23 Jul 17
Gostei!
Edmundo Gonçalves

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Gostei da primeira parte, mais pelos golos e do início da segunda, com a entrada de William Carvalho e Adrien.

Já foram feitos os destaques pelo Pedro no post habitual, mas quero deixar apenas algumas notas, mais sobre os novos jogadores.

Mathieu começou a tremer, desacertou mais do que acertou, mas com o decorrer do tempo "atinou" e fez uma excelente segunda parte (também lá tinha William à sua frente e o esquema táctico foi outro);

Piccini é "curto", mas se não vier mais ninguém, parece-me capaz para o lugar, tenha ele sempre a ajuda de Gelson, como teve hoje. Não esteve mal.

Coentrão esteve vários furos acima dos jogos na Suíça e França. Se não tiver lesões pode ser reforço.

Battaglia fez um excelente jogo. Será ele o sucessor de William, quase de certeza.

Bruno Fernandes será o sucessor de Adrien, esteve bem, mas certamente ainda melhorará muito, precisamos disso.

Acuña. Parece-me que vai pegar de estaca.

Estes foram os que jogaram na primeira parte e parecem-se ser as primeiras opções de Jesus.

 

Gostei de ver aquele sistema de "quase" 3x5x2 de início. Vê-se que faltam rotinas, foi aí que Mathieu andou um pouco aos papéis, mas foi onde Battaglia esteve melhor. Vai ser o sistema que talvez vá ajudar a furar as defesas de equipas que jogam para o pontinho. Eu confesso que gosto, é um sistema que se bem jogado é empolgante. Vamos ver se Jesus opta por ele nas situações que referi.

 

Sábado há mais, com mais uma semana de trabalho, e um troféu para ganhar.

 

E agora vou de merecidas férias, se vossas excelências se não importarem.

 


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22 Jul 17
Quatro em onze
Pedro Correia

 

Do onze que hoje entrou em campo em Alvalade, só quatro eram titulares na época anterior: Rui Patrício, Coates, Gelson Martins e Bas Dost.

 


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Estreia positiva da nova equipa leonina, apresentada a mais de 40 mil espectadores em Alvalade frente um adversário de grande categoria: o Mónaco, campeão francês, treinado por Leonardo Jardim neste regresso a um estádio onde já foi feliz.

Foi o melhor jogo do Sporting nesta pré-temporada, culminado num merecido triunfo: 2-1. Com golos de Bruno Fernandes e Bas Dost. E bastou. Quem disse que vencer desafios na pré-época não conta? Conta, claro: é sempre um tónico psicológico para os jogadores. 

Merece destaque a boa exibição leonina na primeira parte, sem William nem Adrien no onze titular. A vitória foi alcançada nestes primeiros 45 minutos, após um fantástico golo de Rony Lopes que acabou anulado pelo vídeo-árbitro por fora-de-jogo posicional de Jemerson.

Após o intervalo, e com as substituições em catadupa que se seguiram, o jogo partiu-se, perdeu interesse e serviu apenas para dar mais uns minutos a certos jogadores, já a antever a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e a formação definitiva do plantel. Vários passaram no teste, mas Tobias chumbou ao oferecer o golo solitário da equipa de Jardim, num lamentável lapso defensivo, já ao cair do pano.

André Pinto e Petrovic não chegaram a calçar. Palhinha e Matheus Pereira também não.

Dos reforços, novamente destaque para Bruno Fernandes, capitão da selecção nacional sub-21. Bom no passe, na visão periférica, na forma como lê o jogo. Bom também a marcar, como se viu, aos 34'.

O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece igualmente elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada. Foi ele a marcar o pontapé de canto de que resultaria o nosso segundo golo, aos 43'.

Com um golo e uma assistência, Bas Dost merece a melhor nota. O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.

 

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Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Primeira actuação do nosso guarda-redes titular após as férias. Pareceu fora de forma aos 8', ao largar duas vezes a bola. Mas fez grandes defesas aos 17' e aos 65'. Saiu aos 85', sob calorosa ovação.

Piccini (24 anos).

Pareceu mais entrosado com os colegas e com maior segurança a patrulhar a ala direita, que lhe está confiada. Também evidenciou boa condição física: só ele e Mathieu fizeram o jogo todo.

Coates (26 anos).

Voltou enfim a ser o patrão da defesa. Dobrou Rui Patrício, salvando in extremis a nossa baliza aos 8'. Grande corte aos 68'. Saiu aos 85'.

Mathieu (33 anos).

Podia ter provocado autogolo aos 49', quando fez um corte defeituoso que quase traiu o guarda-redes. Mas melhorou a actuação global, parecendo mais confiante e com maior precisão de passe.

Coentrão (29 anos).

Talvez o mais apagado do quarteto defensivo titular, ainda assim uns furos acima dos jogos anteriores. A sua melhor jogada foi logo aos 4', ao lançar um ataque em boa articulação com Gelson. Saiu aos 54'.

Battaglia (26 anos).

Colocado a médio defensivo, forçado a uma disciplina táctica que não parece ser o seu forte, transmite a ideia de funcionar melhor em posição mais adiantada. Tentou o golo aos 38', sem sucesso. Saiu aos 54'.

Bruno Fernandes (22 anos).

Actuando desta vez no eixo central, zona em que melhor se movimenta, foi um dos melhores em campo. Actuação premiada com o seu primeiro golo de verde e branco, culminando um belo lance de ataque. Saiu aos 54'.

Gelson Martins (22 anos).

Regressado de férias, o internacional leonino logo acelerou o jogo. Foi ele a iniciar a jogada do primeiro golo, pelo corredor central, fazendo a bola chegar a Bas Dost. Saiu aos 64': missão cumprida.

Acuña (25 anos).

Deu óptimas indicações aos adeptos, deixando excelente impressão em Alvalade. Batalhador, veloz, esteve quase a marcar aos 4'. Bateu muito bem o canto que originou o golo da vitória. Saiu aos 64'.

Podence (21 anos).

Desta vez não lhe saíram tão bem as diagonais, mas jogou com a intensidade habitual, baralhando as marcações adversárias. Aos 30' conduziu um ataque que podia ter sido mais bem concluído por Dost. Saiu aos 64'.

Bas Dost (28 anos).

Sempre inconformado, detesta perder - até a feijões. É um verdadeiro Leão, como hoje voltou a demonstrar. Fez a assistência para o golo de Bruno e marcou ele próprio o segundo. Saiu aos 54'.

Jonathan Silva (23 anos).

Parece ir ganhando maturidade de jogo para jogo. Hoje entrou só aos 54'. Exibição positiva na ala esquerda, rendendo Fábio Coentrão. Desmarcou muito bem Doumbia aos 87'.

William Carvalho (25 anos).

Entrou aos 54'. Mostrou vir de férias em excelente forma, deixando claro que será muito difícil substituí-lo como titular se deixar o Sporting. Grandes desmarcações lançando o ataque com óptima leitura táctica.

Adrien (28 anos).

De volta a Alvalade após o contributo dado à selecção na Taça das Confederações, revelou a intensidade habitual na fase de construção do jogo leonino. Só não esteve tão bem nas bolas paradas.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 54'. Parece revelar ainda dificuldades posicionais, andando à procura do melhor lugar para ser mais útil ao ataque da equipa. Tentou o remate, que lhe saiu frouxo. Apanhado várias vezes em fora-de-jogo.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 64', saiu aos 85'. Pouco mais de vinte minutos em campo, em que apenas se destacou com um bom lance de articulação com Jonathan no flanco esquerdo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Também entrou aos 64' e saiu aos 85'. Muito pouco tempo para exibir os seus atributos em campo. Mas fez ainda um passe longo com grande precisão, confirmando que Jesus pode contar com ele.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 64'. Continua com vontade de marcar, mas mantém-se lento e previsível, transmitindo sempre a ideia de dar um toque em excesso na bola antes de decidir um lance.

Beto (35 anos).

Último internacional a actuar na pré-temporada, em campo desde o minuto 85. Teve ainda tempo para fazer uma boa defesa. Sem culpa no golo sofrido.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 85'. Desconcentrado, fez uma "assistência" a Guido Carrillo para o golo monegasco, no tempo complementar, ao tentar um atraso ao guarda-redes. Pode custar-lhe um lugar no plantel.

Mattheus Oliveira (23 anos).

Entrou aos 85', mal tendo oportunidade de tocar na bola.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 85', praticamente sem tempo para intervir no jogo. Sabe-se já que será um dos elementos a dispensar do plantel leonino pelo treinador.


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19 Jul 17

Diz Jesus, talvez para justificar a bosta de resultados, e não só no placard, que a "viagem" foi mal planeada.

Quem terão sido os incompetentes? Jesus não supervisiona isto? 

Eu não fui!


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Sem surpresa
Pedro Correia

A imprensa de hoje confirma, unânime: Daniel Podence foi o melhor jogador do Sporting na partida de ontem frente ao Marselha.

Se há candidato ao onze titular leonino na nova temporada, é ele. Tem feito por isso, procurando remar sempre contra a maré. Enquanto outros se mostram gatinhos, Podence é mesmo Leão.


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Terceira derrota consecutiva do Sporting nesta pré-temporada, desta vez por 1-2. Ontem foi contra o Marselha, num desafio disputado em território francês (Evian). Um desafio que começou praticamente com o onze leonino a perder. À meia-hora de jogo, não tínhamos feito um só remate à baliza.

A perder por 0-2 a partir dos 52', Jorge Jesus viu enfim a sua apática equipa fazer o melhor período durante a meia-hora final da partida em que se destacaram Podence, Matheus Pereira e Doumbia na linha da frente. Foi com um penálti arrancado pelo primeiro que o avançado marfinense concretizou o nosso golo de honra. Os três jogadores só saltaram do banco já na segunda parte.

Mais dois golos sofridos, somando-se aos oito registados nas quatro partidas anteriores: isto desagrada seguramente aos adeptos e deve suscitar naturais apreensões na equipa técnica, tanto mais que alguns reforços teimam em não demonstrar em campo os predicados que terão levado à sua contratação. Mathieu, Piccini e Coentrão - sobretudo - cometeram erros que se pagam caros em alta competição.

Um dos reforços extra solicitados por Jesus, o extremo argentino Acuña, já se juntou aos colegas mas ainda não equipou de verde e branco. Isso talvez só aconteça no jogo de apresentação da equipa em Alvalade, no próximo sábado, frente ao Mónaco de Leonardo Jardim.

 

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Os jogadores, um a um:

Pedro Silva (20 anos).

Estreia do jovem guarda-redes como titular da equipa principal. Sem culpa nos golos, fez excelentes defesas aos 5' e aos 90', revelando grande elasticidade e bons reflexos.

Piccini (24 anos).

Ultrapassado em velocidade no seu flanco nas jogadas que conduziram aos dois golos do Marselha, aos 2' e aos 52'. Exibição muito aquém das necessidades deste Sporting 2017/18.

Coates (26 anos).

Muito discreto, sem o habitual perfil de líder no nosso sector mais recuado, o melhor que fez foi um bom alívio de bola, aos 54'. No minuto seguinte foi substituído.

Mathieu (33 anos).

Péssima exibição do francês, que entregou a bola aos adversários em duas ocasiões, aos 36' e aos 43': só por acaso os lances não deram golo. Falhou acção de cobertura no segundo do Marselha.

Coentrão (29 anos).

Apagadíssimo, sem rasgo, sem iniciativa, com dificuldades de progressão motivadas por aparentes limitações físicas, não fechou o seu corredor no primeiro golo francês. Saiu ao intervalo.

Petrovic (28 anos).

O sérvio foi titular, mas revelou claras limitações na fase de construção de jogo, incapaz de articular lances com Battaglia e Bruno Fernandes. Sem surpresa, saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Começou o jogo como interior esquerdo, mas foi derivando para alguma indefinição posicional que tentou compensar com muita mobilidade. Mostrou o seu melhor nos movimentos de pressão. Mas falhou a dobra no segundo golo sofrido.

Bruno Fernandes (22 anos).

Encostado à linha, como médio-ala direito, teve uma prestação aquém das suas possibilidades, sem grande influência na manobra colectiva da equipa. Melhorou na segunda parte, já no corredor central. Tentou até o remate de meia-distância, que não lhe saiu bem. Saiu aos 68'.

Bruno César (28 anos).

Continua sem mostrar o que vale nesta pré-temporada. Trapalhão, inconsequente como ala esquerdo, quase nada lhe saiu bem. Nem as bolas paradas: um livre que marcou aos 15' resultou num passe ao guarda-redes. Saiu ao intervalo.

Alan Ruiz (23 anos).

Foi dele o nosso primeiro remate à baliza (e único na primeira parte), estavam já decorridos 32'. Com notória dificuldade em encontrar linhas de passe, pareceu muito desligado dos companheiros. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Muito apagado, em grande parte porque a bola quase nunca chegou à sua zona de influência. Procurou buscá-la em linhas mais recuadas, também sem sucesso. Saiu aos 55'.

Podence (21 anos).

