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És a nossa Fé!

Os impunes

O blog “oficioso” do Benfica decretou ontem, depois de aturada “investigação” (hehehe, peço desculpa), que nada de nadinha vai acontecer ao Benfica, nem na justiça desportiva (hehehe, peço desculpa outra vez) nem na civil. O blog onde os adversários são insultados diariamente, com toda a espécie de adjectivos, onde todos os comentadores e autores são anónimos, é onde se pratica a forma mais ignóbil da cartilha: Lançam umas postas de pescada muito indignadas, para inglês ver, e com isso pretendem afirmar a sua independência em relação à actual direcção. Têm sempre muitos exclusivos, a piada que isto tem, usam e abusam de interjeições exclamativas, que de forma natural são muito bem aceites por quem os lê. A adoração de que são alvo nas imundas caixas de comentários, onde a boçalidade domina, revela a cepa da maioria dos adeptos daquele clube. Mas o mais curioso, ou não, ou não, é que um dos vários “anónimos” que escrevinha naquela imundice, que passa por ser um, senão o maior, analista técnico-desportivo, deste triste panorama em Portugal, escreve, orgulhoso, que nada vai acontecer ao Benfica porque… bem, porque a justiça desportiva acabou de decretar a absolvição do Porto e seus dirigentes, no famoso processo do Apito Dourado. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca, os que no passado tanto criticavam, e bem, a forma como o Porto conseguiu a maioria dos seus títulos, agora que pelos mesmos processos, senão piores, também ganham, servem-se de uma absolvição, um mero acto administrativo, depois da justiça civil já há muito ter decretado como ilegais as escutas onde se baseava toda a acusação, para justificar os seus próprios actos e poder afirmar que nada lhes acontecerá.

Dúvidas houvesse, que não há, este Benfica é de facto o herdeiro natural do Porto dos anos 90 e 00. Limpinho, limpinho.

Apito dourado, alguém se lembra?

Retomámos relações institucionais com os dirigentes do Porto que, convém lembrar, são os mesmos que aqui há uns anos, e não foram tantos assim, só não foram todos presos e irradiados porque houve um juiz que não considerou válidas as escutas que sustinham a acusação. Mas elas existem e provam a cepa de que são feitos os actuais dirigentes do Porto.

Assim mais vale baixar os braços.

O "fim" de Peter

Ontem à noite, ao assistir ao jogo FCPorto vs VFClube, dei por mim a lembrar-me de tantas noites em Alvalade.

Aquela possibilidade de passar para a frente e ver a impotência dos nossos a desperdiçar oportunidade atrás de oportunidade de ultrapassar os adversários.

E também o autocarro. O que levaram, mais um ou dois que pediram emprestados aos STCP, estacionados pachorrentamente em frente à baliza.

E a "ronha". O teatro.

O futebol é mesmo uma ciência do arco-da-velha. Quando já todos faziam o funeral ao moribundo, veio uma vaca e levou-o.

Diz-se que se encontra ainda nos cuidados intensivos, mas com duas semanas para recuperar... sei não!

Ó p'ra eles a encararem a realidade

"FC Porto SAD anuncia prejuízo de 58,4 milhões de euros

O FC Porto chamou esta quarta-feira os jornalistas ao Dragão Caixa para apresentar as contas anuais da SAD e anunciar um prejuízo de 58,4 milhões de euros.

Trata-se de um resultado negativo enorme, que ameaça bater recordes, mas que o administrador Fernando Gomes garante ser assumido. Ou seja, de acordo com o responsável das finanças portistas o clube preferiu assumir o prejuízo superior a 58 milhões de euros, de forma a não desinvestir e, com isso, enfraquecer o valor da equipa para esta época.

Fernando Gomes garantiu ainda que esta época é encarada no FC Porto como o ano zero: a partir da próxima época, a SAD portista vai reduzir progressivamente os salários, ajustando-se à realidade atual. Em dois anos, o FC Porto quer poupar vinte milhões de euros em ordenados."

in Maisfutebol

Portanto, aquilo que nós começámos a fazer há três anos e qualquer coisa e que tão bons resultados tem dado, cedo ou tarde todos terão que fazer. Estes já apresentaram o timming. Esperemos pelos relatórios dos restantes.

Rapidamente e em força

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.

