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És a nossa Fé!

Memória de peixe outra vez?

Ou a capitulação do último "moicano" à ditadura do polvo e aos mendilhões?

Até este último europeu de sub-21, as equipas de Rui Jorge, que detinham um enorme record de jogos sem perder, mais de cinco anos e meio, sentiram pela primeira vez o sabor da derrota. E por causa disso mesmo, ficaram pelo caminho na fase final do recente Euro-2017.

No jogo que ditou a derrota com a Espanha e que está na génese dessa eliminação, Rui Jorge recorreu a uma equipa maioritariamente oriunda da maior academia do Mundo e do Dubai. O rapaz com maior experiência de banco da bundesliga foi, só, o pior jogador de entre os portugueses e tudo leva a crer que a sua inclusão terá sido uma imposição, ainda que por interposta convocatória (ao não ser convocado para a "Confederações", era quase obrigatório que o moço fosse titular nos sub-21 e Rui Jorge foi permeável à pressão). Nesse jogo que quebrou a invencibilidade da turma portuguesa, estiveram ainda João Carvalho, que fez parelha no meio-campo com Renato Sanches, sendo tal como o colega uma das asas do passador que foi aquela zona do terreno, João Cancelo, que perdeu tantas bolas que o delegado da FPF teve que ir ao supermercado comprar uma vintena delas para que se continuasse o jogo, Bruno Varela e Guedes. Ou seja, com cinco pérolas do Seixal em campo e pela primeira vez com uma minoria de rapazes de Alcochete, apenas três (Ié, Semedo e Podence), toma lá bolachas, Rui! A primeira derrota em cinco anos e oito meses.

Quando precisava de golear, lá recorreu aos do costume. A coisa até estava a correr bem, quando lhe passsou pela cabeça trocar Podence por Diogo Jota, que nada acrescentou e até acabou expulso e num rasgo de revolta (deduzo eu) lá tirou o rastafari, trocando-o pelo Ricardo Horta que para que o colega não ficasse ofendido, foi ainda um bocadinho menos eficaz que ele.

Por último e para colocar a cereja no topo desta açorda (que como se sabe não casa), nem deu um minuto sequer a Francisco Geraldes.

 

Era este senhor com que alguns andavam a sonhar para ocupar o posto numa eventual saída de Jesus?

Os melhores e o pior

Quatro golos da cantera leonina contra a Macedónia no Europeu de sub-21: Bruma (2), Edgar Ié e Podence - este com uma soberba assistência de Iuri Medeiros. A selecção venceu 4-2, resultado no entanto insuficiente para transitar para as meias-finais, na sequência da anterior derrota frente à Espanha (1-3).

O pior em campo - a larga distância de qualquer outro - foi um tal Renato Sanches, que o treinador mandou retirar de campo aos 55 minutos. Uma nulidade.

Sub-21: Rúben Semedo marcou golo

Boa vitória da nossa selecção sub-21 hoje frente à Noruega. Por 3-1. Com o nosso Rúben Semedo a marcar o segundo golo. Os outros foram apontados por Gonçalo Paciência (Rio Ave) e Diogo Jota (FC Porto).

Vale a pena sublinhar: a selecção sub-21 não perde há quase seis anos, desde Outubro de 2011. De então para cá averbou 24 vitórias e apenas sete empates. Estão de parabéns os jogadores e o treinador Rui Jorge.

Rúben e Podence de parabéns

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Parabéns ao Daniel Podence e ao Rúben Semedo, dois bravos leões que ontem participaram na goleada da selecção nacional sub-21 frente ao onze do Liechtenstein por 7-1 - a mais expressiva vitória de sempre da equipa das quinas fora de casa neste escalão.

Podence marcou o segundo golo, Rúben Semedo fechou a conta - ambos com exibições muito positivas. Apostas do seleccionador Rui Jorge, cuja competência é comprovada pelos números: há cinco anos que os nossos sub-21 não perdem em confrontos com outras selecções.

Este é o futebol que vale a pena enaltecer. Hoje, amanhã e em qualquer dia.

Parabéns, Carlos Mané

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Balanço positivo: um golo e uma assistência primorosa na vitória por 4-0 da nossa selecção sub-21 contra a Albânia.

