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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Ristovski, o único de faca na liga

Ontem em Alvalade, em partida a contar para a faca na liga, perdão, Taça da Liga, Jorge Jesus rodou a equipa toda. Dir-se-ia que foi um suicídio. Nesse sentido, a equipa ter entrado em campo vestindo o equipamento Stromp foi premonitório. 

Este jogo serviu essencialmente três propósitos:

1) Primeiro enigma resolvido: ficámos todos a saber que na Taça da Liga não há VAR. Os adeptos do Benfica é que ficam sem desculpas: se a coisa der para o torto, já não podem dizer que a culpa foi do VARela...

2) Foi desfeito o enigma do que une Bruno de Carvalho ao sócio 100.000 (Cristiano Ronaldo), e não, uma certa oposição que meta a "viola no saco", não é a conta bancária. Aguarda-se com expectativa novo quebra-cabeças aquando do próximo jogo com o União da Madeira, temendo-se que seja o sócio 150.000 (Eric Cantona), o escolhido, desconhecendo-se neste momento se o presidente possui algum expertise em artes marciais (a alternativa pode ser comunicarem por sinais de fumo). 

3) O enigma da contratação de Ristovski: apesar de até ter aprendido a gostar de Piccini, ganhámos cabalmente um jogador para alternativa ao actual titular. Trata-se de Ristovski e ameaça rapidamente conquistar Alvalade. Para os mais cépticos, quero dizer que se aos 25 anos já Alexandre Magno dominava o mundo, não há razão para o nosso macedónio não dominar, pelo menos, o flanco direito.

Não haverá muito mais a dizer. Jogo sensaborão, agitado com os já costumeiros remates aos ferros. Quase no fim, em dia de tanto ENIGMA ainda entrou o BATMAN (BATtaglia), mas o dia não era para super-heróis. Com o calendário carregado, deixámos a decisão do nosso futuro nesta competição para as calendas gregas. Para já, lideramos (e bem) o campeonato. Spooooooooooorting !!!!

 

 

O jogo terminou como começou

Jogo monótono, sem chama, do Sporting que esta noite recebeu o Marítimo em Alvalade para a Taça da Liga. O estádio estava meio vazio. Apenas dois jogadores que tinham sido titulares contra o Tondela no sábado actuaram hoje: Alan Ruiz e Iuri Medeiros.

Jorge Jesus aproveitou para lançar vários jogadores que ainda não tinham sido vistos neste campeonato. Estreia absoluta do guarda-redes Salin com a camisola verde e branca. Estreia do lateral direito macedónio Ristovski  como titular. Outras estreias nesta época oficial 2017/2018 enquanto titulares do nosso onze: André Pinto, Tobias Figueiredo, Petrovic e Mattheus Oliveira. Mais de meia equipa, portanto.

Poucos jogadores aproveitaram devidamente esta oportunidade. O desafio terminou como começou: empatado a zero. Ao nível da Taça da Liga, afinal.

Tobias ostentou a braçadeira de capitão, mas faltou-nos um comandante em campo. Faltou também intensidade. Faltou velocidade. Faltou vontade de vencer um Marítimo muito fraco, que foi incapaz de levar verdadeiro perigo à baliza leonina. E faltaram os golos, o que não admira: Bruno Fernandes, Bas Dost e Gelson Martins - os nossos melhores goleadores - não chegaram a calçar.

 

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SINAL VERDE

SALIN. O guarda-redes suplente de Rui Patrício deu boa conta do recado, mostrando-se seguro e atento nas raras vezes em que foi chamado a intervir. Duas vezes a punho (32', 52'), outra agarrando a bola com firmeza (66'). Transmitiu segurança e personalidade.

RISTOVSKI. Primeiro jogo a sério do lateral macedónio pelo Sporting. Prestação muito positiva. Pela velocidade e pela capacidade técnica. Bons cruzamentos, boa cobertura defensiva. Ganhou duelos e esticou bem o jogo. É mesmo alternativa a Piccini.

JONATHAN SILVA. Teve a melhor exibição até ao momento nesta época. Infatigável a percorrer o seu corredor, fez várias incursões na área e diversos cruzamentos com perigo. Pena que os colegas não tivessem dado a melhor sequências aos seus passes.

