26 Jul 17
Lema leonino
Pedro Correia

 

Nunca ganhar com batota. Ganhar com batota é pior do que perder.

 


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25 Jul 17

Por razões profissionais e quando pesquisava matéria relacionada com navios, deparei-me com um blogue denominado "Restos de Colecção", de José Leite. Provavelmente não será desconhecido por quem demanda blogues, mas tem um interesse histórico assinalável. E, claro, porque tem uma Etiqueta Sporting que nos transporta aos primórdios do primeiro campo de futebol do Sporting e até conta a história do nosso gesto de boa vontade para com o clube da luz, quando lhes cedemos um campo, que já nem isso tinham... Recheado de fotografias antigas, vale a pena. Aqui fica o link: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/search/label/Sporting

1907-Primeiro-estadio5

"Stadium do Lumiar" com as bancadas em construção

(fotografia extraída do blogue "Restos de Colecção")

 


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24 Jul 17

Aí está, a 1ª vitória de Portugal na 1ª participação num europeu de futebol feminino. A determinação e o empenho das nossas jogadoras são dignas de realce. E oito delas são do Sporting Clube de Portugal: Patrícia Morais, Matilde Fidalgo, Carole Costa, Tatiana Pinto, Fátima Pinto, Ana Borges, Ana Leite e Diana Silva.

Como curiosidade, ambos os golos de Portugal contra a Escócia têm a marca Sporting. O que dá a vitória é de Ana Leite, e o 1° é de Carolina Mendes que, em recente entrevista ao jornal A Bola,  à pergunta se tinha alguma equipa do coração, respondeu assim:

- O Sporting Clube de Portugal.

Pronto, e era só isto.

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Aves e Ave
Francisco Chaveiro Reis

Ryan Gauld e Francisco Geraldes estarão a caminho de Desportivo das Aves e Rio Ave, respectivamente. Gauld, após quatro anos, já se percebeu que não convence ninguém e nesta fase mais valia ser emprestado a um clube que, de facto, o pudesse comprar daqui a um ano. Tem talento mas não chega para o Sporting. Já Geraldes, que por mim ficava no plantel, deveria ir para uma equipa de maior nomeada: Guimarães, Braga ou uma liga estrangeira, sendo que no Mónaco, assentaria como uma luva. 


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21 Jul 17
Tiros nos pés
Tiago Cabral

Início de época e conseguimos fazer manchetes de jornais com acusações e peixeiradas entre um antigo funcionário e o presidente.

Será que algum dia vamos aprender? Será que algum dia o presidente Bruno de Carvalho vai conseguir perceber que o mais importante é mesmo o clube, não as tricas laterais que só servem para os nossos adversários continuarem a fazer o que bem lhes apetece?

Esperava que fosse esta época que entrássemos definitivamente no caminho certo, mas a entrevista de ontem diz-me que não. Vai ser mais do mesmo, o Sporting a dar tiros nos pés e os adversários a sorrir, nem precisam de fazer nada, nós tratamos de tudo.

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17 Jul 17
Coincidências.
Luís de Aguiar Fernandes

Esta semana descobrimos que as sentenças do Apito Dourado foram revertidas. O fcp celebrou, e pouco mais se ouviu falar sobre o assunto. 

Desde o primeiro momento que me pareceu tudo muito estranho. O sentido da decisão, os timings, tudo demasiado conveniente para alguns. Hoje, tenho a certeza. A imagem abaixo foi retirada de um post num blog lampião, e diz tudo (apesar de isto estar juridicamente errado, a ideia está lá):

 

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Agora, a questão é: como é que os dirigentes do fcp não percebem que esta decisão, neste momento, não é sobre eles? E estarão dispostos a guardar o champanhe, a bem da justiça desportiva?


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16 Jul 17

Leio no jornal que ontem, durante o malogrado jogo do Benfica contra o Young Boys, na Suíça, «o speaker de serviço ouviu por ter dito e repetido 'Sporting Lisboa e Benfica'», relatando o cronista que o aparente lapso teve o condão de «levar os adeptos à loucura, motivando também enormes insultos».

A grandeza do Sporting também se mede nisto.

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15 Jul 17

Mais ou menos por esta altura todos nós fazemos contas, previsões e atiramos palpites para o que será a nova época futebolística.

Em cada entrada de um novo atleta renovamos a esperança de uma boa época. Com a saída de outros ficamos sempre a pensar se futuramente não farão falta.

Trago este tema aqui por causa da transferência de Paulo Oliveira para Espanha. Sempre gostei deste atleta que poucas vezes nos deixou ficar mal.

Recordei a este propósito Fredy Montero. Estou claramente convicto que perdemos o campeonato em 2015/2016 por termos transferido aquele ponta-de-lança para a China. Nem especulo as razões dessa transferência.

Ora se, como afirmam, saírem William e Adrien para o estrangeiro, o Sporting necessitará de substitutos à altura desses atletas. Será bom que não se esqueçam.

Posso até aceitar que as questões financeiras falam por vezes mais alto que a vontade dos sócios e simpatizantes. Mas se assim for deverá Jorge Jesus e/ou Bruno de Carvalho, face ao pantel que tem publicamente definir, com rigor e seriedade, qual o foco deste ano para o Sporting.

Detesto acreditar agora na glória, para rapidamente perceber que tudo não passou de uma profunda miragem. Todos os sportinguistas desejam e merecem ver o nosso clube campeão. Isso é insofismável!

Mas por favor não me vendam mais  ilusões. O meu coração poderá não aguentar!


