18 Mai 17
Sporting adiado
Rui Cerdeira Branco

Mudar a data de uma gala que celebra o aniversário do clube para não colidir com o casamento do presidente que quer casar no dia de aniversário do clube... Confesso que por esta não estava à espera.

Isto é que é ser mesmo sportinguista, pá. Sim senhor, grande ideia. Estou todo derretido com tanto fervor. Isto é que é um verdadeiro presidente.

Que emoção.

 

Menos, caro presidente, menos, muito menos. Ou ganha o sentido do ridículo depressa e percebe que ninguém lhe entregou carta branca para fazer do Sporting um servente para caprichos pessoais, por maior que seja a corte que agora granjeou em sua volta, ou então passa a ser um problema.

Foi com fundadas esperanças e empenho que votei em si há poucos dias, mais até do que quando votei nas eleições anteriores, mas esse voto foi acima de tudo patrocinado por um conjunto de valores que quero ver a protagonizar e sempre em defesa do clube, acima de qualquer devaneio pessoal, seja de quem for.

Pela minha parte estou farto de ver o Sporting adiado e desrespeitado por quem chega a seu dirigente. Quer mesmo fazer parte desse restrito "clube"? É que há muitas formas de ganhar lugar cativo por lá.

Olhe e outra coisinha para tentar continuar a respeitá-lo: bardamerda para si por não ser capaz de encaixar uma crítica decente e respeitosa dos adeptos do clube que lidera. Espero que entenda, é que é inteiramente merecido.

Saudações leoninas para todos.


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16 Mar 17

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Ao princípio da noite de ontem, Bruno de Carvalho tomou posse no segundo mandato como presidente do Sporting Clube de Portugal.

Já empossado, dirigiu aos sócios e adeptos leoninos um dos melhores discursos que já lhe ouvi. Não por acaso, um discurso escrito do qual destaco as passagens que considero mais memoráveis.

Para mais tarde recordar.

 

«No plano político e institucional, continuaremos a ser intransigentes na luta pela verdade e pela transparência no desporto em geral e no futebol em particular.»

 ........................

«Continuaremos a integrar a Direcção da Liga de Futebol Profissional, e de todos os seus grupos de trabalho, como fizemos aliás desde o primeiro dia. O Sporting Clube de Portugal não pode, em nenhuma circunstância, deixar de estar em todos os lugares e em todos os centros de decisão.»

 ........................

«Relativamente à Federação Portuguesa de Futebol, continuaremos também, como tem sido de resto nosso apanágio, a colaborar através de propostas para melhorar o futebol português. Quero aliás sublinhar aquilo que considero ser a primeira etapa do mais que justo reconhecimento daquele que é o maior goleador de todos os tempos do futebol português, Fernando Peyroteo, traduzido pelo desfraldar de uma lona gigante colocada na sede da Federação. Quero acreditar que este tenha sido finalmente o arranque para um processo que culminará na consagração oficial de Fernando Peyroteo como o maior goleador da história do futebol.»

 ........................

«Não se pode adulterar a história, transformando campeões em perdedores e guindando perdedores à condição de campeões. O Sporting Clube de Portugal foi campeão nacional por 22 vezes e não 18.»

 ........................

«Aquilo que exigimos é que a verdade seja restabelecida e que se honrem aqueles que, com mérito, alcançaram a glória à custa do seu esforço, dedicação e devoção.»

  ........................

«Não podemos, em circunstância alguma, regredir e pôr em causa o trabalho que foi feito nos últimos quatro anos. Por isso estaremos firmes no cumprimento rigoroso da reestruturação financeira que executámos e das regras de fair play financeiro impostas pela UEFA.»

 ........................

«Seremos também intransigentes na criação de condições para que o clube mantenha a maioria do capital da SAD. Este é um compromisso de que nunca abdicámos e um objectivo perante o qual nunca iremos capitular.»

 ........................

