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És a nossa Fé!

Carcela ganhaaaaaaaaaaaaa!

Carcela (um ex-jogador do Benfica) joga em casa (em Atenas) pelo campeão grego (pote três) o desafiante do pote quatro, nem é necessário referir o nome, vence fora (na altura em que escrevo) por 0-3.

O comentador da RTP 1, HD, tem um espasmo, uma gritaria, um momento de felicidade e quase se engasga ao comunicar que Carcela ganhou um lance (minuto 58).

(esse lance não deu em nada... mas diz muito)

 

Merece registo

O minuto da semana entre 14 e 20 de Agosto que concentrou mais gente em simultâneo a ver o mesmo canal de televisão ocorreu na terça-feira, dia 15, na RTP: eram 21.36 desse dia e transmitia-se o Sporting-Steaua de Bucareste, primeira mão de um play off de boa memória para todos nós.

Nesse preciso instante, 1.745.200 espectadores estavam concentrados a ver o jogo. Elevando a transmissão da RTP-1 a uma rara quota de audiência: 41,1% do total de pessoas que àquela hora viam televisão.

Merece registo, naturalmente.

O erro, a mentira, a fraude

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Os inimigos do vídeo-árbitro devem ter-se congratulado: esta tecnologia esteve ausente do Manchester United-Real Madrid de ontem, em disputa da Supertaça Europeia. Vitória tangencial do Real, por 2-1, com um golo (o primeiro) marcado por Casemiro em nítido fora de jogo não assinalado pela equipa de arbitragem.

Mas, pensem eles o que pensarem, não podia haver maior cartaz de propaganda do vídeo-árbitro perante esta nova demonstração de falsidade desportiva traduzida em título para os merengues, ontem sem Cristiano Ronaldo a titular. O melhor jogador do mundo só saltou do banco aos 81 minutos, com o resultado já feito.

Espantosamente, no  canal público que transmitiu em directo a partida houve quem celebrasse a mentira, varrendo o rigor dos factos para debaixo do tapete. Foi o caso do comentador Bruno Prata, que num primeiro momento admitiu ter visto o jogador brasileiro "claramente adiantado" para depois conceder que "a diferença [face ao último defesa do Manchester] é muito pequena". Acabando por sentenciar: "Neste tipo de casos não podemos ser muito severos."

É assim que os comentadores de turno encaram a verdade desportiva: algo muito relativo. Por isso são quase todos contra a introdução do vídeo-árbitro. Um deles, com visível desdém, dizia há dias nem saber se esta tecnologia já está a ser aplicada em mais algum país da Europa além de Portugal. Ignorando que na Holanda, por exemplo, não só vigora mas foi vital para restabelecer a verdade desportiva na Supertaça disputada entre o Feyernoord e o Vitesse. Ignorando que já foi introduzida no Brasil e na Alemanha, por exemplo.

Ao contrário desses comentadores, não consigo compreender um futebol que convive tão bem com o erro grosseiro, que coabita de forma tão descontraída com a mentira, que pactua sem abalos de consciência com a fraude. Alguém se aproveita disto, seguramente. Mas não o desporto, que nada tem a ver com isto.

A verdade invertida

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O chamado "serviço público de televisão", em termos futebolísticos, parece ter aderido em definitivo à era da "pós verdade". Só isto explica que no domingo anterior ao acto eleitoral no Sporting a RTP - paga pelo dinheiro de todos os contribuintes para ser exemplar no rigor informativo, entre outras obrigações que lhe são impostas na lei - tenha conferido destaque a um suposto "inquérito" (sabe-se lá feito com que critério a quantos adeptos e de que clubes) que adulterava o nome de Bruno de Carvalho enquanto antevia uma vitória esmagadora do candidato Pedro Madeira Rodrigues. Por números praticamente inversos àqueles que seis dias depois viriam a ser apurados no escrutínio real.

Alguém devia responder por esta fraude informativa, que só ridiculariza e descredibiliza a televisão pública, equiparando-a aos piores formatos tablóides. Ora aqui está um excelente tema para o Provedor do Telespectador, Jorge Wemans, se pronunciar.

"Golo, gooolo! ou não? não é, ilusão de óptica"

"Toda a gente saltou aqui do nosso lado; do lado dos adeptos do Benfica." 

 

Se não ouvisse não acreditava. Foi tal e qual como acabei de escrever.

A RTP 1 transmite em directo o desafio de futsal entre Benfica e Sporting e o narrador diz, claramente, de que lado está, de que lado está a RTP.

"O nosso lado, o lado dos adeptos do Benfica".

Fingir para quê?

Pelo menos ficamos/ficámos a saber com o que contamos.

Sem ninguém a ver-se ao espelho

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O canal público de televisão gastou ontem à noite doze minutos - repito: doze minutos - a debater a magna questão do salário do presidente do Sporting. Foi uma forma, como qualquer outra, de tentar menorizar a vitória leonina em Vila do Conde, ocorrida pouco antes.

Curiosamente, neste debate havia duas almas muito indignadas com a nova remuneração de Bruno de Carvalho. Uma assumidamente adepta de um clube presidido por alguém que prescinde de salário - o que abre as maiores interrogações sobre os seus meios de subsistência e faz supor que essa função está reservada só a gente muito rica. Outra declaramente adepta de um clube há muito liderado por alguém com vencimento ao nível de um presidente do conselho de administração de uma empresa cotada no PSI20. 

E lá rolaram esses doze minutos de relevante "serviço público" no sítio do costume. Com a demagogia à solta e sem ninguém a ver-se ao espelho.

Serviço público?

A RTP - canal público, pago por todos nós - noticiou esta noite que "a judoca Joana Ramos venceu a medalha de ouro no Grand Slam" disputado na Rússia, derrotando cinco adversárias - incluindo a que figura no primeiro lugar da modalidade.

