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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Bastou uma senhora para destronar todos os cavalheiros. A nossa Cristina Torrão destacou-se, solitária, a antecipar com sucesso o desfecho do Sporting-Nacional. Um 2-0 que nos soube a pouco mas que a confirma como uma das mais argutas antecipadoras de resultados deste frustrante campeonato leonino.

Faltam oito jornadas para saber quem conquista a Liga 2016/17 e - muito mais importante - quem vence a nossa "liga" dos prognósticos...

Rescaldo do jogo de hoje

2017-03-18 19.20.37.jpg

 

 

Gostei

 

De ganhar o jogo.  Segunda vitória leonina consecutiva no campeonato. Desta vez em casa, por 2-0, frente ao Nacional.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue: marcou os dois golos do Sporting na sequência de cantos bem apontados por Bryan Ruiz, aos 13' e aos 34'. Reforça a liderança da lista dos artilheiros da Liga 2016/17 e ganha terreno na corrida à Bota de Ouro europeia. Com 24 golos marcados em 23 jogos do campeonato. Foi novamente o nosso melhor jogador em campo - e já com direito a cântico personalizado em Alvalade.

 

De Gelson Martins. Excelente partida do nosso extremo direito. Os dois golos são antecedidos de grandes jogadas do jovem internacional formado na Academia leonina, ambas desviadas in extremis para canto. Quase marcou aos 16' e aos 88'. Protagonizou ainda grandes lances na sua ala (25', 34' e 66').

 

De Podence. Após uma hora de jogo, o Sporting começou a esmorecer, com muito toque inconsequente, muito atraso de bola, fraca velocidade e falta de vontade de construir um resultado mais dilatado frente ao modestíssimo Nacional. Jorge Jesus mandou então sair Alan Ruiz, hoje com uma pálida exibição, e fez entrar Podence, que sacudiu o jogo, imprimindo-lhe dinâmica e velocidade. Boa prestação do jovem reforço, sublinhada com aplausos das bancadas.

 

De Matheus Pereira. Hoje voltou a ser titular. E voltou a demonstrar ao treinador que justifica a aposta que está a ser feita nele. Nota positiva.

 

De Rui Patrício. Decisivo em dois momentos do jogo para travar o Nacional. Logo aos 9', com uma aparatosa defesa de cabeça no limite da grande área. Depois, aos 76', respondendo da melhor maneira a um remate rasteiro de meia distância, muito bem colocado.

 

De ver a nossa defesa invicta. Ao contrário do que vem sendo habitual, desta vez as nossas redes permaneceram invioladas. É caso para celebrar.

 

De ver o estádio muito preenchido. Segundo números oficiais, hoje fomos 43.167 em Alvalade. Viam-se muitas famílias nas bancadas, o que é sempre de louvar. Consequência do dia e da hora (sábado, pelas 18.15) e também da tarde muito amena, com temperaturas acima da média já a antecipar a Primavera.

 

De ver diminuída a distância para o Benfica. De pouco nos vale, mas o tropeção dos encarnados em Paços de Ferreira fez reduzir de 12 para 10 pontos a nossa diferença pontual com a equipa que ainda lidera o campeonato.

 

 

Não gostei

 

Do adormecimento da equipa nos últimos 25'. Vários jogadores pareceram conformados com o 2-0 e sem vontade de ampliar a vantagem. Perderam-se em pequenos toques no nosso meio-campo e sucessivos atrasos ao guarda-redes. Comportamento de equipa pequena frente ao lanterna vermelha do campeonato, o que é inaceitável.

 

Da goleada que não aconteceu. Ao intervalo vencíamos com uma vantagem confortável. Não faltou quem pressentisse uma goleada - seria a primeira deste campeonato em Alvalade. Os adeptos esperam sempre o melhor da sua equipa. Infelizmente, não foram correspondidos. Para desapontamento do próprio treinador.

 

De Marvin. Segundo jogo como titular, mas transmitindo novamente a sensação de que tanto lhe faz jogar ou não. Falhou demasiados passes, não soube articular-se com Matheus no corredor esquerdo. Tem uma atitude displicente: parece faltar-lhe sempre um suplemento de ânimo.

 

De Bruno César. Substituiu Matheus Pereira a meio da segunda parte, quando o treinador quis imprimir velocidade ao jogo leonino. Mas entrou mal: não foi o "chuta-chuta" de outros tempos, longe disso.

