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És a nossa Fé!

Quem são os três melhores?

Decorridas oito jornadas do campeonato, e estando portanto já quase superado um quarto da prova, creio ter chegado a altura de questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os três melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiver cumprida metade da Liga 2017/2018. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Hoje giro eu - Jesus quer mais discípulos

A fazer FÉ no Jornal "O Jogo", Jorge Jesus entende que não tem segundas linhas à altura e quer ir ao mercado em Janeiro para reforçar 5 posições: defesa central, lateral esquerdo, médio ofensivo, extremo e ponta-de-lança.

Fazendo FÉ no Relatório e Contas da Sporting SAD, os proveitos ordinários (operacionais) originados pela sociedade não são suficientes para garantir a sua sustentabilidade (obrigando a vendas - proveitos extraordinários) atendendo ao necessário investimento na equipa de futebol, o qual tem crescido bastante nos últimos 2 anos.

Ora, uma coisa está intrínsecamente ligada a outra e é tempo de Bruno de Carvalho pôr termo a estas constantes exigências de Jorge Jesus, à sua impaciência, incapacidade de aproveitar o plantel ao seu dispor e melhorar os jogadores - que contrasta fortemente com o que Sérgio Conceição está a fazer no FC Porto - e permanente desculpabilização.

Em primeiro lugar, é necessário fazer o exercício de analisar se não temos em casa as soluções para as lacunas detectadas: começando pelo defesa central, JJ manifestou vontade em contar com André Pinto, tendo o Sporting contratado o atleta, o qual estava em final de contrato com o Braga. Inclusivé, após acordo com António Salvador, o atleta chegou a Alvalade ainda antes do final da época transacta o que lhe permitiu ambientar-se ao clube e aos métodos do treinador. A entrada deste atleta implicou a saída de Paulo Oliveira, um jogador que fez uma óptima dupla com Naldo em 15/16 antes de JJ ter mudado os centrais, colocando Coates e Semedo a titulares. O ex-vimaranense nunca comprometeu e constituiu-se sempre como uma confortável solução partindo do banco pelo que a sua venda só pode ter significado que Jesus apostava forte em André Pinto. Além disso, Tobias regressou e ainda temos o turco Demiral na equipa B. Assim sendo...

Na lateral esquerda, Jesus colocou de lado Jefferson e Marvin Zeegelaar (e até Esgaio que chegou a jogar no Dragão), apostando no empréstimo de Fábio Coentrão e no regresso de Jonathan Silva. Com o vilacondense a ser gerido com pinças, o argentino tem tido oportunidades, mas não se tem mostrado à altura do desafio, o que põe em causa as dispensas promovidas pelo treinador. Atendendo a que Coentrão terá de regressar ao Real Madrid, no final da época, aqui concordo que teremos de ir ao mercado.

A posição de médio ofensivo é actualmente preenchida por Bruno Fernandes e Alan Ruiz. A confirmar-se a saída do argentino - "cut your losses short" - o Sporting deveria promover o regresso de Francisco Geraldes. Num 4-3-3, volta a haver lugar para Xico, um médio com larga visão de jogo, a merecer uma oportunidade desde que o treinador não insista num ensaio sobre a cegueira.

Nas alas, JJ possui Iuri e Podence como alternativas. O açoriano precisa de algum acompanhamento psicológico que lhe reforce os índices de confiança, Daniel é um extremo de raíz que se perde como "mezzapunta".

Finalmente, à frente, Jorge Jesus tem actualmente um jovem internacional angolano de grande potencial. Gelson Dala é um jogador com finta, recepção orientada, rapidez e capacidade de concretização, qualidades que merecem a aposta do técnico.

Em resumo, as finanças do clube e o exemplo que vem do Norte - aproveitamento dos proscritos Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, Diego Reyes e Ricardo Pereira, além da reabilitação de Brahimi - atestam a necessidade de desenvolver as competências internas e de promover soluções dentro do plantel (a excepção deveria ser a lateral esquerda). O trabalho meritório desta direcção não pode ser comprometido pela falta de atenção que o treinador parece devotar a algumas putativas opções.

