19 Jan 17
Aqui estamos de novo
Francisco Chaveiro Reis

Já estamos habituados - Aqui estamos de novo. Em crise. Nos meus 32 anos de vida só duas vezes fiz a festa do campeonato. E a medida do sucesso de um clube grande português é a conquista do campeonato. A Taça não chega e as competições internacionais são excepções. Ou seja, nos outros 30 anos da minha vida, o Sporting esteve em crise;

Há 17 jogos por disputar - O facto de estarmos numa só prova não é igual a desistirmos. Os profissionais de verde e branco devem esforçar-se ao máximo vencer todos os jogos. Motivação? O salário e nós, deste lado. Nada garante que nos leve a algum lado mas tem que se jogar pela honra do clube. Além disso, ganhando os 17 jogos, poderemos ter motivo de festa em maio;

Milhões por cepos - É claro que estou desiludido com a época e aponto o dedo à ruinosa política de contratações. Gastamos de mais em jogadores que jogam de menos. Douglas, Meli, Petrovic, Paulista, Elias, Castaignos, Markovic ou André têm as portas de saída escancaradas. Alan só fica porque custou 8 milhões;

Reagrupar - É tempo de mudar o grupo. Manter o núcleo duro, despachar alguns dos atrás referidos (ou todos) e chamar caras novas. Caras novas que sejam velhos conhecidos como Iuri, Podence, Geraldes ou Jonathan e tentar juntar uns cobres para ter um ou dois laterais decentes e um segundo avançado que apoie Dost e marque alguns golos;

Vender é bom - Estou farto do argumento de não termos sobrevivido às saídas de João Mário e Slimani. Um clube português que faça uma boa época terá sempre tubarões à porta. Fizemos bons negócios, mantivemos três campeões da Europa e tínhamos dinheiro para contratar bem. Só não o fizemos;

Jesus – O nosso treinador é arrogante e fala de mais e mal desde a última época. As suas bocas para a Luz deram motivação ao rival. Mas é um grande treinador que colocou, de facto, a equipa a jogar mais. Não terá desaprendido e em breve voltará ao normal;

Bruno – Sempre disse que fazia bem mas falava mal. Já fez obra mas por vezes e, sobretudo sem títulos, parece um Dom Quixote, mesmo que muitos dos moinhos existam mesmo. Mas combatemos o exterior, assumindo os males interiores. No seu texto no Facebook mostrou mais maturidade e capacidade de olhar para dentro. Pode ser que a desilusão lhe traga maturidade;

Em resumo – Já aqui estivemos muitas vezes e nunca ganhamos nada em ser precipitados em mudar de treinadores ou presidentes. Para já, é fazer uma boa campanha no mercado e apontar a 17 vitórias. O resto, apoiar uma equipa que não nos dá grandes alegrias, já é habitual.


comentar ver comentários (5)
18 Jan 17
Debater o Sporting.
Luís de Aguiar Fernandes

Respondendo ao repto lançado pelo Pedro, aqui fica, apelando ao debate, a minha opinião.

 

Ontem acabou a época de futebol sénior para nós, como a pensámos no início da mesma. Porque os objectivos passavam, e bem, por ganhar títulos, e porque acho que a partir de ontem isso tornou-se inatingível. Mas isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.

 

A imprensa quer culpados, eu dou-lhos: todos são culpados. Bruno de Carvalho, Jorge Jesus, os jogadores. Vamos por partes.

 

Bruno de Carvalho tem culpa. Não enquanto Presidente do Sporting (aí, há muito mais em jogo), mas enquanto responsável pelo futebol sénior. A época foi mal planeada, com vendas muito tarde e reforços em cima do fecho de mercado, sem tempo para adaptações como elas devem ser feitas, e sem reforços para posições onde eles eram necessários.

 

Jorge Jesus tem culpa. Enquanto responsável da equipa técnica, tem culpa no futebol praticado. Não percebeu que Bas Dost não dá o mesmo ao jogo que Slimani nem Gelson dá o mesmo que João Mário, e não soube adaptar-se a isso. Procurou manter o seu modelo (não o culpo por isso, tem tido sucesso há muitos anos), e não funcionou. E quando precisa de mudar algo, não o consegue fazer.


Os jogadores. Porque quem está lá dentro são eles, eles têm culpa. Da falta de garra, do baixar de braços que tantas vezes vemos em campo. Das desconcentrações que nos fizeram perder tantos jogos perto do fim. Da pouca vontade que parecem ter de ultrapassar isto. 

 

E o que tem de se mudar? Um bocadinho de tudo. Bruno de Carvalho, enquanto responsável, terá de fazer uma limpeza do plantel, afastando muito do peso morto e repescando miúdos que por aí andam a mostrar qualidade. Jorge Jesus (e nem pensar em sair: já demonstrou ser um grande treinador, e tem toda a capacidade para voltar a mostrá-lo) tem de parar para reflectir, e adaptar o modelo aos jogadores (ou trabalhar melhor os jogadores para encaixarem no modelo), já pensando em lançar jovens que podem ser importantes para o ano. O que nos leva aos jogadores. Os jogadores terão de mostrar mais, de ter vontade de vencer, de personificar o que é o Sporting. Porque no fim do dia, são eles que as têm de meter lá dentro.

 

(amanhã, este post ficará também disponível no blog Manifestação Espontânea)


comentar ver comentários (1)

Ainda estou em choque!

O meu fraco coração (ainda hoje tive de aumentar a dose do comprimido da TA!) já quase não aguenta.

Sofro pelo Sporting vai para muitos, muitos anos.

Sou sócio há perto de 40 anos e desde esse ano em que me tornei sócio contam-se pelos dedos de uma só mão as vezes que o Sporting foi campeão. Realmente impensável!

Entretanto vejo passar dirigentes, treinadores, atletas, todos com discursos diferentes sempre com a ideia de que este ano é que é.

Todavia nunca é! Repito… nunca é!

Há uns anos falava-se da “belenenização” do Sporting. No entanto com a chegada de BdC pensei que as coisas mudariam.

Erro de cálculo deveras precipitado.

Regressaram então os fantasmas de antigamente? Ou será que eles nunca partiram?

Quando acordo após os desaires, espero sempre ter sonhado. Porém a realidade é madrasta e acorda-me para uma evidência triste.

Descobrir culpados numa altura destas até pode parecer fácil, mas não é! Porque a culpa não é só de agora... vem de muito longe. Perde-se infelizmente no tempo.

Pensar em soluções para amanhã, é como colocar trancas numa casa já roubada.

Por isso, os actuais dirigentes do Sporting (ou os próximos) deverão, em prol da verdade nua e crua e custe a quem custar, divulgar contas, despesas, contratos assumidos… tudo, mas tudo mesmo até ao cêntimo. Não me preocupa que os jornais saibam, porque mais vale um bom desengano que andar toda a vida enganado.

Só desta forma, com os dados financeiros reais, poderemos pensar em eventuais soluções credíveis.

