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És a nossa Fé!

O céu é longe. Ou já ali, quem sabe?

A um Sporting adulto, foi ao que assistimos hoje em Alvalade. Jesus entendeu, e bem, que um pássaro na mão é muito mais importante que dois a voar, vai daí armou uma equipa consistente, que nunca colocou em causa o apuramento para a Liga Europa, o primeiro objectivo da noite. Cedo poderia ter-se adiantado no marcador, teve duas ou três oportunidades flagrantes para o fazer, mas o guarda-redes adversário e a má pontaria evitaram a inauguração do marcador mais cedo. Perto do final da primeira metade chegou o primeiro golo, numa jogada tão simples, quanto genial: Piccini, bola em arco para Gelson, que à entrada da área cruza perfeito para Bas Dost enviar a redondinha beijar o véu da noiva. Se é certo que a equipa controlou na perfeição o jogo do adversário, o segundo golo, numa insistência de Bruno César, de bico, à antiga portuguesa, veio acrescentar à calma que a equipa demonstrava o soltar das amarras tácticas e assistimos a uma segunda parte de luxo, onde os rapazes marcaram mais um, mas poderiam ter-se alambazado, tal foi o número de golos desperdiçados.

O golo do adversário, dizem na rádio que vim a ouvir no carro, foi irregular. Eu confesso que à distância a que estou, não me apercebi de qualquer falta.

O senhor do apito teve alguns lapsos no campo disciplinar, prejudicando os nossos.

Hoje, apesar de não ter sido o nosso melhor jogador (só porque não marcou, mas não fora uma enorme estirada do GR "grego" e tinha feito o gosto ao pé), quero destacar Fábio Coentrão. Esteve enorme!

A exibição menos conseguida, parece-me ter sido de William, pareceu-me intranquilo, mas percebe-se. Vindo de uma lesão e ocupando um lugar vital no xadrez, é normal, no entanto esteve irrepreensível no aspecto defensivo, que afinal era o mais importante.

 

Agora é ir ganhar ao Barcelona. Eu acardito!

 

Quente & frio

Gostei muito da vitória do Sporting hoje em Alvalade, por 3-1, contra o Olympiacos. Um triunfo que nos coloca desde já na Liga Europa, enquanto mantemos intacta a esperança de lutar pelo acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Também gostei muito da exibição leonina: tranquila, segura, personalizada, com a equipa muito bem organizada, impondo-se com naturalidade perante a inócua turma grega. Balanço até agora muito positivo da nossa prestação na Champions: sete pontos, duas vitórias, um empate e duas derrotas tangenciais (frente ao Barcelona e à Juventus, colossos do futebol mundial).

 

Gostei do regresso de três jogadores que estavam lesionados: Piccini, Matthieu e William Carvalho - todos com boas prestações nesta partida. Também gostei do resultado ao intervalo (2-0). E dos golos. O primeiro por Bas Dost, aos 40', após grande trabalho individual de Piccini na ala direita seguido de assistência de Gelson Martins. O segundo, aos 43', por Bruno César, numa jogada de insistência coroada de êxito. O terceiro, novamente por Bas Dost, cabeceando à matador para o fundo das redes após um canto marcado aos 66' por Bruno Fernandes.

 

Gostei pouco de ver alguma impaciência dos adeptos nas bancadas, evidenciando um nervosismo para mim incompreensível. Não havia a menor necessidade, como a nossa equipa bem demonstrou.

 

Não gostei da ausência de dois titulares habituais do Sporting: Acuña, por lesão, e Coates, castigado. Mas foram ambos bem substituídos: o internacional argentino por Bruno César, que deu boa conta do recado, destacando-se com a marcação de mais um golo (já tinha marcado à Juventus); o internacional uruguaio por André Pinto, um dos melhores em campo neste desafio, em que aliás foi protagonista do primeiro lance de perigo construído pelo Sporting, logo aos 2', levando a bola a embater no poste.

