Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada. Vencemos e convencemos neste regresso ao campeonato com o resultado mais dilatado da época até agora: 5-1, frente ao Chaves. Vitória merecida, coroando uma excelente exibição do Sporting, com uma equipa moralizada, dinâmica e muito bem estruturada, capaz de empolgar os 42 mil adeptos que acorreram esta noite a Alvalade.

 

De Bas Dost. Regressámos às vitórias e também o nosso artilheiro - que estava sem marcar desde 8 de Setembro - regressou àquilo que melhor sabe fazer. Vinha com fome de baliza, saciada com três golos: o primeiro, aos 6', na sequência de um canto; o segundo, aos 15', coroando um excelente lance de contra-ataque; e o quinto, aos 75', também num ataque rápido e fulminante. Mas o holandês - o melhor em campo - não se limitou a marcar: foi dele a assistência para o quarto golo, aos 58', e é ele quem começa a construir o terceiro, aos 39'. Uma noite de gala.

 

De Podence. Não era titular desde a segunda jornada. Voltou a integrar o onze inicial e confirmou que tem valor para tanto. Fez uma soberba assistência para Bas Dost marcar o segundo golo, numa jogada de futebol ofensivo clássico, demonstrando como se faz um cruzamento irrepreensível. Aos 31', grande passe para Gelson, que acabaria derrubado na grande área. Aos 38', isola Bas Dost com excelente execução técnica. Foi sempre um elemento desequilibrador, essencial para construir esta vitória. Saiu aos 66', sob uma calorosa e merecida ovação do estádio.

 

De Acuña. Grande exibição do internacional argentino, que fez finalmente o gosto ao pé bisando nesta partida. Da primeira vez, muito bem servido por Gelson Martins, bastou encostar a bota, marcando o nosso terceiro. Da segunda vez rematou não apenas bem enquadrado com a baliza mas também com força, fuzilando as redes do Chaves após assistência de Bas Dost. E terminou a partida como lateral esquerdo após a saída de Fábio Coentrão, aos 80'. Precisamente a posição em que tem jogado, com manifesto sucesso, na selecção do seu país.

 

De Piccini. Melhora de jogo para jogo: percebe-se bem que tem progredido nas sessões de treino. Já era irrepreensível a defender, como a partida de Turim frente à Juventus demonstrou. Agora evidencia crescente qualidade também no aspecto ofensivo: foi dele uma das melhores jogadas individuais do desafio em que fintou quatro adversários, progredindo sempre no terreno, e serviu Bas Dost no lance que culminaria no quarto golo. Já tinha sido ele a iniciar o segundo, lançando Podence no corredor direito. E é dele o cruzamento que funcionou como assistência para o holandês no quinto.

 

De começar a vencer cedo. O Chaves - desfalcado de dois titulares emprestados pelo Sporting, Domingos Duarte e Matheus Pereira - não teve sequer oportunidade de estacionar o autocarro frente à sua baliza. O nosso golo inaugural, numa fase muito prematura da partida, forçou a equipa transmontana a sair do seu reduto - o que de algum modo facilitou a vitória leonina.

 

De ver o Sporting consolidar a segunda posição à nona jornada. Continuamos colados ao líder, o FC Porto, com 23 pontos. Com sete vitórias e dois empates. Temos 21 golos marcados e apenas cinco sofridos. Números que continuam a alimentar-nos a esperança de conquistar o título nesta época 2017/2018.

 

 

 

Não gostei

 

 

Da arbitragem de Rui Costa. A actuação do árbitro foi manchada por um erro claro, aos 31', quando fez vista grossa a um penálti cometido sobre Gelson Martins, castigando ainda por cima o nosso jogador com cartão amarelo por suposta simulação que as imagens desmentem. Parou o jogo durante três minutos para consultar duas  vezes a gravação e nem assim deu o braço a torcer. Foi brindado com uma assobiadela monstra em Alvalade que expressou a justa indignação dos adeptos, inconformados com tanta incompetência.

 

Da actuação de Bruno Fernandes. É certo que foi ele a marcar o canto de que resultou o nosso primeiro golo. Mas quase nada mais lhe saiu bem nesta partida: incapaz de criar desequilíbrios, falhou sucessivos passes e perdeu várias vezes a bola no eixo do meio-campo. Cansaço ou alguma sobranceria, que costuma ser má conselheira? Os próximos desafios permitirão esclarecer a dúvida.

 

Do golo sofrido. Houve apenas dois minutos de tempo extra na segunda parte. Período que bastou para desconcentrar alguns dos nossos jogadores, que permitiram o golo de honra do Chaves mesmo ao cair do pano. A bola já nem regressou ao centro do terreno após ter sido introduzida na baliza do Sporting. Bastaria um pouco mais de atenção e este golo teria sido evitado.

 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De seguir em frente na Taça de Portugal.  Eliminámos o modesto Oleiros, do Campeonato de Portugal, cumprindo a nossa missão num jogo agradável em que a equipa da casa deu boa réplica. Seguimos para a quarta ronda do segundo mais prestigiado troféu do futebol português. Queremos conquistar a nossa 17.ª Taça.

 

De romper um ciclo de quatro jogos sem ganhar. A vitória foi natural e merecida, além de reconfortante. Era tempo de mudar as coisas.

 

Do comportamento da nossa equipa. Os nossos jogadores entraram em campo com atitude profissional e responsável, sem arrogância nem deslumbramento. Houve concentração e respeito pela equipa adversária, o que é de louvar.

 

Dos quatro golos marcados. Dois de Palhinha, um de Mattheus Oliveira, outro do estreante Rafael Leão. É sempre bom saber que não estamos dependentes do ausente Bas Dost para levar a bola ao fundo da baliza.

 

De Palhinha. Grande exibição do nosso médio defensivo, que se adiantou várias vezes no terreno, em benefício da equipa, sem perder o sentido posicional. Abriu o marcador aos 23', com um remate forte à boca da área, e bisou aos 62', com um espectacular pontapé de moinho, à ponta-de-lança. E cumpriu com rigor a missão defensiva: grande corte aos 50' frente à grande área. O melhor em campo.

 

De Podence. Recuperou da lesão prolongada, regressando em boa forma. Baralhou a defesa contrária com as suas incursões velozes pela ala direita, a partir do flanco. Boa exibição coroada com três assistências para golos, estatística que confirma a sua influência neste jogo.

 

Da aposta de Jorge Jesus numa equipa alternativa. Estes desafios servem para rodar jogadores pouco ou nada utilizados no campeonato, poupando os titulares para outros confrontos. Neste caso o treinador optou por mudar a equipa toda: não alinhou nenhum dos habituais titulares, excepto Jonathan Silva, que tem alternado com Fábio Coentrão. Aposta ganha em termos gerais, com destaque para a entrada de Gelson Dala como titular e para a estreia absoluta dos três suplentes utilizados - Rafael Leão, Jovane Cabal e Demiral - em jogos oficiais pela equipa principal.

 

De Rafael Leão. Entrou aos 71' e daí a um quarto de hora estava a marcar um golo - o seu primeiro pela equipa principal do Sporting e quarto da temporada, pois leva já três golos pela equipa B. Boa estreia do jovem internacional sub-17, que tem apenas 18 anos e um futuro promissor.

 

Da ausência de lesões. Apesar de jogarmos num piso sintético, o que traz riscos acrescidos, os nossos jogadores terminaram a partida ilesos. Ainda bem.

 

Do altruísmo leonino. A parte da receita do jogo que coube ao Sporting foi doada aos Bombeiros Voluntários de Oleiros. Louvável decisão do presidente Bruno de Carvalho.

 

 

Não gostei

 

 

Dos dois golos sofridos. É verdade que levámos a Oleiros um onze alternativo. Mas encaixar dois golos de uma equipa do terceiro escalão do futebol português é algo a roçar o inaceitável.

 

De Iuri Medeiros. Jesus apostou nele como atacante por um dos flancos, dando-lhe relativa liberdade de movimentos. Mas Iuri passou ao lado do jogo. Já ao cair do pano, isolado, permitiu a intervenção do guarda-redes, faltando-lhe o toque de classe para solucionar o lance. Uma vez mais, não soube agarrar a oportunidade.

 

De Bruno César. O brasileiro está irreconhecível nesta época. Para muito pior. Trapalhão, faltoso, complicativo - hoje quase nada lhe saiu bem.

 

De Petrovic. Central improvisado, esteve sempre como peixe fora de água. Levou um cartão amarelo muito cedo, logo aos 15'. Lento, preso de movimentos, falhou a intercepção aos 80' no lance do primeiro golo do Oleiros. Sem espaço neste Sporting 2017/2018.

 

De André Pinto. Irregular, intranquilo, entregou a bola a um adversário quando pretendia conduzi-la pela ala, num lance que poderia ter terminado num golo contra nós. Teve responsabilidade directa no segundo golo da equipa da casa, a escassos momentos do apito final. Decepcionante.

 

Que Gelson Dala ficasse em branco. O jovem angolano que se tem evidenciado na equipa B foi titular, tentou bastante mas não conseguiu marcar. Valeu pelo esforço. Oxalá tenha novas oportunidades em breve para ganhar mais disciplina táctica e sentido posicional. Talento não parece faltar-lhe.

Rescaldo do jogo de ontem

20171001_192055-1.jpg

 

 

Não gostei

 

 

Do empate em casa (0-0) frente ao FC Porto. A jogar em casa, com estádio quase cheio e os adeptos a puxarem pela equipa, o onze leonino foi incapaz de vencer um dos seus adversários directos na luta pelo título. Houve repartição de pontos mas os portistas, naturalmente, têm mais motivos para sorrir. Desde logo porque permanecem na frente.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem vencer. Empate caseiro com o Marítimo para a Taça da Liga, empate em Moreira de Cónegos para o campeonato, derrota em Alvalade com o Barcelona e agora o nulo imposto pelo FCP em Alvalade. A pedalada revelada pelo Sporting no início da época parece ter-se desvanecido.