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14 Jul 17
Obrigado Paulo!
Francisco Chaveiro Reis

Paulo Oliveira vai jogar no Eibar que paga 4 milhões de euros ao Sporting por 70 por cento do passe do central. Não me custa a crer que daqui a um ano esteja no Mundial e que seja transferido por números superiores. Sempre gostei da sua classe. O problema de Oliveira foi Coates. Jogam ambos pela direita e quando jogaram juntos, nenhum saía a jogar com a qualidade necessária. Obrigado Paulo e boa sorte! 


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07 Jul 17
Grandeza
Pedro Correia

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 Eusébio orgulhosamente vestido de verde e branco, na temporada 1958/59

 

A grandeza do nosso Sporting mede-se de várias formas, como ontem especifiquei aqui.

Os exemplos que indiquei estão longe de ser exaustivos. Porque esta grandeza mede-se também pelo facto de o único jogador do Sport Lisboa e Benfica que alguma vez alcançou reputação mundial traduzida em galardões, o saudoso Eusébio, ter sido formado não na cantera encarnada mas no Sporting de Lourenço Marques. Então filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal.


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06 Jul 17

O Sporting, só nesta época que terminou, venceu mais de 60 títulos.

É de longe o clube português com mais títulos no seu historial (e o terceiro da Europa).

É de longe o clube português com mais títulos europeus: nada menos de 25.

É de longe o clube com mais atletas detentores de medalhas olímpicas.

É de longe o clube com mais recordes mundiais (100m, 10.000m, 20.000m e maratona)

É de longe o clube com maior e melhor formação, tendo sido o único clube português que formou dois jogadores galardoados com a Bola de Ouro e um terceiro galardoado com a Bola de Prata.

Alguns, cheios de compreensível inveja, rangem os dentes perante estas estatísticas. Temos pena. E só podemos recomendar-lhes que nos tentem copiar: talvez num dia distante consigam enfim fazer melhor.


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24 Jun 17

O tempo está quente e seco. Demasiado. As circunstâncias funestas dos últimos dias inibem-me de brincar e jogar com palavras relacionadas com fogo e incendiários. Por isso vou direto ao assunto. A par do grande orgulho no nosso novo pavilhão, com o reconhecimento e agradecimento à atual Direção do Sporting pelo seu empenho na realização desta obra, não posso deixar de exprimir certa inquietude por alguns tiques cesaristas, implícitos e explícitos, no discurso e na pose de  pessoas com responsabilidades na nossa instituição. Foi assim na inauguração do Pavilhão João Rocha e, por ecos que chegam através da imprensa, também na assembleia geral. A definição de inimigos internos não me parece compatível com a ideia de clube dos sócios, pois todos os inscritos e com quotas em dia, são iguais em direitos e deveres. O Sporting nasceu em 1906, tem história e herança, não renasce a cada direção eleita. A nossa sociedade é democrática e plural, e a liberdade é um bem inestimável, pelo que não pode, na esfera pessoal de cada sócio, haver ditames sobre escolhas assentes nos gostos, nas amizades, com quem se priva ao almoço, etc, etc. Julgo que nada disto está abrangido ou sob alçada dos estatutos do Sporting. Linchamentos e "fogueira", assim como apagar da fotografia, são práticas que a história já condenou. A liberdade individual não pode ser "criminalizada" ou sujeita a contraordenações, pelo que a palavra expulsão não deve constar do nosso léxico relativamente aos comportamentos referidos. É elementar, como asserção.

Todos somos poucos para engrandecer o nosso clube. Os próximos tempos vão ser exigentes pois a nossa imensa massa adepta vive um estado de ansiedade relativamente a ver o Sporting campeão. Urge, sobretudo quando vemos que as vitórias e os títulos são uma realidade na nossa dimensão eclética. E até no futebol, onde o Sporting ganhou quase tudo o que havia para ganhar, incluindo no feminino. Falta a cereja no topo do bolo, a liga principal. E é para isso que temos todos de trabalhar: atletas, treinadores, dirigentes, sócios e simpatizantes. E é agora no estio, sem estiolar, que se prepara as próximas estações. Com esforço, com dedicação, com devoção. 

É uma verdade "La Palissiana" que o Sporting é dos sócios, e tem de sê-lo sempre. Por isso mesmo os eleitos têm de exercer o poder, que temporariamente lhes é conferido por todos os sócios, os que votaram e os que não votaram neles, legitimando-se permanentemente em comportamentos e decisões que respeitem esse mesmo mandato. O mesmo é dizer que têm deveres especiais de unir e não dividir, de cumprirem com o que prometeram, em suma obterem resultados. No respeito dos princípios e valores inscritos no nosso ADN, sem cedência a discurso fácil. Os resultados são a melhor sustentação para o reconhecimento e avaliação de um mandato. É o que espero desta Direção, que é a minha Direção, e deste Presidente, que é o meu Presidente. Sem esquecer que todas as Direções e Presidentes são efémeros e perene só mesmo a instituição. O que importa verdadeiramente é o Sporting Clube de Portugal. Eterno!

 


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Sou contra anátemas. Sou contra a obsessiva procura do inimigo interno. Sou a favor da plena autonomia estratégica do Sporting, nunca subordinada a cartilhas alheias. Sou e serei sempre favorável à liberdade de expressão, dentro e fora de portas do clube.

Além disso, estou firmemente convicto de que o Sporting Clube de Portugal - e não por acaso escrevo agora o nome por extenso - só cresce e se engrandece mobilizando os adeptos pela positiva. Por isso aplaudo com entusiasmo a inauguração do Pavilhão João Rocha, para cuja construção orgulhosamente também contribuí.

