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És a nossa Fé!

A única recordação que tem do pai…

Na passada sexta-feira (10 de Nov.) quando cheguei a casa da minha mãe, um pouco antes das 20.00h, estava ela a ver o programa de fim de tarde da SIC.

Nesse programa estava a Júlia Pinheiro a debater o drama dos fogos florestais, do passado mês de Outubro. Tinha vários convidados: o Secretário de Estado da Agricultura, dois empresários da região, sendo um deles presidente de uma associação e uma senhora cuja habitação foi destruída pelo incêndio.

Dizia a senhora, que mais do que o drama de não ter habitação, pois tratava-se de primeira habitação, era o facto de ter perdido todas as memórias que uma casa de família, que passou por três gerações, comporta.

Tendo ela perdido o pai quando tinha sete anos, as suas memórias dele eram, para além daquelas que ficam de uma criança com aquela idade, as fotografias que tinham ficado e que agora, por via do acontecido, tinham sido todas destruídas pelo fogo. Todas não, houve uma excepção, aquela que não ardeu por essa senhora a trazer sempre consigo: o Cartão de Sócio do Sporting Clube de Portugal do pai.

Esta é única memória fotográfica que ficou do seu pai.

Verde foi o meu nascimento - II

Faz tempo que esta Sportinguista não escreve no seu blogue. Lá terá as suas razões que eu respeito. Todavia não é por não escrever que não deixa de ser uma boa sportinguista.

Curioso é que neste texto, já com quase um ano, entre outras coisas a Kikas faz referência a uma outra sportinguista, já nossa conhecida e também aqui apresentada.

Portanto eis mais uma leoa na blogosfera!

 

(Regressa Kikas, fazes falta!)

Amor com amor se paga!

Sou do Sporting por (boa) influência do meu pai.

No entanto não foi com ele que vi a maioria dos jogos no estádio. Sei que esteve na inauguração do velhinho Estádio José de Alvalade em 1956. Nessa altura era ele um jovem militar em princípio de carreira.

A maioria dos jogos do Sporting que vi, enquanto rapazola, fui na companhia de um tio, o mesmo que me fez sócio há quase quarenta anos. O meu pai como militar da Marinha de Guerra estava quase sempre em missão, maioritariamente por África. Daí o seu natural afastamento dos jogos ao vivo.

Mas eu continuei a ir à bola… Já adulto passei a ir com amigos e até sozinho. O que era preciso era estar lá.

Neste meu já longo palmilhar na vida há um momento do qual guardo gratíssimas recordações e que curiosamente se prende com o meu pai e o meu filho mais velho, ao mesmo tempo.

Refiro-me àquela tarde no Jamor, no já longínquo ano de 1995. A final foi com o Marítimo e, quando cheguei, o estádio já estava repleto. Nesse dia, entre mais família, foram comigo o meu pai e o meu filho mais velho, este vestido a rigor com uma camisola do Sporting.

Saímos de lá com a vitória, como é sabido e foi a última vez que fui com o meu pai à bola e a primeira com o meu filho mais velho. Um momento único…

Evoco esta lembrança porque caminhamos rapidamente para uma nova época. O meu pai ainda vivo, lá na aldeia onde reside, voltará a escutar os relatos pela rádio com emoção. Eu e o meu infante estaremos, sempre que pudermos, em Alvalade a puxar pela nossa equipa.

Fisicamente afastados mas muito próximos na paixão clubística.

Porque este amor (ao Sporting) com amor (ao pai e filho) se paga!

O meu Sporting...

Recebi um amável convite do Pedro para participar neste espaço. Confesso que fiquei relutante, pois falar em público - assim vejo estes espaços - nunca foi o meu forte. A formalidade do tal acto inibe-me, imagino-me como no poema “Na praça pública” de José Régio:

 

“Subi ao púlpito negro

Por minhas mãos levantado;

Levantado

Por minhas mãos esgarçadas...

E, da tribuna mais alta,

Arrepelando os cabelos,

Gritei à malta:

 

- «Camaradas...!

 

«Eh, camaradas...! ouvi,

«Que vou dizer-vos quem sois,

«Pois vou dizer-vos quem sou.»”

 

(Adivinhando o que vem no final)

 

“Então,

Parei, sentindo risadas

Entre aqueles que me ouviam.

 

E as suas caras diziam:

- «Que charlatão!»”

(in: Poemas de Deus e do Diabo. 2002. pp. 61, 65)

 

Correndo esse risco, aceitei.