Foste considerado muito justamente o melhor em campo pela imprensa desportiva. "Determinante", escreveu A Bola.

Estiveste bem, miúdo. Agora quero ver-te jogar na nossa equipa com a mesma alegria, a mesma vivacidade e o mesmo talento. Não esperes que a inspiração te visite: trabalha sempre. Porque a sorte só sorri a quem a conquista com muito trabalho.

Males que vêm por bem

Carrillo, depois de cinco anos em Alvalade, decidiu cuspir no prato. É lá com ele se prefere dar ouvidos ao "empresário" que o acolita: o maior prejudicado acaba por ser ele próprio.

Mas há males que vêm por bem. Com ele de fora, Gelson Martins joga mais e tem oportunidade de brilhar na equipa principal, com reflexos a vários níveis. Ainda agora, ao serviço da selecção nacional sub-21, marcou um golo e deu outro a marcar na Grécia.

Enquanto uns não querem, estão outros à espera.

 

Uma questão de...bolas?

 

Bernardo Silva confirmou aquilo que muitos suspeitavam. Não se sentiu confiante para marcar um penálti na final do Euro Sub-21. 

Cherba resume o acontecimento com um muito sugestivo: o craque borrado. Pessoalmente, acho que essa etiqueta não cola ao jogador.

Não deve ser nada fácil assumir a responsabilidade de marcar um penálti numa final com a importância que teve a final do Euro Sub-21. Não basta ter o jeito para marcar, é preciso ter a "confiança" para bater a bola imune à pressão vinda do público ou ao guarda-redes adversário que se agiganta e faz a baliza parecer muito pequenina.

Bernardo Silva, uma das estrelas maiores da Selecção, não se sentiu com confiança e disso deu conta ao treinador. Foi humilde. Não se pode exigir a um jogador, por muito estrela da equipa que seja, que marque um penálti quando, garantidamente, não se sente em condições para tal, sejam físicas ou psicológicas. 

Marcar penáltis não é apenas uma questão de coragem. É, também, uma questão de «grupo». Nenhum jogador deve colocar o seu capricho ou interesse pessoal à frente do interesse do grupo. Se não se sente em condições, pois que seja outro colega a marcar. O contrário é que seria borrar a pintura.

Com Pirlo, Cech, Huntelaar e Cannavaro

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Não conquistámos o Campeonato da Europa por uma unha negra. Tal como em 1994 tinha acontecido com uma selecção onde pontificavam Luís Figo, João Vieira Pinto, Rui Costa, Sá Pinto, Rui Bento, Abel Xavier, Jorge Costa e Capucho, entre outros.

Mas conquistámos a admiração da Europa do futebol. E o reconhecimento do mérito dos nossos jogadores. Cinco deles foram incluídos no melhor onze eleito pela UEFA: José Sá, Raphael Guerreiro, William Carvalho, Ivan Cavaleiro e Bernardo Silva.

Entre estes, William recebeu a distinção mais elevada: ninguém foi melhor que ele - também segundo o exigente critério da UEFA. O médio defensivo leonino entra assim num restrito lote de craques que noutros campeonatos europeus da especialidade receberam idêntica menção: Rudi Voller, Laurent Blanc, Davor Suker, Luís Figo, Fabio Cannavaro, Andrea Pirlo, Petr Cech, Jan-Klaas Huntelaar, Marcus Berg e Thiago Alcântara.

Parabéns, William.

Mão dormente

Confesso que, primeiro, não percebi o signficado deste post do Pedro Oliveira. Mas depois vi os comentários, bem como os comentários a este post n'O Artista do Dia e percebi. Resumo: por incrível que pareça, para grande número de benfiquistas, o Portugal-Suécia em sub-21 de ontem não foi um Portugal-Suécia mas um Benfica-Sporting, porque na selecção da Suécia joga um tipo que anda há dois anos na equipa B do Benfica, e o Benfica ganhou ao Sporting. É retorcido? Não para a gloriosa imaginação destes petiscos.

 

Agora um conselho: meus amigos, a masturbarção é uma actividade nobre, sim senhor, mas há motivos melhores do que o Benfica (e o Sporting, na realidade) para a praticar em público.

