22 Mar 17

Sempre que o holandês marca um golo fico logo a pensar no que escreverei aqui. E esta semana não foi excepção...

Semana após semana, jogo após jogo, golo após golo Bas Dost é já uma das boas certezas do nosso campeonato. Mesmo que isso não agrade aos nossos adversários. Temos pena...

Ora nesta espécie de corrida a dois, que eu próprio inventei, o ponta de lança do Sporting tem todas as hipóteses de bater o registo de golos marcados o ano passado, pelo argelino Slimani e que agora se encontra em Leicester!

Faltam somente 3 golos para que o gigante oriundo do país das túlipas alcance o feito do ano anterior.

Sei que se pagou por este jogador uma soma assaz avultada para os cofres do clube. Mas seja como for ainda estou para perceber como foi o Wolfsburgo cair na "armadilha" de deixar sair Bas Dost da sua equipa.

Mas ainda bem. Os bons jogadores ficam sempre bem no Sporting.


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15 Mar 17
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14 Mar 17

O título da capa do Jornal Sporting, na sua última edição, poderia ser aplicado a Bas Dost: Imparável!

Começam-me a faltar adjectivos para qualificar o nosso ponta de lança, Se bem que dois golos tenham sido de grande penalidade (podiam ser 3…), certo é que o holandês fez o seu primeiro póquer em Portugal.

Com isto leva já 22 golos aproximando-se de Islam Slimani, deixando ao mesmo tempo os seus adversários lusos mais distantes.

A nível europeu encontra-se em terceiro lugar, logo atrás de dois “jogadorzitos”: Cavani do PSG e Messi do Barcelona.

Com vinte e dois jogos jogados e o mesmo número de golos Bas Dost pode vir a tornar-se (se não o for já) um fenómeno como ponta de lança.

Como escreveu o Alexandre neste texto, se estivéssemos lá em cima a lutar pelo título com outra postura em campo, nem imagino quantos golos marcaria o holandês.

Neste momento Bas Dost é o senhor golo! O resto são cantigas.


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13 Mar 17
Segurar Bas
Alexandre Poço

Numa época pouco reluzente, Bas Dost é dos melhores da Europa (a um golo de Lionel Messi). 22 golos na liga em 25 jogos, 47% do golos marcados pelo Sporting no campeonato. Na média por jogo, só fica atrás de Mário Jardel (2001/2002). Duas notas emergem deste panorama: a primeira para constatar que numa época boa, com o Sporting a lutar pelo título até ao fim do campeonato, Bas arriscava-se a andar a lutar com os recordes de alguns dos melhores goleadores da história do Sporting. A segunda é para relembrar que é fundamental manter Bas Dost na época 2017/18. Será pedra fundamental no 3a tentativa de Jorge Jesus nos dar o tão almejado título. 


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10 Mar 17
Schelotto na seleção
Francisco Chaveiro Reis

Só no Sporting. Depois de ter sido internacional por Itália, uma das melhores seleções do globo, o nosso defesa Schelotto prepara-se para se estrear pela...Argentina, uma das melhores seleções do globo. Não é para todos. 


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09 Mar 17
Isto do Barça foi giro mas...
Francisco Chaveiro Reis

...o Sporting perdeu 4-1 em Old Trafford e em Alvalade goleou o fabuloso United por 5-0. Como muitas vezes a minha avó contava, Artur Agostinho gritava, via rádio, "é o fim do mundo em Alvalade". Pelo Sporting jogaram: Carvalho, Gomes, José Carlos, Baptista e Hilário; Osvaldo (3 golos), Mendes, Morais (1 golo), Géo (1 golo), Mascarenhas e Figueiredo. Do outro lado moravam "monstros" como Best, Law ou Bobby Charlton. 


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06 Mar 17
Estremeções
Luciano Amaral

Bem, não é assim que os rivais vão estremecer. Bardamerda para quem?


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05 Mar 17

 

1. Os clubes são os sócios que têm. E o Sporting não é exceção. Um dia de eleições como o de ontem, com um número recorde de votantes (18.814), com filas e filas ao redor do estádio, só pode significar que o Sporting está vivo e bem vivo. Quem lá esteve, viu bem como muitos sócios foram votar com cachecol ou camisola verde e branca, alegres e orgulhosos, não se importando de esperar uma ou duas horas. Uma verdadeira democracia sportinguista.

 

2. Bruno de Carvalho deu uma sova eleitoral a Madeira Rodrigues, utilizando a desabrida e inadequada linguagem do candidato derrotado ao dirigir-se a um sócio. 86% contra 9% demonstra que Madeira Rodrigues não conseguiu sequer capitalizar a sua candidatura para o futuro. É o resultado de muita impreparação, de erros estratégicos constantes, da falta de ideias válidas e de uma postura (algo inesperada) de tentar embarcar nas críticas mais habituais a Bruno de Carvalho feitas por rivais e afins.

 

3. Quem seguisse a campanha, lendo jornais ou vendo comentadores na televisão, ia sendo docemente levado a crer que Madeira Rodrigues podia ganhar as eleições e que Bruno de Carvalho estava a terminar um ciclo. Nada mais falso. A afluência às eleições e a percentagem vencedora de 86% demonstram bem que os sportinguistas ligam pouco (muito pouco) ao que vai aparecendo na generalidade da comunicação social. E disseram-no votando.

 

4. Fazer uma campanha eleitoral em pleno decurso das competições nacionais é um erro que não deveria voltar a ser repetido. A possibilidade de perturbação das competições em curso é real e deveria ser evitada. Faz muito mais sentido fazer as eleições no final da época. Introduzir na discussão eleitoral a permanência do treinador ou de opções estruturantes da equipa de futebol não é benéfico. Sejam quem forem os candaidatos e os treinadores.