«É meu compromisso pessoal que tudo farei e tudo faremos para agregar aqueles 9% dos sócios que livremente votaram na outra lista. Sou, como sempre fui, o presidente de todos os sportinguistas. Todos são válidos, todos são importantes, todos são indispensáveis.»


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19 Jan 17
Serenidade
Cristina Torrão

Aproveito esta palavra utilizada pela Marta Spínola, a fim de responder ao repto lançado pelo Pedro Correia. Serenidade não resolveria todos os problemas do Sporting, mas penso que daria uma grande ajuda. E a serenidade teria de vir do Presidente!

 

Confesso que estou desiludida, acima de tudo, com Bruno de Carvalho. Digo isto, não para o desanimar, muito menos para o ver pelas costas. Nunca fui de opinião de que os problemas se resolvem substituindo pessoas, acredito mais no diálogo e na reflexão (mais uma palavra “roubada” à Marta Spínola). Claro que isso pressupõe que as pessoas estejam dispostas a dialogar e a refletir.

 

Bruno de Carvalho começou muito bem, não podia mesmo começar melhor. Ele foi o novo Presidente certo na altura certa. Porém, não sei se foi pela euforia criada na excelente época passada, se foi por problemas pessoais (não pretendo especular, apenas procurar razões) tem causado muita agitação no clube.

 

Que esta época tenha começado com alguns solavancos, é natural, depois dos talentos que nos deixaram. E também não é segredo nenhum que os árbitros tomam decisões, no mínimo, polémicas. Mas, por isso mesmo, é que o mote deveria ser a serenidade. Reclamar também é legítimo, mas é preciso saber reclamar, o que é bem diferente de insultar, ou mesmo provocar rixas!

 

Desde o episódio com o Presidente do Arouca, em Alvalade, a situação do clube piorou, foi mesmo a partir daí que o Sporting começou a descarrilar sem controlo. E culminou com a ida de Bruno de Carvalho aos balneários, em Chaves. Pelo meio, tivemos publicações, no mínimo, desaconselháveis, nas redes sociais. Haverá outros problemas, nomeadamente técnicos, cuja complexidade não sei avaliar e acredito na opinião dos meus colegas, quando dizem que Jorge Jesus tem vindo a cometer erros. Entendo, no entanto, que é dever do Presidente cuidar para que haja sossego e harmonia, independentemente da eficácia do treinador. Bruno de Carvalho tem feito o contrário!

 

Os jogadores estão revoltados. Jogam mal e/ou desinteressadamente. Penso que é a sua maneira de protestar, de fazer greve. Os jogadores do Sporting estão em greve! Eu sei que eles ganham muito bem, mas há sempre um limite para aquilo que estamos dispostos a aceitar. E, pelos vistos, eles pensam que esse limite foi ultrapassado… Há que procurar as razões! Espero que os responsáveis do clube saibam encontrar um novo caminho e dar novo alento à equipa. Apesar de todas as desilusões, nas últimas semanas, e parafraseando Luís Aguiar Fernandes, tudo isto não quer dizer que já não há nada por que lutar: há lugares para conquistar e uma imagem para limpar.


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15 Jan 17
O problema
Pedro Correia

O problema central do Sporting não passa pelo deficiente jogador X ou pelo inepto jogador Y. O problema mais grave remonta ao início da época e relaciona-se com a dimensão colectiva da equipa: o treinador insiste em impor um modelo de jogo a profissionais que não se adaptam a ele.

Isto explica porque sofremos sempre o mesmo género de golos, nos mesmos momentos dos desafios, sem que se vislumbre um antídoto eficaz para evitar novos desaires. No final do jogo em Chaves, todos ficámos com a sensação de já ter visto aquele filme. Não foi novidade para ninguém. Nem se resolve com o presidente a berrar com os jogadores no balneário, como ontem sucedeu - o que pouco augura de bom para o crucial desafio da próxima terça-feira.