 

Do nosso quarto jogo consecutivo sem marcar. Ficámos a zero contra o Marítimo, contra o Barcelona e agora contra o FCP. E contra o Moreirense o nosso único golo resultou de um mau alívio de um jogador adversário, que introduziu a bola na própria baliza. Dá que pensar.

 

Do quinto jogo consecutivo sem Bas Dost marcar. O que se passa com o nosso goleador, que voltou a ter uma exibição muito apagada? Nem sequer conseguiu cabecear com êxito num dos dez cantos de que dispusemos.

 

Dos primeiros 45 minutos. Medíocre exibição do Sporting, que consentiu domínio portista em todas as zonas do terreno. Na primeira parte só fizemos um remate enquadrado à baliza adversária.

 

Do banho táctico dos portistas na primeira parte. Sérgio Conceição manietou o onze leonino com uma boa organização e uma forte consistência da sua equipa. Jesus foi incapaz de encontrar um antídoto eficaz antes de o árbitro apitar para o intervalo.

 

Da ausência de Fábio Coentrão. Foi um dos reforços da temporada, mas passa mais tempo fora do que dentro. Desta vez voltou a estar ausente.

 

De Jonathan Silva. Nervoso, jogando sempre nos limites da ansiedade, quase nada lhe saiu bem. Falhou passes, falhou desmarcações, falhou recuperações de bola. Uma exibição para esquecer.

 

De Battaglia. A pior actuação do médio argentino vestido de verde e branco. Sobretudo na primeira parte, em que foi incapaz de se revelar o dínamo da equipa, ao contrário do que já nos tem habituado.

 

Do falhanço de Bruno Fernandes, aos 59'. O médio criativo foi um dos elementos em má forma neste jogo. Podia ter marcado, na melhor ocasião de golo do Sporting, mas acabou por rematar por cima da baliza. Quando tinha Bas Dost livre de marcação poucos metros à sua esquerda. Em alta competição estes erros pagam-se caros.

 

Da entrada de Podence aos 90'. Uma substituição absurda, como se precisássemos mais de queimar tempo do que de virar o jogo. O jovem médio leonino nem chegou a tocar na bola. Entrou para quê?

 

 

Gostei

 

De Rui Patrício.  Desempenho irrepreensível do melhor guarda-redes português, único jogador leonino - a par de Mathieu - que esteve ao seu nível. Impediu pelo menos dois golos do FC Porto, um em cada parte. Foi o melhor jogador do Sporting neste desafio.

 

De Mathieu. Os colegas apresentaram-se em campo intranquilos e desconfortáveis, acusando talvez o peso do clássico. Ele não. Actuou com a serenidade e a eficácia de sempre, acorrendo sem cessar às dobras de Jonathan e lançando a bola bem colocada na organização ofensiva.

 

De William Carvalho. Irregular na primeira parte, partiu para uma grande exibição no tempo complementar, em que foi decisivo para consolidar o empate. E até tentou o golo, em duas ocasiões - numa das quais a bola acabou por embater nos ferros. Precisamos de um William em boa forma para mantermos intactas as aspirações ao título.

 

Que não tivéssemos sofrido qualquer golo. O nosso bloco defensivo continua a revelar uma apreciável solidez.

 

Da bonita homenagem de Adrien ao intervalo. Nunca nos esqueceremos dele.

 

Foto minha, tirada antes do jogo em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

 

Dos primeiros pontos perdidos. Empatámos 1-1 com o Moreirense, uma das equipas da cauda da classificação, que ainda não tinha marcado qualquer golo no seu terreno. Hoje não só marcou como foi para o intervalo a vencer. Perante um Sporting que optou por dar 45 minutos de avanço à turma adversária, talvez já a pensar no desafio de quarta-feira em Alvalade contra o Barcelona. Esquecendo uma lição elementar: os campeonatos ganham-se (e perdem-se) frente às equipas chamadas pequenas.

 

Do nosso meio-campo. Com Battaglia no banco, inicialmente, actuámos durante grande parte da partida com um elemento a menos no meio-campo, em comparação com o Moreirense, que assim estrangulou a nossa estratégia ofensiva. Jorge Jesus demorou demasiado tempo a mexer neste sistema táctico, que não potencia as qualidades de Bruno Fernandes: o ex-médio do Sampdoria é mais útil para a equipa quando actua logo atrás da linha mais avançada.

 

Das oportunidades perdidas. A mais flagrante ocorreu aos 67', por Gelson Martins, que parece querer qualificar-se para o "título" de rematador aos ferros. Um disparo à barra que decepcionou os adeptos leoninos. Mas também Bas Dost e William foram perdulários.

 

De Alan Ruiz. Jorge Jesus tem concedido todas as oportunidades ao argentino - e ele insiste em desperdiçá-las. Hoje a história repetiu-se: foi incapaz de acelerar o jogo, de criar desequilíbrios e de compensar a nossa inferioridade numérica no meio-campo. O treinador, impaciente com tanta falta de rendimento, trocou-o por Doumbia ao intervalo. Adivinha-se que o herdeiro da camisola que pertenceu a Bryan Ruiz terá uma cura de banco, eventualmente prolongada.

 

De Bruno César. Com Acuña de fora como medida de precaução, Jesus apostou nele como titular. A aposta saiu furada. O brasileiro não rendeu no flanco esquerdo, não fez melhor na ala direita e mostrou a mesma inaptidão nas raras incursões pelo eixo do ataque. A vontade dele pode ser muita, mas o talento parece ter-se eclipsado.

 

De Iuri Medeiros. Este ano não pode queixar-se de falta de oportunidades. O problema é que não tem sabido aproveitá-las. Hoje esteve em campo desde o minuto 73', rendendo Bruno César. Teve meia hora para mostrar o que vale. Mostrou muito pouco. Exasperando os adeptos sportinguistas, entre os quais me conto, já no tempo extra quando sem oposição, com boa oportunidade de remate, fez um autêntico passe ao guarda-redes do Moreirense. Lamento, mas assim não vai lá.

 

De Piccini. Onde andava o lateral direito no lance do golo da equipa da casa, aos 43'? Rafael Costa teve todo o tempo e todo o espaço para receber a bola, enquadrá-la com a baliza e rematar de forma bem colocada. Provavelmente agradeceu ao italiano este brinde tão inesperado.

 

De termos perdido a liderança. Vimos o FC Porto adiantar-se no campeonato, agora com mais dois pontos, na pior altura. A oito dias de recebermos os portistas em Alvalade, naquele que será o primeiro clássico da temporada. Vamos entrar em campo com mais pressão. E esta, como sabemos, nem sempre é boa conselheira.

 

 

 

Gostei

 

 

Da segunda parte do Sporting em Moreira de Cónegos.  Comandámos o jogo, revelámos dinâmica, marcámos um golo e tivemos oportunidades - infelizmente desperdiçadas - de marcar outros. Contraste total com o nosso desempenho nos primeiros 45 minutos. Mas faltou o mais importante: um golo que virasse o resultado.

 

De Rui Patrício. Muito atento e oportuno a sair entre os postes, teve três boas defesas - uma das quais, aos 21', foi vital para evitar que a equipa da casa se adiantasse no marcador. Sem culpa no golo sofrido. Foi para mim o melhor jogador leonino.

 

De William Carvalho. Muito desamparado, com um Bruno Fernandes quase irreconhecível e sem Battaglia perto de si na primeira parte, ainda assim foi o nosso jogador de campo mais inconformado. Melhorou o desempenho com a alteração táctica do segundo tempo e pôde evidenciar as qualidades que lhe reconhecemos, arriscando até incursões na grande área do Moreirense. O golo nasce de um ressalto após um remate seu.

 

Do autogolo do Moreirense. Num lance infeliz, o defesa Aberhoune introduziu a bola na própria baliza, na sequência de um remate de William. Chegámos assim ao empate. Com mais de meia hora para virar o jogo, o que infelizmente não sucedeu.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

De ver o Sporting vencer o Tondela esta noite em Alvalade.  Após dois empates em casa frente a esta mesma equipa nas duas épocas anteriores (os dois pontos que deixámos fugir há dois anos ter-nos-iam valido o título de campeões nacionais), desta vez demos um pontapé nessa brevíssima e disparatadíssima tradição, superando outro obstáculo no caminho do título que queremos festejar em Maio. O triunfo, por 2-0, valeu-nos mais três pontos. E vão dezoito: seis jogos, seis vitórias.

  

De Bruno Fernandes. Outra excelente exibição do nosso médio ofensivo - talvez o mais vibrante jogador a actuar neste momento no campeonato português. Voto nele como melhor em campo. Não apenas pelo grande golo que marcou aos 72', num fortíssimo remate de meia-distância, mas por ter sido crucial na construção do nosso jogo ofensivo. Leva quatro jogos consecutivos a marcar.

 

De Mathieu. Partida quase perfeita do central francês, que hoje se estreou a marcar pelo Sporting, logo aos 12', na cobrança perfeita de um livre directo. Um míssil que saiu do seu pé esquerdo - indefensável para o guardião do Tondela. Na organização defensiva teve a influência a que nos vem habituando desde que começou a jogar de verde e branco.

 

De William Carvalho. Havia já por aí uns "analistas" da treta a especular sobre o estado anímico do melhor médio defensivo português, que - felizmente para nós - viu gorada a transferência para o West Ham. O nosso capitão responde em campo a esses tontos, desmentindo-os em toda a linha. Frente ao Tondela, ganhou quase todos os confrontos e chegou a recuperar bolas em três ocasiões fazendo frente a dois adversários em simultâneo. No passe ofensivo, a mesma eficácia: foi dele a assistência para o golo de Bruno Fernandes. E poderia até ter marcado, aos 83', quando rematou ao poste.

 

Do regresso de Fábio Coentrão. Com ele no onze titular, o nosso corredor esquerdo fica muito mais compacto. Foi o que aconteceu. Não por acaso, o Tondela acabou por canalizar o seu esporádico fluxo atacante quase sempre pela ala oposta. Falta agora a Coentrão aprimorar a condição física. De qualquer modo, quando foi substituído, aos 81', recebeu uma sentida e merecida ovação.

