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És a nossa Fé!

Bas Dost versus Slimani (combate de gigantes) - 13

Sempre que o holandês marca um golo fico logo a pensar no que escreverei aqui. E esta semana não foi excepção...

Semana após semana, jogo após jogo, golo após golo Bas Dost é já uma das boas certezas do nosso campeonato. Mesmo que isso não agrade aos nossos adversários. Temos pena...

Ora nesta espécie de corrida a dois, que eu próprio inventei, o ponta de lança do Sporting tem todas as hipóteses de bater o registo de golos marcados o ano passado, pelo argelino Slimani e que agora se encontra em Leicester!

Faltam somente 3 golos para que o gigante oriundo do país das túlipas alcance o feito do ano anterior.

Sei que se pagou por este jogador uma soma assaz avultada para os cofres do clube. Mas seja como for ainda estou para perceber como foi o Wolfsburgo cair na "armadilha" de deixar sair Bas Dost da sua equipa.

Mas ainda bem. Os bons jogadores ficam sempre bem no Sporting.

2016 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: SLIMANI

Muitos sportinguistas nem queriam acreditar: pressentiam, e com aparente razão, que com ele fora de Alvalade as nossas possibilidades de conquistar o campeonato nacional diminuíam. Mas esse dia triste chegou, a 28 de Agosto, quando o ponta-de-lança argelino se despediu do nosso estádio e do nosso clube lavado em lágrimas, sob uma impressionante ovação dos adeptos.

Alguns imbecis especulavam antes deste desafio sobre o ânimo de Islam Slimani, considerando que já estaria com a cabeça noutro local, e que certamente iria "poupar-se" para preservar eventuais lesões. Enganaram-se redondamente: ele foi a figura do jogo, batendo-se com bravura, como se aquele não fosse o último mas o seu primeiro dia a actuar de Leão ao peito.

Despediu-se como merecia: num jogo grande, com uma vitória. Foi na terceira jornada desta Liga 2016/17, no primeiro clássico da temporada: foi dele o golo inaugural da vitória leonina frente ao FC Porto, que nos colocava na liderança do campeonato. Rumou então ao Leicester, campeão de Inglaterra, onde já marcou seis golos – um na Premier League, outro na Liga dos Campeões.

Deixou muitos adeptos inconformados com esta saída, apesar de ter sido a segunda mais lucrativa de sempre na história do Sporting: a transferência do internacional argelino, de 28 anos, para o mais disputado campeonato mundial rendeu 30 milhões de euros. Mais lucrativa só a saída de João Mário para o Inter, dias antes, por 40 milhões – outra despedida que todos lamentámos também.

Slimani tem manifestado desde então, nas redes sociais, o seu incondicional carinho pelo clube que adquiriu o seu passe em Agosto de 2013, por irrisórios 300 mil euros, e no qual viu o seu valor contratual multiplicar-se por cem. Em Alvalade, cresceu e multiplicou o talento, bem ilustrado em golos: marcou 57 em três épocas, 31 dos quais na fabulosa temporada 2015/16, sob o comando de Jorge Jesus, sagrando-se melhor marcador sub-30 da Liga. Foi ainda ele a marcar o golo que iniciou a nossa reviravolta na trepidante final da Taça de Portugal em 2015.

Como não ter saudades de um jogador assim?

 

Despedida do ano em 2012: Polga

Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva 

"Sli-Sli-Slimani"

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Domingo passado fui um dos mais de quarenta e cinco mil sportinguistas que gritaram em uníssono "Sli-Sli-Slimani" em Alvalade enquanto o grande avançado argelino, marcador de 31 golos na época passada em competições oficiais pelo Sporting, se despedia emotivamente dos adeptos, abandonando o relvado entre lágrimas compulsivas.

Saía no momento certo e da melhor maneira: antes de se despedir com lágrimas despediu-se com um último golo, que contribuiu para a vitória da nossa equipa em mais um clássico. O sexto que marcou ao FC Porto em pouco mais de três épocas com a camisola verde e branca.

 

O percurso de Islam Slimani no Sporting chega hoje ao fim com a transferência - já confirmada com chancela oficial - para o Leicester, actual campeão inglês, em estreia absoluta na Liga dos Campeões.