Um Volvo atravessado

Diz a publicidade que são os mais seguros do mundo.

Ontem fizéram juz ao epíteto.

Um autocarro sueco esteve atravessado 120 minutos a levar com uma "catrefada" de "Famel's", "Zundapp's", "Casal's" e uma ou outra "Honda" ou "Kawasaky", e resistiu!

E ainda teve capacidade para, depois de 120 minutos a "levar fruta da boa", arrancar seguro e passar por cima de motas, motoretas e da decisão mais estapafúrdia do mundo, que foi pôr uma "Norton" numa prova de motocross.

Lembrava lá ao diabo pôr o William a marcar um penalti???

A final perdida

Assisti esta noite à final do Euro sub-21 entre Portugal e a Suécia com dois amigos num restaurante da Costa Nova. Dois sportinguistas e um benfiquista de olhos fixos no enorme ecrã da marisqueira.

Findo o prolongamento, com o resultado a manter-se teimosamente no empate nulo, questionámo-nos sobre quem seriam os nossos jogadores escalados para marcar as grandes penalidades.

Fixámo-nos em cinco nomes: Gonçalo Paciência, Tó Zé, João Mário, Bernardo Silva e em Raphael Guerreiro ou Iuri Medeiros.

Paciência e Tó Zé, de facto, marcaram com sucesso os dois primeiros penáltis. Mas entre nós registou-se surpresa total ao sabermos que Rui Jorge tinha encarregado Ricardo Esgaio de marcar o terceiro. Qual a justificação? Fosse qual fosse, nem houve tempo para discussões: o nosso lateral direito não tardou a falhar.

João Mário confirmou as expectativas, concretizando com êxito o seu penálti. Mas depois, quando esperávamos por Bernardo Silva ou Iuri Medeiros, avança William. Confesso não me recordar de uma só grande penalidade marcada por William no Sporting: nenhum jogador consegue ser bom a tudo, e esta não é - obviamente - a especialidade dele.

Mas Rui Jorge insistiu. E William falhou. Os suecos foram campeões graças a isso numa final em que quase nada fizeram para merecer e ficaram atrás de Portugal em quase todos os dados estatísticos. Durante grande parte do jogo, aliás, toda a selecção sueca jogou entrincheirada no seu meio-campo. E se o petardo que Sérgio Oliveira mandou ao poste aos 7' tem entrado, a história do jogo teria sido bem diferente.

Não adianta chorar sobre leite derramado. Mas fico a questionar-me sobre as opções de Rui Jorge no momento da verdade. Já passaram duas ou três horas e continuo sem entendê-las.

André, Ricardo, William e Carlgren

O primeiro e o último.

Ao primeiro não é permitido aquilo que se permite ao último.

As regras são iguais. No futebol. No futsal.

As regras para André Sousa são iguais às regras para Patrik Carlgren.

Os pés; os dois pés em cima da linha no momento em que a bola parte.

André não cumpriu e o Sporting de Portugal não foi campeão em futsal.

Patrik não cumpriu e a Selecção de Portugal não foi campeã de futebol em sub-21.

Há um clube português que ri; ri-se de Ricardo Esgaio, ri-se de William Carvalho, ri-se das regras que são ou não cumpridas consoante aqueles que são beneficiados.

Há um clube português que é campeão em sub-21.

Campeão à benfica...

Parabéns!

Valor

William Carvalho, João Mário, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Carlos Mané, Ricardo Esgaio, Iuri Medeiros. Todos jogadores do Sporting. Jogadores cujo valor sai reforçado deste Campeonato da Europa de sub-21, seja qual for o desfecho da final que logo será disputada contra a Suécia.

Motivo de orgulho para todos os sportinguistas. E para o conjunto do futebol português.

Sub-21: os nossos jogadores, um a um

A selecção portuguesa de sub-21 qualificou-se hoje, de forma brilhante, para a final do Campeonato da Europa, a disputar na próxima terça-feira. Conseguiu esta proeza goleando a poderosa Alemanha por 5-0: foi a maior derrota germânica de sempre ao nível dos sub-21.

