10 Ago 17

Caréga Maria

 

«A 12 de Outubro de 1937, nas Salésias, a estreia oficial de Fernando Peyroteo. Contra o... Benfica. Nem chá de tília que tinha [sido] aconselhado lhe amansar os nervos. “Estava tão perturbado que foi necessário ‘mister’ Szabo ligar-me os pés - trabalho que eu fiz sempre antes dos treinos! Todos falavam, as piadas vinham de todos e só um homem se mantinha calado: o treinador. Quando faltavam apenas 10 minutos para entrarmos em campo, Szabo fez diversas recomendações sobre a táctica a empregar e disse:

"Muita atenção, sinhores. A avançado-centro jogar Férnando. Rapaz novo não ter experiência dê jogo. Sinhores mais velhos ajudar para ele, bem dê clube! Não fazerem malandragem! Não ter graça nenhum! Brincadeira custar 10 por cente para sinhores’. [sic]”.Depois chamou Peyroteo e, murmúrio aventou: “Sinhor Férnando não perturbar com jogo. Não ter importância nenhum jogar mal. Gajos ir dizer para si coisas feias. Não engolir a isca, Férnando. Fazer dê conta ter algodon nos ouvidos. Não esquecer principal papel dê avançado centro: caréga Maria!!! [sic]”

Caréga Maria” era, na gíria de Szabo, atirar ao golo. Sem complacência. Em instinto mortal. Que era coisa que Peyroteo tinha havia muito. E que se apercebeu logo contra o Benfica: marcou dois dos cinco golos com que o Sporting ganhou - 5-3. Estava lançado. Definitivamente.»

 

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 105

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07 Ago 17

Quem é Peyroteo, o avançado-centro que o Sporting estreou no domingo.

 

Esteve na nossa Redacção o Peyroteo... Mas quem é o Peyroteo, perguntará o leitor que não esteve no domingo nas Salésias?

É aquele jogador que alinhou no centro do quinteto avançado “leonino”... Um desconhecido? Sim, pelo menos para a ‘aficion’ lisboeta, mas já com uma certa bagagem de notoriedade em Luanda. Foi da capital de Angola que ele veio, chegou no dia 26 de Junho, último.

Ninguém soube - ninguém, não é bem assim, porque o Sporting sabia-o - da sua vinda para a Metrópole.

Afinal, o Fernando Peyroteo, vinha com ela fisgada - colocar-se em Lisboa e jogar no Sporting.

A sua figura impõe-se. Uma aparência de forte - que domingo provou ser realidade.

- Nasci em Humpata, na Província de Huíla - disse-nos ele. Tenho 19 anos. Vim acompanhado da minha mãe e irmã e resido em Sintra.

- Joga futebol há muito tempo?

- Desde 1932. Defendi as cores do Atlético de Moçâmedes primeiramente. Num curto período em que estive em Huíla, alinhei no Desportivo local. Voltei, porém, a Moçâmedess ao Altlético, mas tendo fixado residência em Huíla, escolhi então o Académico, tendo jogado a “final” de 1934-1935.

No último ano joguei em Luanda, no Sporting e agora... se puder e agradar, envergarei a camisola da Sede...

- Foi alguma vez seleccionado?

- Em 1933, com 15 anos portanto, pelo ‘onze’ de Moçâmedes que defrontou o Huíla.

- Prefere, unicamente, o lugar de avançado-centro?

- É o meu predilecto, muito embora tenha percorrido quase todos. Nos meus seleccionamentos [sic] ocupei o posto de interior direito.

- O seu apelido não é português...

Não senhor, é espanhol. Meu avô era natural de Madrid.

- Espera desbancar Soeiro?

- Soeiro é um grande jogador. Aprecio imenso as suas qualidades. Entretanto farei o possível para agradar aos sócios do Sporting e se amanhã vier a ocupar lugar no grupo de honra, de certo que será por determinação do treinador. Não quero desbancar ninguém. Gostava simplesmente de aprender - que tenho muito que aprender - e vir a ser im bom jogador.»

 

Transcrição da primeira entrevista de Peyroteo em Portugal à «Stadium»

In: Glória e vida de três grandes. A Bola, 1995, p. 105

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06 Ago 17

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No dia em que se inicia o campeonato nacional de futebol 2017/2018 aqui se presta uma singela mas mais que merecida homenagem ao maior goleador de sempre da modalidade em Portugal: o inigualável Fernando Baptista de Seixas de Vasconcelos Peyroteo, cinco vezes campeão leonino.

