17 Mar 17

Temos nove jogos de preparação até ao final da temporada em curso. Em 2017/18 não pode haver desculpas.


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06 Ago 16

Ontem à noite o estádio "Allgarve" serviu de palco para a disputa(?) de uma coisa chamada "Allgarve Summer Cup". Nada mais ridículo: uma equipa portuguesa e outra francesa a baterem-se por um "troféu" com nome inglês em Portugal. Como se fôssemos uma colónia britânica, tipo Gibraltar.

Talvez por isso - coisa também ridícula - os jogadores do Nice desertaram logo após o apito final, correndo para o aeroporto, sem tentarem arrematar o tal "troféu" nos penáltis, como mandaria o regulamento. Por exclusão de partes, aquilo ficou para nós. Espero que arrumem a coisa em inglês numa arrecadação obscura de Alvalade - ou deveremos começar a escrever "Allvalade" a partir de agora?

Apreciação sucinta dos nossos jogadores, neste encontro que terminou empatado a zero:

 

Rui Patrício - Defendeu um penálti aos 43', impediu in extremis um golo cantado aos 86': o melhor guarda-redes da Europa está em excelente forma, como voltou a demonstrar. O melhor em campo.

 

Schelotto - Correu muito mas nem sempre bem. E de tanto correr esquece-se por vezes que a sua missão principal é defender lá atrás. Cometeu um penálti desnecessário por chegar tarde ao corte. Saiu aos 62'.

 

Coates - Não anda bem, como ficou comprovado neste desafio - confirmando o que já tinha ficado patente no jogo anterior. Lento, nervoso, perde sucessivos confrontos individuais. Mau alívio aos 64'. Muito faltoso.

 

Rúben Semedo - O nosso melhor defesa. Pelo menos três grandes cortes - aos 45', 48' e 70'. Único senão: falhou uma intercepção aos 60', abrindo uma avenida ao transportador de bola que Patrício parou fazendo a mancha.

 

Jefferson - Jesus premiou a sua boa actuação anterior fazendo-o alinhar como titular na lateral esquerda - a maior surpresa do onze inicial. O brasileiro cumpriu no essencial. Grande cruzamento aos 44'. Em campo até ao minuto 73.

 

William Carvalho - Alternou bons passes de ruptura (26' e 36', por exemplo) com outros nem sempre bem dirigidos. Mas assumiu-se sem rodeios como patrão do meio-campo até sair, aos 73'.

 

Adrien - Infatigável, como é seu costume, e exímio a inventar linhas de passe para os colegas. Actuou apenas na primeira parte: Jesus quis poupá-lo a excessivo desgaste, já a pensar na jornada inaugural do campeonato.

 

João Mário - Sabe jogar muito mellhor do que tem demonstrado nesta pré-temporada. Parece um pouco apático e desinteressado em aplicar a sua melhor arma: a superioridade no um-para-um. Saiu aos 61'. 

 

Bruno César - Voluntarioso, como sempre. Enviou uma bomba com o seu pé-canhão que rasou o poste aos 29'. Outro bom remate aos 32', mas apontado à figura do guarda-redes. Só jogou meia partida.

 

Bryan Ruiz - Jesus apostou nele como segundo avançado, articulando com o argentino Ruiz para compensar a ausência inicial de Slimani. Isolado aos 22', optou por um chapéu ao guarda-redes, que defendeu. Saiu aos 61'.

 

Alan Ruiz - Não é ponta-de-lança mas actuou nessa posição enquanto titular. Aos 40', foi dele o melhor remate da primeira parte - defesa difícil do guardião do Nice. Bom cabeceamento aos 44'. Substituído aos 62'.

 

Petrovic - Entrou na segunda parte como médio de construção, ocupando as funções de Adrien. Cerebral, demonstrou saber ler o jogo. Mas falta-lhe a intensidade e a dinâmica do campeão português.

 

Gelson Martins - Jogou a segunda parte e voltou a mostrar (bom) serviço. Melhorou mais ainda após a entrada de João Pereira, com quem fez boas tabelinhas. Dinamizou a ala direita sem descurar missões defensivas.

 

Iuri Medeiros - Em campo desde o minuto 61, voltou a desperdiçar uma oportunidade para agarrar um lugar no plantel principal do Sporting. Parece pouco confiante: quase nada lhe sai bem, a começar pelas bolas paradas.

 

Podence - Protagonizou o caso mais estranho deste jogo: Jesus fê-lo entrar aos 61', rendendo João Mário, e mandou-o sair aos 85', para dar lugar a Bruno Paulista. Desta vez mal se deu por ele em campo.

 

João Pereira - Entrou aos 62'. Claro entrosamento com Gelson Martins, criando sucessivos lances desequilibradores no flanco direito para contrariar a apatia na ala oposta. Muito combativo, foi melhor que Schelotto.

 

Slimani - Para ele não existem jogos a feijões. Entrou aos 62': quatro minutos depois já colhia aplausos com um excepcional toque de calcanhar a desmarcar Podence. Grande pontapé à meia-volta aos 86'. Só lhe faltou um golo.

 

Marvin - Substituiu Jefferson aos 73', sem vantagem para a equipa. Só foi à frente uma vez, cruzando para a área, iam já decorridos 86'. Tem um raio de acção demasiado curto para as ambições leoninas.

 

Meli - Em campo desde o minuto 73', substituindo William Carvalho, tentou abrir linhas de passe para os colegas sem ser bem-sucedido. Faltam-lhe rotinas de jogo, o que se compreende. Mas tem bom toque de bola.

 

Bruno Paulista - Entrou aos 85' como uma espécie de prémio de consolação após a desastrosa partida anterior, em que foi titular. Mal deu para mostrar o que vale.


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A diferença entre jogar com eficácia e "jogar bonito" esteve em foco esta noite, no desafio entre o Sporting e o Nice realizado no estádio do Allgarve (deverei escrever deste modo já que estava em "disputa" uma putativa "Allgarve Summer Cup", assim mesmo, em inglês, como se Portugal fosse protectorado britânico). Por duas vezes Bryan Ruiz, isolado perante a baliza francesa, quis adornar o lance, permitindo a defesa do guardião. Aconteceu aos 22' e aos 26'. Na primeira ocasião isso ficou ainda mais evidente, com o costarriquenho, após ganhar uma bola de ressalto, a confeccionar um chapéu que acabou por ser interceptado com facilidade por Cardinal em vez de optar por um remate forte e seco, com a bola bem direccionada, sem hipóteses para o guarda-redes.

Logo me lembrei de alguns jogos do ano passado em que pormenores como este nos fizeram desperdiçar pontos. A obsessão em "jogar bonito" dá nisto: as vitórias vão por água baixo. E os títulos também vão, junto com elas.


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05 Ago 16

Não podemos ficar satisfeitos com o teste desta noite, no estádio do Algarve, frente ao Bétis de Sevilha - 10.º classificado do campeonato espanhol. Perdemos (2-3) e sobretudo revelámos clamorosas falhas defensivas neste desafio em que não actuaram Rúben Semedo (lesionado), Adrien e João Mário.

Jorge Jesus fez alinhar pela primeira vez nesta pré-temporada Bruno Paulista - que teve responsabilidade num dos golos - e Paulo Oliveira, fazendo igualmente entrar o argentino Meli, reforço de Verão, em estreia absoluta com a camisola do Sporting. Recebeu muitas palmas. E pareceu ter gostado. Deu para perceber que o médio argentino tem bom toque de bola.

Vale a pena também salientar o primeiro golo de Alan Ruiz, a passe de Bryan Ruiz. Um ensaio de dupla atacante a prevenir a ausência de Slimani, que estará fora da jornada inaugural da Liga 2016/17 por necessidade de cumprir um castigo.

Estivemos aliás a vencer, logo a partir dos 17'. Mas tudo virou em três minutos, entre os 27' e os 29', com dois golos da equipa andaluza. Daí até ao fim limitámo-nos a correr atrás do prejuízo.

No segundo tempo, com a equipa a perder 1-2, Jesus substituiu todos os jogadores de campo, mantendo-se apenas Rui Patrício na baliza. O Sporting acabou por lucrar com estas mudanças em catadupa, passando a actuar com mais intensidade e a trocar melhor a bola. Destaque para o sérvio Petrovic, que fez a melhor exibição da pré-temporada, os nossos laterais (João Pereira e Jefferson) a revelarem muito dinamismo e Slimani de novo a marcar, pela segunda partida consecutiva, com um grande golo de cabeça.

Golo insuficiente, ainda assim, para impedir a derrota. Ainda há muitas arestas a limar na nossa equipa a escassos nove dias do início do campeonato.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Rui Patrício - Noite ingrata para o nosso guarda-redes, traído pelo seu quarteto defensivo. Pecou por algum imobilismo no segundo golo. No terceiro pareceu mal colocado.

 

Schelotto - Exibiu o voluntarismo a que já nos habituou enquanto esteve em campo, no primeiro tempo. Mas por vezes parece dosear mal o esforço. Bom remate aos 7', levando o primeiro sinal de perigo à baliza do Bétis.

 

Coates - Uma decepção. O uruguaio teve responsabilidades directas nos dois golos sevilhanos marcados na primeira parte, Falha de cobertura aos 27', claramente batido aos 29' - ambas as vezes por Rúben Castro. Saiu ao intervalo.

 

Naldo - Melhor do que o seu colega do eixo central. Mas falhou a intervenção no lance que viria a gerar o terceiro golo do Bétis, não estando também imune à sucessão de erros defensivos. Substituído aos 74'.

 

Marvin - Uma das piores exibições. De uma falha de cobertura no corredor à sua guarda nasce o golo inaugural do Bétis. Intervenção quase nula no processo ofensivo. Esteve em campo até ao minuto 60.

 

William Carvalho - Parece diminuir de rendimento nos desafios em que Adrien não o complementa no trabalho do meio-campo. Foi o caso hoje, em que esteve uns pontos abaixo da sua média. Saiu ao intervalo.

 

Bruno Paulista - Foi uma das surpresas de Jesus neste jogo: voltou à titularidade nove meses depois. Bom remate à baliza (22'). Mas seis minutos depois perdeu a bola no eixo central: daí nasceria o segundo golo do Bétis. Saiu aos 60'.

 

Bruno César - Exibição demasiado discreta do nosso médio esquerdo, ainda à procura do seu registo ideal. Teve o mérito de nunca complicar, ao contrário de alguns colegas. Substituído aos 60'.

 

Bryan Ruiz - Bons apontamentos do costarriquenho, que jogou em apoio directo ao ponta-de-lança improvisado, Alan Ruiz. Cumpriu com uma assistência para golo. Só actuou na primeira parte.

