectadores ao estádio. Um número que merece registo atendendo ao facto de se tratar de uma competição que o Sporting nunca valorizou e ao período de férias que atravessamos.

 

Do ensaio para o clássico de sábado. O Sporting demonstrou grande robustez física e psicológica, superando mais este obstáculo, enquanto o FC Porto foi derrotado em casa pelo Marítimo (1-3), também hoje, para a Taça da Liga.

 

De dizer adeus a 2015 com uma vitória. Este foi o ano do nosso regresso aos títulos, com a conquista da Taça de Portugal (frente ao Braga) e da Supertaça (contra o Benfica). Para recordar, sem dúvida.

 

 

Não gostei

 

Do desperdício leonino frente à baliza do Paços. A partida foi um festival de golos falhados: Adrien aos 17', Naldo aos 17', Matheus aos 20' e 43', Montero aos 46', André Martins aos 48', Paulo Oliveira aos 65', Slimani aos 82', 86' e 90'+2', Jefferson aos 90'. Dois dos remates de Slimani embateram no poste.

 

De Marcelo Boeck. Hoje titular da nossa baliza, o brasileiro destacou-se pela negativa ao sofrer um golo na sequência de um livre que nem sequer foi muito bem marcado. Um frango, portanto.

 

De Montero. Uma  vez mais ficou aquém das expectativas. Jesus apostou nele como titular do nosso ataque, mas o colombiano foi inofensivo. Aos 58' acabou por dar lugar a Slimani, muito mais acutilante.

 

De André Martins. Voltou à titularidade, mas não aproveitou mais esta oportunidade para demonstrar o seu valor. Foi apenas regular, sem brilhantismo. Desperdiçou de forma infantil um passe de bandeja de Slimani quando se encontrava de frente para a baliza.


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29 Mai 15

...MAS É AQUI QUE VÊM COMEMORAR.

Vá-se lá saber porquê...


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MVP da Taça da Liga?
Duarte Fonseca

A TVI passou o tempo a pedir que votassem no MVP do jogo por sms.

Ainda não sei o resultado apurado, mas visto o jogo não me deixa dúvidas.

Claramente o Xistra!

Sempre a decidir bem, com uma capacidade de desequilíbrio do jogo notável.

Fiquei impressionado!

E ainda teve tempo para piscar o olho a um companheiro de equipa, o Maxi Pereira.

Exibição de alto nível, parabéns ao MVP deste jogo!

O Xistra!

Desenganem-se aqueles que pensam que o lance com o Raul Silva foi o seu melhor momento, porque houve muito mais.

Do Xistra!


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Xistra resolveu!

Mais uma vez contra dez.

Que tal o Duque mudar o nome àquilo para taça Benfica?


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04 Abr 15

A final da Taça da Liga, "competição" que sempre tratou a verdade desportiva a pontapé, esteve para realizar-se a 25 de Abril. Afinal vai ocorrer a 28 de Maio.

Aprovo esta mudança de data - decretada com um perverso sentido de humor, certamente involuntário. Tem tudo a ver.


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29 Jan 15

Já aqui escrevi e repito: a Taça Lucílio Baptista não deve servir para mais nada, na perspectiva do Sporting, senão para observar, rodar e valorizar jogadores. E é isso que tem sido feito com sucesso nesta temporada. As promoções de Tobias Figueiredo, Tanaka e Ryan Gauld à equipa principal decorrem desta oportunidade, que merece ser realçada.

Tudo o resto é secundário atendendo à notória falta de prestígio de um troféu totalmente descredibilizado por arbitragens manifestamente incompetentes. O divórcio do público, que recusa comparecer nos estádios, confirma que esta prova só tem condições de subsistir se for alvo de profundas modificações.

Até lá, vamos fazendo observações.

 

E o que observei ontem, em Alvalade, frente ao Vitória de Setúbal?

Gostei a espaços de Wallyson, André Martins, Ricardo Esgaio, André Geraldes, Daniel Podence.

Gostei do regresso de Diego Rubio, outra opção para o nosso ataque.

Gostei que Gelson Martins tivesse nova oportunidade, sem dúvida merecida.