Os portugueses dominaram a partida do primeiro ao último minuto. O aviso inicial aconteceu com uma bola disparada por Sérgio Oliveira ao poste, iam decorridos apenas 15'. Depois sucederam-se os golos: por Bernardo Silva (23'), Ricardo Pereira (33'), Ivan Cavaleiro (45'), João Mário (46') e Ricardo Horta (71'). Com os nossos jogadores sempre mais perto do sexto do que os alemães do golo de honra, que não chegou a acontecer.

Com apenas um golo sofrido nesta fase final, em que tinha anteriormente contribuído para a eliminação da Inglaterra e da Itália, esta selecção portuguesa brilha na República Checa revelando ao mundo do futebol uma nova geração de ouro, semelhante àquela que chegou à final do Europeu de sub-21 em 1994 (e só perdeu contra os italianos, na final, com o chamado 'golo de ouro', entretanto banido destas competições).

A goleada desta tarde confirmou essencialmente o excelente jogo colectivo dos rapazes comandados por Rui Jorge. Há todas as razões para merecerem o nosso aplauso. Há todas as razões para continuarmos a confiar neles.

 

Alemanha, 0 - Portugal, 5

............................................................................................

 

Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

José Sá (7). Seguro. Ao contrário do que se previa, teve uma tarde relativamente tranquila, dada a inoperância alemã. Revelou bons reflexos numa defesa aos 37'. Evitou o golo com um brilhante voo, quase no fim da primeira parte.

Esgaio (6). Sóbrio. Jogou pelo seguro, arriscando pouco em lances ofensivos. Os cruzamentos nem sempre lhe saíram bem. Mas não comprometeu.

Paulo Oliveira (8). Ágil. Voltou a ser o patrão da nossa defesa. Está sempre concentrado no jogo e parece adivinhar sempre para onde se dirigem os dianteiros adversários. Desarma com eficácia sem recorrer a faltas. Elevou-se muito bem, cabeceando a bola, no canto que esteve na origem do segundo golo, marcado por Ricardo Pereira.

Tobias Figueiredo (7). Solidário. Entrou desta vez como titular, devido a um aparente agravamento de última hora da lesão de Tiago Ilori. Manteve a boa parceria com Paulo Oliveira já revelada no jogo anterior. Mais discreto do que o seu colega, mas sempre bem posicionado.

Raphael Guerreiro (6). Voluntarioso. O nosso primeiro golo teve início numa boa recuperação de bola que partiu dos pés dele, na ala esquerda. Mas nem sempre cobriu bem o flanco. Parece muito fatigado neste final de época. Saiu aos 64'.

William Carvalho (9). Comandante. Voltou a ser o maestro do nosso meio-campo, desta vez de forma ainda mais evidente: um passe dele para Bernardo Silva esteve na origem directa do nosso segundo golo. Passaram por ele praticamente todas as nossas jogadas de carácter ofensivo da selecção das quinas. Imprescindível também na recuperação de bolas. É um baluarte de maturidade. O melhor em campo novamente neste jogo.

Sérgio Oliveira (8). Competente. Assinou o primeiro sinal de perigo ao mandar a bola ao poste, no minuto 15. Arrancou com habilidade dois cartões amarelos, aos 23' e aos 63'. Tacticamente muito disciplinado. Transmite segurança à equipa.

João Mário (8). Influente. Marcou um golo (o segundo que aponta nesta fase final). Foi dele a assistência para o terceiro golo, num excelente passe bem aproveitado por Ivan Cavaleiro. Ajudou a fechar bem o meio-campo sempre que foi preciso, no apoio permanente a William Carvalho.

Ivan Cavaleiro (7). Batalhador. Autor do terceiro golo, que selou o resultado ao intervalo. Já tinha revelado bom pormenores técnicos na grande área germânica. Protagonista de uma tabela com Bernardo Silva que originou o nosso golo inaugural. Saiu ao intervalo, aparentemente devido a problemas físicos. Substituído por Ricardo Horta.

