30 Nov 16

Para o fanatismo lampiónico, o facto de Portugal ter conquistado o Campeonato da Europa e qualificar-se para a Taça das Confederações - tudo pela primeira vez na história mais que centenária do nosso futebol - é uma "novela". Basta consultar as caixas de comentários deste blogue para se confirmar isso.
Estes lampiões mal conseguem esconder a azia, que aliás se compreende: viram a selecção nacional subir ao pódio europeu, a 10 de Julho, sem um só jogador encarnado no onze titular...
Por aqui se vê o "portuguesismo" desta gente. Cega pela clubite, põe a agremiação à frente do País. Entre o Barbas e o Presidente da República, representante máximo dos portugueses, eles preferem abraçar o Barbas.


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16 Ago 16

Uma diferença que não vi ser muito acentuada no jogo que disputámos sábado passado: de um lado, o do Sporting, a equipa entrou em campo com sete titulares portugueses; do outro, o da equipa insular, o onze inicial incluía sete brasileiros. Até no comando técnico das duas equipas esta diferença era notória: treinador português no Sporting e brasileiro no Marítimo.

A revolução tranquila que tem vindo a processar-se no Sporting também passa por isto: prioridade ao mérito e à competência dos profissionais portugueses. Tanto a treinar como a jogar. Porque é possível e desejável, também no futebol, confiar nos valores nacionais. Queremos fazer a diferença igualmente neste plano. Não por acaso, fomos o clube que contribuiu com mais profissionais dos seus quadros para a conquista do recente campeonato que inscreveu o nome de Portugal na nobre galeria dos campeões da Europa.


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14 Jul 16

Desculpem insistir, mas, quanto mais penso na noite mágica de 10 de Julho de 2016, mais fico convencida de que muito daquele jogo se jogou fora do campo.

 

A final do Euro 2016 teve dois momentos decisivos, que Portugal, com uma perspicácia incrível, soube aproveitar em seu favor. O primeiro foi a entrada dura de Payet, que lesionou Ronaldo, um rude golpe para a equipa e para todos nós, que tanto sonhávamos com o triunfo. E, ironia do destino, foi mesmo aí que ele começou! Fernando Santos e Ronaldo souberam virar o feitiço contra o feiticeiro. A partir do momento em que o nosso capitão deixou o campo numa maca, desfeito em lágrimas, Portugal tomou conta do estádio de Saint Denis. Uma nuvem de mau agoiro passou a pairar em cima dos franceses, muitos se devem ter perguntando se tinham ido longe demais, naquela estratégia combinada de antemão (talvez com o árbitro). E tiveram mais dificuldades em superar o sentimento de culpa, do que os portugueses em compensar o golpe.

 

Quem pode imaginar o que se passou nos balneários portugueses, durante o intervalo? Não sou mosca, nem tenho qualidades de vidente, mas arrisco dizer o seguinte:

Ronaldo não estava, afinal, seriamente lesionado. Não seria lógico que ele assistisse à segunda parte do encontro no banco dos suplentes? Não o fez! Porquê? Porque, em conjunto com Fernando Santos, disse aos colegas: segurem o jogo, o mais importante é não sofrer golos, enquanto se desgastam os franceses e se força o prolongamento; nessa altura, Ronaldo aparecerá.

 

Durante a segunda parte, todos se perguntavam onde estaria Ronaldo, imaginando os cenários mais pessimistas. Sim, o comentador alemão da ARD, que nunca morreu de amores por ele, perguntava-se onde estaria, se já teria ido para o hospital… E lamentava não ter informações.

 

Quase no final dos regulamentares 90 minutos, aquela bola ao poste dos franceses dançou sobre a linha, mas não entrou - a confirmação de que, desta vez, a sorte estava do nosso lado. E, acabado o jogo, Ronaldo fez a sua entrada triunfal, de joelho ligado, mas pelo próprio pé!

 

A fénix renascia das cinzas, o segundo momento decisivo da noite! Nunca me esquecerei da surpresa que senti, quando as câmaras o mostraram. Ele e Fernando Santos davam o segundo golpe naquela guerra psicológica. E os franceses acabaram por capitular. Na segunda parte do prolongamento, foram eles que começaram a rezar pelos penáltis, não nós! Éder, o herói, teve sangue-frio, teve pontaria… Depois de ludibriar a defesa abananada de uma equipa de rastos.

 

Na sua guerra psicológica, Fernando Santos e Ronaldo correram muitos riscos. Mas o que tinham a perder?

 

Jogaram os trunfos certos, nos momentos certos. Tudo é psicologia, nesta vida.


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10 Jul 16

Se no próximo Europeu, em 2020, Portugal jogar contra a França antes da final, já se pode chamar a essa partida uma final antecipada?


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Como os colaboradores e os leitores deste blogue já sabem, este Euro não tem sido fácil para mim, em terras germânicas. Uma campanha contra Portugal, por parte dos media alemães, que quase se pode apelidar de difamatória, cai como faísca em seara seca num país que, apesar de adorar as praias portuguesas, nunca gostou de Ronaldo, vá-se lá saber porquê.

 

Por isso mesmo, é com muito gosto que venho hoje aqui afirmar que há quem reme contra a maré. Porque, afinal, e como também já disse, eu gosto de viver na Alemanha.

 

Através de uma nossa colega de blogue, a Helena Ferro de Gouveia, tomei contacto com dois artigos do site da Stern que, para utilizar uma expressão alemã (adaptada a Português), "expuseram aquilo que me vai na alma".