Era "uma máquina de fazer golos", como dele disse mestre Cândido de Oliveira, que o treinou no nosso clube e na selecção nacional. Em doze temporadas, sempre ao serviço do Sporting Clube de Portugal, o homem-golo dos Cinco Violinos disputou 334 jogos oficiais em que marcou 544 golos - marca que se mantém imbatível desde 1949, ano em que abandonou as competições. De então para cá ninguém andou sequer lá perto.

Faço votos para que este seja um campeonato que honre a memória e os pergaminhos desta inesquecível figura do desporto nacional.

Espero também que em 2018, ano do centenário do seu nascimento, os restos mortais de Peyroteo - que repousam no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa - possam enfim ser trasladados para o Panteão Nacional, local reservado aos portugueses de excepção. Como ele era sem a menor sombra de dúvida.

Aqui fica a sugestão aos responsáveis leoninos, caso entendam promover esta iniciativa junto da Assembleia da República. Lembrando que o centenário ocorre a 10 de Março.


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06 Jul 17

Em tempos, num outro espaço do Pedro, coloquei este delicioso texto do Fernando Assis Pacheco.

 

"De como no Loreto o Peyroteo fez trinta por uma linha e o jogo acabou (pasmai, ó miúdos de hoje!) empatado cinco a cinco

 

O Peyroteo (os outros que me desculpem) era aquela máquina nos tempos em que o craque passeava a sua também excelente maneira de bola jogar pelos quintais conimbricenses, não de todos, é claro mas ainda assim os bastantes para que a memória se não haja apagado por inteiro. Evidentemente que um Peyroteo deixa sempre mais memória, por ter sido do Sporting e da selecção, e o craque apenas de Os Melhores da Rua Guerra Junqueiro e Arredores F.C., agremiação que da modéstia administrativa não chegou a passar (e promocional também: nunca se nos ofereceu nenhum construtor civil para presidente). Ora bem, fala-se, pois, de dois craques: o já conhecido do leitor e o maior, maiorzíssimo que o Eusébio, este aparecido providencialmente na era do marketing. Eis a comparação segue história.

A minha dessa altura amada idolatrada salvé Académica andava salvé erro ou omissão paralela bastante enrascada por causa de uns pontos que não vinham em domingos certos. Pois quem havia de calhar entrementes no campo do Loreto, propriedade do falecido Lusitânia? O Peyroteo. Idolatrada ia jogar ao Loreto pela simples razão de que se haviam registado uns azares que nem o demo explica (cf. Jornais da época). E com isto o ansiado prélio (cf. cronistas de agora) realizava-se de manhã, e por sinal manhã de sol, com um ventinho leve a dar nas bandeirolas de canto. Apropinquei-me na bancada central, levado pelo já referido e infatigável e jamais igualado tio Artur: no bolso direito da camurcine um papo-seco barrado a gostosa manteiga.

«Ganhámos ó quê?», quis o craque saber.

«Ó quê», regougou Artur, o tio."

Pois toma, foi mesmo ó quê. A Académica a marcar golos, o Peyroteo a empatar de cada vez que o seu (de verde escuro) guarda-meta Azevedo chupava mais um. Assim: avança a Académica, enleia o adverso, troca a chincha de um para outro jogador, aproxima-se da baliza, pode marcar, pooode marcar maaarqué golo! E logo a seguir: avança o Peyroteo, faz uma finta, aplica uma gambeta, dribla um, dribla dois, volta atrás e dribla-os novamente, arranca, marca, não marca, ainda não marcou, agòraèqué ó minha mãe e bumba, foi. Ajudem-me quantos se lembram – FORAM CINCO A CINCO, NÃO FORAM? Pasmai, ó miúdos de hoje, e repasmai, e contrapasmai se quiserdes, que aquilo parecia um pasma de guarda a galinheiro. Do lado de cá onze em preto viúvo, do lado de lá o Peyroteo e, a ajudar o Peyroteo, dez manos jeitosos mas nem por isso (os manos que me desculpem – isto na memória embrulha-se a cada passo e acontece sermos menos verdadeiros).

O tio Artur estava passo. Olhava-me, eu olhava-o, e agora era ainda o intervalo, aí com alguns três a três.

«Deixam-no sozinho», fez o tio.

«A mim», admirei-me. «Atão o meu pai só me deixa sair consigo!»

«Gaita», fez o tio diferentemente. «Não és tu, é o Peyroteo.»

São vidas, pensei.

Vidas de craque. Pois na segunda parte a máquina carburou ainda melhor, aplicou desconhecidas novas gambetas na malta, fingiu que corria, driblava, não driblava, e sempre bumba, bumba, bumba prà baliza da Académica, cujo n.º 1 (neste século recuado não havia números) se punha a rezar a um deus desconhecido, como o protagonista do John Steinbeck. Cinco a cinco! Há lá resultados destes no futebolinha coisa pouca de 1972?