 

Da nossa eficácia nas bolas paradas. Noutros campeonatos, decorriam meses sem vermos o Sporting marcar um golo de livre ou surgido de um canto. O treino específico, nesta área, está a produzir bons resultados, como o golo marcado por Mathieu bem demonstrou.

 

De termos superado o "efeito Champions". Ao contrário do que sucedeu em anos anteriores, em que acusava o peso físico e anímico das competições europeias, a equipa não claudicou nem antes nem depois da partida disputada em Atenas.

 

Da mobilização nas bancadas. Estivemos 42.401 em Alvalade. Apoiando a equipa do princípio ao fim.

 

Da homenagem póstuma a Maria de Lourdes Borges de Castro. Um minuto de aplausos intensos, antes do apito inicial, à nossa sócia n.º 4, falecida há dias. Com 94 anos de vida e de associada.

 

De ver Cristiano Ronaldo hoje em Alvalade. O melhor jogador do mundo, adepto e sócio do Sporting, teve direito a um cântico das claques e ajudou a moralizar ainda mais a nossa equipa com a sua presença na tribuna.

 

Que o Sporting tenha de momento o melhor ataque do campeonato. Quinze golos marcados nestes seis jogos da Liga 2017/2018.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do resultado ao intervalo. Ganhávamos por 1-0, o que nos sabia a pouco.

 

De Iuri Medeiros. Decepcionante estreia a titular neste campeonato, para o lugar habitualmente ocupado por Gelson Martins. Podia e devia ter feito muito melhor. Aos 24', bem assistido por Bas Dost e sem oposição da muralha defensiva do Tondela, teve uma das melhores oportunidades do jogo. Mas desperdiçou-a atirando ao lado.

 

De Alan Ruiz. Fez um bom remate à baliza, aos 40', que o guarda-redes defendeu em esforço. Mas continua a faltar-lhe intensidade e velocidade. Não aproveitou a segunda oportunidade como titular da equipa que o treinador lhe concedeu.

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Foi complacente com o jogo duro e até violento do Tondela, nomeadamente com uma agressão a Alan Ruiz que merecia cartão vermelho e nem chegou a ser sancionada com falta. Fechou os olhos a múltiplas cargas sobre Acuña e Bruno Fernandes no limite da ameaça à integridade física dos nossos jogadores. E acabou por mostrar o primeiro cartão amarelo da partida, iam decorridos 74 minutos, precisamente a Bruno Fernandes - premiando assim, por contraste, o jogo faltoso da equipa beirã. Um critério disciplinar inaceitável.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa vitória em Atenas.  Derrotámos o Olympiacos, campeão grego, por 3-2. Desde 1973 que nenhuma equipa portuguesa triunfava fora de casa frente ao mais poderoso onze do futebol helénico.

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos 3-0, o que parecia abrir caminho para uma goleada. Hipótese gorada pela baixa de produção leonina no segundo tempo e pelos sucessivos falhanços de vários jogadores à boca da baliza.

 

Da entrada perfeita do Sporting neste jogo. Excedeu as nossas melhores expectativas: o primeiro golo foi marcado ao minuto 2 (por Doumbia), ampliámos a vantagem aos 13' (por Gelson Martins) e o terceiro surgiu aos 43' (por Bruno Fernandes). Prometia um resultado histórico, o que só não sucedeu devido às numerosas oportunidades perdidas.

 

Da aposta de Jorge Jesus em Doumbia. O treinador deixou Bas Dost no banco e fez entrar o marfinense como titular, tal como já sucedera em Bucareste, frente ao Steaua. Uma vez mais, provou estar certo. Doumbia marcou o primeiro, fez a assistência para o segundo, endossou uma bola em magníficas condições que Bruno Fernandes atirou ao poste e foi dele também o último passe para Gelson atirar à barra. Tudo no primeiro tempo. Saiu, quase esgotado, aos 63'. Com a satisfação de ter sido o melhor em campo.

 

Do nosso corredor central. Entendimento perfeito entre William Carvalho, Battaglia e Bruno Fernandes no controlo das operações: até parece que jogam juntos há muito tempo. Aqui esteve o segredo da nossa superioridade nesta partida.

 

De ver William com a braçadeira de capitão. Prova redobrada de confiança da equipa técnica no melhor médio defensivo português, felizmente ainda ao serviço do Sporting. Com a qualidade e a motivação de sempre, como hoje bem demonstrou.

 

De termos quebrado uma tradição recente. Desde Dezembro de 2008, quando derrotámos o Basileia na Suíça, não vencíamos um jogo fora de casa na fase de grupos da Champions.

 

Dos três pontos conquistados em Atenas. Tantos já obtidos como aqueles que totalizámos na época passada em toda a fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

 

 

Não gostei
 

 

De termos facilitado em excesso na segunda parte. Com uma vantagem folgada, os índices de concentração dos nossos jogadores baixaram muito. Foi um erro que se pagou caro, com golos sofridos aos 89' e no último minuto do tempo extra, já sem Doumbia, Gelson e Bruno Fernandes (o trio de marcadores esta noite), entretanto substituídos por Bas Dost, Bruno César e Ristovski.

 

Do festival de golos falhados. É incrível, mas aconteceu. Três bolas aos ferros da baliza grega - por Bruno Fernandes aos 18', Gelson aos 40' e Bas Dost aos 88'. E três golos quase feitos desperdiçados in extremis - por Doumbia (20'), Coates (22') e Bas Dost (88'). A goleada esteve quase a acontecer.

 

Dos cartões. Tivemos três jogadores amarelados: Battaglia, Bruno Fernandes e Bruno César. Os dois últimos devido a erros infantis - o primeiro por demorar a sair do campo, o segundo por protestos junto do árbitro. Comportamentos que se pagam caro na Champions.

 

De Rui Patrício. Estranhamente intranquilo durante quase toda a segunda parte, ofereceu a bola a um adversário em zona proibida aos 64': felizmente Mathieu salvou a situação. Fez más reposições, desperdiçando construções ofensivas, e deu a sensação de que podia ter feito melhor em qualquer dos golos sofridos.

 

De Jonathan Silva. Claramente o elemento mais fraco do nosso quarteto defensivo. Os dois lances de golo nascem do corredor dele.

 

Da substituição de Bruno Fernandes por Ristovski. Iam decorridos 87' quando Jesus fez estrear enfim o reforço macedónio, contratado para a lateral direita. Estranho foi que o mandasse actuar no centro do terreno, desequilibrando de alguma forma a equipa, quando tinha outras opções no banco - Petrovic e Alan Ruiz, por exemplo. Coincidência ou não, foi nesse período que sofremos os dois golos.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa vitória.  Muito sofrida, conseguida no último lance do jogo, de grande penalidade, quando já decorria o oitavo minuto do tempo extra. Vencemos o Feirense, equipa da casa, por 3-2. No mesmo estádio onde na época passada tínhamos perdido por 1-2.

  

De Bruno Fernandes. No dia em que festeja o 23.º aniversário, o nosso médio mais avançado voltou a fazer uma grande exibição, revelando-se o melhor jogador em campo. Foi ele a dar o primeiro sinal de perigo, com um fortíssimo remate defendido in extremis pelo guarda-redes, aos 47'. Foi ele também a marcar o canto de que nasce o nosso primeiro golo (62'). Foi ele ainda a marcar o segundo, com um primoroso chapéu, indefensável. Leva já quatro marcados no campeonato, como se fosse um ponta-de-lança.

 

De Coates. Primeiro golo do internacional uruguaio na Liga 2017/18. Desfez o nulo, que se arrastou tempo de mais, numa insistência à boca da baliza. E conseguiu a grande penalidade que nos valeu três pontos.

 

De Bas Dost. Fez uma partida discreta até ao último minuto, em que foi protagonista decisivo. Chamado a converter o penálti ao cair do pano, não vacilou. Cumpriu a missão e garantiu-nos a manutenção do comando no campeonato. É a segunda vez que decide desta forma mesmo à beira do fim do jogo.

 

Do regresso de William Carvalho. Um mês depois, o nosso médio defensivo mais cotado regressou ao onze titular. No final de uma semana em que viu o nome dele invocado até à exaustão, revelou o profissionalismo de sempre. Exibição de grande nível, para não variar. Foi dele o passe longo para a área do Feirense que nos permitiu ganhar o penálti e conquistar a vitória à beira do fim.

 

De ver Rui Patrício com a braçadeira de capitão. Merecida prova de confiança da equipa técnica no melhor guarda-redes do Campeonato da Europa 2016.

 

Do Feirense. Boa réplica da equipa de Santa Maria da Feira, que se apresentou bem organizada, a explorar com eficácia o contra-ataque, valorizando esta vitória leonina. A partida foi emotiva até ao fim, com uma segunda parte muito disputada em que se marcaram os cinco golos.

 

Que a sorte do jogo nos sorrisse. Será já a estrelinha de campeão a brilhar para nós?

 

Que continuemos no comando. Cinco jogos, cinco vitórias. A liderar o campeonato.

 

 

 

Não gostei
 

 

Da nossa primeira parte. Sem uma oportunidade de golo, o empate a zero manteve-se até ao intervalo. E o Feirense teve até duas hipóteses de marcar.

 

Do sofrimento nos últimos 20 minutos. Uma vez mais, não havia necessidade de tanto nervosismo. Com uma vantagem de dois golos, construída aos 64', o Sporting começou demasiado cedo a gerir o resultado, relaxando em excesso nesse período do jogo.

 

De termos encaixado dois golos. E vão três em dois jogos. A nossa consistência defensiva já não parece tão sólida como nas partidas iniciais.

 

Da lesão de Piccini. O italiano só durou 20 minutos em campo: saiu lesionado. Má notícia para a equipa, que jogará a primeira eliminatória da fase de grupos da Champions já na terça-feira: neste momento estamos sem laterais titulares.

