27 Mai 17

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Em Abril deste ano escrevi este texto em que lamentava que aos inúmeros golos de Bas Dost não estivesse outrossim associada uma melhor classificação do Sporting. E adiei para outra prosa algumas considerações sobre a época já finda (pelo menos para o Sporting).

Então vamos lá…

A 28 de Agosto o clube de Alvalade era líder. Estávamos na terceira jornada e ainda haveria muuuuuuuuito caminho para calcorrear. Nessa altura escrevi que o discurso deveria ser moderado tanto por parte do treinador como dos dirigentes.

Não me deram ouvidos e a 18 de Setembro o Sporting sofre a primeira derrota que o atirou nessa jornada para o segundo lugar. Lembro-me bem desse jogo em que em apenas 15 minutos houve uma espécie de apagão na defesa do Sporting encaixando com isso três golos.

A partir desse jogo foi um penoso caminhar até ao fim. Com mais baixos que altos a equipa de Jorge Jesus jamais conseguiu erguer-se do lodaçal onde se enfiara. E nem mesmo aquela história do jogo da Luz com casos, é desculpa suficiente para a má época que o Sporting presenteou os seus adeptos.

A verdade é que o Sporting vinha duma época onde jogara muito bom futebol (o melhor para muitos entendidos!). Portanto, com mais tempo para preparar a equipa, mesmo com a ausência de algumas pedras-chave devido ao Europeu, de boa memória para Portugal, a matriz teria de ser forçosamente outra e o Sporting deveria ter lutado para ser campeão até muuuuuuuuito mais tarde.

Depois há a velha questão das contratações. Exceptuando o ponta-de-lança holandês, que foi assim uma pérola… o resto que veio… foi um “flop”. Chamo aqui Campbell, Castaignos, Meli ou André Filipe. Nenhum deles mostrou ser reforço, o que me leva a perguntar como aparecem estes atletas no plantel. Pior… com a sua chegada atiraram alguns jogadores da Academia para a segunda liga ou para outras equipas. Um erro que foi demasiadamente caro.

Não vale a pena agora chorar sobre o sangue derramado. É realmente necessário, para a próxima época, que Bruno de Carvalho se muna de um treinador (seja JJ ou outro qualquer) com um discurso assertivo e menos demagógico. Os sportinguistas são gente paciente, mas detestam ser enganados.

O Sporting é obviamente muito grande. Ora se um treinador não consegue lidar com a pressão de estar à frente de uma equipa destas a lutar por um título, é bom que o diga de antemão e não aceite ser treinador só porque sim. Fica ele melhor e nós também.

As contas desta época são claramente negativas e nem mesmo o melhor marcador nacional ser da nossa equipa ameniza a má época.

Aprendem-se muitas lições com os erros cometidos. A primeira é não voltar a repeti-los.

Será bom que a estrutura do futebol do Sporting nunca se esqueça disso. Nós, sportinguistas, estaremos muito atentos.

 

Também aqui


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23 Mai 17

Ora bem... Bas Dost termina o primeiro ano no nosso campeonato com o impressionante registo de 34 golos marcados. É obra!

Foi o melhor marcador em Portugal, mas não na Europa onde até há pouco liderou a par de um tal de Messi. Coisa pouca...

Em termos estatísticos pouco mais há a dizer. O holandes foi o jogador leonino mais influente e mais consistente.

Tivesse ele uma equipa essencialmente equilibrada e assertiva, provavelmente estariamos hoje aqui a falar de outros números e outras conquistas.

Será bom que o próximo treinador do Sporting, seja ele qual for, assente a futura equipa à volta do gigante Dost. Em vez de começar de trás para a frente, como é muito comum em muitos treinadores (José Mourinho é um desses exemplos), não seria de todo despiciente preparar a equipa ao contrário. Não me preocupa nada sofrer três golos, se consigo marcar quatro ou cinco.

Por fim agradeço a Bas Dost o que fez pela nossa equipa. Tem já um lugar garantido na galeria dos nossos grandes atletas.

Falta somente dizer que após o desafio que eu lancei aqui comunico que ninguém ganhou o dito.

A partir de Agosto haverá mais.


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21 Mai 17

Mais logo despedimo-nos de mais uma época, sem glória. Apesar do esforço, da dedicação e da devoção de milhões de sportinguistas. Lá irei, não para responder a apelos para virar as costas, mas para apoiar o nosso clube. E para aplaudir vibrantemente, perante os milhares de sportinguistas presentes, a consagração das nossas leoas campeãs nacionais. Só por isso já vale a pena erguer o cachecol, único adereço que admito pois não uso lenços brancos. estou contente com o desempenho da equipa principal? Não. Claro que não. Mas estou feliz por estarmos na final esta tarde com os juniores femininos [edito o post para dizer as leoas mais novas se sagraram campeãs nacionais], a 1 ponto de sermos campeões nos juniores masculinos, de termos ganho 3-0 ao Porto em Iniciados, de termos ido ao Seixal espetar 2-0 no Benfica, em Juvenis e, claro está, nos 6-1 das leoas ao Boavista que nos deu o título, sem esquecer que a 4 de Junho estaremos no Jamor para a dobradinha, com a Taça de Portugal. E, calma, hoje ainda temos a final da taça challenge em Andebol, sendo que só falta ganharmos ao benfas para sermos campeões nacionais, ao fim de muitos anos. E de termos feito a dobradinha no râguebi, ontem mesmo com a vitórias das leoas na final da Taça de Portugal. É pouco? Não, é o ecletismo do Sporting Clube de Portugal. É o orgulho que todos devemos ter, pois somos um grande clube. Por isso, também por isso, logo lá estarei. Com o meu cachecol que tem a seguinte inscrição:

Sporting Clube de Portugal

Esforco, dedicação, devoção, glória! 