Em suma: bons desempenhos individuais, mas falta de coordenação de movimentos - algo natural atendendo ao facto de se tratar de uma equipa improvisada, sem rotinas competitivas. Mas também falta de capacidade física de alguns jogadores que estoiram ao fim de 45 minutos. E uma manifesta incapacidade de "resolver" o jogo com poucos passes. Nota-se a obsessão de transportar a bola em vez de a fazer rolar. Há sempre a necessidade de adornar o lance com duas ou três fintas perfeitamente escusadas que roubam energia e discernimento para a concentração naquilo que mais interessa: o remate com sucesso.

 

Ontem contabilizei seis oportunidades de golo não concretizadas:

16': Disparo bem direccionado de Miguel Lopes que o guarda-redes Lukas Raeder defendeu com dificuldade;

18': Grande remate de Tanaka, sem preparação, após centro de Esgaio para outra defesa aparatosa do guardião sadino;

19': Cabeceamento muito perigoso de Sarr após canto muito bem marcado por André Martins num período de sufoco para os setubalenses: outra grande defesa de Lukas;

34': Na marcação de um livre directo, André Martins envia a bola à barra;

50': Boa jogada individual de Esgaio, que remata a rasar o poste;

58': Esgaio novamente: desta vez a bola embate mesmo no poste após passe de André Martins.

 

Nenhuma equipa pode falhar tantas oportunidades. Este é uma tema que suscita certamente uma séria reflexão por parte da nossa equipa técnica, seja qual for o onze escolhido, seja em que competição for. Há que trabalhar muito nesta área porque quase todos os jogadores têm ainda uma larga margem de progressão.

É para isto, no fundo, que a Taça Lucílio serve. E para pouco mais.


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24 Jan 15
Nem menos nem mais
Pedro Correia

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Reflexão sobre a Taça Lucílio Baptista

Antes que haja uma decisão definitiva na matéria, e já que o assunto começou a ser debatido em blogues e redes sociais, tomo a iniciativa de antecipar qual deve ser a posição do Sporting na hipótese de uma meia-final contra o Benfica na Taça Lucílio Baptista: o critério, definido na época passada, de aproveitamento desta prova para rodar jogadores da nossa equipa B, deve manter-se em vigor. Não só porque tem resultado, como todos reconhecem, mas sobretudo porque o Sporting só deve ter uma palavra nesta matéria: não se pode desvalorizar esse troféu às segundas, quartas e sextas e valorizá-lo às terças, quintas e sábados.

Alterar o critério de formação da equipa nesta fase seria desconsiderar, em retrospectiva, respeitáveis adversários como o Boavista e o V. Guimarães, que já defrontámos. Pior ainda: essa alteração significaria desconsiderar todos os nossos jogadores que se bateram com inegável profissionalismo até ao momento e que não merecem, de modo algum, ser postos à margem devido a uma súbita reviravolta.

O Sporting precisa de opções claras e racionais, não ditadas pela emoção de cada momento. A chamada Taça da Liga está ferida de morte em matéria de credibilidade e prestígio: para perceber isto, basta ver como afugenta os adeptos dos estádios portugueses. Enquanto durar, o Sporting deve continuar a ver nela o que definiu em 2013/14: uma oportunidade para dar minutos de jogo a profissionais menos utilizados noutras competições.

Precisamente isto: nem menos nem mais.


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22 Jan 15
Ouro sobre azul
Tiago Cabral

A indignação que vai pelos lados do dragão só demonstra que o porto tem sido o clube mais beneficiado ao longo das últimas décadas. A tentativa de elevar o que ontem se passou na pedreira a um roubo descarado, a um escândalo sem precedentes, confirma o éden onde habitualmente vive o porto. Um jogo com casos que alterem a verdade desportiva, que não foi manifestamente o caso de ontem, é infelizmente o habitat natural de muitos clubes, o Sporting incluído. 

Até ao final da época, para esconder um monstruoso investimento num clube quase falido, a noite passada foi, por assim dizer, ouro sobre azul. Veremos agora todas as conversas a girar à volta de um suposto roubo num jogo da taça da Liga, sim aquela que ficou conhecida pela taça Lucílio Batista. Servirá assim este jogo para tapar a péssima gestão praticada pelo porto, os negócios opacos, que levam um clube que praticamente tudo ganhou nos últimos 30 anos, com vendas de jogadores verdadeiramente anormais, a estar à beira da falência. 

