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És a nossa Fé!

É proibido dar-lhe nota dez?

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O jornal O Jogo, numa escala de zero a dez, dá hoje nota oito a Cristiano Ronaldo pela sua prestação na partida de ontem ao serviço da equipa das quinas. Num texto que começa da seguinte forma: «Mais uma noite de magia do melhor jogador do mundo.» E que termina assim: «Em suma, mais um recital de quem sabe e faz tudo com qualidade.»

São muito exigentes, lá no Porto. Não bastou a CR marcar três golos, um dos quais justifica a bem imaginada manchete do períódico tripeiro: Arte Trick (parabéns ao autor da ideia), acompanhada de fotografia a condizer. Nem lhe bastou estar envolvido nos cinco golos da selecção portuguesa frente às Ilhas Faroé. Nem sequer bastou protagonizar uma "noite de magia", fazendo "tudo com qualidade" no estádio do Bessa.

Caso para perguntar: o que deveria Ronaldo mostrar mais para merecer nota dez no mesmo jornal? Ou, ao menos, nota nove?

Dou voltas à cabeça sem encontrar resposta.

Marques não leu 'O Jogo'

O director de comunicação do FC Porto - que, para meu espanto, alguns sportinguistas têm transformado de há uns meses para cá numa espécie de herói do futebol português - não leu hoje o seu jornal favorito, que é O Jogo. Se o tivesse lido, talvez não debitasse este disparate, contestando um penálti claro cometido contra Bas Dost num desafio em que o árbitro Bruno Paixão fez vista grossa a outro, cometido contra Coates.

Francisco Marques ignorou o que sobre o mesmo tema observaram Jorge Coroado, José Leirós e Fortunato Azevedo no jornal mais conotado com o FC Porto. O Jogo, aliás, evidencia de forma clara em título de primeira página: "Tribunal unânime: penálti bem marcado e outro por marcar a favor do Sporting". Todos repararam nisto menos o baralhado Marques, que acabou assim por destilar ódio contra o Sporting em vez de se preocupar com a sua própria casa.

Mas do mal o menos: pode ser que a partir de agora os tais sportinguistas abram os olhos e deixem de o encarar como uma espécie de herói.

O jornal que detesta William

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Nunca consegui perceber a aversão que O Jogo tem a William Carvalho - bem patente nas pontuações em regra atribuídas pelo jornal ao nosso campeão europeu que destronou o portista Danilo como titular da selecção nacional.

Durante toda a Liga 2015/16 este foi o único periódico desportivo que omitiu o nosso n.º 14 do rol dos melhores em campo, na linha do que já acontecera na segunda volta da Liga 2014/15. Felizmente o seleccionador Fernando Santos não elabora os seus juízos com base no jornal mais conotado com o FC Porto.

 

E no entanto, mesmo sem o ritmo competitivo ideal por ter começado a integrar-se mais tarde nos treinos da equipa, William tem sido um dos mais influentes jogadores leoninos neste início do campeonato. Isso mesmo, de resto, foi sublinhado por diversos observadores na imprensa portuguesa.

Segundo o jornalista Vítor Almeida Gonçalves, que assinou ontem a crónica do jogo no Record, o nosso médio defensivo foi fundamental no desafio de Paços de Ferreira para "unir as pontas soltas" no corredor central, contribuindo para que o Sporting saísse invicto do estádio Capital do Móvel. Alexandre Carvalho, editor-adjunto do mesmo jornal, elogiou sem reticências o contributo de William neste confronto: "Nos movimentos defensivos a equipa reorganizava-se e promovia uma espécie de 'mutação táctica': William Carvalho mantinha o controlo absoluto da área imediatamente à frente do quarteto defensivo."

Carlos Xavier, ex-jogador convidado pelo Record para analisar o jogo, destacou o "acerto de William e Adrien no meio-campo". Na sua perspectiva, ambos "foram muito importantes na manobra da equipa e para que esta conseguisse chegar ao triunfo em Paços de Ferreira".

 

O Record atribui a William três pontos (em cinco) enquanto A Bola lhe dá seis (em dez). Mas O Jogo, fiel à sua máxima de desvalorizar o trabalho do campeão leonino, atribui-lhe apenas cinco pontos (em dez). A mesma pontuação - algo verdadeiramente espantoso - concedida a Carlos Mané (que esteve pouco mais de dez minutos em campo) e ao apagado Marvin (que não chegou a jogar meia hora).

