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És a nossa Fé!

Há razões que a razão desconhece

Há coisas que não entendo de todo nas notas que os jornais atribuem aos jogadores. Hoje, por exemplo, o diário Record reabilita Jefferson, ontem claramente o pior jogador do Sporting frente ao Rio Ave, atribuindo-lhe nota 3 (em 5), claramente positiva. A mesma nota que atribui a Paulo Oliveira, Gelson Martins e Adrien, por exemplo. E apenas um patamar mais abaixo do que o 4 atribuído pelo mesmo jornal a Rui Patrício.

Para mim é incompreensível como um jornal desportivo mantém uma gama classificativa tão reduzida como esta, que leva dois terços dos jogadores a receberem nota 2 ou 3. Sem distinguir, portanto, as verdadeiras diferenças dos desempenhos que tiveram em campo. Eu se fosse responsável editorial do Record ampliava este critério, passando a atribuir notas de 1 a 10 - aliás à semelhança do que fazem os outros jornais.

Mas o que de todo não entendo é como foi possível enaltecer o medíocre Jefferson do jogo de ontem, dando-lhe nota positiva. Há razões que a própria razão desconhece.

Dez notas sobre o jogo de ontem

 

1. Eficácia é a palavra-chave para superar obstáculos. Eficácia sem mais, esquecendo a nota artística. O Sporting foi eficaz esta noite, no estádio do Bonfim, frente ao V. Setúbal. Impunha-se cabeça fria, concentração máxima e vontade muito firme de seguir em frente na Taça de Portugal. Conseguimos superar a equipa comandada por José Couceiro, que deu sempre muito boa réplica, valorizando o espectáculo. Estamos nos quartos-de-final da competição. Objectivo cumprido.

 

2. Prefiro muito mais assim, quando Jorge Jesus não inventa. Lançar em campo os melhores, nas posições em que já existem rotinas e automatismos. Deixar os menos bons no banco, remeter os medíocres para a bancada. Ter a convicção de que não existem jogos menores, que permitam "poupar" jogadores. A Taça verdadeira é um dos nossos objectivos nesta temporada. Queremos conquistá-la. Para isso não pode haver "poupanças". Ainda bem que não houve.

 

3. O colectivo leonino vai adquirindo precisão mecânica. Mas há unidades que fazem a diferença - nenhuma tão destacada como Gelson Martins, que voltou a fazer uma excelente partida. O jovem internacional formado em Alvalade supera-se sempre a si próprio, com um fôlego inesgotável. Coube-lhe protagonizar as jogadas mais vistosas do desafio em movimentos da ala para o eixo do ataque que punham sempre em sobressalto a defesa sadina. Novamente o melhor em campo.

 

4. Eficácia e maturidade são qualidades complementares. Qualidades que ficaram bem patentes quando a nossa equipa superou bem o facto de não ter convertido uma grande penalidade, logo aos 21'. Adrien, artilheiro de serviço na marca dos 11 metros, bateu bem a bola, mas o guarda-redes sadino travou-a com a defesa da noite, impedindo logo de seguida o nosso capitão de fazer a recarga. Noutros tempos, o Sporting ficaria abalado com este desaire. Mas foi como se nada sucedesse: a equipa revelou robustez psicológica. Superando o teste da maturidade.

 

5. Outro teste superado: o do contributo de Bas Dost para esta equipa. Já ninguém tem dúvidas: o internacional holandês é mesmo reforço. Nenhuma defesa contrária está em sossego com ele em campo. Voltou a suceder esta noite: aproveitando um dos raros deslizes do bloco defensivo do V. Setúbal, o avançado marcou o golo que nos qualifica para os quartos da Taça. Um golo à ponta de lança, culminando uma excelente jogada que teve como protagonistas anteriores Adrien, Campbell e Marvin. E vão dez, nesta época, à conta de Dost. Apetece-me defini-lo com esta palavra: competência.

 

6. Se o holandês é mesmo reforço, o mesmo podemos dizer de Joel Campbell. O costarriquenho voltou a confirmar as boas qualidades já evidenciadas em partidas anteriores. Desta vez Jorge Jesus fez aquilo que se impunha, apostando nele como titular em vez do apático e desgastado Bryan Ruiz, mantido hoje no banco até ao minuto 72. A equipa ganhou dinâmica, velocidade e profundidade: Campbell parece o mais bem colocado para passar a jogar nas costas de Bas Dost. É bom confirmar que não houve só asneiras nas compras feitas no passado Verão.

 

7. Gostei de ver a actuação dos jogadores leoninos emprestados ao V. Setúbal. André Geraldes, como lateral direito, e sobretudo Ryan Gauld, como médio criativo. O jovem escocês que na época passada jogou no Sporting B destacou-se pela qualidade e precisão do passe, e pela capacidade de desmarcação. Num desses lances, aos 30', só foi travado in extremis por Rui Patrício, que voltou a merecer todos os elogios. Impõe-se a pergunta: porque não fazer regressar Gauld a Alvalade já em Janeiro?

 

8. O jogo foi bom, mas a hora a que se desenrolou foi péssima. Numa noite muito fria, a meio da semana, com início às 21 horas, como é possível atrair público aos estádios? A Federação Portuguesa de Futebol parece não apreciar grandes assistências nos desafios da Taça. Gostava de saber porquê.

 

9. Ultrapassar esta eliminatória da Taça de Portugal era fundamental para repor os níveis de confiança. Não tanto entre os jogadores mas na relação entre os adeptos e a equipa após o fracassado acesso à Liga Europa e a derrota tangencial no dérbi da Luz. Mantemos intacta a esperança de disputar a final do Jamor e não estamos a uma distância irreversível da equipa que lidera o campeonato, longe disso. Convém não esquecer: ainda há 63 pontos em disputa na Liga 2016/17.

 

10. Agora há que pensar no Braga. A turma minhota foi hoje eliminada da Taça de Portugal em casa, pelo "tomba-gigantes" Sporting da Covilhã, numa partida em que se escutaram apelos das bancadas à demissão do treinador José Peseiro. Será este o nosso próximo adversário no campeonato, já no domingo que vem. Ninguém imagina que seja um jogo fácil. Mas temos todos os motivos para confiar na obtenção dos três pontos. Eu não penso noutra coisa. Aposto que o mesmo sucede com vocês.

 

Algumas notas sobre o jogo de ontem

O Sporting decidiu dar 45 minutos de avanço ao Borussia Dortmund - nada inédito, já o fez em relação a várias outras equipas - e só começou a jogar a sério quando soou o apito inicial da segunda parte. Na Liga dos Campeões estes brindes custam muito caro.

 

Com Jorge Jesus no banco até ao fim, o Sporting nunca teria perdido o jogo do Santiago Bernabéu. Palavras do próprio, que agora o perseguem como uma assombração. Ontem Jesus voltou a estar ausente do banco. E o Sporting, claro, voltou a perder. Certos pensamentos nunca deveriam ser verbalizados.

