Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Parabéns, Rui Patrício

746288[1].jpg

 

Faz hoje onze anos, começaste a defender a baliza na equipa principal do Sporting. E começaste muito bem, parando uma grande penalidade nesse jogo de estreia. Missão que continuas a desempenhar com zelo e brio, sem te pesar no ego o brilhante título de campeão europeu e a eleição como melhor guarda-redes do continente em 2016.

Ao longo deste tempo, enfrentaste muitos obstáculos. Desde logo o cepticismo de sócios e adeptos, muitos dos quais te vaiaram nas bancadas, descrentes do teu valor. Depois a inveja e a maledicência ditadas pela clubite inflamada de uns imbecis que têm lugar cativo nas televisões. E até a desinformação de periódicos outrora respeitados, como o jornal A Bola, que parece ter hibernado durante dois anos - e não percebeu que foste um dos heróis da nossa campanha do Euro 2016, a mais brilhante de sempre do futebol português, ao defenderes uma grande penalidade nos quartos de final frente à Polónia.

És um verdadeiro Leão.

Parabéns, meu caro Rui Patrício.

Tudo ao molho e Fé em Deus - Bruno estava no banco

Afinal, Bruno foi para o banco, seguiu o conselho de Jesus e quando entrou desfez a disciplina da defesa famalicence, castigando-a com dois passes açucarados para golo, suspendendo assim as aspirações de uma equipa que não deu o Dito por não dito e nunca desistiu de procurar o golo. 

No calor da noite, Malheiro fez voz, perdão, vista grossa a um penálti sobre Bas Dost e a uma falta sobre Battaglia (para além de um fora-de-jogo não assinalado pelo auxiliar), em lance de onde resultaria uma grande penalidade contra o Sporting, a qual viria a ser marcada por um jogador que na época passada actuava no VARzim. Acontece, errar é humano, mas é por isso que também na Taça daria jeito haver vídeo-árbitro.

O que têm em comum os minutos 1, 34, 57, 67, 72, 83 e 89? São Patrício!!! Com nome de ciclista (e dos bons), o promissor Rui Costa passou-se dos carretos e ainda deve ter a cabeça a andar à roda, dada a forma como o guardião leonino lhe negou o golo - mas também ao Faria, que não fez, e ao Feliz, que não o foi - por diversas vezes. Destaque-se aqui a defesa do penálti após consultoria prestada por Bruno, sempre ele, o Fernandes (quem pensaram que era?). 

Palavras de apreço também para Coates, o nosso Ministro da Defesa, que liderou a invasão às redes adversárias, e para o inevitável Bas, que voltou a "dostar".

Podence, a espaços, Coentrão nos 90 minutos - quebrou-se um mito (espera-se que nada mais...) - e a lesão de Jonathan (mais uma) foram outras notas da noite de Alvalade.

Uma curiosidade final: o Mattheus, mal entrou, deixou a sua marca no jogo ao fazer uma falta com assinatura, um "penaltthy". Á atenção do merchandising do clube, pois assim já ficamos a perceber a utilidade da sua contratação...

famalicao.jpg

 

 

Quente & frio

Gostei muito da exibição de dois dos nossos jogadores esta noite no Sporting-Famalicão, num jogo muito valorizado pela réplica da equipa adversária, que não estacionou nenhum autocarro em Alvalade. Rui Patrício (para mim o melhor em campo) fez duas defesas extraordinárias, impedindo o golo forasteiro aos 58' e aos 73', e defendeu um penálti aos 90': com reflexos apuradíssimos, demonstra cada vez mais ser um dos melhores guarda-redes da Europa. Bruno Fernandes, que esteve no banco até aos 60', foi crucial para dar consistência ofensiva e dinamizar o nosso jogo com assistências para os dois golos do Sporting, ambos marcados de cabeça: o primeiro aos 65' por Coates, o segundo aos 81' pelo inevitável Bas Dost.

 

Gostei de ver Fábio Coentrão regressado à equipa após ter ficado excluído, por lesão, dos jogos contra a Juventus e o Braga: nesta partida fez duas posições - começou como médio ala esquerdo, passando a lateral esquerdo após a lesão de Jonathan - e permaneceu em campo até ao apito final aparentemente sem queixas no plano físico.

 

Gostei pouco que tivéssemos esperado mais de uma hora para ver o Sporting marcar em casa frente a uma equipa da Liga de Honra. Não havia necessidade de tanto sacrifício e tanto sofrimento para atingirmos o nosso objectivo neste jogo: passar aos oitavos de final da Taça de Portugal, mantendo ainda vivas as aspirações de conquista de todos os títulos que disputamos esta época.

 

Não gostei de ver mais um jogador lesionar-se durante a partida. Desta vez aconteceu a Jonathan Silva logo aos 10': o argentino teve de ser substituído por Gelson Martins, que ficara excluído do onze inicial, forçando o recuo de Coentrão para a lateral e condenando ao fracasso a experiência táctica de Jorge Jesus, que lançara o internacional português para uma posição mais adiantada, certamente para evitar que se desgastasse tanto.

 

Não gostei nada das prestações de dois jogadores que não têm categoria para integrar o plantel leonino: Petrovic e Mattheus Oliveira. O sérvio, que alinhou como médio defensivo titular, revelou-se apático, previsível e sem dinâmica: a equipa melhorou muito a partir dos 60', quando o treinador o trocou por Bruno Fernandes. O brasileiro, que entrou aos 86' só para queimar tempo, cometeu um penálti praticamente no primeiro lance em que foi chamado a intervir. Um disparate que quase valeu um golo ao Famalicão: felizmente Rui Patrício estava lá para defender.

Requiem pelo fotojornalismo desportivo?

rui patricio.jpeg

Talvez por alguns dos meus grandes amigos serem fotógrafos. Talvez por um deles ser mesmo um fotorepórter desportivo, actividade que desempenhou durante anos … talvez por isso mesmo me surpreenda, e angustie, isto. Sim, a gente sabe que a profissão fotógrafo capotou nos últimos anos – as milhares de milhões de pobres “imagens” avassalaram as algumas Fotografias que os oficiais do ofício sabiam manufacturar.