E do Espírito Santo

O campeonato começa a definir-se: a contratação de Nuno Espírito Santo pelo velho Porto já lhes garantiu o terceiro lugar. Há que ter fé: Jorge Mendes há-de lá ter mais restos em carteira, talvez até alguns daqueles jogadores que fazem do Porto um longo estágio de pré-época antes de irem para as equipas onde realmente querem estar. Aí vão eles para o fundo do poço: abram alas.

Pé-frio maligno

Quando me sentei com os meus filhos a ver a final da Taça disse-lhes logo: isto é para o Braga, com o pé-frio do Peseiro do outro lado. E elaborei um pouco mais a teoria: eu sei do que falo, este já foi o nosso pé-frio e, com ele, acontece sempre merda (bem, não usei este termo em frente às crianças, mas foi o primeiro que me veio à cabeça). Estava a brincar, mas a verdade é que não foi preciso muito tempo para a teoria ficar empiricamente provada: dois momentos de aselhice, dois golos do Braga; o Porto consegue levar o jogo para penáltis, mas ingloriamente. Peseiro vintage.

 

Eu lembro-me bem do pé-frio do Peseiro porque foi com ele que começou o mais recente ciclo negativo do Sporting. Em 2005, o Sporting podia ter ganho o campeonato e a Taça UEFA (esta em Alvalade, meu Deus!) e perdeu os dois títulos em cima da recta da meta. Repare-se: uma vitória em 2005 dava, à época, metade dos campeonatos do século XXI ao Sporting e estabelecia uma linha de normalidade nas vitórias: 2000, 2002, 2005. Uma vitória europeia fazia do Sporting o outro clube português, para além do Porto, a ter uma vitória europeia recente. Não custa imaginar o afago psicológico que isto não teria sido, para um clube ainda há pouco saído dos 18 anos seguidos de seca. Em vez disso, instalou-se um fatalismo que ainda não abandonou Alvalade. O pé-frio do Peseiro pode ser maligno e nós sabemo-lo bem.

O nosso treinador

Habituei-me aos rumores sobre o nosso treinador Jorge Jesus ir embora no momento em que me deixei convencer de que o treinador Jorge Jesus era a fonte desses rumores. Não me importei com o nosso treinador. E por não me ter importado com os rumores sobre Jorge Jesus, acho que me habituei à gritaria dos cães da Luz e aos ganidos dos mitras do Porto sobre o nosso treinador. Sim, eu sei, habituo-me facilmente a tudo. Mas eu queria tanto que o treinador renovasse. Não por mais uma época, mas para sempre. Eu queria um contrato vitalício com o nosso treinador. Quero que este treinador acabe a carreira no Sporting. Eu já devia ter escrito isto lá em cima: posso não ter gostado de algumas coisas do Jorge Jesus, mas adorei o que fez e tudo que fará como treinador. Não se pode ter tudo: nós temos um grande treinador.

Cheguei, vi e vencemos

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Fui ao Porto e voltei. Saí de manhã, aproveitei o dia pela zona do Dragão (tempo esplêndido), voltei à noite com os três pontos, e a memória de um grande Sporting.

A entrada foi atribulada e parte dos adeptos do Sporting entraram com o jogo já a decorrer. Enfim, clássicos a rever. Fiquei na caixa, na jaula, no que lhe quiserem chamar. Cantou-se, incentivou-se, saltou-se e gritou-se bastante três vezes. 

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Do Dragão: gostei do estádio, dizem-me que com o frio não é agradável, mas ontem não esteve frio. Do lugar onde estava, vi relativamente bem o jogo e a saída foi bastante tranquila.

No campo, o grande Sporting, o príncipe João Mário e seus companheiros. Estava tudo bem. Quem me conhece sabe que não entro em conversas de arbitragens, para bem ou para mal. Eu quero é ver golos e o Sporting ganhar, de preferência. Eu quero é ver o João Mário passar três jogadores e oferecer o golo a Slimani, o Slimani saltar isolado e marcar de cabeça, ter a lei da vantagem, o Bruno César perceber João Mário e arriscar. Goloooooo!

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O terceiro golo. Depois de de se reclamar falta sobre Slimani, o jogo seguir e dar em golo, só podia acontecer histeria. Assumamo-lo: o terceiro golo foi a histeria nas bancadas. Por ser o terceiro, por poder significar um matar do jogo, por vermos a bola passar Casillas e a linha tão devagar que tudo podia acontecer, por nem acreditarmos num golo assim. Foi a loucura na arquibancada visitante.

