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És a nossa Fé!

Conversa da treta

Com o afastamento do guarda-redes Bruno Varela, acabou-se o que restava da formação no onze titular dos lampiões. Dizia Luís Filipe Vieira que queria ter "quatro ou cinco jogadores da formação" integrados na equipa principal, sonhando até com os encarnadinhos do Seixal a formarem a "espinha dorsal" da equipa das quinas. 
Ao que consta, disse estas bojardas sem se rir. E houve quem acreditasse.

Já só lhes falta queimar cachecóis

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Bastaram duas derrotas seguidas para bolçarem cobras e lagartos dos jogadores, do treinador e da estrutura directiva, cheios de indisfarçáveis indirectas ao presidente. É vê-los e ouvi-los nas diversas televisões que lhes dão guarida durante horas intermináveis e nas colunas dos jornais onde se acoitam: falam como se o abismo estivesse a um passo de distância e rasgam as vestes entoando sofridas odes ao penta que lhes acena cada vez mais à distância.

Dizem-se adeptos. Mas ao menor desaire, à menor sopradela de vento adverso, tratam de dar à sola, esvoaçando para longe, como se nunca tivessem entoado hossanas aos mesmos que agora criticam com azedume. Se vier uma terceira derrota, alguns são capazes de rasgar cartões de sócio - admitindo que o sejam - e de queimar cachecóis, como tantos fizeram, nas bancadas de Alvalade, naquele inesquecível dia em que o Sporting os goleou por 7-1 e o Manuel Fernandes se elevou à galeria dos heróis eternos a quem prestamos tributo.

Adeptos somos nós. Que ano após ano continuamos a apoiar sem desfalecimentos a nossa equipa - jogue com quem jogar, tenha os resultados que tiver. Que nunca apagamos as palavras "dedicação" e "devoção" do nosso lema. Que adoramos vencer mas jamais a qualquer preço. Porque sabemos que mais vale perder com honra do que ganhar com batota.

Ao contrário deles.

A Cornélia a pastar na Luz

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A vaca Cornélia (com uns galhos descomunais) andou na sexta-feira a pastar na Luz.

Deu para tudo: uma chouriçada monumental do André Almeida, que ainda está para saber como fez aquilo; um bafo na nuca do Salvio transformado em "penálti"; um golo eventualmente limpo anulado por excesso de comprimento da unha do pé direito do jogador de Portimão.

De tanto apertarem nas tetas da vaca, a coitada da Cornélia já nem diz "mu".  Agora só diz "ai ai".

Ponck

Rui Santos deu ontem conta da ameaça do empresário Paulo Teixeira de trazer a público um caso envolvendo o central Carlos Ponck, com ligação ao Benfica. Pelo que se dá a entender, o jogador não poderia ser utilizado nem este, nem no ano passado. Ano passado, no qual um golo seu eliminou o Sporting da Taça de Portugal. 

A falácia de 1904

 

Pouco me interessa a data de fundação Benfica.

Se os seus dirigentes dizem que foi em 1904, então que assim seja, porém não gosto que me tomem por tolo.

 

Três datas... reforçada por outra... ... ... data.

 

28 de Fevereiro de 1904

Em Lisboa, na Rua de Belém, na Farmácia Franco aí situada por iniciativa de belenenses e ex-alunos da Casa-Pia foi fundado um clube designado de Sport Lisboa. É esse grupo constituído “por 24 entusiastas, Cosme Damião e mais 23. Na histórica lista dos fundadores, elaborada por ele próprio, Cosme Damião esqueceu-se de acrescentar o seu nome, mas nem por isso devemos omiti-lo. Eis os fundadores tal qual aparecem no documento histórico” [chamo a atenção para estes nomes, mais tarde falarei de alguns deles]: Abílio Meireles, Amadeu Rocha, António Rosa Rodrigues, António Severino, Cândido Rosa Rodrigues, Carlos França, Daniel Brito, Eduardo Corga, Francisco Calisto, Francisco Reis, João Gomes, João Goulão, Joaquim de Almeida, Joaquim Ribeiro, Jorge Augusto Sousa, Jorge da Costa Afra, José Linhares, José Rosa Rodrigues, Manuel Goularde, Manuel França, Raul Empis, Henrique Teixeira, e Virgílio Cunha. Trata-se de um documento de indiscutível rigor histórico-desportivo. E também é rigoroso?”, pergunta Homero Serpa. Responde: “o eng. Reis Gonçalves (aparece na lista como Francisco Reis), em carta dirigida ao jornal do Benfica, datada de 2 de Março de 1953, diz que a lista tem incorrecções. (...).”