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18 Mai 17
Sporting adiado
Rui Cerdeira Branco

Mudar a data de uma gala que celebra o aniversário do clube para não colidir com o casamento do presidente que quer casar no dia de aniversário do clube... Confesso que por esta não estava à espera.

Isto é que é ser mesmo sportinguista, pá. Sim senhor, grande ideia. Estou todo derretido com tanto fervor. Isto é que é um verdadeiro presidente.

Que emoção.

 

Menos, caro presidente, menos, muito menos. Ou ganha o sentido do ridículo depressa e percebe que ninguém lhe entregou carta branca para fazer do Sporting um servente para caprichos pessoais, por maior que seja a corte que agora granjeou em sua volta, ou então passa a ser um problema.

Foi com fundadas esperanças e empenho que votei em si há poucos dias, mais até do que quando votei nas eleições anteriores, mas esse voto foi acima de tudo patrocinado por um conjunto de valores que quero ver a protagonizar e sempre em defesa do clube, acima de qualquer devaneio pessoal, seja de quem for.

Pela minha parte estou farto de ver o Sporting adiado e desrespeitado por quem chega a seu dirigente. Quer mesmo fazer parte desse restrito "clube"? É que há muitas formas de ganhar lugar cativo por lá.

Olhe e outra coisinha para tentar continuar a respeitá-lo: bardamerda para si por não ser capaz de encaixar uma crítica decente e respeitosa dos adeptos do clube que lidera. Espero que entenda, é que é inteiramente merecido.

Saudações leoninas para todos.


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17 Mai 17
Dislike
Luciano Amaral

Sobre a comunicação através do facebook do presidente Bruno de Carvalho sobre o fim da comunicação do presidente Bruno de Carvalho através do facebook:

1) Acho bem.

2) Inacreditável, o ataque aos adeptos. Talvez Bruno de Carvalho, Jorge Jesus e os vários atletas, técnicos e dirigentes devessem perceber uma coisa: o que faz do Sporting ainda um grande clube nacional não são eles. Nos últimos 40 anos, eles (os actuais e os passados) pouco têm contribuído para essa grandeza. São os adeptos que continuam a garantir-lhe esse estatuto. Bruno de Carvalho deve a sua relevância social enquanto presidente do Sporting aos adeptos que, apesar do currículo medíocre do clube nos últimos anos, continuam a apoiá-lo (ao clube). Não são os dirigentes, os técnicos e os atletas que dão aos adeptos a sensação de que são de um clube grande. São os adeptos que dão essa sensação aos dirigentes, técnicos e atletas.

3) Inacreditável, o ataque às modalidades. As modalidades são o melhor que o Sporting tem conseguido manter: o andebol, o sobrevivente da razia de Santana Lopes, com muitas dificuldades foi-se aguentando como a segunda melhor equipa nacional; o futsal é o melhor nacional. E por aí fora, com outras modalidades de menor impacto. O futebol é que é o reino da incompetência.

4) Espero que tenha sido um último desabafo e que agora, em vez de atirar aos adeptos, se dedique à gestão competente. Se as coisas não correram bem no futebol, a culpa não é dos adeptos nem dos atletas das modalidades. É dos gestores do futebol: o presidente e o treinador. Ainda bem que o facebook se calou. A ver se dá para trabalhar com mais eficiência agora.


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14 Mai 17

 

Continuação daqui.

O que dói é que Bruno de Carvalho tem tanto capital emocional e político investido em Jorge Jesus que dificilmente encarará a hipótese de arrepiar caminho e encontrar um treinador mais adequando às nossas atuais capacidades e interesses. O que dói é que JJ é velho demais para mudar genuinamente, percebendo que os riscos que corre com a canalhada dificilmente se compararão pior do que o que “conquistou” com as escolhas feitas este ano. O Sporting termina a época em terceiro, perto do nível de quarto e dando vários passos atrás. Termina a época com menos titulares indiscutíveis do que no ano passado e com um grande ponto de interrogação para o futuro quanto a qual a estratégia a privilegiar.

O que dói é que a relação com o treinador e o plantel vai ter de cair de podre ou estar inteiramente dependente do tal fator que raramente nos tem bafejado.

Três ou quatro contratações galácticas, aparentemente pouco promissoras (três ou quatro Slimanis para diferentes posições, num acerto de scouting que no ano passado esteve longe de se concretizar), uma conjuntura de maior fragilidade nos adversários que não se adivinha (pelo menos o benfica) e uns milagres altamente improváveis nas competições europeias.

A esperança nunca morre, mas arrisca-se a iniciar a próxima época internada no hospital à espera de um renascimento, talvez lá para o natal.

Está difícil sequer conseguir esfregar as mãos com o “para o ano é que é”.

Dito isto, espero que os próximos meses amenizem este estado de espírito e este balanço e que daqui a um ano estejamos aqui a celebrar. Para já, com o realismo possível de quem “só” sabe o que vê em público, é isto que tenho digerido. Imensas dúvida quanto à razoabilidade de manter a aposta no atual treinador. Imensas.


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O que dói é que há um ano terminámos o campeonato a jogar o melhor futebol da liga, derrotados por uma nesga de fortuna mas legitimamente confiantes de que iriamos enfrentar a época seguinte num patamar superior àquele com que tínhamos entrado a época que findava.

Terminar melhor do que se começou, avançando mais do que os adversários é a única forma de nos aproximarmos decisivamente da glória e é a única coisa – juntamente com o apoio dos adeptos – que depende estritamente de nós, naquilo que é uma prova longa, cheia de imponderáveis e até de eventuais cartilhas e encartados.

