Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Os melhores: Rui Patrício, Mathieu, Bruno

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando vai decorrido cerca de um quarto do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

ruip2[1].jpg

 

A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Rui Patrício:             44 pontos

Mathieu:                   35 pontos

Bruno Fernandes:  28 pontos

William Carvalho:  28 pontos

Battaglia:                   9 pontos

Gelson Martins:        4 pontos

Gelson Dala:                1 ponto

Acuña                            1 ponto

 

Breves comentários:

  • Não deixa de ser curioso que o elemento mais votado, a larga distância dos restantes, tenha sido igualmente aquele que figura há mais tempo no plantel leonino.
  • William e Bruno Fernandes recolheram o mesmo número de votos. Para efeitos de pódio, apliquei o seguinte critério de desempate: o do número de leitores/autores que votaram em cada um. Bruno ultrapassou o colega pois foi mencionado por 17 pessoas, enquanto William só foi referido por 13.
  • Fiquei surpreendido com a baixíssima votação de Gelson Martins, que considero injusta.
  • Surpreendem também as exclusões de Bas Dost e Coates.
  • A menção a Gelson Dala só pode ser entendida como brincadeira.
  • Metade dos nomes referidos são reforços desta época, confirmando-se assim a satisfação dos adeptos pelas contratações efectuadas durante o defeso.

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

 

O pior estádio do mundo

Seria fácil não escrever aquilo que vou escrever mas acredito que os prognósticos se fazem antes dos jogos.

É antes dos jogos acontecerem que temos de antecipar os problemas.

Vou recuar ao programa da Antena 1, Grandes Adeptos, de 2017.10.02, na parte final deste programa, o comentador benfiquista (sr. Telmo Correia) diz esta frase: "esperemos que esteja assim na selecção" (cerca do minuto 37) comentava-se a excelente exibição do Rui no Sporting vs. Porto.

Ora a frase carregada de ironia queria dizer o quê... «espero que o Seferovic lhe marque três ou quatro golos em pleno estádio da Luz e que isso lhe sirva de motivação para repetir o mesmo no campeonato».

É este (penso) o sentimento do sr. Telmo Correia e, certamente, não estará só.

Amanhã muitos benfiquistas/lampiões vão ao Estádio da Luz para ver golos de Seferovic.

Eles, coitados, não têm culpa.

Quem marcou o jogo para esse estádio, tem.

Foi uma péssima escolha pelo que vimos acima.

Foi uma péssima escolha pois a maioria dos jogadores da selecção portuguesa que entrarão em campo amanhã são oriundos do Sporting ou do FC Porto, logo terão sempre a sensação de estarem a jogar fora.

Foi uma péssima escolha pela carga negativa que envolve aquela infra-estrutura de cimento inacabado e de lã de vidro displicente, foi ali que perdemos um Europeu para a Grécia.

Por todas as razões que apontei, anteriormente, é o pior estádio do mundo para se realizar o Portugal vs. Suiça mas esperemos que mesmo com toda esta carga negativa desnecessária, amanhã os nossos rapazes consigam vencer; é isso que esperamos, é isso que desejo.

Pódio: Rui Patrício, William, Gelson, Mathieu

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FCP pelos três diários desportivos:

 

Rui Patrício: 20

William Carvalho: 18

Gelson Martins: 17

Mathieu: 17

Coates: 16

Acuña: 15

Piccini: 15

Jonathan Silva: 14

Bas Dost: 13

Battaglia: 13

Bruno Fernandes: 12

Bruno César: 11

Podence: 1

 

Os três jornais elegeram Rui Patrício como melhor jogador em campo.

O Muro de Lisboa

RP.jpg

 

Não há muito que eu tenha para dizer. Quando em casa com o Porto o nosso melhor jogador é o guarda-redes, isso mostra como foi. Também não tenho grande coisa para resmungar, os rapazes vindos lá de cima jogaram bem, na primeira parte impuseram-se, amarfanharam até. Na segunda parte nem tanto, que aquilo foi oscilando, podia ter "caído" para qualquer um dos lados. Mas, de facto, não se perdeu o jogo porque o Rui Patrício foi o Muro de Lisboa a que nos vem habituando. 

Jogo sem "casos" nem porradas, protestos e desvairos. Mau para os comentadores da bola, de que poderão agora falar?, que o árbitro Xistra passou por ali como se não fosse nada com ele. 

Algumas breves notas, para mais tarde, ao longo da época, confirmar: a) Jonathan Silva é um desamado no plantel. Mathieu, Coates, Battaglia, William, talvez mais, passam-lhe a bola em registo de biqueirada ou lá mais para a frente ou para trás dele. Os chutos saem directos pela lateral. O rapaz parece que falha, a gente incomoda-se. Uma cabala contra o jovem argentino? b) Gelson rodopia, imaginativo, deambula, passa, por vezes muito bem outras nem tanto, o que é normal. Mas há alguns jogos que não o vejo driblar/fintar/ladear um adversário, aquele célebre e tão necessário "ir para cima" do outro, e daí ir até à linha para passar/cruzar. Mero acaso ou está em vias de transformação, devido aos cuidados tácticos defensivos, mudando-se de grande extremo para mero bom jogador? c) não percebo nada de metodologia de treino mas se calhar treinar a marcação de cantos não seria desadequado. Não houve um que se aproveitasse; d) o banco do Sporting, afinal, é muito curto. Para tentar desfazer um 0-0 em casa Jesus fez uma substituição (a de Podence não conta). É óbvio que sente não ter opções.