De outra forma o Sporting está condenado a viver unicamente da sombra dos troféus de museu.

Decididamente, não é isso que eu quero!

 

Tags:

comentar ver comentários (12)
17 Jan 17

Este será o texto, de todos os que já aqui escrevi, que mais me vai doer. Porque detesto injustiças. E sobretudo ingratidões.

Bas Dost é, comprovadamente, um caso sério a marcar golos. Vai no quarto bis e já leva treze golos marcados. Uma verdadeira máquina goleadora.

Obrigado, é só o que tenho a dizer ao jogador!

Mas custa-me que um homem que marca tantos golos, que se esforça e luta, como outros não o fazem, não veja o prémio dos seus remates certeiros plasmado em vitórias.

Esta é a injustiça de que falei acima.

A ingratidão encontra-se nas declarações de  Jorge Jesus ao dizer que o Sporting não pode depender de Bas Dost. Será que o actual treinador do Sporting tem consciência do que afirmou?

Qualquer boa equipa está dependente de um jogador: o Real Madrid depende de CR7, Mourinho está dependente de um sueco com nome eslavo e Leonardo Jardim de um colombiano com nome de ave de rapina.

Só Jesus quer ser diferente... Mas porquê?

Senhor Bas Dost... não ligue ao treinador. Continue a marcar os seus golos...

Pode ser que um destes dias a nossa equipa ainda ganhe um jogo sem sofrer golos.


comentar ver comentários (18)
09 Jan 17
Factos
Francisco Chaveiro Reis

Bas Dost é o melhor marcado do campeonato com 11 golos. Desde Montero, à 15.ª jornada de 2013-2014 (garantiu-me Rui Miguel Tovar via Twitter) que o melhor marcador não vestia de verde e branco. Na altura, o colombiano levava 13 tentos, contra os 12 de Jackson e os 9 de Heldon. 


comentar ver comentários (4)
04 Jan 17
Agenda única
Luciano Amaral

O ponto único da agenda de qualquer candidato à presidência do Sporting tem de ser o fim da impotência do clube tal como se manifestou no último dérbi. Não se trata de impotência desportiva, bem pelo contrário. Eu lembro-me do tempo da impotência desportiva. Por exemplo, o jogo da Luz de Fevereiro de 2014, aquele da lã de vidro: vínhamos do 7º lugar no ano anterior, tínhamos uma equipa de remendos, montada pelo Leonardo Jardim e jogávamos um joguito competente. Chegámos à Luz e não vimos a "chincha". O Benfica era, sem dúvida, a melhor equipa do campeonato à altura. De então para cá não voltou a acontecer nada de semelhante: de então para cá, ganhámos três dérbis, empatámos dois e perdemos dois, e em nenhum fomos inferiores - fomos aliás, em geral, superiores. Portanto, a impotência de que falo é institucional: é aquela que nos diz que o Sporting não podia ganhar essa partida, algo demonstrado pelo magnífico jogo de mãos de Pizzi; é aquela que nos diz que qualquer coisa iria acontecer se, acaso, o Sporting ainda empatasse. O Benfica é o novo Porto, não há dúvida. Talvez ainda em pior, por causa do nacional-lampionismo, que tudo branqueia. Mas então só é possível regressar a um mínimo de paridade nas hipóteses de vitória acabando com isso. Bruno de Carvalho tem feito muito barulho para poucos resultados práticos, como o dérbi mostrou e como vamos vendo todas as semanas.  Dir-se-á que é difícil fazer melhor. Pois é. Mas tem de haver uma maneira de lá chegar, apanhando-os desprevenidos. Os rebeldes também conseguiram, com muito menos meios, destruir a Estrela da Morte, acertando no seu ponto nevrálgico. Todos os esforços devem estar para aí direccionados. Deveria ser o ponto único da agenda presidencial.

Tags:

comentar ver comentários (13)
02 Jan 17
Obrigado João Pereira
Francisco Chaveiro Reis

transferir.jpg

João Pereira vai deixar o Sporting e mudar-se para o Trabzonspor da Turquia. O Sporting ganhará uma pequena quantia e deixará de pagar salários altos a um jogador em fim de carreira e de contrato. Pereira chegou a Alvalade em janeiro de 2010, vindo do Braga e ficou no clube, dois anos e meio, fazendo 105 jogos e marcando 6 golos. Depois de uma estadia no Valência e de uma curta passagem pelo Hannover, regressou, para mais 44 partidas. Aqui fica o meu agradecimento ao camisola 21, que, apesar das suas limitações (como os cruzamentos e o temperamento), sempre mostrou muita garra e vontade de defender a camisola. Obrigado e boa sorte. 


comentar ver comentários (12)
01 Jan 17
2017.
Luís de Aguiar Fernandes

Desconfio que vai ser um ano importante para o nosso clube. Eleições a ocorrer, Pavilhão a estrear. Por isso, o meu desejo para este ano é que todos estejamos ao lado do nosso clube, independentemente de quem se apoie, ou dos resultados. Acima de tudo, Sporting sempre!


comentar ver comentários (6)
23 Dez 16

Lá terminou da melhor maneira possível o ciclo terrível iniciado em Varsóvia: cinco jogos difíceis em mais ou menos duas semanas. Até ontem, correu quase tudo mal. Sim, já sei: o Jorge Sousa, mais os dois penáltis contra o Braga e um contra o Belenenses... Mas continuo a achar que todo este ciclo foi muito mal gerido: sempre com os mesmos jogadores, entrou-se a poupar em Varsóvia para se acabar arrasado no Restelo. Ah, não havia outros. Pois não. Então não foi só este ciclo a ser mal gerido, foi todo o início da época. Não interessa. Agora já passou. Agora há tempo para concentrar nas competições nacionais, sem distracções e com um calendário razoável. Dá para pôr a equipa a jogar aquilo que já mostrou saber jogar e, passo a passo, chegar lá acima. Mas para isso é preciso muita frieza, abandonando os delírios a que o nosso treinador e o nosso presidente, por excelentes que sejam, por vezes se entregam.


comentar ver comentários (6)
22 Dez 16
Obrigado Jefferson.
Luís de Aguiar Fernandes

Por me fazeres ter saudades do Marvin Zegcoiso.


comentar ver comentários (9)
20 Dez 16

Muitas horas já passaram desde o murro no estômago que levei no Domingo à noite em Alvalade.

Quando saí tentei manter-me calmo e sereno. No entanto dentro do meu espírito de sportinguista fervilhava uma turbulência que só as horas passadas amenizaram.

Naquelas horas seguintes apetecia-me disparar para todo o lado, culpar toda a gente e mais alguma pela derrota sofrida, arranjar desculpas…

Hoje quase 48 horas passadas tento, de forma mais calma, tentar perceber o que realmente se passou na noite de Domingo. A opinião seguinte vale o que vale e só a mim me culpa. Assim direi que:

- o Sporting não tem banco;

- os jogadores não aguentam jogos à quarta e ao domingo;

- colocaram a fasquia a níveis a que a equipa não consegue chegar;

- vendemos pérolas verdadeiras e ficámos com o pechisbeque;

Então de quem é a culpa deste estado de coisas? Perguntar-me-ão. Não sei, assumo.