 

Num deles, assinado por Tim Sohr, e mais focado na prestação da nossa equipa, rebate-se a ideia de que o futebol português carece de qualidade, elogiando as diferentes táticas: contra a Croácia, desgastar o adversário com uma defesa eficiente e dar o golpe perto do final; contra a Polónia, aguentar-se até à marcação de penáltis e ganhar; contra Gales, fazer valer a receita centro-cabeçada-golo. Mais simples e eficiente não há.

 

Tim Sohr acrescenta ainda que o 3-3 contra a Hungria, ainda na fase de grupos, persiste, até ao momento, como o jogo mais espetacular deste Euro.

 

Um outro artigo, de autoria de Finn Rütten, centra-se em Ronaldo, não encontrando razão para tanta má-língua. Aliás, Finn Rütten mostra-se apreensivo com o ódio que encontra nas redes sociais, perguntando: como se pode dizer odiar alguém, sem nunca sequer se ter falado com essa pessoa? E afinal, qual é o problema com Ronaldo? Com três golos e duas assistências, ele é, sem dúvida, um dos melhores jogadores deste Euro.

 

Finn Rütten chama ainda a atenção para as qualidades humanitárias do nosso melhor jogador (dando alguns exemplos, como o de dar sangue regularmente, ou pagar operações a crianças necessitadas) e, se admite que Ronaldo seja vaidoso, ou mesmo convencido, com gestos escusados em campo, pergunta porque é que os alemães, por outro lado, acham tanta piada ao sueco Zlatan Ibrahimovitch, que se deve ter banhado num pote de vaidade quando era criança.

 

Na Alemanha, como em todo o lado, há gente estúpida e gente inteligente; gente que vê e gente que não quer ver.

Assustador continua o facto de ser tão fácil manipular a opinião pública...


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09 Jul 16
A final
Francisco Chaveiro Reis

Confesso que nunca pensei que Portugal estivesse em Saint-Denis este domingo, a disputar o título europeu, pela segunda vez, em doze anos. Mas está e a felicidade dos adeptos portugueses já está garantida. Temos ambição de conquistar mais do que o segundo lugar. Ambição aumentada pela pressão que os franceses fazem nos seus media (Pepe e Ronaldo atores ou o futebol nojento) e pelo seu chauvinismo (a vitória estará garantida).

 

A França é uma boa equipa, jogou bom futebol nos últimos dois jogos (não esquecer jogos maus com Roménia, Albânia, Suíça e Rep. Irlanda, potências muito superiores a Islândia, Austria, Hungria ou Croácia) e não tendo nenhum Zidane tem no seu seio bons jogadores como Pogba, Matuidi, Payet ou Griezmann (sabiam que tem um avô português - Amaro Lopes - que jogou no Paços de Ferreira?). Dito isto, não me parece que seja impossível de vencer. Vejamos o possível onze.

 

LLoris (Tottenham) mostrou ontem os seus predicados com defesas que pareciam impossíveis. É um guarda-redes maduro e de grande classe. Na defesa, Sagna (City) e Evra (Juventus) são veteranos mas têm, até aqui, mostrado muita resistência física e grande qualidade de jogo, sendo dos melhores franceses na prova. Ainda assim, o pouco descanso das meias para a final pode se decisivo. No centro, onde já não estavam Mathieu (Barcelona), Zouma (Chelsea) e Varane (Real Madrid) antes do Euro, deixou de estar Rami (Sevilha). A dupla tem sido Umtiti (Lyon, já prometido ao Barcelona) e Koscielny (Arsenal), pilar do setor. Ronaldo poderá aproveitar a pouca experiencia de Umtiti que apesar da qualidade vai apenas a caminho da terceira internacionalização.

 

No meio, Deschamps apostou primeiramente num trio – Kanté (Leiscester), Matuidi (PSG) e Pogba (Juventus) mas nas últimas duas partidas retirou o primeiro e colocou Sissoko (Newcastle) defende bem (era médio defensivo no Toulouse) mas também ataca (tornou-se num quase extremo na Premier League).

 

Na frente está o perigo maior. Giroud (Arsenal) não é nenhum Benzema mas cumpre perfeitamente (a França foi campeã do mundo tendo “cepos” bem piores como Guivarc´h ou Dugarry). Nas alas, Payet, que explodiu para o futebol mundial no West Ham este ano, aos 28 anos e é um perigo na marcação de livres e pela sua velocidade e, claro, Griezmann, o pequeno avançado móvel do Atlético de Madrid que começou mal a prova (suplente no segundo jogo), leva já seis golos e está a dar sequencia à grande época que fez em França. Com Martial (United) encostado pelo selecionador, Coman (Bayern) e Gignac (Tigres) são as armas atacantes que podem sair do banco.

 

Do nosso lado, aposta na continuidade. Patrício na baliza. Cédric, Pepe (espera-se), Fonte e Raphael na defesa. No meio, Danilo esteve muito bem mas William deve regressar. João Mário, Adrien Silva e João Moutinho devem ser o meio-campo (acredito que Sanches não será titular, devendo Santos apostar numa opção mais conservadora num jogo de tantos nervos). Nani e Ronaldo, não avançados que levam três golos cada um, serão os titulares. Sanches e Quaresma são as armas prontas a entrar em campo.


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07 Jul 16
A vaca do Fernando
Edmundo Gonçalves

Soa por aí à boca cheia que Fernando Santos levou uma vaca para França.

Suja, apelidaram-na logo os franceses, chauvinistas como só eles.