 

Portugal é de facto um povo hospitaleiro. A primeira falta foi cometida aos 38'. Ninguém queria meter o pé, atrapalhando a manobra ofensiva dos alemães, ninguém fazia questão de ganhar segundas bolas. Fizemos tudo nos 45 minutos iniciais para que o Borussia tivesse a sensação de jogar em casa.

 

Há dois Sportings: um com Adrien, outro sem Adrien. Como a partida da noite passada voltou a demonstrar. Elias, por mais voltas que o globo terrestre dê no seu próprio eixo, jamais será um Adrien.

 

É um desperdício remeter William Carvalho quase em exclusivo a missões de contenção do meio-campo adversário. Quando ganha metros de terreno, como passou a acontecer a partir do minuto 60 com a entrada de Bruno César, o campeão europeu faz aumentar a rotação da equipa. Isso ficou ontem bem evidente.

 

Burno César tem de ser titular deste Sporting. Não me interessa que "jogue feio", como por vezes se diz nas bancadas do nosso estádio. Interessa-me que seja eficaz. Voltou a sê-lo: entrou aos 60' e sete minutos depois já marcava.

 

É impressão minha ou Bryan Ruiz apaga-se sistematicamente nos chamados jogos grandes?

 

Quanto tempo mais Markovic demorará a perceber que o futebol é um jogo colectivo? Aquelas vistosas arrancadas do sérvio "com a bola controlada", como se diz na gíria do futebol, produziram sempre o mesmo resultado: nenhum.

 

A defesa começa a construir-se à frente, pressionando a fase de construção adversária e roubando-lhe metros de terreno. Slimani percebia isso como ninguém. Mas parece não ter deixado seguidores.

 

Há jogadores que fazem a diferença neste Sporting? Há. Mas nenhum deles chegou este Verão e os melhores continuam a ser os da formação leonina. Ninguém fez tanto por merecer ontem pelo menos o empate como o inigualável Gelson Martins.

 

Mais dois golos sofridos, somados ao nosso já considerável pecúlio neste domínio. A defesa leonina precisa de reparações urgentes. Só não vê quem não quer.

Breves notas a propósito do jogo de sábado

William Carvalho cometeu um penálti negligente que não pode passar sem uma severa palavra de censura. Coates deixou Marega fazer o que quis, com espaço e tempo para marcar o segundo golo vimaranense. Schelotto estava mal posicionado no lance do terceiro golo. Bryan Ruiz falhou o golo da praxe. Os erros individuais custam muito caro no futebol.

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É um absurdo criticar o nosso bloco defensivo pela atitude disciplicente de jogadores das linhas mais avançadas que não cumprem missões de carácter ofensivo, incapazes de cortar linhas de passe à frente, incapazes de correr para trás, acompanhando demasiados lances do ataque adversário só com os olhos.

 

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Acho inconcebível que Jorge Jesus não tenha esgotado as substituições num jogo em que precisávamos de aferrolhar o nosso meio-campo defensivo, salvaguardando os três pontos que tínhamos assegurado com margem confortável ao minuto 73. Como se estivesse mais preocupado com a "nota artística" do que com o resultado. Não aprendeu nada com Fernando Santos no Euro 2016. Nem com os cinco minutos finais em Madrid. 

 

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É bom que todos no Sporting se convençam de que a nota artística para os aplausos da bancadas é objectivo muito secundário. Não podem repetir-se comunicados da direcção a elogiar exibições em jogos que perdemos, como sucedeu após o desafio do Bernabéu. Basta de hinos inconsequentes ao "futebol bem jogado". Às vezes é preciso jogar feio para conquistar os três pontos. Isso mesmo: jogar feio. Mas ganhar.

 

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Deixem-se de praticar o passatempo preferido de tantos sportinguistas: o tiro ao árbitro. Decorridas sete jornadas da Liga 2016/17, nenhum dedo acusador pode ser apontado de boa fé a árbitro algum. É tempo de deixarmos de olhar para fora na hora de assumir responsabilidades. O discurso anti-árbitro não é o do Sporting grande - é o do Sporting complexado e pequenino.

 

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Deixem-se de estátuas a Rui Patrício, deixe-se de exigir Rúben Semedo já na selecção nacional. Os nossos jogadores precisam de concentração máxima no objectivo central: vencer o campeonato. Sem idolatrias descabidas, sem louvaminhas deslocadas. O caminho faz-se caminhando, não queimando etapas.

 

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Os jogadores do Sporting têm de convencer-se que não há vitórias morais. Ou há vitórias reais ou há derrotas. Têm de convencer-se também que não há lugar para vedetismos bacocos no Sporting: ou a equipa funciona como verdadeiro colectivo ou não funciona. Quem recusa integrar-se no colectivo só tem um caminho: a porta de saída.

Notas soltas do Sporting x Benfica

1. Asqueroso o comportamento dos adeptos do Benfica que desrespeitaram ostensivamente o minuto de silêncio em memória das vítimas dos atentados de Paris. 

Ainda há dias, o seleccionador turco Fatih Terim criticou duramente os assobios dos seus adeptos no decorrer do minuto de silênciao que antecedeu o Turquia x Grécia.

Que pena que Rui Vitória, que pelos vistos sabe fazer voz grossa, não tenha seguido o exemplo de Fatih Terim e dedicado alguma da sua irritação pós-jogo aos adeptos que tanto deixaram ficar mal o seu clube.

2. A Capelização de Montero. Mais 45 minutos de jogo nada conseguidos por parte de Montero. Esta temporada está a ser, para já, a mais apagada das 3 épocas que o avançado colombiano leva de leão ao peito. A fazer lembrar Capel, que depois de uma excelente primeira época, foi perdendo, progressivamente, brilho e encanto até chegar ao momento em que já não acrescentava qualquer valor à equipa. Considero Montero muito melhor jogador do que Capel, mas se não arrepiar caminho corre o risco de no final da época ser considerado transferível.

3. O momento. O Sporting perdia 1-0 e a equipa tardava em encontrar-se. Até que Nico Gaitan sofre uma lesão séria, o jogo fica parado uns bons minutos e JJ chama vários jogadores até si para dar uma palestra táctica. Depois da partida ter sido reatada, o jogo mudou de figurino e o Sporting começou a encostar de novo o Benfica às cordas, concluindo a 1ª parte com o justíssimo golo do empate. Julgo que a pausa para instruções tácticas foi muito importante, reforçando a ideia de que também no futebol deveria haver lugar a desconto de tempo em cada parte pedido pelos treinadores, como sucede nas modalidades amadoras.

4. Adrien. No último Sporting x Benfica para a taça em Alvalade (o mítico 5-3), Adrien também começou a partida como titular mas fez uma exibição tão confrangedora que ainda na 1ª parte fora substituído. Anos depois, que diferença entre o Adrien actual e o Adrien desse último derby!

5. Revista. Seguindo a recomendação do Sporting e das autoridades policiais, fui para Alvalade com antecedência, entrando no estádio faltava pouco mais de 1 hora para o início da partida. Estranhamente, não me fizeram qualquer revista à entrada da Porta 3. Em tempos de grande sobressalto securitário, e ainda para mais tratando-se de um derby, confesso que não estava nada à espera dessa ligeireza.