Entrou na segunda parte e logo sacudiu a partida, dando velocidade ao jogo leonino. Pressionou sempre a saída de bola do Marselha. Cruzou muito bem (49', 79'), isolou Doumbia (74'), arrancou o penálti que originaria o nosso golo solitário. Merece ser titular.

Matheus Pereira (21 anos).

Entrou na segunda parte. Combinou bem com Podence nas acções ofensivas jogando na ala direita. Foi buscar jogo atrás, funcionando com frequência como médio de construção. Numa jogada de insistência, aos 75', quase fez o nosso segundo golo, forçando o guarda-redes a uma grande defesa.

Matheus Oliveira (23 anos).

Entrou na segunda parte. Jogou a meio-gás, com pouca intensidade. Desta vez nem fez a diferença nas bolas paradas. Falhou um pontapé de moinho na área marselhesa (79'). Perdeu a bola no meio-campo, originando um rápido contra-ataque francês que quase deu golo (89').

Jonathan Silva (23 anos).

Entrou na segunda parte, rendendo Fábio Coentrão. Arriscou poucas incursões no seu flanco, mas também não comprometeu, jogando pelo seguro.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 55'. Deu consistência à linha mais avançada da equipa, numa evidente busca pelo golo. Que acabou por concretizar-se de grande penalidade, aos 71'. Podia ter marcado também aos 74'.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 55'. Foi o nosso melhor central nesta partida, com boas acções de cobertura na metade direita do eixo defensivo, neutralizando os contra-ataques adversários com precisão no corte. Sempre atento às dobras a Piccini.

Palhinha (22 anos).

Entrou aos 68', o que fez Battaglia avançar no terreno. Como médio defensivo revelou concentração e acutilância, contribuindo para aumentar a consistência da nossa linha intermédia.


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17 Jul 17
Lei de Ciani
Francisco Melo

Inédito nas pré-temporadas leoninas, pelo menos que me lembre, a contratação/dispensa de Ciani na própria pré-temporada (2015/2016) teve o mérito de livrar o Sporting de um flop à espera de acontecer. Na altura, a medida de gestão foi elogiada.

Digamos que é uma lei que merece fazer escola. Se numa pré-temporada com quase 10 jogos, for nítido que determinada contratação não vai resultar nem acrescentar valor, mais vale então corrigir o tiro ao lado que se anuncia, do que deixar arrastar um peso morto por mais uns meses. Haja coragem.


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15 Jul 17

Crónica alternativa a uma confraternização ocorrida esta tarde, para os lados de Delley-Portalban, cantão de Friburgo, que terminou em indigestão para os comensais leoninos, com 3 golos sofridos, 5 jogadores encostados (Gauld, Leonardo Ruiz, Jovane, Xico Geraldes e Domingos Duarte) e dois golos marcados. Um 3-5-2, portanto, embora Jesus vos vá querer convencer que foi 3-4-3, o que até faria sentido se Alan Ruiz tivesse cumprido o seu papel. Análise um-a-um dos nossos confrades envolvidos em uma página pouco lustrosa do Sporting. Como quem (es)cala consente, as notas serão atribuídas em escala musical, para que todos tenham consciência de que representam um clube que tem bem presente na sua memória os saudosos "Cinco Violinos".

 

"Les uns"

Azbe Jug - Decididamente, não se consegue libertar do Jug(o) do imprescindível Rui Patricio. Sofreu o primeiro golo, num penalty marcado em "super slow motion" que até parecia que estávamos a assistir à repetição, demorando uma eternidade a cair, como se a relva representasse uma cama de faquir pouco convidativa a grandes aventuras. No segundo, foi delicadamente à bola, não a querendo magoar, acabando por permitir que, nas suas costas, uma raposa suiça violasse o seu galinheiro. Com os pés, mostrou a elegância de uma girafa aterrorizada a atravessar a A2 em dia de entrada de férias. Para terminar, hesitou no tempo de saída no terceiro golo como se, ao longe, tivesse observado um sinal vermelho. Uma lástima!

Nota: (meteu)DÓ

Piccini - É certo que para esta posição Jesus tem um "esqueleto" (Schelotto) escondido no armário (em Alcochete), mas em época estival "Piscina" não foi suficiente, tal a afluência de banhistas suíços a mergulhar na Sua área. Para compensar, meteu água, de forma a manter o nível nos limites habituais.

Nota: RÉ(u)

Tobias Figueiredo - Já dizia Shakespeare, em tom premonitório, que Tobias ou não Tobias era a questão. Menos dado a questões de erudição e não querendo responder à questão, Jesus, salomonicamente, optou por 3 centrais, incluindo-o no lote. Foi abalroado, em excesso de velocidade (provavelmente vindo do Urban), pelo nosso velho conhecido Van Wolfswinkel, e o árbitro marcou penalty (!?). Salvou um golo certo quando desviou uma cabeçada para a baliza, com Jug já a posar para a foto hesitante em sair dos postes.

Nota:Mi(upe) quando tem de pôr a bola na frente.

Coates - O homem parece uma representação do que já foi, um holograma. Será que está lá o nosso Ministro da Defesa? Tendo o nosso paiol sido assaltado da forma que foi (segundo registo oficial desapareceram três frangos já obsoletos, eslovenos, sem valor comercial)...

Nota: Mi(ragem), não pode ser o grande Coates.

Mathieu - Ficou nas covas na maior parte dos lances. Mostrou boas qualidades no Valência e Barcelona, mas tal como a sua homónima Mireille, já não está para grandes cantorias.

Nota: RÉ(u)

Jonathan - A táctica dos 3 centrais pretende 2 laterais ofensivos, ora o argentino é mais "bolos", quando chega à linha de fundo contrária já vem acompanhado de uma bilha de oxigénio e de um desfibrilhador.

Nota: (sem)DÓ, (nem piedade)

Petrovic - Aquela posição requer um PetroMAX, que ilumine toda a equipa, o que não se tem visto. Resultou no Rio Ave, pois Caxinas fica por ali e um PetroMax é sempre estimado na pesca.

Nota: (será das) MI(algias)?

Bruno Fernandes - Mais uma vez, um dos melhores em campo, embora a disparar à baliza esteja ao nível de um João Moutinho. Critério no passe e nas suas acções, o que hoje foi uma raridade. Para nossa sorte, ainda vai demorar algum tempo a desaprender o que lhe ensinaram em Itália.

Nota: FÁ (comme si, comme ça)

Podence - O melhor em campo, embora continue a falhar na decisão. Parece um fórmula 1 inserido num Mundial de Ralis, a percorrer a classificativa de Fafe-Lameirinha. Quando conseguir trajectórias limpas vai ser impagável.

Nota: SOL(itário)

Alan Ruiz - Mandaram-no para a esquerda(?) e o homem não deve ter a direcção ajustada pois sempre foi derivando para o meio. Aí, acabaria por abalroar um adversário e o árbitro marcou... penalty. Um clássico, neste jogo. No resto, esforçou-se por mostrar não estar comprometido com o projecto.

Nota: DÓ(berman), precisa-se.

Bas Dost - O bombardeiro, o carteiro que entrega sempre a correspondência e que nunca merece um exame demasiadamente rigoroso. Um golo de penalty. Parece que foi Jesus que lhe ensinou, o outro, o de Nazaré, estão a ver?

Nota: FÁ(cil) para ele é marcar golos.

 

"... Et les autres "

Bruno César - Com esse apelido, tinha tudo para ser o Imperador da equipa, não fora o seu jeito pesadão e o facto de Jesus (este) o pôr a pregar em freguesias onde não se encontra recenseado. Defesa esquerdo? A sério?

Nota: MI(serável) a defender, apostou naquilo que melhor tem, o remate, e queimou as mãos do guardião suíço

Mattheus Oliveira - Tira hipóteses a Gauld, como "8", e a Xico Geraldes, como ala, Merece? Não! Mas, o que é que isso interessa? Jesus parece interessado na saga "My little pony(tale)", o que fazer? Dizem que é bom na bola parada, principalmente antes de o jogo começar... Ainda assim, à atenção de Nuno Dias (podia sempre entrar, marcar livres e saír).

Nota: DÓ(I) só de o ver jogar...

Battaglia - Apesar de tudo, um dos melhores. Conseguiu desarmar e assistir Podence na direita, tudo na mesma jogada. No estado em que estamos, um feito!

Nota: FÁ(z) os mínimos exigíveis a um jogador do Sporting.

Doumbia - Parece estar em descanso, depois de umas boas impressões no primeiro jogo.

Nota: MI(tico) quando ganhar a forma.

Iuri Medeiros - Estava já meio caminho andado para justificarem recambiá-lo pela quarta vez quando o homem se destacou em dois momentos: num primeiro, desmarcação brilhante na esquerda para... pois, Bruno César, que deixou a bola sair; seguidamente, centro primoroso da direita para Matheus Pereira empatar o jogo.

Nota: SOL que nos alimenta o dia.

André Pinto - Mostrou alguma condução de bola, mas também algumas faltas desnecessárias em confrontos com avançados. Jesus não lhe deu tempo suficiente para errar muito.

Palhinha, Matheus Pereira, André Geraldes, Pedro Silva e Gelson Dala - Não se faz, os homens já prontos para entrar no banho e Jesus manda-os para dentro de campo. Palhinha entortou e viu-se à direita, Geraldes assistiu para golo... do adversário, Pedro Silva e Dala não tiveram tempo, Matheus deixou Jesus com um problema, marcou um golo. O mais certo é não voltar a jogar tão cedo, que isto do karma é...

Notas "(Força Sporting olé) LÁ,(la, la, la, la)" e SI(m)! não foram atribuídas por não serem merecidas por ninguém.

 

Tudo ao molho voltará (espera-se), com melhores notícias.

SL


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 Foto Record

 

1

"Parece uma equipa da segunda divisão!" Este desabafo, proferido por alguém perto de mim que também assistia ao jogo no hotel alentejano onde estou instalado, reflectia bem aquilo que eu próprio sentia, ao cair o pano deste Sporting-Basileia, em que a nossa equipa saiu derrotada por 2-3. E esteve mais perto de sofrer o quarto (uma bola suíça embateu num nosso poste, com a baliza deserta e a defesa toda batida) do que de marcar o terceiro.

Segundo desaire consecutivo desta ronda suíça de preparação da época leonina, com saldo negativo: duas derrotas, uma vitória tangencial, só quatro golos marcados e sete sofridos.

Hoje o Basileia, campeão suíço, vulgarizou um Sporting lento e apático, que andou demasiado tempo em ritmo de treino, de juba tombada e garras recolhidas. É verdade que o primeiro golo suíço resultou de um penálti inexistente (o ex-avançado sportinguista Wolfswinkel fez falta sobre Tobias Figueiredo e não o contrário, como o árbitro ajuizou de forma errada), mas os restantes surgiram de erros inadmissíveis da nossa defesa - um brinde do guarda-redes esloveno Azbe Jug, sem categoria para vestir a camisola verde e branca, e um inadmissível atraso do lateral André Geraldes ao guardião, logo aproveitado para o golo do triunfo da turma helvética.

 

2

O que dizer?

Notas positivas dos primeiros 45 minutos apenas para Podence, único jogador leonino que nesse período procurou acelerar o jogo, revelando-se sempre inconformado, e Bas Dost, que chamado a converter um penálti também duvidoso não falhou na marca dos 11 metros.

De resto, destaque para uma excelente combinação entre Iuri Medeiros e Matheus Pereira, aos 77': o primeiro a cruzar de forma soberba e o segundo a rematar ainda melhor, cabeceando de forma categórica de cima para baixo naquele que foi o segundo golo leonino e o melhor momento do Sporting em todo o desafio. Mais que golo: foi um golão.

Bruno César, com um tiro disparado de fora da área pelo seu pé-canhão e travado in extremis pelo guarda-redes do Basileia, podia ter reposto a igualdade.

De positivo, pouco mais.

 

3

Análise sucinta dos reforços: Piccini continua a revelar as limitações que já anotei, Bruno Fernandes esteve demasiado discreto, Mathieu cometeu erros posicionais inadmissíveis para um central com a sua experiência, Battaglia promete mais do que oferece, Matheus Oliveira funciona só na marcação de bolas paradas, André Pinto foi regular e Doumbia passou quase despercebido.

Fábio Coentrão desta vez nem calçou. Problemas físicos? Mistério.

Francisco Geraldes e Ryan Gauld, dois dos jogadores leoninos com maior qualidade de passe, também ficaram de fora. Sem surpresa.

 

4

Saímos portanto desta pré-temporada suíça com golos sofridos em todos os desafios e uma equipa ainda muito precária.

O jogo de hoje confirmou aquilo que a partida anterior, frente ao Valência, já tinha deixado evidente: este Sporting continua sem ideias de construção de jogo, com muitas dificuldades em fazer circular a bola para linhas avançadas, carburando a gasóleo em vez de gasolina. A soma de erros individuais e de passes falhados é ainda inaceitável, tal como as trocas inconsequentes de bola no nosso meio-campo em processo ofensivo. Os laterais sobem pouco e cruzam sem perigo. E a defesa treme sempre, sejam quem forem as unidades colocadas em campo.