Sporting

 

Se o que depende de nós não for bem feito, sobra pouco crédito como capital de queixa e entregamos a uma imensa sorte – que raramente nos bafeja – para atingir aquele que será sempre um sucesso improvável.

 


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10 Mai 17

A frase que dá título a este post pode enganar. Aplica-se a Pioli, treinador hoje dispensado pelo Inter de Milão que, mesmo tendo gasto muitos milhões em jogadores de grande qualidade como João Mário e Gabriel (e já lá tinha outros como Icardi, Éder, Perisic ou Miranda) está na sétima posição da liga italiana, que já foi mais competitiva. Se a dispensa de Pioli me faz sentido e era expectável, a de Jesus não o é. Ganha muito bem e terá, ao que parece, muito poder, mas não conseguiu ser campeão. Não nos podemos esquecer porém do que fez o ano passado. Não nos podemos esquecer de que também tivemos boas fases este ano. Claro que ser afastado da Liga Europa pelo Légia ou perder um jogo sonolento com o Belém são vergonhas que não merecemos mas Jesus é um bom treinador, tem ao dispor bons jogadores e o Sporting atual (não me esqueço dos Cristianos, Hads ou Grimis desta vida) tem alguma capacidade para trazer jogadores que sejam mais-valias. Aposto de caras em Jesus para ser campeão no próximo ano. Pedro Martins, a começar do zero, não é solução, a meu ver. Além disso, o destino de Jesus poderia muito bem ser o Dragão, onde se arriscava a ser campeão. Para isso, que o seja cá. 


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Jorge Jesus, ao colo dos seus êxitos benfiquistas, chegou ao Sporting com aquele ar de quem vinha explicar aos bárbaros como se ganha: a "cultura de campeão que eu trouxe", o "Ferrari que montei no outro lado", "o Sporting está muito atrasado", etc. Sempre me fez impressão que imensos sportinguistas engolissem esta conversa: é como aqueles cães vadios que, à força de levarem tanto pontapé, já têm medo de toda a gente e acabam acoitados junto do primeiro sem-abrigo que lhes faz uma festa e os protege. Se isto é mau no sportinguista comum, pior é no presidente. E o presidente passou os últimos dois anos deslumbrado, com o "Jorge" na boca: o "Jorge" está apaixonado pelo Sporting, a "cultura de exigência do Jorge", o "Jorge" isto, o "Jorge" aquilo. O ano passado até pareceu que estava a correr bem.

Este ano é que foi pior. O Sporting do Jorge falhou em todos os momentos decisivos. Em todos, não em alguns:

1) Admitamos que o Real Madrid é uma super-equipa (que é) e que estar a ganhar 1-0 próximo dos 90 minutos não é suficiente para garantir a vitória. A derrota por 2-1 foi o primeiro momento decisivo falhado, embora explicável, para sermos simpáticos.

2) Menos explicável é a barracada da derrota por 3-1 com o Rio Ave: o segundo momento decisivo, logo a seguir à desilusão de Madrid. Ou a barracada dos 3-3 em Guimarães, pouco depois.

3) Admitamos também que era difícil sacar um empate ao Dortmund, mas como explicar a incapacidade para, pelo menos, empatar com o Legia? Outro momento decisivo, pelo qual não continuámos na Liga Europa.

4) Depois, foi o falhanço na Luz. Decisivo.

5) Depois, com o Braga em Alvalade. Decisivo.

6) Com o Chaves, para a Taça. Decisivo.

7) Com o Setúbal, para a Taça da Liga. Decisivo.

8) Com o Porto, nas Antas. Decisivo.

E quando havia o vislumbre de chegar ao segundo lugar, mais uma derrota decisiva e especialmente humilhante em casa com o Belenenses, num estádio cheio de famílias à espera de uma grande festa.

O Sporting do Jorge podia ter falhado algumas destas coisas. Mas todas, sem excepção? Repare-se que isto acontecia ao mesmo tempo que o Sporting do Jorge ia apresentando um futebol deprimente, que toda a gente via. Toda a gente, menos o Jorge, a avaliar pelas conferências de imprensa.

Dito isto, acho que o Jorge Jesus deve continuar a ser o treinador do Sporting. Sempre fui contra saídas precoces de bons treinadores, como Leonardo Jardim ou Marco Silva. O mesmo acontece com Jesus. E provavelmente até se terão criado condições para tudo correr melhor: o Jorge com a crista mais baixinha, o Sporting menos deslumbrado. Com uma relação mais igual entre si, um pode potenciar o outro. É preciso é chegar lá.


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Uma questão
Alexandre Poço

Já vendemos o Luc Castaignos?


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09 Mai 17
Não se faz…
José da Xã

A manhã acordou radiosa e límpida. Aproximava-se rapidamente o momento de todos nos encontrarmos.

Finalmente à hora aprazada lá seguimos, carro cheio. Estacionado, eis-nos a ludibriar viaturas estacionadas e “frades”. Muitas crianças, muitas senhoras, muitos jovens. Previa-se casa cheia e um grande espectáculo.

Comigo iam dois sócios e três convidados. O mais novo com 17 anos jamais vira ver um jogo de futebol a sério. Cachecol comprado – nem podia ser de outra forma – subimos a longa escadaria até lá acima, quase junto ao topo.

O sol espraiava-se pelo relvado verde onde as equipas já aqueciam. Coisa bonita! Deu gosto!

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Depois foi o enoooooooome cachecol verde e branco tecido pelos “Leões de Portugal” e finalmente… o jogo.

Bom… 48 horas após o descalabro já consigo falar do que vi, ou melhor, do que não vi e devia ter visto, que era simplesmente futebol.