 

Da última substituição, a um minuto do fim. Não havia que queimar tempo, pois a vitória estava garantida. Achei incompreensível a inútil troca de Bryan Ruiz por Palhinha.

 

Dos assobios à equipa. Nota-se uma irritação crescente no "tribunal" de Alvalade: as bancadas não perdoam ao mínimo deslize dos jogadores, sobretudo quando detectam falta de empenho e falta de combatividade. Mas hoje, sobretudo na última meia hora, abusou-se dos assobios: William Carvalho, Bryan Ruiz, Marvin e Schelotto foram alguns dos mais visados. Não havia necessidade.

 

Fotografia minha, tirada esta noite em Alvalade

Os nossos jogadores, um a um

Uma equipa à deriva, sem médio de construção, com a ala esquerda coxa, um segundo avançado ausente e erros primários que não se perdoam na alta competição - incluindo um penálti falhado por William Carvalho, como se não houvesse outros jogadores mais indicados para apontar o castigo máximo. Terceiro empate consecutivo do Sporting no campeonato - desta vez a zero, frente ao Nacional. Já com o líder do campeonato a sete pontos.

Hoje o descalabro colectivo contaminou alguns dos nossos melhores jogadores - de Rui Patrício a William, de Coates a Bruno César.

Markovic e Marvin foram as nulidades habituais, Elias só não os imitou porque apenas entrou ao minuto 87. E o argentino Alan Ruiz, também suplente utilizado, continua sem demonstrar porque foi um jogador adquirido por tão elevado preço.

Incapazes de marcar, sofremos ainda um enorme calafrio à beira do fim do encontro, quando o Nacional viu uma bola embater na trave. Podemos, portanto, ainda concluir que tivemos sorte.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Grandes reflexos aos 26', impedindo um golo. Mas pareceu quase sempre  intranquilo. Uma defesa atabalhoada quase originou autogolo (64'), uma saída em falso da baliza foi brinde que o Nacional desperdiçou (89').

SCHELOTTO (5). Vontade não lhe faltou. Mas faltou-lhe talento para centrar com ponderação. Desperdiçou demasiadas energias em lances inconsequentes. No seu melhor cruzamento, aos 72', a bola não encontrou ninguém.

COATES (4). Ganhou um penálti aos 7': de nada nos valeu. Corte primoroso aos 14'. Depois foi acumulando erros e falhando sucessivos passes. Ultrapassado aos 64' por Ricardo Gomes, que esteve a centímetros de marcar.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do Sporting. Desequilibrou diversas vezes, conduzindo a bola de trás para a frente. Tentou remar contra a maré, quase sempre sem sucesso. Podia ter marcado na sequência de um livre (87').

MARVIN (2). Incapaz de fazer um cruzamento enquanto se arrastou em campo, tornando inútil todo o nosso flanco esquerdo. Nunca fez a diferença em lance algum. Substituído - muito tardiamente - aos 87'.

WILLIAM CARVALHO (3). O jogador que parece mais perdido com a ausência de Adrien. A forma desleixada como apontou o penálti, deixando o guardião Rui Silva defender, foi um forte contributo para o desaire anímico da equipa.

BRUNO CÉSAR (4).  Entrou como médio de construção mas nunca foi eficaz, sem conseguir rasgar linhas de passe. Incapaz de fazer a diferença na marcação das bolas paradas: aos 81' marcou muito mal um livre. Acabou a lateral.

GELSON MARTINS (5).  Fez talvez o jogo mais apagado desta época. Ainda assim, esteve quase a marcar com um grande remate (21'). Tentou melhorar a mecânica colectiva da equipa nas transições ofensivas, mas foi um homem só.

BRYAN RUIZ (4).  Continua a ser uma sombra do que foi na época passada. Triste, apagado, pouco dinâmico, errante em campo, aparentando falta de pulmão. Bom cruzamento aos 29': Bas Dost desperdiçou. Substituído aos 64'.

MARKOVIC (2). Passou ao lado do jogo: começa a tornar-se um hábito. Revelou frequentes erros de posicionamento, perturbando o raio de acção de Gelson. Quando Jesus o mandou sair de campo, aos 59', já foi tarde..

BAS DOST (3). Fraco balanço do internacional holandês: fez dois remates enquadrados com a baliza, desperdiçando ambas as oportunidades, atirando a bola por cima e ao lado. Incompreensível não ter sido ele a marcar o penálti.