 

5. Bruno de Carvalho tem condições ímpares para continuar o seu projeto: uma votação esmagadora, um clube unido e obra feita. Espero que neste segundo mandato saiba continuar o que fez de bem e melhorar o que fez de mal. Os sportinguistas merecem vitórias. E Bruno de Carvalho também. 

 

Fotografia Manuel de Almeida/Lusa


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04 Mar 17

Um sportinguista escreveu as palavras que titulam este texto e que são outrossim uma belíssima canção. Chama-se o seu autor Sérgio Godinho e lembrei-me desta frase enquanto olhava a longuíssima fila de sócios que se preparavam para votar.

Não interessa aqui fazer apologia de um ou outro candidato, mas somente dar conta daquilo que foi a grandeza de milhares de sportinguistas, que deixaram o conforto das suas casas, para aguardarem horas para exercerem o seu direito de voto.

Um exemplo de grande civismo e fervor por parte dos incontáveis sócios leoninos.

Também eu lá estive, assim como o meu filho mais velho e o meu sobrinho.

Pois... a vida é realmente feita de pequenos nadas ou dito de outra forma cada voto colocado hoje na urna será um pequeno nada que poderá mudar a vida do Sporting.

 

Também aqui


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03 Mar 17

Já vos havia dito que Bas Dost é um caso sério a marcar golos? Já? Pois não me canso de o dizer.

No último fim de semana gordo, o magro atleta marcou mais um golo. Desta vez uma grande penalidade...

Não vi o jogo em directo pois estava longe de casa. Mas consegui ver a jogada que daria origem ao castigo máximo. Na verdade o holandês pareceu-me que estava em fora de jogo antes de sofrer a falta.

Todavia o que conta aqui é que o ponta de lança não se atemorizou perante o guarda-redes canarinho e marcou o seu 18º golo. Aproxima-se "perigosamente" de Slimani... Veremos no fim quem ganha.

E agora vem aí o Guimarães...


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02 Mar 17
Declaração de voto.
Luís de Aguiar Fernandes

Há 4 anos atrás, não anunciei o meu voto antes das eleições. Acabei por deixar uma palavra depois das eleições, algo como isto:

 

O momento é grave e nenhum dos candidatos me convencia plenamente, pelo que fiz a minha reflexão de forma interna e silenciosa. Votei Bruno de Carvalho, mas, repito, não completamente convencido.

 

Hoje, estou plenamente convencido de que fiz a melhor escolha possível. E é por isso que, mesmo discordando em muitas coisas de Bruno de Carvalho, no sábado estarei lá para deixar as minhas cruzes na Lista B.

 

Ainda assim, e como o meu apoio não é cego, será a Lista C a ter o meu voto para o Conselho Leonino, um órgão caduco e sem sentido, e que por mim era abolido. Por isso, voto na única Lista que realmente se preocupa em reformá-lo, e no limite extingui-lo.


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Vota B
Luciano Amaral

Depois de amanhã, voto Trump, quer dizer, Carvalho. Sobretudo por duas razões:

Uma: há muito que não era tão entusiamante ser-se do Sporting. Do fundo do poço de 2013 (culminar de uma longa decadência vinda de 2005) até ao pequeno milagre de 2014 e ao quase campeonato de 2016, fez-se um bom caminho. Depois de uns tropeções, a formação parece estar a endireitar-se. As modalidades mais importantes mantiveram-se a nível elevado, melhorando (futsal, andebol, atletismo...), ou ressuscitaram (hóquei, ciclismo...). O pavilhão vai abrir. As finanças saíram do estado de calamidade das últimas décadas. Falta juntar a isto um conjunto consistente de títulos. Depois do que foi feito até agora, acho que Bruno de Carvalho merece a oportunidade de outro mandato para os alcançar. A borrar esta pintura, aparece sobretudo o colapso do futebol nesta época. Sobre isto, direi mais qualquer coisa adiante.

A outra: o candidato alternativo. Podiam ter aparecido candidatos capazes de me convencer a votar neles. Em vez disso, apareceu este. Não sei bem o que dizer de uma pessoa que se revelou de uma inépcia extraordinária durante toda a campanha. Mas talvez valha a pena começar pelos tiques: o beto que julga que é bom só porque é beto, que monta um teatrinho lá em casa e ao qual os tios e as tias acham "o máximo, sei lá", que não se apercebe das figuras ridículas que faz ("dei uma sova ao seu amigo, pá!"). Continuando pela incompetência: durante este tempo todo, revelou-se incapaz de ser convincente sobre qualquer dossier (obras no estádio, fim do contrato de Jesus, novo treinador...). De repente, vi-me transportado ao pior do Sporting no passado: o amadorismo presunçoso, que faz tudo mal achando que está a fazer tudo bem, desse modo destruindo o património e a história do clube.

Dito isto, o novo mandato de Bruno de Carvalho deveria servir para corrigir os seus piores defeitos. Julgo que o principal desses defeitos é um ego pouco disciplinado. O ego é importante, mas se não for disciplinado pode ser pernicioso. Parece-me que o colpaso do futebol neste ano se deve em grande parte a isso. O seu ego, junto com o do teinador (de proporções semelhantes ou até maiores), deve tê-lo feito acreditar que este ano eram favas contadas. Daqui resultou um desleixo (seu e do treinador) na abordagem à época e aos jogos que foi trágica. É preciso mais método e mais atenção ao detalhe. Nesse sentido, a má época talvez até tenha servido de lição, revelando a Bruno de Carvalho (e a Jorge Jesus) que é preciso mais do que a vontade para triunfar. Se não serviu, então estamos mal: tudo o que de bom foi feito pode ruir de um momento para o outro. Por mim, dava já um pequeno conselho: que deixe de achar que o Sporting começou consigo (não se dizem coisas como "desde o Visconde que não se aumentava o património do clube" ou "o que era o Sporting antes de nós"?) - conselho que é aliás extensível ao treinador.