Se alguma mudança urge fazer, passará sempre pela adaptação do modelo aos intérpretes em vez da insistência cega e surda no contrário. E já agora - como há tanto tempo aqui venho anotando - convém também mudar o discurso. Que grande injecção de moral deve ser para um jogador ouvir o treinador dizer que não gosta de o ver marcar os golos todos...


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25 Out 16
A limpeza das espingardas*
Edmundo Gonçalves

Está lançado aqui no blogue o mote para fazermos todos, sportinguistas, o balanço do que se vai passando na equipa de futebol e no Clube, que críticas ou reparos, ou propostas, ou sugestões temos para ajudar a ultrapassar esta fase menos boa.

Um dos visados nas críticas, para além do treinador, é o presidente e a sua atitude e forma de actuar/comunicar, considerando-se exagerada, desfasada, despropositada até, a sua forma de governar a comunicação do Sporting e inclusive o relacionamento para dentro.

Eu já não acho!

Em relação ao presidente, o que eu temo, sinceramente, é que ele comece a deixar-se vencer pelo status quo.
É que, concordando que aqui ou ali deu alguns tiros nos pés (ninguém é perfeito), há temas que, se estão na ordem do dia, a ele o devemos.
Quando dizemos que hoje o presidente está "muito melhor" e nunca deixamos de referir os episódios em que esteve mal (e que eu subscrevo), quer dizer que o "desgraçado" do presidente tem um sacana dum carimbo na testa do qual nunca se irá livrar e haveremos de, ad eternum, cobrar-lhe esses excessos fruto de uma clara imaturidade inicial, que todos lhe desculpámos em tempo.
O homem há-de ser sempre preso por ter cão e por não o ter; Se fala é porque fala, se se cala é porque deveria ter falado. É claro para mim que "diálogo" do presidente, só com outros presidentes, mas não será esse o objectivo dos outros presidentes, forçar um diálogo de surdos? Senão, porque anda calado que nem rato o tipo dos camiões e não se houve falar o azeiteiro dos chocolatinhos, se não for com o intuito óbvio de cortar o pio a quem os pode colocar em causa e às suas manigâncias?
Exagera? Por certo, mas creio que o tempo do verbo deverá ser conjugado no passado. Hoje por hoje, não me parece que as intervenções do presidente sejam factor de desestabilização e aquele comunicado após a derrota de Madrid, p.e.,  tem um claro objectivo que é o de dar um voto de confiança à equipa. Não creio que o facto de "valorizar uma derrota" tivesse sido prejudicial à equipa e aos jogadores.  Está claro para mim que o problema actual da falta de resultados é mais do foro psicológico que de outra coisa qualquer e aprecio a atitude do presidente dando um voto de confiança ao grupo. Se não gostei do episódio Guimarães (Marco Silva), não posso criticar a forma que foi encontrada para dizer aos jogadores que estava com eles, ainda que a forma talvez não tivesse sido a ideal. E conhecendo já um pouco de Bruno de Carvalho, estou em crer que uma parte do recado foi dada no recato do balneário e não terá sido tão simpática quanto a versão dada a público.

Tenho um reparo a fazer-lhe: Já é tempo de se virar para dentro e deixar para outras pessoas da estrutura o pesado fardo de guerrear com os adversários. Há ainda tanta coisa e tão importante a fazer dentro do Clube, que o presidente é valioso demais para perder o seu tempo com fait divers.

 

Há no entanto um tónico excelente para a resolução do problema porque ora passamos: Vitórias. Tenho certeza que começando a ganhar, ninguém prestará atenção às eventuais incontinências do presidente.

 

 

 * Sem nada ter a ver com guerra, antes com a lúdica actividade cinegética, é em tempo de descanso que se limpam as espingardas e se pensa na melhor forma de atacar a presa.


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28 Abr 16
Reflexão do dia
Francisco Melo

Bruno de Carvalho não deve ter melhor para fazer.