 

26 de Junho de 1906

Data de fundação do Grupo Sport Benfica, “um dos primeiros filiados da União Velocipédica Portuguesa.

“(...) Mantinham o futebol entre as suas actividades, mas a força do clube estava concentrada no pedestranismo e no ciclismo, modalidades onde, por norma, conseguiam resultados interessantes (...) Os praticantes de futebol do Sport de Lisboa e do Benfica encontravam-se frequentemente (...) [sendo] alguns belenenses associados do Grupo Sport de Lisboa entre eles Cosme Damião. (...)

A morte violenta do Rei D. Carlos teve reflexos na vida do Benfica, explicados pelo major Faria Leal numa entrevista ao jornal «O Benfica».

‘Dera-se, em 1 de Fevereiro de 1908, o regicídio, e o Partido Regenerador Liberal, de que o ditador João Ferreira Franco fora chefe sumiu-se. Sucedia porém, que alguns sócios daquele centro político (Centro Regenerador Liberal da Cruz de Pedra), que tinha a sede (...) em Benfica, eram já sócios do Sport de Lisboa. Fácil foi então, numa reduzida, senão simulada, assembleia geral, e porque os franquistas haviam retirado, abandonando, na retirada, armas e bagagens, através de uma acta testamentária considerar por herdeiro o Sport Benfica, que logo se viu pomposamente instalado, com sala de bilhar e decente mobiliário. Os benfiquistas, envaidecidos com a nova sede, resolveram mudar o nome de Grupo Sport Benfica para Sport Clube de Benfica.’ O Centro [Regenerador Liberal da Cruz da Pedra] tinha dívidas e o seu pagamento em prestações mensais de 10 mil réis foi a condição posta ao clube, logo aceite por unanimidade.”

 

13 de Setembro de 1908

“O projecto da fusão do Sport Lisboa com o Sport Clube de Benfica não teria de lutar contra grandes obstáculos. Aliás, adivinhava-se inevitável devido à aproximação, cada vez mais frequente, entre os atletas e os dirigentes das duas colectividades. Tudo se resolveu em três assembleias - uma no Sport Lisboa, outra no Sport de Benfica, e a terceira com os sócios dos dois clubes.(...)

Era, porém uma questão de tempo. Aliás, (...) na revista “Ilustrações” editado pela Bertrand, [publicou-se o seguinte texto para o qual peço particular atenção]: ‘Em 13 de Setembro de 1908, realiza-se a fusão com fusão com o Sport Clube de Benfica, fundado em 1906, da qual resultou o Sport Lisboa. Em verdade, foi mais uma absorção do que uma fusão [repito a transcrição para não existirem dúvidas: foi mais uma absorção do que uma fusão]; o clube de Benfica tinha campo e sede e o Sport Lisboa tinha um núcleo de bons jogadores. Os sócios deste [do Sport Lisboa] ingressaram mais propriamente naquele [Sport Clube de Benfica], que outra coisa, Ficaram os mesmo estatutos [do Sport Clube de Benfica], e continuaram em exercício os mesmos corpos gerentes. A equipa é que ficou a do Sport de Lisboa, com a camisola vermelha (...)

Foi, realmente, verdade, a pobreza franciscana do Sport Lisboa (à Assembleia, na qual se discutiu a fusão, compareceram 40 sócios), a impossibilidade de arranjar um campo (sem ele, o clube não teria hipótese de sobrevivência), a debandada de jogadores à procura de melhores condições, fez do clube de Belém o aliado mais carente. Realmente nada há de especulativo na interpretação (...) [publicada na revista ‘Ilustrações’], nem a junção dos dois grupos mereceu de alguns futebolistas e de muito público apoio incondicional, mas apenas o aceitar de solução inevitável. Não terá sido um casamento de amor. (...)

Mas o dia 13 de Setembro de 1908, data da fusão dos dois clubes, aprovada, por unanimidade e aclamação, numa Assembleia participada por gente dos dois lados, passou à história como sendo o do nascimento do Sport Lisboa e Benfica. Cinquenta e quatro sócios do Sport Lisboa ingressaram nos ficheiros do Benfica, mais quatro do que os exigidos por aquele clube, alinhando, porém atrás dos benfiquistas. Por isso, ao dr. António de Azevedo Meireles, sócio n.º 1 do Sport Lisboa, foi atribuído o n.º 223 e a Manuel Goularde , um dos heróis do Sport Lisboa [ver lista dos 24 fundadores], o n.º 225.”