Para que serve a Taça Lucílio

Já aqui escrevi e repito: a Taça Lucílio Baptista não deve servir para mais nada, na perspectiva do Sporting, senão para observar, rodar e valorizar jogadores. E é isso que tem sido feito com sucesso nesta temporada. As promoções de Tobias Figueiredo, Tanaka e Ryan Gauld à equipa principal decorrem desta oportunidade, que merece ser realçada.

Tudo o resto é secundário atendendo à notória falta de prestígio de um troféu totalmente descredibilizado por arbitragens manifestamente incompetentes. O divórcio do público, que recusa comparecer nos estádios, confirma que esta prova só tem condições de subsistir se for alvo de profundas modificações.

Até lá, vamos fazendo observações.

 

E o que observei ontem, em Alvalade, frente ao Vitória de Setúbal?

Gostei a espaços de Wallyson, André Martins, Ricardo Esgaio, André Geraldes, Daniel Podence.

Gostei do regresso de Diego Rubio, outra opção para o nosso ataque.

Gostei que Gelson Martins tivesse nova oportunidade, sem dúvida merecida.

Em suma: bons desempenhos individuais, mas falta de coordenação de movimentos - algo natural atendendo ao facto de se tratar de uma equipa improvisada, sem rotinas competitivas. Mas também falta de capacidade física de alguns jogadores que estoiram ao fim de 45 minutos. E uma manifesta incapacidade de "resolver" o jogo com poucos passes. Nota-se a obsessão de transportar a bola em vez de a fazer rolar. Há sempre a necessidade de adornar o lance com duas ou três fintas perfeitamente escusadas que roubam energia e discernimento para a concentração naquilo que mais interessa: o remate com sucesso.

 

Ontem contabilizei seis oportunidades de golo não concretizadas:

16': Disparo bem direccionado de Miguel Lopes que o guarda-redes Lukas Raeder defendeu com dificuldade;

18': Grande remate de Tanaka, sem preparação, após centro de Esgaio para outra defesa aparatosa do guardião sadino;

19': Cabeceamento muito perigoso de Sarr após canto muito bem marcado por André Martins num período de sufoco para os setubalenses: outra grande defesa de Lukas;

34': Na marcação de um livre directo, André Martins envia a bola à barra;

50': Boa jogada individual de Esgaio, que remata a rasar o poste;

58': Esgaio novamente: desta vez a bola embate mesmo no poste após passe de André Martins.

 

Nenhuma equipa pode falhar tantas oportunidades. Este é uma tema que suscita certamente uma séria reflexão por parte da nossa equipa técnica, seja qual for o onze escolhido, seja em que competição for. Há que trabalhar muito nesta área porque quase todos os jogadores têm ainda uma larga margem de progressão.

É para isto, no fundo, que a Taça Lucílio serve. E para pouco mais.

Pequena nota sobre o jogo de ontem

O resultado de 1-0 pode dar a entender um jogo complicado para a equipa do Sporting, ontem à noite.

Nada de mais enganador! Como aliás muito bem refere Pedro Correia em post abaixo.

 

A pequena nota que queria deixar e que me parece faltar nesse post (embora me pareça implícita, contudo há sempre gente distraída e é pra esses que vai esta nota), é que não havia necessidade de birra. Efectivamente os reforços anunciados são mesmo reforços! Há na equipa jovens com talento e com vontade de vencer! Jovens que Marco Silva está a saber, com competência, começar a potenciar e que a qualquer momento (como no próximo jogo com o Rio Ave, com as ausências de Maurício e Adrien, por castigo) podem entrar na equipa principal.

 

Vamos à oitava!

Quatro notas sobre o jogo desta noite

1. Confirma-se que temos reforços. Estão mais perto do que muitos pensavam: no Sporting B ou à sombra dos titulares habituais, espreitando um lugar na equipa. O jogo de hoje em Alvalade para a Taça da Liga, contra o Boavista, reforçou a impressão que o de há duas semanas em Guimarães já tinha demonstrado: estes jovens que costumam manter-se no banco dos suplentes ou nem lá costumam sentar-se merecem uma oportunidade. Porque têm qualidade suficiente para dar o seu contributo. Que aliás já pode ser avaliado em números: dois jogos, duas vitórias. Três golos marcados, nenhum sofrido.

 

2. Andávamos vários de nós preocupados com as carências no ataque leonino e afinal, também aqui, havia uma solução pronta a utilizar. Tanaka, até há muito pouco preterido e já transformado no novo ídolo de Alvalade. Várias vezes defendi aqui que o japonês devia merecer a confiança de Marco Silva. Isto apenas com base na boa pré-temporada que fez com a camisola verde e branca, tendo-se distinguido então como o nosso melhor marcador. Agora, depois daquele espectacular pontapé de livre que valeu três pontos em Braga, já ninguém tem dúvidas: podemos e devemos contar com ele. Hoje voltou a marcar o golo da vitória, de grande penalidade. O mês vai quase a meio e ainda ninguém deu pela falta de Slimani, ausente no campeonato africano das nações.

 

3. A solidez do desempenho colectivo destas "reservas" do Sporting num onze de onde estiveram ausentes todos os titulares relega para segundo plano os realces individuais. Mesmo assim, faço alguns destaques. Tobias Figueiredo voltou a situar-se em alto nível, conferindo solidez e segurança ao eixo defensivo. André Geraldes reforçou a excelente impressão que me causara em Guimarães apesar de nos dois jogos, enquanto lateral esquerdo, actuar fora da sua posição de origem, que é na ala oposta. Rosell soube gerir bem a posse de bola e ligar os sectores, mas tem de se acautelar com os cortes demasiado exuberantes atendendo à tendência dos árbitros portugueses de inflacionar a exibição de cartões. Ryan Gauld voltou a ser muito influente, nomeadamente nas recuperações de bolas e na jogada mais decisiva do encontro, ao provocar o contacto com o guarda-redes adversário de que resultou o penálti. Esgaio regressou a uma posição que conhece bem, como ala direito, e correspondeu à aposta que nele fez o treinador: destaco dois passes para Tanaka, aos 37' e 64', que quase funcionaram como assistência para golo. Podence, muito dinâmico, voltou a revelar qualidades: precisa apenas, em certos lances, de libertar mais cedo a bola. E Slavchev, que tinha sido o jogador mais apagado em Guimarães, revelou desta vez bons apontamentos enquanto o físico resistiu, mas falta-lhe rodagem para aguentar mais de 45 minutos.

 

4. Esta noite, mais ainda do que no desafio de Guimarães, estes jogadores que raras vezes têm treinado e actuado juntos organizaram-se em campo com verdadeiro espírito de equipa. Gerindo a posse de bola com muita inteligência. Ganhando ressaltos por sistema aos adversários. Ocupando eficazmente tanto os corredores como o espaço central nas missões ofensivas e defensivas. E criando sucessivas linhas de passe no meio-campo do Boavista, que mesmo a jogar com mais um durante a meia hora final - devido à expulsão de Rosell por discutível acumulação de cartões amarelos - nunca traduziram em campo essa superioridade numérica. Pelo contrário, parecia até que era o Sporting a ter um jogador a mais.