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07 Fev 16
Bruno de Carvalho
Pedro Correia

Este presidente conseguiu unir os sportinguistas como nenhum outro desde João Rocha. Se peca é por excesso de paixão pelo Sporting, não por défice. Nada a ver com aqueles que andavam a comer canapés com Pinto da Costa ou nem viam os jogos porque achavam "uma maçada".


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10 Out 15

Vejo alguns sportinguistas sempre com um ar muito enjoado por termos um "presidente-adepto", como se isso fosse pecado.

Pois eu gosto que o Sporting tenha um presidente-adepto. Mais que não seja para variar.

E também gosto que o presidente leonino seja apenas sócio do Sporting em vez de ser sócio de mais dois ou três clubes...


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03 Jan 15

É este o presidente que esperamos ter e não o outro sem reacção 

 


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27 Dez 14
Giro, giro...
Luís de Aguiar Fernandes

 

...é ver aqueles que criticavam o nosso presidente por supostamente querer correr com o treinador, agora a dizerem que o mesmo presidente fez mal em não correr com ele, por demonstrar fraqueza. Faz sentido.


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04 Jun 14

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01 Out 13
Gestão
Duarte Fonseca

Rui Costa, o boneco manietado por Luís Filipe Vieira quando está em situações de fragilidade, fez hoje a seguinte declaração sobre o nosso presidente:


«Se o treinador do Benfica é para treinar, o presidente do Sporting tem de presidir, e eu já o vi a treinar-se com a equipa».


Para quem ainda tinha dúvidas, fica a certeza de que Rui Costa não percebe nada de gestão.

 

As funções que competem a um presidente são muito mais abrangentes que as de um treinador ou de um administrador.


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26 Jul 13
É isto.
Zélia Parreira


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27 Jun 13

Se eu pudesse dedicar esta notícia a alguém seria aos profetas da desgraça que, borrados de medo, previram o caos e acusaram a actual direcção de estar a brincar com o fogo e a esticar demasiado a corda na relação com os empresários, ao cometer o pecado de engrossar a voz e a dar um murro na mesa. Porque é uma pena constatar que há sportinguistas que acham que a fragilidade do clube lhe limita as possibilidades de defesa dos seus interesses e da sua dignidade. Mas é bom ver que há sportinguistas que pensam exactamente o contrário e, melhor ainda, é saber que quem manda actualmente no clube é um deles. Um garoto que tem deixado toda a gente em sentido. 


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26 Jun 13
Ler os outros
Tiago Loureiro

Um excelente texto do Domingos Amaral que é, ao mesmo tempo, uma opinião insuspeita (o homem é lampião) e técnica e academicamente muito válida (é professor de Economia do Desporto na Universidade Católica).

 

Uma boa surpresa chamada Bruno de Carvalho

 