 

 Outra data:

 16 de Setembro de 1916

“Em 16 de Fevereiro de 1913 foi fundado ‘Os Desportos de Benfica’. A ideia inicial, de Alfredo Alexandre Luís da Silva, presidente da A. Geral do SLB, era que o clube funcionasse como delegação do Benfica, na linha das intenções de Luís Carlos de Faria Leal e do próprio Cosme Damião, que se tinham batido por uma sede no centro da cidade e delegações pelo menos em Benfica e em Belém (...). No entanto, na segunda reunião dos promotores da iniciativa já se falou em independência do Sport Lisboa e Benfica (...). Os Desportos de Benfica pensava em construir uma sede e projectar-se e o Sport Lisboa e Benfica, mais ou menos, na expectativa. A primeira pedra de um edifício, que a Empresa de Melhoramentos de Benfica se propôs erguer, foi lançada a 7 de Setembro (...). A inauguração ocorreu a 24 de Maio de 1914, data em que a Empresa de Melhoramentos a entregou aos ‘Desportos de Benfica’, passando a cobrar a renda mensal de 120 escudos.

‘Os Desportos de Benfica’ acabou por se unir, mais tarde, ao Sport Lisboa e Benfica. Foi de facto uma integração completa, a partir de 16 de Setembro de 1916 e, no dia 1 de Dezembro deste ano, (...) [estas] instalações (...) passaram a sede social do SLB. As intenções de Luís Carlos Faria Leal, Cosme Damião e de outros históricos do Sport Lisboa devem ter sofrido rude golpe com a fundação, em Benfica, de um clube anunciado como filial mas que não tinha essa intenção. Depois, o segundo golpe foi o encerramento das instalações de Belém. (...) Pelo que aconteceu em Benfica, dá a ideia que as pessoas do bairro não estavam pelos ajustes em passarem a ter uma filial do seu clube (...).

(...) O Desportos de Benfica (...) conseguira o regresso do clube ao bairro e a ideia de uma agremiação sediada no centro de Lisboa acabou por se diluir. (...)”

 

Bibliografia consultada: Glória e vida de três grandes. A Bola - Parte III, 1995, pp. 1 - 43

 

Factos historicamente comprovados:

1.º Cosme Damião vestiu a camisola do Sporting;

 

2.º É fundado em 1904 o Sport Lisboa.

3.º É fundado em 1906 o Grupo Sport Benfica, clube herdeiro de uma secção do partido que suportava o franquismo ditatorial do final da monarquia portuguesa;

4.º O Sport Lisboa é absorvido pelo clube de Benfica, passando os corpos gerentes deste último clube a continuar dirigir os destinos do clube e o respectivo livro de sócios a ter valor legal;

         Conclusão: O Sport Lisboa fundado em 1904 foi extinto.

5.º Fundação em 1913 d’Os Desportos de Benfica, clube marcadamente bairrista e detentora de um, recentemente inaugurado, edifício sede;

6.º Fusão, em 1916, no SLB do clube ‘Os Desportos de Benfica’ passando a sede deste último clube a ser a sede do SLB;

         Conclusão: Reforço da vertente, essencialmente, clube de bairro na origem do Sport Lisboa e Benfica.

 

Chamada de atenção:

O adeptos do SLB (benfiquistas) e a versão reduzida da designação do clube (Benfica) em momento algum, e de forma correcta, remete para o clube fundado em 1904, mas sim para o fundado em 26 de Junho de 1906, reforçado pela outra fusão ocorrida dez anos depois. Jamais este clube, à semelhança do clube da cidade do Porto, assumiu, resumidamente, a designação de Lisboa e os seus adeptos jamais foram conhecidos por lisboistas, como os do Porto são portistas. Assumiram sim, e bem, a designação do clube de um bairro de Lisboa.

 

Ponto final.

Os cábulas adoram copiar

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 Um efusivo cumprimento entre Eusébio e Salazar (1966)

 

Eusébio da Silva Ferreira jogou de verde e branco em Moçambique, na filial n.º 6 do Sporting Clube de Portugal. Vinha em Dezembro de 1960 para Alvalade quando foi "desviado" para a Luz, com o beneplácito do regime salazarista-benfiquista, o que originou um prolongado corte de relações entre os dois clubes, só terminado em Maio de 1974.

Esta é uma das piores facetas reveladas pelos dirigentes do Benfica ao longo dos tempos. Incapazes de formar talentos com a qualidade dos nossos, há vinte anos sem fornecerem um só titular à selecção nacional de futebol, cobiçam os jogadores leoninos e tudo fazem para os desviar de rumo. Como o caso Eusébio bem demonstrou. E como a "pesca à linha" do Djaló peruano, no último defeso, viria lamentavelmente a confirmar, aliás sem qualquer proveito para eles.