Esta época navegamos sobre gelo fino. Não vendendo mais jogadores não há espaço para mais aquisições, se quisermos ter as contas equilibradas. 

Tem a palavra Bruno de Carvalho...

 

P.S. Tantas vezes se tem criticado aqui (com alguma razão, diga-se) a política de comunicação do clube e do seu presidente que ficaria mal não elogiar as palavras de Bruno de Carvalho a propósito da visita a Oleiros, independentemente da contrariedade de ter de jogar num sintéctico, evidenciando uma sensibilidade fora do comum para com o sofrimento de uma população, mostrando aquilo que o futebol tem de melhor: paixão, festa e, já agora, solidariedade. Chapeau!!

 

 

Descubra as diferenças

Na época passada e à terceira jornada o Sporting era já líder da classificação. Mais ou menos um ano depois, estamos novamente na frente só que desta vez com a companhia do Porto. Todavia aquela liderança em 2016 de nada valeu…

O problema da nossa equipa não é normalmente o início, mas o fim. Porém desta vez e olhando com atenção para o nosso plantel, creio que estamos melhor apetrechados. Vejamos então:

Rui Patrício é sem dúvida insubstituível. Daí Beto ter saído, mas creio que Salin foi uma boa escolha para alguma eventualidade.

Na defesa ficou o defesa central Coates. O resto foi à sua vida e muito bem. Vieram Piccini, Mathieu (que grande e agradável surpresa) e o “coiso”.

Há ainda Tobias, André Pinto e Jonathan, além do recém chegado Ristovski. Tudo jogadores com créditos mais ou menos firmados.

A meio campo o Sporting acaba de perder Adrien, mas pelo que temos observado está a ser bem substituído por Battaglia. Entraram também Bruno Fernandes e Matheus Pereira. Deste modo a linha média está bem resolvida.

Para a frente, além dos já conhecidos Bas Dost, Gelson e Alan Ruiz, eis que chegaram Acuña e Doumbia, além do regresso de Podence e Iuri Medeiros.

Ora bem… do que já vi e de todos os jogadores que chegaram este ano há três que se destacam de todos os outros: falo de Mathieu, Acuña e, como não podia deixar de ser, Bruno Fernandes.

E é neste último atleta que reside muito da minha esperança para não voltarmos a ter uma época como a anterior. Este jogador é de uma qualidade muito acima da média. Tem bom toque de bola e inteligência no passe. Sabe o que faz e é muito rigoroso.

Depois… marca golos fantásticos. Um regalo para os verdadeiros amantes do futebol.

Finalmente assumo que entre perder Adrien e William preferi que fosse o primeiro, porque William é assim uma espécie de pêndulo. Viu-se esta semana na selecção.

Portanto, meus amigos… creio que temos equipa. Basta que o nosso treinador não invente e podemos ir (muito) longe. A ver vamos!

Reagrupar

Apesar de muitos milhões gastos, os problemas continuam: os laterais não são bons o suficiente e não há banco. A isso juntou-se uma saída que tem feito diferença: Téo. Pareceu boa ideia despachar um jogador que rendeu desportivamente mas que tinha a cabeça algures na lua. Não se encontrou uma solução alternativa de qualidade. Se Dost não está inspirado, não há golos. 

O Sporting tem que ir ao mercado. E tem que se livrar de uma série de pesos mortos. Há que admitir erros, fazer algum dinheiro e comprar. O problema é que sem Europa e com a decisão da Doyen, dinheiro é coisa que escasseia. Ainda assim, vejamos o plantel:

Guarda-redes: Patrício e Beto dão toda a tranquilidade. A Jug não fazia mal jogar e devia ser emprestado. Talvez até por ano e meio. 

