24 Mar 17

Boa vitória da nossa selecção sub-21 hoje frente à Noruega. Por 3-1. Com o nosso Rúben Semedo a marcar o segundo golo. Os outros foram apontados por Gonçalo Paciência (Rio Ave) e Diogo Jota (FC Porto).

Vale a pena sublinhar: a selecção sub-21 não perde há quase seis anos, desde Outubro de 2011. De então para cá averbou 24 vitórias e apenas sete empates. Estão de parabéns os jogadores e o treinador Rui Jorge.


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17 Mar 17
Ora tomem lá
Edmundo Gonçalves

Para aqueles que por aqui e noutros foruns de discussão sobre o Sporting, vêm defendendo a saída de Jesus em troca com este rapaz.

 

No "Tu Vais Vencer", sem necessidade de acrescentar mais, está lá tudo.


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12 Out 16

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Parabéns ao Daniel Podence e ao Rúben Semedo, dois bravos leões que ontem participaram na goleada da selecção nacional sub-21 frente ao onze do Liechtenstein por 7-1 - a mais expressiva vitória de sempre da equipa das quinas fora de casa neste escalão.

Podence marcou o segundo golo, Rúben Semedo fechou a conta - ambos com exibições muito positivas. Apostas do seleccionador Rui Jorge, cuja competência é comprovada pelos números: há cinco anos que os nossos sub-21 não perdem em confrontos com outras selecções.

Este é o futebol que vale a pena enaltecer. Hoje, amanhã e em qualquer dia.


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15 Nov 15

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Balanço positivo: um golo e uma assistência primorosa na vitória por 4-0 da nossa selecção sub-21 contra a Albânia.

Foste considerado muito justamente o melhor em campo pela imprensa desportiva. "Determinante", escreveu A Bola.

Estiveste bem, miúdo. Agora quero ver-te jogar na nossa equipa com a mesma alegria, a mesma vivacidade e o mesmo talento. Não esperes que a inspiração te visite: trabalha sempre. Porque a sorte só sorri a quem a conquista com muito trabalho.


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16 Out 15

Carrillo, depois de cinco anos em Alvalade, decidiu cuspir no prato. É lá com ele se prefere dar ouvidos ao "empresário" que o acolita: o maior prejudicado acaba por ser ele próprio.

Mas há males que vêm por bem. Com ele de fora, Gelson Martins joga mais e tem oportunidade de brilhar na equipa principal, com reflexos a vários níveis. Ainda agora, ao serviço da selecção nacional sub-21, marcou um golo e deu outro a marcar na Grécia.

Enquanto uns não querem, estão outros à espera.

 


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03 Jul 15

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Portugal, sete golos marcados e, apenas, um sofrido. Sérvia, sete golos sofridos, um marcado.


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02 Jul 15

 

Bernardo Silva confirmou aquilo que muitos suspeitavam. Não se sentiu confiante para marcar um penálti na final do Euro Sub-21. 

Cherba resume o acontecimento com um muito sugestivo: o craque borrado. Pessoalmente, acho que essa etiqueta não cola ao jogador.

Não deve ser nada fácil assumir a responsabilidade de marcar um penálti numa final com a importância que teve a final do Euro Sub-21. Não basta ter o jeito para marcar, é preciso ter a "confiança" para bater a bola imune à pressão vinda do público ou ao guarda-redes adversário que se agiganta e faz a baliza parecer muito pequenina.

Bernardo Silva, uma das estrelas maiores da Selecção, não se sentiu com confiança e disso deu conta ao treinador. Foi humilde. Não se pode exigir a um jogador, por muito estrela da equipa que seja, que marque um penálti quando, garantidamente, não se sente em condições para tal, sejam físicas ou psicológicas. 

Marcar penáltis não é apenas uma questão de coragem. É, também, uma questão de «grupo». Nenhum jogador deve colocar o seu capricho ou interesse pessoal à frente do interesse do grupo. Se não se sente em condições, pois que seja outro colega a marcar. O contrário é que seria borrar a pintura.


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Não conquistámos o Campeonato da Europa por uma unha negra. Tal como em 1994 tinha acontecido com uma selecção onde pontificavam Luís Figo, João Vieira Pinto, Rui Costa, Sá Pinto, Rui Bento, Abel Xavier, Jorge Costa e Capucho, entre outros.

Mas conquistámos a admiração da Europa do futebol. E o reconhecimento do mérito dos nossos jogadores. Cinco deles foram incluídos no melhor onze eleito pela UEFA: José Sá, Raphael Guerreiro, William Carvalho, Ivan Cavaleiro e Bernardo Silva.

Entre estes, William recebeu a distinção mais elevada: ninguém foi melhor que ele - também segundo o exigente critério da UEFA. O médio defensivo leonino entra assim num restrito lote de craques que noutros campeonatos europeus da especialidade receberam idêntica menção: Rudi Voller, Laurent Blanc, Davor Suker, Luís Figo, Fabio Cannavaro, Andrea Pirlo, Petr Cech, Jan-Klaas Huntelaar, Marcus Berg e Thiago Alcântara.

Parabéns, William.


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01 Jul 15
O melhor
Pedro Correia

Painel de observadores técnicos da UEFA elege William Carvalho o melhor jogador do Campeonato da Europa sub-21.


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Mão dormente
Luciano Amaral

Confesso que, primeiro, não percebi o signficado deste post do Pedro Oliveira. Mas depois vi os comentários, bem como os comentários a este post n'O Artista do Dia e percebi. Resumo: por incrível que pareça, para grande número de benfiquistas, o Portugal-Suécia em sub-21 de ontem não foi um Portugal-Suécia mas um Benfica-Sporting, porque na selecção da Suécia joga um tipo que anda há dois anos na equipa B do Benfica, e o Benfica ganhou ao Sporting. É retorcido? Não para a gloriosa imaginação destes petiscos.

 

Agora um conselho: meus amigos, a masturbarção é uma actividade nobre, sim senhor, mas há motivos melhores do que o Benfica (e o Sporting, na realidade) para a praticar em público.