Por agora é o que tenho a dizer. Ocasiões haverá para voltar ao tema enunciado em título.

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21 Jun 17
Doumbia e Ouattara
Francisco Chaveiro Reis

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Seydou Doumbia estará a caminho de Alvalade. É um bom avançado marfinense que deve chegar por empréstimo da Roma após época em que marcou 21 golos no Basileia (o seu substituto será Van Wolfswinkel). Teve grande sucesso no CSKA (marcou três ao Sporting em 2015) e Young Boys e teve passagens menos felizes por Roma e Newcastle. Na nossa liga poderá dar-se bem, como apoio de Dost ou como sua alterantiva. Com esta notícia é tempo de recordar o Ahmed Outtara (Ú-Á-Ouattara!), avançado marfinense que passou por Alvalade entre 1995 e 1997, marcando 6 vezes em 27 partidas. Outtara foi com Missé Missé e muitos outros, símbolo de um Sporting menor, repleto de jogadores de qualidade duvidosa. Espera-se bem mais de Doumbia, 35 vezes internacional ao lado de Drogba. 


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16 Jun 17
Doente terminal
Luciano Amaral

Como já aqui disse a propósito da "cartilha", o que as diversas revelações a seu respeito vêm fazendo é demonstrar como o Benfica é um clube doente. A doença do Benfica chama-se obsessão de ganhar por quaisquer meios, mesmo os ilegítimos. Como também já disse, o confronto de estruturas em curso apenas revelou aquilo que todos sabíamos mas faltava provar. Como se percebe melhor agora que o árbitro não tenha visto penálti na jogada seguinte e que, mais incrível ainda, o Conselho de Arbitragem da FPF, depois de visionadas as imagens, continuasse a não ver:

Estamos, portanto, perante uma excelente oportunidade para os dois grandes monumentos do falseamento desportivo em Portugal (SLB e FCP) se destruírem mutuamente. Nesse sentido, não gostei que a nossa comunicação viesse logo pedir o anulamento dos campeonatos do Benfica, ainda a procissão vai no adro. Sempre a nossa comunicação... Parece um departamento em alta voltagem, em que cada pessoa excita mais a seguinte (o célebre mata-e-esfola). O momento não é para andar a fazer chavasco. É para fazer jus à fama predatória do leão: observar bem e, depois, abocanhar na altura certa.


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04 Jun 17

Hoje foi dia de festa no estádio do Jamor. Muitas senhoras, muitas crianças, direi mesmo que estava ela por ela entre homens e mulheres. De todas as idades!

Foi bonita a festa, pá! Como disse Buarque numa bela melodia.

Melhor ainda o resultado. Vitória do Sporting que bateu as Bracarenses por duas bolas a uma, após prolongamento.

Mas como não podia deixar de ser voltei a sofrer. Muito. Valeu ainda assim a pena e as leoas mostraram como se deve ganhar. Jogando por vezes mal mas nunca virando a cara à luta.

Um menção muito especial ao SCBraga que tem uma excelente equipa com óptimas executantes o que valorizou ainda mais a vitória leonina. Há que tirar realmente o chapéu à equipa adversária.

No entanto os jogos ganham-se nos detalhes... Foi o que aconteceu esta tarde no Jamor onde, com dois passes soberbos de Ana Borges, o Sporting marcou através de Diana Silva e Ana Capeta.

Termino com a sensação estranha de que já vivi estas sensações em qualquer lado...

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A foto é minha e corresponde à comemoração da equipa leonina antes de subir à tribuna.

 

Também aqui.


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01 Jun 17

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31 Mai 17
Nem no andebol
José da Xã

Fui esta tarde ver o jogo de andebol em que o Sporting defrontou o nosso rival de Lisboa.

O pavilhão esteve completamente cheio e foi num ambiente escaldante que vi o Sporting sagrar-se campeão. Bom, é certo que ainda há a questão do jogo no Porto para resolver... mas neste momento o Sporting tem mais pontos que o Porto.

Voltando ao jogo propriamente dito, o Sporting entrou bem com remates vitoriosos de longa distância que fizeram destacar os leões do marcador.

De tal forma que ao intervalo estava 14-8. A segunda parte veio com alguns golos de rajada, de tal forma que chegou a haver uma diferença de 9 golos.

Não imagino se foi disso se, quiçá, do cansaço do último fim de semana, os jogadores do Sporting de súbito iniciaram uma fase tão má que vimos o espectro do empate. A dois minutos do fim o resultado era 24-23 a favor dos leões, para nos últimos segundos conseguirmos marcar mais um golo, que deu a vitória.

Sofri tanto, mas tanto, que ainda nem acredito que conseguimos ser campeões.

Nem no andebol se ganha sem sofrer.

Fica aqui o aspecto do pavilhão visto por quem lá esteve.


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30 Mai 17
Primeira contagem
Francisco Chaveiro Reis

O mês de maio ainda não acabou e já foram associados 20 jogadores ao Sporting. A saber: Andone, André Ribeiro, Andrijasevic, Battaglia, Bradaric, Cafú, Cechini, Coentrão, Elez, Gavranovic, Insúa, Kléber, Maher, Martinez, Mayke, Misic,  Rispoli, Robertson, Schulz e Vukcevic. O 21.º nome falado foi o de Matheus Oliveira, já confirmado como reforço. Piccini só foi falado quando chegou. A quantos nomes chegaremos? Na última época foi assim.


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29 Mai 17

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27 Mai 17

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Em Abril deste ano escrevi este texto em que lamentava que aos inúmeros golos de Bas Dost não estivesse outrossim associada uma melhor classificação do Sporting. E adiei para outra prosa algumas considerações sobre a época já finda (pelo menos para o Sporting).