O que sei é que o Sporting necessita de… paz! Pacificar os adeptos, os dirigentes, os seus inimigos e acima de tudo o plantel.

A violência, seja ela física ou verbal, gera violência. Não vale a pena disparar para tudo quanto mexe no futebol à espera de se acertar em alguém, pois essa postura geralmente tem tendência a virar-se contra o clube.

Temos demasiados adversários. Provavelmente mais que todos os outros. Que falam de nós, escrevem sobre nós, que nos invectivam. Tal não me preocupa, quiçá enobrece…

No entanto não podemos nem devemos responder no mesmo tom. Temos de saber sofrer, preferencialmente em silêncio…

Porque somos todos donos dos nossos silêncios, mas reféns das nossas palavras.

 

Também aqui

Tags:

comentar ver comentários (17)
Reagrupar
Francisco Chaveiro Reis

Apesar de muitos milhões gastos, os problemas continuam: os laterais não são bons o suficiente e não há banco. A isso juntou-se uma saída que tem feito diferença: Téo. Pareceu boa ideia despachar um jogador que rendeu desportivamente mas que tinha a cabeça algures na lua. Não se encontrou uma solução alternativa de qualidade. Se Dost não está inspirado, não há golos. 

O Sporting tem que ir ao mercado. E tem que se livrar de uma série de pesos mortos. Há que admitir erros, fazer algum dinheiro e comprar. O problema é que sem Europa e com a decisão da Doyen, dinheiro é coisa que escasseia. Ainda assim, vejamos o plantel:

Guarda-redes: Patrício e Beto dão toda a tranquilidade. A Jug não fazia mal jogar e devia ser emprestado. Talvez até por ano e meio. 

Defesas-laterais: Esgaio não é aposta e começa a ser tarde para ele. Um empréstimo pode ser solução. Pereira é esforçado mas não é de topo. Schelotto parece o menos mau mas é inconstante. No sistema de Jesus, os laterais são essenciais. Se o Boca Juniors aceitasse Meli de volta, não me importava de trazer para Lisboa, Gino Peruzzi, já com experiência na Europa (Catania). Seria titular de caras. Na esquerda, o Jefferson deste ano, é um a menos. Marvin é limitado. É urgente trazer um titular. Apostava em Insúa mas sei que três milhões podem ser muito dinheiro. Más seria mais barato mas não conhece o futebol europeu e Vangioni, se nem neste Milan joga, pode não ser grande opção, apesar da fama que tem na Argentina. 

Defesas centrais: Coates, Semedo e Oliveira dão garantias. Acredito que são os laterais os maiores culpados pelos golos sofridos. Sem Europa, dava-me ao luxo de despachar Douglas, com nome, para China ou Rússia, à melhor oferta. Sempre que necessário, o quarto central seria Fidel Escober, interessante jogador da B. 

Médios centro: William e Adrien são o pulmão da equipa e devem ser rejeitadas propostas por eles. O problema é que é necessário quem faça os seus lugares em caso de lesão, castigo ou previsível cansaço. A seis, Petrovic e Paulista são falhanços. Devem ser emprestados e deve apostar-se no regresso de Palhinha. Aliás, creio que William será transferido no verão e vejo no jovem alentejano o seu perfeito substituto. Também Meli e Elias nada trouxeram e devem ser "despachados". Meli deve regressar ao seu país como moeda de troca num negócio e Elias, vendido à melhor oferta. Bruno César é o melhor oito suplente. Não desdenharia, no entanto, a contratação de um homem experiente. Uma vez mais, lembro-me do mercado argentino e de Tino Costa (San Lorenzo), com larga experiência no futebol europeu. 

Alas: Neste momento, Gelson e Campbell dão conta do recado. Bruno César, Bryan e Matheus podem ser opções na esquerda e Markovic, no máximo, pode aspirar a jogar uns minutos na direita. 

Avançados: Alan falhou redondamente como segunda opção e não podemos esperar muito mais por ele. Vejo duas opções. Empréstimo a um clube europeu para ganhar rotação ou regresso à Argentina, como moeda de troca. Alan é um dez e o Sporting joga com um oito e um "nove e meio" atrás do ponta de lança. Alan não faz sentido aqui. Venha um craque (sim, bem sei que isso custa). Aqui apostava em Bou, várias vezes apontado ao Sporting, apostando em enviar Alan, Téo e/ou Jonathan para Avellaneda. Bou pegaria de estaca e seria um Téo, com cabeça. Na frente, Dost, quando lhe chega a bola, faz o seu trabalho. André serve para suplente. Spalvis vem aí e ainda há Leonardo Ruiz. Castaignos é para emprestar. 

 

Nota: Os jogadores indicados são apenas da minha preferência e reflectem o perfil que considero interessante. O seu valor de mercado anda à volta dos três milhões de euros. 


comentar ver comentários (11)
19 Dez 16
Era de prever
Luciano Amaral

Quatro jogos decisivos (uns mais do que outros) separados entre si por três-quatro dias e apenas com os mesmos 13 ou 14 jogadores tinha que dar nisto: a 90% em Varsóvia, a 80% na Luz, a 70% em Setúbal e a 60% hoje. Junte-se a isto os inacreditáveis fracassos de Vila do Conde e de Guimarães e temos a história de uma época. Para o ano pede-se profissionalismo no planeamento da temporada, s.f.f.


comentar ver comentários (13)
15 Dez 16
Eles e nós!
José da Xã

Onde trabalho há um refeitório que frequento com regularidade. Ontem eram duas da tarde quando finalmente me sentei para comer. Estava só!

Minutos depois sentaram-se à minha frente dois amigos, porém ambos adeptos de outra agremiação desportiva.

Assim que se sentaram começaram a chover questões sobre a entrevista que o Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, dera no dia anterior. Como já não vejo televisão nem me apercebi que existira tal entrevista e portanto não respondi a qualquer pergunta.

Bom… durante todo o almoço os meus companheiros de refeição só falaram do nosso Presidente. E epitetaram-no de tudo e mais um “par de botas”. Certamente não esperam que eu transcreva o que disseram de BdC. Fiquei no entanto com uma enormíssima certeza: que o nosso Presidente continua no bom caminho.

Eles só falam dele, muito mais que nós. É sempre bom sinal! Sinal que estamos vivos e que o Sporting continua a incomodar muita gente.

Provavelmente os nossos adversários prefeririam outros dirigentes… Nós sabemos que sim!


comentar ver comentários (14)
14 Dez 16

O Observatório do Futebol fez as contas e divulgou-as. Vale a pena registar: o Sporting foi de longe o clube mais presente nas selecções nacionais ao longo do ano que está quase a terminar. Num total de 5734 minutos - claramente à frente do FC Porto, com 4578 minutos, e do Benfica, com 3966 minutos.