No campo do futebol, nos campos de futebol, idem. É ver os espectadores, em vez de seguirem o jogo, distraídos com os seus telefones a “filmarem” e “fotografarem” o jogo, produzindo um patético lixo cuja única inocência é não ocupar espaço físico.

Enfim, vem isto a propósito do Sporting-Juventus de anteontem. Aos 69 minutos, vindo lá do canto da baliza, Rui Patrício fez uma defesa extraordinária – não exactamente espectacular mas absolutamente extraordinária, no que mostrou de capacidade técnica de controlo do seu espaço próprio, a baliza e a pequena-área. Fica-me, aos meus 53 anos, como aquela defesa do meu ídolo de sempre, Vítor Damas, no estádio de Wembley ao serviço da selecção nacional.

Procuro no google uma fotografia dessa defesa, várias buscas. Nada encontro a não ser esta imagem televisiva. É possível que alguma haja, mas não a encontrando facilmente, com as tecnologias digitais de agora, mostra bem que a reportagem fotográfica está desmoralizada.

E sigo, no tom do envelhecido, com as saudades dos tempos dos António Capela e Nuno Ferrari. Esses que, com outra tecnologia, teriam arrancado, e imortalizado, este voo de Rui Patrício. E assim teriam inundado capas e primeiras páginas de jornais de papel.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Faltou a varinha mágica em noite de Halloween

Em noite de Halloween, Rui Patrício viu-se rodeado das habituais caras conhecidas na linha defensiva. Assim, para esse efeito, Ristovski surgiu mascarado de Piccini, André Pinto vestiu o disfarce de Mathieu e Jonathan...bem, Jonathan foi "Jonathan ao Cuadrado", tantas foram as vezes em que se teve de deparar com o extremo colombiano, o qual foi ala e, mais tarde, lateral direito na equipa da Juventus. Nada de anormal, pois à mesma hora, em Manchester, Svilar vestiu a carapaça de Mitroglou, marcando pelo segundo jogo consecutivo naquilo que foi a antecipação do Dia de Finados lá para as bandas da Luz. É caso para dizer que em noite de bruxas, nem (S)vilar das Perdizes os safou. E nem se pode referir, tendo tão boa imprensa, que Svilar tenha as costas largas...

Como curiosidade, o Sporting marcou o seu golo no quarto de hora em que tocou mais vezes na bola (15-30 minutos, 176 toques) e sofreu o tento da Juve nos últimos 15 minutos, período em que teve menos bola (apenas 78 toques). Globalmente, a equipa tocou 450 vezes na bola durante a primeira parte e 275 vezes, na segunda parte (61,1% do registo do primeiro tempo). Assim se conclui que, mesmo em noite de Halloween, não houve actividade paranormal, apenas consequências que decorreram das estatísticas.

Destaque global para Gelson Martins que esteve em todos os lances de perigo da equipa leonina. Aos 19 minutos, brincou com os apoios de Chiellini, torcendo-lhe a espinal medula de tal forma que já terá consulta marcada num quiroprático, no regresso a Turim. Do lance resultaria o golo do Sporting, após defesa incompleta (e para a frente) de Buffon, o qual perdeu o duelo de "Monstros" com o nosso São Patrício, o exorcista do "mal" transalpino. Na segunda parte, o ala arrancou por entre Alex Sandro e Barzagli e, mesmo carregado pelo brasileiro, percorreu 50 metros e conseguiu chegar à área para depois acabar a decidir pessimamente, não rematando à baliza do desamparado guarda-redes "bianconeri". Ainda participaria na jogada concluida com remate ao lado de Bruno César e naquela em que Bas Dost teria marcado se não tivesse cortado as unhas dos pés durante o fim-de-semana. Em suma, Gelson foi um constante pesadelo para a defesa italiana, tranformando o estádio de Alvalade numa casa assombrada para os "piemontesi".

Outro jogador em evidência foi Battaglia. Começou (primeiro quarto de hora) com uns modestos 6,4% de participação na posse de bola leonina, mas já terminaria a primeira parte com uns imponentes 12,4%, concluindo o encontro com uns notáveis - para um trinco, sendo que ainda foi box-to-box e lateral direito - 13,1%. Também acima da média estiveram Patrício, Ristovski (confirmação das boas indicações deixadas na Taça da Liga) e Acuña, o Muro de Alvalade. Bas Dost, em jogo de grande disponibilidade, conseguiu ganhar importantes bolas nos ares e Bruno César voltou a marcar um golo na Champions. Uma nota final para Bruno Fernandes: as coisas podem até não lhe sair bem, mas é indiscutível que tem um extra de qualidade face a qualquer outro jogador do plantel do Sporting, como se tornou bem evidente no lance que marcaria o último suspiro de ataque leonino. 

 

Junto apresento quadro da posse de bola leonina e comparação com os números de Battaglia, a quem pela função específica em campo muitos destes toques correspondem a desarmes efectivos. Eis a tabela:

imagem.png

sportingjuventus2.jpg

 

 

Pódio: Rui Patrício, Bas Dost, Battaglia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Rio Ave-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Rui Patrício: 21

Bas Dost: 17

Battaglia: 16

Coates: 16

André Pinto: 14

Bruno Fernandes: 14

Acuña: 14

Fábio Coentrão: 14

Piccini: 14

William Carvalho: 14

Gelson Martins: 12

Mathieu: 11

Podence: 11

Doumbia: 5

 

Os três jornais elegeram Rui Patrício como melhor jogador em campo.

Os nossos jogadores, um a um

Vitória arrancada a ferros em Vila do Conde. Vitória imerecida, perante uma equipa que jogou melhor que o Sporting, pressionou mais, rematou muito mais e teve mais posse de bola.

Uma vitória só conseguida graças à excelente exibição de Rui Patrício, que impediu por quatro vezes a bola de entrar na baliza à sua guarda.