 

Da ausência de Adrien. Primeiro jogo, após vários anos, com o nosso ex-capitão já fora do Sporting. Guardaremos sempre dele a imagem de um grande batalhador no meio-campo, forte e consistente, líder natural da equipa.

 

Da entrada tardia de Iuri Medeiros e Doumbia. O treinador retardou em excesso a entrada de reforços em campo com o jogo empatado 2-2. O português e o marfinense deviam ter aparecido bem mais cedo.

 

De Alan Ruiz. Tal como na época passada, tarda em mostrar fôlego e arte para merecer a convocatória. O treinador lançou-o em campo aos 24' e retirou-o aos 85', numa evidente punição pelo seu fraco desempenho. Lento e preso de movimentos, o argentino ficou muito aquém da dinâmica que a equipa exigia para se superiorizar ao Feirense de forma inequívoca.

Rescaldo do jogo de hoje

20170827_194153.jpg

 

 
Gostei
 
 

Da vitória.  Missão cumprida: mais três pontos amealhados, pela quarta jornada consecutiva. Uma vitória que prometia ser tão robusta como a anterior para o campeonato, frente ao V. Guimarães, mas que acabou por ser escassa hoje em casa contra o Estoril: 2-1. No entanto, o essencial foi feito. Seguimos no comando.

  

Da nossa primeira parte. Entrada em força da nossa equipa, com muita velocidade e dinâmica. o onze leonino apresentou-se muito organizado e com forte ligação entre os sectores, veloz e motivado. Aos 11 minutos já vencíamos por 2-0. E tivemos várias oportunidades para ampliar esta vantagem, que se manteve até aos 85'.

 

De Bruno Fernandes. Outra exibição soberba do nosso médio de ataque, coroada com um golo de fazer levantar o estádio na cobrança de um livre, iam decorridos 11'. Um golo de exemplar execução técnica - a ver e rever. Por isto e pela qualidade global da sua exibição, merece ser designado o melhor jogador que actuou hoje em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Fez novamente a diferença, começando a construir a vitória logo aos 3' com o golo que marcou - o seu terceiro nesta Liga 2017/2018. Destacou-se em vários outros lances, nomeadamente ao picar a bola para Piccini na jogada que deu origem ao golo invalidado do Sporting, já ao cair do pano.

 

De Acuña. Grande primeira parte do ala argentino, que deu show junto à linha, arrancando merecidos aplausos. Primorosa assistência para o primeiro golo. E vâo três apenas em quatro jogos.

 

De Matthieu. Outra partida irrepreensível do central francês. Tornou-se já um jogador determinante no onze titular do Sporting.

 

Da verdade desportiva. O final desta partida foi alucinante, com dois golos marcados já no tempo extra. Um para cada lado. Golos que o árbitro a princípio validou mas que acabaram por ser invalidados, suponho que por intervenção do vídeo-árbitro. Bem invalidados: em ambos os casos havia jogadores em fora de jogo. A verdade desportiva prevaleceu. Ainda bem.

 

De ver o estádio quase cheio. Com muita gente ainda em férias, hoje éramos 45.367 em Alvalade. A festa do futebol também se faz disto.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do primeiro golo sofrido neste campeonato. Aguentámos invictos até ao minuto 85 da quarta jornada.

 

Do sofrimento à beira do fim. A jogarmos em casa, a vencermos por dois golos de diferença desde o minuto 11, não havia necessidade de tanta incerteza e até alguma angústia naqueles minutos finais.

 

Da goleada esboçada mas não concretizada. Começámos a fazer a gestão do esforço cedo de mais. Podia ter dado mau resultado.

 

Das oportunidades perdidas. Podíamos ter ampliado a vantagem várias vezes ao longo desta partida. Por Coates (33'), Gelson Martins (45'), Bruno Fernandes (69'), Acuña (84') e Bas Dost (88' e 90'). E quem não marca arrisca-se a sofrer.

 

Da nossa segunda parte. Após uma entrada fortíssima do Sporting, e do claro domínio leonino durante todo o primeiro tempo, o treinador do Estoril respondeu bem ao intervalo fazendo duas substituições simultâneas. Com esta alteração conseguiu algum equilíbrio de forças enquanto o Sporting revelou uma certa apatia, incapaz de responder a esta alteração táctica da equipa adversária - única a marcar na etapa complementar do encontro.

 

Da entrada tardia de Iuri Medeiros. Era preciso refrescar a equipa, mas o treinador tardou demasiado a fazer a última substituição. Iuri só entrou aos 92'.

 

Dos assobios em Alvalade. Vencíamos ainda por 2-0, por volta do minuto 80, e já se escutavam vaias de espectadores impacientes por verem tanta retenção de bola e algum jogo mastigado. Alguns adeptos têm dificuldade em entender que nenhuma equipa pode jogar em pressão constante, muito menos logo após uma desgastante elminatória europeia.

 

Foto minha. esta tarde, em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da goleada em Bucareste.  Justíssimo triunfo do Sporting hoje na capital romena, frente ao Steaua: demos 5-1 à turma da casa. A nossa equipa demonstrou ser claramente superior, tanto em termos individuais como colectivos.

 

De somar dez golos em dois jogos. Segunda goleada consecutiva: depois dos cinco espetados ao V. Guimarães, no sábado, agora mais cinco ao Steaua.

 

Da nossa primeira vitória na Roménia. Nunca antes o Sporting tinha triunfado em estádios romenos. As tradições existem também para isto mesmo: para serem quebradas.

 

Da nossa entrada na partida. Primeiros 15 minutos de intensa dinâmica coroados com o nosso golo inaugural, apontado por Doumbia. Entrámos a mandar, bem instalados no corredor central, dominando nesse período, que foi de sentido único.

 

Do nosso ímpeto ofensivo. Dez remates à baliza ao longo de toda a partida. Uma estatística que demonstra bem a pressão leonina durante a maior parte deste jogo.

 

De Bruno Fernandes. Grande partida do médio ofensivo, para mim o melhor em campo. Com passes longos, fez assistências para dois golos (o segundo e o terceiro). Teve ainda intervenção no início da excelente jogada colectiva que resultou no nosso quinto.

 

De Bas Dost. Jorge Jesus lançou-o só aos 59', optando inicialmente por Doumbia. Mas o holandês não se deixou desmoralizar: aos 75', já estava a marcar. Apontando o quarto golo leonino, num rapidíssimo lance de contra-ataque. E com intervenção no quinto: é dele o remate inicial à baliza. Mantém a excelente média: quatro golos em quatro jogos oficiais nesta nova temporada.

 

De Gelson Martins. Primeira parte algo insípida do jovem internacional, de quem se espera sempre uma exibição superlativa. Mas soltou-se no período complementar, evidenciando os seus habituais atributos: velocidade, criatividade, capacidade de desequilíbrio. Marcou um golo, o terceiro, aos 64' coroando uma jogada de insistência que protagonizou no eixo do terreno. E assistiu Bas Dost no quarto.

 

Das estreias de Doumbia, Acuña e Battaglia a marcar em jogos oficiais pelo Sporting. Quem estava muito preocupado pela dependência da equipa face a Bas Dost em matéria de golos ficou certamente mais descansado. Doumbia foi o primeiro a rematar com êxito, aos 13'. Acuña marcou o segundo, aos 60'. Battaglia fechou a conta ao apontar o quinto, aos 88'.

 

De termos carimbado o passaporte para a Liga dos Campeões. Eliminatória de acesso cumprida com inegável êxito. E quase 15 milhões garantidos para os cofres de Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Que tivéssemos sofrido o primeiro golo. Ao quinto jogo oficial, as nossas redes foram enfim devassadas. Mas o balanço é claramente positivo: 13 marcados até ao momento e apenas um sofrido.  

 

Das facilidades consentidas pela nossa defesa no golo romeno. O Sporting tinha-se adiantado no marcador sete minutos antes quando o Steaua empatou, causando alguns calafrios aos adeptos leoninos. Não havia necessidade.

 

De Coates. O internacional uruguaio mostrou-se intranquilo, desconcentrado, errando passes, mostrando-se incapaz de fazer a diferença nas bolas paradas ofensivas e praticamente endossando a bola ao adversário no lance do golo solitário do Steaua. Esteve muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

Do empate que se registava ao intervalo. Resultado muito lisonjeiro para a equipa romena, que foi sempre inferior ao Sporting. Ainda demoraríamos um quarto de hora a desfazer esse impasse.

 

Da lesão de Adrien, forçado a sair aos 72'. Oxalá não seja grave. Nem prolongada.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória categórica em Guimarães.  Desde 2013 não vencíamos ali. Desta vez rompeu-se a tendência: ganhámos por 5-0 no estádio D. Afonso Henriques, com golos de Bruno Fernandes (2), Bas Dost (2) e Adrien. Primeira goleada da época numa partida que dominámos do princípio ao fim. E estivemos mais perto de marcar o sexto do que o V. Guimarães de marcar o primeiro.

 

Da dinâmica da nossa equipa. Entrámos em campo com muita intensidade, rapidez de movimentos e uma clara vontade de resolver a partida ainda antes do apito para o intervalo. Objectivo concretizado em pleno.

 

Da organização colectiva do Sporting. Aos 85' desenhámos aquela que foi provavelmente a melhor jogada do desafio, confirmando o excelente entrosamento dos nossos jogadores. Com Bruno Fernandes a iniciar o lance ofensivo, deixando a bola para Jonathan que a endossou a Gelson e este a centrar para Adrien, que remeteu a Iuri e este a devolvê-la ao capitão leonino, que fuzilou a baliza vimaranense. Futebol de ataque em estado puro.

 

De estarmos a ganhar por 3-0 antes da meia hora. Uma diferença folgada que nos permitiu gerir a vantagem e poupar algum esforço para a decisiva partida de quarta-feira, em Bucareste, frente ao Steaua.

 

De continurmos sem sofrer golos. Quatro jogos oficiais, com balanço muito positivo: oito golos marcados e nenhum sofrido. Sinal de robustez, maturidade e competência da nossa defesa.

