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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (62)

 

Golo de RICARDO SÁ PINTO

C.F. Os Belenenses - Sporting C.P., 0-1

8 de Dezembro de 1995, Restelo, Campeonato Nacional

 

Todos nós somos do Sporting por algum motivo.

O meu é a família. Com Avô Sportinguista e Pai Sportinguista, as tentativas da minha mãe de me levar para o lado sul da Segunda Circular saíram sempre goradas, prevalecendo o Bem.

Muito embora, por questões de vizinhança, tenha assistido a todas as finais da Taça de Portugal entre 1986 e 2008 - o Bernardo Pires de Lima e o Duarte Fonseca já aqui abordaram os golos que marcaram os primeiros títulos da minha geração, pelo que o golo que aqui nos traz é outro -, as idas a outros estádios eram pouco frequentes e geralmente sob a forma de cerimónias grupais familiares nas quais o jogo em si perdia primazia para o convivio com os demais.

Com uma rara exceção: o Belenenses-Sporting de 1995, ao qual o meu Pai em boa hora me decidiu levar.

Foi um jogo sem grande história, jogámos bem (diga-se, em abono da verdade, que nestes últimos 25 anos temos tidos jogadores absolutamente extraordinários, cujas carreiras mereciam bem mais do que o que o "sistema" permitiu), mas marcámos apenas um golo, o suficiente para trazer a vitória e os 3 pontos, cuja implementação fora uma novidade dessa época, para Alvalade.

O golo do Sá, esse, nunca mais me saiu da cabeça e aqui fica para recordação coletiva.

Os melhores golos do Sporting (49)

Golo de RICARDO SÁ PINTO

Sporting - Vitória de Guimarães, 2-0

15 de Janeiro de 1995, Estádio José de Alvalade

 

Ricardo "Coração de Leão" Sá Pinto foi um dos grandes ídolos que tive no futebol, e o seu nome foi o único que tive gravado numa camisola do leão rampante. Como jogador de futebol, Sá Pinto era um epítome da raça, da dedicação, do esforço e do orgulho pela camisola que vestia. Era impetuoso, ardente e de um talento enorme. A bravura que demonstrava em cada jogada ficará para sempre marcada na memória dos sportinguistas que o viram jogar. Como treinador o temperamento era igual e por isso todos se recordarão da canção que era entoada pela Curva Sul: Aperta com eles, Sá Pinto!

A ligação de Sá Pinto com os adeptos leoninos sempre foi tremenda. Durante o seu exílio em Espanha era frequente encontrar sportinguistas no Anoeta para o apoiar, pelo que o seu regresso a casa foi saudado por todos os adeptos leoninos.

O golo de Sá Pinto contra o Vitória de Guimarães é uma obra de arte. A jogada inicia-se com um arranque em velocidade de Balakov que, de pé direito, atira à baliza de Nuno. O remate do búlgaro é defendido para a frente e Sá Pinto, oportuno, de costas para a baliza, de calcanhar, faz um pequeno chapéu a um defesa e ao guarda-redes que se encontravam prostrados no relvado. A execução técnica é extraordinária e o golo (a ver a partir do minuto 6:07) é de classe internacional, de levantar o estádio!

 

 

Os melhores golos do Sporting (40)

 

Golo de RICARDO SÁ PINTO

Gil Vicente-Sporting (0-3)

23 de Janeiro de 2005, estádio Cidade de Barcelos

 

Depois de Iordanov, Ricardo Sá Pinto. Nem podia ser outra a sequência, ou não fossem os meus dois grandes ídolos de juventude, dois grandes capitães, dois lutadores incansáveis pela nossa camisola. O Sá até tinha algo mais com que me identifico particularmente: mau feitio nas derrotas, dureza em cada lance e uma outra raiva incontida quando marcava.