Na tabela mundial, liderada pela Juventus, o Sporting ocupou em 2016 o 23.º lugar no fornecimento de jogadores às selecções. O FCP ficou-se pela 41.ª posição. E o SLB, ainda mais distante, não conseguiu melhor do que figurar no 55.º posto.

A conquista do título europeu de futebol deveu-se em boa parte à formação leonina, a que pertenceram dez dos 23 jogadores seleccionados para a fase final disputada em França. O prestígio e a visibilidade internacional do Sporting ficaram ainda mais em foco depois disto - o que deve satisfazer não apenas os sportinguistas mas todos os desportistas portugueses. Mais que nunca, o Sporting é património nacional.

 


comentar ver comentários (42)
13 Dez 16
"Reforços"
Luciano Amaral

É verdade que o Benfica é uma equipa doutro campeonato, uma espécie de campeonato paralelo onde se pode jogar à bola com a mão, não há penáltis contra e existem imensas equipas amigas que gostam de ver uns rapazes de vermelho a passear com a bola nos pés (e nas mãos também). Mas há mais qualquer coisa que tem que ver connosco e que os jogos da semana passada revelaram.

 

Repare-se: para todos os efeitos, o Sporting jogou com menos dois dias de intervalo do que o Benfica (o dia do jogo propriamente dito mais uma viagem à noite que terminou só na madrugada do dia seguinte, inutilizando este também para descanso ou treino). Mesmo assim e mesmo descontando os números circenses de Pizzi & Cª, devidamente abrilhantados pelo árbitro, o Sporting merecia ter saído do estádio da Luz com outro resultado: pelo menos o empate. Ora, eu pergunto-me o que não teria sido se os nossos jogadores tivessem chegado ao jogo mais frescos. Não é seguro que ganhássemos, mas a avaliar pelo que se viu, as probabilidades eram muito maiores.

 

Se os nossos jogadores não chegaram mais frescos ao jogo foi porque não há alternativas que permitam uma rotação eficaz de alguns deles. O jogo em Varsóvia era para ter sido jogado com uma mistura de titulares e de segundas linhas à espera de um lugar na equipa A. Em vez disso, foi jogado maioritariamente por titulares, com um ou outro reforço, sob indicação expressa do treinador de que era para jogar "a 90%". Resultado, jogámos a 90% em Varsóvia e a 90% ou menos na Luz (porque apesar de tudo jogar a 90% também cansa) e perdemos das duas vezes contra equipas perfeitamente ao alcance.

 

Isto só acontece porque a equipa técnica e a direcção arranjaram um amontoado de coxos que não dão qualquer garantia (Elias, Markovic, Alan Ruiz, André, Petrovic...). E assim é preciso pôr sempre os mesmos a jogar e eles não não chegam para todas. Isto dá mesmo que pensar, quando nos lembramos que andaram a ser espalhados de empréstimo por aí jogadores da formação que, de certeza, pior não fariam: Mané, Podence, Iuri, Palhinha, Gauld... Lembra o ano de 2013, quando fomos salvos de uma vergonha ainda maior a partir do instante em que o Jesualdo se lembrou de empandeirar os cromos que tinham custado milhões e pôs os miúdos da equipa B a jogar. Agora pergunto: com o Setúbal temos de jogar outra vez com os mesmos, já que a seguir vem o Braga? Ora aqui está aquilo a que se deve chamar uma época mal planeada.


comentar ver comentários (6)
12 Dez 16

Assistimos ontem no pré fabricado à confirmação, se tal fosse necessário, do estado de podridão do futebol português. Hoje pela noite e durante o resto da semana, vamos assistir ao tradicional branqueamento de tudo o que se passou naquela hora e meia. Há em Portugal uma equipa que não necessita sequer de se preocupar com algum dia que não lhe corra bem. Temos uma equipa que, ao contrário das outras, apenas tem que colocar onze jogadores em campo e tranquilamente aguardar pela vitória. Não tem que se preocupar com tácticas, com treinos nem com o adversário. Há sempre uma mão que a embala e guia à vitória. A situação absurda já é tão aceite que já temos pseudo jornalistas que sem vergonha qualquer, questionam o nosso treinador se o mesmo acha que a não marcação de dois evidentes penaltis que ficaram por assinalar, tiveram influência no resultado. O controlo que existe por parte de um clube abrange todas as áreas que possam por em causa a sua supremacia sobre os demais. Depois da limpeza dentro das quatro linhas trata-se de arredar durante a semana seguinte qualquer hipótese de discussão séria sobre o assunto. Todos os comentadores afectos ao nosso rival utilizam a mesma táctica que tem resultado; usam a sua estupidez e falta de bom senso como argumento. Como afirmou ontem o seu treinador a única coisa que de ontem interessa reter é a vitória, tudo o resto para nada interessa. Está dito e será a cartilha seguida pelos nomeados para representar o clube nos intermináveis programas dedicados à bola. Virá mais tarde arrepender-se o árbitro dos erros casuais e não premeditados. A tradição manda aguardar uns tempos, o suficiente para que não seja necessário ter qualquer vergonha na cara. Nesta semana iremos ter editoriais dos pasquins habituais sobre o subaproveitamento do Sporting nas oportunidades criadas. Irão esquecer a maleita do anti-jogo que tanto os preocupou na semana passada. É passado e é assunto que agora não interessa abordar. O porto encontrou definitivamente um sucessor na forma de ganhar campeonatos. Aqueles que tanto se insurgiam do outro lado da 2ª circular irão desta vez calar-se. Ganhar por qualquer meio é agora o que defendem.


comentar ver comentários (49)
O mito
Francisco Chaveiro Reis

Criou-se o mito de que o Sporting só se sabe queixar e que os seus sócios e adeptos "choram" invariavelmente quando o clube é derrotado. Vejamos o exemplo de ontem. A equipa dominou mas falhou demasiados golos. Aí não há desculpas. Houve demasiada incompetência. Mas sofreu um golo precedido de uma bola na mão que daria penalty para o Sporting. Poderia ser o 0-1 e não o 1-0. Depois, mais um penalty por assinalar. Poderá dizer-se que o Sporting "não chega ao Natal" e que tem menos cinco pontos do que o rival mas é preciso ser sério. O mesmo vale para as últimas épocas. Vejamos a Liga dos Campeões. Fomos eliminados pelo Shalke num lance polémico, há dois anos. No ano seguinte, fomos afastados da fase de grupos por um golo com a mão e com um golo limpo anulado a Slimani. Não digo que ganhássemos a competição mas os cofres e o prestigio do clube sairiam reforçados. Outra questão é a não conquista do campeonato. Há muitos erros próprios, sem dúvida mas poderemos ser sérios e não olhar para os anos em que ficamos em segundo lugar e em primeiro ficou um clube envolvido num escandaloso de corrupção? As provas podem não contar em tribunal mas...Num desses anos, sob a batuta de Paulo Bento, até fomos afastados do título por um golo do Paços de Ferreira, marcado com a mão, em pleno Alvalade. Sim, o árbitro também se engana a favor do Sporting mas se fossem aplicado a todos os mesmos parâmetros, o Sporting não ficaria a perder. Haja seriedade. E já agora, não se atire a toalha ao chão. Ainda falta muito campeonato e as taças nacionais. 

