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És a nossa Fé!

Nota positiva no último teste

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Aos 28', tivemos uma sensação estranha no estádio. Bas Dost acabara de marcar um golo, levantámo-nos para festejar, mas logo o árbitro travou a nossa euforia. Ia recorrer ao vídeo-árbitro. A coisa demorou cerca de um minuto: só então pudemos dar largas à nossa alegria, gritando o nome do avançado holandês.

Dost voltou a ser determinante. Este golo solitário bastou para a vitória desta tarde do Sporting frente à Fiorentina, conquistando assim mais um Troféu Cinco Violinos. Num estádio muito composto, onde éramos mais de 37 mil a puxar ruidosamente pela nossa equipa.

 

Gostei do que vi. Uma equipa mais consistente e confiante, com maior solidez defensiva e uma apreciável qualidade de passe, desenhando boas jogadas no relvado de Alvalade e revelando capacidade de pressão sobre os adversários. Para tanto contribuiu desde logo a surpresa reservada por Jorge Jesus, que estreou William Carvalho como central, fazendo-o recuperar para o eixo esquerdo da defesa. O campeão europeu, com uma actuação irrepreensível, deu boa conta do recado. De tal maneira que, na minha opinião, foi ele o melhor em campo.

Em muito bom plano estiveram também Battaglia (ocupando a posição habitualmente reservada a William), Podence, Gelson Martins e um voluntarioso Acuña, um dos mais aplaudidos pelos adeptos. Muitos aplausos também para Fábio Coentrão, na sua melhor exibição de verde e branco até à data. Piccini fez igualmente o seu melhor jogo até ao momento e protagonizou aos 56' um dos mais vistosos individuais do desafio, cruzando todo o flanco direito em fintas a sucessivos adversários até à grande área italiana.

 

Aos 61', como é costume nestes jogos não pertencentes ao calendário oficial, Jesus mudou mais de meia equipa, fazendo entrar Adrien para o lugar de Bruno Fernandes (hoje mais apagado do que esperaríamos), Alan Ruiz para o lugar de Gelson Martins, Doumbia para o lugar de Bas Dost, Bruno César para o lugar de Acuña, Jonathan Silva para o lugar de Coentrão e Iuri Medeiros para o lugar de Podence.

Vinte minutos depois, uma última alteração: saiu Battaglia, entrou Palhinha. Sem que o colectivo se ressentisse destas mudanças.

As exibições mais apagadas - destoando do conjunto  - couberam a Tobias Figueiredo (visivelmente nervoso, cometendo preocupantes lapsos defensivos e errando muitos passes) e Alan Ruiz (que ainda não se reencontrou desde que voltou de férias, lento e preso de movimentos).

Foi, em suma, um teste positivo antes dos desafios a sério que estão quase a chegar: o Aves-Sporting, da jornada inaugural da Liga 2017/18, joga-se já a 6 de Agosto.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Tranquilo, sereno, seguro. Melhor momento: bons reflexos a defender, corrigindo um lapso de Tobias Figueiredo aos 41'.

Piccini (24 anos).

Mais desenvolto, mais atrevido, arrancou aplausos ao acelerar junto à linha e galgar terreno aos 56', com a bola dominada. Em plano menos positivo na manobra defensiva.

Tobias Figueiredo (23 anos).

A jogar sobre brasas, denotando fragilidade, despejou demasiadas bolas sem critério para a frente. Quase comprometeu com um lapso defensivo aos 41' emendado por Rui Patrício. Atravessa momento menos bom.

William Carvalho (25 anos).

Jorge Jesus colocou-o a central. Aposta ganha. William defendeu bem, passou melhor, pôs ordem no sector defensivo que tem andado muito intranquilo. Nota máxima.

Coentrão (29 anos).

Ajudou a trancar os caminhos para a baliza leonina e ainda fez duas incursões à frente muito sublinhadas com aplausos em Alvalade. Denota alegria a jogar, o que ajuda muito.

Battaglia (26 anos).

Descomplexado e voluntarioso, abordou todos os lances com determinação e vontade de puxar a equipa para a frente. Muito bom no desarme. Foi um elemento fundamental na prestação positiva do onze leonino.

Bruno Fernandes (22 anos).

Desta vez não deu muito nas vistas pois a equipa preferiu canalizar jogo pelos flancos, procurando menos o eixo do meio-campo. Mas teve apontamentos de inegável qualidade técnica.

Gelson Martins (22 anos).

Grande parte das transições rápidas foram asseguradas pelo extremo leonino, que nunca deixou de se integrar nas manobras defensivas. Outra exibição em bom nível.

Acuña (25 anos).

Criou desequilíbrios no corredor esquerdo e revelou acutilância. Fundamental nas bolas paradas: hoje, tal como contra o Mónaco, foi ele a marcar o canto de que resultou o golo.

Podence (21 anos).

Conquistou por mérito próprio um posto no onze-base deste Sporting. Imprime velocidade ao jogo sem nunca descurar a qualidade técnica. Aos 28' deu um nó cego à defesa italiana que arrancou aplausos no estádio.

Bas Dost (28 anos).

Por vezes transmite a ideia de que se encontra algo desligado do jogo. Mas nos momentos cruciais não falha. Voltou a acontecer: aproveitando um ressalto, não perdoou. Mais um golo para o seu currículo.

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou aos 61'. Vê-se que procura mostrar serviço, agradando ao público e ao treinador, mas não basta revelar vontade: é preciso mostrar mais acerto. O jovem argentino ainda tem muito que corrigir no plano defensivo.

Adrien (28 anos).

Entrou aos 61', na sua habitual posição de médio criativo. Rápido a reagir à perda da bola, ajudou a dinamizar a equipa e a ligar os sectores. Com a qualidade de sempre.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 61'. Percebe-se que procura recuperar a boa forma revelada nas últimas duas épocas, mas está ainda longe de a encontrar. A sua excessiva polivalência em campo, sem uma posição fixa, também não ajuda.

Iuri Medeiros (23 anos).

Entrou aos 61'. Destaca-se pela qualidade de passe, pela visão de jogo e pela eficácia nas bolas paradas. Hoje não teve grande oportunidade de mostrar estes atributos. Mas parece ter agarrado um lugar no plantel.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 61'. Lento, apático, desgarrado da equipa, revelando algum ar de enfado, nada lhe saiu bem. Tentou o passe, sem conseguir. Tentou desmarcações, sem sucesso. Gastou quase todo o tempo a jogar a passo.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 61'. Menos acutilante e muito menos influente do que Podence, o titular da posição de segundo avançado, nota-se no entanto que anda à procura de acertar. Precisa de procurar mais linhas de passe.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 80'. Ainda a tempo de se evidenciar na recuperação de bolas e no reforço do quarteto defensivo. Contribuiu para consolidar um colectivo forte.

Quarta derrota da pré-temporada

Quarta derrota do Sporting na pré-temporada. Terceiro jogo em que sofremos três golos. Hoje foi contra o V. Guimarães, em Rio Maior. Uma partida em que, de algum modo, entrámos em campo já disponíveis para perder. Com um onze titular quase todo alterado em relação ao desafio frente ao Mónaco e novas experiências do treinador, que apostou em dispor a equipa num 3-4-3 mas sem o dotar dos jogadores indicados para o efeito.

Tivemos assim um insólito tridente defensivo formado por Coates, Tobias Figueiredo e Petrovic, ficando o sérvio no centro - posição em que não está minimamente rotinado. À direita, misto de lateral e médio-ala, o esquerdino Bruno César, que andou quase sempre aos papéis. Iuri Medeiros, muito isolado na ponta direita, procurava lançar remendos numa equipa que mostrava ser incapaz de sair em ataque organizado. Do outro lado, um apático Mattheus Oliveira parecia um espectador do jogo. No eixo do ataque, Doumbia mostrava mais vontade do que eficácia. Ainda assim, foi um dos melhores elementos em campo.

