07 Jan 17

 

GOLO DO ANO

Houve vários, muitos deles memoráveis. Mas talvez nenhum tão emocionante para os adeptos sportinguistas como aquele que Bruno César marcou na baliza de Casilla, na segunda parte do Real Madrid-Sporting. Iam decorridos 48 minutos, desfazia-se o nulo inicial, os sonhos mais remotos prometiam tornar-se realidade.

Não esqueceremos essa data: 14 de Setembro de 2016. Estivemos tão perto da glória e afinal saímos derrotados de Madrid depois de termos vulgarizado a turma comandada por Zidane durante 75 minutos. Fizemos o mais difícil. Mas deixámos fugir a vitória no penúltimo minuto do tempo regulamentar, com um livre marcado por Cristiano Ronaldo (que marcou sem festejar porque mantém o Sporting no coração). Um golo de Morata já no tempo extra transformou o sonho em pesadelo.

Foi um jogo em que Gelson Martins, estreante na Champions, deslumbrou não apenas os sportinguistas mas toda a Europa do futebol. Desmarcou-se, fez tabelinhas, centrou, baralhou a defesa, fez a cabeça em água a Marcelo, passou com medida, assinou algumas das mais vistosas jogadas do desafio. E - muito mais importante - revelou eficácia, ao ajudar a construir o nosso golo.

Um belo lance colectivo iniciado numa excelente recuperação de bola por Adrien e prosseguido por tabelinhas entre Gelson e Bryan Ruiz, sendo concluído da melhor maneira por Bruno César. Com o seu fortíssimo pé esquerdo, o Chuta-Chuta fez jus ao cognome.

Jorge Jesus, com protestos exuberantes e histriónicos, acabou expulso. Diria no fim do jogo que o Sporting não teria perdido com ele no banco - frase deselegante para o seu adjunto, Raul José, e pouco abonatória para o seu próprio desempenho junto à linha. Mas o técnico leonino só poderia queixar-se de si próprio: ao mandar sair os nossos dois melhores jogadores, Gelson e Adrien, fazendo entrar Elias e Markovic, pôs o Sporting a jogar com nove.

E Zidane agradeceu.

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal


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30 Nov 16
Clubes solidários
Pedro Correia

A receita do próximo jogo Barcelona-Real Madrid reverterá por inteiro para os cofres do malogrado clube Chapecoense, que perdeu quase toda a equipa de futebol num trágico acidente aéreo na Colômbia, onde iria disputar a final da Taça Sul-Americana, o seu primeiro troféu internacional.

É reconfortante percebermos que a solidariedade ainda não se tornou mera flor de retórica no desporto. O Chapecoense merece todo o nosso apoio, merengues e culés merecem o nosso aplauso.


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23 Nov 16
O dia seguinte
Pedro Correia

 

Rogério Azevedo, A Bola: «O Sporting fecha 180 minutos com o campeão da Europa sem que, globalmente, tenha sido inferior. A não ser, claro, no detalhe com que se ganham jogos: remates e golos. Só aí os fadistas portugueses foram inferiores aos tenores do Real Madrid. E volte a registar-se a intensa ousadia de o Sporting continuar a querer ganhar ao campeão da Europa mesmo após a expulsão de João Pereira.»

 

Rui Miguel Gomes, O Jogo: «Um adeus feito de bravura e abnegação deram os comandados de Jorge Jesus à Liga dos Campeões, caindo em casa perante o actual campeão europeu, que, mesmo em superioridade numérica, consentiu o empate e viu-se em trabalhos para manter viva a pretensão de terminar no primeiro lugar do Grupo F.»

 


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Gostei

 

Da atitude dos nossos jogadores. Prestação muito positiva do onze leonino, perante assistência recorde em Alvalade, frente ao Real Madrid, campeão europeu em título. A nossa equipa nunca se sentiu inferiorizada.

 

De Gelson Martins. Uma vez mais, o nosso melhor. Funcionou como saca-rolhas na ala direita, abrindo ali sucessivas linhas de passe e vulgarizando o brasileiro Marcelo, seu adversário mais directo. Fez levantar o estádio com uma magnífica jogada a abrir a segunda parte. Excelentes cruzamentos para a grande área aos 18', 51', 75' e 86'. Mas faltou sempre alguém para dar a melhor sequência a estes passes.

 

De William Carvalho. O campeão europeu voltou a ser um gigante em campo, dominando o eixo do terreno na ligação constante entre a defesa e o ataque. Recuperou bolas, fez passes de ruptura e ainda arriscou incursões em zonas mais ofensivas. Nunca baixou os braços.

 

De Adrien. Nos momentos decisivos, faz a diferença. Aconteceu numa fase crucial do jogo, aos 80', quando Campbell arrancou um penálti, cometido por Fábio Coentrão. Chamado a convertê-lo, o nosso capitão não vacilou. Empatando a partida com um remate muito forte e bem colocado.

 

De Bruno César. Sempre muito combativo. Marcou muito bem um livre logo aos 5'. Grande remate aos 32', desviado in extremis por Sergio Ramos. Outro livre a rasar o poste, iam decorridos 41'. Um dos melhores, sem dúvida. Substituído por Campbell aos 62', talvez devesse ter permanecido mais tempo em campo.

 

Da hipótese de reviravolta.  Durou apenas sete minutos a situação de empate nesta partida, desfeita aos 87'. Soube a pouco esse curto período que nos fez sonhar mais alto.

 

De termos jogado sem temor. Sem o brilhantismo da nossa exibição no Santiago Bernabéu, o onze leonino nunca mostrou receio por defrontar o campeoníssimo Real. É de sublinhar esta atitude aguerrida e descomplexada: nem em inferioridade numérica nos deixámos atemorizar.