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Um Volvo atravessado
Edmundo Gonçalves

Diz a publicidade que são os mais seguros do mundo.

Ontem fizéram juz ao epíteto.

Um autocarro sueco esteve atravessado 120 minutos a levar com uma "catrefada" de "Famel's", "Zundapp's", "Casal's" e uma ou outra "Honda" ou "Kawasaky", e resistiu!

E ainda teve capacidade para, depois de 120 minutos a "levar fruta da boa", arrancar seguro e passar por cima de motas, motoretas e da decisão mais estapafúrdia do mundo, que foi pôr uma "Norton" numa prova de motocross.

Lembrava lá ao diabo pôr o William a marcar um penalti???

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A final perdida
Pedro Correia

Assisti esta noite à final do Euro sub-21 entre Portugal e a Suécia com dois amigos num restaurante da Costa Nova. Dois sportinguistas e um benfiquista de olhos fixos no enorme ecrã da marisqueira.

Findo o prolongamento, com o resultado a manter-se teimosamente no empate nulo, questionámo-nos sobre quem seriam os nossos jogadores escalados para marcar as grandes penalidades.

Fixámo-nos em cinco nomes: Gonçalo Paciência, Tó Zé, João Mário, Bernardo Silva e em Raphael Guerreiro ou Iuri Medeiros.

Paciência e Tó Zé, de facto, marcaram com sucesso os dois primeiros penáltis. Mas entre nós registou-se surpresa total ao sabermos que Rui Jorge tinha encarregado Ricardo Esgaio de marcar o terceiro. Qual a justificação? Fosse qual fosse, nem houve tempo para discussões: o nosso lateral direito não tardou a falhar.

João Mário confirmou as expectativas, concretizando com êxito o seu penálti. Mas depois, quando esperávamos por Bernardo Silva ou Iuri Medeiros, avança William. Confesso não me recordar de uma só grande penalidade marcada por William no Sporting: nenhum jogador consegue ser bom a tudo, e esta não é - obviamente - a especialidade dele.

Mas Rui Jorge insistiu. E William falhou. Os suecos foram campeões graças a isso numa final em que quase nada fizeram para merecer e ficaram atrás de Portugal em quase todos os dados estatísticos. Durante grande parte do jogo, aliás, toda a selecção sueca jogou entrincheirada no seu meio-campo. E se o petardo que Sérgio Oliveira mandou ao poste aos 7' tem entrado, a história do jogo teria sido bem diferente.

Não adianta chorar sobre leite derramado. Mas fico a questionar-me sobre as opções de Rui Jorge no momento da verdade. Já passaram duas ou três horas e continuo sem entendê-las.


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30 Jun 15

O primeiro e o último.

Ao primeiro não é permitido aquilo que se permite ao último.

As regras são iguais. No futebol. No futsal.

As regras para André Sousa são iguais às regras para Patrik Carlgren.

Os pés; os dois pés em cima da linha no momento em que a bola parte.

André não cumpriu e o Sporting de Portugal não foi campeão em futsal.

Patrik não cumpriu e a Selecção de Portugal não foi campeã de futebol em sub-21.

Há um clube português que ri; ri-se de Ricardo Esgaio, ri-se de William Carvalho, ri-se das regras que são ou não cumpridas consoante aqueles que são beneficiados.

Há um clube português que é campeão em sub-21.

Campeão à benfica...

Parabéns!


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Valor
Pedro Correia

William Carvalho, João Mário, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Carlos Mané, Ricardo Esgaio, Iuri Medeiros. Todos jogadores do Sporting. Jogadores cujo valor sai reforçado deste Campeonato da Europa de sub-21, seja qual for o desfecho da final que logo será disputada contra a Suécia.

Motivo de orgulho para todos os sportinguistas. E para o conjunto do futebol português.


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27 Jun 15

A selecção portuguesa de sub-21 qualificou-se hoje, de forma brilhante, para a final do Campeonato da Europa, a disputar na próxima terça-feira. Conseguiu esta proeza goleando a poderosa Alemanha por 5-0: foi a maior derrota germânica de sempre ao nível dos sub-21.

Os portugueses dominaram a partida do primeiro ao último minuto. O aviso inicial aconteceu com uma bola disparada por Sérgio Oliveira ao poste, iam decorridos apenas 15'. Depois sucederam-se os golos: por Bernardo Silva (23'), Ricardo Pereira (33'), Ivan Cavaleiro (45'), João Mário (46') e Ricardo Horta (71'). Com os nossos jogadores sempre mais perto do sexto do que os alemães do golo de honra, que não chegou a acontecer.

Com apenas um golo sofrido nesta fase final, em que tinha anteriormente contribuído para a eliminação da Inglaterra e da Itália, esta selecção portuguesa brilha na República Checa revelando ao mundo do futebol uma nova geração de ouro, semelhante àquela que chegou à final do Europeu de sub-21 em 1994 (e só perdeu contra os italianos, na final, com o chamado 'golo de ouro', entretanto banido destas competições).

A goleada desta tarde confirmou essencialmente o excelente jogo colectivo dos rapazes comandados por Rui Jorge. Há todas as razões para merecerem o nosso aplauso. Há todas as razões para continuarmos a confiar neles.

 

Alemanha, 0 - Portugal, 5

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Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

José Sá (7). Seguro. Ao contrário do que se previa, teve uma tarde relativamente tranquila, dada a inoperância alemã. Revelou bons reflexos numa defesa aos 37'. Evitou o golo com um brilhante voo, quase no fim da primeira parte.

Esgaio (6). Sóbrio. Jogou pelo seguro, arriscando pouco em lances ofensivos. Os cruzamentos nem sempre lhe saíram bem. Mas não comprometeu.

Paulo Oliveira (8). Ágil. Voltou a ser o patrão da nossa defesa. Está sempre concentrado no jogo e parece adivinhar sempre para onde se dirigem os dianteiros adversários. Desarma com eficácia sem recorrer a faltas. Elevou-se muito bem, cabeceando a bola, no canto que esteve na origem do segundo golo, marcado por Ricardo Pereira.