 

Era mesmo um jogo fadado para não correr bem. Pior ainda ficou quando Coates, desconcentrado, se fez expulsar logo aos 23', num lance digno de um principiante. Ficámos reduzidos a dez e o sistema táctico tornou-se ainda mais caótico, não melhorando muito com a entrada de Palhinha aos 30' - também ele, por força das circunstâncias, remetido a defesa central.

Ao intervalo perdíamos 0-2. Depois houve várias substituições mas nunca o Sporting mostrou genuína capacidade para inverter o resultado. Os jogadores tentaram bastante mas por inépica ou devido a grandes defesas do jovem guardião Miguel Silva nunca conseguiam colocar a bola nas redes adversárias. Houve falhanços para todos os gostos. De Iuri (12'), Petrovic (20'), M. Oliveira (36'), Acuña (47') e Battaglia (84'). E ainda por Doumbia, que podia ter marcado em três ocasiões (39', 52' e 63') e bem merecia ter sido recompensado pelo esforço. Ele e Gelson Martins, que só jogou a segunda parte, não mereciam a derrota.

 

Actuaram os seguintes jogadores: Beto (R. Patrício); Coates; Petrovic (Palhinha), Tobias Figueiredo; Bruno César (Podence), William Carvalho (Battaglia), Jonathan Silva, Adrien (Bruno Fernandes); Iuri Medeiros (Gelson Martins), Mattheus Oliveira (Acuña) e Doumbia (Gelson Dala).

Foi um teste? Foi uma experiência? Foi uma lição? Jorge Jesus que responda. Não me apetece analisar mais nada. Hoje por volta da hora do almoço, em diálogo com um dos nossos leitores mais optimistas, exprimi a convicção de que ainda teríamos uma má notícia até ao fim do dia. E assim foi.

Sábado há outro jogo. Em Alvalade, frente à Fiorentina.

 

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E os reforços?

 

Doumbia foi, de todos eles, o que mais se destacou esta noite contra o V Guimarães: batalhou muito pelo golo, que teria merecido. Sobretudo com um excelente cabeceamento aos 39', a passe de Iuri Medeiros, travado por uma excepcional defesa do guardião vimaranense. Boa condição física: saiu só aos 74'.

Matheus Oliveira foi tão discreto que mal se viu, naquele estilo algo peculiar de jogar quase a passo. Aos 16', marcou um livre que foi afinal um passe ao guarda-redes Miguel Silva. Substituído ao intervalo.

Acuña, o mais recente reforço, entrou na segunda parte e esteve quase a marcar, também a passe de Iuri. Apontou bem um livre, aos 76'. Mas esteve bastante mais discreto do que no jogo contra o Mónaco.

Bruno Fernandes, em campo na segunda parte, procurou organizar o meio-campo leonino e transportar a bola com intenção ofensiva, mas não foi muito bem sucedido.

Battaglia, rendendo William Carvalho como médio de contenção na segunda parte, demonstrou voluntarismo mas falta-lhe ainda melhorar o entrosamento com os colegas para se tornar mais útil.

André Pinto, lesionado, não jogou. Fábio Coentrão também esteve ausente, tal como Mathieu e Piccini.

Fizeram falta? Jesus que responda.

Gostei!

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Gostei da primeira parte, mais pelos golos e do início da segunda, com a entrada de William Carvalho e Adrien.

Já foram feitos os destaques pelo Pedro no post habitual, mas quero deixar apenas algumas notas, mais sobre os novos jogadores.

Mathieu começou a tremer, desacertou mais do que acertou, mas com o decorrer do tempo "atinou" e fez uma excelente segunda parte (também lá tinha William à sua frente e o esquema táctico foi outro);

Piccini é "curto", mas se não vier mais ninguém, parece-me capaz para o lugar, tenha ele sempre a ajuda de Gelson, como teve hoje. Não esteve mal.

Coentrão esteve vários furos acima dos jogos na Suíça e França. Se não tiver lesões pode ser reforço.

Battaglia fez um excelente jogo. Será ele o sucessor de William, quase de certeza.

Bruno Fernandes será o sucessor de Adrien, esteve bem, mas certamente ainda melhorará muito, precisamos disso.

Acuña. Parece-me que vai pegar de estaca.

Estes foram os que jogaram na primeira parte e parecem-se ser as primeiras opções de Jesus.

 

Gostei de ver aquele sistema de "quase" 3x5x2 de início. Vê-se que faltam rotinas, foi aí que Mathieu andou um pouco aos papéis, mas foi onde Battaglia esteve melhor. Vai ser o sistema que talvez vá ajudar a furar as defesas de equipas que jogam para o pontinho. Eu confesso que gosto, é um sistema que se bem jogado é empolgante. Vamos ver se Jesus opta por ele nas situações que referi.

 

Sábado há mais, com mais uma semana de trabalho, e um troféu para ganhar.

 

E agora vou de merecidas férias, se vossas excelências se não importarem.

 

Bruno Fernandes e Bas Dost: bastaram dois

Estreia positiva da nova equipa leonina, apresentada a mais de 40 mil espectadores em Alvalade frente um adversário de grande categoria: o Mónaco, campeão francês, treinado por Leonardo Jardim neste regresso a um estádio onde já foi feliz.

Foi o melhor jogo do Sporting nesta pré-temporada, culminado num merecido triunfo: 2-1. Com golos de Bruno Fernandes e Bas Dost. E bastou. Quem disse que vencer desafios na pré-época não conta? Conta, claro: é sempre um tónico psicológico para os jogadores. 

Merece destaque a boa exibição leonina na primeira parte, sem William nem Adrien no onze titular. A vitória foi alcançada nestes primeiros 45 minutos, após um fantástico golo de Rony Lopes que acabou anulado pelo vídeo-árbitro por fora-de-jogo posicional de Jemerson.

Após o intervalo, e com as substituições em catadupa que se seguiram, o jogo partiu-se, perdeu interesse e serviu apenas para dar mais uns minutos a certos jogadores, já a antever a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e a formação definitiva do plantel. Vários passaram no teste, mas Tobias chumbou ao oferecer o golo solitário da equipa de Jardim, num lamentável lapso defensivo, já ao cair do pano.

André Pinto e Petrovic não chegaram a calçar. Palhinha e Matheus Pereira também não.

Dos reforços, novamente destaque para Bruno Fernandes, capitão da selecção nacional sub-21. Bom no passe, na visão periférica, na forma como lê o jogo. Bom também a marcar, como se viu, aos 34'.

O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece igualmente elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada. Foi ele a marcar o pontapé de canto de que resultaria o nosso segundo golo, aos 43'.

Com um golo e uma assistência, Bas Dost merece a melhor nota. O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Primeira actuação do nosso guarda-redes titular após as férias. Pareceu fora de forma aos 8', ao largar duas vezes a bola. Mas fez grandes defesas aos 17' e aos 65'. Saiu aos 85', sob calorosa ovação.

Piccini (24 anos).

Pareceu mais entrosado com os colegas e com maior segurança a patrulhar a ala direita, que lhe está confiada. Também evidenciou boa condição física: só ele e Mathieu fizeram o jogo todo.

Coates (26 anos).

Voltou enfim a ser o patrão da defesa. Dobrou Rui Patrício, salvando in extremis a nossa baliza aos 8'. Grande corte aos 68'. Saiu aos 85'.