ALAN RUIZ (2). Reapareceu na equipa, entrando aos 59'. Aos 68', falhou ridiculamente um pontapé de meia distância - espelho perfeito do desnorte da equipa. Parece incapaz de abordar um lance sem fazer falta.

CAMPBELL (5). Entrou aos 64', rendendo Bryan Ruiz. Revelou mais vontade de domínio de bola e mais confiança do que o compatriota, patente num grande passe aos 75' para Bruno César, derrubado com penálti não assinalado.

ELIAS (4). Substituiu Marvin aos 87', com pouco tempo para dar a volta ao jogo. Mas o brasileiro ainda tentou, ao infiltrar-se na grande área do Nacional já no tempo extra, servindo Bas Dost, que concluiu mal o lance.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do desempenho do Sporting. Foi um jogo lamentável - tão mau ou pior do que o anterior, frente ao Tondela. A equipa anda à deriva, apática, com uma gritante falta de atitude e uma clamorosa falta de empenho por parte de vários jogadores. Hoje não conseguiram melhor do que um empate a zero frente ao Nacional, na Choupana. No mesmo palco e perante o mesmo conjunto que há um ano tínhamos vencido 6-0.

 

De William Carvalho. Aos 7', Coates foi derrubado dentro da grande área. Penálti claro, desperdiçado pelo capitão da equipa com um remate frouxo e muito denunciado. Oportunidade perdida. Não voltámos a ter outra assim.

 

Do treinador. É incompreensível que Jorge Jesus tenha indicado William como marcador da grande penalidade, quando é sabido que esta não é uma especialidade do capitão, que já tinha falhado um penálti na final do Europeu sub-21 frente à Suécia. Bruno César não poderia ter assumido essa tarefa? Bas Dost não sabe marcar penáltis?

 

Do onze titular. Jesus parece aprender muito pouco com os sucessivos desaires da equipa. Tirou Elias, mas Bruno César não foi superior enquanto médio de construção. E voltou a dar oportunidades a jogadores que nada contribuem para um bom desempenho do onze leonino, como Marvin e Markovic. Continua a optar pelo apagadíssimo Bryan Ruiz, quase sem dar oportunidades a Campbell. E anda à deriva, tal como a equipa, sem conseguir fixar um titular na posição de segundo avançado.

 

De Bas Dost. Mal se deu por ele em campo. Fez-nos sentir saudades de Slimani. E até de Teo Gutiérrez.

 

De Alan Ruiz. Suplente utilizado, voltou a ser uma nulidade. Sem nunca ganhar um lance, sem visão de jogo, sem capacidade de abrir linhas de passe. Podia ter continuado no banco.

 

Do número de passes falhados. A partir de certa altura deixei de contá-los, tantos eram e tão disparatados. Em todas as zonas do terreno.

 

Do penálti perdoado ao Nacional aos 75'. Bruno César foi claramente derrubado em falta, sem que o árbitro Vacso Santos assinalasse o castigo máximo. Embora nada garantisse que, havendo penálti, desta vez a bola entrasse.

 

Da incapacidade de construirmos lances ofensivos. Processo de construção lento atrás, domínio de bola atabalhoado à frente. O lesionado Adrien nunca fez tanta falta como agora.

 

Do nosso terceiro empate consecutivo na Liga 2016/17. Depois de tropeçarmos frente ao Guimarães e em casa contra o Tondela. Não há duas sem três.

 

De mais dois pontos perdidos. Estamos já a sete do Benfica, que hoje somou mais três.

 

 

Gostei

 

De Rúben Semedo. Foi talvez o jogador do Sporting que errou menos nesta partida. Foi também um dos poucos que revelaram genuína atitude leonina, bem patente na forma como nos últimos minutos procurou empurrar a equipa para diante. Podia ter marcado, aos 87', com um bom cabeceamento na sequência de um canto, defendido pelo guarda-redes do Nacional. Voto nele como o melhor jogador da nossa equipa nesta partida. Ou o menos mau, para ser mais rigoroso.

 

De Gelson Martins. Inconformado com o marasmo dos colegas, tentou remar contra a maré fazendo valer a sua boa técnica individual. Desta vez os lances não lhe saíram tão bem e teve ainda por cima Markovic, mal posicionado, a estorvar-lhe o seu raio de acção. Mas merece nota positiva pelo empenho - ao menos isso.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Depois de termos levado três do Rio Ave, dois do Estoril, mais três do Guimarães e outro do Tondela, ao menos hoje mantivemos as nossas redes invictas.