Tobias Figueiredo (7). Solidário. Entrou desta vez como titular, devido a um aparente agravamento de última hora da lesão de Tiago Ilori. Manteve a boa parceria com Paulo Oliveira já revelada no jogo anterior. Mais discreto do que o seu colega, mas sempre bem posicionado.

Raphael Guerreiro (6). Voluntarioso. O nosso primeiro golo teve início numa boa recuperação de bola que partiu dos pés dele, na ala esquerda. Mas nem sempre cobriu bem o flanco. Parece muito fatigado neste final de época. Saiu aos 64'.

William Carvalho (9). Comandante. Voltou a ser o maestro do nosso meio-campo, desta vez de forma ainda mais evidente: um passe dele para Bernardo Silva esteve na origem directa do nosso segundo golo. Passaram por ele praticamente todas as nossas jogadas de carácter ofensivo da selecção das quinas. Imprescindível também na recuperação de bolas. É um baluarte de maturidade. O melhor em campo novamente neste jogo.

Sérgio Oliveira (8). Competente. Assinou o primeiro sinal de perigo ao mandar a bola ao poste, no minuto 15. Arrancou com habilidade dois cartões amarelos, aos 23' e aos 63'. Tacticamente muito disciplinado. Transmite segurança à equipa.

João Mário (8). Influente. Marcou um golo (o segundo que aponta nesta fase final). Foi dele a assistência para o terceiro golo, num excelente passe bem aproveitado por Ivan Cavaleiro. Ajudou a fechar bem o meio-campo sempre que foi preciso, no apoio permanente a William Carvalho.

Ivan Cavaleiro (7). Batalhador. Autor do terceiro golo, que selou o resultado ao intervalo. Já tinha revelado bom pormenores técnicos na grande área germânica. Protagonista de uma tabela com Bernardo Silva que originou o nosso golo inaugural. Saiu ao intervalo, aparentemente devido a problemas físicos. Substituído por Ricardo Horta.

Ricardo Pereira (8). Polivalente. Grande assistência para Sérgio Oliveira aos 15: a bola embateu no poste. Marcou o segundo, aproveitando um ressalto na sequência de um canto. E foi dele a assistência para o quarto golo. Tem óptima técnica, aliada a constante mobilidade. Por vezes é demasiado discreto porque privilegia o movimento colectivo - uma componente essencial desta selecção capitaneada por Rui Jorge.

Bernardo Silva (8). Virtuoso. Muito marcado nos minutos iniciais, desprendeu-se rapidamente dos adversários impondo a sua superioridade técnica. Marcou o primeiro golo, após tabelinha bem executada com Ivan Cavaleiro. Foi o autor do canto que esteve na origem do segundo. E conduziu a bola no lance culminado no quarto golo português. Saiu aos 50', como medida preventiva: há que recuperar forças para a final de terça-feira.

Ricardo Horta (7). Eficaz. Estreou-se nesta fase final da melhor maneira, marcando um golo. Foi o quinto, que selou a goleada, após uma boa desmarcação dentro da grande área germânica.

Rafa (6). Irrequieto. Entrou aos 50' para o lugar de Bernardo Silva. Teve bons apontamentos como médio ofensivo. Grande mobilidade. Boa incursão na grande área, que ajudou a construir o nosso quinto golo.

João Cancelo (6). Dinâmico. Outra estreia: substituiu Raphael Guerreiro aos 64', tomando a seu cargo a lateral esquerda. Teve tempo para uma assistência para golo - o último. Missão cumprida.


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Goleada!
Cristina Torrão

Cinco a zero!

E andei eu pr'áqui a queixar-me...


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25 Jun 15
E é contra a Alemanha!
Cristina Torrão

Não gosto de jogos entre Portugal e a Alemanha, põem-me sempre numa situação muito ingrata.

Primeiro, porque o meu marido é alemão e, por mais fair-play que se tenha, é sempre desconfortável saber que a pessoa sentada ao nosso lado está a torcer pela equipa contrária. Não temos filhos e, neste caso, até sou tentada a dizer "ainda bem". Sabe-se lá que lado os coitados haveriam de escolher...

Segundo, porque, não estando em Portugal, é muito penoso aguentar os festejos alemães, depois de uma derrota da nossa seleção. E, nos últimos anos, têm acontecido algumas...

A transmissão do jogo em direto já está anunciada no ARD, o primeiro canal alemão, decisão surgida apenas depois de este país ter assegurado a participação na meia-final. E desta vez, quero ser eu a festejar!

 

Força, Portugal!


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Portugal passou ontem à noite às meias-finais do Campeonato da Europa de sub-21 ao empatar com a Suécia. Com este resultado - o 17º jogo consecutivo sem perder - qualifica-se de imediato para os próximos Jogos Olímpicos, além de se confirmar como uma das quatro melhores selecções do Velho Continente após uma brilhante campanha rumo à fase final do Euro em que foi totalista nas vitórias.

Apresentando o mesmo onze inicial que enfrentou com êxito a Inglaterra, uma semana antes, Rui Jorge viu os seus pupilos tomar a iniciativa de jogo quase durante todo o encontro. É visível a construção de automatismos e rotinas nesta selecção, que em largos momentos exibe um futebol de qualidade superior ao que vem sendo revelado pela selecção A (Cristiano Ronaldo à parte).

Portugal foi superior no plano técnico e no plano táctico. Rui Jorge esteve igualmente em bom nível na leitura que fez do jogo: os homens que mandou saltar do banco foram vitais para desfazer o perigoso empate a zero que se registava ao intervalo. Se os suecos marcassem um golo sem resposta, diríamos adeus à qualificação para as Olimpíadas. Assim fechámos a fase de grupos no primeiro posto. Como desejávamos. E como nos competia.

 

Portugal, 1 - Suécia, 1

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Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

José Sá (7). Seguro. Sofreu o primeiro golo nesta fase final, sem responsabilidades no lance. Mas manteve a boa imagem que tem revelado neste torneio, consolidada no anterior empate frente à Itália, em que fez uma exibição de luxo. Ontem, frente à Suécia, manteve as redes invictas até aos 88'.