Eu sei que estamos em fim de época, mas logo neste dia da Mãe, com tantas destas presentes, não jogámos um caroço. Nada de nada, rien de tout, nothing, niente, nichts.

Mas o pior para mim foi o que esta equipa fez ao jovem que ia comigo e que até é meu afilhado: no seu jogo de estreia como espectador deram uma paupérrima imagem com um resultado, no mínimo, vergonhoso.

Não se faz…

 


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08 Mai 17
De propósito
Luciano Amaral

Castaignos faz de propósito para falhar golos.

Jesus faz de propósito para que o Sporting não jogue nada.

Bruno de Carvalho faz de propósito para que os sportinguistas passem a vida a levar enxertos de pancada.

Se não é verdade, pelo menos parece.

Entretanto, vá lá que o 4º lugar já está garantido - sempre temos acesso directo à Liga Europa. Antes isso, do que ir fazer figuras tristes para a Champions, que se nota mais.

Quando quiserem montar qualquer coisinha de jeito, apitem.

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07 Mai 17
Vamos por pontos...
Rui Cerdeira Branco

Ouvi atentamente o treinador e retive, entre outros, isto:

  • A juventude paga-se cara.
  • As substituições não trouxeram mais qualidade ao jogo e nem eram as 2ªs ou 3ªs escolhas, eram as que havia disponíveis.

Com base nisto de que equipa será treinador Jorge Jesus, na próxima época?

 

 

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04 Mai 17

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03 Mai 17

Enquanto na vizinha Espanha um antigo leão vai pulverizando records, por cá há também uma fera a marcar golos. Com mais um hat-trick, - o primeiro fora em Alvalade contra o Boavista - Bas Dost continua no trilho dos melhores marcadores nacionais e europeus. Ainda por cima marcou fora de Alvalade, contra o Braga, uma equipa com normais aspirações a voos europeus.

Neste momento o holandês já tem tantos golos na 1ª liga como Slimani na época passada em todos as competições. É obra! E ainda faltam 3 jornadas.

Tivesse Adrien autorizado Dost a marcar a primeira grande penalidade e provavelmente estaríamos a falar de outros números.

No próximo fim-de-semana há mais um dérbi. E bem cedo, por sinal.

Veremos o que o nosso ponta-de-lança terá para nos oferecer.


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23 Abr 17

Tudo tem o seu tempo e antes de mais tenho de sublinhar que, no essencial (não em tudo mas no essencial), o Sporting teve e tem uma direção com característica técnicas e humanas absolutamente cruciais para sair do enterro anunciado em que outros consócios com funções executivas haviam enfiado o clube.

Nem sempre gostei do estilo, em especial porque em vários momentos pecou por excesso, mas o balanço global era e é francamente positivo.

Agora tinha um pedido. Não que as pessoas em quem votei recentemente deixassem de ser quem são, mas antes que renovassem o arsenal tático ao nível da comunicação. Que prosseguissem aquilo que espero ver na equipa principal de futebol, também a nível dirigente.

O que espero para a equipa de futebol sénior masculino é que no que resta da época dê provas de evolução e de garantir um ponto de partida para a próxima época mais evoluído e sem grandes dúvidas quanto às suas forças e lacunas. Há algumas jornadas fiquei preocupado porque estava a ter dificuldades em ver esse sentido e evolução, hoje estou um pouco mais animado ainda que algo ansioso para ver o que conseguiremos com o plantel que temos. Sempre na perspetiva de chegamos a maio com um caminho claro, valores firmados e lacunas cristalinamente reconhecidas e a reforçar.

Voltando ao paralelo com a direção, há ainda um aspeto que muito tenho valorizado ao longo dos últimos anos. As sucessivas provas que o atual presidente e sua equipa têm dado quanto à capacidade de aprenderem. Uma pessoa tão atreita a grandes e emocionadas proclamações de presidente-adepto poderia implicar um populismo vazio com pouca capacidade de autocrítica e jogo de rins na capacidade de emendar o erro para não voltar a ser fintado da mesma forma. Mas, no global, assisti a várias provas de que no caso dos dirigentes atuais do Sporting, essa correlação, existindo, está longe de ser perfeita e demasiado penalizadora. Simplificando: tem sido evidente que o sporting é hoje melhor dirigido do que há um ano, do que há dois anos ou do que há três anos.

E é isto que espero continue a acontecer, tal como espero que venha a acontecer com o futebol e com as demais modalidades.

As premissas são claras: exigência permanente e capacidade de evoluir mais depressa do que os nossos adversários que, naturalmente, também não estão parados no tempo à espera que nós recuperemos toda a distância que fomos cavando durante demasiado tempo.

Chegado aqui pretendo referir-me a uma área, tradicionalmente polémica e na qual os últimos anos primaram por grande volatilidade interna: a comunicação. E faço-o num dia em que o presidente do Sport Lisboa e Benfica mostrou genuinamente o seu valor pelas suas próprias palavras e num contexto em que as táticas e estratagemas comunicacionais desse clube são do conhecimento público. A mensagem base que tem mais de um ano do "Nós os santos contra a matilha dos mauzões" foi desmascarada junto de quem consegue ir além da fé cega. O Rei vai nu, sonso até dizer chega.

Neste dia de declarações execráveis e autoqualificativas como deveria reagir o Sporting? Com elevação e dignidade tendo presente a tragédia que ontem ensombrou o futebol. Nunca por nunca com uma resposta à letra, descendo ao nível abjeto de quem deveria ficar a falar sozinho no seu mundo de diabolização do adversário e de desculpabilização do indesculpável. Quando o teu adversário se enterra nas suas próprias áreas movediças para quê chegarmos-nos a ele dando-lhe a oportunidade de se agarrar a nós para se libertar?

