12 Ago 17

1

Todos os especialistas em arbitragem, sem excepção, sublinham hoje na imprensa desportiva que o árbitro Bruno Paixão deixou ontem por marcar um claríssimo penálti favorável ao Sporting por derrube de Coates dentro da área sadina quando iam decorridos 33 minutos.

À segunda jornada, foi o primeiro neste campeonato. Todos sabemos desde já que estará muito longe de ser o último.

Passo-lhes a palavra, com a devia vénia:

 

Duarte Gomes, A Bola: «Lance difícil na área sadina. Venâncio parece carregar Coates, primeiro com as duas mãos e depois com o braço, impedindo o central de jogar a bola. Lance para grande penalidade

Fortunato Azevedo, O Jogo: «Grande penalidade indiscutível. Coates é empurrado pelas costas e foi, por isso, impedido de jogar a bola. Erro do árbitro ao não assinalar penálti

Jorge Coroado, O Jogo: «Quando procurava jogar a bola, provinda da direita, Coates foi empurrado nas costas com as mãos por Frederico Venâncio. Penálti por assinalar

Jorge Faustino, Record: «Lançamento lateral para a área do Vitória, onde Venâncio empurra Coates pelas costas, derrubando-o. Ficou um penálti por assinalar. Aceita-se a não intervenção do VAR, por ser um lance de intensidade subjectiva.»

José Leirós, O Jogo: «Coates, entre dois adversários, no primeiro momento, encostou a mão no adversário sem infracção. A seguir, Frederico Venâncio, deliberadamente, empurrou e desequilibrou Coates para impedir que este saltasse e disputasse a bola. Penálti por assinalar

Marco Ferreira, Record: «Infracção por assinalar de Venâncio sobre Coates dentro da área. O jogador do V. Setúbal empurra com ambos os braços as costas de Coates, impedindo-o de disputar a bola. Penálti por assinalar, não havendo ajuda do vídeo-árbitro.»

 

2

Sobre o penálti aos 85' convertido em golo por Bas Dost no minuto seguinte, os mesmos especialistas em arbitragem são igualmente unânimes: houve falta indiscutível, justificando o castigo máximo convertido pelo avançado holandês.

De novo a palavra a quem sabe disto:

Duarte Gomes, A Bola: «Nuno Pinto usa o braço esquerdo para carregar Bas Dost pelas costas, impedindo o avançado do Sporting de jogar a bola. Falta na área, penálti bem assinalado

Fortunato Azevedo, O Jogo: «É um claro empurrão nas costas de Bas Dost que o impede de disputar a bola. Correcta a decisão de Bruno Paixão em assinalar grande penalidade

Jorge Coroado, O Jogo: «Acorrendo a cruzamento ao segundo poste, Bas Dost saltou, Nuno Pinto, nas suas costas, empurrou-o. Grande penalidade clara, devidamente assinalada

Jorge Faustino, Record: «No momento em que Bas Dost salta para tentar cabecear, Nuno Pinto empurra com a anca e braço esquerdo as costas do seu adversário, provocando o seu desequilíbrio. Penálti bem assinalado. Correcta a advertência.»

José Leirós, O Jogo: «Hesitou, olhou para o árbitro assistente e correctamente assinalou penálti. Nuno Pinto, deliberadamente, carregou e empurrou Bas Dost de forma ilegal.»

Marco Ferreira, Record: «Infracção de Nuno Pinto sobre Bas Dost. O jogador do V. Setúbal empurra o adversário pelas costas, impedindo-o de disputar a bola dentro da sua área. Penálti bem assinalado


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03 Abr 17

 

Como aqui assinalei ontem, logo após o jogo, Gelson Martins foi carregado em falta na grande área do Arouca. O árbitro Luís Godinho fez vista grossa à falta, mandando seguir.

A imprensa de hoje vem dar-me razão: houve mesmo penálti.

Fica o registo. Para mais tarde recordar.

