14 Dez 16

O Observatório do Futebol fez as contas e divulgou-as. Vale a pena registar: o Sporting foi de longe o clube mais presente nas selecções nacionais ao longo do ano que está quase a terminar. Num total de 5734 minutos - claramente à frente do FC Porto, com 4578 minutos, e do Benfica, com 3966 minutos.

Na tabela mundial, liderada pela Juventus, o Sporting ocupou em 2016 o 23.º lugar no fornecimento de jogadores às selecções. O FCP ficou-se pela 41.ª posição. E o SLB, ainda mais distante, não conseguiu melhor do que figurar no 55.º posto.

A conquista do título europeu de futebol deveu-se em boa parte à formação leonina, a que pertenceram dez dos 23 jogadores seleccionados para a fase final disputada em França. O prestígio e a visibilidade internacional do Sporting ficaram ainda mais em foco depois disto - o que deve satisfazer não apenas os sportinguistas mas todos os desportistas portugueses. Mais que nunca, o Sporting é património nacional.

 


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30 Nov 16

Para o fanatismo lampiónico, o facto de Portugal ter conquistado o Campeonato da Europa e qualificar-se para a Taça das Confederações - tudo pela primeira vez na história mais que centenária do nosso futebol - é uma "novela". Basta consultar as caixas de comentários deste blogue para se confirmar isso.
Estes lampiões mal conseguem esconder a azia, que aliás se compreende: viram a selecção nacional subir ao pódio europeu, a 10 de Julho, sem um só jogador encarnado no onze titular...
Por aqui se vê o "portuguesismo" desta gente. Cega pela clubite, põe a agremiação à frente do País. Entre o Barbas e o Presidente da República, representante máximo dos portugueses, eles preferem abraçar o Barbas.


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14 Nov 16
Orgulho
Pedro Correia

Dos 14 jogadores que integraram a equipa nacional que esta noite derrotou a selecção da Letónia por 4-1, no estádio do Algarve, oito foram formados na Academia de Alcochete e três integram o actual plantel leonino.

Motivo de justificado orgulho para todos nós.


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13 Nov 16
Justiça divina, parte dois
Edmundo Gonçalves

Deus, a existir, redimiu mais uma vez, William. Ele há coisas...


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07 Out 16

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Estavam decorridos 72 minutos do Portugal-Andorra esta noite realizado no estádio municipal de Aveiro quando Gelson Martins entrou em campo, estreando-se como jogador da selecção A. O resultado não deixou lugar a dúvidas neste segundo jogo da nossa campanha para o Mundial de 2018: vitória portuguesa por 6-0, com golos de Cristiano Ronaldo (quatro), João Cancelo e André Silva.

Durante a meia hora em que jogou, o criativo extremo leonino, com apenas 21 anos, confirmou todos os dotes que o levam a ser já cobiçado por alguns dos maiores emblemas europeus - com destaque para o Barcelona, que o vem observando há várias semanas.

Faço votos para que este tenha sido o primeiro de muitos jogos de Gelson Martins com a camisola da principal equipa das quinas. Ele merece-a. E o futebol português bem merece um jogador de inegável talento como Gelson tem.


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29 Set 16
Está explicado!
Francisco Vasconcelos

Depois de ver isto, percebi o estado em que está o selecionador Fernando Santos e já não me surpreende que Rúben Semedo não tenha sido convocado.


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Ficou pela metade!
Francisco Vasconcelos

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Será que, tendo em conta o calendário fácil e a necessidade de renovação, eu sou a única pessoa que não percebe como é convocado o Bruno Alves em vez do Rúben Semedo?

Aproveito ainda para dar os parabéns ao menino Gelson pela merecida primeira chamada às opções do selecionador Fernando Santos.


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07 Set 16

Esquece o João Moutinho como titular da selecção. Não aprendeste nada com o Euro 2016, em que soubeste emendar a mão ainda em tempo útil?

Entrar com o Moutinho e deixar João Mário no banco não lembra ao careca, meu caro seleccionador. Agora que te sagraste campeão da Europa, tens mais responsabilidades: cada pequena falha ser-te-á cobrada por meio mundo. Esquece também o Éder como titular: o rapaz, como de novo se comprovou, tem uma relação complicada com a baliza. Só pode render, quando rende, se entrar como pronto-socorro a vinte minutos do fim. A boa estrela que brilhou na inesquecível final de 10 de Julho provavelmente não voltará a cruzar-se com ele.

Ah, é verdade: diz ao rapaz Bernardo para se acalmar. Nada como uma cura no banco para ganhar calo. Meio Quaresma vale mais que um Bernardo inteiro.

Um abraço amigo.


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06 Set 16

... ou jogar bonito e vencer?

Prefiro que a selecção jogue bonito e vença.

Obrigado, Rui Jorge, por mais um apuramento, Euro 2017, Polónia.


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27 Ago 16
Marca leonina
Pedro Correia

Nove jogadores formados pela Academia leonina na primeira convocatória para o apuramento do Mundial 2018.

Nada que surpreenda seja quem for.

O Sporting sempre a contribuir para o prestígio do futebol português.


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02 Ago 16

Anthony Lopes, guarda-redes da selecção portuguesa que se sagrou campeão europeu em França, foi abordado por um jornalista do desportivo A Bola após o encontro entre a sua equipa e o Benfica e recusou-se a falar. O texto que esta recusa originou foi publicado ontem no dito jornal, da qual junto foto. Poder-se-ia, à primeira vista, depois da leitura desta peça jornalística, pensar que seria apenas um revanchismo primário, de alguém que ficou desapontado por não ter conseguido a cacha que julgava natural. Mas parece-me muito mais que isso.

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Esta peça foi mais que um aviso, foi a demonstração de como se sentem alguns jornalistas que se pavoneiam pelas redacções. A forma baixa, reles até como Rogério Azevedo aborda a opção de Antonhy Lopes de não lhe prestar declarações, ultrapassa qualquer noção que possamos ter do que é jornalismo. Pior que tudo o que escreve e como escreve, é o facto de a mesma ser publicada na versão impressa. Nos dias de hoje pode-se infelizmente aceitar que algumas notícias, nas versões on-line dos jornais, possam conter algumas imprecisões ou mesmo que deturpem o que noticiam. Estamos perante a voragem do imediato e aos estagiários que tomam conta das edições digitais por vezes falta-lhes paciência para confirmar o copy/paste que acabaram de publicar. Na edição impressa há ou pelo menos exige-se que haja, um controlo editorial sobre o que é publicado. E tenho a certeza que no jornal A Bola tal controlo existe. Assim, apenas nos resta confirmar que esta peça jornalística teve o apoio do director e restante equipa editorial deste desportivo. E é aqui que entramos no sistema do futebol, português, do qual fazem parte, com grande importância, os órgãos de comunicação social. São aliás peça fundamental, ao não cumprirem o seu dever de investigar e denunciar todos os casos, usando um eufemismo, menos claros que ano após ano caracterizam o nosso futebol.

