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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da vitória concludente e tranquila do Sporting nesta primeira jornada da segunda volta. Triunfo sem discussão frente ao Aves, por 3-0. Somamos mais três pontos, permanecemos invictos nas competições nacionais e estamos provisoriamente na liderança do campeonato.

 

De Bas Dost. Começam a escassear os adjectivos para qualificar o ponta-de-lança holandês, o melhor em campo. Esta noite voltou a marcar os três golos da nossa equipa - repetindo a dose da jornada anterior, contra o Marítimo. Três golos diferentes: o primeiro de cabeça (31'), o segundo de grande penalidade (52') e o terceiro com o pé direito (90'), coroando da melhor maneira uma grande jogada de futebol ao primeiro toque. O estádio, apesar do frio da noite, aqueceu - e de que maneira - com os gritos "Bas Dost" ecoados por mais de 40 mil gargantas nas bancadas em Alvalade.

 

Dos números do nosso goleador máximo. Bas Dost, nesta segunda época ao serviço do Sporting, já marcou 53 golos em 49 jogos do campeonato. Na presente temporada leva 24 marcados - 19 dos quais na Liga. Prepara-se para ser novamente o maior goleador da principal competição portuguesa. Com todo o mérito.

 

Da estreia de Rúben Ribeiro.  Não podia ter corrido melhor. Chegou quinta-feira a Alvalade, oriundo do Rio Ave, e no domingo já se estreava oficialmente com as nossas cores. Actuou com liberdade de movimentos no centro do terreno, entre o meio-campo e o ponta-de-lança, e protagonizou a mais vistosa jogada individual do desafio com uma assistência para o nosso primeiro golo. Notável a forma como temporizou, tirou do caminho o defesa que lhe surgiu pela frente e centrou para Bas Dost marcar. Quatro minutos depois, aos 35', serviu muito bem Bruno Fernandes num lance de que poderia ter resultado o nosso segundo golo. Quando foi substituído, aos 66', recebeu uma calorosa ovação dos adeptos, que conquistou à primeira: recém-chegado, até parece que joga há muito no Sporting.

 

De Bruno Fernandes. Disciplina táctica, visão de jogo, vigor físico, vontade de empurrar sempre a equipa para a frente: Bruno Fernandes, numa posição mais recuada do que tem vindo a ser habitual, confirmou todas as qualidades que já vinha demonstrando no Sporting. Faltou-lhe apenas o golo, que foi tentando do princípio ao fim, para ter uma exibição de cinco estrelas.

 

De Wiliam Carvalho. Naquele seu jeito de falso lento, correu quilómetros. Não houve praticamente uma jogada do Sporting que não passasse pelos pés dele. Pendular, seguro, contribuiu para a excelente organização colectiva da equipa ao assegurar a ligação entre os sectores. E arriscou avançar no terreno diversas vezes, em trocas posicionais com Bruno Fernandes, confirmando que é um elemento vital neste Sporting que sonha ser campeão.

 

De Fábio Coentrão. Grande partida do nosso lateral esquerdo, que em muitas fases do jogo parecia um extremo, compensando a apatia do apagado Acuña. Revela frescura física e uma entrega ao desafio verdadeiramente notáveis. A sua condição atlética deixou de ser uma preocupação para os adeptos.

 

De Piccini. Veio de uma lesão, mas ninguém diria. Boa parte do caudal ofensivo leonino ocorreu no seu corredor, tendo o italiano como protagonista. Notável de precisão o centro aos 90', que funcionou como assistência para o nosso terceiro golo. Está a tornar-se imprescindível no nosso onze titular.

 

De ter sido mais um jogo em que não sofremos golos. A marcar cada vez mais, a sofrer cada vez menos: 8-0 nas últimas duas partidas do campeonato. É este o caminho.

 

De dependermos só de nós. Estamos no comando da Liga, à condição. Se quisermos, ninguém nos trava o passo.

 

 

 

Não gostei

 

 

Daquela bola do Aves que bateu com estrondo na nossa barra. Iam decorridos 42 minutos de jogo e se tivesse sido golo a história desta partida talvez fosse diferente. A estrelinha de campeão já está a funcionar?

 

Do resultado tangencial ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco.

 

De Acuña. Outra partida muito fraca do extremo argentino, vários pontos abaixo da exibição média da equipa. É claramente um candidato ao banco de suplentes nos tempos mais próximos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De começar o ano com uma goleada no nosso estádio. Vitória clara sobre o Marítimo por 5-0 num jogo em que estivemos sempre mais próximos de marcar o sexto ou o sétimo do que a equipa adversária de rematar com êxito um só vez.

 

Da exibição leonina, sobretudo na segunda parte. Domínio absoluto do Sporting, que controlou sempre o jogo. Sem acusar qualquer desgaste provocado pela perda de dois pontos na Luz, há quatro dias.

 

Do regresso de Bryan Ruiz. O costarriquenho regressou à titularidade oito meses depois, assumindo a posição de médio de construção. Foi um regresso feliz, saldado por um golo - o segundo do Sporting, aos 50'. Ao ser substituído, aos 63', recebeu merecida ovação do estádio.

 

De Bas Dost.  O artilheiro holandês soma e segue: hoje fez mais três golos, aos 21', aos 74' e aos 78'. Golos à ponta de lança que o tornam cada vez mais indispensável no onze titular leonino. Leva já 16, só no campeonato.

 

De Bruno Fernandes. O melhor e mais influente jogador nesta partida. Não marcou mas esteve nos quatro golos leoninos. Aos 50' com um soberbo passe vertical isolando Bryan. Aos 74', rasgando a defesa contrária num centro a que bastou Dost encostar o pé. Aos 78', com um disparo fortíssimo para defesa incompleta do guarda-redes e consequente recarga do holandês. Aos 90'+2', com outro tiro de que resultou a recarga vitoriosa de Acuña. Merecia ter marcado pelo menos um.

 

De Fábio Coentrão. Grande partida do nosso lateral esquerdo, que hoje subiu muito mais no terreno por não termos extremo de raiz nesse corredor. Forte remate aos 9', pondo a defesa madeirense em sentido. Excelente cruzamento aos 15'. Intervenção directa no terceiro golo. Torna-se cada vez mais realista a hipótese de o vermos no Mundial da Rússia.

 

De Ristovski e André Pinto. Substituíram os habituais titulares, Piccini e Mathieu, lesionados. E cumpriram a função. O primeiro contribuindo para o caudal ofensivo leonino, o segundo ajudando a manter as nossas redes intactas. Prova evidente de que o Sporting tem banco.

 

Da aposta de Jorge Jesus em Iuri Medeiros. O jovem extremo leonino actuou nos últimos 20 minutos. Desperdiçou uma ocasião soberana de marcar, aos 83', quando se isolou frente ao guarda-redes. Mas ainda teve tempo de participar na jogada do quinto golo.

 

Da arbitragem de Carlos Xistra. Os jogadores facilitaram, é certo. Mas o árbitro acompanhou sempre bem as jogadas, deixou jogar, usou critério uniforme e revelou boa forma física. Oxalá fosse sempre assim.

 

Muda o ano, mantém-se a tenacidade dos adeptos. Éramos 41.754 em Alvalade. A puxar pela equipa, do princípio ao fim.

 

De ver o Sporting invicto no final da primeira volta. Ainda não perdemos nenhum jogo das competições internas desta temporada.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do ritmo demasiado baixo na primeira parte. Em várias fases dos primeiros 45 minutos jogou-se quase a passo.

 

Do resultado tangencial ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco.

 

Da noite muito fria. Mas o calor não faltou nas bancadas do nosso estádio.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da atitude combativa do Sporting no arranque deste jogo. A nossa equipa entrou em campo confiante, personalizada, com espírito combativo. Sem temer o adversário.

 

Da vantagem conquistada cedo.  Gelson Martins, com um cabeceamento muito bem medido, colocou o Sporting a vencer aos 19'. Magra vantagem que conseguimos gerir durante mais de 70 minutos no estádio da Luz. Com algum sorte, há que reconhecer.

 

De Fábio Coentrão. Muito assobiado do princípio ao fim, brindado com objectos que voavam das bancadas, o nosso lateral esquerdo não se deixou atemorizar. Esteve em grande evidência nos movimentos do seu flanco e teve intervenção directa no nosso golo.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais fez a diferença. Criou desequilíbrios, colocou a defesa contrária em sentido, venceu vários duelos individuais com Grimaldo. E demonstrou que vai ganhando faro de golo - hoje marcou o seu quinto no campeonato. Pena não ter marcado outro: teve oportunidade para isso aos 42', só com o guarda-redes pela frente. Mas merece nota muito positiva: foi o melhor nesta partida. Valeu um ponto à equipa. E esteve quase a valer três.

 

De Mathieu. Voltou a ganhar todos os lances aéreos que foi chamado a travar na zona que lhe estava confiada. Contribuiu para secar Jonas e deu segurança ao colectivo. Confirma-se como um dos elementos mais pendulares do nosso onze titular.

 

Da emoção neste Benfica-Sporting, que terminou 1-1. Foi sempre jogado com grande intensidade, bastante bem disputado, com entrega total dos profissionais das duas equipas.

 

Do vídeo-árbitro. Permitiu esclarecer vários lances numa partida em que a equipa encarnada reclamava uma grande penalidade de dez em dez minutos, com infatigável insistência.

 

De ver os adeptos encarnados festejar o empate em casa. Até parecia que tinham vencido, o que diz muito sobre o estado anímico dos benfiquistas.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da hora do jogo. Marcar um Benfica-Sporting para as 21.30 de uma quarta-feira de Inverno é um absurdo. Que penaliza sobretudo todos quantos vivem fora de Lisboa. Nada recomendável.

 

Da nossa segunda parte. Concedemos quase todo o terreno à equipa adversária, facilitando-lhe o desígnio táctico. Quem aposta tudo em segurar uma vantagem tão precária acaba por perder pontos. Foi o que nos aconteceu.

 

Do penálti cometido por Battaglia. Uma vez mais, voltamos a claudicar à beira do fim. Desta vez devido à mão na bola do imprevidente médio argentino, num gesto difícil de aceitar em alta competição. Só assim, de grande penalidade, o Benfica conseguiu marcar. Já no último minuto do tempo regulamentar: dois pontos perdidos mesmo ao cair do pano.

 

Dos calafrios que Coates nos provocou. Dois cortes à queima que podiam ter terminado no fundo das nossas redes. O internacional uruguaio terá vocação para autogolos?

 

De Bruno César. Mal entrou, fez logo uma falta que lhe valeu um amarelo. Fica fora da próxima convocatória, frente ao Marítimo. Não havia necessidade.