Então vamos lá…

A 28 de Agosto o clube de Alvalade era líder. Estávamos na terceira jornada e ainda haveria muuuuuuuuito caminho para calcorrear. Nessa altura escrevi que o discurso deveria ser moderado tanto por parte do treinador como dos dirigentes.

Não me deram ouvidos e a 18 de Setembro o Sporting sofre a primeira derrota que o atirou nessa jornada para o segundo lugar. Lembro-me bem desse jogo em que em apenas 15 minutos houve uma espécie de apagão na defesa do Sporting encaixando com isso três golos.

A partir desse jogo foi um penoso caminhar até ao fim. Com mais baixos que altos a equipa de Jorge Jesus jamais conseguiu erguer-se do lodaçal onde se enfiara. E nem mesmo aquela história do jogo da Luz com casos, é desculpa suficiente para a má época que o Sporting presenteou os seus adeptos.

A verdade é que o Sporting vinha duma época onde jogara muito bom futebol (o melhor para muitos entendidos!). Portanto, com mais tempo para preparar a equipa, mesmo com a ausência de algumas pedras-chave devido ao Europeu, de boa memória para Portugal, a matriz teria de ser forçosamente outra e o Sporting deveria ter lutado para ser campeão até muuuuuuuuito mais tarde.

Depois há a velha questão das contratações. Exceptuando o ponta-de-lança holandês, que foi assim uma pérola… o resto que veio… foi um “flop”. Chamo aqui Campbell, Castaignos, Meli ou André Filipe. Nenhum deles mostrou ser reforço, o que me leva a perguntar como aparecem estes atletas no plantel. Pior… com a sua chegada atiraram alguns jogadores da Academia para a segunda liga ou para outras equipas. Um erro que foi demasiadamente caro.

Não vale a pena agora chorar sobre o sangue derramado. É realmente necessário, para a próxima época, que Bruno de Carvalho se muna de um treinador (seja JJ ou outro qualquer) com um discurso assertivo e menos demagógico. Os sportinguistas são gente paciente, mas detestam ser enganados.

O Sporting é obviamente muito grande. Ora se um treinador não consegue lidar com a pressão de estar à frente de uma equipa destas a lutar por um título, é bom que o diga de antemão e não aceite ser treinador só porque sim. Fica ele melhor e nós também.

As contas desta época são claramente negativas e nem mesmo o melhor marcador nacional ser da nossa equipa ameniza a má época.

Aprendem-se muitas lições com os erros cometidos. A primeira é não voltar a repeti-los.

Será bom que a estrutura do futebol do Sporting nunca se esqueça disso. Nós, sportinguistas, estaremos muito atentos.

 

Também aqui


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23 Mai 17

Ora bem... Bas Dost termina o primeiro ano no nosso campeonato com o impressionante registo de 34 golos marcados. É obra!

Foi o melhor marcador em Portugal, mas não na Europa onde até há pouco liderou a par de um tal de Messi. Coisa pouca...

Em termos estatísticos pouco mais há a dizer. O holandes foi o jogador leonino mais influente e mais consistente.

Tivesse ele uma equipa essencialmente equilibrada e assertiva, provavelmente estariamos hoje aqui a falar de outros números e outras conquistas.

Será bom que o próximo treinador do Sporting, seja ele qual for, assente a futura equipa à volta do gigante Dost. Em vez de começar de trás para a frente, como é muito comum em muitos treinadores (José Mourinho é um desses exemplos), não seria de todo despiciente preparar a equipa ao contrário. Não me preocupa nada sofrer três golos, se consigo marcar quatro ou cinco.

Por fim agradeço a Bas Dost o que fez pela nossa equipa. Tem já um lugar garantido na galeria dos nossos grandes atletas.

Falta somente dizer que após o desafio que eu lancei aqui comunico que ninguém ganhou o dito.

A partir de Agosto haverá mais.


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21 Mai 17

Mais logo despedimo-nos de mais uma época, sem glória. Apesar do esforço, da dedicação e da devoção de milhões de sportinguistas. Lá irei, não para responder a apelos para virar as costas, mas para apoiar o nosso clube. E para aplaudir vibrantemente, perante os milhares de sportinguistas presentes, a consagração das nossas leoas campeãs nacionais. Só por isso já vale a pena erguer o cachecol, único adereço que admito pois não uso lenços brancos. estou contente com o desempenho da equipa principal? Não. Claro que não. Mas estou feliz por estarmos na final esta tarde com os juniores femininos [edito o post para dizer as leoas mais novas se sagraram campeãs nacionais], a 1 ponto de sermos campeões nos juniores masculinos, de termos ganho 3-0 ao Porto em Iniciados, de termos ido ao Seixal espetar 2-0 no Benfica, em Juvenis e, claro está, nos 6-1 das leoas ao Boavista que nos deu o título, sem esquecer que a 4 de Junho estaremos no Jamor para a dobradinha, com a Taça de Portugal. E, calma, hoje ainda temos a final da taça challenge em Andebol, sendo que só falta ganharmos ao benfas para sermos campeões nacionais, ao fim de muitos anos. E de termos feito a dobradinha no râguebi, ontem mesmo com a vitórias das leoas na final da Taça de Portugal. É pouco? Não, é o ecletismo do Sporting Clube de Portugal. É o orgulho que todos devemos ter, pois somos um grande clube. Por isso, também por isso, logo lá estarei. Com o meu cachecol que tem a seguinte inscrição:

Sporting Clube de Portugal

Esforco, dedicação, devoção, glória! 