Para azar do Sporting, Bruno de Carvalho só ganhou à segunda a eleição para a presidência. Mas, pelo que tenho visto, está a provar ser o homem necessário para o clube de Alvalade.
Diziam dele o pior, até houve alguns que o chegaram a comparar a Vale e Azevedo, mas pelos vistos estavam todos bem enganados.
Até agora, Bruno de Carvalho tem sido inteligente, sereno e firme nas decisões.
E, ao mesmo tempo e quando é caso disso, festeja as vitórias do seu clube - no fustal, no andebol - como um verdadeiro leão de bancada, o que lhe traz popularidade e até desperta simpatia.
Mas é nas decisões de gestão que me tem surpreendido pela positiva. Primeiro, começou a "limpeza", tendo a coragem para despedir quem vivia há muito "à mama" do clube, desde velhas glórias a funcionários inúteis.
Depois, tem sido contundente na negociação com empresários, estabelecendo o princípio de que o Sporting não negoceia na praça pública, não cede a pressões, e só faz negócios quando eles lhe são favoráveis.
Por mais arriscada que seja essa postura, pois pode no curto prazo perder jogadores talentosos, é uma firmeza que dará frutos nos anos seguintes.
Por fim, apresentou um projecto de reestruturação financeira que é essencial e bem pensado, ao contrário do que diz o Camilo Lourenço.
Embora poucos falem disso, as novas regras do Fair Play Financeiro da UEFA podem vir a ser implacáveis para o Sporting se esta reestruturação não avançar.
Qualquer clube que apresente três anos seguidos de prejuízos estará fora das competições da UEFA, e o Sporting tem um longo historial de perdas. Não sei mesmo se, caso este ano se tivesse qualificado, poderia participar.
A UEFA apenas permite um "desvio aceitável" de 5 milhões de euros nos prejuízos, mas o Sporting está ainda muito longe desse desvio.
Assim sendo, só há um caminho: uma reestruturação que transforme os credores em accionistas (debt for equity), e é isso que o Sporting vai fazer, acrescentando depois um aumento de capital, que os mesmos credores, agora já accionistas, deverão subscrever.
Assim, os rácios financeiros começam a melhorar, o que é absolutamente essencial para o futuro.
Também é bem pensado passar o estádio para a SAD, pois é um activo valioso, e as suas dívidas, que também passam para a SAD, não serão contabilizadas em termos de UEFA, que abre excepções nestes casos, bem como nas despesas de formação.
Por fim, é preciso "reposicionar" a equipa de futebol, e parece-me que também aqui Bruno de Carvalho vai no bom caminho.
O Borussia Dortmund é um excelente exemplo, que explico nas minhas aulas de Economia do Desporto na Universidade Católica.
Em 2006-2007, estava à beira de descer de divisão. Apostou então numa equipa de jovens, limpou as dívidas e os passivos, e quatro anos mais tarde era campeão da Alemanha, duas vezes seguidas, e este ano chegou à final da Champions.
É por aí que Bruno de Carvalho deve ir. Apostar nos jovens talentos de Alcochete, pagando-lhes bons salários para os motivar, em vez de gastar dinheiro em contratações inúteis de estrangeiros de qualidade duvidosa.
Esta estratégia tem também um ponto forte adicional. É que a ligação afectiva dos sócios aos miúdos formados em casa é muito maior, bem como a sua tolerância para com as suas compreensíveis falhas. À conta dessa ligação especial o Dortmund tem o estádio sempre cheio.
Se mantiver este rumo e esta postura, Bruno de Carvalho tem tudo para se transformar no presidente que revolucionou o Sporting e o salvou de uma calamidade. Por mais difícil que isso possa ser no início, o futuro será dele.
Espero, daqui a dois ou três anos, poder apresentar aos meus alunos o "case study" bem sucedido da recuperação do Sporting.


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24 Jun 13

Não tenho por hábito ver o Dia Seguinte, um programa em que há demasiada gritaria e pouco debate e que é, acima de tudo, mal frequentado por quem representa o benfica. Mas o programa de hoje tem um especial motivo de interesse para os sportinguistas. O presidente Bruno de Carvalho marcará presença, numa oportunidade para falar dos seus quase três meses de mandato, esclarecer algumas dúvidas, acalmar algumas preocupações e explicar alguns dos pontos mais importantes da próxima Assembleia Geral, a bem do contraditório com as notícias mais ou menos fundadas que têm vindo a público sobre a mesma. E quem sabe se não haverá tempo para uma ou outra surpresa?


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05 Jun 13

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28 Mai 13
Leitura obrigatória
Tiago Loureiro

 
É obrigatório ler a entrevista do Presidente Bruno de Carvalho ao Record de hoje, na qual, sem medo, mete o dedo em várias feridas: o comportamento dos agentes com o Sporting e sua influência sobre os jogadores, os salários e as despesas principescas praticadas no clube mesmo num cenário de caos financeiro, as dificuldades desportivas que se aproximam, os podres do futebol português e a vontade de fazer diferente, por muito que isso custe. Uma entrevista corajosa e frontal, em que se percebe que, gostando-se ou não, tendo as consequências que tiver, o feitio Bruno de Carvalho é claro: antes quebrar que torcer.