 


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28 Fev 17
Questões de campanha.
Luís de Aguiar Fernandes

Se o treinador do PMR é o Juande Ramos, que está sem clube, porque é que é o Boloni a pegar na equipa até ao final da época?

 

Vou mandar o meu bitaite (e fico à espera do vosso): porque quem PMR queria mesmo era um treinador português que anda a lutar para não descer em Inglaterra, e cujo contrato termina no fim do ano, e quando disse aquilo de Boloni ainda achava que o convencia. Correu mal.

 

De resto, também só por isso é que faz sentido que o treinador só seja apresentado quando milhares de sócios já votaram, por correspondência, o que só demonstra a falta de preparação do candidato.


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24 Fev 17

Se alguma dúvida houvesse, ontem ficou totalmente esclarecida. Madeira Rodrigues é o candidato do sistema, é o candidato apoiado pelos nossos adversários, apoiado pelos jornais desportivos que estão completamente instalados no sistema que ainda vigora no desporto luso. Não é pela pessoa em si, tanto lhes faz saber quem é ou o que quer Madeira Rodrigues. A única certeza destes tão catitas apoiantes é apenas a possibilidade de afastar Bruno de Carvalho e que possa voltar a paz podre de que tanto gostam.

E pelos vistos Madeira Rodrigues vive bem com estes apoios.

Há uns anos, seguramente mais de 30, um jovem católico praticante descobriu, por mero acaso, que o padre da sua paróquia mantinha um relacionamento com uma devota paroquiana. Irado e chocado, deslocou-se à sede de bispado e conseguiu chegar à fala com o Bispo. Este, depois de o ouvir durante largos minutos, de forma paternalista colocou-lhe a mão pelo ombro e explicou-lhe, pela sua experiência e sapiência das coisas terrenas da vida, que quando descobrimos um bocado de lixo que ficou por despejar no caixote, devemos de forma rápida levantar o tapete e empurra-lo nessa direcção. Tudo fica limpo, as visitas não se apercebem e todos vivem felizes.

Todos os nossos adversários olham para Madeira Rodrigues e vêem um óptimo tapete.


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23 Fev 17
As eleições dos pobres
Francisco Chaveiro Reis

A medida do sucesso de um clube grande é a conquista do campeonato nacional. Tudo o resto importa mas é secundário. Os que os adeptos do Sporting querem, mais do que tudo, é voltar a fazer a festa suprema, por muito que queiram e fiquem orgulhosos de formar craques mundiais, encher o estádio num exercício de amor e persistência, jogar futebol bonito, restruturar a dívida e inaugurar um pavilhão multidesportivo de excelência. Nesse sentido, era natural que Bruno de Carvalho, que fez muito mas não foi campeão, tivesse concorrência nas eleições. E Bruno não só não foi campeão como este ano está a dez pontos do topo e já caiu em todas as outras frentes. Isto, com um treinador que tem salário principesco e com muitos milhões gastos em contratações falhadas – Petrovic, Elias, André ou Castaignos.

Mas quem apareceu foi Madeira Rodrigues e desde logo se percebeu que Bruno não teria problemas em continuar. Madeira Rodrigues nada trouxe ao debate, sendo o único ponto positivo, umas imagens 3D daquilo que ele gostaria que fosse o estádio. A única piada dos atos eleitorais costumam ser as promessas loucas. Futre tinha uma lista de craques que aterravam em Alvalade (estava lá Bryan Ruiz) se a sua lista ganhasse. Bruno prometeu Van Basten, Alex Teixeira e dinheiro russo na sua primeira tentativa. Madeira Rodrigues, na reta final, acena com Boloni e Delfim…Está tudo dito. 


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20 Fev 17

Há alguém no mundo futebolístico, com excepção de Jorge Jesus e de Bruno de Carvalho, que considere o Schelotto um jogador de futebol?

 

P.s. este jogo com o Rio Ave foi das exibições mais ridículas dos últimos anos em Alvalade! Uma vergonha!


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16 Fev 17

Pensaram que me tinha esquecido do golo do gigante Bas Dost contra o Moreirense. Porém enganaram-se e este pequeno duelo entre o nosso actual e bom ponta de lança contra o "british" Slimani continua.

Porque o futebol é feito de golos. Uns melhores outros nem por isso, mas o que conta são elas lá dentro.

A semana passada não vi o jogo. Estava muito longe, sem o canal de transmissão por perto, e desse modo só vi o golo do nosso jogador muuuuuitas horas mais tarde. Não seré o melhor dele, mas foi quiçá o interruptor que despertou a equipa de um marasmo para mais uma vitória. Suada, sofrida, mas merecida.

Bas Dost leva já 17 golos. Daí talvez o título, que hoje lhe foi atribuído, de melhor jogador de Janeiro.

Ele, mais que ninguém, merece-o.

E esta semana temos o tal de Rio Ave!


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14 Fev 17
Feliz Dia dos Namorados
Francisco Chaveiro Reis

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08 Fev 17

Ponto final na época do Sporting!

Agora é jogar para um inexplicável terceiro lugar após a época anterior, onde se transpirou (e jogou) muito bom futebol. Mas a vida é mesmo assim… Nem sempre se está bem. Até nas nossas vidas… quanto mais no desporto.

Chegado a este ponto, creio que não merece a pena arranjarmos culpados. As coisas correram mal desde o início, depois saíram João Mário e Slimani, e mesmo com a vinda de Bas Dost a equipa nunca se impôs. Veremos o que ainda nos estará reservado…

Fala-se muito do dérbi e da má arbitragem desse jogo como o ínicio do trambolhão. Dando de barato que os adeptos leoninos mais fervorosos têm razão, ninguém tem a coragem de garantir que se o árbitro marcasse as grandes penalidades estas seriam golo.

Sim, eu sei, que o primeiro golo adversário precede daí, de uma falta não marcada… Mas adiante!