Mathieu (33 anos).

Podia ter provocado autogolo aos 49', quando fez um corte defeituoso que quase traiu o guarda-redes. Mas melhorou a actuação global, parecendo mais confiante e com maior precisão de passe.

Coentrão (29 anos).

Talvez o mais apagado do quarteto defensivo titular, ainda assim uns furos acima dos jogos anteriores. A sua melhor jogada foi logo aos 4', ao lançar um ataque em boa articulação com Gelson. Saiu aos 54'.

Battaglia (26 anos).

Colocado a médio defensivo, forçado a uma disciplina táctica que não parece ser o seu forte, transmite a ideia de funcionar melhor em posição mais adiantada. Tentou o golo aos 38', sem sucesso. Saiu aos 54'.

Bruno Fernandes (22 anos).

Actuando desta vez no eixo central, zona em que melhor se movimenta, foi um dos melhores em campo. Actuação premiada com o seu primeiro golo de verde e branco, culminando um belo lance de ataque. Saiu aos 54'.

Gelson Martins (22 anos).

Regressado de férias, o internacional leonino logo acelerou o jogo. Foi ele a iniciar a jogada do primeiro golo, pelo corredor central, fazendo a bola chegar a Bas Dost. Saiu aos 64': missão cumprida.

Acuña (25 anos).

Deu óptimas indicações aos adeptos, deixando excelente impressão em Alvalade. Batalhador, veloz, esteve quase a marcar aos 4'. Bateu muito bem o canto que originou o golo da vitória. Saiu aos 64'.

Podence (21 anos).

Desta vez não lhe saíram tão bem as diagonais, mas jogou com a intensidade habitual, baralhando as marcações adversárias. Aos 30' conduziu um ataque que podia ter sido mais bem concluído por Dost. Saiu aos 64'.

Bas Dost (28 anos).

Sempre inconformado, detesta perder - até a feijões. É um verdadeiro Leão, como hoje voltou a demonstrar. Fez a assistência para o golo de Bruno e marcou ele próprio o segundo. Saiu aos 54'.

Jonathan Silva (23 anos).

Parece ir ganhando maturidade de jogo para jogo. Hoje entrou só aos 54'. Exibição positiva na ala esquerda, rendendo Fábio Coentrão. Desmarcou muito bem Doumbia aos 87'.

William Carvalho (25 anos).

Entrou aos 54'. Mostrou vir de férias em excelente forma, deixando claro que será muito difícil substituí-lo como titular se deixar o Sporting. Grandes desmarcações lançando o ataque com óptima leitura táctica.

Adrien (28 anos).

De volta a Alvalade após o contributo dado à selecção na Taça das Confederações, revelou a intensidade habitual na fase de construção do jogo leonino. Só não esteve tão bem nas bolas paradas.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 54'. Parece revelar ainda dificuldades posicionais, andando à procura do melhor lugar para ser mais útil ao ataque da equipa. Tentou o remate, que lhe saiu frouxo. Apanhado várias vezes em fora-de-jogo.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 64', saiu aos 85'. Pouco mais de vinte minutos em campo, em que apenas se destacou com um bom lance de articulação com Jonathan no flanco esquerdo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Também entrou aos 64' e saiu aos 85'. Muito pouco tempo para exibir os seus atributos em campo. Mas fez ainda um passe longo com grande precisão, confirmando que Jesus pode contar com ele.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 64'. Continua com vontade de marcar, mas mantém-se lento e previsível, transmitindo sempre a ideia de dar um toque em excesso na bola antes de decidir um lance.

Beto (35 anos).

Último internacional a actuar na pré-temporada, em campo desde o minuto 85. Teve ainda tempo para fazer uma boa defesa. Sem culpa no golo sofrido.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 85'. Desconcentrado, fez uma "assistência" a Guido Carrillo para o golo monegasco, no tempo complementar, ao tentar um atraso ao guarda-redes. Pode custar-lhe um lugar no plantel.

Mattheus Oliveira (23 anos).

Entrou aos 85', mal tendo oportunidade de tocar na bola.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 85', praticamente sem tempo para intervir no jogo. Sabe-se já que será um dos elementos a dispensar do plantel leonino pelo treinador.

Sem surpresa

A imprensa de hoje confirma, unânime: Daniel Podence foi o melhor jogador do Sporting na partida de ontem frente ao Marselha.

Se há candidato ao onze titular leonino na nova temporada, é ele. Tem feito por isso, procurando remar sempre contra a maré. Enquanto outros se mostram gatinhos, Podence é mesmo Leão.

Os melhores estavam no banco

Terceira derrota consecutiva do Sporting nesta pré-temporada, desta vez por 1-2. Ontem foi contra o Marselha, num desafio disputado em território francês (Evian). Um desafio que começou praticamente com o onze leonino a perder. À meia-hora de jogo, não tínhamos feito um só remate à baliza.

A perder por 0-2 a partir dos 52', Jorge Jesus viu enfim a sua apática equipa fazer o melhor período durante a meia-hora final da partida em que se destacaram Podence, Matheus Pereira e Doumbia na linha da frente. Foi com um penálti arrancado pelo primeiro que o avançado marfinense concretizou o nosso golo de honra. Os três jogadores só saltaram do banco já na segunda parte.

Mais dois golos sofridos, somando-se aos oito registados nas quatro partidas anteriores: isto desagrada seguramente aos adeptos e deve suscitar naturais apreensões na equipa técnica, tanto mais que alguns reforços teimam em não demonstrar em campo os predicados que terão levado à sua contratação. Mathieu, Piccini e Coentrão - sobretudo - cometeram erros que se pagam caros em alta competição.

Um dos reforços extra solicitados por Jesus, o extremo argentino Acuña, já se juntou aos colegas mas ainda não equipou de verde e branco. Isso talvez só aconteça no jogo de apresentação da equipa em Alvalade, no próximo sábado, frente ao Mónaco de Leonardo Jardim.

 

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Os jogadores, um a um:

Pedro Silva (20 anos).

Estreia do jovem guarda-redes como titular da equipa principal. Sem culpa nos golos, fez excelentes defesas aos 5' e aos 90', revelando grande elasticidade e bons reflexos.

Piccini (24 anos).

Ultrapassado em velocidade no seu flanco nas jogadas que conduziram aos dois golos do Marselha, aos 2' e aos 52'. Exibição muito aquém das necessidades deste Sporting 2017/18.

Coates (26 anos).

Muito discreto, sem o habitual perfil de líder no nosso sector mais recuado, o melhor que fez foi um bom alívio de bola, aos 54'. No minuto seguinte foi substituído.

Mathieu (33 anos).

Péssima exibição do francês, que entregou a bola aos adversários em duas ocasiões, aos 36' e aos 43': só por acaso os lances não deram golo. Falhou acção de cobertura no segundo do Marselha.

Coentrão (29 anos).

Apagadíssimo, sem rasgo, sem iniciativa, com dificuldades de progressão motivadas por aparentes limitações físicas, não fechou o seu corredor no primeiro golo francês. Saiu ao intervalo.

Petrovic (28 anos).

O sérvio foi titular, mas revelou claras limitações na fase de construção de jogo, incapaz de articular lances com Battaglia e Bruno Fernandes. Sem surpresa, saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Começou o jogo como interior esquerdo, mas foi derivando para alguma indefinição posicional que tentou compensar com muita mobilidade. Mostrou o seu melhor nos movimentos de pressão. Mas falhou a dobra no segundo golo sofrido.

Bruno Fernandes (22 anos).

