16 Mar 17

Bem  dizia eu que João de Deus já saía tarde. A chegada de Luís Martins funcionou como verdadeira chicotada psicológica na equipa B. Que desde então soma e segue.


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22 Fev 17

«A situação da equipa B do Sporting parece-me um motivo de preocupação. Tentem fazer um acordo com o Porto e o Benfica para mudarem as regras das competições de modo a que as equipas B não possam descer de divisão com alguma eventual regra de salvaguada: por exemplo, ter que fazer pelo menos 90% dos pontos de qualquer uma das equipas que descem de divisão. Penso que seria algo positivo para o futebol português no geral.»

Sérgio, neste meu texto


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16 Fev 17
E vão três
Pedro Correia

Começou no andebol, prosseguiu na equipa B do futebol, já alastrou ao hóquei em patins. Demissões em série perante maus resultados que têm deixado os adeptos francamente insatisfeitos.

É Inverno mas está a ser um mês escaldante em Alvalade.


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15 Fev 17
Já foi tarde
Pedro Correia

Doze jogos seguidos sem vencer. Mais uma derrota, desta vez frente ao Varzim em Alcochete. João de Deus já não tinha condições de se manter à frente do Sporting B, como salientei aqui há dois dias.

Sai tarde de mais, deixando a equipa em penúltimo lugar na classificação - em lugar de despromoção - após um percurso para esquecer. Ou para lembrar. Para que não volte a repetir-se.


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13 Fev 17

O que tem vindo a passar-se no Sporting B, cada vez mais afundado na tabela classificativa da segunda divisão, é uma vergonha: 13 derrotas em 26 jornadas, 43 golos sofridos e apenas 32 marcados - a equipa em zona de despromoção, num desonroso 19.º lugar. Um desempenho que só desprestigia a agremiação leonina. Nem sombra de esforço, nem vislumbre de dedicação, nem vestígio de devoção, nem rasto de glória.

Bruno de Carvalho, que tanto apregoa a cultura da exigência, parece afinal abrir uma excepção na nossa equipa B. Se assim não fosse, o treinador João de Deus já tinha dado lugar a outro.


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17 Jun 16
Finalmente, um Pinheiro
Edmundo Gonçalves

Chamem o Paulo Sérgio, chamem o Carlos Carvalhal. O tempo deu-lhes razão, finalmente temos o Pinheiro tantas vezes pedido!


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17 Abr 16

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Foto: Mais Futebol

 

Grandes exibições de Matheus Pereira, Daniel Podence e Ryan Gauld na concludente vitória desta tarde do Sporting B contra o Benfica B, que continua a somar derrotas e luta para não descer de divisão.

A nossa equipa foi claramente superior durante todo o desafio disputado no Estádio Aurélio Pereira, em Alcochete, perante um oponente tão apático que se limitou a fazer três remates à baliza em 90 minutos e marcou o tento solitário no último lance da partida.

Matheus distinguiu-se com dois golos, aos 20' (de penálti) e aos 54'. Podence foi o dínamo da equipa e fez a assistência para o segundo golo. Ryan destacou-se a recuperar bolas e a distribuí-las, abrindo contínuas linhas de passe. Foi ele a desmarcar Podence no lance de que viria a resultar uma grande penalidade para o Sporting por mão na bola de um defesa encarnado.

Destaque ainda para o guarda-redes Stojkovic, que defendeu um penálti aos 31'.

Uma vitória que só peca por ter sido demasiado curta, como bem sublinha Sérgio Pereira no Mais Futebol.

 

ADENDA: Dezassete dos 18 convocados do Sporting B são jogadores da nossa formação.


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20 Jan 16
Voltando à vaca fria
Edmundo Gonçalves

Ou se quiserem, voltar a bater no ceguinho.

Esta taça Lucílio não me aquece, nem arrefece. Tanto se me dá que a ganhemos, como nem nela participemos, é-me completamente indiferente. É uma competição que nasceu torta, torta continua e dificilmente se endireitará, que não vejo grande vontade em quem dirige de alterar seja o que for.

Participando, também não exijo que a ganhemos. Ela, nestes moldes, serve para rodar os suplentes pouco utilizados, alguém que venha de lesão, um ou outro jovem promissor e para pouco mais, o que até nem é dispiciendo, uma vez que a equipa B serve um propósito com o qual discordo completamente. Já lá vamos...

Mesmo sendo esta uma competição secundária, há no entanto um mínimo exigível a quem entre em campo com a camisola mai'linda do Mundo vestida: Exige-se empenho, garra, seriedade e vontade de vencer! Ora foi precisamente nestes quatro pequenos pormenores, passe a redundância, ou melhor na falta deles, que esteve a causa da justa derrota e da paupérrima exibição de ontem em Portimão. Desculpem, não é má vontade contra qualquer jogador, mas tal como os adeptos apoiam incessantemente apenas e só com o fito de um prémio meramente simbólico (uma vitória das suas cores), os jogadores têm a obrigação de dar tudo em campo por respeito para com quem lhes paga os (chorudos) ordenados e também por aqueles que porventura prescindindo de algum bem-estar, não lhes regateiam apoio. Apenas como ensaio hipotético, imaginemos que no próximo jogo, em Paços de Ferreira, não comparece um único adepto, ou no próximo jogo em casa, com a Académica, os que lá estiverem fizerem ouvir o seu silêncio durante o tempo do jogo. Imaginem um estádio com 35.000 espectadores, sem um único ruído... Gostarão os jogadores desta falta de empenho de quem tem "obrigação" de apoiar, de puxar pela equipa? Esta relação entre jogadores e sócios/adeptos, tem que ser de compromisso incondicional e ontem, em Portimão, o que eu vi foi uma parte (os adeptos) a dar tudo pela equipa e outra parte (a equipa) a romper descaradamente este contrato.