 

De Bryan Ruiz. O treinador continua a apostar nele, como suplente utilizado, de jogo para jogo. Um mistério para mim: não consigo descortinar o motivo.

 

Que Doumbia permanecesse no banco. E Podence e Ristovski e André Pinto. Jorge Jesus entendeu não fazer a terceira substituição neste jogo. Confesso não ter percebido porquê.

 

De ver o FC Porto distanciar-se no campeonato. A equipa treinada por Sérgio Conceição esteve em risco de empatar em Vila da Feira mas conseguiu uma vitória tangencial. Foi quanto bastou para nos ganhar dois pontos na classificação. Felizmente continuamos a depender só de nós.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei

 

Da vitória  caseira sobre o Portimonense, por 2-0. Domínio leonino absoluto do princípio ao fim num jogo em que o Sporting só pecou por desperdiçar várias oportunidades de golo. Somámos mais três pontos na corrida ao título frente a uma equipa que esteve a ganhar nos confrontos da Luz e do Dragão.

 

Da exibição.  Boa organização colectiva leonina, com todos os elementos devidamente posicionados e uma dinâmica adequada ao adversário, cuja manobra soubemos sempre condicionar, reagindo da melhor maneira nas situações de perda de bola. Desta vez não jogámos só para o resultado, mas também para a nota artística. Como Jorge Jesus tanto gosta. E como os adeptos exigem.

 

De Podence. A melhor partida do jovem médio ofensivo desde que chegou à equipa principal do Sporting, revelando inegável qualidade técnica. Protagonizou a primeira oportunidade de golo, logo aos 2'. Foi dele a assistência para o golo inaugural, aos 9', desenhando uma diagonal perfeita à qual Bruno Fernandes deu a melhor sequência. Autor de vários cruzamentos para as costas da defesa que levavam o selo de golo - aos 25', para a cabeça de Coates; aos 32', servindo Bas Dost; aos 40', assistindo um disparo de Piccini; aos 45', numa autêntica assistência escandalosamente desperdiçada pelo holandês; aos 52', num centro a régua e esquadro para Gelson; aos 63', isolando o mesmo colega. Saiu ovacionado, aos 67'. O melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Parceria perfeita com Podence, trabalhando ambos junto à ala direita com inflexões muito rápidas para o centro do ataque. Acelerou a equipa, trabalhou para o colectivo, criou desequilíbrios, desposicionou adversários, fintou e rematou. Foi dele a assistência para o segundo golo, aos 60'. E ainda fez trabalho defensivo, acorrendo à dobra de Piccini sempre que necessário, como aconteceu aos 62', num desarme impecável. Empolga os espectadores com a sua mobilidade e contribui em larga medida para fazer deste Sporting um sério candidato ao título.

 

Dos nossos laterais. Exibições de grande nível tanto à esquerda como à direita: Fábio Coentrão e Piccini cumpriram as missões tácticas, tanto no plano defensivo como no ofensivo. Deram profundidade ao jogo leonino, comprimindo as alas adversárias, e raramente falharam um passe. Concentrados e rigorosos, sem nunca complicarem. O italiano foi ainda autor do melhor remate de meia-distância do Sporting, disparando um petardo com o pé esquerdo aos 40' que saiu ligeiramente ao lado.

 

Da segurança dos nossos centrais. Actuações convincentes de Coates e Mathieu, que em muito contribuíram para o facto de termos uma vez mais terminado uma partida sem qualquer golo sofrido. Muito atento e concentrado o uruguaio, com um corte exemplar aos 30'; mais exuberante o francês, que ganhou todos os lances aéreos em que foi chamado a intervir. Ninguém diria que só começaram a jogar juntos há cinco meses: parece que formam dupla há vários anos.

 

Da assistência mobilizada, apesar da noite fria. Éramos 43.797 nas bancadas de Alvalade.

 

De ver o Sporting na frente. Seguimos no comando, à condição, com 39 pontos já acumulados, mantendo intactas as aspirações ao título. Todos acreditamos que vamos conquistá-lo.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das oportunidades de golo que Bas Dost falhou. O holandês marcou, dando a melhor sequência a um cruzamento de Gelson. Mas destacou-se hoje pela negativa, desperdiçando várias oportunidades. Aos 15', a passe de Piccini. No minuto seguinte, servido por Bruno Fernandes. Aos 32', abdicando do remate de meia-distância após centro atrasado de Podence. Aos 45', quando Podence o isolou frente ao guarda-redes adversário - um falhanço que provocou gritos de irritação no estádio. O golo solitário que apontou, aos 60', acabou por saber a pouco. Perante as hipóteses que teve para marcar, soube a quase nada.

 

Do falhanço colectivo aos 72'. Gelson centrou muito bem da direita para a pequena área. À boca da baliza, a dois metros da linha de golo e em clara vantagem numérica, quatro jogadores do Sporting falharam a emenda: Coates, William, Coentrão e o inevitável Bas Dost.

 

Do penálti que ficou por assinalar. Podence foi derrubado em falta, aos 63', na grande área portimonense. O árbitro fez vista grossa ao lance. Tratando-se de João Capela, não admira. Raros apitadores têm tão largo cadastro em jogos do Sporting como este cavalheiro.

 

Do resultado ao intervalo. Face às oportunidades que tivemos, aquele 1-0 era muito escasso.

 

Que Doumbia permanecesse no banco. Depois de ter mostrado "pé quente" na goleada frente ao Vilaverdense para a Taça de Portugal, com três golos e uma assistência, o marfinense merecia minutos de jogo. Sobretudo num desafio como o desta noite, em que Bas Dost foi um dos raros elementos desinspirados.

 

Foto minha, tirada esta noite em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo num campo muito difícil. Vitória concludente no estádio do Bessa, por 3-1, frente a um Boavista bem organizado e que deu alguma réplica, sobretudo no primeiro tempo. Vitória indiscutível de um Sporting moralizado, que não acusou o desgaste da recente eliminatória europeia em Camp Nou.

 

De Mathieu. Grande partida do central francês: também ele se mostrou imune à pressão psicológica que seria normal por ter marcado um autogolo frente ao Barcelona. Jogou e fez jogar. Participou na construção de dois golos leoninos - o segundo, ao rematar ao poste, incentivando a recarga de Bas Dost, e o terceiro, ao ganhar o lance de cabeça, assistindo o holandês. Bons cortes aos 30' e 73'. Inegável reforço do Sporting 2017/18, voto hoje nele para melhor em campo.

 

De Bas Dost. Passou ao lado do jogo durante o primeiro tempo, sem receber uma só bola em condições dos colegas que habitualmente o municiam. Mas facturou na segunda parte e a dobrar, aos 63' e aos 67', fazendo o que sempre esperamos dele: que introduza a bola na baliza, com ou sem nota artística. Podia ter marcado um terceiro, aos 51', desperdiçando um excelente passe de Podence.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o maior desequilibrador da equipa, acelerando o nosso jogo e dando-lhe acutilância. Mesmo no período menos bom, nos primeiros 45', foi ele o mais inconformado. Arrancadas estonteantes na ala direita, aos 77' e já no tempo extra, aos 92': nesta última, só conseguiu ser travado em falta, quando se preparava para servir Bas Dost.

 

De Fábio Coentrão. Estreou-se a marcar, fazendo aos 45'+3' o golo inaugural do Sporting, cabeceando em mergulho após cruzamento perfeito de Podence. Um golo que surgiu num período crucial da partida, nos últimos segundos da primeira parte - momento culminante de uma boa exibição do nosso lateral esquerdo.

 

Dos golos de bola parada. Somos, de momento, a equipa que constrói mais golos a partir de lances de bola parada. Hoje aconteceram mais dois: um de canto, outro de livre. Um assinalável contraste com outras épocas, em que éramos incapazes de criar perigo em situações do género.

 

Do sofrimento a que fomos poupados. Hoje, como espectadores, tivemos direito a um jogo com menos suspense do que o habitual. Com o Sporting a vencer por duas bolas de diferença desde o minuto 67 e sem golos sofridos nos últimos minutos, ao contrário do que vinha sucedendo demasiadas vezes. Antes assim.

 

Da festa leonina nas bancadas do Bessa. O topo norte do estádio cobriu-se de verde e branco, tendo-se escutado cânticos de incentivo à nossa equipa do princípio ao fim. Um apoio muito importante que testemunha a comunhão inequívoca entre a equipa e os adeptos.

 

De ver o Sporting na frente. Seguimos no comando, à condição, com 36 pontos já acumulados, mantendo intactas as aspirações ao título. Reagimos da melhor maneira à vitória do SLB em casa frente ao Estoril, em jogo realizado pouco antes. E estaremos na liderança, isolados, pelo menos até ao início do V. Setúbal-FC Porto de amanhã.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da nossa primeira parte, exceptuando os últimos 30 segundos. Com Battaglia no banco e Bruno Fernandes incumbido de organizar jogo mas denotando défice exibicional como médio de construção, o Sporting apresentou-se com os sectores muito desligados, sobretudo na transição do meio-campo para o ataque. Valeu-nos o excelente lance individual de Podence, que inventou um golo para Coentrão marcar mesmo ao cair o pano nesses primeiros 45 minutos.

 

De Bruno César. Talvez por desgaste físico, o brasileiro foi uma sombra do que tem sido noutras partidas. Prestação quase nula do "Chuta Chuta", que só chutou uma vez e sem perigo algum, acabando por ser bem substituído aos 58'.

 

Do erro infantil de Coates. Aos 64', o internacional uruguaio ofereceu a bola ao adversário em zona frontal à baliza, tendo daí nascido o golo axadrezado. Um momento de desconcentração de um defesa que tão boas provas tem dado noutros jogos.

 

De dois erros grosseiros do árbitro. Luís Godinho deixou passar impune uma grande penalidade cometida sobre Podence e validou o golo do Boavista, marcado em fora de jogo. Neste caso a falha principal foi do vídeo-árbitro, que devia ter anulado o lance.

 

Dos foguetes luminosos lançados mesmo antes do início da partida. O Bessa encheu-se de fumo, o relvado tornou-se invisível e o jogo começou com vários minutos de atraso até haver condições mínimas de visibilidade. Urgem punições mais severas a esta gente que insiste em perturbar o espectáculo desportivo em vários estádios.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Dos três pontos hoje conquistados em Alvalade. Vencemos o Belenenses por 1-0. Bastante melhor o resultado do que a exibição global da nossa equipa, que chegou a exasperar o público, sobretudo na medíocre segunda parte.

 

Dos nossos primeiros 30 minutos. Neste período a equipa engrenou bem, dominou, criou oportunidades, revelou dinâmica, conseguiu o golo solitário. Pena não ter prolongado o esforço: no resto do tempo foi uma sombra de si própria.

