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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Dia de São Patricio empata a imaculada táctica de Conceição

Ontem em Alvalade, o Porto começou por vencer por falta de comparência o duelo dos africanos. Assim, enquanto os dragões apresentaram um tridente no ataque, formado por internacionais da Argélia, do Mali e dos Camarões, os leões preferiram manter no exílio, em Alcochete, um titular da selecção de Angola - acabadinho de realizar um hat-trick contra o líder do campeonato da 2ª Liga - , ao mesmo tempo que Doumbia, costa-marfinense, também esteve ausente dado ter-se lesionado numa actividade extracurricular relacionada com mergulhos.

Assim, consumou-se a segunda derrota do emblema do leão rampante em apenas dois dias, porque já na véspera Sérgio Conceição tinha batido Jorge Jesus nos "mind games", vulgo bate-boca, quando, usando de ironia fina, afirmou que tinha informado os seus jogadores que talvez fosse melhor poupar algum dinheiro ao clube, não fazendo a viagem para Lisboa, dado o treinador leonino ter dito que estava certo de que iria ganhar o jogo.

Neste transe, tenho de admitir que o empate verificado no campo foi lisonjeiro e soube a vitória, até porque entrámos em campo com apenas 10 jogadores e sem alternativa para Bas Dost, caso este se tivesse lesionado. Assim, o fantasma de Fábio Coentrão andou muito tempo a passear-se pelo relvado, apenas eclipsando-se por momentos quando acometido por umas súbitas mialgias. Já o espirito do "Bas Dost do ano passado" não parou um segundo de assombrar a mente dos nossos adeptos.

 

A equipa:

 

Rui Patrício - Oh Captain!, my captain!, em dia de visita de Adrien Silva, Rui foi simplesmente perfeito na passagem do testemunho. Na primeira parte, duas defesas no chão, perante tentativas de Brahimi e Aboubakar, e outra, no ar, por reflexo, a remate de Marega. De salientar, também, a atenção patenteada após uma "rosca" de Jonathan Silva, este já com a "cabeça feita num torno". Na segunda parte, ainda impediria Marega e Layún de marcarem, após mancha e estirada fotogénica, respectivamente. Uma das suas melhores exibições de sempre e garante do empate registado no final.

Nota: Dó Maior

 

Piccini - Se o jogo fosse um bolo-rei, Jonathan estaria cristalizado - como a fruta - e ao italiano calhar-lhe-ia a fava (Brahimi). No entanto, nunca virou a cara à luta até se impor definitivamente, com o apoio da ASAE, perdão, de Acuña, na segunda parte. Ajudou no ataque, ganhando alguns pontapés-de-canto e realizando diagonais interessantes já previamente testadas face ao Barcelona.

Nota: Sol

 

Coates - Não apontou nenhum golo na própria baliza e isso já lhe daria uma nota razoável, mas não se ficaria por aí realizando cortes providenciais que ajudaram a equipa a manter-se no jogo até ao fim. Voltou à sua condição de Ministro da Defesa, gerindo politicamente o cargo, delegando no seu Secretário de Estado, Jeremy Mathieu, o embate com as forças armadas inimigas.

Nota:

 

Mathieu - Insuperável por terra (recorrendo até ao carrinho) e, principalmente, pelo ar - em vários momentos pareceu ter asas - não tem nota máxima dado ter tido a maldade de expor de forma cruel as inúmeras insuficiências de Jonathan na saída de bola para o ataque. Razão: ter colocado a bola sempre um centímetro à frente daquilo que são as actuais (?) possibilidades do argentino.

Nota: Si

 

Jonathan - O argentino é esforçado - basta olhar para a sua cara, parecendo sempre um balão pronto a rebentar - mas manifestamente não tem vida para estas guerras. Com ele em campo, a lateral esquerda parece um produto da nossa imaginação, uma alucinação onde julgamos observar este jovem gaúcho que, não fora ser exasperantemente lento, não ter domínio e recepção de bola e falhar frequentemente no seu posicionamento, até poderia jogar no Sporting. Um bom centro à procura de Bas Dost evitou a nota mínima.

Nota:

 

Battaglia - A qualidade do seu passe neste jogo esteve ao nível das escolhas de Passos Coelho para as eleições autárquicas de ontem. Compensou com várias recuperações de bola, nomeadamente na segunda parte, quando o cansaço de companheiros e adversários fez emergir a sua imponente condição física.