Como é lógico todos aguardamos pelo castigo exemplar que deve ser alvo Antero Henriques, dirigente do porto.


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Esta breve foi inspirada pela seguinte nota do Leão de Plástico: "Li num blog, desculpe-me o seu autor por não poder citá-lo, que Jesus valoriza agora a Taça da Liga quando passou 3 meses a desvalorizar a Champions. Eu acho que isso explica-nos muito do que é JJ…um grande treinador com uma mentalidade muito pequena. Forte entre os fracos, fraco entre os fortes".

Eu diria mais: Jesus é ridículo quando, por exemplo, "pica" o Sporting pelo facto de o Sporting desvalorizar a Taça da Liga. Vai-te coçar, ó Jesus: nós temos a Liga Europa, a Taça de Portugal e, não fosse o colinho, estaríamos a morder-te as canelas no campeonato. Em Portugal há um especialista em Taça da Liga e esse és tu. Foi o título que mais vezes ganhaste na vida. Fica com ele outra vez.


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Unânimes
Pedro Correia

Segundo o Tribunal d' O Jogo - autoridade máxima, em termos jornalísticos, para avaliar lances polémicos de arbitragem - o primeiro golo do Belenenses foi precedido de falta e o pretenso penálti cometido por Sarr nunca devia ter sido assinalado.

 

Sobre o primeiro golo, mal validado:

Jorge Coroado: «Camará tocou no pé do adversário, contribuindo para a sua queda, e ficou assim em condições para melhor e mais livremente procurar o golo, que conseguiu.»

Pedro Henriques: «Camará, de forma negligente, tocou nos pés de Rabia, acabando por derrubar e impedir o defesa do Sporting de disputar a bola. Infracção atacante passível de livre directo que não foi assinalado.»

José Leirós: «Golo ilegal. Tal como aconteceu com Montero em Alvalade na última jornada do campeonato, desta feita foi Camará que deu um toque subtil na perna do adversário. Não precisando de ser intencional, foi o suficiente para rasteirar e impedir Rabia de disputar o lance.»

 

Sobre o penálti mal assinalado:

Jorge Coroado: «Sarr estava no chão e ofereceu o corpo à bola, jogando-a com o peito. O ressalto posterior para o braço direito não podia ser evitado. Grande penalidade mal assinalada.»

Pedro Henriques: «A bola bateu no peito de Sarr e posteriormente foi tocar de forma casual no braço direito, que estava estático no chão. Não houve controlo ou domínio deliberado da bola.»

José Leirós: «A bola tocou no braço/mão de Sarr, mas este primeiramente jogou-a com o peito, estando no chão. Em nenhum momento quis utilizar os braços para jogar a bola.»


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Indignadíssimos
Edmundo Gonçalves

Após o jogo de ontem no estádio-com-o-nome-duma-companhia-de-seguros-francesa, Pinto da Costa assegurou, indignadíssimo, que para o ano o Fêquêpê jogará com a equipa B na taça Lucílio!

António Salvador, indignadíssimo, assegurou que o Braga jogará para o ano com a equipa B na taça Lucílio!

Tenho apenas uma pequena dúvida: será que o Braga pode jogar com duas equipas na mesma competição?

 


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21 Jan 15
Perdemos, e depois?
Edmundo Gonçalves

Lembro que esta é a taça que já tem dono, e em que circunstâncias a jogamos.

Sessenta e cinco minutos de grande nível dos miúdos.

Gauld, Wallyson e Podence, sinal mais!

Marco tardou a mudar e a refrescar o miolo.

Péssima arbitragem. Primeiro precedido de falta e terceiro não é penalti.

Gosto destes miúdos!

Aqui estão os nossos futuros craques!

Única "pena" deste jogo: quebrar a série de vitórias.

O jogo que conta "para o totobola" é Domingo, às quatro da tarde.


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Vais lá hoje?
Marta Spínola

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19:15. Lá estarei.  


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15 Jan 15

O resultado de 1-0 pode dar a entender um jogo complicado para a equipa do Sporting, ontem à noite.