Defesas-laterais: Esgaio não é aposta e começa a ser tarde para ele. Um empréstimo pode ser solução. Pereira é esforçado mas não é de topo. Schelotto parece o menos mau mas é inconstante. No sistema de Jesus, os laterais são essenciais. Se o Boca Juniors aceitasse Meli de volta, não me importava de trazer para Lisboa, Gino Peruzzi, já com experiência na Europa (Catania). Seria titular de caras. Na esquerda, o Jefferson deste ano, é um a menos. Marvin é limitado. É urgente trazer um titular. Apostava em Insúa mas sei que três milhões podem ser muito dinheiro. Más seria mais barato mas não conhece o futebol europeu e Vangioni, se nem neste Milan joga, pode não ser grande opção, apesar da fama que tem na Argentina. 

Defesas centrais: Coates, Semedo e Oliveira dão garantias. Acredito que são os laterais os maiores culpados pelos golos sofridos. Sem Europa, dava-me ao luxo de despachar Douglas, com nome, para China ou Rússia, à melhor oferta. Sempre que necessário, o quarto central seria Fidel Escober, interessante jogador da B. 

Médios centro: William e Adrien são o pulmão da equipa e devem ser rejeitadas propostas por eles. O problema é que é necessário quem faça os seus lugares em caso de lesão, castigo ou previsível cansaço. A seis, Petrovic e Paulista são falhanços. Devem ser emprestados e deve apostar-se no regresso de Palhinha. Aliás, creio que William será transferido no verão e vejo no jovem alentejano o seu perfeito substituto. Também Meli e Elias nada trouxeram e devem ser "despachados". Meli deve regressar ao seu país como moeda de troca num negócio e Elias, vendido à melhor oferta. Bruno César é o melhor oito suplente. Não desdenharia, no entanto, a contratação de um homem experiente. Uma vez mais, lembro-me do mercado argentino e de Tino Costa (San Lorenzo), com larga experiência no futebol europeu. 

Alas: Neste momento, Gelson e Campbell dão conta do recado. Bruno César, Bryan e Matheus podem ser opções na esquerda e Markovic, no máximo, pode aspirar a jogar uns minutos na direita. 

Avançados: Alan falhou redondamente como segunda opção e não podemos esperar muito mais por ele. Vejo duas opções. Empréstimo a um clube europeu para ganhar rotação ou regresso à Argentina, como moeda de troca. Alan é um dez e o Sporting joga com um oito e um "nove e meio" atrás do ponta de lança. Alan não faz sentido aqui. Venha um craque (sim, bem sei que isso custa). Aqui apostava em Bou, várias vezes apontado ao Sporting, apostando em enviar Alan, Téo e/ou Jonathan para Avellaneda. Bou pegaria de estaca e seria um Téo, com cabeça. Na frente, Dost, quando lhe chega a bola, faz o seu trabalho. André serve para suplente. Spalvis vem aí e ainda há Leonardo Ruiz. Castaignos é para emprestar. 

 

Nota: Os jogadores indicados são apenas da minha preferência e reflectem o perfil que considero interessante. O seu valor de mercado anda à volta dos três milhões de euros. 

Males que vêm por bem?

As derrotas têm sempre o seu lado positivo. Quando são a feijões e sem implicações nas classificações, tanto melhor. 

Com estes resultados bastante desnivelados neste estágio na Suiça (esqueçamos o clube da terceira divisão), deu para ver as lacunas do plantel.

Deu para ver quem está engajado e quem, por outro lado, desperdiçou esta ou uma nova oportunidade.

O treinador tem hoje, certamente, uma ideia mais clara sobre com quem conta e o que precisa para implementar o seu modelo de jogo.

Quem viu os jogos, sabe o que é preciso. Haja dinheiro e vontade de o usar com critério.

Estratégia intacta

Dilema desfeito, num jogo em que Jorge Jesus - como era fácil prever - apostou em vários elementos das chamadas "segundas linhas". Um jogo em que ficou evidente como o Sporting dispõe de um plantel curto para acorrer a várias frentes. Alguns dos supostos reforços desta época voltaram a arrastar-se em campo - refiro-me sobretudo a Aquilani e Teo Gutiérrez. Outros, mais compreensivelmente, acusaram quebra de condição física (por exemplo Jefferson, ainda assim autor de um belo remate que nos podia ter dado golo aos 18') ou falta de maturidade competitiva (Rúben Semedo).