 

5

Só para registo: Jug, Piccini, Coates, Tobias, Mathieu, Jonathan, Petrovic, Bruno Fernandes, Podence, Alan Ruiz e Dost foram os titulares.

Na segunda parte entraram Iuri, Battaglia, Bruno César, Matheus Oliveira, André Pinto e Doumbia. Aos 66', Jorge Jesus mandou avançar André Geraldes, Palhinha e Matheus Pereira. A quatro minutos do fim, entrada ainda do guarda-redes Pedro Silva (em estreia absoluta na equipa principal) e Gelson Dala.

Aguarda-se ainda a chegada dos nossos internacionais que estiveram na Taça das Confederações: Rui Patrício, Beto, William Carvalho, Adrien e Gelson Martins. Nunca eles nos pareceram fazer tanta falta como agora. Mas se pelo menos dois deles estão prestes a abandonar Alvalade, como é voz corrente, o problema subsiste. Ou talvez até se agrave.


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Porta giratória
Pedro Correia

Sai Paulo Oliveira, Adrien parece já uma carta fora do baralho, Domingos Duarte volta a ser dispensado. O mesmo deverá acontecer a Tobias Figueiredo, João Palhinha, Matheus Pereira, Francisco Geraldes e Iuri Medeiros.

Hão-de vir ainda um extremo-esquerdo, um novo defesa central, um lateral direito, um novo médio defensivo e talvez outro avançado. Quase meia equipa, o que torna este estágio na Suíça pouco menos que inútil para criar automatismos e fomentar espírito de grupo.

Eis o Sporting neste início do terceiro ano do reinado de Jorge Jesus.


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14 Jul 17

2014 - Estágio em Doorwerth (Holanda);

2015 - Estágio na África do Sul;

2016 - Estágio em Lausanne (Suíça);

2017 - Estágio em Nyon (Suiça).

Ryan Gauld é hoje em papa-milhas só à conta dos estágios do Sporting. O ano passado jogou 1 minuto. Este ano, só ele e Leonardo Ruiz, como jogadores de campo, ainda não se estrearam.

Entretanto, o "Mais Futebol" anuncia hoje que Ryan, Leonardo, Palhinha e Xico Geraldes treinaram à parte do restante plantel, acompanhados por adjuntos de Jesus. Alguém que explique tudo isto como se nós fôssemos muito burros, havendo quatro alternativas possíveis:

- alguém não deu o guião certo ao "Mais Futebol";

- alguém precisa urgentemente de ler o "Ensaio sobre a Cegueira";

- a equipa técnica Introduziu o "duche escocês", juntamente aos banhos e massagens;

- consumo demasiado de café da Colômbia, para conseguir ver todos os jogos da América Latina.

Nós por cá já temos os pés assentes no chão. Quando se repetem sempre os mesmos erros, o resultado é previsivel. Na linha daquela máxima: "Quem por sistema resiste à mudança, acaba a resistir à extinção".


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Três jogos (contra Belenenses, Fenerbahçe e Valência) já permitem ficarmos com uma primeira impressão dos reforços leoninos para a temporada 2017/18.

Vou deixar aqui a minha opinião, ainda muito sucinta e naturalmente sujeita ao contraditório dos leitores.

 

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Piccini (nota 4).

Mais: mostra vontade de acertar e de articular construção de jogo com o médio ala do seu flanco.

Menos: muito permissivo na manobra defensiva e demasiado contido nas acções ofensivas.

Mathieu (nota 5).

Mais: revela sentido posicional, intensidade no jogo aéreo e capacidade de sair com a bola controlada.

Menos: imprecisão no passe e falta de coordenação com o parceiro do eixo defensivo.

André Pinto (nota 5).

Mais: concentração e capacidade de dobrar o lateral.

Menos: excesso de timidez na primeira fase da construção ofensiva.

Fábio Coentrão (nota 4).

Mais: demonstra alguma vocação atacante, ainda muito incipiente.

Menos: velocidade reduzida, desguarnecendo com frequência a sua ala por eventuais limitações físicas.

Battaglia (nota 5).

Mais: ganha intensidade e consistência quando avança no terreno.

Menos: ineficaz como médio de contenção, desposicionando-se com facilidade.

Bruno Fernandes (nota 7).

Mais: lê bem o jogo e é rápido na tomada de decisão, baralhando marcações e abrindo linhas de passe.

Menos: falta precisão de remate à baliza e condição física ainda longe do ideal.

Matheus Oliveira (nota 5).

Mais: faz a diferença na marcação de livres.

Menos: peca por falta de dinâmica, velocidade reduzida e alguma imprecisão posicional.

Doumbia (nota 6).

Mais: faro de golo, robustez física e vontade de assumir protagonismo junto à baliza adversária.

Menos: compreensíveis dificuldades de articulação com Bas Dost, seu parceiro na linha mais avançada.

 


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Ontem tive oportunidade de ver o jogo completo.

Como ponto de ordem, quero deixar claro que entendo todas as experiências que se queiram fazer nestes jogos, mesmo a peregrina ideia de estar a levar dois e jogar sem ponta de lança. Por outro lado, não gosto de perder, nem mesmo a feijões!

Eu não percebo nada de futebol, no entanto vejo bola quase desde que nasci e tenho cá p'ra mim que há nas preparações da época dois factores essenciais que se pretendem atingir: Aquisição dos métodos do treinador e o consequente entrosamento entre os executantes, por um lado, e começar a criar um suporte psicológico forte para enfrentar uma época longa e complicada.

Ora, na minha opinião de analfabeto futebolístico, o primeiro propósito adquire-se praticando nos treinos; Muitas vezes, parando o apronto as vezes que forem necessárias, indo lá por repetição até que aquilo seja feito de olhos fechados e o segundo colocando em campo, em jogos particulares, aquilo que se praticou nos treinos e conseguindo com isso vitórias. Porque, mesmo para quem nada percebe de futebol como eu, repito, a vitória é o maior elixir para um "caparro" psicológico forte e consistente. Quem não ouviu já dizer que as equipas se alimentam de vitórias?

Assim sendo, mais uma vez na minha modesta opinião como futebolisticamente analfabeto, as pré-épocas devem ser planeadas em função destes dois objectivos primordiais e os jogos delas constantes serem jogados em função do que se pretende atingir (entrosamento e confiança), ou seja, há duas hipóteses: Ou se escolhem equipas fracas e se fazem todas as experiências durante estes jogos, considerando-os como mais um treino e rodando todos os disponíveis para os observar num contexto diferente, apenas um pouco mais complicado, ou se escolhem equipas fortes. Nestes jogos com equipas da mesma igualha que a nossa, perdoem-me os catedráticos do futebol, Jesus incluído, o meu orgulho sportinguista não se compadece com experiências e 22 jogadores em campo (só dos nossos) e não vai em conversas de que "isto é só um jogo-treino, o resultado não interessa". Interessa e muito! Como disse, as equipas alimentam-se de vitórias e se anteontem a vitória no jogo com os turcos foi um belo tónico, o descalabro de ontem foi um murro no estômago e o deitar por terra do que se terá conseguido no dia anterior. Quem pensar que estes jogos são apenas treino, não percebe o que é ser Sporting. Quem encarar estes jogos com displicência, está a mais no Sporting, do topo à base.

"Ah e então como é que tu farias, ó inteligente?" perguntam e bem vocês, que estão a perder o vosso tempo a ler-me. Pois, como eu não percebo nada disto, nesta opção de pré-época, os jogos seriam para ganhar, o prestígio do Sporting está em causa. E para ganhar estes jogos, é escalar um onze para tentar isso mesmo, é jogar um jogo de futebol e não uma partida de treino. Experiências fazem-se em casa! "Ah, mas no início da época todos devem ter a mesma oportunidade". Pois devem, mas nestes casos, valores mais altos se alevantam e, mais uma vez, quem não entender isto, estará a mais no Sporting. Perguntem aos sócios e adeptos sportinguistas que estiveram ontem no estádio se ficaram satisfeitos com a merda de jogo que foi produzido, já não falando do resultado que só não foi mais expressivo, porque não calhou mesmo.

Não quero ser alarmista, mas temo que o caminho que se está a querer traçar seja o mesmo que o da época passada, com a porcaria de resultados que se viu.

Portanto, ainda estamos a tempo de arrepiar caminho. Senhor presidente, vamos lá a pôr ordem na barraca, está bem?


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 Geraldes a ler um livro muito apropriado: Ensaio Sobre a Cegueira (foto Record)

 

 

Fazer entrar o Francisco Geraldes aos 57 minutos e mandá-lo sair aos 82' foi algo que me indignou.

Não custa explicar porquê. É uma forma inaceitável de tratar um dos melhores jovens talentos da nossa formação.

No Sporting-Valência de ontem houve, por outro lado, uma "experiência" que me fez abrir a boca de espanto: termos jogado mais de meia hora sem ponta-de-lança. Até quando já perdíamos por 0-3 e não havia vantagem nenhuma a defender, antes pelo contrário.

Dirão alguns que foi apenas um jogo de pré-época. A esses direi duas coisas. Primeira: a temporada leonina 2016/17 começou a ser perdida na desastrosa pré-época. Segunda: o prestígio internacional do Sporting, quando defronta uma equipa espanhola na Suíça, nunca pode ser jogado a feijões. Porque é algo muito sério.


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13 Jul 17

Ao terceiro jogo da pré-temporada, o descalabro. O Valência deu hoje um banho de futebol ao Sporting, derrotando a nossa equipa por 3-0. E ainda com uma bola a embater no ferro: estivemos a centímetros de sofrer uma goleada perante a turma espanhola, claramente superior do princípio ao fim.

Ritmo lento, atitude passiva, dinâmica frouxa, intenções previsíveis - uma sensaboria total, mesmo com alguns milhares de portugueses, incluindo muitos emigrantes lusos na Suíça, a puxarem pela equipa do princípio ao fim. Jorge Jesus foi fazendo rodar os jogadores sem produzir qualquer efeito positivo na qualidade do futebol leonino: chegou a mandar avançar 23 - incluindo Bruno César e Francisco Geraldes, que entraram aos 57' e saíram aos 82'. Apenas o guarda-redes esloveno, Azbe Jug, se manteve em campo durante os 90 minutos.

Antes da meia-hora inicial, já perdíamos 0-2. Nem assim houve um sobressalto naqueles profissionais que pouco honraram a camisola verde e branca e se passeavam em campo com uma gritante falta de exigência, em nada contrariada pelos berros do treinador junto à linha. Ao intervalo, havia apenas o registo de dois remates nossos à baliza do Valência.

Hoje, ao contrário do que sempre acontece, não destaco qualquer jogador. Em boa verdade, nenhum deles merece, tão medíocre foi a prestação colectiva destes aprendizes de leão, de juba aparada e incapazes de rugir.

Petrovic e Paulo Oliveira, que alinharam ontem contra o Fenerbahçe, hoje não chegaram a calçar.

A próxima partida é depois de amanhã, às 18 horas, contra o Basileia.

 

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Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Sem culpa nos golos sofridos, todos muito bem marcados. Teve uma saída em falso, aos 67', que quase nos fez sofrer mais um.

Piccini (24 anos).

Sem velocidade, lento a progredir no terreno. Deixou-se ultrapassar no lance do segundo golo: Rodrigo, do Valência, fez dele o que quis. Saiu aos 57'.

Coates (26 anos).

Um erro grave: ao aliviar muito mal a bola na grande área, no minuto 23, ofereceu-a de bandeja para Orellana marcar. Saiu ao intervalo.

Mathieu (33 anos).

O menos mau do nosso reduto ofensivo. Saiu algumas vezes com a bola controlada, procurando puxar a equipa. Sem sucesso. Saiu ao intervalo.

Coentrão (29 anos).

Muito retraído, sem dinâmica ofensiva. Aos 28' desguarneceu o flanco, vazio que o extremo do Valência logo aproveitou para um cruzamento fatal: assim nasceu o segundo golo. Saiu ao intervalo.

Battaglia (26 anos).

Apático, limitou-se a assistir ao arranque de Orellana na marcação do primeiro golo sem procurar travar-lhe o passo. Foi o jogador de campo que mais tempo jogou - na segunda parte, na posição 8, pareceu render um pouco mais.

Iuri Medeiros (23 anos).

Nada a ver com a exibição da véspera, uma das mais conseguidas da turma leonina. Andou quase todo o primeiro tempo escondido, com escassa interferência na dinâmica colectiva. Saiu ao intervalo.

Bruno Fernandes (22 anos).

Também o médio de ligação não confirmou a boa exibição do dia anterior. Começou por perder a bola em zona proibida, logo aos 10', o que só por um triz não nos custou o primeiro golo. Terá ficado afectado por este lance. Saiu ao intervalo.

Podence (21 anos).

Único jogador leonino que procurou sempre dar velocidade ao jogo, jogando alternadamente nos dois flancos. Alguns passes bem medidos, mas insuficientes para o nível a que nos habituou. Saiu aos 57'.

Doumbia (29 anos).

