31 Out 16

Outro empate com sabor a derrota. E mais uma série de prognósticos falhados. Não por nossa culpa, mas por culpa dos jogadores, que insistem em actuar muito aquém daquilo que deles exigimos.

Resta a esperança de que a próxima jornada seja melhor.


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28 Out 16

Uma equipa à deriva, sem médio de construção, com a ala esquerda coxa, um segundo avançado ausente e erros primários que não se perdoam na alta competição - incluindo um penálti falhado por William Carvalho, como se não houvesse outros jogadores mais indicados para apontar o castigo máximo. Terceiro empate consecutivo do Sporting no campeonato - desta vez a zero, frente ao Nacional. Já com o líder do campeonato a sete pontos.

Hoje o descalabro colectivo contaminou alguns dos nossos melhores jogadores - de Rui Patrício a William, de Coates a Bruno César.

Markovic e Marvin foram as nulidades habituais, Elias só não os imitou porque apenas entrou ao minuto 87. E o argentino Alan Ruiz, também suplente utilizado, continua sem demonstrar porque foi um jogador adquirido por tão elevado preço.

Incapazes de marcar, sofremos ainda um enorme calafrio à beira do fim do encontro, quando o Nacional viu uma bola embater na trave. Podemos, portanto, ainda concluir que tivemos sorte.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Grandes reflexos aos 26', impedindo um golo. Mas pareceu quase sempre  intranquilo. Uma defesa atabalhoada quase originou autogolo (64'), uma saída em falso da baliza foi brinde que o Nacional desperdiçou (89').

SCHELOTTO (5). Vontade não lhe faltou. Mas faltou-lhe talento para centrar com ponderação. Desperdiçou demasiadas energias em lances inconsequentes. No seu melhor cruzamento, aos 72', a bola não encontrou ninguém.

COATES (4). Ganhou um penálti aos 7': de nada nos valeu. Corte primoroso aos 14'. Depois foi acumulando erros e falhando sucessivos passes. Ultrapassado aos 64' por Ricardo Gomes, que esteve a centímetros de marcar.

RÚBEN SEMEDO (5). O menos mau do Sporting. Desequilibrou diversas vezes, conduzindo a bola de trás para a frente. Tentou remar contra a maré, quase sempre sem sucesso. Podia ter marcado na sequência de um livre (87').

MARVIN (2). Incapaz de fazer um cruzamento enquanto se arrastou em campo, tornando inútil todo o nosso flanco esquerdo. Nunca fez a diferença em lance algum. Substituído - muito tardiamente - aos 87'.

WILLIAM CARVALHO (3). O jogador que parece mais perdido com a ausência de Adrien. A forma desleixada como apontou o penálti, deixando o guardião Rui Silva defender, foi um forte contributo para o desaire anímico da equipa.

BRUNO CÉSAR (4).  Entrou como médio de construção mas nunca foi eficaz, sem conseguir rasgar linhas de passe. Incapaz de fazer a diferença na marcação das bolas paradas: aos 81' marcou muito mal um livre. Acabou a lateral.

GELSON MARTINS (5).  Fez talvez o jogo mais apagado desta época. Ainda assim, esteve quase a marcar com um grande remate (21'). Tentou melhorar a mecânica colectiva da equipa nas transições ofensivas, mas foi um homem só.

BRYAN RUIZ (4).  Continua a ser uma sombra do que foi na época passada. Triste, apagado, pouco dinâmico, errante em campo, aparentando falta de pulmão. Bom cruzamento aos 29': Bas Dost desperdiçou. Substituído aos 64'.

MARKOVIC (2). Passou ao lado do jogo: começa a tornar-se um hábito. Revelou frequentes erros de posicionamento, perturbando o raio de acção de Gelson. Quando Jesus o mandou sair de campo, aos 59', já foi tarde..

BAS DOST (3). Fraco balanço do internacional holandês: fez dois remates enquadrados com a baliza, desperdiçando ambas as oportunidades, atirando a bola por cima e ao lado. Incompreensível não ter sido ele a marcar o penálti.