Fomos derrotados em casa frente ao Bayer Leverkusen. Mas o nosso desígnio estratégico mantém-se intacto apesar desta derrota. E todos sabemos qual é.

Acho alguma piada a isto

Acho piada que alguma rapaziada que agora critica o presidente por querer meter o bedelho na constituição do plantel fosse em tempos tão admiradora de D. Bufas, o paradigma do dirigente "quero, posso e mando".

Também acho piada que apareçam de faca afiada, saídos do esconso onde se escondem quando a coisa parece correr bem (que para eles é correr mal, claro está), logo que as águas se agitem, haja ou não razão, tipo claque do Vitória: é verde, mexe, leva!

Ora se nem o Jesus ou o Mourinho escolhem jogadores (fundos, lembram-se?), por que carga de água deveria o treinador do Sporting, seja ele qual for, escolher quem deve ou não ser contratado? claro que deve ser consultado, mas a última palavra deve ser sempre de quem paga! ou não? É que, para os mais distraídos, estamos numa situação de resgate, sob a alçada da UEFA, e com contas a prestar a credores. Coisa pouca, herdada de direcções anteriores, precisamente compostas por gente muito amiga do senhor Pinto da Costa.

Claro está que para eles o treinador pouco conta, o alvo é outro, obviamente. Mas se o treinador, seja ele qual for, mesmo sem ter sido eleito, assumir o pagamento... que vá às compras!

Custo igual a mais qualidade?

 
É comum apresentar como argumento a falta de dinheiro, concretamente no SCP, como óbice à construção de uma equipa competitiva e de qualidade superior.

Esse é um argumento verdadeiro, se estivermos a pensar tão alto como um qualquer sócio do Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Bayern de Munique, etc., etc. dum campeonato de primeira linha do futebol europeu.

Já o mesmo não será tão líquido assim para a nossa realidade. É certo que há por aí valores de aquisição de jogadores que são tão proibitivos que estão a levar os clubes à falência (que foi o que esteve a um “niquinho” de acontecer com o Sporting), contudo todos sabemos porque são tão elevados: Interesses mais que conhecidos estão por detrás deste irracional inflacionamento de passes, onde todos ganham menos o clube que vende e o que compra. Os fundos, os empresários, alguns dirigentes e treinadores, agentes e representantes dos jogadores, que por vezes são uma única e a mesma entidade. Entretanto algures pelo meio, em banho-maria, vai ficando o jogador, que é quem dá o corpo ao manifesto e que é dos que também menos ganha com o negócio, até nova transacção do seu passe, para gerar mais uns milhões de lucro.


Passado o introito e esclarecidas as devidas diferenças, foquemo-nos no nosso campeonato, tentando demonstrar que não é por falta de dinheiro que não temos uma equipa competitiva (por acaso até acho que salvo algumas “paragens” a equipa pratica um excelente futebol). Como sabemos, temos comprado baratinho e vamos cumprindo o desígnio da campanha de Bruno de Carvalho, de utilizar a prata da casa. Ora assim sendo, convém comparar, sem equacionar custos, os jogadores que constituem a nossa equipa com os dos nossos rivais. Vamos lá, um por um:

GR - Rui Patrício: Não tenho dúvida que o GR mais valioso do campeonato português é o nosso.
DD’s - Cédric Soares: Sem invenções de Fernando Santos, é o titular da selecção nacional, nada inferior a Maxi e muito menos caceteiro, talvez um pouco inferior a Danilo, mas não perderá para o brasileiro a defender. Miguel Lopes: que belos jogos tem vindo a fazer.
DC’s - Ewerton/Paulo Oliveira/Tobias Figueiredo: sinceramente não vejo grande diferença em termos individuais entre estes três, agora temperados com a experiência de Ewerton e os dos nossos adversários. Com a vantagem de serem muito mais jovens e com uma enorme margem de progressão.
DE’s - Jefferson/Jonathan: bom, comparar estes com Eliseu...
Médios – Como um todo, sem posições definidas: algum dos nossos adversários tem melhor que William Carvalho? e ainda temos João Mário e Adrien que não me parecem muito inferiores aos seus homólogos.
Avançados – Extremos e pontas de lança: A nossa maior pecha é no campo da finalização, onde não temos ninguém ao nível de Jackson Martinez, ou de Jonas, mas em contrapartida ninguém tem Nani! Ou mesmo Carrillo.

