24 Fev 17

Se alguma dúvida houvesse, ontem ficou totalmente esclarecida. Madeira Rodrigues é o candidato do sistema, é o candidato apoiado pelos nossos adversários, apoiado pelos jornais desportivos que estão completamente instalados no sistema que ainda vigora no desporto luso. Não é pela pessoa em si, tanto lhes faz saber quem é ou o que quer Madeira Rodrigues. A única certeza destes tão catitas apoiantes é apenas a possibilidade de afastar Bruno de Carvalho e que possa voltar a paz podre de que tanto gostam.

E pelos vistos Madeira Rodrigues vive bem com estes apoios.

Há uns anos, seguramente mais de 30, um jovem católico praticante descobriu, por mero acaso, que o padre da sua paróquia mantinha um relacionamento com uma devota paroquiana. Irado e chocado, deslocou-se à sede de bispado e conseguiu chegar à fala com o Bispo. Este, depois de o ouvir durante largos minutos, de forma paternalista colocou-lhe a mão pelo ombro e explicou-lhe, pela sua experiência e sapiência das coisas terrenas da vida, que quando descobrimos um bocado de lixo que ficou por despejar no caixote, devemos de forma rápida levantar o tapete e empurra-lo nessa direcção. Tudo fica limpo, as visitas não se apercebem e todos vivem felizes.

Todos os nossos adversários olham para Madeira Rodrigues e vêem um óptimo tapete.


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23 Fev 17
As eleições dos pobres
Francisco Chaveiro Reis

A medida do sucesso de um clube grande é a conquista do campeonato nacional. Tudo o resto importa mas é secundário. Os que os adeptos do Sporting querem, mais do que tudo, é voltar a fazer a festa suprema, por muito que queiram e fiquem orgulhosos de formar craques mundiais, encher o estádio num exercício de amor e persistência, jogar futebol bonito, restruturar a dívida e inaugurar um pavilhão multidesportivo de excelência. Nesse sentido, era natural que Bruno de Carvalho, que fez muito mas não foi campeão, tivesse concorrência nas eleições. E Bruno não só não foi campeão como este ano está a dez pontos do topo e já caiu em todas as outras frentes. Isto, com um treinador que tem salário principesco e com muitos milhões gastos em contratações falhadas – Petrovic, Elias, André ou Castaignos.

Mas quem apareceu foi Madeira Rodrigues e desde logo se percebeu que Bruno não teria problemas em continuar. Madeira Rodrigues nada trouxe ao debate, sendo o único ponto positivo, umas imagens 3D daquilo que ele gostaria que fosse o estádio. A única piada dos atos eleitorais costumam ser as promessas loucas. Futre tinha uma lista de craques que aterravam em Alvalade (estava lá Bryan Ruiz) se a sua lista ganhasse. Bruno prometeu Van Basten, Alex Teixeira e dinheiro russo na sua primeira tentativa. Madeira Rodrigues, na reta final, acena com Boloni e Delfim…Está tudo dito. 


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20 Fev 17

Há alguém no mundo futebolístico, com excepção de Jorge Jesus e de Bruno de Carvalho, que considere o Schelotto um jogador de futebol?

 

P.s. este jogo com o Rio Ave foi das exibições mais ridículas dos últimos anos em Alvalade! Uma vergonha!


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16 Fev 17

Pensaram que me tinha esquecido do golo do gigante Bas Dost contra o Moreirense. Porém enganaram-se e este pequeno duelo entre o nosso actual e bom ponta de lança contra o "british" Slimani continua.

Porque o futebol é feito de golos. Uns melhores outros nem por isso, mas o que conta são elas lá dentro.

A semana passada não vi o jogo. Estava muito longe, sem o canal de transmissão por perto, e desse modo só vi o golo do nosso jogador muuuuuitas horas mais tarde. Não seré o melhor dele, mas foi quiçá o interruptor que despertou a equipa de um marasmo para mais uma vitória. Suada, sofrida, mas merecida.

Bas Dost leva já 17 golos. Daí talvez o título, que hoje lhe foi atribuído, de melhor jogador de Janeiro.

Ele, mais que ninguém, merece-o.

E esta semana temos o tal de Rio Ave!


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14 Fev 17
Feliz Dia dos Namorados
Francisco Chaveiro Reis

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08 Fev 17

Ponto final na época do Sporting!

Agora é jogar para um inexplicável terceiro lugar após a época anterior, onde se transpirou (e jogou) muito bom futebol. Mas a vida é mesmo assim… Nem sempre se está bem. Até nas nossas vidas… quanto mais no desporto.

Chegado a este ponto, creio que não merece a pena arranjarmos culpados. As coisas correram mal desde o início, depois saíram João Mário e Slimani, e mesmo com a vinda de Bas Dost a equipa nunca se impôs. Veremos o que ainda nos estará reservado…

Fala-se muito do dérbi e da má arbitragem desse jogo como o ínicio do trambolhão. Dando de barato que os adeptos leoninos mais fervorosos têm razão, ninguém tem a coragem de garantir que se o árbitro marcasse as grandes penalidades estas seriam golo.

Sim, eu sei, que o primeiro golo adversário precede daí, de uma falta não marcada… Mas adiante!

Ora bem… aproximam-se as eleições para o Sporting e BdC vai ter um adversário que eu sinceramente, antes deste acto eleitoral, nunca tinha ouvido falar. Provavelmente por culpa minha.

Independentemente de quem ganhar, algo tem de mudar num prazo muito curto. Seria bom que os próximos dirigentes leoninos escutassem os sócios e adeptos, não numa assembleia impossível de controlar, mas quiçá através de um breve questionário onde, com algumas questões assertivas, o Sporting percebesse qual o verdadeiro pulsar do adepto leonino.

É normal que cada sócio e adepto tenha uma forma diferente de pensar e de ver o futebol, mas, digam o que disserem, há entre todos nós um fio condutor que se resume no desejo de ver o Sporting novamente campeão.

Reafirmo que após as próximas eleições, ganhe quem ganhar, dever-se-á olhar o futuro mais perto e mais longínquo de forma mais pragmática e menos emotiva. Acima de tudo não prometer o céu quando não se pode dar a Terra!

Tenho a perfeita consciência que o futebol é emoção e paixão. Mas outrossim serenidade e elevação. Baixar o nível do diálogo e confronto verbal só beneficia quem está no futebol a coberto de interesses enviesados.

A gente lê-se por aí!