Esgaio (7). Prudente. Não comprometeu nem arriscou. Os passes saíram-lhe quase sempre bem medidos. Aos 87' fez um excelente corte a evitar o golo sueco, que infelizmente aconteceria no minuto seguinte.

Paulo Oliveira (7). Inabalável. O central do Sporting continuou a ser o patrão da nossa defesa noutra exibição de grande nível. Responsável, em boa parte, pelo facto de Portugal ter sofrido apenas um golo nestes três jogos da fase final.

Ilori (5). Infeliz. Enquanto esteve em campo manteve a boa coordenação de movimentos com Paulo Oliveira que tão boas provas deu nos desafios anteriores. Um problema muscular levou-o a sair de campo prematuramente. Iam decorridos apenas 29'.

Raphael Guerreiro (6). Nervoso. Voltou a ser o elemento mais intranquilo do nosso reduto defensivo: é apanhado demasiadas vezes fora de posição, forçando um colega a ir à dobra. Mas compensa esta falha com uma inegável entrega ao jogo e um voluntarismo digno de elogio. Basta-lhe um pouco de calma suplementar para poder tornar-se mais útil à equipa.

William Carvalho (8). Sólido. Outra grande exibição do médio defensivo leonino que já se tornou um pilar da selecção. Neste jogo actuou em zonas mais avançadas do terreno, arriscando incursões que confirmam o seu poderio atlético e a sua destreza técnica. Teve o golo nos pés logo aos 7' após excelente tabela com Ricardo Pereira. Voltou a ser o líder do nosso meio-campo, comandando as operações com natural eficácia e uma inegável capacidade de concentração.

Sérgio Oliveira (7). Útil. Bom a fechar os flancos de ataque sueco. Bom também a pressionar o meio-campo adversário. Foi dele o primeiro remate que levava selo de golo, ao minuto 14, após um centro exímio de Bernardo Silva e uma primorosa simulação de Ivan Cavaleiro.

João Mário (7). Polivalente. O médio leonino voltou a desposicionar os defesas adversários graças à sua enorme mobilidade. Apoia com frequência William Carvalho nas missões defensivas e sabe transportar a bola para o ataque. Vai ganhando o estatuto de imprescindível nesta selecção.

Ivan Cavaleiro (6). Dinâmico. Recuperado da lesão que o afectou no primeiro jogo, regressou ao onze titular com vontade de confirmar a confiança nele depositada pelo seleccionador. Teve bons pormenores, pressionou muito a defesa sueca. Saiu por opção táctica aos 57'.

Ricardo Pereira (7). Acutilante. Outro regresso ao onze-base. Aos 18' já tinha arrancado um cartão amarelo aos suecos. Pressionou por sistema a equipa adversária na saída de bola, com saudável agressividade. Substituído aos 73', já muito fatigado.

Bernardo Silva (8). Virtuoso. Nas movimentações individuais, merece o título de melhor em campo. Tem um magnífico pé esquerdo com o qual faz quase tudo quanto quer. Protagonizou uma fabulosa jogada, pela ala esquerda, ao neutralizar os defesa suecos e centrar com precisão para a grande área num lance que Sérgio Oliveira acabaria por desperdiçar. Merecia ter sido golo.

Tobias Figueiredo (7). Combativo. O central leonino entrou aos 29', imprevistamente, por lesão de Ilori. Cumpriu a missão de forma irrepreensível - tarefa facilitada pelos jogos efectuados durante a Liga 2014/15 ao lado de Paulo Oliveira no eixo defensivo do Sporting. Muito positiva, esta sua estreia na fase final do Euro sub-21.

Gonçalo Paciência (7). Decisivo. Entrou aos 57', rendendo Ivan Cavaleiro, e não tardou a pôr a defesa sueca em sentido. Movimenta-se muito bem dentro da grande área. Aos 82' desfez o nulo com um belo golo que confirma o seu mérito enquanto ponta-de-lança - a posição mais deficitária do futebol português.

Iuri Medeiros (7). Irreverente. Substituiu Ricardo aos 73' e entrou em campo cheio de energia e dinamismo. Muito combativo, ajudou a criar linhas de passe no reduto defensivo sueco. Um bom remate aos 76'. E uma grande assistência para o golo de Gonçalo Paciência. Cumpriu com mérito a missão. Merece jogar mais.


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21 Jun 15

Outra boa prestação da selecção portuguesa no Campeonato da Europa de sub-21, arrancando um empate à Itália - que não vencemos desde 1996. E, sobretudo, um resultado que nos permite comandar o nosso grupo (a Inglaterra venceu a Suécia) e aspirar às meias-finais.

Foi um jogo com duas partes distintas. Na primeira, pressão alta dos italianos que pôs à prova a excelência do nosso eixo defensivo e sobretudo dos reflexos do guarda-redes José Sá: custa a crer que continue a jogar nas reservas do Marítimo. Na segunda, Portugal assumiu o comando do jogo, impondo domínio táctico com controlo de bola e maior poderio físico. Os italianos acabaram esgotados.

Além de José Sá, as notas mais positivas vão para Paulo Oliveira, Tiago Ilori, William Carvalho e Bernardo Silva. Um caso muito sério, esta selecção comandada por Rui Jorge. Que empatou há pouco, na República Checa, ao fim de 11 vitórias consecutivas. Quem receava a falta de renovação de valores no nosso futebol, ao nível de selecções, tem todos os motivos para ficar mais tranquilo.

 

Itália, 0 - Portugal, 0

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Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

José Sá (9). Intransponível. Segurou o empate com um punhado de excelentes intervenções. Destaque para defesas aos minutos 4, 6 e 27 - duas das quais a remates de Berardi, o mais perigoso dos italianos. Voltou a impedir o golo já no fim, aos 90'+3. Teve a sorte do seu lado ao ver a bola embater na barra no primeiro minuto do segundo tempo. Mas a sorte é assim: protege sempre os audazes.