 

Da assistência em número inédito. Nunca tinha estado tanta gente no nosso estádio desde que foi inagurado, há 13 anos: 50.046 espectadores. Prova evidente de que sócios e adeptos continuam a apoiar a equipa.

 

Dos fortes aplausos a Cristiano Ronaldo. Leão uma vez, Leão para sempre. O melhor jogador do mundo sentiu bem o carinho do público neste regresso a Alvalade 13 anos depois.

 

 

Não gostei

 

Da derrota. Apesar da boa réplica que demos à melhor equipa do mundo, e jogando com menos um durante a última meia hora, voltámos a sair derrotados na Champions (1-2). Falta agora o decisivo confronto com o Legia de Varsóvia, que ditará se transitamos para a Liga Europa.

 

Do golo inicial, sofrido aos 29'. Num lance de bola parada, beneficiando de uma das raras falhas defensivas do Sporting nesta partida, Varane marcou. Ao intervalo, o Real vencia 0-1. Mas a nossa equipa não se sentiu inferiorizada por isso.

 

Da expulsão de João Pereira. Ficámos reduzidos a dez a partir do minuto 64', quando o nosso lateral direito foi expulso por uma alegada agressão que ninguém viu a não ser o árbitro assistente. Um mistério.

 

De Fábio Coentrão. Substituto de Marcelo, mal entrou em campo logo cometeu um penálti infantil, prejudicando a sua equipa. Algo inaceitável em alta competição.

 

Da nossa incapacidade de concretização. É o problema de sempre: continuamos a falhar demasiados golos. Bas Dost, nos 76 minutos em que esteve em campo, andou desencontrado da bola: quando ela aparecia, ele não estava; quando esteve ele, faltava a bola. Campbell (aos 82') e André (aos 86') podiam ter marcado quase ao cair do pano, o que não aconteceu.

 

De mais um fatídico fim de jogo. Em Madrid, estávamos a ganhar aos 88' e acabámos por sofrer dois golos. Desta vez, com a partida empatada, vimos o Real chegar à vitória aos 87'.


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22 Nov 16
Slow down
Luciano Amaral

Não percebo muito bem esta coisa de que temos que ganhar ao Real Madrid, como já tínhamos que ganhar ao Borussia Dortmund, se não somos um fracasso e a época é um desastre. Julgo até que esse espírito está na origem de uma parte grande dos problemas desta época. Apostar as fichas em passar num grupo com Real Madrid e Borussia Dortmund é, no mínimo, lírico. Talvez irresponsável fosse até uma palavra melhor. Apostar as fichas em ganhar um jogo ao Real Madrid ou ao Borussia Dortmund não me parece grande estratégia. Porquê? São equipas de outra dimensão. Podes (como diz o nosso treinador) fazer o jogo da tua vida e mesmo assim não ganhar. Não é nada a que estejamos habituados. Por exemplo, não é como jogar com Porto ou Benfica. Com esses, fazes um bom jogo e ganhas. O mesmo já não se passa com equipas como as que nos calharam em sorte no grupo. Isso viu-se perfeitamente no jogo com o Real: um jogão e, no fim, embrulha uma derrota. O Modric, o James, o Benzema, o Kroos e o Ronaldo arranjam lá uma coisa qualquer e marcam. Mas também se viu nos jogos com o Dortmund: bastou o Aubameyang acelerar um bocadinho à frente do Rúben Semedo e lá voltámos com zero pontos. O pior disto tudo é a consequência interna, i.e. perder também por cá, como se viu nos jogos a seguir. Lá está a irresponsabilidade. Posso estar a ver mal as coisas, mas parece-me que Jesus apostou muitas fichas na Champions. O que significa que preparou mal a equipa para o campeonato, pelo menos nesta fase inicial.

 

Dito isto, não quer dizer que não se ganhe ao Real Madrid. Mas isso não passa por ir jogar "olhos nos olhos". Passa por ratice. Como o Legia de Varsóvia, que lhes sacou um empate. Não jogou "olhos nos olhos". Jogou "olhos no queixo" e foi assim que lá lhes meteu três. Foi também assim que o Porto ganhou ao Bayern Munique há dois anos nas Antas. O Jesus tinha obrigação de saber montar uma equipa com este espírito.

 

Se não ganharmos, não percebo qual é o drama: estamos onde sempre toda a gente imaginou que iríamos estar, em 3º lugar num dos grupos mais difíceis. Drama é estarmos como estamos no campeonato.


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15 Set 16
O copo meio cheio?
Edmundo Gonçalves

A quente, por vezes dizemos ou escrevemos coisas de que nos poderemos arrepender. 

Por essa razão, decidi dormir sobre o jogo de ontem, em Madrid, para escrever o que me vai na alma, já com a razão sobrepondo-se ao coração e à vontade de disparar sobre tudo o que mexesse, passe a imagem "westerniana".

O meu sentimento é, contudo, o mesmo que tinha quando publiquei o último post.

Se, antes do jogo começar, eu pedi aos nossos rapazes que se portassem como Leões no Bernabéu, nunca, nas minhas melhores cogitações, imaginaria que um desejo de que um empate seria um resultado magnífico e perder por poucos não desonraria, se transformasse numa enorme frustação e num sentimento lancinante de injustiça.

Contudo, não me contento com vitórias morais! No entanto ontem, o Sporting ganhou! Ganhou respeito e admiração. A partir de ontem, o Sporting não será mais o Clube que joga para perder por poucos com os tubarões, a partir de ontem, o Sporting entra efectivamente em campo, para ganhar.

