19 Mar 17
O adepto resignado
Pedro Correia

É preferível jogar mal e ganhar do que jogar bem e perder.


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18 Mar 17

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Gostei

 

De ganhar o jogo.  Segunda vitória leonina consecutiva no campeonato. Desta vez em casa, por 2-0, frente ao Nacional.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue: marcou os dois golos do Sporting na sequência de cantos bem apontados por Bryan Ruiz, aos 13' e aos 34'. Reforça a liderança da lista dos artilheiros da Liga 2016/17 e ganha terreno na corrida à Bota de Ouro europeia. Com 24 golos marcados em 23 jogos do campeonato. Foi novamente o nosso melhor jogador em campo - e já com direito a cântico personalizado em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo direito. Os dois golos são antecedidos de grandes jogadas do jovem internacional formado na Academia leonina, ambas desviadas in extremis para canto. Quase marcou aos 16' e aos 88'. Protagonizou ainda grandes lances na sua ala (25', 34' e 66').

 

De Podence. Após uma hora de jogo, o Sporting começou a esmorecer, com muito toque inconsequente, muito atraso de bola, fraca velocidade e falta de vontade de construir um resultado mais dilatado frente ao modestíssimo Nacional. Jorge Jesus mandou então sair Alan Ruiz, hoje com uma pálida exibição, e fez entrar Podence, que sacudiu o jogo, imprimindo-lhe dinâmica e velocidade. Boa prestação do jovem reforço, sublinhada com aplausos das bancadas.

 

De Matheus Pereira. Hoje voltou a ser titular. E voltou a demonstrar ao treinador que justifica a aposta que está a ser feita nele. Nota positiva.

 

De Rui Patrício. Decisivo em dois momentos do jogo para travar o Nacional. Logo aos 9', com uma aparatosa defesa de cabeça no limite da grande área. Depois, aos 76', respondendo da melhor maneira a um remate rasteiro de meia distância, muito bem colocado.

 

De ver a nossa defesa invicta. Ao contrário do que vem sendo habitual, desta vez as nossas redes permaneceram invioladas. É caso para celebrar.

 

De ver o estádio muito preenchido. Segundo números oficiais, hoje fomos 43.167 em Alvalade. Viam-se muitas famílias nas bancadas, o que é sempre de louvar. Consequência do dia e da hora (sábado, pelas 18.15) e também da tarde muito amena, com temperaturas acima da média já a antecipar a Primavera.

 

De ver diminuída a distância para o Benfica. De pouco nos vale, mas o tropeção dos encarnados em Paços de Ferreira fez reduzir de 12 para 10 pontos a nossa diferença pontual com a equipa que ainda lidera o campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do adormecimento da equipa nos últimos 25'. Vários jogadores pareceram conformados com o 2-0 e sem vontade de ampliar a vantagem. Perderam-se em pequenos toques no nosso meio-campo e sucessivos atrasos ao guarda-redes. Comportamento de equipa pequena frente ao lanterna vermelha do campeonato, o que é inaceitável.

 

Da goleada que não aconteceu. Ao intervalo vencíamos com uma vantagem confortável. Não faltou quem pressentisse uma goleada - seria a primeira deste campeonato em Alvalade. Os adeptos esperam sempre o melhor da sua equipa. Infelizmente, não foram correspondidos. Para desapontamento do próprio treinador.

 

De Marvin. Segundo jogo como titular, mas transmitindo novamente a sensação de que tanto lhe faz jogar ou não. Falhou demasiados passes, não soube articular-se com Matheus no corredor esquerdo. Tem uma atitude displicente: parece faltar-lhe sempre um suplemento de ânimo.

 

De Bruno César. Substituiu Matheus Pereira a meio da segunda parte, quando o treinador quis imprimir velocidade ao jogo leonino. Mas entrou mal: não foi o "chuta-chuta" de outros tempos, longe disso.

 

Da última substituição, a um minuto do fim. Não havia que queimar tempo, pois a vitória estava garantida. Achei incompreensível a inútil troca de Bryan Ruiz por Palhinha.

 

Dos assobios à equipa. Nota-se uma irritação crescente no "tribunal" de Alvalade: as bancadas não perdoam ao mínimo deslize dos jogadores, sobretudo quando detectam falta de empenho e falta de combatividade. Mas hoje, sobretudo na última meia hora, abusou-se dos assobios: William Carvalho, Bryan Ruiz, Marvin e Schelotto foram alguns dos mais visados. Não havia necessidade.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade


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11 Mar 17

Gostei

 

Da vitória leonina. Triunfo categórico do Sporting hoje no campo do Tondela, por 4-1. O mais dilatado da nossa equipa nesta Liga 2016/17.

 

Do póquer de Bas Dost. Quatro golos, todos marcados pelo ponta-de-lança holandês. Aos 33', 55', 71' e 78'. Foi de longe a melhor contratação do Sporting nesta época. Já leva 22 marcados, só no campeonato, em 22 jogos até agora disputados - mais quatro do que tinha Slimani na mesma fase da época anterior. Uma marca que o coloca em posição quase imbatível para se sagrar rei dos marcadores na temporada em curso.

 

De um longo jejum enfim quebrado. Há sete anos que um jogador do Sporting não marcava quatro golos numa só partida do campeonato. Desde um póquer de Liedson ao Belenenses, em 2010.

 

De Podence. Em estreia absoluta como titular no campeonato principal, jogando na posição de segundo avançado, o jovem não se atemorizou. Pelo contrário, foi mesmo uma das grandes figuras deste jogo, tendo construído o primeiro golo, que ofereceu de bandeja a Bas Dost. Embora de pequena estatura, Daniel Podence deu mais um passo de gigante na construção de uma carreira que promete ser cheia de êxitos.

 

De Matheus Pereira. Outro talento da nossa Academia que jogou a titular, na ponta esquerda. Correspondeu às expectativas com uma jogada fabulosa em que tirou três adversários do caminho, culminando-a com uma assistência para o segundo golo de Bas Dost.

 

Da estreia de Francisco Geraldes. Iam decorridos 86' quando ocorreu mais uma estreia oriunda da cantera leonina no campeonato nacional. Pouco tempo em campo, mas suficiente para protagonizar uma jogada de perigo em que foi carregado em falta, punida com penálti.

 

De ver sete jogadores da nossa formação hoje em campo. Rui Patrício, William Carvalho, Gelson Martins, Daniel Podence, Matheus Pereira, João Palhinha e Francisco Geraldes. Quem disse que os talentos da Academia não bastam para ganhar jogos?

 

Do domínio leonino. Do princípio ao fim do jogo, o Sporting controlou sempre as operações, com domínio total da manobra no terreno. Foi até agora a melhor exibição leonina em 2017. Se tivéssemos jogado sempre assim ao longo do campeonato, estaríamos certamente a discutir o título.

 

De vermos o Braga ainda mais à distância. Já está a oito pontos.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido. Aos 53', o Tondela conseguiu empatar. A magra vantagem obtida pelo Sporting ao intervalo foi desfeita por um golo em contra-ataque, idêntico a tantos outros que já sofremos. Felizmente este empate durou apenas dois minutos. A equipa adversária não voltou a marcar e raras vezes voltou a causar perigo.

 

Do penálti falhado. Bas Dost marcou duas grandes penalidades, mas falhou uma terceira também assinalada pelo árbitro Bruno Paixão, já no tempo extra. Único percalço numa exibição de luxo do holandês.

 

De Marvin. Regressou à titularidade, depois de Esgaio ter ocupado a posição de lateral esquerdo na jornada anterior, mas voltou a ser um dos piores em campo. Frágil a defender, uma nulidade a atacar. Cruzou pouco e mal.

 

Das ausências de Adrien, Alan Ruiz e Bruno César. O primeiro por lesão, os outros por acumulação de cartões. Mas, ao contrário do que se previa, nenhum deles acabou por fazer falta.


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05 Mar 17

Não gostei

 

Do empate em casa, frente ao V. Guimarães. Um péssimo presente dado hoje pela equipa ao presidente Bruno de Carvalho, reeleito horas antes com 86% dos votos. E sobretudo aos adeptos, que continuam a acorrer a Alvalade sem nunca verem 90 minutos de bom futebol.

 

Da segunda parte. Embalado pela vantagem tangencial conseguida relativamente cedo, o onze leonino claudicou no segundo tempo, com uma toada lenta e monótona, concedendo a iniciativa de jogo à equipa adversária. Quando enfim despertou, após o golo do empate, já era tarde.

 

Das bolas atrasadas. Precisávamos de vencer, mas nos minutos finais vários jogadores preferiram atrasar a bola, incluindo para o próprio Rui Patrício. Esta falta de atitude competitiva exasperou os adeptos, que brindaram a equipa com sonoros assobios.

 

Dos erros repetidos, lance após lance. Demasiados cruzamentos na direcção do guarda-redes. Um verdadeiro desperdício.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus teima em incluí-lo no onze inicial. Desta vez o costarriquenho aguentou 81' em campo. Mas fica sempre a sensação de que com ele jogamos só com dez e meio. Mostra-se incapaz de ser decisivo e de fazer a diferença.

 

Das substituições. Não percebi as mudanças operadas por Jesus na equipa. Para quê fazer sair Alan Ruiz e Bruno César, que tiveram bons desempenhos na primeira parte? Para quê fazer entrar Palhinha quando já lá estava William, como se pretendesse defender o magro 1-0, em vez de mandar avançar Podence para conseguir esticar o nosso jogo?

 

Da ausência de Adrien. Sentiu-se a falta do nosso capitão, que continua lesionado. Sem ele, está mais que visto, o Sporting não tem a mesma qualidade.

 

Dos castigos. Por acumulação de amarelos, Alan Ruiz e Bruno César ficarão de fora na próxima partida, frente ao Tondela.

 

De mais dois pontos atirados fora. Quando faltam dez jornadas para o fim do campeonato, vemos o Benfica a doze pontos e o FC Porto a onze. Cada vez mais longe. E o Braga a aproximar-se.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o jogador mais inconformado, mais veloz, mais esclarecido tecnicamente e com melhor leitura de jogo. Caiu um pouco na segunda parte, aliás como toda a equipa, mas foi à mesma - para mim - o melhor sportinguista em campo.

 

De Bas Dost. Desta vez não marcou, mas assistiu. E teve vários pormenores de muita qualidade fora da sua posição habitual.

 

Da primeira parte. A equipa entrou dinâmica, muito bem organizada e com segurança de passe. Um período coroado pelo golo aos 35' - uma excelente jogada colectiva iniciada em Bruno César, desenvolvida num cruzamento milimétrico de Esgaio e prosseguida numa soberba recepção de bola da parte de Bas Dost, que a colocou em Alan Ruiz, o marcador. Pormenor a assinalar: o argentino rematou com o seu pior pé, que é o direito.

 

Do apoio nas bancadas. Os adeptos foram puxando pela equipa, incluindo já no período em que os jogadores preferiram tirar o pé do acelerador, confiando que bastaria o golo solitário para vencerem o jogo. Só quando o onze leonino baixou muito de intensidade, quebrando o rendimento, se ouviram os primeiros sinais de desagrado. Os assobios no fim foram compreensíveis.


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25 Fev 17

Gostei

 

De mais três pontos conquistados. Vitória merecida frente ao Estoril na Amoreira, por 2-0, com golos de Bryan Ruiz (22') e Bas Dost (86'). Terceiro triunfo consecutivo, após as vitórias frente ao Moreirense e ao Rio Ave. Segunda melhor série de jogos do Sporting nesta Liga 2016/17.

 

De Rui Patrício. Saiu muito bem dos postes, sem hesitar, aos 75', negando assim o golo ao Estoril. Outra exibição convincente do nosso guarda-redes, que regressou à boa forma.

 

De Gelson Martins. Por vezes parece o único jogador que imprime velocidade à equipa leonina. Parte os rins às defesas adversárias, ganha sucessivos confrontos individuais, desequilibra sempre na sua área e oferece golos de bandeja, que os colegas teimam em desperdiçar. Ele próprio desperdiçou hoje um. Mesmo assim, merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Bas Dost. O que dizer de um avançado que lidera a lista dos goleadores no campeonato português, levando 18 golos marcados em 23 jornadas, tantos quantos os que Slimani conseguira faz agora um ano? Hoje Bas Dost desperdiçou dois, mas mesmo assim voltou a marcar. Com a originalidade de ter sido o seu primeiro golo de penálti, convertendo-o sem problema - missão de que costuma encarregar-se o colega Adrien, hoje ausente.

 

De Palhinha. Regressou à titularidade, substituindo o castigado (e lesionado) Adrien embora na posição habitualmente ocupada por William, que hoje jogou mais adiantado no eixo do meio-campo. Cumpriu com zelo a missão de que estava encarregado. E não se limitou a bloquear as vias de acesso dos estorilistas ao nosso reduto defensivo: já na segunda parte, soube também construir lances de ataque com qualidade.

 

De ver desfeita a "maldição Adrien". Até hoje, o Sporting teve sempre maus resultados quando o capitão estava ausente. Mas o feitiço quebrou-se. Já era tempo.

 

De voltar a ver Bryan Ruiz marcar um golo. O costarriquenho não marcava desde a primeira jornada.

 

De outro jogo sem golos sofridos. A nossa defesa cumpriu: Coates e Paulo Oliveira estão a revelar-se o melhor duo da época no eixo defensivo do Sporting

 

 

Não gostei

 

Do festival de golos falhados. De quantas tentativas precisamos para marcar um golo? Hoje os nossos jogadores voltaram ao carrossel do desperdício, sem que se perceba bem porquê. 39': grande passe de trivela de Gelson Martins, Bas Dost falha à boca da baliza, chutando para a bancada. 45': excelente lance desenvolvido por Gelson, que endossa a bola a William Carvalho, mas este remata sem nexo, muito acima da barra. 56': primorosa combinação entre Alan Ruiz e Gelson, com este a servir novamente Dost e o holandês novamente a falhar. 70': foi a vez de Gelson Martins desperdiçar um golo cantado, desta vez na sequência de um passe de ruptura de Palhinha.

 

Da lentidão da nossa equipa. Será só cansaço?

 

De Jefferson. Continua a ser um modelo de ineficácia. À beira do fim do jogo, endossou a bola a um adversário em zona proibida. Podia ter sido golo.

 

Da entrada tardia de Podence. Para quê dar um minuto de jogo ao ex-extremo do Moreirense resgatado há semanas pelo Sporting, fazendo-o entrar já no tempo extra? Uma decisão incompreensível de Jorge Jesus, tanto mais que nem precisava de queimar tempo pois a nossa equipa já vencia 2-0.


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19 Fev 17

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Gostei

 

Dos três pontos. Vitória arrancada a ferros frente a um Rio Ave que nos tinha vencido na primeira volta e que não mereceu perder em Alvalade. Vitória apertada e tangencial, por um tímido 1-0. Foi o melhor que se arranjou, com bastante sorte, em noite de desempenho medíocre da turma leonina.

 

De Rui Patrício. Foi o melhor jogador em campo e o herói da sofrida vitória do Sporting nesta partida em que vestiu pela 400.ª vez a camisola verde e branca enquanto profissional, num percurso iniciado há dez anos. Fez defesas soberbas, sobretudo nos primeiros 25 minutos, impedindo pelo menos quatro vezes o Rio Ave de marcar. No final foi alvo de uma expressiva homenagem dos adeptos presentes em Alvalade. Homenagem mais que merecida.

 

De Alan Ruiz. Voltou a marcar, num golo de ressalto após uma soberba jogada de Gelson Martins. Iam decorridos apenas 20', totalmente contra a corrente do jogo, quando o Rio Ave dominava. O golo abriu expectativas que não se concretizaram. Mas o argentino voltou a ter uma exibição positiva, abrindo linhas de passe para os colegas e revelando uma dinâmica muito superior à das suas semanas iniciais em Alvalade.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Desde o desafio no estádio do Restelo, em que vencemos o Belenenses por 1-0, não chegávamos ao fim dos 90 minutos sem sofrer golos. Voltou a acontecer quase dois meses depois (a nossa visita a Belém ocorreu a 22 de Dezembro).

 

 

Não gostei

 

Da exibição leonina. Prestação medíocre do Sporting, ressalvando-se o caso de Rui Patrício. O onze de Jorge Jesus mostrou-se abúlico, triste, sem dinâmica nem chama. Parece uma equipa em pré-temporada, com escasso fio de jogo e deficientes ligações entre vários dos seus membros. Foi talvez o pior jogo do SCP em casa nesta época oficial, como de resto as bancadas iam sublinhando com assobios e vaias. Mau espectáculo, mau desempenho, más perspectivas para o resto da temporada.

 

Dos primeiros 25 minutos. O Rio Ave esteve imparável no período inicial da partida, em que podia ter-se adiantado com larga vantagem no marcador. Valeu-nos Rui Patrício para travar o ímpeto ofensivo da equipa de Vila do Conde.

 

De Jefferson. Não têm conta os passes falhados, as bolas transviadas, as jogadas sem pés nem cabeça congeminadas pelo lateral brasileiro, que fez perder definitivamente a paciência aos adeptos leoninos. Este Jefferson 2016/17 nem na equipa B tem lugar.

 

De Schelotto. Ataca razoavelmente, centra com relativa precisão mas é um susto a defender. Desposicionado, sem capacidade de recuo, sem conseguir desequilíbrios, força pelo menos um dos centrais a estar sempre de sentinela para atenuar os estragos. Voltou a acontecer nesta partida.

 

Da entrada tardia de Podence. Depois de se ter revelado um dos melhores elementos em campo na jornada anterior, desta vez só entrou aos 65'. Devia ter jogado mais tempo, até porque voltou a mexer com o jogo, ao contrário do que sucedeu com o primeiro suplente utilizado, Bryan Ruiz, que não adiantou nem atrasou - como de resto já estamos habituados.

 

Da lesão de Adrien. Tocado com gravidade duas vezes, à segunda o nosso capitão viu-se forçado a abandonar o campo. Não disputará a próxima partida, no Estoril - da qual já estava aliás afastado por acumulação de cartões amarelos.

 

Das contas erradas. É um absurdo os altifalantes do estádio anunciarem em parangonas bem sonoras a presença de 40.053 pessoas nas bancadas, como desta vez aconteceu, quando qualquer espectador presente em Alvalade percebia que este número estava longe de bater certo.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade


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12 Fev 17

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Pela primeira vez em 2017 chegamos ao fim de um jogo com os três pontos somados. Após cinco desafios consecutivos sem vencer, em mais do que uma competição, batemos esta tarde o Moreirense por 3-2.