PETROVIC. Coube-lhe a missão de médio defensivo, que cumpriu sem brilhantismo mas com eficácia. Teve precisão no passe, embora lhe falte um pouco mais de ousadia para tentar o passe longo. Protagonizou o melhor momento ofensivo com um grande cabeceamento à barra (20').

DOUMBIA. Foi talvez o elemento mais desequilibrador do Sporting. Jogador de área, muito móvel, buscou a bola e rematou sem grandes cerimónias. Aos 20', atirou ao lado. Aos 30', o pontapé saiu-lhe a rasar a barra. Aos 49', quase marcou. Nunca deu um lance por perdido. Nunca desistiu.

 

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SINAL AMARELO

TOBIAS FIGUEIREDO. Perde na comparação com os centrais titulares, mas desempenhou com regularidade o essencial da sua missão. Colocando bem a bola na frente e não hesitando ele próprio em progredir no terreno. Perda de bola comprometedora aos 44'. Tem de ganhar mais calo.

ANDRÉ PINTO. Ainda não se tinha dado por ele neste campeonato. Continuou sem causar grande impressão. É verdade que ajudou a tapar os caminhos para a nossa baliza, que ficou invicta, mas denotou alguma incapacidade de iniciativa na fase de construção.

PODENCE. Jesus lançou-o em jogo aos 56'. Vindo de uma lesão, após mais de um mês de paragem, não podia estar na melhor forma. Mas imprimiu velocidade à equipa e fez passes com qualidade. Bom lance pela ala esquerda aos 75'. Tentou o golo com um remate rasteiro aos 61'.

ACUÑA. Parecia destinado a descansar desta vez, mas o treinador acabou por chamá-lo aos 56', rendendo um ineficiente Iuri. Acelerou o jogo e trouxe qualidade técnica ao nosso ataque, faltando-lhe no entanto aquela intensidade a que já nos vem habituando.

BATTAGLIA. Último suplente a ser chamado, para a posição 8, entrou aos 73', rendendo Alan Ruiz. Jesus apostou nele como trunfo para dar a volta à partida. Mas o argentino, apesar de todo o seu voluntarismo, não chegou para sacudir o marasmo dominante.

 

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SINAL VERMELHO

MATTHEUS OLIVEIRA. Falta de ritmo, falta de velocidade, uma inexplicável apatia. Vê-se que tem alguma técnica, mas falta-lhe intensidade e vibração. Incapaz de fazer a diferença no meio-campo leonino. Aos 35', falhou o remate, limitando-se a passar ao guarda-redes. Deu lugar a Podence aos 56'.

BRUNO CÉSAR. Trapalhão, sem conseguir simplificar processos nem encontrar o caminho mais curto para a baliza do Marítimo. Fez uma primeira parte regular, marcando bem um canto aos 20', mas foi-se apagando e acabou sem fulgor, com um remate muito torto aos 90'. Cadê o "chuta-chuta"?

IURI MEDEIROS. Segundo jogo seguido como titular, segunda oportunidade perdida para o extremo da formação leonina. Demasiado encostado à linha, demasiado previsível, cedendo à marcação, destacou-se apenas num lance aos 52'. Insuficiente. Dois minutos depois deu lugar a Acuña.

ALAN RUIZ. Jesus voltou a apostar nele, mas o argentino teima em não corresponder. Médio mais avançado no terreno, tentou o remate de meia-distância aos 58', mas a bola sobrevoou a barra. Errático, lento, com pouca cultura táctica. Ninguém se surpreendeu que saísse, aos 73'.

Parabéns, Leão!

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Augusto Inácio conquistou a Taça CTT como técnico do Moreirense, após ter derrotado o FC Porto na fase de grupos, eliminado o Benfica nas meias-finais e vencido o Braga há pouco na final, disputada no Algarve. Uma brilhante conquista deste Leão, que tem no seu currículo a conquista de campeonatos para o Sporting como jogador e como treinador.