Tags:

comentar ver comentários (41)
11 Dez 16
Telegrama de Natal
Luciano Amaral

Agora é ganhar o campeonato a estes palhaços, que só sabem ganhar assim.

Tags: ,

comentar ver comentários (12)
08 Dez 16
Pontos nos is.
Luís de Aguiar Fernandes

Saímos da Europa, e cai tudo em cima de Jorge Jesus. Mas vamos pensar um bocadinho no jogo de ontem.

 

Não tínhamos nenhum dos dois defesas direitos que têm jogado. Era preciso tomar uma opção: jogar com um rapaz que nunca jogou na Champions (Esgaio) ou mudar o sistema. Face a uma equipa fortíssima em contra-ataque (3 golos ao Real, 4 ao Borussia), Jesus optou por jogar com uma espécie de sistema com 3 centrais, parecido (mais ou menos, vá) com aquele que foi tão elogiado em Dortmund. A opção foi errada? Ao intervalo já todos tínhamos percebido que sim, mas antes do jogo era, pelo menos, lógica. Correu mal. Acontece. Jesus é o culpado deste afastamento? Não me parece.

 

Senão vejamos: se o André acertasse uma das oportunidades que teve, ou se o árbitro marcasse uma das duas mãos na bola que houve na mesma jogada, teríamos ficado na Europa. Era Jesus o culpado dessa vitória? Também não me parece.

 

No fim do dia, são os jogadores (e, infelizmente, os árbitros) que decidem o jogo. O treinador só lhes explica como chegar lá, mas se um avançado não marca ou se um defesa erra, ele não pode fazer nada. Por isso isto de culparem apenas o treinador por uma opção que correu mal, mas que não era descabida, é capaz de ser um bocadinho demais, não?

 

Nota: Menos lógica me parece a insistência em Markovic, mas isso fica para discutir depois.


comentar ver comentários (56)
06 Dez 16

Inqualificável o que o jornal Record fez ontem. Dois jornalistas deste diário desportivo, armados em pides,  tratam de vigiar a conta no twitter de um miúdo de 15 anos, apenas e só porque o mesmo é filho do presidente  do conselho de arbitragem. Este miúdo, ter sempre isto presente, falamos de um miúdo, ingressou na academia do Sporting na presente época. Na altura a máquina de propaganda benfiquista logo tratou de aproveitar este facto para atacar Fontelas, usando sem qualquer pudor um miúdo de 15 anos. Ontem dois jornalistas do Record inquiriam o miúdo e rejubilavam por terem descoberto um tweet deste miúdo (não paro de o repetir) onde o mesmo utiliza a já gasta e completamente em desuso expressão “ver a luz a arder”. Um dos jornalistas fez questão de se vangloriar de ter efectuado um print do tweet “Então pois. Já ando nisto há muitos anos” disse em resposta ao colega que lhe pediu “print nisso”. Poucos minutos depois estava plasmado no record Online e a máquina de propaganda benfiquista fez o resto. De salientar que no twitter pouca expressão teve, antes dos próprios jornalistas o difundirem.

É este o estado de podridão em que vivemos no desporto. Jornalistas, pessoas adultas, a devassarem completamente a vida de um miúdo, a transcreverem tweets de um menor de idade sem qualquer pejo, sem qualquer ideia do que deve ser o respeito pelos outros. Há que deitar achas, muitas achas para incendiar o ambiente em semana de derby. Depois, claro, culpam-se os adeptos, as claques violentas e os dirigentes desportivos.


comentar ver comentários (32)
04 Dez 16
Ao Edmundo
José da Xã

Imagino que haja um infindável número de videos deste género.

Todavia este foi feito por mim ontem e é todinho dedicado ao Edmundo, tendo em conta a sua justificada ausência.

 

 

PS - Há uma voz desafinada que se ouve. Asseguro que não sou eu!

 


comentar ver comentários (14)
03 Dez 16
90 minutos!
Filipe Arede Nunes

Será que alguém pode informar a equipa que o jogo tem duas partes de 45 minutos? É que isso de jogar apenas durante metade do tempo é algo que a mim, pessoalmente, me aborrece!

Tags:

comentar ver comentários (3)
02 Dez 16

alvalade_xxi-1[1].jpg

 

MAIS

  • Andavam aí umas alminhas a uivar de emoção, putativamente preocupadas com as contas do Sporting. Podem baixar os decibéis: as nossas finanças estão bem e recomendam-se. De tal maneira que no primeiro trimestre desta temporada oficial (Julho-Setembro) atingiram a melhor cifra desde que foi constituída a SAD leonina: um lucro de 62,9 milhões de euros.
  • No mesmo período, as nossas receitas de bilheteira subiram 737 mil euros face ao período homólogo do ano anterior, o que se traduz em 4,207 milhões de euros. Resultado da boa prestação desportiva do plantel leonino, confiado ao timoneiro Jorge Jesus. Os números demonstram: tem sido mais do que justificado o investimento que o Sporting já fez no melhor treinador a actuar em Portugal.
  • Ainda números do passado trimestre: o Sporting gastou 19,5 milhões de euros em reforços para esta temporada. A receita líquida conseguida com as saídas de João Mário e Slimani foi muito superior: 59,6 milhões. Saldo positivo, pois. Contra factos não há argumentos.
  • Segundo o Observatório do Futebol, temos o plantel com mais elevada estatura média do campeonato português: 184,2 cm. Conclusão: se os campeões se medissem aos palmos, o título já era nosso.
  • Outra conclusão do Observatório do Futebol: o Sporting é, de longe, a equipa que utiliza mais jogadores da formação na Liga 2016/17. No total, 42,9% do nosso tempo total de jogo tem a inconfundível marca da academia leonina. Também neste aspecto podem aquietar-se portanto as tais alminhas que pareciam muito desassossegadas com o "escasso aproveitamento" dos recursos que formamos. Quase sempre o pior cego é o que não quer ver.
  • Mais uma estatística: Jesus cumpriu 69 jogos oficiais à frente da equipa do Sporting, tendo vencido 47. Uma percentagem digna de cumprimento: 68,1%.
  • À nona oportunidade foi de vez: Alan Ruiz marcou enfim o primeiro golo vestido de verde e branco. Frente ao modesto Arouca, numa coisa chamada Taça CTT. Mais vale tarde que nunca.
  • E vão três jogos seguidos sem sofrermos golos. Nenhum título se conquista sem defesas consistentes.
  • O Arouca regressou a Alvalade e desta vez não houve casos. Antes assim.