 

Do décimo golo de Bas Dost nesta Liga. Chamado a converter uma grande penalidade, logo aos 13', o holandês não vacilou. Foi irrepreensível nesta marcação.

 

De Coates. Para mim, o melhor em campo nesta noite. Impecável a defender, formando uma sólida parceria com Mathieu, teve o mérito suplementar de procurar empurrar a equipa para a frente sempre que possível. Foi assim num lance individual ao cair do primeiro tempo, foi assim também na segunda parte, quando os assobios já ecoavam no estádio: o internacional uruguaio mostrou ser o mais inconformado. Grande corte aos 11'.

 

De Mathieu. Uma vez mais, segurança e solidez. A ele e ao colega do eixo da defesa devemos a nossa estabilidade defensiva - e também o facto de o Belenenses raras vezes se ter aproximado da nossa baliza com verdadeiro perigo. Mérito suplementar: coloca sempre a bola à sua frente com critério e pontaria.

 

De Gelson Martins. Nem sempre as coisas lhe saíram bem. Mas nunca deixou de tentar, com louvável espírito de equipa e entrega ao jogo. Sem nunca descurar as missões defensivas. Nota positiva.

 

De Podence. Primeira meia hora de grande dinamismo, conseguindo desequilíbrios constantes na nossa linha avançada. Fez dois cruzamentos primorosos, desperdiçados por Bas Dost aos 2' e aos 7'. E foi ele a conseguir a grande penalidade que, convertida pelo holandês, nos valeu três pontos.

 

Da arbitragem de Nuno Almeida. Os jogadores facilitaram, é certo. Mas o árbitro acompanhou sempre bem as jogadas, deixou jogar, usou critério uniforme e revelou boa forma física. Oxalá fosse sempre assim.

 

De ver o estádio quase cheio. Apesar da noite fria, apesar do fim de semana prolongado, apesar da tentação de um serão caseiro com boa programação televisiva, Alvalade recebeu 46.881 espectadores.

 

De entoar o hino nacional. Em dia de feriado nacional, comemorativo da independência portuguesa, saúde-se a decisão da direcção leonina de pôr as bancadas a cantar A Portuguesa. Nada mais adequado, na casa de um clube com genuína implantação nacional.

 

Da homenagem aos paraolímpicos. Merecido aplauso, ao intervalo, aos nossos atletas portadores de deficiência que nos dão um excelente exemplo de tenacidade, desportivismo e amor à vida.

 

De termos alcançado o FC Porto no topo da classificação. O mais importante é isto.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da nossa incapacidade de marcar um golo de bola corrida. Sem o penálti convertido por Bas Dost, teríamos sido incapazes de conseguir os três pontos em Alvalade.

 

Dos falhanços. Incrível sequência de golos falhados - imperdoável numa equipa com aspirações ao título. Uma série iniciada logo aos 2' por Bas Dost, prosseguida aos 7' pelo holandês, que voltaria a falhar aos 87'. Acunha teve uma perdida escandalosa aos 23'. Mas o mais perdulário foi Bruno Fernandes, que falhou golos quase cantados em três ocasiões, aos 58', aos 62' e aos 65'.

 

De Acuña. Desde que veio da lesão o argentino tem-se revelado muito abaixo daquilo a que nos habituara. Enquanto esteve em campo pareceu que jogávamos só com dez.

 

De Bryan Ruiz. Muito aplaudido pelas bancadas neste seu regresso a Alvalade seis meses depois, o costarriquenho não correspondeu às expectativas. Apático, sem mobilidade quando a equipa exigia um suplemento de vitalidade, voltou a revelar a sua pior faceta ao desperdiçar uma das melhores oportunidades de golo em toda a partida, ao minuto 85. Um filme já nosso conhecido.

 

Da entrada tardia de Bruno César. Jorge Jesus esperou pelo minuto 90 para trocar o infeliz Bruno Fernandes por Bruno César. O brasileiro, que só esteve quatro minutos em campo, podia ter sido útil se tivesse mais oportunidades de experimentar o seu já célebre pontapé de meia-distância.

 

Dos assobios. Monumentais vaias - que chegaram a ser quase ensurdecedoras - sublinharam o desempenho de vários jogadores, com o "tribunal de Alvalade" claramente insatisfeito com a prestação da equipa na etapa complementar. Compreendo a irritação, mas não havia necessidade. E alguns dos mais assobiados, como Piccini e William Carvalho, não mereciam isto.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo em Paços de Ferreira, campo sempre difícil, por 2-1. Há um ano vencemos ali por 1-0, com golo de Adrien. Desta vez voltámos a trazer três pontos da capital do móvel, impondo a primeira derrota caseira da temporada à equipa anfitriã. Motivo natural para celebrar.

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo. Começou por partir os rins à defensiva adversária, incapaz de o travar senão em falta. Participou sempre com inegável generosidade no processo defensivo. Culminou a sua actuação com um grande golo, aos 75': recebeu bem a bola no centro da área, fez uma magnífica rotação para se libertar de marcação e disparou para a baliza. Foi o seu quarto golo nesta Liga - um golo decisivo, que nos valeu os três pontos.

 

De Mathieu. De regresso à boa condição física, o francês voltou a fazer uma exibição de gala. É impressionante a sua capacidade de ler o jogo, antecipando-se à manobra adversária, o que confere tranquilidade a toda a equipa. Decisivos cortes aos 32' e aos 63'.

 

De Battaglia. Nem sempre se dá por ele, mas é fundamental no processo colectivo deste Sporting 2017/18, não apenas porque funciona como dique contra as ofensivas adversárias mas também porque sabe empurrar os colegas para a frente. Numa dessas jogadas, aos 20', nasceu o primeiro golo do Sporting, marcado por este argentino que assim se estreia como goleador de verde e branco no campeonato nacional.

 

Do regresso de Bryan Ruiz. Decorria o minuto 72 quando Jorge Jesus o lançou em campo, após seis meses de ausência dos relvados portugueses por aparente questão disciplinar já superada. Em boa hora voltou. Não porque tenha feito uma grande exibição, como substituto de Battaglia num lugar que não costuma ser o seu, mas porque ganhou minutos de jogo que poderão revelar-se muito úteis à equipa num futuro próximo.

 

Da eficácia do nosso ataque. Em quatro oportunidades evidentes, aproveitámos duas. E ainda houve um remate de Bruno Fernandes que embateu no poste.

 

Que não tivéssemos acusado o desaste europeu. O jogo de quarta-feira contra o Olympiacos, em Alvalade, não pesou na dinâmica leonina. Ao contrário do que sucedeu na época passada, desta vez a nossa participação nas provas da UEFA não faz diminuir o rendimento da equipa no campeonato. Este Sporting ganhou maturidade.

 

Da arbitragem de Tiago Martins. Num jogo sem grandes focos de polémica, o árbitro merece ser destacado porque teve uma actuação competente, tanto no capítulo técnico como disciplinar. Oxalá pudéssemos dizer isto de vários outros.

 

Do apoio à equipa. Apesar do frio, muitos adeptos leoninos compareceram no Estádio Capital do Móvel, com cânticos e palavras de constante incentivo aos nossos jogadores. É justo sublinhar a importância das nossas claques, que funcionam de facto como "12.º jogador". Chova ou faça sol.

 

De termos encurtado a distância para o FC Porto. Separa-nos apenas um par de pontos a partir desta jornada. Isto significa que voltamos a depender só de nós.

 

 

 

Não gostei

 

 

Dos dois falhanços de Bas Dost com a baliza à sua mercê. Primeiro aos 18', tendo à sua frente apenas o guarda-redes: preso de movimentos, acabou por rematar à figura de Mário Felgueiras. Na segunda, dois minutos depois, falhando uma recarga quase em cima da linha de baliza: da carambola daí resultante acabou por beneficiar Battaglia, que cabeceou para golo.

 

Do calafrio aos 70'. Na sequência de um canto, o Paços de Ferreira fez embater a bola na barra. Tivemos muita sorte nesse lance, num período em que sentimos dificuldade de controlar o jogo no corredor central.

 

Que Podence não tivesse saltado do banco. A criatividade e a combatividade do jovem avançado fazem falta à equipa.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

Do empate que o Braga veio impor em Alvalade. Novo tropeção do Sporting no campeonato num jogo em que estávamos a perder a um minuto do apito final contra uma equipa que teve menos dois dias de descanso após a jornada europeia. Valeu-nos um penálti mesmo ao cair do pano para conseguirmos um pontinho. O jogo terminou 2-2 e já vemos o FC Porto quatro pontos à nossa frente.

 

Do nosso meio-campo. Bruno Fernandes e Bruno César, em constantes trocas posicionais, não conseguiram pressionar a saída do Braga para o ataque nem conter o caudal ofensivo da equipa adversária. Battaglia esteve sempre muito desacompanhado como médio de contenção.

 

Da ausência de William Carvalho. Este jogo deixou bem evidente a falta que nos faz o capitão para recuperar bolas, ligar a defesa ao ataque, abrir linhas de passe, temporizar e distribuir jogo.

 

Dos sucessivos falhanços em zona de finalização. Não podemos desperdiçar tantas ocasiões de golo como aconteceu neste Sporting-Braga. Pelo menos três. A primeira, logo aos 5', por Bruno Fernandes. Depois, aos 63, por Bas Dost: o holandês desperdiçou um excelente cruzamento de Bruno César. Finalmente aos 87, quando Doumbia, bem colocado, cabeceou muito por cima da baliza.

 

Da síndrome dos minutos finais. Uma vez mais, tombamos à beira do fim. Vencíamos por 1-0 aos 85' e até ao fim do tempo regulamentar, em quatro minutos, sofremos dois golos. A história repete-se: é algo inaceitável numa equipa ainda com aspirações ao título.

 

De Jonathan Silva. Fábio Coentrão, como aqui se alertou em devido tempo, está com sérios problemas físicos que o deixam mais tempo fora do que dentro da equipa. O argentino, que em regra o substitui, voltou a mostrar que está longe de ter o mesmo talento. É impressionante sobretudo a quantidade de passes que falha ao longo de um jogo, como hoje voltou a acontecer.

 

Da onda de lesões. Já tínhamos quatro jogadores titulares no estaleiro: William Carvalho, Fábio Coentrão, Matthieu e Piccini. Hoje mais dois ficaram incapacitados, em pleno jogo, devido a lesões musculares: Acuña aos 41', Bas Dost aos 78'. Consequências evidentes da baixa rotação da equipa: Jorge Jesus aposta por sistema nos mesmos jogadores, mesmo quando o calendário de partidas aperta.