"Falhou um número anormalmente alto de passes e recorreu muitas vezes à falta quando já tinha cartão amarelo, atitude que o colocou à beira de uma expulsão que podia ter comprometido a equipa. Redimiu-se nos minutos finais ao segurar bem a bola perante a pressão do adversário": foi esta a justificação dada pelo jornalista Duarte Tornesi para lhe atribuir a nota mais baixa.

 

Alguém imagina o Sporting a sair invicto e vitorioso de Paços de Ferreira com um William a actuar como O Jogo descreve e pontua?

A eficácia de William

William Carvalho teve uma excelente prestação no Portugal-Áustria, com um rendimento claramente superior ao de Danilo no jogo anterior, contra a Islândia. Os números comprovam isto: a sua eficácia de passe foi de 87% nesta sua partida de estreia no Euro 2016.

Qual a apreciação que o jornal O Jogo faz hoje da prestação do nosso médio defensivo? Esta: "Foi uma das novidades no onze inicial e começou bem o jogo, acabando até por ser ele, muitas vezes, a iniciar a construção com passes curtos e alguns longos. Se inicialmente mostrou um futebol prático, depois foi complicando numa ou noutra situação desnecessária, com erros ao nível do passe."

Para este jornal, talvez William deixe enfim de "errar passes" no dia em que revelar 100% de eficácia em campo...

Indignação muito selectiva

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Às vezes vale a pena observar com atenção as primeiras páginas do diário O Jogo. Hoje foi um desses esporádicos dias em que ali se praticou jornalismo enérgico e vigoroso, chamando as coisas pelos seus nomes, sem paninhos quentes. Só é pena que esses dias sejam tão raros no pacato jornal, que tem a fama de ser o periódico preferido de Jorge Nuno Pinto da Costa.

"Assim não dá!", gritava a manchete desta manhã. Sem dispensar o inestético e redundante ponto de exclamação. Um título que soava a murro na mesa, reforçado pelo destaque que o acompanhava: "Selecção nacional sofreu um golo ridículo, falhou oportunidades em série e o esquema não funcionou." Tudo isto, note-se, a propósito do jogo particular da equipa das quinas, em preparação para o Europeu de França, que terminou ontem à noite com a derrota portuguesa frente à selecção da Bulgária, por 0-1.

Confesso que li toda esta indignação estampada na capa d' O Jogo com um sorriso de ironia. Tanto o título como o destaque aplicavam-se que nem uma luva, e com muito mais sólidas razões, a diversos jogos do FC Porto nesta temporada. Mas, talvez por distração minha, nunca vi este diário fazer nada semelhante a propósito das paupérrimas exibições dos azuis e brancos.

Os critérios editoriais, ao que parece, oscilam em função da cor das camisolas. O que talvez ajude a explicar o motivo por que Pinto da Costa não dispensa a leitura deste jornal à hora em que toma o cafezinho da manhã.

A influência individual no colectivo

Não gosto de individualizar no futebol, gosto, sim, de analisar o jogo colectivo. De preferência quando esse colectivo é muito mais que a soma das individualidades. O que equivale a dizer que as individualidades contribuem positivamente para a melhoria colectiva, que os comportamentos das individualidades beneficiam o e do colectivo. Neste sentido, defenderei sempre os jogadores que mais e melhor contribuam para o colectivo e que por consequência o tornem mais forte, aproximando-o da vitória.

 

Jogadores como William, Nani, Montero e Martins serão sempre defendidos na minha forma de analisar o jogo, não só porque são os melhores jogadores do plantel, mas principalmente porque são aqueles cujas acções e comportamentos individuais mais aproximam a equipa do sucesso. Todos os processos da equipa melhoram com eles em campo.

 

Pelo que se ouviu e leu no início da época, parece que nem William é consensual no universo leonino, tais foram as loas de lentidão e displicência que lhe rogaram. Nani, idem, a julgar pelos constantes assobios ouvidos em Alvalade, principalmente quando temporiza para procurar a melhor opção para a equipa, quando a maioria dos adeptos preferiria uma correria para a linha e um cruzamento em que nem era preciso olhar para a área ou passar a bola para alguém que no momento seguinte ficaria numa situação difícil.