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18 Mai 17
Sporting adiado
Rui Cerdeira Branco

Mudar a data de uma gala que celebra o aniversário do clube para não colidir com o casamento do presidente que quer casar no dia de aniversário do clube... Confesso que por esta não estava à espera.

Isto é que é ser mesmo sportinguista, pá. Sim senhor, grande ideia. Estou todo derretido com tanto fervor. Isto é que é um verdadeiro presidente.

Que emoção.

 

Menos, caro presidente, menos, muito menos. Ou ganha o sentido do ridículo depressa e percebe que ninguém lhe entregou carta branca para fazer do Sporting um servente para caprichos pessoais, por maior que seja a corte que agora granjeou em sua volta, ou então passa a ser um problema.

Foi com fundadas esperanças e empenho que votei em si há poucos dias, mais até do que quando votei nas eleições anteriores, mas esse voto foi acima de tudo patrocinado por um conjunto de valores que quero ver a protagonizar e sempre em defesa do clube, acima de qualquer devaneio pessoal, seja de quem for.

Pela minha parte estou farto de ver o Sporting adiado e desrespeitado por quem chega a seu dirigente. Quer mesmo fazer parte desse restrito "clube"? É que há muitas formas de ganhar lugar cativo por lá.

Olhe e outra coisinha para tentar continuar a respeitá-lo: bardamerda para si por não ser capaz de encaixar uma crítica decente e respeitosa dos adeptos do clube que lidera. Espero que entenda, é que é inteiramente merecido.

Saudações leoninas para todos.


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17 Mai 17
Dislike
Luciano Amaral

Sobre a comunicação através do facebook do presidente Bruno de Carvalho sobre o fim da comunicação do presidente Bruno de Carvalho através do facebook:

1) Acho bem.

2) Inacreditável, o ataque aos adeptos. Talvez Bruno de Carvalho, Jorge Jesus e os vários atletas, técnicos e dirigentes devessem perceber uma coisa: o que faz do Sporting ainda um grande clube nacional não são eles. Nos últimos 40 anos, eles (os actuais e os passados) pouco têm contribuído para essa grandeza. São os adeptos que continuam a garantir-lhe esse estatuto. Bruno de Carvalho deve a sua relevância social enquanto presidente do Sporting aos adeptos que, apesar do currículo medíocre do clube nos últimos anos, continuam a apoiá-lo (ao clube). Não são os dirigentes, os técnicos e os atletas que dão aos adeptos a sensação de que são de um clube grande. São os adeptos que dão essa sensação aos dirigentes, técnicos e atletas.

3) Inacreditável, o ataque às modalidades. As modalidades são o melhor que o Sporting tem conseguido manter: o andebol, o sobrevivente da razia de Santana Lopes, com muitas dificuldades foi-se aguentando como a segunda melhor equipa nacional; o futsal é o melhor nacional. E por aí fora, com outras modalidades de menor impacto. O futebol é que é o reino da incompetência.

4) Espero que tenha sido um último desabafo e que agora, em vez de atirar aos adeptos, se dedique à gestão competente. Se as coisas não correram bem no futebol, a culpa não é dos adeptos nem dos atletas das modalidades. É dos gestores do futebol: o presidente e o treinador. Ainda bem que o facebook se calou. A ver se dá para trabalhar com mais eficiência agora.


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14 Mai 17

 

Continuação daqui.

O que dói é que Bruno de Carvalho tem tanto capital emocional e político investido em Jorge Jesus que dificilmente encarará a hipótese de arrepiar caminho e encontrar um treinador mais adequando às nossas atuais capacidades e interesses. O que dói é que JJ é velho demais para mudar genuinamente, percebendo que os riscos que corre com a canalhada dificilmente se compararão pior do que o que “conquistou” com as escolhas feitas este ano. O Sporting termina a época em terceiro, perto do nível de quarto e dando vários passos atrás. Termina a época com menos titulares indiscutíveis do que no ano passado e com um grande ponto de interrogação para o futuro quanto a qual a estratégia a privilegiar.

O que dói é que a relação com o treinador e o plantel vai ter de cair de podre ou estar inteiramente dependente do tal fator que raramente nos tem bafejado.

Três ou quatro contratações galácticas, aparentemente pouco promissoras (três ou quatro Slimanis para diferentes posições, num acerto de scouting que no ano passado esteve longe de se concretizar), uma conjuntura de maior fragilidade nos adversários que não se adivinha (pelo menos o benfica) e uns milagres altamente improváveis nas competições europeias.

A esperança nunca morre, mas arrisca-se a iniciar a próxima época internada no hospital à espera de um renascimento, talvez lá para o natal.

Está difícil sequer conseguir esfregar as mãos com o “para o ano é que é”.

Dito isto, espero que os próximos meses amenizem este estado de espírito e este balanço e que daqui a um ano estejamos aqui a celebrar. Para já, com o realismo possível de quem “só” sabe o que vê em público, é isto que tenho digerido. Imensas dúvida quanto à razoabilidade de manter a aposta no atual treinador. Imensas.


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O que dói é que há um ano terminámos o campeonato a jogar o melhor futebol da liga, derrotados por uma nesga de fortuna mas legitimamente confiantes de que iriamos enfrentar a época seguinte num patamar superior àquele com que tínhamos entrado a época que findava.

Terminar melhor do que se começou, avançando mais do que os adversários é a única forma de nos aproximarmos decisivamente da glória e é a única coisa – juntamente com o apoio dos adeptos – que depende estritamente de nós, naquilo que é uma prova longa, cheia de imponderáveis e até de eventuais cartilhas e encartados.