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06 Fev 17
#aculpanaofoidopalhinha
Francisco Chaveiro Reis

O Sporting perdeu no Dragão. Não estava à espera. Estava optimista e mais fiquei quando vi Nuno a apostar em cinco homens de características ofensivas num jogo à chuva. Desconfiei da chamada de Matheus, que me parece que vai ser o próximo Gelson mas está sem ritmo, mas mantive-me optimista. O problema foi quando o jogo começou e sofremos dois golos de Soares. Palhinha falhou nos dois mas também Marvin e Semedo também. Este trio fez um jogo ao lado mas a culpa é sempre do treinador. Ponto. Tal como o mérito de lançar Esgaio, Podence e Alan, foi seu. Para bem e para o mal, a culpa é de Jesus. Ele que nos valha. Se não for esta, que seja na próxima época. 

PS: Palhinha será titular do Sporting, na próxima época. Só não será nesta porque ainda lá anda William. 


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05 Fev 17
O guião
Luciano Amaral

Jorge Jesus já era assim no Benfica: um bocado irritante nas suas declarações, umas vezes para os adeptos adversários, outras para os adeptos do próprio clube. Ontem foi o segundo caso, quando se lembrou de dizer que João Palhinha não seguiu o "guião certo" e que, com jogadores da formação, se estava "dar um passo atrás para dar dois à frente". No entanto, chegados aqui, perguntamo-nos se não é o seu guião que está errado. Como bem nota aqui o Cherba e aqui o Bernardo Ribeiro transcrito pelo Álamo, o jogo de ontem foi mais um episódio do guião desta época nos encontros com os grandes: boa parte do jogo destruído por uma espécie de sonambulismo, golos de caracacá, controlo inútil da bola, incapacidade para marcar golos, ficar à mercê de decisões duvidosas (ou erradas) dos árbitros (e ontem até podemos ter sido beneficiados por uma, quando Zeegalar foi poupado à expulsão). Não pode ser só azar ou "culpa do Palhinha" ou "culpa do Casillas" ou "culpa do Jorge Sousa". Dá a impressão de que toda a gente já sabe como ganhar ao Sporting de Jorge Jesus: é tornar a sua posse de bola redundante e depois aproveitar o espaço enorme entre a defesa e o guarda-redes ou a aselhice a defender bolas paradas para meter umas lá dentro. Com ou sem Palhinha, com ou sem Casillas, contra o Porto, o Benfica ou o Real Madrid. Jorge Jesus gosta de dizer muitas vezes que certos jogadores ainda não aprenderam a jogar como ele quer. Talvez valha a pena perguntar se não é ele que tem de aprender a jogar de outra maneira.


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03 Fev 17

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Crise providencial?
Luciano Amaral

Terá a crise que afastou o Sporting da Europa, da Taça de Portugal e da Taça da Liga sido providencial? Talvez. Por muito que gostemos de falar das arbitragens (infelizmente, de forma justificada imensas vezes), houve demasiadas culpas próprias no cartório: a incapacidade para segurar os jogos com o Real Madrid, a ineficácia contra o Borussia Dortmund, a incapacidade para ganhar ao Legia Varsóvia, os desastres de Vila do Conde, de Guimarães, de Chaves e as tremideiras sistemáticas contra todo o género de equipas (como o Feirense ou o Paços de Ferreira) provam-no.

 

Mas será que a semi-catástrofe em que esta época se tornou por causa de tudo isto pode vir a ter resultados positivos? Esperemos que sim. A crise terá mostrado a Bruno de Carvalho e a Jorge Jesus (dois indivíduos de ego bastante inchado) que os seus inegáveis talentos e a sua simples vontade não bastam. Depois de uma época de ajustamento que acabou no quase-campeonato, eles deviam achar que este ano o sucesso viria praticamente por si. Seguiu-se um certo desleixo profissional ou facilitismo, que redundou no camião de coxos que desembarcou em Alvalade. E também naquilo que parece ter sido a aproximação displicente a alguns jogos.

 

A crise terá servido para alguma coisa se Bruno de Carvalho e Jorge Jesus ficarem, como se diz agora, mais "smart". No caso do presidente, duas coisas vêm logo ao pensamento: controlar o desbragamento comunicacional e as atitudes intempestivas. O barulho teve o seu tempo há uns anos, quando o Sporting precisou de voltar a entrar na "corrida a três". Mas agora é preciso ser mais cirúrgico. No caso do treinador, vem ao pensamento a farronca que, quando os resultados não correspondem, é seguida por uma espécie de depressão e desleixo - a impressão que faz ver tantos jogos que parecem mal preparados... O presidente também não deve dar carta branca ao treinador para fazer tudo: lá está o camião de coxos. Se não deve ser ele a interferir na equipa técnica, deve haver uma equipa técnica (ou uma assessoria à equipa técnica) capaz de fazer escolhas mais criteriosas do que aquelas que o treinador mostrou ser capaz de fazer.

 

O tempo é de concentração e frieza, apelando às melhores qualidades dos dois líderes do Sporting. Espero que isso se comece a ver já no jogo com o Porto.


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27 Jan 17

Vamos lá ver se consigo explicar ao que venho.

Sempre que o Sporting tem maus resultados é notícia em letras garrafais em tudo o que é jornais e plataformas virtuais, como se não houvesse mais nenhuma notícia importante para dar.

Ao invés quando outras agremiações apresentam outrossim maus resultados, as notícias vêm quase em nota de rodapé, tentando não dar realce aos desaires.

Esta diferença de tratamento é tão mais visível quanto maior for a diferença de postura dos agentes desportivos. Todos sabemos que BdC e JJ são o alvo preferido da comunicação social, já que ambos se colocam muito a jeito…

Não quero, de todo, uma atitude de preferência para com o Sporting, por parte da comunicação social. Também não pretendo que branqueiem as situações menos correctas no clube. O jornalismo é a arte de informar e divulgar notícias, unicamente.

É certo que quando olhamos para uma garrafa meia, ela pode estar meio cheia ou meio vazia. E em ambas as situações a visão corresponde à realidade.

Todavia nesta mistura explosiva entre jornalismo e clubismo há (ainda) quem consiga ser equidistante e sério, o que é cada vez mais raro, e há aqueles que jamais percebem que, para se ser bom jornalista não é necessário estar mais próximo deste ou daquele clube.

Sinceramente, custa-me entender a filosofia destes novos tempos jornalísticos.


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26 Jan 17
Bonito de ver
Francisco Chaveiro Reis

Ao contrário de Setúbal e Moreirense, o Belenenses não causou entraves ao Sporting no regresso de um emprestado. Bem vindo de volta, Spalvis! 