Jorge Jesus repetiu o onze titular da goleada frente ao Chaves, domingo passado, mas desta vez sem sucesso. O Rio Ave é uma equipa bem superior aos flavienses e dominou nas transições defesa-ataque perante um meio-campo leonino muito desguarnecido, com William Carvalho desamparado.

A entrada de Battaglia logo a abrir o segundo tempo melhorou o nosso jogo mas continuámos ineficazes no plano ofensivo. Até aos 85', quando Bas Dost conseguiu enfim o golo solitário que nos valeu três pontos.

Um resultado bem melhor do que a exibição. E muito melhor do que a derrota que ali sofremos faz agora um ano.

A figura do jogo, indiscutivelmente, foi Rui Patrício.

 

............................................................................

 

 

RUI PATRÍCIO (9). Exibição muito próxima da perfeição. Com defesas extraordinárias aos 32', 48', 84' e 90'. Muito atento entre os postes, agilíssimo, com excelentes reflexos, evitou quatro golos.

PICCINI (6). Quase intransponível, sempre muito atento. Bons cortes aos 49' e 60'. Faltou-lhe ousadia nas incursões atacantes. Atravessava o melhor período neste jogo quando se lesionou com gravidade.

COATES (6).  Não comprometeu na manobra atacante e tentou marcar, sem sucesso, nas bolas paradas ofensivas. Não pareceu ressentir-se da troca de Mathieu por André Pinto como parceiro no eixo da defesa.

MATHIEU (4). Parecia longe da melhor forma logo desde início. E comprovaram-se os piores receios aos 28', quando se agarrou à perna, sentado no chão. Parece lesão complicada. Foi rendido por André Pinto.

FÁBIO COENTRÃO (6). Desta vez aguentou em campo a partida inteira. Mas já actuou em esforço nos últimos minutos. Cumpriu o essencial da missão ao policiar o seu flanco. Faltou-lhe progredir no terreno.

WILLIAM (6). Muito solitário a enfrentar a pressão do meio-campo adversário no primeiro tempo. Melhorou com a entrada de Battaglia. Foi um dos elementos mais pendulares. Faltou-lhe eficácia nos passes longos.

BRUNO F. (4). Voltou a ficar muito aquém daquilo que a equipa precisa para ganhar dinâmica e criatividade ofensiva. O melhor que fez foi um bom cruzamento para Bas Dost aos 47'. Substituído aos 82'.

GELSON (5). Correu muito, quase todo o jogo. Mas quase sempre de forma inconsequente. Muito marcado à frente, apoiou sempre a equipa quando recuava, ajudando a fechar os acessos à nossa baliza. 

ACUÑA (7). Fundamental na vitória ao participar na construção do golo. Recuou com frequência, em apoio a Coentrão. Forte disparo, aos 31', pouco acima da barra. Excelente passe no último minuto para Doumbia.

PODENCE (5).  Entrou muito bem na partida, com excelentes apontamentos técnicos, mas foi-se eclipsando a partir dos 20 minutos, dando a ideia de que não se recompôs de um choque. Saiu ao intervalo.

BAS DOST (7). Voltou a ser decisivo ao apontar o golo da vitória já perto do fim, o que sucede pela terceira vez nesta Liga. Ainda assistiu Bruno Fernandes num golo que acabaria invalidado por fora de jogo.

ANDRÉ PINTO (5). Aos 28', saltou do banco por lesão de Mathieu. Antes só tinha jogado seis minutos para a Liga. Sem grandes rasgos mas, apesar de dextro, não comprometeu na ala esquerda do eixo defensivo.

BATTAGLIA (7). Com ele em campo, a partir dos 28', a equipa ganhou intensidade, organização e consistência. Fundamental na jogada do golo, iniciada e quase concluída por ele ao assistir Bas Dost.

DOUMBIA (4).  Entrou só aos 82', substituindo Bruno Fernandes. Falta-lhe entrosamento com os colegas e alguma consistência táctica. No último minuto, bem servido por Acuña, falhou o golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da difícil vitória em Vila do Conde, por 1-0. Obtivemos três pontos num estádio onde o Benfica empatou e só o FC Porto até agora tinha conseguido triunfar neste campeonato. Três pontos arrancados quase a ferros, iam já decorridos 85', praticamente na única verdadeira oportunidade que tivemos ao longo de todo o jogo.

 

De Rui Patrício. Devemos ao melhor guarda-redes português os três pontos que trazemos hoje de Vila do Conde. Rui Patrício, de longe o melhor jogador que actuou nesta partida, fez quatro enormes defesas a remates que levavam o selo de golo. Aos 32', 48', 84' e 90'. Passam os anos e ei-lo sempre a crescer de forma entre os postes, dando inegável segurança à equipa.

 

De Bas Dost. Voltou a ser ele a fazer a diferença na nossa linha avançada. Quando é preciso decidir, decide mesmo. Muitos adeptos já desesperavam com o empate a zero que se mantinha aos 85', quando o holandês marcou o solitário golo da vitória coroando um excelente lance de contra-ataque, com a velocidade que se impunha. É a terceira vez que ganhamos quase no fim de um jogo nesta Liga - e sempre com golos de Bas Dost.

 

De Battaglia. Entrou só na segunda parte. Mas chegou a tempo de ajudar a organizar a equipa leonina, que fez um medíocre primeiro tempo. Contribuiu para trancar o nosso meio-campo defensivo perante as contínuas investidas do Rio Ave sem nunca descurar o envolvimento ofensivo. Foi decisivo no lance do golo, iniciado por ele numa boa tabelinha com Acuña e ao qual deu a melhor sequência assistindo Bas Dost.

 

De ter superado o fantasma do ano passado. Foi neste mesmo estádio que ainda no primeiro terço da Liga 2016/17 começámos a despedir-nos do triunfo que ambicionávamos no campeonato, saindo daqui com uma derrota por 1-3. Até por este motivo a vitória de hoje foi importante.