A ver vamos nas próximas jornadas. Agora intervalo para selecções. O que será bom para quem está em "crise". Não é o nosso caso.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Dia de São Patricio empata a imaculada táctica de Conceição

Ontem em Alvalade, o Porto começou por vencer por falta de comparência o duelo dos africanos. Assim, enquanto os dragões apresentaram um tridente no ataque, formado por internacionais da Argélia, do Mali e dos Camarões, os leões preferiram manter no exílio, em Alcochete, um titular da selecção de Angola - acabadinho de realizar um hat-trick contra o líder do campeonato da 2ª Liga - , ao mesmo tempo que Doumbia, costa-marfinense, também esteve ausente dado ter-se lesionado numa actividade extracurricular relacionada com mergulhos.

Assim, consumou-se a segunda derrota do emblema do leão rampante em apenas dois dias, porque já na véspera Sérgio Conceição tinha batido Jorge Jesus nos "mind games", vulgo bate-boca, quando, usando de ironia fina, afirmou que tinha informado os seus jogadores que talvez fosse melhor poupar algum dinheiro ao clube, não fazendo a viagem para Lisboa, dado o treinador leonino ter dito que estava certo de que iria ganhar o jogo.

Neste transe, tenho de admitir que o empate verificado no campo foi lisonjeiro e soube a vitória, até porque entrámos em campo com apenas 10 jogadores e sem alternativa para Bas Dost, caso este se tivesse lesionado. Assim, o fantasma de Fábio Coentrão andou muito tempo a passear-se pelo relvado, apenas eclipsando-se por momentos quando acometido por umas súbitas mialgias. Já o espirito do "Bas Dost do ano passado" não parou um segundo de assombrar a mente dos nossos adeptos.

 

A equipa:

 

Rui Patrício - Oh Captain!, my captain!, em dia de visita de Adrien Silva, Rui foi simplesmente perfeito na passagem do testemunho. Na primeira parte, duas defesas no chão, perante tentativas de Brahimi e Aboubakar, e outra, no ar, por reflexo, a remate de Marega. De salientar, também, a atenção patenteada após uma "rosca" de Jonathan Silva, este já com a "cabeça feita num torno". Na segunda parte, ainda impediria Marega e Layún de marcarem, após mancha e estirada fotogénica, respectivamente. Uma das suas melhores exibições de sempre e garante do empate registado no final.

Nota: Dó Maior

 

Piccini - Se o jogo fosse um bolo-rei, Jonathan estaria cristalizado - como a fruta - e ao italiano calhar-lhe-ia a fava (Brahimi). No entanto, nunca virou a cara à luta até se impor definitivamente, com o apoio da ASAE, perdão, de Acuña, na segunda parte. Ajudou no ataque, ganhando alguns pontapés-de-canto e realizando diagonais interessantes já previamente testadas face ao Barcelona.

Nota: Sol

 

Coates - Não apontou nenhum golo na própria baliza e isso já lhe daria uma nota razoável, mas não se ficaria por aí realizando cortes providenciais que ajudaram a equipa a manter-se no jogo até ao fim. Voltou à sua condição de Ministro da Defesa, gerindo politicamente o cargo, delegando no seu Secretário de Estado, Jeremy Mathieu, o embate com as forças armadas inimigas.

Nota:

 

Mathieu - Insuperável por terra (recorrendo até ao carrinho) e, principalmente, pelo ar - em vários momentos pareceu ter asas - não tem nota máxima dado ter tido a maldade de expor de forma cruel as inúmeras insuficiências de Jonathan na saída de bola para o ataque. Razão: ter colocado a bola sempre um centímetro à frente daquilo que são as actuais (?) possibilidades do argentino.

Nota: Si

 

Jonathan - O argentino é esforçado - basta olhar para a sua cara, parecendo sempre um balão pronto a rebentar - mas manifestamente não tem vida para estas guerras. Com ele em campo, a lateral esquerda parece um produto da nossa imaginação, uma alucinação onde julgamos observar este jovem gaúcho que, não fora ser exasperantemente lento, não ter domínio e recepção de bola e falhar frequentemente no seu posicionamento, até poderia jogar no Sporting. Um bom centro à procura de Bas Dost evitou a nota mínima.

Nota:

 

Battaglia - A qualidade do seu passe neste jogo esteve ao nível das escolhas de Passos Coelho para as eleições autárquicas de ontem. Compensou com várias recuperações de bola, nomeadamente na segunda parte, quando o cansaço de companheiros e adversários fez emergir a sua imponente condição física.