 

Não gostei nada de ouvir novo coro de assobios ao Hino da Champions. Uma atitude incompreensível. Será que estes adeptos preferiam ver o Sporting excluído da principal montra do futebol mundial a nível de clubes? Sentir-se-ão incomodados por Alvalade receber jogos desta magnitude?

Hoje é para ganhar!

Em conversa com alguns adeptos de outras agremiações desportivas percebi que a ideia deles é que o Sporting não tem capacidade de chegar à Liga Europa quanto mais aos oitavos da CL.

Obviamente que não dou crédito a quem tem pelo Sporting uma aversão idiota e bacoca. No entanto dava-me um gozo bestial ver o Sporting ir a Barcelona bater-se em Nou Camp com a equipa local, por um lugar nos oitavos de final.

Todavia, para que isto aconteça, Jorge Jesus terá de municiar a equipa leonina com altos níveis de confiança e de rigor táctico de forma a levar de vencida os gregos. O que não me parece tarefa fácil…

O regresso de Mathieu, William e Piccini é claramente uma boa notícia. Mas será no rectângulo de jogo que se percebrá quem quer vencer.

Posto isto… o jogo de hoje é para ganhar… custe o que custar e doa a quem doer.

A pele tem de ficar em campo. É o mínimo que se exige.

Porque hoje é quarta-feira (4)

1 - Quando aqui falei do grupo em que está o Sporting na Liga dos Campeões, disse que os jogadores teriam que ter uma de uma de duas atitudes:

"- Passarinhos - se assim for estamos... tramados;

- Passarões - respeitando o adversário mas com uma atitude positivamente arrogante, dominadora."

Pois ontem tiveram as duas.

Por afazeres profissionais não pude ver a primeira parte, aquela em que os jogadores foram «passarões», pelo que só vi a segunda, a dos «passarinhos».

Apeteceu dizer, desculpem o vernáculo: “Que m… é esta!?!?”

Felizmente estava 3 – 0 ao intervalo…

 

2 – Vi a segunda parte na «associação» da aldeia, a colectividade. Estava o Sporting a fazer o jogo mole que fez na segunda parte, sem, contudo, que do adversário viesse algum perigo. Até que entra um «pachuço» - uma ave de mau agoiro – e “rinhonhó-rinhonhó” bola na trave e… na jogada seguinte golo dos gregos.

Caraças, pá…

Pooossssa, "pachuço" d'um raio! - pensei eu.

E a ave de mau agoiro continua… “rinhonhó-rinhonhó” e… novo golo dos gregos. “E vão empatar” – continuava o “pachuço” - ave de mau agoiro que por certo teria saído do “Café” onde se assistia ao outro jogo.

Rai’s partam o homem...

Felizmente o árbitro terminou o jogo.

 

O Henrique, um amigo, que a meio da segunda parte, entusiasmado com o resultado, tinha ido a casa vestir a camisola do Sporting, ao assistir àquele final de jogo, “viu as coisas mal paradas” e ainda pensou que seria ela que estava a dar azar. Mas não, a camisola do Sporting nunca dá azar. Ganhámos!!!

 

P.S.: Doumbia é, indiscutivelmente, o avançado da Liga dos Campeões!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

 

Da nossa vitória em Atenas.  Derrotámos o Olympiacos, campeão grego, por 3-2. Desde 1973 que nenhuma equipa portuguesa triunfava fora de casa frente ao mais poderoso onze do futebol helénico.

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos 3-0, o que parecia abrir caminho para uma goleada. Hipótese gorada pela baixa de produção leonina no segundo tempo e pelos sucessivos falhanços de vários jogadores à boca da baliza.

 

Da entrada perfeita do Sporting neste jogo. Excedeu as nossas melhores expectativas: o primeiro golo foi marcado ao minuto 2 (por Doumbia), ampliámos a vantagem aos 13' (por Gelson Martins) e o terceiro surgiu aos 43' (por Bruno Fernandes). Prometia um resultado histórico, o que só não sucedeu devido às numerosas oportunidades perdidas.

