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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

2017-02-18 22.40.51.jpg

 

Gostei

 

Dos três pontos. Vitória arrancada a ferros frente a um Rio Ave que nos tinha vencido na primeira volta e que não mereceu perder em Alvalade. Vitória apertada e tangencial, por um tímido 1-0. Foi o melhor que se arranjou, com bastante sorte, em noite de desempenho medíocre da turma leonina.

 

De Rui Patrício. Foi o melhor jogador em campo e o herói da sofrida vitória do Sporting nesta partida em que vestiu pela 400.ª vez a camisola verde e branca enquanto profissional, num percurso iniciado há dez anos. Fez defesas soberbas, sobretudo nos primeiros 25 minutos, impedindo pelo menos quatro vezes o Rio Ave de marcar. No final foi alvo de uma expressiva homenagem dos adeptos presentes em Alvalade. Homenagem mais que merecida.

 

De Alan Ruiz. Voltou a marcar, num golo de ressalto após uma soberba jogada de Gelson Martins. Iam decorridos apenas 20', totalmente contra a corrente do jogo, quando o Rio Ave dominava. O golo abriu expectativas que não se concretizaram. Mas o argentino voltou a ter uma exibição positiva, abrindo linhas de passe para os colegas e revelando uma dinâmica muito superior à das suas semanas iniciais em Alvalade.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Desde o desafio no estádio do Restelo, em que vencemos o Belenenses por 1-0, não chegávamos ao fim dos 90 minutos sem sofrer golos. Voltou a acontecer quase dois meses depois (a nossa visita a Belém ocorreu a 22 de Dezembro).

 

 

Não gostei

 

Da exibição leonina. Prestação medíocre do Sporting, ressalvando-se o caso de Rui Patrício. O onze de Jorge Jesus mostrou-se abúlico, triste, sem dinâmica nem chama. Parece uma equipa em pré-temporada, com escasso fio de jogo e deficientes ligações entre vários dos seus membros. Foi talvez o pior jogo do SCP em casa nesta época oficial, como de resto as bancadas iam sublinhando com assobios e vaias. Mau espectáculo, mau desempenho, más perspectivas para o resto da temporada.

 

Dos primeiros 25 minutos. O Rio Ave esteve imparável no período inicial da partida, em que podia ter-se adiantado com larga vantagem no marcador. Valeu-nos Rui Patrício para travar o ímpeto ofensivo da equipa de Vila do Conde.

 

De Jefferson. Não têm conta os passes falhados, as bolas transviadas, as jogadas sem pés nem cabeça congeminadas pelo lateral brasileiro, que fez perder definitivamente a paciência aos adeptos leoninos. Este Jefferson 2016/17 nem na equipa B tem lugar.

 

De Schelotto. Ataca razoavelmente, centra com relativa precisão mas é um susto a defender. Desposicionado, sem capacidade de recuo, sem conseguir desequilíbrios, força pelo menos um dos centrais a estar sempre de sentinela para atenuar os estragos. Voltou a acontecer nesta partida.

 

Da entrada tardia de Podence. Depois de se ter revelado um dos melhores elementos em campo na jornada anterior, desta vez só entrou aos 65'. Devia ter jogado mais tempo, até porque voltou a mexer com o jogo, ao contrário do que sucedeu com o primeiro suplente utilizado, Bryan Ruiz, que não adiantou nem atrasou - como de resto já estamos habituados.

 

Da lesão de Adrien. Tocado com gravidade duas vezes, à segunda o nosso capitão viu-se forçado a abandonar o campo. Não disputará a próxima partida, no Estoril - da qual já estava aliás afastado por acumulação de cartões amarelos.