Para esta proeza inédita do Moreirense - que leva enfim um troféu nacional para a sua sala de troféus - muito contribuíram os jovens sportinguistas Francisco Geraldes e Podence, que estão quase de regresso a Alvalade, e o nosso ex-jogador Dramé, cedido no último defeso ao clube de Moreira de Cónegos.

Parabéns a todos eles. E sobretudo ao Inácio, que continua a exibir a sua inconfundível garra leonina.

Desvergonha e despudor

A nossa equipa foi afastada esta noite do primeiro troféu da temporada oficial portuguesa, a agora chamada Taça CTT, pela intervenção do árbitro. Um tal Rui OIiveira, com total desvergonha e despudor, inventou uma grande penalidade contra nós no último minuto do jogo contra o V. Setúbal, no Bonfim. Não pode haver duas opiniões sobre a inexistência desta falta, que custou ainda um absurdo cartão amarelo a Coates: o internacional uruguaio nada fez à margem das leis.

Esta impunidade total dos árbitros, que desvirtuam grosseiramente a verdade desportiva, está a matar o futebol em Portugal. Há que dizer isto com todas as letras, sem poupar palavras. Jornada após jornada do campeonato e de outras competições futebolísticas, tudo se conjuga para levar uma equipa uma vez mais ao colo, como andor em procissão, e lançar as restantes borda fora, cada qual por sua vez.

Os adeptos do Sporting - como de outros clubes - indignam-se justamente. É um escândalo que se perpetua época após época, por mais que os dirigentes da Liga e da arbitragem vão mudando. Por isso achei prematuro e descabido o comunicado que Bruno de Carvalho divulgou logo após a segunda jornada do campeonato, elogiando "o esforço e o empenho dos árbitros de primeira categoria para, nas partidas a que foram chamados, fazerem boas exibições e actuarem de acordo com as regras". Por isso fiquei perplexo ao verificar como Pedro Madeira Rodrigues saiu hoje no Record em defesa dos apitadores, declarando que "esta suspeita geral pela arbitragem é terrível e é outra coisa que queria muito mudar no Sporting", invertendo o ónus da culpa. Como se os árbitros fossem inocentes e os culpados fôssemos nós, que os criticamos sem reticências nem ambiguidades.

Esta noite registou-se mais uma página negra na arbitragem portuguesa. São já tantas que lhes perdemos a conta. Perante isto, interessa pouco falar de tudo o resto. Seja quem for que dirija o Sporting, há-de sempre levar com isto. Se for anjinho, leva a dobrar. Fale grosso como Bruno ou fale fino como Madeira Rodrigues.

Os apitadores neste momento só respeitam uma cor clubística - a que transportam ao colo. Tudo o resto é para deitar abaixo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial (1-0) sobre o Varzim num desafio para a Taça da Liga que praticamente nos coloca nas meias-finais desta mini-competição. Uma vitória que começou a ser construída cedo, logo aos 19'.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser a estrela da equipa - e o melhor em campo - ao protagonizar soberbas jogadas de futebol pela ala direita, uma das quais resultou no nosso golo. Criativo, desequilibrador, fez dois excelentes cruzamentos com selo de golo, desperdiçados por colegas, aos 29' e 56'. Ele próprio esteve quase a marcar o segundo, aos 86' e no último minuto do tempo extra. É um prazer vê-lo jogar.

 

De Campbell. Sem ser tão exuberante como Gelson, fez igualmente uma boa exibição. Ficou na retina de todos uma espectacular desmarcação aos 62', junto à linha esquerda, que resultou num centro milimétrico desperdiçado por Bas Dost, que hoje foi muito perdulário. Antes, aos 29', protagonizara um lance semelhante, a que os avançados (Dost e Castaignos) não conseguiram dar a melhor resposta. Desmarcou também muito bem Gelson aos 86' num lance que podia ter dado golo.

 

De Esgaio. Atento a defender, boa articulação com Gelson Martins à frente. Fez a assistência para o golo, que resultou de uma tabela entre ambos.

 

De Coates. Continua a exibir classe. É o patrão indiscutível da nossa defesa (hoje com Douglas como parceiro no eixo central). Tecnicamente muito evoluído, nunca dá uma bola como perdida. Sempre atento, assinou bons cortes aos 51' e aos 56'.