Encostado à linha, como médio-ala direito, teve uma prestação aquém das suas possibilidades, sem grande influência na manobra colectiva da equipa. Melhorou na segunda parte, já no corredor central. Tentou até o remate de meia-distância, que não lhe saiu bem. Saiu aos 68'.

Bruno César (28 anos).

Continua sem mostrar o que vale nesta pré-temporada. Trapalhão, inconsequente como ala esquerdo, quase nada lhe saiu bem. Nem as bolas paradas: um livre que marcou aos 15' resultou num passe ao guarda-redes. Saiu ao intervalo.

Alan Ruiz (23 anos).

Foi dele o nosso primeiro remate à baliza (e único na primeira parte), estavam já decorridos 32'. Com notória dificuldade em encontrar linhas de passe, pareceu muito desligado dos companheiros. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Muito apagado, em grande parte porque a bola quase nunca chegou à sua zona de influência. Procurou buscá-la em linhas mais recuadas, também sem sucesso. Saiu aos 55'.

Podence (21 anos).

Entrou na segunda parte e logo sacudiu a partida, dando velocidade ao jogo leonino. Pressionou sempre a saída de bola do Marselha. Cruzou muito bem (49', 79'), isolou Doumbia (74'), arrancou o penálti que originaria o nosso golo solitário. Merece ser titular.

Matheus Pereira (21 anos).

Entrou na segunda parte. Combinou bem com Podence nas acções ofensivas jogando na ala direita. Foi buscar jogo atrás, funcionando com frequência como médio de construção. Numa jogada de insistência, aos 75', quase fez o nosso segundo golo, forçando o guarda-redes a uma grande defesa.

Matheus Oliveira (23 anos).

Entrou na segunda parte. Jogou a meio-gás, com pouca intensidade. Desta vez nem fez a diferença nas bolas paradas. Falhou um pontapé de moinho na área marselhesa (79'). Perdeu a bola no meio-campo, originando um rápido contra-ataque francês que quase deu golo (89').

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou na segunda parte, rendendo Fábio Coentrão. Arriscou poucas incursões no seu flanco, mas também não comprometeu, jogando pelo seguro.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 55'. Deu consistência à linha mais avançada da equipa, numa evidente busca pelo golo. Que acabou por concretizar-se de grande penalidade, aos 71'. Podia ter marcado também aos 74'.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 55'. Foi o nosso melhor central nesta partida, com boas acções de cobertura na metade direita do eixo defensivo, neutralizando os contra-ataques adversários com precisão no corte. Sempre atento às dobras a Piccini.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 68', o que fez Battaglia avançar no terreno. Como médio defensivo revelou concentração e acutilância, contribuindo para aumentar a consistência da nossa linha intermédia.

Lei de Ciani

Inédito nas pré-temporadas leoninas, pelo menos que me lembre, a contratação/dispensa de Ciani na própria pré-temporada (2015/2016) teve o mérito de livrar o Sporting de um flop à espera de acontecer. Na altura, a medida de gestão foi elogiada.

Digamos que é uma lei que merece fazer escola. Se numa pré-temporada com quase 10 jogos, for nítido que determinada contratação não vai resultar nem acrescentar valor, mais vale então corrigir o tiro ao lado que se anuncia, do que deixar arrastar um peso morto por mais uns meses. Haja coragem.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Basileia x Sporting 3-2

Crónica alternativa a uma confraternização ocorrida esta tarde, para os lados de Delley-Portalban, cantão de Friburgo, que terminou em indigestão para os comensais leoninos, com 3 golos sofridos, 5 jogadores encostados (Gauld, Leonardo Ruiz, Jovane, Xico Geraldes e Domingos Duarte) e dois golos marcados. Um 3-5-2, portanto, embora Jesus vos vá querer convencer que foi 3-4-3, o que até faria sentido se Alan Ruiz tivesse cumprido o seu papel. Análise um-a-um dos nossos confrades envolvidos em uma página pouco lustrosa do Sporting. Como quem (es)cala consente, as notas serão atribuídas em escala musical, para que todos tenham consciência de que representam um clube que tem bem presente na sua memória os saudosos "Cinco Violinos".

 

"Les uns"

Azbe Jug - Decididamente, não se consegue libertar do Jug(o) do imprescindível Rui Patricio. Sofreu o primeiro golo, num penalty marcado em "super slow motion" que até parecia que estávamos a assistir à repetição, demorando uma eternidade a cair, como se a relva representasse uma cama de faquir pouco convidativa a grandes aventuras. No segundo, foi delicadamente à bola, não a querendo magoar, acabando por permitir que, nas suas costas, uma raposa suiça violasse o seu galinheiro. Com os pés, mostrou a elegância de uma girafa aterrorizada a atravessar a A2 em dia de entrada de férias. Para terminar, hesitou no tempo de saída no terceiro golo como se, ao longe, tivesse observado um sinal vermelho. Uma lástima!

Nota: (meteu)DÓ

Piccini - É certo que para esta posição Jesus tem um "esqueleto" (Schelotto) escondido no armário (em Alcochete), mas em época estival "Piscina" não foi suficiente, tal a afluência de banhistas suíços a mergulhar na Sua área. Para compensar, meteu água, de forma a manter o nível nos limites habituais.

Nota: RÉ(u)

Tobias Figueiredo - Já dizia Shakespeare, em tom premonitório, que Tobias ou não Tobias era a questão. Menos dado a questões de erudição e não querendo responder à questão, Jesus, salomonicamente, optou por 3 centrais, incluindo-o no lote. Foi abalroado, em excesso de velocidade (provavelmente vindo do Urban), pelo nosso velho conhecido Van Wolfswinkel, e o árbitro marcou penalty (!?). Salvou um golo certo quando desviou uma cabeçada para a baliza, com Jug já a posar para a foto hesitante em sair dos postes.

Nota:Mi(upe) quando tem de pôr a bola na frente.

Coates - O homem parece uma representação do que já foi, um holograma. Será que está lá o nosso Ministro da Defesa? Tendo o nosso paiol sido assaltado da forma que foi (segundo registo oficial desapareceram três frangos já obsoletos, eslovenos, sem valor comercial)...

Nota: Mi(ragem), não pode ser o grande Coates.

Mathieu - Ficou nas covas na maior parte dos lances. Mostrou boas qualidades no Valência e Barcelona, mas tal como a sua homónima Mireille, já não está para grandes cantorias.

Nota: RÉ(u)

Jonathan - A táctica dos 3 centrais pretende 2 laterais ofensivos, ora o argentino é mais "bolos", quando chega à linha de fundo contrária já vem acompanhado de uma bilha de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: (sem)DÓ, (nem piedade)

Petrovic - Aquela posição requer um PetroMAX, que ilumine toda a equipa, o que não se tem visto. Resultou no Rio Ave, pois Caxinas fica por ali e um PetroMax é sempre estimado na pesca.

Nota: (será das) MI(algias)?

Bruno Fernandes - Mais uma vez, um dos melhores em campo, embora a disparar à baliza esteja ao nível de um João Moutinho. Critério no passe e nas suas acções, o que hoje foi uma raridade. Para nossa sorte, ainda vai demorar algum tempo a desaprender o que lhe ensinaram em Itália.

Nota: FÁ (comme si, comme ça)

Podence - O melhor em campo, embora continue a falhar na decisão. Parece um fórmula 1 inserido num Mundial de Ralis, a percorrer a classificativa de Fafe-Lameirinha. Quando conseguir trajectórias limpas vai ser impagável.