 

Da reacção tardia de Jesus. O treinador errou ao lançar em campo os mesmos titulares que enfrentara a Juventus: faltava frescura física à equipa. Errou novamente ao demorar a mexer no onze: viu-se forçado a trocar Acuña por Podence aos 44' e esperou que Bas Dost quebrasse para fazer enfim entrar Doumbia, iam decorridos 80'. Mais incompreensível ainda a última substituição, aos 89', trocando Bruno César por Alan Ruiz,

 

De ver jogar Esgaio com a camisola errada. O lateral formado na Academia de Alcochete regressou a Alvalade, mas com a camisola errada. Fez uma boa partida pelo Braga e deixou a sensação de que tinha condições para integrar o nosso plantel.

 

De termos deixado de depender só de nós. Mesmo que consigamos vencer no Dragão, naquele que promete ser o jogo mais complicado da segunda volta, teremos de aguardar novo desaire da equipa treinada por Sérgio Conceição. Já vimos este filme em qualquer lado.

 

 

Gostei

 

Do golo de Bas Dost. Bem assistido por Bruno Fernandes, o nosso artilheiro concluiu da melhor maneira um bom lance de ataque aos 66'. Já leva nove marcados neste campeonato.

 

Do penálti bem marcado por Bruno Fernandes. Mesmo ao cair do pano, no último fôlego da partida, o nosso médio ofensivo não claudicou na linha da grande penalidade, empatando a partida.

 

De Battaglia. Num jogo em que poucos jogadores do Sporting se destacaram pela positiva, o mais regular foi o médio argentino, que nunca virou a cara à luta e travou parte do ímpeto ofensivo dos bracarenses. Merecia ter sido mais acompanhado nesta batalha desigual.

 

Da comparação com o ano passado. O Braga de Abel Ferreira venceu-nos na época passada por 1-0. Do mal, o menos: desta vez não perdemos. Só empatámos.

 

Do apoio do público. Éramos 42.844 em Alvalade. Merecíamos ter visto melhor espectáculo. E sobretudo merecíamos que a equipa nos tivesse dado uma alegria, o que não aconteceu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da difícil vitória em Vila do Conde, por 1-0. Obtivemos três pontos num estádio onde o Benfica empatou e só o FC Porto até agora tinha conseguido triunfar neste campeonato. Três pontos arrancados quase a ferros, iam já decorridos 85', praticamente na única verdadeira oportunidade que tivemos ao longo de todo o jogo.

 

De Rui Patrício. Devemos ao melhor guarda-redes português os três pontos que trazemos hoje de Vila do Conde. Rui Patrício, de longe o melhor jogador que actuou nesta partida, fez quatro enormes defesas a remates que levavam o selo de golo. Aos 32', 48', 84' e 90'. Passam os anos e ei-lo sempre a crescer de forma entre os postes, dando inegável segurança à equipa.

 

De Bas Dost. Voltou a ser ele a fazer a diferença na nossa linha avançada. Quando é preciso decidir, decide mesmo. Muitos adeptos já desesperavam com o empate a zero que se mantinha aos 85', quando o holandês marcou o solitário golo da vitória coroando um excelente lance de contra-ataque, com a velocidade que se impunha. É a terceira vez que ganhamos quase no fim de um jogo nesta Liga - e sempre com golos de Bas Dost.

 

De Battaglia. Entrou só na segunda parte. Mas chegou a tempo de ajudar a organizar a equipa leonina, que fez um medíocre primeiro tempo. Contribuiu para trancar o nosso meio-campo defensivo perante as contínuas investidas do Rio Ave sem nunca descurar o envolvimento ofensivo. Foi decisivo no lance do golo, iniciado por ele numa boa tabelinha com Acuña e ao qual deu a melhor sequência assistindo Bas Dost.

 

De ter superado o fantasma do ano passado. Foi neste mesmo estádio que ainda no primeiro terço da Liga 2016/17 começámos a despedir-nos do triunfo que ambicionávamos no campeonato, saindo daqui com uma derrota por 1-3. Até por este motivo a vitória de hoje foi importante.

 

Da equipa do Rio Ave, bem treinada por Miguel Cardoso. Mesmo sem dois dos habituais titulares deu sempre boa réplica ao Sporting, dominou a primeira parte, teve mais posse de bola e rematou mais vezes. Merece ir longe no campeonato. E não merecia ter perdido este jogo.

 

Que não tivéssemos sofridos golos. À décima jornada, levamos apenas cinco sofridos. Mérito evidente da nossa defesa em geral e do nosso guarda-redes em particular.

 

De reforçar a nossa liderança em golos marcados fora de casa. Já levamos doze em cinco jogos.

 

De ver o Sporting na frente do campeonato. Liderança provisória, pelo menos até amanhã. Com 26 pontos, conseguidos em oito vitórias e dois empates.

 

 

 

Não gostei

 

 

Das preocupantes lesões de Mathieu e Piccini. O francês viu-se forçado a sair logo aos 28', devido a problemas musculares, e o italiano jogou os últimos dez minutos a passo, impossibilitado de correr. São duas baixas quase certas para o importante desafio de terça-feira em Alvalade frente à Juventus. Vão fazer-nos falta.

 

Da nossa primeira parte. Jorge Jesus repetiu o onze titular da goleada frente ao Chaves mas não há dois jogos iguais e neste a receita não funcionou. O nosso meio-campo jogou descompensado e com óbvios desequilíbrios nos primeiros 45 minutos. Pressionámos pouco e mal, em ritmo frouxo e com baixa intensidade. O panorama melhorou depois do intervalo, com a troca de Podence por Battaglia, que acolitou William como tampão no eixo do meio-campo, onde o Rio Ave imperava.

 

Da nossa deficiente construção ofensiva. Perdi a conta às bolas despachadas sem critério para o meio-campo adversário, em sucessivos brindes à equipa da casa.

 

De Bruno Fernandes. Uma vez mais, pareceu-me um elemento desgarrado da nossa organização colectiva. Restam poucas dúvidas que não rende muito na posição 8, em que actuou no primeiro tempo, complementando mal as movimentações de William Carvalho. Melhorou na segunda parte, quando Jesus o mandou avançar no terreno, mas falhou demasiados passes. Acabou por marcar um golo, no entanto invalidado por fora de jogo.

 

Dos assobios à equipa. Estavam decorridos pouco mais de 50 minutos quando os adeptos começaram a lançar impropérios bem sonoros aos jogadores. Nenhuma equipa é motivada desta maneira, como tantas vezes venho insistindo. 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Vencemos e convencemos neste regresso ao campeonato com o resultado mais dilatado da época até agora: 5-1, frente ao Chaves. Vitória merecida, coroando uma excelente exibição do Sporting, com uma equipa moralizada, dinâmica e muito bem estruturada, capaz de empolgar os 42 mil adeptos que acorreram esta noite a Alvalade.

 

De Bas Dost. Regressámos às vitórias e também o nosso artilheiro - que estava sem marcar desde 8 de Setembro - regressou àquilo que melhor sabe fazer. Vinha com fome de baliza, saciada com três golos: o primeiro, aos 6', na sequência de um canto; o segundo, aos 15', coroando um excelente lance de contra-ataque; e o quinto, aos 75', também num ataque rápido e fulminante. Mas o holandês - o melhor em campo - não se limitou a marcar: foi dele a assistência para o quarto golo, aos 58', e é ele quem começa a construir o terceiro, aos 39'. Uma noite de gala.

 

De Podence. Não era titular desde a segunda jornada. Voltou a integrar o onze inicial e confirmou que tem valor para tanto. Fez uma soberba assistência para Bas Dost marcar o segundo golo, numa jogada de futebol ofensivo clássico, demonstrando como se faz um cruzamento irrepreensível. Aos 31', grande passe para Gelson, que acabaria derrubado na grande área. Aos 38', isola Bas Dost com excelente execução técnica. Foi sempre um elemento desequilibrador, essencial para construir esta vitória. Saiu aos 66', sob uma calorosa e merecida ovação do estádio.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, que fez finalmente o gosto ao pé bisando nesta partida. Da primeira vez, muito bem servido por Gelson Martins, bastou encostar a bota, marcando o nosso terceiro. Da segunda vez rematou não apenas bem enquadrado com a baliza mas também com força, fuzilando as redes do Chaves após assistência de Bas Dost. E terminou a partida como lateral esquerdo após a saída de Fábio Coentrão, aos 80'. Precisamente a posição em que tem jogado, com manifesto sucesso, na selecção do seu país.

 

De Piccini. Melhora de jogo para jogo: percebe-se bem que tem progredido nas sessões de treino. Já era irrepreensível a defender, como a partida de Turim frente à Juventus demonstrou. Agora evidencia crescente qualidade também no aspecto ofensivo: foi dele uma das melhores jogadas individuais do desafio em que fintou quatro adversários, progredindo sempre no terreno, e serviu Bas Dost no lance que culminaria no quarto golo. Já tinha sido ele a iniciar o segundo, lançando Podence no corredor direito. E é dele o cruzamento que funcionou como assistência para o holandês no quinto.

 

De começar a vencer cedo. O Chaves - desfalcado de dois titulares emprestados pelo Sporting, Domingos Duarte e Matheus Pereira - não teve sequer oportunidade de estacionar o autocarro frente à sua baliza. O nosso golo inaugural, numa fase muito prematura da partida, forçou a equipa transmontana a sair do seu reduto - o que de algum modo facilitou a vitória leonina.

 

De ver o Sporting consolidar a segunda posição à nona jornada. Continuamos colados ao líder, o FC Porto, com 23 pontos. Com sete vitórias e dois empates. Temos 21 golos marcados e apenas cinco sofridos. Números que continuam a alimentar-nos a esperança de conquistar o título nesta época 2017/2018.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da arbitragem de Rui Costa. A actuação do árbitro foi manchada por um erro claro, aos 31', quando fez vista grossa a um penálti cometido sobre Gelson Martins, castigando ainda por cima o nosso jogador com cartão amarelo por suposta simulação que as imagens desmentem. Parou o jogo durante três minutos para consultar duas  vezes a gravação e nem assim deu o braço a torcer. Foi brindado com uma assobiadela monstra em Alvalade que expressou a justa indignação dos adeptos, inconformados com tanta incompetência.

 

Da actuação de Bruno Fernandes. É certo que foi ele a marcar o canto de que resultou o nosso primeiro golo. Mas quase nada mais lhe saiu bem nesta partida: incapaz de criar desequilíbrios, falhou sucessivos passes e perdeu várias vezes a bola no eixo do meio-campo. Cansaço ou alguma sobranceria, que costuma ser má conselheira? Os próximos desafios permitirão esclarecer a dúvida.