 

Além disto, não têm qualquer pudor em copiar-nos.

Eis alguns exemplos, que confirmam isto:

- O Sporting Clube de Portugal foi fundado a 1 de Julho de 1906. O Sport Lisboa e Benfica só foi fundado a 13 de Setembro de 1908.

- A Juventude Leonina, claque mais emblemática do Sporting, foi fundada em 1976. A primeira claque encarnada, os Diabos Vermelhos, só apareceu em 1982.

- O Sporting tem futsal desde 1985. O Benfica só tem futsal desde 2001.

- A Academia Sporting foi fundada a 21 de Junho de 2002. A Academia do Benfica só foi fundada a 22 de Setembro de 2006.

- O Núcleo Sportinguista da Assembleia da República existe desde Maio de 2015. O equivalente a este núcleo no Benfica apenas surgiu em Abril de 2016.

 

É uma atitude própria dos cábulas, que adoram copiar.

O estado do futebol português

Perante o caso dos mails, o benfiquismo tem reagido sobretudo de duas maneiras:

1) Aquilo não é nada. Quem assim responde são os "cartilheiros" ou, então, são os crédulos (nos cartilheiros) em estado de negação. Note-se que mesmo o caso do bruxo Nhaga, que é usado pelo cartilheirismo para desvalorizar as revelações tripeiras, é bastante sério: se eu fosse accionista da Benfica SAD (cruzes credo!) não gostaria nada de ver usada aquela quantidade de dinheiro em bruxaria. Não sou advogado, mas pergunto-me se não se tratará mesmo de um caso de gestão danosa. Isto assumindo que estamos a falar realmente de bruxaria e não de linguagem cifrada para outro assunto qualquer.

2) O que o Benfica faz todos fazem, seguido de um choro copioso sobre o "estado a que chegou o futebol português". Estes não são cartilheiros e são forçados a admitir que há ali gato (ou galinha). Também têm graça: até o Porto ter começado com as suas revelações, viviam encantados com o estado do futebol português. Afinal, aí estava o Benfica como há muito não se via. Os outros eram queixinhas, que "jogassem à bola". Antigamente, era tudo uma roubalheira do Porto. Agora, já "são todos iguais". É evidente que esta lamentação genérica significa uma coisa muito simples: deixar tudo como está. O problema pode ser genérico (não sei se é e, sendo, de que maneira se distribuirá pelos vários clubes), mas neste momento os indícios apontam só para um lado. Não precisamos de carpideiras sobre o estado do futebol português. Precisamos é de esclarecer isto bem esclarecido.

Desde 1908 a fazer rir Portugal

Ramalhete, Sobrinho, Rendeiro, Chana e Livramento julgo que não há nenhum sportinguista que não saiba de cor (saber de cor significa conhecer com o coração) estes nomes, significam perfeição ou dream team como se diz agora na novilíngua portuguesa. 

Para nós, sportinguistas, o hóquei patins vence-se ou perde-se dentro do rinque, outros preferem jogá-lo fora do rinque, disputam todos os jogos num ringue de "vale tudo", ia a escrever luta livre, mas a luta, a disputa, o jogo que os fundidos em 1908 sabem jogar é o jogo condicionado, o jogo com as regras subvertidas, se não podem jogar esse jogo, preferem não participar.

Vamos então, ao filme dos últimos cinco minutos do Sporting 5 vs. Benfica 5 disputado em Alverca:

04:17 - Magnífica condução de bola de Tuco a deixar à boca da baliza em João Pinto que com o stick fez a bola beijar a rede, 5 -2.

04:06 - Livre indirecto para os vermelhos, golo marcado por João Rodrigues com o stick, 5 - 3.

03:42 - Livre directo convertido por Carlos Nicolia com o stick, 5 - 4.

03:13 - Mais uma falta marcada a favor do Benfica, expulsão do sportinguista Pedro Gil. Nicolia falha.

01:13 - Desta vez é um penalty convertido por João Rodrigues com o stick, 5 - 5

00:23 - Nicolia assiste João Rodrigues que com a caneleira coloca a bola dentro da baliza do Sporting. As regras impedem que os golos não sejam marcados com o stick, mas o que interessam as regras?

00:11 - Nicolia falha penalty

Resumo, nos últimos quatro minutos o Benfica está (quase) sempre a jogar em superioridade numérica, marca três golos com faltas e faltinhas concedidas pelos árbitros e falha um penalty a 11 segundos do final do jogo, seria campeão se o convertesse.

De quem é a culpa do Benfica não ser campeão?

Do Sporting e da arbitragem.

Mais que um clube, uma organização circense com cavalos amestrados e palhaços que nos fazem rir.