Nota: SOL(itário)

Alan Ruiz - Mandaram-no para a esquerda(?) e o homem não deve ter a direcção ajustada pois sempre foi derivando para o meio. Aí, acabaria por abalroar um adversário e o árbitro marcou... penalty. Um clássico, neste jogo. No resto, esforçou-se por mostrar não estar comprometido com o projecto.

Nota: DÓ(berman), precisa-se.

Bas Dost - O bombardeiro, o carteiro que entrega sempre a correspondência e que nunca merece um exame demasiadamente rigoroso. Um golo de penalty. Parece que foi Jesus que lhe ensinou, o outro, o de Nazaré, estão a ver?

Nota: FÁ(cil) para ele é marcar golos.

 

"... Et les autres "

Bruno César - Com esse apelido, tinha tudo para ser o Imperador da equipa, não fora o seu jeito pesadão e o facto de Jesus (este) o pôr a pregar em freguesias onde não se encontra recenseado. Defesa esquerdo? A sério?

Nota: MI(serável) a defender, apostou naquilo que melhor tem, o remate, e queimou as mãos do guardião suíço

Mattheus Oliveira - Tira hipóteses a Gauld, como "8", e a Xico Geraldes, como ala, Merece? Não! Mas, o que é que isso interessa? Jesus parece interessado na saga "My little pony(tale)", o que fazer? Dizem que é bom na bola parada, principalmente antes de o jogo começar... Ainda assim, à atenção de Nuno Dias (podia sempre entrar, marcar livres e saír).

Nota: DÓ(I) só de o ver jogar...

Battaglia - Apesar de tudo, um dos melhores. Conseguiu desarmar e assistir Podence na direita, tudo na mesma jogada. No estado em que estamos, um feito!

Nota: FÁ(z) os mínimos exigíveis a um jogador do Sporting.

Doumbia - Parece estar em descanso, depois de umas boas impressões no primeiro jogo.

Nota: MI(tico) quando ganhar a forma.

Iuri Medeiros - Estava já meio caminho andado para justificarem recambiá-lo pela quarta vez quando o homem se destacou em dois momentos: num primeiro, desmarcação brilhante na esquerda para... pois, Bruno César, que deixou a bola sair; seguidamente, centro primoroso da direita para Matheus Pereira empatar o jogo.

Nota: SOL que nos alimenta o dia.

André Pinto - Mostrou alguma condução de bola, mas também algumas faltas desnecessárias em confrontos com avançados. Jesus não lhe deu tempo suficiente para errar muito.

Palhinha, Matheus Pereira, André Geraldes, Pedro Silva e Gelson Dala - Não se faz, os homens já prontos para entrar no banho e Jesus manda-os para dentro de campo. Palhinha entortou e viu-se à direita, Geraldes assistiu para golo... do adversário, Pedro Silva e Dala não tiveram tempo, Matheus deixou Jesus com um problema, marcou um golo. O mais certo é não voltar a jogar tão cedo, que isto do karma é...

Notas "(Força Sporting olé) LÁ,(la, la, la, la)" e SI(m)! não foram atribuídas por não serem merecidas por ninguém.

 

Tudo ao molho voltará (espera-se), com melhores notícias.

SL

Do golão de Matheus ao mistério Coentrão

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 Foto Record

 

1

"Parece uma equipa da segunda divisão!" Este desabafo, proferido por alguém perto de mim que também assistia ao jogo no hotel alentejano onde estou instalado, reflectia bem aquilo que eu próprio sentia, ao cair o pano deste Sporting-Basileia, em que a nossa equipa saiu derrotada por 2-3. E esteve mais perto de sofrer o quarto (uma bola suíça embateu num nosso poste, com a baliza deserta e a defesa toda batida) do que de marcar o terceiro.

Segundo desaire consecutivo desta ronda suíça de preparação da época leonina, com saldo negativo: duas derrotas, uma vitória tangencial, só quatro golos marcados e sete sofridos.

Hoje o Basileia, campeão suíço, vulgarizou um Sporting lento e apático, que andou demasiado tempo em ritmo de treino, de juba tombada e garras recolhidas. É verdade que o primeiro golo suíço resultou de um penálti inexistente (o ex-avançado sportinguista Wolfswinkel fez falta sobre Tobias Figueiredo e não o contrário, como o árbitro ajuizou de forma errada), mas os restantes surgiram de erros inadmissíveis da nossa defesa - um brinde do guarda-redes esloveno Azbe Jug, sem categoria para vestir a camisola verde e branca, e um inadmissível atraso do lateral André Geraldes ao guardião, logo aproveitado para o golo do triunfo da turma helvética.

 

2

O que dizer?

Notas positivas dos primeiros 45 minutos apenas para Podence, único jogador leonino que nesse período procurou acelerar o jogo, revelando-se sempre inconformado, e Bas Dost, que chamado a converter um penálti também duvidoso não falhou na marca dos 11 metros.

De resto, destaque para uma excelente combinação entre Iuri Medeiros e Matheus Pereira, aos 77': o primeiro a cruzar de forma soberba e o segundo a rematar ainda melhor, cabeceando de forma categórica de cima para baixo naquele que foi o segundo golo leonino e o melhor momento do Sporting em todo o desafio. Mais que golo: foi um golão.

Bruno César, com um tiro disparado de fora da área pelo seu pé-canhão e travado in extremis pelo guarda-redes do Basileia, podia ter reposto a igualdade.

De positivo, pouco mais.

 

3

Análise sucinta dos reforços: Piccini continua a revelar as limitações que já anotei, Bruno Fernandes esteve demasiado discreto, Mathieu cometeu erros posicionais inadmissíveis para um central com a sua experiência, Battaglia promete mais do que oferece, Matheus Oliveira funciona só na marcação de bolas paradas, André Pinto foi regular e Doumbia passou quase despercebido.

Fábio Coentrão desta vez nem calçou. Problemas físicos? Mistério.

Francisco Geraldes e Ryan Gauld, dois dos jogadores leoninos com maior qualidade de passe, também ficaram de fora. Sem surpresa.

 

4

Saímos portanto desta pré-temporada suíça com golos sofridos em todos os desafios e uma equipa ainda muito precária.

O jogo de hoje confirmou aquilo que a partida anterior, frente ao Valência, já tinha deixado evidente: este Sporting continua sem ideias de construção de jogo, com muitas dificuldades em fazer circular a bola para linhas avançadas, carburando a gasóleo em vez de gasolina. A soma de erros individuais e de passes falhados é ainda inaceitável, tal como as trocas inconsequentes de bola no nosso meio-campo em processo ofensivo. Os laterais sobem pouco e cruzam sem perigo. E a defesa treme sempre, sejam quem forem as unidades colocadas em campo.

 

5

Só para registo: Jug, Piccini, Coates, Tobias, Mathieu, Jonathan, Petrovic, Bruno Fernandes, Podence, Alan Ruiz e Dost foram os titulares.

Na segunda parte entraram Iuri, Battaglia, Bruno César, Matheus Oliveira, André Pinto e Doumbia. Aos 66', Jorge Jesus mandou avançar André Geraldes, Palhinha e Matheus Pereira. A quatro minutos do fim, entrada ainda do guarda-redes Pedro Silva (em estreia absoluta na equipa principal) e Gelson Dala.

Aguarda-se ainda a chegada dos nossos internacionais que estiveram na Taça das Confederações: Rui Patrício, Beto, William Carvalho, Adrien e Gelson Martins. Nunca eles nos pareceram fazer tanta falta como agora. Mas se pelo menos dois deles estão prestes a abandonar Alvalade, como é voz corrente, o problema subsiste. Ou talvez até se agrave.