 

Da sorte. Um inacreditável falhanço de Coates, incapaz de interceptar a bola na zona que lhe estava confiada, e uma defesa sem nexo de Rui Patrício quase geraram um autogolo do nosso guarda-redes. Felizmente a trave impediu esse mal maior.

Os prognósticos passaram ao lado

Mais uma jornada, mais uma série de prognósticos falhados. Os nossos colegas e os nossos leitores foram muito comedidos nos seus vaticínios: o melhor que se arranjou, na antevisão do Nacional-Sporting, foi a vitória leonina por 0-3. Ninguém ousou esticar um pouco mais o palpite.

Lamento portanto anunciar que ninguém acertou - pela terceira semana consecutiva. Espero que da próxima vez haja prognósticos mais ousados e variados. E que ninguém receie arriscar um bom resultado para o nosso Sporting.

Os nossos jogadores, um a um

Terceira goleada leonina na Liga 2015/16 - e a segunda fora de casa, após termos vencido o Setúbal no Bonfim por seis golos sem resposta. Desta vez o triunfo acabou por ter um sabor especial por ter ocorrido na Choupana, único palco de onde até agora saímos derrotados, frente ao União. Agora, contra o Nacional, nunca a nossa vitória esteve em questão: pelo contrário, dominámos o tempo todo e começámos a construir o resultado muito cedo, logo aos 3', num remate indefensável de Slimani, cabeceando como gosta e aproveitando da melhor maneira um canto muito bem marcado por João Mário.

Os outros golos foram surgindo a um ritmo pendular, traduzindo a supremacia leonina neste desafio: Adrien de penálti aos 52', João Mário de recarga aos 63', novamente Slimani convertendo uma grande penalidade aos 86'. E a goleada podia ter sido ainda mais expressiva: Bryan Ruiz introduziu aos 17' a bola na baliza mas o lance foi (mal) invalidado pela equipa de arbitragem.

Com um inédito par de defesas centrais que deu boas provas no terreno, Teo Gutiérrez desta vez no banco e Barcos mantido em Lisboa, o Sporting alinhou com seis jogadores da formação - prova evidente de que, ao contrário do que alguns diziam, Jorge Jesus não só aproveita os jovens talentos portugueses como faz questão de torná-los protagonistas dos seus processos de jogo.

A figura da partida, para mim, foi Slimani. Marcou dois golos, serviu Bryan para o que foi injustamente anulado e ainda disparou uma bola à barra. Cada vez tem mais vontade de se sagrar rei dos goleadores neste campeonato. Estamos todos a torcer por isso.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Fez a primeira defesa do desafio, aliás pouco difícil, quando já estavam decorridos 89'. Foi a primeira e única. No resto do tempo limitou-se a estar atento entre os postes.

JOÃO PEREIRA (7). Introduziu grande vivacidade à ala direita da equipa, ganhando praticamente todos os confrontos individuais. É um dos jogadores mais em evidência neste Sporting 2015/16.

RÚBEN SEMEDO (8). Intransponível. Seguro nos cortes, colocando a bola sempre bem direccionada no início do processo ofensivo, actuou de modo irrepreensivel no lugar do lesionado Paulo Oliveira.

COATES (8). Impecável no jogo aéreo, combinou muito bem com o parceiro do eixo central da defesa. Nem parecia que era apenas o seu segundo jogo no Sporting. Excepcional passe longo para Slimani aos 77'.

MARVIN (6). O mais irregular elemento da nossa defesa. Teve bons apontamentos, mas continua sem fazer esquecer o ausente Jefferson - sobretudo nos centros com conta, peso e medida para a grande área.

WILLIAM CARVALHO (8). Atento às dobras dos laterais, foi crucial no domínio indiscutível do Sporting no meio-campo. Grande passe criativo aos 18', demonstrando que volta a estar em excelente forma.

ADRIEN (7). Um pouco abaixo no nível superlativo a que nos tem habituado, confirmou-se como o nosso melhor marcador de penáltis ao converter o que resultou no segundo golo. Saiu aos 72', poupado a maiores esforços.