Andou escondido, mal se deu por ele. Na única intervenção digna de registo mereceu nota negativa, ao interferir em posição irregular num lance que teria dado um golo legal a Bas Dost que o árbitro anulou. Saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Estreia azarada como capitão leonino. Marcou aos 38', mas o golo não valeu pois Doumbia tocara na bola em fora de jogo. Grande passe para Podence aos 46' e pouco mais. Saiu aos 57'.

Matheus Oliveira (23 anos).

Jogou a segunda parte. Três livres muito bem marcados (51', 54' e 56') pelo médio-ala esquerdino, filho de Bebeto. Pouco mais fez. 

Alan Ruiz (23 anos).

Jogou a segunda parte, quase sempre de costas para a baliza. Lento, previsível, fazendo sempre muita cerimónia antes de tentar o remate. Aos 90' recebeu um cartão amarelo por simular um penálti.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Jogou a segunda parte, recebendo de Bas Dost a braçadeira de capitão. Pecou com frequência por excesso de lentidão. E não conseguiu elevar-se com eficácia nas bolas paradas ofensivas. O melhor que fez foi um corte acrobático aos 61'.

André Pinto (27 anos).

O ex-central do Braga jogou a segunda parte. Muito discreto, evidenciou-se apenas por um bom corte aos 84'.

Jonathan Silva (23 anos).

Jogou a segunda parte, mostrando-se mais audaz do que Coentrão. Algumas incursões acutilantes no flanco esquerdo. Grande cruzamento aos 71' que Bruno César desperdiçou. Foi um dos mais inconformados.

Palhinha (22 anos).

Jogou a segunda parte, revelando-se melhor médio de contenção do que Battaglia. Tentou fazer avançar a equipa com passes verticais, mas sem sucesso. De uma falta sua a meio-campo nasceu o rápido lance de contra-ataque que gerou o terceiro golo espanhol.

André Geraldes (26 anos).

Entrou aos 57'. Revelou algum sentido posicional, mas foi clamorosamente batido aos 68' por Nacho Gil, que lhe fez um túnel (a ele e a Bruno César) e chutou para golo na jogada mais brilhante do desafio.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 57'. Nada lhe saiu bem - nem à frente, onde falhou duas ocasiões de golo, nem atrás, onde foi fintado sem remissão no terceiro do Valência. O treinador deu-lhe ordem de saída aos 82'.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 57' e mexeu com o jogo, protagonizando alguns momentos de inegável qualidade técnica. Mas nessa altura a equipa já naufragava sem remissão. Jesus deixou claro que não conta com ele, ao fazê-lo sair aos 82'.

Matheus Pereira (21 anos).

Jogou os últimos 25 minutos, dando a ideia de ter entrado demasiado tarde. Agitou a ala esquerda ofensiva numa sucessão de raides que mereciam ter melhor desfecho. Mas andou sempre muito desacompanhado.

Gelson Dala (21 anos).

Entrou aos 82', com vontade de mostrar serviço. Esforçou-se, mas não teve tempo.

Jovane (21 anos).

Entrou aos 82', procurando refrescar um ataque quase inexistente. Um cruzamento sem nexo aos 85' e pouco mais.


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12 Jul 17

O Sporting iniciou hoje uma rápida sucessão de jogos na pré-temporada que realiza na Suíça. Teste muito positivo, saldado com uma vitória por 2-1 frente ao Fenerbahçe, equipa que ficou em terceiro lugar no campeonato turco e conta com várias estrelas nas suas fileiras, com destaque para Valbuena e Van Persie. Nota a destacar: ambos os golos leoninos resultaram de lances de bola parada.

Jorge Jesus fez alinhar, em estreia absoluta no Sporting, quatro jogadores contratados neste defeso: Fábio Coentrão, Mathieu, Doumbia e André Pinto. Nota mais positiva para o avançado da Costa do Marfim emprestado pelo Roma: foi dele o golo da vitória leonina, aos 75'. Jogou só a segunda parte mas foi quanto bastou para comprovar que estamos perante um verdadeiro reforço.

O nosso golo inicial, aos 32', foi apontado pelo suspeito do costume: Bas Dost, que promete repetir em 2017/2018 o excelente desempenho alcançado na época que passou.

Notas igualmente muito positivas para Iuri Medeiros - autor do livre directo de que resultou o nosso primeiro golo - e Bruno Fernandes, que na primeira parte funcionou como autêntico motor da construção ofensiva do Sporting. Já a posicionar-se como possível sucessor de Adrien na posição 8.

O colombiano Leonardo Ruiz, o marcador do golo no desafio anterior, disputado ainda em Portugal, frente ao Belenenses, desta vez ficou fora. Isto apesar de Jesus ter feito entrar nada menos de 22 jogadores. Só Azbe Jug - guarda-redes por ausência de Rui Patrício e Beto - se manteve em campo durante os 90 minutos.

Numa sucinta análise aos nossos reforços, além dos já mencionados, Battaglia e Piccini continuam a merecer apreciação positiva, enquanto Matheus Oliveira mantém nota insuficiente. André Pinto, só em campo a partir do minuto 62, foi demasiado discreto para justificar uma opinião fundamentada.

Amanhã temos novo jogo. Desta vez frente ao Valência.

 

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Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Mais: grande defesa a um disparo de Valbuena, fazendo in extremis a bola embater na barra.

Menos: deficiente jogo com os pés na reposição de bola.

Piccini (24 anos).

Mais: voluntarioso e destemido no ataque.

Menos: demasiado permeável no seu flanco defensivo quando os turcos carregavam no acelerador.

Coates (26 anos).

Mais: hoje capitão, tentou golo de cabeça nesta estreia na pré-época e quase marcou ao minuto 39.

Menos: abusou do jogo faltoso, o que lhe valeu um cartão aos 60'.

Mathieu (33 anos).

Mais: estreia absoluta no Sporting, demonstrando soltar a bola com crítério.

Menos: falha de marcação permitiu o golo turco aos 40'.

Coentrão (29 anos).

Mais: demonstrou vocação atacante nesta estreia de verde e branco.

Menos: não acompanhou extremo turco no lance do golo adversário, nascido no seu corredor.

Petrovic (28 anos).

Mais: entendimento pontual com os centrais para formar primeira linha do dique defensivo.

Menos: perdeu duas vezes a bola em zona perigosa, na zona que lhe estava confiada, concedendo todo o espaço ao adversário.

Bruno Fernandes (22 anos).

Mais: bom a cruzar, bom a abrir linhas de passe, bom no passe longo, serviu de forma magistral Doumbia aos 58'.

Menos: falhou golo em zona frontal aos 46'.

Bruno César (28 anos).

Mais: voluntarioso, procurou mostrar serviço.

Menos: exibição apagada: já não regressou do intervalo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Mais: marcou muito bem o livre de que resultou o nosso golo inicial.

Menos: falhas pontuais no passe não ensombraram desempenho muito positivo.

Alan Ruiz (23 anos).

Mais: bom remate de meia distância aos 24'.

Menos: lento e previsível, sem dinâmica, saiu ao intervalo.

Bas Dost (28 anos).

Mais: demorou só 32 minutos a fazer o gosto ao pé, assinando o golo inaugural.

Menos: podia ter marcado logo no primeiro minuto, mas chegou tarde ao lance.

Battaglia (26 anos).

Mais: eficaz a recuperar bolas, revelando capacidade de construção num raio de acção muito alargado.

Menos: alguma falta de disciplina posicional.

Jonathan Silva (23 anos).

Mais: regressa ao Sporting com vontade de disputar a lateral esquerda com Coentrão.

Menos: demasiado impetuoso, pode cair com facilidade sob a alçada disciplinar.

Doumbia (29 anos).

Mais: entrou na segunda parte apostado em ter protagonismo: primeiro, um golo anulado aos 58' por fora de jogo; depois, um golo limpo que nos garantiu a vitória.

Menos: desperdiçou uma grande oportunidade de voltar a marcar, já no tempo extra.

Matheus Oliveira (23 anos).

Mais: marcou muito bem o livre que viria a originar o nosso segundo golo.

Menos: voltou a pecar por alguma falta de intensidade.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Mais: Jesus confiou-lhe a braçadeira de capitão quando substituiu Coates, aos 61'.

Menos: demasiado contido de movimentos, sem esticar o jogo na primeira fase de construção.

André Pinto (27 anos).

Mais: estreia absoluta no Sporting, ocupando a metade direita do eixo defensivo.

Menos: falta-lhe entrosamento com os colegas, como se compreende.

Podence (21 anos).

Mais: espectacular lance individual aos 65', pouco depois de ter entrado, pondo os turcos em sentido.

Menos: falhou o golo no último minuto.

André Geraldes (26 anos).

Mais: jogou desta vez no flanco direito, sua ala natural, combinando bem com Podence.

Menos: falta-lhe alguma ousadia na subida para o ataque.

Gelson Dala (21 anos).

Mais: grande remate com selo de golo, aos 90', fazendo a bola embater no poste.

Menos: recebeu um cartão amarelo perfeitamente escusado, fruto de imaturidade.

Matheus Pereira (21 anos).

Mais: grande passe para Doumbia em zona letal, aos 91'.

Menos: agarrou-se demasiado à bola, talvez com vontade de impressionar o treinador.

Paulo Oliveira (25 anos).

Mais: quando já parecia que não, Jesus ainda apostou nele.

Menos: só esteve um minuto em campo.


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Dir-te-ei o campeonato que farás.

Hoje começa o ciclo suíço de quatro jogos contra adversários de bom nível, todos num curto espaço de tempo.

Na época passada, o estágio suíço foi para esquecer, acabando por ser indiciador de uma temporada frustrante como foi aquela que a equipa veio a fazer. Paralelo encontramos na pré-temporada com Sá Pinto ao leme, em que o Sporting também teve resultados desapontantes, qualitativo que caracterizaria a época oficial nessa altura.

Muita expectativa, por isso, para este ciclo de jogos em terras helvéticas, bem como para os jogos seguintes (sobretudo Mónaco e Fiorentina). Dificilmente uma péssima pré-temporada será acertada com o andamento do campeonato e/ou camiões de jogadores... 


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10 Jul 17
Assuntos internos
Pedro Correia

 

Parece confirmar-se: vamos perder Adrien, em princípio para o Tottenham. William Carvalho também deve rumar a Inglaterra.

 

Matheus Pereira, sabe-se já, será emprestado. Provavelmente a um clube da I Liga, talvez o Braga ou o Belenenses.

 

Iuri Medeiros poderá sair. Mas só a troco de 20 milhões de euros.

 

Carlos Mané mantém-se pelo Estugarda.

 


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08 Jul 17
Espero que sim
Pedro Correia

Estiveram dez jogadores portugueses ontem em campo, dos 20 que Jorge Jesus utilizou no jogo contra o Belenenses.

Bom sinal? Espero que sim.


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07 Jul 17

Arrancou esta noite a pré-temporada oficial do Sporting com um desafio frente ao Belenenses, disputado no Estádio do Algarve, em que Jorge Jesus fez alinhar 20 jogadores. Dois meses exactos após a frustrante derrota da nossa equipa em Alvalade, por 1-3, perante o mesmo adversário.

Ainda ausentes, os jogadores que participaram na Taça das Confederações e quatro reforços já contratados para a nova época: André Pinto, Doumbia, Fábio Coentrão e Mathieu.

Os azuis do Restelo marcaram primeiro, aos 28', tendo a nossa equipa empatado aos 62', por Leonardo Ruiz, que na época passada fez sensação ao serviço do Sporting B, marcando 12 golos. O colombiano foi talvez o elemento mais em destaque nesta partida inaugural da pré-época leonina, a par de outro jovem, o angolano Gelson Dala, que deu nas vistas nos primeiros 45 minutos.

Dos restantes reforços, nota positiva para Piccini como médio direito, nota suficiente para Battaglia como médio centro e nota suficiente menos para Matheus Oliveira e Bruno Fernandes como médios ofensivos. De qualquer modo, é ainda muito cedo para tirar conclusões: ficam apenas estes breves apontamentos a dar nota do que vi.

 

Os jogadores, um a um:

Azbe Jug (25 anos).

Mais: bom jogo de pés na reposição de bola.

Menos: algo intranquilo entre os postes.

Piccini (24 anos).

Mais: veloz na ala direita.

Menos: nem sempre os cruzamentos lhe saíram bem.

Paulo Oliveira (25 anos).

Mais: assumiu-se como líder natural do eixo defensivo.

Menos: má pontaria à frente, nas bolas paradas.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Mais: precisão no passe longo.

Menos: incapaz de aproveitar elevada estatura para se impor nos cantos.

André Geraldes (26 anos).

Mais: revelou disciplina táctica como lateral esquerdo adaptado.

Menos: demasiado contido na manobra atacante.

Petrovic (28 anos).

Mais: grande recuperação de bola, seguida de assistência para o golo.

Menos: permitiu movimentação de André Sousa na marcação do golo do Belenenses.

Battaglia (25 anos).

Mais: combativo, eficaz no transporte de bola.

Menos: ainda um pouco preso de movimentos.