Esgaio (7). Competente. Arriscou poucas incursões pelo flanco esquerdo mas quando o fez foi sempre com a bola dominada, como é sua característica. Nunca comprometeu. Um bom remate aos 39' saiu-lhe ao lado.

Paulo Oliveira (8). Sólido. O patrão da nossa defesa: tem uma invejável maturidade para um jogador tão jovem. Defesa titular do Sporting, tornou-se imprescindível nesta selecção sub-21. Sempre muito bem posicionado, joga por antecipação e coloca bem a bola nas linhas dianteiras. Cortes cirúrgicos aos 10' e 22'.

Ilori (8). Sereno. Completou muito bem o seu colega no eixo defensivo: o entendimento entre ambos é tão patente que até parece que jogam juntos há anos. Contribuiu para dar consistência à equipa. Um corte preciso aos 76' evitou um possível golo italiano.

Raphael Guerreiro (4). Trapalhão. Uma primeira parte para esquecer. Nervoso, desposicionado com excessiva frequência, falhando passes. Deixou-se ultrapassar várias vezes por Berardi na sua ala esquerda. Ia fazendo autogolo aos 15'. Melhorou de rendimento na segunda parte, mas foi sempre o elo mais fraco da nossa defesa.

William Carvalho (8). Influente. Foi novamente uma pedra angular do meio-campo português. Passaram por ele quase todas as nossas transições ofensivas. Grande distribuidor de jogo, exímio recuperador, sempre com visão panorâmica do terreno. Deu o exemplo na posse e controlo de bola, indispensáveis para estancar a pressão italiana.

Sérgio Oliveira (7). Eficaz. O capitão da nossa selecção, vice-campeão mundial de sub-20 em 2011, completou a acção de William ao fechar linhas de passe da squadra azzurra e conduzir a manobra ofensiva. Grande jogada com João Mário, na ala esquerda, gerou a nossa melhor oportunidade na primeira parte.

João Mário (7). Veloz. O médio leonino voltou a fazer o seu habitual jogo inteligente e dinâmico, criando desequilíbrios e desposicionando os defesas adversários graças à sua enorme mobilidade. Também fundamental em missões de posse de bola. Desperdiçou o golo aos 36' com um remate deficiente. Saiu aos 81'.

Rafa (5). Intranquilo. Rui Jorge apostou desta vez nele como extremo titular, sobretudo na ala esquerda. Também apoiou a defesa, indo buscar muitas vezes jogo às linhas recuadas. Mas a manobra ofensiva saiu-lhe quase sempre inconsequente. Substituído aos 54'.

Carlos Mané (6). Irregular. Como às vezes no Sporting, pareceu por vezes passar ao lado do jogo nesta estreia como titular na fase final do Euro sub-21. Mas é daqueles jogadores que nunca permitem descansar as defesas adversárias. Fez um excelente slalom na grande área aos 86' que deixou vários italianos pelo caminho: foi uma das melhores jogadas individuais do desafio.

Bernardo Silva (8). Irrequieto. Um dos nossos jogadores mais tecnicistas, voltou a demonstrar esta característica com diversas incursões da ala direita para o centro do terreno, baralhando todas as marcações. Arrancou dois cartões amarelos aos adversários, desgastando o bloco defensivo italiano. Mesmo quando tem pouco espaço para se movimentar, inventa-o: foi o que sucedeu ao protagonizar um grande lance aos 69'. Substituído aos 78'.

Gonçalo Paciência (6). Discreto. Entrou aos 54', substituindo Rafa, quando Rui Jorge modificou o dispositivo táctico, apostando num 4-3-3 clássico. Conferiu mais poder atlético ao nosso ataque, na posição de ponta-de-lança, mas a pontaria não lhe saiu afinada: remates desperdiçados aos 73' e 78'.

Iuri Medeiros (6). Dinâmico. Imprimiu velocidade ao corredor direito português, rendendo Bernardo Silva aos 78', numa fase em que os italianos já acusavam bastante desgaste físico. Sempre perigoso, arrancou um cartão amarelo a Romagnoli. Abusou por vezes do individualismo.

Tó Zé (5). Entrou para o lugar de João Mário aos 81'. Essencialmente para refrescar a equipa. Cumpriu a missão, sem tempo para grandes rasgos individuais. Aos 88', marcou bem um livre que Gonçalo Paciência desperdiçou.


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20 Jun 15

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Uma vez mais, fico com a sensação de ter visto um jogo totalmente diferente. Para o jornalista do diário A Bola que avaliou o desempenho dos nossos jogadores no Portugal-Inglaterra do Europeu de sub-21, William Carvalho foi o pior em campo. Algo precisamente nos antípodas do que aqui escrevi.

Como é possível que o nosso médio mais recuado - que jogou toda a partida - tenha sido o pior em campo num desafio que Portugal venceu por 1-0, impondo uma derrota memorável à Inglaterra, selecção que tinha marcado em todas as partidas da fase de qualificação?

Vejamos então quais foram os poderosos argumentos contra William do jornalista Nuno Saraiva Santos, responsável pelas avaliações no plano individual: «Passou pela zona mista de rosto terrivelmente fechado. Tinha razões para isso. Onde anda aquele William irresistível? Lento, a dar muito espaço aos adversários e sem aquela precisão no passe que deliciava os adeptos. Só muito amiúde se viu o médio. E apenas fogachos. Um remate (88') ao lado.»

Vimos portanto jogos muito diferentes daquele que ele viu - e utilizo o plural porque incluo os próprios adeptos ingleses, que não negaram aplausos a William Carvalho com fair play muito britânico.

 

Mas terá razão o jornalista d' A Bola?

Leio a avaliação ao jogo feita por Rui Malheiro, que assina algumas das melhores análises futebolísticas na imprensa portuguesa. Ele sim, viu o mesmo desafio que eu. Ele viu Portugal a vulgarizar a poderosa selecção inglesa, ele viu a vedeta Harry Kane travada a todo o passo pelo nosso bloco defensivo. Ele viu William Carvalho como peça fundamental dessa estratégia e primeiro construtor do processo ofensivo português, traduzido neste triunfo que merece ser assinalado.