 

Das contas erradas. É um absurdo os altifalantes do estádio anunciarem em parangonas bem sonoras a presença de 40.053 pessoas nas bancadas, como desta vez aconteceu, quando qualquer espectador presente em Alvalade percebia que este número estava longe de bater certo.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade

Prognósticos antes do jogo

O Sporting recebe o Rio Ave este sábado, a partir das 20.30, esperando nós que possa redimir-se da derrota sofrida no estádio dos Arcos na primeira volta, quando iniciámos um inesperado percurso descendente. Como se os jogadores estivessem fartos de mostrar bom rendimento em campo após o malogrado brilharete frente ao Real Madrid.

Bruno Esteves será o árbitro desta partida, em que teremos pelo menos dois jogadores à queima com amarelos: Adrien e Bruno César.

Quais são os vossos prognósticos?

"O caminho faz-se caminhando" (ou a enorme evolução do presidente)

"Neste momento o Sporting Clube de Portugal é um “corpo” coeso, único, sólido, que caminha num só sentido, que luta pelos mesmos ideais e que tem um só projecto: ser sempre o Grande Sporting Clube de Portugal! Sabemos honrar o nosso passado, construir o presente e juntos iremos conquistar o futuro. Nós, os mais de 3,5 milhões de sportinguistas que, mesmo por vezes feridos, nunca deixaremos de ser o Rei da selva. E que selva ainda é o desporto português."

"Depois de fazer tremer o Santiago Bernabéu, um jogo menos conseguido onde uma primeira parte com 15 minutos de desconcentração colectiva ditou uma inesperada derrota. O Rio Ave, pela eficácia nesses 15 minutos, mereceu vencer. Também tenho de deixar um registo positivo para a equipa de arbitragem que fez um bom trabalho."

"Sexta-feira vamos encher Alvalade!"

"Este ano estamos na luta em todas as frentes e TU foste convocado para todas! Porque TU é que dás vida ao nosso Clube!"

 

Excertos da comunicação de Bruno de Carvalho no facebook, ontem, segunda-feira, 19-09-2016.

O dia seguinte

Paulo Alves, A Bola: «13 é o número do azar mas o Sporting apenas se pode queixar de si mesmo para o tropeção com estrondo que ontem deu em Vila do Conde. 13 foi o número de jogos que o leão esteve sem conhecer o sabor da derrota na Liga: ontem não conseguiu passar em casa do Rio Ave, foi surpreendido e totalmente dominado na primeira parte por uma equipa desinibida e ciente do que pretendia fazer.»

 

Pedro Rocha, O Jogo: «O Sporting abanou e, num ápice, encaixou três golos, abrindo caminho para uma vitória incontestável dos vilacondenses. Evaporavam-se assim os elogios granjeados na última partida da Liga dos Campeões e a tal possibilidade de repetir um início de campeonato tão bom como em 1993/94, sob o comando de Bobby Robson, com cinco vitórias seguidas.»

 

Rui Dias, Record: «Nada fazia prever o que ontem sucedeu em Vila do Conde, onde o Sporting sucumbiu com estrondo numa fase em que a penosa derrota em Madrid estava a ser aproveitada como exemplo da qualidade do futebol exibido. Quatro dias depois de colocar em xeque o campeão da Europa, a equipa de Jorge Jesus sofreu um KO impensável frente ao Rio Ave, que não precisou de um milagre para operar a grande surpresa.»

A margem de manobra

Creio que nestas horas depois do jogo com o Rio Ave ter terminado, já todos dissemos de nossa justiça e dissemos o que nos vai na alma leonina.

Admito que esta derrota talvez nos traga algo de positivo, quanto mais não seja fazer-nos perceber, a alguns de nós mais entusiastas, que não ganharemos(íamos) os jogos todos. E nos faça perceber também que nem sequer é necessário isso acontecer para sermos campeões. Talvez esta derrota venha finalmente colocar as pedras no seu devido lugar, já que me parece que, apesar do que transparece, haja na cúpula uma inversão de papéis que não me agrada absolutamente nada. Essa assumpção de hierarquia deverá, presumo, ter acontecido logo depois do jogo, no balneário. Não haverá o erro comunicacional pós-Guimarães, mas tenho para mim que as consequências serão muito mais devastadoras, ou se quiserem mais consequentes, para não ser tão trágico.