Iuri Medeiros (22 anos).

Mais: extremo de raiz, desequilibrou na ala direita e soube centrar com perigo.

Menos: nem sempre bateu bem as bolas paradas.

Matheus Oliveira (23 anos).

Mais: mostrou vontade de acertar.

Menos: pontaria bastante desafinada.

Gelson Dala (20 anos).

Mais: criativo, veloz, desequilibrador, com capacidade de luta.

Menos: como segundo avançado, não conseguiu servir Bas Dost.

Bas Dost (28 anos).

Mais: procurou posicionar-se para conseguir um golo.

Menos: não teve qualquer oportunidade de marcar.

Bruno Fernandes (22 anos).

Mais: o capitão da selecção sub-21 entrou na segunda parte, mostrando-se sempre voluntarioso.

Menos: tentou alvejar a baliza adversária, mas sem sucesso.

Jovane Cabral (19 anos).

Mais: fez todo o segundo tempo, com vontade de rematar.

Menos: falhou golo aos 82', em excelente posição.

Mama Baldé (21 anos).

Mais: infiltrou-se bem na área, servindo muito bem Jovane aos 82'.

Menos: alguns passes falhados.

Leonardo Ruiz (21 anos).

Mais: marcou o golo do empate, com classe e confiança.

Menos: tentou o segundo, sem conseguir.

Francisco Geraldes (22 anos).

Mais: mexeu logo com o jogo quando entrou, aos 58'.

Menos: sem sucesso nos remates de meia distância.

Ryan Gauld (21 anos).

Mais: tecnicamente muito evoluído, bom a cruzar.

Menos: a ala esquerda, onde actuou, foi a menos acutilante.

Palhinha (21 anos).

Mais: atento e oportuno nas recuperações de bola.

Menos: teve menos de meia hora para mostrar o que vale.

Domingos Duarte (22 anos).

Mais: sem receio de sair com a bola controlada.

Menos: faltou-lhe intervir à frente, nas bolas paradas.

Pedro Silva (20 anos).

Mais: pareceu descontraído e descomplexado ao render Jug na baliza.

Menos: em campo só durante 18', quase não chegou a fazer uma defesa.


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Sem desculpas
Pedro Correia

A pré-época do Sporting inicia-se esta noite, no estádio do Algarve, num jogo-teste frente ao Belenenses. Antes do pontapé de saída cumpre assinalar aqui que Bruno de Carvalho não poupou meios nem despesas, uma vez mais, para fazer a vontade ao treinador. Jorge Jesus dispõe a partir de agora da melhor lista de reforços do próximo campeonato português: André Pinto, Battaglia, Bruno Fernandes, Doumbia, Fábio Coentrão, Mathieu, Mattheus Oliveira e Piccini vêm trazer novo alento - todos esperamos - ao plantel leonino. E a imprensa desportiva assegura que poderá chegar ainda o argentino Acuña, extremo-esquerdo do Racing de Avellaneda.

Concluindo e abreviando: Jesus não terá a menor desculpa perante um novo desaire. Deste Sporting 2017/18, que coloca a fasquia das expectativas num dos mais elevados patamares de sempre, ambicionamos que vá o mais longe possível em todas as frentes desportivas. Na frente interna, não nos contentamos com menos do que a conquista do campeonato.

Para já, só tenho isto a dizer. E o dia certo é este mesmo, horas antes de a bola começar a girar.

 


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17 Mar 17

Temos nove jogos de preparação até ao final da temporada em curso. Em 2017/18 não pode haver desculpas.


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06 Ago 16

Ontem à noite o estádio "Allgarve" serviu de palco para a disputa(?) de uma coisa chamada "Allgarve Summer Cup". Nada mais ridículo: uma equipa portuguesa e outra francesa a baterem-se por um "troféu" com nome inglês em Portugal. Como se fôssemos uma colónia britânica, tipo Gibraltar.

Talvez por isso - coisa também ridícula - os jogadores do Nice desertaram logo após o apito final, correndo para o aeroporto, sem tentarem arrematar o tal "troféu" nos penáltis, como mandaria o regulamento. Por exclusão de partes, aquilo ficou para nós. Espero que arrumem a coisa em inglês numa arrecadação obscura de Alvalade - ou deveremos começar a escrever "Allvalade" a partir de agora?

Apreciação sucinta dos nossos jogadores, neste encontro que terminou empatado a zero:

 

Rui Patrício - Defendeu um penálti aos 43', impediu in extremis um golo cantado aos 86': o melhor guarda-redes da Europa está em excelente forma, como voltou a demonstrar. O melhor em campo.

 

Schelotto - Correu muito mas nem sempre bem. E de tanto correr esquece-se por vezes que a sua missão principal é defender lá atrás. Cometeu um penálti desnecessário por chegar tarde ao corte. Saiu aos 62'.

 

Coates - Não anda bem, como ficou comprovado neste desafio - confirmando o que já tinha ficado patente no jogo anterior. Lento, nervoso, perde sucessivos confrontos individuais. Mau alívio aos 64'. Muito faltoso.

 

Rúben Semedo - O nosso melhor defesa. Pelo menos três grandes cortes - aos 45', 48' e 70'. Único senão: falhou uma intercepção aos 60', abrindo uma avenida ao transportador de bola que Patrício parou fazendo a mancha.

 

Jefferson - Jesus premiou a sua boa actuação anterior fazendo-o alinhar como titular na lateral esquerda - a maior surpresa do onze inicial. O brasileiro cumpriu no essencial. Grande cruzamento aos 44'. Em campo até ao minuto 73.

 

William Carvalho - Alternou bons passes de ruptura (26' e 36', por exemplo) com outros nem sempre bem dirigidos. Mas assumiu-se sem rodeios como patrão do meio-campo até sair, aos 73'.

 

Adrien - Infatigável, como é seu costume, e exímio a inventar linhas de passe para os colegas. Actuou apenas na primeira parte: Jesus quis poupá-lo a excessivo desgaste, já a pensar na jornada inaugural do campeonato.

 

João Mário - Sabe jogar muito mellhor do que tem demonstrado nesta pré-temporada. Parece um pouco apático e desinteressado em aplicar a sua melhor arma: a superioridade no um-para-um. Saiu aos 61'. 

 

Bruno César - Voluntarioso, como sempre. Enviou uma bomba com o seu pé-canhão que rasou o poste aos 29'. Outro bom remate aos 32', mas apontado à figura do guarda-redes. Só jogou meia partida.

 

Bryan Ruiz - Jesus apostou nele como segundo avançado, articulando com o argentino Ruiz para compensar a ausência inicial de Slimani. Isolado aos 22', optou por um chapéu ao guarda-redes, que defendeu. Saiu aos 61'.

 

Alan Ruiz - Não é ponta-de-lança mas actuou nessa posição enquanto titular. Aos 40', foi dele o melhor remate da primeira parte - defesa difícil do guardião do Nice. Bom cabeceamento aos 44'. Substituído aos 62'.

 

Petrovic - Entrou na segunda parte como médio de construção, ocupando as funções de Adrien. Cerebral, demonstrou saber ler o jogo. Mas falta-lhe a intensidade e a dinâmica do campeão português.

 

Gelson Martins - Jogou a segunda parte e voltou a mostrar (bom) serviço. Melhorou mais ainda após a entrada de João Pereira, com quem fez boas tabelinhas. Dinamizou a ala direita sem descurar missões defensivas.

 

Iuri Medeiros - Em campo desde o minuto 61, voltou a desperdiçar uma oportunidade para agarrar um lugar no plantel principal do Sporting. Parece pouco confiante: quase nada lhe sai bem, a começar pelas bolas paradas.

 

Podence - Protagonizou o caso mais estranho deste jogo: Jesus fê-lo entrar aos 61', rendendo João Mário, e mandou-o sair aos 85', para dar lugar a Bruno Paulista. Desta vez mal se deu por ele em campo.

 

João Pereira - Entrou aos 62'. Claro entrosamento com Gelson Martins, criando sucessivos lances desequilibradores no flanco direito para contrariar a apatia na ala oposta. Muito combativo, foi melhor que Schelotto.

 

Slimani - Para ele não existem jogos a feijões. Entrou aos 62': quatro minutos depois já colhia aplausos com um excepcional toque de calcanhar a desmarcar Podence. Grande pontapé à meia-volta aos 86'. Só lhe faltou um golo.

 

Marvin - Substituiu Jefferson aos 73', sem vantagem para a equipa. Só foi à frente uma vez, cruzando para a área, iam já decorridos 86'. Tem um raio de acção demasiado curto para as ambições leoninas.

 

Meli - Em campo desde o minuto 73', substituindo William Carvalho, tentou abrir linhas de passe para os colegas sem ser bem-sucedido. Faltam-lhe rotinas de jogo, o que se compreende. Mas tem bom toque de bola.

 

Bruno Paulista - Entrou aos 85' como uma espécie de prémio de consolação após a desastrosa partida anterior, em que foi titular. Mal deu para mostrar o que vale.


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A diferença entre jogar com eficácia e "jogar bonito" esteve em foco esta noite, no desafio entre o Sporting e o Nice realizado no estádio do Allgarve (deverei escrever deste modo já que estava em "disputa" uma putativa "Allgarve Summer Cup", assim mesmo, em inglês, como se Portugal fosse protectorado britânico). Por duas vezes Bryan Ruiz, isolado perante a baliza francesa, quis adornar o lance, permitindo a defesa do guardião. Aconteceu aos 22' e aos 26'. Na primeira ocasião isso ficou ainda mais evidente, com o costarriquenho, após ganhar uma bola de ressalto, a confeccionar um chapéu que acabou por ser interceptado com facilidade por Cardinal em vez de optar por um remate forte e seco, com a bola bem direccionada, sem hipóteses para o guarda-redes.

Logo me lembrei de alguns jogos do ano passado em que pormenores como este nos fizeram desperdiçar pontos. A obsessão em "jogar bonito" dá nisto: as vitórias vão por água baixo. E os títulos também vão, junto com elas.


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05 Ago 16

Não podemos ficar satisfeitos com o teste desta noite, no estádio do Algarve, frente ao Bétis de Sevilha - 10.º classificado do campeonato espanhol. Perdemos (2-3) e sobretudo revelámos clamorosas falhas defensivas neste desafio em que não actuaram Rúben Semedo (lesionado), Adrien e João Mário.

Jorge Jesus fez alinhar pela primeira vez nesta pré-temporada Bruno Paulista - que teve responsabilidade num dos golos - e Paulo Oliveira, fazendo igualmente entrar o argentino Meli, reforço de Verão, em estreia absoluta com a camisola do Sporting. Recebeu muitas palmas. E pareceu ter gostado. Deu para perceber que o médio argentino tem bom toque de bola.

Vale a pena também salientar o primeiro golo de Alan Ruiz, a passe de Bryan Ruiz. Um ensaio de dupla atacante a prevenir a ausência de Slimani, que estará fora da jornada inaugural da Liga 2016/17 por necessidade de cumprir um castigo.

Estivemos aliás a vencer, logo a partir dos 17'. Mas tudo virou em três minutos, entre os 27' e os 29', com dois golos da equipa andaluza. Daí até ao fim limitámo-nos a correr atrás do prejuízo.

No segundo tempo, com a equipa a perder 1-2, Jesus substituiu todos os jogadores de campo, mantendo-se apenas Rui Patrício na baliza. O Sporting acabou por lucrar com estas mudanças em catadupa, passando a actuar com mais intensidade e a trocar melhor a bola. Destaque para o sérvio Petrovic, que fez a melhor exibição da pré-temporada, os nossos laterais (João Pereira e Jefferson) a revelarem muito dinamismo e Slimani de novo a marcar, pela segunda partida consecutiva, com um grande golo de cabeça.

Golo insuficiente, ainda assim, para impedir a derrota. Ainda há muitas arestas a limar na nossa equipa a escassos nove dias do início do campeonato.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Rui Patrício - Noite ingrata para o nosso guarda-redes, traído pelo seu quarteto defensivo. Pecou por algum imobilismo no segundo golo. No terceiro pareceu mal colocado.

 

Schelotto - Exibiu o voluntarismo a que já nos habituou enquanto esteve em campo, no primeiro tempo. Mas por vezes parece dosear mal o esforço. Bom remate aos 7', levando o primeiro sinal de perigo à baliza do Bétis.

 

Coates - Uma decepção. O uruguaio teve responsabilidades directas nos dois golos sevilhanos marcados na primeira parte, Falha de cobertura aos 27', claramente batido aos 29' - ambas as vezes por Rúben Castro. Saiu ao intervalo.

 

Naldo - Melhor do que o seu colega do eixo central. Mas falhou a intervenção no lance que viria a gerar o terceiro golo do Bétis, não estando também imune à sucessão de erros defensivos. Substituído aos 74'.

 

Marvin - Uma das piores exibições. De uma falha de cobertura no corredor à sua guarda nasce o golo inaugural do Bétis. Intervenção quase nula no processo ofensivo. Esteve em campo até ao minuto 60.