Esta peça representa em todo o seu esplendor o que é o futebol em Portugal. Se colaboras e entras no sistema és bem tratado. Pelo contrário se não colaboras, se não acedes a fazer o favor, o jeitinho, és alvo da ira conjunta de quem quer que este sistema se mantenha.

Percebem agora o porquê do Sporting, o nosso Sporting, ser tratado como é pela generalidade dos jornalistas em Portugal?


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14 Jul 16
A selecção olímpica
Edmundo Gonçalves

Respondam-me, se souberem, para que andam as selecções a tentar resultados, nomeadamente o apuramento para os Jogos Olímpicos (o que só prestigia o futebol português), se depois o seleccionador se vê em "palpos-de-aranha" para arranjar 18 para levar para o Rio de Janeiro?

Eu sei que os interesses dos clubes e tal, mas não interessará também aos clubes? E à federação? E aos jogadores?

Que tal tratarem de prever estas coisas nos calendários, que por acaso só acontecem de quatro em quatro anos?

Bom, resta-nos esperar que os escolhidos dignifiquem a camisola e não envergonhem.


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Alguns continuam a uivar por aí, clamando contra o futebol "defensivo" da selecção nacional. Não sei onde é que esta gente andou nos últimos anos e que espectáculos de futebol a nível de selecções pôde espreitar ultimamente.

Pois eu vi isto: Portugal foi a única selecção que marcou um golo nas duas mais recentes finais entre clubes no futebol de alta competição.

A 27 de Junho, na final da Copa América em que se defrontaram Argentina e Chile, a partida terminou empatada a zero ao fim de 120'. Teve de se recorrer ao desempate por penáltis, com vitória chilena.

A 10 de Julho, na final do Campeonato da Europa, também os franceses ficaram em branco após duas horas de jogo.

Destas quatro selecções, só Portugal marcou. A tal selecção "defensiva" foi capaz de concretizar aquilo que nem a Argentina de Messi nem o Chile de Vidal nem a França de Griezmann fizeram.


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13 Jul 16

Mesmo com a Taça da Europa já conquistada e exibida em Portugal, e com largos milhares de pessoas apoiando a selecção nas ruas das mais diversas cidades mundiais, de Paris a Díli, não passa um só dia sem que as carpideiras de turno surjam nas pantalhas a bramir contra o "futebol feio" praticado pela equipa das quinas no Euro 2016.

Curiosamente, nenhuma dessas carpideiras nos indica qual terá sido o "futebol lindo" observado nos estádios franceses que sirva de modelo a Portugal.

Era bom que elucidassem gente como eu.

 

Na primeira linha dos disparos, o que não é inédito, figura um técnico de futebol: Manuel José.

Há pouco mais de 24 horas, na RTP 3, o português que chegou a brilhar no campeonato egípcio ultrapassou tudo quanto já dissera antes, proferindo esta declaração: "Dizem que jogámos futebol [no Euro 2016], não jogámos à bola. Então eu prefiro que se jogue à bola. Porque no fundo o que o povo quer é isso: ganharmos com qualidade. Se temos qualidade não podemos jogar um futebol medíocre. Quanto melhor jogarmos, aumentam as possibilidades de podermos ganhar. De vez em quando não ganhamos, mas isso é o fascínio que o futebol tem."

 

Admiro a ousadia destes comentadores que falam em nome do "povo", como Manuel José agora fez. Ignoro quem o mandatou como porta-voz dos portugueses, mas declaro desde já que não lhe passei procuração para falar por mim.

Eu, ao contrário dele, não sinto o menor "fascínio" em perder. Foi isso que sucedeu nos campeonatos da Europa durante mais de meio século: fomos perdendo sempre. Ou porque não atingíamos a qualificação para a fase final ou porque sucumbíamos à beira do fim, quase a atingir o objectivo.

Ao contrário do que sucedeu agora. Fascinante, para mim, é ganhar.

 

Quanto ao "futebol medíocre" a que alude Manuel José, lamento desiludi-lo, mas a UEFA não partilha da opinião dele.

Se partilhasse, não teria incluído dois golos portugueses nos cinco que seleccionou com vista à votação em linha que decorre para eleger o melhor do torneio: o de Cristiano Ronaldo contra o País de Gales e o de Éder contra a França.

Presumo que nenhum deles merecerá o voto de Manuel José. Mas garanto-lhe que é retribuído: eu também não votaria nele para seleccionador nacional.


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11 Jul 16

Em 2004 choraste, e eu, que nunca chorei com a selecção, tive vontade de chorar contigo. "É tão menininho..." pensava, dizia. Nunca te deixei, segui-te sempre, quis saber sempre mais, ver mais. Saber onde podias chegar. Ano após ano.

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Ontem, quando te vi no chão e depois em lágrimas, pensei "não chores. Não chores, que também choro". Voltaste, porque és o maior e não desistes à primeira, não desististe em 12 anos, nunca viraste a cara a tanta ingratidão que se viu e ouviu, não sei quantos teriam essa capacidade, mas tu tens.

Não deu para continuares, e vieram as lágrimas novamente. Porque vives para todos os jogos, mas aqui entre nós, uma final é uma final, e detestas não estar presente.

Depois o momento de um verdadeiro capitão. E deixa-me dizer já aqui que muitas vezes eu disse: "ser capitão é uma pressão de que ele não precisa", e hoje sei por que nunca deixaste de o ser. Cresceste, amadureceste, sabes ser capitão nos momentos cruciais. Quem me conhece sabe como gosto do capitão da Itália e - detesto admitir isto - vê-lo de costas nos penalties dos colegas, quando se apregoavam um grupo unido, custou-me. Podem ser superstições, crendices, pode ter sido para não dar um grito ao Zaza, mas esse gesto ficou-me. No prolongamento vieste dar ânimo a todos, dentro e fora de campo. Abraços, gritos ou sussurros, o capitão estava ali com eles. O mimado, o birrento (atenção, adoro essas pequenas birras), estava ali a dar de si aos restantes.

Mais lágrimas no golo do Éder. És maravilhoso quando choras de alegria. És o maior, o melhor do mundo mesmo a chorar,quero lá saber. Chorei contigo antes, chorei contigo agora.

Quando levantaste a taça, senti as lágrimas chegarem. Talvez por tudo o que ouvi e li de 2004 para cá, em cada europeu e mundial, sempre a mesma conversa, sempre os mesmos argumentos idiotas e ressabiados. Ou talvez me tenha voltado simplesmente a emocionar com Portugal.

Doze anos, esperei 12 anos para te ver ali, assim. E vi. És o maior, meu  ric'menine.


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A meta seguinte
Pedro Correia

E vamos disputar a próxima Taça das Confederações.