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24 Jan 17
Pinto a caminho
Francisco Chaveiro Reis

Ao que tudo indica, André Pinto será reforço do Sporting para a próxima época. Até aqui capitão do Braga, o defesa-central de 27 anos recusou-se a renovar contrato e estava afastado da equipa principal. Pinto é jogador de qualidade e chega a custo zero. É alto e forte fisicamente como gosta Jesus. O Sporting prepara já a nova época e muda a política de contratações? Uma coisa parece-me certa. Vem somar mais do que Douglas. 


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23 Jan 17
Estado da arte
Alexandre Poço

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O desamparo aprendido
Pedro Boucherie Mendes

Desamparo aprendido (ou Learned helplessness ) é uma teoria da psicologia comportamental desenvolvida por Martin Seligman. Em traço grosso é uma tentativa de postular cientificamente aquilo que podemos designar por “eh pá por mais que tente, não vale a pena”. Ou seja, perante novas situações adversas o individuo não acredita que venha a ser capaz de as superar, porque em situação passadas a coisa correu mal. O exemplo do estudante que tem tido más notas e não acredita que valha a pena estudar ou esforçar-se porque jamais conseguirá subir a média é um exemplo de Desamparo Aprendido.
É aqui que o Sporting é fraco. O Sporting, perante perdas de pontos impostas pela arbitragem, não acredita que venha a ser capaz de vencer o próximo jogo porque os jogadores acham (inconscientemente) que por mais que corram e batalhem, lá virá um amarelo cirúrgico, lá virá um fora de jogo mal tirado, lá vira um golo anulado.
Os dirigentes, do presidente ao assessor, ficam frustrados porque sabem que nada podem fazer a não ser manifestar a sua frustração ruidosamente. Em Portugal está criada uma religião assente no dogma “só os maus perdedores se queixam da arbitragem” que obviamente faz incidir esses holofotes do “mau perdedor” naqueles que se queixam. A coisa é tão ridícula que mesmo que os fundamentos da queixa sejam evidentes, o problema está na queixa e o “culpado” é o queixoso, não aquele ou aqueles que a motivaram.
Se os profissionais do Sporting – do presidente ao segurança do parque do estacionamento – acreditarem que se pode quebrar o ciclo do Desamparo Aprendido, ou seja que mesmo sendo roubados podem ganhar o jogo seguinte, as coisas ficam mais fáceis, como aliás se viu na época passada.  
JJ tem razão quando vê a origem da crise na arbitragem do jogo com o Benfica. Mas o resto é muito fruto disto, do Learned helplessness.


P.s. Já agora, e antes do fim da época,
pode ser que algum jornalista lhe venha a perguntar pelo psi brasileiro que veio com ele do Benfica e se foi embora este ano.


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19 Jan 17
Aqui estamos de novo
Francisco Chaveiro Reis

Já estamos habituados - Aqui estamos de novo. Em crise. Nos meus 32 anos de vida só duas vezes fiz a festa do campeonato. E a medida do sucesso de um clube grande português é a conquista do campeonato. A Taça não chega e as competições internacionais são excepções. Ou seja, nos outros 30 anos da minha vida, o Sporting esteve em crise;

Há 17 jogos por disputar - O facto de estarmos numa só prova não é igual a desistirmos. Os profissionais de verde e branco devem esforçar-se ao máximo vencer todos os jogos. Motivação? O salário e nós, deste lado. Nada garante que nos leve a algum lado mas tem que se jogar pela honra do clube. Além disso, ganhando os 17 jogos, poderemos ter motivo de festa em maio;

Milhões por cepos - É claro que estou desiludido com a época e aponto o dedo à ruinosa política de contratações. Gastamos de mais em jogadores que jogam de menos. Douglas, Meli, Petrovic, Paulista, Elias, Castaignos, Markovic ou André têm as portas de saída escancaradas. Alan só fica porque custou 8 milhões;

Reagrupar - É tempo de mudar o grupo. Manter o núcleo duro, despachar alguns dos atrás referidos (ou todos) e chamar caras novas. Caras novas que sejam velhos conhecidos como Iuri, Podence, Geraldes ou Jonathan e tentar juntar uns cobres para ter um ou dois laterais decentes e um segundo avançado que apoie Dost e marque alguns golos;

Vender é bom - Estou farto do argumento de não termos sobrevivido às saídas de João Mário e Slimani. Um clube português que faça uma boa época terá sempre tubarões à porta. Fizemos bons negócios, mantivemos três campeões da Europa e tínhamos dinheiro para contratar bem. Só não o fizemos;

Jesus – O nosso treinador é arrogante e fala de mais e mal desde a última época. As suas bocas para a Luz deram motivação ao rival. Mas é um grande treinador que colocou, de facto, a equipa a jogar mais. Não terá desaprendido e em breve voltará ao normal;

Bruno – Sempre disse que fazia bem mas falava mal. Já fez obra mas por vezes e, sobretudo sem títulos, parece um Dom Quixote, mesmo que muitos dos moinhos existam mesmo. Mas combatemos o exterior, assumindo os males interiores. No seu texto no Facebook mostrou mais maturidade e capacidade de olhar para dentro. Pode ser que a desilusão lhe traga maturidade;

Em resumo – Já aqui estivemos muitas vezes e nunca ganhamos nada em ser precipitados em mudar de treinadores ou presidentes. Para já, é fazer uma boa campanha no mercado e apontar a 17 vitórias. O resto, apoiar uma equipa que não nos dá grandes alegrias, já é habitual.


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18 Jan 17
Debater o Sporting.
Luís de Aguiar Fernandes

Respondendo ao repto lançado pelo Pedro, aqui fica, apelando ao debate, a minha opinião.

 

Ontem acabou a época de futebol sénior para nós, como a pensámos no início da mesma. Porque os objectivos passavam, e bem, por ganhar títulos, e porque acho que a partir de ontem isso tornou-se inatingível. Mas isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.

 

A imprensa quer culpados, eu dou-lhos: todos são culpados. Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, os jogadores. Vamos por partes.

 

Bruno de Carvalho tem culpa. Não enquanto Presidente do Sporting (aí, há muito mais em jogo), mas enquanto responsável pelo futebol sénior. A época foi mal planeada, com vendas muito tarde e reforços em cima do fecho de mercado, sem tempo para adaptações como elas devem ser feitas, e sem reforços para posições onde eles eram necessários.

 

Jorge Jesus tem culpa. Enquanto responsável da equipa técnica, tem culpa no futebol praticado. Não percebeu que Bas Dost não dá o mesmo ao jogo que Slimani nem Gelson dá o mesmo que João Mário, e não soube adaptar-se a isso. Procurou manter o seu modelo (não o culpo por isso, tem tido sucesso há muitos anos), e não funcionou. E quando precisa de mudar algo, não o consegue fazer.