Seis notas sobre o jogo desta noite

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1. Entrando em campo sem a menor perspectiva de vitória, a avaliar pelo que diziam os comentadores apostados em incensar a turma anfitriã como a "equipa sensação" do campeonato, o onze leonino - sem nenhum dos habituais titulares - bateu-se com garra e venceu a partida contra o V. Guimarães para a Taça da Liga por dois golos sem resposta, confirmando que temos mais alternativas de qualidade do que os tais comentadores admitiam até agora.

 

2. Esta foi a vitória da competência de uma equipa onde se registaram quatro estreias absolutas em competições oficiais no nosso onze titular: Geraldes, Gauld, Slavchev e Tobias Figueiredo. A vitória de uma equipa muito disciplinada tacticamente, muito bem posicionada no terreno, com linhas compactas, e que revelou um notável espírito de entreajuda do primeiro ao último minuto. Pôr o factor colectivo acima de qualquer individualismo foi a palavra de ordem. Que resultou.

 

3. Esta característica ficou patente logo no primeiro golo, aos 5', com Heldon a rematar cruzado à entrada da área, culminando uma jogada colectiva que também teve Daniel Podence e Ricardo Esgaio como protagonistas. O passe de Esgaio, que desenhou uma linha diagonal a lançar Heldon com sucesso, revela muito mais do que inspiração: é também resultado de muita transpiração nos treinos.

 

4. Não é possível iludir a questão: há mesmo potenciais reforços na equipa B. Esta partida da Taça da Liga tornou isso ainda mais evidente. Desde logo no bloco defensivo, com óptimas exibições de Tobias Figueiredo, no lugar habitualmente ocupado por Maurício, e do surpreendente André Geraldes, para mim o melhor sportinguista neste jogo. Sabemos que sofreu um apagão na pré-temporada mas esta noite fez uma partida de alto nível em Guimarães, na posição onde têm alternado Jefferson e Jonathan Silva, batendo-se como um leão contra Hernâni, o mais perigoso elemento da equipa adversária. André e Tobias têm potencial para voos mais altos.

 

5. Também merecem destaque outras exibições: Ryan Gauld (com muito trabalho defensivo e três excelentes assistências - uma delas de 40 metros - aos 35', 57' e 61'); Podence (dotado de boa técnica e capacidade de se superiorizar nos confrontos individuais) e Wallyson (que dinamizou o nosso meio-campo com os seus passes longos, um dos quais originou o segundo golo, marcado pelo recém-entrado Dramé aos 90'+4). Apetece apostar neles como mais-valias do Sporting num futuro próximo.

 

6. Realço ainda as exibições de Marcelo Boeck, desta vez muito seguro (ao contrário do que sucedera contra o Vizela na Taça de Portugal), Esgaio (mesmo arriscando muito menos incursões ofensivas pelo seu flanco do que é costume) e Tanaka (com um disparo aos 63', na marcação de um livre directo, proporcionando ao guardião vimaranense Douglas a defesa da noite). Conclusão: todos eles merecem mais oportunidades. Outra conclusão: ao contrário do que muitos parlapatões juravam, vários reforços leoninos são isso mesmo - reforços.

Com este jogo, de alguma forma, o Sporting cresceu.

Doze notas sobre o jogo de hoje

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1. Quem disse que Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma não combinam em campo? Seja quem for, deve estar a morder a língua a esta hora. Os dois jogadores formados no Sporting protagonizaram uma jogada magistral no último minuto do Dinamarca-Portugal de hoje. Uma jogada que deu a vitória à equipa das quinas. Com remate vitorioso de Ronaldo coroando uma assistência perfeita de Quaresma.

 

2. Um dos momentos deste jogo em que a selecção portuguesa obteve três preciosos pontos na qualificação para o Europeu de 2016 ocorreu já depois do apito final, quando Cristiano Ronaldo fez questão de dar um abraço caloroso a Quaresma, que foi seu colega na academia de Alcochete - uma das melhores escolas de formação de futebolistas do mundo. Este gesto, mais que mil palavras, demonstrou bem como está elevado o moral nesta selecção agora sob o comando de Fernando Santos.

 

3. Foi no banco, como lhe compete, que o seleccionador comandou as operações. Todos aqueles que criticaram a escolha do sucessor de Paulo Bento porque Fernando Santos estava castigado pela FIFA terão a partir de agora sérios motivos para rever opiniões. Porque a providência cautelar em boa hora invocada pelos juristas da Federação Portuguesa de Futebol, e que teve acolhimento nas instâncias jurisdicionais competentes para o efeito, permite-nos ter quase a certeza de que aquela absurda pena de oito jogos de suspensão será anulada, em parte ou no todo. Se teve algum efeito positivo foi o de unir os jogadores em torno do seleccionador.

 

4. "A felicidade procura-se", declarou Fernando Santos no fim do jogo. E, de facto, Portugal procurou atingir esse patamar, sem desfalecer, do princípio ao fim do desafio contra a Dinamarca. Cristiano Ronaldo já tinha avisado, na conferência de imprensa de anteontem, ao ironizar sobre a curta distância entre este país e a Suécia, onde faz agora um ano ele conseguiu o apuramento de Portugal para o Mundial do Brasil com uma exibição de cinco estrelas. Ronaldo resolveu esse apuramento, com dois remates certeiros contra os suecos. Esta noite também foi ele a resolver, com o solitário golo que ditou a derrota dos dinamarqueses em casa.

 

5. Portugal voltou a revelar um bom colectivo. Com atitude, carácter, confiança. Não houve grandes assimetrias, o conjunto funcionou nos diversos sectores. Revelando maior entrosamento entre a defesa e o ataque, encurtando distâncias entre linhas, sem os desequilíbrios ocorridos na primeira parte do França-Portugal. Os laterais estiveram mais protegidos pelo meio-campo e até o tridente ofensivo se integrou em manobras defensivas sempre que a equipa necessitava desse reforço.

 

6. Quero, no entanto, destacar o desempenho de um jogador: Ricardo Carvalho. Teve uma actuação quase perfeita no eixo da nossa defesa, que nunca sofreu os sobressaltos registados na partida da semana passada, contra a França. Sólido, seguro, atento, solidário, competente, o defesa do Mónaco - recém-regressado à selecção após três anos de ausência - correspondeu em toda a linha à confiança que o seleccionador nele demonstrou. Tornando-se a confirmação viva de que não faz qualquer sentido olhar para o bilhete de identidade nem instituir castigos perpétuos ao mais alto nível do futebol português.

 

7. Cédric subiu muito de rendimento em relação ao jogo anterior, comprovando que o seleccionador acertou em cheio ao apostar nele como lateral direito. Mais apoiado, demonstrou neste desafio todas as qualidades que bem lhe conhecemos no Sporting: espírito de luta, combatividade, energia inesgotável, uma vontade indómita de vencer. Está a agarrar da melhor maneira o lugar, que já era dele nos escalões mais jovens. Não esqueçamos que se distinguiu nesta posição como vice-campeão mundial de sub-20, na Colômbia.