Ora bem… aproximam-se as eleições para o Sporting e BdC vai ter um adversário que eu sinceramente, antes deste acto eleitoral, nunca tinha ouvido falar. Provavelmente por culpa minha.

Independentemente de quem ganhar, algo tem de mudar num prazo muito curto. Seria bom que os próximos dirigentes leoninos escutassem os sócios e adeptos, não numa assembleia impossível de controlar, mas quiçá através de um breve questionário onde, com algumas questões assertivas, o Sporting percebesse qual o verdadeiro pulsar do adepto leonino.

É normal que cada sócio e adepto tenha uma forma diferente de pensar e de ver o futebol, mas, digam o que disserem, há entre todos nós um fio condutor que se resume no desejo de ver o Sporting novamente campeão.

Reafirmo que após as próximas eleições, ganhe quem ganhar, dever-se-á olhar o futuro mais perto e mais longínquo de forma mais pragmática e menos emotiva. Acima de tudo não prometer o céu quando não se pode dar a Terra!

Tenho a perfeita consciência que o futebol é emoção e paixão. Mas outrossim serenidade e elevação. Baixar o nível do diálogo e confronto verbal só beneficia quem está no futebol a coberto de interesses enviesados.

A gente lê-se por aí!


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06 Fev 17
#aculpanaofoidopalhinha
Francisco Chaveiro Reis

O Sporting perdeu no Dragão. Não estava à espera. Estava optimista e mais fiquei quando vi Nuno a apostar em cinco homens de características ofensivas num jogo à chuva. Desconfiei da chamada de Matheus, que me parece que vai ser o próximo Gelson mas está sem ritmo, mas mantive-me optimista. O problema foi quando o jogo começou e sofremos dois golos de Soares. Palhinha falhou nos dois mas também Marvin e Semedo também. Este trio fez um jogo ao lado mas a culpa é sempre do treinador. Ponto. Tal como o mérito de lançar Esgaio, Podence e Alan, foi seu. Para bem e para o mal, a culpa é de Jesus. Ele que nos valha. Se não for esta, que seja na próxima época. 

PS: Palhinha será titular do Sporting, na próxima época. Só não será nesta porque ainda lá anda William. 


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05 Fev 17
O guião
Luciano Amaral

Jorge Jesus já era assim no Benfica: um bocado irritante nas suas declarações, umas vezes para os adeptos adversários, outras para os adeptos do próprio clube. Ontem foi o segundo caso, quando se lembrou de dizer que João Palhinha não seguiu o "guião certo" e que, com jogadores da formação, se estava "dar um passo atrás para dar dois à frente". No entanto, chegados aqui, perguntamo-nos se não é o seu guião que está errado. Como bem nota aqui o Cherba e aqui o Bernardo Ribeiro transcrito pelo Álamo, o jogo de ontem foi mais um episódio do guião desta época nos encontros com os grandes: boa parte do jogo destruído por uma espécie de sonambulismo, golos de caracacá, controlo inútil da bola, incapacidade para marcar golos, ficar à mercê de decisões duvidosas (ou erradas) dos árbitros (e ontem até podemos ter sido beneficiados por uma, quando Zeegalar foi poupado à expulsão). Não pode ser só azar ou "culpa do Palhinha" ou "culpa do Casillas" ou "culpa do Jorge Sousa". Dá a impressão de que toda a gente já sabe como ganhar ao Sporting de Jorge Jesus: é tornar a sua posse de bola redundante e depois aproveitar o espaço enorme entre a defesa e o guarda-redes ou a aselhice a defender bolas paradas para meter umas lá dentro. Com ou sem Palhinha, com ou sem Casillas, contra o Porto, o Benfica ou o Real Madrid. Jorge Jesus gosta de dizer muitas vezes que certos jogadores ainda não aprenderam a jogar como ele quer. Talvez valha a pena perguntar se não é ele que tem de aprender a jogar de outra maneira.


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03 Fev 17

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Crise providencial?
Luciano Amaral

Terá a crise que afastou o Sporting da Europa, da Taça de Portugal e da Taça da Liga sido providencial? Talvez. Por muito que gostemos de falar das arbitragens (infelizmente, de forma justificada imensas vezes), houve demasiadas culpas próprias no cartório: a incapacidade para segurar os jogos com o Real Madrid, a ineficácia contra o Borussia Dortmund, a incapacidade para ganhar ao Legia Varsóvia, os desastres de Vila do Conde, de Guimarães, de Chaves e as tremideiras sistemáticas contra todo o género de equipas (como o Feirense ou o Paços de Ferreira) provam-no.

 

Mas será que a semi-catástrofe em que esta época se tornou por causa de tudo isto pode vir a ter resultados positivos? Esperemos que sim. A crise terá mostrado a Bruno de Carvalho e a Jorge Jesus (dois indivíduos de ego bastante inchado) que os seus inegáveis talentos e a sua simples vontade não bastam. Depois de uma época de ajustamento que acabou no quase-campeonato, eles deviam achar que este ano o sucesso viria praticamente por si. Seguiu-se um certo desleixo profissional ou facilitismo, que redundou no camião de coxos que desembarcou em Alvalade. E também naquilo que parece ter sido a aproximação displicente a alguns jogos.

 

A crise terá servido para alguma coisa se Bruno de Carvalho e Jorge Jesus ficarem, como se diz agora, mais "smart". No caso do presidente, duas coisas vêm logo ao pensamento: controlar o desbragamento comunicacional e as atitudes intempestivas. O barulho teve o seu tempo há uns anos, quando o Sporting precisou de voltar a entrar na "corrida a três". Mas agora é preciso ser mais cirúrgico. No caso do treinador, vem ao pensamento a farronca que, quando os resultados não correspondem, é seguida por uma espécie de depressão e desleixo - a impressão que faz ver tantos jogos que parecem mal preparados... O presidente também não deve dar carta branca ao treinador para fazer tudo: lá está o camião de coxos. Se não deve ser ele a interferir na equipa técnica, deve haver uma equipa técnica (ou uma assessoria à equipa técnica) capaz de fazer escolhas mais criteriosas do que aquelas que o treinador mostrou ser capaz de fazer.