Os jogadores. Porque quem está lá dentro são eles, eles têm culpa. Da falta de garra, do baixar de braços que tantas vezes vemos em campo. Das desconcentrações que nos fizeram perder tantos jogos perto do fim. Da pouca vontade que parecem ter de ultrapassar isto. 

 

E o que tem de se mudar? Um bocadinho de tudo. Bruno de Carvalho, enquanto responsável, terá de fazer uma limpeza do plantel, afastando muito do peso morto e repescando miúdos que por aí andam a mostrar qualidade. Jorge Jesus (e nem pensar em sair: já demonstrou ser um grande treinador, e tem toda a capacidade para voltar a mostrá-lo) tem de parar para reflectir, e adaptar o modelo aos jogadores (ou trabalhar melhor os jogadores para encaixarem no modelo), já pensando em lançar jovens que podem ser importantes para o ano. O que nos leva aos jogadores. Os jogadores terão de mostrar mais, de ter vontade de vencer, de personificar o que é o Sporting. Porque no fim do dia, são eles que as têm de meter lá dentro.

 

(amanhã, este post ficará também disponível no blog Manifestação Espontânea)


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Ainda estou em choque!

O meu fraco coração (ainda hoje tive de aumentar a dose do comprimido da TA!) já quase não aguenta.

Sofro pelo Sporting vai para muitos, muitos anos.

Sou sócio há perto de 40 anos e desde esse ano em que me tornei sócio contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que o Sporting foi campeão. Realmente impensável!

Entretanto vejo passar dirigentes, treinadores, atletas, todos com discursos diferentes sempre com a ideia de que este ano é que é.

Todavia nunca é! Repito… nunca é!

Há uns anos falava-se da “belenenização” do Sporting. No entanto com a chegada de BdC pensei que as coisas mudariam.

Erro de cálculo deveras precipitado.

Regressaram então os fantasmas de antigamente? Ou será que eles nunca partiram?

Quando acordo após os desaires, espero sempre ter sonhado. Porém a realidade é madrasta e acorda-me para uma evidência triste.

Descobrir culpados numa altura destas até pode parecer fácil, mas não é! Porque a culpa não é só de agora... vem de muito longe. Perde-se infelizmente no tempo.

Pensar em soluções para amanhã, é como colocar trancas numa casa já roubada.

Por isso, os actuais dirigentes do Sporting (ou os próximos) deverão, em prol da verdade nua e crua e custe a quem custar, divulgar contas, despesas, contratos assumidos… tudo, mas tudo mesmo até ao cêntimo. Não me preocupa que os jornais saibam, porque mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado.

Só desta forma, com os dados financeiros reais, poderemos pensar em eventuais soluções credíveis.

De outra forma o Sporting está condenado a viver unicamente da sombra dos troféus de museu.

Decididamente, não é isso que eu quero!

 

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17 Jan 17

Este será o texto, de todos os que já aqui escrevi, que mais me vai doer. Porque detesto injustiças. E sobretudo ingratidões.

Bas Dost é, comprovadamente, um caso sério a marcar golos. Vai no quarto bis e já leva treze golos marcados. Uma verdadeira máquina goleadora.

Obrigado, é só o que tenho a dizer ao jogador!

Mas custa-me que um homem que marca tantos golos, que se esforça e luta, como outros não o fazem, não veja o prémio dos seus remates certeiros plasmado em vitórias.

Esta é a injustiça de que falei acima.

A ingratidão encontra-se nas declarações de  Jorge Jesus ao dizer que o Sporting não pode depender de Bas Dost. Será que o actual treinador do Sporting tem consciência do que afirmou?

Qualquer boa equipa está dependente de um jogador: o Real Madrid depende de CR7, Mourinho está dependente de um sueco com nome eslavo e Leonardo Jardim de um colombiano com nome de ave de rapina.

Só Jesus quer ser diferente... Mas porquê?

Senhor Bas Dost... não ligue ao treinador. Continue a marcar os seus golos...

Pode ser que um destes dias a nossa equipa ainda ganhe um jogo sem sofrer golos.


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09 Jan 17
Factos
Francisco Chaveiro Reis

Bas Dost é o melhor marcado do campeonato com 11 golos. Desde Montero, à 15.ª jornada de 2013-2014 (garantiu-me Rui Miguel Tovar via Twitter) que o melhor marcador não vestia de verde e branco. Na altura, o colombiano levava 13 tentos, contra os 12 de Jackson e os 9 de Heldon. 


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04 Jan 17
Agenda única
Luciano Amaral

O ponto único da agenda de qualquer candidato à presidência do Sporting tem de ser o fim da impotência do clube tal como se manifestou no último dérbi. Não se trata de impotência desportiva, bem pelo contrário. Eu lembro-me do tempo da impotência desportiva. Por exemplo, o jogo da Luz de Fevereiro de 2014, aquele da lã de vidro: vínhamos do 7º lugar no ano anterior, tínhamos uma equipa de remendos, montada pelo Leonardo Jardim e jogávamos um joguito competente. Chegámos à Luz e não vimos a "chincha". O Benfica era, sem dúvida, a melhor equipa do campeonato à altura. De então para cá não voltou a acontecer nada de semelhante: de então para cá, ganhámos três dérbis, empatámos dois e perdemos dois, e em nenhum fomos inferiores - fomos aliás, em geral, superiores. Portanto, a impotência de que falo é institucional: é aquela que nos diz que o Sporting não podia ganhar essa partida, algo demonstrado pelo magnífico jogo de mãos de Pizzi; é aquela que nos diz que qualquer coisa iria acontecer se, acaso, o Sporting ainda empatasse. O Benfica é o novo Porto, não há dúvida. Talvez ainda em pior, por causa do nacional-lampionismo, que tudo branqueia. Mas então só é possível regressar a um mínimo de paridade nas hipóteses de vitória acabando com isso. Bruno de Carvalho tem feito muito barulho para poucos resultados práticos, como o dérbi mostrou e como vamos vendo todas as semanas.  Dir-se-á que é difícil fazer melhor. Pois é. Mas tem de haver uma maneira de lá chegar, apanhando-os desprevenidos. Os rebeldes também conseguiram, com muito menos meios, destruir a Estrela da Morte, acertando no seu ponto nevrálgico. Todos os esforços devem estar para aí direccionados. Deveria ser o ponto único da agenda presidencial.