 

8. William Carvalho jogou desta vez como titular, na posição de médio defensivo, e reforçou a segurança da equipa nacional. Foi uma das das alterações introduzidas pelo seleccionador no onze titular, ao fazê-lo alinhar no lugar que coubera a André Gomes no jogo anterior. A outra alteração, também coroada de êxito, foi a entrada de Ricardo Carvalho para a posição anteriormente ocupada por Bruno Alves.

 

9. Motivo de orgulho para todos nós: cinco titulares do Sporting contribuíram para esta importante vitória da selecção nacional fora de casa. Em todos os sectores da equipa. Do guarda-redes (Rui Patrício, com duas boas defesas) ao ataque (Nani, que esteve perto do golo aos 26', a passe de Cristiano Ronaldo), da defesa (Cédric) ao meio-campo (William e João Mário, que substituiu Nani aos 68').

 

10. A sorte faz parte do jogo. E Fernando Santos confirmou hoje ser um treinador com sorte ao conseguir três pontos no minuto final. A verdade, no entanto, é que procurou sempre a vitória. Isto ficou bem patente nas substituições efectuadas: João Mário para o lugar de Nani, Éder para o lugar de Danny, Quaresma para o lugar de Tiago. Esta última acabou por ser a chave que ditou o desfecho do desafio.

 

11. A Academia de Alcochete é um viveiro de talentos - a tal ponto que não se limita a formar excelentes jogadores portugueses. Também o guardião dinamarquês, Kasper Schmeichel, é fruto da formação sportinguista, tendo começado por dar os primeiros passos desportivos no nosso clube, onde o seu pai, Peter, se sagrou campeão nacional, como um dos melhores guarda-redes leoninos de todos os tempos.

 

12. Uma palavra final para o árbitro. O alemão Felix Brych podia ter transformado esta partida num festival de cartões, imitando o péssimo exemplo da medíocre arbitragem portuguesa. Mas limitou-se a exibir um cartão a Ronaldo, aos 90 minutos. Nada mais. Fica o exemplo, na expectativa de que possa um dia ser seguido por cá.  

Doze notas sobre o jogo de ontem

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1. Foi um bom treino para o desafio de terça-feira, contra a Dinamarca. Um desafio que temos mesmo de ganhar. Este amigável de ontem, que nos opôs à selecção francesa, serviu fundamentalmente de teste. Perdemos no resultado, tangencialmente, por 1-2. Mas o teste foi superado: creio que Portugal voltou a ganhar uma equipa.

 

2. Fernando Santos, sem complexos de qualquer espécie, não hesitou em lançar seis novos membros no onze-base da selecção. Alterando o desenho táctico e as dinâmicas de jogo, abdicando de um ponta-de-lança fixo durante a maior parte do encontro. Demonstrou ousadia e confirmou ter ideias próprias. A largos espaços, Portugal dominou a partida - sobretudo na segunda parte, onde tivemos uma exibição de grande nível.

 

3. Valeu a pena fazer regressar Tiago, Quaresma, Danny e Ricardo Carvalho à selecção? A meu ver, sim. Isto tem o condão de cortar pela raiz aquela tendência tão portuguesa de suspirar por saudades daqueles que estão longe. Fernando Santos fez saber, desde o minuto zero, que com ele ninguém está dispensado de dar o seu contributo. E com isso anulou qualquer possível candidatura a D. Sebastião.

 

4. Estreias absolutas na selecção A de dois jogadores do Sporting: Cédric e João Mário. Ambos com vasta experiência a nível das selecções mais jovens (Cédric foi vice-campeão mundial sub-20). O nosso lateral direito teve uma partida ingrata, sobretudo na primeira parte, em que o caudal ofensivo francês foi quase sempre canalizado pelo seu flanco sem o devido apoio dos alas portugueses: Nani e Cristiano Ronaldo não recuavam em missões defensivas,  enquanto André Gomes e João Moutinho tardavam nas dobras, o que criava persistentes desequilíbrios nessa zona (Eliseu sentiu o mesmo problema na lateral esquerda). Mas o seleccionador fez bem em mantê-lo em campo até ao apito final.

 

5. João Mário entrou mais tarde, quando faltavam menos de 20 minutos para o fim do jogo, mas creditou-se como um dos melhores em campo, formando um eficaz losango em que os restantes vértices eram William Carvalho (outra grande exibição), Tiago (melhor no segundo tempo, precisamente integrado neste quarteto) e João Moutinho. Mal entrou, com o pesado encargo de render Cristiano Ronaldo, o nosso médio cavou de imediato uma grande penalidade, que daria golo, marcado por Quaresma. Tenho a certeza de que Fernando Santos contará também com ele no desafio contra a Dinamarca.

 

6. Houve exibições superlativas? Nem por isso. Este jogo funcionou sobretudo como demonstração de um colectivo já relativamente afinado - exceptuando os 20 minutos iniciais, em que a selecção francesa se instalou no nosso meio-campo como um vendaval, indiferente ao facto de haver quase dois terços de portugueses ou lusodescendentes nas lotadas bancadas do Stade de France, em Paris.

 

7. Há no entanto um jogador que justifica mais elogios do que os restantes: Pepe. Ontem fez quase tudo bem: percorreu várias vezes toda a extensão da linha defensiva, serviu de pronto-socorro para compensar falhas dos laterais, foi dos pés dele que começaram vários lances de ataque construídos com precisão e esteve a um passo de impedir o golo inaugural dos franceses, substituindo-se a Rui Patrício na linha de baliza. Merece um aplauso especial.

 

8. Fernando Santos esteve bem nas substituições, que melhoraram o nosso rendimento global. Portugal foi uma equipa mais acutilante e focada no ataque com William, João Mário e Quaresma em campo. Destaque para um passe em profundidade, com cerca de 40 metros, de William a lançar Nani, aos 61'. Foi uma das melhores jogadas do encontro. Apenas superada por um remate de cabeça de Ronaldo aos 51', com assistência de Nani, travado in extremis por uma grande defesa do guarda-redes gaulês.

 

9. Em contraste, as entradas de Éder e Vieirinha não produziram nada de novo. Ficou a certeza de que é preferível jogarmos sem ponta-de-lança do que continuarmos a fazer experiências falhadas com "números 9" que não marcam e até preferem andar sempre longe da baliza.

 

10. Danny foi outro jogador que também se mostrou longe da melhor forma - e o que menos rendeu entre os quatro "recuperados" por Fernando Santos, face às exibições de Tiago, Quaresma e Ricardo Carvalho, oscilando entre o bom e o regular. Aparentemente, o avançado do Zenit demorou mais do que os companheiros a adaptar-se ao modelo de jogo definido pelo seleccionador.

 

11. E Ronaldo? Uns furos abaixo daquilo que sempre esperamos dele. Coube-lhe a melhor oportunidade portuguesa em lance corrido e desperdiçou outra hipótese de marcar porque ficou com os pés colados à relva, numa perda infantil de bola. "Frivolidade", chamou-lhe a Marca. Pareceu um pouco desencontrado da equipa. E quando foi para o banco, dando lugar a João Mário, não tardou a aplicar gelo no joelho esquerdo.