 

De ver pela primeira vez cinco reforços desta época no onze titular. Beto (que não fez uma defesa), Douglas, Campbell, Castaignos e Bas Dost alinharam de início. Sem deslumbrar nem comprometer.

 

Da boa réplica do Varzim. Sem ter feito um remate colocado à nossa baliza, armou bem a defesa e protagonizou lances interessantes de contra-ataque. Nem parece uma equipa que se encontra num modesto 9.º lugar da Liga de Honra.

 

 

Não gostei

 

Da hora do jogo. O apito inicial só soou às 21.15 desta noite, a penúltima do ano. Horário impróprio para assistir a uma partida de futebol em noite de Inverno. Mesmo assim havia quase 25 mil espectadores em Alvalade.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que Lima Pereira, do Varzim, podia ter visto o cartão vermelho, o nosso capitão ficou incapacitado para jogar, acabando por sair quatro minutos depois, aos 58', sob uma chuva de aplausos. Resta saber quanto tempo ficará inactivo.

 

Da falta de velocidade. Só Gelson Martins, remando contra a maré, transmite a ideia de pretender acelerar o jogo leonino. A grande maioria dos jogadores enrola-se numa sucessão de passes, em versão pobre do tiquitaca catalão, sem progressão no terreno, perdendo a noção da baliza. A incapacidade de decidir a partida num segundo remate vitorioso resultou também do ritmo demasiado pausado da nossa manobra ofensiva.

 

Dos assobios. Dobrados os 80 minutos, o Sporting logo começou a jogar a passo, a congelar a bola e a devolvê-la ao guarda-redes. Intenção óbvia: defender a magra vantagem frente ao Varzim. Os jogadores receberam uma monumental assobiadela, comportamento que sou incapaz de elogiar. Embora, de facto, não fizesse o menor sentido defender o resultado a dez minutos do fim frente a uma equipa do segundo escalão.

 

Dos golos desperdiçados. Bas Dost não pode queixar-se de falta de oportunidades. Muito bem assistido por Campbell, enviou uma bola a rasar o poste aos 62'. Desperdiçou um bom cruzamento (aos 29'). Falhou um remate à meia-volta defronte da baliza (no tempo extra da primeira parte). Tentou, sem sucesso, marcar de costas (71'). Não deu a melhor sequência a uma boa tabela com Bryan Ruiz (72'). Também Castaignos podia ter marcado, aos 29' e aos 33'.

 

Que Markovic não jogasse. Não fez falta nenhuma.

Crepusculava em Lisboa quando prateado a aninhou

O futebol não atinge o patamar do mito o tempo todo. Em determinados jogos, contudo, forças poderosas se galvanizam (...) e atravessam o gramado em ângulos improváveis. É aí que surge o craque para dialogar com as forças que o jogador medíocre nem sente (...) cavalgando (...) e toureando (...) para sua maior glória e a nossa também, amém.