 

De Bas Dost. O holandês marcou o segundo golo leonino, aos 68'. Foi o 17.º dele, só para o campeonato. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17, parecendo cada vez mais bem colocado para alcançar o título de rei dos marcadores.

 

De Alan Ruiz. Voltou à titularidade, com todo o mérito. Tal como já devia ter acontecido na jornada anterior, disputada no estádio do Dragão. Acutilante, combativo, com excelente visão de jogo. Foi dele o primeiro golo do Sporting, apontado aos 40'. Confirma-se em absoluto: o argentino é mesmo reforço.

 

De Adrien. Protagonizou o melhor momento do desafio no decisivo lance do nosso terceiro golo, iniciado e concluído nos pés dele - primeiro numa tabelinha para Gelson, depois a finalizar muito bem um centro de Schelotto. Justa recompensa para um dos mais inconformados jogadores do Sporting, batalhador do princípio ao fim. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Podence. Não foi titular, mas ajudou a dar a volta ao encontro quando Jorge Jesus o lançou na partida para o lugar do apático Bryan Ruiz. Iam decorridos 64', o Sporting perdia 1-2. Nove minutos depois, já vencíamos 3-2. O jovem extremo formado na Academia leonina foi decisivo para esta reviravolta ao incutir dinâmica no nosso flanco esquerdo, baralhando as marcações do Moreirense. De um seu remate ao poste aos 67', surgiu o empate, após recarga de Bas Dost. Não custa vaticinar que já espreita a titularidade. Está a fazer por isso.

 

Do apoio dos adeptos. Apesar da chuva copiosa, a claque leonina fez-se ouvir ruidosamente do primeiro ao último minuto da partida.

 

Da nossa segunda parte. Pressionámos o tempo todo, confinando a equipa adversária ao seu reduto defensivo. Um perfeito contraste com a primeira parte, marcada por longos períodos de desconcentração e até alguma desorientação. Cumpre perguntar uma vez mais: por que motivo insistimos em dar 45 minutos de avanço aos nossos adversários?

 

 

Não gostei

 

Dos 45 minutos iniciais. A equipa mostrou-se lenta, com movimentos previsíveis, a trocar a bola sem progressão, facilmente anulada pela defensiva contrária e novamente posta em sentido por contra-ataques fulminantes, com a linha defensiva demasiado adiantada. Jesus, também como de costume, só ao intervalo corrigiu os erros de movimentação dos jogadores. Desta vez acabou por não correr mal. Mas os adeptos voltaram a ficar com os nervos em franja.

 

De Bryan Ruiz. Começa a ser um mistério: por que motivo o treinador insiste em conceder a titularidade ao costarriquenho, que há muito devia estar confinado ao banco de suplentes? Bryan continua sem render - nem na posição de segundo avançado, como jogou no Dragão, nem como avançado-ala, onde hoje foi colocado. Com ele em campo, tínhamos um a menos. Quando enfim cedeu lugar a Podence a equipa melhorou de forma quase instantânea.

 

De Rui Patrício. O que se passa com o campeão europeu? O nosso guarda-redes insiste em pregar-nos sustos, sobretudo quando sente necessidade de sair dos postes. Depois dos dois frangos frente ao Marítimo, hoje voltou a evidenciar-se por maus motivos. É o maior culpado do primeiro golo do Moreirense, marcado logo aos 17', e o segundo nasce de um penálti totalmente desnecessário que cometeu já com o lance controlado pela defensiva leonina. Intranquilo, transmite esse nervosismo aos colegas. Estará a precisar de uma pausa no banco?

 

De termos sofrido mais um par de golos. Quarto jogo consecutivo a encaixar dois golos. Levamos já, à 21.ª jornada, 24 sofridos - algo que era impensável no início do campeonato, algo inimaginável numa equipa que chegou a ter ambições ao título. Muito atrás do FC Porto (só 11 sofridos) ou Benfica (12). E atrás também do Marítimo (16), Braga (18), Belenenses (19), Chaves (19) e V. Setúbal (20).

 

De termos esperado 73 minutos para ficar em vantagem. Só quando Adrien marcou o seu belo golo pudemos respirar de alívio. o Sporting adiantava-se enfim no marcador. Até esse momento estivemos a perder ou empatados.

 

Das condições do terreno. O relvado de Moreira de Cónegos, todo empapado devido à forte chuva que caía, estava impróprio para um espectáculo de qualidade. O que não impediu o jogo de ser emotivo do princípio ao fim.


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04 Fev 17

Não gostei

 

Da derrota no Dragão. Dissemos esta noite definitivamente adeus às hipóteses ainda remotas de disputarmos o título ao perdemos 1-2 com o FC Porto. E também praticamente já nos despedimos do acesso directo à Liga dos Campeões quando ainda faltam 14 jornadas para o fim. Seguimos a nove pontos do FCP e a sete (possivelmente a dez) do SLB.

 

Das invenções de Jorge Jesus. Após dois jogos com a frente de ataque aparentemente estabilizada, com Alan Ruiz a jogar atrás de Bas Dost, o treinador voltou a improvisar: deixou o argentino no banco e fez entrar como titular o jovem Matheus Pereira, que até agora apenas tinha jogado 4 minutos no campeonato. Consequência: oferecemos a primeira parte à equipa adversária. A equipa teve de ser refeita ao intervalo.

 

Do primeiro tempo. Uma nulidade. De tal maneira que o primeiro remate enquadrado à baliza, da nossa parte, ocorreu apenas aos 49'.

 

Do nosso descalabro defensivo. Mais dois golos sofridos, mais dois golos oferecidos. No primeiro, aos 6', Palhinha deixa Soares movimentar-se à vontade para abrir o marcador. No segundo, aos 40', os centrais estão demasiado adiantados e são ambos batidos em velocidade pelo mesmo jogador da equipa adversária.

 

Da lentidão leonina. Durante grande parte da partida, toda a organização de jogo do Sporting decorreu de forma denunciada e previsível, sempre pelas alas, permitindo que o FC Porto tivesse tempo suficiente para se colocar de prevenção. Bas Dost praticamente não recebeu uma bola disponível na grande área.

 

De três ausências. William Carvalho esteve ausente por castigo. Bruno César e Joel Campbell, lesionados, também ficaram de fora. Todos fizeram falta.

 

Do lamentável balanço da nossa equipa. Em dez jogos disputados fora de casa para o campeonato, até agora só conseguimos vencer três. Uma estatística típica de equipa pequena, não de equipa grande.

 

 

Gostei

 

Da segunda parte. Nos últimos 45 minutos dominámos, fomos claramente superiores. E o Sporting foi a única equipa a marcar. Devíamos ter despertado mais cedo.

 

De Alan Ruiz. O argentino - que vinha com exibições em crescendo - ficou desta vez fora do onze titular. Inexplicavelmente, entrou só na segunda parte. Ainda a tempo de marcar um grande golo, aos 60'. O seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Com ele em campo, a equipa melhorou muito. Na qualidade de passe, na manobra ofensiva, na vocação atacante. Para mim, foi ele o sportinguista que hoje mais se destacou.

 

De Gelson Martins. Protagonista da melhor jogada do desafio, quando dribla quatro adversários e coloca a bola nos pés de um colega - Adrien, que rematou à barra. Iam decorridos 57 minutos, o Sporting fazia tremer o público afecto ao FCP no estádio do Dragão.

 

De Adrien. Desta vez sem William, seu habitual parceiro no eixo do terreno, voltou a ser o dínamo da equipa, nunca dando uma jogada por perdida e ligando muito bem as linhas, dando profundidade ao jogo leonino. Merecia ter vindo pelo menos com um empate do Porto. A bola que mandou à barra coroou um exibição muito positiva.

 

Da estreia de Podence. O jovem atacante da formação leonina, recém-chegado de um empréstimo ao Moreirense, esteve pouco mais de dez minutos em campo. Tempo suficiente, no entanto, para protagonizar vários lances de qualidade. Não custa vaticinar que ascenderá a curto prazo à titularidade. Talento para isso não lhe falta, como ainda agora se comprovou.


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28 Jan 17
Gostei

 

Do regresso às vitórias. Apos os empates em Chaves e no Funchal, regressámos hoje aos triunfos com uma vitória expressiva (4-2) sobre o Paços de Ferreira em Alvalade. A partir de agora não podemos voltar a perder pontos se queremos manter a esperança numa qualificação directa para a Liga dos Campeões.

 

De Bas Dost. O holandês voltou a bisar. Foram dele o segundo golo, aos 32', e o último, aos 78'. Marcou oito nos últimos cinco jogos. E vão 16 desde o início do campeonato - à média de um por cada partida disputada. Reforça a liderança dos goleadores na Liga 2016/17.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo, deslumbrou o público de Alvalade com apontamentos de grande requinte técnico - com destaque para o golo que marcou, aos 35'. Um belíssimo golo que fez levantar o estádio.

 

De Adrien. Fez a diferença, com serenidade e frieza, ao marcar muito bem o penálti de que resultou o nosso golo inaugural, logo aos 12'. Chamado a converter o castigo máximo, o nosso capitão não vacilou. Ao nível do estatuto que granjeou como campeão europeu.

 

De Alan Ruiz. Fez a melhor partida pelo Sporting, confirmando que é um jogador de classe. Inicia a jogada de que resulta o penálti e inventou o lance que culminaria no nosso segundo golo. Esteve em grande evidência durante toda a primeira parte: os melhores passes partiram dele.

 

De Matheus Pereira. Jogou apenas os cinco minutos finais, mas Jorge Jesus deu um sinal ao plantel e aos adeptos de que conta com este jovem da nossa formação para o resto da temporada.

 

Da nossa primeira parte. Foram os melhores 45 minutos do Sporting desde o início deste campeonato. Com a equipa muito organizada, compacta, veloz, a trocar bem a bola e uma alegria que contagiou as bancadas. Chegámos ao intervalo a vencer 3-0: um resultado que prometia goleada.

 

Do apoio do público. Segundo números oficiais, esta noite Alvalade recebeu 43.843 espectadores. Prova inequívoca de que a equipa jamais poderá queixar-se de falta de incentivo por parte da mais fervorosa massa adepta do futebol nacional. 

 

De termos visto dois jogadores escapar ao amarelo. Adrien e Bruno César, já com quatro cartões acumulados, podiam falhar o clássico do próximo sábado no Dragão se fossem sancionados neste jogo. Mas escaparam, mesmo tendo sido a partida arbitrada por Fábio Veríssimo, o maior distribuidor de cartões no campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a William Carvalho. Jorge Jesus arriscou muito ao fazer entrar o nosso médio defensivo titular, que se sujeitava a ficar fora da partida no Dragão se recebesse outro amarelo. Assim aconteceu, mesmo a acabar a primeira parte: não contaremos com William contra o FC Porto. Melhor teria feito o treinador em convocar João Palhinha desde o início para o lugar de William. Até porque já tinha feito o mesmo no jogo anterior, frente ao Marítimo - uma partida mais problemática do que a de hoje, em que enfrentámos o 14.º classificado da Liga.

 

Do risco acrescido que Jesus correu. Adrien, também quase "tapado" com cartões, permaneceu em campo até ao minuto 60. Num lance fortuito poderia receber um amarelo que o deixaria igualmente ausente do Dragão. Felizmente isso não aconteceu.

 

Dos golos sofridos. O Paços chegou a reduzir a desvantagem para 2-3 com dois golos que resultaram de claras desatenções da nossa defesa, apanhada desposicionada em lances que justificavam maior concentração. Durante alguns minutos, pairou a inquietação em Alvalade. Até Bas Dost desfazer as dúvidas ao marcar o quarto golo leonino.

 

Da goleada que vai tardando. Desde o início da época oficial, protagonizámos só uma: frente ao Praiense, por 5-1, para a Taça de Portugal, há mais de dois meses. É muito pouco, quase nada.


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21 Jan 17
Não gostei

 

Do empate no Funchal. Depois do 2-2 em Chaves, o resultado repetiu-se hoje frente ao Marítimo. Deixando o Sporting a seis pontos do FC Porto e provavelmente a dez do Benfica, que só joga amanhã. Adeus ao título, até para os mais confiantes, ainda antes de o mês de Janeiro chegar ao fim. Mais do mesmo neste início da segunda volta. Pior, aliás: no desafio contra o Marítimo disputado em Alvalade tínhamos vencido 2-0.

 

Do golo sofrido muito cedo. Outro descalabro defensivo, semelhante ao ocorrido em tantos outros jogos, colocou-nos a perder logo aos 8'. E nunca conseguimos estar em vantagem num só momento deste desafio.

 

Da nossa primeira parte. Lenta, sem intensidade, com movimentos demasiado previsíveis, a nossa equipa demorava uma eternidade na manobra atacante. Ao contrário do Marítimo, que colocava bolas com rapidez na nossa área, aproveitando o desposicionamento dos laterais. Não admira que a equipa anfitriã tivesse chegado ao intervalo a vencer por 2-1: aos 33 minutos já tínhamos sofrido os dois golos e visto uma bola a embater na barra.

 

Da equipa de arbitragem, que nos anulou um golo limpo. Decorria o minuto 82 quando Alan Ruiz introduziu a bola na baliza do Marítimo. Golo limpo, mas invalidado por pretensa deslocação do avançado argentino que só existiu na visão deturpada do árbitro auxiliar, avalizada pelo seu chefe. As imagens demonstram, com inequívoca nitidez, que o lance foi regular. Uma vez mais, fomos espoliados - desta vez pelo senhor João Pinheiro, à semelhança do que sucedeu com Artur Soares Dias em Guimarães, Rui Oliveira em Setúbal e Jorge Sousa na Luz.

 

De Rui Patrício. Culpas evidentes do guarda-redes nos dois golos madeirenses. No primeiro lance, ficou paralisado, sem sequer esboçar uma defesa. Nada pode ser tão elucidativo da crise de confiança que atravessa esta equipa do Sporting. Uma crise que não se resolve - pelo contrário, só se agrava - com berros do presidente na cabina.

 

De Schelotto. Regressou à competição após dois meses de paragem. Mas não veio em forma: correu muito, mas quase sem eficácia. Falhou cruzamentos e foi apanhado por sistema fora de posição, forçando Coates a ir constantemente à dobra. Um fracasso.

 

De Marvin. Jorge Jesus voltou a apostar nele nos primeiros 45'. Ninguém percebeu porquê: o holandês mostrou-se desconcentrado, sem intensidade de jogo. Falhou passes sucessivos e nunca deu o contributo que se impunha. Ficou fora ao intervalo.

 

De Bryan Ruiz. Na primeira parte jogou como segundo avançado - e mal se deu por ele. Na segunda, com Bruno César nessa posição, actuou na ala esquerda - e não funcionou melhor. Com ele em campo, jogamos sempre com dez e meio.

 

Da nossa falta de velocidade. Ritmo pausado, denunciado, previsível - e com diversos toques de bola até chegarmos à baliza adversária. Complicamos o que devia ser simples, como já tinha sucedido na jornada anterior perante o Chaves. E demonstramos incapacidade total de conduzir um lance rápido, em contra-ataque.

 

Da nossa tremideira nas bolas paradas. Sofremos os dois golos desta forma. A equipa parece sentir suores frios a cada livre ou cada canto.

 

Do cartão amarelo a Coates. O central uruguaio, um dos elementos mais influentes do onze leonino, já acumulou cinco e ficará fora na próxima partida.

 

Do péssimo balanço dos nossos jogos fora. Já somamos quatro empates (V. Guimarães, Nacional, Chaves, Marítimo) e duas derrotas (Rio Ave, Benfica) em nove jogos disputados longe de Alvalade. Catorze pontos perdidos.

 

 

Gostei

 

Da estreia de Palhinha. Aplauso ao treinador por ter lançado o jovem médio defensivo em estreia absoluta na principal competição do futebol português. Ocupando a posição habitualmente protagonizada por William Carvalho (que só entrou aos 63'), o estreante não comprometeu.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue. Hoje marcou o primeiro do Sporting, ampliando para 14 golos a sua conta pessoal só no campeonato, onde é o rei dos marcadores. Único reforço digno deste nome na temporada leonina 2016/17.

 

De Gelson Martins. Voltou a marcar a diferença pela acutilância e pela irreverência - ao ponto de podermos elegê-lo novamente como o melhor em campo. Mesmo muito marcado, causou diversos desequilíbrios. E fez o gosto ao pé, marcando o segundo golo. Se todos fossem como ele, o Sporting não seguiria neste humilhante quarto lugar no campeonato.


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14 Jan 17

Não gostei

 

Do empate em Chaves. Mais dois golos perdidos pela nossa equipa, que ao tropeçar hoje em Trás-os-Montes (2-2) perdeu uma excelente oportunidade de encurtar a distância face ao Benfica, que também empatou (3-3), frente ao Boavista. Terminada a primeira volta do campeonato, temos menos oito pontos. Tudo como dantes.

 

Do golo sofrido muito cedo. Ainda não estavam esgotados os cinco minutos iniciais, já Rui Patrício via uma bola aninhada nas suas redes. Falhanço colectivo da defesa leonina, que deixou Rafael Lopes movimentar-se à vontade, marcando o primeiro para a sua equipa.

 

Da nossa primeira parte. Decorrida a meia hora inicial, nem um remate tínhamos feito à baliza do Chaves. O primeiro sinal de perigo coincidiu com o golo marcado, a poucos segundos da ida para intervalo.

 

Da nossa incapacidade de gerir o resultado. Estando a ganhar 2-1 a partir do minuto 76, seria natural que o Sporting soubesse reter a bola, segurando uma vantagem difícil de conquistar frente a uma equipa que até agora só perdeu um jogo no seu estádio. Nada disso aconteceu: continuamos com imensa dificuldade de controlar os níveis de ansiedade nos minutos finais das partidas. E perdemos um João Mário, que sabia guardar a bola como ninguém nestas preciosas fases do jogo.

 

De Rúben Semedo. Já amarelado, fez nova falta que lhe valeu o segundo amarelo e a consequente expulsão aos 72' num lance ainda longe da nossa área, sem qualquer necessidade de correr tal risco. Uma inaceitável demonstração de imaturidade que acabou por prejudicar toda a equipa.

 

De Alan Ruiz e Campbell. Dois reforços de Verão que se mostraram em bom nível na partida anterior, frente ao Feirense, mas não justificaram hoje a aposta que o treinador neles fez como titulares. De tal forma que Jorge Jesus decidiu substituí-los ao intervalo.

 

Da substituição de Bas Dost. Com apenas dez jogadores em campo, Jesus deu ordem de saída ao ponta de lança, que já havia bisado. Substituição inexplicável, pois não se vê mais ninguém neste Sporting com capacidade para marcar golos. Quando houve a necessidade de apontar o terceiro, o internacional holandês já não estava em campo.