Uma transferência que constitui o melhor negócio de sempre do futebol nacional: um jogador que custou aos cofres leoninos apenas cerca de 300 mil euros por 80% do seu passe ruma agora a Inglaterra a troco de 35 milhões de euros.

No Sporting, sob o comando sucessivo de Leonardo Jardim, Marco Silva e sobretudo Jorge Jesus, o técnico que mais soube potenciar as qualidades deste futebolista que trabalha como poucos e tem uma invulgar fome de golo, Slimani valorizou-se a níveis que ninguém suspeitaria ao vê-lo chegar, em Agosto de 2013.

Enuanto permaneceu connosco, o nosso número 9 - melhor marcador sub-30 da Liga 2015/16 e actual titular indiscutível da selecção da Argélia - viu a sua cotação multiplicar-se 116 vezes. O que só comprova a excelência do Sporting como fábrica de campeões. Agora não apenas no plano desportivo mas também no plano financeiro.

 

Esta partida do nosso ponta-de-lança para o Leicester constitui a vitória do mérito. E é também a vitória da persistência de Bruno de Carvalho, que soube resistir às investidas iniciais daqueles que pretendiam levar Slimani por quantias bastante inferiores ao seu valor real de mercado. Com o mais simples método negocial: sem apertos de tesouraria, o presidente do clube que a 10 de Julho viu Portugal sagrar-se campeão europeu com quatro dos seus jogadores em posições titulares deixou claro que só consentiria na saída dos principais activos leoninos pelo valor da cláusula de rescisão.

Trinta milhões, no caso de Slimani.

O Leicester não só cobriu a cláusula, que aliás caducara em Junho, como a superou: o argelino que tão bem demonstrou ter alma e fibra de Leão viaja para Inglaterra por valores que nem o mais optimista imaginava há pouco tempo. E sem necessidade de recorrer aos préstimos do mega-empresário Jorge Mendes, como aliás já sucedera dias antes, ao concretizar-se a saída de João Mário.

Prova inequívoca de que também no mundo dos comissionistas da bola ninguém é insubstituível.

 

É este, pois, um momento triste - aquele em que vemos partir o homem que tantas alegrias nos deu com os golos marcados de verde e branco. Mas é também um momento alegre ao confirmar-se que esta saída faz ascender a 80 milhões de euros (somando-a aos valores das transferências de João Mário e Naldo) o montante registado nas parcelas de crédito leonino neste mercado estival. Que para nós foi o mais proveitoso de sempre.

Orgulho-me de ter sido um dos muitos milhares que gritaram "Sli-Sli-Slimani" em Alvalade ao cair da noite de domingo. Islam Slimani bem mereceu esta homenagem que lhe fizemos em forma de grito emocionado.

 

Rapidamente e em força

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.

Os nossos jogadores, um a um

Saímos de Alvalade com uma sensação de plenitude. Vimos um bom jogo, intenso e emotivo. E vimos a nossa equipa vencer mais um clássico - o sexto em sete partidas desde que Jorge Jesus foi contratado para treinador.

A vitória por 2-1 frente a um FCP mais sólido do que aquele que derrotámos a 2 de Janeiro para a Liga 2015/16 resultou de um exibição muito convicente - superior àquilo que indicia o resultado final, construído ainda na primeira parte após a turma portista ter estado a vencer.

Excelente organização colectiva da equipa leonina, com vários jogadores em excelente nível - quase a fazer esquecer já a ausência de João Mário, entretanto contratado pelo Inter. Não é fácil destacar um como melhor em campo, mas realço a presença combativa de Slimani, autor do nosso primeiro golo. Provavelmente o último que marcará pelo Sporting, pois despediu-se em lágrimas do público que o aplaudia sem reservas no fim da partida.

Aplausos bem merecidos para um dos maiores goleadores que vestiram a camisola verde e branca neste século. Ainda não partiu e já temos saudades dele.

 

............................................................................ 

 

RUI PATRÍCIO (7). Sofreu o primeiro golo deste campeonato, logo a abrir a partida, quando tinha o sol de frente e terá sido encadeado num lance de bola parada. Sem culpas neste lance, esteve em grande nível durante todo o jogo.

JOÃO PEREIRA (7). Não tem a energia de outros tempos, mas é um jogador cada vez mais racional. E combativo como sempre. Travou duelos constantes na sua ala e venceu a maioria deles. Com fibra leonina.