 
Crepusculava em Lisboa, Neto chega a casa, despe o terno, melhor dizendo, desenverga o duque (não vestira colete) pendura o paletó no cabide da entrada e deixa a calça jogada no chão, fazendo companhia para os sapatos e para as meia.
Neto tinha pressa, na tela jogava o seu Sporting, o seu time desde que vivia em Lisboa.
Existiam outros times em Lisboa, havia um em Belém que Neto não desgostava, outro próximo dum shopping gigantesco, o time da viadagem e dos cheiradores da porta 18, contudo, nenhum deles ganhara o coração de Neto, o Sporting sim, um time de gente bem, um time de gente boa.
Como Deus o pôs no mundo (mas de cachecol com leão rampante e "És a nossa Fé" ao pescoço) Neto dirige-se à geladeira, de cerveja na mão e controle remoto na outra veste o calção e a t' shirt.
Senta.
Vê.
O que vê, Neto?
No canto esquerdo de quem olha prá tela dizia: SPORT.TV 1, no canto direito SPO 0 0 ARO 42:57.
A bola está com um cara do Arouca que corre o meio campo do Sporting sem oposição, onde estariam os jogadores do Sporting?
Estão repousando? Estariam pensando no intervalo e na bronca que o mister Jesus lhes daria?
Neto não sabia (acabara de se sentar no sofá, de cerveja na mão).
43:07, Beto faz uma defesa a dois tempo, impedindo um cruzamento assassino.
Atira no meio, pró meia armador, Markovic, que procurando armar, desarma para Jefferson, este empurra a bola para Petrovic que desanuvia o jogo para Paulo Oliveira, Paulo lança para o nazareno, Esgaio domina e serve  Campbell junto à linha, Neto sorri, "não vai dar sopa, pensou", o extremo da Costa Rica, encosta pró prateado Ruiz, Ruiz decide atrasar para Petrovic, 43:40, a bola era dos moços da camiseta Stromp e Neto bebericando a sua cerveja, apreciava.
Petrovic com um" finge que vai para lá e vem para cá" tira da jogada seis arouquenses, não sabiam mais se estavam no gramado de Alvalade ou nos passadiços madeirentos da terra natal, mais de meio Arouca buscando a bola e ela lá, no mestre André, vira-lhe as costas e beija a redondinha com o calcanhar esquerdo.
Ruiz decide-se, toca a esfera, meigamente, troca os pés, toca a princesa, acaricia-a, ajeita-a e aninha-a no véu.
43:47, Neto salta no sofá, salta do sofá, salta, grita, gol!
"A camiseta verde do Sporting é mais poderosa que a camiseta vermelha fajuta do América", pensa Neto enquanto se dirige prá geladeira. 

 

Bafo-de-Onça

Eu confesso que fui a Alvalade sem qualquer expectativa que não fosse ver o bafo do cigarro electrónico de Bruno de Carvalho.

E os jogadores que hoje Jesus colocou em campo fizeram que eu passasse a maior parte do tempo a tentar descortinar se o presidente exalava fumo ou vapor de água.

Eu compreendo e apoio a decisão de Jesus em colocar as segundas linhas; É aqui, nesta competição sem qualquer importância, que têm que tentar ganhar ritmo. Mas que diabo, custava-lhes muito corresponder à confiança do treinador?

Há por ali gente que está manifestamente fora dela e que, senhores, veio como reforço! Repito, como re-for-ço!

Digam-me lá que tem Petrovic que não tem Palhinha, se fazem o favor. Ou o que anda um Alan Ruiz a fazer passeando-se a passo, passe a redundância, durante o tempo em que esteve (está) no campo? Ou que veio acrescentar Castaignos? O Markovic, alguém deu por ele? O Iuri Medeiros não tinha lugar nesta equipa?

Mau, muito mau, quando num jogo de reservas, contra o Arouca que apresentou também ele uma segunda equipa, o futebol praticado foi confrangedor, duma pobreza franciscana.

Apesar de eu achar que se algum dia calhar ganharmos esta competição devemos entregar a taça à Liga, não invalida que eu ache que quem entra em campo com aquela camisola vestida, não deva entregar-se a fundo.

Foi tão mau, que os nossos melhores foram Paulo Oliveira e Beto, os únicos, com Campbell se quiserem, que estiveram mesmo em campo.

Ah, Jefferson, dizem-me que jogou. Confesso que não o vi. Provavelmente o presidente bafou mesmo e eu no meio de tanto vapor, nem o vi.

Lá terão que ser gastos em Janeiro alguns dos 63 milhões de lucro do 3.º trimestre desta época.

E por favor, tratem da guia de marcha desta malta, 'tá bem?

Ah, uma última questão: Posso pedir os meus 5,01€ de volta?

 

A farsa da taça da liga

É comum, é normal e até aceitável, que as equipas com aspirações a ganhar os troféus em disputa possam, ou melhor, optem por certas provas em detrimento de outras. Foi assim com o Sporting este ano, com a desvalorização das competições europeias e a taça da liga. Resulta esta opção pela sobrecarga de jogos em determinados momentos da época, que podem e vão influenciar de forma decisiva a participação dos clubes nas provas onde competem. Faz parte das regras do jogo, os planteis são formados com esse pressuposto e alterar apenas para alguns esta regra é obviamente alterar a verdade desportiva de todas as competições.