Nota:

 

William - O Sir teve momentos arrepiantes, envolvendo escorregadelas comprometedoras em saídas para o ataque e na contenção defensiva, mas acabou como um dos mais influentes em campo, ajudando a equipa leonina a impor-se no meio campo e dominar a segunda parte do jogo. Aspecto a melhorar é o seu remate que continua ao nível do pontapé aos postes realizado pelos melhores médios de abertura do rugby mundial.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Muito marcado por Danilo e sempre com outro dos médios do Porto por perto, não teve grandes oportunidades para se mostrar. Denota cansaço, mais mental que físico, e isso ficou demonstrado quando, depois de ter roubado a bola a Danilo, entrou na área pela direita e podendo assistir Dost - isolado no centro - faltou-lhe discernimento e preferiu rematar de ângulo difícil por cima. 

Nota:

 

Gelson - Faz lembrar um disco de 33 r.p.m. tocado a 45 rotações por minuto. O seu jogo continua confuso, demasiado sôfrego, como se quisesse exprimir numa só jogada todo o leque de truques que aprendou na sua vida futebolística ou, voltando a recorrer ao cenário musical, como se - sendo já um artista consagrado - tentásse cantar todos os Greatest Hits de uma carreira em 15 segundos. O resultado é um amontoado de movimentos para a esquerda, para a direita, spins e o regresso, invariavelmente, à casa de partida, num "loop" de repetições que eterniza durante os 90 minutos. Precisa urgentemente de reencontrar a estabilidade psicológica que lhe permita voltar a mostrar o seu inegável talento.

Nota: Sol

 

Acuña - Estava o jogo no início, Jonathan e os outros voltaram as costas a uma bola que se perdia pela linha final no lado esquerdo da defesa leonina e eis que esta bate na bandeirola, suspense no estádio, mas Acuña foi o único que acreditou que tal pudesse acontecer e estava lá para evitar o pânico e aliviar a bola para o meio campo adversário. Esta jogada é paradigmática do que um jogo de futebol significa para este argentino: concentração máxima, espirito de missão, compromisso, atenção a todos os pormenores. A melhoria do Sporting na segunda parte muito se ficou a dever a ele, principalmente quando Jesus decidiu mudá-lo de flanco, opção que permitiu a Acuña constituir-se como precioso auxiliar de Piccini na missão de "secar" Brahimi. Grande raça, um dos melhores da equipa.

Nota:

 

Bas Dost - Lutou bravamente nos ares contra a aliança ibero-americana adversária, ganhando e perdendo bolas, mas nunca virando a cara à luta. Menos feliz nas combinações pelo chão com os colegas e ainda mais apagado nas antecipações aos defesas portistas nos cruzamentos. Neste último item perdeu três boas oportunidades, demorando a entender o que era requerido - surgir ao primeiro poste e desviar a bola para a baliza. Parece demorar a encontrar o seu alter-ego que aqui jogou na época transacta.

Nota:

 

Bruno César - Entrou a render o outro Bruno - Jesus, agora que o presidente está suspenso, continua a gostar de manter ao seu lado no banco um Bruno - e revelou-se uma agradável surpresa. Jogando muitas vezes de primeira, criou algumas auspiciosas oportunidades de exploração do flanco esquerdo do nosso ataque que não tiveram a continuidade devida (e fiquemos por aqui).

Nota: Sol

 

Podence - Jesus disse na conferência de imprensa que lhe deu 10 minutos, assim a modos como se pede a um patrocinador um relógio alegando que o nosso não está a funcionar bem. Oficialmente, entrou aos 89 minutos e esteve 2 minutos a assistir à preparação de um perigoso livre contra nós, pelo que ter-se-á mexido durante 2 minutos, suficiente para ter tocado uma vez na bola, insuficiente para tal poder ser considerado como uma oportunidade.

Nota: -

 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício 

Os nossos jogadores, um a um

Outro empate do Sporting no campeonato - o segundo consecutivo. Desta vez em casa, frente ao FC Porto.

O primeiro clássico da temporada foi dominado na primeira parte pelo portistas, conseguindo o Sporting supremacia em largos períodos do tempo complementar. Mas o nulo inicial não chegou a ser desfeito.

Nota negativa para as fracas exibições de vários dos nossos jogadores. Ou por cansaço físico ou por acusarem em excesso a responsabilidade deste jogo.

Nota negativa também para a ausência de Fábio Coentrão do onze titular. Começa a ser intrigante - e preocupante - a condição física do lateral esquerdo.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (8). O nosso guardião esteve ao seu melhor nível. Travou sempre com sucesso os duelos com os avançados adversários. Evitou três golos quase certos (40', 44', 79'). O melhor Leão em campo.

PICCINI (6). Travou um duelo duríssimo com Brahimi, que lhe deu sempre muita luta. Não se saiu mal neste combate com um dos extremos mais acutilantes do campeonato português.

COATES (6).  Exibição oscilante, mas com momentos de grande fulgor, nomeadamente quando fez um corte providencial. Sempre que pôde, ajudou a empurrar a equipa para a frente.

MATHIEU (7). Voltou a ser o melhor do quarteto defensivo. Ganhou todos os duelos com a bola no ar e revelou a habitual precisão de passe. Acabou o jogo a fazer também de lateral esquerdo improvisado.