«Foi nos vértices do losango desenhado por Rui Jorge que Portugal venceu o jogo ante uma Inglaterra muito afoita na etapa inicial. William Carvalho, o vértice defensivo, revelou - com a subtileza de quem percorre quilómetros dando a entender que se movimenta a passo - um elevado sentido posicional e grande eficácia nas acções de antecipação e de desarme, para além da habitual segurança nas entregas, que permitiram fazer a bola circular, e inteligência nos desdobramentos sempre que decidiu invadir o meio-campo adversário», assinala Rui Malheiro, com a sua habitual argúcia, na edição de ontem do Record.

 

Ora aí está. O jornalista da Travessa da Queimada que atribuiu nota 5 (em 10) a William Carvalho) foi incapaz de perceber essa subtileza «de quem percorre quilómetros dando a entender que se movimenta a passo». Eu, que hoje me sinto generoso, atribuo nota 3 (também em 10) ao texto que ele escreveu.

E para a próxima, meu caro William, não te esqueças de sorrir quando passares pela zona mista: isso também conta para a nota.


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18 Jun 15
O melhor em campo
Pedro Correia

William Carvalho elogiado pelos ingleses, que sabem apreciar como ninguém a arte do futebol.


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Portugal entrou da melhor maneira nesta fase final do Campeonato da Europa de sub-20, prova em que não comparecíamos desde 2007. Com uma vitória sobre a temível selecção inglesa, candidata à vitória no torneio. Horas depois de a Suécia ter derrotado a Itália, outra favorita.

Tivemos em campo uma equipa madura, com grande disciplina táctica e superioridade técnica durante a maior parte do encontro. Confirmando as boas qualidades reveladas na fase de apuramento, em que obtivemos dez vitórias consecutivas.

Destaque para o bom desempenho dos jogadores do Sporting nesta partida. Paulo Oliveira, totalista na campanha do apuramento para esta fase final na República Checa, foi um pilar defensivo. William Carvalho, vital nas transições ofensivas, revelou-se o melhor em campo. João Mário marcou o golo da nossa vitória.

Também merecem nota positiva Ricardo Esgaio (que alinhou de início como lateral direito), Iuri Medeiros e Carlos Mané (que entraram aos 73' e aos 79', respectivamente).

Inglaterra, 0 - Portugal, 1

............................................................................................

 

Fica a minha pontuação aos jogadores:

 

José Sá (7). Seguro. Duas grandes defesas a remates de Kane, o astro da selecção inglesa, aos 34' e aos 80'. Voltou a revelar bons reflexos aos 48' e a travar um ataque perigoso aos 90'+2. O guardião do Marítimo só fez três jogos esta época pela equipa principal do seu clube. Mas ninguém diria: está pronto para voos mais altos.

Esgaio (7). Dinâmico. Fez uma boa primeira parte, confirmando a excelente campanha de qualificação, onde foi um dos jogadores mais utilizados. Apoiou bem o ataque, subindo muitas vezes para a linha média. Esteve mais discreto na segunda parte.

Paulo Oliveira (8). Sólido. Não por acaso, foi totalista durante a excelente qualificação dos pupilos de Rui Jorge, seleccionador sub-21. Leu bem os lances. Jogou em antecipação. Soube fazer cortes cirúrgicos. E vulgarizou Kane ao marcá-lo com eficácia.

Ilori (6). Discreto. Combinou bem com Paulo Oliveira no eixo da defesa, mas foi sempre menos exuberante do que o seu colega. Sem nunca comprometer o desempenho global da equipa.

Raphael Guerreiro (6). Irrequieto. Esteve mais retraído no seu corredor do que Esgaio na ala direita. Algo trapalhão no passe, sobretudo no primeiro tempo, foi ganhando estabilidade e revelou-se um elemento de grande utilidade na equipa. Fez um bom remate cruzado aos 56'.

William Carvalho (8). Pendular. Foi o grande estratego da nossa equipa, revelando-se ao melhor nível que tem exibido no Sporting. Bom distribuidor de jogo, eficaz nas recuperações, fundamental no jogo de contenção quando foi preciso segurar o resultado.

Sérgio Oliveira (7). Experiente. O capitão da nossa selecção, vice-campeão mundial de sub-20 em 2011, compensou em maturidade táctica e leitura de jogo algum défice de dinâmica ofensiva. Bom trabalho no lance do golo, iniciado nos seus pés.

João Mário (7). Influente. O médio leonino, jogando como extremo, estava no local certo no momento mais oportuno: foi dele o golo solitário da nossa selecção, aos 57', aproveitando um ressalto da bola que tinha acabado de embater no poste a remate de Bernardo Silva. Com espaço de manobra dentro da grande área, não desperdiçou a oportunidade. Fez a diferença.

Ivan Cavaleiro (5). Inconsequente. Revelou grande mobilidade, demonstrou espírito combativo, mas os remates não lhe saíram com pontaria. Acabou por ser o primeiro jogador a ser substituído, aos 73'.

Ricardo Pereira (6). Lutador. Deu sempre trabalho à defesa inglesa, que se desorganizou mais vezes do que se previa. Protagonista de bons lances individuais, faltou-lhe um pouco mais de espírito colectivo para melhorar o rendimento global da equipa.

Bernardo Silva (7). Acutilante. Embalado pela excelente época no Mónaco, onde marcou dez golos em 45 jogos, foi sempre incómodo para o reduto defensivo inglês. Fez boas trocas posicionais com João Mário, com quem construiu uma parceria muito eficaz. Foi dele o remate ao poste na sequência do qual nasceu o nosso golo.

Iuri Medeiros (6). Criativo. Entrou aos 73', substituindo um já fatigado Ivan Cavaleiro, e conferiu maior dinâmica ao nosso ataque. Pôs em sentido a defesa inglesa e combinou bem com Bernardo Silva. Aos 75' marcou muito bem um livre, com a bola a passar perto do poste. Faltou-lhe por vezes alguma concentração.