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02 Jan 17
Obrigado João Pereira
Francisco Chaveiro Reis

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João Pereira vai deixar o Sporting e mudar-se para o Trabzonspor da Turquia. O Sporting ganhará uma pequena quantia e deixará de pagar salários altos a um jogador em fim de carreira e de contrato. Pereira chegou a Alvalade em janeiro de 2010, vindo do Braga e ficou no clube, dois anos e meio, fazendo 105 jogos e marcando 6 golos. Depois de uma estadia no Valência e de uma curta passagem pelo Hannover, regressou, para mais 44 partidas. Aqui fica o meu agradecimento ao camisola 21, que, apesar das suas limitações (como os cruzamentos e o temperamento), sempre mostrou muita garra e vontade de defender a camisola. Obrigado e boa sorte. 


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01 Jan 17
2017.
Luís de Aguiar Fernandes

Desconfio que vai ser um ano importante para o nosso clube. Eleições a ocorrer, Pavilhão a estrear. Por isso, o meu desejo para este ano é que todos estejamos ao lado do nosso clube, independentemente de quem se apoie, ou dos resultados. Acima de tudo, Sporting sempre!


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23 Dez 16

Lá terminou da melhor maneira possível o ciclo terrível iniciado em Varsóvia: cinco jogos difíceis em mais ou menos duas semanas. Até ontem, correu quase tudo mal. Sim, já sei: o Jorge Sousa, mais os dois penáltis contra o Braga e um contra o Belenenses... Mas continuo a achar que todo este ciclo foi muito mal gerido: sempre com os mesmos jogadores, entrou-se a poupar em Varsóvia para se acabar arrasado no Restelo. Ah, não havia outros. Pois não. Então não foi só este ciclo a ser mal gerido, foi todo o início da época. Não interessa. Agora já passou. Agora há tempo para concentrar nas competições nacionais, sem distracções e com um calendário razoável. Dá para pôr a equipa a jogar aquilo que já mostrou saber jogar e, passo a passo, chegar lá acima. Mas para isso é preciso muita frieza, abandonando os delírios a que o nosso treinador e o nosso presidente, por excelentes que sejam, por vezes se entregam.


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22 Dez 16
Obrigado Jefferson.
Luís de Aguiar Fernandes

Por me fazeres ter saudades do Marvin Zegcoiso.


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20 Dez 16

Muitas horas já passaram desde o murro no estômago que levei no Domingo à noite em Alvalade.

Quando saí tentei manter-me calmo e sereno. No entanto dentro do meu espírito de sportinguista fervilhava uma turbulência que só as horas passadas amenizaram.

Naquelas horas seguintes apetecia-me disparar para todo o lado, culpar toda a gente e mais alguma pela derrota sofrida, arranjar desculpas…

Hoje quase 48 horas passadas tento, de forma mais calma, tentar perceber o que realmente se passou na noite de Domingo. A opinião seguinte vale o que vale e só a mim me culpa. Assim direi que:

- o Sporting não tem banco;

- os jogadores não aguentam jogos à quarta e ao domingo;

- colocaram a fasquia a níveis a que a equipa não consegue chegar;

- vendemos pérolas verdadeiras e ficámos com o pechisbeque;

Então de quem é a culpa deste estado de coisas? Perguntar-me-ão. Não sei, assumo.

O que sei é que o Sporting necessita de… paz! Pacificar os adeptos, os dirigentes, os seus inimigos e acima de tudo o plantel.

A violência, seja ela física ou verbal, gera violência. Não vale a pena disparar para tudo quanto mexe no futebol à espera de se acertar em alguém, pois essa postura geralmente tem tendência a virar-se contra o clube.

Temos demasiados adversários. Provavelmente mais que todos os outros. Que falam de nós, escrevem sobre nós, que nos invectivam. Tal não me preocupa, quiçá enobrece…

No entanto não podemos nem devemos responder no mesmo tom. Temos de saber sofrer, preferencialmente em silêncio…

Porque somos todos donos dos nossos silêncios, mas reféns das nossas palavras.

 

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Reagrupar
Francisco Chaveiro Reis

Apesar de muitos milhões gastos, os problemas continuam: os laterais não são bons o suficiente e não há banco. A isso juntou-se uma saída que tem feito diferença: Téo. Pareceu boa ideia despachar um jogador que rendeu desportivamente mas que tinha a cabeça algures na lua. Não se encontrou uma solução alternativa de qualidade. Se Dost não está inspirado, não há golos. 

O Sporting tem que ir ao mercado. E tem que se livrar de uma série de pesos mortos. Há que admitir erros, fazer algum dinheiro e comprar. O problema é que sem Europa e com a decisão da Doyen, dinheiro é coisa que escasseia. Ainda assim, vejamos o plantel:

Guarda-redes: Patrício e Beto dão toda a tranquilidade. A Jug não fazia mal jogar e devia ser emprestado. Talvez até por ano e meio. 

Defesas-laterais: Esgaio não é aposta e começa a ser tarde para ele. Um empréstimo pode ser solução. Pereira é esforçado mas não é de topo. Schelotto parece o menos mau mas é inconstante. No sistema de Jesus, os laterais são essenciais. Se o Boca Juniors aceitasse Meli de volta, não me importava de trazer para Lisboa, Gino Peruzzi, já com experiência na Europa (Catania). Seria titular de caras. Na esquerda, o Jefferson deste ano, é um a menos. Marvin é limitado. É urgente trazer um titular. Apostava em Insúa mas sei que três milhões podem ser muito dinheiro. Más seria mais barato mas não conhece o futebol europeu e Vangioni, se nem neste Milan joga, pode não ser grande opção, apesar da fama que tem na Argentina. 

Defesas centrais: Coates, Semedo e Oliveira dão garantias. Acredito que são os laterais os maiores culpados pelos golos sofridos. Sem Europa, dava-me ao luxo de despachar Douglas, com nome, para China ou Rússia, à melhor oferta. Sempre que necessário, o quarto central seria Fidel Escober, interessante jogador da B. 

Médios centro: William e Adrien são o pulmão da equipa e devem ser rejeitadas propostas por eles. O problema é que é necessário quem faça os seus lugares em caso de lesão, castigo ou previsível cansaço. A seis, Petrovic e Paulista são falhanços. Devem ser emprestados e deve apostar-se no regresso de Palhinha. Aliás, creio que William será transferido no verão e vejo no jovem alentejano o seu perfeito substituto. Também Meli e Elias nada trouxeram e devem ser "despachados". Meli deve regressar ao seu país como moeda de troca num negócio e Elias, vendido à melhor oferta. Bruno César é o melhor oito suplente. Não desdenharia, no entanto, a contratação de um homem experiente. Uma vez mais, lembro-me do mercado argentino e de Tino Costa (San Lorenzo), com larga experiência no futebol europeu. 