 

William Carvalho - Parece diminuir de rendimento nos desafios em que Adrien não o complementa no trabalho do meio-campo. Foi o caso hoje, em que esteve uns pontos abaixo da sua média. Saiu ao intervalo.

 

Bruno Paulista - Foi uma das surpresas de Jesus neste jogo: voltou à titularidade nove meses depois. Bom remate à baliza (22'). Mas seis minutos depois perdeu a bola no eixo central: daí nasceria o segundo golo do Bétis. Saiu aos 60'.

 

Bruno César - Exibição demasiado discreta do nosso médio esquerdo, ainda à procura do seu registo ideal. Teve o mérito de nunca complicar, ao contrário de alguns colegas. Substituído aos 60'.

 

Bryan Ruiz - Bons apontamentos do costarriquenho, que jogou em apoio directo ao ponta-de-lança improvisado, Alan Ruiz. Cumpriu com uma assistência para golo. Só actuou na primeira parte.

 

Alan Ruiz - Estreou-se a marcar pelo Sporting, logo aos 17', com um remate de carrinho dando a melhor sequência a um centro primoroso de Bryan. Substituído aos 60', certamente com a sensação de missão cumprida.

 

Paulo Oliveira - Regressou enfim às exibições após longa assistência, entrando no segundo tempo. Notou-se a falta de ritmo no lance do terceiro golo do Bétis, em que ficou preso de movimentos, sem acompanhar o rematador.

 

João Pereira - Jogou a segunda parte, notando-se que luta com muita energia pela disputa da titularidade na lateral direita. Velocidade, dinâmica e bom entrosamento com os colegas dianteiros. Falta afinar a qualidade nos crizamentos.

 

Petrovic - A melhor exibição do sérvio até agora. Em campo desde o minuto 46, revelou segurança no apoio à defesa e mostrou maior qualidade de passe. Tentou até o remate de meia-distância, chutando forte e com perigo aos 67'.

 

Podence - Entrou na segunda parte, insuflando mobilidade e criatividade na nossa linha ofensiva. Apontamentos de qualidade, sobretudo no passe curto, combinando bem com João Pereira em tabelinhas na ala direita.

 

Iuri Medeiros - Em campo desde o minuto 60. Poucas coisas lhe saíram bem. Quando deve passar, agarra-se à bola. Quando lhe pedem criatividade, perde o controlo da jogada. Nem nas bolas paradas fez a diferença.

 

Slimani - Muitos aplausos sublinharam a sua entrada em campo, aos 60'. Correspondeu às expectativas com um belo golo de cabeça (75'). Lutou sempre pela posse da bola. E envolveu-se em missões defensivas. Foi hoje o melhor Leão.

 

Palhinha - Voltou a ter uma exibição positiva, formando duplo pivô com Petrovic a partir do minuto 60, o que atenuou o ímpeto atacante dos sevilhanos. Vai à luta, não desiste de um lance. Dobrou bem os laterais sempre que necessário.

 

Jefferson - Substituiu Marvin aos 60' com notória vantagem para a equipa, conduzindo vários lances de ataque pelo seu flanco. Marcou de forma perfeita um livre aos 75' que funcionou como assistência para o golo de Slimani.

 

Meli - Boa estreia do reforço argentino, em campo desde os 60'. Envolveu-se em vários lances de ataque no eixo central, com tendência a encostar-se à ala direita. Bons pormenores técnicos e vontade óbvia de mostrar trabalho.

 

Ewerton - Substituiu Naldo aos 74'. Não comprometeu, ao contrário de vários dos seus colegas do sector mais recuado.


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30 Jul 16
Crónica de férias
Edmundo Gonçalves

Daqui, de um repouso merecido em Cabanas de Tavira, peço desculpa pelo aparte, mas (provavelmente) a mais linda praia de Portugal, uma pequena reflexão sobre esta pré-época:

- Continuamos com um conjunto com todas as condições para ganhar o campeonato, isso viu-se hoje na primeira parte do jogo do "Troféu Cinco Violinos";

- Temos uma segunda linha razoável nalgumas posições e claramente deficitária noutras, a saber guarda-redes suplente, defesa esquerdo e ponta de lança;

- A coisa com os "Aurélios" fia mais fino e perder um deles seria complicado.

 

E pronto, vou continuar a banhos, sem nunca perder de vista o Sporting.

Para a semana vai haver dois jogos cá pelo reino dos algarves. Se tudo correr bem, lá estarei, já que vou perder o jogo de abertura do campeonato e há que matar a fome de bola!

 


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26 Jul 16

O Sporting continua sem vencer nos jogos mais relevantes desta pré-temporada. Hoje terminou empatado a zero com o Villarreal, quarto classificado do campeonato espanhol, num jogo realizado em Badajoz, sob calor intenso, para a atribuição do Troféu Ibérico.

O impasse no marcador forçou o desempate por grandes penalidades. Dois dos nossos falharam: Slimani e Rúben Semedo. Apesar de o guarda-redes Azbe Jug ter defendido um penálti, o troféu foi para a equipa espanhola.

É o que menos interessa. Vale a pena assinalar que o Sporting exibiu hoje mais consistência defensiva, revelou ritmo de jogo, mostrou jogadores em bom plano e dispôs até de maior número de oportunidades de golo, dominando toda a segunda parte.

Tivemos mais uma bola ao poste: foi a terceira em dois desafios consecutivos. E houve enfim um golo de Barcos, embora anulado por um contestável fora de jogo posicional de Coates nesse lance.

Falta afinar rotinas de jogo. E falta sobretudo que regressem quatro jogadores nucleares: os nossos quatro campeões europeus. É quanto basta para fazer a diferença, acreditamos muitos de nós.

Eu acredito.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Na baliza durante os 90 minutos, fez uma boa defesa a remate de Soldado (34'). Destacou-se sobretudo ao defender um penálti, na fase do desempate final: não chegou para nos atribuir o troféu mas foi um sinal muito positivo.

 

João Pereira - Exibição insuficiente. Muito retraído, mal se integrou no processo ofensivo. Uma fífia em zona perigosa poderia ter originado golo do Villarreal (41'). Só jogou a primeira parte.

 

Coates - Mais nervoso e faltoso do que é costume, não teve o nível exibicional a que já nos habitou. Fora de jogo, fez-se à bola no lance do golo de Barcos, invalidando-o. Em campo só durante os primeiros 45 minutos.

 

Naldo - Exibição irrepreensível. Atento às dobras, complementando bem a acção dos colegas, entendeu-se com todos. Ajudou a neutralizar Soldado, goleador do Villarreal. Só foi substituído aos 81'.

 

Jefferson - Não complicou nem deslumbrou. Procurou ser objectivo e empurrar a equipa para a frente, nem sempre com sucesso. Jogou apenas durante a primeira parte.

 

Petrovic - Continua preso de movimentos, parecendo aìnda à procura do seu espaço. Claramente insuficiente na produção de jogo ofensivo. Abandonou o campo aos 43', com queixas físicas.

 

Bryan Ruiz - AInda lento, sem a qualidade de passe nem o sentido posicional demonstrado na Liga 2015/16. Tentou aos 33' um golo de pontapé de bicicleta, sem conseguir. Substituído aos 68'.

 

Bruno César - Voluntarioso como sempre. Começou desta vez por jogar a médio central. Livre muito bem marcado aos 45'. Aos 88', fez um excelente passe que foi quase meio golo. Merecia que Matheus tivesse correspondido.

 

Iuri Medeiros - Procura acertar, mas continua precipitado. E falha por vezes o tempo de decisão, como ficou bem evidente no lance em que atirou a bola ao poste, já no tempo extra, após cruzamento soberbo de Slimani.

 

Alan Ruiz - Voltou a causar boa impressão. O seu melhor momento foi um fortíssimo remate aos 21', que o guardião espanhol defendeu com dificuldade. Aos 45' fez uma assistência para o golo de Barcos, anulado. Saiu aos 61'.

 

Barcos - Enfim, marcou. Boa movimentação na área, correspondendo da melhor forma a um passe de Alan Ruiz. Mas teve azar: o golo foi anulado por deslocação de Coates, que se fez ao lance. Não regressou do intervalo.

 

Palhinha - Substituiu Petrovic aos 43'. Com vantagem para a equipa. Mais posicional e com melhor visão de jogo do que o internacional sérvio, reforçou o bloco defensivo e assegurou bem a ligação ao sector ofensivo.

 

Rúben Semedo - O mais tecnicista dos nossos defesas, substituiu Coates na segunda parte. Repõe sempre a bola em jogo com muita qualidade de passe. No final, marcou o penálti com pouca convicção: foi o seu ponto fraco.

 

Schelotto - Melhor em campo. Substituiu João Pereira na segunda parte e deu logo mais dinamismo à ala, ganhando sucessivos confontos individuais. A defender nunca complica: sozinho, travou um perigoso contra-ataque aos 84'.

 

Marvin - Substituiu Jefferson no segundo tempo. Continua a denotar défice atacante. E abusou dos atrasos ao guarda-redes. Num deles, obrigou Jug a uma defesa difícil (69'). Outro, em zona proibida, foi salvo por Rúben (74').

 

Podence - Foi a sua exibição mais modesta nesta pré-temporada. Substituindo Barcos na segunda parte, voltou a revelar grande mobilidade. Mas demorou por vezes a libertar a bola, abusando dos dribles.

 

Slimani - Entrou aos 61'. Pressionou sempre a defesa adversária, como é seu timbre. Fez um grande cruzamento aos 92' - quase assistência para um golo que Iuri falhou. Nos penáltis, foi o primeiro a bater mas não conseguiu marcar.

 

Matheus Pereira - Entrou aos 68', rendendo Bryan Ruiz, e jogou encostado à linha, do lado esquerdo. Quer mostrar serviço mas continua sem conseguir. Muito bem servido, aos 88' e aos 90', falhou dois possíveis golos.

 

Ewerton - Substituiu Naldo aos 81'. Exigia-se dele um bom entendimento com Rúben Semedo no eixo da defesa. Missão cumprida.


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24 Jul 16

Entrámos em campo sem cinco dos habituais titulares (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien, João Mário e Slimani) contra uma equipa da Liga dos Campeões.
O que menos importa é o resultado num caso destes.
A exibição foi mediana. Mas superior às dos restantes jogos da pré-temporada, valha ao menos isso.

Antes progredir do que regredir.

Preocupa-me pouco, confesso, a ausência do João Mário. Dou já por adquirido que o nosso médio criativo sairá para um dos maiores clubes europeus. O Sporting precisa de gerar receitas com os jogadores da sua formação. Não andamos a nadar em dinheiro, longe disso. E que melhor ocasião para vender do que esta, logo após a grande exibição dos nossos profissionais no palco do Euro 2016?
Preocupar-me-ia, isso sim, se saíssem os quatro.

Ou cinco, contando com Slimani.
João Mário seria o mais fácil de substituir porque temos soluções no plantel para a posição dele. Para os outros não temos - nem um guarda-redes que chegue aos calcanhares do Rui Patrício nem um avançado posicional com a fome de golo do nosso argelino.

O que me preocupa é a qualidade dos reforços - desde logo a do ausente Spalvis, que vai estar seis meses inactivo por lesão.

Petrovic, que se movimenta num espaço muito restrito e parece incapaz de fazer passes de ruptura, continua a não justificar a contratação.

Barcos, rotulado de "goleador", vai no nono jogo sem marcar.

Bruno Paulista continua a ser um enigma: nem ontem calçou.

Andamos a trazer jogadores sem que se perceba qual foi o critério da contratação. E continuamos sem uma segunda linha que nos permita encarar com confiança o desempenho nas competições europeias.

Alan Ruiz é a excepção à regra, como felizmente esta pré-temporada tem deixado à vista. Haja ao menos uma escolha que parece ter sido acertada.

Mas não chega, como é óbvio.


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23 Jul 16

Equipa apresentada aos sócios hoje em Alvalade, com novo relvado e três campeões europeus justamente ovacionados (faltou João Mário). Trinta mil pessoas no estádio a assistir à recepção ao Lyon, vice-campeão francês.

Foi um bom teste à equipa - o melhor até agora nesta temporada. O resultado é o que menos importa nestes amigáveis, embora seja sempre preferível ganhar. Nâo conseguimos: os franceses venceram por 1-0, aproveitando uma falha defensiva leonina no início da segunda parte.

Ao intervalo o marcador permanecia em branco.

Jorge Jesus foi fazendo sucessivas substituições, fazendo entrar em campo um total de 22 jogadores - o equivalente a duas equipas. Só Bruno Paulista se manteve no banco. Adrien e William Carvalho, ainda de férias, apenas surgiram para a ovação inicial. Regressam para a semana.

No capítulo defensivo, e apesar do golo sofrido, estivemos melhor do que nos desafios anteriores, faltando afinar alguns pormenores que deverão ser superados sem dificuldade. O quarteto inicial parece bem posicionado para figurar no onze titular inicial da nova temporada. Não esqueçamos que o Sporting foi a equipa menos batida na Liga 2015/16.

No plano ofensivo é necessário melhorar a mobilidade e a criatividade. É certo que hoje tivemos duas bolas aos postes: uma por Barcos, outra por Naldo. Mas soube a pouco.