 

Carlos Vara (A Bola): «Ainda antes do golo de Mateus, lance suspeito na área do Arouca entre Gelson e Jubal. Terá havido motivo para grande penalidade mas o lance não causou efeito perturbador para o árbitro.»

Jorge Coroado (O Jogo): «Jubal, sem condições para jogar a bola, estando Gelson na sua frente, com a anca carregou o sportinguista, derrubando-o. Penálti que ficou por assinalar.»

José Leirós (O Jogo): «Gelson isola-se, contola a bola e quando vai passar ao momento seguinte, o defesa desinteressa-se pela bola e, deliberamente com o braço direito, empurra, derrubando-o. Penálti por assinalar.»

Mário Figueiredo (Correio da Manhã): «Luís Godinho deixou passar em claro uma falta de Jubal sobre Gelson Martins (6') para grande penalidade.»

Rubrica "casos do jogo" (sem autor identificado, A Bola): «Gelson Martins lançado em profundidade, aos 6', entra na área e chega primeiro à bola que Jubal. O arouquense acaba por subtilmente carregar o leão, com a coxa e o braço, ficando por marcar penálti.»


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12 Dez 16

Assistimos ontem no pré fabricado à confirmação, se tal fosse necessário, do estado de podridão do futebol português. Hoje pela noite e durante o resto da semana, vamos assistir ao tradicional branqueamento de tudo o que se passou naquela hora e meia. Há em Portugal uma equipa que não necessita sequer de se preocupar com algum dia que não lhe corra bem. Temos uma equipa que, ao contrário das outras, apenas tem que colocar onze jogadores em campo e tranquilamente aguardar pela vitória. Não tem que se preocupar com tácticas, com treinos nem com o adversário. Há sempre uma mão que a embala e guia à vitória. A situação absurda já é tão aceite que já temos pseudo jornalistas que sem vergonha qualquer, questionam o nosso treinador se o mesmo acha que a não marcação de dois evidentes penaltis que ficaram por assinalar, tiveram influência no resultado. O controlo que existe por parte de um clube abrange todas as áreas que possam por em causa a sua supremacia sobre os demais. Depois da limpeza dentro das quatro linhas trata-se de arredar durante a semana seguinte qualquer hipótese de discussão séria sobre o assunto. Todos os comentadores afectos ao nosso rival utilizam a mesma táctica que tem resultado; usam a sua estupidez e falta de bom senso como argumento. Como afirmou ontem o seu treinador a única coisa que de ontem interessa reter é a vitória, tudo o resto para nada interessa. Está dito e será a cartilha seguida pelos nomeados para representar o clube nos intermináveis programas dedicados à bola. Virá mais tarde arrepender-se o árbitro dos erros casuais e não premeditados. A tradição manda aguardar uns tempos, o suficiente para que não seja necessário ter qualquer vergonha na cara. Nesta semana iremos ter editoriais dos pasquins habituais sobre o subaproveitamento do Sporting nas oportunidades criadas. Irão esquecer a maleita do anti-jogo que tanto os preocupou na semana passada. É passado e é assunto que agora não interessa abordar. O porto encontrou definitivamente um sucessor na forma de ganhar campeonatos. Aqueles que tanto se insurgiam do outro lado da 2ª circular irão desta vez calar-se. Ganhar por qualquer meio é agora o que defendem.


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11 Dez 16
Recado a Bruno de Carvalho
Edmundo Gonçalves

Presidente, no próximo jogo, é levar a equipa de andebol.


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06 Nov 16
Justiça divina
Edmundo Gonçalves

Deus, a existir, redimiu hoje William, urbi et orbi.

Diz-se que escreve direito por linhas tortas. O tal de Deus...

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03 Nov 16

De que vale andarmos a clamar por penáltis roubados quando falhamos os que nos são assinalados? Responda quem souber.

