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És a nossa Fé!

Complexo de inferioridade

Faz-me impressão que tantos sportinguistas sejam incapazes de se pronunciar sobre as questões leoninas sem mencionarem a todo o momento o clube onde Jorge Jesus foi treinador durante seis anos antes de se transferir para Alvalade.

Todos os dias verifico isso, nas caixas de comentários do És a Nossa Fé.

É um absurdo complexo de inferioridade. Como se o Sporting não fosse um clube com mais história, mais títulos e mais prestígio do que a agremiação rival. Como se o Sporting não tivesse como embaixadores itinerantes permanentes figuras da relevância mundial de um Carlos Lopes, um Luís Figo ou um Cristiano Ronaldo.

Esses sportinguistas com mentalidade perdedora têm os pés num lado da Segunda Circular e a cabeça no lado oposto. Algo que de todo não entendo.

Se eu mandasse...

No que se refere a jornalistas, colunistas, paineleiros e comentadores todos temos os nossos preferidos e os nossos ódios de estimação. Se pudéssemos escolher, de certeza que colocávamos fulano no programa X e retirávamos sicrano do programa Y.

 

Tendo isso em conta, digam de vossa justiça acerca de quem acham que deveria representar-nos e quem deveria ser enviado para uma ilha longínqua.

Mentiras

"...Perante mais de 42 mil testemunhas in loco e uns milhões pela tv, o árbitro Jorge Tavares não se coibiu de realizar mais uma exibição despudorada em pleno covil do leão.

Pouco me interessa se o comentador José Nunes deu cartão verde ao árbitro, considerando não ter tido erros de relevo, na sua habitual análise aos intervenientes na Antena 1...." (mais aqui )

Sportinguistas rendidos a Vieira

«Como é possível alguém que se diz sportinguista ficar incomodado com o corte de relações decretado pelo nosso clube com os outros da segunda circular?»

 

Aproveitando o confronto entre o Sporting e o SLB, alguns sportinguistas têm disparado não contra Vieira mas contra Bruno.

Nos blogues e nas colunas de jornais, por exemplo.

Como escreve o Ricardo Dias, «são estas pessoas, com as suas atitudes, que ajudam a explicar porque é que o nosso clube chegou ao estado em que se encontra».

Em claro contraste, não vejo um benfiquista a criticar Vieira.

Isto diz muito sobre a cultura desportiva dos dois clubes. E sobre a atitude de certos sportinguistas: sempre prontos a renderem-se ao adversário, sempre prontos a lançar pedras não para fora mas para dentro. Sem perceberem a mais elementar das evidências: todas essas pedras fazem ricochete.

Arrotar postas de pescada

É espantoso o palco que as televisões dão às patacoadas de José Eduardo, como se fosse um artista de telenovela. Já se anuncia outro stand-up do mesmo comediante para amanhã à noite.

Mais espantoso é ver protagonistas da era de pesadelo liderada por Godinho Lopes, como Paulo Farinha Alves, atreverem-se a arrotar postas de pescada,como sucedeu ontem à noite, durante uma hora, na SIC Notícias. Logo ele, que dirigiu o futebol do SCP entre Outubro de 2012 e Março de 2013 - isto é, na pior fase de sempre do nosso clube já centenário.
Farinha Alves devia ter pudor em surgir tão cedo a mandar bitaites na pantalha em vez de pedir desculpa a todos os sportinguistas por ter estado associado a uma página tão negra da nossa história.

Mais espantoso ainda é ver pessoas respeitáveis do universo leonino, como o ex-candidato à presidência do SCP Sérgio Abrantes Mendes, alinharem nesta cegada.
Após a vitória de ontem do nosso clube, quando devíamos estar todos a celebrar, também ele insistia na SIC Notícias em lembrar "a mensagem de Bruno de Carvalho no facebook após o jogo com Guimarães", colocando-se ao nível de um editorialista do jornal A Bola.
Isto apesar de após essa derrota já termos voltado a Guimarães, onde vencemos a equipa local sem espinhas a jogar com a equipa B...

Ouvindo certos sportinguistas em busca dos 15 minutos de fama, seduzidos com o isco dos jornais e das televisões que só lhes dão palco para criticar alvos internos, percebe-se melhor por que motivo o Sporting só venceu dois títulos de campeão nacional de futebol nos últimos 30 anos.
É triste mas é verdade.