 

De Bruno Fernandes. Autor de dois golos à meia-distância, o primeiro marcado logo aos 3', o outro quando iam decorridos 60'. E ainda rematou à barra, aos 80'. Fez toda a diferença, desbloqueando a partida nos minutos iniciais e revelando-se fulcral na manobra ofensiva do nosso corredor central ao preencher da melhor maneira o espaço entre linhas. Foi a grande figura deste desafio, preponderante na construção do jogo leonino.

 

De Bas Dost. O holandês pôs fim ao breve jejum voltando aos golos. Marcando primeiro de cabeça, na sequência de um livre, aos 21', e pouco depois de pé direito, assistido por Fábio Coentrão, aos 24'. Grande eficácia do nosso ponta-de-lança, que retoma a média de golos da época passada: à terceira ronda, leva três marcados.

 

De Fábio Coentrão. Melhor partida do lateral esquerdo desde que veste a camisola verde e branca. Sempre em jogo, sempre acutilante, subindo sem complexos no terreno. Foi ele a sofrer a falta que originou o livre de que resultaria o nosso segundo golo. Foi ele a assistir Bas Dost para o terceiro.

 

 

Não gostei

 

Do V. Guimarães. Não parecia a equipa que há três anos nos derrotou em casa por 3-0. Nem a que conseguiu empatar 3-3 (embora com um golo mal validado) na época passada. Nem sequer aquela que nos venceu 3-0 em Rio Maior, durante a pré-temporada. Há nove anos que o V. Guimarães não sofria uma derrota tão pesada no seu estádio. Absolutamente irreconhecível.

 

Das oportunidades de golo desperdiçadas. Marcámos cinco, mas ficaram mais alguns por marcar. Registei, por exemplo, falhanços de Acuña aos 56' e de Iuri Medeiros aos 79' - ambos em posição frontal, a escassos metros da baliza.

 

De Piccini. Quase ofereceu um golo de bandeja ao Vitória com um atraso disparatado a Rui Patrício, aos 57'. Foi o elemento com prestação menos positiva num onze quase sem falhas.

 

Da lesão de Mathieu. O central francês, novamente com uma grande exibição, viu-se forçado a sair aos 84', dando lugar a André Pinto - finalmente em estreia oficial pelo Sporting. Oxalá recupere a tempo do jogo de Bucareste.

 

De ver os adeptos vimaranenses atirarem garrafas de água a Coentrão. Atitude inadmissível por parte de uma massa associativa que o país futebolístico se habituou a respeitar.

Rescaldo do jogo de ontem

20170811_222049.jpg

 

 

Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite em Alvalade.  Vitória sofrida mas mais que merecida da nossa equipa nesta estreia em casa, por 1-0, frente ao V. Setúbal. O golo tangencial, marcado por Bas Dost a quatro minutos do fim, foi recebido no estádio com um imenso suspiro de alívio. O essencial estava conseguido: outra etapa superada, continuamos na frente.

 

Do segundo jogo consecutivo sem sofrermos golos. Nem na Vila das Aves, há uma semana, nem desta vez em Alvalade: o nosso reduto defensivo parece ser a componente da equipa que mais melhorou em comparação com a última época. Mudança crucial: nenhum clube conquista o título sem uma defesa sólida.

 

Dos primeiros 20 minutos, de alta rotação leonina. Verdadeira entrada de Leão, com intensa pressão do Sporting sobre o V. Setúbal, que permaneceu confinado ao seu meio-campo. Com Piccini e Gelson Martins pela direita, Acuña à esquerda e Podence entre o eixo e a ala direita, em constantes trocas posicionais, construímos pelo menos três lances que poderiam ter dado golo: aos 2' (Dost permitiu defesa), 7' (Acuña rematou ao lado) e 8' (Gelson atirou sobre a baliza).

 

De Bas Dost. Podia ter marcado muito mais cedo. Logo aos 2', após soberbo cruzamento de Podence. E de cabeça aos 54', na sequência de um canto, quando se elevou bem mas permitiu a defesa do guardião sadino. Mas nunca desistiu. Foi ele que sofreu o penálti e marcou o respectivo castigo, levando o Sporting à vitória, aos 86'. Golo inaugural do holandês neste campeonato. O primeiro de muitos, assim esperamos.

 

De Acuña. Continua a dar boas provas, conquistando os adeptos. Hoje voltou a fazer uma exibição muito positiva, sobretudo nos lances de bola parada, que saem quase sempre com perigo dos seus pés. Só lhe faltou acertar mais a pontaria na hora de rematar à baliza.

 

De Mathieu. Partida perfeita do internacional francês, que se afirma como um valor seguro no nosso eixo defensivo. Ao ponto de parecer já que faz parceria há longo tempo com Coates, seu companheiro naquela zona do terreno. Confiante, veloz, jogando sempre de cabeça levantada, transportou bem a bola a partir da defesa, abriu linhas de passe no momento ofensivo e nunca deixou desguarnecido o seu reduto, fazendo cortes oportunos aos 42', 67' e 78'. E aos 63' quase marcou, num pontapé acrobático, à ponta de lança. Voto nele para melhor em campo.

 

Do nosso banco. Ao contrário do que sucedeu há um ano, desta vez temos mesmo reforços. E a equipa não quebra o rendimento no momento de ocorrerem as substituições, como ficou bem patente neste jogo, sobretudo quando Jorge Jesus mandou trocar Podence por Doumbia e Adrien por Bruno Fernandes. Sem quebra de qualidade.

 

Do excelente ambiente no estádio. Éramos 42.215 em Alvalade, quase todos a puxar pelo Sporting. Atmosfera festiva de um sportinguismo sempre renovado, sem desfalecimentos, época após época. Nunca deixamos de acreditar na nossa equipa.

 

 

Não gostei

 

Do 0-0 ao intervalo. Tantas oportunidades desperdiçadas começavam a exasperar os espectadores. Ao ponto de alguns jogadores, como Jonathan Silva, começarem a ser assobiados por alegada lentidão de processos em campo. Não havia necessidade de tanto sofrimento. E os assobios eram dispensáveis.

 

Que o empate a zero só fosse quebrado a quatro minutos do fim. Ao contrário da jornada anterior, em que o golo surgiu cedo, desta vez a espera foi muito mais longa. Alguns adeptos já desesperavam.

 

Das oportunidades de golo desperdiçadas. Bas Dost (2' e 54'), Acuña (7' e 22'), Gelson Martins (22'), Adrien (46'), Mathieu (63') e Doumbia (66', 68' e 77'). Em alta competição não pode haver tanto desperdício.

 

Do abuso das acções ofensivas pela ala direita. Durante quase uma hora, a construção iniciava-se sempre da mesma maneira: passe de Rui Patrício para Piccini, o lateral direito a transportar a bola e a endossá-la a Gelson Martins, esperando toda a equipa que o médio-ala desequilibrasse com classe e centrasse com perigo. Tudo demasiado previsível e relativamente fácil de anular.

 

Do jogo inofensivo do V. Setúbal. A equipa treinada por José Couceiro apenas se preocupou em defender, colocando quase sempre todos os jogadores atrás da linha da bola. E não fez um ataque bem construído do princípio ao fim da partida.

 

Da ausência de William Carvalho. O nosso médio defensivo nem no banco se sentou: viu o jogo da bancada. Não para ser poupado para o jogo de terça frente ao Steaua de Bucareste, pois estará fora dessa partida para cumprir um castigo. Esta opção de Jesus indicia que William estará prestes a sair para o campeonato inglês. O Sporting vai ressentir-se: ele foi até agora um pilar indiscutível da nossa equipa.

 

Foto minha, tirada esta noite em Alvalade

Rescaldo do jogo de hoje

P2LBFLOE.jpg

 

 

Gostei

 

De começar o campeonato a vencer.  Triunfo sem discussão do Sporting por 2-0 no campo do Desportivo das Aves, recém-promovido ao escalão principal do futebol português. Missão cumprida, que nos coloca a encabeçar a Liga nesta ronda inaugural.

 

De Gelson Martins. Nova época com o talento de sempre. O extremo da nossa formação foi o melhor campo. Marcou os dois golos, aos 23' e aos 75', exibindo as qualidades a que nos habituou.

 

De Acuña. Em estreia absoluta nas competições oficiais portuguesas, o argentino foi um poço de energia, conduzindo sucessivos raides ofensivos pela ala esquerda. Foi dele a assistência para o primeiro golo. E esteve quase a marcar num par de ocasiões, nomeadamente no minuto inicial da segunda parte, quando fez embater a bola na barra.

 

De Coates. Foi um bastião da defesa leonina. Sempre atento e concentrado, comandando as operações no seu sector. E protagonizando também incursões com a bola controlada, pondo o Aves em sentido. Exibição muito positiva.

 

Da dupla William-Adrien. Ao contrário do que muitos vaticinavam, os dois pilares do onze titular leonino - e da selecção nacional - iniciaram a Liga 2017/2018. O que contribuiu para dar muita confiança aos adeptos e aos próprios colegas em campo: a dinâmica que ambos desenvolvem no eixo do terreno, sobretudo em construção ofensiva, é fundamental para a organização colectiva da equipa.

 

De termos começado sem sofrer golos. O maior sinal de alarme durante a pré-época foi o grande número de golos consentidos pela nossa defesa, em grande parte remodelada para a nova temporada. Hoje o Sporting exibiu boa consistência defensiva, parecendo afastar esses receios.

 

Da vitória tranquila. A vencer desde o minuto 23, e sempre com maior posse de bola, a turma leonina nunca deu indícios de perder o controlo do jogo. Isto ajudou a sossegar os adeptos durante o resto da partida.

 

Da estreia de cinco titulares. Cinco dos dez reforços do Sporting para esta temporada alinharam de início: Piccini, Mathieu, Coentrão, Acuña e Bruno Fernandes. Oportunidade para se mostrarem não apenas aos adeptos leoninos mas a todos os portugueses que gostam de acompanhar o futebol.