ALAN RUIZ (2). Reapareceu na equipa, entrando aos 59'. Aos 68', falhou ridiculamente um pontapé de meia distância - espelho perfeito do desnorte da equipa. Parece incapaz de abordar um lance sem fazer falta.

CAMPBELL (5). Entrou aos 64', rendendo Bryan Ruiz. Revelou mais vontade de domínio de bola e mais confiança do que o compatriota, patente num grande passe aos 75' para Bruno César, derrubado com penálti não assinalado.

ELIAS (4). Substituiu Marvin aos 87', com pouco tempo para dar a volta ao jogo. Mas o brasileiro ainda tentou, ao infiltrar-se na grande área do Nacional já no tempo extra, servindo Bas Dost, que concluiu mal o lance.


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Não gostei

 

Do desempenho do Sporting. Foi um jogo lamentável - tão mau ou pior do que o anterior, frente ao Tondela. A equipa anda à deriva, apática, com uma gritante falta de atitude e uma clamorosa falta de empenho por parte de vários jogadores. Hoje não conseguiram melhor do que um empate a zero frente ao Nacional, na Choupana. No mesmo palco e perante o mesmo conjunto que há um ano tínhamos vencido 6-0.

 

De William Carvalho. Aos 7', Coates foi derrubado dentro da grande área. Penálti claro, desperdiçado pelo capitão da equipa com um remate frouxo e muito denunciado. Oportunidade perdida. Não voltámos a ter outra assim.

 

Do treinador. É incompreensível que Jorge Jesus tenha indicado William como marcador da grande penalidade, quando é sabido que esta não é uma especialidade do capitão, que já tinha falhado um penálti na final do Europeu sub-21 frente à Suécia. Bruno César não poderia ter assumido essa tarefa? Bas Dost não sabe marcar penáltis?

 

Do onze titular. Jesus parece aprender muito pouco com os sucessivos desaires da equipa. Tirou Elias, mas Bruno César não foi superior enquanto médio de construção. E voltou a dar oportunidades a jogadores que nada contribuem para um bom desempenho do onze leonino, como Marvin e Markovic. Continua a optar pelo apagadíssimo Bryan Ruiz, quase sem dar oportunidades a Campbell. E anda à deriva, tal como a equipa, sem conseguir fixar um titular na posição de segundo avançado.

 

De Bas Dost. Mal se deu por ele em campo. Fez-nos sentir saudades de Slimani. E até de Teo Gutiérrez.

 

De Alan Ruiz. Suplente utilizado, voltou a ser uma nulidade. Sem nunca ganhar um lance, sem visão de jogo, sem capacidade de abrir linhas de passe. Podia ter continuado no banco.

 

Do número de passes falhados. A partir de certa altura deixei de contá-los, tantos eram e tão disparatados. Em todas as zonas do terreno.

 

Do penálti perdoado ao Nacional aos 75'. Bruno César foi claramente derrubado em falta, sem que o árbitro Vacso Santos assinalasse o castigo máximo. Embora nada garantisse que, havendo penálti, desta vez a bola entrasse.

 

Da incapacidade de construirmos lances ofensivos. Processo de construção lento atrás, domínio de bola atabalhoado à frente. O lesionado Adrien nunca fez tanta falta como agora.

 

Do nosso terceiro empate consecutivo na Liga 2016/17. Depois de tropeçarmos frente ao Guimarães e em casa contra o Tondela. Não há duas sem três.

 

De mais dois pontos perdidos. Estamos já a sete do Benfica, que hoje somou mais três.

 

 

Gostei

 

De Rúben Semedo. Foi talvez o jogador do Sporting que errou menos nesta partida. Foi também um dos poucos que revelaram genuína atitude leonina, bem patente na forma como nos últimos minutos procurou empurrar a equipa para diante. Podia ter marcado, aos 87', com um bom cabeceamento na sequência de um canto, defendido pelo guarda-redes do Nacional. Voto nele como o melhor jogador da nossa equipa nesta partida. Ou o menos mau, para ser mais rigoroso.