Ouvi a notícia com atenção sabendo que Joana Ramos é leoa. Mas em momento algum a RTP especifica que ela é do Sporting.

Assim vai, em matéria desportiva, o "serviço público de televisão".

Não acreditem no que diz o Miranda

Diamantino Miranda, que agora abrilhanta alguns serões no canal público de notícias, RTP Informação, proferiu no sábado este dislate: «Os adeptos do Sporting dão a entender que deixaram de acreditar na equipa.»

Menos de 24 horas depois, os mesmíssimos adeptos do Sporting deram ao Sr. Miranda agora com lugar cativo no canal público (isto é, pago por todos nós) um desmentido vivo e categórico: 42.098 espectadores acorreram a Alvalade, naquela que foi de longe a maior assistência da jornada.

Aguardemos, portanto, que o Sr. Miranda pense duas vezes antes da próxima vez que quiser aproveitar o tempo de antena que lhe é proporcionado pelo canal público (pago por todos nós) para tentar achincalhar o Sporting. Só para evitar cobrir-se de ridículo ao perceber que tudo quanto diz sobre o nosso clube é desmentido pelos factos.

 

Viram o Braga por um canudo

«Amanhã o Sporting vai ter um jogo muito difícil porque o Braga é uma equipa forte.»

Costinha, na Zona Mista (RTP informação, 10 de Janeiro)

 

«Amanhã o jogo vai ser muito, muito complicado para o Sporting. Este Braga está em crescendo e está ali para lutar.»

António Tadeia, na Zona Mista (RTP informação, 10 de Janeiro)

 

«O Braga é uma equipa mais bem estruturada do que o Sporting, muito mais competitiva, muito mais agressiva.»

Dimantino Miranda, na Zona Mista (RTP informação, 10 de Janeiro)

Factos distorcidos

«Muitas vezes damos opinião sem conhecermos minimamente as realidades. Temos que ter muita cautela com isso.»

José Eduardo, na entrevista de ontem à RTP Informação em que opinou "sem conhecer minimamente" certas realidades. Seguem três exemplos:

 

I

Frase: «Paulo Oliveira foi a última das possibilidades [de aposta de Marco Silva no reforço da defesa leonina]. Só em desespero se foi buscar o Paulo Oliveira, que é o futuro central da selecção nacional.»

Facto: Paulo Oliveira participou em vários jogos da pré-temporada. Por exemplo, a 18 de Julho, contra o Belenenses na Taça de Honra. A 22 de Julho, contra o RKSV Achilles '29. E a 28 de Julho, contra o Twente. Na altura a sua prestação foi considerada insatisfatória, como eu próprio assinalei aqui.

II

Frase: «O Marco Silva, nestes seis meses, escolheu alguém da equipa B? Zero. Zero. Nem contra o Vizela, nem contra o Espinho.»

Facto: Podence e Esgaio, da equipa B, alinharam em 21 de Novembro na eliminatória da Taça de Portugal contra o Espinho.

III

Frase: «No sábado vou escrever em rodapé uma resposta a algumas pessoas que passaram a fronteira da educação. É no sábado, n' A Bola. Compre. São 80 cêntimos.»

Facto: um exemplar avulso do jornal A Bola custa 90 cêntimos.

What's new, Mr. Magoo?

«Não foi um jogo marcado pela arbitragem.» Eis a análise - isenta e arguta - de Bruno Prata, na RTPi, ao FCP-Rio Ave, em que o árbitro Olegário Benquerença perdoou dois penáltis aos portistas, validou-lhes um golo precedido de falta e fez vista grossa a uma evidente agressão de Brahimi a um jogador de Vila do Conde.

Bilhete postal ao Carlos Daniel

Caro Carlos: percebes muito de futebol e gosto de te escutar, sobretudo depois dos jogos. Mas também tu precisas de melhorar em termos técnico-tácticos: deves falar de forma menos codificada, tendo em atenção a vasta audiência da RTP. E procura sobretudo falar de forma mais pausada. Direi mesmo: mais de-va-gar. Quase nunca consigo acompanhar a tua velocidade verbal. E não devo ser só eu.

Um abraço deste teu admirador.

Indecente

Lemos hoje na imprensa que a RTP adoptou esta posição no que respeita aos jogos da selecção nacional, no próximo campeonato do mundo de futebol. Cada vez mais, a RTP, esse sorvedouro insaciável e indecoroso de recursos públicos, se esforça por não nos dar o que deve e por nos dar o que não faz falta nenhuma. Alguém é capaz de explicar por que é que havendo canais privados dispostos a fazer-nos chegar os jogos, sem, portanto, custos para o contribuinte, este vai ter que suportar as despesas, que, certamente, serão elevadas - e ainda que não fossem - decorrentes da sua transmissão pela RTP? E se esta puder lucrar com a publicidade, isso é, atendendo à situação de vantagem concorrencial de que beneficia, um comportamento adequado a um operador de serviço público? Para uns sacrifícios, para outros uma vida faustosa.

Walkürenritt

 

O que é que um homem sente quando vai para além do seu próprio sonho?

 

Consigo tudo funciona, com qualquer treinador. Que importância é que isto tem?

 

O senhor é um homem apaixonado, inclusive pelos seus próprios princípios. De que forma transporta esta paixão para o futebol?

 

Essa sua paixão é muito diversificada - é uma paixão também pela poesia, pela literatura, pelas pessoas... Como é que convivem estes dois Pintos da Costa dentro de si?

 

A paixão não é um elemento essencial para si a todo o momento?

 

 

(algumas das perguntas ontem feitas em horário nobre, na RTP, numa longa entrevista ao presidente do FC Porto)

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