 

Da correcção disciplinar. Partida sem casos. O árbitro Tiago Martins teve apenas de mostrar um cartão amarelo, já perto do fim do desafio, a um jogador do Aves.

 

 

Não gostei

 

De ver Bruno Fernandes jogar como segundo avançado. O médio central pareceu sempre desposicionado jogando à frente de Adrien e nas costas de Bas Dost. Aquela posição em que o treinador o colocou não é, claramente, aquela em que melhor rende. Passou praticamente ao lado do jogo. Falhou um golo quase feito à boca da baliza..

 

De ver Bas Dost em branco. O holandês podia ter marcado aos 90', beneficiando de um soberbo passe de Podence. Mas perdeu ângulo de remate e a jogada perdeu-se.

 

Que estivéssemos a ganhar apenas por 1-0 ao intervalo. Números demasiado escassos: Bruno Fernandes (aos 19') e Acuña (aos 21') andaram perto do golo, mas sem conseguir.

 

De dois lapsos defensivos de Piccini. Perdas de bola que originaram contra-ataques perigosos do Aves. Felizmente Rui Patrício estava atento.

 

Da troca de Coentrão por Jonathan Silva a 30 segundos do fim. Substituição incompreensível, já no termo do tempo extra. O argentino não chegou a tocar na bola.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da despedida do campeonato com uma goleada.  Três jornadas depois, ao cair o pano na Liga 2016/17, o Sporting venceu o Chaves por 4-1 em Alvalade. Terceira goleada da época. À partida, esperávamos bastante mais. Mas pelo menos terminámos bem.

 

De Bas Dost. Terceiro hat trick do holandês nesta Liga, somando 34 golos. Mais sete do que Slimani na época passada. Há 15 anos, desde Jardel em 2002, que o Sporting não tinha nenhum jogador a marcar mais de 30 golos num campeonato. Hoje foram mais três - dois dos quais de grande penalidade, confirmando que o holandês se tornou também um exímio marcador do castigo máximo. Só à sua conta, facturou metade do total de golos da equipa na Liga 2016/17. Uma vez mais, foi ele o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Outra grande exibição do nosso ala direito, que não se movimentou apenas nos terrenos mais adiantados: apoiou sempre a equipa nas manobras defensivas. Confirmou-se como o rei das assistências da turma leonina: foram dez, a última das quais hoje, assistindo Matheus Pereira para o terceiro golo.

 

De Beto. Hoje titular, substituindo Rui Patrício, confirmou que é um valor seguro entre os postes. Duas grandes defesas, aos 75' e aos 84', impediram golos do Chaves.

 

De Matheus Pereira. Estreou-se a marcar no último jogo da Liga, confirmando que o técnico pode contar com ele para a próxima temporada. Foi também ele a apontar o canto de que resultou o nosso segundo golo. Influente na dinâmica da equipa, foi um dos melhores em campo.

 

De Gelson Dala. O jovem angolano que tem brilhado no Sporting B estreou-se hoje na equipa principal. Só entrou à beira do fim, já no minuto 90, mas foi incentivado com calorosos e merecidos aplausos.

 

De ver o Sporting actuar com nove jogadores da formação. Beto, Esgaio, Rúben Semedo, Palhinha, Adrien, Gelson Martins, Matheus Pereira e Podence foram titulares. Francisco Geraldes entrou aos 69', substituindo Podence. Ficou demonstrado, mais uma vez, que a equipa nada perde se apostar na cantera leonina, antes pelo contrário.

 

Da homenagem às leoas. As campeãs nacionais de futebol feminino foram as estrelas do intervalo, quando o estádio lhes tributou uma sonora e justificada ovação.

 

Do apoio do público. Mesmo com duas derrotas nas jornadas anteriores, frente ao Belenenses e ao Feirense, esta noite compareceram 32.457 espectadores em Alvalade. Do princípio ao fim do campeonato, nunca faltou o apoio das bancadas à equipa.

 

 

Não gostei

 

Dos assobios a alguns jogadores. Em certos momentos, o público vaiou elementos da equipa, como Jefferson e Rúben Semedo. Não havia necessidade.

 

De termos chegado ao fim na terceira posição, só com 70 pontos na Liga. Menos 16 do que na época passada. Menos 11 golos marcados (foram 79 na Liga 2015/16) e mais 15 sofridos (vimos desta vez a bola entrar 36 vezes na nossa baliza). E a 12 pontos da equipa que conquistou o título. Tudo muito abaixo do que desejávamos quando ocorreu o pontapé de saída deste campeonato que não nos deixa saudades.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do resultado.  Deslocação deprimente a Vila da Feira. Trazemos de lá uma derrota por 1-2. A segunda consecutiva num campeonato onde já somámos seis.

 

Da exibição. Sofrível, sem capacidade de virar o resultado, sem espírito leonino. Muita posse de bola (69%) mas quase sempre inconsequente. E vários jogadores actuando já no limite das forças - incluindo Adrien, Bruno César e William Carvalho.

 

De mais três pontos perdidos. Vinte desperdiçados em desafios fora de casa neste campeonato.

 

De mais dois golos sofridos de bola parada. E vão cinco em dois jogos consecutivos. Nenhuma equipa verdadeiramente grande vacila tanto nestas ocasiões.

 

De Rúben Semedo. Alinhou hoje como titular, rendendo Paulo Oliveira. Mas fez uma exibição para esquecer, cometendo um penálti totalmente desnecessário aos 68' que viria a proporcionar o golo da vitória ao Feirense. E podia ter visto o cartão vermelho, que o árbitro Vasco Santos lhe perdoou neste lance.

 

Que Gelson Dala não tivesse saltado do banco. Nem com o Sporting a perder desde o minuto 69 Jorge Jesus mandou entrar o avançado angolano, que nesta época já se distinguiu ao serviço do Sporting B, marcando 12 golos em 16 jogos. Espantosamente, ou talvez não, o treinador leonino nem sequer se deu ao incómodo de esgotar as substituições.

 

De ver Bas Dost novamente em branco. O holandês só esteve em evidência no lance do nosso golo, em que um seu cabeceamento dentro da área funcionou como assistência para Gelson Martins.

 

De ver Jesus a gritar e esbracejar junto à linha. Se berros de treinador vencessem campeonatos, o Sporting teria sido campeão com larga vantagem nesta Liga 2016/17.

 

 

Gostei

 

Da equipa do Feirense. Competente, bem organizada, venceu pela primeira vez uma equipa chamada grande. Triunfo merecido.

 

Do regresso de Gelson Martins. Foi novamente o melhor jogador do Sporting: um golo marcado, logo aos 19', e uma bola disparada à barra e à trave que aos 73' poderia ter dado o golo do empate que nos fugiu.

 

De Jefferson. Boa partida do brasileiro, que regressou à titularidade e correspondeu. Em velocidade, cruzamentos bem colocados (63' e 90'+3', por exemplo) e até na qualidade dos seus lançamentos laterais. Um deles esteve na origem do nosso golo.

 

De termos garantido o terceiro lugar na classificação final. Não por mérito próprio nestas últimas duas jornadas, mas devido à goleada sofrida pelo V. Guimarães no estádio da Luz. Escreveu-se direito por linhas tortas: ganhámos assim o acesso ao play off da Liga dos Campeões.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Da derrota em Alvalade, por 1-3, de um Sporting irreconhecível frente ao Belenenses.  Falhou tudo nos jogadores comandados por Jorge Jesus: energia, criatividade, talento, velocidade, ousadia, atitude, firmeza, vontade. Parabéns pela vitória à equipa liderada por Domingos Paciência. Há 62 anos que a turma de Belém não vencia no nosso estádio.

 

Do desempenho dos jogadores. De nenhum. O menos mau foi Bruno César por ter marcado o nosso golo solitário, aproveitando com felicidade um ressalto, "assistido" pela trave.

 

Da nossa defesa. Um susto, sobretudo na segunda metade do tempo complementar. A quantidade de vezes que é batida em lances de bola parada perante equipas que até parecem inofensivas, como foi hoje o caso, põe os nervos em franja ao mais calmo dos adeptos.

 

Do nosso ataque. Toda a primeira parte sem um só remate à baliza. Mesmo com um público entusiasta, que acorreu em grande número a Alvalade aproveitando o sol matutino (o jogo começou às 11.45) e o facto de ser dia das Mulheres com Garra, já com tradição leonina. O primeiro remate aconteceu só aos 52',na marcação do nosso único golo. E mesmo assim com bastante sorte à mistura. Fica quase tudo dito sobre o paupérrimo desempenho da linha atacante do Sporting.

 

Da nossa incapacidade de aproveitar as oportunidades. O FC Porto tinha cedido mais um empate, na véspera. Tínhamos uma hipótese soberana de encurtar distância em relação ao periclitante segundo lugar portista - afinal ficámos ainda mais longe dessa posição. Como se o treinador Jorge Jesus e os jogadores quisessem associar-se à celebração antecipada do título benfiquista.

 

Das ausências de Gelson Martins, Podence e Alan Ruiz - os primeiros por castigos, o último por lesão. Confirma-se: há mesmo jogadores insubstituíveis. Gelson acima de todos. Alguém tinha dúvidas?

 

Das substituições. Jesus mexeu mal na equipa - e mexeu mal, alterando o dispositivo táctico. Se até esse momento (em 4-3-3) o fio de jogo do Sporting era débil, a partir daí (em 4-4-2) tornou-se num desastre. Numa espécie de salve-se quem puder.

 

De Castaignos. Tinha pensado não destacar pela negativa nenhum jogador, pois foram todos maus, mas não resisto: quem foi o responsável pela contratação desta abécula anunciada como "reforço do nosso ataque" e que termina a época sem conseguir fazer sequer meio-golo? Hoje este holandês ainda conseguiu o prodígio de colocar em jogo um elemento adversário, possibilitando-lhe a marcação do terceiro golo azul.