Fui com amigas, encontrei amigos. Os nossos "vizinhos" dos blogs Bancada de Leão e A Norte de Alvalade são já dois amigos que gosto de rever em jogos do Sporting. Ficam as selfies da praxe.

Em suma, foi a minha estreia no Dragão, e não podia ter corrido melhor.

A reter, duas coisas: continuamos na luta, e sábado despedimo-nos dos jogos em Alvalade este campeonato. Enchemos o estádio para o aplauso que merece esta rapaziada? #euvoulaestar

No calor do colinho

Hoje vamos jogar a casa do clube que é o principal responsável, mas não único, pelo decrépito estado do futebol português. Mais do que a vontade de vencer, vamos demonstrar no seu estádio que uma competição ou um jogo podem sempre ser ganhos de forma limpa. Sem colinho nem calor da noite.

One down

Eu sei que há ciclos e que as coisas começam e acabam, mas cheguei a desesperar que aquela máquina de verdadeira javardice futebolística que Pinto da Costa criou lá pelos fins da década de 70 no Porto alguma vez chegasse ao fim. Finalmente, está com ar disso. Se os estudos me serviram para alguma coisa, dá-me a impressão de que o Porto se confronta com o clássico problema do ditador: não tem regra de sucessão clara. Nas democracias há eleições, nas monarquias segue-se o rei posto ao rei morto. Nas ditaduras (sobretudo as bem sucedidas), segue-se o caos.

 

Uma nádega parece estar a ir-se, portanto. Falta a outra.

À Atenção do Sindicato dos Jornalistas

Ontem pela noitinha houve uma assembleia geral do FC Porto. Correu tudo dentro da mais perfeita normalidade. Casa cheia de apoiantes do eterno presidente, justificações ocas, vazias para fazer passar o tempo, claques bem presentes não fosse dar-se o caso de algum alienado ousar contestar ao vivo o sempre eterno presidente. 

No fim o habitual aconchego a um jornalista, só para não se perder o jeito, que isto da chapada não é como andar de bicicleta, há que ir treinando.

Como habitualmente o tão solícito sindicato dos jornalistas, sempre pronto a demonstrar o seu apoio à classe, não se pronunciou. Está a averiguar se o jornalista que foi agredido era de facto um jornalista ou se, o mais certo, o aconchego afinal foi bem dado. 

A comédia continua.

 

O esperado fim deste porto

Pinto da Costa foi ontem "eleito" com 99,9995% dos votos Sim, leu bem, houve 0.0005% dos votos que não o escolheram para presidente da agremiação portista. Foi porventura um sócio que ao apor a cruzinha se excedeu no comprimento de um dos tracitos, na mesa de escrutínio apanhou um mais diligente membro que considerou aquela perninha da cruz, e só aquela, como voto parcialmente nulo. Sabemos que naquela casa tudo é possível, desde dirigentes que, num gesto típico de solidariedade familiar, permitem que os seus possam lucrar com negócios na venda e compra de activos tangíveis do clube ou da sad, a membros da claque a terem acesso ao campo de treinos para aconchegar jogadores e treinadores nas alturas de maior aperto meteorológico.

O porto é hoje uma casa esburacada, um navio à deriva e pasme-se os seus sócios, 99.9995% deles, acham que assim estão bem. O conformismo é a melhor resposta quando vemos a nossa casa a afundar, é este o lema dos actuais sócios do porto, aliás o sócio do tracito mal desenhado já foi identificado e, azar, é dono de um restaurante. 

A queda do porto já vem sendo anunciada há uns anos, não é apenas desta época ou da anterior. Ao contrário dos hipócritas que deixavam cair lágrimas de crocodilo a afirmar que o Sporting era preciso ao futebol português, quando depois por trás tudo faziam para que o nosso clube desaparecesse, sinceramente espero bem que a queda seja valente, tão valente que não seja possível reerguer-se. Estamos a falar do clube que é o maior responsável pelo estado do futebol português. Que caiam e que o façam com estrondo. Os adeptos deste clube que se deixem ficar assim, amorfos e conformados, fieis como caninos ao chefe da tribo que os conduz ao precipício. Depois podem sempre fundar um novo clube, com gente que queira mesmo ganhar dentro de campo e até podem, querendo, daqui a umas décadas alterar a data de fundação para 1893.

 

Alertado pelo Artista do dia, corrijo que estas eleições foram para a sad. Assim foram os accionistas da mesma e não os sócios que voltaram a eleger o actual presidente. Em tudo o resto não mudo uma vírgula.

{ Blog fundado em 2012. }

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