COATES (7). Outra exibição muito segura do central uruguaio com intervenções decisivas em diversos lances. Destaque para dois cortes consecutivos aos 54' e outro aos 71'. Dá solidez à equipa com a sua boa leitura de jogo.

RÚBEN SEMEDO (8). Impressiona como um jogador tão jovem tem já tanta maturidade competitiva. Todos os cortes lhe saíram bem e até pareciam fáceis - mesmo quando não eram. Grande qualidade na reposição de bola.

MARVIN (6). Foi o elemento mais apagado do nosso quarteto defensivo, sobretudo na primeira parte, em que por vezes se atrapalhou com a bola. Cresceu de rendimento no segundo tempo, saldando-se por uma exibição positiva.

WILLIAM CARVALHO (8). Foi um gigante nos confrontos individuais no meio-campo. E desta vez ousou diversas incursões pelo sector mais ofensivo. Cabeceou muito bem na sequência de um canto, mas Casillas negou-lhe o golo.

ADRIEN (8). Parece desdobrar-se em múltiplas acções de comando nas zonas mais diversas do campo. É o maestro indiscutível do nosso onze, mesmo quando aparenta algum cansaço, como hoje sucedeu perto do fim do jogo.

BRUNO CÉSAR (7). Nunca dá um lance como perdido, o que faz dele um elemento muito valioso no nosso plantel. Bom executante de lances de bola parada. Num livre, atirou ao poste. Da recarga viria o segundo golo. Saiu aos 90'.

BRYAN RUIZ (6). Muito marcado por Danilo, que lhe tolheu os movimentos, teve pouca posse de bola e não foi o desequilibrador a que nos habituou. Redimiu-se na jogada do segundo golo, assistindo Gelson Martins. Saiu aos 69'.

GELSON MARTINS (8). Pode ser o sucessor de João Mário e trabalha para isso: não se limita a brilhar na ala: já faz boas incursões para o eixo. Autor da recarga no primeiro golo e marcador do segundo, aos 26'. Substituído aos 69'.

SLIMANI (8). Marcou o primeiro golo (14') e teve excelente actuação no plano táctico, em pressão constante sobre a defesa, nunca deixando o FCP organizar-se a partir de trás. Alvalade tributou-lhe uma sentida e merecida homenagem.

CAMPBELL (7). Entrou aos 69' sob intensos aplausos de boas-vindas neste jogo de estreia com a camisola verde e branca. Correspondeu à expectativa com bons apontamentos, sobretudo no plano técnico. Temos reforço.

BRUNO PAULISTA (6). Entrou aos 69' com a missão de refrescar o meio-campo e desempenhou com brio a tarefa que lhe foi confiada. Vê-se no entanto que ainda lhe faltam rotinas que só virão quando tiver mais tempo de jogo.

CARLOS MANÉ (6). Jesus mandou-o entrar aos 90' para segurar a bola com a sua reconhecida mestria técnica. O jovem vice-campeão europeu sub-21 cumpriu, confirmando uma vez mais que o técnico pode confiar nele.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Triunfo indiscutível do Sporting no primeiro clássico da temporada. Vencemos e convencemos, com clara supremacia da nossa equipa frente ao FC Porto treinado por Nuno Espírito Santo.

 

Da reviravolta. Não é fácil virar o jogo perante uma equipa como o FCP estando a perder logo aos 8'. Mas o Sporting fez isso, com determinação e consistência, partindo para o intervalo já a vencer por 2-1, com dois golos marcados em doze minutos. O resultado manteve-se até ao apito final.

 

Da exibição. O Sporting apresentou em campo um onze maduro, sólido, seguro, confiante. Um onze construído à imagem e semelhança de Jorge Jesus.

 

Da intensidade do jogo. Partida emotiva, cheia de lances de ataque continuado e consistente. Um clássico que honrou os pergaminhos da modalidade.