 

Alan Ruiz - Estreou-se a marcar pelo Sporting, logo aos 17', com um remate de carrinho dando a melhor sequência a um centro primoroso de Bryan. Substituído aos 60', certamente com a sensação de missão cumprida.

 

Paulo Oliveira - Regressou enfim às exibições após longa assistência, entrando no segundo tempo. Notou-se a falta de ritmo no lance do terceiro golo do Bétis, em que ficou preso de movimentos, sem acompanhar o rematador.

 

João Pereira - Jogou a segunda parte, notando-se que luta com muita energia pela disputa da titularidade na lateral direita. Velocidade, dinâmica e bom entrosamento com os colegas dianteiros. Falta afinar a qualidade nos crizamentos.

 

Petrovic - A melhor exibição do sérvio até agora. Em campo desde o minuto 46, revelou segurança no apoio à defesa e mostrou maior qualidade de passe. Tentou até o remate de meia-distância, chutando forte e com perigo aos 67'.

 

Podence - Entrou na segunda parte, insuflando mobilidade e criatividade na nossa linha ofensiva. Apontamentos de qualidade, sobretudo no passe curto, combinando bem com João Pereira em tabelinhas na ala direita.

 

Iuri Medeiros - Em campo desde o minuto 60. Poucas coisas lhe saíram bem. Quando deve passar, agarra-se à bola. Quando lhe pedem criatividade, perde o controlo da jogada. Nem nas bolas paradas fez a diferença.

 

Slimani - Muitos aplausos sublinharam a sua entrada em campo, aos 60'. Correspondeu às expectativas com um belo golo de cabeça (75'). Lutou sempre pela posse da bola. E envolveu-se em missões defensivas. Foi hoje o melhor Leão.

 

Palhinha - Voltou a ter uma exibição positiva, formando duplo pivô com Petrovic a partir do minuto 60, o que atenuou o ímpeto atacante dos sevilhanos. Vai à luta, não desiste de um lance. Dobrou bem os laterais sempre que necessário.

 

Jefferson - Substituiu Marvin aos 60' com notória vantagem para a equipa, conduzindo vários lances de ataque pelo seu flanco. Marcou de forma perfeita um livre aos 75' que funcionou como assistência para o golo de Slimani.

 

Meli - Boa estreia do reforço argentino, em campo desde os 60'. Envolveu-se em vários lances de ataque no eixo central, com tendência a encostar-se à ala direita. Bons pormenores técnicos e vontade óbvia de mostrar trabalho.

 

Ewerton - Substituiu Naldo aos 74'. Não comprometeu, ao contrário de vários dos seus colegas do sector mais recuado.


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30 Jul 16
Crónica de férias
Edmundo Gonçalves

Daqui, de um repouso merecido em Cabanas de Tavira, peço desculpa pelo aparte, mas (provavelmente) a mais linda praia de Portugal, uma pequena reflexão sobre esta pré-época:

- Continuamos com um conjunto com todas as condições para ganhar o campeonato, isso viu-se hoje na primeira parte do jogo do "Troféu Cinco Violinos";

- Temos uma segunda linha razoável nalgumas posições e claramente deficitária noutras, a saber guarda-redes suplente, defesa esquerdo e ponta de lança;

- A coisa com os "Aurélios" fia mais fino e perder um deles seria complicado.

 

E pronto, vou continuar a banhos, sem nunca perder de vista o Sporting.

Para a semana vai haver dois jogos cá pelo reino dos algarves. Se tudo correr bem, lá estarei, já que vou perder o jogo de abertura do campeonato e há que matar a fome de bola!

 


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26 Jul 16

O Sporting continua sem vencer nos jogos mais relevantes desta pré-temporada. Hoje terminou empatado a zero com o Villarreal, quarto classificado do campeonato espanhol, num jogo realizado em Badajoz, sob calor intenso, para a atribuição do Troféu Ibérico.

O impasse no marcador forçou o desempate por grandes penalidades. Dois dos nossos falharam: Slimani e Rúben Semedo. Apesar de o guarda-redes Azbe Jug ter defendido um penálti, o troféu foi para a equipa espanhola.

É o que menos interessa. Vale a pena assinalar que o Sporting exibiu hoje mais consistência defensiva, revelou ritmo de jogo, mostrou jogadores em bom plano e dispôs até de maior número de oportunidades de golo, dominando toda a segunda parte.

Tivemos mais uma bola ao poste: foi a terceira em dois desafios consecutivos. E houve enfim um golo de Barcos, embora anulado por um contestável fora de jogo posicional de Coates nesse lance.

Falta afinar rotinas de jogo. E falta sobretudo que regressem quatro jogadores nucleares: os nossos quatro campeões europeus. É quanto basta para fazer a diferença, acreditamos muitos de nós.

Eu acredito.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Na baliza durante os 90 minutos, fez uma boa defesa a remate de Soldado (34'). Destacou-se sobretudo ao defender um penálti, na fase do desempate final: não chegou para nos atribuir o troféu mas foi um sinal muito positivo.

 

João Pereira - Exibição insuficiente. Muito retraído, mal se integrou no processo ofensivo. Uma fífia em zona perigosa poderia ter originado golo do Villarreal (41'). Só jogou a primeira parte.

 

Coates - Mais nervoso e faltoso do que é costume, não teve o nível exibicional a que já nos habitou. Fora de jogo, fez-se à bola no lance do golo de Barcos, invalidando-o. Em campo só durante os primeiros 45 minutos.

 

Naldo - Exibição irrepreensível. Atento às dobras, complementando bem a acção dos colegas, entendeu-se com todos. Ajudou a neutralizar Soldado, goleador do Villarreal. Só foi substituído aos 81'.

 

Jefferson - Não complicou nem deslumbrou. Procurou ser objectivo e empurrar a equipa para a frente, nem sempre com sucesso. Jogou apenas durante a primeira parte.

 

Petrovic - Continua preso de movimentos, parecendo aìnda à procura do seu espaço. Claramente insuficiente na produção de jogo ofensivo. Abandonou o campo aos 43', com queixas físicas.

 

Bryan Ruiz - AInda lento, sem a qualidade de passe nem o sentido posicional demonstrado na Liga 2015/16. Tentou aos 33' um golo de pontapé de bicicleta, sem conseguir. Substituído aos 68'.

 

Bruno César - Voluntarioso como sempre. Começou desta vez por jogar a médio central. Livre muito bem marcado aos 45'. Aos 88', fez um excelente passe que foi quase meio golo. Merecia que Matheus tivesse correspondido.

 

Iuri Medeiros - Procura acertar, mas continua precipitado. E falha por vezes o tempo de decisão, como ficou bem evidente no lance em que atirou a bola ao poste, já no tempo extra, após cruzamento soberbo de Slimani.

 

Alan Ruiz - Voltou a causar boa impressão. O seu melhor momento foi um fortíssimo remate aos 21', que o guardião espanhol defendeu com dificuldade. Aos 45' fez uma assistência para o golo de Barcos, anulado. Saiu aos 61'.

 

Barcos - Enfim, marcou. Boa movimentação na área, correspondendo da melhor forma a um passe de Alan Ruiz. Mas teve azar: o golo foi anulado por deslocação de Coates, que se fez ao lance. Não regressou do intervalo.

 

Palhinha - Substituiu Petrovic aos 43'. Com vantagem para a equipa. Mais posicional e com melhor visão de jogo do que o internacional sérvio, reforçou o bloco defensivo e assegurou bem a ligação ao sector ofensivo.

 

Rúben Semedo - O mais tecnicista dos nossos defesas, substituiu Coates na segunda parte. Repõe sempre a bola em jogo com muita qualidade de passe. No final, marcou o penálti com pouca convicção: foi o seu ponto fraco.

 

Schelotto - Melhor em campo. Substituiu João Pereira na segunda parte e deu logo mais dinamismo à ala, ganhando sucessivos confontos individuais. A defender nunca complica: sozinho, travou um perigoso contra-ataque aos 84'.

 

Marvin - Substituiu Jefferson no segundo tempo. Continua a denotar défice atacante. E abusou dos atrasos ao guarda-redes. Num deles, obrigou Jug a uma defesa difícil (69'). Outro, em zona proibida, foi salvo por Rúben (74').

 

Podence - Foi a sua exibição mais modesta nesta pré-temporada. Substituindo Barcos na segunda parte, voltou a revelar grande mobilidade. Mas demorou por vezes a libertar a bola, abusando dos dribles.

 

Slimani - Entrou aos 61'. Pressionou sempre a defesa adversária, como é seu timbre. Fez um grande cruzamento aos 92' - quase assistência para um golo que Iuri falhou. Nos penáltis, foi o primeiro a bater mas não conseguiu marcar.

 

Matheus Pereira - Entrou aos 68', rendendo Bryan Ruiz, e jogou encostado à linha, do lado esquerdo. Quer mostrar serviço mas continua sem conseguir. Muito bem servido, aos 88' e aos 90', falhou dois possíveis golos.

 

Ewerton - Substituiu Naldo aos 81'. Exigia-se dele um bom entendimento com Rúben Semedo no eixo da defesa. Missão cumprida.


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24 Jul 16

Entrámos em campo sem cinco dos habituais titulares (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário e Slimani) contra uma equipa da Liga dos Campeões.
O que menos importa é o resultado num caso destes.
A exibição foi mediana. Mas superior às dos restantes jogos da pré-temporada, valha ao menos isso.

Antes progredir do que regredir.

Preocupa-me pouco, confesso, a ausência do João Mário. Dou já por adquirido que o nosso médio criativo sairá para um dos maiores clubes europeus. O Sporting precisa de gerar receitas com os jogadores da sua formação. Não andamos a nadar em dinheiro, longe disso. E que melhor ocasião para vender do que esta, logo após a grande exibição dos nossos profissionais no palco do Euro 2016?
Preocupar-me-ia, isso sim, se saíssem os quatro.

Ou cinco, contando com Slimani.
João Mário seria o mais fácil de substituir porque temos soluções no plantel para a posição dele. Para os outros não temos - nem um guarda-redes que chegue aos calcanhares do Rui Patrício nem um avançado posicional com a fome de golo do nosso argelino.

O que me preocupa é a qualidade dos reforços - desde logo a do ausente Spalvis, que vai estar seis meses inactivo por lesão.

Petrovic, que se movimenta num espaço muito restrito e parece incapaz de fazer passes de ruptura, continua a não justificar a contratação.

Barcos, rotulado de "goleador", vai no nono jogo sem marcar.

Bruno Paulista continua a ser um enigma: nem ontem calçou.

Andamos a trazer jogadores sem que se perceba qual foi o critério da contratação. E continuamos sem uma segunda linha que nos permita encarar com confiança o desempenho nas competições europeias.

Alan Ruiz é a excepção à regra, como felizmente esta pré-temporada tem deixado à vista. Haja ao menos uma escolha que parece ter sido acertada.