 

Nesse processo evolutivo que desejo, creio que chegou a hora de passarmos a uma tática de ação cirúrgica abandonando a lógica de tapete de bombas. No fundo, esculpir o que temos feito evitando tudo o que é gratuito e inútil e que, objetivamente, pode contribuir para destruir o futebol.

Melhorar os automatismos, estudar melhor as jogadas, saber conservar as energias não esquecendo que só no final se fazem as contas. Ontem Bas Dost não se atirou ao guarda-redes a cada vez que ele recebeu a bola, fê-lo duas ou três vezes depois de avaliar o ganho e a perda. Numa delas arrancou um penalti e mudou a história do jogo. Se tivesse ido a todas chegaria a meio do jogo exausto sem força para dar a estocada final, o que esteve muito perto de conseguir já na segunda parte.

Está na hora de encontrar uma outra tática para construir o respeito e a autoridade junto da comunidade. No fundo aquilo de que os nossos adversários mais medo têm a avaliar pela sua cartilha. O mesmo respeito e autoridade que temos merecido em campo com a atitude e com a evidência de que estamos para que contém connosco como incontornáveis adversários com capacidade de destronar o campeão e de sermos difíceis de ultrapassar uma vez chegando ao topo.

Talvez começar por deixar de ver, ouvir e ler quem não passa de pau mandado fosse o bom princípio. A tentação para cair na armadilha diminuiria.

Caro presidente e caros membros da direção, atentem no que se segue, para praticar e não para proclamar:

'Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sujo. Segundo, porque ele gosta.'

 

Saudação leoninas e viva o Sporting Clube de Portugal.


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22 Abr 17
Viva o Benfica!
Rui Cerdeira Branco

A minha mulher é adepta do FC Porto. O meu primo Nuno é fanático do Benfica. O meu tio Zé também sofre de encarnadice. Eu quando tinha 3 anos gostava muito do azul e precisei de uns minutos para deixar de pensar no Belenenses. E há mais dois ou três amigos a sério que, coitados, andam sempre armados em papoilas saltitantes. 

Hoje terá morrido um adepto de futebol provavelmente assassinado num caso de atropelamento e fuga. Aconteceu perto de um estádio de futebol.

O resto da informação é praticamente irrelevante pois tenho plena consciência de que podia ter acontecido com um adepto de outra cor, a outra hora, noutro local, por outras mãos. O resto da informação interessará certamente à justiça. Que seja feita melhor do que é costume nesta terra.

O que releva é que eu vibro com o futebol, reservo para o meu clube do coração todos os movimentos tribais a que me disponho. Congemino formas de ajudar, gosto de o frequentar e de o ver eclético e importante na sociedade em tantas modalidades, conquistas e ações públicas. Tenho muito gosto de que faça parte da educação dos meus filhos pela atividade desportiva que por lá praticam.

E sei que tu, caro benfiquista, tu caro adepto do futebol, sentes o mesmo pelo teu clube. Eu sei que tu sabes que eu acho que o meu é melhor que o teu e vice versa. Mas na realidade nenhum de nós tem razão e ambos estamos certos. O que é nosso é sempre o melhor e o que cada um de nós pensa do clube do outro nunca mudará o que cada um de nós pensa sobre o seu clube.

Alegremo-nos pela liberdade de sermos o que somos, animadamente adversários. Tu és importante para mim. Eu sou importante para ti. Somos faces da mesma moeda. Sem todos não há futebol. Eu sem ti, jogava paciência, decidia as regras e ganhava sempre. Não é para mim. É para ti?

Haverá uns quantos que é isto que querem, mas há sempre uns quantos para pensar todos os disparates pois somos mais que as mães nesta Terra. Infelizmente alguns destes por vezes chegam a ter poder que não deviam e usam-no manipulando a tribo. Da minha parte, a tragédia de hoje é mais um aviso de que mesmo no futebol onde me entrego à tribo, nunca poderei prescindir da civilização. Serei facilmente manipulado por gente perigosa, é um risco demasiado grande perder a noção das prioridades. 

 

As palavras matam?

Eu acho que sim, tenho a certeza que sim. Aos milhões ao longo da nossa história. E por isso, hoje num dia em que vou vibrar como sempre pelo meu Sporting, com a sorte de o poder fazer no estádio, a plenos pulmões, esperando a melhor vitória possível, deixo estas palavrinhas para quem tantas vezes perde a noção do que é vivermos o futebol em conjunto.

 

As palavras salvam?

Sim, também sei que sim. É uma tecnologia que pode ser usada para o mal e para o bem.

E por isso hoje, num dia que começa com todos os sinais de dor e sofrimento por ter sido cometido um crime infame, é importante dar um viva ao Benfica! É um abraço a todos os que tiveram uma infeliz escolha de clube mas que amo.

Os meus mais profundos sentimentos a família enlutada.

Ó bruto, vai buscar! Embrulha!

E viva o Sporting Clube de Portugal!


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21 Abr 17
Isto ainda resulta?
Francisco Chaveiro Reis

Ontem dizia-se que Patrick, lateral do Marítimo interessava ao Sporting. Hoje, já se diz que está "reservado" pelo Benfica. Ano após ano é a mesma coisa: faz-se crer que o Sporting tem interesse num jogador apenas para depois se anunciar que o perdeu para um rival...


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20 Abr 17
Constatação
José da Xã

No próximo sábado vou estar em Alvalade a gritar pelo Sporting. Para que jogue bem e vença de forma convincente.

Não me interessa nada qual a equipa adversária que o Sporting vai defrontar.

Este jogo é para ganhar, como são os restantes até ao final do campeonato. Ponto.