JONATHAN SILVA (3). O pior desempenho do onze titular. No primeiro tempo, em especial, teve momentos desastrosos. Melhorou um pouco na segunda parte, quando actuou quase só como médio ala.

WILLIAM CARVALHO (7). Contribuiu para a boa organização leonina do segundo tempo ao recuperar bolas e colocá-las com visão estratégica nas posições mais avançadas. Revelou grande fulgor físico.

BATTAGLIA (4). A pior exibição do médio argentino desde que joga de verde e branco. Na primeira parte, em particular, quase nada lhe saiu bem. Nem passes, nem bolas disputadas, nem aceleração de jogo.

GELSON MARTINS (6). Procurou sempre dinamizar a equipa, mas abusou das fintas inconsequentes, com alguma falta de objectividade. No entanto, envolveu-se muito no processo defensivo. Sem acusar cansaço.

ACUÑA (5). Jogou em sub-rendimento, acusando desgaste físico. Mas foi sempre muito combativo, embora com manifesta crise de inspiração em determinados lances cruciais.

BRUNO FERNANDES (4). O nosso médio mais criativo ficou muito aquém do que esperávamos dele. Pior momento: quando desperdiçou a melhor oportunidade de marcar, aos 59'. Substituído aos 62'.

BAS DOST (5). Cinco jogos sem marcar. Com espírito de equipa, integrou-se no processo defensivo. Mas anda com défice de golos. Podia ter marcado aos 59', mas Bruno foi egoísta e não lhe passou a bola.

BRUNO CÉSAR (6).  Entrou aos 62', substituindo Bruno Fernandes, e acelerou o jogo, conferindo acutilância à ala esquerda, onde se integrou com desenvoltura na melhor fase do Sporting neste clássico.

PODENCE (-).  Entrou aos 90', substituindo Acuña. Opção inexplicável, quando precisávamos de marcar um golo e não de queimar tempo. Mal chegou a tocar na bola. 

Rescaldo do jogo de ontem

20171001_192055-1.jpg

 

 

Não gostei

 

 

Do empate em casa (0-0) frente ao FC Porto. A jogar em casa, com estádio quase cheio e os adeptos a puxarem pela equipa, o onze leonino foi incapaz de vencer um dos seus adversários directos na luta pelo título. Houve repartição de pontos mas os portistas, naturalmente, têm mais motivos para sorrir. Desde logo porque permanecem na frente.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem vencer. Empate caseiro com o Marítimo para a Taça da Liga, empate em Moreira de Cónegos para o campeonato, derrota em Alvalade com o Barcelona e agora o nulo imposto pelo FCP em Alvalade. A pedalada revelada pelo Sporting no início da época parece ter-se desvanecido.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem marcar. Ficámos a zero contra o Marítimo, contra o Barcelona e agora contra o FCP. E contra o Moreirense o nosso único golo resultou de um mau alívio de um jogador adversário, que introduziu a bola na própria baliza. Dá que pensar.

 

Do quinto jogo consecutivo sem Bas Dost marcar. O que se passa com o nosso goleador, que voltou a ter uma exibição muito apagada? Nem sequer conseguiu cabecear com êxito num dos dez cantos de que dispusemos.

 

Dos primeiros 45 minutos. Medíocre exibição do Sporting, que consentiu domínio portista em todas as zonas do terreno. Na primeira parte só fizemos um remate enquadrado à baliza adversária.

 

Do banho táctico dos portistas na primeira parte. Sérgio Conceição manietou o onze leonino com uma boa organização e uma forte consistência da sua equipa. Jesus foi incapaz de encontrar um antídoto eficaz antes de o árbitro apitar para o intervalo.

 

Da ausência de Fábio Coentrão. Foi um dos reforços da temporada, mas passa mais tempo fora do que dentro. Desta vez voltou a estar ausente.

 

De Jonathan Silva. Nervoso, jogando sempre nos limites da ansiedade, quase nada lhe saiu bem. Falhou passes, falhou desmarcações, falhou recuperações de bola. Uma exibição para esquecer.

 

De Battaglia. A pior actuação do médio argentino vestido de verde e branco. Sobretudo na primeira parte, em que foi incapaz de se revelar o dínamo da equipa, ao contrário do que já nos tem habituado.

 

Do falhanço de Bruno Fernandes, aos 59'. O médio criativo foi um dos elementos em má forma neste jogo. Podia ter marcado, na melhor ocasião de golo do Sporting, mas acabou por rematar por cima da baliza. Quando tinha Bas Dost livre de marcação poucos metros à sua esquerda. Em alta competição estes erros pagam-se caros.

 

Da entrada de Podence aos 90'. Uma substituição absurda, como se precisássemos mais de queimar tempo do que de virar o jogo. O jovem médio leonino nem chegou a tocar na bola. Entrou para quê?

 

 

Gostei

 

De Rui Patrício.  Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.