Post (pessoal) em tempo real

Quem me conhece sabe que se existe uma coisa que me faz ganhar o dia é, além de um bom livro, uma boa partida de futebol. Estava eu sozinha, posta em sossego no sofá, não sem antes ter feito um inventário das possibilidades de o Sporting vencer o Schalke 04 na Alemanha, quando o pai das filhas me diz com toda a tranquilidade: “vamos conversar”? Ai os dilemas que o ser humano enfrenta. Eu que até sou uma pessoa serena, provida de paciência e sensibilidade começo a escutá-lo, dividindo a atenção entre o jogo e a troca de palavras, bem isto até o Nani marcar o primeiro golo. Depois, uma mulher é um ser complicado e contraditório, o pai das minhas filhas que me perdoe a mácula no currículo: mas que homem é que quer “conversar” durante um jogo de futebol e em particular do Sporting? É ter o mesmo sentido de oportunidade do que contar uma (má) anedota num funeral. Pior que isso só a minha irmã que me envia a seguinte mensagem:”mas quem é que está a jogar?” Há alturas, leia-se quando o jogo está 3 a 3 e o árbitro marca nos descontos um pênalti inexistente contra o Sporting, em que uma mulher não quer conversar. E não é por se achar o último biscoito do pacote como dizem os brasileiros, mas por recear empregar um vocabulário menos adequado (que faria corar de vergonha os marinheiros do porto de Lisboa). É evidente que o meu caso é para um psiquiatra.

 

PS- O Sporting foi enorme neste jogo e pôr um russo arbitrar este jogo é como colocar uma raposa a guardar galinhas.

Sportinguistas da treta

Dizem-se sportinguistas até à medula, daqueles que juram fidelidade eterna ao clube, e depois passam uma época inteira sem frequentar o nosso estádio. Preferem assistir aos jogos no sofá, entre reiteradas proclamações de sportinguismo, confiando nos critérios de realização da SportTV e nos comentários de Luís Freitas Lobo para aferir da "verdade desportiva". Isto apesar de viverem em Lisboa, terem bons meios de locomoção e se gabarem de possuir um bom nível socio-económico, não sendo certamente motivos de ordem financeira que os impedem de testemunhar in loco as prestações da nossa equipa.

Não contentes com isto, ainda se arrogam no direito de dar lições de sportinguismo aos outros, como se estivessem ungidos de uma pretensa superioridade moral na matéria. É para esses sportinguistas da treta, acima de tudo, que se destinam estas palavras de Bruno de Carvalho. Eles sabem que eu sei que eles sabem que eu sei.

Estabilidade

 

O Sporting teve um treinador, que foi o Paulo Bento, que fez um trabalho fantástico e que foram os tempos mais estáveis e produtivos. Também o Jesus no Benfica e eu no FC Porto quatro anos e se contabilizarmos os títulos, percebe-se a importância que teve. Os clubes com mais estabilidade produzem melhores resultados.

 

Não sei se Jesualdo é o melhor treinador para o Sporting. Mas concordo com estas suas palavras.

Só espero que quem está à frente do clube saiba construir a estabilidade necessária. Nós, sócios e adeptos, apenas desejamos que o Sporting regresse ao lugar que lhe compete!

Em frente Sporting!

Tal como o Francisco Mota Ferreira, também eu tenho evitado escrever ou comentar aqui. Os ânimos andavam demasiado exaltados e quase todos os intervenientes convencidos de serem donos da razão absoluta. Talvez seja já a hora de colocar as diferenças de lado e assumir o que temos em comum. O Sporting é o nosso grande amor e Bruno de Carvalho o nosso Presidente. 


Agora, que vivemos os primeiros dias do resto das nossas vidas enquanto Sportinguistas, olhemos em frente, unidos. 

Feira de ilusões?

A pré-campanha eleitoral, no nosso clube, entrou no seu melhor. De repente, a venda de ilusões começou, a troco de votos. Não se sabe ainda ao certo quem irá mesmo ser candidato. Mas já a feira de promessas faz sua rota. São parcerias (quais?), investidores esperando o grande momento, campeonatos por atacado, formação em alta. Tal como no anterior ato eleitoral, um «Sporting novo» espera ao virar da esquina.