Alas: Neste momento, Gelson e Campbell dão conta do recado. Bruno César, Bryan e Matheus podem ser opções na esquerda e Markovic, no máximo, pode aspirar a jogar uns minutos na direita. 

Avançados: Alan falhou redondamente como segunda opção e não podemos esperar muito mais por ele. Vejo duas opções. Empréstimo a um clube europeu para ganhar rotação ou regresso à Argentina, como moeda de troca. Alan é um dez e o Sporting joga com um oito e um "nove e meio" atrás do ponta de lança. Alan não faz sentido aqui. Venha um craque (sim, bem sei que isso custa). Aqui apostava em Bou, várias vezes apontado ao Sporting, apostando em enviar Alan, Téo e/ou Jonathan para Avellaneda. Bou pegaria de estaca e seria um Téo, com cabeça. Na frente, Dost, quando lhe chega a bola, faz o seu trabalho. André serve para suplente. Spalvis vem aí e ainda há Leonardo Ruiz. Castaignos é para emprestar. 

 

Nota: Os jogadores indicados são apenas da minha preferência e reflectem o perfil que considero interessante. O seu valor de mercado anda à volta dos três milhões de euros. 


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19 Dez 16
Era de prever
Luciano Amaral

Quatro jogos decisivos (uns mais do que outros) separados entre si por três-quatro dias e apenas com os mesmos 13 ou 14 jogadores tinha que dar nisto: a 90% em Varsóvia, a 80% na Luz, a 70% em Setúbal e a 60% hoje. Junte-se a isto os inacreditáveis fracassos de Vila do Conde e de Guimarães e temos a história de uma época. Para o ano pede-se profissionalismo no planeamento da temporada, s.f.f.


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14 Dez 16

O Observatório do Futebol fez as contas e divulgou-as. Vale a pena registar: o Sporting foi de longe o clube mais presente nas selecções nacionais ao longo do ano que está quase a terminar. Num total de 5734 minutos - claramente à frente do FC Porto, com 4578 minutos, e do Benfica, com 3966 minutos.

Na tabela mundial, liderada pela Juventus, o Sporting ocupou em 2016 o 23.º lugar no fornecimento de jogadores às selecções. O FCP ficou-se pela 41.ª posição. E o SLB, ainda mais distante, não conseguiu melhor do que figurar no 55.º posto.

A conquista do título europeu de futebol deveu-se em boa parte à formação leonina, a que pertenceram dez dos 23 jogadores seleccionados para a fase final disputada em França. O prestígio e a visibilidade internacional do Sporting ficaram ainda mais em foco depois disto - o que deve satisfazer não apenas os sportinguistas mas todos os desportistas portugueses. Mais que nunca, o Sporting é património nacional.

 


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13 Dez 16
"Reforços"
Luciano Amaral

É verdade que o Benfica é uma equipa doutro campeonato, uma espécie de campeonato paralelo onde se pode jogar à bola com a mão, não há penáltis contra e existem imensas equipas amigas que gostam de ver uns rapazes de vermelho a passear com a bola nos pés (e nas mãos também). Mas há mais qualquer coisa que tem que ver connosco e que os jogos da semana passada revelaram.

 

Repare-se: para todos os efeitos, o Sporting jogou com menos dois dias de intervalo do que o Benfica (o dia do jogo propriamente dito mais uma viagem à noite que terminou só na madrugada do dia seguinte, inutilizando este também para descanso ou treino). Mesmo assim e mesmo descontando os números circenses de Pizzi & Cª, devidamente abrilhantados pelo árbitro, o Sporting merecia ter saído do estádio da Luz com outro resultado: pelo menos o empate. Ora, eu pergunto-me o que não teria sido se os nossos jogadores tivessem chegado ao jogo mais frescos. Não é seguro que ganhássemos, mas a avaliar pelo que se viu, as probabilidades eram muito maiores.

 

Se os nossos jogadores não chegaram mais frescos ao jogo foi porque não há alternativas que permitam uma rotação eficaz de alguns deles. O jogo em Varsóvia era para ter sido jogado com uma mistura de titulares e de segundas linhas à espera de um lugar na equipa A. Em vez disso, foi jogado maioritariamente por titulares, com um ou outro reforço, sob indicação expressa do treinador de que era para jogar "a 90%". Resultado, jogámos a 90% em Varsóvia e a 90% ou menos na Luz (porque apesar de tudo jogar a 90% também cansa) e perdemos das duas vezes contra equipas perfeitamente ao alcance.

 

Isto só acontece porque a equipa técnica e a direcção arranjaram um amontoado de coxos que não dão qualquer garantia (Elias, Markovic, Alan Ruiz, André, Petrovic...). E assim é preciso pôr sempre os mesmos a jogar e eles não não chegam para todas. Isto dá mesmo que pensar, quando nos lembramos que andaram a ser espalhados de empréstimo por aí jogadores da formação que, de certeza, pior não fariam: Mané, Podence, Iuri, Palhinha, Gauld... Lembra o ano de 2013, quando fomos salvos de uma vergonha ainda maior a partir do instante em que o Jesualdo se lembrou de empandeirar os cromos que tinham custado milhões e pôs os miúdos da equipa B a jogar. Agora pergunto: com o Setúbal temos de jogar outra vez com os mesmos, já que a seguir vem o Braga? Ora aqui está aquilo a que se deve chamar uma época mal planeada.


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12 Dez 16
O mito
Francisco Chaveiro Reis

Criou-se o mito de que o Sporting só se sabe queixar e que os seus sócios e adeptos "choram" invariavelmente quando o clube é derrotado. Vejamos o exemplo de ontem. A equipa dominou mas falhou demasiados golos. Aí não há desculpas. Houve demasiada incompetência. Mas sofreu um golo precedido de uma bola na mão que daria penalty para o Sporting. Poderia ser o 0-1 e não o 1-0. Depois, mais um penalty por assinalar. Poderá dizer-se que o Sporting "não chega ao Natal" e que tem menos cinco pontos do que o rival mas é preciso ser sério. O mesmo vale para as últimas épocas. Vejamos a Liga dos Campeões. Fomos eliminados pelo Shalke num lance polémico, há dois anos. No ano seguinte, fomos afastados da fase de grupos por um golo com a mão e com um golo limpo anulado a Slimani. Não digo que ganhássemos a competição mas os cofres e o prestigio do clube sairiam reforçados. Outra questão é a não conquista do campeonato. Há muitos erros próprios, sem dúvida mas poderemos ser sérios e não olhar para os anos em que ficamos em segundo lugar e em primeiro ficou um clube envolvido num escandaloso de corrupção? As provas podem não contar em tribunal mas...Num desses anos, sob a batuta de Paulo Bento, até fomos afastados do título por um golo do Paços de Ferreira, marcado com a mão, em pleno Alvalade. Sim, o árbitro também se engana a favor do Sporting mas se fossem aplicado a todos os mesmos parâmetros, o Sporting não ficaria a perder. Haja seriedade. E já agora, não se atire a toalha ao chão. Ainda falta muito campeonato e as taças nacionais. 