 

12. Portugal procurou sempre o empate, sem desistir. Eis a imagem mais forte que nos fica deste encontro que não desfez a nossa já tradicional má-sorte nos embates com a selecção francesa: a última vez que a derrotámos foi em Abril de 1975, tinha Fernando Santos apenas 20 anos. Mas isto já é passado. Agora interessa é pontuar na Dinamarca. Que empatou contra a Albânia. Enquanto alemãesespanhóis perdiam frente à Polónia e à Eslováquia. A Europa do futebol já não é o que era.

Dez notas sobre o jogo de hoje

 

1. Foi o pior jogo da selecção nacional em jogos oficiais neste século. Um jogo lamentável a todos os títulos: não só pelo resultado (derrota em casa contra a Albânia) mas também pela paupérrima exibição.

 

2. Portugal não teve ataque digno desse nome. Rematou muitas vezes, mas sempre mal. A Albânia só rematou uma - e marcou. Fez toda a diferença.

 

3. Depois de um Mundial medíocre, impunha-se a renovação da selecção nacional. Paulo Bento não renovou praticamente nada: apenas uma estreia no onze titular.

 

4. Para este jogo contra a modestíssima Albânia, em que era decisivo apostar no ataque, o seleccionador só convocou um ponta-de-lança: Éder, que em 12 jogos foi incapaz de marcar até hoje um golo pela selecção. Nem no banco havia outro.

 

5. O golo albanês beneficia de um clamoroso falhanço do nosso eixo defensivo. Ricardo Costa - convocado sem competição digna desse nome, com apenas um jogo disputado na Liga do Catar, longe da alta competição - não estava lá.

 

6. João Pereira não joga no campeonato espanhol, mas foi titular na selecção. Miguel Veloso não joga no campeonato ucraniano, mas voltou a ser aposta de Paulo Bento: foi o primeiro a saltar do banco.

 

7. Por que motivo não se aposta em Ruben Neves, que está a ser uma das sensações deste campeonato, ou Carlos Mané, elogiado pela crítica mais insuspeita, ou José Fonte, capitão do Southampton, ou Danilo, um médio de grande qualidade, ou Bruma, cuja vocação goleadora ninguém discute?

 

8. Adrien continua sem se estrear na selecção A. Começo a questionar-me se fará parte de alguma lista negra de Paulo Bento. Como já fazem Danny, Ricardo Carvalho, Bosingwa, Quaresma e Manuel Fernandes. Talvez só assim se explique.

 

9. Ficaram desfeitas as dúvidas de uma vez para sempre: há uma selecção com Cristiano Ronaldo e outra sem ele. Quando ele não joga, como hoje aconteceu, o resultado é sempre pior.

 

10. A partir de hoje, Paulo Bento deixa de ter condições para se manter como seleccionador nacional. Tal como sucedeu com Carlos Queiroz no desastroso início da campanha rumo ao Euro-2012, é tempo de sair pelo seu pé. Espero sinceramente que faça isso.

A ver o Mundial (13)

1. Ontem à noite, contra uma defesa permeável e maleável como a dos EUA (facto que ficou bem patente aos 5', no golo de abertura de Portugal), Cristiano Ronaldo poderia e deveria ter funcionado como ponta-de-lança, desde que bem servido por dois alas muito móveis e combativos como Nani e Varela são. Como escreve hoje n' A Bola o treinador Vítor Manuel, "Éder, único ponta de lança no banco, é ainda um corpo estranho na selecção e Varela era fundamental para dar equilibrio ao corredor esquerdo, melhorar o jogo interior, com Ronaldo na frente, mas Paulo Bento não quis mudar o esquema táctico". Em suma: precisávamos de marcar e de ganhar. Assim Ronaldo nem sequer rondou o golo, quanto mais concretizá-lo.

2. Postiga à frente, na calamitosa situação física em que se encontra, seria sempre a pior das soluções. Como foi. Éder não revelou envergadura sequer para figurar entre os 23. Tem potencialidades, mas não acredita nele próprio: isso percebeu-se claramente na fase da preparação, nos jogos "a feijões". E como apostar num goleador que ainda não marcou na selecção quando os golos se tornam absolutamente necessários?

3. Paulo Bento, que contra a Alemanha já tinha assistido com inacreditável passividade à expulsão de Pepe sem mexer de imediato na equipa (limitou-se a fazer recuar Meireles para central durante dez minutos e só mandou entrar Ricardo Costa após o intervalo), voltou a pecar por passividade ontem à noite, frente aos Estados Unidos. André Almeida jogou quase meia hora em inferioridade física: aquele corredor direito norte-americano tornou-se uma auto-estrada com via verde. Com o seleccionador a assistir, impotente.

 


4. Só na segunda parte o seleccionador desviou Veloso para a ala esquerda (onde fez melhor que André Almeida, o que não era difícil, embora fosse várias vezes batido em velocidade) e mandou entrar William Carvalho para fechar o espaço enorme existente entre os centrais e o nosso meio-campo. A equipa melhorou logo de rendimento. A qualidade de passe de William impôs-se naquela faixa do terreno, além de ter sido ele o primeiro construtor dos lances ofensivos - muitas vezes através de recuperações de bola.

5. Mas nem assim funcionámos como era necessário. Porquê? O meio-campo fetiche do seleccionador - Veloso, Meireles e Moutinho - pura e simplesmente não funcionou. Veloso está sem ritmo, Meireles está sem arcaboiço físico (excesso de tatuagens?) e Moutinho está uma sombra de si próprio. Isso era mais que evidente há meses. O que leva a questionar novamente a não-convocação de Adrien, por exemplo. A selecção é para os melhores do momento ou só para aqueles que conseguiram lugar cativo em bons momentos do passado com Paulo Bento ao leme da selecção?

6. Não há necessidade de procurar outros factores - clima, árbitro, etc - para perceber as causas do mau rendimento da equipa nacional. O mau rendimento deve-se à falta de condição física - com reflexos na parte anímica - de demasiados jogadores convocados para o Brasil. Julgo que batemos o recorde mundial de lesionados sem bola nesta fase final: Coentrão, Hugo Almeida, Patrício, Bruno Alves, Postiga, André Almeida. Demasiados casos para não dar que pensar. Enquanto outros, em excelente condição física, ficaram em Portugal.
Sem ovos não se fazem omeletes, já dizia o saudoso Otto Glória. Cheio de razão.

Dez notas sobre o jogo de hoje

 

Gostei

 

1. Dos golos da vitória (por 5-1) no jogo contra a Irlanda: foram cinco. Dois de Hugo Almeida, um de Vieirinha, outro de Coentrão e um autogolo irlandês.

 

2. De Cristiano Ronaldo. Atirou uma bola ao poste, fez uma óptima assistência para golo (de calcanhar) e revelou o inconformismo de sempre.