Sporting

 

Se o que depende de nós não for bem feito, sobra pouco crédito como capital de queixa e entregamos a uma imensa sorte – que raramente nos bafeja – para atingir aquele que será sempre um sucesso improvável.

 


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10 Mai 17

A frase que dá título a este post pode enganar. Aplica-se a Pioli, treinador hoje dispensado pelo Inter de Milão que, mesmo tendo gasto muitos milhões em jogadores de grande qualidade como João Mário e Gabriel (e já lá tinha outros como Icardi, Éder, Perisic ou Miranda) está na sétima posição da liga italiana, que já foi mais competitiva. Se a dispensa de Pioli me faz sentido e era expectável, a de Jesus não o é. Ganha muito bem e terá, ao que parece, muito poder, mas não conseguiu ser campeão. Não nos podemos esquecer porém do que fez o ano passado. Não nos podemos esquecer de que também tivemos boas fases este ano. Claro que ser afastado da Liga Europa pelo Légia ou perder um jogo sonolento com o Belém são vergonhas que não merecemos mas Jesus é um bom treinador, tem ao dispor bons jogadores e o Sporting atual (não me esqueço dos Cristianos, Hads ou Grimis desta vida) tem alguma capacidade para trazer jogadores que sejam mais-valias. Aposto de caras em Jesus para ser campeão no próximo ano. Pedro Martins, a começar do zero, não é solução, a meu ver. Além disso, o destino de Jesus poderia muito bem ser o Dragão, onde se arriscava a ser campeão. Para isso, que o seja cá. 


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Jorge Jesus, ao colo dos seus êxitos benfiquistas, chegou ao Sporting com aquele ar de quem vinha explicar aos bárbaros como se ganha: a "cultura de campeão que eu trouxe", o "Ferrari que montei no outro lado", "o Sporting está muito atrasado", etc. Sempre me fez impressão que imensos sportinguistas engolissem esta conversa: é como aqueles cães vadios que, à força de levarem tanto pontapé, já têm medo de toda a gente e acabam acoitados junto do primeiro sem-abrigo que lhes faz uma festa e os protege. Se isto é mau no sportinguista comum, pior é no presidente. E o presidente passou os últimos dois anos deslumbrado, com o "Jorge" na boca: o "Jorge" está apaixonado pelo Sporting, a "cultura de exigência do Jorge", o "Jorge" isto, o "Jorge" aquilo. O ano passado até pareceu que estava a correr bem.

Este ano é que foi pior. O Sporting do Jorge falhou em todos os momentos decisivos. Em todos, não em alguns:

1) Admitamos que o Real Madrid é uma super-equipa (que é) e que estar a ganhar 1-0 próximo dos 90 minutos não é suficiente para garantir a vitória. A derrota por 2-1 foi o primeiro momento decisivo falhado, embora explicável, para sermos simpáticos.

2) Menos explicável é a barracada da derrota por 3-1 com o Rio Ave: o segundo momento decisivo, logo a seguir à desilusão de Madrid. Ou a barracada dos 3-3 em Guimarães, pouco depois.

3) Admitamos também que era difícil sacar um empate ao Dortmund, mas como explicar a incapacidade para, pelo menos, empatar com o Legia? Outro momento decisivo, pelo qual não continuámos na Liga Europa.

4) Depois, foi o falhanço na Luz. Decisivo.

5) Depois, com o Braga em Alvalade. Decisivo.

6) Com o Chaves, para a Taça. Decisivo.

7) Com o Setúbal, para a Taça da Liga. Decisivo.

8) Com o Porto, nas Antas. Decisivo.

E quando havia o vislumbre de chegar ao segundo lugar, mais uma derrota decisiva e especialmente humilhante em casa com o Belenenses, num estádio cheio de famílias à espera de uma grande festa.

O Sporting do Jorge podia ter falhado algumas destas coisas. Mas todas, sem excepção? Repare-se que isto acontecia ao mesmo tempo que o Sporting do Jorge ia apresentando um futebol deprimente, que toda a gente via. Toda a gente, menos o Jorge, a avaliar pelas conferências de imprensa.

Dito isto, acho que o Jorge Jesus deve continuar a ser o treinador do Sporting. Sempre fui contra saídas precoces de bons treinadores, como Leonardo Jardim ou Marco Silva. O mesmo acontece com Jesus. E provavelmente até se terão criado condições para tudo correr melhor: o Jorge com a crista mais baixinha, o Sporting menos deslumbrado. Com uma relação mais igual entre si, um pode potenciar o outro. É preciso é chegar lá.


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Uma questão
Alexandre Poço

Já vendemos o Luc Castaignos?


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09 Mai 17
Não se faz…
José da Xã

A manhã acordou radiosa e límpida. Aproximava-se rapidamente o momento de todos nos encontrarmos.

Finalmente à hora aprazada lá seguimos, carro cheio. Estacionado, eis-nos a ludibriar viaturas estacionadas e “frades”. Muitas crianças, muitas senhoras, muitos jovens. Previa-se casa cheia e um grande espectáculo.

Comigo iam dois sócios e três convidados. O mais novo com 17 anos jamais vira ver um jogo de futebol a sério. Cachecol comprado – nem podia ser de outra forma – subimos a longa escadaria até lá acima, quase junto ao topo.

O sol espraiava-se pelo relvado verde onde as equipas já aqueciam. Coisa bonita! Deu gosto!

20170507_112813.jpg

 

Depois foi o enoooooooome cachecol verde e branco tecido pelos “Leões de Portugal” e finalmente… o jogo.