Porta giratória

Sai Paulo Oliveira, Adrien parece já uma carta fora do baralho, Domingos Duarte volta a ser dispensado. O mesmo deverá acontecer a Tobias Figueiredo, João Palhinha, Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Iuri Medeiros.

Hão-de vir ainda um extremo-esquerdo, um novo defesa central, um lateral direito, um novo médio defensivo e talvez outro avançado. Quase meia equipa, o que torna este estágio na Suíça pouco menos que inútil para criar automatismos e fomentar espírito de grupo.

Eis o Sporting neste início do terceiro ano do reinado de Jorge Jesus.

Hoje giro eu - RYANair

2014 - Estágio em Doorwerth (Holanda);

2015 - Estágio na África do Sul;

2016 - Estágio em Lausanne (Suíça);

2017 - Estágio em Nyon (Suiça).

Ryan Gauld é hoje em papa-milhas só à conta dos estágios do Sporting. O ano passado jogou 1 minuto. Este ano, só ele e Leonardo Ruiz, como jogadores de campo, ainda não se estrearam.

Entretanto, o "Mais Futebol" anuncia hoje que Ryan, Leonardo, Palhinha e Xico Geraldes treinaram à parte do restante plantel, acompanhados por adjuntos de Jesus. Alguém que explique tudo isto como se nós fôssemos muito burros, havendo quatro alternativas possíveis:

- alguém não deu o guião certo ao "Mais Futebol";

- alguém precisa urgentemente de ler o "Ensaio sobre a Cegueira";

- a equipa técnica Introduziu o "duche escocês", juntamente aos banhos e massagens;

- consumo demasiado de café da Colômbia, para conseguir ver todos os jogos da América Latina.

Nós por cá já temos os pés assentes no chão. Quando se repetem sempre os mesmos erros, o resultado é previsivel. Na linha daquela máxima: "Quem por sistema resiste à mudança, acaba a resistir à extinção".

Reforços leoninos: primeiras impressões

Três jogos (contra Belenenses, Fenerbahçe e Valência) já permitem ficarmos com uma primeira impressão dos reforços leoninos para a temporada 2017/18.

Vou deixar aqui a minha opinião, ainda muito sucinta e naturalmente sujeita ao contraditório dos leitores.

 

..........................................................................................

 

Piccini (nota 4).

Mais: mostra vontade de acertar e de articular construção de jogo com o médio ala do seu flanco.

Menos: muito permissivo na manobra defensiva e demasiado contido nas acções ofensivas.

Mathieu (nota 6).

Mais: revela sentido posicional, intensidade no jogo aéreo e capacidade de sair com a bola controlada.

Menos: imprecisão no passe e falta de coordenação com o parceiro do eixo defensivo.

André Pinto (nota 5).

Mais: concentração e capacidade de dobrar o lateral.

Menos: excesso de timidez na primeira fase da construção ofensiva.

Fábio Coentrão (nota 4).

Mais: demonstra alguma vocação atacante, ainda muito incipiente.

Menos: velocidade reduzida, desguarnecendo com frequência a sua ala por eventuais limitações físicas.

Battaglia (nota 5).

Mais: ganha intensidade e consistência quando avança no terreno.

Menos: ineficaz como médio de contenção, desposicionando-se com facilidade.

Bruno Fernandes (nota 7).

Mais: lê bem o jogo e é rápido na tomada de decisão, baralhando marcações e abrindo linhas de passe.

Menos: falta precisão de remate à baliza e condição física ainda longe do ideal.

Mattheus Oliveira (nota 5).

Mais: faz a diferença na marcação de livres.

Menos: peca por falta de dinâmica, velocidade reduzida e alguma imprecisão posicional.

Doumbia (nota 6).

Mais: faro de golo, robustez física e vontade de assumir protagonismo junto à baliza adversária.

Menos: compreensíveis dificuldades de articulação com Bas Dost, seu parceiro na linha mais avançada.

 

Vamos lá a pôr ordem na barraca!

Ontem tive oportunidade de ver o jogo completo.

Como ponto de ordem, quero deixar claro que entendo todas as experiências que se queiram fazer nestes jogos, mesmo a peregrina ideia de estar a levar dois e jogar sem ponta de lança. Por outro lado, não gosto de perder, nem mesmo a feijões!

Eu não percebo nada de futebol, no entanto vejo bola quase desde que nasci e tenho cá p'ra mim que há nas preparações da época dois factores essenciais que se pretendem atingir: Aquisição dos métodos do treinador e o consequente entrosamento entre os executantes, por um lado, e começar a criar um suporte psicológico forte para enfrentar uma época longa e complicada.

Ora, na minha opinião de analfabeto futebolístico, o primeiro propósito adquire-se praticando nos treinos; Muitas vezes, parando o apronto as vezes que forem necessárias, indo lá por repetição até que aquilo seja feito de olhos fechados e o segundo colocando em campo, em jogos particulares, aquilo que se praticou nos treinos e conseguindo com isso vitórias. Porque, mesmo para quem nada percebe de futebol como eu, repito, a vitória é o maior elixir para um "caparro" psicológico forte e consistente. Quem não ouviu já dizer que as equipas se alimentam de vitórias?

Assim sendo, mais uma vez na minha modesta opinião como futebolisticamente analfabeto, as pré-épocas devem ser planeadas em função destes dois objectivos primordiais e os jogos delas constantes serem jogados em função do que se pretende atingir (entrosamento e confiança), ou seja, há duas hipóteses: Ou se escolhem equipas fracas e se fazem todas as experiências durante estes jogos, considerando-os como mais um treino e rodando todos os disponíveis para os observar num contexto diferente, apenas um pouco mais complicado, ou se escolhem equipas fortes. Nestes jogos com equipas da mesma igualha que a nossa, perdoem-me os catedráticos do futebol, Jesus incluído, o meu orgulho sportinguista não se compadece com experiências e 22 jogadores em campo (só dos nossos) e não vai em conversas de que "isto é só um jogo-treino, o resultado não interessa". Interessa e muito! Como disse, as equipas alimentam-se de vitórias e se anteontem a vitória no jogo com os turcos foi um belo tónico, o descalabro de ontem foi um murro no estômago e o deitar por terra do que se terá conseguido no dia anterior. Quem pensar que estes jogos são apenas treino, não percebe o que é ser Sporting. Quem encarar estes jogos com displicência, está a mais no Sporting, do topo à base.

"Ah e então como é que tu farias, ó inteligente?" perguntam e bem vocês, que estão a perder o vosso tempo a ler-me. Pois, como eu não percebo nada disto, nesta opção de pré-época, os jogos seriam para ganhar, o prestígio do Sporting está em causa. E para ganhar estes jogos, é escalar um onze para tentar isso mesmo, é jogar um jogo de futebol e não uma partida de treino. Experiências fazem-se em casa! "Ah, mas no início da época todos devem ter a mesma oportunidade". Pois devem, mas nestes casos, valores mais altos se alevantam e, mais uma vez, quem não entender isto, estará a mais no Sporting. Perguntem aos sócios e adeptos sportinguistas que estiveram ontem no estádio se ficaram satisfeitos com a merda de jogo que foi produzido, já não falando do resultado que só não foi mais expressivo, porque não calhou mesmo.

Não quero ser alarmista, mas temo que o caminho que se está a querer traçar seja o mesmo que o da época passada, com a porcaria de resultados que se viu.

Portanto, ainda estamos a tempo de arrepiar caminho. Senhor presidente, vamos lá a pôr ordem na barraca, está bem?

Indignado e espantado

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 Geraldes a ler um livro muito apropriado: Ensaio Sobre a Cegueira (foto Record)

 

 

Fazer entrar o Francisco Geraldes aos 57 minutos e mandá-lo sair aos 82' foi algo que me indignou.