Mas a verdade crua e nua, é que perdemos.

Perdemos porque Cristiano soube cavar uma falta que toda a gente (menos o árbitro e os comentadores da Sportv), espanhóis incluídos, diz que não existiu e porque logo ontem o madeirense tinha que atinar com os livres. Fosse eu fatalista e diria que é a nossa sina. E perdemos porque nos faltou ratice: Bastaria ter cometido uma falta quando perdemos a bola no ataque, um agarrão, uma rasteira, qualquer coisa e o tempo esgotar-se-ia. 

Não posso dizer mal de quem montou uma estratégia que nos levou a vulgarizar, perdoem-me o exagero, o campeão europeu, no entanto tal como o próprio admitiu, quando mexeu na equipa, mexeu mal (melhor, quem entrou não correspondeu ao que se lhe pediu, para ser justo) e tarde. Talvez se estivesse no banco as coisas tivessem sido diferentes, mas desde cedo percebemos ao que que vinha o cabeleireiro italiano, ao que consta muito benquisto em Turim. No aspecto disciplinar esteve muito mal; Com um árbitro isento, Casemiro nunca teria acabado o jogo, p.e.

A equipa valeu pelo todo, no entanto quero destacar Gelson, Adrien, César, Carvalho e Coates, pelo que jogaram e pelo que não deixaram jogar.

Quero destacar ainda, porque o merece, Rui Patrício, que se houvesse prémio do azar como no ciclismo, ontem ia direitinho para o seu bolso; Reparem que, com uma pontinha de sorte, os dois golos teriam sido evitados, já que ele defende a bola do livre, que por capricho bate no poste e entra; E no remate de Morata, à queima-roupa, faz ainda um desvio que, tivesse ele alguma fortuna, poderia ter sido uma defesa enorme.

Esta derrota que me custa ainda muito a engolir, deixa-nos com zero pontos, num grupo onde à partida estaríamos tranquilamente fadados a "conquistar" o terceiro lugar. Depois da forma como, repito, vulgarizámos o Madrid, a minha fasquia sobe consideravelmente. Sim, os alemães venceram por seis, e daí? Deixá-los jogar com o Real, para ver como se comportam.

Se serviu para alguma coisa a excelente exibição de ontem, ela teve o condão de me fazer acreditar e certamente a muitos sportinguistas, que pela primeira vez o objectivo de passar à fase a eliminar é possível e alcansável.

E assim, de repente, vem-me à memória onde estávamos há três anos...

Deste modo, respondendo à minha própria questão, ontem o copo ficou (meio) vazio. Hoje e pelo que atrás aduzi, o copo está claramente (meio) cheio.

Isto, se não aparecer outro rapaz a querer cortar-nos o cabelo.


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Desculpem o mau castelhano
Edmundo Gonçalves

JODER!


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 Ronaldo marcou, sem festejar, primeiro golo do Real contra o Sporting

 

O Sporting  caiu de pé num dos estádios mais difíceis do mundo, perdendo tangencialmente esta noite com o Real Madrid, campeão da Europa. Estivemos a vencer até ao minuto 89 com uma das melhores exibições da nossa equipa desde sempre na Liga dos Campeões. Uma exibição segura e personalizada, cheia de confiança, que vulgarizou os merengues durante toda a primeira parte e grande parte da segunda, bloqueando as saídas da equipa anfitriã para o ataque e desorganizando a manobra colectiva do Real.

O sonho de triunfar no Santiago Bernabéu desmoronou-se nos últimos cinco minutos desta partida onde nunca deixaram de escutar-se os cânticos de incentivos da forte claque leonina, que ali marcou presença em força. Falta de maturidade, como sublinhou Jorge Jesus no final. E também consequência do desgaste físico acumulado: havia vários jogadores à beira da exaustão.

Quase todos merecem rasgado elogio. Mas vou destacar alguém que acaba de estrear-se na Liga dos Campeões: Gelson Martins, para mim de longe o melhor em campo. Desmarcou-se, fez tabelinhas, centrou, baralhou a defesa, fez a cabeça em água a Marcelo, passou com medida, assinou algumas das mais vistosas jogadas do desafio. E - muito mais importante - revelou eficácia, ao ajudar a construir o nosso golo. Num lance colectivo iniciado numa excelente recuperação de bola por Adrien e prosseguido por tabelinhas entre Gelson e Bryan Ruiz, sendo concluído da melhor maneira por Bruno César, com o seu fortíssimo pé esquerdo.

Já sem Gelson e Adrien em campo, substituídos por um errante Markovic e um apático Elias, o nosso equilíbrio ressentiu-se. Estes reforços, recém-chegados, não estão ao nível dos titulares nem correspondem por enquanto àquilo que Jesus exige à equipa.

De qualquer modo, saímos de cabeça erguida. Orgulhosos desta exibição com seis jogadores portugueses no onze inicial que colocou o Sporting na montra do futebol europeu.

Até parece que não acabamos de perder dois titulares indiscutíveis: João Mário e Slimani. Confirma-se: por cada Leão que cai, logo outro se levanta.

 

ADENDA: "El Sporting, al que algunos veían el día de sorteo como un rival de paja, se plantó en el Bernabéu como la casa de ladrillos del cuento de 'Los tres cerditos'. El lobo Madrid podía soplar lo que quisiera, que aquello ni se iba a derrumbar ni se iba a mover un centímentro."