 

O tempo é de concentração e frieza, apelando às melhores qualidades dos dois líderes do Sporting. Espero que isso se comece a ver já no jogo com o Porto.


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27 Jan 17

Vamos lá ver se consigo explicar ao que venho.

Sempre que o Sporting tem maus resultados é notícia em letras garrafais em tudo o que é jornais e plataformas virtuais, como se não houvesse mais nenhuma notícia importante para dar.

Ao invés quando outras agremiações apresentam outrossim maus resultados, as notícias vêm quase em nota de rodapé, tentando não dar realce aos desaires.

Esta diferença de tratamento é tão mais visível quanto maior for a diferença de postura dos agentes desportivos. Todos sabemos que BdC e JJ são o alvo preferido da comunicação social, já que ambos se colocam muito a jeito…

Não quero, de todo, uma atitude de preferência para com o Sporting, por parte da comunicação social. Também não pretendo que branqueiem as situações menos correctas no clube. O jornalismo é a arte de informar e divulgar notícias, unicamente.

É certo que quando olhamos para uma garrafa meia, ela pode estar meio cheia ou meio vazia. E em ambas as situações a visão corresponde à realidade.

Todavia nesta mistura explosiva entre jornalismo e clubismo há (ainda) quem consiga ser equidistante e sério, o que é cada vez mais raro, e há aqueles que jamais percebem que, para se ser bom jornalista não é necessário estar mais próximo deste ou daquele clube.

Sinceramente, custa-me entender a filosofia destes novos tempos jornalísticos.


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26 Jan 17
Bonito de ver
Francisco Chaveiro Reis

Ao contrário de Setúbal e Moreirense, o Belenenses não causou entraves ao Sporting no regresso de um emprestado. Bem vindo de volta, Spalvis! 


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24 Jan 17
Pinto a caminho
Francisco Chaveiro Reis

Ao que tudo indica, André Pinto será reforço do Sporting para a próxima época. Até aqui capitão do Braga, o defesa-central de 27 anos recusou-se a renovar contrato e estava afastado da equipa principal. Pinto é jogador de qualidade e chega a custo zero. É alto e forte fisicamente como gosta Jesus. O Sporting prepara já a nova época e muda a política de contratações? Uma coisa parece-me certa. Vem somar mais do que Douglas. 


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23 Jan 17
Estado da arte
Alexandre Poço

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O desamparo aprendido
Pedro Boucherie Mendes

Desamparo aprendido (ou Learned helplessness ) é uma teoria da psicologia comportamental desenvolvida por Martin Seligman. Em traço grosso é uma tentativa de postular cientificamente aquilo que podemos designar por “eh pá por mais que tente, não vale a pena”. Ou seja, perante novas situações adversas o individuo não acredita que venha a ser capaz de as superar, porque em situação passadas a coisa correu mal. O exemplo do estudante que tem tido más notas e não acredita que valha a pena estudar ou esforçar-se porque jamais conseguirá subir a média é um exemplo de Desamparo Aprendido.
É aqui que o Sporting é fraco. O Sporting, perante perdas de pontos impostas pela arbitragem, não acredita que venha a ser capaz de vencer o próximo jogo porque os jogadores acham (inconscientemente) que por mais que corram e batalhem, lá virá um amarelo cirúrgico, lá virá um fora de jogo mal tirado, lá vira um golo anulado.
Os dirigentes, do presidente ao assessor, ficam frustrados porque sabem que nada podem fazer a não ser manifestar a sua frustração ruidosamente. Em Portugal está criada uma religião assente no dogma “só os maus perdedores se queixam da arbitragem” que obviamente faz incidir esses holofotes do “mau perdedor” naqueles que se queixam. A coisa é tão ridícula que mesmo que os fundamentos da queixa sejam evidentes, o problema está na queixa e o “culpado” é o queixoso, não aquele ou aqueles que a motivaram.
Se os profissionais do Sporting – do presidente ao segurança do parque do estacionamento – acreditarem que se pode quebrar o ciclo do Desamparo Aprendido, ou seja que mesmo sendo roubados podem ganhar o jogo seguinte, as coisas ficam mais fáceis, como aliás se viu na época passada.  
JJ tem razão quando vê a origem da crise na arbitragem do jogo com o Benfica. Mas o resto é muito fruto disto, do Learned helplessness.


P.s. Já agora, e antes do fim da época,
pode ser que algum jornalista lhe venha a perguntar pelo psi brasileiro que veio com ele do Benfica e se foi embora este ano.


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19 Jan 17
Aqui estamos de novo
Francisco Chaveiro Reis

Já estamos habituados - Aqui estamos de novo. Em crise. Nos meus 32 anos de vida só duas vezes fiz a festa do campeonato. E a medida do sucesso de um clube grande português é a conquista do campeonato. A Taça não chega e as competições internacionais são excepções. Ou seja, nos outros 30 anos da minha vida, o Sporting esteve em crise;

Há 17 jogos por disputar - O facto de estarmos numa só prova não é igual a desistirmos. Os profissionais de verde e branco devem esforçar-se ao máximo vencer todos os jogos. Motivação? O salário e nós, deste lado. Nada garante que nos leve a algum lado mas tem que se jogar pela honra do clube. Além disso, ganhando os 17 jogos, poderemos ter motivo de festa em maio;

Milhões por cepos - É claro que estou desiludido com a época e aponto o dedo à ruinosa política de contratações. Gastamos de mais em jogadores que jogam de menos. Douglas, Meli, Petrovic, Paulista, Elias, Castaignos, Markovic ou André têm as portas de saída escancaradas. Alan só fica porque custou 8 milhões;