Concordo em pleno com o espírito que presidiu à escolha dos onze que começaram o jogo. Jogadores novos que é preciso entrosar, alguns que são pouco utilizados e outros que precisam de ganhar confiança e sobretudo, fazer descansar os titulares para mais um jogo do campeonato. Nada a opor! O que me surpreendeu foi que tanto uns, como outros, passaram ao lado de mais uma oportunidade de mostrar serviço ao treinador, tão confrangedora foi a forma como encararam esta oportunidade; Não estiveram todos pela mesma bitola, mas o nível foi bastante baixo, a roçar a incompetência, até!

Nesta onda, talvez por contágio, parece-me que entrou também o treinador: Mais uma vez, a perder o jogo, contra uma equipa da segunda liga agora e necessitando de o ganhar, insiste em manter uma defesa de quatro elementos, quando o que se impunha era a saída de um dos centrais (podia escolher no um-dó-li-tá, tal o desacerto em que ambos actuaram), recuando ou William ou Aquilani, quando necessário ocupar o espaço vago e fazendo entrar um médio, como fez (João Mário). Obviamente que o treinador não tem culpa que Aquilani tivesse roubado um golo bonito a Montero, que o mesmo Aquilani a dois metros da baliza tivesse rematado à trave, mas é culpado dos "rodriguinhos" que o Teo, o Mané, o Montero, todos os que apareceram frente à baliza adversária fizeram antes de, uma eternidade passada, rematarem à baliza. O único que contrariou esta febre que atacou ontem os avançados foi o Chuta, honra lhe seja feita, fazendo juz à alcunha. Há que ser assertivo neste aspecto e explicar aos jogadores que por cada fintinha que fazem frente à baliza chega mais um adversário para contrariar e o guarda-redes terá muito mais probabilidades de defender. Eu ia falar do GR, mas já fiz um post sobre o moço e creio ter dito tudo.

E chegamos então à equipa B: Não será altura de se começar a pensar que este modelo, duas equipas estanques, não serve os interesses do Clube?  Passo a explicar:

No modelo actual, a equipa B serve para utilizar ex-juniores e encalhados. Os primeiros estão à espera de ser promovidos com um empréstimo para rodarem, os segundos estão acomodados, enquanto vão auferindo dos belos ordenados, sem qualquer pressão e com ele garantido no final do mês. Apenas os primeiros mostram serviço. Ingloriamente, porque boicotados pela falta de empenho dos segundos. Então nem os primeiros evoluem, nem os segundos se mostram para uma possível venda do passe. Isto é, basicamente, a equipa B.

O que deveria ser? Na minha modesta opinião, deveria ser o local onde o Boeck deveria jogar à quarta-feira, onde deveria jogar o Teo quando regressa da Colômbia pesado e sem ritmo, onde deveria evoluir o Tanaka, onde deveria o William recuperar ritmo da lesão que não lhe deu a pré-época, onde o Montero deveria aprender a deixar de fazer sempre mais uma finta (porque na segunda liga partem-lhe a perna!), onde deveriam ter começado os dois novos laterais, ou seja, a equipa B deveria ser uma verdadeira extensão da primeira equipa e não uma outra equipa completamente diferente, que disputa um campeonato à parte. Este modelo permitiria que os suplentes jogassem e ganhassem rotinas e que quando e se fossem chamados à primeira equipa, não desconhecessem o modelo de jogo. Está na altura de começar a pensar seriamente nisto, num modelo parecido com as antigas reservas.

Esta seria a equipa perfeita para jogar a taça da liga!


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08 Dez 15

«Com potencial para a primeira equipa apenas vejo [no Sporting B] dois baixinhos, Gauld (muito melhor que André Martins) e Podence (um Dominguez para muito melhor). De resto, vejo prateleiras douradas (Labyad, Viola e Salomão), jogadores de 2ª liga (Zezinho, Fokobo, Sambinha, Sacko, Cissé, King) e jovens de valor ainda muito discutivel (Geraldes, Ponde, Baldé, Pedro Silva).»

SportingSempre, neste meu texto


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25 Mai 15

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Terminou também o campeonato da segunda divisão nacional. Com promoções (que se saúdam) do Tondela e do União da Madeira.

E em que posições ficaram as equipas B?

Consulto a tabela: a mais bem classificada, num merecido quinto lugar, foi a do Sporting. Sim, essa mesmo que alguns adeptos do nosso clube, no início da temporada, se fartaram de amesquinhar enquanto lançavam impropérios ao treinador João de Deus assim que ele pegou na equipa. Azar desses jarretas: o Sporting B cumpriu os objectivos essenciais da época, que foi rodar jogadores. De lá saíram - por exemplo - Tobias Figueiredo e Wallyson, já lançados na equipa principal.

E os outros?

Todos atrás de nós. Benfica B em sexto, V. Guimarães em nono, FC Porto no 13º lugar, Sp.Braga B na 21ª posição e Marítimo B no 23º e penúltimo lugar, sem conseguir escapar à despromoção.

Fica o registo. Com uma palavra de incentivo e louvor aos nossos jogadores, que se bateram com brio durante toda a temporada.


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26 Abr 15

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19 Abr 15
Somos diferentes
Pedro Correia

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Somos, verdadeiramente, um clube diferente. Ainda hoje ficou demonstrado, uma vez mais. Quando o Sporting B defrontou (e venceu) o União da Madeira, alinhando contra nós o Filipe Chaby, uma das maiores promessas da Academia de Alcochete, que se encontra a jogar sob empréstimo leonino àquele clube.
É assim, com factos, que se respeita a verdade desportiva. E não com a conversa de chacha de quem apregoa uma coisa e aplica o seu oposto.


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29 Jan 15

Já aqui escrevi e repito: a Taça Lucílio Baptista não deve servir para mais nada, na perspectiva do Sporting, senão para observar, rodar e valorizar jogadores. E é isso que tem sido feito com sucesso nesta temporada. As promoções de Tobias Figueiredo, Tanaka e Ryan Gauld à equipa principal decorrem desta oportunidade, que merece ser realçada.

Tudo o resto é secundário atendendo à notória falta de prestígio de um troféu totalmente descredibilizado por arbitragens manifestamente incompetentes. O divórcio do público, que recusa comparecer nos estádios, confirma que esta prova só tem condições de subsistir se for alvo de profundas modificações.