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14 Set 16
Há 16 anos
Filipe Moura

Vivia então nos EUA, e este jogo aqui recordado pelo Pedro Correia foi o único do Sporting a que pude assistir, em direto, em casa, num canal americano (foi transmitido na ESPN). Este vídeo está "censurado": não mostra os "c*r*l***" e os "f*d*-s*" que o Sá Pinto largou mal marcou o golo, e que eu lhe podia ler nos lábios (e que também larguei). Este jogo marcava, tal como o de hoje, o reencontro do melhor jogador do mundo de então com o clube que o formou. Teve a particularidade de reunir os dois melhores marcadores de livres de que me recordo, ambos brasileiros - deixaram a sua marca no resultado. Resultado esse que foi extremamente ingrato - como escrevi na altura, o Sporting jogou melhor, mas o Real Madrid era melhor. Nada mais havia a fazer. Quem dera que o resultado fosse o mesmo hoje!


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First things first
Edmundo Gonçalves

Estou aqui que nem posso.

Eu quero lá saber dos ordenados do outro.

Eu quero é que cheguem as dezanove e quarenta e cinco minutos.

Eu quero é ver os nossos baterem-se que nem Leões no Bernabéu.

 

E nunca desejei tanto que por noventa minutos um jogador tivesse uma das três doenças...


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Cair no Real
Luciano Amaral

Caímos no Real. Será o maior teste à inteligência do nosso treinador até hoje. Habituado a jogar "por cima" ou de igual para igual (mesmo na Europa, onde ainda não calhou coisa do género), o Sporting de Jesus é sobranceiro (justificadamente, em geral). Hoje não pode ser. Basta pensar nos duelos-tipo: João Pereira (ou Schelotto) vs. Cristiano Ronaldo; Bruno César vs. Bale; Coates e Semedo vs. Benzema ou Morata. Não é coisa para tranquilizar ninguém. Lembro-me de uma eliminatória do Benfica de Jesus com o Barcelona há uns anos, em que o Benfica jogou "à grande". O Barcelona, com a equipa Z, chamou-lhes um figo. Jesus era outro nessa altura. Terá entretanto aprendido a moderar os seus ímpetos napoleónicos. E no último ano no Benfica também pareceu que tinha aprendido a montar equipas "de contenção" e não apenas de "rolo compressor". Logo se vê.


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13 Set 16
Lembram-se?
Pedro Correia


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'Ca nervos
André Fernandes Nobre

Já comecei este post de três maneiras diferentes.

 

Já pensei em pôr o golo do Caneira contra o Inter como motivação.

 

Já pensei em mostrar-vos quais são na minha opinião os caminhos mais prováveis de nos levarem para a fase a eliminar da Liga dos Campeões.

 

Já pensei em falar-vos de como tenho penado por ter visto quase todos os jogos da pré-época e de apenas ter conseguido ver em condições, desde que a época oficial começou, o Sporting-Porto e de como, desde que é a doer, a equipa se transfigurou da noite para o dia e assumiu a responsabilidade de não errar e de fazer quase sempre tudo bem, o que apenas contribui para agravar a minha sensação de que estou a perder o início de uma época muito bonita.

 

Mas a verdade é que não consigo pensar noutra coisa que não seja nas 19:45 de amanhã, no apito inicial e no abraço de consolo que no final o Bryan e o Joel vão dar ao Navas, lembrando-lhe que a bola é redonda e que a culpa não é dele, mas dos rapazes de verde e branco que só sabem querer ganhar.

 

Vamos a eles! Em frente, Sporting!


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06 Set 16
Todos a Madrid!
Alexandre Poço

Já lhe chamam invasão. E após o primeiro dia de vendas, não há um que sobre dos quase 4 mil bilhetes destinados ao Sporting para ir a Madrid ver a nossa turma jogar contra o Real, na próxima semana. Serei um dos afortunados, tal qual o nosso colega Frederico Dias de Jesus. Lá estaremos a apoiar os Leões no começo desta aventura europeia com os grandes da Europa, lugar natural da nossa instituição. 

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25 Ago 16

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Parece que ninguém acertou na previsão. Foi um sorteio à Sporting. Sem a sorte dos nossos rivais, mas nada é impossível, estamos cá sempre para lutar e certamente vamos dar uma óptima réplica.

Vai ser bonito ver o melhor jogador português de todos os tempos regressar à casa que o formou. Venham de lá esses jogos.


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28 Mai 16
Comandante
Paula Caeiro Varela

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Siiiiiiiiii! 💚

 

(Messi deve estar a vomitar, Blatter à espera da ordem de prisão)


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Que português conseguirá inscrever o seu nome na galeria de vencedores da Liga dos Campeões 2015/16? Cristiano Ronaldo ou Tiago?

Logo, a partir das 19.45, o planeta futebol tem capital em Milão: vai lá disputar-se a final da Champions, com 80 mil pessoas nas bancadas de  San Siro e centenas de milhões a acompanhar em casa este novo embate entre os gigantes madrilenos Atlético e Real, que se defrontam desde 1929.

Por quem torcem vocês?


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13 Abr 16
Todos, menos um
Pedro Oliveira

Todos os clubes que jogaram a segunda eliminatória da Liga dos dos Campeões, em casa, passaram à fase seguinte.

Todos... excepto um.


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28 Fev 16
Paixão clubística
Pedro Correia

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Lenços brancos nas bancadas, gritos contra Zinédine Zidane, o treinador contratado apenas há dois meses, e apelos insistentes à demissão do presidente do clube, Florentino Pérez. De tudo isto se viu e ouviu ontem nas bancadas do Santiago Bernabéu, no final do dérbi madrileno entre o Real e o Atlético - dérbi que os merengues perderam por 0-1.