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19 Abr 17
Clash of Structures
Luciano Amaral

Este épico confronto de estruturas está a ser lindo. Aos poucos, vai-se descobrindo que todos os esquemas e manigâncias de que sempre se falou são verdadeiros. A diferença está em que antigamente se insinuava e agora se prova, divulgando documentos. Cabe ao Sporting agarrar este magnífico momento de destruição mútua. Não se sabe quando voltará a haver uma oportunidade destas.


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17 Abr 17

Com mais um remate certeiro

Lá fez Bas Dost o seu tento.

Nos marcadores é o primeiro

Sendo o melhor do momento.

 

Em Portugal é rei e senhor

Na Europa está já em segundo

A marcar golos é um terror

Que o diga o melhor do Mundo.

 

Desencadeou-se. Bas Dost é já o vencedor deste simpático combate, batendo a antiga marca de Slimani do ano passado.

Todavia o confronto continua… Vou querer saber quantos mais marcará o senhor Bas Dost até ao final do campeonato.


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13 Abr 17
É isto, não é?
Luís de Aguiar Fernandes

Este slb, que veio elogiar o fcp por se demarcar de cânticos que aludem à morte de adeptos rivais, é o mesmo que não o faz (e ainda apoia ilegalmente) os seus adeptos que fazem o mesmo (aliás, o mesmo não, porque efectivamente os adeptos do fcp não assassinaram ninguém) em todos os dérbis, não é? 

 

Para avivar a memória de alguns hipócritas de carnide, que já estão aí a salivar para comentarem, deixem-me lembrar-vos da faixa a dizer "verylight 96", num recente dérbi de futsal, ou de cânticos que começam com "foi no jamor, que o lagarto ardeu", em todos os jogos contra nós. A todos os outros, não abram os links, para não ficarem nauseados.


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11 Abr 17

Pronto... Bas Dost já está empatado com Slimani.

Vinte e sete golos é a marca já conseguida pelo holândes. E ainda faltam 6 jornadas para acabar o campeonato.

Pena é que, a este tão numeroso número de golos, não esteja associada uma melhor classificação do Sporting. Mas isto é provavelmente tema para outro texto.

Bas Dost é assim o continuador de enormes pontas-de-lança que jogaram no Sporting. São os casos de Liedson, Jardel, Acosta, Manuel Fernandes, Rui Jordão, Hector Yazalde, Lourenço e o sempre inesquecível Peyroteo

Neste momento faltam-me as palavras para descrever este fantástico jogador.

E agora somente para os adeptos do Sporting pergunto: quantos mais golos vai Bas Dost marcar até final do campeonato?

Relembro que a próxima jornada vai ser na terra do choco frito, depois há um dérbi, para logo a seguir irmos à cidade dos Arcebispos.

Regressamos a casa para um jogo matutino contra os atletas da Cruz de Cristo. O embate seguinte é contra a equipa da terra de um antigo jogador leonino e agora treinador. Acabamos em casa com o clube da cidade termal.

Fica lançado o desafio... Digam então de vossa justiça.

 

 


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03 Abr 17

Segundo Jorge Jesus, muitos jogadores do Sporting "estavam fatigados". Sim, a sequência de jogos nas competições europeias tem sido frenética. Se a isso juntarmos os compromissos na Taça de Portugal e na Taça da Liga, é de dar cabo de qualquer um. Eis o Sporting desta época: um golo sofrido estupidamente, sempre, sempre, sempre, sempre da mesma maneira (a sério, ó Jesus, é que já chateia), momentos espectaculares, de que resultaram dois golitos, uma das partes a descansar e o coração do pobre sportinguista à espera do próximo chouriço ou da próxima bola cruzada para o meio da área, com a defesa e o guarda-redes a olharem, e o Arouca a empatar. Uma coisa é verdade: nunca falta emoção ao jogos do Sporting. Ainda havemos de estar a ganhar por 4-0 e o Feirense vir a empatar.

 

Diz que é difícil motivar para manter o terceiro lugar. Eu sugiro que se vão catar. É verdade que seria preciso muito para chegar ao primeiro lugar. Mas, para citar o Antigo Testamento, "shit happens". Enquanto for matematicamente possível, não se desiste. Até porque a matemática melhorou bastante nas últimas semanas. Shit happens, e se acontecer, convém estar pronto para aproveitar. Se no fim não der, não deu. Mas que não seja porque se decidiu adormecer a jogar contra não-sei-quem.


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Bem sei que, para nós, o campeonato parece já ter acabado mas ontem a segunda parte do jogo em Arouca foi miserável. Não me recordo sequer de um remate à baliza na segunda metade do jogo. Isto depois de meia hora muito bem conseguida na primeira parte. Será que é possível alguém avisar os rapazes que eles jogam no Sporting Clube de Portugal?

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22 Mar 17

Sempre que o holandês marca um golo fico logo a pensar no que escreverei aqui. E esta semana não foi excepção...

Semana após semana, jogo após jogo, golo após golo Bas Dost é já uma das boas certezas do nosso campeonato. Mesmo que isso não agrade aos nossos adversários. Temos pena...

Ora nesta espécie de corrida a dois, que eu próprio inventei, o ponta de lança do Sporting tem todas as hipóteses de bater o registo de golos marcados o ano passado, pelo argelino Slimani e que agora se encontra em Leicester!

Faltam somente 3 golos para que o gigante oriundo do país das túlipas alcance o feito do ano anterior.

Sei que se pagou por este jogador uma soma assaz avultada para os cofres do clube. Mas seja como for ainda estou para perceber como foi o Wolfsburgo cair na "armadilha" de deixar sair Bas Dost da sua equipa.

Mas ainda bem. Os bons jogadores ficam sempre bem no Sporting.