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08 Jul 16
os pipis das meias altas
José Navarro de Andrade

Deu para ver ontem e anteontem que há penalties e penalties. Aqueles emplastros de pernas abertas na linha de fundo, sem sequer um lencinho na mão, vêem exactamente o quê?


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27 Jun 16

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 Foto: David Fernández/EFE

 

Não sei se você viram. Eu dei-me ao incómodo de ficar acordado madrugada adiante para assistir à final da Copa América, disputada entre a Argentina e o Chile, apitada por um ridículo árbitro brasileiro que fez tudo para ser protagonista do encontro. Um jogo vibrante, de luta acesa, com as duas equipas a querer ganhá-lo - tanto que dois jogadores foram expulsos, um de cada lado (o argentino foi o nosso bem conhecido Rojo, galardoado com o cartão vermelho aos 41').

Apesar da intensidade e da velocidade, o nulo manteve-se no tempo regulamentar, forçando o prolongamento. Aqui uma defesa do outro mundo do guardião Claudio Bravo - uma das melhores que já vi até hoje em muitos anos como espectador de futebol - voando aos 99' para desviar um cabeceamento de Aguero manteve intactas as aspirações do Chile, com Arturo Vidal, Eduardo Vargas e Alexis Sánchez igualmente em grande nível.

 

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 Minuto 99: Bravo salva o Chile

 

Vieram então os penáltis. Vidal, primeiro chamado a converter, atira com insuficiente pontaria, permitindo a defesa de Romero. Segue-se Messi, com toda a Argentina suspensa do seu pé esquerdo. E o que sucedeu então? O astro do Barcelona dispara... por cima da baliza. Na hora da verdade, falhou.

O Chile conquistou assim com mérito o seu segundo troféu consecutivo. O mesmo troféu que escapa desde 1993 à selecção argentina, campeã desde então das finais perdidas. Já lá vão sete: quatro vezes na Copa América (2004, 2007, 2015, 2016), duas na Taça das Confederações (1995 e 2005) e uma no Campeonato do Mundo (2014).

Há quem lhe chame maldição. O facto é que Messi, o incomparável Messi, o "melhor do mundo" na opinião de muitos portugueses, falhou. E apressou-se a declarar que não voltará a vestir a camisola da equipa argentina: "A selecção acabou para mim."

Mero amuo momentâneo ou promessa para cumprir? O tempo dirá.

Enquanto a questão não se esclarece, aqui ficam os merecidos parabéns ao Chile. E fica também esta final como registo para todos os nossos compatriotas - e são demasiados, na minha perspectiva - que adoram menosprezar Cristiano Ronaldo, empolando cada pequeno falhanço do melhor jogador português de sempre enquanto se derramam em elogios a Messi, como se 'La Pulga' fosse infalível.

Mas não é.


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05 Abr 16

Vê-se claramente que o jogador do Belenenses toca nas bolas:

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22 Fev 16
Unânimes
Pedro Correia

O árbitro Luís Ferreira (da associação de futebol de Braga) mandou marcar um penálti que não existiu aos 40' do FCP-Moreirense quando os portistas perdiam 0-2.

Opinião unânime do Tribunal do diário O Jogo: esta grande penalidade nunca devia ter sido assinalada.

 

Jorge Coroado: «André Micael jogou a bola, endossando-a para canto. Maxi, com toda a sua experiência, enganou dois em um: árbitro e assistente. Não houve motivo para ser assinalada grande penalidade.»

Pedro Henriques: «Um lance difícil em movimento rápido. André Micael, com o pé direito, toca apenas na bola, sendo que Maxi Pereira se deixa cair antes de qualquer contacto. Não houve, portanto, motivo para assinalar grande penalidade.»

José Leirós: «André Micael esticou a perna deliberadamente para jogar a bola e foi o que fez: jogou-a com o pé direito. O contacto com Maxi é posterior e inevitável e já com o defesa portista em desequilíbrio. Errou o juiz ao assinalar grande penalidade.»