 

De Mathieu. Os colegas apresentaram-se em campo intranquilos e desconfortáveis, acusando talvez o peso do clássico. Ele não. Actuou com a serenidade e a eficácia de sempre, acorrendo sem cessar às dobras de Jonathan e lançando a bola bem colocada na organização ofensiva.

 

De William Carvalho. Irregular na primeira parte, partiu para uma grande exibição no tempo complementar, em que foi decisivo para consolidar o empate. E até tentou o golo, em duas ocasiões - numa das quais a bola acabou por embater nos ferros. Precisamos de um William em boa forma para mantermos intactas as aspirações ao título.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. O nosso bloco defensivo continua a revelar uma apreciável solidez.

 

Da bonita homenagem de Adrien ao intervalo. Nunca nos esqueceremos dele.

 

Foto minha, tirada antes do jogo em Alvalade

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting não mereceu mais do que o pontinho que trouxe hoje de Moreira de Cónegos. Com Acuña fora do onze, Battaglia no banco de suplentes, o inútil Alan Ruiz a titular, Bruno Fernandes fora da posição 10, em que mais rende, e um sistema táctico incapaz de desmontar a teia montada pela equipa do Moreirense.

Talvez já a pensar naquilo que não devia (o jogo de quarta-feira em Alvalade frente ao Barcelona), Jorge Jesus descurou demasiado este desafio. Não é de mais lembrar que os campeonatos perdem-se ou ganham-se nestes jogos com equipas que alguns erradamente consideram "pequenas".

A ineficácia foi tanta que só conseguimos empatar graças a um autogolo. O resultado final, 1-1, é um castigo merecido para a nossa equipa, que deu 45 minutos de avanço ao adversário. Já vimos este filme noutros campeonatos.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Sofreu um golo, em que nada podia fazer. Mas salvou pelo menos outro. Mostrou-se em boa forma.

PICCINI (4). Sem rasgos ofensivos, como já nos habituou. Cedeu todo o terreno ao marcador do golo do Moreirense.

COATES (5).  Podia ter feito melhor no lance do golo que sofremos, em que quase toda a nossa defesa foi apanhada desposicionada. Desta vez não fez a diferença à frente.

MATHIEU (6). O melhor do quarteto defensivo. Embora também abaixo da boa condição exibicional a que já nos habituou.

FÁBIO COENTRÃO (4). A novidade foi ter aguentado 90 minutos em campo. O golo do Moreirense nasce de um corte deficiente dele.

WILLIAM CARVALHO (6). Confinado a um combate desigual na primeira parte, cresceu de intensidade quando o nosso meio-campo conseguiu equilibrar-se. Fez o remate de que nasceria o nosso golo.

BRUNO FERNANDES (4). A mais fraca exibição em jogos oficiais desde que equipa de verde e branco. O melhor que fez foi marcar bem um livre directo, para defesa difícil do guarda-redes. Saiu aos 66'.

GELSON MARTINS (6). Procurou acelerar o jogo, mas desta vez foi incapaz de fazer a diferença. Mas foi dos mais inconformados. Merecia melhor sorte quando levou a bola a embater na barra, aos 67'.

BRUNO CÉSAR (3). Entrou como titular na posição de extremo-esquerdo, mas faltou-lhe inspiração e talento para romper a muralha defensiva contrária. Substituído aos 73'.

ALAN RUIZ (2). Jesus insiste em apostar nele e ele insiste em não corresponder. Foi titular como segundo avançado e com ele em campo o Sporting só jogou com dez. Não voltou do intervalo.

BAS DOST (4). Não foi bem servido pelos seus companheiros, mas a verdade é que parece andar desinspirado. Mais um jogo sem marcar. Nem andou lá perto.

DOUMBIA (4). Fez toda a segunda parte, substituindo Alan Ruiz. Menos posicional do que o holandês, foi igualmente inofensivo.

BATTAGLIA (5). Fora do onze titular, entrou só aos 67', rendendo Bruno Fernandes. Ajudou a tornar o nosso meio-campo mais compacto e imprimiu maior intensidade ao jogo leonino.

IURI MEDEIROS (2). Entrou aos 73' e teve uma actuação confrangedora, culminada já no tempo extra quando transformou uma das melhores oportunidades de golo num passe ao guarda-redes. Assim não.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Dos primeiros pontos perdidos. Empatámos 1-1 com o Moreirense, uma das equipas da cauda da classificação, que ainda não tinha marcado qualquer golo no seu terreno. Hoje não só marcou como foi para o intervalo a vencer. Perante um Sporting que optou por dar 45 minutos de avanço à turma adversária, talvez já a pensar no desafio de quarta-feira em Alvalade contra o Barcelona. Esquecendo uma lição elementar: os campeonatos ganham-se (e perdem-se) frente às equipas chamadas pequenas.

 

Do nosso meio-campo. Com Battaglia no banco, inicialmente, actuámos durante grande parte da partida com um elemento a menos no meio-campo, em comparação com o Moreirense, que assim estrangulou a nossa estratégia ofensiva. Jorge Jesus demorou demasiado tempo a mexer neste sistema táctico, que não potencia as qualidades de Bruno Fernandes: o ex-médio do Sampdoria é mais útil para a equipa quando actua logo atrás da linha mais avançada.