Não gostei que o treinador se tivesse colocado à margem da má exibição da equipa. Ficava-lhe bem assumir a sua quota-parte no estampanço. Jesus tem que aprender que no Sporting somos solidários nas vitórias e nas derrotas e deve-lhe ser dado cada vez mais tempo para estar na academia e menos em frente aos microfones, já que "burro velho não aprende línguas" e será impossível impedi-lo de se "esticar" quando o deixam à solta em frente a jornalistas. 

Assim, é com o "chipe virado", que iremos todos novamente encher Alvalade, na próxima sexta às nove da noite, demonstrar-lhe, a ele e aos jogadores, que o melhor património do Clube são os seus sócios e adeptos, que, alguns deles, fazem das tripas coração para adquirirem o seu lugar no estádio e terem as quotas em dia e não renegam nunca o seu apoio entusiástico ao Clube, nas suas mais diversas modalidades.

E é esta massa anónima, que tão entusiasticamente defende as nossas cores, que merece o empenho de quem está lá dentro, usufruindo do privilégio de jogar num dos melhores clubes do mundo e de, cumulativamente, ser principescamente pago por isso.

Na sexta, não exigiremos mais que o empenho que faltou ontem. A entrega e a clarividência que estiveram arredadas, devem voltar para ficar.

E não se exige menos que uma vitória clara! Assim mesmo: Exigência é uma palavra que nunca poderá andar arredada deste Clube e desta equipa e palmadinhas nas costas e frases inconsequentes como "há que levantar a cabeça", devem ser eliminadas do léxico sportinguista, de vez.

É que, podendo ser campeões sem para isso necessitarmos de ganhar todos os jogos, a margem de manobra é ainda assim curta, num campeonato tão disputado.

Creio que ontem se esgotou o momento parvo a que tinham direito.

Vamos lá a ver se atinamos, pode ser?

Os nossos jogadores, um a um

Foi visível o cansaço após a desgastante partida de quarta-feira, para a Liga dos Campeões, frente ao Real Madrid. Cansaço físico e sobretudo cansaço anímico. Jorge Jesus tentou hoje mexer na equipa, fazendo entrar quatro novos titulares: nenhuma dessas mexidas funcionou. Sem rotinas, os reforços continuam muito aquém daquilo que deles pretendemos.

Frente a um Rio Ave em grande forma, que dominou o meio-campo e as alas ofensivas, esta noite sofremos três golos de rajada e saímos para o intervalo a perder 0-3. Jesus viu-se forçado a fazer duas substituições ao intervalo, o que atenuou o problema mas não o solucionou. Na segunda parte, limitámo-nos a marcar um golo - manifestamente insuficiente para virar o resultado.

Abrindo avenidas para a corrente ofensiva da equipa adversária e claudicando na hora do remate, quase sem conseguir verdadeiras oportunidades de golo, o Sporting sofreu a primeira derrota na Liga 2016/17 e colocou em risco a liderança do campeonato, que vinha assumindo isolado. Jesus tem muitos ajustamentos a fazer, já a pensar na partida contra o Estoril. E não lhe resta muito tempo: esse jogo vai ser já na sexta-feira.

 

............................................................................ 

 

RUI PATRÍCIO (4). Três vezes batido, com responsabilidade no lance do segundo golo, foi uma sombra do que tem sido. Um caso aparente de quebra anímica após o confronto perdido in extremis no Santiago Bernabéu.

SCHELOTTO (4). Corre muito, mas desposiciona-se com frequência e perde a noção do espaço. Sucedeu hoje, uma vez mais, forçando os centrais a acorrer à dobra e a desguarnecer outras zonas. Faltou-lhe estabilidade.

COATES (4). Teve hoje a sua mais pálida exibição desta temporada, com responsabilidades em dois dos golos do Rio Ave: podia ter feito muito melhor. Também falhou nas tentativas de marcar, em lances de bola parada.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do nosso quarteto defensivo. Não isento de falhas, soube reagir melhor à adversidade, revelando maturidade competitiva. Tentou marcar, em situações de canto: não conseguiu.