Ricardo Pereira (8). Polivalente. Grande assistência para Sérgio Oliveira aos 15: a bola embateu no poste. Marcou o segundo, aproveitando um ressalto na sequência de um canto. E foi dele a assistência para o quarto golo. Tem óptima técnica, aliada a constante mobilidade. Por vezes é demasiado discreto porque privilegia o movimento colectivo - uma componente essencial desta selecção capitaneada por Rui Jorge.

Bernardo Silva (8). Virtuoso. Muito marcado nos minutos iniciais, desprendeu-se rapidamente dos adversários impondo a sua superioridade técnica. Marcou o primeiro golo, após tabelinha bem executada com Ivan Cavaleiro. Foi o autor do canto que esteve na origem do segundo. E conduziu a bola no lance culminado no quarto golo português. Saiu aos 50', como medida preventiva: há que recuperar forças para a final de terça-feira.

Ricardo Horta (7). Eficaz. Estreou-se nesta fase final da melhor maneira, marcando um golo. Foi o quinto, que selou a goleada, após uma boa desmarcação dentro da grande área germânica.

Rafa (6). Irrequieto. Entrou aos 50' para o lugar de Bernardo Silva. Teve bons apontamentos como médio ofensivo. Grande mobilidade. Boa incursão na grande área, que ajudou a construir o nosso quinto golo.

João Cancelo (6). Dinâmico. Outra estreia: substituiu Raphael Guerreiro aos 64', tomando a seu cargo a lateral esquerda. Teve tempo para uma assistência para golo - o último. Missão cumprida.

E é contra a Alemanha!

Não gosto de jogos entre Portugal e a Alemanha, põem-me sempre numa situação muito ingrata.

Primeiro, porque o meu marido é alemão e, por mais fair-play que se tenha, é sempre desconfortável saber que a pessoa sentada ao nosso lado está a torcer pela equipa contrária. Não temos filhos e, neste caso, até sou tentada a dizer "ainda bem". Sabe-se lá que lado os coitados haveriam de escolher...

Segundo, porque, não estando em Portugal, é muito penoso aguentar os festejos alemães, depois de uma derrota da nossa seleção. E, nos últimos anos, têm acontecido algumas...

A transmissão do jogo em direto já está anunciada no ARD, o primeiro canal alemão, decisão surgida apenas depois de este país ter assegurado a participação na meia-final. E desta vez, quero ser eu a festejar!

 

Força, Portugal!

Sub-21: os nossos jogadores, um a um

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Portugal passou ontem à noite às meias-finais do Campeonato da Europa de sub-21 ao empatar com a Suécia. Com este resultado - o 17º jogo consecutivo sem perder - qualifica-se de imediato para os próximos Jogos Olímpicos, além de se confirmar como uma das quatro melhores selecções do Velho Continente após uma brilhante campanha rumo à fase final do Euro em que foi totalista nas vitórias.

Apresentando o mesmo onze inicial que enfrentou com êxito a Inglaterra, uma semana antes, Rui Jorge viu os seus pupilos tomar a iniciativa de jogo quase durante todo o encontro. É visível a construção de automatismos e rotinas nesta selecção, que em largos momentos exibe um futebol de qualidade superior ao que vem sendo revelado pela selecção A (Cristiano Ronaldo à parte).

Portugal foi superior no plano técnico e no plano táctico. Rui Jorge esteve igualmente em bom nível na leitura que fez do jogo: os homens que mandou saltar do banco foram vitais para desfazer o perigoso empate a zero que se registava ao intervalo. Se os suecos marcassem um golo sem resposta, diríamos adeus à qualificação para as Olimpíadas. Assim fechámos a fase de grupos no primeiro posto. Como desejávamos. E como nos competia.

 

Portugal, 1 - Suécia, 1

............................................................................................

 

Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

José Sá (7). Seguro. Sofreu o primeiro golo nesta fase final, sem responsabilidades no lance. Mas manteve a boa imagem que tem revelado neste torneio, consolidada no anterior empate frente à Itália, em que fez uma exibição de luxo. Ontem, frente à Suécia, manteve as redes invictas até aos 88'.

Esgaio (7). Prudente. Não comprometeu nem arriscou. Os passes saíram-lhe quase sempre bem medidos. Aos 87' fez um excelente corte a evitar o golo sueco, que infelizmente aconteceria no minuto seguinte.