Voltei a para casa contente: contente por ter visto o Peyroteo, aquela super-máquina de jogar a bola. E triste: triste por chegar ao quintal do Luís Marques, agarrar na mini-borracha, ensaiar uma volta das dele (Peyroteo) e não ser capaz. Ombro aqui, joelho acolá. Sempre o mafadado muro a barrar-me o entreinamento…

Ó miúdos, era só um. Era só um e chamava-se Peyroteo. Fernando. Ao menos isso: Fernando como o craque.

De onde esta anotação no caderninho - «sensacionais, ele e eu». Já se mentia em 40 e tal.”

 

In: PACHECO, Fernando Assis, - Memórias de um craque. Lisboa : Assírio e Alvim, 2005. Págs. 30 a 32


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22 Fev 16

Golos de PEYROTEO

Sporting, 14 - Leça, 0

22 de Fevereiro de 1942

 

Esta série não podia ignorar o maior goleador português de todos os tempos.

Aproveitando a efeméride, fica aqui o registo do memorável Sporting-Leça de 22 de Fevereiro de 1942.

O Sporting venceu por um incrível 14-0, em que 9 desses golos são do nosso Stradivarius, quatro marcados na primeira parte, cinco na segunda.

Um festival de bola, a maior goleada de sempre no campeonato português, um feito único que nunca mais se repetiu em Portugal.

E tantas, tantas outras goleadas de Peyroteo se poderiam incluir nesta série. Por exemplo, o 4-1 do Sporting-Benfica de 25 de Abril de 1948, todos golos do nosso génio que nos deram, in extremis, o campeonato nesse ano.

 

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17 Nov 15

 

O Sporting vai aproveitar a eliminatória da Taça de Portugal com o Benfica, no próximo sábado, para homenagear o maior goleador de sempre do futebol português: Fernando Peyroteo.

Uma homenagem justíssima.


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26 Jun 15

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Chegou o momento de lançarmos um movimento destinado a trasladar para o Panteão Nacional os restos mortais de um futebolista português de eleição: Fernando Baptista de Seixas Peyroteo de Vasconcelos. O homem-golo dos "cinco violinos". O maior goleador de que há memória no futebol português.

Vencedor de cinco campeonatos nacionais, quatro Taças de Portugal e sete campeonatos de Lisboa para o Sporting. Disputou 393 jogos com a camisola leonina em 12 épocas (1937-49), tendo marcado 635 golos (média de 1,61 por jogo, imbatível até hoje). Ao longo da carreira disputou 432 jogos marcando 700 golos (1,62 por jogo). Só no campeonato nacional de 1947/48 marcou 43 - recorde que durou mais de um quarto de século, até aos 46 golos de outro sportinguista, Yazalde, no campeonato 1973/74.

 

Fernando Peyroteo jogou vinte vezes pela selecção nacional, marcando 14 golos. É, ainda hoje, o português com melhor média de golos na selecção: 0,7 por jogo.

Outros máximos:

- É o jogador português com mais golos registados na história do nosso campeonato: 331.

- Foi ele quem mais golos marcou desde sempre num só jogo do campeonato: nove contra o Leça, em Fevereiro de 1942.

- Autor de mais golos consecutivos numa só partida do campeonato: cinco ao Vitória de Guimarães, também em Fevereiro de 1942.

- Marcou quatro golos num só jogo 17 vezes.

- Marcou cinco golos num só jogo 12 vezes.

 

Foi um dos melhores do mundo da sua geração. E só não se distinguiu ainda mais no capítulo internacional devido à II Guerra Mundial (1939-45).

Merece o Panteão, ninguém duvida.


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16 Abr 15

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 "O verdadeiro desportista é correcto, leal e franco, embora por vezes, tenha de ser um tanto... duro - como é próprio do futebol"

Fernando Peyroteo, no livro Memórias de Peyroteo, escrito pelo próprio (sim, sabia escrever) e dado à estampa em 1957.

Não vou acrescentar muito ao que Pedro Correia escreveu e bem aqui.

Acrescentar, apenas, que se poderia aproveitar a data prevista - 3 de Julho - e colocar no lugar que merece, o décimo primeiro filho de José de Vasconcelos Peyroteo e de Maria da Conceição de Seixas Peyroteo.

O goleador com maior média de golos marcados de sempre, numas contas, relativamente, fáceis de fazer; número de jogos vs. números de golos.