Não custa explicar porquê. É uma forma inaceitável de tratar um dos melhores jovens talentos da nossa formação.

No Sporting-Valência de ontem houve, por outro lado, uma "experiência" que me fez abrir a boca de espanto: termos jogado mais de meia hora sem ponta-de-lança. Até quando já perdíamos por 0-3 e não havia vantagem nenhuma a defender, antes pelo contrário.

Dirão alguns que foi apenas um jogo de pré-época. A esses direi duas coisas. Primeira: a temporada leonina 2016/17 começou a ser perdida na desastrosa pré-época. Segunda: o prestígio internacional do Sporting, quando defronta uma equipa espanhola na Suíça, nunca pode ser jogado a feijões. Porque é algo muito sério.

Aprendizes de leão incapazes de rugir

Ao terceiro jogo da pré-temporada, o descalabro. O Valência deu hoje um banho de futebol ao Sporting, derrotando a nossa equipa por 3-0. E ainda com uma bola a embater no ferro: estivemos a centímetros de sofrer uma goleada perante a turma espanhola, claramente superior do princípio ao fim.

Ritmo lento, atitude passiva, dinâmica frouxa, intenções previsíveis - uma sensaboria total, mesmo com alguns milhares de portugueses, incluindo muitos emigrantes lusos na Suíça, a puxarem pela equipa do princípio ao fim. Jorge Jesus foi fazendo rodar os jogadores sem produzir qualquer efeito positivo na qualidade do futebol leonino: chegou a mandar avançar 23 - incluindo Bruno César e Francisco Geraldes, que entraram aos 57' e saíram aos 82'. Apenas o guarda-redes esloveno, Azbe Jug, se manteve em campo durante os 90 minutos.

Antes da meia-hora inicial, já perdíamos 0-2. Nem assim houve um sobressalto naqueles profissionais que pouco honraram a camisola verde e branca e se passeavam em campo com uma gritante falta de exigência, em nada contrariada pelos berros do treinador junto à linha. Ao intervalo, havia apenas o registo de dois remates nossos à baliza do Valência.

Hoje, ao contrário do que sempre acontece, não destaco qualquer jogador. Em boa verdade, nenhum deles merece, tão medíocre foi a prestação colectiva destes aprendizes de leão, de juba aparada e incapazes de rugir.

Petrovic e Paulo Oliveira, que alinharam ontem contra o Fenerbahçe, hoje não chegaram a calçar.

A próxima partida é depois de amanhã, às 18 horas, contra o Basileia.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Sem culpa nos golos sofridos, todos muito bem marcados. Teve uma saída em falso, aos 67', que quase nos fez sofrer mais um.

Piccini (24 anos).

Sem velocidade, lento a progredir no terreno. Deixou-se ultrapassar no lance do segundo golo: Rodrigo, do Valência, fez dele o que quis. Saiu aos 57'.

Coates (26 anos).

Um erro grave: ao aliviar muito mal a bola na grande área, no minuto 23, ofereceu-a de bandeja para Orellana marcar. Saiu ao intervalo.

Mathieu (33 anos).

O menos mau do nosso reduto ofensivo. Saiu algumas vezes com a bola controlada, procurando puxar a equipa. Sem sucesso. Saiu ao intervalo.

Coentrão (29 anos).

Muito retraído, sem dinâmica ofensiva. Aos 28' desguarneceu o flanco, vazio que o extremo do Valência logo aproveitou para um cruzamento fatal: assim nasceu o segundo golo. Saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Apático, limitou-se a assistir ao arranque de Orellana na marcação do primeiro golo sem procurar travar-lhe o passo. Foi o jogador de campo que mais tempo jogou - na segunda parte, na posição 8, pareceu render um pouco mais.

Iuri Medeiros (23 anos).

Nada a ver com a exibição da véspera, uma das mais conseguidas da turma leonina. Andou quase todo o primeiro tempo escondido, com escassa interferência na dinâmica colectiva. Saiu ao intervalo.

Bruno Fernandes (22 anos).

Também o médio de ligação não confirmou a boa exibição do dia anterior. Começou por perder a bola em zona proibida, logo aos 10', o que só por um triz não nos custou o primeiro golo. Terá ficado afectado por este lance. Saiu ao intervalo.

Podence (21 anos).

Único jogador leonino que procurou sempre dar velocidade ao jogo, jogando alternadamente nos dois flancos. Alguns passes bem medidos, mas insuficientes para o nível a que nos habituou. Saiu aos 57'.

Doumbia (29 anos).

Andou escondido, mal se deu por ele. Na única intervenção digna de registo mereceu nota negativa, ao interferir em posição irregular num lance que teria dado um golo legal a Bas Dost que o árbitro anulou. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Estreia azarada como capitão leonino. Marcou aos 38', mas o golo não valeu pois Doumbia tocara na bola em fora de jogo. Grande passe para Podence aos 46' e pouco mais. Saiu aos 57'.

Matheus Oliveira (23 anos).

Jogou a segunda parte. Três livres muito bem marcados (51', 54' e 56') pelo médio-ala esquerdino, filho de Bebeto. Pouco mais fez. 

Alan Ruiz (23 anos).

Jogou a segunda parte, quase sempre de costas para a baliza. Lento, previsível, fazendo sempre muita cerimónia antes de tentar o remate. Aos 90' recebeu um cartão amarelo por simular um penálti.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Jogou a segunda parte, recebendo de Bas Dost a braçadeira de capitão. Pecou com frequência por excesso de lentidão. E não conseguiu elevar-se com eficácia nas bolas paradas ofensivas. O melhor que fez foi um corte acrobático aos 61'.

André Pinto (27 anos).

O ex-central do Braga jogou a segunda parte. Muito discreto, evidenciou-se apenas por um bom corte aos 84'.

Jonathan Silva (23 anos).

Jogou a segunda parte, mostrando-se mais audaz do que Coentrão. Algumas incursões acutilantes no flanco esquerdo. Grande cruzamento aos 71' que Bruno César desperdiçou. Foi um dos mais inconformados.

Palhinha (22 anos).

Jogou a segunda parte, revelando-se melhor médio de contenção do que Battaglia. Tentou fazer avançar a equipa com passes verticais, mas sem sucesso. De uma falta sua a meio-campo nasceu o rápido lance de contra-ataque que gerou o terceiro golo espanhol.

André Geraldes (26 anos).

Entrou aos 57'. Revelou algum sentido posicional, mas foi clamorosamente batido aos 68' por Nacho Gil, que lhe fez um túnel (a ele e a Bruno César) e chutou para golo na jogada mais brilhante do desafio.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 57'. Nada lhe saiu bem - nem à frente, onde falhou duas ocasiões de golo, nem atrás, onde foi fintado sem remissão no terceiro do Valência. O treinador deu-lhe ordem de saída aos 82'.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 57' e mexeu com o jogo, protagonizando alguns momentos de inegável qualidade técnica. Mas nessa altura a equipa já naufragava sem remissão. Jesus deixou claro que não conta com ele, ao fazê-lo sair aos 82'.

Matheus Pereira (21 anos).

Jogou os últimos 25 minutos, dando a ideia de ter entrado demasiado tarde. Agitou a ala esquerda ofensiva numa sucessão de raides que mereciam ter melhor desfecho. Mas andou sempre muito desacompanhado.

Gelson Dala (21 anos).

Entrou aos 82', com vontade de mostrar serviço. Esforçou-se, mas não teve tempo.

Jovane (21 anos).

Entrou aos 82', procurando refrescar um ataque quase inexistente. Um cruzamento sem nexo aos 85' e pouco mais.