 

Da nossa falta de velocidade. Ritmo pausado, denunciado, previsível - e com diversos toques de bola até chegarmos à baliza adversária. Complicamos o que devia ser simples. Ao contrário do Chaves, que causava perigo cada vez que acelerava o jogo e era capaz de fazer a bola percorrer 80 metros em dois ou três passes.

 

Da tremideira final. Voltou a acontecer, para não fugir à regra. Começamos a estar tristemente habituados.

 

Do retrocesso face a 2015/16. Ao findar a primeira volta, temos menos dez pontos do que tínhamos há um ano e já sofremos mais sete golos. Números que nos devem fazer pensar.

 

 

Gostei

 

Da primeira meia hora da segunda parte. O Sporting dominou as operações, mostrando-se claramente superior. Foi um período em que soubemos acelerar um pouco mais o jogo e avançar no terreno com a bola controlada, o que viria a materializar-se na obtenção do nosso segundo golo.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue. Já marca há seis jogos consecutivos. Hoje bisou pela quarta vez no campeonato, reforçando a liderança na lista dos melhores marcadores. Já marcou 13 na Liga 2016/17 - os mesmos de Slimani à 17.ª jornada, faz agora um ano. E vão quinze no total das competições desta época oficial, voltando a sagrar-se o melhor Leão em campo.

 

De Gelson Martins. Não brilhou como noutros jogos, mas foi sempre o principal desequilibrador da nossa equipa, pelo flanco direito - algo que Campbell foi hoje incapaz de concretizar na ala oposta. E fez uma primorosa assistência para o primeiro golo de Bas Dost com um magnífico passe longo, muito bem colocado. Confirma-se como rei das assistências neste campeonato. E vão oito.

 

Do apoio dos adeptos. Largas centenas de sportinguistas viajaram até Chaves para darem um apoio entusiástico à equipa. Se há coisa de que a direcção leonina e a equipa técnica do Sporting não podem queixar-se é da falta de incentivos que chegam das bancadas, chova ou faça sol. Sem blackout de qualquer espécie.


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08 Jan 17

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial em casa, por 2-1, frente ao modesto Feirense, que ocupa o 15.º lugar no campeonato. Valeu pelos três pontos conquistados, que nos permitiram encurtar distância face ao FC Porto e igualar o Braga, à 16.ª jornada. Mas a boa exibição do primeiro tempo morreu ao intervalo e não foi reeditada na segunda parte, em que os nervos imperaram e o fantasma de um novo empate caseiro chegou a pairar em Alvalade.

 

Dos dois golos marcados cedo. Já vencíamos 2-0 aos 17 minutos e estivemos à beira de marcar o terceiro: chegou a cheirar a goleada. Em vez disso a equipa relaxou, desconcentrou-se, começou a recuar no terreno e a atrasar bolas ao guarda-redes. Não havia necessidade.

 

De Bas Dost. Alguém duvidava ainda que foi o melhor reforço do Sporting para esta temporada? O internacional holandês marcou os nossos dois golos, confirmando a sua veia ofensiva. Foi o melhor em campo não só por ter bisado mas também pelos lances que construiu, servindo os companheiros. Com 13 golos por sua conta nesta época, ascendeu hoje à posição de melhor goleador do campeonato, onde já marcou 11 vezes, ultrapassando André Silva (FCP) e Marega (V. Guimarães).

 

De Campbell. Quem disse que rende melhor quando é lançado do banco a meio do jogo? Hoje voltou a ser titular e a exibir a sua classe em Alvalade, onde foi um dos obreiros desta vitória. Causou vários desequilíbrios na sua ala ofensiva com lances em que exibiu a sua excelente técnica individual. De um desses lances resultou a assistência para o primeiro golo, logo aos 5'. Outro, aos 82', permitiu isolar Bryan Ruiz, que desperdiçou.

 

De Alan Ruiz. Boa primeira parte do argentino - a sua melhor prestação desde que enverga a camisola do Sporting. Foi dele a assistência para o segundo golo, num passe primoroso que Bas Dost aproveitou da melhor maneira. Já na segunda parte, e enquanto teve fôlego, fez ainda grandes aberturas para Gelson Martins (47') e Campbell (58'). Está muito mais integrado nos automatismos da equipa, progredindo de jogo para jogo.

 

Do apoio dos adeptos. Mesmo numa noite fria, e sem a equipa adversária prometer grande despique, as bancadas de Alvalade estiveram bem povoadas: 40.027 pessoas compareceram no nosso estádio.

 

 

Não gostei

 

Da nossa segunda parte. A equipa caiu muito após o intervalo, tornando-se intranquila e deixando o Feirense comandar parte das operações. O nervosismo contagiou o próprio guarda-redes: Beto, aos 78', ofereceu a bola a um adversário em zona proibida num lance de que poderia ter resultado o golo do empate.

 

Do golo consentido ao Feirense. Iam decorridos 61', quando a equipa visitante gelou Alvalade com um golo de bola parada em que a nossa defesa foi mal batida. Era o resultado do recuo no terreno e da ilusão de que a vitória estava assegurada. Seguiu-se meia hora de tremideira. Começa a tornar-se um hábito, seja quem for a equipa que nos visita.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que foi alvo de falta, por jogo perigoso de um adversário, o nosso capitão saiu maltratado, queixando-se da cabeça. Acabou por ser retirado de maca, aos 37', sendo conduzido de ambulância ao hospital. Esperamos todos que não tenha passado de um susto. Porque o Sporting não é o mesmo sem Adrien, como bem se viu durante o longo mês em que o campeão europeu esteve longe dos relvados.

 

De Elias. É inevitável: quando Adrien sai para entrar Elias, a nossa equipa baixa logo de rendimento. Voltou a acontecer hoje, para não fugir à regra. Com uma agravante: em pouco mais de 50 minutos em campo, o brasileiro fez faltas que lhe valeram dois cartões amarelos e a consequente expulsão.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus - que, por castigo, assistiu ao jogo da bancada - deixou-o fora do onze titular. O que bem se compreende. Em campo desde o minuto 69, o costarriquenho fez mais do mesmo: adornou lances, retardou o ritmo colectivo, fez dois passes ao guarda-redes do Feirense. E falhou um golo cantado, aos 82', quando Campbell o isolou frente à baliza. Mais do mesmo, portanto. Nada de novo.

 

Da distância face ao primeiro. Temos agora 33 pontos e recuperámos terreno perante FC Porto (35) e Braga (33). Mas continuamos a oito do Benfica (41).


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30 Dez 16

Gostei

 

Do resultado. Vitória tangencial (1-0) sobre o Varzim num desafio para a Taça da Liga que praticamente nos coloca nas meias-finais desta mini-competição. Uma vitória que começou a ser construída cedo, logo aos 19'.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser a estrela da equipa - e o melhor em campo - ao protagonizar soberbas jogadas de futebol pela ala direita, uma das quais resultou no nosso golo. Criativo, desequilibrador, fez dois excelentes cruzamentos com selo de golo, desperdiçados por colegas, aos 29' e 56'. Ele próprio esteve quase a marcar o segundo, aos 86' e no último minuto do tempo extra. É um prazer vê-lo jogar.

 

De Campbell. Sem ser tão exuberante como Gelson, fez igualmente uma boa exibição. Ficou na retina de todos uma espectacular desmarcação aos 62', junto à linha esquerda, que resultou num centro milimétrico desperdiçado por Bas Dost, que hoje foi muito perdulário. Antes, aos 29', protagonizara um lance semelhante, a que os avançados (Dost e Castaignos) não conseguiram dar a melhor resposta. Desmarcou também muito bem Gelson aos 86' num lance que podia ter dado golo.

 

De Esgaio. Atento a defender, boa articulação com Gelson Martins à frente. Fez a assistência para o golo, que resultou de uma tabela entre ambos.

 

De Coates. Continua a exibir classe. É o patrão indiscutível da nossa defesa (hoje com Douglas como parceiro no eixo central). Tecnicamente muito evoluído, nunca dá uma bola como perdida. Sempre atento, assinou bons cortes aos 51' e aos 56'.

 

De ver pela primeira vez cinco reforços desta época no onze titular. Beto (que não fez uma defesa), Douglas, Campbell, Castaignos e Bas Dost alinharam de início. Sem deslumbrar nem comprometer.

 

Da boa réplica do Varzim. Sem ter feito um remate colocado à nossa baliza, armou bem a defesa e protagonizou lances interessantes de contra-ataque. Nem parece uma equipa que se encontra num modesto 9.º lugar da Liga de Honra.

 

 

Não gostei

 

Da hora do jogo. O apito inicial só soou às 21.15 desta noite, a penúltima do ano. Horário impróprio para assistir a uma partida de futebol em noite de Inverno. Mesmo assim havia quase 25 mil espectadores em Alvalade.

 

Da lesão de Adrien. Num lance em que Lima Pereira, do Varzim, podia ter visto o cartão vermelho, o nosso capitão ficou incapacitado para jogar, acabando por sair quatro minutos depois, aos 58', sob uma chuva de aplausos. Resta saber quanto tempo ficará inactivo.

 

Da falta de velocidade. Só Gelson Martins, remando contra a maré, transmite a ideia de pretender acelerar o jogo leonino. A grande maioria dos jogadores enrola-se numa sucessão de passes, em versão pobre do tiquitaca catalão, sem progressão no terreno, perdendo a noção da baliza. A incapacidade de decidir a partida num segundo remate vitorioso resultou também do ritmo demasiado pausado da nossa manobra ofensiva.

 

Dos assobios. Dobrados os 80 minutos, o Sporting logo começou a jogar a passo, a congelar a bola e a devolvê-la ao guarda-redes. Intenção óbvia: defender a magra vantagem frente ao Varzim. Os jogadores receberam uma monumental assobiadela, comportamento que sou incapaz de elogiar. Embora, de facto, não fizesse o menor sentido defender o resultado a dez minutos do fim frente a uma equipa do segundo escalão.

 

Dos golos desperdiçados. Bas Dost não pode queixar-se de falta de oportunidades. Muito bem assistido por Campbell, enviou uma bola a rasar o poste aos 62'. Desperdiçou um bom cruzamento (aos 29'). Falhou um remate à meia-volta defronte da baliza (no tempo extra da primeira parte). Tentou, sem sucesso, marcar de costas (71'). Não deu a melhor sequência a uma boa tabela com Bryan Ruiz (72'). Também Castaignos podia ter marcado, aos 29' e aos 33'.

 

Que Markovic não jogasse. Não fez falta nenhuma.


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22 Dez 16

Gostei

 

Do resultado. Uma vitória arrancada a ferros no estádio do Restelo, por 1-0, no terceiro minuto do tempo suplementar. Quando muitos sportinguistas já anteviam mais um empate do Sporting fora de casa (que seria o terceiro, após os jogos com o Nacional e o V. Guimarães).

 

De Beto. Estreia como guarda-redes titular neste campeonato, devido a inesperada lesão de Rui Patrício. Uma exibição muito personalizada, de grande classe, deste guardião que joga muito bem também com os pés e revela reflexos rápidos. Evitou dois golos da equipa azul com grandes defesas aos 39' e aos 75', mantendo a baliza invicta.

 

De Bas Dost. Andou desaparecido durante o jogo quase todo mas quando foi necessário estava lá. Valeu três pontos ao Sporting com o golo apontado mesmo à beira do fim. Um golo clássico, à ponta de lança - já vão nove na Liga 2016/17. É para isso que nós, sportinguistas, contamos com ele.

 

De Campbell. Que mais será preciso o internacional costarriquenho fazer para Jorge Jesus perceber que deve lançá-lo como titular? A sua entrada em campo aos 57', substituindo o compatriota Bryan Ruiz, contribuiu muito para dinamizar o caudal ofensivo do Sporting. Com velocidade, desequilíbrios, bons passes. Aos 67' cavou um livre muito perigoso, marcado por Adrien, que possibilitou ao guardião Joel Pereira a defesa da noite, fazendo a bola embater na barra. E foi dele a assistência para o golo de Bas Dost, com um cruzamento muito largo para o segundo poste. O melhor em campo.

 

De Coates. Outra exibição de grande categoria do internacional uruguaio, que é sem dúvida um dos melhores centrais a actuar no futebol português. Nos últimos minutos, jogando tanto com o coração como a cabeça, progrediu muito no terreno, jogando quase a médio-centro. Um verdadeiro Leão.

 

Da rotação de jogadores. Forçado pelas circunstâncias ou por opção táctica, Jesus mudou cinco dos habituais titulares, dando oportunidade a Douglas (substituto do lesionado Rúben Semedo), Jefferson (em vez de Marvin), Esgaio (em vez de João Pereira) e Alan Ruiz (deixando Bruno César inicialmente no banco), além do já mencionado Beto. De forma geral todos deram razoável conta do recado.

 

Do Belenenses. Deu boa réplica ao Sporting.

 

Do apoio entusiástico dos adeptos. Alguns milhares de sportinguistas animaram as bancadas do Restelo incentivando a nossa equipa do princípio ao fim. Incluindo muitos jovens, que não deitam a toalha ao chão: farão tudo para verem o Sporting campeão. É difícil que os jogadores não se empolguem com um apoio tão vibrante.

 

 

Não gostei

 

De ver Campbell no banco. Erro de avaliação do treinador, que devia ter colocado o costarriquenho como titular, em vez do seu compatriota Bryan Ruiz, que talvez por fadiga continua a passar ao lado dos jogos. Hoje Bryan só rendeu cerca de 20 minutos. Depois apagou-se. E quando saiu, aos 57', já ia tarde.

 

De Castaignos. Jesus deu-lhe outra oportunidade, mandando-o entrar aos 72' para o lugar de Alan Ruiz, mas o holandês voltou a ser demasiado discreto. Continuamos sem perceber o que vale.

 

De ver tantos cantos desperdiçados. Um após outro, nenhum deles resultou. Todas as tentativas de colocar a bola com perigo dentro da área embateram na muralha defensiva do Belenenses.

 

Da falta de concretização. Notórias debilidades da equipa no último (e decisivo) passe. Os jogadores fazem imensa cerimónia antes de ficarem com a baliza à sua mercê. Chegam lá perto, mas transmitem a sensação de que ali não sabem muito bem o que fazer à bola. Tirando o lance do golo, só levámos verdadeiro perigo à baliza adversária com um livre directo superiormente marcado por Adrien.

 

Da nossa posição na tabela classificativa. Ganhámos, mas o mesmo sucedeu aos nossos rivais mais directos. Continuamos no quarto lugar, com 30 pontos. Atrás do Benfica (38), FC Porto (34) e Braga (32).


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18 Dez 16

Não gostei

 

Da derrota. O Braga veio a Alvalade vencer o Sporting num jogo pautado por uma prestação medíocre da nossa equipa. Bastou um golo bracarense para nos impor a primeira derrota caseira neste campeonato. Antes do Braga, só Borussia Dortmund e Real Madrid tinham aqui vencido na época 2016/17.

 

Da exibição. Segunda derrota consecutiva do Sporting na Liga, desta vez frente a uma equipa que vinha de três desaires consecutivos e se apresentou em Alvalade com um treinador improvisado (Abel Ferreira). A equipa leonina foi incapaz de contrariar o Braga e viu-se manietada pela superior estratégia do onze adversário, muito bem posicionado no terreno, enquanto o Sporting se revelava pouco ou nada agressivo na reacção à perda de bola. O último quarto de hora foi confrangedor, com pontapé para a frente, de qualquer maneira. Os adeptos saíram do estádio frustrados e envergonhados. E deve ter acontecido o mesmo com a maioria dos jogadores.

 

Do festival de passes falhados. Adrien, William, João Pereira, Marvin - há muito tempo que não me recordava de ver esta estonteante sucessão de jogadas interrompidas por desconcentração, fadiga, apatia ou desinteresse dos jogadores, que insistiam em mandar as bolas para fora ou entregá-las sem cerimónia aos adversários. Isto prolongou-se até ao último minuto da partida, quando dois jogadores (Douglas e Adrien) entregaram de bandeja a bola aos bracarenses e estivemos quase a sofrer o 0-2.

 

Da nossa incapacidade de marcar golos. Houve posse de bola, domínio ofensivo do Sporting (45 ataques, contra 14 do Braga) mas um desencontro total entre os nossos jogadores e a baliza. Bryan desperdiçou dois cabeceamentos, travados pelo guarda-redes bracarense. Campbell, aos 35', teve um inacreditável falhanço de frente para a baliza. Adrien, aos 59', mandou uma charutada para as nuvens. O melhor que se conseguiu foi um remate ao poste, disparado por Gelson Martins - o menos mau dos nossos jogadores nesta noite fria, para esquecer. Ou para lembrar.

 

Da lesão de Rúben Semedo. O jovem central magoou-se na primeira parte e já não regressou ao relvado após o  intervalo. Substituído por um Douglas preso de movimentos e apático, com um deslize comprometedor a poucos segundos do fim.

 

Da falta de frescura física dos jogadores. William Carvalho e Adrien, em particular, pareceram já ter entrado em campo fatigados. Resta saber se esta fadiga é apenas no plano físico ou também no plano psicológico.

 

Do balanço dos últimos quatro jogos. Três derrotas (para a Champions, com o Legia, e para o campeonato frente ao SLB e agora no desafio com o Braga) e apenas uma vitória tangencial, para a Taça de Portugal, no campo do Setúbal.

 

Da segunda despedida. Já tínhamos dito adeus à Liga dos Campeões, sem acedermos sequer à Liga Europa. Hoje praticamente pusemos fim ao sonho de conquistar o campeonato: oito pontos, nesta fase, é uma distância muito difícil de transpor. O pior é recordarmos que há duas jornadas estávamos apenas a dois pontos do primeiro, com hipóteses de passar para a frente.

 

Do tombo na classificação. Fomos ultrapassados no terceiro lugar pelo Braga, que tem 29 pontos. Ficamos com apenas 27 - a mesma pontuação que o V. Guimarães, que segue em quinto.

 

De andar para trás. Há um ano - com João Mário, Slimani e Montero na equipa - tínhamos 35 pontos. Oito acima dos que temos agora.

 

 

Gostei

 

Da confiança dos adeptos na equipa. Apesar dos percalços anteriores, esta noite houve 42.148 espectadores em Alvalade. Ou muito me engano ou tão cedo este número de presenças não voltará a repetir-se no nosso estádio.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor dos nossos, escapando ao naufrágio geral da equipa. Esteve quase a marcar na primeira parte, com um remate a rasar a baliza do Braga (32') e na segunda parte atirou ao poste (50'). Teve a qualidade ofensiva a que já nos habituou e ainda foi várias vezes atrás, desempenhando missões defensivas no corredor direito.