Não quero dar publicidade a quem levou com ela, até porque de repente vêm-me à memória momentos muito mais inesquecíveis com o Sá Pinto no centro. A vitória na Taça contra o Marítimo, o banho de bola em Paris na Supertaça contra o Porto, o triplete que veio ganhar depois dos anos em Espanha, ou a celebração em frente à nossa Juve quando demos três ao Beitar Jerusalém e nos apurámos pela primeira vez para a fase de grupos da Champions. O Sá já não era jogador do Sporting mas não deixava de ser nosso.

E assim continua. Por isso a minha escolha nesta série vai para um golo dele. Não é um golo qualquer, mas uma resposta ao infortúnio das lesões, aos que o queriam enterrado para o futebol, os que já não acreditavam nas alegrias que ainda nos podia dar. Barcelos, 23 de Janeiro de 2005. Sá Pinto renasce depois de um par de anos com lesões graves. Quase na linha de fundo faz um chapéu ao guarda-redes aos 61 min. Era o seu segundo nesse jogo, depois de um tiro fora da área aos 29 min. Tudo com muita classe, altivez, orgulho, paixão e talento, tudo num só jogo, tudo num só golo. Aquele festejo num misto de alegria e cerrar de dentes, o punho fechado e o braço levantado de raiva.

Tínhamos acabado de passar para primeiro à condição, ainda à espera do resultado do Porto. No final dessa época chegámos à final da UEFA com uma grande campanha do Ricardo Coração de Leão. É verdade, perdêmo-la e todos chorámos nesse dia. Ele de certeza que também. Acontece que o Sá Pinto nunca perdia, só às vezes é que não ganhava. Tal e qual como o Sporting.

Sá Pinto

Enquanto treinador de futebol, eu estimo mais é que o Sá Pinto se lixe!

Gostava que ele tivesse a gentileza de explicar porque foi jogar de perna aberta à capoeira, e porque veio hoje a Alvalade com duas camionetas de pasteis que plantou em frente à sua baliza.

Patrício deve ter tido o jogo mais descansado da sua excelente carreira.

Obrigado Tonel, por teres ajudado a desatar o nó.

Coração de Leão

sapinto

Soube-se por estes dias que Ricardo Sá Pinto abdicou de um ano de salários a que teria direito na sequência do seu despedimento. Se a sua capacidade para treinar o Sporting neste momento poderia levantar duvidas a muita gente, o seu amor ao Sporting é absolutamente inquestionável. Numa altura em que o dia-a-dia do Sporting é marcado quase exclusivamente por factos negativos, notícias como esta, apesar de não surpreenderem, fazem muito bem à alma. Que os adeptos não tenham memória curta: Sá Pinto é e será sempre dos nossos. E merecerá sempre a nossa maior consideração.

Aposta no Nacional ou Estrangeiro

A corporação da casta “Treinador Português” anda assanhada com a futura escolha de Treinador do Sporting. Qual Cavalo Lusitano, existe no ar a sensação de que o português é o melhor do mundo.

 

É verdade. Temos de facto, o melhor Treinador do Mundo. É português. Mas está por agora ocupado. José Mourinho neste momento não está disponível e quando esteve, foi o que se viu, as pressões e os gritos “falaram” mais alto.

 

Ora, analisando os nossos anteriores treinadores, o último que não foi português foi... campeão. De seu nome Lazlo Boloni. Depois foi o que conhecemos bem. Veio um tipo consagrado, boa pessoa, mas que diabo, Fernando Santos trazia no currículo ter perdido um campeonato com Mário Jardel em forma. Bem sei que contra os nossos Acosta e Schmeichel, mas mesmo assim não era bom presságio.

 

Depois veio o pé frio do José Peseiro. No CV, passagens por Nacional e Real Madrid, como adjunto é certo, mas no Real Galáctico e sem títulos. Futebol de primeira, ainda não consigo esquecer a falta de Luisão sobre Ricardo e a injustiça de não colocar Pinilla mais vezes. Enfim. Perder a final da Taça UEFA na nossa casa foi dos maiores murros no estômago que levámos.