 

Montero e Martins não reúnem de todo consenso, aliás, no limite, reúnem no sentido de que não servem para o Sporting. Os argumentos são, normalmente, subjectivos e/ou perceptivos, por vezes até estatísticos (como se isso, por si só, dissesse alguma coisa) do que fundamentados naquilo que é o jogo jogado e a forma como as acções deles contribuem para aproximar a equipa do sucesso. Na realidade, jogadores com as características deles são mal interpretados pelo comum adepto, principalmente por estes últimos terem pouco conhecimento do jogo e da forma como um colectivo deve abordar os principais momentos do jogo de forma a estar mais próximo de ganhar.

 

Já o escrevi várias vezes neste espaço: a probabilidade de ganhar é tanto maior quanto melhor forem o conhecimento e os princípios de jogo. Consequentemente, a equipa terá melhor conhecimento e princípios de jogo quanto melhor for o seu treinador (é aqui que se ele tem maior influência na equipa) e quando mais os seus intérpretes os conseguirem aplicar em prol do colectivo.

 

É isto que tenho vindo a defender e tenho a consciência que não é propriamente o mais unânime. Até há quem apelide opiniões como a minha de “freitas-lobismo”. Seja lá isso o que for. Mas se o objectivo for adjectivar por comparação, devo dizer que é um perfeito disparate, porque Freitas Lobo é um fã de jogadores como Adrien, Slimani ou Paulo Oliveira. Nunca o será de jogadores como Martins, Montero ou Tobias, porque não percebe o que eles dão ao jogo. No fundo, o Freitas Lobo é apenas um comum adepto, mas mais bem-falante e com muitas horas de Football Manager, o que lhe permite conhecer o nome de mais jogadores que a maioria.

 

Não se trata de comparar Montero com Slimani, Martins com Adrien, Tobias com Oliveira individualmente. Até porque todos eles têm características individuais e colectivas importantes para estarem no plantel. Trata-se, isso sim, de comparar a qualidade do colectivo quando alguns destes jogadores estão em campo e quando não estão. A forma como as acções individuais contribuem para a melhoria do colectivo, ou como, no limite, fazem com que a equipa esteja mais perto da vitória é que determina os melhores jogadores. Messi é o melhor do mundo não só pelas fantásticas qualidades técnicas e físicas individuais, mas porque percebe como nenhum outro todos os momentos do jogo e coloca toda a sua qualidade ao serviço do colectivo. Com as acções dele a equipa estará sempre mais perto da vitória.

 

O futebol que admiro e que defendo para o Sporting não é o de Jardim nem o da maioria desta época (com excepção do início), baseado numa forma de construção de jogo demasiado lateralizada e cheia de cruzamentos sem nexo para a área (muito a darem golo, é certo), com princípios defensivos de fraca qualidade e com muito dificuldade nos momentos de transição, defensiva e ofensiva. Mesmo assim, cada vez que Marco Silva aposta nos melhores jogadores, o Sporting, como colectivo, aproxima-se mais daquilo que defendo. Não porque os princípios se alterem, mas porque os intérpretes contribuem mais para o colectivo.

 

P.s. Miguel Leal é um excelente treinador e a Liga portuguesa ficaria muito mais interessante com equipas orientadas como este Moreirense. Deve estar no Top 5 das equipas com melhores princípios de jogo do campeonato.

Monopólio vermelho

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Achei insólito ver o jornal mais "azul e branco" em Portugal mudar de cor, como sucede aos camaleões, por pressão de uma campanha publicitária. E surgir ontem nas bancas com uma tonalidade de fazer corar de fúria o próprio Pinto da Costa.

Os outros apareceram pintados da mesma cor. Mas a diferença foi nenhuma, pois já surgem diariamente assim.

Oito a um na formação

Puxando a brasa à sua dama, em dia de Sporting-Porto, O Jogo procurava ontem induzir nos leitores a ideia de que o clube formador por excelência em Portugal não é o nosso mas o deles. Por sinal com um título nada feliz: "Duelo de academias a cair para o Olival".

Deve estar, de facto, "a cair". Caso contrário os portistas não teriam terminado a partida de ontem sem um só jogador português em campo enquanto o Sporting tinha seis, todos oriundos da nossa formação: Rui Patrício, Cédric, William, João Mário, Nani e Carlos Mané.

No clássico de ontem jogou ainda Adrien, outro talento que resultou da nossa formação. Nas hostes portistas, antes das substituições, alinharam Ruben Neves (único da estufa do Olival) e Quaresma, também formado... em Alcochete.