Foi um jogo medíocre, marcado pela extrema contenção defensiva da turma treinada por Diego Simeone, que obteve aproveitamento máximo: o francês Griezmann marcou o disparo que fez a diferença na única oportunidade de golo real de que a equipa dispôs.

Do outro lado, com Isco e James exibindo-se a níveis abaixo do aceitável numa equipa de topo como o Real Madrid, apenas Danilo e  Cristiano Ronaldo teimaram em remar contra a apatia, destacando-se o português com dois cabeceamentos à baliza, travados pelo guardião Oblak.

A nove pontos do líder Barcelona e a quatro do Atlético, o Real despediu-se ontem do título perante quase 80 mil espectadores que não conseguiram disfarçar o desagrado e o enfado face a estes jogadores milionários que em grande parte não procuram sequer cumprir os mínimos. Daí os assobios, os lenços e as vaias.

O Real, sublinhe-se, mantém intactas as aspirações na Liga dos Campeões. Mas aquilo que os adeptos verdadeiramente querem é a supremacia nas competições internas - sobretudo na prova rainha de todas as provas, o campeonato.

Quem se espantar perante esta evidência percebe muito pouco de paixão clubística, fenómeno capaz de inflamar tantos milhões de adeptos nos estádios de futebol.


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05 Mai 15

Já imagino Marco Silva com a cabeça no cepo, depois de um jogo em que entrou em campo com dez e saiu com nove...

 

Marco, tu vê lá, na final da Taça mete os melhores, não faças como o treinador do Real Madrid hoje à noite!

E, por favor, acerta nas substituições!


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Meias-finais da "champions" em Turim, o árbitro Atkinson (filho de Atkin, lá está) aponta a marca da grande penalidade devido a um defesa -  Carvajal - que ceifou um avançado - Tévez; tanto quanto vimos na televisão não levou nenhum cartão mas talvez tenha visto o cartão amarelo, repito, amarelo.

Por cá os árbitros filhos da pátria, da nossa pátria, por muito menos, expulsaram por duas vezes, Figueiredo, Tobias Figueiredo.


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11 Mar 15
Mais azar
Luciano Amaral

Pois é Edmundo, foi azar outra vez. Este é que era o Real bom para apanhar. Foram estes mesmos cromos do Schalke a quem o Sporting deu um bailarico aqui em Lisboa e contra quem, lá na Alemanha, recuperou de 3-1 para 3-3 apenas com dez em campo. Não há muitas oportunidades como esta.


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30 Dez 14
Há e tal ...
João António

... se fosse o Bruno de Carvalho a prometer, não faltariam ai virgens ofendidas ...

... se não fosse deles não faltaria a gritaria ...

... se não estamos a defrontar cara a cara o Milan, Real Madrid ou Barcelona eu digo estamos vivos, ao contrário "daqueles homens pequenos" que fugiram ...

... enquanto este e este estão de férias, o outro trabalha  ... 

... são só umas lembranças desportivas ! 


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15 Dez 14

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O Schalke 04, que beneficiou do colinho russo na eliminatória contra o Sporting, vai defrontar o Real Madrid nos oitavos da Liga dos Campeões.

Aqui está como no futebol é possível escrever direito por linhas tortas.

Vou torcer como há muito não torcia por Cristiano Ronaldo numa competição europeia. Esperando que marque muitos golos contra os alemães patrocinados pela Gazprom. Quantos mais melhor.


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04 Out 14

De vez em quando vejo imagens, posts, dissertações sobre o estádio antigo. Tudo em volta das saudades.

Eu também tenho algumas, mas gosto muito de ter um estádio novo. Não, eu também não acho muita piada aos azulejos mas sinceramente se não os posso mudar também já não lhes ligo. Mudou-se o amarelo que era coisa que me complicava cá com o sistema nervo-piroso e pronto. Não faço dramas em volta do resto, é o que há. Temos prioridades como relvado e fosso, antes de um azulejo que fosse.

Claro que posso ir mais longe nas saudades. O estádio antigo era o do futebol antigo, em oposição ao futebol moderno. Eu perdi-me um bocadinho com a explosão de informação por todo o lado (que ao mesmo tempo considero uma coisa boa), eu posso não saber analisar as nuances de como uma equipa funciona de tiver este no apoio àquele ou preferimos o outro a lançar acoloutro, mas acompanhava tudo, sabia golos de todo o lado numa semana e terceiros guarda-redes da Série A. E o estádio antigo era o desses tempos. Ainda assim, não o trocava. O tempo dele fica guardado, recordo-o quando me apetecer com as saudades que entender.

E o futebol mudaria tivéssemos um estádio ou outro. Vieram as cadeiras e a lotação reduziu bastante no antigo, não é argumento. Lembro-me de num Sporting - Celtic, pré-cadeiras, ver a primeira parte toda sentada de lado, tantas eram as pessoas na bancada que cada uma ocupava o espaço de meia. Tanto que ao intervalo quando revi o meu braço já não me lembrava de o ter, palavra de honra. Com o Real Madrid as avalanches nos dois golos foram tais que se diria que a bancada era uma rampa e não degraus. Mas isso não me pareceu mudar com as cadeiras.

Vieram os torniquetes e mais cedo ou mais tarde os modelo de acessos e bilheteira seriam os de hoje, não tenho dúvidas, mas num estádio antigo e provavelmente enxertado até nos fazer pena de ver. As coisas são o que são e foi melhor assim, acho.

Há uma coisa pela qual eu jamais trocaria um estádio pelo outro. E pode parecer comodismo, e dir-me-ão que se gosta do Sporting em quaisquer circunstâncias e eu sei que sim, mas eu sei do que falo porque foram muitos jogos ao ar livre em tempo de chuva. Eu não trocava a cobertura do estádio, não trocava não.  