 

 

Gostei

 

Da alegria das nossas jogadoras de râguebi, celebrando ao intervalo, no relvado, a conquista de um troféu. E foi só.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da justa vitória leonina em Braga.  Num campo tradicionalmente difícil para outras equipas, embora não para a nossa, o Sporting honrou os pergaminhos ao triunfar na Cidade dos Arcebispos. Por 3-2, numa partida em que os bracarenses venciam por 1-0 ao intervalo

 

De Bas Dost. Segundo hat trick do holandês nesta Liga, em que soma 31 golos. Só menos dois do que Messi na corrida que ambos mantêm para a disputa do título de melhor marcador do futebol europeu. Três golos decisivos - o primeiro marcado de grande penalidade, aos 50'; o segundo de cabeça, superando a oposição de dois defesas adversários, aos 75'; o terceiro também de cabeça, numa elevação perfeita, aos 84'. Soma e segue: naturalmente, foi o melhor em campo.

 

De Gelson Martins. Voltou a dar nas vistas, desde os primeiros minutos de jogo, com velozes arrancadas pelo seu flanco. Suscitou grandes defesas de Marafona aos 3' e 4'. Podia ter marcado aos 37'. Foi ele a conquistar a grande penalidade aos 49' de que viria a resultar o nosso primeiro golo. E ainda participou na construção do terceiro. Terminou o jogo esgotado, mas certamente com a sensação do dever cumprido.

 

De Podence. Entrou cedo, aos 28', por lesão de Alan Ruiz. E voltou a demonstrar que merece ser titular nesta equipa. Muito melhor do que o argentino, deu profundidade e velocidade ao jogo, criando sucessivos desequilíbrios. Menos de dois minutos depois de ter entrado, já estava a conquistar um penálti, que Adrien viria a desperdiçar. Sempre muito bem colocado entre linhas, protagonizou excelentes lances aos 37', 47' e 53'. Grande remate aos 62'.

 

Da segunda volta do Sporting no campeonato. Levamos 12 jogos invictos - com dez vitórias e apenas dois empates. Mais significativo ainda: este foi o nosso quinto triunfo consecutivo fora de casa.

 

Da homenagem da equipa a Virgolino de Jesus. Os jogadores tinham prometido ao técnico que tudo fariam para conseguir em Braga uma vitória a dedicar ao pai de Jorge Jesus, falecido na quinta-feira, aos 92 anos. Promessa cumprida: não apenas pelo triunfo alcançado mas também pela qualidade da nossa exibição na capital minhota, sempre com boa circulação de bola e um fluxo ofensivo quase ininterrupto.

 

Da "vingança" da primeira volta. Com Abel Ferreira temporariamente ao leme do Braga, esta equipa foi vencer a Alvalade na primeira volta. Agora com o mesmo treinador de regresso ao banco bracarense, já com carácter definitivo (embora com o presidente António Salvador nova dança de treinadores seja um cenário sempre a considerar), a sua estrelinha parece ter-se apagado.

 

Da confirmação do nosso terceiro lugar em 2016/17. Está garantido o acesso ao play off da Liga dos Campeões.

 

Da arbitragem de Nuno Almeida. Merece elogio por contrastar claramente com várias outras a que temos assistido ao longo da época.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Alan Ruiz. Ocorreu ainda numa fase inicial do encontro, no minuto 25, e parece ter sido grave. Má notícia para o jogador. E para a equipa.

 

Do penálti falhado por Adrien. O Sporting perdia 0-1. Corria o minuto 31' quando Podence conquista uma grande penalidade. Jorge Jesus queria que fosse Bas Dost a convertê-la, mas acabou por ser Adrien. Que atirou para fora. É pelo menos a quarta vez que os nossos jogadores falham penáltis nesta temporada. Um número excessivo.

 

Da nossa defesa. Apanhada em contrapé em três ocasiões (numa delas resultando um golo anulado por fora de jogo), foi claramente o elo mais fraco da equipa. Marvin é batido nos dois golos, iniciados no seu corredor, e Paulo Oliveira falha o corte aos 79', facilitando o segundo bracarense. Levamos 30 golos sofridos: nenhuma equipa consegue ser campeã com números destes.

 

De Bruno César. Segundo jogo consecutivo de eclipse do brasileiro, que voltou a pecar por falta de protagonismo. Parece demasiado ansioso e desgastado, o que o torna pouco consistente.

 

De Bryan Ruiz. Confirma-se: deixou de ser titular, o que facilmente se compreende. Hoje entrou só aos 69', substituindo Bruno César. Na primeira vez em que tocou na bola, enrolou-se em dribles e atirou frouxo para fora. Na segunda, a meio-campo, foi facilmente desarmado. Com ele em campo, passámos a jogar só com dez.

 

Que Gelson e Podence tenham visto os quintos amarelos. Por acumulação de cartões, ficarão de fora no próximo desafio.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do dérbi. Jogo emotivo, muito disputado, cheio de intensidade, com posse de bola repartida e resultado em aberto até ao fim. Eis a verdadeira festa do futebol.

 

Da atitude dos nossos jogadores em campo.  O Sporting entrou muito bem e já estava a vencer aos 5'. Quase toda a equipa não poupou esforços nem energias. Vários jogadores terminaram esgotados este clássico lisboeta.

 

De Adrien. Marcador do golo leonino, de grande penalidade. Chamado a converter o penálti, fê-lo da melhor maneira. Durante todo o resto do jogo foi ele quem mais puxou pela equipa, ganhando segundas bolas, abrindo linhas de passe e nunca desistindo de lance algum. E condicionou muito a acção de Pizzi. Destaco-o como o melhor em campo.

 

De Coates. Grande partida do internacional uruguaio, sempre muito concentrado, sem um só deslize, antecipando-se sempre aos adversários. Voltou a demonstrar que é o líder absoluto da defesa leonina.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, protagonizou os melhores pormenores técnicos do onze leonino. Fez várias incursões com sucesso pelo seu flanco, concluídas com centros infelizmente desperdiçados pelos seus colegas. Mereciam melhor conclusão.

 

De Paulo Oliveira. Surgiu hoje como titular, substituindo Rúben Semedo. Sólido, seguro, ágil, acorreu sempre com eficácia às dobras na ala esquerda, apesar de não ser a zona do terreno onde se movimenta com mais confiança. Nota muito positiva.

 

De alguns jogadores adversários. Boa exibição de Pizzi, que desta vez resistiu a jogar com as mãos, e de Lindelof, que marcou um grande golo de livre directo sem a menor hipótese de defesa para Rui Patrício. Concretizando a única hipótese real de marcar alcançada pela sua equipa neste dérbi.

 

Do apoio dos adeptos. Estádio cheio, com 48.765 espectadores. Ambiente vibrante e entusiástico, na linha dos grandes clássicos, e sem qualquer esmorecimento por parte das hostes leoninas.

 

De ver tanta gente satisfeita. Até teve graça ver os adeptos do SLB festejarem efusivamente o pontinho conseguido em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do empate (1-1). Tivemos mais oportunidades de golo e não soubemos aproveitá-las. O resultado, perante o nosso mais velho rival, deixa-nos insatisfeitos.

 

De Alan Ruiz. Esteve muito apagado, sem a dinâmica nem o acerto de passe a que vinha habituando os adeptos nos últimos jogos. Fez uma falta desnecessária e absurda da qual resultou o livre que daria o único golo do Benfica.

 

De Bryan Ruiz. Jorge Jesus deixou-o fora do onze titular. Entrou só aos 65', substituindo Alan Ruiz, mas não teve qualquer influência no desempenho colectivo do Sporting. Lento, hesitante, preso de movimentos, continua a ser uma sombra do que já foi.

 

Dos nossos laterais. Como vem sendo costume.

 

De ver Bas Dost desta  vez em branco. Conquistou um penálti logo aos 4', mas não foi ele a marcá-lo: Adrien encarregou-se dessa missão, com sucesso. O holandês podia ter marcado aos 48', mas cabeceou por cima, e também aos 53', mas a bola saiu ao lado.

 

Das substituições tardias. O treinador demorou demasiado a refrescar a equipa, numa altura em que já era evidente o esgotamento de vários jogadores. Podence entrou tarde para render Bruno César, só aos 80'. Campbell entrou ainda mais tarde, para substituir o extenuado Gelson Martins: apenas aos 88'.

 

Do regresso de Carrillo a Alvalade. O peruano ficou fora da opção inicial do treinador encarnado, que só o fez entrar quase no fim do jogo. Com ele, o Benfica passou a jogar com dez: nulidade absoluta.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da nossa vitória em Setúbal, por 3-0.  Confirma-se: estamos a atravessar o melhor período da temporada. Com cinco triunfos consecutivos e nove desafios seguidos sem derrotas (25 pontos alcançados em 27 possíveis). Perante uma equipa que na Liga 2016/17 retirou cinco pontos ao SLB e quatro ao FCP.

 

De Bas Dost. O nosso ponta-de-lança marcou o terceiro golo - o seu 28.º neste campeonato. Suplantou já a marca de Slimani na Liga 2015/16 e está de momento isolado na corrida à Bota de Ouro. Muito bem posicionado, portanto, para conquistar o título de melhor artilheiro do futebol europeu.

 

De Bruno César. Outra grande partida do brasileiro, que hoje foi o melhor em campo. Partiu dele o cruzamento para o nosso golo inicial, logo aos 20'. Também foi ele a marcar o canto que originou o segundo golo, aos 55'. Infatigável, actuou em duas posições na ala esquerda e nunca deixou de disputar a bola.

 

De Alan Ruiz. Protagonizou o melhor momento do encontro do Bonfim, ao fazer um espectacular passe de trivela para Bas Dost, que só precisou de encostar o pé à bola, encaminhando-a para a baliza (61'). O argentino confirma-se como um imprescindível no onze titular do Sporting.

 

De Gelson Martins. Foi ele a desatar o nó, aos 20', quando o V. Setúbal tinha a partida equilibrada. Aproveitando um deslize da defensiva sadina, foi rapidíssimo ao movimentar-se na grande área, marcando o primeiro golo do Sporting. Protagonizou outros momentos de qualidade, como já nos habituou, neste regresso à titularidade após breve lesão.