Sendo este um espaço de sportinguistas, claro que se fala deste clube com dedicação, com devoção, da glória e... naturalmente, porque somos um clube de homens (politicamente, nos dias que correm, convém acrescentar) e mulheres, fala-se também dos defeitos.

Mas agora não!

 

Sendo este o meu texto inicial, falo-vos, em homenagem ao maior sportinguista que eu jamais conheci - o meu pai, da primeira vez que vi o Sporting jogar.

Tinha eu sete anitos, foi o jogo de final de época e de consagração do Sporting como campeão nacional na época de 1979-1980.

Nesse dia, finais de Maio ou início de Junho, recordo a minha mãe acordar-me às 5 e pouco da manhã e perguntar-me, como sempre, preocupada: - Tó, tu não queres ir, pois não?

- Claro que vou. Respondi.

Era a única criança dessa viagem, os outros eram, para além do meu pai, os seus sócios e o contabilista. A viagem de Coimbra a Lisboa foi feita na carrinha que a pequena empresa tinha: uma Mini de cor branca.

Desse dia, para além do jogo, recordo o almoço que um dos sócios do meu pai quis que fosse em Cacilhas, uma caldeirada para eles e para mim, não me lembro, talvez algo mais do apetite de uma criança de sete anos. Para azar desse sócio do meu pai no prato da sua caldeirada tinha (desculpem) alguns cabelos. É claro que isso originou uma outra... caldeirada, como não podia deixar de ser.

O jogo.

O jogo foi visto no peão Estádio de Alvalade, espaço que antecedeu a Bancada Nova. Confesso que não tenho memória do resultado, o google diz que foi 3-0. Recordo-me sim da invasão de campo que houve no final, de ver muitos jogadores com os seus equipamentos assaltados: o Eurico... e de o meu pai me dizer que eu tinha pisado o relvado do Estádio de Alvalade: a única vez que o fiz.

Dessa equipa recordo o Manuel Fernandes, o eterno Manuel Fernandes, o meu ídolo de criança, de sempre...; o Jordão, sim o magnifico Jordão; o Manoel, pela estranheza do nome; o Ademar; o Vaz; o Meneses; o Inácio; o Lito, não o Litos, esse aparecerá mais tarde, fui vê-lo ainda júnior jogar, juntamente com o Futre na Figueira da Foz.

 

Depois, claro, na medida das possibilidades, houve mais jogos...

Bons tempos, tempos de meninice, em que muitas vezes, como diz a canção, andava de camisola verde.

 

 

Obrigado Pedro!

Verde foi o meu nascimento - I

Inicio hoje aqui, no dia 111º aniversário do Sporting. uma nova secção.

Neste espaço farei referências a blogues pessoais, de gente unicamente do Sporting e que numa determinada altura escreveram no seu espaço algo sobre o nosso clube.

Esta ideia surgiu-me assim de repente e após ter lido hoje este faaaaaaaantástico texto, duma bloguer que é sportinguista desde que nasceu.

Exemplar!

(A culpa é tua, Joana!)

A pata na poça

Eu sou um gajo especialmente habilitado para falar em borradas porque tenho uma dose considerável delas às minhas costas.

 

Normalmente acaba por correr tudo bem, com um reforço significativo do stress associado à resolução dos mesmos, mas a verdade é que a minha experiência demonstra que nenhum de nós está imune ao erro, por muito bem intencionado que seja e independentemente da forma diligente como atuamos.

 

Ora, vem isto a propósito do jogo de ontem.

 

Eu tenho um filho que é benfiquista

É verdade, já aqui o referi várias vezes.

Mas não foi sempre assim, ele começou por ser sportinguista. Trajava com a verde e branca. Acompanhava-me a Alvalade nos jogos com menos gente, por razões óbvias e também, pensava eu, para lhe exacerbar o fervor clubístico, uma vez que teoricamente seriam mais as vitórias e a alegria de as comemorar. 

O meu filho tem hoje 33 anos, é o mais velho de dois, portanto estamos a falar de idas a Alvalade no tempo do jejum de dezoito anos. E se ele assistiu a resultados miseráveis...

Um dia, num Sporting-Marítimo em que, salvo erro, também levámos três, partiu-se-me o coração quando ele me disse com um ar de raiva "pai, já não quero ser mais do Sporting!" Teria cinco, seis anos, não faço já ideia.

Por circunstâncias da vida (e da morte), um ou dois anos depois, na deslocação a Tavira para o funeral de um familiar chegado, o miúdo ficou em Tomar com familiares (porque era Natal e tínhamos ido passar o Natal com os pais). Benfiquistas, de quem eu gosto muito. Bastou um fim de semana! E convenceram-no com o quê? "O Benfica ganha sempre, não sejas do Sporting que não ganha nada"...