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10 Jul 16

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10 de Julho de 2016: nunca mais nos esqueceremos desta data. Portugal chegou onde muito poucos previam, contrariando todos os profetas da desgraça: somos enfim campeões da Europa. O nosso maior troféu de sempre no futebol sénior a nível de selecções. Um troféu com que vários de nós sonhávamos há décadas.

Foi com indescritível alegria que vi o nosso capitão Cristiano Ronaldo acabar de erguer o troféu conquistado com tanto suor e tanto sofrimento pela selecção nacional no Stade de France, silenciando a arrogância, a pesporrência e o chauvinismo gaulês.

 

É uma vitória de Portugal, sim. Mas é antes de mais nada a vitória de um grupo de trabalho muito bem comandado por um homem -  Fernando Santos - que revelou ambição desde o primeiro instante e soube incuti-la na selecção, que jogou unida como raras vezes a vimos, com uma maturidade táctica inegável e um ânimo que não claudicou quando Cristiano Ronaldo se lesionou hoje gravemente num embate com Payet, iam decorridos apenas 8', e deixou de poder dar o seu contributo para esta final, acabando por ser rendido aos 25'.

As lágrimas que lhe caíam pelo rosto enquanto era retirado em maca farão parte a partir de agora da inapagável iconografia do desporto-rei.

 

Com ele em campo tudo teria sido mais fácil. Mas assim provámos à Europa do futebol - e a alguns comentadores portugueses que nunca deixaram de denegrir a selecção durante toda esta campanha europeia - que a equipa das quinas não é só "o clube do Ronaldo". É muito mais que isso. É uma equipa madura, sólida, solidária. Capaz de chegar mais longe do que qualquer outra.

Que o digam os jogadores franceses, que hoje enfrentaram Rui Patrício - para mim o herói do jogo, naquela que foi talvez a melhor exibição da sua carreira como guarda-redes da selecção. E uma dupla imbatível de centrais formada por Pepe e José Fonte. E o melhor lateral esquerdo deste Europeu, Raphael Guerreiro, que disparou um petardo à barra da baliza de Lloris aos 108', naquilo que já era um prenúncio do golo português. E um Cédric combativo, que nunca virou a cara à luta. E um William Carvalho que funcionou como primeiro baluarte do nosso dique defensivo. E um João Mário com vocação para brilhar nos melhores palcos europeus. E um Nani que nunca deixou de puxar os colegas para a frente. E um Éder que funcionou afinal como a mais inesperada arma secreta da selecção nacional, marcando aos 109' o golo que levou a França ao tapete e nos poupou ao sofrimento acrescido das grandes penalidades que já muitos antevíamos.

 

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Dirão alguns que tivemos sorte, que jogámos feio e jogámos mal: porque haveriam de mudar agora o discurso se não disseram outra coisa durante mais de um mês?

Mas é claramente injusto reduzir a estas palavras e estes rótulos um trabalho iniciado há quase dois anos e que já com Fernando Santos ao leme da selecção registou 14 jogos oficiais - com dez vitórias e quatro empates. Não perdemos uma só partida nesta fase final do Europeu, em que eliminámos a Croácia (uma das selecções apontadas como favoritas antes do torneio), o País de Gales (equipa sensação durante dois terços da prova) e a campeoníssima França, anfitriã e principal candidata à vitória desde o apito inicial do Euro 2016.

Todos os obstáculos foram superados. No momento em que Cristiano Ronaldo ergueu a Taça da Europa perante largos milhares de portugueses em delírio nas bancadas do estádio, estavam vingadas todas as outras vezes em que jogámos bem, jogámos bonito - e regressámos a casa sem troféu algum.

Esse tempo acabou de vez.

 

Ficaram hoje também vingadas as nossas derrotas nas meias-finais do Europeu de 1984 e do Euro 2000, e o nosso afastamento do Mundial de 2006, igualmente nas meias-finais. Sempre contra a França. As tradições existem muitas vezes para isto mesmo: para serem quebradas.

O momento é de celebração nacional, com o campeão europeu mais velho de sempre (Ricardo Carvalho) e o mais novo de sempre (Renato Sanches). Enquanto escrevo estas linhas escuto uma sinfonia de buzinas na avenida onde moro e gente a gritar "Nós somos campeões!"

Muitos dos que buzinam e gritam nem se lembraram de pôr este ano bandeirinhas à janela e não deixaram de lançar farpas sarcásticas ao seleccionador, descrentes das nossas possibilidades de vitória. Nada como um triunfo desportivo para apagar memórias e congregar multidões.

Atenção, porém: ninguém merece tanto celebrar como Fernando Santos e os nossos jogadores. Sim, esta vitória é um pouco de todos nós. Mas é sobretudo deles.

 

Portugal, 1 - França, 0

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07 Jul 16
Não há volta a dar
Pedro Boucherie Mendes

Na vida tendemos a reparar no exótico e desprezar os certinhos. Na bola, que é muito vida, é igual. Nem William, nem Adrien, nem João Mário e muito menos Patrício são exóticos, pintosos, tatuagens, cabelo ao vento, golas levantadas, meia em baixo, ligaduras coloridas nos pulsos. São jogadores de equipa, futebolistas profissionais, que, percebe-se, levam a sério o jogo, o que o treinador lhes diz. Jesus dirá umas coisas e agora, no momento, Fernando Santos dirá outras. E eles obedecem, porque aprenderam a obedecer porque é assim que se deve fazer quando está em causa um valor maior, que é o da equipa.
A estratégia – de sucesso – de Santos passa por minimizar brilho (porque brilho é muitas vezes risco) e privilegiar eficácia, seja contenção, seja no ocupar do espaço, seja no soltar a bola para o lado, seja no fechar a ala, seja na anulação das forças contrárias.
Lê-se nas notas que os desportivos dão nos dias seguintes aos jogos que há muito de adepto em quem escreve. Doze ou quinze lances discretos e eficazes perdem sempre na comparação para uma corrida desenfreada e inconsequente, de cabelo ao vento. Defesas seguras nos momentos chave, sem gritos e insultos a seguir para os colegas, são defesas óbvias, desvalorizáveis. Jogadores que erram mas que não se deixam afectar e continuam no jogo sem voltar a errar, são jogadores que erraram e pronto. Jogadores que começam a defender na grande área do adversário, impedindo-os de construir, são jogadores que tiveram uma actuação “regular”. Jogadores mágicos (como João Mário) não fazerem um único truque e assim obedecerem às instruções e deixando palco para outros, são exibições “discretas”.
Um dos méritos de Fernando Santos tem sido o anular quase por completo do exótico no jogo da nossa selecção. Mérito porque levou a equipa à final e nos recorda que na vida para ganhar é preciso primeiro não perder. E sim, até a mim me irrita, que também gosto de futebol exótico. O nosso é um futebol entre o cauteloso, o burocrático e o expectante. Por isso, os jogadores que citei, e outros obviamente, merecem mais aplauso por saberem e quererem anular alguma da sua natureza em prol do colectivo.
O adepto é adepto e pronto e até pode achar que Xis não jogou nada e que o Y é que é bom. Mas quem é profissional na observação da bola deveria, quanto a mim, explicar melhor aos seus leitores os méritos desta dinâmica em que o individual, o contrato de milhões, a manchete, a glória da espuma dos dias é secundarizada em nome do emblema que defendem. Foi isso, esse método e disciplina, que nos levou à final.
Somos todos Portugal, mas há uns, no campo, que o percebem melhor que os outros. Haverá volta a dar?