Nada de mais enganador! Como aliás muito bem refere Pedro Correia em post abaixo.

 

A pequena nota que queria deixar e que me parece faltar nesse post (embora me pareça implícita, contudo há sempre gente distraída e é pra esses que vai esta nota), é que não havia necessidade de birra. Efectivamente os reforços anunciados são mesmo reforços! Há na equipa jovens com talento e com vontade de vencer! Jovens que Marco Silva está a saber, com competência, começar a potenciar e que a qualquer momento (como no próximo jogo com o Rio Ave, com as ausências de Maurício e Adrien, por castigo) podem entrar na equipa principal.

 

Vamos à oitava!


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14 Jan 15

1. Confirma-se que temos reforços. Estão mais perto do que muitos pensavam: no Sporting B ou à sombra dos titulares habituais, espreitando um lugar na equipa. O jogo de hoje em Alvalade para a Taça da Liga, contra o Boavista, reforçou a impressão que o de há duas semanas em Guimarães já tinha demonstrado: estes jovens que costumam manter-se no banco dos suplentes ou nem lá costumam sentar-se merecem uma oportunidade. Porque têm qualidade suficiente para dar o seu contributo. Que aliás já pode ser avaliado em números: dois jogos, duas vitórias. Três golos marcados, nenhum sofrido.

 

2. Andávamos vários de nós preocupados com as carências no ataque leonino e afinal, também aqui, havia uma solução pronta a utilizar. Tanaka, até há muito pouco preterido e já transformado no novo ídolo de Alvalade. Várias vezes defendi aqui que o japonês devia merecer a confiança de Marco Silva. Isto apenas com base na boa pré-temporada que fez com a camisola verde e branca, tendo-se distinguido então como o nosso melhor marcador. Agora, depois daquele espectacular pontapé de livre que valeu três pontos em Braga, já ninguém tem dúvidas: podemos e devemos contar com ele. Hoje voltou a marcar o golo da vitória, de grande penalidade. O mês vai quase a meio e ainda ninguém deu pela falta de Slimani, ausente no campeonato africano das nações.

 

3. A solidez do desempenho colectivo destas "reservas" do Sporting num onze de onde estiveram ausentes todos os titulares relega para segundo plano os realces individuais. Mesmo assim, faço alguns destaques. Tobias Figueiredo voltou a situar-se em alto nível, conferindo solidez e segurança ao eixo defensivo. André Geraldes reforçou a excelente impressão que me causara em Guimarães apesar de nos dois jogos, enquanto lateral esquerdo, actuar fora da sua posição de origem, que é na ala oposta. Rosell soube gerir bem a posse de bola e ligar os sectores, mas tem de se acautelar com os cortes demasiado exuberantes atendendo à tendência dos árbitros portugueses de inflacionar a exibição de cartões. Ryan Gauld voltou a ser muito influente, nomeadamente nas recuperações de bolas e na jogada mais decisiva do encontro, ao provocar o contacto com o guarda-redes adversário de que resultou o penálti. Esgaio regressou a uma posição que conhece bem, como ala direito, e correspondeu à aposta que nele fez o treinador: destaco dois passes para Tanaka, aos 37' e 64', que quase funcionaram como assistência para golo. Podence, muito dinâmico, voltou a revelar qualidades: precisa apenas, em certos lances, de libertar mais cedo a bola. E Slavchev, que tinha sido o jogador mais apagado em Guimarães, revelou desta vez bons apontamentos enquanto o físico resistiu, mas falta-lhe rodagem para aguentar mais de 45 minutos.

 

4. Esta noite, mais ainda do que no desafio de Guimarães, estes jogadores que raras vezes têm treinado e actuado juntos organizaram-se em campo com verdadeiro espírito de equipa. Gerindo a posse de bola com muita inteligência. Ganhando ressaltos por sistema aos adversários. Ocupando eficazmente tanto os corredores como o espaço central nas missões ofensivas e defensivas. E criando sucessivas linhas de passe no meio-campo do Boavista, que mesmo a jogar com mais um durante a meia hora final - devido à expulsão de Rosell por discutível acumulação de cartões amarelos - nunca traduziram em campo essa superioridade numérica. Pelo contrário, parecia até que era o Sporting a ter um jogador a mais.