Mas não chega, como é óbvio.


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23 Jul 16

Equipa apresentada aos sócios hoje em Alvalade, com novo relvado e três campeões europeus justamente ovacionados (faltou João Mário). Trinta mil pessoas no estádio a assistir à recepção ao Lyon, vice-campeão francês.

Foi um bom teste à equipa - o melhor até agora nesta temporada. O resultado é o que menos importa nestes amigáveis, embora seja sempre preferível ganhar. Nâo conseguimos: os franceses venceram por 1-0, aproveitando uma falha defensiva leonina no início da segunda parte.

Ao intervalo o marcador permanecia em branco.

Jorge Jesus foi fazendo sucessivas substituições, fazendo entrar em campo um total de 22 jogadores - o equivalente a duas equipas. Só Bruno Paulista se manteve no banco. Adrien e William Carvalho, ainda de férias, apenas surgiram para a ovação inicial. Regressam para a semana.

No capítulo defensivo, e apesar do golo sofrido, estivemos melhor do que nos desafios anteriores, faltando afinar alguns pormenores que deverão ser superados sem dificuldade. O quarteto inicial parece bem posicionado para figurar no onze titular inicial da nova temporada. Não esqueçamos que o Sporting foi a equipa menos batida na Liga 2015/16.

No plano ofensivo é necessário melhorar a mobilidade e a criatividade. É certo que hoje tivemos duas bolas aos postes: uma por Barcos, outra por Naldo. Mas soube a pouco.

Quanto aos reforços, por enquanto eis a única certeza: Alan Ruiz parte com vantagem para integrar o onze-base, prefigurando-se como o mais sério candidato a acompanhar Slimani na frente de ataque. Isto se o argelino se mantiver no Sporting, como todos desejamos.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Jogou os primeiros 45 minutos, desta vez sem sofrer golos. Mas continuou a revelar insegurança. Gelou Alvalade com uma defesa incompleta, aos 16', largando a bola em zona frontal.

 

Schelotto - Actuou com dores após ter sofrido uma falta dura. Jesus manteve-o em campo até aos 68'. Nota positiva para o italo-argentino, o nosso lateral mais ofensivo. Rematou forte aos 15'. Grande cruzamento para Slimani aos 63'.

 

Coates - Exibição positiva, com bons cortes e desarmes. Por duas vezes causou calafrios à defesa francesa, em lances de bola parada. Único senão: foi incapaz de travar Lacazette no lance do golo. Saiu aos 77'.

 

Rúben Semedo - Jogou com a habitual confiança, desembaraçando-se bem da bola, mas não está isento de culpa no golo que sofremos, tendo sido ultrapassado por Rafael, extremo do Lyon. Saiu aos 68'.

 

Marvin - Mantém o defeito que lhe tenho apontado com frequência aqui: raras vezes se integra na dinâmica ofensiva da equipa. Voltou a pecar neste domínio. Esteve em campo até ao minuto 68.

 

Petrovic - A melhor exibição do internacional sérvio nesta pré-temporada, sobretudo quando fez parceria com Palhinha durante a segunda parte. Continua a pecar no capítulo do passe longo: arrisca pouco ou nada. Saiu aos 77'.

 

Bryan Ruiz - Agora com o n.º 10 na camisola, voltou a jogar na habitual posição de Adrien, onde não mostra o seu melhor. Na segunda parte adiantou-se no terreno mas ainda está preso de movimentos. Saiu aos 62'.

 

Gelson Martins - Muita vontade de mostrar serviço, muito talento à flor da pele nas jogadas individuais, disciplina táctica ao integrar-se na manobra defensiva. Assistiu Barcos num remate ao poste (10'). Substituído aos 62'.

 

Bruno César - Ainda à procura da melhor forma, hoje não ultrapassou o plano do razoável. Boa abertura para Schelotto aos 15', pouco mais a registar. Jogou apenas durante a primeira parte.

 

Alan Ruiz - O argentino voltou a merecer nota positiva. Combativo, desequilibra nos confrontos individuais. Tentou o golo aos 26' e novamente aos 51', desta vez servido por Podence. Não marcou por pouco. Saiu aos 62'.

 

Barcos - Mais um jogo sem marcar. No entanto, desta vez acertou no poste. Iam decorridos 10', o lance parecia promissor. Mas foi-se apagando e foi errando demasiados passes. Já não regressou do intervalo.

 

Rui Patrício - Ainda de férias, fez questão de sentar-se no banco e pediu ao técnico para jogar na segunda parte: mais uma prova de dedicação à equipa e aos adeptos. Foi ele a sofrer o golo, aos 53', embora sem qualquer culpa.

 

Palhinha - Entrou na segunda parte para fazer dupla com Petrovic como médio de contenção. Exibição positiva. Ajudou a dar equilíbrio defensivo à equipa, tornando-a mais consistente no corredor central.

 

Podence - Novamente o jogador mais em evidência. Substituiu Barcos na segunda parte, esticando o nosso jogo. Bom na finta, na dinâmica e na visão periférica. Grandes passes aos 73', 83' (de calcanhar) e 87' (isolando Slimani).

 

Slimani - Para ele não existem amigáveis: todos os jogos são a sério. Entrou aos 62': no minuto seguinte já cabeceava à baliza. Ocasião soberana para marcar aos 87', mas quis fazer tudo sozinho. Parece muito motivado.

 

Matheus Pereira - Entrou aos 62' com nítida vontade de mostrar serviço, mas as intenções foram melhor do que os resultados. Podia ter marcado aos 77': falhou por precipitação. Tem talento para render muito mais.

 

Iuri Medeiros - Entrou aos 62'. Marcou muito bem um livre curto aos 70': a bola, cabeceada por Naldo, embateu no poste. A partir daí foi-se enervando: lento a decidir, dispôs de oportunidades que não conseguiu aproveitar.

 

João Pereira - É um jogador sempre combativo, como demonstrou em campo, a partir do minuto 68. Falta-lhe por vezes em fôlego o que lhe sobra em energia anímica. Hoje não chegou para fazer a diferença.

 

Naldo - Entrou aos 68' e parecia ter fome de golo. Dois minutos depois, chegando-se à frente numa bola parada, cabeceou ao poste: a sorte não o acompanhou nesse lance. Exibição positiva.

 

Jefferson - Entrou aos 68'. Fez as habituais deambulações pela ala, nem sempre consequentes. Perdeu a cabeça aos 85', empurrando um adversário. Recebeu amarelo. Num jogo menos amigável o cartão poderia ter outra cor.

 

Aquilani - Em campo desde o minuto 77, substituindo Petrovic. A sua melhor intervenção ocorreu já no tempo extra, com um belo passe em profundidade que merecia ter encontrado melhor desfecho.

 

Ewerton - Substituiu Coates aos 77'. Desconcentrou-se num lance que poderia ter originado perigo, mas corrigiu o lapso recuperando a bola.


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20 Jul 16
Os imprescindíveis
Pedro Correia

Na minha opinião, de momento, há nove no plantel do Sporting para enfrentarmos as diversas frentes da temporada 2016/17.

Eis os nomes deles:

 

Adrien

Bryan Ruiz

Coates

Gelson Martins

João Mário

Rúben Semedo

Rui Patrício

Slimani

William Carvalho

 

Isto é: quatro campeões europeus, dois outros valores da nossa formação e três verdadeiros reforços.

Não bastam estes, claro. Mas quanto aos restantes, veremos. Leões a sério têm de provar que o são em campo, não em bravatas nas redes sociais. Sempre em campo.


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19 Jul 16
Males que vêm por bem?
Edmundo Gonçalves

As derrotas têm sempre o seu lado positivo. Quando são a feijões e sem implicações nas classificações, tanto melhor. 

Com estes resultados bastante desnivelados neste estágio na Suiça (esqueçamos o clube da terceira divisão), deu para ver as lacunas do plantel.

Deu para ver quem está engajado e quem, por outro lado, desperdiçou esta ou uma nova oportunidade.

O treinador tem hoje, certamente, uma ideia mais clara sobre com quem conta e o que precisa para implementar o seu modelo de jogo.

Quem viu os jogos, sabe o que é preciso. Haja dinheiro e vontade de o usar com critério.


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Preocupações
Pedro Correia

Preocupação número um: o guarda-redes. Se o Rui Patrício escorrega e cai, ficamos descalços.

 

Preocupação número dois: segundo avançado para jogar com Slimani. Teo - como já se percebeu - deixou de ser solução.

 

Preocupação número três: ponta-de-lança. Ter Slimani é curto, até porque vai haver Taça das Nações Africanas em Janeiro e ficaremos pelo menos um mês sem ele. Barcos continua uma incógnita.

 

Preocupação número quatro: laterais. Marvin, que nunca me convenceu, é inferior àquilo que o Sporting precisa para ser campeão. Schelotto continua a ser uma incógnita, capaz do melhor e do pior.

 

Preocupação número cinco: reforçar o eixo da defesa. Ewerton, já percebemos, fica fora. Restam muitas dúvidas sobre Naldo. Será que Paulo Oliveira não conta? Gostaria que contasse.


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Sábado há mais
Edmundo Gonçalves

Confesso que não vi o jogo todo. Aquilo hoje foi mau demais e eu tinha coisas mais importantes.

O Pedro Correia já disse tudo abaixo, e eu reforço as (más) impressões que tive nos restantes jogos: A equipa sem os mosqueteiros é uma coisa banal.

Compete a Jesus dar proveito à fama de potenciador de jogadores, porque de outro modo, a coisa ficará preta.

Ah! E chamem o homem da vassoura, por favor.


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18 Jul 16

Segue-se a apreciação sumária do desempenho dos nossos jogadores na goleada hoje sofrida em Lausana, frente ao PSV.

 

Stojkovic. Inseguro, mal batido em pelo menos dois dos golos, um dos quais resultou de uma defesa incompleta sua. Não pode ser ainda o eventual substituto de Rui Patrício. Nem sequer anda lá perto.

 

João Pereira. Sem pedalada para as cavalgadas da equipa holandesa, falhou uma intercepção da bola, dando origem ao segundo golo, e foi incapaz de acompanhar o marcador do terceiro. Substituído aos 64'.

 

Naldo. Cometeu um penálti aos 5' e parece ter ficado marcado por esse lance. Irregular nas coberturas e longe de revelar bom entendimento com Ewerton no eixo da defesa.

 

Ewerton. Apático, sem energia anímica. Escorregou na grande área e demorou a levantar-se. Quando finalmente se posicionou, o PSV acabava de marcar o quarto golo. Saiu aos 79', aparentemente lesionado.

 

Jefferson. Um desastre. Abriu literalmente uma avenida para a equipa adversária marcar o quinto golo, aos 55'. Quatro minutos depois, repetiu a dose: só não foi golo porque não calhou. Saiu aos 64'.