 

De Abel Ferreira. Treinador da formação bracarense, surgiu inesperadamente no banco em Alvalade devido ao despedimento de José Peseiro. Montou bem a equipa e leu bem o jogo. Regresso feliz ao nosso estádio deste ex-jogador leonino que comandou a equipa B do Sporting já durante o mandato de Bruno de Carvalho. É caso para dizer que gostaríamos de o ver de volta.

 

De Wilson Eduardo. Outro ex-jogador da nossa formação, que vestiu sempre com brio a camisola verde e branca. Dispensado pelo Sporting, sem clube do coração, viu-se forçado a outras escolhas. Foi ele o  marcador do golo bracarense, aos 70', num lance em que Rui Patrício não está isento de culpa. E quase marcou outro, na primeira parte. Ao ver o irmão de João Mário a actuar pelo Braga, dei por mim a pensar que Wilson Eduardo faz hoje falta no Sporting.


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12 Dez 16

Não gostei

 

Da derrota. Precisávamos de ganhar este jogo para ultrapassar o Benfica e atingir a liderança do campeonato. Objectivo gorado: nem um ponto trouxemos do estádio da Luz. Derrotados 1-2, vemos o nosso principal rival ficar agora à distância de cinco pontos e fomos ultrapassados pelo FC Porto. Azarados à 13.ª jornada

 

Do árbitro. Actuação péssima de Jorge Sousa, que teve influência directa no resultado do clássico ao fazer vista grossa em duas jogadas de grande penalidade cometidas por jogadores do Benfica (Pizzi e Nelson Semedo) que dominaram a bola com a mão. No primeiro caso, o prejuízo para o Sporting foi ainda maior pois desse lance nasce o contra-ataque que resulta no primeiro golo encarnado.

 

Da falta de fair play do público. Durante todo o jogo os adeptos benfiquistas arremessaram cartolinas em direcção ao banco do Sporting e aos nossos jogadores sempre que iam marcar pontapés de canto. Inadmissíveis manifestações antidesportivas que não podem passar sem uma severa palavra de condenação.

 

Da falta de eficácia da nossa equipa. Fomos superiores em quase tudo neste confronto: tivemos mais posse de bola, mais ataques, mais remates, mais cantos. Faltou-nos superar a prova mais decisiva: sermos eficazes no último passe. Sem golos não há vitórias. E sem vitórias não há troféus.

 

Dos nossos laterais. Marvin, batido em velocidade, falha a dobra do central, e permite a Salvio movimentar-se à vontade no lance do primeiro golo do SLB. João Pereira, no segundo golo, desorienta-se na marcação e deixa-se antecipar por Jiménez. É cada vez mais evidente que os nossos laterais são as peças mais fracas no onze titular leonino.

 

De Bryan Ruiz. O costarriquenho é hoje uma pálida sombra do que foi na última temporada. Lento, apático, previsível, sem intensidade competitiva, anda a necessitar de uma prolongada cura no banco dos suplentes. Teve responsabilidade directa no lance do segundo golo, em que desistiu de acompanhar Nelson Semedo e parou, ficando a observar o jogo. Um comportamento inaceitável num desafio desta importância.

 

Das substituições. Jorge Jesus deixou Bruno César no balneário ao intervalo, mantendo em campo o inoperante Bryan Ruiz. Depois trocou o costarriquenho pelo inócuo Alan Ruiz, quando devia ter feito avançar André. Finalmente, quando mandou enfim entrar o brasileiro, trocou-o por Bas Dost, desguarnecendo assim a nossa frente de ataque quando precisávamos mais que nunca do ponta-de-lança holandês para marcar um golo. Não consegui entender.

 

 

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Sem complexos nem temores, o Sporting dominou o jogo - sobretudo na segunda parte, remetendo o Benfica para o seu meio-campo. Quase todos os profissionais leoninos merecem uma palavra de elogio. As excepções já foram referidas mais acima.

 

De Campbell. Queriam um reforço? Aí o têm. Só não entendo por que motivo Campbell não alinhou de início. Jesus deu-lhe ordem para avançar na segunda parte e mal entrou o campo o costarriquenho abanou o jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Serviu exemplarmente Bas Dost em dois primorosos lances da ala esquerda - um dos quais deu origem ao nosso golo. Foi pena que tivesse jogado só 45 minutos. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Bas Dost. Voltou a marcar: já soma oito golos neste campeonato. E ainda mandou um petardo ao poste, na sequência de um centro de Campbell. Merecia que este lance também tivesse terminado em golo.

 

De Adrien. O nosso capitão voltou a ser o dínamo da equipa, demonstrando uma fibra e uma garra dignos de aplauso e elogio. Pareceu sempre o mais inconformado com o resultado negativo: nunca foi por ele que o Sporting baixou os braços. Aos 88', foi derrubado por Luisão à entrada da grande área do SLB: daria um livre muito perigoso contra o Benfica, que o árbitro não assinalou.

 

Do espectáculo. Foi um jogo intenso, emotivo e bem disputado, apenas estragado pela péssima actuação da equipa de arbitragem. Espero que Jorge Sousa não volte a arbitrar tão cedo uma partida do Sporting.


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03 Dez 16

Gostei

 

Da vitória categórica em Alvalade. O Sporting cumpriu a missão, vencendo o V. Setúbal por 3-0 numa partida que dominámos do princípio ao fim. Vitória ainda mais saborosa por sabermos que os jogadores comandados por José Couceiro já fizeram tropeçar Benfica e FC Porto.

 

Da exibição leonina. Os nossos jogadores actuaram com grande espírito colectivo, evidente alegria e elevados níveis de confiança. Estamos a melhor de jogo para jogo, como qualquer observador atento repara.

 

Da pressão alta exercida desde o minuto inicial. Não deixámos a turma sadina sair da sua grande área durante quase toda a primeira parte. Ainda antes de concluídos os primeiros 60 segundos, já Bas Dost havia posto em sentido a baliza à guarda de Bruno Varela.

 

Do golo surgido cedo. Logo ao minuto 7, com um bom cabeceamento de William Carvalho, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Gelson Martins.

 

De Bruno César. Marcou um golo que fez levantar o estádio, de livre directo, fazendo voar a bola para o fundo da baliza sadina, sem qualquer hipótese de defesa. Um golo que decidiu o encontro, estavam apenas decorridos 36 minutos. Por isto e pela sua combatividade exemplar merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Novamente muito activo, sobretudo nos 45 minutos iniciais. Fez uma primorosa assistência para o golo inicial, a sétima a seu cargo desde o início da Liga 2016/17. É o rei das assistências neste campeonato.

 

De Adrien. O golo inaugural do Sporting inicia-se num passe dele para Gelson. Parece estar em todas as jogadas dignas de registo do Sporting. Quase marcou aos 36', com uma bomba defendida in extremis pelo guardião setubalense.

 

De Coates. Patrão indiscutível da nossa defesa e um dos melhores centrais do futebol português. Indispensável na organização defensiva leonina, cada vez mais sólido e seguro. E vai à frente sempre que pode. Numa dessas incursões, marcou um golo de recarga à boca da baliza, absurdamente invalidado pelo árbitro.

 

Da maturidade da equipa. Gerimos bem o esforço durante toda a segunda parte, retendo a bola e pausando o jogo. Já a pensar na dura partida de quarta-feira, frente ao Legia, para a Liga dos Campeões.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta. Pelo quarto jogo consecutivo.

 

Da redução da distância face ao Benfica.  Estamos só a dois pontos da equipa que ainda lidera o campeonato. Dependemos mais que nunca de nós próprios. Não pode haver maior tónico do que este quando faltam apenas oito dias para o dérbi da Luz.

 

Da sentida homenagem às vítimas do Chapecoense. Os nossos jogadores actuaram com o emblema do malogrado clube brasileiro, num belo gesto de solidariedade leonina.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Rui Costa teve uma actuação muito infeliz, roçando a manifesta incompetência, ao anular dois golos limpos ao Sporting. O primeiro, aos 33', por Bas Dost, que se elevou muito bem, colocando a bola no fundo das redes: o árbitro imaginou uma falta do internacional holandês que nunca existiu. O segundo, aos 55', com uma recarga à queima-roupa de Coates, sem sombra de falta: apenas Rui Costa terá visto um imaginário encosto do internacional urugaio ao guardião sadino. Anular metade dos quatro golos concretizados pelo Sporting em Alvalade é obra: fica à consideração dos calimeros de turno, que tanto se queixam de ser prejudicados por muito menos que isto.

 

Da fraca réplica da equipa sadina. O conjunto treinado por Couceiro é simpático e esforçado, mas em Alvalade rendeu muito menos do que se previa. Ao intervalo o V. Setúbal tinha concretizado apenas um ataque, contra 20 do Sporting.

 

Da chuva copiosa, que caiu antes do jogo. Encharcou o relvado, prejudicando o espectáculo e potenciando lesões nos jogadores que felizmente não ocorreram.

 

Da qualidade dos reforços. No nosso onze inicial, havia apenas um jogador contratado este Verão: Bast Dost. Os restantes estavam no banco ou nem foram convocados.

 


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26 Nov 16

Gostei

 

Da vitória no Bessa. O Sporting trouxe hoje três pontos do confronto com o Boavista, num estádio tradicionalmente difícil. Missão cumprida.

 

Da nossa superioridade durante todo a partida. Noventa minutos com total domínio leonino, desde o minuto inicial. A primeira incursão dos axadrezados à nossa baliza só ocorreu quando já havia passado uma hora de jogo.

 

De Gelson Martins. Novamente o melhor em campo. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Boavista, criando sucessivos desequilíbrios na sua ala e à entrada da grande área axadrezada. Fez a assistência para o golo e esteve ele próprio muito perto de marcar. Tem um fôlego inesgotável: não acusa o menor indício de desgaste físico.

 

De Bas Dost. Fez o que lhe competia: voltou a marcar. Já soma sete golos na Liga 2016/17. Mas não se limita a esperar pela bola: vai muitas vezes buscá-la. Exerce pressão na frente e sabe também jogar atrás.

 

De Campbell. Segunda jornada consecutiva com o costarriquenho como titular. E voltou a demonstrar ao treinador que vale a pena apostar nele. Muito dinâmico, sobretudo na primeira parte, domina bem a bola e ganha consecutivos confrontos individuais. Deu nas vistas logo aos 8' ao servir Bas Dost, que rematou ao poste.

 

De Adrien. Um elemento fundamental para as ambições do Sporting na conquista do campeonato. Mesmo quando não brilha, como foi o caso, é sempre essencial na manobra ofensiva da equipa, abrindo linhas de passe e calibrando a velocidade do jogo. Esta vitória também se deveu muito a ele.

 

De ganhar após a Champions.  Quebrou-se de vez o mito da quebra leonina após os desafios das competições europeias. Quatro dias após o duro embate de Alvalade com o Real Madrid o Sporting não acusou o menor sinal de falta de frescura física nem de quebra psicológica.

 

Da maturidade da equipa. Ao contrário do que sucedeu noutros desafios, soubemos guardar bem a bola e pautar o ritmo do jogo de acordo com os nossos interesses quando passámos a jogar com um a menos, aos 83', na sequência da injusta expulsão de Rúben Semedo.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza voltou a ficar invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Das ausências de Elias e Markovic. Nenhum deles fez a menor falta.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Em Portugal expulsa-se duas vezes mais do que em Espanha ou Inglaterra e três vezes mais do que na Alemanha. Fábio Veríssimo, após uns instantes de hesitação, cedeu à pressão dos jogadores da casa mostrando o cartão vermelho a Rúben Semedo num lance em que não houve contacto físico. Péssima decisão do mesmo juiz da partida que já nos tinha prejudicado seriamente na época passada, no desafio frente ao Braga da Taça de Portugal que ditou a nossa eliminação da prova.

 

Da lesão de Schelotto. Perdemos o lateral direito logo a abrir a segunda parte, forçando Jorge Jesus a queimar uma substituição com uma troca directa, fazendo entrar João Pereira.

 

Da vitória escassa. Vencemos o Boavista por 1-0. Muito melhor do que há um ano, quando fomos ao Bessa empatar a zero. Mas soube a pouco atendendo às oportunidades criadas, sobretudo no primeiro tempo.

 

Das duas bolas aos ferros. A primeira logo aos 8', por Bas Dost, a passe de Campbell; a segunda com um disparo fortíssimo à barra de Bruno César, bem servido por Gelson Martins. Qualquer deles merecia ter feito golo.


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23 Nov 16

Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Prestação muito positiva do onze leonino, perante assistência recorde em Alvalade, frente ao Real Madrid, campeão europeu em título. A nossa equipa nunca se sentiu inferiorizada.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, o nosso melhor. Funcionou como saca-rolhas na ala direita, abrindo ali sucessivas linhas de passe e vulgarizando o brasileiro Marcelo, seu adversário mais directo. Fez levantar o estádio com uma magnífica jogada a abrir a segunda parte. Excelentes cruzamentos para a grande área aos 18', 51', 75' e 86'. Mas faltou sempre alguém para dar a melhor sequência a estes passes.

 

De William Carvalho. O campeão europeu voltou a ser um gigante em campo, dominando o eixo do terreno na ligação constante entre a defesa e o ataque. Recuperou bolas, fez passes de ruptura e ainda arriscou incursões em zonas mais ofensivas. Nunca baixou os braços.

 

De Adrien. Nos momentos decisivos, faz a diferença. Aconteceu numa fase crucial do jogo, aos 80', quando Campbell arrancou um penálti, cometido por Fábio Coentrão. Chamado a convertê-lo, o nosso capitão não vacilou. Empatando a partida com um remate muito forte e bem colocado.

 

De Bruno César. Sempre muito combativo. Marcou muito bem um livre logo aos 5'. Grande remate aos 32', desviado in extremis por Sergio Ramos. Outro livre a rasar o poste, iam decorridos 41'. Um dos melhores, sem dúvida. Substituído por Campbell aos 62', talvez devesse ter permanecido mais tempo em campo.

 

Da hipótese de reviravolta.  Durou apenas sete minutos a situação de empate nesta partida, desfeita aos 87'. Soube a pouco esse curto período que nos fez sonhar mais alto.

 

De termos jogado sem temor. Sem o brilhantismo da nossa exibição no Santiago Bernabéu, o onze leonino nunca mostrou receio por defrontar o campeoníssimo Real. É de sublinhar esta atitude aguerrida e descomplexada: nem em inferioridade numérica nos deixámos atemorizar.

 

Da assistência em número inédito. Nunca tinha estado tanta gente no nosso estádio desde que foi inagurado, há 13 anos: 50.046 espectadores. Prova evidente de que sócios e adeptos continuam a apoiar a equipa.

 

Dos fortes aplausos a Cristiano Ronaldo. Leão uma vez, Leão para sempre. O melhor jogador do mundo sentiu bem o carinho do público neste regresso a Alvalade 13 anos depois.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Apesar da boa réplica que demos à melhor equipa do mundo, e jogando com menos um durante a última meia hora, voltámos a sair derrotados na Champions (1-2). Falta agora o decisivo confronto com o Legia de Varsóvia, que ditará se transitamos para a Liga Europa.

 

Do golo inicial, sofrido aos 29'. Num lance de bola parada, beneficiando de uma das raras falhas defensivas do Sporting nesta partida, Varane marcou. Ao intervalo, o Real vencia 0-1. Mas a nossa equipa não se sentiu inferiorizada por isso.

 

Da expulsão de João Pereira. Ficámos reduzidos a dez a partir do minuto 64', quando o nosso lateral direito foi expulso por uma alegada agressão que ninguém viu a não ser o árbitro assistente. Um mistério.

 

De Fábio Coentrão. Substituto de Marcelo, mal entrou em campo logo cometeu um penálti infantil, prejudicando a sua equipa. Algo inaceitável em alta competição.

 

Da nossa incapacidade de concretização. É o problema de sempre: continuamos a falhar demasiados golos. Bas Dost, nos 76 minutos em que esteve em campo, andou desencontrado da bola: quando ela aparecia, ele não estava; quando esteve ele, faltava a bola. Campbell (aos 82') e André (aos 86') podiam ter marcado quase ao cair do pano, o que não aconteceu.

 

De mais um fatídico fim de jogo. Em Madrid, estávamos a ganhar aos 88' e acabámos por sofrer dois golos. Desta vez, com a partida empatada, vimos o Real chegar à vitória aos 87'.


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17 Nov 16

Gostei

 

Da goleada. A primeira da época. Recebemos e vencemos esta noite por 5-1 a simpática equipa do Praiense, da Ilha Terceira, que disputa o Campeonato Nacional de Seniores. E seguimos em frente na Taça de Portugal, tendo recorrido quase apenas à nossa "segunda linha".

 

De três estreias na nossa equipa. Ricardo Esgaio e Matheus Pereira alinharam pela primeira vez na equipa principal nesta temporada, ambos como titulares. E o argentino Marcelo Meli, em estreia absoluta em desafios oficiais pelo Sporting, lançado enfim ao minuto 83. Todos cumpriram, cada qual à sua maneira.

 

De Bruno César. O melhor jogador em campo, a larga distância dos restantes. Grande exibição do médio brasileiro, que marcou um golo, fez assistências para dois outros, sofreu a grande penalidade que permitiu a Adrien virar o resultado a favor do Sporting, iam decorridos 47 minutos, e ainda atirou uma bola à trave (87'). Excelente ensaio geral para o desafio de terça-feira da Liga dos Campeões, também em Alvalade, frente ao Real Madrid.

 

De André. O reforço brasileiro confirmou hoje que tem vocação para ponta de lança. Entrou aos 78' e logo no minuto seguinte, na primeira vez em que tocou na bola, marcou um golo, dando a melhor sequência a um lance de bola corrida. Viria a marcar outro, quase fotocópia do primeiro, confirmando que merece a confiança do treinador e dos adeptos. Nota muito positiva.

 

De Adrien.  Jesus não o poupou: o capitão, que veio há pouco de uma lesão prolongada, precisa de mais rotinas de jogo. E correspondeu, bem à sua maneira, marcando muito bem uma grande penalidade e fazendo ainda uma assistência para o golo de Bruno César. Sempre em alta rotação: com ele em campo parece tudo mais fácil.