 

Da aposta de Jorge Jesus em Doumbia. O treinador deixou Bas Dost no banco e fez entrar o marfinense como titular, tal como já sucedera em Bucareste, frente ao Steaua. Uma vez mais, provou estar certo. Doumbia marcou o primeiro, fez a assistência para o segundo, endossou uma bola em magníficas condições que Bruno Fernandes atirou ao poste e foi dele também o último passe para Gelson atirar à barra. Tudo no primeiro tempo. Saiu, quase esgotado, aos 63'. Com a satisfação de ter sido o melhor em campo.

 

Do nosso corredor central. Entendimento perfeito entre William Carvalho, Battaglia e Bruno Fernandes no controlo das operações: até parece que jogam juntos há muito tempo. Aqui esteve o segredo da nossa superioridade nesta partida.

 

De ver William com a braçadeira de capitão. Prova redobrada de confiança da equipa técnica no melhor médio defensivo português, felizmente ainda ao serviço do Sporting. Com a qualidade e a motivação de sempre, como hoje bem demonstrou.

 

De termos quebrado uma tradição recente. Desde Dezembro de 2008, quando derrotámos o Basileia na Suíça, não vencíamos um jogo fora de casa na fase de grupos da Champions.

 

Dos três pontos conquistados em Atenas. Tantos já obtidos como aqueles que totalizámos na época passada em toda a fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

 

 

Não gostei
 

 

De termos facilitado em excesso na segunda parte. Com uma vantagem folgada, os índices de concentração dos nossos jogadores baixaram muito. Foi um erro que se pagou caro, com golos sofridos aos 89' e no último minuto do tempo extra, já sem Doumbia, Gelson e Bruno Fernandes (o trio de marcadores esta noite), entretanto substituídos por Bas Dost, Bruno César e Ristovski.

 

Do festival de golos falhados. É incrível, mas aconteceu. Três bolas aos ferros da baliza grega - por Bruno Fernandes aos 18', Gelson aos 40' e Bas Dost aos 88'. E três golos quase feitos desperdiçados in extremis - por Doumbia (20'), Coates (22') e Bas Dost (88'). A goleada esteve quase a acontecer.

 

Dos cartões. Tivemos três jogadores amarelados: Battaglia, Bruno Fernandes e Bruno César. Os dois últimos devido a erros infantis - o primeiro por demorar a sair do campo, o segundo por protestos junto do árbitro. Comportamentos que se pagam caro na Champions.

 

De Rui Patrício. Estranhamente intranquilo durante quase toda a segunda parte, ofereceu a bola a um adversário em zona proibida aos 64': felizmente Mathieu salvou a situação. Fez más reposições, desperdiçando construções ofensivas, e deu a sensação de que podia ter feito melhor em qualquer dos golos sofridos.

 

De Jonathan Silva. Claramente o elemento mais fraco do nosso quarteto defensivo. Os dois lances de golo nascem do corredor dele.

 

Da substituição de Bruno Fernandes por Ristovski. Iam decorridos 87' quando Jesus fez estrear enfim o reforço macedónio, contratado para a lateral direita. Estranho foi que o mandasse actuar no centro do terreno, desequilibrando de alguma forma a equipa, quando tinha outras opções no banco - Petrovic e Alan Ruiz, por exemplo. Coincidência ou não, foi nesse período que sofremos os dois golos.

Ce sont les meilleures equipes

Quem não se arrepia ao ouvir estas palavrinhas? Quem não se arrepia é como quem não sente, não pode ser filho de boa gente. Nunca percebi o porquê de assobiarem o hino da Champions. Os outros é que tinham fixações com o Platini e a UEFA. Obviamente que não esqueço a noite da Gazprom, mas esta peça é um hino ao futebol. Ela transmite o que é o Futebol!