 

Do golo sofrido. Houve apenas dois minutos de tempo extra na segunda parte. Período que bastou para desconcentrar alguns dos nossos jogadores, que permitiram o golo de honra do Chaves mesmo ao cair do pano. A bola já nem regressou ao centro do terreno após ter sido introduzida na baliza do Sporting. Bastaria um pouco mais de atenção e este golo teria sido evitado.

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De seguir em frente na Taça de Portugal.  Eliminámos o modesto Oleiros, do Campeonato de Portugal, cumprindo a nossa missão num jogo agradável em que a equipa da casa deu boa réplica. Seguimos para a quarta ronda do segundo mais prestigiado troféu do futebol português. Queremos conquistar a nossa 17.ª Taça.

 

De romper um ciclo de quatro jogos sem ganhar. A vitória foi natural e merecida, além de reconfortante. Era tempo de mudar as coisas.

 

Do comportamento da nossa equipa. Os nossos jogadores entraram em campo com atitude profissional e responsável, sem arrogância nem deslumbramento. Houve concentração e respeito pela equipa adversária, o que é de louvar.

 

Dos quatro golos marcados. Dois de Palhinha, um de Mattheus Oliveira, outro do estreante Rafael Leão. É sempre bom saber que não estamos dependentes do ausente Bas Dost para levar a bola ao fundo da baliza.

 

De Palhinha. Grande exibição do nosso médio defensivo, que se adiantou várias vezes no terreno, em benefício da equipa, sem perder o sentido posicional. Abriu o marcador aos 23', com um remate forte à boca da área, e bisou aos 62', com um espectacular pontapé de moinho, à ponta-de-lança. E cumpriu com rigor a missão defensiva: grande corte aos 50' frente à grande área. O melhor em campo.

 

De Podence. Recuperou da lesão prolongada, regressando em boa forma. Baralhou a defesa contrária com as suas incursões velozes pela ala direita, a partir do flanco. Boa exibição coroada com três assistências para golos, estatística que confirma a sua influência neste jogo.

 

Da aposta de Jorge Jesus numa equipa alternativa. Estes desafios servem para rodar jogadores pouco ou nada utilizados no campeonato, poupando os titulares para outros confrontos. Neste caso o treinador optou por mudar a equipa toda: não alinhou nenhum dos habituais titulares, excepto Jonathan Silva, que tem alternado com Fábio Coentrão. Aposta ganha em termos gerais, com destaque para a entrada de Gelson Dala como titular e para a estreia absoluta dos três suplentes utilizados - Rafael Leão, Jovane Cabal e Demiral - em jogos oficiais pela equipa principal.

 

De Rafael Leão. Entrou aos 71' e daí a um quarto de hora estava a marcar um golo - o seu primeiro pela equipa principal do Sporting e quarto da temporada, pois leva já três golos pela equipa B. Boa estreia do jovem internacional sub-17, que tem apenas 18 anos e um futuro promissor.

 

Da ausência de lesões. Apesar de jogarmos num piso sintético, o que traz riscos acrescidos, os nossos jogadores terminaram a partida ilesos. Ainda bem.

 

Do altruísmo leonino. A parte da receita do jogo que coube ao Sporting foi doada aos Bombeiros Voluntários de Oleiros. Louvável decisão do presidente Bruno de Carvalho.

 

 

Não gostei

 

 

Dos dois golos sofridos. É verdade que levámos a Oleiros um onze alternativo. Mas encaixar dois golos de uma equipa do terceiro escalão do futebol português é algo a roçar o inaceitável.

 

De Iuri Medeiros. Jesus apostou nele como atacante por um dos flancos, dando-lhe relativa liberdade de movimentos. Mas Iuri passou ao lado do jogo. Já ao cair do pano, isolado, permitiu a intervenção do guarda-redes, faltando-lhe o toque de classe para solucionar o lance. Uma vez mais, não soube agarrar a oportunidade.

 

De Bruno César. O brasileiro está irreconhecível nesta época. Para muito pior. Trapalhão, faltoso, complicativo - hoje quase nada lhe saiu bem.

 

De Petrovic. Central improvisado, esteve sempre como peixe fora de água. Levou um cartão amarelo muito cedo, logo aos 15'. Lento, preso de movimentos, falhou a intercepção aos 80' no lance do primeiro golo do Oleiros. Sem espaço neste Sporting 2017/2018.

 

De André Pinto. Irregular, intranquilo, entregou a bola a um adversário quando pretendia conduzi-la pela ala, num lance que poderia ter terminado num golo contra nós. Teve responsabilidade directa no segundo golo da equipa da casa, a escassos momentos do apito final. Decepcionante.

 

Que Gelson Dala ficasse em branco. O jovem angolano que se tem evidenciado na equipa B foi titular, tentou bastante mas não conseguiu marcar. Valeu pelo esforço. Oxalá tenha novas oportunidades em breve para ganhar mais disciplina táctica e sentido posicional. Talento não parece faltar-lhe.

Rescaldo do jogo de ontem

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Não gostei

 

 

Do empate em casa (0-0) frente ao FC Porto. A jogar em casa, com estádio quase cheio e os adeptos a puxarem pela equipa, o onze leonino foi incapaz de vencer um dos seus adversários directos na luta pelo título. Houve repartição de pontos mas os portistas, naturalmente, têm mais motivos para sorrir. Desde logo porque permanecem na frente.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem vencer. Empate caseiro com o Marítimo para a Taça da Liga, empate em Moreira de Cónegos para o campeonato, derrota em Alvalade com o Barcelona e agora o nulo imposto pelo FCP em Alvalade. A pedalada revelada pelo Sporting no início da época parece ter-se desvanecido.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem marcar. Ficámos a zero contra o Marítimo, contra o Barcelona e agora contra o FCP. E contra o Moreirense o nosso único golo resultou de um mau alívio de um jogador adversário, que introduziu a bola na própria baliza. Dá que pensar.

 

Do quinto jogo consecutivo sem Bas Dost marcar. O que se passa com o nosso goleador, que voltou a ter uma exibição muito apagada? Nem sequer conseguiu cabecear com êxito num dos dez cantos de que dispusemos.

 

Dos primeiros 45 minutos. Medíocre exibição do Sporting, que consentiu domínio portista em todas as zonas do terreno. Na primeira parte só fizemos um remate enquadrado à baliza adversária.

 

Do banho táctico dos portistas na primeira parte. Sérgio Conceição manietou o onze leonino com uma boa organização e uma forte consistência da sua equipa. Jesus foi incapaz de encontrar um antídoto eficaz antes de o árbitro apitar para o intervalo.

 

Da ausência de Fábio Coentrão. Foi um dos reforços da temporada, mas passa mais tempo fora do que dentro. Desta vez voltou a estar ausente.

 

De Jonathan Silva. Nervoso, jogando sempre nos limites da ansiedade, quase nada lhe saiu bem. Falhou passes, falhou desmarcações, falhou recuperações de bola. Uma exibição para esquecer.

 

De Battaglia. A pior actuação do médio argentino vestido de verde e branco. Sobretudo na primeira parte, em que foi incapaz de se revelar o dínamo da equipa, ao contrário do que já nos tem habituado.

 

Do falhanço de Bruno Fernandes, aos 59'. O médio criativo foi um dos elementos em má forma neste jogo. Podia ter marcado, na melhor ocasião de golo do Sporting, mas acabou por rematar por cima da baliza. Quando tinha Bas Dost livre de marcação poucos metros à sua esquerda. Em alta competição estes erros pagam-se caros.

 

Da entrada de Podence aos 90'. Uma substituição absurda, como se precisássemos mais de queimar tempo do que de virar o jogo. O jovem médio leonino nem chegou a tocar na bola. Entrou para quê?

 

 

Gostei

 

De Rui Patrício.  Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.

 

De Mathieu. Os colegas apresentaram-se em campo intranquilos e desconfortáveis, acusando talvez o peso do clássico. Ele não. Actuou com a serenidade e a eficácia de sempre, acorrendo sem cessar às dobras de Jonathan e lançando a bola bem colocada na organização ofensiva.

 

De William Carvalho. Irregular na primeira parte, partiu para uma grande exibição no tempo complementar, em que foi decisivo para consolidar o empate. E até tentou o golo, em duas ocasiões - numa das quais a bola acabou por embater nos ferros. Precisamos de um William em boa forma para mantermos intactas as aspirações ao título.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. O nosso bloco defensivo continua a revelar uma apreciável solidez.

 

Da bonita homenagem de Adrien ao intervalo. Nunca nos esqueceremos dele.

 

Foto minha, tirada antes do jogo em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Dos primeiros pontos perdidos. Empatámos 1-1 com o Moreirense, uma das equipas da cauda da classificação, que ainda não tinha marcado qualquer golo no seu terreno. Hoje não só marcou como foi para o intervalo a vencer. Perante um Sporting que optou por dar 45 minutos de avanço à turma adversária, talvez já a pensar no desafio de quarta-feira em Alvalade contra o Barcelona. Esquecendo uma lição elementar: os campeonatos ganham-se (e perdem-se) frente às equipas chamadas pequenas.

 

Do nosso meio-campo. Com Battaglia no banco, inicialmente, actuámos durante grande parte da partida com um elemento a menos no meio-campo, em comparação com o Moreirense, que assim estrangulou a nossa estratégia ofensiva. Jorge Jesus demorou demasiado tempo a mexer neste sistema táctico, que não potencia as qualidades de Bruno Fernandes: o ex-médio do Sampdoria é mais útil para a equipa quando actua logo atrás da linha mais avançada.

 

Das oportunidades perdidas. A mais flagrante ocorreu aos 67', por Gelson Martins, que parece querer qualificar-se para o "título" de rematador aos ferros. Um disparo à barra que decepcionou os adeptos leoninos. Mas também Bas Dost e William foram perdulários.

 

De Alan Ruiz. Jorge Jesus tem concedido todas as oportunidades ao argentino - e ele insiste em desperdiçá-las. Hoje a história repetiu-se: foi incapaz de acelerar o jogo, de criar desequilíbrios e de compensar a nossa inferioridade numérica no meio-campo. O treinador, impaciente com tanta falta de rendimento, trocou-o por Doumbia ao intervalo. Adivinha-se que o herdeiro da camisola que pertenceu a Bryan Ruiz terá uma cura de banco, eventualmente prolongada.

 

De Bruno César. Com Acuña de fora como medida de precaução, Jesus apostou nele como titular. A aposta saiu furada. O brasileiro não rendeu no flanco esquerdo, não fez melhor na ala direita e mostrou a mesma inaptidão nas raras incursões pelo eixo do ataque. A vontade dele pode ser muita, mas o talento parece ter-se eclipsado.