 

Do golo do Praiense. Ainda não se tinham esgotado o segundo minuto de jogo quando a turma açoriana marcou o golo inaugural da partida, gelando Alvalade. Uma jogada de sonho, com apenas dois toques: pontapé de baliza muito longo do guarda-redes Tiago Maia, à distância de 70 metros para a ala direita, onde Filipe Andrade a recebeu e rematou sem preparação mas muito boa colocação. Um golo de belo efeito.

 

Do verde e branco original. Gosto sempre de ver jogar o Sporting com o equipamento Stromp. O primeiro equipamento da nossa história, de grande beleza estética e totalmente inconfundível.

 

 

Não gostei

 

Do golo sofrido logo no início. Uma equipa com aspiração a conquistar tudo, como é a do Sporting, não pode entrar num jogo destes a perder. Sobretudo contra um onze de um escalão bastante inferior.

 

Da reviravolta tardia. Chegámos empatados ao intervalo. E só a partir do minuto 47, quando Adrien converteu o penálti, passámos a estar em vantagem.

 

De Castaignos. O holandês estreou-se como titular do Sporting, na posição de ponta de lança, mas ficou muito aquém das expectativas. Não conseguiu aproveitar nenhuma das oportunidades, tendo falhado golos aos 9' e aos 53'. Apanhado diversas vezes em fora de jogo, numa dessas ocasiões fez invalidar um golo, apontado por Matheus Pereira. Cedeu o lugar a André, que demonstrou muito mais eficácia.

 

De Elias. Fez parceria com Adrien no meio-campo, dada a ausência de William Carvalho. Mas voltou a não ser o criativo que a equipa exige naquela posição. Parece incapaz de fazer um passe longo e tem uma visão de jogo muito limitada. Foi um dos elementos mais discretos da equipa leonina.

 

De Alan Ruiz. Jesus deu-lhe nova oportunidade, fazendo-o alinhar como titular. E ele voltou a desperdiçar a confiança que o técnico nele depositou. Lento, preso de movimentos, muito individualista, limitou-se a um disparo aos 14', que embateu no poste. Quase não fez mais nada de relevante.

 

Do trio de arbitragem. Pelo menos três lances mal assinalados como fora-de-jogo para o Sporting (2', 15', 59') e duas penalidades que ficaram por marcar (sobre Douglas aos 40', sobre Castaignos aos 76'). Mau desempenho da equipa liderada pelo bracarense Luís Ferreira.


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06 Nov 16

Gostei

 

Do regresso às vitórias. Depois de um mês de Outubro para esquecer, com três empates consecutivos, voltamos ao rumo normal. Objectivo cumprido: vitória folgada contra o Arouca, em Alvalade, por 3-0.

 

De termos vencido em vários campos. Das quatro primeiras equipas do campeonato, só o Sporting amealhou três pontos nesta jornada. Porto e Benfica empataram no Dragão e o Braga foi derrotado pelo Marítimo no Funchal. Voltamos a depender apenas de nós próprios na corrida ao título.

 

De termos ultrapassado o "fantasma" da Liga dos Campeões. Finalmente vencemos após uma eliminatória europeia, ao contrário do que sucedera nas três rondas anteriores. A exibição em Dortmund, mesmo com uma derrota tangencial, contribuiu para operar a reviravolta. À quarta foi de vez.

 

De Bas Dost. O internacional holandês voltou aos golos, bisando nesta partida. Marcou o primeiro e o último dos três, aos 9' e aos 63'. Já soma seis na Liga 2016/17. Foi um elemento fundamental nesta vitória. E, para mim, o melhor em campo.

 

De Campbell. Finalmente Jorge Jesus apostou nele como titular no campeonato, ocupando a ala esquerda do ataque. Aposta ganha: o costarriquenho demonstrou que merece a confiança do treinador, confirmando-se como o segundo reforço válido deste Sporting. Marcou um golo (o segundo), aos 55', e fez a assistência para outro. Exibição muito positiva.

 

De João Pereira. Recuperou a titularidade num desafio em que foi um dos melhores em campo, exercendo pressão contínua sobre a equipa adversária na sua ala, que dominou por completo. Foi dele o cruzamento que esteve na origem do segundo golo.

 

Do regresso de Adrien.  Um mês depois, o nosso capitão voltou ao onze titular no campeonato. E com ele voltaram as vitórias: o campeão europeu parece ser o talismã da equipa, melhorando a categoria colectiva da turma leonina. Mesmo tendo falhado um penálti, justificou a ovação que os adeptos lhe brindaram no estádio ao ser substituído, no minuto 79.

 

Da ausência de Markovic. O sérvio não chegou sequer a ser convocado para esta partida - consequência natural das suas péssimas prestações dos jogos anteriores. Não fez falta nenhuma, como bem se viu.

 

Do golo inicial marcado cedo. Já estávamos a vencer aos 9 minutos - reflexo de uma exibição muito superior à dos nossos últimos jogos no campeonato, onde há mês e meio não vencíamos.

 

De não termos sofrido golos. A nossa baliza ficou invicta e nem sequer chegou a estar sob ameaça em momento algum do jogo de hoje.

 

Do apoio inquebrantável das bancadas. Nunca tem faltado incentivo dos adeptos à equipa, como hoje se confirmou: 40.743 espectadores compareceram hoje em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do penálti falhado. William Carvalho tinha desperdiçado uma grande penalidade na jornada anterior, frente ao Nacional. Hoje Adrien seguiu-lhe o exemplo, rematando para fora na conversão de um castigo máximo apontado pelo árbitro Carlos Xistra. Eis um aspecto que o treinador terá de insistir com os jogadores nas sessões de treino: há que afinar a pontaria.

 

Do resultado escasso ao intervalo. No fim dos primeiros 45 minutos vencíamos apenas por 1-0. Sabia a pouco.

 

Da exibição do Arouca. Apenas um remate ao longo da partida: basta este dado para se perceber como foi medíocre a prestação da equipa treinada por Lito Vidigal.


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02 Nov 16

Gostei

 

Da atitude dos jogadores. No rescaldo do empate na Choupana, na última jornada do campeonato, sucederam-se protestos ruidosos dos adeptos, exigindo "atitude" à nossa equipa. Valeu a pena protestar: o Sporting bateu-se bem esta noite na Alemanha, frente ao Borussia Dortmund, mantendo o resultado em aberto até ao apito final. Perdemos tangencialmente, por 0-1, mas os jogadores bateram-se bem em campo.

 

Da nossa organização táctica. Jorge Jesus surpreendeu com um eixo defensivo formado por três jogadores (Coates, Rúben Semedo e Paulo Oliveira) para travar a dinâmica de construção da turma germânica, fazendo avançar um deles (Rúben, quase sempre) no nosso processo ofensivo. Aposta parcialmente conseguida, esta espécie de 3-5-2: apenas em dois lances o Borussia conseguiu minar o nosso reduto defensivo. Infelizmente para nós um desses lances resultou no golo solitário.

 

De Gelson Martins. Causou constantes desequilíbrios na nossa ala direita, ganhou várias vezes o confronto individual com Raphael Guerreiro, soube centrar com perigo e esteve perto do golo em duas ocasiões, aos 27' e aos 31'. Decaiu um pouco na segunda parte, devido ao cansaço, mas ainda rematou com perigo aos 49', suscitando uma boa defesa do guardião contrário. Voltou a ser o nosso melhor elemento: é o grande criativo deste Sporting 2016/17.

 

De William Carvalho. Todos receávamos que tivesse ficado afectado pelo desafio frente ao Nacional, em que falhou um penálti, mas a boa notícia é que o nosso médio defensivo voltou às grandes exibições. Recuperou bolas, abriu linhas de passe, fez vários lançamentos longos para alargar a nossa frente de ataque. Merece nota muito positiva.

 

De Schelotto. Uma das suas melhores partidas de sempre com a camisola verde e branca. Sobretudo na segunda parte, em que fez valer o seu bom domínio da bola, aliado à velocidade. Dos pés dele, num cruzamento perfeito, saiu aos 77' quase uma assistência para golo: a bola só não entrou porque Bryan Ruiz, o suspeito do costume, manteve a tradição de falhar em lances deste género. O italo-argentino, com visíveis problemas de ordem física e já sem hipótese de ser substituído, teminou o jogo quase sem conseguir correr, numa louvável missão de sacrifício.

 

Do regresso de Adrien.  Decorria o minuto 58 quando o campeão europeu regressou enfim aos relvados após lesão demorada, provocando uma injecção anímica na equipa, que já estava a jogar bem e passou a jogar melhor ainda. Infatigável, sem aparentes sequelas da lesão, fez passes entre linhas, recuperou bolas e exerceu pressão alta sobre a equipa adversária. Não esperávamos menos dele.

 

Da nossa sorte. Bem podemos dizer que esteve do nosso lado, ao minuto 34', quando Götze rematou à trave. Um calafrio percorreu equipa e adeptos: seria 2-0 e o destino da partida ficaria praticamente traçado. Felizmente a bola não entrou.

 

Que Jesus não tivesse feito "poupanças" a pensar no Arouca. Deixando Elias e Markovic fora do onze titular, como se impunha, da equipa-base apenas Bas Dost ficou inicialmente no banco, dando lugar a Castaignos. Mas até Dost jogou também, acabando por fazer toda a segunda parte, por troca com o compatriota, demasiado discreto durante o primeiro tempo.

 

Do apoio incansável dos adeptos. Estavam pelo menos três mil apoiantes leoninos em Dortmund. Apoiando a equipa do princípio ao fim com cânticos e gritos de incentivo. No final, não regatearam fortes aplausos aos jogadores. De falta de atitude ninguém se queixou.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Não há vitórias morais: saímos derrotados deste importante desafio da Champions. Com um golo sofrido logo aos 12'. Bastou aos alemães para concretizarem o objectivo para este jogo.

 

Da tremideira colectiva no lance do golo. Marvin, com falhas pontuais de marcação, abriu espaço no seu corredor para o cruzamento e Paulo Oliveira falhou a intercepção, permitindo que o colombiano Adrián Ramos marcasse. Foi a única falha do reaparecido internacional sub-21, mas num lance que acabou por ser decisivo.

 

Da nossa má finalização. Consistência defensiva, mobilidade no meio-campo, boas trocas de bolas: fizemos várias vezes quase tudo bem excepto ao chegarmos aos últimos 15 metros do campo. Não por falta de tentativas mas por falta de pontaria. Nem à meia-distância nem de recarga nem de cabeça nem de bola parada o golo aconteceu.

 

Do falhanço de Bryan Ruiz. Começa a ser uma tradição no Sporting: a melhor oportunidade acaba por ser desperdiçada pelo internacional costarriquenho. Voltou a acontecer, ao minuto 77.

 

De Castaignos. Entrou desta vez como titular: foi a maior oportunidade que Jesus lhe deu até agora. Mas, sem entrosamento com os companheiros nem rotina competitiva, teve uma exibição pálida, de que apenas se destacou uma boa tabelinha com Gelson aos 27'. Ninguém se surpreendeu quando cedeu lugar a Bas Dost logo a abrir a segunda parte.

 

De Markovic. Jesus esteve bem em duas das três substituições, sem desmontar o esquema táctico concebido para este jogo, trocando ao intervalo o apagado Castaignos por Bas Dost e fazendo entrar Adrien aos 58' para render Bruno César. Inútil foi a entrada de Markovic, aos 78', para ocupar a posição de Bryan Ruiz. O sérvio voltou a demonstrar falta de integração na equipa e falta de maturidade competitiva. Corre bastante mas nem ele próprio deverá perceber para quê.


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28 Out 16

Não gostei

 

Do desempenho do Sporting. Foi um jogo lamentável - tão mau ou pior do que o anterior, frente ao Tondela. A equipa anda à deriva, apática, com uma gritante falta de atitude e uma clamorosa falta de empenho por parte de vários jogadores. Hoje não conseguiram melhor do que um empate a zero frente ao Nacional, na Choupana. No mesmo palco e perante o mesmo conjunto que há um ano tínhamos vencido 6-0.

 

De William Carvalho. Aos 7', Coates foi derrubado dentro da grande área. Penálti claro, desperdiçado pelo capitão da equipa com um remate frouxo e muito denunciado. Oportunidade perdida. Não voltámos a ter outra assim.

 

Do treinador. É incompreensível que Jorge Jesus tenha indicado William como marcador da grande penalidade, quando é sabido que esta não é uma especialidade do capitão, que já tinha falhado um penálti na final do Europeu sub-21 frente à Suécia. Bruno César não poderia ter assumido essa tarefa? Bas Dost não sabe marcar penáltis?

 

Do onze titular. Jesus parece aprender muito pouco com os sucessivos desaires da equipa. Tirou Elias, mas Bruno César não foi superior enquanto médio de construção. E voltou a dar oportunidades a jogadores que nada contribuem para um bom desempenho do onze leonino, como Marvin e Markovic. Continua a optar pelo apagadíssimo Bryan Ruiz, quase sem dar oportunidades a Campbell. E anda à deriva, tal como a equipa, sem conseguir fixar um titular na posição de segundo avançado.

 

De Bas Dost. Mal se deu por ele em campo. Fez-nos sentir saudades de Slimani. E até de Teo Gutiérrez.

 

De Alan Ruiz. Suplente utilizado, voltou a ser uma nulidade. Sem nunca ganhar um lance, sem visão de jogo, sem capacidade de abrir linhas de passe. Podia ter continuado no banco.

 

Do número de passes falhados. A partir de certa altura deixei de contá-los, tantos eram e tão disparatados. Em todas as zonas do terreno.

 

Do penálti perdoado ao Nacional aos 75'. Bruno César foi claramente derrubado em falta, sem que o árbitro Vacso Santos assinalasse o castigo máximo. Embora nada garantisse que, havendo penálti, desta vez a bola entrasse.

 

Da incapacidade de construirmos lances ofensivos. Processo de construção lento atrás, domínio de bola atabalhoado à frente. O lesionado Adrien nunca fez tanta falta como agora.

 

Do nosso terceiro empate consecutivo na Liga 2016/17. Depois de tropeçarmos frente ao Guimarães e em casa contra o Tondela. Não há duas sem três.

 

De mais dois pontos perdidos. Estamos já a sete do Benfica, que hoje somou mais três.

 

 

Gostei

 

De Rúben Semedo. Foi talvez o jogador do Sporting que errou menos nesta partida. Foi também um dos poucos que revelaram genuína atitude leonina, bem patente na forma como nos últimos minutos procurou empurrar a equipa para diante. Podia ter marcado, aos 87', com um bom cabeceamento na sequência de um canto, defendido pelo guarda-redes do Nacional. Voto nele como o melhor jogador da nossa equipa nesta partida. Ou o menos mau, para ser mais rigoroso.

 

De Gelson Martins. Inconformado com o marasmo dos colegas, tentou remar contra a maré fazendo valer a sua boa técnica individual. Desta vez os lances não lhe saíram tão bem e teve ainda por cima Markovic, mal posicionado, a estorvar-lhe o seu raio de acção. Mas merece nota positiva pelo empenho - ao menos isso.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Depois de termos levado três do Rio Ave, dois do Estoril, mais três do Guimarães e outro do Tondela, ao menos hoje mantivemos as nossas redes invictas.

 

Da sorte. Um inacreditável falhanço de Coates, incapaz de interceptar a bola na zona que lhe estava confiada, e uma defesa sem nexo de Rui Patrício quase geraram um autogolo do nosso guarda-redes. Felizmente a trave impediu esse mal maior.


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22 Out 16

Não gostei

 

Do empate sofrido em casa. Primeiros pontos perdidos em Alvalade neste campeonato - contra o Tondela, por 1-1. Uma equipa que já nos tinha imposto um empate caseiro, por 2-2, na época anterior.

 

Da atitude da equipa. Muita posse de bola (71% ao longo do encontro), muitas tabelinhas, muita lateralização, mas pouca progressão. Velocidade moderada, incapacidade quase total de progressão com eficácia no último terço do terreno. É nestes jogos, com esta atitude frouxa, que os campeonatos se perdem.

 

De Elias. A imagem personificada do desleixo e da apatia da equipa. Sem velocidade, sem capacidade de pressionar, sem conseguir fazer um passe em profundidade, o brasileiro volta a confirmar - pela segunda vez em Alvalade, com presidentes e treinadores diferentes - que não tem categoria para vestir a camisola do Sporting.

 

De André. Jogou pela primeira vez a titular, mas foi de uma ineficácia impressionante. Destacou-se apenas pela quantidade de vezes que caiu para o chão, pedindo faltas. Nada a ver com o espírito leonino. Nada a ver com o espírito de uma equipa que sonha com a conquista do campeonato.

 

De Marvin. Mais uma exibição confrangedora do lateral holandês. Num recuo para Rui Patrício, atirou a bola para além da linha de fundo, provocando um canto. No golo do Tondela, aos 74', deixou Murillo correr sem a menor oposição pela sua ala. Jesus deu-lhe imediata ordem de saída. Já foi tarde.

 

Da insistência de Jorge Jesus em manter Bruno César no banco. O brasileiro, entrando logo a abrir a segunda parte, foi o primeiro a sacudir o jogo, conferindo mais intensidade e agressividade à equipa. Bem melhor do que Elias, que alinhou a titular.

 

Da nossa incapacidade para causar perigo a partir de bolas paradas. Um livre lateral, apontado por Bryan Ruiz, chegou a transformar-se num passe ao guarda-redes. Com delicadeza, não fossem as mãos de Cláudio Ramos ficar a arder.

 

Da ausência de Adrien. A prolongada lesão do nosso capitão faz baixar muito o ritmo e a intensidade da equipa.

 

De mais um golo sofrido. E vão dez à oitava jornada.

 

De mais dois pontos perdidos. Ainda podia ter sido pior: estivemos a segundos de perder outro. Nos últimos quatro jogos, deixámos fugir sete. E há um ano tínhamos mais três.

 

 

Gostei

 

De Gelson Martins. Claramente o melhor em campo, novamente o mais destacado jogador do Sporting - deixando a larga distância quase todos os companheiros. Destacou-se logo ao minuto 4, rematando ao poste após uma brilhante incursão pela ala direita. E foi dele a assistência para o golo de Campbell, no minuto final. Fez tudo para merecer a vitória.

 

De Coates. Grande exibição do internacional uruguaio, que não se limitou a defender com solidez e precisão: conduziu vários lances de ataque, com a bola bem dominada, suscitando justos aplausos das bancadas. Tentou o golo na sequência de um canto, aos 86', mas o cabeceamento saiu por cima da baliza.

 

Da estreia de Castaignos. Finalmente o reforço holandês foi lançado por Jesus. Iam já decorridos 61 minutos, mas ainda houve tempo para ver um ou outro pormenor positivo deste avançado. De qualquer modo, ainda é cedo para tirar conclusões.