JOÃO MÁRIO (8). Mestre do passe curto, senhor de inegável domínio técnico, nos pés dele começou a construir-se a vitória ao apontar muito bem um canto à cabeça de Slimani. Numa recarga, marcou o nosso terceiro golo.

BRUNO CÉSAR (4). Veio de uma lesão, jogou pouco mais de meia hora e voltou a lesionar-se. Enquanto esteve em campo denotou dificuldades físicas. Substituído por Carlos Mané aos 35'.

BRYAN RUIZ (7). Esteve algo apagado de início, mesmo tendo marcado um golo mal anulado. Soltou-se no segundo tempo, abrindo aos 51' um túnel na grande área de que resultou um penálti - e o nosso segundo golo.

SLIMANI (9). Dois golos convertidos, uma assistência para um terceiro (mal invalidado) e ainda uma bola atirada à barra. Que mais querem do argelino? É um dos grandes obreiros deste Sporting candidato a campeão.

CARLOS MANÉ (6). Jorge Jesus lançou-o aos 35', para o lugar de Bruno César. Uma bola a rasar o poste foi a maior proeza do jovem da nossa formação neste encontro em que acusou algum excesso de individualismo.

AQUILANI (5). Substituiu Adrien aos 72'. Ajudou a segurar o jogo numa fase em que o Sporting abrandava a velocidade mas rematou sem nexo à baliza. Uma exibição que soube a pouco.

SCHELOTTO (6). Entrada aos 79', rendendo Marvin mas alinhando na ala direita enquanto João Pereira transitava para a esquerda. Irrequieto, cavou a falta de que nasceriam o segundo penálti e o nosso quarto golo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória. Num estádio tradicionalmente difícil, frente ao Nacional, vencemos e convencemos. Com mais uma goleada (4-0), após a que se registou em Alvalade contra o V.Guimarães (5-1) e o categórico triunfo no Bonfim (6-0).

 

Do primeiro golo, que surgiu cedo. Iam decorridos apenas três minutos quando Slimani inaugurou o marcador.

 

Da forma como controlámos o jogo. Dominámos do primeiro ao último minuto, sem qualquer espécie de discussão.

 

Da nossa organização colectiva. Uma vez mais, a superioridade leonina deve-se em grande parte à forma como a nossa equipa soube posicionar-se em campo - com todos os jogadores atentos às linhas de passe, a recuperar bolas, a ir às dobras, a criar desequilíbrios.

 

De Slimani. Marcou mais dois golos (um dos quais de penálti, já com Adrien fora). E ainda mandou uma bola à barra. Merece ser distinguido como melhor em campo. E sobe para 22 o número de golos que já marcou nesta temporada - 18 dos quais no campeonato.

 

De João Mário. Outra grande exibição do nosso médio ofensivo, sobretudo nas suas características movimentações da ala para o centro. Numa dessas manobras marcou o nosso segundo golo, aos 63', aproveitando um ressalto após a bola disparada por Slimani ter embatido na barra. A forma superior como marcou um canto aos 3' funcionou como assistência para o primeiro golo de Slimani.

 

De William Carvalho. Parece regressar à boa forma a que nos habituou nas duas últimas temporadas. Hoje teve uma actuação praticamente irrepreensível, destacando-se na recuperação de bolas e na fase inicial da nossa organização ofensiva.

 

Dos nossos centrais. Rúben Semedo e Coates, categóricos no eixo defensivo, transmitiram personalidade e tranquilidade à equipa. Cortaram tudo quanto havia para cortar e pouparam Rui Patrício a grandes esforços. O nosso guardião fez a primeira e única defesa da partida aos 89'.

 

De vencer com seis portugueses no onze titular. Jogaram Rui Patrício, João Pereira, Rúben Semedo, William, Adrien e João Mário. E ainda Carlos Mané, que entrou logo aos 35'.

 

Da ausência de nevoeiro na Choupana. Desta vez a visibilidade foi total.

 

Do apoio intensivo da claque leonina. Fez-se escutar - e de que maneira - no recinto do Nacional. O 12º jogador continua a empurrar o Sporting na caminhada para o título.

 

Do regresso à liderança isolada no campeonato. Vamos com 55 pontos: mais três do que o Benfica e seis acima do FC Porto. Serenos, tranquilos, concentrados. Mantendo o respeito pelos nossos adversários mas cada vez mais confiantes de que o título será nosso.