Nota:

 

William - O Sir teve momentos arrepiantes, envolvendo escorregadelas comprometedoras em saídas para o ataque e na contenção defensiva, mas acabou como um dos mais influentes em campo, ajudando a equipa leonina a impor-se no meio campo e dominar a segunda parte do jogo. Aspecto a melhorar é o seu remate que continua ao nível do pontapé aos postes realizado pelos melhores médios de abertura do rugby mundial.

Nota: Sol

 

Bruno Fernandes - Muito marcado por Danilo e sempre com outro dos médios do Porto por perto, não teve grandes oportunidades para se mostrar. Denota cansaço, mais mental que físico, e isso ficou demonstrado quando, depois de ter roubado a bola a Danilo, entrou na área pela direita e podendo assistir Dost - isolado no centro - faltou-lhe discernimento e preferiu rematar de ângulo difícil por cima. 

Nota:

 

Gelson - Faz lembrar um disco de 33 r.p.m. tocado a 45 rotações por minuto. O seu jogo continua confuso, demasiado sôfrego, como se quisesse exprimir numa só jogada todo o leque de truques que aprendou na sua vida futebolística ou, voltando a recorrer ao cenário musical, como se - sendo já um artista consagrado - tentásse cantar todos os Greatest Hits de uma carreira em 15 segundos. O resultado é um amontoado de movimentos para a esquerda, para a direita, spins e o regresso, invariavelmente, à casa de partida, num "loop" de repetições que eterniza durante os 90 minutos. Precisa urgentemente de reencontrar a estabilidade psicológica que lhe permita voltar a mostrar o seu inegável talento.

Nota: Sol

 

Acuña - Estava o jogo no início, Jonathan e os outros voltaram as costas a uma bola que se perdia pela linha final no lado esquerdo da defesa leonina e eis que esta bate na bandeirola, suspense no estádio, mas Acuña foi o único que acreditou que tal pudesse acontecer e estava lá para evitar o pânico e aliviar a bola para o meio campo adversário. Esta jogada é paradigmática do que um jogo de futebol significa para este argentino: concentração máxima, espirito de missão, compromisso, atenção a todos os pormenores. A melhoria do Sporting na segunda parte muito se ficou a dever a ele, principalmente quando Jesus decidiu mudá-lo de flanco, opção que permitiu a Acuña constituir-se como precioso auxiliar de Piccini na missão de "secar" Brahimi. Grande raça, um dos melhores da equipa.

Nota:

 

Bas Dost - Lutou bravamente nos ares contra a aliança ibero-americana adversária, ganhando e perdendo bolas, mas nunca virando a cara à luta. Menos feliz nas combinações pelo chão com os colegas e ainda mais apagado nas antecipações aos defesas portistas nos cruzamentos. Neste último item perdeu três boas oportunidades, demorando a entender o que era requerido - surgir ao primeiro poste e desviar a bola para a baliza. Parece demorar a encontrar o seu alter-ego que aqui jogou na época transacta.

Nota:

 

Bruno César - Entrou a render o outro Bruno - Jesus, agora que o presidente está suspenso, continua a gostar de manter ao seu lado no banco um Bruno - e revelou-se uma agradável surpresa. Jogando muitas vezes de primeira, criou algumas auspiciosas oportunidades de exploração do flanco esquerdo do nosso ataque que não tiveram a continuidade devida (e fiquemos por aqui).

Nota: Sol

 

Podence - Jesus disse na conferência de imprensa que lhe deu 10 minutos, assim a modos como se pede a um patrocinador um relógio alegando que o nosso não está a funcionar bem. Oficialmente, entrou aos 89 minutos e esteve 2 minutos a assistir à preparação de um perigoso livre contra nós, pelo que ter-se-á mexido durante 2 minutos, suficiente para ter tocado uma vez na bola, insuficiente para tal poder ser considerado como uma oportunidade.