 

De Iuri Medeiros. Este ano não pode queixar-se de falta de oportunidades. O problema é que não tem sabido aproveitá-las. Hoje esteve em campo desde o minuto 73', rendendo Bruno César. Teve meia hora para mostrar o que vale. Mostrou muito pouco. Exasperando os adeptos sportinguistas, entre os quais me conto, já no tempo extra quando sem oposição, com boa oportunidade de remate, fez um autêntico passe ao guarda-redes do Moreirense. Lamento, mas assim não vai lá.

 

De Piccini. Onde andava o lateral direito no lance do golo da equipa da casa, aos 43'? Rafael Costa teve todo o tempo e todo o espaço para receber a bola, enquadrá-la com a baliza e rematar de forma bem colocada. Provavelmente agradeceu ao italiano este brinde tão inesperado.

 

De termos perdido a liderança. Vimos o FC Porto adiantar-se no campeonato, agora com mais dois pontos, na pior altura. A oito dias de recebermos os portistas em Alvalade, naquele que será o primeiro clássico da temporada. Vamos entrar em campo com mais pressão. E esta, como sabemos, nem sempre é boa conselheira.

 

 

 

Gostei

 

 

Da segunda parte do Sporting em Moreira de Cónegos.  Comandámos o jogo, revelámos dinâmica, marcámos um golo e tivemos oportunidades - infelizmente desperdiçadas - de marcar outros. Contraste total com o nosso desempenho nos primeiros 45 minutos. Mas faltou o mais importante: um golo que virasse o resultado.

 

De Rui Patrício. Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido. Foi para mim o melhor jogador leonino.

 

De William Carvalho. Muito desamparado, com um Bruno Fernandes quase irreconhecível e sem Battaglia perto de si na primeira parte, ainda assim foi o nosso jogador de campo mais inconformado. Melhorou o desempenho com a alteração táctica do segundo tempo e pôde evidenciar as qualidades que lhe reconhecemos, arriscando até incursões na grande área do Moreirense. O golo nasce de um ressalto após um remate seu.

 

Do autogolo do Moreirense. Num lance infeliz, o defesa Aberhoune introduziu a bola na própria baliza, na sequência de um remate de William. Chegámos assim ao empate. Com mais de meia hora para virar o jogo, o que infelizmente não sucedeu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De ver o Sporting vencer o Tondela esta noite em Alvalade.  Após dois empates em casa frente a esta mesma equipa nas duas épocas anteriores (os dois pontos que deixámos fugir há dois anos ter-nos-iam valido o título de campeões nacionais), desta vez demos um pontapé nessa brevíssima e disparatadíssima tradição, superando outro obstáculo no caminho do título que queremos festejar em Maio. O triunfo, por 2-0, valeu-nos mais três pontos. E vão dezoito: seis jogos, seis vitórias.

  

De Bruno Fernandes. Outra excelente exibição do nosso médio ofensivo - talvez o mais vibrante jogador a actuar neste momento no campeonato português. Voto nele como melhor em campo. Não apenas pelo grande golo que marcou aos 72', num fortíssimo remate de meia-distância, mas por ter sido crucial na construção do nosso jogo ofensivo. Leva quatro jogos consecutivos a marcar.

 

De Mathieu. Partida quase perfeita do central francês, que hoje se estreou a marcar pelo Sporting, logo aos 12', na cobrança perfeita de um livre directo. Um míssil que saiu do seu pé esquerdo - indefensável para o guardião do Tondela. Na organização defensiva teve a influência a que nos vem habituando desde que começou a jogar de verde e branco.

 

De William Carvalho. Havia já por aí uns "analistas" da treta a especular sobre o estado anímico do melhor médio defensivo português, que - felizmente para nós - viu gorada a transferência para o West Ham. O nosso capitão responde em campo a esses tontos, desmentindo-os em toda a linha. Frente ao Tondela, ganhou quase todos os confrontos e chegou a recuperar bolas em três ocasiões fazendo frente a dois adversários em simultâneo. No passe ofensivo, a mesma eficácia: foi dele a assistência para o golo de Bruno Fernandes. E poderia até ter marcado, aos 83', quando rematou ao poste.

 

Do regresso de Fábio Coentrão. Com ele no onze titular, o nosso corredor esquerdo fica muito mais compacto. Foi o que aconteceu. Não por acaso, o Tondela acabou por canalizar o seu esporádico fluxo atacante quase sempre pela ala oposta. Falta agora a Coentrão aprimorar a condição física. De qualquer modo, quando foi substituído, aos 81', recebeu uma sentida e merecida ovação.

 

Da nossa eficácia nas bolas paradas. Noutros campeonatos, decorriam meses sem vermos o Sporting marcar um golo de livre ou surgido de um canto. O treino específico, nesta área, está a produzir bons resultados, como o golo marcado por Mathieu bem demonstrou.

 

De termos superado o "efeito Champions". Ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, em que acusava o peso físico e anímico das competições europeias, a equipa não claudicou nem antes nem depois da partida disputada em Atenas.

 

Da mobilização nas bancadas. Estivemos 42.401 em Alvalade. Apoiando a equipa do princípio ao fim.

 

Da homenagem póstuma a Maria de Lourdes Borges de Castro. Um minuto de aplausos intensos, antes do apito inicial, à nossa sócia n.º 4, falecida há dias. Com 94 anos de vida e de associada.

 

De ver Cristiano Ronaldo hoje em Alvalade. O melhor jogador do mundo, adepto e sócio do Sporting, teve direito a um cântico das claques e ajudou a moralizar ainda mais a nossa equipa com a sua presença na tribuna.

 

Que o Sporting tenha de momento o melhor ataque do campeonato. Quinze golos marcados nestes seis jogos da Liga 2017/2018.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do resultado ao intervalo. Ganhávamos por 1-0, o que nos sabia a pouco.

 

De Iuri Medeiros. Decepcionante estreia a titular neste campeonato, para o lugar habitualmente ocupado por Gelson Martins. Podia e devia ter feito muito melhor. Aos 24', bem assistido por Bas Dost e sem oposição da muralha defensiva do Tondela, teve uma das melhores oportunidades do jogo. Mas desperdiçou-a atirando ao lado.

 

De Alan Ruiz. Fez um bom remate à baliza, aos 40', que o guarda-redes defendeu em esforço. Mas continua a faltar-lhe intensidade e velocidade. Não aproveitou a segunda oportunidade como titular da equipa que o treinador lhe concedeu.

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Foi complacente com o jogo duro e até violento do Tondela, nomeadamente com uma agressão a Alan Ruiz que merecia cartão vermelho e nem chegou a ser sancionada com falta. Fechou os olhos a múltiplas cargas sobre Acuña e Bruno Fernandes no limite da ameaça à integridade física dos nossos jogadores. E acabou por mostrar o primeiro cartão amarelo da partida, iam decorridos 74 minutos, precisamente a Bruno Fernandes - premiando assim, por contraste, o jogo faltoso da equipa beirã. Um critério disciplinar inaceitável.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa vitória em Atenas.  Derrotámos o Olympiacos, campeão grego, por 3-2. Desde 1973 que nenhuma equipa portuguesa triunfava fora de casa frente ao mais poderoso onze do futebol helénico.

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos 3-0, o que parecia abrir caminho para uma goleada. Hipótese gorada pela baixa de produção leonina no segundo tempo e pelos sucessivos falhanços de vários jogadores à boca da baliza.

 

Da entrada perfeita do Sporting neste jogo. Excedeu as nossas melhores expectativas: o primeiro golo foi marcado ao minuto 2 (por Doumbia), ampliámos a vantagem aos 13' (por Gelson Martins) e o terceiro surgiu aos 43' (por Bruno Fernandes). Prometia um resultado histórico, o que só não sucedeu devido às numerosas oportunidades perdidas.

 

Da aposta de Jorge Jesus em Doumbia. O treinador deixou Bas Dost no banco e fez entrar o marfinense como titular, tal como já sucedera em Bucareste, frente ao Steaua. Uma vez mais, provou estar certo. Doumbia marcou o primeiro, fez a assistência para o segundo, endossou uma bola em magníficas condições que Bruno Fernandes atirou ao poste e foi dele também o último passe para Gelson atirar à barra. Tudo no primeiro tempo. Saiu, quase esgotado, aos 63'. Com a satisfação de ter sido o melhor em campo.

 

Do nosso corredor central. Entendimento perfeito entre William Carvalho, Battaglia e Bruno Fernandes no controlo das operações: até parece que jogam juntos há muito tempo. Aqui esteve o segredo da nossa superioridade nesta partida.

 

De ver William com a braçadeira de capitão. Prova redobrada de confiança da equipa técnica no melhor médio defensivo português, felizmente ainda ao serviço do Sporting. Com a qualidade e a motivação de sempre, como hoje bem demonstrou.

 

De termos quebrado uma tradição recente. Desde Dezembro de 2008, quando derrotámos o Basileia na Suíça, não vencíamos um jogo fora de casa na fase de grupos da Champions.

 

Dos três pontos conquistados em Atenas. Tantos já obtidos como aqueles que totalizámos na época passada em toda a fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

 

 

Não gostei
 

 

De termos facilitado em excesso na segunda parte. Com uma vantagem folgada, os índices de concentração dos nossos jogadores baixaram muito. Foi um erro que se pagou caro, com golos sofridos aos 89' e no último minuto do tempo extra, já sem Doumbia, Gelson e Bruno Fernandes (o trio de marcadores esta noite), entretanto substituídos por Bas Dost, Bruno César e Ristovski.

 

Do festival de golos falhados. É incrível, mas aconteceu. Três bolas aos ferros da baliza grega - por Bruno Fernandes aos 18', Gelson aos 40' e Bas Dost aos 88'. E três golos quase feitos desperdiçados in extremis - por Doumbia (20'), Coates (22') e Bas Dost (88'). A goleada esteve quase a acontecer.

 

Dos cartões. Tivemos três jogadores amarelados: Battaglia, Bruno Fernandes e Bruno César. Os dois últimos devido a erros infantis - o primeiro por demorar a sair do campo, o segundo por protestos junto do árbitro. Comportamentos que se pagam caro na Champions.

 

De Rui Patrício. Estranhamente intranquilo durante quase toda a segunda parte, ofereceu a bola a um adversário em zona proibida aos 64': felizmente Mathieu salvou a situação. Fez más reposições, desperdiçando construções ofensivas, e deu a sensação de que podia ter feito melhor em qualquer dos golos sofridos.

 

De Jonathan Silva. Claramente o elemento mais fraco do nosso quarteto defensivo. Os dois lances de golo nascem do corredor dele.