 

Aquilani. Está em campo fisicamente, mas parece estar ausente em parte incerta. Marcou um livre de forma displicente. Expulso aos 34', ao receber o segundo amarelo. Pouco tinha feito até aí.

 

Palhinha. Procurou acertar, mas a exibição esteve muito longe do que prometia. Melhor momento: um passe longo para Alan Ruiz, aos 32'. Embrulhou-se com Petrovic na segunda parte. Saiu aos 64'.

 

Iuri Medeiros. Tal como Palhinha, esforçou-se para mostrar serviço sem conseguir. Poucas incursões atacantes no seu flanco. Agarrou-se por vezes demasiado à bola. Substituído aos 64'.

 

Podence. O melhor do Sporting. Destacou-se no primeiro tempo, enquanto teve forças. Bom cruzamento aos 30' para Matheus - melhor jogada colectiva da equipa. Foi recuando por imposição táctica. Saiu aos 64'.

 

Matheus Pereira. Carregado em falta por dois adversários quando se infiltrava na área: seria penálti. O árbitro não fez caso. Mas ficou aquém do que se esperava dele. Já não regressou na segunda parte.

 

Alan Ruiz. Foi dele o único remate leonino à baliza. Aos 32', a passe de Palhinha: remate forte, com o pé esquerdo, para defesa difícil do guarda-redes do PSV. Ainda pouco móvel. Saiu aos 64'.

 

Petrovic. Entrou na segunda parte. Pouco dinâmico, incapaz de fazer um passe longo e sem acertar posições com Palhinha. Parece jogar demasiado com os olhos. É insuficiente.

 

Schelotto. Entrou aos 64', quando Jesus substituiu cinco jogadores para evitar maior goleada. Esforçado, mas sem brilhantismo. Anda com os nervos demasiado à flor da pele, o que lhe tira discernimento.

 

Marvin. Em campo desde os 64'. Competia-lhe fazer melhor do que Jefferson, o que não era difícil. Fechou razoavelmente o corredor esquerdo e atreveu-se por vezes a atacar.

 

Bryan Ruiz. Entrou aos 64', substituindo Podence. Ainda lento, preso de movimentos e jogando numa posição em que não se sente muito confortável. Alguns pormenores de classe, mas todos inconsequentes.

 

Gelson Martins. Procurou sacudir o marasmo ofensivo desde que entrou para o lugar de Iuri, aos 64'. Trouxe algum dinamismo, mas a equipa continuou com um futebol curto e previsível.

 

Slimani. Ajudou a pressionar mais à frente ao entrar para o lugar de Alan Ruiz (64'). Tentou passes, mas com pouco sucesso. Procurou rematar, mas sem sucesso algum.

 

Rúben Semedo. Em campo desde o minuto 80, rendendo o lesionado Ewerton, pareceu ser o elemento mais confiante da defensiva leonina. E também aquele que saía com a bola mais controlada.

 

Ryan Gauld. Substituiu Palhinha aos 85'. Primeira oportunidade na pré-temporada para mostrar o que vale. Quase não conseguiu. Talvez merecesse mais tempo em campo, mas foi o que se arranjou.


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Jorge Jesus enfrenta vários problemas nesta preparação da equipa para a temporada 2016/17. Hoje isso ficou ainda mais notório com o PSV - campeão da Holanda - a golear o Sporting. Foi o quarto e último jogo de preparação na Suíça, permitindo reforçar impressões que os desafios anteriores já tinham deixado.

Desde logo, um descalabro defensivo. Por mais "amigáveis" que sejam os jogos, não é normal - nunca é normal - que a equipa encaixe 14 golos em quatro desafios, sobretudo tendo marcado apenas seis. Hoje ficámos em branco, o que só agrava o problema.

É verdade que sofremos uma grande penalidade não assinalada que poderia ter alterado o curso do encontro quando perdíamos "apenas" por 0-2. É verdade que Aquilani foi expulso por acumulação de amarelos, sem justificação aparente, ainda na primeira parte. É verdade que uma agressão a Schelotto, a meio da segunda parte, ficou por sancionar.

 

Mas importa analisar friamente a prestação dos nossos jogadores.

E destas quatro partidas - duas das quais, ressalvo, só vi metade - extraem-se as seguintes conclusões:

- Os nossos quatro campeões europeus são vitais no onze titular se ambicionamos conquistar o título - o Sporting é uma equipa com eles e outra, muito diferente, quando eles não estão:

- Precisamos de reforçar com urgência componentes vitais do plantel, a começar num guarda-redes;

- As jovens promessas leoninas, excepto Podence, desperdiçaram boas oportunidades de demonstrarem que merecem ter acesso à equipa principal;

- Viu-se muito pouco dos reforços já contratados. Só Alan Ruiz merece nota positiva. Hoje foi dele o nosso único remate à baliza.

 

É verdade que três das equipas que defrontámos nesta pré-temporada integram a alta roda do futebol europeu: Mónaco (derrota 1-4), Zenit (derrota 2-4) e PSV (derrota hoje por 0-5).

Mas não é menos verdade que podíamos e devíamos ter feito muito melhor.

 

Segue-se, no âmbito da pré-temporada, a recepção ao Lyon. No sábado, em Alvalade.


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In Jesus we trust
Edmundo Gonçalves

2-4.

Não vi, apesar de ainda não estar de férias.

Já disse que o que me interessa nestes jogos não é o resultado, antes o trabalho que vai sendo feito diariamente com os jogadores.

Ainda que duas derrotas por quatro golos cada seja revelador de que há ainda muito trilho a percorrer, há algumas "certezas" que vou tendo:

Pelos menos para a lateral esquerda há que investir;

Os reforços, excepção feita a Alan Ruíz, ainda estão a... estagiar;

Temos que ter GR suplente. Jogar com dez não será muito avisado, sobretudo se a falta for na baliza;

Urge contratar alguém para marcar golos, Slimani apenas é curto.

Como digo no título, devemos confiar em Jesus. Afinal foi ele que colocou a máquina a funcionar na época passada.

Nunca mais é 14 de Agosto?


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16 Jul 16

Só comecei a ver o Sporting-Zenit aos 52 minutos, não vou portanto fazer nenhuma apreciação do jogo. Limito-me a registar que nos três desafios desta temporada já levamos nove golos sofridos. Começa a ser excessivo.

Mantém-se a minha convicção de que precisamos de contratar um guarda-redes que funcione como substituto de Rui Patrício. Se o nosso campeão se lesiona - ou se constipa - toda a equipa treme.

Destaco até agora o desempenho de três jogadores: Alan Ruiz, que parece um bom reforço para a época que se avizinha; Daniel Podence, que faz por merecer um lugar no principal plantel leonino; e Gelson Martins, que demonstra cada vez mais valor, ao ponto de já se poder vaticinar que será a curto prazo um dos melhores extremos do futebol português.


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15 Jul 16
Jogo II
Edmundo Gonçalves

Tal como o Pedro Correia, só deu para ver a primeira parte do jogo de ontem.

E tal como no primeiro jogo, em que perdemos por 4-1, eu não atribuo qualquer importância ao resultado, que foi, para registo, de 3-1 a nosso favor.

Equipa completamente diferente da do primeiro jogo, com algumas indicações, a saber:

Parece-me que o segundo GR, a não vir um outro com mais estaleca, será mesmo Stojkovic, o rapaz Jug está ainda muito verdinho (e verdinho aqui não é sinónimo de bom);

João Pereira aproveitou bem os banhos de assento e demonstra já uma boa forma, aliada à enorme garra que sempre coloca em campo. Marcou o segundo golo. É, quanto a mim, muito melhor a defender que Schelotto, e está melhor nesta fase precoce da época;

Ruíz mostrou-se muito bem em meia-dúzia de lances e parece ser aposta ganha;

Bruno César será o faz-tudo desta equipa. JJ confia nele até para lhe ir depositar o dinheiro do ordenado e ele corresponde com entrega e qualidade dentro de campo;

Aquilani parece ser taxista: Parece estar ali sempre a fazer frete. Ontem, se tivesse pensamento e decisão rápidos, teria marcado um golo fácil, que falhou porque não soube ou não tentou fazer um drible sobre o GR adversário.

E pronto, os outros estão a caminhar. Deixêmo-los ir andando, que estão bem acompanhados.

 

 


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14 Jul 16

Segundo jogo de preparação do Sporting nesta temporada. Com um onze totalmente diferente daquele que ontem alinhou frente ao Mónaco.

Desta vez o nosso adversário era o modestíssimo Stade Nyonnais, da terceira divisão suíça. Nada que nos permita avaliar devidamente os reforços da nossa equipa e a dinâmica que começa a desenvolver.

 

Devo dizer que só vi a primeira parte. Que terminou com o Sporting a vencer 3-0 (com dois golos de penálti). Na segunda parte, a turma suíça reduziu para 3-1.

Mesmo só tendo acompanhado meio jogo, tomei algumas notas. Reparto-as com vocês aqui.

 

Vladimir Stojkovic, jovem sérvio de 19 anos nascido em Portugal e sobrinho do nosso ex-guarda-redes homónimo, mostrou-se em melhor nível do que o seu colega esloveno Azbe Jug no jogo de ontem. Pelo menos na primeira parte manteve a nossa baliza invicta, repetindo as exibições da época passada na equipa B.

 

Na defesa, destaque para as movimentações de João Pereira (hoje com a braçadeira de capitão) pela ala direita e de Jefferson no flanco oposto. Com ligeira vantagem para o português, autor do nosso segundo golo, iam decorridos 27': pareceu-me melhor a centrar e mais ousado na manobra atacante. Por seu turno, o brasileiro sacou um livre aos 36'. Daí resultou um penálti (por mão na bola) que o próprio Jefferson converteu. O nosso terceiro golo, aos 37'.

 

Dupla de centrais hoje composta por Paulo Oliveira e Naldo. Melhor o brasileiro, com bons cortes aos 29' e 33'. Paulo Oliveira, que chegou a ser titular leonino na primeira volta de 2015/16, parece inseguro.

 

Palhinha procurou mostrar o que vale como titular. Não mostrou muito. A posição de médio defensivo exige mestria nos passes longos e sabedoria na ligação dos sectores. O melhor da sua exibição na primeira parte foi uma recuperação aos 33' seguida por um contra-ataque que ele próprio conduziu com a dinâmica que se impunha.

Como médio central, numa posição vital da transição ofensiva, Aquilani transmitiu sempre um sensação de relativa apatia. Ficou como exemplo um remate ao lado do poste esquerdo da baliza suíça, aos 26': o italiano podia e devia ter feito melhor.