Reagrupar - É tempo de mudar o grupo. Manter o núcleo duro, despachar alguns dos atrás referidos (ou todos) e chamar caras novas. Caras novas que sejam velhos conhecidos como Iuri, Podence, Geraldes ou Jonathan e tentar juntar uns cobres para ter um ou dois laterais decentes e um segundo avançado que apoie Dost e marque alguns golos;

Vender é bom - Estou farto do argumento de não termos sobrevivido às saídas de João Mário e Slimani. Um clube português que faça uma boa época terá sempre tubarões à porta. Fizemos bons negócios, mantivemos três campeões da Europa e tínhamos dinheiro para contratar bem. Só não o fizemos;

Jesus – O nosso treinador é arrogante e fala de mais e mal desde a última época. As suas bocas para a Luz deram motivação ao rival. Mas é um grande treinador que colocou, de facto, a equipa a jogar mais. Não terá desaprendido e em breve voltará ao normal;

Bruno – Sempre disse que fazia bem mas falava mal. Já fez obra mas por vezes e, sobretudo sem títulos, parece um Dom Quixote, mesmo que muitos dos moinhos existam mesmo. Mas combatemos o exterior, assumindo os males interiores. No seu texto no Facebook mostrou mais maturidade e capacidade de olhar para dentro. Pode ser que a desilusão lhe traga maturidade;

Em resumo – Já aqui estivemos muitas vezes e nunca ganhamos nada em ser precipitados em mudar de treinadores ou presidentes. Para já, é fazer uma boa campanha no mercado e apontar a 17 vitórias. O resto, apoiar uma equipa que não nos dá grandes alegrias, já é habitual.


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18 Jan 17
Debater o Sporting.
Luís de Aguiar Fernandes

Respondendo ao repto lançado pelo Pedro, aqui fica, apelando ao debate, a minha opinião.

 

Ontem acabou a época de futebol sénior para nós, como a pensámos no início da mesma. Porque os objectivos passavam, e bem, por ganhar títulos, e porque acho que a partir de ontem isso tornou-se inatingível. Mas isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.

 

A imprensa quer culpados, eu dou-lhos: todos são culpados. Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, os jogadores. Vamos por partes.

 

Bruno de Carvalho tem culpa. Não enquanto Presidente do Sporting (aí, há muito mais em jogo), mas enquanto responsável pelo futebol sénior. A época foi mal planeada, com vendas muito tarde e reforços em cima do fecho de mercado, sem tempo para adaptações como elas devem ser feitas, e sem reforços para posições onde eles eram necessários.

 

Jorge Jesus tem culpa. Enquanto responsável da equipa técnica, tem culpa no futebol praticado. Não percebeu que Bas Dost não dá o mesmo ao jogo que Slimani nem Gelson dá o mesmo que João Mário, e não soube adaptar-se a isso. Procurou manter o seu modelo (não o culpo por isso, tem tido sucesso há muitos anos), e não funcionou. E quando precisa de mudar algo, não o consegue fazer.


Os jogadores. Porque quem está lá dentro são eles, eles têm culpa. Da falta de garra, do baixar de braços que tantas vezes vemos em campo. Das desconcentrações que nos fizeram perder tantos jogos perto do fim. Da pouca vontade que parecem ter de ultrapassar isto. 

 

E o que tem de se mudar? Um bocadinho de tudo. Bruno de Carvalho, enquanto responsável, terá de fazer uma limpeza do plantel, afastando muito do peso morto e repescando miúdos que por aí andam a mostrar qualidade. Jorge Jesus (e nem pensar em sair: já demonstrou ser um grande treinador, e tem toda a capacidade para voltar a mostrá-lo) tem de parar para reflectir, e adaptar o modelo aos jogadores (ou trabalhar melhor os jogadores para encaixarem no modelo), já pensando em lançar jovens que podem ser importantes para o ano. O que nos leva aos jogadores. Os jogadores terão de mostrar mais, de ter vontade de vencer, de personificar o que é o Sporting. Porque no fim do dia, são eles que as têm de meter lá dentro.

 

(amanhã, este post ficará também disponível no blog Manifestação Espontânea)


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Ainda estou em choque!

O meu fraco coração (ainda hoje tive de aumentar a dose do comprimido da TA!) já quase não aguenta.

Sofro pelo Sporting vai para muitos, muitos anos.

Sou sócio há perto de 40 anos e desde esse ano em que me tornei sócio contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que o Sporting foi campeão. Realmente impensável!

Entretanto vejo passar dirigentes, treinadores, atletas, todos com discursos diferentes sempre com a ideia de que este ano é que é.

Todavia nunca é! Repito… nunca é!

Há uns anos falava-se da “belenenização” do Sporting. No entanto com a chegada de BdC pensei que as coisas mudariam.

Erro de cálculo deveras precipitado.

Regressaram então os fantasmas de antigamente? Ou será que eles nunca partiram?

Quando acordo após os desaires, espero sempre ter sonhado. Porém a realidade é madrasta e acorda-me para uma evidência triste.

Descobrir culpados numa altura destas até pode parecer fácil, mas não é! Porque a culpa não é só de agora... vem de muito longe. Perde-se infelizmente no tempo.

Pensar em soluções para amanhã, é como colocar trancas numa casa já roubada.

Por isso, os actuais dirigentes do Sporting (ou os próximos) deverão, em prol da verdade nua e crua e custe a quem custar, divulgar contas, despesas, contratos assumidos… tudo, mas tudo mesmo até ao cêntimo. Não me preocupa que os jornais saibam, porque mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado.

Só desta forma, com os dados financeiros reais, poderemos pensar em eventuais soluções credíveis.