 

De Campbell. Vinte minutos em campo, a sua melhor exibição até agora com a camisola verde e branca. Exibição saldada com o golo do empate, numa jogada bem urdida que começou com um passe longo de William, prosseguiu com uma boa recepção de cabeça de Coates a servir Gelson e com este a colocar a bola na grande área - assistência que foi quase meio golo. O internacional costarriquenho evitou o mal maior em Alvalade.

 

Da apresentação de Nelson Évora como novo atleta do Sporting. O campeão olímpico de triplo salto, reforço do atletismo leonino, foi apresentado de verde e branco ao intervalo, recebendo merecida ovação. Tal como sucedeu ao brasileiro André Cruz, um dos heróis da nossa campanha de 2001/2002 que hoje esteve presente em Alvalade.


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13 Out 16

Gostei

 

Da vitória. Não jogámos bem, mas isso interessa-me pouco. Interessa-me muito mais que concretizemos o objectivo central: vencer todos os jogos. Hoje saímos de Famalicão com uma vitória tangencial: 1-0. Soube a pouco? Sim. Mas seguimos em frente na Taça de Portugal.

 

Da boa réplica da equipa adversária. Ninguém diria que o Famalicão segue num modesto 18.º posto da segunda divisão nacional e viu há dias o treinador abandonar a equipa. Os minhotos bateram-se de igual para igual com o Sporting e tiveram o controlo da partida durante a primeira parte. Um desempenho que merece ser assinalado.

 

De estar a vencer logo aos 10'. Um pouco contra a corrente de jogo, aproveitando o ressalto de uma bola, Markovic inaugurou cedo o marcador. Poucos esperavam que fosse esse o resultado da partida. Mas assim aconteceu: não houve mais golos.

 

De William Carvalho. Fez toda a diferença no onze leonino ao entrar, logo a abrir o segundo tempo. Com ele em campo o Sporting controlou as operações a meio-campo, soube segurar a bola e escoá-la com maior fluidez nos flancos, soube temporizar o jogo e estancar o fluxo ofensivo adversário. O nosso médio defensivo foi para mim o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Outro jogador que fez a diferença, para melhor. Entrou só aos 63', mas ainda muito a tempo para trocar as voltas e quebrar os rins ao bloco defensivo do Famalicão, posto em sentido com o engenho e a criatividade do internacional leonino, cada vez mais imprescindível neste Sporting 2016/17.

 

Da estreia absoluta de Douglas no Sporting.  Entrando como titular, o defesa brasileiro que foi uma das nossas contratações do último defeso, a pedido de Jorge Jesus, pôde enfim mostrar o que vale vestido de verde e branco. Imponente do alto do seu 1,92m, revelou personalidade a defender, fez bons passes e esteve atento às dobras no flanco esquerdo, o que lhe estava mais próximo.

 

Das estreias de Beto e Paulo Oliveira. O guarda-redes, contratado neste Verão, deu boa conta do recado. E o defesa, também neste primeiro jogo oficial da nova temporada, cumpriu o essencial da missão de que estava investido pelo treinador. Ambos merecem mais minutos de jogo.

 

Que a nossa baliza se mantivesse invicta. Dois golos em Madrid, três em Vila do Conde, dois em Alvalade frente ao Estoril e mais três em Guimarães: enfim, desta vez não sofremos nenhum.

 

Do apoio vibrante dos adeptos. Estavam pelo menos cinco mil em Famalicão. Deram nas vistas e fizeram-se escutar.

 

 

Não gostei

 

Da exibição. Fraquinha, sem intensidade, a roçar o medíocre em vários momentos - sobretudo durante a primeira parte, por curiosidade a única em que conseguimos marcar. Mas o que importa é ganhar: isso conseguimos.

 

Do excesso de nervosismo. Alguns jogadores leoninos acusaram intranquilidade e falta de confiança, parecendo sempre jogar sobre brasas. Não havia necessidade.

 

Do nosso corredor central. Permitimos que o Famalicão dominasse essa zona nos primeiros 45 minutos. As ausências de Adrien e William Carvalho do onze titular fazem uma enorme diferença. Para pior.

 

Da dupla Petrovic-Elias. Não funcionou como alternativa ao habitual duo formado pelos nossos campeões europeus. Faltou intensidade, faltou posse de bola, faltou dinâmica ofensiva.

 

De Alan Ruiz. Teve outra oportunidade e voltou a despediçá-la num jogo inconsequente, onde pareceu sempre fora de posição e com falta de ligação aos colegas.

 

Das ausências de Castaignos e Meli. Ainda não foi desta que tivemos oportunidade de os ver jogar.


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01 Out 16

Gostei

 

Da exibição do Sporting nos primeiros 70 minutos. Clara supremacia leonina concretizada em três golos sem resposta (29', 41', 70') e em domínio absoluto no terreno. Uma supremacia que infelizmente não conseguimos manter até ao desfecho da partida.

 

Do primeiro tempo. Chegámos ao intervalo com 68% de posse de bola e a vencer 2-0, resultado que parecia escasso dada a exibição muito superior do Sporting face a uma inoperante equipa anfitriã. Neste período Rui Patrício não fez uma só defesa.

 

De Gelson Martins. Voltou a ser o melhor em campo. Foi sempre muito dinâmico na ala direita, que dominou como quis durante quase todo o jogo, sem descurar missões defensivas. Soberba intervenção no golo inaugural do Sporting, ganhando uma bola dividida com uma exímia rotação que lhe permitiu galgar terreno e rematar à baliza. Da defesa incompleta de Douglas nasce o primeiro golo, apontado por Markovic.

 

De Adrien. Jogando mais adiantado do que é habitual, quase na posição 10, o nosso médio interior deu o primeiro sinal de perigo com uma bomba disparada à baliza vimaranense, proporcionando a defesa da noite ao guardião Douglas. Iam decorridos 27 minutos. Aos 36' lesionou-se e teve de abandonar o campo. Fez falta à equipa - e de que maneira. Sem ele a equipa perde voz de comando.

 

Da estreia de Markovic a titular. O internacional sérvio, que entrou pela primeira vez de início neste campeonato, fez a sua melhor partida até agora com a camisola do Sporting. Exibição positiva, traduzida no golo que marcou.

 

Do apoio incondicional dos adeptos leoninos. O topo norte do estádio D. Afonso Henriques pintou-se de verde e branco com sportinguistas a puxar pela equipa.

 

 

Não gostei

 

Da reviravolta do V. Guimarães, facilitada pelo Sporting. Sofremos dois golos em dois minutos, aos 73' e 74', permitindo que a débil equipa anfitriã ressurgisse das cinzas e acabasse por empatar a partida. Sem capacidade de segurar a bola no quarto de hora final, permitimos ainda um terceiro golo.

 

Do penálti cometido por William Carvalho. O Sporting vencia folgadamente, dominava por completo o jogo. Não havia a menor necessidade.

 

Deste empate 3-3. Por saber a derrota. Como aconteceu na época passada, quando empatámos 0-0 em Guimarães - um jogo que nos fez perder o título. Provavelmente estes dois pontos vão fazer-nos muita falta também.

 

De termos sofrido oito golos em três jogos do campeonato. Três contra o Rio Ave, dois contra o Estoril, três agora contra o V. Guimarães. Demasiados.

 

Da lesão de Adrien. O capitão foi forçado a abandonar o campo por lesão muscular. Sete golos sofridos pelo Sporting sem ele em campo, após os jogos em Madrid e em Alvalade frente ao Estoril. Não há coincidências.


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27 Set 16

Gostei

 

Do nosso regresso à Liga dos Campeões em casa. Vinte e dois meses depois Alvalade voltou a ser palco de um jogo da Champions. Em boa hora.

 

Da vitória sem discussão. Dois a zero frente ao Legia de Varsóvia, campeão polaco. Dois golos de Bryan Ruiz e Bas Dost, ainda na primeira parte, arrumaram o assunto. Missão cumprida.

 

Do nosso meio-campo. Foi um luxo observá-lo durante cerca de meia hora, entre os 15 minutos da primeira parte e o intervalo. Contínuas trocas de bola, tabelinhas, desmarcações, mudanças de flanco, variações de velocidade, posse quase permanente de bola. Um autêntico carrocel que deixou os polacos com a cabeça à roda.

 

De ver a nossa baliza invicta. Depois de sete golos sofridos em três jogos, soube bem não ter sofrido nenhum nesta partida.

 

De Bas Dost. O internacional holandês soma e segue: cinco jogos, cinco golos. Voltou a facturar: foi o seu primeiro golo na Champions de leão ao peito.

 

De William Carvalho. Outra exibição notável do nosso n.º 14, que funcionou como tampão do caudal ofensivo polaco, inviabilizando as jogadas da equipa adversária pelo eixo central. O campeão europeu confirma-se como um dos pilares do onze titular leonino.

 

De Gelson Martins. Já tinha partido os rins a Marcelo no Santiago Bernabéu, repetiu a graça frente ao lateral esquerdo polaco. Sobretudo na primeira parte, em que inventou vários lances que desbarataram a estratégia defensiva adversária. Pelo que fez nesse período merece ser considerado o melhor em campo.

 

De Adrien. Incansável, novamente. Um poço de energia. Contribuição preciosa para o lance do segundo golo, em que fez assistência para Bas Dost.

 

Da estreia oficial de Petrovic. O internacional sérvio jogou alguns minutos para reforçar a consistência do nosso meio-campo defensivo, ajudando a segurar o resultado.

 

Que não tivesse havido poupanças. Jogou o nosso melhor onze titular, sem ficar ninguém de fora a pensar no desafio de sábado em Guimarães. A Liga dos Campeões é para ser levada a sério.

 

De Raul José. Esteve bem nas substituições. E também esteve bem no banco, com uma atitude serena, sem procurar imitar os inimitáveis jogos histriónicos de Jorge Jesus.

 

Do "12.º jogador". Os adeptos voltaram a comparecer em peso: 40.094 esta noite nas bancadas de Alvalade. Décimo jogo consecutivo em casa com mais de 40 mil lugares preenchidos.

 

 

Não gostei

 

Dos golos falhados. Mais uma vez desperdiçámos a hipótese de terminar um jogo com goleada. Pelo menos duas grandes perdidas: a primeira por Gelson, a um metro da baliza;  a segunda por Coates, de cabeça, levando o guarda-redes polaco a fazer a defesa da noite.

 

De um certo adormecimento na segunda parte. A nossa equipa tirou demasiado cedo o pé do acelerador e limitou-se a gerir a vantagem quando a vitória estava longe de garantida.

 

De um penálti poupado aos polacos. Decorria o minuto 53 quando um defesa do Legia desviou com o braço a trajectória da bola rematada por Bas Dost. Grande penalidade que o árbitro inglês deixou passar.

 

Da ausência de Jesus. O treinador principal do Sporting, expulso no jogo de Madrid, assistiu à partida algures no estádio, longe do banco. Não havia necessidade: Jorge Jesus deve contar as suas explosões de fúria junto à linha para evitar a repetição destas medidas disciplinares.


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24 Set 16

Gostei

 

Da vitória folgada. Vencemos o Estoril em Alvalade por 4-2, num jogo totalmente dominado pela nossa equipa. Quarto triunfo em quatro desafios já disputados em Alvalade neste campeonato.

 

Da nossa exibição. O onze leonino revelou grande dinâmica de jogo, traduzida numa claríssima superioridade sobre a equipa adversária, e uma inegável capacidade de pressão, reduzindo o Estoril à insignificância durante quase toda a partida.

 

De Bas Dost. O internacional holandês marcou dois belos jogos (13'+62') e foi sempre uma referência no ataque leonino, o que me leva a elegê-lo como melhor jogador em campo. Justamente saudado com calorosos aplausos ao ser substituído, no minuto 73, o ponta-de-lança já leva quatro golos marcados em apenas três jogos.

 

De William Carvalho. Exibição notável do nosso médio-defensivo, com incontáveis recuperações de bola e diversas acções de desarme com notório virtuosismo técnico. Primorosa assistência para o nosso terceiro golo. Foi ele também a iniciar a jogada que originou o quarto. Só lhe faltou marcar.

 

De Gelson Martins. Partiu os rins ao lateral esquerdo do Estoril em contínuas acções ofensivas pelo nosso flanco direito. De uma dessas investidas resultou o centro milimétrico que acabou por gerar o nosso primeiro golo. E vão quatro assistências na Liga 2016/17.

 

De Adrien. Incansável, uma vez mais. Voltou a pautar o jogo da nossa equipa com um intensidade digna de aplauso e uma energia que parece inesgotável.

 

Da estreia de André a marcar. Decorria já o tempo extra quando o avançado brasileiro meteu a bola na baliza, após assistência de Bryan Ruiz. Era o nosso quarto golo - e o primeiro dele com a camisola verde e branca.

 

Do apoio convicto dos adeptos. Hoje fomos 41.994 espectadores em Alvalade. Está a ser a temporada com maior assistência média desde que o actual estádio foi construído.

 

 

Não gostei

 

Dos dois golos consentidos. Quase ao cair do pano, duas raras incursões dos estorilistas pela nossa grande área resultaram num par de golos perfeitamente evitáveis. Rúben Semedo não travou o primeiro, Coates falhou a intercepção no segundo. O resultado devia ter sido mais desnivelado para traduzir o que se passou em campo.

 

Dos golos falhados. Bryan Ruiz teve a baliza à sua mercê aos 29', acabando por rematar para a bancada. O mesmo sucedeu a William Carvalho aos 79'.

 

Do marcador ao intervalo. Ganhávamos apenas por 1-0 - resultado manifestamente escasso para a exibição evidenciada nos primeiros 45 minutos.

 

De Alan Ruiz. Uma nulidade enquanto esteve em campo, durante o primeiro tempo: sem dinâmica, sem capacidade de jogar sem bola, estático e conformista. Jorge Jesus fez bem em substituí-lo ao intervalo por André.

 

De Elias. Entrou aos 76', substituindo Adrien. Exibição falhada: é incapaz de transportar a bola, que parece queimar-lhe os pés.


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18 Set 16

Não gostei

 

Da derrota em Vila do Conde por 1-3. Primeiro desaire leonino neste campeonato, frente ao Rio Ave, castigando a nossa deficiente organização defensiva e a nossa falta de eficácia ofensiva, sobretudo durante a primeira parte.

 

Que tivéssemos sofrido três golos em menos de 15 minutos. Saímos para o intervalo a perder 0-3. Um castigo pesado mas que reflectia bem a nossa incapacidade para travar os contra-ataques adversários.

 

Dos primeiros 45 minutos. Pela primeira vez na Liga 2016/17 não marcámos na metade inicial do jogo. Com a agravante de termos sofrido três.

 

Da nossa falta de pontaria. Rematou-se bastante, mas quase sempre de forma inócua e denunciada, com escassas oportunidades de golo. Soube a muito pouco.

 

Das bolas paradas. Dos cantos e dos livres nada resultou.

 

Dos nossos corredores defensivos. Bruno César e Schelotto deixaram-se ultrapassar inúmeras vezes pelos extremos contrários na primeira parte. O nosso corredor esquerdo, sobretudo, pareceu uma avenida aberta aos vilacondenses.

 

Das prestações de alguns reforços. Alan Ruiz ainda não rende o que esperávamos, Campbell foi uma nulidade, André esteve muitos furos abaixo do que era necessário, Markovic continua inconsequente. Hoje só Bas Dost - marcador do nosso golo solitário - merece nota positiva.

 

 

Gostei

 

Da melhoria na segunda parte. Campbell e Alan Ruiz não regressaram do balneário após o intervalo, tendo sido rendidos por Bryan Ruiz e Bas Dost. Com vantagem notória para a prestação leonina nos 45 minutos complementares.

 

De Adrien. Melhor jogador do Sporting - um dos poucos que tentaram sacudir a apatia colectiva que se apoderou do onze titular. Combativo, persistente, nunca virou a cara à luta e venceu sucessivos duelos individuais.

 

Dos adeptos. Compareceram em peso em Vila do Conde e não se cansaram de puxar pela nossa equipa, mesmo quando ficou evidente que sairíamos derrotados.

 

Do Rio Ave. Jogou muito melhor do que o Sporting. Mereceu a vitória.


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10 Set 16

Gostei

 

Da vitória. Novo triunfo leonino - o quarto consecutivo nesta Liga 2016/17. Hoje vencemos o Moreirense por 3-0, em Alvalade, com uma exibição segura e convincente.

 

De Bas Dost. Estreia absoluta no Sporting, onde tem a pesada responsabilidade de substituir Slimani como ponta-de-lança. Estreia auspiciosa: foi dele o terceiro golo, aos 56'. Começa muito bem.

 

De Gelson Martins. O melhor em campo. Desbloqueou o nulo inicial com um belo golo marcado aos 27' que acabou por ser decisivo nesta partida: grande desmarcação em diagonal, dominando muito bem a bola e rematando de forma acrobática. Teve ainda intevenção decisiva no terceiro golo: foi dele o passe a desmarcar Schelotto, autor da assistência. Saiu aos 60' com a missão cumprida.

 

De William Carvalho. Excelente partida do nosso médio, em contínua ligação entre a defesa e o ataque. Crucial nas recuperações de bolas. Bela assistência para o golo inaugural, servindo Gelson a longa distância e com precisão cirúrgica.

 

De Campbell. Entrou como titular, para a posição que tem sido ocupada pelo ausente Bryan Ruiz, e começa a tornar-se um idolo em Alvalade, estabelecendo uma relação empática com as bancadas. O primeiro golo começou a ser construído por ele, junto à ala esquerda. E marcou de cabeça o segundo, iam decorridos 52'.

 

De Alan Ruiz. Vai-se evidenciando de jogo para jogo, com o seu pontapé forte e sem nunca perder de vista a baliza. À medida que for ganhando rotinas na frente de ataque irá tornar-se um elemento crucial deste Sporting 2016/17.

 

Dos aplausos a Adrien. O capitão recebeu ovações do público, ainda antes do jogo e quando foi substituído, aos 67'. Correspondeu com uma exibição em que revelou o seu habitual brio profissional e a tenacidade que bem lhe conhecemos. Só lhe faltou o golo. Mas tentou-o com um disparo aos 46', bem defendido pelo guardião adversário.

 

Que Jesus tivesse poupado jogadores. Bryan Ruiz não saltou do banco, João Pereira e Marvin nem figuraram na convocatória. Já a pensar na difícil eliminatória com o Real que disputaremos quarta-feira, em Madrid, para a Liga dos Campeões.