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08 Mar 14

"Alguns usam a estatística como os bêbados usam postes: mais para apoio do que para iluminação". Esta frase, do escritor escocês Andrew Lang e escrita a mais de um século e meio de distância, aplica-se que nem uma luva aos revisionistas da história do futebol português que, com números a esmo para tentar demonstrar uma certa "verdade", querem fazer crer que para além de Eusébio não houve, não há, nem haverá vida. Esta teoria eucalipto usa os postes para apoio mas não ilumina. Tenta apagar da fotografia, apesar de se reclamar da luz, grandes nomes do futebol. Não vamos mais longe. Fernando Peyroteo, o maior marcador de sempre em Portugal. Pecado? Ter jogado sempre no Sporting e integrado os famosos cinco violinos. Tenho muita pena de não os ter visto tocar, mas sei que a música era de excelência. É nosso património que temos obrigação de defender e exaltar. Contra tudo e contra todos!

Estatística? Sim, mas que ilumine: http://pt.wikipedia.org/wiki/Peyroteo


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09 Jan 14

Confesso que era facto que desconhecia ainda que esteja escrito de forma clara na história do futebol português, mas como todos os dias nascem ignorantes nada se perde em repetir ou partilhar esta curiosidade.

 

Fernando Peyroteo, o melhor marcador da história dos campeonatos nacionais, recordista mundial (média de golos em jogos de campeonato 1,68 golos) e icone máximo da história do Sporting Clube de Portugal foi selecionador nacional durante dois jogos entre 1961/62. O facto mais notório da sua curta missão talvez tenha sido o de ter patrocinado a estreia de Eusébio na seleção nacional.

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28 Nov 13
A nossa memória
José da Xã

"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração."

William Shakespeare

 

 

A história do Sporting jamais seria a mesma sem ele. 

  

Fez parte dos celebérrimos Cinco Violinos com Travassos, Vasques, Albano e Jesus Correia. 

  

Ainda há pouco tempo foi muito referido por um dos candidatos derrotados à Direcção do Sporting ser seu parente. 

  

Foi, quiçá, o melhor avançado que vestiu a camisola do Sporting. Em 393 jogos marcou 635 golos.

  

Pela selecção nacional fez 20 partidas, onde marcou 14 golos.

 

Chamava-se Fernando Peyroteo e morreu faz hoje precisamente 35 anos.


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14 Set 13
CR7
Tiago Cabral

A dúvida sobre quem é o melhor jogador português de futebol de todos os tempos intensifica-se. Peyroteo "já percebeu" que CR7 atingiu um patamar onde ninguém alguma vez conseguiu chegar. Do outro lado o Jack Daniels arfa mas já ninguém lhe liga.


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01 Mar 13

 

José Peyroteo, sabem quem é?

Eu também não. Ou antes: não sabia até ao início desta campanha. Numa boa jogada de marketing eleitoral, José Couceiro decidiu agora incluir no seu nom de guerre o histórico apelido familiar que lhe confere pergaminhos especiais entre os sportinguistas: o seu tio-avô Fernando Peyroteo é uma das mais míticas figuras de sempre do clube (tão mítica que já restam poucos dos que ainda viram jogar o fantástico artilheiro dos Cinco Violinos, nosso principal goleador de todos os tempos).

Os seus rivais poderão acusá-lo de demagogia, mas qualquer deles faria o mesmo no lugar de José Peyroteo Couceiro. Porque haveria ele de desperdiçar tal trunfo?

Na vasta família leonina, onde todos nos proclamamos herdeiros espirituais de Peyroteo, em termos metafóricos também poderia haver um Carlos Peyroteo Severino e um Bruno Peyroteo de Carvalho. Mas não seria a mesma coisa. Porque a voz dos genes pode fazer a diferença e os laços de sangue ainda são o que são.

 

Foto: Correio da Manhã


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13 Dez 12
Anda por aí um ex-futebolista que nunca conseguiu ultrapassar o número de golos de Peyroteo ao longo da sua longa carreira e que, já depois da reforma, viu-se ultrapassado por Luís Figo e Cristiano Ronaldo enquanto melhor jogador português de todos os tempos.

Esse ex-futebolista, bem conhecido pelo seu rotineiro anti-sportinguismo, veio agora dizer que o Benfica só perderia o dérbi de segunda-feira se tivesse entrado em campo com os juniores.

É uma opinião desse ex-futebolista e as opiniões são livres, mas acontece que a realidade supera sempre a ficção: estas palavras foram proferidas num evento apropriadamente chamado... 'A Vida de um Vinho'.


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27 Fev 12
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