 

Depois lá tínhamos que acertar alguma vez, não é? Paulo Bento. Um treinador humilde e competente. Sem ovos fez muito. Espremeu uma equipa mais fraca e ficou 4 vezes em 2º lugar. Foi um golpe também aquela mão do Ronny. Até porque Futebol é com pé e cabeça, mas foi por pouco. Tão pouco que nos frustrou e levou a alma vitoriosa.

 

A seguir veio o carrossel. E do pior. Dizer que Carvalhal, Paulo Sérgio ou Couceiro são treinadores para o Sporting é ofensivo. Por mais respeito que tenha, foi má demais esta fase. Bons treinadores para equipas do meio da tabela, para equipas de contra-ataque, mas não para uma equipa que luta SEMPRE pela vitória.

 

Voltámos a acreditar com Domingos. Mas existe uma enorme diferença entre o Braga e o Sporting. Na estabilidade, é claro, na defesa, na existência da tal “estrutura”, mas o Braga tem a pressão de uma cidade enquanto o Sporting tem a pressão de um País. O resto é conversa e o resto são erros internos constantes. Que levaram a tentar encontrar um novo Paulo Bento. Sá Pinto, sabemos hoje, não estava no ponto. Ser sportinguista e ter garra não chega. Disfarçou o ano passado, mas este ano pedia-se mais. Pedia-se um treinador, um estilo de jogo e mais: qualidade!

 

Desta aventura lusitana, poucos deixam saudades. Como critério de escolha, não sou racista nem nacionalista. Quero um tipo competente, capaz e aventureiro. Treinar o Sporting é uma aventura. Mas é preciso ter mãos para tão aliciante desafio! 

Tanto... por tão pouco

Não é de esperar que este meu escrito venha a ganhar concursos de popularidade neste ou em qualquer outro espaço verde-e-branco, no entanto, em boa consciência, não consigo distanciar-me da ideia de nunca ter visto tão enorme sentimento de gratidão, por tão pouco, dando asas ao velho provérbio: «Mais vale cair em graça do que ser engraçado».

 

Ricardo Sá Pinto foi contratado para liderar a equipa principal do Sporting e não conseguiu levar a concordata a bom porto, ponto final. Não está em causa o seu mítico «coração de leão», a sua popularidade no universo sportinguista, nem o seu vincado querer vencer, mas sim a qualidade do seu desempenho e, sobretudo, as suas aptidões, à raiz, para a função. É indiscutível que, quando chegou, deparou com uma equipa despojada de alma, garra e dinâmica competitiva e que ele, no curto prazo, soube incutir essas faculdades no grupo, que acabaram por contribuir para os êxitos na Liga Europa frente ao Matallist e ao Manchester City, culminando no afastamento, pelos mínimos, às mãos do Athletic Bilbao. Na Liga registou moderado sucesso com nove vitórias em doze jogos, mas as derrotas frente ao Gil Vicente e ao Vitória de Setúbal foram cruciais para o abandono do 3.º lugar e do muito desejado acesso à Liga dos Campeões. Segue-se, então, a ainda difícil de aceitar derrota no Jamor frente à Académica.

 

A história desta época é tão complexa, pelo decorrer das coisas, como simples por um calendário de jogos que, teoricamente, beneficiava o Sporting até à 5.ª jornada da Liga: Guimarães (0-0), Rio Ave (0-1), Marítimo (1-1), Gil Vicente (2-1) e Estoril (2-2), assim como na Liga Europa, com o Horsens no «play-off», o Basileia (0-0) e a infame derrota frente ao Videoton (3-0), na fase de grupos. Considerando o muito melhorado plantel à disposição e o estado da Liga, não é exagero algum adiantar que o Sporting tinha a obrigação de estar em primeiro lugar com 15 pontos em cinco jogos - e não com apenas 5 golos marcados - e idem na Liga Europa, com 6 pontos em dois jogos.