 

Acrescento a opinião do jornal Record, expressa pela pena do seu director, António Magalhães:

«André Micael vai ao duelo com Maxi, estica a perna direita e faz o corte sem falta, apesar do contacto posterior. O árbitro assinala (mal) penálti.»


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Trezentos e trinta e oito dias sem sofrerem um penálti.

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02 Fev 16
Glorioso SLC 2
Luciano Amaral

Quando é que marcam um penálti ao Sport Lisboa e Cortesias?

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20 Jan 16

Sabemos quem é o principal marcador de penáltis no Sporting: o nosso capitão, Adrien Silva. Mas com ele ausente, como ontem aconteceu, é para mim inexplicável que essa tarefa seja confiada a William Carvalho. Não só porque William está claramente em fase de quebra de confiança mas porque a marcação de grandes penalidades está longe de ser o forte dele, como nos lembramos da final do Campeonato da Europa sub-21, perdida nos penáltis frente à Suécia.

Intriga-me o facto de essa tarefa não ter sido ontem confiada a MonteroAquilani ou Teo Gutiérrez, por exemplo. Julgo que esta questão justifica debate.


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20160119_213834.jpgQuando publiquei este post (ontem, às 21h47) deixei-o, propositamente, sem texto.

Aquilo que constatamos é que o penalty de William foi defendido de forma ilegal, ponto.

Podemos discutir se com Aquilani em campo deveria ter sido o nosso capitão a tentar a conversão da penalidade, a última vez, no jogo com o Belenenses, correu bem. Recupero o que Pedro Correia escreveu: Recuperou bolas, abriu linhas de passe, empurrou a equipa para a frente. E protagonizou o momento do jogo ao marcar de forma exemplar, com nervos de aço, a decisiva grande penalidade que nos deu a vitória aos 93'. O melhor Leão em campo.

Se tivesse convertido a questão não se colocava, como falhou, devido à posição incorrecta do guarda-redes na baliza, deveria ter sido outro.

O primeiro comentário que recebi diz: é melhor não irmos por aí ou seja, como o jogo de ontem não foi dos mais conseguidos, basta vermos quem foram os jogadores escolhidos, a defesa nunca jogara junta, o meio campo, idem e o ataque - Montero, Teo e Mané - já tinham jogado juntos mas não, exactamente, nas posições que jogaram ontem; como o jogo não foi o mais conseguido, dizia, merecemos que se abatam sobre nós as dez pragas do Egipto.

Como o jogo não foi conseguido, o primeiro golo do Portimonense pode ser obtido em fora de jogo, os nossos ataques podem ser, sistematicamente, cortados por pretensos foras de jogo e o guarda-redes pode avançar ao encontro da bola aquando da marcação do penalty, porque como escreve o Carlos: Estava 10 cm à frente, como todos os GR estão em todos os penaltis marcados no mundo inteiro, então mude-se a lei o guarda-redes pode avançar 10 cm (seriam mesmo 10 cm?) e pronto.

Já em tempos escrevi aqui sobre o facto de pensar que apesar de jogarmos mal (e ontem jogámos mal) não temos de ser ou melhor não deveríamos ser, recorrentemente, prejudicados pelas arbitragens.


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19 Jan 16

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28 Dez 15

 

Amigos leitores, apreciem bem a enorme técnica do principal reforço do Benfica para esta temporada: o marroquino Taarabt, adquirido por três milhões. A contratação mais cara do futebol português... para a Liga B.

Foi precisamente ao serviço do Benfica B que o "pançudo" (como é conhecido nas imediações do coreto de Carnide) mostrou ao mundo uma nova técnica de marcar penáltis: toma-se muito balanço, aparenta-se convicção e serve-se como passe ao guarda-redes.

Já vi várias vezes e ainda não parei de rir.

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15 Dez 15

Quando é que marcam um penálti contra o Benfica?


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05 Dez 15
'Tou que nem posso
Edmundo Gonçalves

Já telefonei ao Tonel.