 

Da substituição de Bruno Fernandes por Ristovski. Iam decorridos 87' quando Jesus fez estrear enfim o reforço macedónio, contratado para a lateral direita. Estranho foi que o mandasse actuar no centro do terreno, desequilibrando de alguma forma a equipa, quando tinha outras opções no banco - Petrovic e Alan Ruiz, por exemplo. Coincidência ou não, foi nesse período que sofremos os dois golos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa vitória.  Muito sofrida, conseguida no último lance do jogo, de grande penalidade, quando já decorria o oitavo minuto do tempo extra. Vencemos o Feirense, equipa da casa, por 3-2. No mesmo estádio onde na época passada tínhamos perdido por 1-2.

  

De Bruno Fernandes. No dia em que festeja o 23.º aniversário, o nosso médio mais avançado voltou a fazer uma grande exibição, revelando-se o melhor jogador em campo. Foi ele a dar o primeiro sinal de perigo, com um fortíssimo remate defendido in extremis pelo guarda-redes, aos 47'. Foi ele também a marcar o canto de que nasce o nosso primeiro golo (62'). Foi ele ainda a marcar o segundo, com um primoroso chapéu, indefensável. Leva já quatro marcados no campeonato, como se fosse um ponta-de-lança.

 

De Coates. Primeiro golo do internacional uruguaio na Liga 2017/18. Desfez o nulo, que se arrastou tempo de mais, numa insistência à boca da baliza. E conseguiu a grande penalidade que nos valeu três pontos.

 

De Bas Dost. Fez uma partida discreta até ao último minuto, em que foi protagonista decisivo. Chamado a converter o penálti ao cair do pano, não vacilou. Cumpriu a missão e garantiu-nos a manutenção do comando no campeonato. É a segunda vez que decide desta forma mesmo à beira do fim do jogo.

 

Do regresso de William Carvalho. Um mês depois, o nosso médio defensivo mais cotado regressou ao onze titular. No final de uma semana em que viu o nome dele invocado até à exaustão, revelou o profissionalismo de sempre. Exibição de grande nível, para não variar. Foi dele o passe longo para a área do Feirense que nos permitiu ganhar o penálti e conquistar a vitória à beira do fim.

 

De ver Rui Patrício com a braçadeira de capitão. Merecida prova de confiança da equipa técnica no melhor guarda-redes do Campeonato da Europa 2016.

 

Do Feirense. Boa réplica da equipa de Santa Maria da Feira, que se apresentou bem organizada, a explorar com eficácia o contra-ataque, valorizando esta vitória leonina. A partida foi emotiva até ao fim, com uma segunda parte muito disputada em que se marcaram os cinco golos.

 

Que a sorte do jogo nos sorrisse. Será já a estrelinha de campeão a brilhar para nós?

 

Que continuemos no comando. Cinco jogos, cinco vitórias. A liderar o campeonato.

 

 

 

Não gostei
 

 

Da nossa primeira parte. Sem uma oportunidade de golo, o empate a zero manteve-se até ao intervalo. E o Feirense teve até duas hipóteses de marcar.

 

Do sofrimento nos últimos 20 minutos. Uma vez mais, não havia necessidade de tanto nervosismo. Com uma vantagem de dois golos, construída aos 64', o Sporting começou demasiado cedo a gerir o resultado, relaxando em excesso nesse período do jogo.

 

De termos encaixado dois golos. E vão três em dois jogos. A nossa consistência defensiva já não parece tão sólida como nas partidas iniciais.

 

Da lesão de Piccini. O italiano só durou 20 minutos em campo: saiu lesionado. Má notícia para a equipa, que jogará a primeira eliminatória da fase de grupos da Champions já na terça-feira: neste momento estamos sem laterais titulares.

 

Da ausência de Adrien. Primeiro jogo, após vários anos, com o nosso ex-capitão já fora do Sporting. Guardaremos sempre dele a imagem de um grande batalhador no meio-campo, forte e consistente, líder natural da equipa.

 

Da entrada tardia de Iuri Medeiros e Doumbia. O treinador retardou em excesso a entrada de reforços em campo com o jogo empatado 2-2. O português e o marfinense deviam ter aparecido bem mais cedo.

 

De Alan Ruiz. Tal como na época passada, tarda em mostrar fôlego e arte para merecer a convocatória. O treinador lançou-o em campo aos 24' e retirou-o aos 85', numa evidente punição pelo seu fraco desempenho. Lento e preso de movimentos, o argentino ficou muito aquém da dinâmica que a equipa exigia para se superiorizar ao Feirense de forma inequívoca.

Rescaldo do jogo de hoje

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Gostei
 
 

Da vitória.  Missão cumprida: mais três pontos amealhados, pela quarta jornada consecutiva. Uma vitória que prometia ser tão robusta como a anterior para o campeonato, frente ao V. Guimarães, mas que acabou por ser escassa hoje em casa contra o Estoril: 2-1. No entanto, o essencial foi feito. Seguimos no comando.

  

Da nossa primeira parte. Entrada em força da nossa equipa, com muita velocidade e dinâmica. o onze leonino apresentou-se muito organizado e com forte ligação entre os sectores, veloz e motivado. Aos 11 minutos já vencíamos por 2-0. E tivemos várias oportunidades para ampliar esta vantagem, que se manteve até aos 85'.

 

De Bruno Fernandes. Outra exibição soberba do nosso médio de ataque, coroada com um golo de fazer levantar o estádio na cobrança de um livre, iam decorridos 11'. Um golo de exemplar execução técnica - a ver e rever. Por isto e pela qualidade global da sua exibição, merece ser designado o melhor jogador que actuou hoje em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Fez novamente a diferença, começando a construir a vitória logo aos 3' com o golo que marcou - o seu terceiro nesta Liga 2017/2018. Destacou-se em vários outros lances, nomeadamente ao picar a bola para Piccini na jogada que deu origem ao golo invalidado do Sporting, já ao cair do pano.

 

De Acuña. Grande primeira parte do ala argentino, que deu show junto à linha, arrancando merecidos aplausos. Primorosa assistência para o primeiro golo. E vâo três apenas em quatro jogos.

 

De Matthieu. Outra partida irrepreensível do central francês. Tornou-se já um jogador determinante no onze titular do Sporting.

 

Da verdade desportiva. O final desta partida foi alucinante, com dois golos marcados já no tempo extra. Um para cada lado. Golos que o árbitro a princípio validou mas que acabaram por ser invalidados, suponho que por intervenção do vídeo-árbitro. Bem invalidados: em ambos os casos havia jogadores em fora de jogo. A verdade desportiva prevaleceu. Ainda bem.

 

De ver o estádio quase cheio. Com muita gente ainda em férias, hoje éramos 45.367 em Alvalade. A festa do futebol também se faz disto.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do primeiro golo sofrido neste campeonato. Aguentámos invictos até ao minuto 85 da quarta jornada.

 

Do sofrimento à beira do fim. A jogarmos em casa, a vencermos por dois golos de diferença desde o minuto 11, não havia necessidade de tanta incerteza e até alguma angústia naqueles minutos finais.

 

Da goleada esboçada mas não concretizada. Começámos a fazer a gestão do esforço cedo de mais. Podia ter dado mau resultado.

 

Das oportunidades perdidas. Podíamos ter ampliado a vantagem várias vezes ao longo desta partida. Por Coates (33'), Gelson Martins (45'), Bruno Fernandes (69'), Acuña (84') e Bas Dost (88' e 90'). E quem não marca arrisca-se a sofrer.

 

Da nossa segunda parte. Após uma entrada fortíssima do Sporting, e do claro domínio leonino durante todo o primeiro tempo, o treinador do Estoril respondeu bem ao intervalo fazendo duas substituições simultâneas. Com esta alteração conseguiu algum equilíbrio de forças enquanto o Sporting revelou uma certa apatia, incapaz de responder a esta alteração táctica da equipa adversária - única a marcar na etapa complementar do encontro.

 

Da entrada tardia de Iuri Medeiros. Era preciso refrescar a equipa, mas o treinador tardou demasiado a fazer a última substituição. Iuri só entrou aos 92'.

 

Dos assobios em Alvalade. Vencíamos ainda por 2-0, por volta do minuto 80, e já se escutavam vaias de espectadores impacientes por verem tanta retenção de bola e algum jogo mastigado. Alguns adeptos têm dificuldade em entender que nenhuma equipa pode jogar em pressão constante, muito menos logo após uma desgastante elminatória europeia.

 

Foto minha. esta tarde, em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em Bucareste.  Justíssimo triunfo do Sporting hoje na capital romena, frente ao Steaua: demos 5-1 à turma da casa. A nossa equipa demonstrou ser claramente superior, tanto em termos individuais como colectivos.

 

De somar dez golos em dois jogos. Segunda goleada consecutiva: depois dos cinco espetados ao V. Guimarães, no sábado, agora mais cinco ao Steaua.

 

Da nossa primeira vitória na Roménia. Nunca antes o Sporting tinha triunfado em estádios romenos. As tradições existem também para isto mesmo: para serem quebradas.

 

Da nossa entrada na partida. Primeiros 15 minutos de intensa dinâmica coroados com o nosso golo inaugural, apontado por Doumbia. Entrámos a mandar, bem instalados no corredor central, dominando nesse período, que foi de sentido único.

 

Do nosso ímpeto ofensivo. Dez remates à baliza ao longo de toda a partida. Uma estatística que demonstra bem a pressão leonina durante a maior parte deste jogo.

 

De Bruno Fernandes. Grande partida do médio ofensivo, para mim o melhor em campo. Com passes longos, fez assistências para dois golos (o segundo e o terceiro). Teve ainda intervenção no início da excelente jogada colectiva que resultou no nosso quinto.

 

De Bas Dost. Jorge Jesus lançou-o só aos 59', optando inicialmente por Doumbia. Mas o holandês não se deixou desmoralizar: aos 75', já estava a marcar. Apontando o quarto golo leonino, num rapidíssimo lance de contra-ataque. E com intervenção no quinto: é dele o remate inicial à baliza. Mantém a excelente média: quatro golos em quatro jogos oficiais nesta nova temporada.

 

De Gelson Martins. Primeira parte algo insípida do jovem internacional, de quem se espera sempre uma exibição superlativa. Mas soltou-se no período complementar, evidenciando os seus habituais atributos: velocidade, criatividade, capacidade de desequilíbrio. Marcou um golo, o terceiro, aos 64' coroando uma jogada de insistência que protagonizou no eixo do terreno. E assistiu Bas Dost no quarto.