De outra forma o Sporting está condenado a viver unicamente da sombra dos troféus de museu.

Decididamente, não é isso que eu quero!

 

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17 Jan 17

Este será o texto, de todos os que já aqui escrevi, que mais me vai doer. Porque detesto injustiças. E sobretudo ingratidões.

Bas Dost é, comprovadamente, um caso sério a marcar golos. Vai no quarto bis e já leva treze golos marcados. Uma verdadeira máquina goleadora.

Obrigado, é só o que tenho a dizer ao jogador!

Mas custa-me que um homem que marca tantos golos, que se esforça e luta, como outros não o fazem, não veja o prémio dos seus remates certeiros plasmado em vitórias.

Esta é a injustiça de que falei acima.

A ingratidão encontra-se nas declarações de  Jorge Jesus ao dizer que o Sporting não pode depender de Bas Dost. Será que o actual treinador do Sporting tem consciência do que afirmou?

Qualquer boa equipa está dependente de um jogador: o Real Madrid depende de CR7, Mourinho está dependente de um sueco com nome eslavo e Leonardo Jardim de um colombiano com nome de ave de rapina.

Só Jesus quer ser diferente... Mas porquê?

Senhor Bas Dost... não ligue ao treinador. Continue a marcar os seus golos...

Pode ser que um destes dias a nossa equipa ainda ganhe um jogo sem sofrer golos.


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09 Jan 17
Factos
Francisco Chaveiro Reis

Bas Dost é o melhor marcado do campeonato com 11 golos. Desde Montero, à 15.ª jornada de 2013-2014 (garantiu-me Rui Miguel Tovar via Twitter) que o melhor marcador não vestia de verde e branco. Na altura, o colombiano levava 13 tentos, contra os 12 de Jackson e os 9 de Heldon. 


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04 Jan 17
Agenda única
Luciano Amaral

O ponto único da agenda de qualquer candidato à presidência do Sporting tem de ser o fim da impotência do clube tal como se manifestou no último dérbi. Não se trata de impotência desportiva, bem pelo contrário. Eu lembro-me do tempo da impotência desportiva. Por exemplo, o jogo da Luz de Fevereiro de 2014, aquele da lã de vidro: vínhamos do 7º lugar no ano anterior, tínhamos uma equipa de remendos, montada pelo Leonardo Jardim e jogávamos um joguito competente. Chegámos à Luz e não vimos a "chincha". O Benfica era, sem dúvida, a melhor equipa do campeonato à altura. De então para cá não voltou a acontecer nada de semelhante: de então para cá, ganhámos três dérbis, empatámos dois e perdemos dois, e em nenhum fomos inferiores - fomos aliás, em geral, superiores. Portanto, a impotência de que falo é institucional: é aquela que nos diz que o Sporting não podia ganhar essa partida, algo demonstrado pelo magnífico jogo de mãos de Pizzi; é aquela que nos diz que qualquer coisa iria acontecer se, acaso, o Sporting ainda empatasse. O Benfica é o novo Porto, não há dúvida. Talvez ainda em pior, por causa do nacional-lampionismo, que tudo branqueia. Mas então só é possível regressar a um mínimo de paridade nas hipóteses de vitória acabando com isso. Bruno de Carvalho tem feito muito barulho para poucos resultados práticos, como o dérbi mostrou e como vamos vendo todas as semanas.  Dir-se-á que é difícil fazer melhor. Pois é. Mas tem de haver uma maneira de lá chegar, apanhando-os desprevenidos. Os rebeldes também conseguiram, com muito menos meios, destruir a Estrela da Morte, acertando no seu ponto nevrálgico. Todos os esforços devem estar para aí direccionados. Deveria ser o ponto único da agenda presidencial.

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02 Jan 17
Obrigado João Pereira
Francisco Chaveiro Reis

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João Pereira vai deixar o Sporting e mudar-se para o Trabzonspor da Turquia. O Sporting ganhará uma pequena quantia e deixará de pagar salários altos a um jogador em fim de carreira e de contrato. Pereira chegou a Alvalade em janeiro de 2010, vindo do Braga e ficou no clube, dois anos e meio, fazendo 105 jogos e marcando 6 golos. Depois de uma estadia no Valência e de uma curta passagem pelo Hannover, regressou, para mais 44 partidas. Aqui fica o meu agradecimento ao camisola 21, que, apesar das suas limitações (como os cruzamentos e o temperamento), sempre mostrou muita garra e vontade de defender a camisola. Obrigado e boa sorte. 


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01 Jan 17
2017.
Luís de Aguiar Fernandes

Desconfio que vai ser um ano importante para o nosso clube. Eleições a ocorrer, Pavilhão a estrear. Por isso, o meu desejo para este ano é que todos estejamos ao lado do nosso clube, independentemente de quem se apoie, ou dos resultados. Acima de tudo, Sporting sempre!


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23 Dez 16

Lá terminou da melhor maneira possível o ciclo terrível iniciado em Varsóvia: cinco jogos difíceis em mais ou menos duas semanas. Até ontem, correu quase tudo mal. Sim, já sei: o Jorge Sousa, mais os dois penáltis contra o Braga e um contra o Belenenses... Mas continuo a achar que todo este ciclo foi muito mal gerido: sempre com os mesmos jogadores, entrou-se a poupar em Varsóvia para se acabar arrasado no Restelo. Ah, não havia outros. Pois não. Então não foi só este ciclo a ser mal gerido, foi todo o início da época. Não interessa. Agora já passou. Agora há tempo para concentrar nas competições nacionais, sem distracções e com um calendário razoável. Dá para pôr a equipa a jogar aquilo que já mostrou saber jogar e, passo a passo, chegar lá acima. Mas para isso é preciso muita frieza, abandonando os delírios a que o nosso treinador e o nosso presidente, por excelentes que sejam, por vezes se entregam.