 

Da equipa do Rio Ave, bem treinada por Miguel Cardoso. Mesmo sem dois dos habituais titulares deu sempre boa réplica ao Sporting, dominou a primeira parte, teve mais posse de bola e rematou mais vezes. Merece ir longe no campeonato. E não merecia ter perdido este jogo.

 

Que não tivéssemos sofridos golos. À décima jornada, levamos apenas cinco sofridos. Mérito evidente da nossa defesa em geral e do nosso guarda-redes em particular.

 

De reforçar a nossa liderança em golos marcados fora de casa. Já levamos doze em cinco jogos.

 

De ver o Sporting na frente do campeonato. Liderança provisória, pelo menos até amanhã. Com 26 pontos, conseguidos em oito vitórias e dois empates.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das preocupantes lesões de Mathieu e Piccini. O francês viu-se forçado a sair logo aos 28', devido a problemas musculares, e o italiano jogou os últimos dez minutos a passo, impossibilitado de correr. São duas baixas quase certas para o importante desafio de terça-feira em Alvalade frente à Juventus. Vão fazer-nos falta.

 

Da nossa primeira parte. Jorge Jesus repetiu o onze titular da goleada frente ao Chaves mas não há dois jogos iguais e neste a receita não funcionou. O nosso meio-campo jogou descompensado e com óbvios desequilíbrios nos primeiros 45 minutos. Pressionámos pouco e mal, em ritmo frouxo e com baixa intensidade. O panorama melhorou depois do intervalo, com a troca de Podence por Battaglia, que acolitou William como tampão no eixo do meio-campo, onde o Rio Ave imperava.

 

Da nossa deficiente construção ofensiva. Perdi a conta às bolas despachadas sem critério para o meio-campo adversário, em sucessivos brindes à equipa da casa.

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, pareceu-me um elemento desgarrado da nossa organização colectiva. Restam poucas dúvidas que não rende muito na posição 8, em que actuou no primeiro tempo, complementando mal as movimentações de William Carvalho. Melhorou na segunda parte, quando Jesus o mandou avançar no terreno, mas falhou demasiados passes. Acabou por marcar um golo, no entanto invalidado por fora de jogo.

 

Dos assobios à equipa. Estavam decorridos pouco mais de 50 minutos quando os adeptos começaram a lançar impropérios bem sonoros aos jogadores. Nenhuma equipa é motivada desta maneira, como tantas vezes venho insistindo. 

Hoje giro eu - Rui, o São Patrício protector de Alvalade

Rui Patrício demorou a ser consensual nas bancadas de Alvalade. Após uma estreia auspiciosa nos Barreiros - defendeu um penalti - Rui tornou-se titular das balizas leoninas, promovido por Paulo Bento, na sequência de uma falha de atenção de Stojkovic que custou uma derrota no Dragão. 

O "marrazes" teve as dores de crescimento normais num jogador jovem. Cometeu erros que custaram alguns pontos e exasperaram os adeptos e nunca teve uma boa imprensa.

Para mim, Rui foi como o slogan que Pessoa cunhou para a Coca-Cola: "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Em vez de se revoltar com as constantes críticas dos adeptos, este Vosso escriba incluido, Patrício preferiu dedicar-se ao trabalho, melhorando alguns dos seus pontos fracos como os cruzamentos ou o jogo de pés.

De há uns 4 anos para cá, o guarda-redes conquistou-me definitivamente. Rui é hoje um guardião de classe mundial, campeão europeu com defesas decisivas, maduro, tranquilo, fortíssimo na "mancha" perante adversários isolados, ágil entre os postes como mostrou perante Griezmann na final de Paris. E, apesar disso tudo, continua a ser um homem humilde, sereno, que nunca se põe em "bicos de pés", um herói com uma personalidade de anti-herói.

Quando observo, nesta época em que nos querem impôr a ditadura da imagem, a facilidade com que se fazem ídolos no outro lado da 2ª Circular e em Svilar das Perdizes - como se a vida não fosse um caminho, um percurso, caír e voltar a levantar -, o endeusamento que qualquer imberbe aprendiz de feiticeiro que não lhe chega aos calcanhares recebe por parte da Comunicação Social ainda me dá mais vontade de valorizar o jogador e o homem, a quem Portugal deve o título europeu. Sim, porque por detrás do mega craque Ronaldo sempre esteve o discreto mas eficaz Rui, o São Patrício em quem Fernando Santos, homem de FÉ, depositou sempre a sua confiança. Que o digam a Croácia e a França, que viram a vitória fugir-lhes por entre as abençoadas pontas dos dedos do nosso nº 1. Desculpa-me Rui, pela injustiça que cometi no passado, e perdoa a todos eles a contínua cegueira. Por ainda hoje não haver uma "mala de dinheiro à tua espera", por já não teres borbulhas na cara, por as tuas defesas impossíveis não terem a graciosidade dos "frangos" dos outros, por não te considerarem uma "fera", por os bardos do regime não ecoarem loas a teu respeito e, principalmente, porque eles para nós são espuma do tempo e tu já és uma lenda viva que ficará para sempre na nossa memória. Não há ninguém, para além dos adeptos, que mereça mais um título de campeão nacional do que tu, Patrício, que és de longe o melhor guarda-redes deste campeonato. Que os teus colegas de balneário tenham isso em boa conta. 

rui patricio.jpg

 

Os melhores: Rui Patrício, Mathieu, Bruno

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado o inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando vai decorrido cerca de um quarto do campeonato.