 

Das estreias de Doumbia, Acuña e Battaglia a marcar em jogos oficiais pelo Sporting. Quem estava muito preocupado pela dependência da equipa face a Bas Dost em matéria de golos ficou certamente mais descansado. Doumbia foi o primeiro a rematar com êxito, aos 13'. Acuña marcou o segundo, aos 60'. Battaglia fechou a conta ao apontar o quinto, aos 88'.

 

De termos carimbado o passaporte para a Liga dos Campeões. Eliminatória de acesso cumprida com inegável êxito. E quase 15 milhões garantidos para os cofres de Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Que tivéssemos sofrido o primeiro golo. Ao quinto jogo oficial, as nossas redes foram enfim devassadas. Mas o balanço é claramente positivo: 13 marcados até ao momento e apenas um sofrido.  

 

Das facilidades consentidas pela nossa defesa no golo romeno. O Sporting tinha-se adiantado no marcador sete minutos antes quando o Steaua empatou, causando alguns calafrios aos adeptos leoninos. Não havia necessidade.

 

De Coates. O internacional uruguaio mostrou-se intranquilo, desconcentrado, errando passes, mostrando-se incapaz de fazer a diferença nas bolas paradas ofensivas e praticamente endossando a bola ao adversário no lance do golo solitário do Steaua. Esteve muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

Do empate que se registava ao intervalo. Resultado muito lisonjeiro para a equipa romena, que foi sempre inferior ao Sporting. Ainda demoraríamos um quarto de hora a desfazer esse impasse.

 

Da lesão de Adrien, forçado a sair aos 72'. Oxalá não seja grave. Nem prolongada.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória categórica em Guimarães.  Desde 2013 não vencíamos ali. Desta vez rompeu-se a tendência: ganhámos por 5-0 no estádio D. Afonso Henriques, com golos de Bruno Fernandes (2), Bas Dost (2) e Adrien. Primeira goleada da época numa partida que dominámos do princípio ao fim. E estivemos mais perto de marcar o sexto do que o V. Guimarães de marcar o primeiro.

 

Da dinâmica da nossa equipa. Entrámos em campo com muita intensidade, rapidez de movimentos e uma clara vontade de resolver a partida ainda antes do apito para o intervalo. Objectivo concretizado em pleno.

 

Da organização colectiva do Sporting. Aos 85' desenhámos aquela que foi provavelmente a melhor jogada do desafio, confirmando o excelente entrosamento dos nossos jogadores. Com Bruno Fernandes a iniciar o lance ofensivo, deixando a bola para Jonathan que a endossou a Gelson e este a centrar para Adrien, que remeteu a Iuri e este a devolvê-la ao capitão leonino, que fuzilou a baliza vimaranense. Futebol de ataque em estado puro.

 

De estarmos a ganhar por 3-0 antes da meia hora. Uma diferença folgada que nos permitiu gerir a vantagem e poupar algum esforço para a decisiva partida de quarta-feira, em Bucareste, frente ao Steaua.

 

De continurmos sem sofrer golos. Quatro jogos oficiais, com balanço muito positivo: oito golos marcados e nenhum sofrido. Sinal de robustez, maturidade e competência da nossa defesa.

 

De Bruno Fernandes. Autor de dois golos à meia-distância, o primeiro marcado logo aos 3', o outro quando iam decorridos 60'. E ainda rematou à barra, aos 80'. Fez toda a diferença, desbloqueando a partida nos minutos iniciais e revelando-se fulcral na manobra ofensiva do nosso corredor central ao preencher da melhor maneira o espaço entre linhas. Foi a grande figura deste desafio, preponderante na construção do jogo leonino.

 

De Bas Dost. O holandês pôs fim ao breve jejum voltando aos golos. Marcando primeiro de cabeça, na sequência de um livre, aos 21', e pouco depois de pé direito, assistido por Fábio Coentrão, aos 24'. Grande eficácia do nosso ponta-de-lança, que retoma a média de golos da época passada: à terceira ronda, leva três marcados.

 

De Fábio Coentrão. Melhor partida do lateral esquerdo desde que veste a camisola verde e branca. Sempre em jogo, sempre acutilante, subindo sem complexos no terreno. Foi ele a sofrer a falta que originou o livre de que resultaria o nosso segundo golo. Foi ele a assistir Bas Dost para o terceiro.

 

 

Não gostei

 

Do V. Guimarães. Não parecia a equipa que há três anos nos derrotou em casa por 3-0. Nem a que conseguiu empatar 3-3 (embora com um golo mal validado) na época passada. Nem sequer aquela que nos venceu 3-0 em Rio Maior, durante a pré-temporada. Há nove anos que o V. Guimarães não sofria uma derrota tão pesada no seu estádio. Absolutamente irreconhecível.

 

Das oportunidades de golo desperdiçadas. Marcámos cinco, mas ficaram mais alguns por marcar. Registei, por exemplo, falhanços de Acuña aos 56' e de Iuri Medeiros aos 79' - ambos em posição frontal, a escassos metros da baliza.

 

De Piccini. Quase ofereceu um golo de bandeja ao Vitória com um atraso disparatado a Rui Patrício, aos 57'. Foi o elemento com prestação menos positiva num onze quase sem falhas.

 

Da lesão de Mathieu. O central francês, novamente com uma grande exibição, viu-se forçado a sair aos 84', dando lugar a André Pinto - finalmente em estreia oficial pelo Sporting. Oxalá recupere a tempo do jogo de Bucareste.

 

De ver os adeptos vimaranenses atirarem garrafas de água a Coentrão. Atitude inadmissível por parte de uma massa associativa que o país futebolístico se habituou a respeitar.

Rescaldo do jogo de ontem

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Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite em Alvalade.  Vitória sofrida mas mais que merecida da nossa equipa nesta estreia em casa, por 1-0, frente ao V. Setúbal. O golo tangencial, marcado por Bas Dost a quatro minutos do fim, foi recebido no estádio com um imenso suspiro de alívio. O essencial estava conseguido: outra etapa superada, continuamos na frente.

 

Do segundo jogo consecutivo sem sofrermos golos. Nem na Vila das Aves, há uma semana, nem desta vez em Alvalade: o nosso reduto defensivo parece ser a componente da equipa que mais melhorou em comparação com a última época. Mudança crucial: nenhum clube conquista o título sem uma defesa sólida.

 

Dos primeiros 20 minutos, de alta rotação leonina. Verdadeira entrada de Leão, com intensa pressão do Sporting sobre o V. Setúbal, que permaneceu confinado ao seu meio-campo. Com Piccini e Gelson Martins pela direita, Acuña à esquerda e Podence entre o eixo e a ala direita, em constantes trocas posicionais, construímos pelo menos três lances que poderiam ter dado golo: aos 2' (Dost permitiu defesa), 7' (Acuña rematou ao lado) e 8' (Gelson atirou sobre a baliza).

 

De Bas Dost. Podia ter marcado muito mais cedo. Logo aos 2', após soberbo cruzamento de Podence. E de cabeça aos 54', na sequência de um canto, quando se elevou bem mas permitiu a defesa do guardião sadino. Mas nunca desistiu. Foi ele que sofreu o penálti e marcou o respectivo castigo, levando o Sporting à vitória, aos 86'. Golo inaugural do holandês neste campeonato. O primeiro de muitos, assim esperamos.

 

De Acuña. Continua a dar boas provas, conquistando os adeptos. Hoje voltou a fazer uma exibição muito positiva, sobretudo nos lances de bola parada, que saem quase sempre com perigo dos seus pés. Só lhe faltou acertar mais a pontaria na hora de rematar à baliza.

 

De Mathieu. Partida perfeita do internacional francês, que se afirma como um valor seguro no nosso eixo defensivo. Ao ponto de parecer já que faz parceria há longo tempo com Coates, seu companheiro naquela zona do terreno. Confiante, veloz, jogando sempre de cabeça levantada, transportou bem a bola a partir da defesa, abriu linhas de passe no momento ofensivo e nunca deixou desguarnecido o seu reduto, fazendo cortes oportunos aos 42', 67' e 78'. E aos 63' quase marcou, num pontapé acrobático, à ponta de lança. Voto nele para melhor em campo.

 

Do nosso banco. Ao contrário do que sucedeu há um ano, desta vez temos mesmo reforços. E a equipa não quebra o rendimento no momento de ocorrerem as substituições, como ficou bem patente neste jogo, sobretudo quando Jorge Jesus mandou trocar Podence por Doumbia e Adrien por Bruno Fernandes. Sem quebra de qualidade.

 

Do excelente ambiente no estádio. Éramos 42.215 em Alvalade, quase todos a puxar pelo Sporting. Atmosfera festiva de um sportinguismo sempre renovado, sem desfalecimentos, época após época. Nunca deixamos de acreditar na nossa equipa.

 

 

Não gostei

 

Do 0-0 ao intervalo. Tantas oportunidades desperdiçadas começavam a exasperar os espectadores. Ao ponto de alguns jogadores, como Jonathan Silva, começarem a ser assobiados por alegada lentidão de processos em campo. Não havia necessidade de tanto sofrimento. E os assobios eram dispensáveis.

 

Que o empate a zero só fosse quebrado a quatro minutos do fim. Ao contrário da jornada anterior, em que o golo surgiu cedo, desta vez a espera foi muito mais longa. Alguns adeptos já desesperavam.

 

Das oportunidades de golo desperdiçadas. Bas Dost (2' e 54'), Acuña (7' e 22'), Gelson Martins (22'), Adrien (46'), Mathieu (63') e Doumbia (66', 68' e 77'). Em alta competição não pode haver tanto desperdício.

 

Do abuso das acções ofensivas pela ala direita. Durante quase uma hora, a construção iniciava-se sempre da mesma maneira: passe de Rui Patrício para Piccini, o lateral direito a transportar a bola e a endossá-la a Gelson Martins, esperando toda a equipa que o médio-ala desequilibrasse com classe e centrasse com perigo. Tudo demasiado previsível e relativamente fácil de anular.

 

Do jogo inofensivo do V. Setúbal. A equipa treinada por José Couceiro apenas se preocupou em defender, colocando quase sempre todos os jogadores atrás da linha da bola. E não fez um ataque bem construído do princípio ao fim da partida.

 

Da ausência de William Carvalho. O nosso médio defensivo nem no banco se sentou: viu o jogo da bancada. Não para ser poupado para o jogo de terça frente ao Steaua de Bucareste, pois estará fora dessa partida para cumprir um castigo. Esta opção de Jesus indicia que William estará prestes a sair para o campeonato inglês. O Sporting vai ressentir-se: ele foi até agora um pilar indiscutível da nossa equipa.

 

Foto minha, tirada esta noite em Alvalade

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