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12 Ago 14

Supertaça Europeia, disputada em Cardiff entre duas equipas espanholas. Dos 22 jogadores que entram em campo, cinco são portugueses - e três deles formados na academia de Alcochete, proclamando-se sportinguistas com muito orgulho.

Quem são os cinco portugueses? Cristiano Ronaldo (autor dos dois golos), Fábio Coentrão e Pepe pelo Real Madrid; Beto e Carriço, pelo Sevilha.

Conclusão: houve muito mais portugueses nesta final europeia do que aqueles que entraram em campo no último jogo da pré-temporada do FC Porto. Um zero absoluto.


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24 Mai 14

 

O sortilégio do futebol ficou hoje bem patente na final da Liga dos Campeões que trouxe largas dezenas de milhares de espanhóis a Lisboa.

Num fragmento de segundo todos os sonhos se tornam possíveis.

Num fragmento de segundo todos os sonhos começam a ruir.

 

Que o digam os colchoneros: num jogo que estava a ser muito táctico, com as equipas a medirem-se e as defesas a imperar sobre as frentes atacantes, ganharam vantagem aos 36' graças a um erro infantil de Iker Casillas, que muitos consideram o melhor guarda-redes do mundo. Pode sê-lo entre os postes, mas a verdade é que causa calafrios aos colegas do Real Madrid cada vez que abandona o seu reduto. Três passos que já não pôde recuperar, nem sequer correndo o risco de quebrar os rins, puseram o Atlético em vantagem. Nem o autor do golo, Godín, parecia acreditar neste inesperado brinde oferecido pelo guardião rival.

 

Que o digam os merengues: quando o sonho de alcançarem a décima taça referente à equipa campeã da Europa parecia já uma miragem, no terceiro minuto de prolongamento do desafio da Luz, que perdiam por 0-1, surgiu um lance de inconformismo e raiva protagonizado por um defesa apostado em sagrar-se o melhor entre os melhores. Sergio Ramos, que numa enérgica cabeçada, elevando-se acima de qualquer outro, ressuscitou a sua equipa e culminou assim uma temporada digna de figurar em qualquer antologia do futebol.

 

Era o empate. Seguia-se o prolongamento. Que se inicia já com o Atlético derrotado. Do ponto de vista anímico - aí nessa zona recôndita de qualquer de nós onde começam a ser desenhados todos os triunfos e todos os fracassos. No futebol como na vida.

Houve mais três golos nessa meia hora suplementar. De Bale, Marcelo (outro defesa) e Cristiano Ronaldo - para júbilo dos portugueses, incluindo aqueles que, preferindo em abstracto a vitória dos colchoneros, por um dia se tornaram adeptos merengues em tributo ao compatriota formado pelo Sporting que por mérito próprio se sagrou o melhor do mundo. Golos destinados a desfazer qualquer dúvida que restasse quanto à supremacia da equipa orientada por Carlo Ancelotti. Que venceu a partida quando mexeu na equipa, acentuando a pressão atacante.

 

E no entanto tudo poderia ter terminado de forma bem diferente. Se o Atlético contivesse aquele ímpeto durante mais um minuto. E se Ramos não tivesse ousado lutar, ousado vencer.

Campeão antes de o ser. Por muito querer.

 

Uma vitória da tenacidade. Uma vitória da vontade indómita. Um hino à eterna magia do futebol.


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29 Abr 14
Há horas felizes
Luciano Amaral

Qualquer dia em que o futebol vença o tiki-taka deve ser celebrado.


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12 Jan 13

Vi hoje o jogo do Real e… sinceramente, parecia o Sporting!

A equipa de José Mourinho parece que desaprendeu de jogar futebol. Não há um passe certo, uma jogada com princípio, meio e fim. E, claro, sem isto não há golos e o empate de hoje foi até lisonjeiro, tendo em conta que o Osasuna foi a melhor equipa em campo.

Do mesmo mal tem sofrido este ano (e não só?) o Sporting. De um momento para o outro, todos deixaram de saber jogar. A bola parece pesar toneladas (ou serão as pernas???) e, sempre que um jogador recebe a redonda, a primeira coisa que faz é despachá-la, qual vírus mortal. Vejo esta atitude no Sporting e vejo-a curiosamente também no Real Madrid.

Mas esta tarde/noite a equipa merengue foi vítima de uma acção disciplinar, a meu ver, demasiado rigorosa e que resultou na expulsão de Kaká, que esteve apenas quinze minutos em campo. Mas o Real não pode desculpar o mau resultado com este acontecimento.

Todavia há uma enorme diferença entre Sporting e Real: independentemente da dezena e meia de pontos que medeiam entre o actual campeão espanhol e Barcelona, Mourinho mantém-se firme no seu posto, pelo menos para já. No Sporting vamos (já!!!) no quarto treinador.

 

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01 Dez 12

O Sporting 1974/1975 e o Real Madrid 1990/1991 partilham um nome, um dom, Don Alfredo Di Stéfano, o melhor futebolista do séc. XX, internacional por três seleções (Argentina, Colômbia e Espanha) e o único treinador a ser campeão argentino pelos “inimigos” River Plate e Boca Juniors, para além de ter sido campeão  em Espanha pelo Valência em 1970/1971; refiro este título, pois é fácil conquistar títulos em clubes como o Porto, o Inter de Milão ou o Real Madrid, difícil é conquistá-los em Leiria ou em Valência, é nas pequenas cidades que os treinadores se tornam grandes (ou não).