Quanto aos reforços, por enquanto eis a única certeza: Alan Ruiz parte com vantagem para integrar o onze-base, prefigurando-se como o mais sério candidato a acompanhar Slimani na frente de ataque. Isto se o argelino se mantiver no Sporting, como todos desejamos.

 

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Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Jogou os primeiros 45 minutos, desta vez sem sofrer golos. Mas continuou a revelar insegurança. Gelou Alvalade com uma defesa incompleta, aos 16', largando a bola em zona frontal.

 

Schelotto - Actuou com dores após ter sofrido uma falta dura. Jesus manteve-o em campo até aos 68'. Nota positiva para o italo-argentino, o nosso lateral mais ofensivo. Rematou forte aos 15'. Grande cruzamento para Slimani aos 63'.

 

Coates - Exibição positiva, com bons cortes e desarmes. Por duas vezes causou calafrios à defesa francesa, em lances de bola parada. Único senão: foi incapaz de travar Lacazette no lance do golo. Saiu aos 77'.

 

Rúben Semedo - Jogou com a habitual confiança, desembaraçando-se bem da bola, mas não está isento de culpa no golo que sofremos, tendo sido ultrapassado por Rafael, extremo do Lyon. Saiu aos 68'.

 

Marvin - Mantém o defeito que lhe tenho apontado com frequência aqui: raras vezes se integra na dinâmica ofensiva da equipa. Voltou a pecar neste domínio. Esteve em campo até ao minuto 68.

 

Petrovic - A melhor exibição do internacional sérvio nesta pré-temporada, sobretudo quando fez parceria com Palhinha durante a segunda parte. Continua a pecar no capítulo do passe longo: arrisca pouco ou nada. Saiu aos 77'.

 

Bryan Ruiz - Agora com o n.º 10 na camisola, voltou a jogar na habitual posição de Adrien, onde não mostra o seu melhor. Na segunda parte adiantou-se no terreno mas ainda está preso de movimentos. Saiu aos 62'.

 

Gelson Martins - Muita vontade de mostrar serviço, muito talento à flor da pele nas jogadas individuais, disciplina táctica ao integrar-se na manobra defensiva. Assistiu Barcos num remate ao poste (10'). Substituído aos 62'.

 

Bruno César - Ainda à procura da melhor forma, hoje não ultrapassou o plano do razoável. Boa abertura para Schelotto aos 15', pouco mais a registar. Jogou apenas durante a primeira parte.

 

Alan Ruiz - O argentino voltou a merecer nota positiva. Combativo, desequilibra nos confrontos individuais. Tentou o golo aos 26' e novamente aos 51', desta vez servido por Podence. Não marcou por pouco. Saiu aos 62'.

 

Barcos - Mais um jogo sem marcar. No entanto, desta vez acertou no poste. Iam decorridos 10', o lance parecia promissor. Mas foi-se apagando e foi errando demasiados passes. Já não regressou do intervalo.

 

Rui Patrício - Ainda de férias, fez questão de sentar-se no banco e pediu ao técnico para jogar na segunda parte: mais uma prova de dedicação à equipa e aos adeptos. Foi ele a sofrer o golo, aos 53', embora sem qualquer culpa.

 

Palhinha - Entrou na segunda parte para fazer dupla com Petrovic como médio de contenção. Exibição positiva. Ajudou a dar equilíbrio defensivo à equipa, tornando-a mais consistente no corredor central.

 

Podence - Novamente o jogador mais em evidência. Substituiu Barcos na segunda parte, esticando o nosso jogo. Bom na finta, na dinâmica e na visão periférica. Grandes passes aos 73', 83' (de calcanhar) e 87' (isolando Slimani).

 

Slimani - Para ele não existem amigáveis: todos os jogos são a sério. Entrou aos 62': no minuto seguinte já cabeceava à baliza. Ocasião soberana para marcar aos 87', mas quis fazer tudo sozinho. Parece muito motivado.

 

Matheus Pereira - Entrou aos 62' com nítida vontade de mostrar serviço, mas as intenções foram melhor do que os resultados. Podia ter marcado aos 77': falhou por precipitação. Tem talento para render muito mais.

 

Iuri Medeiros - Entrou aos 62'. Marcou muito bem um livre curto aos 70': a bola, cabeceada por Naldo, embateu no poste. A partir daí foi-se enervando: lento a decidir, dispôs de oportunidades que não conseguiu aproveitar.

 

João Pereira - É um jogador sempre combativo, como demonstrou em campo, a partir do minuto 68. Falta-lhe por vezes em fôlego o que lhe sobra em energia anímica. Hoje não chegou para fazer a diferença.

 

Naldo - Entrou aos 68' e parecia ter fome de golo. Dois minutos depois, chegando-se à frente numa bola parada, cabeceou ao poste: a sorte não o acompanhou nesse lance. Exibição positiva.

 

Jefferson - Entrou aos 68'. Fez as habituais deambulações pela ala, nem sempre consequentes. Perdeu a cabeça aos 85', empurrando um adversário. Recebeu amarelo. Num jogo menos amigável o cartão poderia ter outra cor.

 

Aquilani - Em campo desde o minuto 77, substituindo Petrovic. A sua melhor intervenção ocorreu já no tempo extra, com um belo passe em profundidade que merecia ter encontrado melhor desfecho.

 

Ewerton - Substituiu Coates aos 77'. Desconcentrou-se num lance que poderia ter originado perigo, mas corrigiu o lapso recuperando a bola.


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20 Jul 16
Os imprescindíveis
Pedro Correia

Na minha opinião, de momento, há nove no plantel do Sporting para enfrentarmos as diversas frentes da temporada 2016/17.

Eis os nomes deles:

 

Adrien

Bryan Ruiz

Coates

Gelson Martins

João Mário

Rúben Semedo

Rui Patrício

Slimani

William Carvalho

 

Isto é: quatro campeões europeus, dois outros valores da nossa formação e três verdadeiros reforços.

Não bastam estes, claro. Mas quanto aos restantes, veremos. Leões a sério têm de provar que o são em campo, não em bravatas nas redes sociais. Sempre em campo.


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19 Jul 16
Males que vêm por bem?
Edmundo Gonçalves

As derrotas têm sempre o seu lado positivo. Quando são a feijões e sem implicações nas classificações, tanto melhor. 

Com estes resultados bastante desnivelados neste estágio na Suiça (esqueçamos o clube da terceira divisão), deu para ver as lacunas do plantel.

Deu para ver quem está engajado e quem, por outro lado, desperdiçou esta ou uma nova oportunidade.

O treinador tem hoje, certamente, uma ideia mais clara sobre com quem conta e o que precisa para implementar o seu modelo de jogo.

Quem viu os jogos, sabe o que é preciso. Haja dinheiro e vontade de o usar com critério.


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Preocupações
Pedro Correia

Preocupação número um: o guarda-redes. Se o Rui Patrício escorrega e cai, ficamos descalços.

 

Preocupação número dois: segundo avançado para jogar com Slimani. Teo - como já se percebeu - deixou de ser solução.

 

Preocupação número três: ponta-de-lança. Ter Slimani é curto, até porque vai haver Taça das Nações Africanas em Janeiro e ficaremos pelo menos um mês sem ele. Barcos continua uma incógnita.

 

Preocupação número quatro: laterais. Marvin, que nunca me convenceu, é inferior àquilo que o Sporting precisa para ser campeão. Schelotto continua a ser uma incógnita, capaz do melhor e do pior.

 

Preocupação número cinco: reforçar o eixo da defesa. Ewerton, já percebemos, fica fora. Restam muitas dúvidas sobre Naldo. Será que Paulo Oliveira não conta? Gostaria que contasse.


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Sábado há mais
Edmundo Gonçalves

Confesso que não vi o jogo todo. Aquilo hoje foi mau demais e eu tinha coisas mais importantes.

O Pedro Correia já disse tudo abaixo, e eu reforço as (más) impressões que tive nos restantes jogos: A equipa sem os mosqueteiros é uma coisa banal.

Compete a Jesus dar proveito à fama de potenciador de jogadores, porque de outro modo, a coisa ficará preta.

Ah! E chamem o homem da vassoura, por favor.


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18 Jul 16

Segue-se a apreciação sumária do desempenho dos nossos jogadores na goleada hoje sofrida em Lausana, frente ao PSV.

 

Stojkovic. Inseguro, mal batido em pelo menos dois dos golos, um dos quais resultou de uma defesa incompleta sua. Não pode ser ainda o eventual substituto de Rui Patrício. Nem sequer anda lá perto.

 

João Pereira. Sem pedalada para as cavalgadas da equipa holandesa, falhou uma intercepção da bola, dando origem ao segundo golo, e foi incapaz de acompanhar o marcador do terceiro. Substituído aos 64'.

 

Naldo. Cometeu um penálti aos 5' e parece ter ficado marcado por esse lance. Irregular nas coberturas e longe de revelar bom entendimento com Ewerton no eixo da defesa.

 

Ewerton. Apático, sem energia anímica. Escorregou na grande área e demorou a levantar-se. Quando finalmente se posicionou, o PSV acabava de marcar o quarto golo. Saiu aos 79', aparentemente lesionado.

 

Jefferson. Um desastre. Abriu literalmente uma avenida para a equipa adversária marcar o quinto golo, aos 55'. Quatro minutos depois, repetiu a dose: só não foi golo porque não calhou. Saiu aos 64'.

 

Aquilani. Está em campo fisicamente, mas parece estar ausente em parte incerta. Marcou um livre de forma displicente. Expulso aos 34', ao receber o segundo amarelo. Pouco tinha feito até aí.

 

Palhinha. Procurou acertar, mas a exibição esteve muito longe do que prometia. Melhor momento: um passe longo para Alan Ruiz, aos 32'. Embrulhou-se com Petrovic na segunda parte. Saiu aos 64'.

 

Iuri Medeiros. Tal como Palhinha, esforçou-se para mostrar serviço sem conseguir. Poucas incursões atacantes no seu flanco. Agarrou-se por vezes demasiado à bola. Substituído aos 64'.

 

Podence. O melhor do Sporting. Destacou-se no primeiro tempo, enquanto teve forças. Bom cruzamento aos 30' para Matheus - melhor jogada colectiva da equipa. Foi recuando por imposição táctica. Saiu aos 64'.

 

Matheus Pereira. Carregado em falta por dois adversários quando se infiltrava na área: seria penálti. O árbitro não fez caso. Mas ficou aquém do que se esperava dele. Já não regressou na segunda parte.

 

Alan Ruiz. Foi dele o único remate leonino à baliza. Aos 32', a passe de Palhinha: remate forte, com o pé esquerdo, para defesa difícil do guarda-redes do PSV. Ainda pouco móvel. Saiu aos 64'.

 

Petrovic. Entrou na segunda parte. Pouco dinâmico, incapaz de fazer um passe longo e sem acertar posições com Palhinha. Parece jogar demasiado com os olhos. É insuficiente.

 

Schelotto. Entrou aos 64', quando Jesus substituiu cinco jogadores para evitar maior goleada. Esforçado, mas sem brilhantismo. Anda com os nervos demasiado à flor da pele, o que lhe tira discernimento.

 

Marvin. Em campo desde os 64'. Competia-lhe fazer melhor do que Jefferson, o que não era difícil. Fechou razoavelmente o corredor esquerdo e atreveu-se por vezes a atacar.

 

Bryan Ruiz. Entrou aos 64', substituindo Podence. Ainda lento, preso de movimentos e jogando numa posição em que não se sente muito confortável. Alguns pormenores de classe, mas todos inconsequentes.

 

Gelson Martins. Procurou sacudir o marasmo ofensivo desde que entrou para o lugar de Iuri, aos 64'. Trouxe algum dinamismo, mas a equipa continuou com um futebol curto e previsível.

 

Slimani. Ajudou a pressionar mais à frente ao entrar para o lugar de Alan Ruiz (64'). Tentou passes, mas com pouco sucesso. Procurou rematar, mas sem sucesso algum.

 

Rúben Semedo. Em campo desde o minuto 80, rendendo o lesionado Ewerton, pareceu ser o elemento mais confiante da defensiva leonina. E também aquele que saía com a bola mais controlada.

 

Ryan Gauld. Substituiu Palhinha aos 85'. Primeira oportunidade na pré-temporada para mostrar o que vale. Quase não conseguiu. Talvez merecesse mais tempo em campo, mas foi o que se arranjou.


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Jorge Jesus enfrenta vários problemas nesta preparação da equipa para a temporada 2016/17. Hoje isso ficou ainda mais notório com o PSV - campeão da Holanda - a golear o Sporting. Foi o quarto e último jogo de preparação na Suíça, permitindo reforçar impressões que os desafios anteriores já tinham deixado.

Desde logo, um descalabro defensivo. Por mais "amigáveis" que sejam os jogos, não é normal - nunca é normal - que a equipa encaixe 14 golos em quatro desafios, sobretudo tendo marcado apenas seis. Hoje ficámos em branco, o que só agrava o problema.