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06 Jul 16

2016-07-06

Por razões óbvias não fiz edição da imagem.

A imagem é do The Telegraph.

Estamos a ganhar dois a zero (até agora) e foram-nos sonegados dois penalties (ver imagem) na mesma jogada.

 


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05 Jul 16

O subtítulo poderá ser: "o caminho da fragilidade, de Nani a Krychowiak".

Tanto o título como o subtítulo são inspirados neste livro de Paolo Scquizzato que, provavelmente, está na cabeceira de Fernando Santos.

Poderão as coisas ser feitas de outra forma?

Poder-se-ia ter aproveitado o facto de termos, até agora, jogado com equipas muito inferiores em termos de ranking da FIFA para termos mostrado bom futebol?

Vamos esperar por amanhã.

Dos cinco jogos que disputámos, nos 90 minutos, marcámos cinco golos, dos quais apenas quatro marcados por jogadores portugueses, dois de Nani, dois de Cristiano Ronaldo e beneficiámos dum autogolo de Krychowiak. Podemos argumentar que dos cinco golos que sofremos, dois foram autogolos de André Gomes e de Nani.

Olhando para estes números, tendo em conta que defrontámos a Islândia (38 ranking FIFA), Hungria (19 rF), Polónia (31 rF) será que não poderíamos ter realizado jogos mais consistentes de forma a encararmos o desafio de amanhã com o País de Gales (17 rF) duma forma menos temerosa?

Não sei que táctica o engenheiro vai utilizar amanhã, mas sem William e com a titularidade de jogadores sem consistência defensiva, temo o pior.

Espero estar enganado e que amanhã saia, finalmente, o ketchup.


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01 Jul 16
Nada de clubites
Pedro Correia

Para mim, enquanto durar o Euro 2016, todos os jogadores que lá estão representados são do meu clube. Vistam eles a camisola do Real Madrid ou do Besiktas, do Southampton ou do Bayern de Munique.

Isto vale mesmo para todos. Incluindo para o Porto, que está representado pelo Danilo, e para o Benfica, que está representado pelo Eliseu.

Não há excepções.


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30 Jun 16

Por enquanto, não digo mais nada.

Vou "desligar-me" e assistir ao jogo.


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28 Jun 16

Relembro a minha análise do quinto jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Donetsk (Ucrânia), frente à Espanha, campeã europeia em 2008 e mundial em 2010, em desafio das meias-finais da competição. Uma partida só resolvida, após prolongamento, através de pontapés da marca de grande penalidade. Ficávamos assim pelo caminho mas saíamos de cabeça erguida, figurando entre as quatro melhores selecções europeias, numa competição que voltaria a ser ganha pelos espanhóis.

Cento e vinte minutos de jogo não bastaram para haver golos: o empate a zero prevaleceu. Nos penáltis, saímos derrotados por 2-4. Fez ontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: atento.

João Pereira: voluntarioso.

Bruno Alves: duro.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: perigoso.

Miguel Veloso: eficaz.

Raul Meireles: pressionante.

João Moutinho: influente.

Nani: talentoso.

Cristiano Ronaldo: perdulário.

Hugo Almeida: apagado.

Nélson Oliveira: inócuo.

Custódio: disciplinado.

Varela: tardio.

 

O melhor: João Moutinho.

 

Conclusão

«Pela quarta vez, Portugal atingiu as meias-finais de um Campeonato da Europa. E pela terceira vez ficamos pelo caminho. Mas desta vez com uma satisfação suplementar em comparação com o que ocorreu em 1984 e 2000: não fomos derrotados em campo, apenas a lotaria dos penáltis nos impediu de ir à final em Kiev.»

 

Notas adicionais

«A selecção tem um problema de raiz, por ausência de um ponta-de-lança clássico. Curiosamente, os espanhóis qualificaram-se para a final também sem um jogador nessa posição enquanto titular.»

«Nelson Oliveira não devia ter entrado. Está demasiado "verde" (sem ironia...) para o efeito. Não por acaso, Jorge Jesus nunca o colocou a titular ao longo do campeonato, onde - salvo erro - entrou apenas em três jogos incompletos.»

«Gostei muito da prestação da equipa portuguesa neste Euro 2012 desde logo por ter sabido fazer das fraquezas forças, contrariando todos os comentadores encartados. Nenhum deles - sublinho: nenhum - anteviu que a selecção fosse tão longe.»


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27 Jun 16
De Portugal
Pedro Correia

Vejo vários dos meus amigos sportinguistas desinteressados da selecção, bocejando de tédio cada vez que alguém menciona o Euro 2016. Custa-me entender tal posição. A verdade é que, neste período do defeso que atravessamos em matéria de competições internas, o futebol disputa-se em França. E não é a brincar: é futebol a sério. Não por acaso, quatro jogadores cruciais da nossa equipa estão envolvidos no Europeu.

Não seria necessário mais para eu manter todo o interesse nesta campanha: Adrien, João Mário, Rui Patrício e William Carvalho merecem-me o maior respeito, quer vistam a camisola do Sporting quer vistam a camisola da selecção. Bastaria isso para eu querer - como quero - que a selecção chegue o mais longe possível no Campeonato da Europa.

Porque não basta dizermos que o Sporting é de Portugal: para sermos consequentes com esta afirmação, devemos também proclamar com orgulho que estamos com a selecção portuguesa.