Hoje demos conta da existência de outra, que já se tinha insinuado até, a que Deschamps tem trazido pela trela.

Ao contrário da vaca de Fernando Santos, esta vaca, para disfarçar o cheiro a bosta, vem embalada em Chanel, n.º 5.

Vaca, mas bem cheirosa.

Puta fina!


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À laia de comparação
Cristina Torrão

Não sou perita em futebol, por isso, costumo deixar as análises para os meus colegas de blogue que entendem muito mais disso. Porém, gostava de deixar aqui algumas notas sobre o percurso da nossa seleção neste Euro, fazendo ainda uma pequena comparação com os alemães (que, neste caso, ainda me estão atravessados).

 

Sim, a fase de grupos não foi famosa. Mas as regras eram claras: um terceiro lugar dava boas hipóteses de passar aos oitavos. Vencer todos os jogos, alcançando o número máximo de pontos, era mais bonito? Era. Mas não levávamos nenhuma taça para casa por tal proeza.

 

Tivemos de ir ao prolongamento no jogo contra a Croácia e passámos aos quartos sem ter ganho um único jogo nos regulamentares 90 minutos. E depois? O Quaresma marcou um verdadeiro "Golden Goal", já perto do fim, não dando à Croácia hipótese de conseguir o empate. É preciso mais eficácia?

 

Contra a Polónia, mais um empate que até teve de ser clarificado por penaltis. Pelo menos, não precisámos mais do que os cinco regulamentares, todos os jogadores escalados para os marcarem cumpriram a sua missão. Ao contrário dos alemães! Contra a Itália, houve três prestigiados jogadores alemães que falharam a sua grande penalidade: Müller, Schweinsteger e Özil. Ninguém fala disso, neste país. E, no entanto, quando o Ronaldo falhou o penalti contra a Áustria, todos se riram dele!

 

Estamos na final. Sem medo, por favor, seja qual for o adversário!

 

Força Portugal!


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... sempre regressa no dia 11!

 

Foram-se a Inglaterra, a Espanha, a Itália, a Bélgica...

 

Mas nós ainda lá estamos. E vamos jogar a final!

 

VIVA PORTUGAL!!!


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05 Jul 16
Meias
Francisco Chaveiro Reis

De empate em empate já estamos nas meias-finais. Pela frente não está nenhum gigante mas sim o estreante País de Gales, que tão bom futebol tem jogado. Temos boas hipóteses de regressar a uma final mas não são favas contadas, afinal, do outro lado moram Bale, Kanu, Vokes ou Williams. Felizmente, Ben Davies e Ramsey ficarão de fora. Olhemos então para o adversário de Lyon.

 

Na baliza estará Hennessey (Crystal Palace). É um bom guarda-redes que se prepara para ser suplente de Mandanda (ex-Marselha) no seu clube. Na defesa, três homens. Williams (Swansea), corpulento e viril é o esteio. Com o seu tamanho, é no entanto, lento. Chester (WBA) e Collins (West Ham) devem completar o trio, uma vez que Davies (Tottenham) está impedido de jogar.

 

A fazer o flanco todo, teremos de um lado Taylor (Swansea) e do outro, Gunter (Reading), velocistas e jogadores de raça mas nada mais do que isso. No centro costuma estar o ouro. Sem Ramsey (Arsenal) aposto que jogará King (Leicester) não sendo de estranhar a opção por um homem mais defensivo como Edwards do Wolverhampton. Allen (Liverpool) e Ledley (Crystal Palace) serão indiscutíveis. Na frente, dois homens. Bale (Real Madrid), que é o perigo número um e dispensa apresentações e Robson-Kanu, sem clube, que brilhou na última partida. Gostava de ver Quaresma e Rafa em campo no segundo tempo.

 

Acredito que Santos mude muito pouco, apostando em Patrício, Cédric, Pepe, Fonte e Raphael; Mário, Danilo (William está castigado), Moutinho (acredito que deixará Adrien de fora) e Sanches (tem estado bem e não merece o banco); Nani e Ronaldo. Será uma batalha de meio campo. Temos tudo para vence-la se não formos snobes.


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03 Jul 16

É a custo que escrevo este texto, pois gosto de viver na Alemanha, país onde me sinto bem há 24 anos. Além disso, dei, durante algum tempo, aulas de Português a alemães, em Hamburgo, sempre constatando que os germânicos adoram Portugal. Por isso, é-me muito difícil compreender a atitude dos comentadores futebolísticos alemães em relação à seleção portuguesa, neste Europeu.

 

aqui tive ocasião de referir que os alemães não gostam de Cristiano Ronaldo, acham-no convencido, possuidor de um ego descomunal e irremediavelmente sobrevalorizado. Mas os comentários sobre a seleção portuguesa ultrapassam, desta vez, os limites. Evito ao máximo criticar outros modos de ver, influenciados por culturas e mentalidades diferentes, mas não vejo razão para tanto exagero.

 

Os comentadores chegaram ao ponto de dizer que não se compreendia que uma equipa, que ainda não ganhou um jogo no tempo regulamentar de 90 minutos tivesse chegado às meias-finais (como se prolongamentos não fizessem parte de torneios deste género)! A reboque, aproveitam para criticar esta nova modalidade do Campeonato Europeu, que permite que tantos terceiros lugares sobrevivam à fase de grupos e que equipas do calibre da Espanha, Itália e Alemanha se defrontem a partir dos oitavos-de-final!