Até lá, vamos fazendo observações.

 

E o que observei ontem, em Alvalade, frente ao Vitória de Setúbal?

Gostei a espaços de Wallyson, André Martins, Ricardo Esgaio, André Geraldes, Daniel Podence.

Gostei do regresso de Diego Rubio, outra opção para o nosso ataque.

Gostei que Gelson Martins tivesse nova oportunidade, sem dúvida merecida.

Em suma: bons desempenhos individuais, mas falta de coordenação de movimentos - algo natural atendendo ao facto de se tratar de uma equipa improvisada, sem rotinas competitivas. Mas também falta de capacidade física de alguns jogadores que estoiram ao fim de 45 minutos. E uma manifesta incapacidade de "resolver" o jogo com poucos passes. Nota-se a obsessão de transportar a bola em vez de a fazer rolar. Há sempre a necessidade de adornar o lance com duas ou três fintas perfeitamente escusadas que roubam energia e discernimento para a concentração naquilo que mais interessa: o remate com sucesso.

 

Ontem contabilizei seis oportunidades de golo não concretizadas:

16': Disparo bem direccionado de Miguel Lopes que o guarda-redes Lukas Raeder defendeu com dificuldade;

18': Grande remate de Tanaka, sem preparação, após centro de Esgaio para outra defesa aparatosa do guardião sadino;

19': Cabeceamento muito perigoso de Sarr após canto muito bem marcado por André Martins num período de sufoco para os setubalenses: outra grande defesa de Lukas;

34': Na marcação de um livre directo, André Martins envia a bola à barra;

50': Boa jogada individual de Esgaio, que remata a rasar o poste;

58': Esgaio novamente: desta vez a bola embate mesmo no poste após passe de André Martins.

 

Nenhuma equipa pode falhar tantas oportunidades. Este é uma tema que suscita certamente uma séria reflexão por parte da nossa equipa técnica, seja qual for o onze escolhido, seja em que competição for. Há que trabalhar muito nesta área porque quase todos os jogadores têm ainda uma larga margem de progressão.

É para isto, no fundo, que a Taça Lucílio serve. E para pouco mais.


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26 Jan 15

 

Imagens do Sporting B-Farense, que vencemos ontem por 5-3. Os nossos golos foram marcados por Diego Rubio, Sambinha, Wallyson, Francisco Geraldes e Sacko.


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06 Jan 15
A equipa B
Edmundo Gonçalves

A equipa B perdeu ontem em casa com o BenficaB, por um golo a zero.

Terrível, na perspectiva de alguns, porque perder com o Benfica, mesmo ao berlinde, é pior que apanhar uma camada de piolhos. Eu não ando muito longe deste sentimento, confesso e acho até muito chato!

Mas, mais racionalmente, é diferente perder com o BenficaB do que com o MarítimoB? (p.e.)

Não me parece! a não ser que se queira vencer a Liga qualquer coisa onde participamos, parece-me que o trabalho na B deve ser direccionado para a formação dos jovens jogadores, com vista a uma integração sustentada na equipa principal, sem pressas, defendendo os próprios jogadores da pressão e sempre com a noção de que "as cadelas apressadas parem os filhos cegos".

 

Desta derrota de ontem podem-se tirar algumas conclusões:

- Iuri Medeiros está a fazer-se um enorme jogador;

- Gelson Martins tem um excelente futuro;

- A equipa esteve globalmente muito bem, muito acima do Benfica, pecando pela finalização; as oportunidades foram mais que suficientes para ganhar o jogo;

- O centro da defesa continua a ser um problema, principalmente pelo ar. Rabia e Nuno Reis estiveram menos bem, dando razão àqueles que dizem não terem ainda estatuto para dar o "salto";

- Ficou a certeza que a equipa está melhor e que o trabalho de João de Deus está a começar a ver-se;

- O resultado foi injusto, apesar de ter sido o menos importante, pelo que atrás expressei.

- O Benfica jogou à imagem do Sporting em Guimarães, mas, ao contrário de nós que levámos o autocarro (segundo versão lampiónica do treinador Vitória), obteve uma vitória retumbante! (segundo versão anavalhada de RGS).

 

Em resumo, e como se verifica pela recentíssima integração de Tobias Figueiredo na equipa principal, o alfovre continua a produzir hortaliça. Porque me parece acertada esta perspectiva para a equipa B, estou convicto que dali sairão ingredientes para um óptimo caldo VERDE!


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05 Jan 15

Um imbecil acaba de dizer na televisão que a mesma equipa do Sporting que venceu o Guimarães para a Taça da Liga foi esta tarde derrotada pela equipa B do Benfica.

Acontece que esse imbecil faltou à verdade. Porque hoje só actuaram três jogadores que tinham alinhado na vitória em Guimarães, onde aliás nenhum deles chegou a estar 90 minutos em campo: Podence, Sacko e Dramé. Mais nenhum.

Infelizmente estas imbecilidades são proferidas sem contraditório. Mesmo quando há gente do Sporting presente em estúdio.


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31 Dez 14
Oxalá se enganem
Pedro Correia

Catorze jovens jogadores que nunca tinham alinhado juntos fora de uma sessão de treinos. Vários deles em estreia como titulares de uma competição oficial pelo Sporting. Sem rotinas de jogo, portanto. Sem ritmo competitivo.

Apesar disto, estes jogadores - na maioria oriundos do Sporting B - vencem aquela que os especialistas da futebolândia tuga elegeram como equipa sensação desta temporada. A mesma que por sinal havia derrotado semanas antes o Sporting A.

Vencem e convencem. Batendo-se com fúria leonina. Marcando dois golos. E não sofrendo nenhum.

Triunfam, contra todos os vaticínios, num dos mais exigentes palcos do futebol nacional.

Horas antes, uma pena sábia escrevera isto: «O Guimarães, a jogar perante os seus entusiastas adeptos, vai querer mostrar que o quarto lugar da Liga não é obra do acaso. A paz intranquila que se vive em Alvalade pode ajudar o resto.»