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30 Dez 14

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1. Entrando em campo sem a menor perspectiva de vitória, a avaliar pelo que diziam os comentadores apostados em incensar a turma anfitriã como a "equipa sensação" do campeonato, o onze leonino - sem nenhum dos habituais titulares - bateu-se com garra e venceu a partida contra o V. Guimarães para a Taça da Liga por dois golos sem resposta, confirmando que temos mais alternativas de qualidade do que os tais comentadores admitiam até agora.

 

2. Esta foi a vitória da competência de uma equipa onde se registaram quatro estreias absolutas em competições oficiais no nosso onze titular: Geraldes, Gauld, Slavchev e Tobias Figueiredo. A vitória de uma equipa muito disciplinada tacticamente, muito bem posicionada no terreno, com linhas compactas, e que revelou um notável espírito de entreajuda do primeiro ao último minuto. Pôr o factor colectivo acima de qualquer individualismo foi a palavra de ordem. Que resultou.

 

3. Esta característica ficou patente logo no primeiro golo, aos 5', com Heldon a rematar cruzado à entrada da área, culminando uma jogada colectiva que também teve Daniel Podence e Ricardo Esgaio como protagonistas. O passe de Esgaio, que desenhou uma linha diagonal a lançar Heldon com sucesso, revela muito mais do que inspiração: é também resultado de muita transpiração nos treinos.

 

4. Não é possível iludir a questão: há mesmo potenciais reforços na equipa B. Esta partida da Taça da Liga tornou isso ainda mais evidente. Desde logo no bloco defensivo, com óptimas exibições de Tobias Figueiredo, no lugar habitualmente ocupado por Maurício, e do surpreendente André Geraldes, para mim o melhor sportinguista neste jogo. Sabemos que sofreu um apagão na pré-temporada mas esta noite fez uma partida de alto nível em Guimarães, na posição onde têm alternado Jefferson e Jonathan Silva, batendo-se como um leão contra Hernâni, o mais perigoso elemento da equipa adversária. André e Tobias têm potencial para voos mais altos.

 

5. Também merecem destaque outras exibições: Ryan Gauld (com muito trabalho defensivo e três excelentes assistências - uma delas de 40 metros - aos 35', 57' e 61'); Podence (dotado de boa técnica e capacidade de se superiorizar nos confrontos individuais) e Wallyson (que dinamizou o nosso meio-campo com os seus passes longos, um dos quais originou o segundo golo, marcado pelo recém-entrado Dramé aos 90'+4). Apetece apostar neles como mais-valias do Sporting num futuro próximo.

 

6. Realço ainda as exibições de Marcelo Boeck, desta vez muito seguro (ao contrário do que sucedera contra o Vizela na Taça de Portugal), Esgaio (mesmo arriscando muito menos incursões ofensivas pelo seu flanco do que é costume) e Tanaka (com um disparo aos 63', na marcação de um livre directo, proporcionando ao guardião vimaranense Douglas a defesa da noite). Conclusão: todos eles merecem mais oportunidades. Outra conclusão: ao contrário do que muitos parlapatões juravam, vários reforços leoninos são isso mesmo - reforços.

Com este jogo, de alguma forma, o Sporting cresceu.


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Confirma-se
Pedro Correia

O desaire da equipa há oito semanas, no estádio Afonso Henriques, foi um mero percalço. Como bem comprova a saborosa vitória esta noite conquistada, no mesmíssimo local, pela nossa equipa B.

 

Temos um banco de qualidade. E jogadores ainda não utilizados na equipa principal que podem ser considerados verdadeiros reforços. Com a vantagem acrescida de alguns serem fruto da nossa formação.

 

O Sporting é o único clube português que se conserva em todas as frentes. Até na Taça Lucílio Baptista.


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27 Abr 14
Justiça divina
Antonio Figueira

Os deuses da bola, omnipresentes & omniscientes, recordaram esta noite uma verdade elementar: que não é com espertezas saloias, do género "deixa lá começar depois para ver quantos há no jogo deles", que se salvam épocas.


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21 Fev 14
Vamos a eles
João António

Nem que seja só para chatear. Acho muito bem que se vá até ás ultimas consequências  nesta história da Taça da carica.