Este sábado 16 de Abril disputa-se a final da taça da liga. De facto é a data que está marcada desde o início do ano futebolístico. O problema é que hoje, dia 15 de Abril, ainda falta disputar uma das meias-finais, a que opõe o Braga ao benfica. E tudo indica que esta meia-final só irá ser disputada em data que convenha ao clube da luz. Ontem Paulo Fonseca, treinador do Braga, adiantou o dia 21 de Abril, próxima quinta-feira, como data dessa meia-final. Foi de imediato desmentido pelo benfica.

Assim temos uma competição, que ao longo da sua ainda curta história já nos proporcionou episódios tão caricatos como demonstrativos da podridão em que assenta o futebol luso, a ser mais uma vez a prova em como se alteram calendários, com a anuência dos responsáveis da Liga, apenas para beneficiar um clube em relação a todos os outros. 

O benfica lá continua a fazer o seu papel, tem apenas o campeonato para disputar e recusa-se a jogar a meia-final na quinta-feira, data que cumpre as 72 horas regulamentares. 

A meia-final e a final hão-de ser jogadas quando der jeito aos donos do pré-fabricado. Porventura depois do fim do campeonato.

Descubra as diferenças

Taça da Liga.

O Benfica ganhou ao Clube Oriental de Lisboa, por 0-1;

O Sporting perdeu com o Portimonense Sporting Clube, por 2-0;

O Porto perdeu com o Futebol Clube Famalicão, por 1-0.

Para além da evidência da vitória do primeiro e da derrota dos restantes, houve um factor determinante em cada um dos jogos.

Sabe qual foi?

Eu dou uma dica: É brasileiro como o do Sporting e o do Porto.

Pódio: Bruno César, Schelotto, Aquilani

Vale o que vale: só por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Portimonense-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Bruno César: 15

Schelotto: 15

Aquilani: 14

Matheus Pereira: 12

Montero: 12

Ewerton: 12

Marcelo Boeck: 12

Paulo Oliveira: 12

Zeegelaar: 12

João Mário: 10

Carlos Mané: 10

Teo Gutiérrez: 9

William Carvalho: 9

Tanaka: 1

 

A Bola elegeu Bruno César como melhor sportinguista neste jogo. O Record optou por Aquilani. O Jogo não escolheu nenhum.

A posição do guarda-redes aquando da marcação do "penalty"

20160119_213834.jpgQuando publiquei este post (ontem, às 21h47) deixei-o, propositamente, sem texto.

Aquilo que constatamos é que o penalty de William foi defendido de forma ilegal, ponto.

Podemos discutir se com Aquilani em campo deveria ter sido o nosso capitão a tentar a conversão da penalidade, a última vez, no jogo com o Belenenses, correu bem. Recupero o que Pedro Correia escreveu: Recuperou bolas, abriu linhas de passe, empurrou a equipa para a frente. E protagonizou o momento do jogo ao marcar de forma exemplar, com nervos de aço, a decisiva grande penalidade que nos deu a vitória aos 93'. O melhor Leão em campo.

Se tivesse convertido a questão não se colocava, como falhou, devido à posição incorrecta do guarda-redes na baliza, deveria ter sido outro.

O primeiro comentário que recebi diz: é melhor não irmos por aí ou seja, como o jogo de ontem não foi dos mais conseguidos, basta vermos quem foram os jogadores escolhidos, a defesa nunca jogara junta, o meio campo, idem e o ataque - Montero, Teo e Mané - já tinham jogado juntos mas não, exactamente, nas posições que jogaram ontem; como o jogo não foi o mais conseguido, dizia, merecemos que se abatam sobre nós as dez pragas do Egipto.

Como o jogo não foi conseguido, o primeiro golo do Portimonense pode ser obtido em fora de jogo, os nossos ataques podem ser, sistematicamente, cortados por pretensos foras de jogo e o guarda-redes pode avançar ao encontro da bola aquando da marcação do penalty, porque como escreve o Carlos: Estava 10 cm à frente, como todos os GR estão em todos os penaltis marcados no mundo inteiro, então mude-se a lei o guarda-redes pode avançar 10 cm (seriam mesmo 10 cm?) e pronto.