Outro expert antecipara: «É lícito dizer-se que são mesmo os homens da casa a reunir maior dose de favoritismo para a partida desta noite.»

Já para não falar do vice-presidente do Guimarães, forçado a meter a viola no saco.

 

Os tais especialistas da futebolândia tuga soltam então frases pesarosas, como dobre a finados. Falam do sorriso do presidente, da expressão do treinador, do abraço do Paulinho, do autocarro que arranca ou não arranca. Falam de tudo menos da vitória do Sporting em Guimarães.

E quando finalmente se pronunciam sobre o jogo é para dizer que nenhum daqueles 14 jovens tem lugar na equipa principal. Nem Tobias, apesar de tanto criticarem o Maurício. Nem Esgaio. Nem Geraldes, que secou Hernani. Nem Gauld. Nem Wallyson. Nem Tanaka, o do livre quase imparável. Nem Podence. Nem Dramé, o do pé-canhão.

Benefício da dúvida no rescaldo deste triunfo? Nem pensar, clamam os tais em uníssono.

Como se estes jovens tivessem rotinas de jogo, como se tivessem ritmo competitivo, como se jogassem juntos há meses. Como se não merecessem oportunidades.

 

Oxalá se enganem. Como se enganaram no prognóstico do jogo de Guimarães.


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30 Dez 14

Ficou claro, ontem, que temos alguns jogadores com qualidade na equipa b. E estes, são superiores a muitos dos reforços desta época.

 

Tobias superior a Sarr e Rabia (ainda há o Nuno Reis e o Domingos Duarte que também o são), Wallyson superior a Slavchev, Podence superior a Sacko, Esgaio superior a Geraldes entre outros. Faltando ainda apostar claramente em Iuri Medeiros e Filipe Chaby que têm uma qualidade extraordinária e espero que o percebamos a tempo.

 

É este tipo de decisões de quem gere o futebol e as contratações que venho criticando desde o início da época.

 

Encontrando-se as contratações feitas, resta-nos esperar que em Janeiro se façam alguns empréstimos para equipas com outro nível de exigência e competição (primeira liga) que beneficiem alguns destes jogadores e possam prepará-los para a próxima época. Nomeadamente: Esgaio, Wallyson, Chaby e Medeiros.


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1. Entrando em campo sem a menor perspectiva de vitória, a avaliar pelo que diziam os comentadores apostados em incensar a turma anfitriã como a "equipa sensação" do campeonato, o onze leonino - sem nenhum dos habituais titulares - bateu-se com garra e venceu a partida contra o V. Guimarães para a Taça da Liga por dois golos sem resposta, confirmando que temos mais alternativas de qualidade do que os tais comentadores admitiam até agora.

 

2. Esta foi a vitória da competência de uma equipa onde se registaram quatro estreias absolutas em competições oficiais no nosso onze titular: Geraldes, Gauld, Slavchev e Tobias Figueiredo. A vitória de uma equipa muito disciplinada tacticamente, muito bem posicionada no terreno, com linhas compactas, e que revelou um notável espírito de entreajuda do primeiro ao último minuto. Pôr o factor colectivo acima de qualquer individualismo foi a palavra de ordem. Que resultou.

 

3. Esta característica ficou patente logo no primeiro golo, aos 5', com Heldon a rematar cruzado à entrada da área, culminando uma jogada colectiva que também teve Daniel Podence e Ricardo Esgaio como protagonistas. O passe de Esgaio, que desenhou uma linha diagonal a lançar Heldon com sucesso, revela muito mais do que inspiração: é também resultado de muita transpiração nos treinos.

 

4. Não é possível iludir a questão: há mesmo potenciais reforços na equipa B. Esta partida da Taça da Liga tornou isso ainda mais evidente. Desde logo no bloco defensivo, com óptimas exibições de Tobias Figueiredo, no lugar habitualmente ocupado por Maurício, e do surpreendente André Geraldes, para mim o melhor sportinguista neste jogo. Sabemos que sofreu um apagão na pré-temporada mas esta noite fez uma partida de alto nível em Guimarães, na posição onde têm alternado Jefferson e Jonathan Silva, batendo-se como um leão contra Hernâni, o mais perigoso elemento da equipa adversária. André e Tobias têm potencial para voos mais altos.

 

5. Também merecem destaque outras exibições: Ryan Gauld (com muito trabalho defensivo e três excelentes assistências - uma delas de 40 metros - aos 35', 57' e 61'); Podence (dotado de boa técnica e capacidade de se superiorizar nos confrontos individuais) e Wallyson (que dinamizou o nosso meio-campo com os seus passes longos, um dos quais originou o segundo golo, marcado pelo recém-entrado Dramé aos 90'+4). Apetece apostar neles como mais-valias do Sporting num futuro próximo.

 

6. Realço ainda as exibições de Marcelo Boeck, desta vez muito seguro (ao contrário do que sucedera contra o Vizela na Taça de Portugal), Esgaio (mesmo arriscando muito menos incursões ofensivas pelo seu flanco do que é costume) e Tanaka (com um disparo aos 63', na marcação de um livre directo, proporcionando ao guardião vimaranense Douglas a defesa da noite). Conclusão: todos eles merecem mais oportunidades. Outra conclusão: ao contrário do que muitos parlapatões juravam, vários reforços leoninos são isso mesmo - reforços.

Com este jogo, de alguma forma, o Sporting cresceu.


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21 Dez 14
Também gostei
Pedro Correia

Da vitória do Sporting B em Guimarães, por 3-1. Vão três seguidas (e ultrapassámos o Porto).


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06 Dez 14

O facto de podermos assistir aos jogos da equipa B na Sporting TV (que vai justificando cada vez mais elogios, mas isso fica para outro dia) permite desfazer alguns mitos. É público, notório e manifesto o fraquíssimo desempenho de alguns dos nossos jogadores, que em vez de se sentirem motivados ao saber que participam em jogos televisionados optam antes por arrastar-se em campo e exibir uma incompreensível displicência. Menciono, a título de exemplo, o Fokobo, que eu próprio cheguei a assinalar aqui como um potencial valor a aproveitar na equipa principal mas que vai desperdiçando todas as oportunidades para evidenciar categoria e talento. Há dias, na humilhante derrota caseira contra a União da Madeira, foi o pior em campo.