Carlos Mané (6). Irreverente. O extremo do Sporting rendeu Ricardo Pereira aos 79'. Foi igual a si próprio, com boa capacidade técnica, bom trabalho nos flancos a flectir para o centro do terreno e variações súbitas de velocidade que baralharam as marcações inglesas. Útil também nas missões defensivas.

Rúben Neves (5). Contido. Substituiu João Mário aos 85'. Entrou com a missão de contribuir para segurar o resultado. Teve êxito nesta tarefa - e mais nada se esperava dele neste jogo.


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14 Jun 15
Dor de cotovelo
Pedro Correia

Os meus amigos benfiquistas, cheios de dor de cotovelo devido aos valores de excelência que continuam a emanar da academia de Alcochete, costumam gabar-se de que nos últimos anos a formação do Seixal começa a dar cartas no futebol português.

Será mesmo?

 

Vejo a convocatória para o Europeu sub-21 a realizar na República Checa, que para nós começa na próxima quinta-feira com um desafio frente à Inglaterra, e encontro lá - entre outros - os seguintes jogadores:

Do Sporting - Tobias Figueiredo, William Carvalho, João Mário, Carlos Mané, Paulo Oliveira (os quatro primeiros são da cantera leonina).

Do FC Porto - Rúben Neves, Ricardo Pereira, Gonçalo Paciência (Ricardo Pereira foi formado no Sporting).

Do Benfica - Bruno Varela.

 

Conclusão: o número de sportinguistas supera a soma dos convocados da Luz e do Dragão.

Uma vez mais se confirma, portanto, que nenhum outro clube português consegue fazer sombra ao futebol do Sporting em matéria de formação.

Prevejo que os meus amigos benfiquistas vão continuar com dor de cotovelo... 

 

ADENDA: Ricardo Esgaio (emprestado à Académica) e Iuri Medeiros (emprestado ao Arouca) são outros dois jogadores do Sporting - e da nossa formação - convocados para este Europeu.


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02 Jun 15

Ao contrário das companhas veiculadas quase diariamente na imprensa escrita e televisiva, que procuram a todo o custo justificativos para defender a ideia de que a melhor formação nacional provém do Seixal, o seleccionador Rui Jorge, que tem feito um trabalho absolutamente incrível e como há muito não acontecia nos Sub-21, acabou de seleccionar para o Europeu da categoria 7 jogadores do Sporting, contra apenas 1 do Benfica e 5 do Porto.

Mais interessante ainda é analisar que dos 7 convocados do Sporting, 5 jogam habitualmente na equipa principal e os outros 2 foram titularíssimos nas equipas que os acolheram por empréstimo a meio da época. O que compara com os seleccionados dos outros clubes: o único convocado do Benfica não saiu da equipa b e dos 5 do Porto, apenas 1 joga na equipa principal com regularidade, 2 jogam na primeira liga com regularidade e o outro joga na equipa b.

Mesmo assim ainda há quem questione que a qualidade da formação leonina não é a melhor do país.


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21 Mar 15
O nosso, claro
Pedro Correia

 

Conhecidas as convocatórias para os próximos jogos das selecções nacionais A e sub-21, anunciadas pelos seleccionadores Fernando Santos e Rui Jorge, ficámos a saber o peso real de cada emblema na valorização dos futebolistas portugueses.

 

Eis a distribuição dos jogadores convocados por clubes que disputam o campeonato nacional:

Sporting (8) - Rui Patrício, Cédric, João Mário, William Carvalho, Nani, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Carlos Mané.

FCP (5) - Quaresma, Rafa Soares, Ruben Neves, Ricardo Pereira, Gonçalo Paciência.

Braga (2) - Éder, Rafa.

Paços de Ferreira (2) - Ruben Pinto, Sérgio Oliveira.

Académica (1) - Ricardo Esgaio.

Marítimo (1) - José Sá.

Nacional (1) - Rui Silva.

V. Setúbal (1) - F. Venâncio.

Estoril (1) - Tó Zé.

SLB (1) - Eliseu.

Belenenses (1) - Ventura.

 

Conclusão: só um clube fornece jogadores a todas as posições das duas selecções mais representativas do futebol português.

O nosso, claro. 


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16 Nov 14

Como se comprova aqui.


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16 Out 14
Obrigado, Rui Jorge
Pedro Correia

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É mais que tempo de dar os parabéns a Rui Jorge. Qualificou a selecção portuguesa sub-21 para a fase final do Campeonato da Europa com um percurso cem por cento vitorioso: dez vitórias em dez jogos. Uma campanha que culminou no play-off disputado com a Holanda: triunfo  (2-0) e agora  (5-4). Mesmo sem o contributo de William Carvalho, João Mário, André Gomes (convocados para a selecção A) e Bruma (lesionado).

Nada disto acontece por acaso: é resultado de muito esforço, muito trabalho, muito profissionalismo. Nem sempre reconhecidos pelos órgãos de informação, que preferem destacar a espuma dos dias, e por certos teóricos da bola, que adoram discorrer sobre a "ausência de jovens valores no futebol português", sem perceber que a realidade se encarrega a todo o passo de contrariar tais palavras.

É tempo de deixar aqui uma palavra de apreço e gratidão ao responsável máximo deste sucesso dos sub-21. Obrigado, Rui Jorge.


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10 Out 14
Como é possível?
Pedro Correia

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Olho incrédulo, uma vez mais, para a primeira página do jornal A Bola, edição de hoje. "Como é possível não apostarem nestes miúdos?", interroga-se com indignação o matutino que alguns - cada vez menos - ainda consideram a "Bíblia do futebol".

Tanta indignação a propósito de quê? Da "fantástica exibição" de um jogador que o Benfica dispensou, remetendo-o para o principado do Mónaco, onde agora actua às ordens do ex-treinador sportinguista, Leonardo Jardim. E do "grande golo" ontem marcado por Carlos Mané, selando a vitória da selecção portuguesa sub-21 frente à Holanda.