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11 Dez 16
Telegrama de Natal
Luciano Amaral

Agora é ganhar o campeonato a estes palhaços, que só sabem ganhar assim.

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08 Dez 16
Pontos nos is.
Luís de Aguiar Fernandes

Saímos da Europa, e cai tudo em cima de Jorge Jesus. Mas vamos pensar um bocadinho no jogo de ontem.

 

Não tínhamos nenhum dos dois defesas direitos que têm jogado. Era preciso tomar uma opção: jogar com um rapaz que nunca jogou na Champions (Esgaio) ou mudar o sistema. Face a uma equipa fortíssima em contra-ataque (3 golos ao Real, 4 ao Borussia), Jesus optou por jogar com uma espécie de sistema com 3 centrais, parecido (mais ou menos, vá) com aquele que foi tão elogiado em Dortmund. A opção foi errada? Ao intervalo já todos tínhamos percebido que sim, mas antes do jogo era, pelo menos, lógica. Correu mal. Acontece. Jesus é o culpado deste afastamento? Não me parece.

 

Senão vejamos: se o André acertasse uma das oportunidades que teve, ou se o árbitro marcasse uma das duas mãos na bola que houve na mesma jogada, teríamos ficado na Europa. Era Jesus o culpado dessa vitória? Também não me parece.

 

No fim do dia, são os jogadores (e, infelizmente, os árbitros) que decidem o jogo. O treinador só lhes explica como chegar lá, mas se um avançado não marca ou se um defesa erra, ele não pode fazer nada. Por isso isto de culparem apenas o treinador por uma opção que correu mal, mas que não era descabida, é capaz de ser um bocadinho demais, não?

 

Nota: Menos lógica me parece a insistência em Markovic, mas isso fica para discutir depois.


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06 Dez 16

Inqualificável o que o jornal Record fez ontem. Dois jornalistas deste diário desportivo, armados em pides,  tratam de vigiar a conta no twitter de um miúdo de 15 anos, apenas e só porque o mesmo é filho do presidente  do conselho de arbitragem. Este miúdo, ter sempre isto presente, falamos de um miúdo, ingressou na academia do Sporting na presente época. Na altura a máquina de propaganda benfiquista logo tratou de aproveitar este facto para atacar Fontelas, usando sem qualquer pudor um miúdo de 15 anos. Ontem dois jornalistas do Record inquiriam o miúdo e rejubilavam por terem descoberto um tweet deste miúdo (não paro de o repetir) onde o mesmo utiliza a já gasta e completamente em desuso expressão “ver a luz a arder”. Um dos jornalistas fez questão de se vangloriar de ter efectuado um print do tweet “Então pois. Já ando nisto há muitos anos” disse em resposta ao colega que lhe pediu “print nisso”. Poucos minutos depois estava plasmado no record Online e a máquina de propaganda benfiquista fez o resto. De salientar que no twitter pouca expressão teve, antes dos próprios jornalistas o difundirem.

É este o estado de podridão em que vivemos no desporto. Jornalistas, pessoas adultas, a devassarem completamente a vida de um miúdo, a transcreverem tweets de um menor de idade sem qualquer pejo, sem qualquer ideia do que deve ser o respeito pelos outros. Há que deitar achas, muitas achas para incendiar o ambiente em semana de derby. Depois, claro, culpam-se os adeptos, as claques violentas e os dirigentes desportivos.


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04 Dez 16
Ao Edmundo
José da Xã

Imagino que haja um infindável número de videos deste género.

Todavia este foi feito por mim ontem e é todinho dedicado ao Edmundo, tendo em conta a sua justificada ausência.

 

 

PS - Há uma voz desafinada que se ouve. Asseguro que não sou eu!

 


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03 Dez 16
90 minutos!
Filipe Arede Nunes

Será que alguém pode informar a equipa que o jogo tem duas partes de 45 minutos? É que isso de jogar apenas durante metade do tempo é algo que a mim, pessoalmente, me aborrece!

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02 Dez 16

alvalade_xxi-1[1].jpg

 

MAIS

  • Andavam aí umas alminhas a uivar de emoção, putativamente preocupadas com as contas do Sporting. Podem baixar os decibéis: as nossas finanças estão bem e recomendam-se. De tal maneira que no primeiro trimestre desta temporada oficial (Julho-Setembro) atingiram a melhor cifra desde que foi constituída a SAD leonina: um lucro de 62,9 milhões de euros.
  • No mesmo período, as nossas receitas de bilheteira subiram 737 mil euros face ao período homólogo do ano anterior, o que se traduz em 4,207 milhões de euros. Resultado da boa prestação desportiva do plantel leonino, confiado ao timoneiro Jorge Jesus. Os números demonstram: tem sido mais do que justificado o investimento que o Sporting já fez no melhor treinador a actuar em Portugal.
  • Ainda números do passado trimestre: o Sporting gastou 19,5 milhões de euros em reforços para esta temporada. A receita líquida conseguida com as saídas de João Mário e Slimani foi muito superior: 59,6 milhões. Saldo positivo, pois. Contra factos não há argumentos.
  • Segundo o Observatório do Futebol, temos o plantel com mais elevada estatura média do campeonato português: 184,2 cm. Conclusão: se os campeões se medissem aos palmos, o título já era nosso.
  • Outra conclusão do Observatório do Futebol: o Sporting é, de longe, a equipa que utiliza mais jogadores da formação na Liga 2016/17. No total, 42,9% do nosso tempo total de jogo tem a inconfundível marca da academia leonina. Também neste aspecto podem aquietar-se portanto as tais alminhas que pareciam muito desassossegadas com o "escasso aproveitamento" dos recursos que formamos. Quase sempre o pior cego é o que não quer ver.
  • Mais uma estatística: Jesus cumpriu 69 jogos oficiais à frente da equipa do Sporting, tendo vencido 47. Uma percentagem digna de cumprimento: 68,1%.
  • À nona oportunidade foi de vez: Alan Ruiz marcou enfim o primeiro golo vestido de verde e branco. Frente ao modesto Arouca, numa coisa chamada Taça CTT. Mais vale tarde que nunca.
  • E vão três jogos seguidos sem sofrermos golos. Nenhum título se conquista sem defesas consistentes.
  • O Arouca regressou a Alvalade e desta vez não houve casos. Antes assim.