Rir muito.

Nota final: Os meninos da Luz estão amuados e recusam-se a disputar a Final da Taça de Portugal, conferir aqui.

Doente terminal

Como já aqui disse a propósito da "cartilha", o que as diversas revelações a seu respeito vêm fazendo é demonstrar como o Benfica é um clube doente. A doença do Benfica chama-se obsessão de ganhar por quaisquer meios, mesmo os ilegítimos. Como também já disse, o confronto de estruturas em curso apenas revelou aquilo que todos sabíamos mas faltava provar. Como se percebe melhor agora que o árbitro não tenha visto penálti na jogada seguinte e que, mais incrível ainda, o Conselho de Arbitragem da FPF, depois de visionadas as imagens, continuasse a não ver:

Estamos, portanto, perante uma excelente oportunidade para os dois grandes monumentos do falseamento desportivo em Portugal (SLB e FCP) se destruírem mutuamente. Nesse sentido, não gostei que a nossa comunicação viesse logo pedir o anulamento dos campeonatos do Benfica, ainda a procissão vai no adro. Sempre a nossa comunicação... Parece um departamento em alta voltagem, em que cada pessoa excita mais a seguinte (o célebre mata-e-esfola). O momento não é para andar a fazer chavasco. É para fazer jus à fama predatória do leão: observar bem e, depois, abocanhar na altura certa.

Iguais ao Boavista, piores que o Setúbal de Couceiro

Resultados do Sporting vs. Setúbal; duas vitórias, uma por 2 a 0 e outra por 3 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Sporting vs. Boavista; duas vitórias, uma por 4 a 0 e outra por 1 a 0, cinco golos marcados, zero sofridos.

Resultados do Benfica vs. Setúbal; um empate e uma derrota, 1 a 1 e derrota por 1 a 0, um golo marcado, dois sofridos.

Resultados do Benfica vs. Boavista; dois empates, 3 a 3 e 2 a 2, cinco golos marcados, cinco golos sofridos.

Sporting, 12 pontos.

Benfica, 3 pontos.

A propósito disto.

Na época passada o Sporting foi superior a todas as equipas (se fossem contabilizados os resultados obtidos nos dois jogos como eliminatórias) nesta época o Benfica até conseguiu ser pior que o Setúbal.

O grande pacificador

A melhor coisa do dérbi foi ter obrigado o presidente do Benfica a sair da toca. Ele e o departamento de comunicação do clube bem andaram anos a construir a imagem do Grande Senhor e do Grande Estadista do futebol português. Mas um dia a sua verdadeira qualidade havia de se revelar. Caladinho até agora, decidiu abrir a boca e, como seria de esperar, saiu asneira. No dia em que um adepto do Sporting foi assassinado por um membro de uma claque do Benfica, Vieira atribuiu as culpas a Bruno de Carvalho: quem provoca, sofre as consequências. É a teoria Samaris, agora aplicada a uma vida humana: o que estava o abdómen do jogador do Moreirense a fazer no caminho do punho de Samaris? O que estava o florentino a fazer em frente do carro do benfiquista? Depois, Vieira lembrou-se de complementar o argumento perguntando o que estavam os sportinguistas a fazer às 3 da manhã ao pé do estádio da Luz. Não estariam certamente a fazer nada de recomendável, mas convém que nos entendamos: agora há zonas públicas às quais suas excelências proibem o acesso de não-benfiquistas? Parar na bomba de gasolina em frente ao estádio com um cachecol do Sporting é suficiente para levar com um carro em cima? Isto quando as provocações das claques benfiquistas ao pé do estádio do Sporting são uma constante. Nunca ninguém saiu de lá atropelado. Para terminar em beleza, lembrou-se de comparar Bruno de Carvalho a Vale e Azevedo, a pessoa que em Portugal melhor simboliza as trafulhices e os crimes no futebol. Sem dúvida muito bonito. Bruno de Carvalho respondeu na mesma moeda e, por uma vez, não pareceu desproporcionado.

Bruno de Carvalho contribuiu para o ambiente de agressividade que se vive no futebol português? Claro que contribuiu. Mas quem, dos três grandes, não contribuiu? O presidente do Benfica, por exemplo, enquanto se manteve calado, enxameou as televisões das personagens mais execráveis do comentário futebolístico, ainda por cima alimentadas por uma cartilha cujo conteúdo é uma constante incitação ao ódio, em especial ao Sporting. Finalmente, depois de tanto tempo escondido, mostrou quem verdadeiramente é. Num sábado de dérbi lamentável a quase todos os títulos, sobrou pelo menos isso.

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