"Titularidade de Rúben Neves no FC Porto é uma saudável excepção na aposta em jovens na liga portuguesa", destaca ainda o jornal. Mentindo. Rúben Neves pode ser excepção, mas no Porto. Porque no Sporting - que também integra a Liga portuguesa - a regra é aproveitar os jovens jogadores, oriundos da formação. Exactamente ao contrário do que A Bola dá a entender, omitindo o nome do nosso clube.

Na última página, em editorial subscrito por José Manuel Delgado, o tom é o mesmo. "Esta tentação provinciana e periférica de desvalorizar o que é nosso e preferir o que vem de fora deve ser combatida", insurge-se o editorialista. Talvez pretenda visar o Benfica, mas falta-lhe o desassombro para chamar as coisas pelos seus nomes. E é incapaz de mencionar o Sporting, também aqui, como excepção à regra.

 

Vamos a factos.

Na equipa principal do nosso clube alinham actualmente - com regularidade - estes jogadores, todos oriundos da Academia de Alcochete:

Rui Patrício (26 anos)

Cédric Soares (23 anos)

William Carvalho (22 anos)

Adrien Silva (25 anos)

André Martins (24 anos)

João Mário (21 anos)

Carlos Mané (20 anos)

Nani (28 anos)

Além destes, dois outros elementos da nossa formação treinam com regularidade na equipa A:

Ricardo Esgaio (21 anos)

Tobias Figueiredo (20 anos)

Dez, portanto. Número insuficiente, no entanto, para impressionar o jornal A Bola. Que devia ter a honestidade intelectual de distinguir o Sporting dos outros clubes e de saber que o "grande golo" de Carlos Mané enquanto sub-21 não surge por acaso: é fruto de muito e bom trabalho em Alvalde.


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09 Out 14

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Carlos Mané: grande golo na selecção sub-21

 

Algumas sumidades andam por aí a rasgar as vestes, clamando contra a "falta de formação" no futebol português. A vitória da nossa selecção de sub-21 hoje frente à Holanda, no país do adversário, por 2-0 é mais um desmentido vivo daquelas teses debitadas até à náusea por pseudo-especialistas na matéria.

Com este resultado, Portugal encontra-se praticamente apurado para o Campeonato da Europa, faltando apenas cumprir a segunda mão deste play off, na próxima terça-feira, em Paços de Ferreira. Isto depois de uma campanha brilhante na fase de grupos: os jovens orientados por Rui Jorge conseguiram oito vitórias em oito jogos.

Hoje os sub-21 obtiveram novo triunfo. Apesar de estarem desfalcados de nomes como Bruma (lesionado), João Mário, William Carvalho e André Gomes (entretanto desviados para a selecção A, que joga sábado contra a França). Mas não faltaram jogadores do Sporting, como Esgaio, Paulo Oliveira, Iuri Medeiros e sobretudo Carlos Mané, que marcou o segundo golo, com belíssima execução técnica. Ele que é suplente na nossa equipa principal, o que vem desmentir também a teoria de que "não temos banco" à altura dos desafios.

Parabéns aos jogadores que derrotaram uma selecção que já por duas vezes se sagrou campeã europeia de sub-21. Parabéns a Rui Jorge. Deixem as tais sumidades continuar a bramir contra a "falta de jovens talentos" no futebol português e desmintam-nas como bem sabem. Com novos jogos vibrantes, com novos golos dignos de levantar qualquer bancada.

 


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16 Out 13
Prospecção
Duarte Fonseca

 

Raphaël Guerreiro de seu nome. Lateral esquerdo a sua posição. Jogou ontem pela selecção de sub-21. Muita qualidade neste luso-francês que optou por defender as cores nacionais.

É certo que o jogo foi contra o Azerbeijão, pelo que as situações de prova não foram as mais interessantes, no entanto, há pormenores que não enganam. Sentido posicional, quer a defender quer a atacar, domínio de bola, capacidade de posse e de passe, movimentações no espaço para dar possibilidade de troca de boa. Tudo feito com muita naturalidade e inteligência.

Tem 19 anos e está na altura certa para, com o devido acompanhamento, se tornar num bom lateral esquerdo. Para já, é titular do Lorient da Ligue 1.


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06 Set 13
Os sub-21
Duarte Fonseca

Ontem, no jogo dos sub21, apesar da vitória, o que vi foi:

- Jogadores: William Carvalho

- Com potencial: José sá, João Amorim, Rafa e Betinho

- Fraquinhos: André Gomes, Luís Martins e os dois centrais

- Os outros (não têm muito potencial, mas também não são tão fracos como os 4 anteriores): Sérgio Oliveira e Ivan Cavaleiro

 

Sobre os suplentes que entraram:

- É quase criminoso ter João Mário no banco, quando as alternativas são Sérgio Oliveira e André Gomes;

- Ricardo parece-me ser uma espécie de Douala português.

 

Rui Jorge que não se iluda com esta vitória porque, com aquela defesa e aquele meio-campo, principalmente, vai ter muitas dores de cabeça.


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06 Out 12

Enquanto Paulo Bento continua a depositar confiança no suplente do Deportivo da Corunha - até já consta que marcou dois golos - Rui Jorge, pela preparação para o Campeonato da Europa de sub-21 2015, reconhece apenas um talento numa equipa bem recheada de talentos. Luís Ribeiro, guarda-redes da equipa B do Sporting, foi o único jogador «leonino» convocado para o amistoso frente à Ucrânia no dia 15 de Outubro. Isto, de um plantel que inclui, entre outros, Betinho, Tiago Ilori, Ricardo Esgaio, Iuri Medeiros e João Mário, já para não evocar Bruma pelos seus 17 anos. William Carvalho, jogador do Sporting emprestado ao Cercle Brugge, foi o outro «leão» convocado. Não deixa de pasmar que num país com tantos jovem talentos, Portugal tenha sido afastado dos recém-realizados Jogos Olímpicos de Londres e do Campeonato da Europa de sub-21 2013. Muitas experiências e, quando chega à hora da verdade, ficamos frequentemente... pelo caminho. 

 


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01 Jun 12
O nosso menino
Zélia Parreira

 

Golo de André Martins mantém a esperança para a Selecção Sub-21. Mai nada!


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