 

E ontem dei por mim a pensar no meu filho mais velho, quando olhei ao redor e vi as carinhas de muitos miúdos e miúdas, tristes, por verem que o Sporting não ganhou. A maioria deles não faz ideia porquê, não entendem ainda o jogo, mas os culpados por aquelas carinhas tristes sabem e é obrigação deles tudo darem para inverter o processo. É verdade que ser dum clube que ganha pouco (hoje apetece-me ser simpático) não se explica, mas hoje a pressão desde tenra idade também é diferente e os miúdos sofrem na pele, nos infantários, nas escolas depois, pelo facto de serem "verdes". Àqueles que podem viver sportinguismo diariamente, nas escolinhas de futebol, na natação, nos mais variados desportos que lhes proporciona o clube, é mais difícil quebrar. Aos restantes, porque é difícil uma criança entender o que é ser levado ao colo para além do acto propriamente dito, é mais fácil ir na onda de quem vence.

Este é um assunto que parecendo ser de importância quase nula, é talvez o maior desafio que tem hoje pela frente a direcção do Sporting. E a forma mais fácil de trazer novos adeptos e sócios, é ganhando. Não a qualquer custo mas com os nossos valores, onde a luta, a entrega total, o empenho, a resiliência têm que estar sempre presentes no espírito de quem nos representa. A quem não demonstrar este espírito, do presidente ao motorista do autocarro, a porta da rua é a serventia da casa. Convenço-me que o Sporting nunca acabará, mas se não forem tomadas medidas irá definhando aos poucos. Esta injecção de sportinguismo dos últimos anos, podem crer, tem prazo de validade! 

 

Sabem uma coisa, o meu outro filho, o mais novo que tem 28 anos, é Sportinguista.

E sabem porque continua a ser Sportinguista? Porque detesta futebol. E porque convive muito mal com vigarices.

Dia de Sportinguismo

Fui votar cedo porque tinha uma reunião longa a partir das 10. Pensava que, àquela hora, seria chegar e andar. Demorei 40 m. a votar, num ambiente de alegria, cordialidade e Sportinguistas equipados a rigor.

A fila nunca esteve parada e fiquei impressionada pela organização eficiente do acto eleitoral. Felicito quem pensou e planeou tudo ao milímetro Foi um dia de grande orgulho por pertencer ao melhor clube do mundo.

Agora, Sr. Presidente, dois pedidos: Não volte a dar o meu número de telefone a ninguém e faça alguma coisa pela Alvaláxia. Os Sportinguistas merecem um espaço de encontro digno, acolhedor e dinâmico. 


Nota: Estou a adorar as reacções e a forma como alguns órgãos de comunicação social estão a relata o processo eleitoral e os resultados, já para não falar no que escolhem destacar no discurso de Bruno de Carvalho. Diz muito mais sobre eles e sobre a sua idoneidade do que sobre os factos e as pessoas que referem.

Alinhamo-nos agora?

Queriamos estar todos alinhados, estamos agora? Estamos unidos num "Ok, alguma coisa tem de mudar nestes jogos"? Espero que sim, é essa sintonia que faz um clube.

 

Escrevi isto aquando do empate na Madeira, por Outubro. Estávamos, mas ainda fomos todos dar uma grande volta a razões, argumentos, guerras e guerrinhas. Desta vez, talvez estejamos. Perdemos dois meses inteiros entretanto. 

Serenidade e reflexão precisam-se. Gostar do Sporting ajuda. 

Confiança no futuro

É depois de golpes como o de ontem à noite que se torna cliché dizer que é preciso ter confiança no futuro. E se torna difícil arranjar essa confiança, quando estamos há quinze anos à espera de um campeonato e constatamos que ainda não será desta…

 

Não quis, porém, deixar de mencionar uma vitória do nosso clube, apesar de ter sido num torneio de sub-12, pois participou o sobrinho de uma amiga minha de juventude. Foi em Kuala Lumpur, igualmente ontem, 18 de Dezembro.

 

Torneio Kuala Lumpur.jpg

 

Tinha perdido o contacto com a Elsa, quando vim para a Alemanha em 1992, mas recuperei-o há cerca de dois anos através do Facebook, claro está. Reencontramo-nos, pouco depois, em V. N. de Gaia, onde eu morei e onde ela continua a morar. Durante a conversa, ela falou-me no sobrinho, Martim Marques, que quer fazer carreira no futebol e que joga «lá no teu clube». Enfim, estamos nos arredores da cidade do Porto…

 

O Martim Marques, que joga na posição de extremo-esquerdo, é novo demais para ter assistido a um campeonato ganho pelo Sporting. Mora em Aveiro, onde treina no Gafanha, mas desloca-se todos os Sábados a Lisboa, a fim de usar e servir a camisola que, apesar dos desaires, tanto amamos.