BRUNO CÉSAR (3). Apanhado sucessivas vezes em contra-pé, o vilacondense Gil Dias fez dele o que quis na primeira parte, dominando por inteiro o nosso corredor esquerdo. Também a atacar não foi nada feliz.

WILLIAM CARVALHO (6). Uma das raras exibições a justificar nota positiva. Pelo que fez, sobretudo na segunda parte, em passes longos (12', 72' e 81'). Grande recuperação de bola aos 62'. Pareceu sempre inconformado.

ADRIEN (6). Foi hoje o melhor Leão em campo, apesar de acusar vestígios do enorme desgaste provocado pela partida de quarta-feira. Nunca desistiu de puxar pela equipa, como se verificou em dois grandes passes (42' e 51').

GELSON MARTINS (5). Soube a pouco a prestação do extremo leonino que brilhou no Bernabéu. Embrulhou-se em excesso com a bola e não conseguiu fazer a diferença. Melhor momento: a assistência para o golo. E vão três.

CAMPBELL (2). Sem pressionar à frente, sem se integrar na manobra defensiva, deixou Bruno César isolado na ala. Falta-lhe disciplina táctica - um aspecto a rever com urgência. Foi justamente substituído ao intervalo.

ALAN RUIZ (3). Ainda iludiu os adeptos, parecendo estar de pé quente, com um forte remate aos 8'. Mas apagou-se enquanto segundo avançado e andou perdido no eixo do terreno. Não regressou do balneário para a segunda parte.

ANDRÉ (2). Esgotou a actuação nesta estreia a titular da equipa com um remate bem colocado aos 21'. No resto do tempo em que permaneceu em campo mal se deu por ele. Pressionou pouco e mal. Saiu aos 73'.

BAS DOST (6). Jesus deixou-o no banco. Mas cedo se arrependeu, fazendo-o entrar aos 46'. O internacional holandês cumpriu os mínimos, marcando o nosso golo solitário. O segundo dele em dois jogos consecutivos.

BRYAN RUIZ (5). Substituiu Campbell. Sem brilhantismo, denotando fadiga física, mas com mais competência do que o compatriota. Teve intervenção directa no lance do nosso golo. Mas falhou outro, com a baliza à sua mercê.

MARKOVIC (3). Entrou aos 73', substituindo André. Correu bastante, mas pouco ou nada trouxe de útil à equipa. Viu um cartão amarelo ao tentar cavar uma grande penalidade mesmo à beira do fim.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Vila do Conde por 1-3. Primeiro desaire leonino neste campeonato, frente ao Rio Ave, castigando a nossa deficiente organização defensiva e a nossa falta de eficácia ofensiva, sobretudo durante a primeira parte.

 

Que tivéssemos sofrido três golos em menos de 15 minutos. Saímos para o intervalo a perder 0-3. Um castigo pesado mas que reflectia bem a nossa incapacidade para travar os contra-ataques adversários.

 

Dos primeiros 45 minutos. Pela primeira vez na Liga 2016/17 não marcámos na metade inicial do jogo. Com a agravante de termos sofrido três.

 

Da nossa falta de pontaria. Rematou-se bastante, mas quase sempre de forma inócua e denunciada, com escassas oportunidades de golo. Soube a muito pouco.

 

Das bolas paradas. Dos cantos e dos livres nada resultou.

 

Dos nossos corredores defensivos. Bruno César e Schelotto deixaram-se ultrapassar inúmeras vezes pelos extremos contrários na primeira parte. O nosso corredor esquerdo, sobretudo, pareceu uma avenida aberta aos vilacondenses.

 

Das prestações de alguns reforços. Alan Ruiz ainda não rende o que esperávamos, Campbell foi uma nulidade, André esteve muitos furos abaixo do que era necessário, Markovic continua inconsequente. Hoje só Bas Dost - marcador do nosso golo solitário - merece nota positiva.