 


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26 Mai 13
Frases de leão (5)
Tiago Loureiro

«Fruta não é connosco, o Sporting não conhece muito de frutas, mas há uma coisa que temos a certeza absoluta: não somos bananas.»

 

Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting Clube de Portugal


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24 Mai 13

Não sei quandos dias passaram desde que Bruno de Carvalho anunciou ter investidores para entrar no capital da SAD. Também não me lembro de quantos dias passaram desde que o presidente esclareceu o óbvio: nenhum investidor colocaria um cêntimo no Sporting sem que a reestruturação financeira estivesse delineada e aprovada pelos sócios. Mas já se sabe que a Assembleia Geral para discutir o assunto está para breve. E também se sabe que o plano de reestruturação financeira prevê um aumento de capital de até 38 milhões de euros, sinal de que o dinheiro dos tais investidores estará a chegar, devendo cobrir parte desse valor. As perspectivas são positivas. Ainda assim, manda a cautela que se aguarde por notícias definitivas. Para já, os passos têm sido dados na sequência e no ritmo certos, tal como a batida dos ponteiros de um relógio. Aguardemos.


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19 Mai 13
Dois cavalheiros
Tiago Loureiro

 

«Quero agradecer a Jesualdo Ferreira. Todo este processo foi conduzido com todo o respeito por todas as partes. Decidimos em conjunto só falar sobre o assunto no final do campeonato. Foi muito agradável ter trabalhado com Jesualdo Ferreira, que terá sempre uma porta aberta em Alvalade. Eu e os sportinguistas nunca o esqueceremos.»

Bruno de Carvalho

 

«Aprendi a gostar do Sporting, de facto não é difícil... Foi uma benção de Deus treinar este clube. O que nos afastou não foram questões financeiras, nem questões de poder e estou triste com esta decisão que tomei. É dos momentos mais difíceis da minha carreira mas igualmente um momento de honestidade.»

Jesualdo Ferreira


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17 Mai 13

 

Uma boa maioria dos sócios elegeu no passado dia 23 de Março um presidente que apresentou, na campanha eleitoral e respectivo programa, uma ideia clara para a gestão do futebol do clube. Se a mesma terá sucesso não se sabe, mas que tem legitimidade para avançar sabe-se perfeitamente. E tem a melhor legitimidade possível: a democrática.

 

Dizem as notícias que uma eventual não continuidade de Jesualde dever-se-á ao facto de o mesmo não aceitar trabalhar com as funções e competências que Bruno de Carvalho lhe propôs, dentro da estrutura que foi apresentada aos sócios e que mereceu a aprovação da maioria. Jesualdo tem legitimidade para ter a convicção que quiser sobre o assunto. Já o Presidente do Sporting tem obrigação de aplicar convictamente o seu projecto. Estranhamente, há adeptos que entendem que devia ser ao contrário. Que a vontade de um treinador com meio ano de casa vale mais do que a vontade de quem foi eleito por mais de metade dos sócios.

 

Em clubes bem geridos, um bom projecto, um bom designío estratégico, uma certeza de onde se queria chegar e de que forma o fazer, é muito mais importante do que os treinadores que por lá passam. Basta olhar, por exemplo, e para mal dos nossos pecados, para o fcporto, onde qualquer treinador medíocre se arrisca a ser um treinador campeão, num processo em que é apenas uma peça numa engrenagem que já funcionava bem sem ele.