Houve muitas respostas, como previ. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

ruip2[1].jpg

 

A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Rui Patrício:             44 pontos

Mathieu:                   35 pontos

Bruno Fernandes:  28 pontos

William Carvalho:  28 pontos

Battaglia:                   9 pontos

Gelson Martins:        4 pontos

Gelson Dala:                1 ponto

Acuña                            1 ponto

 

Breves comentários:

  • Não deixa de ser curioso que o elemento mais votado, a larga distância dos restantes, tenha sido igualmente aquele que figura há mais tempo no plantel leonino.
  • William e Bruno Fernandes recolheram o mesmo número de votos. Para efeitos de pódio, apliquei o seguinte critério de desempate: o do número de leitores/autores que votaram em cada um. Bruno ultrapassou o colega pois foi mencionado por 17 pessoas, enquanto William só foi referido por 13.
  • Fiquei surpreendido com a baixíssima votação de Gelson Martins, que considero injusta.
  • Surpreendem também as exclusões de Bas Dost e Coates.
  • A menção a Gelson Dala só pode ser entendida como brincadeira.
  • Metade dos nomes referidos são reforços desta época, confirmando-se assim a satisfação dos adeptos pelas contratações efectuadas durante o defeso.

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas nesta caixa de comentários.

 

O pior estádio do mundo

Seria fácil não escrever aquilo que vou escrever mas acredito que os prognósticos se fazem antes dos jogos.

É antes dos jogos acontecerem que temos de antecipar os problemas.

Vou recuar ao programa da Antena 1, Grandes Adeptos, de 2017.10.02, na parte final deste programa, o comentador benfiquista (sr. Telmo Correia) diz esta frase: "esperemos que esteja assim na selecção" (cerca do minuto 37) comentava-se a excelente exibição do Rui no Sporting vs. Porto.

Ora a frase carregada de ironia queria dizer o quê... «espero que o Seferovic lhe marque três ou quatro golos em pleno estádio da Luz e que isso lhe sirva de motivação para repetir o mesmo no campeonato».

É este (penso) o sentimento do sr. Telmo Correia e, certamente, não estará só.

Amanhã muitos benfiquistas/lampiões vão ao Estádio da Luz para ver golos de Seferovic.

Eles, coitados, não têm culpa.

Quem marcou o jogo para esse estádio, tem.

Foi uma péssima escolha pelo que vimos acima.

Foi uma péssima escolha pois a maioria dos jogadores da selecção portuguesa que entrarão em campo amanhã são oriundos do Sporting ou do FC Porto, logo terão sempre a sensação de estarem a jogar fora.

Foi uma péssima escolha pela carga negativa que envolve aquela infra-estrutura de cimento inacabado e de lã de vidro displicente, foi ali que perdemos um Europeu para a Grécia.

Por todas as razões que apontei, anteriormente, é o pior estádio do mundo para se realizar o Portugal vs. Suiça mas esperemos que mesmo com toda esta carga negativa desnecessária, amanhã os nossos rapazes consigam vencer; é isso que esperamos, é isso que desejo.

Pódio: Rui Patrício, William, Gelson, Mathieu

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-FCP pelos três diários desportivos:

 

Rui Patrício: 20

William Carvalho: 18

Gelson Martins: 17

Mathieu: 17

Coates: 16

Acuña: 15

Piccini: 15

Jonathan Silva: 14

Bas Dost: 13

Battaglia: 13

Bruno Fernandes: 12

Bruno César: 11

Podence: 1

 

Os três jornais elegeram Rui Patrício como melhor jogador em campo.

O Muro de Lisboa

RP.jpg

 

Não há muito que eu tenha para dizer. Quando em casa com o Porto o nosso melhor jogador é o guarda-redes, isso mostra como foi. Também não tenho grande coisa para resmungar, os rapazes vindos lá de cima jogaram bem, na primeira parte impuseram-se, amarfanharam até. Na segunda parte nem tanto, que aquilo foi oscilando, podia ter "caído" para qualquer um dos lados. Mas, de facto, não se perdeu o jogo porque o Rui Patrício foi o Muro de Lisboa a que nos vem habituando. 

Jogo sem "casos" nem porradas, protestos e desvairos. Mau para os comentadores da bola, de que poderão agora falar?, que o árbitro Xistra passou por ali como se não fosse nada com ele. 

Algumas breves notas, para mais tarde, ao longo da época, confirmar: a) Jonathan Silva é um desamado no plantel. Mathieu, Coates, Battaglia, William, talvez mais, passam-lhe a bola em registo de biqueirada ou lá mais para a frente ou para trás dele. Os chutos saem directos pela lateral. O rapaz parece que falha, a gente incomoda-se. Uma cabala contra o jovem argentino? b) Gelson rodopia, imaginativo, deambula, passa, por vezes muito bem outras nem tanto, o que é normal. Mas há alguns jogos que não o vejo driblar/fintar/ladear um adversário, aquele célebre e tão necessário "ir para cima" do outro, e daí ir até à linha para passar/cruzar. Mero acaso ou está em vias de transformação, devido aos cuidados tácticos defensivos, mudando-se de grande extremo para mero bom jogador? c) não percebo nada de metodologia de treino mas se calhar treinar a marcação de cantos não seria desadequado. Não houve um que se aproveitasse; d) o banco do Sporting, afinal, é muito curto. Para tentar desfazer um 0-0 em casa Jesus fez uma substituição (a de Podence não conta). É óbvio que sente não ter opções.

A ver vamos nas próximas jornadas. Agora intervalo para selecções. O que será bom para quem está em "crise". Não é o nosso caso.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Dia de São Patricio empata a imaculada táctica de Conceição

Ontem em Alvalade, o Porto começou por vencer por falta de comparência o duelo dos africanos. Assim, enquanto os dragões apresentaram um tridente no ataque, formado por internacionais da Argélia, do Mali e dos Camarões, os leões preferiram manter no exílio, em Alcochete, um titular da selecção de Angola - acabadinho de realizar um hat-trick contra o líder do campeonato da 2ª Liga - , ao mesmo tempo que Doumbia, costa-marfinense, também esteve ausente dado ter-se lesionado numa actividade extracurricular relacionada com mergulhos.

Assim, consumou-se a segunda derrota do emblema do leão rampante em apenas dois dias, porque já na véspera Sérgio Conceição tinha batido Jorge Jesus nos "mind games", vulgo bate-boca, quando, usando de ironia fina, afirmou que tinha informado os seus jogadores que talvez fosse melhor poupar algum dinheiro ao clube, não fazendo a viagem para Lisboa, dado o treinador leonino ter dito que estava certo de que iria ganhar o jogo.