- Tonel, pá, qué isso de só fazer um penalti, pá??? olha para os teus colegas de Coimbra e vê como se faz, pá!

- Vai já pedir desculpas ao Rui Oiça da Silva!!!


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01 Nov 15
Contar o filme todo
Pedro Correia

Alguns sportinguistas, que gostam de ver os jogos sob o prisma dos nossos adversários, têm sublinhado que o lance aos 53', em que Teo Gutiérrez é carregado claramente à margem da lei na grande área do Estoril (e do qual resulta o nosso golo, de penálti), é precedido de fora de jogo.

Há, de facto, uma ligeira deslocação do nosso avançado. Mas gostava que tais adeptos leoninos contassem a história por inteiro: três minutos antes, aos 50', o árbitro perdoara uma evidente grande penalidade cometida pelo Estoril, quando Mano desvia a trajectória da bola com a mão. O protesto de Slimani, ali bem perto, de nada valeu para demover Jorge Ferreira.

Já antes, aos 42', o árbitro auxiliar levantara a bandeirola para apontar uma suposta deslocação de Teo que só ele viu. O colombiano estava em jogo, partindo de posição legal, e preparava-se para marcar, isolado perante o guarda-redes do Estoril.

Seria bom, portanto, que estes sportinguistas contassem o filme todo: na acção disciplinar, Jorge Ferreira beneficiou mais o Estoril. Só dos adeptos de outros clubes, como é evidente, não espero nada disso: como não conseguem vencer-nos em campo, tentam marcar mais golos no campeonato da fuga à verdade.


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22 Ago 15
O chamado habilidoso
Antonio Figueira

O penálti foi penálti - e o resto? O Slimani viu um amarelo ainda na primeira parte porque lhe terão dado um toque no salto e protestou; no princípio da segunda, puxam-lhe a camisola (não terão puxado, puxaram), mas aí não houve cartão. O primeiro caso é duvidoso, decidido para um lado; o segundo não é, decidido para o mesmo lado.O Paços acaba a 11, os amarelos só começam depois do penálti. São dois pontos, o filme é conhecido. Um jovem chamado Manuel de Oliveira, como se sabe, tem uma longa margem de progressão à sua frente.


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01 Jul 15
A final perdida
Pedro Correia

Assisti esta noite à final do Euro sub-21 entre Portugal e a Suécia com dois amigos num restaurante da Costa Nova. Dois sportinguistas e um benfiquista de olhos fixos no enorme ecrã da marisqueira.

Findo o prolongamento, com o resultado a manter-se teimosamente no empate nulo, questionámo-nos sobre quem seriam os nossos jogadores escalados para marcar as grandes penalidades.

Fixámo-nos em cinco nomes: Gonçalo Paciência, Tó Zé, João Mário, Bernardo Silva e em Raphael Guerreiro ou Iuri Medeiros.

Paciência e Tó Zé, de facto, marcaram com sucesso os dois primeiros penáltis. Mas entre nós registou-se surpresa total ao sabermos que Rui Jorge tinha encarregado Ricardo Esgaio de marcar o terceiro. Qual a justificação? Fosse qual fosse, nem houve tempo para discussões: o nosso lateral direito não tardou a falhar.

João Mário confirmou as expectativas, concretizando com êxito o seu penálti. Mas depois, quando esperávamos por Bernardo Silva ou Iuri Medeiros, avança William. Confesso não me recordar de uma só grande penalidade marcada por William no Sporting: nenhum jogador consegue ser bom a tudo, e esta não é - obviamente - a especialidade dele.

Mas Rui Jorge insistiu. E William falhou. Os suecos foram campeões graças a isso numa final em que quase nada fizeram para merecer e ficaram atrás de Portugal em quase todos os dados estatísticos. Durante grande parte do jogo, aliás, toda a selecção sueca jogou entrincheirada no seu meio-campo. E se o petardo que Sérgio Oliveira mandou ao poste aos 7' tem entrado, a história do jogo teria sido bem diferente.