Três ases: Bruno Fernandes, Iuri, Doumbia

O Sporting iniciou hoje uma rápida sucessão de jogos na pré-temporada que realiza na Suíça. Teste muito positivo, saldado com uma vitória por 2-1 frente ao Fenerbahçe, equipa que ficou em terceiro lugar no campeonato turco e conta com várias estrelas nas suas fileiras, com destaque para Valbuena e Van Persie. Nota a destacar: ambos os golos leoninos resultaram de lances de bola parada.

Jorge Jesus fez alinhar, em estreia absoluta no Sporting, quatro jogadores contratados neste defeso: Fábio Coentrão, Mathieu, Doumbia e André Pinto. Nota mais positiva para o avançado da Costa do Marfim emprestado pelo Roma: foi dele o golo da vitória leonina, aos 75'. Jogou só a segunda parte mas foi quanto bastou para comprovar que estamos perante um verdadeiro reforço.

O nosso golo inicial, aos 32', foi apontado pelo suspeito do costume: Bas Dost, que promete repetir em 2017/2018 o excelente desempenho alcançado na época que passou.

Notas igualmente muito positivas para Iuri Medeiros - autor do livre directo de que resultou o nosso primeiro golo - e Bruno Fernandes, que na primeira parte funcionou como autêntico motor da construção ofensiva do Sporting. Já a posicionar-se como possível sucessor de Adrien na posição 8.

O colombiano Leonardo Ruiz, o marcador do golo no desafio anterior, disputado ainda em Portugal, frente ao Belenenses, desta vez ficou fora. Isto apesar de Jesus ter feito entrar nada menos de 22 jogadores. Só Azbe Jug - guarda-redes por ausência de Rui Patrício e Beto - se manteve em campo durante os 90 minutos.

Numa sucinta análise aos nossos reforços, além dos já mencionados, Battaglia e Piccini continuam a merecer apreciação positiva, enquanto Matheus Oliveira mantém nota insuficiente. André Pinto, só em campo a partir do minuto 62, foi demasiado discreto para justificar uma opinião fundamentada.

Amanhã temos novo jogo. Desta vez frente ao Valência.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Mais: grande defesa a um disparo de Valbuena, fazendo in extremis a bola embater na barra.

Menos: deficiente jogo com os pés na reposição de bola.

Piccini (24 anos).

Mais: voluntarioso e destemido no ataque.

Menos: demasiado permeável no seu flanco defensivo quando os turcos carregavam no acelerador.

Coates (26 anos).

Mais: hoje capitão, tentou golo de cabeça nesta estreia na pré-época e quase marcou ao minuto 39.

Menos: abusou do jogo faltoso, o que lhe valeu um cartão aos 60'.

Mathieu (33 anos).

Mais: estreia absoluta no Sporting, demonstrando soltar a bola com crítério.

Menos: falha de marcação permitiu o golo turco aos 40'.

Coentrão (29 anos).

Mais: demonstrou vocação atacante nesta estreia de verde e branco.

Menos: não acompanhou extremo turco no lance do golo adversário, nascido no seu corredor.

Petrovic (28 anos).

Mais: entendimento pontual com os centrais para formar primeira linha do dique defensivo.

Menos: perdeu duas vezes a bola em zona perigosa, na zona que lhe estava confiada, concedendo todo o espaço ao adversário.

Bruno Fernandes (22 anos).

Mais: bom a cruzar, bom a abrir linhas de passe, bom no passe longo, serviu de forma magistral Doumbia aos 58'.

Menos: falhou golo em zona frontal aos 46'.

Bruno César (28 anos).

Mais: voluntarioso, procurou mostrar serviço.

Menos: exibição apagada: já não regressou do intervalo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Mais: marcou muito bem o livre de que resultou o nosso golo inicial.

Menos: falhas pontuais no passe não ensombraram desempenho muito positivo.

Alan Ruiz (23 anos).

Mais: bom remate de meia distância aos 24'.

Menos: lento e previsível, sem dinâmica, saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Mais: demorou só 32 minutos a fazer o gosto ao pé, assinando o golo inaugural.

Menos: podia ter marcado logo no primeiro minuto, mas chegou tarde ao lance.

Battaglia (26 anos).

Mais: eficaz a recuperar bolas, revelando capacidade de construção num raio de acção muito alargado.

Menos: alguma falta de disciplina posicional.

Jonathan Silva (23 anos).

Mais: regressa ao Sporting com vontade de disputar a lateral esquerda com Coentrão.

Menos: demasiado impetuoso, pode cair com facilidade sob a alçada disciplinar.

Doumbia (29 anos).

Mais: entrou na segunda parte apostado em ter protagonismo: primeiro, um golo anulado aos 58' por fora de jogo; depois, um golo limpo que nos garantiu a vitória.

Menos: desperdiçou uma grande oportunidade de voltar a marcar, já no tempo extra.

Matheus Oliveira (23 anos).

Mais: marcou muito bem o livre que viria a originar o nosso segundo golo.

Menos: voltou a pecar por alguma falta de intensidade.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Mais: Jesus confiou-lhe a braçadeira de capitão quando substituiu Coates, aos 61'.

Menos: demasiado contido de movimentos, sem esticar o jogo na primeira fase de construção.

André Pinto (27 anos).

Mais: estreia absoluta no Sporting, ocupando a metade direita do eixo defensivo.

Menos: falta-lhe entrosamento com os colegas, como se compreende.

Podence (21 anos).

Mais: espectacular lance individual aos 65', pouco depois de ter entrado, pondo os turcos em sentido.

Menos: falhou o golo no último minuto.

André Geraldes (26 anos).

Mais: jogou desta vez no flanco direito, sua ala natural, combinando bem com Podence.

Menos: falta-lhe alguma ousadia na subida para o ataque.

Gelson Dala (21 anos).

Mais: grande remate com selo de golo, aos 90', fazendo a bola embater no poste.

Menos: recebeu um cartão amarelo perfeitamente escusado, fruto de imaturidade.

Matheus Pereira (21 anos).

Mais: grande passe para Doumbia em zona letal, aos 91'.

Menos: agarrou-se demasiado à bola, talvez com vontade de impressionar o treinador.

Paulo Oliveira (25 anos).

Mais: quando já parecia que não, Jesus ainda apostou nele.

Menos: só esteve um minuto em campo.

Diz-me a pré-época que fazes...

Dir-te-ei o campeonato que farás.

Hoje começa o ciclo suíço de quatro jogos contra adversários de bom nível, todos num curto espaço de tempo.

Na época passada, o estágio suíço foi para esquecer, acabando por ser indiciador de uma temporada frustrante como foi aquela que a equipa veio a fazer. Paralelo encontramos na pré-temporada com Sá Pinto ao leme, em que o Sporting também teve resultados desapontantes, qualitativo que caracterizaria a época oficial nessa altura.

Muita expectativa, por isso, para este ciclo de jogos em terras helvéticas, bem como para os jogos seguintes (sobretudo Mónaco e Fiorentina). Dificilmente uma péssima pré-temporada será acertada com o andamento do campeonato e/ou camiões de jogadores... 

Assuntos internos

 

Parece confirmar-se: vamos perder Adrien, em princípio para o Tottenham. William Carvalho também deve rumar a Inglaterra.

 

Matheus Pereira, sabe-se já, será emprestado. Provavelmente a um clube da I Liga, talvez o Braga ou o Belenenses.

 

Iuri Medeiros poderá sair. Mas só a troco de 20 milhões de euros.

 

Carlos Mané mantém-se pelo Estugarda.

 

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