 

Das oportunidades perdidas. A mais flagrante ocorreu aos 67', por Gelson Martins, que parece querer qualificar-se para o "título" de rematador aos ferros. Um disparo à barra que decepcionou os adeptos leoninos. Mas também Bas Dost e William foram perdulários.

 

De Alan Ruiz. Jorge Jesus tem concedido todas as oportunidades ao argentino - e ele insiste em desperdiçá-las. Hoje a história repetiu-se: foi incapaz de acelerar o jogo, de criar desequilíbrios e de compensar a nossa inferioridade numérica no meio-campo. O treinador, impaciente com tanta falta de rendimento, trocou-o por Doumbia ao intervalo. Adivinha-se que o herdeiro da camisola que pertenceu a Bryan Ruiz terá uma cura de banco, eventualmente prolongada.

 

De Bruno César. Com Acuña de fora como medida de precaução, Jesus apostou nele como titular. A aposta saiu furada. O brasileiro não rendeu no flanco esquerdo, não fez melhor na ala direita e mostrou a mesma inaptidão nas raras incursões pelo eixo do ataque. A vontade dele pode ser muita, mas o talento parece ter-se eclipsado.

 

De Iuri Medeiros. Este ano não pode queixar-se de falta de oportunidades. O problema é que não tem sabido aproveitá-las. Hoje esteve em campo desde o minuto 73', rendendo Bruno César. Teve meia hora para mostrar o que vale. Mostrou muito pouco. Exasperando os adeptos sportinguistas, entre os quais me conto, já no tempo extra quando sem oposição, com boa oportunidade de remate, fez um autêntico passe ao guarda-redes do Moreirense. Lamento, mas assim não vai lá.

 

De Piccini. Onde andava o lateral direito no lance do golo da equipa da casa, aos 43'? Rafael Costa teve todo o tempo e todo o espaço para receber a bola, enquadrá-la com a baliza e rematar de forma bem colocada. Provavelmente agradeceu ao italiano este brinde tão inesperado.

 

De termos perdido a liderança. Vimos o FC Porto adiantar-se no campeonato, agora com mais dois pontos, na pior altura. A oito dias de recebermos os portistas em Alvalade, naquele que será o primeiro clássico da temporada. Vamos entrar em campo com mais pressão. E esta, como sabemos, nem sempre é boa conselheira.

 

 

 

Gostei

 

 

Da segunda parte do Sporting em Moreira de Cónegos.  Comandámos o jogo, revelámos dinâmica, marcámos um golo e tivemos oportunidades - infelizmente desperdiçadas - de marcar outros. Contraste total com o nosso desempenho nos primeiros 45 minutos. Mas faltou o mais importante: um golo que virasse o resultado.

 

De Rui Patrício. Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido. Foi para mim o melhor jogador leonino.

 

De William Carvalho. Muito desamparado, com um Bruno Fernandes quase irreconhecível e sem Battaglia perto de si na primeira parte, ainda assim foi o nosso jogador de campo mais inconformado. Melhorou o desempenho com a alteração táctica do segundo tempo e pôde evidenciar as qualidades que lhe reconhecemos, arriscando até incursões na grande área do Moreirense. O golo nasce de um ressalto após um remate seu.

 

Do autogolo do Moreirense. Num lance infeliz, o defesa Aberhoune introduziu a bola na própria baliza, na sequência de um remate de William. Chegámos assim ao empate. Com mais de meia hora para virar o jogo, o que infelizmente não sucedeu.

Trabalho específico

Rui Patrício não teve uma boa exibição em Atenas.

Jogar com os pés nunca foi o seu forte e então quando está inseguro no jogo, cada atraso para o nosso redes é um ai Jesus! Com o capital de experiência acumulado e créditos firmados, já era tempo de o guardião leonino gerir melhor a sua relação com a bola no pé.

Peter Schmeichel volta e meia, nas peladinhas, gostava de treinar noutra posição que não à baliza. Era do modo que ia trabalhando o seu jogo de pés. Não sei se em Alcochete Rui Patrício costuma fazer esse trabalho específico, mas convirá que o faça, porque mesmo que nunca se venha a tornar um primor no jogo com os pés, sempre poderá mitigar esse seu handicap e, consequentemente, os inevitáveis calafrios de cada vez que o jogo não estiver a correr de feição.

DIA D

E nunca mais acaba o dia de hoje…

 

Já estou cansado das possíveis saídas e entradas.

 

Mais do que entradas, o que eu pretendia é que nenhum dos nossos jogadores saísse.

 

Adorava poder contar durante este ano com Rui Patrício, Fábio Coentrão, William Carvalho, Adrien Silva, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

 

Parece que esta seria a melhor prenda que o Sporting Clube de Portugal poderia dar a Fernando Santos.

 

As rotinas de uma época poderiam ser o melhor trunfo para o Mundial e este argumento deveria ser ponderado por todos.