Não adianta chorar sobre leite derramado. Mas fico a questionar-me sobre as opções de Rui Jorge no momento da verdade. Já passaram duas ou três horas e continuo sem entendê-las.


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23 Fev 15

I

Do Tribunal do diário O Jogo, de hoje

15 minutos: João Mário é carregado em zona perigosa. Penálti ficou por marcar, cartão ficou por mostrar.

Jorge Coroado - «Cadú agarrou João Mário, começando a infracção fora da área, mas terminando já sobre a linha limite da referida, o que originaria grande penalidade.»

Pedro Henriques - «Cadú agarra e carrega João Mário pelas costas numa infracção cometida no interior da área. Infracção passível de grande penalidade e de cartão amarelo.»

José Leirós - «Houve falta, pois Cadú agarra João Mário, desequilibra-o e impede-o de ficar com a bola. Devia ter sido assinalado livre directo fora da área.»

 

40 minutos: Paulo Oliveira sofre grande penalidade, que também ficou por assinalar.

Jorge Coroado - «Berger foi ostensivo no empurrão sobre Paulo Oliveira. Falta que deveria ter sido sancionada com pontapé na marca dos 11 metros.»

Pedro Henriques - «É uma grande penalidade de televisão, impossível de ser detectada em movimento rápido. Berger, com o braço esquerdo, empurra e desequilibra Paulo Oliveira quando este tenta cabecear a bola.»

José Leirós - «Berger, subtilmente e de forma deliberada, empurrou no ar o adversário com o braço esquerdo, impedindo que este cabeceasse a bola. Grande penalidade por assinalar.»

 

75 minutos: Capel é derrubado mas a falta ficou por assinalar, poupando-se o jogador de Barcelos à expulsão.

Jorge Coroado - «A falta, pela forma como foi praticada, justificava o amarelo. A persistência faltosa de Semedo ao longo do jogo impunha essa sanção.»

Pedro Henriques - «Pela entrada fora de tempo e imprudente e por infringir as leis de jogo com persistência, deveria ter sido advertido e consequentemente expulso por acumulação.»

José Leirós - «Semedo entra por trás de forma deliberada e intencional, a derrubar Capel. Devia ter sido punido com amarelo e consequente expulsão.»

 

II

Dos "casos do jogo" vistos por António Magalhães, hoje, no diário Record

15 minutos (falta sobre João Mário)

«Cadú trava com o braço a progressão de João Mário na área. Ficou penálti por marcar.»

33 minutos (William Carvalho travado ao marcar livre)

«Yazalde impediu William de bater livre (da infracção surgiu chance para o Gil Vicente). Deveria ser repetido.»

40 minutos (falta sobre Paulo Oliveira)

«Berger empurrou pelas costas Paulo Oliveira, desequilibrando-o no salto. Novo penálti [que ficou por marcar].»

67 minutos (Tanaka impedido de progredir por fora-de-jogo inexistente)

«Em jogo: Tanaka parte de posição regular no momento do passe de Carrillo. Fora-de-jogo mal tirado.»

 

III

Dos "casos do jogo" vistos por Hugo Forte, hoje, no diário A Bola

15 minutos (falta sobre João Mário)

«O lance é muito rápido mas há erro de Jorge Tavares, uma vez que Cadú faz falta sobre João Mário dentro da grande área e, por isso, há motivo para a marcação de grande penalidade. O árbitro deixou passar em claro.»

40 minutos (falta sobre Paulo Oliveira)

«O lance é de difícil análise, pois no canto estão muitos jogadores dentro da área. No entanto, Berger não joga a bola e empurra Paulo Oliveira, impedindo-o de se fazer ao lance. Grande penalidade não assinalada.»


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04 Fev 15

Aqui fica a transcrição da Lei XII do futebol. Que deveria ser lida com atenção por todos aqueles que se dedicam a palrar durante horas nas televisões sobre lances polémicos.