Deve isto servir de reflexão para pensarmos duas vezes sempre que nos apetece reivindicar a substituição de um jogador do onze principal por um miúdo da equipa B. Eles que se esforcem primeiro e cá estaremos a puxar por eles depois.


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13 Nov 14

 

1. Demasiado longa. Foram duas horas e meia. Ninguém aguenta uma entrevista quase tão extensa como dois jogos de futebol.

 

2. As respostas do presidente do Sporting têm de ser mais objectivas e sintéticas, sem tantos considerandos nem tantas divagações. Sob pena de se perder a eficácia comunicacional.

 

3. A primeira meia hora foi dominada por um "não-assunto", segundo Bruno de Carvalho: o seu texto no Facebook e as respectivas reacções. Não faz sentido um "não-assunto" estender-se por tanto tempo. Cinco minutos teriam bastado para dizer o essencial. E virar a página.

 

4. O melhor da entrevista, com declarações mais interessantes e acutilantes, surgiu só na hora final. Foi pena. Nessa altura certamente já haveria muito menos gente a ver do que no início.

 

5. Houve perguntas de jornalistas e do público. Este sistema híbrido não resulta em termos televisivos, até por forçar Bruno de Carvalho, em vários momentos, a virar-se quase de costas para os interlocutores. Quando há público não deve haver jornalistas - e vice-versa.

 

6. O presidente do Sporting deve evitar envolver-se em picardias verbais com antecessores que podem confundir-se com animosidades de carácter pessoal. Foram escusadas aquelas farpas a Dias da Cunha.

 

7. Situação completamente diferente é a de Luís Duque enquanto recém-eleito presidente da Liga de Clubes: as águas neste caso estão separadas - e a palavra compete à justiça. Aqui Bruno de Carvalho esteve bem ao usar palavras duras, sem qualquer exercício de hipocrisia. O Sporting não pode contemporizar com alguém suspeito de ter praticado actos de gestão danosa enquanto administrador da SAD leonina.

 

8. Ficou claro, como já se previa, que as especulações em torno de um processo disciplinar a três jogadores não faziam o menor sentido. Um caso claro de não-notícia alimentado até à náusea por aqueles que gostariam de moldar a realidade aos seus desejos. E que continuam indiferentes a todos os desmentidos.

 

9. No conjunto, e apesar destes reparos, a entrevista foi um bom exercício de relações públicas. Abrilhantado com a presença de dois directores de jornais e um director-adjunto. Convém no entanto não alimentar qualquer ilusão: as campanhas jornalísticas contra o Sporting vão prosseguir, por vezes sem o menor pudor. Basta ler a imprensa de hoje.

 

10.  As palavras contam muito. Mas no fim só os golos contam. O futebol é assim.


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03 Nov 14

Eu nem sempre tenho estado de acordo com o discurso do Bruno de Carvalho: umas vezes preferia que não falasse tão apaixonadamente e outras preferia que não o fizesse de todo. Continuava a ter votado nele, continuava a querê-lo no lugar dos últimos presidentes do Sporting, mas nem sempre tenho concordado com posturas (relativamente a arbitragens, por exemplo) e discursos (aquela coisa do futebol português ser o anus e mais não sei quê, não vejo necessidade disso mas posso ser eu que sou esquisita) e assumo-o. 

Desta vez falou bem e na hora certa. Diz ele no primeiro parágrafo, na sua página de facebook: 
 
 
Parece dramático - e já há drama em capas de jornais e redes sociais, nada de novo -, mas faltou disto mais vezes num passado recente. Não me parece uma coisa dita de cabeça quente, e não deixa passar em branco, é assertivo e coerente. Não tem de esperar por outro 0-3 para falar, não tem de ver os lugares fugirem tabela acima para mostrar que não está ao lado da equipa nisso. Nem tem de o estar incondicionalmente. Se o presidente me representa para umas coisas com as quais nem sempre tenho concordado, também me representa para outras, nas quais me revejo. Eu não posso dizer "olha ó Maurício vê lá se acordas e percebes que não és leve e pequenino". Ou posso, mas não chega lá nada. O presidente, tendo página de facebook tinha de dizer alguma coisa sobre os dois resultados, isso era incontornável. E disse-o bem, a única coisa que acho dispensável é o pedido de desculpa, mas também não me choca, desde que fique por aqui. Nisto estou com Bruno de Carvalho, está assumido.
 
Mais abaixo diz ainda: 
 
 
Finalmente alguém trava essa parvoíce do levantar a cabeça. De tanto se dizer já ninguém acredita. 


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08 Out 14
Leitura recomendada
Pedro Correia

Trabalhos de Deus. De Bruno Gomes, no Palavras ao Poste.


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26 Set 14

Continuo a ouvir alguns sportinguistas barafustar contra a hipotética "desmotivação" dos jovens que jogam no Sporting B causada pela suposta "falta de perspectivas" de acabarem por alinhar na equipa principal.

Tudo isto, registe-se, quando o onze titular do Sporting inclui, pela segunda época consecutiva, seis jogadores oriundos da formação. Nada comparável ao que sucede nos nossos mais destacados adversários, incluindo aquele que nos visitará daqui a umas horas.

Há pessoas que, não tendo nada mais para contestar, dizem não importa o quê em tom de crítica. Mesmo que os factos se encarreguem de as desmentir em toda a linha.


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21 Ago 14

«Depois da época passada no Reus, Tobias Figueiredo merece uma oportunidade. Não sei se o Sarr e o Rabia têm a mesma classe e determinação do Tobias, mas julgo que Marco Silva deveria dar uma oportunidade ao jovem. Caso contrário, vamos ter o mesmo problema do João Mário no ano passado: a motivação.»