Neste transe, tenho de admitir que o empate verificado no campo foi lisonjeiro e soube a vitória, até porque entrámos em campo com apenas 10 jogadores e sem alternativa para Bas Dost, caso este se tivesse lesionado. Assim, o fantasma de Fábio Coentrão andou muito tempo a passear-se pelo relvado, apenas eclipsando-se por momentos quando acometido por umas súbitas mialgias. Já o espirito do "Bas Dost do ano passado" não parou um segundo de assombrar a mente dos nossos adeptos.

 

A equipa:

 

Rui Patrício - Oh Captain!, my captain!, em dia de visita de Adrien Silva, Rui foi simplesmente perfeito na passagem do testemunho. Na primeira parte, duas defesas no chão, perante tentativas de Brahimi e Aboubakar, e outra, no ar, por reflexo, a remate de Marega. De salientar, também, a atenção patenteada após uma "rosca" de Jonathan Silva, este já com a "cabeça feita num torno". Na segunda parte, ainda impediria Marega e Layún de marcarem, após mancha e estirada fotogénica, respectivamente. Uma das suas melhores exibições de sempre e garante do empate registado no final.

Nota: Dó Maior

 

Piccini - Se o jogo fosse um bolo-rei, Jonathan estaria cristalizado - como a fruta - e ao italiano calhar-lhe-ia a fava (Brahimi). No entanto, nunca virou a cara à luta até se impor definitivamente, com o apoio da ASAE, perdão, de Acuña, na segunda parte. Ajudou no ataque, ganhando alguns pontapés-de-canto e realizando diagonais interessantes já previamente testadas face ao Barcelona.

Nota: Sol

 

Coates - Não apontou nenhum golo na própria baliza e isso já lhe daria uma nota razoável, mas não se ficaria por aí realizando cortes providenciais que ajudaram a equipa a manter-se no jogo até ao fim. Voltou à sua condição de Ministro da Defesa, gerindo politicamente o cargo, delegando no seu Secretário de Estado, Jeremy Mathieu, o embate com as forças armadas inimigas.

Nota:

 

Mathieu - Insuperável por terra (recorrendo até ao carrinho) e, principalmente, pelo ar - em vários momentos pareceu ter asas - não tem nota máxima dado ter tido a maldade de expor de forma cruel as inúmeras insuficiências de Jonathan na saída de bola para o ataque. Razão: ter colocado a bola sempre um centímetro à frente daquilo que são as actuais (?) possibilidades do argentino.

Nota: Si

 

Jonathan - O argentino é esforçado - basta olhar para a sua cara, parecendo sempre um balão pronto a rebentar - mas manifestamente não tem vida para estas guerras. Com ele em campo, a lateral esquerda parece um produto da nossa imaginação, uma alucinação onde julgamos observar este jovem gaúcho que, não fora ser exasperantemente lento, não ter domínio e recepção de bola e falhar frequentemente no seu posicionamento, até poderia jogar no Sporting. Um bom centro à procura de Bas Dost evitou a nota mínima.

Nota:

 

Battaglia - A qualidade do seu passe neste jogo esteve ao nível das escolhas de Passos Coelho para as eleições autárquicas de ontem. Compensou com várias recuperações de bola, nomeadamente na segunda parte, quando o cansaço de companheiros e adversários fez emergir a sua imponente condição física.

Nota:

 

William - O Sir teve momentos arrepiantes, envolvendo escorregadelas comprometedoras em saídas para o ataque e na contenção defensiva, mas acabou como um dos mais influentes em campo, ajudando a equipa leonina a impor-se no meio campo e dominar a segunda parte do jogo. Aspecto a melhorar é o seu remate que continua ao nível do pontapé aos postes realizado pelos melhores médios de abertura do rugby mundial.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Muito marcado por Danilo e sempre com outro dos médios do Porto por perto, não teve grandes oportunidades para se mostrar. Denota cansaço, mais mental que físico, e isso ficou demonstrado quando, depois de ter roubado a bola a Danilo, entrou na área pela direita e podendo assistir Dost - isolado no centro - faltou-lhe discernimento e preferiu rematar de ângulo difícil por cima. 

Nota:

 

Gelson - Faz lembrar um disco de 33 r.p.m. tocado a 45 rotações por minuto. O seu jogo continua confuso, demasiado sôfrego, como se quisesse exprimir numa só jogada todo o leque de truques que aprendou na sua vida futebolística ou, voltando a recorrer ao cenário musical, como se - sendo já um artista consagrado - tentásse cantar todos os Greatest Hits de uma carreira em 15 segundos. O resultado é um amontoado de movimentos para a esquerda, para a direita, spins e o regresso, invariavelmente, à casa de partida, num "loop" de repetições que eterniza durante os 90 minutos. Precisa urgentemente de reencontrar a estabilidade psicológica que lhe permita voltar a mostrar o seu inegável talento.

Nota: Sol

 

Acuña - Estava o jogo no início, Jonathan e os outros voltaram as costas a uma bola que se perdia pela linha final no lado esquerdo da defesa leonina e eis que esta bate na bandeirola, suspense no estádio, mas Acuña foi o único que acreditou que tal pudesse acontecer e estava lá para evitar o pânico e aliviar a bola para o meio campo adversário. Esta jogada é paradigmática do que um jogo de futebol significa para este argentino: concentração máxima, espirito de missão, compromisso, atenção a todos os pormenores. A melhoria do Sporting na segunda parte muito se ficou a dever a ele, principalmente quando Jesus decidiu mudá-lo de flanco, opção que permitiu a Acuña constituir-se como precioso auxiliar de Piccini na missão de "secar" Brahimi. Grande raça, um dos melhores da equipa.