 

3. Da dinâmica de Nani. Entrou só aos 65', mas muito a tempo de fazer duas primorosas assistências para golo - uma das quais de trivela, para Coentrão. Parece estar a regressar ao topo da forma.

 

4. De perceber que temos várias opções funcionais não só para o mesmo lugar (incluindo guarda-redes) mas também para diferentes sistemas de jogo. Algo muito útil num Mundial que promete ser muito competitivo e duro a vários níveis.

 

5. Da ligação entre os diferentes sectores da equipa. Muito superior à revelada nos anteriores encontros de preparação para o Mundial, contra a Grécia e o México.

 

6. Da alegria, determinação e vontade de vencer que sentimos e pressentimos na equipa nacional. Para calar todas as vozes agourentas que vão piando noite após noite nas pantalhas cá do burgo.

 

7. Do balanço destes três desafios de preparação: duas vitórias e um empate, seis golos marcados e apenas um sofrido. As vitórias começam a ser construídas com defesas sólidas, como bem sabemos. E Portugal tem apresentado solidez, designadamente no eixo da defesa, com várias combinações: Bruno Alves-Ricardo Costa, Luís Neto-Ricardo Costa e Bruno Alves-Luís Neto. Nada a recear, mesmo com Pepe ainda não totalmente recuperado dos efeitos da mais recente lesão.

 

8. De registar este facto: Portugal não perde há sete jogos. As coisas são o que são.

 

 

Não gostei

 

1. Da prestação da equipa irlandesa. Demasiado frouxa, demasiado débil. Merecíamos um adversário mais forte e que desse mais luta nesta fase decisiva da preparação.

 

2. Da anulação aos 90' do que esteve quase a ser o sexto golo português. Por fora-de-jogo milimétrico de Nani naquela que foi a melhor jogada de todo o desafio e envolveu vários jogadores em sucessivas tabelas sempre ao primeiro toque - incluindo o nosso William Carvalho.

Notas sobre o jogo de ontem

 

1. Não há conquistador sem sorte. A sorte sorriu à selecção nacional no desafio amigável contra o México, ontem de madrugada. No último lance do jogo. Com um grande golo marcado por Bruno Alves - o seu décimo com as cores nacionais. Quem diria que é um defesa?

 

2. Vale a pena ver e rever o golo. Pelo sentido posicional de Bruno Alves, pela sua capacidade de elevação, pela força do remate de cabeça - como se o jogo estivesse a começar e não à beira do fim. E sobretudo pelo inconformismo que revela: ele é dos que pensam, e muito bem, que um empate sabe sempre a pouco. É com este ânimo que temos de jogar no Mundial do Brasil.

 

3. Mas o golo não vale só pela finalização. Vale também pela destreza de Helder Postiga, que consegue arrancar um livre em zona perigosa. E pela exemplar execução do castigo por parte de João Moutinho, que continua a ser uma evidente mais-valia da selecção nos cruciais lances de bola parada.

 

4. Quando só um defesa consegue marcar, isto diz-nos alguma coisa do nosso défice ofensivo. Eder bem se esforça, mas até ao momento tem sido inconsequente: ficou em branco no medíocre jogo-treino com a Grécia e repetiu a dose nula neste embate realizado em Foxborough (Massachusetts, EUA), com milhares de adeptos portugueses nas bancadas.

 

5. Melhor português em campo? Eduardo. Salvou pelo menos dois golos quase inevitáveis. E comprovou que estamos bem servidos de guarda-redes na selecção. Se o nível fosse o mesmo na linha avançada podíamos desde já sonhar com os quartos-de-final da prova máxima do desporto-rei.

 

6. Rui Patrício permaneceu no banco. Estará Paulo Bento a pensar relegá-lo à condição de suplente nesta fase final do Campeonato do Mundo após o guarda-redes do Sporting ter cumprido como titular toda a qualificação? Creio que não. Mas vale a pena estarmos atentos.

 

7. Pepe e Meireles, ao que parece, continuam tocados. Se não recuperarem a tempo do nosso jogo inaugural contra a Alemanha o primeiro pode ser substituído por Ricardo Costa, a quem não falta experiência, e o segundo dará espaço a William Carvalho em posição mais recuada forçando Miguel Veloso a adiantar-se no terreno. Nada que preocupe excessivamente o seleccionador, tenho a certeza.

 

8. Cristiano Ronaldo voltou a não jogar, como já havia sucedido frente à Grécia. Mas parece apto a alinhar no último jogo-treino antes do Mundial - contra a Irlanda, na terça-feira. Para nós não pode haver melhor notícia. Porque a selecção é muito inferior sem ele, está mais que visto.

 

9. Boas notas neste jogo? Além das já referidas, destaco as exibições de Luís Neto - muito seguro no eixo da defesa, ao lado de Bruno Alves - e de Vieirinha, que já tinha causado boa impressão contra a Grécia pelas suas velozes incursões na ala direita do nosso ataque. Mas Neto deve acautelar-se com os cartões: aquela entrada violenta que lhe mereceu o amarelo, num jogo mais a sério, talvez lhe valesse um cartão de outra cor.

 

10. Não entendi a colocação de Fábio Coentrão na posição de médio interior: como seria de esperar, não trouxe qualquer benefício ao desenho táctico da selecção. Nem vislumbrei a vantagem de ver André Almeida como lateral esquerdo titular. Seria uma homenagem à "polivalência" do rapaz? Eu sei que a sorte tem vindo ao nosso encontro, mas convém não abusar dela.

Sistema em ação

“Sou contra todo e qualquer ato racista e sei o que levou o Quaresma a momentaneamente ficar muito exaltado. Qualquer um ficaria nas mesmas condições. Tive o cuidado de ver pela televisão, que acompanhou sempre o Quaresma, de verificar que ele não agrediu ninguém e apenas quis responder a quem o insultou e portanto dou aqui a minha solidariedade ao Ricardo Quaresma. Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes” (Conselheiro de casamentos)

"Até entendo" que ser de uma minoria qualquer lhe confere o direito de tentar agredir seja quem for, e ainda ser o injustiçado . 

Sobre o jogo contra os Andrades!