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15 Mar 17
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14 Mar 17

O título da capa do Jornal Sporting, na sua última edição, poderia ser aplicado a Bas Dost: Imparável!

Começam-me a faltar adjectivos para qualificar o nosso ponta de lança, Se bem que dois golos tenham sido de grande penalidade (podiam ser 3…), certo é que o holandês fez o seu primeiro póquer em Portugal.

Com isto leva já 22 golos aproximando-se de Islam Slimani, deixando ao mesmo tempo os seus adversários lusos mais distantes.

A nível europeu encontra-se em terceiro lugar, logo atrás de dois “jogadorzitos”: Cavani do PSG e Messi do Barcelona.

Com vinte e dois jogos jogados e o mesmo número de golos Bas Dost pode vir a tornar-se (se não o for já) um fenómeno como ponta de lança.

Como escreveu o Alexandre neste texto, se estivéssemos lá em cima a lutar pelo título com outra postura em campo, nem imagino quantos golos marcaria o holandês.

Neste momento Bas Dost é o senhor golo! O resto são cantigas.


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13 Mar 17
Segurar Bas
Alexandre Poço

Numa época pouco reluzente, Bas Dost é dos melhores da Europa (a um golo de Lionel Messi). 22 golos na liga em 25 jogos, 47% do golos marcados pelo Sporting no campeonato. Na média por jogo, só fica atrás de Mário Jardel (2001/2002). Duas notas emergem deste panorama: a primeira para constatar que numa época boa, com o Sporting a lutar pelo título até ao fim do campeonato, Bas arriscava-se a andar a lutar com os recordes de alguns dos melhores goleadores da história do Sporting. A segunda é para relembrar que é fundamental manter Bas Dost na época 2017/18. Será pedra fundamental no 3a tentativa de Jorge Jesus nos dar o tão almejado título. 


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10 Mar 17
Schelotto na seleção
Francisco Chaveiro Reis

Só no Sporting. Depois de ter sido internacional por Itália, uma das melhores seleções do globo, o nosso defesa Schelotto prepara-se para se estrear pela...Argentina, uma das melhores seleções do globo. Não é para todos. 


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09 Mar 17
Isto do Barça foi giro mas...
Francisco Chaveiro Reis

...o Sporting perdeu 4-1 em Old Trafford e em Alvalade goleou o fabuloso United por 5-0. Como muitas vezes a minha avó contava, Artur Agostinho gritava, via rádio, "é o fim do mundo em Alvalade". Pelo Sporting jogaram: Carvalho, Gomes, José Carlos, Baptista e Hilário; Osvaldo (3 golos), Mendes, Morais (1 golo), Géo (1 golo), Mascarenhas e Figueiredo. Do outro lado moravam "monstros" como Best, Law ou Bobby Charlton. 


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06 Mar 17
Estremeções
Luciano Amaral

Bem, não é assim que os rivais vão estremecer. Bardamerda para quem?


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05 Mar 17

 

1. Os clubes são os sócios que têm. E o Sporting não é exceção. Um dia de eleições como o de ontem, com um número recorde de votantes (18.814), com filas e filas ao redor do estádio, só pode significar que o Sporting está vivo e bem vivo. Quem lá esteve, viu bem como muitos sócios foram votar com cachecol ou camisola verde e branca, alegres e orgulhosos, não se importando de esperar uma ou duas horas. Uma verdadeira democracia sportinguista.

 

2. Bruno de Carvalho deu uma sova eleitoral a Madeira Rodrigues, utilizando a desabrida e inadequada linguagem do candidato derrotado ao dirigir-se a um sócio. 86% contra 9% demonstra que Madeira Rodrigues não conseguiu sequer capitalizar a sua candidatura para o futuro. É o resultado de muita impreparação, de erros estratégicos constantes, da falta de ideias válidas e de uma postura (algo inesperada) de tentar embarcar nas críticas mais habituais a Bruno de Carvalho feitas por rivais e afins.

 

3. Quem seguisse a campanha, lendo jornais ou vendo comentadores na televisão, ia sendo docemente levado a crer que Madeira Rodrigues podia ganhar as eleições e que Bruno de Carvalho estava a terminar um ciclo. Nada mais falso. A afluência às eleições e a percentagem vencedora de 86% demonstram bem que os sportinguistas ligam pouco (muito pouco) ao que vai aparecendo na generalidade da comunicação social. E disseram-no votando.

 

4. Fazer uma campanha eleitoral em pleno decurso das competições nacionais é um erro que não deveria voltar a ser repetido. A possibilidade de perturbação das competições em curso é real e deveria ser evitada. Faz muito mais sentido fazer as eleições no final da época. Introduzir na discussão eleitoral a permanência do treinador ou de opções estruturantes da equipa de futebol não é benéfico. Sejam quem forem os candaidatos e os treinadores.

 

5. Bruno de Carvalho tem condições ímpares para continuar o seu projeto: uma votação esmagadora, um clube unido e obra feita. Espero que neste segundo mandato saiba continuar o que fez de bem e melhorar o que fez de mal. Os sportinguistas merecem vitórias. E Bruno de Carvalho também. 

 

Fotografia Manuel de Almeida/Lusa


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04 Mar 17

Um sportinguista escreveu as palavras que titulam este texto e que são outrossim uma belíssima canção. Chama-se o seu autor Sérgio Godinho e lembrei-me desta frase enquanto olhava a longuíssima fila de sócios que se preparavam para votar.

Não interessa aqui fazer apologia de um ou outro candidato, mas somente dar conta daquilo que foi a grandeza de milhares de sportinguistas, que deixaram o conforto das suas casas, para aguardarem horas para exercerem o seu direito de voto.

Um exemplo de grande civismo e fervor por parte dos incontáveis sócios leoninos.