 

MENOS

  • Meli e Bruno Paulista continuam sem jogar. Foram contratados para quê?
  • No futebol, como jogo que é, a sorte e o azar contam muito. Está provado: Castaignos é azarado. O holandês tem de ir à bruxa.
  • Markovic continua sem demonstrar a menor prova de categoria e classe ao serviço do Sporting.
  • As despesas com pessoal elevaram-se para 15 milhões de euros no trimestre Julho-Setembro. Aumentaram 31% face ao período homólogo de 2016. Há que pôr travão nisto.
  • Alguns sportinguistas, até com colunas nos jornais, andam a imitar os benfiquistas mais desqualificados, gastando tempo e tinta com factóides como a suposta cor do carro de Alan Ruiz. Às vezes interrogo-me qual será a verdadeira convicção clubística desta gente.
  • Bruma, numa extensa entrevista publicada no jornal A Bola, garante: "O Sporting vai ser sempre o meu clube." Devíamos ser poupados a estes exercícios de hipocrisia. Nós temos memória: Bruma, que deve toda a sua formação desportiva ao Sporting, a dado passo recusou treinar, alegou que o contrato de trabalho tinha cessado para se furtar aos seus deveres de assalariado do clube e optou pela via litigiosa para quebrar o vínculo com Alvalade, acabando por ser derrotado em tribunal. Do mal o menos: ainda acabou por render 10 milhões de euros aos cofres leoninos. Só podemos desejar-lhe que passe bem. Lá longe, onde se encontra.


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23 Nov 16
Ochienchia y sete
Luciano Amaral

Alguém me explica porque é que sofremos sempre o mesmo tipo de golos? Um clássico é: alguém centra para a área, salta de lá um tipo qualquer que nem sequer precisa de ser muito alto e a bola vai dentro. Ontem, foi aos oitenta e sete minutos, como em Madrid tinha sido aos 93. Noutros jogos foi noutras alturas, mas sempre da mesma maneira.


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22 Nov 16
Slow down
Luciano Amaral

Não percebo muito bem esta coisa de que temos que ganhar ao Real Madrid, como já tínhamos que ganhar ao Borussia Dortmund, se não somos um fracasso e a época é um desastre. Julgo até que esse espírito está na origem de uma parte grande dos problemas desta época. Apostar as fichas em passar num grupo com Real Madrid e Borussia Dortmund é, no mínimo, lírico. Talvez irresponsável fosse até uma palavra melhor. Apostar as fichas em ganhar um jogo ao Real Madrid ou ao Borussia Dortmund não me parece grande estratégia. Porquê? São equipas de outra dimensão. Podes (como diz o nosso treinador) fazer o jogo da tua vida e mesmo assim não ganhar. Não é nada a que estejamos habituados. Por exemplo, não é como jogar com Porto ou Benfica. Com esses, fazes um bom jogo e ganhas. O mesmo já não se passa com equipas como as que nos calharam em sorte no grupo. Isso viu-se perfeitamente no jogo com o Real: um jogão e, no fim, embrulha uma derrota. O Modric, o James, o Benzema, o Kroos e o Ronaldo arranjam lá uma coisa qualquer e marcam. Mas também se viu nos jogos com o Dortmund: bastou o Aubameyang acelerar um bocadinho à frente do Rúben Semedo e lá voltámos com zero pontos. O pior disto tudo é a consequência interna, i.e. perder também por cá, como se viu nos jogos a seguir. Lá está a irresponsabilidade. Posso estar a ver mal as coisas, mas parece-me que Jesus apostou muitas fichas na Champions. O que significa que preparou mal a equipa para o campeonato, pelo menos nesta fase inicial.

 

Dito isto, não quer dizer que não se ganhe ao Real Madrid. Mas isso não passa por ir jogar "olhos nos olhos". Passa por ratice. Como o Legia de Varsóvia, que lhes sacou um empate. Não jogou "olhos nos olhos". Jogou "olhos no queixo" e foi assim que lá lhes meteu três. Foi também assim que o Porto ganhou ao Bayern Munique há dois anos nas Antas. O Jesus tinha obrigação de saber montar uma equipa com este espírito.

 

Se não ganharmos, não percebo qual é o drama: estamos onde sempre toda a gente imaginou que iríamos estar, em 3º lugar num dos grupos mais difíceis. Drama é estarmos como estamos no campeonato.


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17 Nov 16

Embirro com expressões do género: «foi assim que aprendi, tive quem me transmitisse valores»; ou «em minha casa, sempre houve educação». Como se fosse uma virtude própria e não pura sorte! Expressões destas são, no fundo, uma forma de discriminar os outros, levada a cabo por gente que normalmente se vangloria de não discriminar, porque, afinal, em sua casa «transmitiram-se valores».

 

Tive acesso, através de uma notícia, a um texto publicado na página do Arouca no Facebook. É difícil de classificá-lo, de tão rasca e insultuoso, onde se fala de um presumível ser, de quem se duvida ser humano, que tenta desafiar uma «família unida e feliz». O seu autor deve julgar-se muito nobre e esperto, um verdadeiro virtuoso das palavras, mas apenas demonstra a sua ignorância e pobreza de espírito.

 

Não vou aqui referir todos os insultos contidos no texto. Quem quiser ler, só tem de clicar no link dado. Mas vou falar de um tipo de insulto que, na minha opinião, é do mais rasco que há e só demonstra a arrogância, baseada num grande complexo de inferioridade, de quem o faz.

 

«Passou por experiências animalescas traumáticas na sua infância»; «Diz-se, ainda, que devido à infância animalesca e traumática passada num país distante, procura sempre o Pai no fim dos compromissos, mesmo que o seu digno Pai não se encontre em sítio algum».

 

Eu não faço ideia que tipo de infância o Presidente Bruno de Carvalho teve. Nem quero saber. Isso é assunto dele e de mais ninguém. É legítimo criticar, com argumentos válidos, opções de vida ou tipos de comportamento. Mas não o é achincalhar por supostos traumas de infância. Faz-me lembrar quem insulta apontando problemas mentais, ou alguma doença psicológica. Alguém escolhe ter uma doença? Desculpem, mas é o mesmo que insultar uma pessoa por ter cancro, ou ter sofrido um ataque cardíaco! Demonstra muita baixeza e infantilidade.

 

Ao autor do texto, que, pelos vistos, ainda não saiu da fase «o meu pai é melhor do que o teu», apetece-me dizer: cresce e aparece!

 

 


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