Nota:

 

Bas Dost - Lutou bravamente nos ares contra a aliança ibero-americana adversária, ganhando e perdendo bolas, mas nunca virando a cara à luta. Menos feliz nas combinações pelo chão com os colegas e ainda mais apagado nas antecipações aos defesas portistas nos cruzamentos. Neste último item perdeu três boas oportunidades, demorando a entender o que era requerido - surgir ao primeiro poste e desviar a bola para a baliza. Parece demorar a encontrar o seu alter-ego que aqui jogou na época transacta.

Nota:

 

Bruno César - Entrou a render o outro Bruno - Jesus, agora que o presidente está suspenso, continua a gostar de manter ao seu lado no banco um Bruno - e revelou-se uma agradável surpresa. Jogando muitas vezes de primeira, criou algumas auspiciosas oportunidades de exploração do flanco esquerdo do nosso ataque que não tiveram a continuidade devida (e fiquemos por aqui).

Nota: Sol

 

Podence - Jesus disse na conferência de imprensa que lhe deu 10 minutos, assim a modos como se pede a um patrocinador um relógio alegando que o nosso não está a funcionar bem. Oficialmente, entrou aos 89 minutos e esteve 2 minutos a assistir à preparação de um perigoso livre contra nós, pelo que ter-se-á mexido durante 2 minutos, suficiente para ter tocado uma vez na bola, insuficiente para tal poder ser considerado como uma oportunidade.

Nota: -

 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício 

Os nossos jogadores, um a um

Outro empate do Sporting no campeonato - o segundo consecutivo. Desta vez em casa, frente ao FC Porto.

O primeiro clássico da temporada foi dominado na primeira parte pelo portistas, conseguindo o Sporting supremacia em largos períodos do tempo complementar. Mas o nulo inicial não chegou a ser desfeito.

Nota negativa para as fracas exibições de vários dos nossos jogadores. Ou por cansaço físico ou por acusarem em excesso a responsabilidade deste jogo.

Nota negativa também para a ausência de Fábio Coentrão do onze titular. Começa a ser intrigante - e preocupante - a condição física do lateral esquerdo.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (8). O nosso guardião esteve ao seu melhor nível. Travou sempre com sucesso os duelos com os avançados adversários. Evitou três golos quase certos (40', 44', 79'). O melhor Leão em campo.

PICCINI (6). Travou um duelo duríssimo com Brahimi, que lhe deu sempre muita luta. Não se saiu mal neste combate com um dos extremos mais acutilantes do campeonato português.

COATES (6).  Exibição oscilante, mas com momentos de grande fulgor, nomeadamente quando fez um corte providencial. Sempre que pôde, ajudou a empurrar a equipa para a frente.

MATHIEU (7). Voltou a ser o melhor do quarteto defensivo. Ganhou todos os duelos com a bola no ar e revelou a habitual precisão de passe. Acabou o jogo a fazer também de lateral esquerdo improvisado.

JONATHAN SILVA (3). O pior desempenho do onze titular. No primeiro tempo, em especial, teve momentos desastrosos. Melhorou um pouco na segunda parte, quando actuou quase só como médio ala.

WILLIAM CARVALHO (7). Contribuiu para a boa organização leonina do segundo tempo ao recuperar bolas e colocá-las com visão estratégica nas posições mais avançadas. Revelou grande fulgor físico.

BATTAGLIA (4). A pior exibição do médio argentino desde que joga de verde e branco. Na primeira parte, em particular, quase nada lhe saiu bem. Nem passes, nem bolas disputadas, nem aceleração de jogo.

GELSON MARTINS (6). Procurou sempre dinamizar a equipa, mas abusou das fintas inconsequentes, com alguma falta de objectividade. No entanto, envolveu-se muito no processo defensivo. Sem acusar cansaço.

ACUÑA (5). Jogou em sub-rendimento, acusando desgaste físico. Mas foi sempre muito combativo, embora com manifesta crise de inspiração em determinados lances cruciais.

BRUNO FERNANDES (4). O nosso médio mais criativo ficou muito aquém do que esperávamos dele. Pior momento: quando desperdiçou a melhor oportunidade de marcar, aos 59'. Substituído aos 62'.

BAS DOST (5). Cinco jogos sem marcar. Com espírito de equipa, integrou-se no processo defensivo. Mas anda com défice de golos. Podia ter marcado aos 59', mas Bruno foi egoísta e não lhe passou a bola.

BRUNO CÉSAR (6).  Entrou aos 62', substituindo Bruno Fernandes, e acelerou o jogo, conferindo acutilância à ala esquerda, onde se integrou com desenvoltura na melhor fase do Sporting neste clássico.

PODENCE (-).  Entrou aos 90', substituindo Acuña. Opção inexplicável, quando precisávamos de marcar um golo e não de queimar tempo. Mal chegou a tocar na bola. 

Rescaldo do jogo de ontem

20171001_192055-1.jpg

 

 

Não gostei

 

 

Do empate em casa (0-0) frente ao FC Porto. A jogar em casa, com estádio quase cheio e os adeptos a puxarem pela equipa, o onze leonino foi incapaz de vencer um dos seus adversários directos na luta pelo título. Houve repartição de pontos mas os portistas, naturalmente, têm mais motivos para sorrir. Desde logo porque permanecem na frente.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem vencer. Empate caseiro com o Marítimo para a Taça da Liga, empate em Moreira de Cónegos para o campeonato, derrota em Alvalade com o Barcelona e agora o nulo imposto pelo FCP em Alvalade. A pedalada revelada pelo Sporting no início da época parece ter-se desvanecido.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem marcar. Ficámos a zero contra o Marítimo, contra o Barcelona e agora contra o FCP. E contra o Moreirense o nosso único golo resultou de um mau alívio de um jogador adversário, que introduziu a bola na própria baliza. Dá que pensar.

 

Do quinto jogo consecutivo sem Bas Dost marcar. O que se passa com o nosso goleador, que voltou a ter uma exibição muito apagada? Nem sequer conseguiu cabecear com êxito num dos dez cantos de que dispusemos.