Nota: -

 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rui Patrício 

Entusiasmos

Acho que tenho de discordar do grande entusiasmo da nação sportinguista com a exibição frente ao Barcelona. Não que não tenha sido uma bela exibição, mas esse é o problema dos jogos contra o Barcelona ou o Real Madrid ou outra equipa do género: a exibição das nossas vidas quase nunca basta diante delas; elas têm recursos que nós não temos e, quase invariavelmente, conseguem arranjar maneira de ganhar (se não é pelos jogadores, que são melhores, é pelo complexo de inferioridade, que aparece sempre num ou noutro momento, ou então é pelos árbitros, que gostam de lhes estender o tapete). O jogo do Barcelona está dentro de um ciclo, que começou de maneira horrorosa contra o Moreirense e só termina no domingo, contra o Porto. Ora, por ter "batido o pé" ao Barcelona, por ter jogado "olhos nos olhos", a equipa vai chegar a domingo mais cansada (porque o jogo do Porto com o Mónaco não foi tão cansativo) e com menos um dia de descanso. Esse jogo é que era para tentar ganhar com todas as nossas forças, e não as vamos ter. Assim como era para ganhar mesmo contra o Moreirense. Até agora, isto está muito parecido com o ano passado, quando"batemos o pé" ao Real, jogámos "olhos nos olhos", e depois fomos perder escandalosamente com o Rio Ave por 3-1. A redenção deste ciclo está, portanto, no jogo com o Porto. Lembro-me bem quando, há três anos, "batemos o pé" ao Wolfsburgo (então uma das melhores equipas da Europa) e, no jogo imediatamente a seguir, fomos perder 3-0 às Antas, visivelmente por exaustão da equipa. Só espero que desta vez sobrem as forças. Felizmente para o meu coração, não vou poder ir ao estádio, por ter sido convocado para uma mesa de voto: durante o tempo em que decorre o jogo, devo estar a contar votos. Acho que vou ter uma boa surpresa no fim.

Três seguidas

Em oito dias os nossos rapazes (para quem ainda não se deu conta, os melhores jogadores de futebol do Mundo) vão ter três possibilidades de se realizarem em pleno. Que não lhes faltem as forças, que três seguidas, não sendo nada de extraordinário para rapazes de vintes com sangue na guelra, será mister de grande proeza, dada a valia das adversárias, ainda que uma delas seja uma velha senhora, de quem, pela experiência e ratice, não será de esperar facilidades no escancarar das partes baixas; Aliás é até bastante conhecida pelo seu desempenho na defesa das bolas adversárias, roubando-lhe até a iniciativa, fazendo demorar o acto até ficarem por cima e vencerem o adversário por exaustão.

Sendo necessário um desempenho perfeito nestas três sortidas, parece-me que a catalã, que agora está um pouco em convulsão e talvez até irritadiça, apesar de estar no melhor lugar em Espanha, quererá talvez alguém que lhe afague o colo e lhe faça um cafunézinho. É apanhá-la distraída e zás, toma lá disto! Uma ou duas lá dentro, que é para verem de que raça são feitos os lusitanos! Isto se a Pulga que usam atrás da orelha não lhe der para "parvar" e começar  a ir dentro-e-fora, dentro-e-fora e dê cabo do vigor dos nossos meninos e da sua retaguarda, levando Patrício a apanhar com elas a torto-e-a-direito.

A do Porto, que vai à frente, tem que ter cuidado porque a carruagem da frente nestes comboios costuma ser complicada e tem também uma jornada tripla (não confundir com tripa, p.f.), pelo que me parece que todos os esforços, não descurando o piscar de olho às estrangeiras, devem estar centrados nesta equipa, que neste momento me parece de fácil conquista. Esteja o desempenho dos rapazes ao seu melhor nível e parece-me um affair para facturar o pleno.

Temos portanto possibilidade, remota é certo, de fazer nove pontos, mas eu já me dava por satisfeito com cinco, ou mesmo quatro, desde que violasse a do norte no próximo Domingo, dia do Senhor e de eleições. Seria uma abençoada.

Vitória, claro está!

 

Nota: Qualquer possível associação a algo eventualmente sexual é da inteira responsabilidade dos leitores...