 

Martim Marques.jpg

 

O miúdo que, na próxima fotografia, aparece a dar o autógrafo da praxe, depois da vitória na Malásia, tem um sonho para o próximo ano, em que completa os treze: entrar na Academia Sporting. A família apoia-o e, embora a sua vida passe a ser ainda mais complicada, caso o sonho se concretize, espero que o Martim se torne num grande futebolista e assista a muitos campeonatos ganhos pelo Sporting, alguns, quem sabe, com a sua ajuda…

 

Martim Marques (3).jpg

 

Nota: o texto e as fotografias foram publicadas com a autorização da família do Martim Marques.

Ser ou não ser, eis a questão

 

Sou racional. Penso e repenso as coisas, as situações até ter certezas. Peso os prós e os contras. Penso a todos os passos do caminho: “e se estiver errada?”. Procuro um ponto de partida, a tal primeira certeza sobre a qual não restam dúvidas e a partir daí vou eliminando hipóteses, construindo raciocínios. Depois, quem me ouve falar, pensa que sou muito emotiva porque defendo a minha posição sem reservas, sem dúvidas, sem hesitações, com convicção, com garra e, confesso, com alguma impaciência.

Posto isto, a minha chegada ao Sportinguismo não podia ser irracional ou fruto do acaso. Era uma criança e nem tinha preferências. Mas na escola, os benfiquistas eram uns arrogantes, donos da verdade absoluta, que tinham prazer em humilhar todos os que não fossem do seu clube. Se ganhavam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a basófia. Se perdiam, a semana era insuportável porque ninguém os podia aturar com a neura. Foi fácil chegar à primeira certeza, sobre a qual não havia qualquer dúvida: Nunca poderia ser benfiquista. Nunca poderia fazer parte “daquilo”. A partir daí foi fácil eliminar hipóteses e chegar à melhor escolha possível: o Sporting Clube de Portugal.

E depois há isto. Há o Estádio de Alvalade cheio. Estão lá dois dos meus filhos e mais 50044 leões a viver uma noite de festa. Eu vejo um vídeo filmado com um telemóvel, todo aos tremeliques e com má qualidade de imagem, e não consigo evitar que as lágrimas me cheguem aos olhos.

Já sei que os comentadores de plantão vão dizer que isto do “Mundo sabe que” é uma pirosice: Se calhar, até é. Também vão atacar com a contabilidade das vitórias e dos campeonatos. Com certeza, levem lá a bicicleta. Digam o que quiserem, toda a vossa conversa é inútil e até me diverte ver como se contorcem.

A minha certeza é inabalável. A minha fé é inquestionável. Eu sou Sporting Clube de Portugal.

 

João Lobo Antunes - um modo de ser sportinguista

Só conhecia João Lobo Antunes de entrevistas. Pessoas haverá muito mais habilitadas do que eu para recordarem o ilustre e notável neurocirurgião. Mas eu gostaria de recordar justamente uma entrevista – não sei onde, não sei a quem (teria sido ao DNa, suplemento do Diário de Notícias?) –, a primeira que dele li, já lá vão mais de 20 anos. Vivia-se o prolongado jejum de títulos do Sporting, e uma das perguntas da entrevista dizia respeito justamente ao sportinguismo de João Lobo Antunes, nascido e criado em Benfica e numa família de benfiquistas, alguns deles ferrenhos. A pergunta era algo como “O seu Sporting não lhe tem dado muitas alegrias...”, e a resposta, que eu nunca esqueci: “A mim o Sporting só me dá alegrias. Quando ganha é uma alegria. Quando perde é um hábito.” Pode parecer pateta recordar João Lobo Antunes por isto, mas só um homem muito sábio encara o futebol desta maneira.

Cantona dixit

Apoia algum clube de futebol português, ou prefere ficar neutro?

Quando viemos para aqui, levei o meu filho, que tem seis anos, a ver o Sporting e o Benfica. Vimos jogos de ambos os clubes. E ele ficou apoiante do Sporting, tal como eu. Porque mergulhei na história do clube e acho que tem uma formação extraordinária, um sistema de desenvolvimento da personalidade e do potencial dos jogadores excepcional. Para mim, a verdadeira riqueza de um clube de futebol está na formação.

Eric Cantona, em entrevista a Eurico de Barros, revista Time Out

 

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