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És a nossa Fé!

Nada disto tem a ver com desporto

Neymar posa para fotos em apresentação no Paris Saint-Germain

 

Os 222 milhões de euros pagos pelo Paris Saint-Germain (nome de santo ironicamente patrocinado por um país islâmico) para desviar Neymar do Barcelona cavam ainda mais fundo o fosso que separa o futebol enquanto actividade económica da genuína competição desportiva: deixaram de ser mundos complementares para se tornarem realidades antagónicas.
Este inédito montante adultera os princípios de transparência do mercado desportivo cotado em bolsa e transforma os jogadores em mera mercadoria à mercê dos capitães da fortuna fácil. Desde logo, parece colidir com as normas da concorrência vigentes na União Europeia e as regras de fair play financeiro da UEFA: qualquer resquício de equidade evapora-se de vez quando os Estados começam a investir em força nos clubes - neste caso o do Catar, com base nos seus lucros petrolíferos. E provoca um sério choque inflacionário na indústria do futebol: os preços vão disparar, a espiral da dívida aumentará em flecha, avizinham-se as mais desvairadas loucuras financeiras no horizonte.
Convém entretanto seguir em pormenor a origem e o rasto desta verba astronómica, que faz subir para 700 milhões de euros o orçamento anual do PSG para o futebol. À atenção das autoridades jurisdicionais - do desporto e não só.
Finalmente, está por demonstrar que um único jogador - e desde logo Neymar, com desempenho em campo inferior a Cristiano Ronaldo ou Messi - justifique estas cifras galácticas. O dinheiro pago por ele para o transformar em emblema de um clube sem tradição na alta-roda do futebol duplica o seu justo valor, nada tendo a ver com genuínos "preços de mercado". 
Ao dar este passo, o futebol de alta competição transforma-se num jogo de fortuna e azar - uma espécie de roleta russa para usufruto de caprichos milionários. O desporto, digam o que disserem, nada tem a ver com isto.

 

Publicado originalmente aqui

Um Benfica vs. Sporting em Londres

Aquilo a que acabámos de assistir, o Chelsea (Benfica) vs. o Paris Saint-Germain (Sporting), fez-me lembrar a eterna luta do bem contra o mal, de David (Luiz) contra Golias (Mourinho).

Como tantas vezes acontece, triunfou o bem. Ainda bem.

O bem, o futebol bem jogado, venceu o mal, o futebol mal jogado; o futebol positivo venceu o futebol negativo.

O futebol de quem queria vencer venceu o futebol de quem queria empatar.

O futebol de dez contra onze (Sporting vs. Penafiel, por exemplo) venceu o futebol de onze contra dez (Benfica vs. quase todas as equipas portuguesas que defronta).

O futebol prejudicado pelas arbitragens venceu o futebol que é levado ao colo.

Grande jogo de futebol, grande vitória do Paris Saint-Germain (Sporting). 

Houston, we have a problem

As relações entre o Benfica e o jornal A Bola já conheceram melhores dias. Nos bons velhos tempos, hoje seria o dia ideal para dar a boa nova ao povo - com destaque de capa inteira - que o Markovic já come pataniscas, que o Bruno Cortez tem um tio-avô que jogou às cartas com a mãe do Eusébio ou que o Siqueira visitou a casa do Benfica de Leça da Palmeira e se emocionou com uma imagem dos tempos do Béla Guttmann. Agora esta capa é que não. Qual é o interesse disto para 6 milhões de almas

{ Blog fundado em 2012. }

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