Os impunes

O blog “oficioso” do Benfica decretou ontem, depois de aturada “investigação” (hehehe, peço desculpa), que nada de nadinha vai acontecer ao Benfica, nem na justiça desportiva (hehehe, peço desculpa outra vez) nem na civil. O blog onde os adversários são insultados diariamente, com toda a espécie de adjectivos, onde todos os comentadores e autores são anónimos, é onde se pratica a forma mais ignóbil da cartilha: Lançam umas postas de pescada muito indignadas, para inglês ver, e com isso pretendem afirmar a sua independência em relação à actual direcção. Têm sempre muitos exclusivos, a piada que isto tem, usam e abusam de interjeições exclamativas, que de forma natural são muito bem aceites por quem os lê. A adoração de que são alvo nas imundas caixas de comentários, onde a boçalidade domina, revela a cepa da maioria dos adeptos daquele clube. Mas o mais curioso, ou não, ou não, é que um dos vários “anónimos” que escrevinha naquela imundice, que passa por ser um, senão o maior, analista técnico-desportivo, deste triste panorama em Portugal, escreve, orgulhoso, que nada vai acontecer ao Benfica porque… bem, porque a justiça desportiva acabou de decretar a absolvição do Porto e seus dirigentes, no famoso processo do Apito Dourado. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca, os que no passado tanto criticavam, e bem, a forma como o Porto conseguiu a maioria dos seus títulos, agora que pelos mesmos processos, senão piores, também ganham, servem-se de uma absolvição, um mero acto administrativo, depois da justiça civil já há muito ter decretado como ilegais as escutas onde se baseava toda a acusação, para justificar os seus próprios actos e poder afirmar que nada lhes acontecerá.

Dúvidas houvesse, que não há, este Benfica é de facto o herdeiro natural do Porto dos anos 90 e 00. Limpinho, limpinho.

Apito dourado, alguém se lembra?

Retomámos relações institucionais com os dirigentes do Porto que, convém lembrar, são os mesmos que aqui há uns anos, e não foram tantos assim, só não foram todos presos e irradiados porque houve um juiz que não considerou válidas as escutas que sustinham a acusação. Mas elas existem e provam a cepa de que são feitos os actuais dirigentes do Porto.

Assim mais vale baixar os braços.

O "fim" de Peter

Ontem à noite, ao assistir ao jogo FCPorto vs VFClube, dei por mim a lembrar-me de tantas noites em Alvalade.

Aquela possibilidade de passar para a frente e ver a impotência dos nossos a desperdiçar oportunidade atrás de oportunidade de ultrapassar os adversários.

E também o autocarro. O que levaram, mais um ou dois que pediram emprestados aos STCP, estacionados pachorrentamente em frente à baliza.

E a "ronha". O teatro.

O futebol é mesmo uma ciência do arco-da-velha. Quando já todos faziam o funeral ao moribundo, veio uma vaca e levou-o.

Diz-se que se encontra ainda nos cuidados intensivos, mas com duas semanas para recuperar... sei não!

Ó p'ra eles a encararem a realidade

"FC Porto SAD anuncia prejuízo de 58,4 milhões de euros

O FC Porto chamou esta quarta-feira os jornalistas ao Dragão Caixa para apresentar as contas anuais da SAD e anunciar um prejuízo de 58,4 milhões de euros.

Trata-se de um resultado negativo enorme, que ameaça bater recordes, mas que o administrador Fernando Gomes garante ser assumido. Ou seja, de acordo com o responsável das finanças portistas o clube preferiu assumir o prejuízo superior a 58 milhões de euros, de forma a não desinvestir e, com isso, enfraquecer o valor da equipa para esta época.

Fernando Gomes garantiu ainda que esta época é encarada no FC Porto como o ano zero: a partir da próxima época, a SAD portista vai reduzir progressivamente os salários, ajustando-se à realidade atual. Em dois anos, o FC Porto quer poupar vinte milhões de euros em ordenados."

in Maisfutebol

Portanto, aquilo que nós começámos a fazer há três anos e qualquer coisa e que tão bons resultados tem dado, cedo ou tarde todos terão que fazer. Estes já apresentaram o timming. Esperemos pelos relatórios dos restantes.

Rapidamente e em força

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.

E do Espírito Santo

O campeonato começa a definir-se: a contratação de Nuno Espírito Santo pelo velho Porto já lhes garantiu o terceiro lugar. Há que ter fé: Jorge Mendes há-de lá ter mais restos em carteira, talvez até alguns daqueles jogadores que fazem do Porto um longo estágio de pré-época antes de irem para as equipas onde realmente querem estar. Aí vão eles para o fundo do poço: abram alas.

Pé-frio maligno

Quando me sentei com os meus filhos a ver a final da Taça disse-lhes logo: isto é para o Braga, com o pé-frio do Peseiro do outro lado. E elaborei um pouco mais a teoria: eu sei do que falo, este já foi o nosso pé-frio e, com ele, acontece sempre merda (bem, não usei este termo em frente às crianças, mas foi o primeiro que me veio à cabeça). Estava a brincar, mas a verdade é que não foi preciso muito tempo para a teoria ficar empiricamente provada: dois momentos de aselhice, dois golos do Braga; o Porto consegue levar o jogo para penáltis, mas ingloriamente. Peseiro vintage.