Carlos Soares, neste meu texto


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06 Jun 14
Sporting B
Duarte Fonseca

Leio notícias de que o Sporting procura um treinador para a equipa B.

Não consigo ficar indiferente a esta notícia, até porque o projecto da equipa B para o Sporting tem um papel essencial.

Abel é com certeza um excelente profissional, dedicado, comprometido e respeitador.

Mas é só isso. E isso, não deveria chegar sequer para treinar o VFC Mindense, quanto mais o Sporting B.

Julgo até que terá competências que poderiam ser mais úteis ao Sporting noutras áreas que não o treino e liderança de uma equipa técnica.


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28 Abr 14
O exemplo de Robson
Francisco Melo

Há muito, muito tempo atrás, o Sporting recebeu, em casa, o modesto Fátima (da então 2ª divisão B), em partida a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Esperava-se um jogo tranquilo, onde o maior poderio da equipa leonina, que se apresentava na sua máxima força, não deixaria de confirmar a larga diferença competitiva entre as duas equipas.

No entanto, os milhares de adeptos que se deslocaram a Alvalade naquela tarde de sábado, e se preparavam para assistir a uma partida de resolução fácil, acabaram por se deparar com um Sporting displicente e pouco aplicado, que venceu o jogo (3-2) mas não convenceu nada.

Bobby Robson, que treinava então o Sporting, não esteve de modas e no final da partida obrigou os jogadores a darem umas voltas ao campo. Não esperou pela conferência de imprensa para lamentar a exibição, ou pela palestra do treino seguinte para ralhar aos jogadores. No próprio estádio, e perante os seus adeptos, fez os jogadores suarem com umas corridas, já que os 90 minutos pareciam não ter sido suficientes.

Este raspanete de Robson, pela sua peculiaridade, marcou-me, e apesar de, para grande pena minha, nunca mais o ter visto ser replicado por outro treinador do Sporting, lembro-me amiúde dele quando o Sporting faz exibições que envergonham o seu nome.

Foi o caso de ontem, na partida que opôs as equipas B de Sporting e Porto. Estar a vencer por 3-0 na 2ª parte e permitir a recuperação do adversário não se admite. Bobby Robson não deixaria passar incólume um desfecho desses.


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08 Abr 14

 

Que João Mário é, neste momento, um jogador de primeira liga, não será propriamente uma novidade para a maioria dos sportinguistas, mesmo para os mais cépticos. No entanto, a recente afirmação deste brilhante jogador em Setúbal trouxe para o plano da realidade aquilo em todos acreditávamos.

Para o ano terá lugar na primeira equipa e esse é o maior prémio que poderia receber.

 

Juntou-se-lhe na aventura por Setúbal, Betinho. Na última jornada assumiu a titularidade e gostaria que Couceiro lhe desse a oportunidade de a manter até final do campeonato porque precisa para continuar a crescer e o Setúbal ganhará com essa opção.

 

Em especial João Mário, poderia ter sentido muitas dificuldades de adaptação a jogar numa equipa como o Setúbal que, convenhamos, não tem os mesmos princípios de jogo com que João Mário esteve em contacto durante toda a sua curta carreira de futebolista. Equipa dominadora, mais tempo de posse que os adversários, liderança da equipa, futebol apoiado.

É aqui que entra o papel do treinador. Se José Mota ainda estivesse em Setúbal, a evolução de João Mário tenderia para zero e provavelmente não sairia do banco.

 

Couceiro, pelo contrário, é um treinador com muitas qualidades, que prepara muito bem as suas equipas, que lhes transmite princípios de jogo correctos e que procura potenciar jovens com valor. A sua participação na evolução de João Mário não deverá ser despiciente e ninguém mais que o próprio o considerará.

 

Caso Couceiro se mantenha em Setúbal, o que me parece complicado, apesar de já nos ter habituado a ser um homem de causas e crenças em detrimento das opções mais fáceis, poderá ter um papel decisivo no futuro do Sporting. Mais propriamente nos jovens jogadores com maior potencial. É ele o treinador ideal para uma fase de transição entre equipa B e plantel principal, juntando a isso o facto de o Vitória de Setúbal ser um clube perfeito para o efeito. Conjugadas estas duas situações, ter a possibilidade de ver Betinho (novamente), Iuri Medeiros, Ricardo Esgaio e Filipe Chaby a jogarem juntos e a afirmarem-se na primeira liga seria muito importante para o Sporting e, estou certo, seria uma mais valia para Couceiro e para o Setúbal.

 

Por esta razão não poderia deixar de ressalvar o contributo de Couceiro para o crescimento de João Mário (apenas o início de uma grande carreira, assim o espero) e, simultaneamente, manifestar a minha opinião de que, no cenário de Couceiro continuar em Setúbal, a actual direcção deverá estabelecer uma ligação de proximidade que permita colocar alguns dos nossos jovens com maior potencial a rodar naquele clube.


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12 Dez 13

Não olvidando a derrota ontem da equipa B de futebol, no Seixal, contra o nosso rival de sempre por três bolas a uma, com lamentáveis incidentes no final da partida, o Sporting venceu o mesmo Benfica em andebol no pavilhão nº 2 da Luz por 25-30, assumindo com inteira justiça a liderança do campeonato.

 

Noutra modalidade, o futsal, goleada dos pupilos de Nuno Dias por 8-0 perante uma Académica aguerrida e que até sofrer o primeiro golo se mostrou muito organizada. Com esta vitória o Sporting subiu ao 2º lugar a dois pontos do líder Benfica.

 

Nem só de futebol de onze vive o Sporting!


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20 Set 13
Medo?
Duarte Fonseca

A capa do Record (foi o único desportivo que o fez) de ontem, alimentava a polémica de que o Sporting B, supostamente, teria "violado" os regulamentos da Liga de futebol. Aliás, referia, inclusivamente, que o "caso [já estava] na liga".