É verdade que sofremos uma grande penalidade não assinalada que poderia ter alterado o curso do encontro quando perdíamos "apenas" por 0-2. É verdade que Aquilani foi expulso por acumulação de amarelos, sem justificação aparente, ainda na primeira parte. É verdade que uma agressão a Schelotto, a meio da segunda parte, ficou por sancionar.

 

Mas importa analisar friamente a prestação dos nossos jogadores.

E destas quatro partidas - duas das quais, ressalvo, só vi metade - extraem-se as seguintes conclusões:

- Os nossos quatro campeões europeus são vitais no onze titular se ambicionamos conquistar o título - o Sporting é uma equipa com eles e outra, muito diferente, quando eles não estão:

- Precisamos de reforçar com urgência componentes vitais do plantel, a começar num guarda-redes;

- As jovens promessas leoninas, excepto Podence, desperdiçaram boas oportunidades de demonstrarem que merecem ter acesso à equipa principal;

- Viu-se muito pouco dos reforços já contratados. Só Alan Ruiz merece nota positiva. Hoje foi dele o nosso único remate à baliza.

 

É verdade que três das equipas que defrontámos nesta pré-temporada integram a alta roda do futebol europeu: Mónaco (derrota 1-4), Zenit (derrota 2-4) e PSV (derrota hoje por 0-5).

Mas não é menos verdade que podíamos e devíamos ter feito muito melhor.

 

Segue-se, no âmbito da pré-temporada, a recepção ao Lyon. No sábado, em Alvalade.


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In Jesus we trust
Edmundo Gonçalves

2-4.

Não vi, apesar de ainda não estar de férias.

Já disse que o que me interessa nestes jogos não é o resultado, antes o trabalho que vai sendo feito diariamente com os jogadores.

Ainda que duas derrotas por quatro golos cada seja revelador de que há ainda muito trilho a percorrer, há algumas "certezas" que vou tendo:

Pelos menos para a lateral esquerda há que investir;

Os reforços, excepção feita a Alan Ruíz, ainda estão a... estagiar;

Temos que ter GR suplente. Jogar com dez não será muito avisado, sobretudo se a falta for na baliza;

Urge contratar alguém para marcar golos, Slimani apenas é curto.

Como digo no título, devemos confiar em Jesus. Afinal foi ele que colocou a máquina a funcionar na época passada.

Nunca mais é 14 de Agosto?


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16 Jul 16

Só comecei a ver o Sporting-Zenit aos 52 minutos, não vou portanto fazer nenhuma apreciação do jogo. Limito-me a registar que nos três desafios desta temporada já levamos nove golos sofridos. Começa a ser excessivo.

Mantém-se a minha convicção de que precisamos de contratar um guarda-redes que funcione como substituto de Rui Patrício. Se o nosso campeão se lesiona - ou se constipa - toda a equipa treme.

Destaco até agora o desempenho de três jogadores: Alan Ruiz, que parece um bom reforço para a época que se avizinha; Daniel Podence, que faz por merecer um lugar no principal plantel leonino; e Gelson Martins, que demonstra cada vez mais valor, ao ponto de já se poder vaticinar que será a curto prazo um dos melhores extremos do futebol português.


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15 Jul 16
Jogo II
Edmundo Gonçalves

Tal como o Pedro Correia, só deu para ver a primeira parte do jogo de ontem.

E tal como no primeiro jogo, em que perdemos por 4-1, eu não atribuo qualquer importância ao resultado, que foi, para registo, de 3-1 a nosso favor.

Equipa completamente diferente da do primeiro jogo, com algumas indicações, a saber:

Parece-me que o segundo GR, a não vir um outro com mais estaleca, será mesmo Stojkovic, o rapaz Jug está ainda muito verdinho (e verdinho aqui não é sinónimo de bom);

João Pereira aproveitou bem os banhos de assento e demonstra já uma boa forma, aliada à enorme garra que sempre coloca em campo. Marcou o segundo golo. É, quanto a mim, muito melhor a defender que Schelotto, e está melhor nesta fase precoce da época;

Ruíz mostrou-se muito bem em meia-dúzia de lances e parece ser aposta ganha;

Bruno César será o faz-tudo desta equipa. JJ confia nele até para lhe ir depositar o dinheiro do ordenado e ele corresponde com entrega e qualidade dentro de campo;

Aquilani parece ser taxista: Parece estar ali sempre a fazer frete. Ontem, se tivesse pensamento e decisão rápidos, teria marcado um golo fácil, que falhou porque não soube ou não tentou fazer um drible sobre o GR adversário.

E pronto, os outros estão a caminhar. Deixêmo-los ir andando, que estão bem acompanhados.

 

 


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14 Jul 16

Segundo jogo de preparação do Sporting nesta temporada. Com um onze totalmente diferente daquele que ontem alinhou frente ao Mónaco.

Desta vez o nosso adversário era o modestíssimo Stade Nyonnais, da terceira divisão suíça. Nada que nos permita avaliar devidamente os reforços da nossa equipa e a dinâmica que começa a desenvolver.

 

Devo dizer que só vi a primeira parte. Que terminou com o Sporting a vencer 3-0 (com dois golos de penálti). Na segunda parte, a turma suíça reduziu para 3-1.

Mesmo só tendo acompanhado meio jogo, tomei algumas notas. Reparto-as com vocês aqui.

 

Vladimir Stojkovic, jovem sérvio de 19 anos nascido em Portugal e sobrinho do nosso ex-guarda-redes homónimo, mostrou-se em melhor nível do que o seu colega esloveno Azbe Jug no jogo de ontem. Pelo menos na primeira parte manteve a nossa baliza invicta, repetindo as exibições da época passada na equipa B.

 

Na defesa, destaque para as movimentações de João Pereira (hoje com a braçadeira de capitão) pela ala direita e de Jefferson no flanco oposto. Com ligeira vantagem para o português, autor do nosso segundo golo, iam decorridos 27': pareceu-me melhor a centrar e mais ousado na manobra atacante. Por seu turno, o brasileiro sacou um livre aos 36'. Daí resultou um penálti (por mão na bola) que o próprio Jefferson converteu. O nosso terceiro golo, aos 37'.

 

Dupla de centrais hoje composta por Paulo Oliveira e Naldo. Melhor o brasileiro, com bons cortes aos 29' e 33'. Paulo Oliveira, que chegou a ser titular leonino na primeira volta de 2015/16, parece inseguro.

 

Palhinha procurou mostrar o que vale como titular. Não mostrou muito. A posição de médio defensivo exige mestria nos passes longos e sabedoria na ligação dos sectores. O melhor da sua exibição na primeira parte foi uma recuperação aos 33' seguida por um contra-ataque que ele próprio conduziu com a dinâmica que se impunha.

Como médio central, numa posição vital da transição ofensiva, Aquilani transmitiu sempre um sensação de relativa apatia. Ficou como exemplo um remate ao lado do poste esquerdo da baliza suíça, aos 26': o italiano podia e devia ter feito melhor.

 

Na posição de médios alas, destacaram-se Bruno César pela esquerda e Iuri Medeiros pela direita. Pareceu-me melhor o brasileiro, um dos jogadores preferidos de Jorge Jesus. Jogou e fez jogar: sacou o primeiro penálti aos 11' e fez um remate bem colocado aos 23'.

Iuri, querendo dar nas vistas, destacou-se na condução de um ataque à meia hora de jogo. Soube a pouco.

 

O lituano Spalvis, um dos reforços desta temporada, alinhou de início. Mal se deu por ele. Bem servido, desperdiçou duas ocasiões de golo - aos 32' e aos 35'.

Em muito melhor plano esteve o argentino Alan Ruiz, outro reforço. Vi-o jogar hoje pela primeira vez e confesso que gostei do que observei. Marcou o nosso primeiro golo - de penálti, sem vacilar, aos 12': o castigo máximo resultara aliás de um fulminante passe dele. E assistiu João Pereira no segundo golo leonino. Na primeira parte, foi o melhor em campo.

Promete ser uma figura em destaque neste Sporting 2016/17.

 


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13 Jul 16

Espero que se confirme a regra: um mau início da pré-temporada pode indiciar uma boa época.

Se assim for, o Sporting terá dias risonhos pela frente. Porque neste primeiro jogo de preparação mais a sério, concluído há pouco na Suíça frente ao Mónaco, a nossa equipa teve uma exibição fraquíssima. Com um resultado a condizer: perdemos 1-4. A turma treinada por Leonardo Jardim dominou durante quase todo o encontro. E venceu sem margem para dúvidas, com golos de Germain (12'), Falcão (23' e 66') e Carrillo (82').

Só Podence, marcador do solitário golo leonino aos 21', sobressaiu no nosso onze titular, empurrando-o para a baliza monegasca na primeira parte. Mas valeu-lhe de pouco o esforço. Com quatro dos nossos titulares ausentes (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien e João Mário), ficou bem evidente que a equipa está muito emperrada e necessita de ganhar ritmo de jogo.

A maior curiosidade era espreitar o desempenho do nosso principal reforço até agora: o internacional sérvio Petrovic, de 27 anos, oriundo do Dínamo de Kiev. É cedo para ajuizar. E é muito mais prematuro especular sobre a possibilidade de termos aqui um eventual sucessor de William Carvalho na posição de médio defensivo. Esperemos para ver.

 

................................................

 

Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Quando Rui Patrício está ausente, nota-se ainda mais a sua importância. O jovem guarda-redes esloveno pareceu mal batido em dois dos golos e mostrou-se sempre intranquilo.

 

Schelotto - Primeira parte desastrosa. Os dois primeiros golos foram construídos pela sua ala. Voltou a ser batido em velocidade duas outras vezes. Em notória quebra física na segunda parte.

 

Coates - Pareceu preso de movimentos: precisa de ganhar automatismos nesta fase de preparação. Mostrou-se demasiado lento na jogada do terceiro golo do Mónaco.

 

Rúben Semedo - O nosso melhor defesa. Confiante, com boa qualidade técnica e capacidade de passe, bloqueou as vias de acesso à baliza leonina pelo seu lado. Um esforço insuficiente.

 

Marvin - Continua tímido a atacar, o principal defeito que lhe notei na época passada. Perdeu vários confrontos individuais e revelou alguma falta de confiança.

 

Petrovic - Chega a Alvalade com boas credenciais que precisa de comprovar em campo. Tem físico e parece com vontade de acertar. Hoje esteve pouco móvel, demasiado contido, muito próximo dos centrais. Saiu aos 64'.

 

Gelson Martins - Pouco resultou da sua parceria com Schelotto na nossa ala direita. Foi por ali que o Mónaco mais atacou, causando sucessivos calafrios ao Sporting. Saiu aos 64'.

 

Bryan Ruiz - Ostentou a braçadeira de capitão. Pareceu um pouco ausente da partida. Falhou um golo aos 46' por querer adornar o lance. Demasiado discreto. Saiu aos 74'.

 

Matheus Pereira - Bons apontamentos, mas intermitentes. Um remate com perigo aos 36'. Grande passe para Bryan, desperdiçado dez minutos depois. Voluntarioso mas por vezes precipitado. Saiu aos 64'.

 

Podence - De longe o nosso melhor jogador na partida. Marcou aos 21': justa recompensa pelo seu desempenho como segundo avançado. Desmarcou-se bem e serviu com qualidade e precisão. Saiu aos 64'.

 

Barcos - Ainda não foi desta que vimos um golo dele. Mas podia ter marcado se correspondesse da melhor maneira a um excelente passe de Podence aos 60'. Saiu quatro minutos depois.

 

Palhinha - Substituiu Petrovic. Prometia mais do que mostrou. Muito contido, demasiado encostado aos centrais, não evitou progressão de Falcão no terceiro golo do Mónaco. Exibição modesta.

 

Iuri Medeiros - Substituiu Gelson Martins. Mal se deu por ele. Foi prejudicado por ter entrado no flanco direito já com Schelotto esgotado: as combinações com o italo-argentino não resultaram.

 

Bruno César - Substituiu Matheus Pereira. Outro jogador demasiado discreto. Rende mais quando joga sobre a ala, sem necessidade de recorrer a movimentações interiores, com hoje sucedeu.

 

Teo Gutiérrez - Substituiu Podence. Algumas tabelinhas com Slimani não chegaram para provocar boa impressão. O argelino fez-lhe quase uma assistência para golo aos 89'. Mas o colombiano chutou ao lado.

 

Slimani - Substituiu Barcos. Única entrada que pareceu beneficiar a nossa manobra colectiva. Dois bons passes para Teo, aos 79' e 89'. Cabeceamento aos 85', ainda sem a intensidade a que nos habituou.

 

Jefferson - Substituiu Marvin. Sem vantagem para a equipa. Se o holandês se revelou totalmente inofensivo na transição ofensiva, o brasileiro limitou-se a seguir-lhe o exemplo.

 

Aquilani - Substituiu Bryan Ruiz. Tal como na época passada, joga pelo seguro e procura abrir linhas de passe. Mas parece faltar-lhe sempre um suplemento de entusiasmo. Hoje a regra confirmou-se.


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