O Sporting 2012/2013 e o Real Madrid 1990/1991 partilham, também, uma descrença generalizada, um fim de ciclo e uma mudança de paradigma.  

O Madrid daquela época era o ocaso da “cantera”, a célebre “Quinta del Buitre” (quinta de “el Buitre” para os puristas) tinham deixado de acreditar na formação e apostavam em futebolistas estrangeiros, tipo o romeno Hagi, o Maradona dos Cárpatos, um central argentino chamado Ruggeri ou, ainda, um tal Spasic, jugoslavo que “brilhara” num Espanha vs. Jugoslávia no Mundial de Itália.

Nem sempre um conjunto de pseudo-astros com proveniências diversas forma uma boa equipa, um plantel de qualidade, como dizemos agora.

O treinador que começou aquela época em Madrid era o nosso conhecido John B. Toshack, seria despedido após uma série de três empates e duas derrotas, uma delas em Madrid com o recém-promovido Burgos.

Avançou Di Stéfano tendo como ajudante um tal Camacho. A dupla que incluía o ex-treinador do Sporting e o treinador fetiche de Luís Filipe Vieira foi brindado no Bernabéu com um 0-4 pelo Osasuna, com um 0-3 pelo Atlético de Madrid e com uma derrota por 2-1 em Camp Nou, com um fantástico golo de Spasic (tipo o de Danilo, ontem) na própria baliza, este jogo em Barcelona foi o último da primeira volta; o novo ano, no entanto, não traria melhoras.

O Real Madrid foi eliminado da Taça do Rei pelos “colchoneros” e da Europa pelo Spartak de Moscovo, assim em Março de 1991, tínhamos um Real Madrid eliminado da Taça, da Europa, perto dos lugares de descida e com o melhor jogador – Hugo Sanchez – lesionado depois dum "treino de castigo" pelos montes de “El Pardo” (o central Sanchis, também, ficaria lesionado depois dessa maluquice de Camacho de ir com o plantel correr por montes e vales).

Deixemos (por agora) o Madrid e centremo-nos no nosso Sporting, há pontos em comum, há treinadores em comum e diria que até a solução encontrada foi parecida.

O Vercauteren daquele Real Madrid, foi Antic; rompeu com o passado recente, voltou a apostar em jogadores formados no clube, recuperou o goleador Butragueño que, ainda, foi a tempo de conquistar nessa época o único “Pichichi” de toda a carreira.

O Real Madrid terminaria a época em terceiro lugar, na época seguinte venceria a Taça do Rei e até final da década seria por duas vezes campeão europeu.

Haverá então solução para o Sporting? Claro que sim, olhando para o exemplo daquele Madrid, podemos acreditar…  “é pá, e o presidente?” (perguntar-me-ão).

Em Madrid 1990/1991, Ramón Mendonza, farto de ser assobiado no estádio, ameaçado, ele e a família, convocou eleições, apenas, para ver confirmado nas urnas aquilo que o coração lhe dizia, os verdadeiros “madridistas” viam para além dos resultados circunstanciais da principal equipa de futebol e reelegeram-no.

Julgo que podemos aprender algo com o que ficou escrito, os jogadores, os treinadores e os presidentes passam mas os clubes ficam; os clubes são grandes quando apostam em si próprios, na própria formação, o Madrid de ontem, o Barcelona de hoje e espero que o Sporting de amanhã mostram/mostrarão que é na nossa casa que podemos encontrar a solução.


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13 Out 12

Levantei-me esta manhã ainda meio sonolento, mas fiquei logo de olhos bem abertos ao ler as manchetes do periódico desportivo sob a gestão de Alexandre Pais, aquele mesmo bastião do jornalismo que há uns tempos publicou a fotografia do nadador sportinguista depois de rasurar o emblema do Sporting da sua touca. Pelas duas «bombas noticiosas» de maior relevo, reparti-me entre convulsões de choro e riso:

 

 - «Estrutura do futebol corre o risco de ruir. Godinho «congela» contratação de treinador».

 

- «Roberto volta à lista dos merengues. Mourinho pensa no guarda-redes do Saragoça».

 

Por falta de mais palavras, deixo a apreciação ao critério do leitor.


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30 Ago 12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a conquista da Supertaça espanhola, José Mourinho é o primeiro treinador da história do futebol mundial a vencer Liga, Taça e Supertaça em quatro países diferentes. Para não ficar atrás, o «nosso» Cristiano Ronaldo marcou o golo da vitória no segundo jogo da competição e igualou o recorde de Ivan Zamorano, ao tornar-se o segundo jogador da história do Real Madrid a marcar em cinco clássicos consecutivos com o Barcelona. 

 


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24 Jul 12

Esta partida foi mais uma daquelas em que o Sporting fez tudo para ganhar. Deste jogo destaco o grande golo de Oceano, que não foi claramente suficiente para eliminarmos um Real Madrid onde pontuavam, entre outros, Buyo e Laudrup. Ganhámos por 2-1 mas havíamos perdido na primeira mão por 1-0, se a memória não me falha.

 

Alguns erros do árbitro ajudaram também o Real a ultrapassar o nosso Sporting, mas foi um dos grandes jogos que vi em Alvalade.

 

O bilhete da minha entrada foi este:

 

 
Este o filme: 

 


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22 Abr 12

«A vitória do Real Madrid por 2-1 sobre o Barcelona pôs a fim qualquer aspiração do Barça ao título e terminou com o seu reinado de três anos como campeões de La Liga. E enquanto o triunfo da equipa de Madrid foi merecido, houve acrescida recompensa devida por ser Cristiano Ronaldo a marcar o golo vitorioso, escassos momentos após Alexis Sanchez ter igualado o marcador.Um empate não teria sido catastrófico para a equipa de Mourinho, mas a finalização impecável de Ronaldo, por passe de boa medida por Mesut Ozil foi fatal. Nas úlimas duas épocas o Barcelona e Lionel Messi têm vindo a exercer direitos sobre quase os troféus todos, enquanto Ronaldo e Real Madrid têm-se limitado às sobras. Tudo isso chegou ao seu termo».