 

Tomar decisões, assumir riscos e responsabilidades são componentes naturais da liderança; daí que o ónus de responder pela contratação de Ricardo Sá Pinto seja da pertença exclusiva da Direcção. Neste caso em particular - pese as boas intenções - o risco assumido extremou, logo à partida, pela inexperiência e pelo óbvio diminuto currículo do treinador. Dito isto, não deixa de existir causa para também questionar a clarividência e sensatez do próprio Sá Pinto perante o convite que lhe foi endereçado, ao qual, após ponderação mais circunspecta, ele devia ter  respondido: «Senhor presidente, fico grato e honrado pela confiança depositada em mim e muito embora seja esse o meu primordial objectivo, em boa fé, neste momento, sou obrigado a declinar, por entender que ainda não reúno a totalidade das condições técnicas para satisfazer os requisitos inerentes ao cargo à dimensão do Sporting e por sentir que é preferível dar continuidade à minha evolução, liderando os juniores, onde considero que estou a fazer um bom trabalho. Um dia mais tarde, com certeza, haverá ocasião para reavaliar a situação, caso ela me seja apresentada». 

 

Fica agora no ar a dúvida se aceitará ou não a posição na estrutura ou se optará por se distanciar do Sporting neste momento. A exemplo de Paulo Bento, poderá não exigir compensação para o balanço do seu vínculo contratual ou, como Domingos Paciência, preferir manter-se no desemprego a usufruir de um bom salário pago pelo Sporting. Só espero que a posição oferecida não seja a de liderar a equipa B, o que, a meu ver, não seria a melhor das opções.

A questão do treinador

Em comentários a postal recente da Helena Ferro de Gouveia renovei a opinião que venho defendendo desde há algum tempo (e que já repeti neste blog, desde a minha entrada aqui, acontecida na "janela de transferências" de Inverno da época passada). Ou seja, defendo que o treinador do Sporting deve ser Malcolm Allison. Alguns amigos co-bloguistas avisam-me que este já faleceu. Sim, claro, Big Mal já faleceu (ou, pelo menos, faleceu aquele pouco que acontece aos imortais). Mas o que eu, grande dirigente de sofá, continuo  a pensar é que é necessário ir buscar um treinador excêntrico ao meio, tentar repetir o efeito Allison (e que teve o seu avatar explícito em Boloni e implícito em ... Augusto Inácio). Não porque os treinadores portugueses não sejam competentes, como se vê por esse mundo fora, como se vê no campeonato. Mas porque o Sporting está preso do complexo Paulo Bento. Um homem de personalidade muito forte, que terá contado com raro apoio interno, ainda que imperfeito (como a gente bem lembra), mas cujas imperfeições ele foi limando enquanto conseguiu. Para além dele aquele "banco" tem sido uma vala comum de compatriotas, uns mais capazes outros menos. Mas com toda a certeza que bem melhores do que o vale de lágrimas que aquele maldito fosso do estádio tem sido.

 

Ontem Carlos Xavier disse isso mesmo. Que venha alguém de fora. que não conheça os belos e os feios, os bons e os maus. Adianto eu, que seja muito rijo e algo sábio. E que nós não gritemos se não for campeão: porque não vai ser. Se isso acontecer, surpresa! Se isso não acontecer? É o normal, ele que faça melhor para o ano.

 

(Falsa) Adenda: muito se fala do necessário "sportinguismo" nos treinadores. Até pelo "coração de leão" de Sá Pinto (que sempre julguei portista, diga-se, o que não veria como defeito) e pela ascensão agora de Oceano, o "tecnicista" que foi o melhor jogador da sua geração, e que tanto amei ver jogar. Ora o Sporting sempre foi um sítio ingrato para esses adeptos-treinadores (Mário Lino, à boca de bi-vencedor; Rodrigues Dias; Manuel Fernandes; Fernando Mendes; Pedro Gomes; Augusto Inácio, etc.). Deixemo-nos de mitos. O que eu quero é treinadores que façam sportinguistas. Não quero treinadores sportinguistas.