 

 

Gostei

 

Da melhoria na segunda parte. Campbell e Alan Ruiz não regressaram do balneário após o intervalo, tendo sido rendidos por Bryan Ruiz e Bas Dost. Com vantagem notória para a prestação leonina nos 45 minutos complementares.

 

De Adrien. Melhor jogador do Sporting - um dos poucos que tentaram sacudir a apatia colectiva que se apoderou do onze titular. Combativo, persistente, nunca virou a cara à luta e venceu sucessivos duelos individuais.

 

Dos adeptos. Compareceram em peso em Vila do Conde e não se cansaram de puxar pela nossa equipa, mesmo quando ficou evidente que sairíamos derrotados.

 

Do Rio Ave. Jogou muito melhor do que o Sporting. Mereceu a vitória.

Argumentos à lampião

Então hoje não há gracinhas com aquele Vilas Boas que atirou um espectacular petardo à barra da sua própria baliza, que acabou por funcionar como assistência para o golo do Benfica? O mesmo que, numa jogada de possível perigo do Rio Ave ao pé da baliza do Benfica, foi expulso, acabando logo com o jogo ali?

 

Oiça, se eu fosse presidente do Rio Ave nunca mais deixava este jogador jogar. Oiça, se eu mandasse nisto, este homem era irradiado do futebol.

Se não foi da pressão, foi de quê?

Para início de conversa, Xistra não teve nada a ver com este resultado!

Terá sido de quê então, este apagão geral esta noite em Alvalade? Sim, hoje assistimos talvez ao pior jogo da época e até exagerando um pouco, o único que esteve ao seu verdadeiro nível foi o nosso guarda-redes.

Há dias assim, todos têm direito a um dia mau, mas nós já vínhamos avisando para as primeiras partes de avanço e hoje, contra uma equipa presa por arames (os homens estavam mesmo rotos), vimos uma exibição desleixada mais uma vez e depois na segunda parte o que costuma funcionar, hoje não apareceu.

Juro que não é malapata, mas aos 2 minutos William tinha já falhado três passes. Pergunta ingénua: Se o rapaz precisa (e já percebemos que precisa) de ganhar confiança, que tal começar sem ele, e quando estivermos a ganhar colocá-lo em campo? Portanto, não será de começar com Aquilani e deixar de obrigar o capitão a (continuar a)  jogar por dois? Isto sou eu, que de bola percebo pouco...

Há também o colombiano que finge que está em campo. Hoje esteve lá dentro 60 minutos a mais.

E hoje não houve João Mário!

O Barcos é capaz de ser reforço, mas não será avisado que esteja na área, ao invés de ser ele a fazer os centros? Eu sei lá... Não teria sido melhor, para essa tarefa, o Mané?

Gostei do Coates e gosto do Semedo. Chamem-me maluco, mas se se lembram de Beckenbauer, pode estar ali alguém parecido; Gosto de centrais que sabem sair com a bola redonda e Semedo parece saber tratá-la com mimo. Aposto que rapidamente roubará o lugar a Oliveira, assim continue com juizinho.

E depois, não foi só hoje, há a situação das bolas paradas: É confragedor ver perder possibilidades infinitas de poder causar perigo aos adversários. Não quero ser injusto e posso estar enganado, mas o último golo de livre que me lembro de ver em Alvalade foi marcado por Jefferson, no longínquo reinado de Leonardo Jardim. Os cantos então, eu acho que os adversários até deixam a bola sair propositadamente pela linha de fundo... Que tal experimentar alguém que tenha potência de remate, a ver se a coisa bate em alguém e que entre, por acidente?!

Bom, adiante, que estamos aqui para apoiar e como alguém comentou no "rescaldo" do Pedro Correia, já estivemos atrás e demos a volta. Hoje foi apenas um precalço, a vida continua na Madeira!