Paulo Oliveira (7). Inabalável. O central do Sporting continuou a ser o patrão da nossa defesa noutra exibição de grande nível. Responsável, em boa parte, pelo facto de Portugal ter sofrido apenas um golo nestes três jogos da fase final.

Ilori (5). Infeliz. Enquanto esteve em campo manteve a boa coordenação de movimentos com Paulo Oliveira que tão boas provas deu nos desafios anteriores. Um problema muscular levou-o a sair de campo prematuramente. Iam decorridos apenas 29'.

Raphael Guerreiro (6). Nervoso. Voltou a ser o elemento mais intranquilo do nosso reduto defensivo: é apanhado demasiadas vezes fora de posição, forçando um colega a ir à dobra. Mas compensa esta falha com uma inegável entrega ao jogo e um voluntarismo digno de elogio. Basta-lhe um pouco de calma suplementar para poder tornar-se mais útil à equipa.

William Carvalho (8). Sólido. Outra grande exibição do médio defensivo leonino que já se tornou um pilar da selecção. Neste jogo actuou em zonas mais avançadas do terreno, arriscando incursões que confirmam o seu poderio atlético e a sua destreza técnica. Teve o golo nos pés logo aos 7' após excelente tabela com Ricardo Pereira. Voltou a ser o líder do nosso meio-campo, comandando as operações com natural eficácia e uma inegável capacidade de concentração.

Sérgio Oliveira (7). Útil. Bom a fechar os flancos de ataque sueco. Bom também a pressionar o meio-campo adversário. Foi dele o primeiro remate que levava selo de golo, ao minuto 14, após um centro exímio de Bernardo Silva e uma primorosa simulação de Ivan Cavaleiro.

João Mário (7). Polivalente. O médio leonino voltou a desposicionar os defesas adversários graças à sua enorme mobilidade. Apoia com frequência William Carvalho nas missões defensivas e sabe transportar a bola para o ataque. Vai ganhando o estatuto de imprescindível nesta selecção.

Ivan Cavaleiro (6). Dinâmico. Recuperado da lesão que o afectou no primeiro jogo, regressou ao onze titular com vontade de confirmar a confiança nele depositada pelo seleccionador. Teve bons pormenores, pressionou muito a defesa sueca. Saiu por opção táctica aos 57'.

Ricardo Pereira (7). Acutilante. Outro regresso ao onze-base. Aos 18' já tinha arrancado um cartão amarelo aos suecos. Pressionou por sistema a equipa adversária na saída de bola, com saudável agressividade. Substituído aos 73', já muito fatigado.

Bernardo Silva (8). Virtuoso. Nas movimentações individuais, merece o título de melhor em campo. Tem um magnífico pé esquerdo com o qual faz quase tudo quanto quer. Protagonizou uma fabulosa jogada, pela ala esquerda, ao neutralizar os defesa suecos e centrar com precisão para a grande área num lance que Sérgio Oliveira acabaria por desperdiçar. Merecia ter sido golo.

Tobias Figueiredo (7). Combativo. O central leonino entrou aos 29', imprevistamente, por lesão de Ilori. Cumpriu a missão de forma irrepreensível - tarefa facilitada pelos jogos efectuados durante a Liga 2014/15 ao lado de Paulo Oliveira no eixo defensivo do Sporting. Muito positiva, esta sua estreia na fase final do Euro sub-21.

Gonçalo Paciência (7). Decisivo. Entrou aos 57', rendendo Ivan Cavaleiro, e não tardou a pôr a defesa sueca em sentido. Movimenta-se muito bem dentro da grande área. Aos 82' desfez o nulo com um belo golo que confirma o seu mérito enquanto ponta-de-lança - a posição mais deficitária do futebol português.

Iuri Medeiros (7). Irreverente. Substituiu Ricardo aos 73' e entrou em campo cheio de energia e dinamismo. Muito combativo, ajudou a criar linhas de passe no reduto defensivo sueco. Um bom remate aos 76'. E uma grande assistência para o golo de Gonçalo Paciência. Cumpriu com mérito a missão. Merece jogar mais.

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