Bom… 48 horas após o descalabro já consigo falar do que vi, ou melhor, do que não vi e devia ter visto, que era simplesmente futebol.

Eu sei que estamos em fim de época, mas logo neste dia da Mãe, com tantas destas presentes, não jogámos um caroço. Nada de nada, rien de tout, nothing, niente, nichts.

Mas o pior para mim foi o que esta equipa fez ao jovem que ia comigo e que até é meu afilhado: no seu jogo de estreia como espectador deram uma paupérrima imagem com um resultado, no mínimo, vergonhoso.

Não se faz…

 


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08 Mai 17
De propósito
Luciano Amaral

Castaignos faz de propósito para falhar golos.

Jesus faz de propósito para que o Sporting não jogue nada.

Bruno de Carvalho faz de propósito para que os sportinguistas passem a vida a levar enxertos de pancada.

Se não é verdade, pelo menos parece.

Entretanto, vá lá que o 4º lugar já está garantido - sempre temos acesso directo à Liga Europa. Antes isso, do que ir fazer figuras tristes para a Champions, que se nota mais.

Quando quiserem montar qualquer coisinha de jeito, apitem.

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07 Mai 17
Vamos por pontos...
Rui Cerdeira Branco

Ouvi atentamente o treinador e retive, entre outros, isto:

  • A juventude paga-se cara.
  • As substituições não trouxeram mais qualidade ao jogo e nem eram as 2ªs ou 3ªs escolhas, eram as que havia disponíveis.

Com base nisto de que equipa será treinador Jorge Jesus, na próxima época?

 

 

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04 Mai 17

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03 Mai 17

Enquanto na vizinha Espanha um antigo leão vai pulverizando records, por cá há também uma fera a marcar golos. Com mais um hat-trick, - o primeiro fora em Alvalade contra o Boavista - Bas Dost continua no trilho dos melhores marcadores nacionais e europeus. Ainda por cima marcou fora de Alvalade, contra o Braga, uma equipa com normais aspirações a voos europeus.

Neste momento o holandês já tem tantos golos na 1ª liga como Slimani na época passada em todos as competições. É obra! E ainda faltam 3 jornadas.

Tivesse Adrien autorizado Dost a marcar a primeira grande penalidade e provavelmente estaríamos a falar de outros números.

No próximo fim-de-semana há mais um dérbi. E bem cedo, por sinal.

Veremos o que o nosso ponta-de-lança terá para nos oferecer.


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23 Abr 17

Tudo tem o seu tempo e antes de mais tenho de sublinhar que, no essencial (não em tudo mas no essencial), o Sporting teve e tem uma direção com característica técnicas e humanas absolutamente cruciais para sair do enterro anunciado em que outros consócios com funções executivas haviam enfiado o clube.

Nem sempre gostei do estilo, em especial porque em vários momentos pecou por excesso, mas o balanço global era e é francamente positivo.

Agora tinha um pedido. Não que as pessoas em quem votei recentemente deixassem de ser quem são, mas antes que renovassem o arsenal tático ao nível da comunicação. Que prosseguissem aquilo que espero ver na equipa principal de futebol, também a nível dirigente.

O que espero para a equipa de futebol sénior masculino é que no que resta da época dê provas de evolução e de garantir um ponto de partida para a próxima época mais evoluído e sem grandes dúvidas quanto às suas forças e lacunas. Há algumas jornadas fiquei preocupado porque estava a ter dificuldades em ver esse sentido e evolução, hoje estou um pouco mais animado ainda que algo ansioso para ver o que conseguiremos com o plantel que temos. Sempre na perspetiva de chegamos a maio com um caminho claro, valores firmados e lacunas cristalinamente reconhecidas e a reforçar.

Voltando ao paralelo com a direção, há ainda um aspeto que muito tenho valorizado ao longo dos últimos anos. As sucessivas provas que o atual presidente e sua equipa têm dado quanto à capacidade de aprenderem. Uma pessoa tão atreita a grandes e emocionadas proclamações de presidente-adepto poderia implicar um populismo vazio com pouca capacidade de autocrítica e jogo de rins na capacidade de emendar o erro para não voltar a ser fintado da mesma forma. Mas, no global, assisti a várias provas de que no caso dos dirigentes atuais do Sporting, essa correlação, existindo, está longe de ser perfeita e demasiado penalizadora. Simplificando: tem sido evidente que o sporting é hoje melhor dirigido do que há um ano, do que há dois anos ou do que há três anos.

E é isto que espero continue a acontecer, tal como espero que venha a acontecer com o futebol e com as demais modalidades.

As premissas são claras: exigência permanente e capacidade de evoluir mais depressa do que os nossos adversários que, naturalmente, também não estão parados no tempo à espera que nós recuperemos toda a distância que fomos cavando durante demasiado tempo.

Chegado aqui pretendo referir-me a uma área, tradicionalmente polémica e na qual os últimos anos primaram por grande volatilidade interna: a comunicação. E faço-o num dia em que o presidente do Sport Lisboa e Benfica mostrou genuinamente o seu valor pelas suas próprias palavras e num contexto em que as táticas e estratagemas comunicacionais desse clube são do conhecimento público. A mensagem base que tem mais de um ano do "Nós os santos contra a matilha dos mauzões" foi desmascarada junto de quem consegue ir além da fé cega. O Rei vai nu, sonso até dizer chega.