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22 Dez 16
Obrigado Jefferson.
Luís de Aguiar Fernandes

Por me fazeres ter saudades do Marvin Zegcoiso.


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20 Dez 16

Muitas horas já passaram desde o murro no estômago que levei no Domingo à noite em Alvalade.

Quando saí tentei manter-me calmo e sereno. No entanto dentro do meu espírito de sportinguista fervilhava uma turbulência que só as horas passadas amenizaram.

Naquelas horas seguintes apetecia-me disparar para todo o lado, culpar toda a gente e mais alguma pela derrota sofrida, arranjar desculpas…

Hoje quase 48 horas passadas tento, de forma mais calma, tentar perceber o que realmente se passou na noite de Domingo. A opinião seguinte vale o que vale e só a mim me culpa. Assim direi que:

- o Sporting não tem banco;

- os jogadores não aguentam jogos à quarta e ao domingo;

- colocaram a fasquia a níveis a que a equipa não consegue chegar;

- vendemos pérolas verdadeiras e ficámos com o pechisbeque;

Então de quem é a culpa deste estado de coisas? Perguntar-me-ão. Não sei, assumo.

O que sei é que o Sporting necessita de… paz! Pacificar os adeptos, os dirigentes, os seus inimigos e acima de tudo o plantel.

A violência, seja ela física ou verbal, gera violência. Não vale a pena disparar para tudo quanto mexe no futebol à espera de se acertar em alguém, pois essa postura geralmente tem tendência a virar-se contra o clube.

Temos demasiados adversários. Provavelmente mais que todos os outros. Que falam de nós, escrevem sobre nós, que nos invectivam. Tal não me preocupa, quiçá enobrece…

No entanto não podemos nem devemos responder no mesmo tom. Temos de saber sofrer, preferencialmente em silêncio…

Porque somos todos donos dos nossos silêncios, mas reféns das nossas palavras.

 

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Reagrupar
Francisco Chaveiro Reis

Apesar de muitos milhões gastos, os problemas continuam: os laterais não são bons o suficiente e não há banco. A isso juntou-se uma saída que tem feito diferença: Téo. Pareceu boa ideia despachar um jogador que rendeu desportivamente mas que tinha a cabeça algures na lua. Não se encontrou uma solução alternativa de qualidade. Se Dost não está inspirado, não há golos. 

O Sporting tem que ir ao mercado. E tem que se livrar de uma série de pesos mortos. Há que admitir erros, fazer algum dinheiro e comprar. O problema é que sem Europa e com a decisão da Doyen, dinheiro é coisa que escasseia. Ainda assim, vejamos o plantel:

Guarda-redes: Patrício e Beto dão toda a tranquilidade. A Jug não fazia mal jogar e devia ser emprestado. Talvez até por ano e meio. 

Defesas-laterais: Esgaio não é aposta e começa a ser tarde para ele. Um empréstimo pode ser solução. Pereira é esforçado mas não é de topo. Schelotto parece o menos mau mas é inconstante. No sistema de Jesus, os laterais são essenciais. Se o Boca Juniors aceitasse Meli de volta, não me importava de trazer para Lisboa, Gino Peruzzi, já com experiência na Europa (Catania). Seria titular de caras. Na esquerda, o Jefferson deste ano, é um a menos. Marvin é limitado. É urgente trazer um titular. Apostava em Insúa mas sei que três milhões podem ser muito dinheiro. Más seria mais barato mas não conhece o futebol europeu e Vangioni, se nem neste Milan joga, pode não ser grande opção, apesar da fama que tem na Argentina. 

Defesas centrais: Coates, Semedo e Oliveira dão garantias. Acredito que são os laterais os maiores culpados pelos golos sofridos. Sem Europa, dava-me ao luxo de despachar Douglas, com nome, para China ou Rússia, à melhor oferta. Sempre que necessário, o quarto central seria Fidel Escober, interessante jogador da B. 

Médios centro: William e Adrien são o pulmão da equipa e devem ser rejeitadas propostas por eles. O problema é que é necessário quem faça os seus lugares em caso de lesão, castigo ou previsível cansaço. A seis, Petrovic e Paulista são falhanços. Devem ser emprestados e deve apostar-se no regresso de Palhinha. Aliás, creio que William será transferido no verão e vejo no jovem alentejano o seu perfeito substituto. Também Meli e Elias nada trouxeram e devem ser "despachados". Meli deve regressar ao seu país como moeda de troca num negócio e Elias, vendido à melhor oferta. Bruno César é o melhor oito suplente. Não desdenharia, no entanto, a contratação de um homem experiente. Uma vez mais, lembro-me do mercado argentino e de Tino Costa (San Lorenzo), com larga experiência no futebol europeu. 

Alas: Neste momento, Gelson e Campbell dão conta do recado. Bruno César, Bryan e Matheus podem ser opções na esquerda e Markovic, no máximo, pode aspirar a jogar uns minutos na direita. 

Avançados: Alan falhou redondamente como segunda opção e não podemos esperar muito mais por ele. Vejo duas opções. Empréstimo a um clube europeu para ganhar rotação ou regresso à Argentina, como moeda de troca. Alan é um dez e o Sporting joga com um oito e um "nove e meio" atrás do ponta de lança. Alan não faz sentido aqui. Venha um craque (sim, bem sei que isso custa). Aqui apostava em Bou, várias vezes apontado ao Sporting, apostando em enviar Alan, Téo e/ou Jonathan para Avellaneda. Bou pegaria de estaca e seria um Téo, com cabeça. Na frente, Dost, quando lhe chega a bola, faz o seu trabalho. André serve para suplente. Spalvis vem aí e ainda há Leonardo Ruiz. Castaignos é para emprestar. 

 

Nota: Os jogadores indicados são apenas da minha preferência e reflectem o perfil que considero interessante. O seu valor de mercado anda à volta dos três milhões de euros. 


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