 

Eu lembro-me bem do pé-frio do Peseiro porque foi com ele que começou o mais recente ciclo negativo do Sporting. Em 2005, o Sporting podia ter ganho o campeonato e a Taça UEFA (esta em Alvalade, meu Deus!) e perdeu os dois títulos em cima da recta da meta. Repare-se: uma vitória em 2005 dava, à época, metade dos campeonatos do século XXI ao Sporting e estabelecia uma linha de normalidade nas vitórias: 2000, 2002, 2005. Uma vitória europeia fazia do Sporting o outro clube português, para além do Porto, a ter uma vitória europeia recente. Não custa imaginar o afago psicológico que isto não teria sido, para um clube ainda há pouco saído dos 18 anos seguidos de seca. Em vez disso, instalou-se um fatalismo que ainda não abandonou Alvalade. O pé-frio do Peseiro pode ser maligno e nós sabemo-lo bem.

O nosso treinador

Habituei-me aos rumores sobre o nosso treinador Jorge Jesus ir embora no momento em que me deixei convencer de que o treinador Jorge Jesus era a fonte desses rumores. Não me importei com o nosso treinador. E por não me ter importado com os rumores sobre Jorge Jesus, acho que me habituei à gritaria dos cães da Luz e aos ganidos dos mitras do Porto sobre o nosso treinador. Sim, eu sei, habituo-me facilmente a tudo. Mas eu queria tanto que o treinador renovasse. Não por mais uma época, mas para sempre. Eu queria um contrato vitalício com o nosso treinador. Quero que este treinador acabe a carreira no Sporting. Eu já devia ter escrito isto lá em cima: posso não ter gostado de algumas coisas do Jorge Jesus, mas adorei o que fez e tudo que fará como treinador. Não se pode ter tudo: nós temos um grande treinador.

Cheguei, vi e vencemos

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Fui ao Porto e voltei. Saí de manhã, aproveitei o dia pela zona do Dragão (tempo esplêndido), voltei à noite com os três pontos, e a memória de um grande Sporting.

A entrada foi atribulada e parte dos adeptos do Sporting entraram com o jogo já a decorrer. Enfim, clássicos a rever. Fiquei na caixa, na jaula, no que lhe quiserem chamar. Cantou-se, incentivou-se, saltou-se e gritou-se bastante três vezes. 

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Do Dragão: gostei do estádio, dizem-me que com o frio não é agradável, mas ontem não esteve frio. Do lugar onde estava, vi relativamente bem o jogo e a saída foi bastante tranquila.

No campo, o grande Sporting, o príncipe João Mário e seus companheiros. Estava tudo bem. Quem me conhece sabe que não entro em conversas de arbitragens, para bem ou para mal. Eu quero é ver golos e o Sporting ganhar, de preferência. Eu quero é ver o João Mário passar três jogadores e oferecer o golo a Slimani, o Slimani saltar isolado e marcar de cabeça, ter a lei da vantagem, o Bruno César perceber João Mário e arriscar. Goloooooo!

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O terceiro golo. Depois de de se reclamar falta sobre Slimani, o jogo seguir e dar em golo, só podia acontecer histeria. Assumamo-lo: o terceiro golo foi a histeria nas bancadas. Por ser o terceiro, por poder significar um matar do jogo, por vermos a bola passar Casillas e a linha tão devagar que tudo podia acontecer, por nem acreditarmos num golo assim. Foi a loucura na arquibancada visitante.

Fui com amigas, encontrei amigos. Os nossos "vizinhos" dos blogs Bancada de Leão e A Norte de Alvalade são já dois amigos que gosto de rever em jogos do Sporting. Ficam as selfies da praxe.

Em suma, foi a minha estreia no Dragão, e não podia ter corrido melhor.

A reter, duas coisas: continuamos na luta, e sábado despedimo-nos dos jogos em Alvalade este campeonato. Enchemos o estádio para o aplauso que merece esta rapaziada? #euvoulaestar

No calor do colinho

Hoje vamos jogar a casa do clube que é o principal responsável, mas não único, pelo decrépito estado do futebol português. Mais do que a vontade de vencer, vamos demonstrar no seu estádio que uma competição ou um jogo podem sempre ser ganhos de forma limpa. Sem colinho nem calor da noite.

{ Blog fundado em 2012. }

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