Depois de tanto já aqui ter sido escrito e com o qual estou de acordo deixo apenas algumas breves notas sobre o jogo de ontem.

i) Se tivesse tempo, todos os dias escreveria um texto sobre o William Carvalho. Ele ainda não se foi embora e eu já tenho saudades deles. É um jogador inacreditável, o melhor jogador que vi formado no Sporting desde Cristiano Ronaldo sendo que Carvalho é, neste momento, mais influente na equipa do que Ronaldo alguma vez foi. Carvalho transpira classe, maturidade e tranquilidade.

ii) Adrien fez um jogo fabuloso. Paulo Bento, claramente, deve andar muito confuso. Micael é menos de metade do jogador que Adrien é.

iii) André Martins fez um grande jogo. Não pela assistência - de enorme qualidade - mas porque correu muito durante o jogo a pressionar as saídas da equipa do norte. Não é nada fácil e o desgaste é tremendo!

iv) Slimani é um mouro de trabalho para além de que aquela cabecinha vale ouro. A bola por vezes não o favorece mas o que ele corre, salta, pressiona faz do argelino um jogador fundamental no actual Sporting. Slimani fez um grande jogo ontem. Se não existisse um tipo alto chamado William Carvalho, ontem, Slimani, teria sido o melhor jogador em campo.

v) Quaresma é um jogador que tinha tudo para ter sido o maior menos a cabeça. Ontem foi, claramente, o melhor jogador da equipa adversária.

vi) Esta equipa do Sporting merece muito mais do que os pouco mais de 36000 adeptos presentes ontem no estádio. Qual é a desculpa para não ir à bola? A equipa corre, esforça-se, joga bom futebol e ganha (na larga maioria das vezes). Os bilhetes não são caros! Consegue-se fazer uma época inteira com €300,00, menos do que se gasta em café (para quem bebe) ao longo de um ano!

vii) Proença fez uma arbitragem ao seu nível. Martins está fora de jogo. Está na minha linha de visão e disse-o no momento. É, apesar de tudo, um lance complicado para o bandeirinha na medida em que Martins aparece junto a ele e isso dificulta a acção do árbitro. Não aceito, no entanto, a tese de que o Sporting foi beneficiado. Adrien leva amarelo aos 10 minutos num lance normal a meio do meio-campo adversário. Os dois centrais de azul e branco deveriam ter recebido ordem de expulsão. Mangala por acumulação de amarelos e Abdoulaye por vermelho directo. Danilo deveria também sido admoestado com segundo amarelo. Ademais, houve uma quantidade de faltas a meio-campo muitíssimo duvidosas. Como se sabe, é nesses lances que um árbitro condiciona o jogo de uma equipa. Os lances de penalty ou fora-de-jogo, sendo importantes, são possíveis de acontecer.

viii) Não sei se já me pronunciei sobre William Carvalho. O tipo que, no meio de quatro adversários consegue ficar com a bola, que faz passes de 30 metros a desmarcar colegas, que quando embala em velocidade é quase imparável e que deixa qualquer adepto mais nervoso tranquilo como um bebé depois de mamar. Que jogador de futebol! 

Rescaldo do jogo de ontem

Costumo escrever estas notas durante os jogos do Sporting e publico-as geralmente no nosso blogue logo após o apito final.

Mas toda a regra tem excepção.

A partida de ontem foi totalmente desvirtuada pela equipa de arbitragem. Como toda a imprensa de hoje - sem excepção - reconheceu. E - facto também unânime - ninguém deixa de admitir que o Sporting foi o grande prejudicado neste encontro do Bonfim, já de má memória.

 

Perante isto não faz qualquer sentido comentar o jogo nos moldes habituais. Em função das opções técnicas, dos dispositivos tácticos ou da prestação colectiva da equipa. Alguns blogues fizeram isso, como se este tivesse sido um jogo normal. Mas não foi.

Vale a pena, no entanto, deixar aqui algumas notas. Sete, para ser mais preciso.

 

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1. A actuação da equipa liderada pelo senhor Vasco Santos ultrapassa tudo quanto vimos esta época. Ultrapassa os seis pontos que já nos haviam espoliado frente ao Rio Ave, Nacional e Académica. Já não estamos perante meros erros de arbitragem, compreensíveis ou intoleráveis. Foi um descalabro completo. Caso para dizer que Vasco Santos e seus acólitos não acertaram uma.

 

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2. Por uma vez, Leonardo Jardim deixou-se de panos quentes. E fez bem. Nem seria aceitável outra atitude. "Não gosto de falar de arbitragens, resumo o meu trabalho a treinar o Sporting, mas penso que estamos bater um recorde mundial de golos mal anulados. É incrível como isto é possível", disse o nosso treinador. O sistema defende-se apontando armas contra nós. Não é o momento de reagir com cortesia diplomática. Quem não se sente...

 

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3. Falando ontem à noite naquele que é - de longe - o melhor programa televisivo de rescaldo das jornadas futebolísticas, Pedro Sousa pôs o dedo na ferida, abordando sem rodeios uma questão que a imprensa especializada em futebol tem omitido: os três árbitros portugueses mais internacionais - Pedro Proença, Jorge Sousa e Olegário Benquerença - quase não apitam jogos dos chamados "três grandes". Adoram actuar nas competições internacionais mas por cá passam ao lado as partidas que podem gerar mais polémica. Com a conivência total do responsável máximo pela arbitragem, Vítor Pereira. Não faz qualquer sentido que os jogos mais importantes fiquem entregues a incompetentes, como uma vez mais aconteceu neste fim de semana.

 

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4. Slimani já demonstrou que merece ser titular. Foi, de longe, o melhor jogador ontem em campo. Marcou um golo, quase marcou outro e foi alvo de uma grande penalidade não assinalada pelo senhor Santos. Surge em movimentação constante, provocando calafrios nas defesa adversários. Tem de continuar assim. Titular. Isto invalida que Montero não jogue também de início? Nada disso. Implica apenas que o técnico adapte o sistema de jogo à presença em campo destes dianteiros, dois dos melhores jogadores que actuam no campeonato português.

 

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5. Carrillo desperdiça oportunidades atrás de oportunidades. Voltou a acontecer ontem no Bonfim: o peruano continua a não fazer jus à condição de titular que Leonardo Jardim sistematicamente lhe atribui. Está mais que visto que rende muito mais quando entra como suplente na última meia hora de jogo. É tempo de reconhecer este facto.

 

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6. Confesso que Heldon também ainda não me convenceu como titular. Falta-lhe intenção, ousadia e acutilância. Vai ainda uma distância grande entre aquilo que promete e o que cumpre.

 

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7. Magrão mantém-se igual a si próprio: um jogador que teima em não passar da vulgaridade. Não fez ainda nada que me impressionasse. E garanto que não é por ter qualquer preconceito contra o médio brasileiro que escrevo isto.

Condolências

O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Eusébio da Silva Ferreira, um símbolo do desporto nacional. À família de Eusébio e amigos, o Sporting Clube de Portugal apresenta os seus sentidos pêsames. 05-01-2014.

 

O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Mário Coluna, um símbolo do desporto nacional. À família e amigos de Mário Coluna, o Sporting Clube de Portugal apresenta os seus sentidos pêsames. 25-02-2014.

 

Eusébio e Mário Coluna. Dois símbolos do maior rival de sempre do Sporting, o Benfica.

Em ambos os textos inexiste uma única alusão ao Benfica. O que lamento.

Considero que a nossa grandiosidade e forma elevada de estar no desporto se revê, também, nestes gestos de respeito e evocação dos adversários. Muito recentemente, e só para citar um exemplo, faleceu Luís Aragonés, figura do Atlético de Madrid, e o Real Madrid não se coibiu de prestar os seus sentimentos ao rival.

Bruno de Carvalho esteve impecável ao participar nas cerimónias fúnebres de Eusébio e, tendo até isso em conta, mais incompreensível se torna a omissão recorrente, nestas notas de condolências, da entidade desportiva onde de forma muito marcante aqueles jogadores se evidenciaram e que dá o caso de ser o nosso maior e estimado rival.

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