 

Arrasaram por completo o jogo entre Portugal e a Polónia, monótono, indigno de uns quartos-de-final, insinuando que uma equipa que se preze resolve as eliminatórias nos regulamentares 90 minutos (!) e desdenhando completamente da passagem à fase seguinte por penaltis!

 

Pois bem, ontem à noite, foi o que se viu…

 

Concordo plenamente com a análise do jogo feita pelo Pedro Correia. Porém, se tinha esperanças de que os alemães caíssem em si, elas dissiparam-se perante incrível golpe de rins. Não foi um jogo monótono, dizem eles, foi «futebol tático ao mais alto nível»! Os momentos dos penaltis? Foi um autêntico «policial futebolístico», de um «suspense de arrasar os nervos»!

 

Não estava à espera de tanta subjetividade por parte de comentadores e jornalistas germânicos. Mas, enfim, estamos sempre a aprender...


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26 Jun 16
Humildade lusa
Cristina Torrão

"Mind game" humilde, é a minha sugestão.

 

Valerá a pena continuar a apelar à humildade lusa? Domigos Amaral criticou a «bazófia» de Fernando Santos, por ele ter dito, depois do empate com a Áustria, "já avisei a família de que só volto para casa no dia 11 de Julho". O selecionador seria com certeza duramente castigado, pois, o futebol, todos o sabemos, costuma ser muito cruel com os cagões e os bazófias

 

Enfim, eu não sei se Fernando Santos só vai regressar no dia 11, mas regressa seguramente mais tarde do que muitos pensavam!

 

Se somos cagões? Por vezes, sim; desta vez, não me parece. Em três, (Portugal) não conseguiu ganhar um único jogo - mas também não perdeu nenhum. A Croácia só perdeu um: o essencial. E o primeiro jogo que Portugal ganhou, pô-lo nos quartos de final. É preciso mais eficácia?

 

Quanto a «bazófia», a seleção alemã tem para dar e vender; deve ser por isso que é tão frequentemente castigada...

 

Ao colocar a fasquia tão alta, Fernando Santos atirou uma pressão insuportável para cima dos jogadores, que não lidaram bem com a situação. Pressão insuportável? Não se trata de meninos de coro, mas de futebolistas de alto nível, todos eles com contratos milionários! A que altura se deve colocar a fasquia, se nos achamos capazes de vencer o torneio? Com a típica atitude lusa: ah, a gente só veio aqui ver como param as modas, não queremos chatear ninguém, longe de nós pretender estragar a festa dos outros, coisa & tal, não se vai a lado nenhum!

 

Chega de humildades lusas! É preciso provocar, desafiar, ousar, enfrentar, acreditar!

Acreditar, sempre!
Força Portugal!


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20 Jun 16

Este bem podia ser um texto sobre os efeitos da nata dos pastéis de Belém à bulha com os efeitos da farinha dos lados de carnide. Mas é mais uma reflexão sobre o adepto português e vá... ser lampião. O velho do Restelo é uma personagem popular, presente n'Os Lusíadas. Este velho não acredita na fortuna dos navegadores portugueses, acha que vão falhar. Não vão conseguir. Talvez no seu pensamento afundassem a uns escassos metros da costa. Contudo, olho este personagem de uma perspectiva diferente. Uma coisa é o que diz, e outra o que pensa. Tão certo no português, como o Camões ser cego de um olho. E esta é uma bela comparação. Acabamos por não ver bem a realidade onde vivemos. O olho bom faz-nos achar que isto vai ser a bela de uma desgraça. O olho da pala é aquele que nos permite imaginar, o que representa o sonho que todos temos: o sucesso de Portugal e dos portugueses. A derradeira conquista da grandiosidade. Seja como nação, seja na selecção. A taça de um Europeu ou de um Mundial não é mais do que a revelação do V Império no futebol. A união de todos os povos num plano espiritual que os aproxima - transmutando isto para "futebolês" - a união do mundo do futebol em torno do virtuosismo tão bem patente na alma lusa. É tudo muito bonito, mas duvido que o Camões, o Padre António Vieira, o Pessoa ou o Agostinho da Silva legitimassem esta comparação. Mas a verdade, mutatis mutandis, podemos fazê-la para esta finalidade. Sendo assim, os velhos do Restelo continuam tão actuais sendo necessários no futebol e no quotidiano. São eles que alertam, duvidam, mas no fim esperam conformar-se, dizer que estavam enganados e festejar a glória lusitana. Seja pela conquista d'Além mar, seja pelo excesso de bagagem de um caneco na mala.

E perguntam-se, "que raio tem isto que ver com os velhos de Carnide?". E perguntam bem! Velhos de Carnide é uma figura que arranjei de forma a categorizar o adepto da Selecção com origem e natureza lampiã. Parece doença. Há doutrina que a considera. Eu dou o benefício da dúvida, dado que a minha cor é o verde. Ora o velho de Carnide, sendo adepto lampião, é um tipo eufórico. Acha que ganha tudo antes de jogar. Acha que tem os melhores de sempre. Acha que tudo está conta eles, mesmo quando andam todos a favor. Acha que tem um Deus lá no meio do campo, e como é omnipresente e omnipotente está na calha. Gosta de cantar os primeiros dez minutos e com sorte lá pelo 70 (desculpem, ri-me), ou no final do jogo se estiver a ganhar. Acha que não existe equipa nenhuma comparável à sua. Mas aqui reside o problema. É que isto ocorre constantemente antes de começar uma competição. Assim que se inicia - perdendo ou empatando uns jogos - a euforia dá lugar à depressão, os cânticos aos apupos, os elogios à culpabilização, as manchetes dos jornais a linchamentos em horário nobre. E se é assim no clube, e sendo o clube com mais adeptos, a conclusão é lógica: é assim com a equipa das Quinas. Com algumas nuances, é certo. Porque o ódio torna-se ainda mais visceral quando o Sporting não só é a casa-mãe do melhor jogador do mundo (Cristiano Ronaldo, para os mais esquecidos), como é igualmente responsável pela formação de quase metade da equipa. Eles ficam na bolha deles. Deitam culpas a todos, pensando que faltava o Deus deles a jogar e tudo seria diferente, uma vez que os Deuses dos outros não valem chavo.