 

Na posição de médios alas, destacaram-se Bruno César pela esquerda e Iuri Medeiros pela direita. Pareceu-me melhor o brasileiro, um dos jogadores preferidos de Jorge Jesus. Jogou e fez jogar: sacou o primeiro penálti aos 11' e fez um remate bem colocado aos 23'.

Iuri, querendo dar nas vistas, destacou-se na condução de um ataque à meia hora de jogo. Soube a pouco.

 

O lituano Spalvis, um dos reforços desta temporada, alinhou de início. Mal se deu por ele. Bem servido, desperdiçou duas ocasiões de golo - aos 32' e aos 35'.

Em muito melhor plano esteve o argentino Alan Ruiz, outro reforço. Vi-o jogar hoje pela primeira vez e confesso que gostei do que observei. Marcou o nosso primeiro golo - de penálti, sem vacilar, aos 12': o castigo máximo resultara aliás de um fulminante passe dele. E assistiu João Pereira no segundo golo leonino. Na primeira parte, foi o melhor em campo.

Promete ser uma figura em destaque neste Sporting 2016/17.

 


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13 Jul 16

Espero que se confirme a regra: um mau início da pré-temporada pode indiciar uma boa época.

Se assim for, o Sporting terá dias risonhos pela frente. Porque neste primeiro jogo de preparação mais a sério, concluído há pouco na Suíça frente ao Mónaco, a nossa equipa teve uma exibição fraquíssima. Com um resultado a condizer: perdemos 1-4. A turma treinada por Leonardo Jardim dominou durante quase todo o encontro. E venceu sem margem para dúvidas, com golos de Germain (12'), Falcão (23' e 66') e Carrillo (82').

Só Podence, marcador do solitário golo leonino aos 21', sobressaiu no nosso onze titular, empurrando-o para a baliza monegasca na primeira parte. Mas valeu-lhe de pouco o esforço. Com quatro dos nossos titulares ausentes (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien e João Mário), ficou bem evidente que a equipa está muito emperrada e necessita de ganhar ritmo de jogo.

A maior curiosidade era espreitar o desempenho do nosso principal reforço até agora: o internacional sérvio Petrovic, de 27 anos, oriundo do Dínamo de Kiev. É cedo para ajuizar. E é muito mais prematuro especular sobre a possibilidade de termos aqui um eventual sucessor de William Carvalho na posição de médio defensivo. Esperemos para ver.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Quando Rui Patrício está ausente, nota-se ainda mais a sua importância. O jovem guarda-redes esloveno pareceu mal batido em dois dos golos e mostrou-se sempre intranquilo.

 

Schelotto - Primeira parte desastrosa. Os dois primeiros golos foram construídos pela sua ala. Voltou a ser batido em velocidade duas outras vezes. Em notória quebra física na segunda parte.

 

Coates - Pareceu preso de movimentos: precisa de ganhar automatismos nesta fase de preparação. Mostrou-se demasiado lento na jogada do terceiro golo do Mónaco.

 

Rúben Semedo - O nosso melhor defesa. Confiante, com boa qualidade técnica e capacidade de passe, bloqueou as vias de acesso à baliza leonina pelo seu lado. Um esforço insuficiente.

 

Marvin - Continua tímido a atacar, o principal defeito que lhe notei na época passada. Perdeu vários confrontos individuais e revelou alguma falta de confiança.

 

Petrovic - Chega a Alvalade com boas credenciais que precisa de comprovar em campo. Tem físico e parece com vontade de acertar. Hoje esteve pouco móvel, demasiado contido, muito próximo dos centrais. Saiu aos 64'.

 

Gelson Martins - Pouco resultou da sua parceria com Schelotto na nossa ala direita. Foi por ali que o Mónaco mais atacou, causando sucessivos calafrios ao Sporting. Saiu aos 64'.

 

Bryan Ruiz - Ostentou a braçadeira de capitão. Pareceu um pouco ausente da partida. Falhou um golo aos 46' por querer adornar o lance. Demasiado discreto. Saiu aos 74'.

 

Matheus Pereira - Bons apontamentos, mas intermitentes. Um remate com perigo aos 36'. Grande passe para Bryan, desperdiçado dez minutos depois. Voluntarioso mas por vezes precipitado. Saiu aos 64'.

 

Podence - De longe o nosso melhor jogador na partida. Marcou aos 21': justa recompensa pelo seu desempenho como segundo avançado. Desmarcou-se bem e serviu com qualidade e precisão. Saiu aos 64'.

 

Barcos - Ainda não foi desta que vimos um golo dele. Mas podia ter marcado se correspondesse da melhor maneira a um excelente passe de Podence aos 60'. Saiu quatro minutos depois.

 

Palhinha - Substituiu Petrovic. Prometia mais do que mostrou. Muito contido, demasiado encostado aos centrais, não evitou progressão de Falcão no terceiro golo do Mónaco. Exibição modesta.

 

Iuri Medeiros - Substituiu Gelson Martins. Mal se deu por ele. Foi prejudicado por ter entrado no flanco direito já com Schelotto esgotado: as combinações com o italo-argentino não resultaram.

 

Bruno César - Substituiu Matheus Pereira. Outro jogador demasiado discreto. Rende mais quando joga sobre a ala, sem necessidade de recorrer a movimentações interiores, com hoje sucedeu.

 

Teo Gutiérrez - Substituiu Podence. Algumas tabelinhas com Slimani não chegaram para provocar boa impressão. O argelino fez-lhe quase uma assistência para golo aos 89'. Mas o colombiano chutou ao lado.

 

Slimani - Substituiu Barcos. Única entrada que pareceu beneficiar a nossa manobra colectiva. Dois bons passes para Teo, aos 79' e 89'. Cabeceamento aos 85', ainda sem a intensidade a que nos habituou.

 

Jefferson - Substituiu Marvin. Sem vantagem para a equipa. Se o holandês se revelou totalmente inofensivo na transição ofensiva, o brasileiro limitou-se a seguir-lhe o exemplo.

 

Aquilani - Substituiu Bryan Ruiz. Tal como na época passada, joga pelo seguro e procura abrir linhas de passe. Mas parece faltar-lhe sempre um suplemento de entusiasmo. Hoje a regra confirmou-se.


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27 Jun 16

A época 2016/2017 do Sporting começou hoje.

Esperemos que com muitos êxitos.

Cá estaremos todos a remar para o mesmo lado.


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03 Ago 15
Três secos
Rui Rocha

Bem sei que estamos na pré-temporada, que é tempo de experiências, que os resultados valem o que valem, que são vários jogos em poucos dias e que a história está cheia de desastres em Agosto que acabam por tornar-se em épocas vitoriosas. Mas porra! Três secos são três secos. E três secos já são uma bela abada. Eu, se pertencesse à estrutura destes tipos, preocupava-me. Não acham?


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02 Ago 15
The day after
Pedro Correia

«Um sonoro rugido de leão ecoava em Alvalade. Era o Sporting, versão 2015/16, em apresentação oficial, antes do jogo com a Roma, para a quarta edição do Troféu Cinco Violinos. O mote estava dado: o acordar do leão - era o que se lia no relvado (...). E este acordar tem um maestro: Jorge Jesus. O novo treinador sportinguista, de resto, foi dos mais aplaudidos da tarde/noite. O efeito Jesus a fazer sentir-se em Alvalade. E ainda por cima o Sporting ganhou o troféu.»

Rui Baioneta, A Bola

 

«O Sporting está a sair de forma promissora na pré-época. Depois de vencer um torneio na África do Sul, apresentou-se aos sócios derrubando o Roma, opositor com assento directo na Liga dos Campeões e que já tinha defrontado Real Madrid e Manchester City sem perder (empatou com ambos e ganhou aos madrilenos nos penáltis). O leão mostra força, organização e princípios de jogo.»

Carlos Machado, O Jogo

 

«Ninguém pode negar à equipa de Jorge Jesus a arte de ganhar bem e mostrar uma superioridade indiscutível.»

Rui Dias, Record

 

«Cinco jogos, outras tantas vitórias e dois troféus conquistados. Sobressaíram [ontem] os nomes de Slimani, incansável e a caminhar a olhos vistos para um estatuto de intocável, e Jefferson, enquanto batedor de bolas paradas capaz de acentuar o factor de desequilíbrio quando o aperto dos jogos for grande.»

Rui Miguel Gomes, O Jogo

 

«Um triunfo frente à Roma, mesmo num jogo com ritmo baixo e sem grandes preocupações competitivas, é um bom tónico para o que se segue. A equipa confirmou que está a crescer e, sobretudo, a conseguir encontrar pontos de definição. Precisamente o que ainda não se viu no Benfica até ao momento.»

Nuno Farinha, Record

 

«A equipa já defende com bastante eficácia, já pressiona com alguma intensidade e é aquela que, na hora de rematar, mais afinada está. Há optimismo no ar para as bandas de Alvalade. (...) E que interessante será, daqui por oito dias, o reencontro de Jesus com o Benfica.»

Rogério Azevedo, A Bola


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01 Ago 15

Breve análise do desempenho dos nossos jogadores na vitória de hoje, em Alvalade, frente à equipa da Roma, vice-campeã de Itália.

O melhor em campo, para mim, foi Carlos Mané.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Tranquilo. Não fez uma só defesa neste jogo. Mas soube sempre transmitir segurança à equipa. Saiu aos 77'.

JOÃO PEREIRA (6). Determinado. Fez frequentes incursões pela sua ala, apoiando o ataque, sobretudo na primeira parte. Percebe-se que é um dos jogadores mais à imagem e semelhança de Jorge Jesus. Saiu aos 78'.

PAULO OLIVEIRA (7). Pendular. Foi o único jogador do Sporting que alinhou hoje durante toda a partida: isto diz muito sobre a confiança que o treinador tem nele. Fez um bom corte mesmo no fim da primeira parte.

NALDO (7). Sereno. Cumpriu a missão que lhe foi confiada no eixo da defesa. Autor de vários cortes com classe e de passes bem colocados. Parece ter agarrado a titularidade. Saiu aos 59'.

JEFFERSON (8). Veloz. Revela óptima condição física e é um dos melhores jogadores a bater bolas paradas no futebol português. Partiu dele o primeiro sinal de perigo, logo aos 3', na marcação de um livre. Autor do canto que aos 63' originou o golo de Slimani. Três minutos depois, ao marcar outro livre, quase ofereceu um golo a Montero. Saiu aos 77'.

ADRIEN (6). Combativo. Ocupou o lugar que costuma ser de William Carvalho, no vértice mais recuado do meio-campo, sempre com grande sentido posicional. Bom distribuidor de jogo. Enorme pulmão. Saiu aos 78'.

JOÃO MÁRIO (7). Batalhador. Contribuiu em grande parte para o equilíbrio da equipa no meio-campo. Desempenhou bem a missão de conduzir a bola das linhas mais recuadas até à frente. Grande remate aos 50'. Saiu aos 59'.