 

O que atrás se defende, ficou demonstrado nos jogos entre os três; esta diferença que se diz haver, não existiu efectivamente (excepção feita para o jogo do dragão, jogado em condições...estranhas). Ou seja, o dobro ou triplo de dinheiro gasto pelos outros por época em relação ao SCP, não se traduz nos resultados entre os três. E se todos sabemos que até agora temos nove empates (deixemos os três contra os rivais), seis desses devem-se essencialmente a falta de eficácia contra clubes de menor dimensão, contra quem é proibido perder pontos. Aqui reside a diferença para os nossos rivais, o último terço da nossa equipa é mais fraco, ou pelo menos tem-se mostrado menos eficaz que o dos nossos rivais.


Não me parece ser necessário fazer qualquer licenciatura em rendimento desportivo, finanças ou economia, para concluir que para a próxima época é imperioso garantir a continuidade dos jogadores dos sectores onde temos tanta ou mais qualidade que os rivais e desinvestir/investir (quem é do meio dirá reinvestir, provavelmente) no último terço, tentando vender quem não demonstra qualidade e contratando um matador, mesmo dando de barato que temos Rúbio que pode e deve subir e que pode dar um excelente contributo ao ataque do Sporting.


Não perdendo nunca de vista a contenção financeira, é possível fazer tanto ou mais que os outros, com menos. Haja garra, orgulho e noção da exigência que é representar o Sporting Clube de Portugal!


E já agora, saber fazer passar "isto" para todos sem excepção, para dentro do balneário.

 

Adenda: uma falha enorme, os treinadores. Um aufere a módica quantia de 4 milhões de euros anuais, o outro não faço a mínima ideia e o nosso muito menos. O primeiro foi o único que ganhou títulos, o segundo corre o risco de ser o primeiro em trinta anos (ou quase) a não ganhar nada no FCPorto e o nosso está sujeito a ganhar, no primeiro ano, a Taça de Portugal. Não façamos futurologia, mas até aqui não estamos muito longe dos outros...

Agora já piam fininho

Como as coisas mudam em pouco tempo: ainda recentemente algumas sumidades da bola garantiam que o Sporting não tinha valor futebolístico suficiente para grandes proezas na temporada em curso e questionavam sem rodeios a qualidade dos nossos jogadores.

Agora, os mesmos jornais e as mesmas televisões onde tais sumidades costumam perorar surgem cheios de notícias referentes à cobiça de diversos clubes europeus e até dos Estados Unidos por vários elementos do plantel leonino.

Nos últimos dias contabilizei pelo menos estas:

- Capel é disputado por Fenerbahçe e Trabzonspor;

- Lazio quer contratar Maurício;

- Dínamo de Kiev está interessado em Jefferson;

- Heldon pode rumar ao New England Revolution;

- William Carvalho na mira de Manchester United e Arsenal;

- Carrillo pretendido em Inglaterra.

Não por acaso, as vozes que procuravam menorizar e até amesquinhar o nosso plantel andam por estes dias a piar cada vez mais fininho. É a vida, como dizia o outro.

Sporting: e agora?

A excelente campanha do Sporting na edição 2013/2014 da 1.ª Liga de futebol, culminada com o apuramento directo para a Champions, suscitou de imediato, entre muitos adeptos, o elevar da fasquia para a próxima temporada: «o 2.º lugar não chega, só nos bastamos com o 1.º!». 

Esse desejo foi, aliás, precedido pelo próprio Presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, que recentemente anunciou a candidatura do clube ao título da próxima época.

Comum a esse sentimento, está o facto de que, para o adepto leonino, o lugar natural do Sporting é o 1.º lugar, e qualquer outro sentimento de regozijo por um 2.º ou 3.º lugar, desde que dê acesso directo à Champions, significa falta de ambição, o que não se aceita nem se tolera.