Revela-se assim o velho de Carnide - o verdadeiro radical da descrença. O puro adepto bipolar que povoa grande parte de Portugal. Infelizmente é este o retrato da nossa realidade. Engraçado será ver, se formos à final ou caso vençamos o Euro, que estes vão ser os primeiros a encher praças, quando antes andaram a encher-nos os ouvidos de baboseiras. É esta a dualidade permanente em que vivemos. De um lado os velhos do Restelo, talvez a expressão da prudência que nos falta à coragem da aventura. Do outro os velhos de Carnide como expressão da falta de prudência existente e do euforismo acéfalo. Enquanto assim for andaremos entre o céu e o inferno. Faltando "cumprir-se Portugal".


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16 Jun 16

Só Renato Sanches pode salvar a selecção de todos nós (incluindo os portugueses).


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14 Jun 16

Começa hoje a participação da selecção portuguesa no europeu. Desde 2004 que existe à volta da selecção portuguesa um delírio por vezes, a maioria das vezes, inexplicável. São os já tradicionais e inenarráveis programas nocturnos a encher chouriços sobre Cristiano Ronaldo, a que se juntam os programas de entretenimento matinal. Confesso que ainda isto não começou e já não teho paciência para tanta coisa à volta da selecção. 

A ver se acaba depresa. Com Portugal campeão é claro. (este é para os mais sensíveis)

Dia 27 Junho começa a pré época do Sporting.


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Pergunta do dia (9)
Pedro Correia

Quais os vossos palpites para o Portugal-Islândia desta noite?


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27 Jun 15
Goleada!
Cristina Torrão

Cinco a zero!

E andei eu pr'áqui a queixar-me...


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30 Mar 15

Nada mau o resultado de ontem. A exibição também foi bastante sólida. Melhor ainda se tivermos em conta que estávamos em piloto automático. Parece que resulta. 


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29 Mar 15
Os nossos, os deles
Pedro Oliveira

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Sexta-feira, 27 de Março de 2015, o destino levou-me a almoçar ao concelho da Amadora mas bastante próximo dumas Portas com nome de clube de bairro, Portas de Benfica.

Enquanto brigava com umas lulas grelhadas, tentando afogá-las num branco, impecavelmente, fresco, chegam-me as seguintes palavras, trazidas da mesa do lado:

"Domingo, domingo quero que se fo**m, aquilo é só lagartada, quero é que ganhem os nossos, que ganhem ca*a*ho! o nosso Matic, o nosso Markovic, o nosso Durossic (tradução: Djuricic)"

Os companheiros de mesa riram, alarvemente, mostrando o bolo alimentar e umas bocas com poucos dentes.

Confesso que as lulas se me enrolaram no estomâgo...

Acabei o vinho (que não tinha culpa nenhuma) e pedi a conta, o café seria tomado num sítio mais civilizado.

Levantei-me e atirei com um:

"Boa sorte para os vossos e vamos lá a ver se desta vez o vosso estádio não acaba de cair e não acabam todos à porrada no campo como é vosso costume."

Virei costas e saí.

Não me apetecia escrever este "post" mas ao ler " A Bola" de hoje, percebi que aqueles involuntários companheiros do meu almoço, provavelmente, são jornalistas, escrevem no pasquim da Travessa da Queimada. O que terá uma eventual vitória da Sérvia hoje a ver com o hipotético título do Benfica? 

"Vitória da Sérvia, título do Benfica" diz-nos um Matic vestido cor de papoila saltitante; noutra página um Patrício vestido de verde, defende a baliza de Portugal.

Para muitos neste país (jornalistas incluídos) é o Sporting Clube de Portugal que vai jogar fora, mais logo, no estádio da Sérvia/Benfica.

Que vençam os nossos (o Sporting) e que percam os deles, ca*a*ho! (como diria o almoçante de sexta-feira).

 


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08 Nov 14
Viveiro de talentos
Pedro Correia

Desculpem lá se me repito, mas é para mim um motivo de enorme orgulho termos seis jogadores chamados à selecção nacional de futebol: Adrien, Cédric, João Mário, Nani, Rui Patrício e William Carvalho. E comprovar que o Sporting se destaca claramente nesta matéria na comparação com outros clubes. O FCP, por exemplo, regista apenas a convocação de Quaresma (formado em Alvalade) e o SLB nem um tem para amostra.

Eis o reconhecimento - uma vez mais - que o Sporting é um viveiro de talentos. Com reflexos que ultrapassam largamente as fronteiras leoninas, contribuindo para a projecção internacional do nosso país e beneficiando em larga medida o desporto português.


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08 Set 14

A saída de Paulo Bento do comando da selecção, por muitos solicitada, incluindo eu próprio, jamais se consumará.

 

Esta minha conclusão deve-se a uma questão que eu coloquei a mim mesmo: saindo Paulo Bento quem estará em condições de o substituir?