CARRILLO (6). Desequilibrador. Começou a jogar na ala direita, flectindo com frequência para o eixo central do ataque com a sua excelente técnica individual. Nem sempre foi bem sucedido nesta manobra, mas esforçou-se sempre. Saiu aos 78'.

BRYAN RUIZ (6). Estreante. Recém-chegado ao Sporting, o internacional da Costa Rica ocupou o flanco esquerdo do ataque, de onde partiam os seus passes diagonais. Movimentou-se bem embora naturalmente ainda sem rotinas articuladas com os seus companheiros. Saiu ao intervalo.

TEO GUTIÉRREZ (5). Errante. O elo mais fraco do ataque leonino. Jogou no eixo do ataque, atrás de Slimani, sem arriscar incursões às linhas. Ainda demasiado preso de movimentos. Saiu aos 59'.

SLIMANI (8). Ousado. Desfez o nulo aos 63' ao marcar um golo de cabeça na sequência de uma grande elevação, correspondendo a um canto de Jefferson. É o jogador que dá mais profundidade do ataque do Sporting em missões de contínuo desgaste da defesa adversária. Saiu aos 70'.

CARLOS MANÉ (8). Matador. Só jogou na segunda parte: tempo suficiente para marcar um grande golo (aos 69'), culminando uma notável jogada de futebol colectivo, e fazer quase uma assistência de golo para Slimani, aos 55', num excelente passe em profundidade no eixo central que constituiu a melhor jogada do encontro. Merece ser titular.

RUBEN SEMEDO (5). Discreto. Substituiu João Mário aos 59', posicionando-se como médio mais recuado. Bom corte aos 77'. Mas perdeu a bola em zona perigosa aos 86', irritando o treinador.

MONTERO (7). Sólido. Substituiu Teo aos 59'. Com vantagem para a equipa. Excelente movimentação aos 66' quase resultou num golo. Grande passe para André Martins aos 90'. Nunca perdeu o foco da baliza.

TOBIAS FIGUEIREDO (6). Discreto. Entrou aos 59' para o lugar de Naldo. Aguentou a pressão atacante italiana, sem comprometer.

ANDRÉ MARTINS (6). Acutilante. Rendeu Slimani aos 70'. Soberbo cabeceamento aos 90', após cruzamento de Montero. Quase resultou em golo.

GELSON MARTINS (5). Tecnicista. Substituiu Carrillo aos 70'. Bom pormenor aos 82' em que demonstrou a sua boa técnica individual.

MARCELO BOECK (5). Resistente. Passou a defender a nossa baliza aos 77'. Tal como Rui Patrício, também não fez uma defesa. A longa permanência no banco não o desmoraliza.

JONATHAN SILVA (5). Zeloso. Rendeu Jefferson aos 78'. Carregado em falta numa entrada violenta aos 90'+2. Cumpriu.

ESGAIO (5). Competente. Substituiu João Pereira aos 78'. Também cumpriu.

WALLYSON (4). Esforçado. Pouco mais de dez minutos em campo. Não deslumbrou nem comprometeu.


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Começar a ganhar
Pedro Correia

Dois golos em seis minutos: foi assim que Jorge Jesus se estreou a ganhar como treinador em Alvalade. Slimani (aos 63') e Carlos Mané (aos 69') selaram o triunfo leonino sobre a equipa da Roma, vice-campeã de Itália.

Foi um excelente ensaio geral para a disputa da Supertaça no próximo dia 9. Encerrámos da melhor maneira a nossa pré-temporada, onde não registámos qualquer derrota.

Perante 38 mil espectadores, num relvado em óptimas condições, o Sporting comandou sempre a partida. De tal maneira que os nossos guarda-redes (primeiro Rui Patrício, depois Marcelo Boeck) não fizeram uma só defesa.

No onze inicial, alinhámos com quatro reforços (João Pereira, Naldo, Bryan Ruiz e Teo Gutiérrez). Mas a vitória construiu-se com a prata da casa, oriunda das temporadas anteriores. A diferença está no comando técnico de Jesus, capaz de potenciar ainda mais as qualidades dos jogadores. Daí este segundo galardão da pré-temporada: depois da Taça Cidade do Cabo, conquistámos hoje com brio o troféu Cinco Violinos.

A nova época promete. Albano, Jesus Correia, Peyroteo, Travassos e Vasques haveriam de gostar.

É uma boa notícia para todos nós.


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27 Jul 15

«Jorge Jesus voltou a ter motivos para sorrir, ao ver uma equipa cada vez mais compacta que, além de ter feito dois golos, não sofreu nenhum, e esse é um factor que o técnico leonino tem sempre em conta, ele que dá grande importância aos aspectos defensivos.»

Rui Baioneta, A Bola

 

«O Sporting venceu um jogo importante no que respeita à preparação da equipa, um embate que o próprio técnico do Crystal Palace, Alan Pardew, considerou de alto nível, muito competitivo e no qual já deu para ver um esboço bem definido do Sporting que irá começar a época.»

António Bernardino, Record

 

«Lá atrás, com os laterais previsivelmente titulares não houve sobressaltos (...). O meio-campo recuperou bolas, assumiu o jogo, consolidou processos e facilitou-os, ainda que no ataque - em jogo a espaços demasiado fechado, pese a competitividade - escassas tenham sido as oportunidades de golo. Montero foi quem as teve, convertendo de bola parada e em contra-ataque letal. A concorrência que se cuide.»

Rui Miguel Gomes, O Jogo


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26 Jul 15

Breve análise do desempenho dos nossos jogadores na vitória de hoje, na Cidade do Cabo, frente ao Crystal Palace.

Adianto desde já que o melhor em campo, para mim, foi Rui Patrício.

 

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RUI PATRÍCIO (8). Imperial. Salvou a equipa com três defesas magistrais, aos 7', 72' e 77'. Exibe uma das melhores formas de sempre.

JOÃO PEREIRA (5). Atento. Bons cruzamentos, mas arriscou muito menos, na sua ala direita, do que Jefferson no lado oposto. Saiu aos 60'.

PAULO OLIVEIRA (6). Eficaz. Resolve muitos lances pela sua boa leitura de jogo e pela capacidade de antecipação. Grande corte aos 17'. Saiu aos 80'.

NALDO (6). Seguro. Parece um bom reforço. Fez boa parceria com Paulo Oliveira no eixo da defesa. Ganhou tempo de jogo, o que é fundamental.

JEFFERSON (7). Dinâmico. Em grande forma nas bolas paradas. Livre muito bem marcado aos 38', forçando o guarda-redes a defesa em esforço. Exímio nos cruzamentos. E cheio de fôlego: ainda fez um cruzamento perigoso no último minuto.

RUBEN SEMEDO (5). Voluntarista. Foi médio defensivo titular: prémio de Jesus por ter marcado no jogo anterior. Bom jogo posicional. Mas saiu muito cedo, aos 37', tocado num ombro.

ADRIEN (6). Oscilante. Procura ainda adaptar-se ao novo modelo de jogo do Sporting. Recuou no terreno, para médio defensivo, com saída de Ruben Semedo. Precisa de mais jogos para mostrar melhor o que vale.

GELSON MARTINS (5). Batalhador. O treinador continua a apostar nele como titular. Bons apontamentos. Mas ainda muito individualista e algo nervoso. Saiu ao intervalo.

CARRILLO (5). Apático. Ainda não recuperou a forma desde o regresso de férias. Muito preso de movimentos. Saiu aos 60'.

TEO GUTIÉRREZ (4). Desenquadrado. Com peso em excesso e demasiado lento. Fez um grande passe para Gelson aos 33' e pouco mais. Saiu aos 60'.

SLIMANI (7). Aguerrido. Talvez o jogador que melhorou mais desde o jogo anterior. Sabe prender como ninguém os defesas adversários, mantendo-os em sentido. E nunca desiste de um lance. Construiu a jogada que originou o segundo golo, aos 87', com assistência milimétrica para Montero.

JOÃO MÁRIO (5). Discreto. Substituiu Ruben Semedo aos 37', colocando-se à frente de Adrien. Também ele procura ainda adaptar-se ao novo modelo de jogo.

CARLOS MANÉ (7). Veloz. Fez toda a segunda parte, substituindo Gelson Martins. Mais objectivo e acutilante, enquadrando-se bem na nossa frente de ataque.

MONTERO (8). Matador. Entrou aos 60' para render o discretíssimo Gutiérrez. Teve tempo de sobra para marcar dois golos: o primeiro aos 71', de livre directo; o segundo ao cair do pano, em lance corrido, a passe de Slimani. A melhor prenda no dia em que festejou 28 anos.

ROSELL (4). Apagado. Substituiu Carrillo aos 60'. Esteve sempre demasiado discreto. Falhou um passe aos 72' em zona perigosa.

ESGAIO (6). Lutador. Entrou aos 60' para o lugar de João Pereira. Deu claros sinais de que procura disputar-lhe a titularidade.

WALLYSON (4). Inócuo. Rendeu Adrien aos 80'. Mal se deu por ele.

CAPEL (3). Irrelevante. Substituiu Slimani para queimar tempo: só jogou três minutos.


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Jorge Jesus acaba de vencer o seu primeiro troféu como treinador ao serviço do Sporting: a Taça Cidade do Cabo, conquistada numa concludente vitória sobre os ingleses do Crystal Palace, por 2-0 - com Montero a bisar na África do Sul. Dois dias depois de termos batido o Ajax Cape Town por desempate nas grandes penalidades após 2-2 aos 90 minutos.

O desafio de hoje permitiu-nos perceber melhor as ideias de Jesus aplicadas ao futebol leonino. Um jogo muito apoiado, construído em posse e sucessivas trocas de bola, com a defesa em linha e bastante próxima da divisória do meio-campo de modo a pressionar mais os adversários. Um jogo em que os laterais se transformam a todo o momento em extremos e estes flectem com frequência para o eixo do ataque, sempre muito povoado.

Estamos ainda na pré-temporada. Mas já em fase de ensaio geral para a Supertaça a disputar frente ao Benfica. Os nossos jogadores regressam a Lisboa com o melhor tónico na bagagem - aquele que só as vitórias propiciam.

Estão de parabéns por isso. E Jesus também.


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25 Jul 15
O primeiro teste
Pedro Correia

Balanço sumário do desempenho leonino no  confronto de ontem na África do Sul contra o Ajax Cape Town: duas partes, duas equipas diferentes, muito mais qualidade colectiva no primeiro tempo.

 

Destaco as excelentes exibições de Rui Patrício, Gelson Martins e André Martins.