 

 

Não gostei

 

Do golo limpo anulado a Bryan Ruiz. Iam decorridos 17' quando o costarriquenho introduziu a bola na baliza. Jogada sem mácula, a passe de Slimani, que o árbitro no entanto invalidou alegando um fora-de-jogo afinal inexistente.

 

De ver Bruno César lesionado. O brasileiro teve de sair aos 35' devido a problemas musculares. Outra baixa na nossa equipa por lesão.

 

Do cartão amarelo a William Carvalho. O médio defensivo falhará o próximo embate, frente ao Boavista em Alvalade, por acumulação de cartões.

Eu também não vi

exemplo do Luciano Amaral, embora por razões menos lúdicas e infelizmente mais das coisas da vida e da morte, também eu não vi o jogo.

Ouvi na rádio o relato dos últimos dez minutos no carro, foi o que deu.

Para quem cai de pára-quedas num jogo já com oitenta minutos de duração e com o resultado a zero, ouve o relatador de serviço a anunciar o vigésimo remate à baliza sem proveito e acaba de saber que o adversário joga com dez desde os trinta minutos, só pode pensar: "outra vez, qués ver que vem lá mais um empate?" e fica preocupado e a chamar para cima de incompetente a Montero e Slimani. É pá, eu sabia lá que o Montero não tinha jogado de início, se o tipo da telefonia só o disse depois!?

E aos oitenta e cinco, segundo o senhor da rádio, Montero lá fez aquilo a que ele chamou um golo de génio e que eu constatei horas depois num resumo, lá p'rás duas da manhã, que não andava muito longe da verdade. Veio-me logo à cabeça este meu amigo, que fez questão de já se manifestar, que isto eu só não adivinho os números do euromilhões.

Soube então que houve um penalti (mais um, daqueles que são penalti aqui e na China) por assinalar logo no início do jogo; Que houve a amostragem de um segundo amarelo ridículo a um dos da Madeira (embora amarelos daqueles e igualmente ridículos mostrados aos nossos seja "mato") que o obrigou a ir tomar banho mais cedo, numa atitude de nítida compensação arbitral, useira e vezeira entre a grande maioria da classe (ou falta dela, direi eu); Soube, provavelmente porque estava incomodado com a expulsão que Teo, em solidariedade com o tipo injustamente expulso, decidiu equilibrar a coisa e entendeu fazer apenas figura de corpo presente e soube também que durante todo o jogo, vários jogadores madeirenses denotaram algum excesso de poncha, tantas as vezes que tropeçaram em si próprios e adormeceram profundamente, espojados no "relvado" (entendem aqui as aspas, não entendem?).

Entretanto outro penalti (estão a somar?) ficou em águas de bacalhau, numa bela defesa dum defesa (se ele é defesa está lá para fazer defesas, ora essa!) com uma mãozinha marota. Ou braço, que mão é até ao ombro! O futebol tem destas esquisitices. Sim, na perna também há alguma confusão, mas que esperar dum desporto em que os médicos são chamados de filhos e as médicas de filhas (bem... na conjugação dos verbos eles até são bons!) de grandecíssimas piiiiii, piiiiiiiiiii por toda a gente e até pelos seus colegas treinadores?!

O autocarro amarelo e azul que foi usado em frente à baliza dos insulares, foi sem dúvida mais uma enorme lição de táctica em fino manuelmachadês.

Foi mais um jogo em que a veia goleadora dos nossos avançados andou arredia. Eu dava até uma sugestão a Jorge Jesus: Que tal nos treinos pedirem as balizas à malta do hoquei em patins? Tipo só para afinar a pontaria, ya?

No entanto, como diria Mortimore, "há muito, muito tempo, era eu uma criança", um a zero, dois(três) ponta! E esse objectivo, com maior ou menor dificuldade, foi conseguido. Olha, até me veio à memória um passado muito recente em que nas várias oportunidades em que jogámos depois dos nossos concorrentes, perdemos sempre o ensejo de os ultrapassarmos. Pois!

Lendo os meus colegas aqui do estabelecimento comercial, parece que continua a haver gente que acha que os jogos só devem ter oitenta minutos. "Ah e tal, depois não consigo sair do parque". Devem querer ver a conferência de imprensa no sofá, só pode! E os golos...

Felizmente e segundo o nosso treinador, as claques cumpriram a sua função e que vai muito para além daquelas coisas pouco recomendáveis de que todos temos conhecimento, e apoiou incondicionalmente até ao lavar dos cestos os nossos rapazes. Muito bem!