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16 Fev 14

Não vi o Rio Ave - Braga de sexta-feira, mas vi o resumo. Pareceu-me uma grande “benquereçada”. Não sei se é interesse em destruir o Braga ou em destruir a Taça da Liga, mas a arbitragem de Olegário foi certamente mais um prego na credibilidade dessa competição tão malfadada. E mostra como as arbitragens fazem mesmo jogos.

 

Já quanto ao jogo de Alvalade, os meus óculos de lagarto dizem-me que a 2ª parte de menor domínio do Sporting se deveu a uma arbitragem que sistematicamente empurrou o Olhanense para o meio-campo do Sporting. Não havia um único contacto físico que ele não marcasse falta (e já recomeçou a contagem de amarelos a William...). Mas mesmo que isto seja uma perspectiva lagarta, a quantidade de faltas que o homem marcou destruiu qualquer possibilidade de jogo. Não vale a pena discutir muito: as arbitragens fazem mesmo jogos.


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12 Fev 14

... sobre os tempos do caso das meias-finais da Taça da Liga. Na Comissão de Disciplina da FPF, o Sporting ganha 4 a 3. FC do Porto recorre para o Conselho de Justiça. Neste, ganha 5 a 2 - e a pena aplicada é uma multa. Melhores tempos virão.


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07 Fev 14

1 - Um dos melhores jogos de futebol a que assisti foi o Dinamarca-Espanha no Mundial de 86 no México. Venceram os espanhóis por um concludente 5-1, com quatro golos de Emilio Butragueño. A táctica que “nuestros hermanos” apresentaram foi suficiente para derreter a defesa da selecção dinamarquesa. Recordo que os espanhóis jogaram essa partida com um bloco muito subido, não autorizando que os atletas nórdicos aplicassem a velocidade e a força como em jogos anteriores.

 

2 - No próximo Domingo, o Sporting devia apresentar-se de forma a não deixar os jogadores do clube de Carnide explanar o jogo. A equipa leonina tem argumentos suficientes para “estragar” a festa lampiã. Mas para isso é obviamente necessário que Leonardo Jardim incuta nos jogadores um forte espírito de sacrifício e de luta. Porque nem sempre ter melhores jogadores é sinónimo de melhor equipa.

 

3 – Tenho lido hoje alguns comentários dispersos sobre o árbitro do próximo derby, observando que andou na escola com Jardim, que é amigo de Jardim, enfim… imbecilidades. Só espero e desejo que, seja qual for o resultado, o árbitro se torne invisível qb. Gosto de ganhar sim, mas com galhardia e competência, não a qualquer preço, como a maioria dos adeptos do clube de Carnide!

 

4 – Finalmente o bizarro caso da Taça da Liga. Cheira-me que o FCPorto matou este troféu. Desde a sua génese que a equipa da cidade Invicta nunca se mostrou muito… como direi… empenhada na disputa e conquista desta Taça! Foi o ano passado pela segunda vez à final, perdendo-a desta vez para o Braga. E perante os últimos desenvolvimentos é muuuuuuuito provável que a Taça da Liga tenha os dias contados. Como diz o povo: “quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita”.


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05 Fev 14
Houve Taça
Luciano Amaral

Enfim, houve Taça em Penafiel. Embora tivessem de queimar tempo com o guarda-redes (que levou o respectivo amarelo). É o sortilégio do futebol: nem sempre ganha o melhor.


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Vamos lá a ver
Edmundo Gonçalves

... Se não acaba da mesma forma de sempre, ou seja, em "águas de bacalhau":

"Comissão de Inquéritos conclui que existiu dolo do F.C. Porto no atraso com Marítimo"

"Segundo o relatório da CII, estará em causa a infração dos números 1 e 2 do Artigo 116º do Regulamento Disciplinar (Atraso do início ou reinício dos jogos e da sua não realização ou conclusão), que prevê que «serão os clubes punidos com a sanção de derrota e, acessoriamente, com a sanção de multa».

 

A gente sabe que a Taça Lucílio vale o que vale, mas que duma vez por todas coisas destas não fiquem no limbo da impunidade.


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