Já em tempos escrevi aqui sobre o facto de pensar que apesar de jogarmos mal (e ontem jogámos mal) não temos de ser ou melhor não deveríamos ser, recorrentemente, prejudicados pelas arbitragens.

Pódio: Gelson Martins, Matheus, Bryan Ruiz

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Matheus Pereira: 18

Bryan Ruiz: 17

Jefferson: 17

João Mário: 15

Aquilani: 15

Naldo: 15

Paulo Oliveira: 15

Adrien: 14

Slimani: 13

Schelotto: 13

Montero: 12

André Martins: 12

Marcelo Boeck: 8

 

A Bola elegeu Matheus Pereira como figura do desafio. O Jogo e o Record optaram por Gelson Martins.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Grande exibição e vitória concludente nesta estreia na Taça da Liga 2015/16. Vulgarizámos a equipa do Paços de Ferreira, responsável pelo único empate caseiro que sofremos até agora no campeonato.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo, o melhor jogador em campo. Marcou um golo (o segundo) e fez assistência para outro (o primeiro). Missão cumprida com brilhantismo.

 

De começar a vencer cedo.  O nosso primeiro golo surgiu logo aos 8', num disparo de Aquilani, muito bem colocado.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho substituiu André Martins a meio da segunda parte. E não tardou a mostrar serviço, aos 72', marcando um excelente golo, com toda a calma do mundo, fazendo um chapéu ao guarda-redes. Pura classe.

 

De Jefferson. Parece ter regressado à boa forma anterior, com ataques velozes e perigosos. Foi dele a assistência para o golo de Bryan Ruiz.

 

De Matheus Pereira. Grande partida do jovem brasileiro, que teve óptimos apontamentos sobretudo no flanco esquerdo. Foi de um excelente passe dele que nasceu o nosso terceiro golo.

 

De João Mário. Substituiu Adrien na segunda parte e teve prestação muito positiva a organizar jogo e a lançar os colegas das linhas dianteiras.

 

De Schelotto. Jesus lançou-o em estreia no Sporting, como lateral direito. O italo-argentino começou algo nervoso, mas foi estabilizando e acabou a dominar o seu corredor. Tem elevada estatura e demonstrou boa condição física.

 

Do apoio das bancadas. O jogo atraiu quase 24 mil espectadores ao estádio. Um número que merece registo atendendo ao facto de se tratar de uma competição que o Sporting nunca valorizou e ao período de férias que atravessamos.

 

Do ensaio para o clássico de sábado. O Sporting demonstrou grande robustez física e psicológica, superando mais este obstáculo, enquanto o FC Porto foi derrotado em casa pelo Marítimo (1-3), também hoje, para a Taça da Liga.

 

De dizer adeus a 2015 com uma vitória. Este foi o ano do nosso regresso aos títulos, com a conquista da Taça de Portugal (frente ao Braga) e da Supertaça (contra o Benfica). Para recordar, sem dúvida.

 

 

Não gostei

 

Do desperdício leonino frente à baliza do Paços. A partida foi um festival de golos falhados: Adrien aos 17', Naldo aos 17', Matheus aos 20' e 43', Montero aos 46', André Martins aos 48', Paulo Oliveira aos 65', Slimani aos 82', 86' e 90'+2', Jefferson aos 90'. Dois dos remates de Slimani embateram no poste.

 

De Marcelo Boeck. Hoje titular da nossa baliza, o brasileiro destacou-se pela negativa ao sofrer um golo na sequência de um livre que nem sequer foi muito bem marcado. Um frango, portanto.

 

De Montero. Uma  vez mais ficou aquém das expectativas. Jesus apostou nele como titular do nosso ataque, mas o colombiano foi inofensivo. Aos 58' acabou por dar lugar a Slimani, muito mais acutilante.

 

De André Martins. Voltou à titularidade, mas não aproveitou mais esta oportunidade para demonstrar o seu valor. Foi apenas regular, sem brilhantismo. Desperdiçou de forma infantil um passe de bandeja de Slimani quando se encontrava de frente para a baliza.

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