 

Por isso, após anos de deriva estratégica de Bettencourt e Godinho Lopes, após meses de campanha em que a maioria dos adeptos exigia responsavelmente um 'projecto' e uma 'estratégia' em vez de reforços e nomes sonantes, é de estranhar ver tanta carpideira a chorar a eventual saída de um treinador se a mesma acontecer, como se prevê, porque o mesmo não concorda com a estratégia de quem a tem de ter no clube: o presidente.


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12 Mai 13
Se, se e se...
Jose Manuel Barroso

Se Jesualdo não continuar como treinador do nosso clube; se o presidente não entender que a continuidade na construção do futuro do futebol do clube é muito importante para solidificar uma equipa basicamente vinda da formação; se se não adotar, de uma vez por todas, o binómio presidente-treinador, como base de um crescimento desportivo estável; se se não compreender que a continuidade do treinador é uma garantia para os jovens jogadores (e não apenas estes) lançados depois de Fevereiro e um firme sinal de confiança neles e no seu crescimento...

 

... então teremos o primeiro momento de fragilidade do novo presidente. E eu não desejo isso, como sócio.


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23 Abr 13

A estratégia, para o futebol, nos clubes com C grande tem de ser Presidente/Treinador. Só isso garante visão estratégica e caminho firme e apoiado. Dispenso-me de apontar exemplos, aqui ou no estrangeiro. Um Presidente sólido e um treinador sólido e competente. Um jovem talentoso a comandar esta equipa de miúdos talentosos é uma prova de fogo e uma solução de risco. Com Jesualdo aprendemos que a sua experiência e perspicácia são muitos úteis - se não fundamentais - para fazer crescer estes talentos, pelo menos mais uma temporada. Deixando os amanuenses de pensamento mediano e discurso fácil, mas pouco competentes, como... amanuenses apenas. A solução certa, e sem hesitações, é o binómio Bruno de Carvalho/Jesualdo Ferreira. Assim, tão simples como isto.


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Postaram aqui - e certeiramente! - a reprodução de duas primeiras páginas de A Bola, comparando o tratamento dado a Benquerença e a Capela. Mas qual a dúvida, sobre o que defende e quem defende A Bola? Alguém tem dúvidas de que o órgão oficioso dos papoilas é aquele diário desportivo? Alguém tem dúvidas de que o Sporting será sempre menorizado, naquelas colunas? Houve um momento em que parecia que eles estavam 'preocupados', bonzinhos que são, com o que se passava de ruim no nosso clube. Bons samaritanos, querendo o Bem do nosso Sporting, comovente até às lágrimas! Não, o que eles queriam e fizeram foi ajudar a fragilizar mais o clube (e não me interessa, agora, se a saída encontrada pelos sócios foi boa ou má..., esperando apenas que tenha sido boa, mas isso é uma conversa entre nós). Voltarão a fazê-lo quando e se chegar, de novo, a oportunidade. Não sejamos anjinhos. A estratégia para a comunicação social terá de ser outra.


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09 Mar 13

Tenho acompanhado pouco a campanha presidencial, não por desinteresse mas por falta de tempo, porém tento ir espreitando os temas que andam a ser debatidos, e ou muito me engano ou a questão prioritária para clube não tem feito parte da discussão: a posição do Sporting na estrutura accionista da SAD (actualmente maioritária). Se ainda não, seria bom que este tema saltasse para a agenda dos candidatos. Está na hora de largar as calúnias, o ajuste de contas e a política baixinha para se começar a discutir o que importa: o futuro do Sporting. 


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22 Fev 13

No outro dia, estava com os meus filhos a ver televisão e apareceram notícias de Alvalade. Sabendo eles que o pai escreve no jornal do Sporting e que está atento ao que se passa no nosso Clube, lá me chamaram a atenção para as notícias relativas ao processo eleitoral em curso. Do que viram e ouviram, ficaram sem perceber (quase) nada.

 

Explico. Para os meus filhos, o Sporting são os jogadores, os jogos que vêem na televisão ou os relatos que ouvem na rádio. Ou, no limite da ingenuidade infantil, todas as pessoas que se vestem de verde. Ou seja, ainda não estão na fase de entender que alguém manda e gere o nosso Clube.