Neste dia de declarações execráveis e autoqualificativas como deveria reagir o Sporting? Com elevação e dignidade tendo presente a tragédia que ontem ensombrou o futebol. Nunca por nunca com uma resposta à letra, descendo ao nível abjeto de quem deveria ficar a falar sozinho no seu mundo de diabolização do adversário e de desculpabilização do indesculpável. Quando o teu adversário se enterra nas suas próprias áreas movediças para quê chegarmos-nos a ele dando-lhe a oportunidade de se agarrar a nós para se libertar?

 

Nesse processo evolutivo que desejo, creio que chegou a hora de passarmos a uma tática de ação cirúrgica abandonando a lógica de tapete de bombas. No fundo, esculpir o que temos feito evitando tudo o que é gratuito e inútil e que, objetivamente, pode contribuir para destruir o futebol.

Melhorar os automatismos, estudar melhor as jogadas, saber conservar as energias não esquecendo que só no final se fazem as contas. Ontem Bas Dost não se atirou ao guarda-redes a cada vez que ele recebeu a bola, fê-lo duas ou três vezes depois de avaliar o ganho e a perda. Numa delas arrancou um penalti e mudou a história do jogo. Se tivesse ido a todas chegaria a meio do jogo exausto sem força para dar a estocada final, o que esteve muito perto de conseguir já na segunda parte.

Está na hora de encontrar uma outra tática para construir o respeito e a autoridade junto da comunidade. No fundo aquilo de que os nossos adversários mais medo têm a avaliar pela sua cartilha. O mesmo respeito e autoridade que temos merecido em campo com a atitude e com a evidência de que estamos para que contém connosco como incontornáveis adversários com capacidade de destronar o campeão e de sermos difíceis de ultrapassar uma vez chegando ao topo.

Talvez começar por deixar de ver, ouvir e ler quem não passa de pau mandado fosse o bom princípio. A tentação para cair na armadilha diminuiria.

Caro presidente e caros membros da direção, atentem no que se segue, para praticar e não para proclamar:

'Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sujo. Segundo, porque ele gosta.'

 

Saudação leoninas e viva o Sporting Clube de Portugal.


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22 Abr 17
Viva o Benfica!
Rui Cerdeira Branco

A minha mulher é adepta do FC Porto. O meu primo Nuno é fanático do Benfica. O meu tio Zé também sofre de encarnadice. Eu quando tinha 3 anos gostava muito do azul e precisei de uns minutos para deixar de pensar no Belenenses. E há mais dois ou três amigos a sério que, coitados, andam sempre armados em papoilas saltitantes. 

Hoje terá morrido um adepto de futebol provavelmente assassinado num caso de atropelamento e fuga. Aconteceu perto de um estádio de futebol.

O resto da informação é praticamente irrelevante pois tenho plena consciência de que podia ter acontecido com um adepto de outra cor, a outra hora, noutro local, por outras mãos. O resto da informação interessará certamente à justiça. Que seja feita melhor do que é costume nesta terra.

O que releva é que eu vibro com o futebol, reservo para o meu clube do coração todos os movimentos tribais a que me disponho. Congemino formas de ajudar, gosto de o frequentar e de o ver eclético e importante na sociedade em tantas modalidades, conquistas e ações públicas. Tenho muito gosto de que faça parte da educação dos meus filhos pela atividade desportiva que por lá praticam.

E sei que tu, caro benfiquista, tu caro adepto do futebol, sentes o mesmo pelo teu clube. Eu sei que tu sabes que eu acho que o meu é melhor que o teu e vice versa. Mas na realidade nenhum de nós tem razão e ambos estamos certos. O que é nosso é sempre o melhor e o que cada um de nós pensa do clube do outro nunca mudará o que cada um de nós pensa sobre o seu clube.

Alegremo-nos pela liberdade de sermos o que somos, animadamente adversários. Tu és importante para mim. Eu sou importante para ti. Somos faces da mesma moeda. Sem todos não há futebol. Eu sem ti, jogava paciência, decidia as regras e ganhava sempre. Não é para mim. É para ti?

Haverá uns quantos que é isto que querem, mas há sempre uns quantos para pensar todos os disparates pois somos mais que as mães nesta Terra. Infelizmente alguns destes por vezes chegam a ter poder que não deviam e usam-no manipulando a tribo. Da minha parte, a tragédia de hoje é mais um aviso de que mesmo no futebol onde me entrego à tribo, nunca poderei prescindir da civilização. Serei facilmente manipulado por gente perigosa, é um risco demasiado grande perder a noção das prioridades. 

 

As palavras matam?

Eu acho que sim, tenho a certeza que sim. Aos milhões ao longo da nossa história. E por isso, hoje num dia em que vou vibrar como sempre pelo meu Sporting, com a sorte de o poder fazer no estádio, a plenos pulmões, esperando a melhor vitória possível, deixo estas palavrinhas para quem tantas vezes perde a noção do que é vivermos o futebol em conjunto.

 

As palavras salvam?

Sim, também sei que sim. É uma tecnologia que pode ser usada para o mal e para o bem.

E por isso hoje, num dia que começa com todos os sinais de dor e sofrimento por ter sido cometido um crime infame, é importante dar um viva ao Benfica! É um abraço a todos os que tiveram uma infeliz escolha de clube mas que amo.

Os meus mais profundos sentimentos a família enlutada.

Ó bruto, vai buscar! Embrulha!

E viva o Sporting Clube de Portugal!


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21 Abr 17
Isto ainda resulta?
Francisco Chaveiro Reis

Ontem dizia-se que Patrick, lateral do Marítimo interessava ao Sporting. Hoje, já se diz que está "reservado" pelo Benfica. Ano após ano é a mesma coisa: faz-se crer que o Sporting tem interesse num jogador apenas para depois se anunciar que o perdeu para um rival...


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