 

MENOS

  • Meli e Bruno Paulista continuam sem jogar. Foram contratados para quê?
  • No futebol, como jogo que é, a sorte e o azar contam muito. Está provado: Castaignos é azarado. O holandês tem de ir à bruxa.
  • Markovic continua sem demonstrar a menor prova de categoria e classe ao serviço do Sporting.
  • As despesas com pessoal elevaram-se para 15 milhões de euros no trimestre Julho-Setembro. Aumentaram 31% face ao período homólogo de 2016. Há que pôr travão nisto.
  • Alguns sportinguistas, até com colunas nos jornais, andam a imitar os benfiquistas mais desqualificados, gastando tempo e tinta com factóides como a suposta cor do carro de Alan Ruiz. Às vezes interrogo-me qual será a verdadeira convicção clubística desta gente.
  • Bruma, numa extensa entrevista publicada no jornal A Bola, garante: "O Sporting vai ser sempre o meu clube." Devíamos ser poupados a estes exercícios de hipocrisia. Nós temos memória: Bruma, que deve toda a sua formação desportiva ao Sporting, a dado passo recusou treinar, alegou que o contrato de trabalho tinha cessado para se furtar aos seus deveres de assalariado do clube e optou pela via litigiosa para quebrar o vínculo com Alvalade, acabando por ser derrotado em tribunal. Do mal o menos: ainda acabou por render 10 milhões de euros aos cofres leoninos. Só podemos desejar-lhe que passe bem. Lá longe, onde se encontra.


comentar ver comentários (26)
23 Nov 16
Ochienchia y sete
Luciano Amaral

Alguém me explica porque é que sofremos sempre o mesmo tipo de golos? Um clássico é: alguém centra para a área, salta de lá um tipo qualquer que nem sequer precisa de ser muito alto e a bola vai dentro. Ontem, foi aos oitenta e sete minutos, como em Madrid tinha sido aos 93. Noutros jogos foi noutras alturas, mas sempre da mesma maneira.


comentar ver comentários (7)
22 Nov 16
Slow down
Luciano Amaral

Não percebo muito bem esta coisa de que temos que ganhar ao Real Madrid, como já tínhamos que ganhar ao Borussia Dortmund, se não somos um fracasso e a época é um desastre. Julgo até que esse espírito está na origem de uma parte grande dos problemas desta época. Apostar as fichas em passar num grupo com Real Madrid e Borussia Dortmund é, no mínimo, lírico. Talvez irresponsável fosse até uma palavra melhor. Apostar as fichas em ganhar um jogo ao Real Madrid ou ao Borussia Dortmund não me parece grande estratégia. Porquê? São equipas de outra dimensão. Podes (como diz o nosso treinador) fazer o jogo da tua vida e mesmo assim não ganhar. Não é nada a que estejamos habituados. Por exemplo, não é como jogar com Porto ou Benfica. Com esses, fazes um bom jogo e ganhas. O mesmo já não se passa com equipas como as que nos calharam em sorte no grupo. Isso viu-se perfeitamente no jogo com o Real: um jogão e, no fim, embrulha uma derrota. O Modric, o James, o Benzema, o Kroos e o Ronaldo arranjam lá uma coisa qualquer e marcam. Mas também se viu nos jogos com o Dortmund: bastou o Aubameyang acelerar um bocadinho à frente do Rúben Semedo e lá voltámos com zero pontos. O pior disto tudo é a consequência interna, i.e. perder também por cá, como se viu nos jogos a seguir. Lá está a irresponsabilidade. Posso estar a ver mal as coisas, mas parece-me que Jesus apostou muitas fichas na Champions. O que significa que preparou mal a equipa para o campeonato, pelo menos nesta fase inicial.

 

Dito isto, não quer dizer que não se ganhe ao Real Madrid. Mas isso não passa por ir jogar "olhos nos olhos". Passa por ratice. Como o Legia de Varsóvia, que lhes sacou um empate. Não jogou "olhos nos olhos". Jogou "olhos no queixo" e foi assim que lá lhes meteu três. Foi também assim que o Porto ganhou ao Bayern Munique há dois anos nas Antas. O Jesus tinha obrigação de saber montar uma equipa com este espírito.

 

Se não ganharmos, não percebo qual é o drama: estamos onde sempre toda a gente imaginou que iríamos estar, em 3º lugar num dos grupos mais difíceis. Drama é estarmos como estamos no campeonato.


comentar ver comentários (6)
17 Nov 16

Embirro com expressões do género: «foi assim que aprendi, tive quem me transmitisse valores»; ou «em minha casa, sempre houve educação». Como se fosse uma virtude própria e não pura sorte! Expressões destas são, no fundo, uma forma de discriminar os outros, levada a cabo por gente que normalmente se vangloria de não discriminar, porque, afinal, em sua casa «transmitiram-se valores».

 

Tive acesso, através de uma notícia, a um texto publicado na página do Arouca no Facebook. É difícil de classificá-lo, de tão rasca e insultuoso, onde se fala de um presumível ser, de quem se duvida ser humano, que tenta desafiar uma «família unida e feliz». O seu autor deve julgar-se muito nobre e esperto, um verdadeiro virtuoso das palavras, mas apenas demonstra a sua ignorância e pobreza de espírito.

 

Não vou aqui referir todos os insultos contidos no texto. Quem quiser ler, só tem de clicar no link dado. Mas vou falar de um tipo de insulto que, na minha opinião, é do mais rasco que há e só demonstra a arrogância, baseada num grande complexo de inferioridade, de quem o faz.

 

«Passou por experiências animalescas traumáticas na sua infância»; «Diz-se, ainda, que devido à infância animalesca e traumática passada num país distante, procura sempre o Pai no fim dos compromissos, mesmo que o seu digno Pai não se encontre em sítio algum».

 

Eu não faço ideia que tipo de infância o Presidente Bruno de Carvalho teve. Nem quero saber. Isso é assunto dele e de mais ninguém. É legítimo criticar, com argumentos válidos, opções de vida ou tipos de comportamento. Mas não o é achincalhar por supostos traumas de infância. Faz-me lembrar quem insulta apontando problemas mentais, ou alguma doença psicológica. Alguém escolhe ter uma doença? Desculpem, mas é o mesmo que insultar uma pessoa por ter cancro, ou ter sofrido um ataque cardíaco! Demonstra muita baixeza e infantilidade.

 

Ao autor do texto, que, pelos vistos, ainda não saiu da fase «o meu pai é melhor do que o teu», apetece-me dizer: cresce e aparece!

 

 


comentar ver comentários (13)
16 Nov 16
A minha visão
José da Xã

Já escrevi algures por aí que o grande “calcanhar de Aquiles” do desporto luso são os seus dirigentes. Mesmo com licenciaturas específicas e formações académicas superiores, o Desporto será sempre o parente (mais) pobre da nossa sociedade.

Obviamente que este tema que aqui trago hoje advém dos tristes acontecimentos no final do último jogo em Alvalade, entre o Sporting e o Arouca.