 

(Vera) Adenda: agora que o inevitável aconteceu repito o "Viva Sá Pinto!" que aqui deixei há alguns dias. Foi bom, disfrutei-o, o que aconteceu o ano passado. Porventura com dedo(s) de Domingos. Obrigado a este também. Então "Viva Domingos!". E "siga a marinha".

Exercendo o direito de amuar

Amuei, amuei no 2-0 e ainda não me passou. Não esperava, admito.

Sou uma pessoa que não conta com jogos ganhos à partida, "sei bem o que tenho em casa", costumo dizer. Mas não esperava um 3-0 na Hungria, nunca pensei. Uma derrota podia ter-me passado pela cabeça, não isto.
Não estou a falar de Sá Pinto, esse assunto está arrumado. Já nem falo de quem cá ficou, de quem saiu do jogo, quem fez assistências ao adversário e quem falhou o que não podia. Já nem vale a pena. É a falta de atitude, a desilusão de adeptos, a confirmação de que assim não podia continuar e foi mais fundo.
Não gosto de definir ciclos, mas de vez em quando no Sporting há uns assim: achamos que pior não fica e de repente há um Videoton de que não nos esqueceremos tão cedo, se é que alguma vez.
Enfim, ontem depois do 2-0 afundei-me no sofá e só de lá saí bem depois de o jogo terminar. Doente, ainda fico doente com estas coisas. 
 
PS: obrigada, Sá. Nem mais nem menos (já disse o que queria num outro post): obrigada. 

Rui Gomes... tinha razão!

Sá Pinto chegou provavelmente cedo demais a treinador da equipa de futebol do SCP. Uns anos a treinar os juniores ou como adjunto do treinador principal teriam ajudado um sportinguista, com alma e garra, a aprender algo muito importante num treinador... treinar, preparar, organizar, planear, como implementar táctica e estratégia no mundo real.

Com todos os sinais de alarme a disparar, apenas vi o primeiro na final da Taça de Portugal e decidi, conscientemente, ignorar.

Com todas as evidências a apontarem num sentido preocupante, acreditei que a persistência, aliada à dificuldade de substituição capaz em tempo útil com resultado suficiente, daria resultado.

Enganei-me. Bastante.

Mantenho o respeito pelo homem e acredito que voltará.

Mantenho a convicção, a par de enorme admiração por Oceano, Inácio e Manuel Fernandes, de que não são soluções para ainda disputar o título de campeão nacional de futebol 2012/2013.

Qualquer solução que esta direcção contrate que não vise rentabilizar o grande investimento realizado e vencer todas as competições em que o SCP está envolvido, não serve pura e simplesmente!

A situação "à beira do abismo financeiro" do SCP exige isso.

A cura do complexo de "menor Grande" herdado do "projecto Roquette" passa por isso.

A recuperação da mística do SCP e do espírito vencedor, do hábito de vencer, obriga a isso.

Eu não escolhi Sá Pinto mas teve de mim, desde o primeiro minuto, apoio total, inquestionável e incansável.

Eu não votei em Godinho Lopes, mas teve de mim, e de muitos outros, toda a margem de confiança e todo o apoio leal.

Ao primeiro, julgo eu, vou dizer um até breve no SCP, um "até já" na bancada.

Ao segundo e à sua equipa, deixo um... atinem, tremam, ponham-se finos que os sócios não se estão a marimbar!!!!

 

P.S. - Uma palavra muito pessoal ao quadro do SCP que a lista de Godinho Lopes angariou e em quem deposito confiança de que sabe mesmo o que faz... Carlos Freitas, dá-nos o impossível: dá-nos um "Marcelo Bielsa"!