 

Saudações Leoninas

Campeão Rui Patrício

transferir-3[1].jpg

 

«Exibiu-se ao nível do que fez durante o glorioso Europeu de 2016, vencido por Portugal em França. O desfecho não foi tão espectacular, mas individualmente Rui Patrício voltou a estar à altura. Começou a mostrar-se aos 27', atento a uma bola perdida entre Pepe e Rafa Márquez que ficara ali, na zona de golo, à espera de ser empurrada. Mas foi engolido por Patrício. Depois, fez impressionantes defesas a remate de Javier Hernández (31'), desviando a bola com a mão direita para canto. Aos 83', saiu aos pés do mesmo Javier Hernández, e aos 93' e 118', no prolongamento, parou com mestria tentativas de Lozano e Herrera. Sempre lá.»

A Bola, ao eleger Rui Patrício como homem do jogo Portugal-México

 

«Da mesma forma que os dias parecem não acabar na Rússia por esta altura do ano, reflexo do solstício de Verão, também Rui Patrício tinha sempre algo a dizer quando os remates do México levavam o selo do golo. Elástico, felino a reagir e sempre bem colocado entre os postes, respondeu com defesas sensacionais às tentativas de Rafa Márquez (26'), Chicharito (31' e 83'), Herrera (56' e 117') e Lozano (94') e fechou a sete chaves a vantagem conquistada por Portugal no prolongamento, chegando mesmo a replicar aquele "instantâneo" em bronze que pode ser contemplado em Leiria, a sua terra natal. Fizeram-lhe uma estátua em vida e não foi exagero nenhum, porque este guarda-redes é mesmo especial: não treme, mantém a cabeça fria e vai a todas com uma segurança incrível. O autogolo de Neto foi, por isso, um pormenor.»

O Jogo, ao eleger Rui Patrício como homem do jogo Portugal-México

 

«Quando, pela primeira vez, negou o golo a Chicharito Hernández (31'), foi felicitado pelo dianteiro mexicano. O duelo manteve-se até final, detendo remates perigosos de Chicharito (83'), Carlos Vela (84'), Lozano (93') e Herrera (117'). Só mesmo no autogolo de Neto o guardião acabou por ceder. No resto, Rui Patrício foi enorme, viabilizando uma reviravolta que Portugal fez por merecer.»

Record, ao eleger Rui Patrício como homem do jogo Portugal-México

Balanço (1)

Rui-Patricio-438362[1].jpg

 

O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre RUI PATRÍCIO:

 

- Paula Caeiro Varela: «Porque é que no dia em que Rui Patrício é nomeado para a Bola de Ouro há um site de um jornal português que considera de absoluta pertinência e essencial essa informação de que "indianos dizem que Rui Patrício não merece estar nos nomeados"?» (26 de Outubro)

- Francisco Vasconcelos: «[Na baliza] ficaria com: Rui Patrício, Beto, Pedro Silva.» (4 de Novembro)

- Eu: «Faz hoje dez anos que começaste a defender a baliza na equipa principal do Sporting, parando uma grande penalidade nesse jogo de estreia. Missão que continuas a desempenhar com zelo e brio, sem te pesar no ego o brilhante título de campeão europeu e a eleição como melhor guarda-redes do continente em 2016.» (19 de Novembro)

- Edmundo Gonçalves: «Como há males que vêm por bem, aquela prestação miserável da defesa na primeira parte proporcionou uma exibição de sonho a Rui Patrício, que tão precisado andava de algo assim.» (20 de Fevereiro)

Adeus?

Muitos adeptos do clube com quem tenho falado nos últimos dias não querem ir a Alvalade este domingo. Estão revoltados com as intervenções erráticas de Bruno de Carvalho, tristes com mais uma época desastrosa e muito críticos sobre a forma como estamos a jogar à bola.

O mais incrível é que alguns só admitem ir ver o jogo com o Desportivo de Chaves porque admitem que há jogadores que não voltam a vestir de verde e branco. E querem de alguma forma despedir-se e vê-los pela última vez em Alvalade. Falam de William Carvalho, Adrien Silva, Gelson Martins ou Rui Patrício. Falam só da coluna da equipa, por isso acredito que estejam preocupados e angustiados.

 

É altura de começar a ter estratégia e não deixar que estes e outros medos se instalem no SCP.

Pódio: Rui Patrício, Alan Ruiz, Adrien

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rio Ave pelos três diários desportivos:

 

Rui Patrício: 20

Alan Ruiz: 17

Adrien: 17

Paulo Oliveira: 17

Gelson Martins: 15

Coates: 14

William Carvalho: 14

Bas Dost: 13

Bruno César: 13

Podence: 12

Bryan Ruiz: 12

Palhinha: 11

Jefferson: 11

Schelotto: 10

 

Os três jornais elegeram Rui Patrício como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

2017-02-18 22.40.51.jpg

 

Gostei

 

Dos três pontos. Vitória arrancada a ferros frente a um Rio Ave que nos tinha vencido na primeira volta e que não mereceu perder em Alvalade. Vitória apertada e tangencial, por um tímido 1-0. Foi o melhor que se arranjou, com bastante sorte, em noite de desempenho medíocre da turma leonina.