Também merecem elogio Jefferson (assistência para golo), Carlos Mané (autor do primeiro golo), Ruben Semedo (autor do segundo golo), Iuri Medeiros (marcador do canto de que nasceu o segundo golo), Paulo Oliveira, Adrien, Esgaio e Teo Gutiérrez (que quase ia marcando, no mais potente remate de todo o desafio).

Exibiram-se com nota suficiente Tobias Figueiredo, Montero, Jonathan Silva, João Pereira, Wallyson e o estreante Naldo (que viu o árbitro marcar-lhe um penálti inexistente).

Decepcionantes foram as actuaçõess de Slimani (três golos falhados!), João Mário, Carrillo e o estreante Ciani (com claras responsabilidades no segundo golo da equipa sul-africana).

 

Sublinho:

- Rui Patrício defendeu dois penáltis.

- Adrien, enquanto esteve em campo, ostentou a braçadeira de capitão. Merece-a.

- Todos os jogadores leoninos chamados a converter grandes penalidades cumpriram com brio tal incumbência: Teo Gutiérres, Wallyson, Montero e Esgaio.

 

Este foi o primeiro teste a sério da nossa pré-temporada. Com dois jogadores titulares lesionados - William Carvalho e Ewerton - e o reforço Bryan Ruiz ainda por estrear.

Mas o teste mais importante decorrerá amanhã, também na África do Sul, frente ao Crystal Palace. Estejamos atentos.


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22 Jul 15

Quatro jogadores do Sporting têm agradado particularmente a Jorge Jesus, segundo relatam repórteres que acompanham a equipa nesta primeira digressão da pré-temporada, na África do Sul:

- Adrien

- André Martins

- Gelson Martins

- Paulo Oliveira

 

É um bom indício.

Porque nós, sportinguistas, não queremos apenas conquistar novos troféus. Queremos conquistá-los mantendo o essencial da matriz do clube, que passa pela contínua valorização de jogadores formados na Academia de Alcochete. E pela aposta em profissionais portugueses.

Duas faces da mesma moeda.

 

Leonardo Jardim fez isso em 2013/14, lançando William Carvalho e Carlos Mané na equipa principal.

Marco Silva também fez isso em 2014/15, lançando João Mário e Tobias Figueiredo na equipa principal.

Jorge Jesus vai percorrer igualmente este caminho. É o que todos esperamos.


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07 Jul 15
Tudo a mexer
Pedro Correia

Da imprensa de hoje:

 

«Van Wolfswinkel perto de assinar: acordo com o Norwich»

 

«Bryan Ruiz para fechar»

 

«Gelson Martins e Wallyson promovidos no plantel»

 

«João Palhinha sob observação para a formação principal»

 

«Nani no Fenerbahçe rende 120 mil euros ao Sporting»

 

«Rui Patrício, Adrien e Slimani regressam aos treinos»

 

«Teo Gutiérrez, internacional colombiano, continua em agenda»

 


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11 Ago 14

 

EM ALTA

André Martins. Com Marco Silva passou a jogar mais solto e adiantado no terreno. Os benefícios - para ele e para a equipa - estão já à vista. Promete ser uma das figuras do campeonato que vai começar.

Adrien. Inicia a Liga 2014/15 ainda com mais influência na movimentação da equipa do que há um ano. É o patrão incontestado do meio-campo leonino. E um marcador exímio de grandes penalidades. Só falta ser titular da selecção.

William Carvalho. Começou a dar nas vistas há um ano, na pré-temporada. Mas então era apenas uma promessa. Agora já é uma certeza. Simplesmente o melhor médio defensivo português da actualidade.

Rojo. Depois dos elogios generalizados que recebeu no Mundial do Brasil, onde foi titular na lateral esquerda e vice-campeão pela Argentina, regressa a Alvalade com estatuto de estrela. Até Maradona se rendeu ao seu talento.

Slimani. O argelino marcou dois golos no Mundial, demonstrando que não foi em vão que se tornou tão popular entre os nossos adeptos. Custou 300 mil euros aos cofres leoninos. Vale hoje muito mais.

Carrillo. O peruano parece renascido. Na sua terceira época em Alvalade, joga com uma alegria e uma concentração que antes não lhe víamos. Prova evidente do trabalho efectuado pelo treinador. Marco Silva conta com ele.

Maurício. Quem disse há um ano que o brasileiro era "tosco", "perna-de-pau" e se arrastava pela segunda divisão brasileira antes de rumar ao Sporting já deve estar muito arrependido. É um dos esteios da nossa defesa.

Carlos Mané. Não falta quem vaticine que esta será a época do arranque definitivo do jovem extremo formado na nossa academia. Lembrem-se dele há um ano e comparem com o que já fez para aqui chegar.

João Mário. Regressa em boa hora. Deu nas vistas durante a pré-temporada, como organizador de jogo e médio ofensivo. Confirmou os atributos que já tinha evidenciado na época anterior, em que jogou por empréstimo pelo V. Setúbal.

Heldon. Foi um dos obreiros da vitória de ontem do Sporting por 2-0 contra o Nacional de Montevideu, destacando-se como extremo. Deu a sensação de que o treinador pode contar com ele apesar da decepcionante prestação na segunda volta em 2013/14.

Esgaio. Quer agarrar um lugar na equipa A e merece-o, sem qualquer dúvida. Como ficou bem patente ao ser o melhor em campo no jogo contra o Gijón, na Galiza. É polivalente e tem a marca da nossa academia.

Tanaka. Um dos reforços que estão a causar mais entusiasmo entre os adeptos. Porque o japonês não se limita a movimentar bem dentro da área: também marca. E se há coisa de que o Sporting precisa é disso. De golos.

Rosell. Formado na escola do Barcelona, demonstra qualidade de passe, rigor posicional e capacidade de recuperação de bola. Passou no teste das primeiras impressões. Espreita já uma vaga de titular na equipa.

Naby Sarr. Internacional junior francês, chega aureolado de grande promessa. Deu boas indicações no jogo da Corunha, contra o Nacional de Montevideu.

 

NA MESMA

Rui Patrício. Depois de um Mundial para esquecer e de umas férias retemperadoras, parece ter voltado com a qualidade a que habituou os sportinguistas. Com a vantagem de este ano não haver especulações sobre a sua possível saída de Alvalade.

Cédric. Já mostrou que não receia a concorrência. O lugar de defesa direito é dele, por mérito próprio. Agora como era há um ano, ao regressar do empréstimo à Académica.

Jefferson. É um dos jogadores mais pendulares do Sporting. E também um daqueles que sabem cativar os adeptos. Por ter garra leonina. O exemplar livre directo que ontem marcou aos uruguaios no troféu Teresa Herrera é prova disso.

Capel. Passam os tempos, mas o extremo andaluz continua igual a si próprio. Sempre muito acarinhado pelas claques, sempre a suscitar aplausos das bancadas de Alvalade. Com as suas arrancadas pelas alas e os centros que costumam levar sinal de perigo. Fica a dúvida: permanecerá no Sporting ou será desta que regressa ao país natal?

Marcelo Boeck. Será esta a época da sua afirmação definitiva em Alvalade? Parece que não. Certamente não por culpa própria, mas apenas porque o titular se chama Rui Patrício.

 

EM BAIXA

Montero. Não marca desde um jogo contra o Gil Vicente, ainda na primeira volta do campeonato passado. Onde anda o goleador que empolgou as bancadas de Alvalade?

André Geraldes. Chega como reforço, mas a pré-temporada não deixou dele uma ideia muito lisonjeira. Falta-lhe maturidade e vocação atacante, algo que se exige a um lateral. Cédric não parece ter um concorrente à altura.

Paulo Oliveira. Ainda não mostrou as garras em Alvalade depois de se ter revelado um dos melhores defesas centrais portugueses ao serviço dos vimaranenses. Talvez seja apenas uma questão de tempo.

Slavchev. Considerado melhor jogador jovem da Bulgária na época anterior, passou ao lado da pré-temporada. Em grande parte por efeitos de uma lesão contraída ainda no país natal.

Shikabala. O egípcio continua envolto em mistério. Dizem que é bom tecnicamente, mas é "cego" do pé direito e sem disciplina táctica. Verdade? Mentira? Ainda não deu para comprovar. Foi recrutado como craque mas tarda em mostrar-se.

Gauld. O jovem escocês chegou rotulado de "mini-Messi" mas parece condenado a permanecer no Sporting B. Quase ninguém ainda deu por ele.


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09 Ago 14

 

A comprovar que merece ter lugar na equipa principal do Sporting. Quase tudo o resto foi para esquecer. Fica uma nota clara para Marco Silva: o Sporting vale muito mais com Rojo, William, Adrien e Slimani em campo. Quem ainda não percebeu isto não percebeu nada.


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01 Ago 14

O Sporting venceu esta noite, com inegável mérito, a terceira edição do Troféu Cinco Violinos frente à Lazio de Roma (onde alinhou o ex-Leão Bruno Pereirinha). Neste jogo de apresentação dos nossos jogadores em Alvalade contra a equipa classificada em nono lugar da Liga italiana 2013/14, fomos superiores - sobretudo na primeira parte, de excelente nível. Do ponto de vista táctico, técnico, físico e anímico.

Este desafio - sétima vitória em oito jogos disputados na pré-temporada - permitiu já vislumbrar qual será o onze-base de Marco Silva na época 2014/15. Um conjunto muito semelhante ao de Leonardo Jardim na época passada. Mais maduro, mais rotinado, com mais automatismos de jogo. Num futebol apoiado e de transições rápidas com bola, em sistema 4-3-3. Que potencia as características dos jogadores e promete dar ainda melhores resultados do que os obtidos anteriormente.

 

Notas do jogo:

1. Nenhuma novidade no conjunto titular, excepto os regressos de Rui Patrício e Rojo (para os lugares que nos jogos precedentes da pré-época haviam sido ocupados por Marcelo Boeck e pelo já transferido Eric Dier). Marco Silva opta pelo seguro, que tão boas provas deu. E faz bem.

2. O onze-base permaneceu intacto durante uma hora. E demonstrou que a confiança nele depositada pelo treinador tinha plena razão de ser. O Sporting comandou sempre as operações, foi a equipa mais acutilante e esteve 80 minutos a vencer (com golos aos 5' e 52', enquanto os italianos empataram no final do primeiro tempo e já no período de descontos, quando faltava pouco para o apito final).

3. Nota muito alta novamente para André Martins, o melhor em campo. Marcou o primeiro golo e foi ele que proporcionou a falta dentro da grande área, convertida no segundo golo por Adrien, de grande penalidade. Integrou-se também muito bem nas missões defensivas. Percebe-se que joga mais adiantado com Marco Silva do que sob o comando de Leonardo Jardim, tendo mais liberdade de movimentos. Isto potencia as suas melhores características, como já estamos a observar.