 

Ora candidatos não faltarão, como é óbvio. Porém será mais do mesmo, pois o problema na selecção não está (apenas???) no actual seleccionador mas em toda a Federação, Liga, Associações Distritais e outros…

 

Andam claramente todos a comer da mesma gamela, isso é certo!

 

A ida da selecção portuguesa ao Mundial rendeu uns cobres por via da FIFA, mais os contratos de publicidade e de apoio em material desportivo e não só, fez com que todos os que estão ligados ao dirigismo associativo queiram aceder a estas chorudas verbas.

 

Deste modo qualquer treinador que possa eventualmente via a substituir Paulo Bento irá forçosamente sofrer dos mesmos (actuais) dissabores desportivos, porque terá se ser conivente com quem lhe paga. A costumada trapalhada à portuguesa. 

 

… Até que um dia alguém dê um valente murro na mesa e coloque esta pandilha sem nível nem categoria, refém até à medula de empresários e quejandos, no seu devido lugar, que é, naturalmente, o olho da rua.


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07 Set 14

Caro (ainda) seleccionador,

 

Após o jogo de hoje percebi qual o problema da nossa equipa e para o qual o meu caro Paulo não tem obviamente solução. Esse problema chama-se: equipa adversária. Isso mesmo que leu… a selecção contrária.

 

Não fossem os jogadores das outras equipas jamais os jogadores portugueses teriam problemas. Parece que os adversários quando jogam contra Portugal fazem-no para nos aborrecer. E nos ganhar! Uma chatice…

 

Num passado não muito distante foram Chipre e Israel. Hoje foi a Albânia. É realmente demais!

 

Repito o que disse atrás ao referir que o caríssimo Paulo tem um problema em mãos sem solução à vista…

 

Há uma remota hipótese, que passaria por a FPF apresentar à UEFA ou à FIFA um novo modelo de futebol jogado pela equipa do meu caro seleccionador e que se resumiria apenas na entrada em campo de duas equipas: a (mal) treinada por si e a equipa de arbitragem.

 

Desta forma os jogadores lusos entretinham-se a atirar umas bolas de uns para os outros e de vez em quando lançavam uma para a baliza, supostamente adversária, para ver se acertavam e marcavam golo…

 

Talvez não fosse muito emocionante, mas provavelmente seria eficaz!

 

Pense nisso!

 

Um abraço deste treinador de sofá,

 

Zé Adepto

 

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22 Jul 14
Tudo como dantes
Francisco Melo

Depois de um sofrível apuramento para o Mundial, de uma convocatória onde a amiguismocracia prevaleceu sobre a meritocracia, e de uma fase de grupos sofrível, concluída com a eliminação da prova, Paulo Bento continua à frente da Selecção Nacional de futebol.

Depois dos 10-1 do Mundial, de praticar um futebol muito longe do melhor que se pratica na Europa e ao arrepio da opinião brasileira especializada, o Brasil vai agora ser treinado por Dunga, o seleccionador do Mundial de 2010, onde a canarinha foi eliminada nos quartos-de-final de uma prova em que primou por um futebol...mal jogado.

Portugal e Brasil têm os resultados internacionais que merecem, é o que apetece dizer.


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09 Jul 14

A selecção brasileira que compareceu neste Mundial não chegou a funcionar como uma verdadeira equipa. Com jogadores como Marcelo, suplente de Fábio Coentrão no Real Madrid, David Luiz, que parece jogar quase sempre fora da sua posição natural, e Fred, a ineficácia personalizada no campo ofensivo.

Como era de esperar, as principais críticas centram-se no seleccionador Luiz Felipe Scolari. O empresário de Neymar, segundo declarações transcritas pelo jornal O Globo, recorre mesmo ao insulto para o contestar, chamando-lhe "velho arrogante e asqueroso".
E no entanto - não esqueçamos - esta foi a mesma selecção que já sob o comando de Scolari, após o despedimento de Mano Menezes, venceu no ano passado a Taça das Confederações batendo na final a Espanha, então orgulhosa campeã mundial em título e bicampeã europeia, com fama e proveito no desporto-rei.
O facto é que os dois únicos jogadores que hoje fazem realmente a diferença na selecção brasileira - Thiago Silva e Neymar - estiveram ausentes da meia-final contra a Alemanha. Não há coincidências.

 

As análises que tenho ouvido e lido dão no entanto demasiada ênfase aos erros do Brasil sem atribuírem o devido destaque ao mérito alemão. Já havia sucedido o mesmo, aliás, após o jogo Alemanha-Portugal.
Convém sublinhar uma evidência, como realcei aqui, logo após a histórica meia-final de ontem: a selecção alemã beneficia, e de que maneira, das rotinas e dos automatismos propiciados pelo facto de grande parte dos seus elementos actuar diariamente em conjunto, formando a espinha dorsal do poderoso Bayern de Munique.
Também aqui não há coincidências. A selecção portuguesa de 1966, que ficou em terceiro lugar no Campeonato do Mundo, tinha por base a equipa do Benfica. A selecção comandada por Scolari que foi à final do Euro-2004 tinha por base a equipa do FC Porto. Nada a ver com a manta de retalhos do nosso onze-base deste Mundial, por exemplo. E a avaliar pelo que já se percebe da pré-época, com a aposta deliberada em jogadores estrangeiros por parte dos principais clubes portugueses, esta tendência só irá acentuar-se.

Temos de mentalizar-nos para isso desde já.