O dinheiro vai jorrar. Apetece perguntar onde estava (está) esse maná salvífico, onde esteve escondido estes meses todos em que se criticou o presidente que vai sair agora... porque ele não conseguia cumprir a promessa de investidores a potes. Mas, se eles (os candidatos e os futuros ex-candidatos) sabiam onde esse dinheiro estava à espera, porque não o disseram, para salvar o clube? Porque ele era apenas a sua promoção pessoal ou porque estavam mentindo descaradamente aos sócios e aos adeptos?

Há um sportinguismo de pacotilha que atravessa o discurso dos que - sendo sportinguistas - falam do nosso clube, como se ele fosse um território feudal, dividido em vários quintais Sporting. Um do sr. A, outro do dr. B, outro de eng. C, etc., etc. Estando o clube como está, que sportinguismo é esse que se manifesta apenas pensando no interesse de cada facção e não no interesse uno do nosso Sporting? Que solidariedade clubista é essa, que apenas se afirma no 'um por um' e não no 'todos por um'? Que Sporting de mentira, de hipocrisia, de interesse individual, de auto-promoção se esconde por detrás de muitos discursos públicos de sportinguistas?

Eu não tenho dúvida de que este individualismo egoísta, estes egos mediatizados têm sido - e serão - o primeiro inimigo do nosso clube, a primeira barreira que nos impede de resolver os nossos magnos problemas. A menos que surja um tempo de afirmação forte de liderança, baseada em capitais e alavancada em resultados, o sportinguismo auto-destruidor de alguns lançará o clube para perigosas tempestades. Sei que Daniel Sampaio descobriu a fórmula para sermos sempre campeões (mude-se o presidente e os golos surgem). E das duas uma: ou ele se mantem à frente da mesa da AG e atira borda fora cada presidente pouco concretizador, ou é preciso acabar com o tempo do humor negro doutoral no clube.

Com os pés na terra

O Sporting conseguiu finalmente uma vitória sem contestação e, principalmente, demonstrar uma atitude condizente com o estatuto do clube. Mas isso, sendo um enorme sinal de esperança, não significa, apesar de tudo, que a página negra esteja rasgada (utilizando a analogia de Jesualdo), como muitos sportinguistas já dão por garantido. Vale a pena ter os pés bem assentes na terra. Seguem-se dois jogos em casa, que serão decisivos para o Sporting encurtar distâncias em relação ao triste objectivo que lhe resta: os lugares que dão acesso à Liga Europa. São dois jogos para ganhar com o mesmo espírito que se viu em Olhão: sem contestação e com qualidade. A partir daí, acredito que a máquina liderada por Jesualdo começe a funcionar em pleno e faça um resto de época que orgulhe os sportinguistas.

 

Espero, sinceramente, que este jogo e a recuperação que, estou certo, vai acontecer, não apaguem da memória dos sportinguistas o que já sofremos esta época e os erros de quem manda no clube. Por vezes, o sucesso fugaz tem o condão de camuflar certas incompetências e encher de ilusão os espíritos mais generosos. Espero que isso não aconteça. 

Pequenos leões

São sete e meia de uma tarde fria de inverno. Eu estou no meu posto habitual em dia de treino, à espera que o futebolista da família saia do balneário. Da porta que dá acesso ao campo saem os miúdos pequenos, das escolinhas, dos infantis e dos iniciados. Em sentido contrário, ainda a tremer de frio, passam os jovens adolescentes dos juvenis. Não sei a percentagem exacta, um dia posso entreter-me a calcular enquanto espero, mas são muitas as camisolas do Sporting que vão e vêm. Curiosamente, é o clube mais representado.

 

Penso na coragem que é preciso ter, num ano como este, para vestir dia após dia o equipamento verde e branco. Sujeitam-se aos comentários irónicos e desagradáveis do costume, mas não desarmam. E depois lembro-me do meu filho e do orgulho que tem naqueles equipamentos. E a seguir lembro-me de tudo o que leio na internet, em blogues e páginas do facebook e penso que estas letras todas que não paramos de ler e de escrever, cheias de razões e convicções, de nada valem quando comparadas com o peito cheio daquelas dezenas de miúdos, que em centenas de campos por este país fora, fazem um exército vibrante e orgulhoso de milhares de soldados de verde e branco, a procurar em cada passe, em cada lance, em cada remate, em cada defesa, honrar o Sporting Clube de Portugal.

 

A todos eles, a minha homenagem.

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