4. O golo inaugural, de bola corrida, culminou uma jogada colectiva do Sporting muito bem executada. Começando por uma recuperação no meio-campo, por Capel, que fez um excelente passe para a desmarcação de Montero, na ala esquerda. O colombiano centrou. André, em corrida, recebeu a bola e rematou em jeito, sem hipóteses para o guardião da Lazio.

5. Rojo actuou muito bem, como patrão da defesa, sem tiques de vedetismo neste regresso a Alvalade após se ter sagrado vice-campeão do mundo em futebol.

6. Aqueles que vão vertendo lágrimas pelo alegado desaproveitamento da nossa formação e pela suposta marginalização dos jogadores portugueses voltaram a falar cedo de mais. Neste jogo Marco Silva fez jogar oito portugueses, sete dos quais oriundos da Academia de Alcochete (Rui Patrício, Cédric, William Carvalho, Adrien, André Martins, João Mário, Carlos Mané e Paulo Oliveira). Os dois golos (de André e Adrien) tiveram igualmente o selo da nossa formação.

7. Montero fez uma assistência para golo, mas continua sem marcar. O que é muito preocupante.

8. A partir dos 60', o treinador ordenou diversas alterações, mandando entrar quase todos os reforços. João Mário para o lugar de André Martins (ovacionado em Alvalade). Paulo Oliveira para o lugar de Rojo. Rosell para o lugar de William Carvalho. Carlos Mané para o lugar de Capel. Depois (74') Tanaka e Slavchev para os lugares de Montero e Adrien. E ainda (84') Geraldes e Shikabala para os lugares de Cédric e Carrillo. 

9. O desenho táctico manteve-se quase inalterado, mas a organização ressentiu-se porque os novos jogadores ainda estão em fase de integração neste modelo de jogo. Mas vários deles continuam a dar boas provas. Com destaque para João Mário, que pode jogar tanto no meio-campo como no eixo do ataque ou nas alas. Tem boa visão de jogo e qualidade de passe, é rápido e sabe escapar com êxito às marcações.

10. Quase todos os reforços melhoraram em relação a jogos anteriores. Paulo Oliveira muito concentrado. Slavchev mais acutilante. Tanaka bom nas desmarcações e também no passe: fez uma assistência perfeita para Carlos Mané aos 86' que poderia ter culminado em golo. Rosell confirmou a boa impressão que causou desde o desafio inicial: tem grande maturidade táctica, uma habilidade rara para recuperar bolas e precisão de passe. É um médio defensivo com aptidões claramente acima da média.

11. Shikabala jogou pouco mais de dez minutos mas foi o suficiente para protagonizar duas jogadas que suscitaram aplausos entusiásticos das bancadas. Parece confiante. Merece mais tempo de jogo.

12. A Lazio empatou num lance rápido de contra-ataque, remetendo a decisão sobre a conquista do troféu para as grandes penalidades. Ocasião que Rui Patrício aproveitou para brilhar ao defender dois penáltis.

13. Nenhum jogador do Sporting chamado a converter as grandes penalidades claudicou perante a baliza italiana. Vale a pena registar-lhes os nomes: Rosell, Tanaka, Jefferson e João Mário.

14. Uma palavra de apreço à RTP por ter transmitido em directo este jogo, acompanhado por 31 mil adeptos no estádio e certamente centenas de milhares pela televisão. Cumpriu, sem dúvida, a sua missão de serviço público.


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29 Jul 14

Não sou grande adepto dos jogos de pré-temporada. Nem ligo ao tal (inventado?) campeonato de jogos amigáveis. Ser campeão dos jogos de início de estação não traz nem prestígio, nem valor acrescentado a qualquer equipa, a não ser aos próprios treinadores que aproveitam para rodar atletas e perceber das suas qualidades e deficiências.

 

Estamos ainda longe das provas importantes. Há muitos treinos pela frente, diversas decisões a tomar, seja em entradas e saídas de jogadores, seja em estratégias e métodos de trabalho. E quando todos se apresentarem na linha de partida, haverá ainda assim muita coisa para afinar, que só os jogos a sério conseguem claramente melhorar.

 

Gosto de dizer que prefiro perder os jogos a feijões… Mas ganhar os outros!

 

O futebol é um desporto, assente numa indústria com cada vez mais poderosa. No entanto como adepto reconheço que o futebol será sempre o palco onde os mais reprimidos expandem as paixões e os mais serenos roem as unhas até ao sabugo.

 

E no fim dos jogos a valer que ganhe o Sporting. Sempre!


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28 Jul 14
Penoso e Fascinante
Alexandre Poço

A pré-época é penosa, aborrecida, taciturna e demasiado demorada. É também esperançosa, estimulante e fascinante como a infância de uma criança. O oximoro só tem justificação na medida em que os jogos desta altura não são carne nem peixe, quiçá omolete ou quiche de fim de tarde. Dar 10 a 0 ao Oliveirense ou perder 4 a 1 com o Dep. da Corunha é, aceitem-me o exagero, quase a mesma coisa. Podem dizer "ganhar conta sempre". É verdade, mas nunca consegui sentir loucura, paixão, o coração a querer sair do lugar com uma vitória no Guadiana ou um torneio perdido no meio do Sul do Reino Unido. Da mesma forma que perder 3 finais de torneios na pré-época aborrece tanto como uma tarde de Sol em Dezembro. Não tem relevo emocional ou contabilístico, mas é uma fase importantíssima, daí ser momento de esperança e alegria - está tudo em aberto, podemos efectivamente estar a construir a melhor época de sempre. E ninguém sabe, pese os muitos que sonham. Vamos lá despachar os feijões, que temos de pedalar muito este ano naquilo que conta. Que a máquina esteja a ser preparada como deve ser e que as peças funcionem na perfeição após meados de Agosto são os meus desejos. Entretanto que se vença hoje os holandeses que um clube também se faz de vitórias. 


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27 Jul 14

O Sporting venceu - e convenceu - o Utrecht, clube da primeira divisão holandesa prestes a iniciar o campeonato. E não venceu - nem convenceu - de qualquer maneira: fê-lo com um onze-base dominado pela nossa formação. Foram, aliás, jogadores saídos da Academia de Alcochete aqueles que mais se distinguiram em campo: Eric Dier, Cédric, André Martins, João Mário e Adrien (é um acto de lesa-futebol continuar a vê-lo fora da selecção nacional), além de William Carvalho, recém-regressado de férias por ter participado no Mundial.

São factos que nos devem encher de satisfação, até por contrariarem as teses catastrofistas que já circulavam por aí, da boca de alguns comentadores anti-leoninos e respectiva legião de apoio na tribo dos jarretas, com muitos ais e lamentos devido à pretensa marginalização a que estariam a ser sujeitos os jogadores da nossa cantera. Não estão, como se vê: lá terão as tais vozes ululantes de arranjar outro pretexto qualquer para criticarem os responsáveis desportivos do Sporting.

 

Por outro lado estes jogos da pré-época têm permitido concluir que Marco Silva não pretende operar nenhuma revolução no sistema de jogo, mas apenas adaptações, nomeadamente ao fazer avançar André Martins no terreno, o que está a produzir bons frutos. Também não parece estar nenhuma revolução em curso ao nível dos titulares da equipa.

São decisões inteligentes do técnico contratado ao Estoril: a boa prestação do Sporting na época passada desaconselhava grandes transformações. Leonardo Jardim fez bom trabalho, há apenas que dar continuidade ao que vem de trás, reforçando-o. Sem rupturas, sem cortes radicais, sem a habitual tendência tão portuguesa de começar tudo do zero cada vez que se muda de protagonista de algum projecto.

É assim que eu gosto de ver o Sporting neste arranque dos trabalho para uma época em que todos queremos conquistar troféus.


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Jogos de pré-temporada!
Filipe Arede Nunes

Bom ensaio ontem na Holanda em mais um jogo de pré-temporada. Está cada vez mais claro que a entrada de Marco Silva não alterou significativamente o estilo de jogo e que o entrosamento constitui uma mais-valia extraordinária.

Rosell não parece ser mau jogador. Tanaka, não sendo um virtuoso, cumpre nas funções que assume. Quanto aos outros, não deu bem para ver mas ainda faltam alguns jogos até ao início do campeonato pelo que algumas oportunidades surgirão para o fazer.

Esta equipa pode não estar ao nível financeiro dos rivais (especialmente os do norte) mas merece um grande voto de confiança por parte dos sportinguistas. Espero que por aqui já todos tenham adquirido a Gamebox para a nova época. Não podemos exigir equipas vencedoras e depois ficar a achar que o dinheiro para as construir surge do céu! Esta equipa promete jogar bom futebol, e isso faz sempre valer o preço do bilhete!


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26 Jul 14
E vão seis
Pedro Correia

Sporting imbatível: hoje conseguiu a sexta vitória seguida em jogos realizados nesta pré-temporada. Já outros não podem gabar-se do mesmo.


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23 Jul 14

Vi com atenção o derby da Taça de Honra de Lisboa e fiquei satisfeito. A vitória assume um significado muito importante não porque represente alguma coisa do que a época nos vai trazer mas antes porque é fundamental para motivar os sócios e adeptos. Afinal, vencer o maior dos rivais é sempre um bálsamo importante.

A equipa está organizada e Marco Silva parece ter optado por não fazer grandes mudanças estruturais. Os reforços - os que jogaram - não aparentam ser jogadores que neste momento consigam entrar directamente na equipa mas ajudam na construção do plantel e, sobretudo, do banco de suplentes. Importa salientar que esta época terá, pelo menos, mais dez jogos do que anterior: 6 garantidos na Liga dos Campeões e 4 no campeonato. Há, portanto, mais oportunidades para cada um deles.

 

 


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22 Jul 14
Quinze em trinta
Pedro Correia

A nossa equipa inicia hoje um estágio de preparação da temporada em Doorwerth, na Holanda. Marco Silva convocou 30 jogadores para este estágio, que incluirá três jogos em sete dias.

Dos titulares, apenas Rojo - ainda em férias por ter participado na final do Campeonato do Mundo - estará fora deste estágio. Que integra nada menos de 15 jogadores da nossa formação: Rui Patrício, Luís Ribeiro, Cédric, Eric Dier, William Carvalho, Adrien, André Martins, João Mário, Carlos Mané, Chaby, Iuri Medeiros, Wallysson, Stojkovic, Ricardo Esgaio e Tobias Figueiredo.

Metade, portanto.

É bom sublinhar este facto porque já andam por aí uns marretas a resmungar contra o "reduzido" aproveitamento dos jogadores formados em Alcochete. Devem estar a confundir o Sporting com os outros dois clubes chamados grandes. Aliás, pelo que dizem e pelo que escrevem, por vezes parecem mesmo ser adeptos desses clubes.


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