 

Do Moreirense. Sem o seu melhor jogador (o excelente Francisco Geraldes, emprestado pelo Sporting), a equipa visitante teve o mérito de não baixar os braços nem estacionar o autocarro defronte da baliza. Mesmo quando teve de jogar só com dez, a partir dos 35', por expulsão de Neto.

 

Da nossa baliza invicta. Outro jogo sem sofrermos golos, confirmando que o nosso reduto defensivo continua forte.

 

Do inquebrantável apoio à equipa. Pelo oitavo jogo consecutivo, Alvalade registou mais de 44 mil espectadores. Prova indesmentível da crença dos adeptos no plantel comandado por Jorge Jesus. Mesmo sem vencermos o campeonato há 14 anos, não esmorecemos na nossa devoção leonina.

 

Da liderança no campeonato. O Sporting comanda isolado, sendo a única equipa só com vitórias à quarta jornada. Faltam 30.

 

 

 

Não gostei

 

Dos primeiros 25 minutos. Alguma apatia inicial do Sporting, em flagrante contraste com o brilhante começo da segunda parte, em que podíamos ter marcado duas vezes logo no primeiro minuto - primeiro por Bas Dost, depois por Adrien.

 

Do susto que o avançado holandês nos pregou. A meio da segunda parte Bas Dost saiu a coxear, queixando-se de fortes dores no pé, e teve de receber assistência. Felizmente não passou do susto. E acabou por jogar (bem) até ao fim.


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28 Ago 16

Gostei

 

Da vitória. Triunfo indiscutível do Sporting no primeiro clássico da temporada. Vencemos e convencemos, com clara supremacia da nossa equipa frente ao FC Porto treinado por Nuno Espírito Santo.

 

Da reviravolta. Não é fácil virar o jogo perante uma equipa como o FCP estando a perder logo aos 8'. Mas o Sporting fez isso, com determinação e consistência, partindo para o intervalo já a vencer por 2-1, com dois golos marcados em doze minutos. O resultado manteve-se até ao apito final.

 

Da exibição. O Sporting apresentou em campo um onze maduro, sólido, seguro, confiante. Um onze construído à imagem e semelhança de Jorge Jesus.

 

Da intensidade do jogo. Partida emotiva, cheia de lances de ataque continuado e consistente. Um clássico que honrou os pergaminhos da modalidade.

 

De Slimani. Alguns imbecis especulavam antes deste desafio sobre o ânimo de Slimani, que já estaria "ausente" de Alvalade, considerando que já estaria com a cabeça noutro local, e que certamente iria "poupar-se" para preservar eventuais lesões. A exibição do avançado argelino provou o contrário: conquistou o livre que nos valeu o primeiro golo, marcado por ele (14'); foi sempre o primeiro jogador a perturbar o início da manobra ofensiva portista; forçou os defesas adversários a estar em alerta permanente. No final da partida despediu-se em lágrimas, sob fortíssima ovação, neste que terá sido o seu último jogo pelo Sporting. Despede-se com uma vitória. Sai pela porta grande: elejo-o como o melhor em campo num desafio em que quase todos os nossos jogadores estiveram muito bem.

 

De Rúben Semedo. Exibição de cinco estrelas do jovem formado na nossa Academia. Cortou tudo quanto havia para cortar no nosso reduto defensivo e repôs a bola em jogo sempre com qualidade e precisão. Exemplar o modo como travou uma investida perigosa de Herrera aos 16'. É já, sem a menor dúvida, um dos melhores centrais do futebol português.

 

De Adrien. Outra actuação de gala a pautar o jogo leonino e a incutir ânimo aos colegas do princípio ao fim. Podia ter marcado, com um grande remate aos 32': Casillas travou-o com uma defesa difícil.

 

De William Carvalho. Energia inesgotável do nosso maior recuperador de bolas, que se revelou um obstáculo intransponível à progressão dos jogadores portistas. Fez um cabeceamento letal a que Casillas correspondeu com a defesa da noite (56'). O nosso campeão europeu teria merecido este golo.

 

De Gelson Martins. Participou na construção do primeiro golo, com uma recarga quase vitoriosa a que Slimani deu o melhor desfecho, e marcou o segundo com um bom disparo. Progride de jogo para jogo. E ganha cada vez mais confiança à medida que Jesus vai apostando nele como titular.

 

Da estreia de Joel Campbell. O jogador costarriquenho, recém-contratado, estreou-se a meio da segunda parte e teve bons apontamentos encostado à ala direita, tanto a atacar como a defender. O público gostou e não lhe regateou aplausos.

 

De ver a nossa equipa invicta. Três jogos, três vitórias: estamos na liderança do campeonato com todo o mérito.

 

De ver as bancadas cheias. Hoje fomos 49.399 espectadores em Alvalade. Uma das maiores assistências de que há memória no nosso estádio.

 

Do estado do terreno. Temos enfim um relvado em bom nível. Já era tempo. E merece elogio especial.

 

 

 

Não gostei

 

Do golo portista. Ocorreu muito cedo e começou por gelar o estádio. Mas o gelo rapidamente derreteu perante a óptima réplica dos nossos jogadores.

 

Do resultado tangencial. Face à exibição da nossa equipa, acabou por saber a pouco.

 

Das expulsões. O árbitro Tiago Martins, muito nervoso nesta estreia a apitar um clássico, confundiu autoridade com autoritarismo ao expulsar o nosso treinador e o médico do Sporting, Frederico Varandas. Jorge Jesus já foi expulso mais vezes em apenas um ano no Sporting do que nos seis anos em que esteve no Benfica. Não há coincidências.

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu já não está no Sporting. Mas a equipa não se ressentiu desta lacuna, o que confirma a sua maturidade e constitui uma homenagem suplementar que devemos fazer a esta equipa comandada por Jorge Jesus.


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20 Ago 16

Gostei

 

Da vitória. Fomos arrancar um triunfo ao Paços de Ferreira, por 1-0, num dos estádios tradicionalmente mais difíceis do campeonato português. Contra uma equipa que há um ano veio empatar a Alvalade.

 

De ver a nossa equipa invicta. Segundo jogo a ganhar, segundo jogo sem sofrer golos. É a confirmação de que temos uma defesa muito sólida, como já tinha sido demonstrado na segunda volta da época passada.

 

Dos centrais leoninos. Exibições impecáveis de Coates e Rúben Semedo, perfeitamente articulados e de uma concentração sem falhas, facilitando muito a tarefa de Rui Patrício.

 

Do golo de Adrien. Excelente execução técnica do capitão leonino, numa semi-rotação, disparando para fora do alcance do guarda-redes. Este golo, a um minuto do fim da primeira parte, valeu-nos três pontos. E confirmou o nosso n.º 23 como o melhor jogador em campo. Absolutamente decisivo.

 

De Slimani. Estreou-se a actuar na Liga 2016/17, após um jogo de castigo na jornada inaugural, ainda referente à última época. Não marcou, mas ajudou a marcar: é dele a recuperação da bola junto à linha de fundo, permitindo prosseguir o lance que terminaria no golo. O espírito combativo e a acutilância do argelino continuam em evidência.

 

De toda a jogada do golo. Exemplar trabalho colectivo, que começou com uma boa reposição de bola por Rui Patrício, prosseguiu numa eficiente escala pelo corredor esquerdo protagonizada por Bryan Ruiz, ganhou novo fôlego com a recuperação de Slimani, desenvolveu-se num cruzamento a cargo de Bruno César, prolongou-se com a boa recepção e assistência de Gelson Martins e foi coroado com o golo de Adrien.

 

De Alan Ruiz. Recém-chegado, ainda não está rotinado a jogar com Slimani, mas voltou a demonstrar bons pormenores: é jogador de área e tem vocação para o remate. Como comprovou por duas vezes, suscitando defesas difíceis do guardião Defendi.

 

Do regresso de Carlos Mané. O nosso olímpico, que parecia fora dos planos de Jorge Jesus para esta época, volta a ter uma oportunidade. Foi suplente utilizado, a partir dos 80': merece mais esta oportunidade.

 

De ver seis portugueses no nosso onze inicial. Mesmo com João Mário ausente, o Sporting continua a marcar a diferença também neste pormenor. Que é pormaior.

 

Do apoio dos adeptos. Nas bancadas do estádio Capital do Móvel os cânticos de incentivo das claques leoninas fizeram-se ouvir do princípio ao fim.

 

Do estado do terreno. Excelente relvado, o da Mata Real. Oxalá se pudesse dizer o mesmo de todos os palcos deste campeonato nacional de futebol.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de João Mário. O nosso campeão europeu não viajou a Paços de Ferreira, estando eventualmente em vésperas de rumar ao Inter. Faz-nos falta, sem dúvida alguma.

 

Das escassas oportunidades de golo. O jogo esteve muito embrulhado a meio-campo, faltando-lhe acutilância ofensiva - sobretudo da parte da equipa anfitriã.


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13 Ago 16

Gostei

 

Do nosso arranque na Liga 2016/17. Nada melhor do que começar o campeonato a vencer: 2-0 em casa, frente ao Marítimo.

 

Da nossa exibição. Bom entrosamento, organização colectiva quase sem mácula, equipa a transbordar personalidade e confiança. Os automatismos foram tão evidentes que nem parecia estarmos perante o primeiro jogo oficial da temporada.

 

Do golo de Coates. O gigante uruguaio estreou-se a marcar pelo Sporting com uma oportuníssima elevação, sobrepondo-se ao central do Marítimo, na sequência de um canto muito bem batido por João Mário. Iam decorridos 21 minutos, começava assim a construir-se a vitória leonina.

 

De Gelson Martins. Excelente exibição do nosso extremo direito, com uma segunda parte perfeita, em primorosa articulação com João Pereira. É dele o cruzamento-assistência que proporcionou o segundo golo, aos 60': Bryan Ruiz só teve de encostar o pé. Foi para mim o melhor em campo.

 

De Adrien. Grande partida do nosso capitão, com níveis de confiança reforçados na sequência do título de campeão da Europa. Boas recuperações, inegável qualidade de passe. Muitos lances com sinal de perigo passaram por ele.

 

De João Pereira. Incansável, o lateral direito fez constantes incursões pelo seu flanco, desdobrando-se em tabelinhas com Gelson que pautaram os melhores momentos de futebol neste encontro. Foi uma surpresa de Jorge Jesus, quando se aguardava que Schelotto se assumisse como titular da posição. Aposta ganha: João Pereira justificou plenamente figurar no onze inicial.

 

De Rui Patrício. Do melhor guarda-redes da Europa só podemos esperar a excelência. Ele não traiu as expectativas, com uma defesa monumental, logo aos 16', coroando um bom lance de ataque do Marítimo. O resultado estava em branco, um golo sofrido teria dado outro curso ao jogo.

 

De Alan Ruiz. Estreia auspiciosa do reforço argentino em jogos oficiais pelo Sporting. Tem bom toque de bola, sentido posicional e domínio técnico. É um segundo avançado, que se movimenta bem entre linhas ofensivas. Não custa vaticinar que será uma figura determinante neste Sporting 2016/17.

 

Da vibrante ovação a João Mário. O nosso médio, campeão europeu, terá feito hoje a última partida em Alvalade, podendo rumar a Itália dentro de dias. Saiu aos 90', ao som empolgante das palmas, após ter exibido a sua habitual qualidade em campo e ter tentado o golo em diversas ocasiões. Só foi pena não ter marcado.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. É bom começarmos o campeonato com a baliza invicta.

 

De ver sete portugueses no nosso onze inicial. Em contraste com o Marítimo, que apresentou sete brasileiros. E até o treinador é da mesma nacionalidade.

 

De ver o apoio da nossa massa adepta no estádio. Mais de 42 mil espectadores presentes em Alvalade, num fim de tarde muito quente - tanto do ponto de vista meteorológico como do saudável entusiasmo nas bancadas.

 

Da homenagem ao professor Moniz Pereira. Finalmente um minuto de silêncio cumprido com rigor. Uma forma muito digna de evocar uma saudosa figura do universo leonino, do desporto nacional e da sociedade portuguesa.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Slimani. Tivemos de começar o campeonato sem ponta-de-lança devido ao afastamento do argelino, por absurdo castigo que remonta à época anterior.

 

De alguma dificuldade de finalização. Oportunidades foram muitas, sobretudo na segunda parte, mas só se concretizaram duas. Há que afinar ainda mais a pontaria.

 

De um momento de desconcentração que poderia ter sido fatal. Uma perda de bola a meio-campo, aos 39', proporcionou um ataque veloz do Marítimo, culminado numa bola ao poste. Único erro colectivo da nossa equipa em todo o jogo, solucionado com inegável estrelinha da sorte. Esperemos que seja a estrelinha que costuma iluminar os campeões.


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15 Mai 16

Gostei

 

De terminar o campeonato com mais uma goleada. Outra vitória, por números muito expressivos, desta vez em casa do Braga. Era um dos desafios que alguns comentadores consideravam dos mais difíceis que tínhamos pela frente. Afinal foi um dos mais fáceis. Vencemos 4-0 e estivemos mais perto do quinto golo do que os bracarenses estiveram do primeiro.

 

Da nossa exibição. Entrada fulgurante em jogo, com uma dinâmica que condicionou por completo a manobra táctica da equipa anfitriã. Antes da meia-hora já vencíamos 2-0.

 

De Bryan Ruiz. O melhor em campo, uma vez mais. Marcou dois golos, aos 71' e aos 80', e fez assistência para um terceiro - aos 20' (de Teo Gutiérrez). Protagonizou ainda a melhor jogada do desafio, logo aos 7', quando tirou quatro bracarenses do caminho em dribles no interior da grande área. Chega ao fim da Liga 2015/16 com sete golos e 12 assistências.

 

De Slimani. Combativo como sempre. Marcou hoje o nosso segundo golo, aos 27', e foi dele a assistência para o de Bryan Ruiz. Termina o campeonato com um bom pecúlio: 27 golos só no campeonato.

 

De Teo Gutiérrez. Foi melhorando de jogo para jogo. Hoje foi um dos obreiros deste triunfo. Coube-lhe abrir o caminho para a vitória com um remate fulminante que inaugurou a goleada.

 

De Schelotto. Incansável, o italo-argentino confirmou que merece a titularidade. Correu vezes sem conta na sua ala, centrando sempre de forma acutilante e certeira. Destacou-se ainda na assistência para o segundo golo de Bryan Ruiz.

 

De Gelson Martins. Boa exibição do nosso ala, que desta vez alinhou a titular. Alguns dos melhores lances leoninos foram protagonizados por ele. 

 

Que tivéssemos terminado o jogo com seis jogadores portugueses em campo. Rui Patrício, Rúben Semedo, Paulo Oliveira, Ricardo Esgaio, William Carvalho e João Mário

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. Confirmou-se: tivemos a melhor defesa do campeonato.

 

De ver o apoio da nossa massa adepta no estádio. Milhares de sportinguistas compareceram na Pedreira, incentivando e aplaudindo a equipa. Mantiveram a fé até ao fim.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adrien. Imposibilitado de jogar por acumulação de cartões, o nosso habitual capitão merecia ter alinhado neste último encontro da Liga.

 

Da lesão de Coates. O internacional uruguaio teve de abandonar o campo logo aos 14', devido a um problema muscular, dando lugar a Paulo Oliveira.

 

Que o Sporting só estivesse campeão durante cerca de quatro minutos. Quando Teo marcou, aos 20', tudo era ainda possível. Mas o sonho leonino nesta última jornada durou pouco.


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08 Mai 16

Gostei

 

Da goleada. Outra vitória por números esmagadores do Sporting neste campeonato. Desta vez frente ao V. Setúbal, que já tínhamos goleado na primeira volta. Então vencemos por 6-0, esta noite levaram 5-0. E bem podiam ter encaixado mais dois ou três, não fosse a boa exibição de Ricardo, o guarda-redes sadino, que impediu in extremis dois golos de Slimani, autor de um soberbo disparo logo aos 18' e reincidente num remate em jeito, muito bem colocado, aos 43'.

 

Da exibição. Excelente demonstração de categoria e classe da nossa equipa, que sufocou a do Setúbal, cortando-lhe sistematicamente as saídas, ganhando todas as segundas bolas e comprimindo a turma adversária numa área de 30 metros. A dinâmica leonina foi ainda mais avassaladora na segunda parte, em que quase não decorreram dois minutos sem uma jogada de perigo.

 

De Gelson Martins. Entrou em cima da hora como titular, rendendo João Mário. E cumpriu com brilhantismo a missão, marcando dois golos. O primeiro da série de cinco, logo aos 25', foi decisivo, picando a bola com mestria. O outro foi marcado aos 54', culminando um lance exemplar de ataque, inaugurando-se assim 35 minutos de luxo da nossa equipa naquela que foi talvez a exibição mais conseguida neste campeonato. 

 

De Bryan Ruiz. Foi a figura de um jogo onde vários dos seus colegas também brilharam. É dele a assistência para o primeiro golo de Gelson. E foi ele a marcar o quarto e o quinto da goleada - aos 71', dando o melhor seguimento à marcação de um livre apontado por Bruno César, e já no segundo minuto do tempo extra ao marcar ele próprio um livre directo de forma superior.

 

De Adrien. Novamente o motor da equipa. Parece estar sempre em todo o lado onde se disputa a bola, abrindo constantes linhas de passe. Um dos golos, o terceiro, é inventado por ele numa jogada de insistência que resultou numa assistência a Gelson e fez levantar o estádio, demonstrando bem como se tornou um dos melhores profissionais do futebol português.

 

De Rúben Semedo. Está cada vez mais confiante e motivado. Desta vez com uma exibição quase perfeita: cortou tudo quanto havia para cortar, antecipou-se aos adversários e repôs a bola sempre bem colocada nos colegas da frente. Com frescura física e inegável capacidade de ler o jogo.

 

Dos nossos laterais. Bruno César, pela esquerda, e Schelotto, pela direita, foram incansáveis no apoio ao ataque sem comprometerem na defesa. Duas apostas que Jorge Jesus ganhou.

 

Da vibração no estádio. Só quem lá esteve, como eu, consegue avaliar: este Sporting vence e convence, enchendo de alegria o público nas bancadas que nunca se cansa de puxar pela equipa. Desta vez, e apesar da chuva intensa que se prolongou por quase todo o dia, estivemos lá 43.327. Foi batido o recorde de assistências numa temporada desde que este estádio existe: 925.102 entradas.

 

De  ver o Sporting novamente na liderança do campeonato. Voltamos a estar em primeiro, com 83 pontos, pelo menos até se realizar o jogo Marítimo-Benfica. Este campeonato, disputado taco a taco, promete emoção até ao fim.