 

De Slimani. Alguns imbecis especulavam antes deste desafio sobre o ânimo de Slimani, que já estaria "ausente" de Alvalade, considerando que já estaria com a cabeça noutro local, e que certamente iria "poupar-se" para preservar eventuais lesões. A exibição do avançado argelino provou o contrário: conquistou o livre que nos valeu o primeiro golo, marcado por ele (14'); foi sempre o primeiro jogador a perturbar o início da manobra ofensiva portista; forçou os defesas adversários a estar em alerta permanente. No final da partida despediu-se em lágrimas, sob fortíssima ovação, neste que terá sido o seu último jogo pelo Sporting. Despede-se com uma vitória. Sai pela porta grande: elejo-o como o melhor em campo num desafio em que quase todos os nossos jogadores estiveram muito bem.

 

De Rúben Semedo. Exibição de cinco estrelas do jovem formado na nossa Academia. Cortou tudo quanto havia para cortar no nosso reduto defensivo e repôs a bola em jogo sempre com qualidade e precisão. Exemplar o modo como travou uma investida perigosa de Herrera aos 16'. É já, sem a menor dúvida, um dos melhores centrais do futebol português.

 

De Adrien. Outra actuação de gala a pautar o jogo leonino e a incutir ânimo aos colegas do princípio ao fim. Podia ter marcado, com um grande remate aos 32': Casillas travou-o com uma defesa difícil.

 

De William Carvalho. Energia inesgotável do nosso maior recuperador de bolas, que se revelou um obstáculo intransponível à progressão dos jogadores portistas. Fez um cabeceamento letal a que Casillas correspondeu com a defesa da noite (56'). O nosso campeão europeu teria merecido este golo.

 

De Gelson Martins. Participou na construção do primeiro golo, com uma recarga quase vitoriosa a que Slimani deu o melhor desfecho, e marcou o segundo com um bom disparo. Progride de jogo para jogo. E ganha cada vez mais confiança à medida que Jesus vai apostando nele como titular.

 

Da estreia de Joel Campbell. O jogador costarriquenho, recém-contratado, estreou-se a meio da segunda parte e teve bons apontamentos encostado à ala direita, tanto a atacar como a defender. O público gostou e não lhe regateou aplausos.

 

De ver a nossa equipa invicta. Três jogos, três vitórias: estamos na liderança do campeonato com todo o mérito.

 

De ver as bancadas cheias. Hoje fomos 49.399 espectadores em Alvalade. Uma das maiores assistências de que há memória no nosso estádio.

 

Do estado do terreno. Temos enfim um relvado em bom nível. Já era tempo. E merece elogio especial.

 

 

 

Não gostei

 

Do golo portista. Ocorreu muito cedo e começou por gelar o estádio. Mas o gelo rapidamente derreteu perante a óptima réplica dos nossos jogadores.

 

Do resultado tangencial. Face à exibição da nossa equipa, acabou por saber a pouco.

 

Das expulsões. O árbitro Tiago Martins, muito nervoso nesta estreia a apitar um clássico, confundiu autoridade com autoritarismo ao expulsar o nosso treinador e o médico do Sporting, Frederico Varandas. Jorge Jesus já foi expulso mais vezes em apenas um ano no Sporting do que nos seis anos em que esteve no Benfica. Não há coincidências.

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu já não está no Sporting. Mas a equipa não se ressentiu desta lacuna, o que confirma a sua maturidade e constitui uma homenagem suplementar que devemos fazer a esta equipa comandada por Jorge Jesus.

Slimani: o culpado do costume

Se eu porventura fosse o cronista de um qualquer diário desportivo usaria este meu título para descrever em poucas palavras o que aconteceu na Mata Real.

Ainda que tenha sido o campeão Adrien a marcar o golo, a verdade é que o ponta-de-lança do Sporting teve uma acção preponderante na recuperação da bola quase no fundo da linha.

Mesmo sem contabilizar ainda qualquer golo, o argelino mostrou porque é uma peça fundamental no Sporting de 2016/2017.

 

vemos, ouvimos e lemos I

(não podemos acreditar)

Decidi que vou começar a colecionar "notícias" absurdas sobre o Sporting para sabermos todos do que falamos quando falamos sobre a imprensa desportiva, a forma como se relaciona com a verdade (riso involuntário) e com o jornalismo, já agora.

Tomemos como exemplo esta "notícia" sobre Slimani: Slimani faltou ao treino

Leram? Portanto, o argelino que faltou ao treino teve, segundo o Sporting, única fonte credível para além do próprio, autorização para se ausentar. do quê? do treino a que faltou. Não é difícil acompanhar, pois não amigos?