 

De William Carvalho. É um dos elementos nucleares da nossa equipa, assumindo-se como pêndulo do meio-campo, onde consegue ganhar todos os confrontos individuais. Também muito eficaz na recuperação de bolas, viu o seu bom desempenho premiado com um golo de cabeça na sequência de um canto. O seu segundo golo neste campeonato.

 

Da nossa defesa. Mais um jogo sem sofrermos golos.

 

Do apoio dos adeptos. A equipa foi incentivada do princípio ao fim pelo entusiástico coro dos sportinguistas que compareceram nas bancadas do Bonfim.

 

Do teste superado. Bom ensaio geral para o próximo desafio - o do dérbi do dia 22 em Alvalade, que pode ser decisivo para o desfecho do campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do cartão amarelo exibido a Marvin. Um lance de contacto junto à linha, semelhante a dezenas de outros, serviu de pretexto para o árbitro deixar o holandês fora da partida com o SLB. Manifestamente exagerado, este cartão. Aliás, aos 32' já tínhamos os dois laterais amarelados: pouco antes sucedera o mesmo a Schelotto numa jogada semelhante. Se vestissem ambos de encarnado e se chamassem Pizzi ou Samaris, nenhum deles teria visto o amarelo.

 

De Bryan Ruiz. Desta vez Jorge Jesus deixou-o de fora do onze titular, numa clara demonstração da perda de influência do costarriquenho, desligado da dinâmica colectiva da equipa. Lançado na partida aos 62', substituindo Gelson Martins, o n.º 10 falhou o golo quase à boca da baliza, após excelente passe de Podence (79'). Já no período extra, perdeu-se em dribles na grande área, acabando por endossar a bola à defensiva setubalense.

 

Que o nosso primeiro canto tivesse sido só aos 55'. Felizmente recuperámos o tempo perdido: esse canto deu em golo.

 

Que não tivéssemos igualado o resultado da época anterior. Há um ano, o Sporting foi ao Bonfim vencer por 6-0, na estreia de Bruno César como Leão. Desta vez parámos a um curto passo da goleada, talvez para evitar um desgaste suplementar na jogada que antecede o dérbi lisboeta. O SLB que se cuide.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Da goleada.  Derrotámos o Boavista por 4-0, com 2-0 ao intervalo, num jogo em que a superioridade leonina foi indiscutível e manifesta do princípio ao fim. Primeira goleada em casa nesta temporada 2016/17: mais vale tarde que nunca.

 

Da atitude da equipa. Nós, os adeptos que nos deslocámos esta noite a Alvalade, tivemos finalmente direito a 90 minutos de futebol de grande nível, com um caudal ofensivo constante e exibições muito positivas de quase todos os jogadores. Já era tempo.

 

De Bas Dost. O holandês acaba de igualar a marca de Slimani ao longo de todo o campeonato anterior, igualando também os 27 golos que Lionel Messi tem de momento marcados pelo Barcelona, o que o coloca em excelente posição na corrida à Bota de Ouro europeia. Tudo isto em 25 jogos disputados na Liga 2016/17 - à média de mais de um golo por partida. Hoje foram mais três - aos 29', 48' e 63', o segundo dos quais na conversão de uma grande penalidade. Foi, sem dúvida, a grande figura do jogo.

 

Do cântico a Bas Dost. O nosso ponta-de-lança bem justifica já ter cântico próprio, desta vez entoado por três vezes de forma bem sonora em todo o estádio.

 

De Bruno César. Grande partida do médio brasileiro, fundamental na construção desta goleada. Fez duas assistências para golo aos 29' e aos 63', e foi ele ainda a sofrer o penálti de que resultaria o nosso segundo golo. Ficou hoje definitivamente provado que é um desperdício colocá-lo a jogar como lateral esquerdo. É no meio-campo, descaído sobre a ala esquerda, que ele rende mais e melhor.

 

De Alan Ruiz. O jovem argentino assume cada vez mais influência no onze titular do Sporting. Neste jogo foi ele a abrir o marcador, com um potente remate logo aos 20'. Destacou-se pela precisão do passe e pela capacidade de disparar à baliza na posição em que melhor rende, à meia-distância. Ninguém já duvida hoje que foi um bom reforço para o plantel leonino.

 

De ver Podence a titular. Boa exibição do jovem avançado, que levou sempre perigo à grande área do Boavista. O primeiro golo nasce de uma acção sua, ao recuperar a bola no meio-campo. Isolado, podia ter marcado aos 35': optou por oferecer o golo a Bryan Ruiz, tendo-se desperdiçado assim uma oportunidade para ampliarmos a vantagem no primeiro tempo, quando já vencíamos por 2-0. Podia ter voltado a marcar aos 70', de fora da área: a bola rasou a trave.

 

Do regresso de Adrien. Recuperado da lesão, o nosso capitão recebeu uma calorosa e expressiva ovação ao entrar em campo, aos 63'. Vamos contar com ele para o dérbi do dia 22, também em Alvalade.

 

Da oportunidade dada a Francisco Geraldes. O jovem da nossa formação entrou ao minuto 77, substituindo Podence. Vai ganhando assim rodagem na equipa principal, onde dentro de alguns meses já poderá ser um dos pilares. O público gostou desta opção do treinador, bem sublinhada com aplausos.

 

Da fase actual do Sporting. Atravessamos a melhor série desta temporada, com sete vitórias e um empate nos últimos oito jogos. Com 19 golos marcados e só cinco sofridos. Merece registo.

 

Da diversidade de soluções na equipa. Hoje goleámos o Boavista mesmo sem Adrien nem Gelson Martins no onze titular. Prova de que o nosso banco tem qualidade.

 

Do entusiasmo no estádio. Esta noite estivemos 42.822 em Alvalade. E gostámos muito do que vimos.

 

 

Não gostei

 

Da lesão de Gelson Martins. Tocado numa coxa, o jovem internacional ficou fora da equipa por precaução. Esperamos que regresse sem demora.

 

De Marvin. Voltou a ser o elo mais fraco, arriscando pouco na sua ala e acusando nervosismo sem que se perceba bem porquê. É a posição que precisamos de ver mais reforçada.

 

De Bryan Ruiz. Partida demasiado discreta do costarriquenho, que voltou a alinhar na posição 8. Esteve perto de marcar, aos 35' e aos 43', mas continua a ter uma relação problémática com a baliza.

 

Dos cabeceamentos de Coates. O internacional uruguaio bem tentou aproveitar a sua elevada estatura nos lances de bola parada, mas sem sucesso: três remates de cabeça falhados (3', 62' e 86').

 

Do Boavista. Nem pareceu a mesma equipa que foi empatar à Luz. Terá sido por jogar sem o habitual equipamento axadrezado?

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ganhar o jogo.  Da vitória em Arouca, sem discussão, por 2-1. Foi o nosso sétimo triunfo fora de casa no campeonato e a sexta vitória nos últimos sete desafios.

 

Da reviravolta. Antes dos dez minutos, já perdíamos. Mas soubemos dar bem a volta ao marcador, em menos de dois minutos, de forma determinada e autoritária. Depois soubemos também segurar a vantagem, pensando muito mais nos três pontos em disputa do que no espectáculo.

 

De Coates. Hoje foi para mim o melhor jogador em campo. Com uma exibição irrepreensível. Patrão da defesa, desarticulou vários lances ofensivos do Arouca. Fez um bom cabeceamento, na sequência de um canto, aos 18'. E foi ele a iniciar o primeiro golo, com um passe em profundidade para Gelson Martins recolher na ala direita. Merece aplauso.

 

De Gelson Martins. Novamente em bom plano, para não destoar, o jovem internacional leonino ajudou a construir o golo que iniciou a nossa reviravolta fazendo a assistência para Alan Ruiz. Foi muito castigado pelo jogo faltoso do Arouca, que o árbitro não sancionou como devia - desde logo com a marcação de um penálti aos 6'.

 

Dos marcadores dos nossos golos. Alan Ruiz aos 34', Bruno César minuto e meio depois. Quem disse que no Sporting só Bas Dost sabe marcar?

 

Da vantagem ao intervalo. Consumada a reviravolta, os jogadores puderam ir tranquilos para os balneários. Aliás só pecaram na segunda parte por isso mesmo: excesso de tranquilidade.

 

De ver diminuída a distância face aos dois primeiros. Pela segunda jornada consecutiva, conquistamos quatro pontos ao SLB e ao FCP devido aos tropeções destas duas equipas. O Benfica tem agora mais oito pontos, o FC Porto está com mais sete. E estamos com mais dez do que o V. Guimarães e o Braga.

 

 

Não gostei

 

Do penálti perdoado ao Arouca pelo árbitro Luís Godinho. Gelson Martins foi claramente derrubado na grande área, logo aos 6', num lance em que o defesa arouquense nem quis tocar na bola.

 

Da segunda parte. Jogo pastoso e sonolento no período complementar, em que o Sporting não fez qualquer remate à baliza nem dispôs sequer de um canto. Esperamos e exigimos sempre mais dos nossos jogadores.

 

Do jejum de Bas Dost. Partida com qualidade abaixo da média do nosso habitual goleador, que hoje ficou em branco.

 

Da ausência prolongada de Adrien. O nosso capitão faz muita falta à equipa, que precisa de um verdadeiro n.º 8, com a missão de ligar os sectores e dinamizar o ataque.

 

De Schelotto. Corre tanto para quê?

 

Da troca de Alan Ruiz por Palhinha. Entendi mal esta substituição, concretizada aos 70'. Para quê reforçar o nosso meio-campo defensivo, desperdiçando a oportunidade de marcar um terceiro golo perante uma equipa tão desorganizada e débil?

 

De ver o estádio quase vazio. Consequência dos inaceitáveis preços dos bilhetes praticados pela família Pinho, que ainda gere o futebol do Arouca.

 

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D