 

De Rui Patrício. Foi o melhor jogador em campo e o herói da sofrida vitória do Sporting nesta partida em que vestiu pela 400.ª vez a camisola verde e branca enquanto profissional, num percurso iniciado há dez anos. Fez defesas soberbas, sobretudo nos primeiros 25 minutos, impedindo pelo menos quatro vezes o Rio Ave de marcar. No final foi alvo de uma expressiva homenagem dos adeptos presentes em Alvalade. Homenagem mais que merecida.

 

De Alan Ruiz. Voltou a marcar, num golo de ressalto após uma soberba jogada de Gelson Martins. Iam decorridos apenas 20', totalmente contra a corrente do jogo, quando o Rio Ave dominava. O golo abriu expectativas que não se concretizaram. Mas o argentino voltou a ter uma exibição positiva, abrindo linhas de passe para os colegas e revelando uma dinâmica muito superior à das suas semanas iniciais em Alvalade.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Desde o desafio no estádio do Restelo, em que vencemos o Belenenses por 1-0, não chegávamos ao fim dos 90 minutos sem sofrer golos. Voltou a acontecer quase dois meses depois (a nossa visita a Belém ocorreu a 22 de Dezembro).

 

 

Não gostei

 

Da exibição leonina. Prestação medíocre do Sporting, ressalvando-se o caso de Rui Patrício. O onze de Jorge Jesus mostrou-se abúlico, triste, sem dinâmica nem chama. Parece uma equipa em pré-temporada, com escasso fio de jogo e deficientes ligações entre vários dos seus membros. Foi talvez o pior jogo do SCP em casa nesta época oficial, como de resto as bancadas iam sublinhando com assobios e vaias. Mau espectáculo, mau desempenho, más perspectivas para o resto da temporada.

 

Dos primeiros 25 minutos. O Rio Ave esteve imparável no período inicial da partida, em que podia ter-se adiantado com larga vantagem no marcador. Valeu-nos Rui Patrício para travar o ímpeto ofensivo da equipa de Vila do Conde.

 

De Jefferson. Não têm conta os passes falhados, as bolas transviadas, as jogadas sem pés nem cabeça congeminadas pelo lateral brasileiro, que fez perder definitivamente a paciência aos adeptos leoninos. Este Jefferson 2016/17 nem na equipa B tem lugar.

 

De Schelotto. Ataca razoavelmente, centra com relativa precisão mas é um susto a defender. Desposicionado, sem capacidade de recuo, sem conseguir desequilíbrios, força pelo menos um dos centrais a estar sempre de sentinela para atenuar os estragos. Voltou a acontecer nesta partida.

 

Da entrada tardia de Podence. Depois de se ter revelado um dos melhores elementos em campo na jornada anterior, desta vez só entrou aos 65'. Devia ter jogado mais tempo, até porque voltou a mexer com o jogo, ao contrário do que sucedeu com o primeiro suplente utilizado, Bryan Ruiz, que não adiantou nem atrasou - como de resto já estamos habituados.

 

Da lesão de Adrien. Tocado com gravidade duas vezes, à segunda o nosso capitão viu-se forçado a abandonar o campo. Não disputará a próxima partida, no Estoril - da qual já estava aliás afastado por acumulação de cartões amarelos.

 

Das contas erradas. É um absurdo os altifalantes do estádio anunciarem em parangonas bem sonoras a presença de 40.053 pessoas nas bancadas, como desta vez aconteceu, quando qualquer espectador presente em Alvalade percebia que este número estava longe de bater certo.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade

Vemos, ouvimos e lemos

Alguma alminha por aí capaz de explicar-me em que medida exactamente é que esta notícia do Record é relevante? porque é que no dia em que Rui Patrício é nomeado para a Bola de Ouro há um site de um jornal português que considera de absoluta pertinência e essencial essa informação de que "indianos dizem que Rui Patrício não merece estar nos nomeados"?

A sério? Isto é um site muito lido lá India, já percebi, e cá também? é daqueles sites que toooda a gente vai ler a correr quando quer saber notícias do futebol e ninguém me avisou?

É que se for isso prometo penitenciar-me e passar a ler o Sportskeeda ou lá o que é, com todo o afinco, todos os dias ao pequeno-almoço. Mas expliquem-me. De preferência em português, obrigada.

 

FullSizeRender.jpg

 

Parabéns, Rui

19792045_ZcPki[1].jpg

 

Rui Patrício integra a lista dos  30 nomeados para a Bola de Ouro 2016, ontem divulgada pela revista France Football. Mais: é o único jogador do campeonato português alvo desta distinção, que abrange também Cristiano Ronaldo e Pepe, seus parceiros na selecção nacional que se sagrou campeã da Europa.

Outro marco relevante na carreira do nosso n.º 1, que já foi considerado o melhor do Euro-2016 na sua posição. Rui Patrício - um grande profissional do futebol, formado na Academia de Alcochete - bem merece ser reconhecido  além-fronteiras após ter granjeado a justa reputação de melhor guardião português da sua geração.

Daqui lhe envio um abraço de parabéns, convicto de que o faço em nome de todo o plantel do És a Nossa Fé.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D