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27 Jun 14

Falar sobre a má prestação da selecção portuguesa neste Mundial vai ser o tema principal nos cafés, transportes ou emprego, ocupando muitos dias, quiçá semanas. Virão outrossim a terreiro todo o tipo de comentadores (eu incluído!) munidos de certezas e nenhumas dúvidas (eu não incluído!) sobre o (mau) percurso dos nossos “Conquistadores” em terras brasileiras.

Normalmente gosto de pensar que há sempre uma razão para aquilo que nos acontece. Talvez seja a minha opção religiosa que me leva a pensar assim. Ou talvez não!

Observando bem as exibições da selecção portuguesa neste Mundial, direi que não jogámos de forma muito diferente daquela que foi a campanha de apuramento para o Brasil. Exibições paupérrimas deixaram os portugueses à beira de um ataque de nervos. E não fosse Cristiano Ronaldo estar num dia perfeito e hoje não estaria também aqui a esmiuçar este passado recente, dos nossos jogadores.

Lembro-me como era a nossa selecção vai para 30/40 anos. Cada jogo que fazíamos com equipas supostamente mais fortes era uma final. E quando ganhávamos era uma verdadeira festa. Depois vieram os mundiais de sub-20 e sub-21 de Riad e Lisboa respectivamente, onde Portugal foi em ambas justo vencedor. A partir desta altura pensou-se que tudo estaria mudado no nosso futebol. A “geração de oiro” habituou (mal) os portugueses a ganharem jogos, todavia sem que essas vitórias se traduzissem em qualquer título sénior. Basta recordarmos o Euro2004…

Mas foi esta espécie de soberba que atirou Portugal para o rol das equipas que-nem-necessitam-jogar-para-ganhar. Este terá sido o primeiro grande erro dos jogadores, treinadores e acima de todos eles os dirigentes federativos. Assim que a tal geração de Figo, Rui Costa e João Pinto deixou de jogar, a qualidade da nossa selecção caiu vertiginosamente até assentar agora num nível quase sofrível, do qual vai ter alguma dificuldade em sair. E nem mesmo Ronaldo conseguirá inverter esta queda a que a nossa selecção está condenada.

Em Setembro inicia-se nova campanha. Desta vez é o apuramento para o Europeu de 2016 em França. O grupo de Portugal até nem é muito mau, todavia tendo em consideração o que se passou recentemente no apuramento para o Mundial, tudo pode acontecer.

Por isso, e à distância de alguns meses, urge redefinir vontades, desejos e apostas. Há essencialmente que renovar. Não só os jogadores obviamente mas prioritariamente as mentalidades de todos quantos trabalham no mundo do futebol. A começar pelo dirigismo desportivo que como é notório raia a mediocridade.

Sem esta profunda alteração de visão estratégica e não só, as futuras selecções portuguesas arriscam-se a uma longuíssima travessia do deserto. Gostaria que não!

 

Também aqui


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22 Jun 14

Este foi o melhor resultado para a selecção nacional.
A Alemanha jogará pressionada contra os EUA, sentindo-se obrigada a ganhar. Quanto ao Gana, será connosco.
Agora sim, apenas dependemos de nós. A palavra derrotar é politicamente incorrecta, mas não há outra: temos de derrotar os EUA e o Gana. Já sabemos quais são as debilidades de uns e de outros. E não adianta queixarmo-nos do clima e dos árbitros.

Uma coisa é certa: com blablablá não se ganham jogos.
Se vencermos será por mérito próprio. Se perdermos será por demérito próprio.


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20 Jun 14

 

Do jornal britânico The Guardian


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19 Jun 14

«Se o penalty do João Pereira condicionou? Claro que sim, mas a culpa não foi do árbitro, foi do jogador. Ninguém fala do fora-de-jogo que poderia ter dado o 1-1 a Portugal e que foi falhado. Se tivesse sido golo, a Alemanha tinha sido prejudicada e sabe-se lá se o rumo da partida não teria sido diferente. O penalty sobre o Éder teria mudado alguma coisa?
Depois, o seleccionador passa para o relvado muita dessa agressividade para com a arbitragem, quando o que deveria dizer era para todos os jogadores se afastarem do homem assim que fizessem falta em vez de reclamar. Da mesma forma que os protestos veementes do CR7 até lhe poderiam ter valido um cartão amarelo na segunda parte e nada lhe foi mostrado...»

Pedro Miguel, neste meu texto


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17 Jun 14
Constatação
Alexandre Poço

Nunca o discurso "nós não somos favoritos nem candidatos a nada" deu tanto jeito.


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The bright side
Alexandre Poço

Se formos corridos já no próximo Domingo, ao menos algumas bandeiras tiveram tempo para se desempoeirar e livrar-se de teias. 


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Dúvidas de ocasião
Duarte Fonseca

Será que termos sido a última selecção a chegar a solo brasileiro teve alguma influência no estado físico dos jogadores?

 

Qual terá sido o custo de oportunidade de jogar com a Irlanda nos EUA?


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Resposta ao 11
Duarte Fonseca

Perguntam-me a que alterações ao 11 é que eu me refiro neste texto.

Pois bem, aqui segue o 11 com que jogaria no próximo jogo:

 

Patrício

Amorim, Neto, Costa, Almeida

Nani, Moutinho, Carvalho, Vieirinha

Éder, Ronaldo

 

Em 4x4x2 evidentemente, até porque só foram convocados 3 médios que têm condições para jogar e tendo em conta que um deles é muito superior ao rapaz que joga a lateral direito, é preciso adaptá-lo. Logo, só restam 2, por isso faz algum sentido jogar só com 2 médios.