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Quartos
Francisco Chaveiro Reis

Sem vitórias nos noventa minutos e sem um futebol bonito, Portugal está nos quartos-de-final e joga quinta-feira em Marselha (no estádio mais bonito do Euro 2016), contra a Polónia, pior do que a Suíça mas vencedora do confronto de sábado passado. Olhemos para o plantel polaco. Na baliza, mora Fabianski que, após anos a marcar passo no Arsenal, brilha no Swansea. Na defesa, Piszczek (Dortmund) é craque e faz o lado direito. Jedrzejczyk (Légia Varsóvia) é mais lento e limitado e joga pela esquerda. É um lado a explorar. No centro, tal como na Croácia, há dois pilares: Pazdan (Légia Varsóivia) e Glik (Torino). São fortes fisicamente e jogam simples mas de forma lenta. Outro ponto a explorar. No meio campo, quatro homens. Na direita há Kuba, a jogar em Itália (Fioretina) após uma vida no Dortmund. Parece ter perdido algum gás nos últimos anos mas continua cheio de garra. No centro, joga o operário Maczynski (Wisla Cracóvia) e o criativo Krychowiak, em trânsito do Sevilha para o PSG por cerca de quarenta milhões de euros. Não fosse a presença de Lewandowski e seria a estrela da companhia. Na esquerda, fecha Grosicki (Rennes) extremo à antiga, rápido mas algo limitado. Será facilmente anulado por um Cédric em forma. Na frente, o perigo maior. Milik (Ajax) fez grande época na Holanda (24 golos) e Lewandowski (Bayern) é um dos melhores avançados do mundo. Não acredito nos rumores da sua lesão. O onze não deve fugir disto, nem há grande matéria para mais. Nota apenas para Linetty (Lech Poznan), médio centro de futuro; Zielinski, titular do Empoli e médio de futuro e para Kapustka (Cracovia Krakow), médio ofensivo que é a grande esperança do futebol polaco.

 

Do nosso lado, nada de baixar os braços. A Croácia era, em teoria, melhor do que a Polónia mas nada de confianças exacerbadas. Só uma seleção altamente combativa e concentrada pode eliminar a Polónia. Na baliza, continua Patrício. Nas alas, Raphael, um dos melhores da equipa na competição, mantém-se e espero que Cédric também. O lateral ex-Sporting ataca e defende melhor, podendo segurar Grosicki e embaraçar Jedrzejczyk. No centro, não me espantaria que continuassem Pepe (imperial na última partida) e Fonte (simples e seguro). Carvalho, aos 38 anos, precisa de descanso e se tudo correr bem, ainda pode fazer dois jogos. No meio-campo, o alinhamento é óbvio: Mário, Wiliam, Adrien e Sanches. O trio do Sporting respondeu à chamada e Sanches mexeu com o jogo. Gostava depois de ver Rafa na esquerda a aproveitar com a sua velocidade (Quaresma também pode descansar, e o bracarense tem rotina de 4-4-2) o cansaço polaco. Esperemos que não dê um ataque de teimosia a Santos e que Gomes e Moutinho fiquem pelo banco. Nani e Ronaldo são a dupla esperada para chegar ao golo. Éder, fetiche de Santos, poderia também ser utilizado para arrastar os centrais. Todos sabemos que não é um matador mas que é trabalhador, é. E, sem um minuto jogado, está fresco. O futebol bonito nunca nos trouxe resultados mas se for possível jogar um pouco mais "à bola", agradecemos. Como é lembrado bastas vezes, não somos a Grécia.

 


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26 Jun 16

Isto não tem nada que saber, é colocar os mesmos contra a Polónia.

Já agora, se possível, numa toada mais ofensiva, que aquele meio campo está talhado para isso.

Sabemos que será difícil sair daquele registo que mete nervos, mas quem sabe, um dia o engenheiro pode passar-se da "marmita."

Estive a assistir ao Hungria - Bélgica, que terminou com uma goleada dos segundos por quatro golos sem resposta. Duas questões me vieram de repente à cabeça: Como é que esta Hungria nos meteu três golos, e como, vencendo a Polónia e vencendo a Bélgica o seu jogo dos quartos, enfrentará Portugal esta máquina de jogar à bola, nas meias.

Bom, mas nada de meter o carro à frente dos bois. Vamos lá enfrentar a Polónia na Quinta-feira e fazer por ganhar. De preferência jogando bem.


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25 Jun 16
A ver o Europeu (5)
Pedro Correia

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Fernando Santos deve ler o És a Nossa Fé. A equipa que hoje escalou, para o confronto com a Croácia em Lens, corresponde àquilo que vários de nós vínhamos reivindicando aqui desde o primeiro dia e satisfaz o desejo que exprimi neste bilhete que lhe enderecei há 48 horas.

Finalmente, com Raphael Guerreiro e Cédric nas alas e Adrien no miolo, Portugal fez o seu melhor jogo do ponto de vista táctico, mostrando-se uma equipa compacta e solidária, sabendo fechar as linhas e onde nunca faltavam jogadores a fazer dobras e ganhar segundas bolas. Com um bloco defensivo coeso, onde José Fonte ocupou o lugar antes confiado ao desgastado Ricardo Carvalho, e um meio-campo quase sem falhas, valorizado pela ausência de João Moutinho.

Valeu a pena? Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Vencemos pela primeira vez uma partida no Campeonato da Europa que se disputa em França, derrubando a selecção que no jogo anterior vencera a favorita Espanha e dispôs de mais dois dias de descanso do que os portugueses. Ninguém diria, vendo os nossos jogadores actuar em tão boa forma física. Com um superlativo Pepe, que destaco como o melhor em campo.

Cristiano Ronaldo, muito marcado, pareceu ausente durante grande parte do encontro. Mas na hora decisiva lá estava ele, aproveitando bem uma diagonal aberta por Nani e rematando por instinto, com força suficiente para o guarda-redes croata largar a bola, o que permitiu a recarga vitóriosa de Quaresma, estreante a marcar em fases finais de Europeus. Já os 90 minutos regulamentares se tinham escoado e muitos pensavam na roleta dos penáltis. Iam decorridos 117 minutos: milhões de portugueses soltaram em uníssono um grito eufórico, festejando um golo surgido um minuto após uma bola da Croácia ter embatido no poste direito da nossa baliza. Era caso para isso: nunca até hoje Portugal tinha vencido num prolongamento de uma grande competição de futebol.

Muitos comentadores cá desta banda não confiavam num resultado desses, apressando-se a vaticinar o regresso da equipa das quinas a casa. Enganaram-se, felizmente. Na próxima quinta-feira, pelas 20 horas, vamos disputar os quartos-de-final com a Polónia em Marselha. De cabeça levantada, pois claro. Há que continuar a olhar em frente.

 

Portugal, 1 - Croácia, 0

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Na hora da verdade, quando foi necessário, ele esteve lá - atento, concentrado, muito seguro. Tomando bem conta da baliza portuguesa, que desta vez manteve as redes invioláveis. Com alguma sorte e muito mérito.

 

Cédric - Ao nosso quarto jogo, entrou enfim para ocupar a lateral direita. Com vantagem óbvia para a equipa, tanto na segurança do processo defensivo, em que travou Perisic, como na qualidade da movimentação atacante. Com um pulmão inesgotável.

 

Pepe - Fez o único remate português da primeira parte, cabeceando sobre a barra. Anulou o ímpeto ofensivo croata, cortou tudo quanto havia a cortar na sua área de intervenção. Num desses lances, aos 111', galgou dezenas de metros com a bola controlada, conduzindo o contra-ataque. O melhor em campo.