Mário Figueiredo, quando interpelado sobre o tema, respondeu o seguinte:


«No caso [do Sporting] foi o Santa Clara que pediu ao Sporting a alteração da data e a marcação da hora naquela sobreposição e o Sporting tinha a hipótese de recusar, porque o que está regulamentarmente previsto é a proteção das equipas B, mas abdicou, em seu prejuízo dessa faculdade de diferenciar as datas da equipa principal», afirmou Mário Figueiredo.


«Portanto, quando se fala que o Sporting podia incorrer numa infração de uma regra disciplinar não faz sentido. Não existe qualquer infração disciplinar, aliás a norma não contém qualquer sanção sobre o seu incumprimento, porque ela está sempre no âmbito da disposição do próprio clube que detém a equipa B», explicou o presidente da LPF.


Resulta claro destas declarações o seguinte:

 

- que a Liga não abriu nenhum "caso" ao Sporting b;

- que não foi o Santa Clara que colocou o "caso na Liga".

 

Quem terá colocado o "caso na Liga"?

Quem terá sido o manhoso do Record que despertou esta questão e com que objectivos?

Qual é a agenda deste Record?

 

Ganhamos 3 jogos em 4 e já anda tudo cheio de medo do Sporting?

 

Somos mesmo incríveis!

 

Força Sporting!


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19 Set 13
Equipa B - Objectivos
Duarte Fonseca

Sobre as equipas B podem levantar-se várias questões:

 

- Deverá a equipa B competir apenas com jogadores jovens?

- Faz sentido ter jogadores da equipa A a jogar pela equipa B, sabendo-se que podem estar a tirar espaço de evolução a alguns jovens?

- Deverá a equipa B manter uma relação próxima com a equipa A?

- Quem deverá tomar estas decisões?

- Qual deverá ser o perfil da equipa técnica da equipa B?

- Como poderão ser avaliados os resultados desta relação? Apenas pelo número de jovens que joguem pela equipa B? Ou pela forma como esses jogadores integram a equipa A? Ou pela melhoria de forma de um jogador da equipa A, por ter tido a oportunidade de competir pela equipa B?

 

São muitas as questões e, mais ainda, as opiniões. Até porque a maioria das opiniões são emitidas sem que os opinantes se auto-interroguem.

 

Considero que a equipa B do Sporting tem dois grandes objectivos:

 

1)      preparar competitivamente os jovens jogadores que tenham valor, de preferência com enfoque naqueles que demonstram efectiva qualidade para alcançar a equipa A, transmitindo-lhes uma base de rotinas que permitam a sua evolução competitiva e simultaneamente a adaptação a modelos e conceitos tácticos utilizados na equipa A;

2)      permitir, entre outras, a recuperação da forma física, a melhoria do ritmo competitivo, a adaptação a funções diferentes, a assimilação de conceitos tácticos em competição, por parte de jogadores que constituem o plantel da equipa A.

 

Em suma, garantir que, a todo o momento, qualquer jogador que compita na equipa B, quer pertença ao plantel da equipa A, quer pertença ao plantel da equipa B, estejam em condições de jogar pela equipa A.

 

Não considero que deva haver uma regra rígida e distintiva na organização das duas equipas, devendo, pelo contrário, existir uma dinâmica que se quer salutar e efectiva. O objectivo 1) não é mutuamente exclusivo com o objectivo 2). Exige, isso sim, um compromisso com contornos muito definidos e uma avaliação criteriosa de todas as decisões. Tendencialmente, a aposta no objectivo 1) deverá ser mais consistente, mas, de igual forma, é importante perceber que o plano competitivo de um jogador não fica necessariamente afectado por não participar em cinco/seis jogos.

 

Diariamente lêem-se disparates sobre esta matéria, mas mais do que emitir opiniões sobre o assunto, importa tentar perceber a estratégia, o contexto e os objectivos definidos pela estrutura do futebol. Não considero que ganhar seja um dos objectivos principais da equipa B, embora isso vá acontecer mais vezes do que o contrário, precisamente pela qualidade dos jovens que integram o plantel.

 

Em termos genéricos, julgo que a estratégia está bem definida, mas não consigo, a esta data, avaliar a positividade dos resultados. Apenas o caso da utilização de Welder e Piris em simultâneo na equipa B me parece despropositada e até contraditória. No entanto, neste caso, o problema está relacionado com a contratação destes dois jogadores, pelo menos de um deles (em abstracto).


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21 Jul 13
Taça de Honra
Marta Spínola

Isto não foi fácil, hã? Para mim, para eles foi melhor. Pensar que os que estão cá são uns, os de lá são outros, e lá estão alguns que há meses estariam cá. Pensar que não, não são os juniores, os Bs, os Bs é que eles são. Ainda estou em modo pré-pré-época e isto foi assim mesmo. 

Acompanhando os de lá com o Penarol, os de cá com o Estoril. Venceram todos, é o que é preciso. 

 

Podemos misturar todos, jogar mais com estes (ainda que eu acredite sempre nos outros) e ver o que dá? Já esqueci quem saiu, há gente ali que chegue e sobra assim o queira. Gostei de ver Betinho, Fokobo, Iuri Medeiros.  

 

Parabéns a estes miúdos, se há quem mereça são eles. Disse há uns dias que levavamos a nossa melhor equipa da época passada para jogar esta taça. Ainda bem que assim foi. 


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21 Jun 13
Mundial sub-20
Eduardo Hilário

 

No lote dos 21 jogadores convocados para o Mundial de Sub-20 em futebol estão Edgar Lé, João Mário, Agostinho Cá, Ricardo Pereira, Esgaio, Bruma, Mica e Tiago Ilori.

Dos três golos de hoje, na vitória contra a Nigéria, dois foram de Bruma, um após passe de João Mário e o outro após passe de Esgaio.

É a prova que são necessárias rotinas para uma equipa funcionar minimamente.

Mais um grande contributo do Sporting Clube de Portugal para o desporto nacional.  