Também eu lá estive, assim como o meu filho mais velho e o meu sobrinho.

Pois... a vida é realmente feita de pequenos nadas ou dito de outra forma cada voto colocado hoje na urna será um pequeno nada que poderá mudar a vida do Sporting.

 

Também aqui


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03 Mar 17

Já vos havia dito que Bas Dost é um caso sério a marcar golos? Já? Pois não me canso de o dizer.

No último fim de semana gordo, o magro atleta marcou mais um golo. Desta vez uma grande penalidade...

Não vi o jogo em directo pois estava longe de casa. Mas consegui ver a jogada que daria origem ao castigo máximo. Na verdade o holandês pareceu-me que estava em fora de jogo antes de sofrer a falta.

Todavia o que conta aqui é que o ponta de lança não se atemorizou perante o guarda-redes canarinho e marcou o seu 18º golo. Aproxima-se "perigosamente" de Slimani... Veremos no fim quem ganha.

E agora vem aí o Guimarães...


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02 Mar 17
Declaração de voto.
Luís de Aguiar Fernandes

Há 4 anos atrás, não anunciei o meu voto antes das eleições. Acabei por deixar uma palavra depois das eleições, algo como isto:

 

O momento é grave e nenhum dos candidatos me convencia plenamente, pelo que fiz a minha reflexão de forma interna e silenciosa. Votei Bruno de Carvalho, mas, repito, não completamente convencido.

 

Hoje, estou plenamente convencido de que fiz a melhor escolha possível. E é por isso que, mesmo discordando em muitas coisas de Bruno de Carvalho, no sábado estarei lá para deixar as minhas cruzes na Lista B.

 

Ainda assim, e como o meu apoio não é cego, será a Lista C a ter o meu voto para o Conselho Leonino, um órgão caduco e sem sentido, e que por mim era abolido. Por isso, voto na única Lista que realmente se preocupa em reformá-lo, e no limite extingui-lo.


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Vota B
Luciano Amaral

Depois de amanhã, voto Trump, quer dizer, Carvalho. Sobretudo por duas razões:

Uma: há muito que não era tão entusiamante ser-se do Sporting. Do fundo do poço de 2013 (culminar de uma longa decadência vinda de 2005) até ao pequeno milagre de 2014 e ao quase campeonato de 2016, fez-se um bom caminho. Depois de uns tropeções, a formação parece estar a endireitar-se. As modalidades mais importantes mantiveram-se a nível elevado, melhorando (futsal, andebol, atletismo...), ou ressuscitaram (hóquei, ciclismo...). O pavilhão vai abrir. As finanças saíram do estado de calamidade das últimas décadas. Falta juntar a isto um conjunto consistente de títulos. Depois do que foi feito até agora, acho que Bruno de Carvalho merece a oportunidade de outro mandato para os alcançar. A borrar esta pintura, aparece sobretudo o colapso do futebol nesta época. Sobre isto, direi mais qualquer coisa adiante.

A outra: o candidato alternativo. Podiam ter aparecido candidatos capazes de me convencer a votar neles. Em vez disso, apareceu este. Não sei bem o que dizer de uma pessoa que se revelou de uma inépcia extraordinária durante toda a campanha. Mas talvez valha a pena começar pelos tiques: o beto que julga que é bom só porque é beto, que monta um teatrinho lá em casa e ao qual os tios e as tias acham "o máximo, sei lá", que não se apercebe das figuras ridículas que faz ("dei uma sova ao seu amigo, pá!"). Continuando pela incompetência: durante este tempo todo, revelou-se incapaz de ser convincente sobre qualquer dossier (obras no estádio, fim do contrato de Jesus, novo treinador...). De repente, vi-me transportado ao pior do Sporting no passado: o amadorismo presunçoso, que faz tudo mal achando que está a fazer tudo bem, desse modo destruindo o património e a história do clube.

Dito isto, o novo mandato de Bruno de Carvalho deveria servir para corrigir os seus piores defeitos. Julgo que o principal desses defeitos é um ego pouco disciplinado. O ego é importante, mas se não for disciplinado pode ser pernicioso. Parece-me que o colpaso do futebol neste ano se deve em grande parte a isso. O seu ego, junto com o do teinador (de proporções semelhantes ou até maiores), deve tê-lo feito acreditar que este ano eram favas contadas. Daqui resultou um desleixo (seu e do treinador) na abordagem à época e aos jogos que foi trágica. É preciso mais método e mais atenção ao detalhe. Nesse sentido, a má época talvez até tenha servido de lição, revelando a Bruno de Carvalho (e a Jorge Jesus) que é preciso mais do que a vontade para triunfar. Se não serviu, então estamos mal: tudo o que de bom foi feito pode ruir de um momento para o outro. Por mim, dava já um pequeno conselho: que deixe de achar que o Sporting começou consigo (não se dizem coisas como "desde o Visconde que não se aumentava o património do clube" ou "o que era o Sporting antes de nós"?) - conselho que é aliás extensível ao treinador.

 


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28 Fev 17
Questões de campanha.
Luís de Aguiar Fernandes

Se o treinador do PMR é o Juande Ramos, que está sem clube, porque é que é o Boloni a pegar na equipa até ao final da época?

 

Vou mandar o meu bitaite (e fico à espera do vosso): porque quem PMR queria mesmo era um treinador português que anda a lutar para não descer em Inglaterra, e cujo contrato termina no fim do ano, e quando disse aquilo de Boloni ainda achava que o convencia. Correu mal.

 

De resto, também só por isso é que faz sentido que o treinador só seja apresentado quando milhares de sócios já votaram, por correspondência, o que só demonstra a falta de preparação do candidato.


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