 

De Gelson Martins. Inconformado com o marasmo dos colegas, tentou remar contra a maré fazendo valer a sua boa técnica individual. Desta vez os lances não lhe saíram tão bem e teve ainda por cima Markovic, mal posicionado, a estorvar-lhe o seu raio de acção. Mas merece nota positiva pelo empenho - ao menos isso.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. Depois de termos levado três do Rio Ave, dois do Estoril, mais três do Guimarães e outro do Tondela, ao menos hoje mantivemos as nossas redes invictas.

 

Da sorte. Um inacreditável falhanço de Coates, incapaz de interceptar a bola na zona que lhe estava confiada, e uma defesa sem nexo de Rui Patrício quase geraram um autogolo do nosso guarda-redes. Felizmente a trave impediu esse mal maior.


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26 Out 16

Nona jornada: a nossa equipa desloca-se à Madeira. Se não houver nevoeiro, o Nacional-Sporting decorre a partir das 21 horas desta sexta-feira. Com arbitragem de Vasco Santos.

Quais são os vossos prognósticos?


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13 Mai 16

Pedro, até o Rui Vitória acha isso (será que aceitou uma mala também ele?):

 


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16 Fev 16

Mais uma jornada, mais uma série de prognósticos falhados. Os nossos colegas e os nossos leitores foram muito comedidos nos seus vaticínios: o melhor que se arranjou, na antevisão do Nacional-Sporting, foi a vitória leonina por 0-3. Ninguém ousou esticar um pouco mais o palpite.

Lamento portanto anunciar que ninguém acertou - pela terceira semana consecutiva. Espero que da próxima vez haja prognósticos mais ousados e variados. E que ninguém receie arriscar um bom resultado para o nosso Sporting.


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13 Fev 16

Terceira goleada leonina na Liga 2015/16 - e a segunda fora de casa, após termos vencido o Setúbal no Bonfim por seis golos sem resposta. Desta vez o triunfo acabou por ter um sabor especial por ter ocorrido na Choupana, único palco de onde até agora saímos derrotados, frente ao União. Agora, contra o Nacional, nunca a nossa vitória esteve em questão: pelo contrário, dominámos o tempo todo e começámos a construir o resultado muito cedo, logo aos 3', num remate indefensável de Slimani, cabeceando como gosta e aproveitando da melhor maneira um canto muito bem marcado por João Mário.

Os outros golos foram surgindo a um ritmo pendular, traduzindo a supremacia leonina neste desafio: Adrien de penálti aos 52', João Mário de recarga aos 63', novamente Slimani convertendo uma grande penalidade aos 86'. E a goleada podia ter sido ainda mais expressiva: Bryan Ruiz introduziu aos 17' a bola na baliza mas o lance foi (mal) invalidado pela equipa de arbitragem.

Com um inédito par de defesas centrais que deu boas provas no terreno, Teo Gutiérrez desta vez no banco e Barcos mantido em Lisboa, o Sporting alinhou com seis jogadores da formação - prova evidente de que, ao contrário do que alguns diziam, Jorge Jesus não só aproveita os jovens talentos portugueses como faz questão de torná-los protagonistas dos seus processos de jogo.

A figura da partida, para mim, foi Slimani. Marcou dois golos, serviu Bryan para o que foi injustamente anulado e ainda disparou uma bola à barra. Cada vez tem mais vontade de se sagrar rei dos goleadores neste campeonato. Estamos todos a torcer por isso.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Fez a primeira defesa do desafio, aliás pouco difícil, quando já estavam decorridos 89'. Foi a primeira e única. No resto do tempo limitou-se a estar atento entre os postes.

JOÃO PEREIRA (7). Introduziu grande vivacidade à ala direita da equipa, ganhando praticamente todos os confrontos individuais. É um dos jogadores mais em evidência neste Sporting 2015/16.

RÚBEN SEMEDO (8). Intransponível. Seguro nos cortes, colocando a bola sempre bem direccionada no início do processo ofensivo, actuou de modo irrepreensivel no lugar do lesionado Paulo Oliveira.