Uma nota final para a prestação de Carrillo: Não sei, mas falta-lhe ali  alguma acutilância no uso da caneta...

Táctica

Ontem, Carrillo, conseguimos ganhar, Carrillo, em Alvalade. Vitória difícil, Carrillo, perante uma equipa que apenas esteve, Carrillo, interessada em praticar, Carrillo, anti-jogo. A primeira "lesão" do guarda-redes, Carrillo, aconteceu por volta dos 25/30 minutos. Uma cãibra. Anda a tomar, Carrillo, pouco magnésio. Equipas como o Nacional, Carrillo, pouco trazem à competitividade, Carrillo, da Liga. A quantidade, Carrillo, de lesões simuladas devia envergonhar, Carrillo, o mestre do futobolês, Carrillo, de seu nome professor Manuel Machado. Carrillo.

Next

Não vi o jogo. Fui ao concerto da Patti Smith no Coliseu. Ganhámos, não foi? Era o que era preciso.

 

Por curiosidade, ainda fui ver um resumo (segue abaixo para ilustração) e as estatísticas do jogo. Uma posse bola de mais ou menos 60%-40%, dez pontapés de canto contra zero, quinze remates contra três, sendo que só um destes foi à baliza - tanto quanto percebi do resumo é aquele momento em que, finalmente, aparece a cara de Rui Patrício, num livre para aí a quarenta metros sem perigo nenhum. O campeonato está cheio de manhosos como o Machado (em geral, um pouco piores do que o Machado), cujos princípios de futebol contra os grandes consistem em plantar onze matrecos atrás da linha de meio-campo a ver se a bola não entra e, de vez em quando, mandar uma bojarda lá para a frente, a ver se entra do outro lado. Para este género de coisa, não há cá nota artística. Há meter a bola lá dentro pelo menos uma vez. Foi o que aconteceu. Está despachado. Next.

 

E, se é para ganhar por 1-0, que seja mesmo no fim. Assim, é muito maior o tamanhão do melão do andrade e do lampião.

 

Os nossos jogadores, um a um

Quinta jornada do campeonato com a quarta vitória do Sporting (terceira consecutiva). Hoje o triunfo tardou, mas chegou - com uma excelente combinação entre Carlos Mané e Montero, que tinham saltado do banco já na segunda parte.

O Nacional, apesar de ter jogado só com dez a partir do minuto 31, ofereceu sólida resistência às investidas leoninas. O Sporting dominou sempre, embora por vezes de forma pouco ou nada esclarecida, com alguns elementos revelando nítida quebra de forma.

Podemos queixar-nos de duas grandes penalidades flagrantes não assinaladas, ainda na primeira parte: a primeira por derrube de Bryan Ruiz, a segunda por mão do defesa Zainadine, que desviou com a mão um cabeceamento de Slimani. Valha a verdade que a expulsão do jogador do Nacional foi igualmente injusta.

O mais importante foram os três pontos conquistados. Permanecemos no topo da tabela, em igualdade pontual com o FCP, e agora com o Benfica mais distante, já com menos quatro pontos.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Tranquilo. Foi praticamente um espectador durante quase todo o encontro. Limitou-se a fazer uma defesa um pouco mais apertada no último minuto da primeira parte.

ESGAIO (6). Inconformado. Voltou a render João Pereira e vem demonstrando que Jesus faz bem em apostar nele. Alguns bons cruzamentos sempre com intenção atacante compensaram uns quantos passes errados.

PAULO OLIVEIRA (6). Seguro. Não teve muito trabalho mas correspondeu sempre que foi solicitado, com segurança posicional e boa visão de jogo. Foi o elemento mais sólido da nossa defesa.

NALDO (5). Oscilante. Perdeu uma bola aos 20', em zona perigosa. Revelou alguns momentos de desconcentração que afectaram outros elementos da equipa, revelando-se um pouco abaixo do nível a que já nos habituou.

JEFFERSON (5). Irregular. Fez o remate mais perigoso da primeira parte, a meia-distância, aos 23'. Mas falhou muitos centros, resolvendo mal diversos lances, demonstrando um nervosismo surpreendente.

ADRIEN (6). Sólido. Mais apagado na primeira parte, sobressaiu no segundo tempo quando se adiantou no terreno, revelando precisão de passe, eficácia na recuperação de bolas e bom sentido posicional.