 

Daí que explicar-lhes que o nosso Clube vai para eleições foi um enorme desafio. O conceito de eleições é, já por si, para eles, um mistério da natureza. Tentar fazê-los perceber que há “um senhor que manda” no Sporting e que vai agora dar o seu lugar a outro mais difícil é.

 

As perguntas sucederam-se com natural curiosidade e, confesso, existiram algumas a que eu próprio não consegui responder. Mas no fim desta conversa lá conseguiram entender que o Sporting não vai acabar, que os jogadores continuam a jogar e que, com sorte, as vitórias vão chegar. E a pergunta, inevitável, lá surgiu: “E quando é que vamos ao Estádio conhecer o novo chefe do Sporting?”

 

Fica aqui então lançado o repto ao futuro Presidente do nosso Clube para, um dia, se assim o entender, ser apresentado a dois admiradores seus. Lá em casa, caro Presidente, não querem saber quem o senhor é, quais os seus projectos, ou a sua equipa, mas apreciam-no por aquilo que representa, mesmo que nem sequer o conheçam.

 

Com isto, descobri que os meus filhos aprenderam uma valiosa lição. Mostraram que não se metem no que não percebem, e são, acima de tudo, institucionalistas. Se todos no Sporting fôssemos assim, o nosso próximo Presidente iria ter, seguramente, a sua vida bem mais facilitada. Pela minha parte, digo-lhe, desde já, que terá o meu apoio a partir do dia em que tomar posse. Porque é o meu Presidente.

 

*Artigo desta semana do jornal do Sporting


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13 Fev 13

Deparamos muitas vezes, quase sempre por alturas de eleições, com a questão do vencimento dos órgãos executivos. Dizia-nos a tradição que o cargo de presidente de um clube deveria ser executado de uma forma pro bono. Quem quisesse concorrer teria que ter uma vida financeira desafogada. Falar no caso era factor eliminatório de qualquer candidato. Era um tempo em que para ser presidente de um clube havia a obrigatoriedade de ter fortuna. Ora este facto limitava de forma muito acentuada a escolha dos sócios. Com o advento dos conselhos de administração e o aparecimento das sociedades anónimas desportivas chegámos a um novo paradigma, a entrada de gestores profissionais na vida dos clubes. O que antes era uma coutada particular de alguns, passou a estar ao alcance de muitos. Mas a questão da remuneração do presidente manteve-se como um tabu. Estamos em 2013 e talvez fosse altura de acabar de vez com este quase dogma nos clubes. A complexidade da gestão de um clube nos dias de hoje, não se coaduna com amadorismo nem com um part-time. Quer-se e exige-se uma dedicação a tempo inteiro, pretende-se que todas as forças do presidente estejam viradas e concentradas na gestão do clube. Advogo que o presidente deve ser remunerado. Deve ser obrigatório que assim seja e não apenas uma mera possibilidade inscrita nos estatutos.

Esta questão leva-nos a outra dificuldade, qual o vencimento do presidente. Cada vez que se fala nalgum candidato avança-se com um número, cem mil para um, quarenta mil para o outro, é um bocado à vontade do freguês. E é esta questão que torna todo o processo opaco. A ideia que fica é que tudo é tratado em segredo, como se fosse um pecado, uma falta de virtuosismo. Recordo-me de ouvir José Bettencourt a tornear a questão dizendo que nem sabia quanto ia auferir. Para dar a devida elevação que o cargo merece, deveria estar consagrado estatutariamente o valor a auferir pelo presidente e, para que não surgissem quaisquer dúvidas, ser indexado por exemplo ao do chefe de Estado, 90% desse vencimento. Acabava-se assim com esta hipocrisia sobre ser considerado menos sportinguista aquele que pretender ser remunerado.


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