Oito de uma escola, só um de outra. Talvez dê notícia numa das próximas edições d' O Jogo.

 

Leitura complementar: A gargalhada do dia: mito abalado, n' O Artista do Dia.

Podia ter sido mas não foi (5)

 

Há metáforas mais infelizes que outras. A equiparação de jogadores profissionais de futebol a presas de caça, feita por jornalistas preguiçosos ou sem imaginação para elaborar títulos, é uma das mais lamentáveis que li neste defeso, onde o mau gosto foi nota dominante.

Mas este até seria um problema menor se a informação fosse rigorosa. Ora nada disto sucedeu aqui: o jornal preferido do presidente do FC Porto, à falta de melhor notícia, entendeu estampar a 31 de Maio, em letras garrafais, nada menos que isto: "Leão caça na América do Sul". Podia ter sido no Levante, na Terra Nova, na Papuásia ou na Conchinchina: fica a ideia que apontaram para o primeiro lugar do globo para onde estavam virados no momento de fechar o jornal.

Dizia essa edição destinada a coleccionadores de peças raras da nossa imprensa que o Sporting iria "pescar" (mal por mal, prefiro este verbo) o colombiano Charles Monsalvo, o equatoriano Fidel Martínez e o venezuelano Josef Martínez. Três tiros na água: nenhum deles foi visto sequer nas imediações do aeroporto da Portela. O plantel do Sporting para 2014/15 tem 20 portugueses, quatro brasileiros, dois espanhóis, dois egípcios, dois franceses, um argentino, um búlgaro, um japonês, um caboverdiano, um escocês, um camaronês, um argelino e um peruano. E ainda um colombiano, sim - chamado Fredy Montero. O Jogo ficou off-side.

Bruno de Carvalho a caminho do Natural History Museum

Podia ser, mas não foi, o título da crónica de hoje de Carlos Machado, na última página do jornal O Jogo.

No rescaldo da entrevista de ontem de Bruno de Carvalho na TVI 24, em que anunciou que o orçamento para a próxima época será igual ao da presente temporada, interroga-se o cronista como é que o presidente do Sporting espera que o Clube consiga jogar para o título e fazer uma boa participação na super competitiva Champions com o mesmíssimo orçamento desta época. Isto quando, segundo o autor, Benfica e Porto terão orçamentos muito maiores, sendo que no caso do Porto não são de esperar duas más temporadas seguidas.

Por tudo isso, Bruno de Carvalho, segundo Carlos Machado, no caso de conseguir conquistar o campeonato e fazer uma boa Champions, com base em orçamento idêntido ao deste ano, deverá constituir um case-study para as altas instâncias do futebol. Só faltou mesmo acrescentar que com essas credenciais o presidente do Sporting acabará um dia no Natural History Museum.

Pena foi que Carlos Machado, em vez de querer ridicularizar o Sporting "low-cost",  não se detivesse antes no bom exemplo que o presidente do Sporting acaba de dar quando, perante a perspectiva de encaixe dos milhões da Champions (em caso de apuramento directo) e dos milhões da venda de alguns jogadores (William Carvalho?), em vez de inflectir o discurso de contenção financeira - o que poderia ser tentador - permanece fiel à contenção financeira que norteia o seu mandato. Uma atitude bem oposta à de outros presidentes do futebol doméstico, para quem o dinheiro parece nunca ser problema...

A crónica de Carlos Machado é, pois, bem reveladora de um pensamento dominante no panorama desportivo português, que persiste em manter-se alheado da difícil conjuntura que o país atravessa. Isso sim, merece um case-study.

Faz hoje um ano

 

Manchete garrafal do jornal O Jogo: "Couceiro parte à frente". Qual a justificação deste título? Uma sondagem elaborada pela empresa Eurosondagem. De acordo com este inquérito, publicado a 5 de Março de 2013, José Couceiro venceria o escrutínio de 23 de Março, com 52,3%, à frente de Bruno de Carvalho (com 44,6%) e Carlos Severino (3,1%).

No mesmo dia, A Bola também publicava uma sondagem, elaborada pela empresa Euroexpansão. Mas com resultados muito diferentes: vitória de Bruno de Carvalho (com 41,4%), um distante segundo lugar para Couceiro (26,6%) e Severino com uma posição quase residual (1,7%).