JOÃO MÁRIO (5). Discreto. Aos 12', fez um grande passe a isolar Gelson Martins, confirmando o seu talento. Protagonista de algumas jogadas envolventes, falhou no entanto bastantes passes. Saiu aos 77', dando lugar a André Martins.

BRYAN RUIZ (5). Lento. Parece dar sempre um toque em excesso na bola, tardando em mostrar no Sporting o virtuosismo de que já deu provas noutras paragens. Fez um bom centro aos 58' para o cabeceamento de Slimani. Substituído aos 65'.

GELSON MARTINS (7). Dinâmico. Partiram dele os dois primeiros sinais de perigo do Sporting, numa das vezes com a bola a rasar o poste. Falhou a finalização aos 57'. Quase marcou aos 69', forçando o guarda-redes Rui Silva à defesa da noite.

TEO GUTIÉRREZ (4). Irrelevante. Parece ainda pouco integrado na equipa e revela algumas dificuldades de ordem física. Fez um bom passe no minuto inicial da segunda parte e quase não voltou a dar nas vistas. Deu lugar a Montero aos 54'.

SLIMANI (6). Inconformado. O jogo não lhe saiu com a destreza habitual mas nunca baixou os braços. Conduziu um excelente contra-ataque aos 14', servindo Gelson. Sempre muito combativo, mas hoje com menos pontaria.

MONTERO (7). Implacável. Entrou aos 54', para o lugar de Teo. Com vantagem para a equipa. Ensaiou o golo com um remate fortíssimo, aos 82'. Quatro minutos depois marcou mesmo. Conquistando três pontos para a equipa.

CARLOS MANÉ (7). Decisivo. Jesus lançou-o em campo aos 65', substituindo Bryan Ruiz. Imprimiu qualidade ofensiva ao Sporting. Grande cruzamento para Gelson (69'). E uma excelente assistência - mais uma - para golo (86'). Merece ser titular.

ANDRÉ MARTINS (4). Apagado. Entrou aos 77', rendendo João Mário, mas quase só se limitou a lateralizar o jogo numa fase em que precisávamos de mais profundidade. Aos 90' perdeu uma bola que podia ter levado perigo à nossa baliza.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vitória.  Foi arrancada a ferros, mas soube bem. Até por ter sido o nosso primeiro triunfo em casa neste campeonato.

 

De ter sido o nosso terceiro jogo consecutivo a vencer. Demos 3-1 à Académica, ganhámos 2-1 ao Rio Ave e agora 1-0 ao Nacional.

 

De não termos sofrido nenhum golo. Foi a primeira vez que tivemos a baliza inviolável ao fim de sete encontros.

 

De Gelson Martins. Jorge Jesus apostou nele como substituto de Carrillo. E fez bem: actuação muito positiva do nosso jovem ala direito, fruto da formação leonina.

 

De Montero. Saiu do banco aos 54' e revelou-se bem melhor do que o seu compatriota Teo Gutiérrez, titular da posição. Foi ele a desatar um nó que parecia cego, quase ao cair do pano. Decisivo como nenhum outro nesta partida. Por isso, voto nele como o melhor em campo.

 

Da forma como o treinador mexeu na equipa. Jesus fez entrar Carlos Mané e Montero para imprimir dinâmica ao nosso onze, que parecia muito apático. Aposta ganha: foi do banco que surgiu a reviravolta no marcador.

 

Da nossa classificação. Continuamos no topo da tabela, com 13 pontos, em igualdade com o FC Porto. Até agora tudo bem.

 

 

Não gostei

 

Da falta de velocidade dos nossos jogadores. Jogámos em superioridade numérica durante uma hora e fomos incapazes de aproveitar melhor essa vantagem.

 

Do festival de passes falhados. Há muito tempo que não via tantas jogadas desperdiçadas, sobretudo nos últimos 20 metros do terreno.

 

Do excesso de adornos. Em grande parte do encontro havia sempre um toque a mais, um drible a mais. Falta de objectividade que poucos jogadores combateram.

 

De Teo Gutiérrez e Bryan Ruiz. Dois reforços que tardam em demonstrar no Sporting a qualidade que lhes reconhecemos ao serviço das selecções dos seus países.

 

Que o nosso golo só surgisse aos 86'. Tivemos muita posse de bola que raras vezes se traduziu em lances de perigo.

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