 

José Fonte - Outra estreia nesta fase final do Euro. Cumpriu a missão que lhe estava destinada, com menos qualidade técnica que Pepe na reposição da bola. Prático e descomplexado, não se preocupou em jogar bonito mas em ser eficaz.

 

Raphael Guerreiro - Regressou em boa hora ao onze titular após ter superado os problemas musculares, com uma das melhores exibições da selecção. Impecável na cobertura e no desarme. Venceu todos os confrontos individuais.

 

William Carvalho - Evidenciou novamente as qualidades que o tornaram imprescindível no Sporting: precisão de passe e capacidade de recuperação da bola. Anulou Rakitic, um dos craques croatas. Memorável, o lançamento longo para Ronaldo, de 50 metros, aos 67'.

 

Adrien - Se Motric mal se viu no jogo, isto deve-se em boa parte ao médio leonino, que lhe deu luta com êxito, equilibrando o meio-campo a nosso favor. No melhor passe do jogo, aos 63', lançou Nani, que viria a ser carregado na grande área. Saiu aos 108'.

 

André Gomes - Voltou a revelar má forma física. Ainda assim, Fernando Santos insistiu em mantê-lo em campo até aos 50'. De pouco valeu. Viria a dar lugar a Renato Sanches, com vantagem óbvia para a equipa.

 

João Mário - Muito mais discreto do que na actuação frente à Áustria, prisioneiro da estratégia de contenção da equipa frente à Croácia, que fez aumentar a distância entre o meio-campo e o sector mais avançado. Foi rendido por Quaresma aos 87'.

 

Nani - Sem a influência revelada noutros desafios, interveio nos nossos dois lances mais perigosos. Primeiro, a passe de Adrien, foi carregado em falta na grande área croata sem o árbitro assinalar penálti. Depois, na jogada do golo, fez uma semi-assistência para Ronaldo.

 

Cristiano Ronaldo - Muito isolado, muito marcado, sem ser bem servido, encostado em excesso à linha no primeiro tempo. Mas apareceu quando era preciso, no lance decisivo do encontro, com uma rápida desmarcação e um remate forte. Parecia meio golo. E foi.

 

Renato Sanches - Rendeu André Gomes e foi superior enquanto transportador de jogo - veloz, imaginativo e com passes verticais que colocaram a Croácia em sentido. Interveio bem no lance do golo, temporizando e soltando a bola para Nani.

 

Quaresma - Continua a ser o talismã da selecção. Substituiu João Mário aos 87' e logo fez a diferença com os seus desequillíbrios junto à lateral e a qualidade da sua posse de bola. Num jogo em que só fizemos dois remates à baliza, o segundo foi dele. O do golo.

 

Danilo - Substituiu Adrien aos 108', quando o seleccionador parecia temer mais que nunca um golo croata. Soube reter a bola, introduzindo alguma frescura e tranquilidade à equipa.

 


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24 Jun 16

Relembro a minha análise do quarto jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Varsóvia, frente à República Checa, já nos quartos-de-final da competição. Uma partida bem disputada, em que dominámos e saímos como justos vencedores.

Cristiano Ronaldo esteve novamente em foco, apontando o golo solitário da nossa vitória, que Petr Cech não conseguiu travar. Fez anteontem quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: seguro.

João Pereira: resistente.

Bruno Alves: sólido.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: veloz.

Miguel Veloso: discreto.

Raul Meireles: eficaz.

João Moutinho: incansável.

Nani: influente.

Cristiano Ronaldo: combativo.

Helder Postiga: lesionado.

Hugo Almeida: cumpridor.

Custódio: disciplinado.

Rolando: nada a dizer.

 

O melhor: Cristiano Ronaldo.

 

Conclusão

«Os checos, apesar de terem descansado mais 24 horas dos que os portugueses, mostraram condição física muito inferior. E nunca revelaram soluções tácticas para romper a muralha defensiva portuguesa. À medida que a selecção de Paulo Bento ia progredindo no terreno, tornava-se evidente qual era a selecção que passaria às meias-finais. Só faltava afinar a pontaria à frente: Cristiano Ronaldo, repetindo o que já sucedera contra a Holanda, voltou a rematar duas vezes ao poste.»

 

Notas adicionais

«Foi claríssimo o domínio da selecção portuguesa. A segunda metade do jogo resume-se praticamente a isto: Portugal a construir jogadas de ataque e os checos a procurar evitar o golo. Evidente superioridade portuguesa, que peca apenas por não se traduzir em mais golos.»

«Esta selecção tem vindo a demonstrar que, em termos colectivos, é uma das nossas melhores de sempre

«Hugo Almeida é muito superior a Nélson Oliveira, único jogador a quem o comentador Rui Santos tem dispensado rasgados elogios. Paulo Bento fez bem em não lhe dar ouvidos, deixando-o desta vez no banco.»


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Que consigamos chegar ao intervalo a perder só por 1:

a) só neste cenário é que Fernando Santos tira o Moutinho; e

b) só retirando o Moutinho é que podemos conseguir jogar alguma coisa.


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23 Jun 16
Pergunta do dia (18)
Francisco Vasconcelos

Bem sei que ainda faltam algumas mudanças ao nível das opções de Fernando Santos, mas será que ele não os tem no sitio e precisa de sentir a corda no pescoço para começar a acertar nas escolhas?


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Raphael Guerreiro no lugar de Eliseu. Cédric no lugar de Vieirinha. Adrien no lugar de Moutinho. Certo, engenheiro? Abraço.


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22 Jun 16

Ontem, Vítor Serpa, o ainda director do  jornal A Bola, assumia, em editorial, o seguinte (p.48):

"Ou Portugal ganha o jogo com a Hungria e fica apurado, ou não o ganha e, independentemente do que suceder, a verdade é que não merece seguir em frente.

"Ou Portugal ganha e merece estar nos oitavos de final, ou não ganha e (...) o que merece é vir para casa (...)."

"Portugal, se não ganhar à Hungria, não merece continuar no Europeu".

Parabéns, Vítor.
Gosto de pessoas que não têm medo de opinar.
Gosto de pessoas que assumem o que dizem.
Vamos ver as consequências; imagino o título d' A Bola amanhã:
"TENHAM VERGONHA, VOLTEM P' RA CASA!"
Assim, com ponto de exclamação e tudo, se optarem por algo diferente, cá estaremos para comentar.
 


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Temo muito por Portugal
Edmundo Gonçalves

Eu juro que estive aqui a roer as unhas pelo apuramento, mas a jogar assim será que vamos a algum lado?

Mas quem sabe, de empate em empate, até à vitória final.


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Valha-nos a cor
Edmundo Gonçalves

Pode ser que o verde inspire.

 


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21 Jun 16
Todos os coxos têm sorte.
Edmundo Gonçalves

Com a conjugação dos resultados de hoje, não é que basta um empate para que a selecção portuguesa seja apurada?

Ele há coisas...