Sentimentos à parte, regista a história que o Sporting não vence um campeonato desde 2002. Assinalam também os compêndios sobre futebol que o Sporting não se bate com os melhores clubes do mundo desde 2009. Quer num caso, quer noutro, são demasiados anos.

Os problemas comuns de sucessivas equipas do Sporting nos últimos anos foram, com destaque, a pressa e a impaciência. A pressa em querer fazer dos jovens da academia craques, queimando-se assim etapas do seu desenvolvimento; a pressa em querer dotar a equipa de jogadores estrangeiros com experiência, acabando por se contratar enormes flops (Angulo, Pongolle, Elias); e a impaciência com a falta de resultados imediatos, gerando despedidas de treinadores e muitas entradas e saídas de jogadores.

Finalmente temos um treinador e um conjunto de jogadores que levam muito a sério o símbolo que vestem no fato de treino e na camisola, e que colocam em campo o esforço, a dedicação e a devoção que fizeram do Sporting um clube com glória, à qual todos queremos voltar quanto antes. Mas permanece bem à vista de todos que ainda não temos a melhor equipa de Portugal.

Era bom, portanto, que aprendêssemos com a nossa história recente.

Realisticamente, não sei se 14 anos (campeonato) ou 5 anos (no caso, atingir novamente os oitavos-de-final da Champions) se conseguem recuperar com 2 épocas apenas. Acresce a isso que a concorrência directa não irá facilitar. E acresce também a isso que o paradigma mudou. Se em 2002 os ditos clubes menores ainda faziam frente aos Grandes, de há alguns anos para cá que o fosso entre pequenos e Grandes aumentou consideravelmente e essa tendência muito dificilmente será invertida na(s) próxima(s) temporada(s).

Se não se consegue passar, no espaço de um ano, da pior época de sempre para a melhor época de sempre, não é menos verdade que 2 anos raramente chegam para se passar de um plantel que fez a pior época de sempre para o melhor plantel de todo o campeonato. 

Como tal, parece-me importante que a abordagem à próxima temporada seja feita com realismo e humildade. Não podemos, nem devemos passar directamente de 2001/2002 para 2014/2015. Importa ter bem presente que a equipa de hoje é construída a partir dos destroços que resultaram desse longo intervalo de tempo, e não a partir do conjunto de enorme qualidade que venceu o último campeonato pelo Sporting.

Quase perfeito.

O Pedro Correia, no seu importante balanço feito aqui no blog, referiu que para a gestão em termos de plantel por parte da direcção neste primeiro ano tinha sido "muito positiva". E foi mais longe: "Para o cenário ser quase perfeito faltou-nos dispensar Elias - a aquisição mais cara de sempre na história do Sporting, por 8,8 milhões de euros, e talvez também o maior fiasco de que há memória em Alvalade."

 

Pois bem, Elias já foi. Recebemos 4M pela metade do passe que tínhamos, poupamos 8M entre salários e direitos de imagem e afins. A gestão do plantel roçou, enfim, a perfeição: quer na colocação de excedentes/redução de custos, quer no aproveitamento de jovens para o plantel. Todos nós faríamos algo de diferente, mas seria muito difícil fazer melhor. Por tudo isto, o meu obrigado ao Presidente e ao Treinador.

Bruno de Carvalho: tempo de balanço

  

4. PLANTEL

Fazer muito melhor com muito menos

 

O Sporting Clube de Portugal é um clube diferente, que não se confunde com nenhum outro. Por dois motivos fundamentais.

Em primeiro lugar, pelo seu enorme ecletismo, que o leva a ser o segundo clube do mundo com mais títulos no conjunto de todas as modalidades. Em segundo lugar, pela excelência da sua academia, que o leva a ser o terceiro clube do mundo a formar mais futebolistas galardoados com a Bola de Ouro.

Isto incomoda muito os nossos rivais, mas estamos perante factos indesmentíveis. Que, se o desportivismo entre nós não estivesse tão subjugado pela clubite aguda, todos deviam considerar património comum do desporto português. E, portanto, algo digno de aplauso por parte dos adeptos de todas as cores.