«Handling the ball

Handling the ball involves a deliberate act of a player making contact with
the ball with his hand or arm. The referee must take the following into
consideration:
the movement of the hand towards the ball (not the ball towards the hand)
the distance between the opponent and the ball (unexpected ball)
the position of the hand does not necessarily mean that there is an
infringement

• touching the ball with an object held in the hand (clothing, shinguard, etc.)
counts as an infringement
• hitting the ball with a thrown object (boot, shinguard, etc.) counts as an
infringement
»


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03 Fev 15
À atenção de Tobias
Edmundo Gonçalves

É assim que deve andar, não vá o superdragão inventar como o vermelho de Fafe.

17986634_CUeJt[1].jpg

( serviria também para o Jonathan, não fosse ter sofrido uma falta e ter sido expulso no último jogo).


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02 Fev 15

Dois dos três árbitros com lugar cativo no Tribunal d' O Jogo são categóricos: o penálti assinalado ontem contra o Sporting, por alegada mão na bola de Tobias Figueiredo, foi afinal bola na mão, como de resto aqui oportunamente assinalei. Nem poderia ser de outra forma, pois Pintassilgo quando rematou estava a menos de dois metros de Tobias e este não poderia, como é evidente, decepar as próprias mãos. Por uma vez dou razão a Jorge Jesus: se os árbitros continuarem a incentivar esta modalidade de tiro ao braço em busca de penáltis, qualquer dia «os treinadores têm de passar a contratar jogadores manetas».

 

Diz Jorge Coroado: «Tobias procurou tirar o braço esquerdo, não controlou nem ficou com a bola controlada. Foi uma situação de bola na mão e não o contrário, após remate de Pintassilgo.»

Diz José Leirós: «Tobias deveria proteger-se dos erros e colocar os braços atrás das costas, mas o certo é que não movimentou o braço esquerdo nem tentou jogar a bola deliberadamente, num remate feito muito em cima por Pintassilgo. Grande penalidade mal assinalada.»

 

Do trio habitual, só Pedro Henriques destoa. Vendo o que os restantes não viram: «Tobias tinha o braço esquerdo fora do plano do corpo, ganhando volumetria. Dessa forma, interceptou deliberadamente a trajectória da bola.»

Vou ali saber o que significa a frase «tinha o braço esquerdo fora do plano do corpo, ganhando volumetria» e volto já.


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19 Jan 15
Unânimes
Pedro Correia

A Bola:

«Minuto 27. Lance entre Prince e Montero na grande área do Rio Ave: o defesa puxa a camisola do avançado e o árbitro assinala grande penalidade. Aceita-se a decisão de Nuno Almeida, pois o puxão na camisola é claro

«Minuto 28. Na sequência da grande penalidade assinalada, Diego Lopes empurra o árbitro e este acaba por mostrar-lhe o cartão amarelo. Muita benevolência de Nuno Almeida, pois a mostragem do cartão vermelho era a punição correcta

 

Record:

«Penálti. Prince puxa a camisola de Montero na grande área do Rio Ave. Boa decisão de Nuno Almeida ao assinalar grande penalidade

«Grave. Vários jogadores do Rio Ave contestaram o penálti, mas alguns excederam-se. Diego Lopes deveria ter visto o cartão vermelho

 

O Jogo:

«Jorge Coroado. Prince foi imprudente, não teve os cuidados devidos, agarrou e travou Montero: falta típica para livre directo, no caso grande penalidade

«Pedro Henriques. Prince, com o braço esquerdo, agarrou e puxou a camisola de Montero, impedindo-o de continuar com a bola. Infracção passível de grande penalidade

«José Leirós. Decidido e corajoso na aplicação da lei. A camisola foi agarrada, Montero puxado, desequilibrado e impedido de prosseguir, não sendo necessário cair para haver falta.»