Com as imagens recentes vindas a público, há duas certezas que retiro delas: a primeira é que Bruno de Carvalho não deveria estar naquele sítio, fazia sentido que assim fosse e a segunda é que o Presidente do Arouca não foi selvaticamente sovado pelo Presidente do Sporting, ao contrário do que pretendeu fazer crer aos jornalistas (e não só!) que estiveram, nessa noite, presentes no Estádio.

Bom… depois há as consequentes e tão costumadas trocas de galhardetes verbais que só fica mal a quem as profere. Sinceramente!

Todos sabemos que o actual Presidente do Sporting não é pessoa para se calar. Mas devia! Como dizia o meu sábio avô “O calado vence sempre!”.

Hoje será quase impossível alguém remeter-se ao silêncio enquanto é vilipendiado. A resposta deverá ser pronta porque “quem não se sente não é filho de boa gente”. São posturas e valem o que valem!

Percebo por isso, se bem que não concorde, a postura de Bruno de Carvalho, mas o Actual Presidente não deveria colocar-se a jeito dos seus adversários, especialmente os internos, que vêem nestes “fait-divers” idiotas uma oportunidade única para atacar o Presidente do Sporting.

 

Também aqui

 

 


comentar ver comentários (37)
15 Nov 16
Trancas à porta
Edmundo Gonçalves

Depois das capas vergonhosas dos pasquins de hoje e das distorções e desvios ao essencial dos acontecimentos no final do Sporting com um clube de Arouca dirigido por gente muito pouco recomendável, o que espera o Clube para tratar de forma decente os representantes desses OCS que se apresentem am Alvalade, para "trabalhar"?

Eu, por exemplo, começaria por lhes recomendar o pagamento do estacionamento dos pópós.

Também poderia usar a afectuosa, calorosa, diria mesmo enternecedora, forma de receber do FCPorto.


comentar ver comentários (39)
31 Out 16

Podem dizer que não ganhamos há uns jogos.

Podem dizer que já não metemos medo a ninguém.

Podem dizer que estamos com uma falta de confiança que se sente do outro lado da televisão.

Podem dizer que o Marvin não sabe atacar.

Podem dizer que o Marvin não sabe defender.
Podem dizer que o Schelotto só sabe correr e não sabe fazer um passe.

Podem dizer que o William decidiu mostrar em má altura que é um comum mortal.

Podem dizer que o Bryan parece que envelheceu dez anos em dois meses.

Podem dizer que o Elias... Bom, podem dizer o que quiserem do Elias.

Podem dizer que o Markovic se esqueceu do que é jogar à bola.

Podem dizer que o Jesus é teimoso.

Podem dizer que o André, Campbell, Castaignos e afins são piores que o Matheus.

 

Podem dizer isso tudo, e provavelmente têm razão. Mas nós somos o Sporting Clube de Portugal, e desistir não nos está no sangue. É por isso que amanhã estarei a entrar num avião para na 4ª estar lá, a gritar pelos nossos.

 

Porque onde tu fores jogar, eu vou lá estar. E não é para assobiar ou vaiar. Onde tu fores jogar, eu vou lá estar para te apoiar.


comentar ver comentários (15)
30 Out 16

A verdade é que já está toda a gente farta destas crises recorrentes do Sporting, que aparecem sabe-se lá porquê e vindas sabe-se lá de onde. Ainda mais fartos estão os adeptos que continuam a conseguir encher estádios mesmo com a carreira medíocre das últimas décadas. Não é de certeza por eles que as crises aparecem. O treinador e os jogadores estão com a neura? Estão deprimidos? Então é melhor tratarem-se. Quando passar, avisem.


comentar ver comentários (7)
28 Out 16
Cardiologia
Luciano Amaral

Parece que o João Lobo Antunes não era apenas um excelente neurologista mas também um excelente cardiologista. Vi o jogo de hoje com a frase dele na cabeça, aquela que o Filipe Moura aqui pôs: "o Sporting só me dá alegrias; quando ganha é uma alegria, quando perde é um hábito". De facto, o coração sossega imenso quando se olha para os jogos assim. Só é pena que isso corresponda à irrelevância do Sporting.


comentar ver comentários (10)
22 Out 16
Mete o Nelson Évoraaa!
Paula Caeiro Varela

CvZCpxIXgAE0F6t.jpg

 


comentar ver comentários (21)
19 Out 16

Esta fase de grupos arrisca-se a ficar como a das vitórias morais: "pusemos o Real em sentido", "pusemos o Dortmund 15 minutos a jogar para trás". Pois, eu queria era ver-nos a nós a jogar para trás com um golo de avanço - e houve oportunidade para isso em Madrid. O spin dos últimos dias ficou perfeitamente comprovado: o Dortmund com nove lesionados é super acessível. Pois, pois: quantos dos nossos jogadores teriam entrada directa na equipa do Dortmund? Dois, na melhor das hipóteses, três? Aquele Aubameyang (uma espécie de Usain bolt com bola: viste-o, Semedo?) está ao nível do ponta-de-lança do Chaves, de que agora não me lembra o nome, e o Mario Götze nem sequer chega aos calcanhares daquele criativo do Paços de Ferreira, como é que ele se chama...? Exacto, o Minhoca. O problema é que bater o pé ao Real Madrid e ao Borussia Dortmund é muito bonito mas traz mazelas. Por isso, o que eu quero ver é como vão estar as perninhas no jogo contra o Tondela. Oremos.


comentar ver comentários (25)
18 Out 16
Grandezas e misérias
Luciano Amaral

Tem muita graça o spin dos últimos dias segundo o qual o Sporting tem a obrigação de ganhar ao Borussia Dortmund, porque o Borussia Dortmund tem nove lesionados. Mas estamos a brincar ou quê? Dos nove lesionados nem todos entram normalmente a titulares e muitos dos principais titulares não estão lesionados. Arrisco-me a dizer que quase todos os jogadores que vão jogar logo pelo Dortmund tinham entrada directa no onze inicial do Sporting.

 

É fácil de perceber o que se passa: perante as suas campanhas europeias até agora miseráveis, interessa a Benfica e Porto lançar esta cortina de fumo. Ninguém nos jornais se lembrou de nos dizer, por exemplo, que também o Bruges tem metade dos titulares lesionados. Se o Sporting tem a obrigação de ganhar ao Dortmund, o que tem o Porto face ao Bruges? O Sporting fez até agora o que lhe era exigível: vender cara a derrota em Madrid e ganhar ao clube mais fraco do grupo. Pudessem dizer o mesmo Benfica (que levou uma cabazada do 5º classificado italiano e não conseguiu ganhar em casa àquela equipa turca de caranguejolas) e Porto (que não conseguiu ganhar em casa ao colosso dinamarquês e perdeu com uma equipa que se anda a especializar em levar cabazadas em Inglaterra). Dá-lhes muito jeito concentrar o fracasso da jornada europeia numa eventual derrota do Sporting, mas a verdade é que fracasso autêntico seriam eventuais resultados menos bons contra equipas como o Dínamo de Kiev ou o Bruges.