 

Bruno de Carvalho, neste primeiro ano do seu mandato, soube honrar as melhores tradições do Sporting. Atribuindo prioridade absoluta aos jogadores da formação. Que em todos os jogos do campeonato dominaram o onze-base. Uma aposta que valeu a pena: com custos em salários no futebol avaliados em cerca de 62% do que gasta o FC Porto, estamos oito pontos acima do clube ainda dirigido por Pinto da Costa. Apenas o Benfica segue à nossa frente, quando pagamos só cerca de 53% do que custa o plantel da Luz.

Houve, portanto, que trabalhar com a prata da casa. E ninguém nega que a aposta resultou. Rui Patrício, Cédric, André Martins, William Eduardo e Carlos Mané foram jogadores da nossa formação que deram nas vistas nesta Liga 2013/14. Dois outros evidenciaram-se ainda mais: William Carvalho e Adrien Silva, ambos elogiadíssimos neste campeonato.

 

Após uma época fracassada, com a auto-estima leonina no mais baixo ponto de sempre, o sucessor de Godinho Lopes soube estabelecer prioridades. Formação, sim - mas só lançando jogadores na equipa principal após clarificação do seu vínculo contratual ao clube. E renovando os contratos de 17 profissionais, fazendo subir as respectivas cláusulas de rescisão para um mínimo de 45 milhões de euros.

Tudo para não voltar a repetir-se o sucedido com Bruma, que de candidato a herói dos sócios na última época passou a vilão consumado. Primeiro com inaceitáveis manobras dilatórias, exercidas em articulação com o seu agente, para se considerar livre das obrigações assumidas com o clube que o formou. Depois em litígio aberto com o Sporting. Um litígio dirimido pela comissão arbitral paritária, que deu plena razão à liderança sportinguista.

Bruma acabou por ser transferido para o Galatasaray. Outro dos talentos da nossa academia que revelou desinteresse em permanecer no Sporting, Tiago Ilori, rumou à equipa B do Liverpool, que o cedeu depois ao Granada. O conjunto das transferências ocorridas esta temporada rendeu-nos cerca de 24 milhões de euros, quantia só ultrapassada por Filipe Soares Franco na época de 2007/08, com as vendas de Nani, Ricardo e Custódio.

Para o cenário ser quase perfeito faltou-nos dispensar Elias - a aquisição mais cara de sempre na história do Sporting, por 8,8 milhões de euros, e talvez também o maior fiasco de que há memória em Alvalade. Esteve quase, mas não aconteceu.

 

Reabilitação da academia e valorização segura do plantel - que vale hoje cinco vezes mais, segundo os cálculos feitos por Leonardo Jardim. Este é um dos maiores feitos que o presidente Bruno de Carvalho pode reclamar um ano após ter tomado posse. Motivo de orgulho? Justamente.

Balanço: muito positivo.

Desafio

Fico à espera de ler um dia destes, num órgão de informação especializado em futebol ou até num generalista, quanto é que os jogadores do nosso plantel já foram valorizados durante a gestão de Bruno de Carvalho.

Plantel de Futebol 2013/2014

Para mim, este seria o plantel na próxima temporada (juventude e qualidade):

 

Guarda-Redes:

 

Rui Patrício                                                                                                          

Marcelo Boeck                                                                                                    

Vítor Golas 

 

D. Esquerdo:            D. Direito:                 Centrais:                               

                                 

Jefferson                  Miguel Lopes            Maurício

Rojo                         Cédric                      Ilori

                                                                Nuno Reis

                                                                Dier   

 

Médio Centro:     

 

João Mário

Schaars

Rinaudo

                                                                        

 

Ala Esquerda:             Ala Direita:         Médio Ofensivo:

 

Diogo Salomão            Carrillo              André Martins 

Capel                          Bruma                Labyad

Wilson Eduardo           Viola                  André Santos   

 

 

Ponta de Lança:                                               

 

Cissé

Montero                                                                                             

 

 

Jogadores como Rojo, Dier, Wilson Eduardo, Carrillo e Viola são úteis devido à sua polivalência.   

 

Saudações Leoninas

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