«Jorge Coroado. Houve pelo menos dois jogadores [do Rio Ave] que não tiveram a atitude mais cordata, inclusive empurraram o árbitro, em gesto expresso e manifesto. Pela lei, o cartão vermelho impunha-se

«Pedro Henriques. Não se trata de protestos, trata-se de jogadores que empurram e dão peitadas no árbitro. Para estas atitudes só há uma solução possível: cartão vermelho

«José Leirós. Houve alguns excessos de jogadores do Rio Ave. Devido a serem muitos, acabaram por confundir o árbitro, mas este devia ter exibido pelo menos um cartão vermelho

 

Conclusões unânimes: o penálti convertido por Nani foi correctamente assinalado e o Rio Ave devia ter jogado com dez a partir do minuto 28.


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15 Jan 15

Convém assinalar para memória futura: toda a crítica, sem excepção, deixa hoje bem claro que não houve nenhuma grande penalidade cometida por Miguel Lopes no jogo de ontem entre o Sporting e o Boavista.

Sobre este lance ocorrido aos 35' escreve Luís Milhano, no Record: «Limpo. Miguel Lopes e Montenegro lutam pela posse de bola na área leonina. O primeiro é mais forte na carga de ombro. Não há falta.»

A Bola limita-se a esta brevíssima referência: «Miguel Lopes carrega Julian com o ombro, na área, e desarma o defesa axadrezado, que reclama penálti.» Não merece mais.

O Jogo, com o seu "tribunal" composto por três juízes, desfaz também qualquer dúvida que pudesse existir.

Jorge Coroado: «Miguel Lopes carregou Julián Montenegro sem qualquer infracção. Ou porque o lateral foi mais forte ou porque o jogador do Boavista não estava devidamente sustentado no solo, a queda deu-se, mas, por si só, não justifica grande penalidade.»

Pedro Henriques: «Não houve motivo para grande penalidade, pois Miguel Lopes usou o corpo e, sobretudo, o ombro para carregar de forma correcta o seu adversário, não cometendo nenhuma infracção.»

José Leirós: «Não houve qualquer falta de Miguel Lopes, que protegeu a bola com o corpo e foi mais forte, não cometendo carga ilegal. Decidiu bem o juiz da partida ao assinalar pontapé de baliza.»

 

Ficou portanto um responsável técnico do Boavista a falar sozinho no fim do encontro, na zona de entrevistas rápidas, a reclamar um penálti que só ele viu. Talvez quisesse que o futebol passasse a ser um jogo para meninas, sem contacto físico nem cargas de ombro.

Deve portanto o Filipe - adepto de um clube que se arrisca a figurar no Guinness por terminar mais partidas a jogar contra dez numa só temporada - sentir-se mais aliviado: não pode ter sido «perdoado» um penálti que nunca existiu.


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01 Dez 14

Aos 51' do FC Porto-Rio Ave (5-0) ficou por marcar uma grande penalidade por mão de Herrera?

 

Jorge Coroado - «O modo algo acrobático como Herrera abordou a bola terá induzido a equipa de arbitragem em erro. Jogou a bola com as mãos, era grande penalidade!»

Pedro Henriques - «Herrera leva o braço levantado acima da cabeça, numa posição não natural em relação ao salto que efectuou, e, de forma deliberada, toca a bola com a mão, uma infracção passível de grande penalidade.»

José Leirós - «Ficou por assinalar uma grande penalidade, já que Herrera não consegue chegar com a perna nem com a cabeça e joga e bola com a mão. Erradamente, [Olegário] Benquerença assinalou pontapé de canto, quando devia ter sido penálti.»

 

In Tribunal d' O Jogo


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26 Set 14
Acontece aos melhores...
Edmundo Gonçalves

Convém não esquecer que Ivkovic defendeu um penalti, marcado pelo talvez maior génio de futebol de todos os tempos, Diego Maradona.

 

E todos sabemos do que é que estou a falar!


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