 

 

Não gostei

 

Da inoperância total da equipa adversária. Rui Patrício não fez uma defesa ao longo de todo o jogo, dada a impotência dos setubalenses.

 

Do cartão amarelo mostrado a Adrien logo no início da partida. À primeira falta aparente, com apenas 14 minutos de jogo e sem que o lance o justificasse, o nosso capitão foi sancionado. Falhará o encontro decisivo em Braga, na próxima jornada, por acumulação de cartões.

 

Do festival de cartões exibidos por Tiago Martins. Dir-se-ia que houve uma batalha campal no estádio. Mas não aconteceu nada disso: foi só uma arbitragem à portuguesa, com certeza.

 

Do penálti sobre Slimani que ficou por marcar. Iam decorridos 20' quando o argelino foi claramente carregado na grande área sadina, ainda com 0-0. O árbitro fez vista grossa.

 

De um falhanço de Teo Gutiérrez. O colombiano, autor do segundo golo aos 37', podia ter bisado aos 51', quando Bruno César lhe entregou a bola num lançamento em profundidade, isolando-o. Excelente oportunidade, infelizmente desperdiçada: Teo foi incapaz de marcar tendo apenas o guarda-redes à sua frente.

 

Da ausência de João Mário devido a um problema muscular. Mas, em boa verdade, o nosso médio desta vez nem fez falta: os companheiros deram boa conta do recado, numa organização colectiva irrepreensível.


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30 Abr 16

Gostei

 

De vencer mais um clássico. Foi a nossa quinta vitória da temporada frente às duas outras equipas consideradas grandes do futebol português. Uma vitória categórica fora de casa frente ao FC Porto, por 3-1. Uma vitória que gelou o Dragão - onde não ganhávamos há nove anos para o campeonato.

 

De João Mário. Uma partida fantástica do nosso internacional que hoje jogou essencialmente como ala direito, confirmando-se como o melhor jogador jovem do campeonato português - e também o melhor em campo neste clássico. Fez duas excelentes assistências para golo: aos 23' (o primeiro) e aos 85' (o terceiro).

 

De Slimani. O grande artilheiro desta ponta final da Liga 2015/16, sem sombra de dúvida. Hoje voltou a marcar mais dois golos: o segundo, de cabeça, foi extraordinário. Já soma 26: é o segundo melhor marcador do Sporting deste século, só ultrapassado por Jardel em 2001/02. E promete não ficar por aqui.

 

De Adrien. Outra grande exibição, deixando já antever um promissor Campeonato da Europa em França, onde será certamente titular. Fez tudo bem, como obreiro essencial da nossa organização colectiva. E com uma forma física invejável.

 

De William Carvalho. Também ele contribuiu - e de que maneira - para o indiscutível domínio leonino na faixa central do terreno, complementando as actuações de Adrien e João Mário. Foi ali mesmo que o Sporting começou por vencer este desafio.

 

De Rui Patrício. Teve defesas decisivas ao longo da partida. Aos 7', após recarga. Aos 47', num remate à queima-roupa. Aos 74', travando muito bem um livre directo. Transmitiu confiança à equipa.

 

Da qualidade global do jogo. Foi um verdadeiro clássico, intenso e emotivo, disputado com grande velocidade. Um bom espectáculo de futebol.

 

Da superioridade leonina. Fomos superiores em quase todas as etapas do jogo, excepto nos dez minutos que se seguiram ao golo solitário do FC Porto, obtido de grande penalidade. Com determinação, força de vontade e clara supremacia técnica.

 

Do factor sorte. Desta vez esteve do nosso lado. Com uma bola do FCP ao poste (por Herrera aos 7') e outra à barra (por Sérgio Oliveira aos 51').

 

Do entusiástico apoio dos adeptos leoninos. Alguns milhares de espectadores pintaram de verde as bancadas do Dragão e nunca deixaram de puxar pela nossa equipa.

 

De termos conservado a distância de dois pontos em relação ao SLB. Ultrapassámos o obstáculo mais difícil desta recta final da Liga, mantendo intactas as nossas aspirações ao título. O campeonato vai disputar-se palmo a palmo até ao fim. É, desde já, um dos mais renhidos de sempre.

 

De termos superado mais um marco. Nunca tínhamos ganho dois clássicos fora no mesmo campeonato. Superámos mais esta barreira. Com cinco golos marcados (três ao SLB, dois ao FCP) e só um sofrido (hoje, de penálti).

 

 

Não gostei

 

Do cartão mostrado a Adrien aos 73'. Uma jogada casual, como há centenas de outras em todas as jornadas, foi sancionada com amarelo por Artur Soares Dias. Não havia necessidade.

 

Da descrença do público afecto ao FC Porto. Mal Bruno César marcou o terceiro golo do Sporting, iam decorridos 85 minutos, registou-se uma debanda geral no Dragão. Interrogo-me se entre esses adeptos estaria o Miguel Sousa Tavares, que há quatro dias garantia no jornal A Bola: "Sosseguem, benfiquistas, o FC Porto vai travar o Sporting."


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23 Abr 16

Gostei

 

Da nossa vitória. Sexto triunfo consecutivo, desta  vez em casa contra o União da Madeira. Triunfo que só pecou por ser curto: 2-0. Mas que nunca esteve em dúvida. Ficou assim vingada a nossa derrota da primeira volta, frente à mesma equipa. Temos 24 vitórias registadas num total de 31 desafios disputados nesta Liga 2015/16.

 

De termos carimbado o nosso passaporte para a Liga dos Campeões. Esta vitória garante-nos o acesso directo à Champions em 2016/17. Concretizando desde já um dos principais objectivos - desportivos e financeiros - do Sporting para esta época.

 

Dos dois golos marcados muito cedo. Aos 20' estava feito o resultado. Com golos de Teo Gutiérrez (aos 7') e João Mário (aos 19'). Depois bastou gerir a vantagem. Com tranqulidade, já a pensar no desafio do próximo sábado frente ao FC Porto.

 

Que não tivéssemos sofrido nenhum. É importante terminarmos jogos com a nossa baliza invicta, como hoje voltou a acontecer.

 

De Teo Gutiérrez. E vão seis golos nos últimos cinco jogos. Aproveitou muito bem um excelente cruzamento de Marvin para começar a construir a vitória leonina. Novamente um bom desempenho que o reconciliou definitivamente com a exigente tribuna de Alvalade. Leva já nove golos marcados na Liga (e 12 no total da época).

 

De William Carvalho. Melhora de partida para partida. Hoje voltou a ser um dos nossos pilares, com um rendimento elevado durante todo o desafio, organizando muito bem o nosso meio-campo. Uma exibição sem falhas, merecendo ser mencionado como o melhor jogador desta partida.

 

De Adrien. Outra exibição de grande nível, combinando muito bem com William e João Mário. Incansável na construção da nossa manobra ofensiva. Aos 68' esteve a milímetros de marcar o nosso terceiro golo com um fabuloso petardo que embateu num poste da baliza madeirense.

 

De Schelotto. Enérgico e dinâmico, agarrou a titularidade e vem aumentando a influência na equipa de jogo para jogo. Participou na bela jogada colectiva que culminou no nosso segundo golo. Excelentes cruzamentos aos 50', 61' e 73'. Todos desperdiçados. Mas todos poderiam ter culminado em golos.

 

Do apoio entusiástico nas bancadas de Alvalade. O "12º jogador" compareceu em força: 44.719 espectadores no nosso estádio. Sempre a puxar pela equipa, do primeiro ao último minuto.

 

De ver muitas adeptas a assistir ao jogo. Parabéns à Direcção leonina por mais uma vez ter incentivado a presença feminina no estádio.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Rui Costa teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

De termos regressado ao topo da tabela. Estamos provisoriamente no comando, com mais um ponto do que o Benfica, que só joga amanhã.

 

 

Não gostei

 

Que Slimani desta vez não tivesse marcado. Partida apagada do nosso artilheiro argelino, que falhou o golo aos 50' e aos 73', correspondendo mal a excelentes cruzamentos de Schelotto.

 

Do resultado escasso. Vencer por 2-0 sabe a pouco num jogo em que o domínio do Sporting foi incontestável do primeiro ao último apito.

 

Da segunda parte. Tendo construído cedo a vitória, a equipa entrou em compreensível gestão de esforço na etapa complementar, com natural prejuízo para o espectáculo. Mas o fundamental foi termos garantido mais três pontos. E vão 77.

 

De Barcos. Esteve pouco mais de dez minutos em campo: continua sem tempo para mostrar o que vale. Mas desperdiçou um bom cruzamento de Bryan Ruiz por dominar mal a bola.


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17 Abr 16
Gostei

 

De mais uma vitória. Foi o nosso 23º triunfo em 30 jogos até agora disputados neste campeonato, desta vez pela margem mínima, em condições climatéricas adversas, frente ao Moreirense. E a nossa quinta vitória consecutiva.

 

Do início do jogo. Começámos ao ataque logo com um canto conquistado no primeiro lance.

 

De Slimani. Voltou a ser decisivo, marcando o golo que nos deu mais três pontos - o seu 24º nesta Liga 2015/16 e o 30º em toda a temporada. Um golo com o mérito acrescido de culminar uma bela jogada colectiva do Sporting iniciada por ele próprio junto à lateral esquerda. O argelino está já em sétimo lugar na lista dos candidatos à Bota de Ouro europeia, agora liderada pelo nosso Cristiano Ronaldo.

 

De Teo Gutiérrez. Picou muito bem a bola por cima da defesa de Moreira de Cónegos, servindo Schelotto no lance de que viria a resultar o golo do Sporting. Integrou-se bem no colectivo, ganhando sucessivos confrontos individuais e servindo bem os colegas - como no excelente passe que fez para Slimani aos 33'. Marcou um golo aos 45' que pareceu mal anulado pela equipa de arbitragem por alegada deslocação do colombiano, que estaria em linha. A péssima realização da Sport TV não permitiu desfazer dúvidas.

 

De João Mário. Aos 39' fez um soberbo cruzamento para a grande área que quase resultou num golo de Teo Gutiérrez. Evidenciou a qualidade habitual em termos técnicos e tácticos, como comprovou num belo lance individual aos 42'. Bons passes aos 52' (para Slimani) e aos 78' (para Gelson).

 

Do regresso de Adrien. Com ele em campo a nossa equipa ganha mais dinâmica ofensiva e melhora a ligação entre a defesa e o ataque. Um longo passe para isolar João Mário aos 15' ilustra bem a importância do capitão na manobra da nossa equipa. Para mim foi o melhor em campo.

 

De Schelotto. Vários centros perigosos e uma assistência para o golo, marcado aos 16'. Balanço muito positivo da actuação do nosso lateral direito.

 

Que não tivéssemos sofrido nenhum golo. A defesa do Sporting consolida-se como a menos batida deste campeonato.

 

Da luta que continuamos a travar com o Benfica, jornada após jornada. Recuperámos provisoriamente a liderança e a quatro jogos do fim mantemos intactas as aspirações à conquista do campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Ainda nem haviam decorrido dois minutos já Bruno Paixão exibia um cartão amarelo a Marvin por uma falta banal, cometida a meio-campo. Dando logo ali a certeza de que pretendia ser a figura do desafio, não necessariamente por bons motivos. Validou o golo leonino, marcado com Slimani em posição irregular. Depois tentou aparentemente emendar este erro anulando um golo válido a Teo e travando-nos vários ataques por fora-de-jogo que nunca existiram. E aos 76' mandou Jorge Jesus para a bancada, mostrando-lhe o vermelho: outro sinal de abuso de autoridade sem nada que o justificasse. Cabe questionar por que motivo este árbitro tão pouco competente continua a apitar jogos decisivos para o campeonato.

 

De Marvin Zeegelar. Jesus voltou a apostar nele após três jogos com Bruno César adaptado a lateral esquerdo titular. Mas o holandês continua sem impressionar. Inseguro, intervém demasiadas vezes no limite do risco em termos defensivos e continua a denotar falhas no apoio ao ataque. Não por acaso, o treinador trocou-o aos 64' por Bruno César.

 

De Bryan Ruiz. Apático e lento, teve uma exibição muito apagada. Substituído aos 72' por Gelson Martins, que entrou muito melhor no jogo.

 

Do Moreirense. A equipa de Moreira de Cónegos foi incapaz de conseguir uma oportunidade evidente de golo ao longo de toda a partida.

 

Da chuva. Caiu durante grande parte do desafio, prejudicando a qualidade do espectáculo.


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09 Abr 16

Gostei

 

De mais uma vitória. Foi o nosso 22º triunfo em 29 jogos até agora disputados neste campeonato. Vitória incontestada do Sporting em Alvalade frente ao Marítimo. Por 3-1.

 

De Slimani. Voltou a marcar: leva já 23 golos registados na Liga 2015/16. E voltou a ser incansável no trabalho colectivo. É o primeiro elemento a defender, travando a manobra ofensiva da equipa adversária.

 

De Teo Gutiérrez. E vão cinco golos em três partidas consecutivas. Hoje abriu o marcador, aos 42', levando a equipa a vencer 1-0 ao intervalo. Um golo que culminou uma excelente exibição - a sua melhor de sempre ao serviço do Sporting. Saiu ao minuto 89, com merecida ovação: foi o jogador mais em destaque neste jogo.

 

De William Carvalho. Jorge Jesus autorizou-o a jogar em posição mais avançada no terreno, com maior liberdade de movimentos. A inovação táctica compensou: foi um William ainda mais influente e categórico a pisar hoje Alvalade em inegável demonstração da sua classe. Marcou o segundo golo leonino. E o terceiro nasce de uma recuperação de bola sua.

 

De João Mário. Outra exibição de grande nível, em constantes trocas posicionais nas alas destinadas a baralhar a defesa do Marítimo. Foram dele dois grandes remates, aos 53' e aos 76', de cujos ressaltos resultaram os golos de William Carvalho e Slimani.

 

Da nossa capacidade ofensiva. Marcámos 15 golos nestes últimos quatro jogos (dois ao Estoril, cinco ao Arouca, cinco ao Belenenses e agora três ao Marítimo).

 

Do apoio dos adeptos. As bancadas de Alvalade voltaram a estar em festa, com 44.230 espectadores. Quase todos apoiando entusiasticamente a nossa equipa.

 

Da homenagem a Fernando Mendes. Falecido há dias, aos 78 anos, o nosso capitão da Taça das Taças - bicampeão nacional como jogador e campeão como treinador - foi recordado com emoção ao intervalo.

 

Da arbitragem. Há que reconhecer: Nuno Almeida teve um bom desempenho que merece ser assinalado.

 

Da luta que continuamos a travar com o Benfica, jornada após jornada. A cinco jogos do fim, mantemos intactas as aspirações à conquista do campeonato.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adrien. Aquilani, que jogou no seu lugar, não comprometeu. Mas o nosso capitão, hoje ausente por acumulação de cartões, fez falta à equipa. Com ele em campo o Sporting joga ainda com mais ritmo, mais intensidade e mais velocidade.

 

De dois falhanços incríveis. Bryan Ruiz, isolado, falhou o golo aos 15'. Matheus Pereira, igualmente só perante o guarda-redes, desperdiçou uma ocasião soberana de marcar aos 84'.

 

De termos sofrido um golo. A ganhar por 3-0, a equipa desconcentrou-se mais do que devia e deixou o Marítimo marcar aos 81'. Não havia necessidade.


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04 Abr 16

Gostei

 

Da nossa goleada. A segunda consecutiva, desta vez no Restelo, num dérbi de Lisboa. Vitória concludente por 5-2. Sem a menor contestação.

 

De Slimani. Marcou mais dois golos, ultrapassando a meia centena ao serviço do Sporting. O primeiro, logo aos 23', teve uma excelente execução técnica do argelino, que fez uma boa recepção, mudou de pé tirando um defesa do caminho e rematou com muito boa colocação, abrindo caminho à goleada. O segundo golo da equipa foi também dele, de penálti. E ainda marcou um terceiro, aos 59', anulado por um fora de jogo muito mal assinalado pelo árbitro auxiliar.

 

De Adrien. Voltou a fazer um excelente jogo, comandando a pressão alta exercida pela nossa equipa, que sufocou o Belenenses no seu reduto. E coroou a exibição com um belíssimo golo - um disparo indefensável, aos 54'. O nosso terceiro nesta partida.

 

De João Mário. Desta vez não marcou. Mas participou na construção do quinto golo, conferindo o seu habitual toque de classe à organização ofensiva do Sporting. Venceu sistematicamente os confrontos individuais e alargou sempre o jogo leonino.

 

De Teo Gutiérrez. Voltou a bisar, pela segunda jornada consecutiva. Foi ele a marcar os golos 4 e 5, aos 58' e 78'. E foi sempre uma unidade muito móvel, integrando-se bem na dinâmica colectiva.

 

De William Carvalho. Fez a diferença ao recuperar inúmeras bolas e relançando-as quase sempre com precisão. Foi um baluarte do meio-campo e o primeiro a estancar a débil corrente ofensiva do Belenenses. Isolado, quase marcou aos 15'. Foi pena ter escorregado: merecia aquele golo que não chegou a acontecer.

 

Da nossa primeira parte. Já ganhávamos 2-0 ao intervalo, mas sabia a pouco: podíamos ter marcado pelo menos mais três. O Sporting foi sempre muito forte, jogando a um ritmo intenso, sem conceder a menor hipótese à equipa anfitriã.

 

Do apoio dos adeptos. Houve festa nas bancadas do Restelo, com a larga maioria do público a apoiar a nossa equipa do princípio ao fim.

 

De vermos aumentar a distância face ao FC Porto. A equipa treinada por José Peseiro, hoje derrotada em casa pelo Tondela, último classificado do campeonato, está já sete pontos atrás do Sporting.

 

De nos mantermos na corrida ao título. Faltam ainda seis jornadas e temos apenas menos dois pontos que o Benfica.

 

 

Não gostei

 

Da tentativa de Teo Gutiérrez de marcar o penálti. Foi preciso Jorge Jesus irritar-se e ordenar sem a menor dúvida que a grande penalidade devia ser batida por Slimani, que ambiciona ser o melhor marcador do campeonato. O argelino não falhou.

 

Do golo mal anulado a Slimani aos 59'. As repetições deixam bem claro que o nosso ponta-de-lança estava totalmente em jogo.

 

De sofrer dois golos. Foram grandes remates, sem hipóteses para Rui Patrício, aos 76' e 88'. Mas com demasiada liberdade de movimentos dada a quem os marcou.

 

Do amarelo mostrado a Adrien. Por acumulação de cartões, o nosso capitão ficará fora da próxima partida, frente ao Marítimo.


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