No mesmo parágrafo, conseguem dizer que Slimani faltou, e "volta a forçar novo braço-de-ferro em Alvalade", para conseguirem finalmente esclarecer que teve autorização para isso.

Estas pessoas não têm vergonha?

Slimani pode sair do Sporting, é a vida, é o futebol, são os tempos. Mas não me venham dizer que isto é jornalismo, não é. E o Record foi só um, vi outros sites com "notícias" (vómitos) semelhantes. Tenham paciência, vão para a sombra que o sol está quente e não me irritem que eu sou uma pessoa que não se pode enervar, tá?

Islam Slimani

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Islam Slimani é um jogador "raçudo", como os comentadores de futebol gostam de dizer. Eu prefiro chamar-lhes Leões. A jogadores como o Slimani, não aos comentadores.

Depois há os outros. Os jogadores "quase". Aqueles que quase conseguem, quase marcam, quase fazem tudo quase bem.

As primeiras impressões (7)

Não podemos ficar satisfeitos com o teste desta noite, no estádio do Algarve, frente ao Bétis de Sevilha - 10.º classificado do campeonato espanhol. Perdemos (2-3) e sobretudo revelámos clamorosas falhas defensivas neste desafio em que não actuaram Rúben Semedo (lesionado), Adrien e João Mário.

Jorge Jesus fez alinhar pela primeira vez nesta pré-temporada Bruno Paulista - que teve responsabilidade num dos golos - e Paulo Oliveira, fazendo igualmente entrar o argentino Meli, reforço de Verão, em estreia absoluta com a camisola do Sporting. Recebeu muitas palmas. E pareceu ter gostado. Deu para perceber que o médio argentino tem bom toque de bola.

Vale a pena também salientar o primeiro golo de Alan Ruiz, a passe de Bryan Ruiz. Um ensaio de dupla atacante a prevenir a ausência de Slimani, que estará fora da jornada inaugural da Liga 2016/17 por necessidade de cumprir um castigo.

Estivemos aliás a vencer, logo a partir dos 17'. Mas tudo virou em três minutos, entre os 27' e os 29', com dois golos da equipa andaluza. Daí até ao fim limitámo-nos a correr atrás do prejuízo.

No segundo tempo, com a equipa a perder 1-2, Jesus substituiu todos os jogadores de campo, mantendo-se apenas Rui Patrício na baliza. O Sporting acabou por lucrar com estas mudanças em catadupa, passando a actuar com mais intensidade e a trocar melhor a bola. Destaque para o sérvio Petrovic, que fez a melhor exibição da pré-temporada, os nossos laterais (João Pereira e Jefferson) a revelarem muito dinamismo e Slimani de novo a marcar, pela segunda partida consecutiva, com um grande golo de cabeça.

Golo insuficiente, ainda assim, para impedir a derrota. Ainda há muitas arestas a limar na nossa equipa a escassos nove dias do início do campeonato.

 

................................................

 

Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Rui Patrício - Noite ingrata para o nosso guarda-redes, traído pelo seu quarteto defensivo. Pecou por algum imobilismo no segundo golo. No terceiro pareceu mal colocado.

 

Schelotto - Exibiu o voluntarismo a que já nos habituou enquanto esteve em campo, no primeiro tempo. Mas por vezes parece dosear mal o esforço. Bom remate aos 7', levando o primeiro sinal de perigo à baliza do Bétis.

 

Coates - Uma decepção. O uruguaio teve responsabilidades directas nos dois golos sevilhanos marcados na primeira parte, Falha de cobertura aos 27', claramente batido aos 29' - ambas as vezes por Rúben Castro. Saiu ao intervalo.

 

Naldo - Melhor do que o seu colega do eixo central. Mas falhou a intervenção no lance que viria a gerar o terceiro golo do Bétis, não estando também imune à sucessão de erros defensivos. Substituído aos 74'.

 

Marvin - Uma das piores exibições. De uma falha de cobertura no corredor à sua guarda nasce o golo inaugural do Bétis. Intervenção quase nula no processo ofensivo. Esteve em campo até ao minuto 60.

 

William Carvalho - Parece diminuir de rendimento nos desafios em que Adrien não o complementa no trabalho do meio-campo. Foi o caso hoje, em que esteve uns pontos abaixo da sua média. Saiu ao intervalo.