 

Adeus Sá

Ricardo Sá Pinto vai deixar de ser o treinador do Sporting depois da derrota de hoje por 3-0 com o Videoton. Uma história com um final infeliz, mas que era esperada há muito. Sá Pinto deu o seu melhor, chegou a pôr a equipa a jogar com garra, conseguindo bons resultados, sobretudo na Liga Europa da época passada. Mas fracassou no campeonato, na final da Taça de Portugal e caiu nas meias-finais da Liga Europa. Sai pela porta pequena, com uma equipa a jogar um péssimo futebol, desgarrado e sem chama. Talvez tenha chegado cedo demais ao comando da equipa sénior, talvez se tenha perdido um bom técnico dos juniores, talvez venha a ter sucesso noutro lado. Mas o Sporting tem que ter mais certezas e menos dúvidas, o Sporting precisa de um rumo. Veremos quem vem aí. Uma nota: chega de experimentalismos, entreguem a equipa a profissionais de renome. Por favor.

Pesadelo

Durante o jogo: "Vamos, vamos" enquanto bate palmas.

Após o jogo: "acredito ... acredito ... acredito."

Senhor Presidente, isto agora só está nas suas mãos...

E se me permite um conselho: deixe passar o jogo com fêquêpê onde até seremos capazes de não fazer uma tristíssima figura como hoje. Sá Pinto joga melhor contra os fortes (tudo atrás da linha da bola) do que contar os fracos (ter que tomar conta do jogo). Mas, por favor, não se deixe iludir com essa eventualdiade - o que é, está à vista.

Era "espetável"... mas não espetou

«A contestação [a Sá Pinto] não trespassou para a assembleia geral do clube, ontem à tarde, no pavilhão multidesportivo de Alvalade. Era espetável que no período aberto a questões fora da ordem de trabalhos se falasse de futebol, sobretudo de Sá Pinto. Mas o certo é que o tema passou ao lado da reunião magna. (...) Seja como for, parece certo que os próximos jogos do Sporting serão fundamentais para o futuro de Ricardo Sá Pinto.»

 

Excerto da peça principal da edição de hoje d' A Bola, sob o título - não justificado no texto - "Sá Pinto numa posição mais fragilizada". À falta de factos, usam-se expressões nada noticiosas, do género "parece certo". Os sublinhados em itálico na transcrição, naturalmente, são da minha responsabilidade.

O que eu vi ontem!

Quando a noite passada não morri de coração ao ver o jogo, jamais morrerei. O Sporting mereceu a vitória sem qualquer margem de dúvidas sendo a única equipa que pretendeu ganhar a partida. Paulo Alves fez o que lhe competia. Defendeu até à exaustão um resultado que lhe caíra nas mãos, quase de graça. Obviamente que o Gil Vicente não faz parte deste campeonato. Na conferência de imprensa, o treinador dos gilistas mostrou respeito e classe, quando se referiu em termos elogiosos ao seu adversário. Algo que muuuuuuuuuitos que passaram pelo Sporting não (de)monstram.

Agora mais descansado, o jogo de ontem deu para perceber algumas coisas:

1 – A equipa está com Sá Pinto e este com a equipa;

2 – Diego Capel é o grande sucessor do actual treinador. Vejam a forma como após ter marcado o golo, correu a buscar a bola e a recolocou no centro de campo, quase sem comemorar;

3 – A paciência que teve a equipa, para virar o resultado adverso, não obstante a espaços o nervoso que atingiu alguns jogadores;

4 – Wolfswinkel é ponta de lança… todavia tem de ser mais eficaz;

5 – A arbitragem exagerou na expulsão de Labyad;

6 – A quantidade de passes perdidos no meio campo;

7 – O ganhar a “segunda” bola quando se está ao ataque é deveras importante: desequilibra o adversário e evitam-se os contra-ataques.

8 – A massa associativa está outra vez com a equipa. Mas não pode ser só nas vitórias…

 

Que venha o Estoril! 

 

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