 

Referi 6 alterações no texto anterior, mas afinal até são 7. E podiam ser 8, porque Patrício pouco fez para merecer jogar novamente neste mundial.

Se Postiga estivesse bem fisicamente, teria que ser ele a jogar, simplesmente porque é de longe o melhor dos 3 avançados convocados e o único com inteligência suficiente para jogar perto de Ronaldo (que é quem mais sofre quando se lembram de lhe colocar ao lado um tal de Hugo Almeida).

 

Nem Varelas, nem Velosos, nem Alves, a ideia é pensar quais são, de entre os disponíveis, os melhores? E pronto, a partir daí tudo se torna mais fácil. Não sei que resultado daria este esclonamento, até porque o treinador continuaria a ser o mesmo, mas decerto não faríamos uma exibição tão medíocre como a de ontem.


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Um jogador deveras influente!

 

Um atleta que apresenta a tendência para bater todos os recordes possíveis!

 

Um ídolo para os jovens!

 

Uma marca que vende fabulosamente bem!

 

Alguém que ganhou por duas vezes o título de melhor do Mundo!

 

Um homem que é a imagem de um desporto!

 

Talvez o atleta mais bem pago do Universo!

 

O Cristiano Ronaldo!

 

Pois... a Alemanha não tem nada disto, mas tem uma equipa!


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Atenuante
Duarte Fonseca
A derrota de ontem foi-nos imposta pela selecção que melhor futebol apresentou, até ao momento, neste mundial.
Guardiola, perdão, Löw, construiu uma selecção com muita qualidade, e, imagine-se, colocou em campo os melhores. O que fez (e fará sempre) toda a diferença, convenhamos.
Do nosso lado foi o habitual, só quem vive na ilusão e com o raciocínio toldado (por patriotismo, talvez) poderia esperar outra coisa desta equipa, que de selecção tem muito pouco.
Teremos pelo menos 2 jogos para mudar a imagem, mas para isso Bento terá que ser suficientemente humilde e inteligente para perceber o que se passou ontem. Infelizmente essas não costumam ser as suas principais características. Veremos. Com 6 alterações ao 11 de ontem e reequacionando o sistema táctico talvez seja possível. A continuar assim será sofrível, mesmo que possamos ganhar alguns jogos...


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16 Jun 14
Cume da cabeça
Luciano Amaral

Camões, n'Os Lusíadas, descreve a Península Ibérica como "cabeça ali de Europa toda" e Portugal como "quase cume da cabeça de Europa toda". Foi isso mesmo que Pepe lembrou hoje a todos.


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#ForçaPortugal
Frederico Dias de Jesus

 

Quem se lembra das janelas enfeitadas com bandeiras? Quem se lembra da corrente humana no euro 2004? Quem se lembra de gritar Golo e abraçar quem está ao lado? Quem se lembra de cantar o hino com emoção? Quem se lembra dos pénaltis defendidos pelo Ricardo? Quem se lembra do embate contra a Suécia? Quem se lembra de sermos injustiçados? Quem se lembra de sermos a selecção do quase? Eu prefiro não me lembrar desta última!

O conceito é muito simples, vamos criar uma corrente com mensagens de apoio para a Selecção Portuguesa nas redes sociais.
Eu acredito em vocês!#ForçaPortugal (esta vai ser a minha{#emotions_dlg.santarem})

P.S: O futebol são 11 contra 11 e no fim ganha Portugal!


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10 Jun 14

«Olhai que ledos vão, por várias vias,

Quais rompentes LEÕES e bravos touros,

Dando os corpos a fomes e vigias,

A ferro, a fogo, a setas e pelouros.»

Os Lusíadas, canto X


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13 Mai 14
A lista do Jorge
João António

Já está definida a lista do grande empresário .

Saudações desportivas.


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07 Mai 14

Agora, com a época quase terminada e com os olhos já postos no Mundial do Brasil, aceito o desafio que o Pedro Correia me lançou num comentário  a este post e darei, quanto me for possível, informações sobre a seleção alemã, a primeira que Portugal terá de enfrentar.

 

Também aqui na Alemanha todos se perguntam quais serão os convocados de Joachim Löw, acima de tudo, que trunfo terá ele desta vez na manga. Löw é conhecido pelas suas convocações-surpresa, como no Mundial de 2006, jogado precisamente neste país. Nessa altura, era apenas assistente de Jürgen Klinsmann, mas foi ele que insistiu no estreante David Odonkor do Borussia de Dortmund. Odonkor, filho de um ganês e de uma alemã, revelou-se uma verdadeira arma secreta, dando velocidade ao jogo de toda a equipa. E surpreendeu logo na primeira partida contra a Polónia, quando, já em fase de descontos, através de um centro, ofereceu o golo a Oliver Neuville, ditando a vitória por 1:0.

 

Está previsto para amanhã o anúncio da constituição da equipa germânica. Esperemos que, a haver uma arma secreta, ela esteja entupida no primeiro jogo, ou, ainda melhor, que os nossos rapazes a tornem obsoleta.


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04 Mai 14
Mais vale tarde...
Pedro Correia

No empate que cedeu hoje em casa perante o V. Setúbal, o Benfica marcou o seu primeiro golo português na Liga 2013/14. Autor da proeza: André Gomes.

Podia ter sido mais tarde: ainda falta uma jornada para o campeonato chegar ao fim.


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