 

Bruno Paulista - Foi uma das surpresas de Jesus neste jogo: voltou à titularidade nove meses depois. Bom remate à baliza (22'). Mas seis minutos depois perdeu a bola no eixo central: daí nasceria o segundo golo do Bétis. Saiu aos 60'.

 

Bruno César - Exibição demasiado discreta do nosso médio esquerdo, ainda à procura do seu registo ideal. Teve o mérito de nunca complicar, ao contrário de alguns colegas. Substituído aos 60'.

 

Bryan Ruiz - Bons apontamentos do costarriquenho, que jogou em apoio directo ao ponta-de-lança improvisado, Alan Ruiz. Cumpriu com uma assistência para golo. Só actuou na primeira parte.

 

Alan Ruiz - Estreou-se a marcar pelo Sporting, logo aos 17', com um remate de carrinho dando a melhor sequência a um centro primoroso de Bryan. Substituído aos 60', certamente com a sensação de missão cumprida.

 

Paulo Oliveira - Regressou enfim às exibições após longa assistência, entrando no segundo tempo. Notou-se a falta de ritmo no lance do terceiro golo do Bétis, em que ficou preso de movimentos, sem acompanhar o rematador.

 

João Pereira - Jogou a segunda parte, notando-se que luta com muita energia pela disputa da titularidade na lateral direita. Velocidade, dinâmica e bom entrosamento com os colegas dianteiros. Falta afinar a qualidade nos crizamentos.

 

Petrovic - A melhor exibição do sérvio até agora. Em campo desde o minuto 46, revelou segurança no apoio à defesa e mostrou maior qualidade de passe. Tentou até o remate de meia-distância, chutando forte e com perigo aos 67'.

 

Podence - Entrou na segunda parte, insuflando mobilidade e criatividade na nossa linha ofensiva. Apontamentos de qualidade, sobretudo no passe curto, combinando bem com João Pereira em tabelinhas na ala direita.

 

Iuri Medeiros - Em campo desde o minuto 60. Poucas coisas lhe saíram bem. Quando deve passar, agarra-se à bola. Quando lhe pedem criatividade, perde o controlo da jogada. Nem nas bolas paradas fez a diferença.

 

Slimani - Muitos aplausos sublinharam a sua entrada em campo, aos 60'. Correspondeu às expectativas com um belo golo de cabeça (75'). Lutou sempre pela posse da bola. E envolveu-se em missões defensivas. Foi hoje o melhor Leão.

 

Palhinha - Voltou a ter uma exibição positiva, formando duplo pivô com Petrovic a partir do minuto 60, o que atenuou o ímpeto atacante dos sevilhanos. Vai à luta, não desiste de um lance. Dobrou bem os laterais sempre que necessário.

 

Jefferson - Substituiu Marvin aos 60' com notória vantagem para a equipa, conduzindo vários lances de ataque pelo seu flanco. Marcou de forma perfeita um livre aos 75' que funcionou como assistência para o golo de Slimani.

 

Meli - Boa estreia do reforço argentino, em campo desde os 60'. Envolveu-se em vários lances de ataque no eixo central, com tendência a encostar-se à ala direita. Bons pormenores técnicos e vontade óbvia de mostrar trabalho.

 

Ewerton - Substituiu Naldo aos 74'. Não comprometeu, ao contrário de vários dos seus colegas do sector mais recuado.

A máquina de intoxicação (1)

16 de Maio:

«Slimani de saída do Sporting?»

 

10 de Junho:

«Slimani decidiu que quer sair já do Sporting»

 

17 de Junho:

«Slimani quer sair do Sporting»

 

17 de Junho:

«Slimani quer sair para outros campeonatos»

 

25 de Junho:

«Mais dinheiro não consegue convencer Slimani a ficar»

 

27 de Junho:

«Slimani incontactável nos últimos dias»

 

27 de Junho:

«Slimani não atende chamadas»

 

29 de Junho:

«Slimani "força" saída de Alvalade»

 

4 de Julho:

«Slimani está farto de Bruno de Carvalho»

 

5 de Julho:

«Slimani já treina, mas quer conversa privada com Bruno de Carvalho»

 

 

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