 

Quanto ao Sporting-Dortmund, por muita que seja a conversa dos últimos dias, é um jogo em que o favorito continua a ser o Dortmund. O Sporting tem a obrigação de fazer um bom jogo. Já o Benfica e o Porto têm a obrigação de ganhar.


comentar ver comentários (26)
17 Out 16
Saber receber..
Gabriel Santos

 só com o Sporting Clube de Portugal.

Tags:

comentar ver comentários (10)
13 Out 16

Decididamente não aprecio nada esta recente troca de galhardetes entre Gabinetes de Comunicação/Sporting e outros clubes.

Há outrossim os comentadores televisivos que debitam discursos que, sinceramente, só acrescentam pólvora ao fogo, em vez de pacificarem esta guerrilha meio imbecil.

Tenho assim a bizarra sensação que o confronto linguístico que ora vamos placidamente assistindo não interessa de todo ao Sporting. Por outro lado sei que há quem defenda a ideia de que “quem não se sente não é filho de boa gente” como diz o adágio popular e neste contexto quase que entendo as respostas do Gabinete de Comunicação.

Só que… não me revejo nesta postura. Este não é o Sporting Clube de Portugal do qual sou sócio há quase 40 anos, mas sim quase um clube de arruaceiros. Ora se alguém baixa o nível de linguagem ou intervenção o Sporting deve, em consonância aos seus velhos pergaminhos, nivelar por cima. Só assim seremos diferentes!

Se eu responder no mesmo nível dos que me atacam, mas se publicamente os critico pela forma e conteúdo, então… sou pior que eles. Não há volta a dar!

Quando estamos numa roda de amigos que professam diversas opções clubísticas é normal e até salutar que nos ataquemos mutuamente no que se refere às nossas preferências clubísticas. Faz parte da vida e até pode ter a sua graça… Agora fazê-lo de forma pública, truculenta e roçando o soez… cria-me (muitos) pruridos.

Tenho a perfeita consciência que muitos sportinguistas concordam com esta filosofia dos novos tempos. Mas eu publicamente assumo: não dou nem nunca darei para este peditório.

Mesmo que me sinta prejudicado!

A dignidade de um clube não se revê somente na maneira como aceita as vitórias, derrotas ou empates, mas na forma como é exemplo para a sociedade.

Tags:

comentar ver comentários (80)
06 Out 16

Esta capa d'A Bola, que o Francisco apresenta abaixo, diz tudo e mais alguma coisa. Por um lado, o aspecto norte-coreano daquilo (a propósito, quando é que temos a assunção explícita da parte d'A Bola de que passou a ser um órgão para-oficial do Benfica?). Por outro, como o Francisco notou, a contradição entre a mensagem do presidente e a do vice-presidente. Ainda por outro, a revelação da estratégia de comunicação do Benfica: mandar para a arena uma série de peões de brega enquanto o presidente assume a pose de grande estadista.

 

Toda a gente sabe quem são os peões de brega: Rui Gomes da Silva, Pedro Guerra, André Ventura, João Gobern (enfim, são os que conheço). O papel dos peões de brega, pelo menos desde que Jorge Jesus foi para o Sporting, é simples: arrotar diariamente alarvidades, calúnias e teorias da conspiração nos diversos canais de televisão sobre o Sporting, mantendo a aparência de serem "apenas" comentadores simpatizantes do Benfica. Isto enquanto, por cima, paira o presidente, em estilo de grande senhor. Mas a verdade é que já se percebeu que eles não são "apenas" comentadores simpatizantes. São comentadores orgânicos, obviamente "briefados", repetindo ad nauseam os mesmos argumentos dia após dia. Isto revela uma clara "politização" do Benfica, no sentido de partido político: as pessoas que o representam nestes programas actuam a partir de uma mensagem centralizada, como fazem os partidos.

 

É evidente que a chuva de alarvidades merece resposta. O que já não tenho a certeza é se a resposta que o Sporting tem dado é a melhor: mensagens desgarradas em canais oficiais (o director de comunicação, o facebook...) com longas tiradas semi-insultuosas (ou completamente insultuosas) contra pessoas do Benfica, mensagens meio conspirativas do presidente e pouco mais. Claro que há um problema com os nossos representantes nesses programas: são mais individualistas, mais plurais (precisamente, mais parecidos com o Sporting) e não quererão fazer o papel de embrulho que fazem os outros - basta pensar nos pares em causa: Rui Gomes da Silva-Rogério Alves, Pedro Guerra-José de Pina; André Ventura-Paulo Andrade, João Gobern-Rui Oliveira e Costa. Mas se calhar podia-se fazer mais alguma coisa para ter resposta pronta e, sobretudo, para jogar na antecipação. Até agora, o padrão é: um daqueles "comentadores" lança uma aleivosia qualquer, Sporting reage pelo director de comunicação; outro "comentador" vem com outra aleivosia, Sporting reage no facebook; outro ainda vem com mais uma aleivosia, presidente do Sporting reage. Acho que não pode ser assim.


comentar ver comentários (23)
18 Set 16
"Mudar o chipe"
Luciano Amaral

Convém mesmo aprender a "mudar o chipe", senão a coisa não vai correr bem.


comentar ver comentários (9)
Cada dia
António Manuel Venda

Sporting em Madrid.jpg

 

Hoje, uma vez mais, entra em campo a extraordinária equipa do Sporting Clube de Portugal, a melhor equipa portuguesa e uma das mais inspiradoras do mundo. A equipa liderada pelo melhor treinador português, sendo aqui de fazer notar que na análise entram todos os treinadores, os portugueses que treinam por cá e os que treinam lá fora a lutar pela vida. Cada dia em que esta extraordinária equipa entra em campo, a minha equipa, cada um desses dias deve ser assinalado. Não posso adivinhar o que vai acontecer, mas confio, como sempre, que estará no topo das suas enormes possibilidades.

 


comentar ver comentários (40)

Autores
Pesquisar
 
Posts recentes

Aqui estamos de novo

Debater o Sporting.

Coração de Leão!

Bas Dost versus Slimani (...

Factos

Agenda única

Obrigado João Pereira

2017.

Concentração e frieza

Obrigado Jefferson.

Arquivo

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Tags

sporting

comentários

memória

bruno de carvalho

selecção

leoas

vitórias

prognósticos

jorge jesus

há um ano

balanço

campeonato

slb

arbitragem

benfica

jogadores

mundial 2014

rescaldo

taça de portugal

liga europa

godinho lopes

eleições

ler os outros

árbitros

euro 2016

golos

clássicos

futebol

comentadores

nós

crise

marco silva

scp

cristiano ronaldo

análise

chavões

formação

humor

liga dos campeões

slimani

todas as tags

Mais comentados
57 comentários
56 comentários
49 comentários
42 comentários
41 comentários
40 comentários
Ligações
Créditos
Layout: SAPO/Pedro Neves
Fotografias de cabeçalho: Flickr/blvesboy e Flickr/André
blogs SAPO
subscrever feeds