Até parece que o Santinhos tinha isto tudo estudado.


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Fazer número?
Edmundo Gonçalves

Ora aí está o que eu acho que alguns daqueles que têm lugar, porque estão melhores e não "calçam", sabe lá Santos porquê, deveriam fazer.


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20 Jun 16

Relembro a minha análise do terceiro jogo da selecção portuguesa no Euro 2012, realizado em Carcóvia (Ucrânia), frente à Holanda. Uma partida que precisávamos de vencer, após a derrota inicial contra a Alemanha e a vitória sofrida frente à Dinamarca.

E assim aconteceu: batemos os holandeses por 2-1, com Cristiano Ronaldo a bisar. Fez no dia 17 quatro anos.

 

Jogadores

Rui Patrício: seguro.

João Pereira: determinado.

Bruno Alves: sólido.

Pepe: intransponível.

Fábio Coentrão: veloz.

Miguel Veloso: concentrado.

Raul Meireles: irregular.

João Moutinho: influente.

Nani: incansável.

Cristiano Ronaldo: excelente.

Helder Postiga: perdulário.

Nélson Oliveira: ineficaz.

Custódio: contido.

Rolando: útil.

 

O melhor: Cristiano Ronaldo.

 

Conclusão

«É uma péssima noite para os Velhos do Restelo, que já salivavam na perspectiva de um afastamento da selecção portuguesa do Europeu. Para azar deles, Portugal segue em frente. Com uma merecida vitória sobre a Holanda, equipa que é vice-campeã mundial mas que nada fez na Ucrânia para confirmar este estatuto..»

 

Notas adicionais

«Portugal qualifica-se para a fase seguinte quando todos os críticos disseram inicialmente que este era o grupo mais difícil - o 'grupo da morte'. Vencemos duas equipas desse grupo e fomos derrotados pela margem mínima pela terceira. Balanço muito positivo, pois.»

«Maturidade táctica, espírito de corpo, responsabilidade colectiva, clara superioridade no confronto individual. Foi um jogo emotivo, bem disputado, aberto.»

«Além do jogo, dá-me muito gozo ver depois a cara de enterro de certos comentadores. Um, em particular, não consegue esconder a irritação com esta vitória. O que acaba por ser uma dupla vitória de Paulo Bento, Cristiano e todos os outros.»


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Um jogo ranhoso
Edmundo Gonçalves

Passo a explicar:

- Este foi um fim de semana de/em Tomar, com um propósito muito claro, que lá mais para o fim se esclarecerá.

Confesso que vi o jogo um bocado a trouxe-mouxe, mas a ideia com que fiquei, foi que este segundo jogo não teve nada a ver com o primeiro, para melhor, mas logo mais pela fresca, quando o revir na íntegra alapado no sofá a descansar o esqueleto, tirarei as minhas dúvidas.

É certo que ontem, Domingo, numa visita ao café pela manhã passei a vista e vi as gordas dos jornais e foi essa a sensação que tive, que isto de tentar ler o que quer que seja sem as lunetas, já começa a ser tarefa ingrata e até pode levar ao engano. Tão certo como eu ter lido no CM que o melhor de Portugal foi William e o pior foi Moutinho. Só pode ser consequência da minha avançada hipermetropia.

O jogo. Como disse, vi-o en passant, mas vi o suficiente para apoiar o sistema táctico implementado pelo treinador. E confesso que, tendo chegado em frente à pantalha só quando o coro entoava A Portuguesa e a câmara ia mostrando os protagonistas, a minha alma esteve assim a um bocadinho de ficar completamente parva com a argúcia de Fernando Santos. O homem tem um sentido de humor refinadíssimo a que só alguns predestinados, onde de todo não me incluo, têm acesso: Quis ele fazer-nos a partida de que o número da mudança de táctica seria suficiente para mudar tudo e que a malta se riria imenso no final, com este arremedo de stand up. E o que é certo é que com um trinco que trata a bola com uma deferência firme (pode parecer contradição, mas também tenho direito ao meu número) e que consegue, para além de cortar as iniciativas do adversário, fazer com que os companheiros tenham a menina jogável, onde quer que ele os descubra, aquilo corre logo muito melhor. Tal como eu tinha previsto, o "tridente" atacante foi composto por QRN, mas tal previsão estaria ao alcance até de um marciano com as antenas trocadas que tivesse caído na Terra na sexta à tarde; Eu e o presidente do Sporting (numa clara atitude de plágio que um dia destes temos que discutir, eu e ele, que isto não vai ficar assim, ai não não vai, ó Bruninho!) tínhamos previsto a inclusão do meio campo do nosso Clube, numa alusão a WAM. O treinador, que parece ter vindo na companhia do marciano lá de trás, não entendeu nada daquilo-que-a-gente-disse-que-devia-de-ser e voltou a apostar em Moutinho e Gomes. O homem disse logo que não ia haver revoluções! Por ele ainda Marcello Caetano seria presidente do conselho... Bom, mas parece que Gomes até nem jogou mal, tal como no primeiro jogo, em que foi dos menos desorientados, valha-lhe isso!(desculpem os mosquitos, é da placa).

Visto sem a atenção devida, ou talvez por isso, o jogo pareceu-me mais emocionante, e a haver ali um vencedor, teríamos que ser nós. É galo, duas bolas no poste e um ror de defesas do guarda-redes adversário a remates com selo de golo, alguns da autoria do melhor jogador do Mundo, que consta já ter feito mais remates que metade das selecções que estão em França. Pois, parece que os outros já marcaram. Um aparte para dizer que melhor jogador do Mundo, não é sinónimo de o jogador mais infalível do Mundo. Esse foi claramente Moutinho, como está demonstrado aqui

Apenas dois apontamentos finais:

1 - O empate nunca dará o apuramento, por muitas contas que se façam, portanto é ganhar e... ganhar!

2 - Por entre a confecção de uns caracóis com alho e camarão, outros à la guilho, ou com ovos remexidos, ou caracoletas fritas, ou grelhadas, ou até o simples caracol cozido, lá fui tendo tempo para piscar o olho à televisão. Só vos digo, entre duas centenas de quilos do gastrópode e o constante rodar da coluna para o lado da pantalha, estou aqui com umas dores nas cruzes que nem posso. 

Nada que uma vitória na quarta-feira não resolva.

 


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19 Jun 16
Tira-teimas
Luciano Amaral

O jogo da selecção voltou a ser excelente e permitiu tirar algumas ideias a limpo:

 

1) Confirmou-se que Danilo é muito melhor do que William. Foi particularmente irritante a vontade de William em fazer de Danilo e de João Moutinho ao mesmo tempo - por exemplo, porque é que se lembrou de fazer passes melhores e mais ameaçadores para a Áustria do que João Moutinho? Para mim, era banco com ele no próximo jogo. Até porque...