 

Parece que em três minutos vemos um jogo, as defesas in extremis, os vôos dos guarda-redes, as arrancadas dos laterais, as virtuosidades dos extremos, os duelos a meio-campo, a temporização do maestro da equipa, aquele passo a rasgar, o golaço! e aquela celebração de braços abertos olhando o público, os holofotes e o estádio como se tivesse chegado ao Olimpo! Ouvir esta música é sonhar levantar o troféu, é acreditar que tudo é possível.

Eu fiquei feliz com o sorteio, confesso. 

Comecemos pelo ínicio. O Sporting fez uma grande caminhada para estar aqui. Começou há um ano. Um campeonato duvidoso, com erros que prejudicaram o nosso acesso directo. Houve mudanças na equipa, naquele e neste ano, e fomos ao play-off. A primeira-mão foi dura, um soco nas aspirações de goleada de cada Sportinguista seguido pelo desalento das palavras menos certeiras do treinador, qualificando duas realidades de iguais quando estavam muito distantes uma da outra. A segunda-mão foi diferente, parecia que cada jogador do Sporting, menos o Coates, tinham um headphone nos ouvidos com esta música em repeat. Jogaram, lutaram e marcaram que se farta. Uma mão cheia de golos. Estamos onde merecemos contra tudo e contra todos - não fosse o pasquim "A Bola" tentar vaticinar a nossa morte com negro na capa, e no dia anterior ao play-off, que iríamos ver a Champions na bancada pondo as fotografias da equipa nas mesmas, é um exercício interessante ver a azia destes fol(het)eiros.

 

Saiu-nos o Barcelona, a Juventus e o Olympiacos:

Barcelona - Em reestruturação, mas contam com um dos deuses do Futebol. Continuam com o seu estilo de jogo, sempre em posse, triangulações, sustentados pela genialidade do Messi, Suárez e Iniesta. Sem esquecer os laterais rápidos, a defesa fortíssima com o Piqué, Umtiti ou Mascherano e a visão brilhante do Rakitic e Busquets. De orgulho ferido, todas as equipas se tornam perigosas. E o Barça está disposto a reivindicar o seu estatuto de "melhor equipa de sempre" esta época.

Juventus - Não tenho a certeza, mas julgo que foram eles que reabilitaram o 3-5-2 que hoje vemos inúmeros treinadores a impor às suas equipas. Uma defesa, mesmo sem Bonnuci, que mais parece uma parede de betão armado, tão sólida que causa medo ao olhar - ao estilo de "Porcos, Feios e Maus" starring Chiellini and Barzagli. Depois um meio campo que joga de olhos fechados, completamente coordenados com total percepção dos espaços com estrelas como Pjanic, Khedira, Matuidi, Marchisio. Como se não bastasse uma frente de ataque com Higuain, Cuadrado, Douglas Costa, Mandzukic e o novo "10", Dybala. Não se afigurando fácil, as redes são protegidas por um homem que devia constar nos doze trabalhos do Hércules, Buffon, uma lenda viva das balizas e do Futebol.

Olympiacos - Mais "modesto" que os outros dois, é um clube que em 17 anos, ganhou 16 campeonatos, por isso habituado a jogar a fase de grupo da Champions. Conta com o nosso André Martins! Já foi treinada por Leonardo Jardim, Marco Silva e Paulo Bento. Conta ainda com conhecidos nossos: Sebá (ex-Estoril) e Pardo (ex-S.C.Braga). 

Mas nós somos o Sporting Clube de Portugal. Em cada jogo quero que os 11 Leões escolhidos dignifiquem o Clube e o Futebol de elite. Orgulhem-nos, Sportinguistas! Queremos jogar a Champions sem grupos acessívei, jogamos com "os mestres, os melhores, as grandes equipas, os campeões"!

Porque somos um deles!

P.S - Avizinha-se uma das melhores Liga dos Campeões dos últimos anos, a julgar pela qualidade das equipas.

 

 

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