 

Dos primeiros 45 minutos. Medíocre exibição do Sporting, que consentiu domínio portista em todas as zonas do terreno. Na primeira parte só fizemos um remate enquadrado à baliza adversária.

 

Do banho táctico dos portistas na primeira parte. Sérgio Conceição manietou o onze leonino com uma boa organização e uma forte consistência da sua equipa. Jesus foi incapaz de encontrar um antídoto eficaz antes de o árbitro apitar para o intervalo.

 

Da ausência de Fábio Coentrão. Foi um dos reforços da temporada, mas passa mais tempo fora do que dentro. Desta vez voltou a estar ausente.

 

De Jonathan Silva. Nervoso, jogando sempre nos limites da ansiedade, quase nada lhe saiu bem. Falhou passes, falhou desmarcações, falhou recuperações de bola. Uma exibição para esquecer.

 

De Battaglia. A pior actuação do médio argentino vestido de verde e branco. Sobretudo na primeira parte, em que foi incapaz de se revelar o dínamo da equipa, ao contrário do que já nos tem habituado.

 

Do falhanço de Bruno Fernandes, aos 59'. O médio criativo foi um dos elementos em má forma neste jogo. Podia ter marcado, na melhor ocasião de golo do Sporting, mas acabou por rematar por cima da baliza. Quando tinha Bas Dost livre de marcação poucos metros à sua esquerda. Em alta competição estes erros pagam-se caros.

 

Da entrada de Podence aos 90'. Uma substituição absurda, como se precisássemos mais de queimar tempo do que de virar o jogo. O jovem médio leonino nem chegou a tocar na bola. Entrou para quê?

 

 

Gostei

 

De Rui Patrício.  Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.

 

De Mathieu. Os colegas apresentaram-se em campo intranquilos e desconfortáveis, acusando talvez o peso do clássico. Ele não. Actuou com a serenidade e a eficácia de sempre, acorrendo sem cessar às dobras de Jonathan e lançando a bola bem colocada na organização ofensiva.

 

De William Carvalho. Irregular na primeira parte, partiu para uma grande exibição no tempo complementar, em que foi decisivo para consolidar o empate. E até tentou o golo, em duas ocasiões - numa das quais a bola acabou por embater nos ferros. Precisamos de um William em boa forma para mantermos intactas as aspirações ao título.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. O nosso bloco defensivo continua a revelar uma apreciável solidez.

 

Da bonita homenagem de Adrien ao intervalo. Nunca nos esqueceremos dele.

 

Foto minha, tirada antes do jogo em Alvalade

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting não mereceu mais do que o pontinho que trouxe hoje de Moreira de Cónegos. Com Acuña fora do onze, Battaglia no banco de suplentes, o inútil Alan Ruiz a titular, Bruno Fernandes fora da posição 10, em que mais rende, e um sistema táctico incapaz de desmontar a teia montada pela equipa do Moreirense.

Talvez já a pensar naquilo que não devia (o jogo de quarta-feira em Alvalade frente ao Barcelona), Jorge Jesus descurou demasiado este desafio. Não é de mais lembrar que os campeonatos perdem-se ou ganham-se nestes jogos com equipas que alguns erradamente consideram "pequenas".

A ineficácia foi tanta que só conseguimos empatar graças a um autogolo. O resultado final, 1-1, é um castigo merecido para a nossa equipa, que deu 45 minutos de avanço ao adversário. Já vimos este filme noutros campeonatos.

Para mim o melhor dos nossos foi Rui Patrício.

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Sofreu um golo, em que nada podia fazer. Mas salvou pelo menos outro. Mostrou-se em boa forma.

PICCINI (4). Sem rasgos ofensivos, como já nos habituou. Cedeu todo o terreno ao marcador do golo do Moreirense.

COATES (5).  Podia ter feito melhor no lance do golo que sofremos, em que quase toda a nossa defesa foi apanhada desposicionada. Desta vez não fez a diferença à frente.

MATHIEU (6). O melhor do quarteto defensivo. Embora também abaixo da boa condição exibicional a que já nos habituou.

FÁBIO COENTRÃO (4). A novidade foi ter aguentado 90 minutos em campo. O golo do Moreirense nasce de um corte deficiente dele.

WILLIAM CARVALHO (6). Confinado a um combate desigual na primeira parte, cresceu de intensidade quando o nosso meio-campo conseguiu equilibrar-se. Fez o remate de que nasceria o nosso golo.

BRUNO FERNANDES (4). A mais fraca exibição em jogos oficiais desde que equipa de verde e branco. O melhor que fez foi marcar bem um livre directo, para defesa difícil do guarda-redes. Saiu aos 66'.

GELSON MARTINS (6). Procurou acelerar o jogo, mas desta vez foi incapaz de fazer a diferença. Mas foi dos mais inconformados. Merecia melhor sorte quando levou a bola a embater na barra, aos 67'.

BRUNO CÉSAR (3). Entrou como titular na posição de extremo-esquerdo, mas faltou-lhe inspiração e talento para romper a muralha defensiva contrária. Substituído aos 73'.

ALAN RUIZ (2). Jesus insiste em apostar nele e ele insiste em não corresponder. Foi titular como segundo avançado e com ele em campo o Sporting só jogou com dez. Não voltou do intervalo.

BAS DOST (4). Não foi bem servido pelos seus companheiros, mas a verdade é que parece andar desinspirado. Mais um jogo sem marcar. Nem andou lá perto.

DOUMBIA (4). Fez toda a segunda parte, substituindo Alan Ruiz. Menos posicional do que o holandês, foi igualmente inofensivo.

BATTAGLIA (5). Fora do onze titular, entrou só aos 67', rendendo Bruno Fernandes. Ajudou a tornar o nosso meio-campo mais compacto e imprimiu maior intensidade ao jogo leonino.

IURI MEDEIROS (2). Entrou aos 73' e teve uma actuação confrangedora, culminada já no tempo extra quando transformou uma das melhores oportunidades de golo num passe ao guarda-redes. Assim não.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D