 

2) ...se confirmou que João Moutinho está num momento de forma soberbo. Algo comprovado pela sua eleição, pelos utilizadores do site da UEFA, como melhor jogador em campo. É verdade que os utilizadores do site da UEFA àquela hora eram só Jorge Mendes, a mulher de Jorge Mendes (a quem Jorge Mendes pediu para votar umas quantas vezes em João Moutinho), a mulher de João Moutinho e o cão de João Moutinho. Mas não vamos ser esquisitos, sobretudo quando a escolha é inteiramente justa.

 

3) Confirmou-se que Fernando Santos é um génio nas substituições, embora talvez pouco arrojado. Retirar Quaresma aos 70 minutos e colocar João Mário na mesma posição é de génio. Assim como retirar Nani aos 89 minutos para colocar Rafa. Mas falta aqui uma certa audácia: por exemplo, porque não colocar Anthony Lopes a ponta-de-lança? Ou Bruno Alves a guarda-redes? Enfim, coisas a corrigir no próximo jogo. De resto, excelente trabalho.


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18 Jun 16
A ver o Europeu (3)
Pedro Correia

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Tanto domínio territorial e tanto remate para tão escassa e deficiente concretização. Nesta frase pode resumir-se o desafio que terminou há pouco no Parque dos Príncipes, em Paris, com Portugal a empatar pela segunda vez. Em dois jogos, apenas um golo marcado - na partida inaugural, frente à Islândia. Esta noite, contra a Áustria, saímos do estádio com um nulo que castiga novamente o desperdício dos nossos jogadores. Sobretudo de Cristiano Ronaldo, a maior decepção da selecção das quinas precisamente no dia em que destronou Luís Figo do posto de jogador português mais internacional de sempre ao vestir pela 128.ª vez a camisola das quinas.

Ronaldo teve cinco oportunidades de marcar, mas não conseguiu concretizar nenhuma. Incluindo um penálti, ao ser derrubado claramente em zona proibida. Por excesso de pressão ou défice de confiança, o astro madeirense rematou ao poste, gorando-se assim a melhor oportunidade portuguesa de todo o jogo. Já antes, aos 29', Nani cabeceara à madeira.

De nada valeu, portanto, Portugal ter sido seis vezes mais rematador do que a equipa adversária, que aliás denotou sempre muitas fragilidade na manobra ofensiva. Mas não falemos em falta de sorte: Ronaldo também esteve mal na marcação dos livres. Foram seis: nenhum levou perigo à baliza austríaca.

É verdade que o meio-campo português esteve mais dinâmico do que no desafio anterior. Para isso muito contribuiu a troca do apático Danilo por William Carvalho, que esticou sempre o jogo com os seus passes longos, permitindo à selecção nacional ganhar vários metros de terreno. O problema principal residiu na zona mais adiantada, onde o 4-3-3 hoje posto em prática por Fernando Santos simplesmente não funcionou. Também por Quaresma - titular desta vez - ter estado vários furos abaixo do que se esperava.

Percebe-se mal a reiterada aposta do seleccionador num João Moutinho sem dinâmica no miolo do terreno. Percebe-se ainda pior a justificação para as substituições tão tardias. Para quê insistir em Éder, um avançado que nunca marcou um golo num jogo oficial pela selecção? Para quê fazer entrar Rafa aos 89', quando o desfecho da partida já estava anunciado?

Questões em que Fernando Santos certamente vai ponderar até quarta-feira, dia em que enfrentaremos a Hungria. Um jogo decisivo, ninguém duvida.

 

Portugal, 0 - Áustria, 0

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Teve pouco trabalho, mas não deixou de estar atento. Revelou reflexos rápidos quando Pepe lhe atrasou mal uma bola, logo aos 3'. Boa defesa nos momentos iniciais da segunda parte.

 

Vieirinha - Voluntarista e dinâmico, mas continuando a revelar problemas nos cruzamentos em apoio do nosso ataque: foram raros os que lhe saíram bem. Salvou um possível golo aos 41', quase na linha da baliza.

 

Pepe - Muito assobiado nas bancadas, entrou nervoso e desconcentrado. Viu um cartão amarelo aos 40'. Melhorou no segundo tempo, quando foi um dos mais inconformados. Grande recuperação de bola, galgando terreno aos 59'.

 

Ricardo Carvalho - Impecável no sector mais recuado da selecção, onde foi um pilar da nossa organização defensiva. Sem necessidade de recorrer a faltas. Cortes soberbos aos 12' e 82'.

 

Raphael Guerreiro - Voltou a destacar-se pela dinâmica e pela qualidade de passe, superior a Vieirinha no flanco oposto. Protagonizou um dos melhores lances do jogo aos 22', numa excelente tabelinha com Nani.

 

William Carvalho - O seleccionador apostou nele em vez de Danilo. Aposta ganha: William deu mais mobilidade à equipa, colocando bem a bola em passes longos. Muito do jogo central passou por ele. Terá sido o melhor em campo.

 

João Moutinho - Melhorou em comparação com o jogo anterior mas continua aquém do nível a que nos habituou noutras épocas. Falta-lhe intensidade no transporte de bola e maior capacidade de abrir linhas.

 

André Gomes - Pautou-se pela regularidade, embora sem grandes rasgos. Mas é um daqueles jogadores que a todo o momento podem protagonizar um bom lance. Aconteceu aos 29', quando serviu Nani, que rematou ao poste.

 

Nani - Foi o melhor jogador em campo na primeira parte. Com um cabeceamento ao poste e um excelente cruzamento para Ronaldo (35'). Podia ter marcado logo aos 12'. Apagou-se na segunda parte. Substituído por Rafa só aos 89'.

 

Quaresma - Entrou no onze titular - outra novidade nesta partida. Mas não correspondeu às expectativas. Desperdiçou vários cantos e os centros não lhe saíram bem. Cartão amarelo por protestos, aos 31'. Deu lugar a João Mário aos 71'.

 

Cristiano Ronaldo - Vinte remates à baliza. Em vão. Podia ter marcado aos 22', 38', 55' e 56': a bola ou saiu ao lado ou foi defendida. Chamado a converter um penálti aos 79', atirou ao poste. O cansaço de final da época explicará tudo?

 

João Mário - Rendeu Quaresma aos 71' e voltou a dar a sensação de não ter pegado bem no jogo. Rende muito mais do que demonstrou contra a Islândia e nestes 20 minutos contra a Áustria, como bem sabemos.

 

Éder - Entrou aos 83', substituindo André Gomes. Uma substituição inútil. O jogador do Valência, mesmo cansado, rendia mais em campo do que este ponta-de-lança que se tem especializado em não marcar golos.

 

Rafa - Fernando Santos fê-lo entrar aos 89', rendendo Nani. E a verdade é que mexeu com o jogo, protagonizando um dos lances individuais mais vistosos da segunda parte. Que mais poderia ter feito em escassos quatro minutos?


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