«Cristiano Ronaldo selou a vitória com o seu 42.º golo já na fase final do jogo, batendo o seu próprio recorde na Liga e garantindo a vitória por 2-1 que impôs a primeira derrota ao Barcelona em 55 jogos caseiros , efectivamente interrompendo o domínio de três anos dos gigantes da Catalunha. O triunfo da turma de Madrid foi o 19.º jogo consecutivo no campeonato sem sofrer derrotas e dá-lhe uma margem de sete pontos com apenas quatro jogos por jogar. Foi a primeira vitória dos madridistas no Camp Nou desde 2007 e a primeira do técnico José Mourinho em dez visitas. No resumo final, o Real Madrid tabém estabeleceu um outro novo recorde pelo maior número de golos marcados (109) durante um campeonato».


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12 Abr 12

 

Mais três golos de Cristiano Ronaldo no campeonato espanhol. Desta vez em casa do adversário - o antigo rival Atlético de Madrid. Com 40 golos já marcados neste campeonato, o número 7 do Real Madrid consolida a liderança entre os goleadores em Espanha. Reparem sobretudo nos dois primeiros golos, dignos de figurar em qualquer antologia.

O título do El País de hoje diz tudo: "Un líder llamado Cristiano". Nada mais certo.


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02 Abr 12

 

Este, o primeiro dos dois que marcou sábado contra o Osasuna - jogo que terminou com a vitória do Real Madrid, fora de casa, por cinco a um. A escola do Sporting continua imparável.


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22 Mar 12

 

Eis uma manchete que diz tudo. Manchete do jornal Marca, campeão de vendas da imprensa diária espanhola, em crítica frontal à arbitragem do jogo Villareal-Real Madrid, que terminou empatado e com três jogadores madridistas expulsos. Gostaria de ter visto uma manchete destas por cá na terça-feira, dia seguinte ao Gil Vicente-Sporting, jogo também estragado por uma arbitragem escandalosa.


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26 Jan 12

 

Ao fim de nove partidas, nove, Mourinho encontrou o caminho. Nada de muito complicado, elaborado ou transcendente. Basta jogar futebol. E o futebol não se joga de autocarro. Foi por jogar de autocarro na 1ª mão que Mourinho perdeu a eliminatória. Mas hoje, tendo empatado no resultado, ganhou o jogo mais importante. O psicológico. Desta vez, dentro de campo. O Real Madrid mostrou que não deve nada ao Barcelona. Não se trata já de ser igual. Pode mesmo ser superior. Perdendo na Copa del Rey, Mourinho pode muito bem ter encontrado o combustível anímico indispensável para ganhar La Liga. É bom ter de volta o Special One. Retomando a via do futebol jogado, para ser o melhor do mundo falta-lhe apenas aprender a sorrir e a pôr de parte aquela cara de vinagre. Se lhe faltarem outros motivos, pode sempre rir-se da exibição vergonhosa do árbitro.


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19 Jan 12

Num jogo disputado no Dia Internacional do Riso, era bom de ver que só o Barcelona podia ser feliz. Nos embates com a equipa catalã, Mourinho entra sempre condicionado pela história. Se o seu traço característico é o desplante, frente à equipa de Guardiola o Special One transpira medo e frustração. Por isso, refugia-se em tábuas. Acossado pela memória de desastres recentes, monta a equipa com base na tensão muscular. O seu estandarte é Pepe. Um futebolista sem cabeça e sem razão. O método baseia-se na presença, em doses iguais, de ignorância futebolística e pancada, ronha e retranca, contra-ataque e contenção. Nestas ocasiões, o Real Madrid de Mourinho tanto pode ser uma equipa de futebol como um grupo de assentadores de ladrilhos que enfrenta o destino com os dentes cerrados e um rol de queixas do patrão. É claro que um dia por outro lá pode calhar uma vitória.  Foi assim quando Mourinho orientava o Inter do Milão. Pode voltar a ser na 2ª mão desta Copa del Rey. Nunca será, nessas condições, filha do mérito, mas a prova contextual de um axioma organizador da contingência ludopédica: um autocarro parado em frente a uma baliza tem razão duas vezes numa década. Fora disso, o trilho escolhido leva inexoravelmente ao insucesso. Bem pode Pepe resfolegar durante toda a partida. Basta que Messi respire por um segundo, que se distraia da apneia, e logo a arte invadirá o espaço restrito onde não chega o machado do lenhador luso-brasileiro. Consumado o desequilíbrio, já poderá o argentino mergulhar nas profundezas da vulgaridade consentida, como realmente fez durante todo o jogo. Tal como na vida, na bola a condição essencial para ser feliz é querer ser feliz, ousar o sorriso, ansiar pela gargalhada. Ter como único objectivo ceifar as pernas do adversário poderá, pontualmente, levar ao sucesso. Mas, nunca levará à felicidade. Por isso, este Mourinho que começou o jogo a rosnar Ai se eu te pego, acabou a partida a murmurar Nossa, você me mata. Foi exactamente isso que Abidal recordou aos presentes quando festejou o segundo golo do Barça coreografando a canção do insuportável Michel Teló. Por essa altura, já as costas de Mourinho tinham trocado as tábuas pela cordas.


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