Ah! Não esquecendo de responder à pergunta, eu acho que foi "de quê". Tem a palavra Jesus.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do 0-0 em Alvalade. Foi o nosso quarto empate em 21 desafios do campeonato e o nosso terceiro jogo sem golos. Frente ao Rio Ave, perdemos esta noite dois pontos que poderão fazer-nos muita falta.

 

Da falta de soluções atacantes. O Sporting pressionou muito, sobretudo na segunda parte, mas nunca conseguiu libertar-se do espartilho defensivo da equipa adversária nem encontrar soluções eficazes no último remate à baliza vilacondense, onde brilhou o guardião Cássio. Atacar muito nem sempre significa atacar bem. Foi o caso.

 

Dos golos desperdiçados. Contabilizei pelo menos quatro: Bryan Ruiz aos 12', João Mário aos 37', Slimani aos 58' e Gelson Martins aos 82'.

 

De ver Slimani pelo segundo jogo consecutivo sem marcar. O argelino tentou mas voltou a não conseguir, como já tinha acontecido na jornada anterior, frente à Académica.

 

De Teo Gutiérrez. Continua a transmitir a sensação de se articular mal com os colegas e tarda em conseguir automatismos, por culpa própria. Não fez esquecer o compatriota Montero, longe disso.

 

Da lesão de Paulo Oliveira. O nosso defesa central regressou ao onze titular, após um jogo de castigo, mas abandonou o campo aos 51', devido a um problema muscular. Junta-se assim a Tobias Figueiredo, Ewerton e Naldoo no estaleiro de Alvalade. Começa a ser preocupante esta "epidemia" de lesões na defesa leonina.

 

Da ausência de Jefferson. O brasileiro, também lesionado, fez-nos falta. O holandês Marvin, seu substituto, teve bons apontamentos mas sem chegar ao nível dos primorosos centros do colega.

 

Da arbitragem. Artur Soares Dias teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Que tivéssemos deixado aproximar o Benfica na classificação. Continuamos na frente, mas agora em igualdade pontual com os nossos velhos rivais.

 

 

Gostei

 

De Adrien. No dia em que foi anunciado o prolongamento do vínculo contratual que o liga ao Sporting, o nosso capitão voltou a ser uma mais-valia - para mim, o melhor em campo. Teve dois bons remates, aos 26' e 90'+1', que forçaram o guarda-redes Cássio a defesas muito apertadas.

 

De Rui Patrício. Voltou a confirmar que é o melhor guarda-redes português da actualidade com um par de excelentes defesas, aos 24' e 45'+1'.

 

De Coates. Estreia absoluta do internacional uruguaio, que chegou a Alvalade oriundo do campeonato inglês. Revelou segurança e precisão de passe. Chegou a aventurar-se sem temor por zonas ofensivas, como sucedeu aos 31', num vistoso lance individual que abriu a nossa frente de ataque.

 

De João Pereira. Está a fazer uma óptima temporada, voltando a revelar boa forma nesta partida. Fez dois centros que poderiam ter dado golos: o primeiro aos 58', desperdiçado por Slimani; o segundo aos 75', a que Barcos não deu a melhor sequência.

 

De Rúben Semedo. Jorge Jesus mandou-o entrar em campo com carácter de urgência face à lesão de Paulo Oliveira. O defesa da nossa formação - que também sabe jogar a médio - deu boa conta do recado com uma exibição confiante e personalizada. Grande recuperação de bola aos 81', confirmando que o treinador pode confiar nele.

 

Da estreia de Barcos. O avançado argentino que veio da China saltou do banco aos 60'. Um quarto de hora depois fez o primeiro remate à baliza, de cabeça. É cedo para tirar conclusões mas já se percebeu que é um jogador que procura o golo. Só foi pena que não marcasse.

 

Do apoio incansável das bancadas. Quase 40 mil vozes vibrantes a puxar pelo Sporting. Os adeptos continuam a acreditar nesta equipa, como hoje ficou novamente demonstrado.

 

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