 

Saudações Leoninas 

 

Foto Record


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31 Mai 13
Diga lá 42...
Leonardo Ralha
Entre as excelentes indicações deste início de defeso (escolha de Leonardo Jardim e contratação do valioso Jefferson), preocupa-me a provável saída dos que ganham acima do tecto salarial (sobretudo nos casos de Rui Patrício, Rojo e Diego Capel), o poderio financeiro dos rivais (entre os poucos jogadores interessantes da Liga o FC Porto já chegou primeiro e o Hugo Viana rumou às arábias, restando pouco mais do que o Ghilas e o Steven Vitória à solta) e o numerus clausus anunciado por Augusto Inácio.

Vinte jogadores na equipa principal pode fazer sentido numa equipa em contenção financeira e sem compromissos com a UEFA, mas na prática resulta no seguinte: dois guarda-redes, quatro centrais (pelo menos um deles capaz de ser lateral), três laterais, dois trincos, quatro médios criativos, três extremos e dois pontas de lança. Parece-me muito curto.

Acrescendo a este pequeno grupo os 22 jogadores da equipa B, torna-se evidente que na próxima temporada a equipa de juniores voltará a ser desfalcada de alguns dos seus elementos mais promissores, enviados para colmatar os 'buracos' criados pela chamada de jovens valores à equipa principal. Que ninguém fique à espera do título de juniores, bem como o de juvenis, visto que também esses serão forçados a prestar serviço no escalão etário superior.


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05 Abr 13
Para memória futura
Tiago Loureiro

  

(clicar nas imagens para ampliar)

 

Goste-se ou não da figura, a entrevista de Daniel Sampaio (que o próprio já tinha responsavelmente anunciado para o pós-eleições) merece uma leitura atenta de todos os sportinguistas. Não fala de nada que não se soubesse ou suspeitasse, mas fala com o conhecimento de causa de quem presenciou situações que deviam repugnar todos os sportinguistas, porque são o retrato fiel da forma abjecta como uma minoria de barões de pé descalço tratou o Sporting. 

 

Uma entrevista para ler, reler e guardar para memória futura. Para que nunca deixemos o Sporting cair nas garras de quem mais não consegue ser do que feroz predador que o quer condenar à morte. 

 

Finalmente, subscrever a frase com que Daniel Sampaio termina a sua entrevista. Porque também eu «estou farto de sportinguistas de consoantes dobradas que deram cabo do clube!»


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02 Abr 13
Os pássaros
Tiago Loureiro

 

Este fim-de-semana futebolístico fica marcado pela actuação dos passarinhos do apito nos jogos das duas principais equipas do Sporting. Em Rio Maior, um artista chamado Luís Ferreira fez uma das arbitragens mais vergonhosas que me lembro de assistir (ver vídeo), retirando bem cedo qualquer hipótese de vitória da nossa equipa. Ontem, o passarinho enviado a Braga bem tentou - deixou um penálti cometido nas suas barbas por marcar e expulsou de forma duvidosa um jogador - mas não conseguiu. Felizmente o 3º golo do Sporting aconteceu nos instantes finais do jogo e não deixou tempo para mais 'criatividade' de Jorge Sousa.

 

Esta foi a forma de o Conselho de Arbitragem dar as boas-vindas a Bruno de Carvalho, como querendo dizer que há coisas que não mudam. Este será, certamente, um dos maiores desafios do novo presidente do Sporting: mostrar que já não desrespeita o Sporting quem quer. Contra tudo e contra todos, com pulso firme! 


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16 Dez 12

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26 Nov 12

Das coisas que mais se ouvem por Alvalade nestes dias é a ideia de que se devia trocar a equipa principal pela equipa B. Eu normalmente rio-me, sem dar grande importância. Mas hoje, graças a uma insónia estranha, dei por mim a pensar mais a sério nisso.

 

Talvez não fosse assim tão má ideia. A equipa B lidera a segunda liga, e parece estar, pelo que joga, a um nível superior ao de uma equipa tipo Vitória de Setúbal ou Beira-Mar. Ora, todos sabemos das dificuldades que temos tido contra equipas desse nível.

 

Em segundo lugar, temos o factor motivação. O plantel está desmotivado, triste, e isso reflecte-se em campo. A equipa B não. Está com a moral em alta e todos eles cheios de vontade de jogar na equipa principal. Se o fizessem, alguém duvida que dariam mais em campo que a maioria dos nossos jogadores? Dificilmente seríamos uma equipa tão macia, que chega ao ponto de ir para o intervalo em Basileia apenas com uma falta cometida.

 

Em terceiro lugar, o argumento financeiro. Goste-se ou não, tem de ser levado em grande conta. Trazer alguns jovens permitia vender outros jogadores. Elias, Pranjic, Izmailov, Jeffren, Gelson, Carriço, Xandão (atenção que acho que estão neste lote alguns dos melhores do plantel) estão na linha da frente para sair, e seriam colmatadas essas saídas, por exemplo, com Nuno Reis, Pedro Mendes, Zezinho, João Mário, Esgaio, Wilson. O que se perdia em experiência ganhava-se em vontade de representar o Sporting e com maiores probabilidades de futuros encaixes.

 

Finalmente, reforçava-se a aposta na formação. O Sporting é um clube formador, dos melhores do Mundo. Então vamos aproveitar essa formação. O plantel do Ajax, este ano, tem uma média de idades entre os 22 e os 23 anos e não foi por isso que deixaram de ganhar em casa ao Manchester City e empatar fora, não envergonhando ninguém no grupo mais forte da Champions. Boloni foi campeão socorrendo-se de Hugo Viana, Santamaria (raramente jogou, mas treinou com o plantel quase sempre) e Quaresma. Paulo Bento quase o foi aproveitando o Nani, o Veloso, o Djaló e o Pereirinha. E a fornada de júniores do ano passado é a melhor dos últimos tempos.

 

Depois de racionalizarmos a questão, alguém duvida que com três ou quatro subidas da equipa B e o resgate de dois ou três emprestados fazíamos melhor figura na segunda volta do campeonato?


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06 Nov 12

Isto sim, é falar à Sporting. Palavras que merecem ainda mais aplauso por se traduzirem em factos.


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