 

 

Couceiro, apontado como o candidato mais próximo da direcção cessante, procurava desfazer essa ideia em sucessivas intervenções públicas. Foi o que voltou a fazer há um ano exacto, num pequeno-almoço com jornalistas. "Queremos implementar uma estrutura diferente. Ninguém da administração anterior da SAD passará para a futura, garantidamente", declarou. Para surpresa de poucos: qualquer conotação com Godinho Lopes seria meio caminho andado para um desaire nas urnas.

Faltavam 18 dias para as eleições.

Tira-teimas

Hoje, sobre o penálti que selou a vitória do FCP contra o V. Guimarães, reina a unanimidade no Tribunal d'O Jogo:

 

Jorge Coroado: "[Grande penalidade] mal assinalada. Foi Quintero que se projectou sobre o adversário, ludibriando a atenção do árbitro. Talvez este lance faça jurisprudência, porque foi decidido pelo melhor do mundo."

 

Pedro Henriques: "Luís Rocha tem a posição ganha e limita-se a rodar o corpo para proteger a bola, e é Quintero que força a passagem e choca com o jogador do Vitória de Guimarães. Não houve por isso motivo para grande penalidade."

 

José Leirós: "Em velocidade, Quintero entra na área pelo meio de dois adversários. Luís Rocha vira de direcção, a procurar a bola, sem cometer obstrução. Quintero choca contra Luís Rocha, sendo mal assinalada a grande penalidade."

 

NOTA: Lamentavelmente, a equipa redactorial do diário O Jogo, que alberga esta rubrica - uma das raras que fazem a diferença no pouco imaginativo panorama da imprensa desportiva portuguesa - foi incapaz de criticar Pedro Proença. Na crónica do jogo de ontem, assinada por Carlos Pereira Santos, o "melhor árbitro português" é apenas contestado por... não ter admoestado o guarda-redes vimaranense, Douglas, demasiado lento na reposição de bolas!

O implacável veredicto do Tribunal

O Tribunal do diário O Jogo é unânime: o Sporting foi ontem roubado na Luz pelo senhor João Capela.

Segue o veredicto, em discurso directo.

 

Sobre a carga de Maxi Robocop Pereira a Capel aos 8 minutos que o árbitro decidiu não sancionar: 

Pedro Henriques - "Capel ganha a frente a Maxi Pereira, que, ao falhar a intersecção da bola, acaba por empurrar o adversário com o braço direito. Simultaneamente, com a perna direita tocou e rasteirou o pé direito do jogador leonino. Grande penalidade e cartão vermelho por impedir uma clara ocasião de golo."

José Leirós - "Ficou por assinalar uma grande penalidade para o Sporting, pois Maxi, perdendo o controlo da jogada, atinge a perna de Capel, derrubando-o. O cartão poderia ser amarelo, pois Capel ainda não tinha a bola controlada nem havia uma clara oportunidade de golo."

Jorge Coroado - "Maxi Pereira derrubou Capel de modo inadvertido, numa situação passível de grande penalidade, mas não de cartão vermelho."

 

Sobre o derrube de Viola, aos 88 minutos, novamente por acção do Robocop e outra vez com o árbitro a fazer vista grossa:

Jorge Coroado - "Maxi, com o braço esquerdo colocado no ventre de Viola, impediu-o de prosseguir, segurando-o e contribuindo para a sua queda. O gesto foi rápido e, por isso, o árbitro não terá assinalado a grande penalidade."

José Leirós - "Não há grandes penalidades forçadas. Maxi desinteressa-se da bola, procura o contacto com Viola, desequilibrando-o. Grande penalidade por assinalar."

Pedro Henriques - "Lance apenas possível de analisar com acesso a repetição e onde fica a ideia de que Maxi Pereira impede a progressão de Viola. Era, portanto, passível de grande penalidade."

Vamos a jogo?

 

De há muito tempo a esta parte que faço uma análise, pessoalíssima, como é evidente, sobre qual o jornal desportivo diário que mais e melhor informação, de um ponto de vista do rigor da mesma, publica sobre o futebol do Sporting. E, vão-me perdoar os colaboradores deste blog que escrevem nos outros diários concorrentes, cheguei à conclusão de que o mais rigoroso é O JOGO, sem desprimor para os excelentes profissionais que trabalham nos restantes. E por aqui me fico.

Onde mora a verdade ?

                                                                                                              

                                                                                                                                                       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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