COATES (8). Impecável no jogo aéreo, combinou muito bem com o parceiro do eixo central da defesa. Nem parecia que era apenas o seu segundo jogo no Sporting. Excepcional passe longo para Slimani aos 77'.

MARVIN (6). O mais irregular elemento da nossa defesa. Teve bons apontamentos, mas continua sem fazer esquecer o ausente Jefferson - sobretudo nos centros com conta, peso e medida para a grande área.

WILLIAM CARVALHO (8). Atento às dobras dos laterais, foi crucial no domínio indiscutível do Sporting no meio-campo. Grande passe criativo aos 18', demonstrando que volta a estar em excelente forma.

ADRIEN (7). Um pouco abaixo no nível superlativo a que nos tem habituado, confirmou-se como o nosso melhor marcador de penáltis ao converter o que resultou no segundo golo. Saiu aos 72', poupado a maiores esforços.

JOÃO MÁRIO (8). Mestre do passe curto, senhor de inegável domínio técnico, nos pés dele começou a construir-se a vitória ao apontar muito bem um canto à cabeça de Slimani. Numa recarga, marcou o nosso terceiro golo.

BRUNO CÉSAR (4). Veio de uma lesão, jogou pouco mais de meia hora e voltou a lesionar-se. Enquanto esteve em campo denotou dificuldades físicas. Substituído por Carlos Mané aos 35'.

BRYAN RUIZ (7). Esteve algo apagado de início, mesmo tendo marcado um golo mal anulado. Soltou-se no segundo tempo, abrindo aos 51' um túnel na grande área de que resultou um penálti - e o nosso segundo golo.

SLIMANI (9). Dois golos convertidos, uma assistência para um terceiro (mal invalidado) e ainda uma bola atirada à barra. Que mais querem do argelino? É um dos grandes obreiros deste Sporting candidato a campeão.

CARLOS MANÉ (6). Jorge Jesus lançou-o aos 35', para o lugar de Bruno César. Uma bola a rasar o poste foi a maior proeza do jovem da nossa formação neste encontro em que acusou algum excesso de individualismo.

AQUILANI (5). Substituiu Adrien aos 72'. Ajudou a segurar o jogo numa fase em que o Sporting abrandava a velocidade mas rematou sem nexo à baliza. Uma exibição que soube a pouco.

SCHELOTTO (6). Entrada aos 79', rendendo Marvin mas alinhando na ala direita enquanto João Pereira transitava para a esquerda. Irrequieto, cavou a falta de que nasceriam o segundo penálti e o nosso quarto golo.


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Gostei

 

Da vitória. Num estádio tradicionalmente difícil, frente ao Nacional, vencemos e convencemos. Com mais uma goleada (4-0), após a que se registou em Alvalade contra o V.Guimarães (5-1) e o categórico triunfo no Bonfim (6-0).

 

Do primeiro golo, que surgiu cedo. Iam decorridos apenas três minutos quando Slimani inaugurou o marcador.

 

Da forma como controlámos o jogo. Dominámos do primeiro ao último minuto, sem qualquer espécie de discussão.

 

Da nossa organização colectiva. Uma vez mais, a superioridade leonina deve-se em grande parte à forma como a nossa equipa soube posicionar-se em campo - com todos os jogadores atentos às linhas de passe, a recuperar bolas, a ir às dobras, a criar desequilíbrios.

 

De Slimani. Marcou mais dois golos (um dos quais de penálti, já com Adrien fora). E ainda mandou uma bola à barra. Merece ser distinguido como melhor em campo. E sobe para 22 o número de golos que já marcou nesta temporada - 18 dos quais no campeonato.

 

De João Mário. Outra grande exibição do nosso médio ofensivo, sobretudo nas suas características movimentações da ala para o centro. Numa dessas manobras marcou o nosso segundo golo, aos 63', aproveitando um ressalto após a bola disparada por Slimani ter embatido na barra. A forma superior como marcou um canto aos 3' funcionou como assistência para o primeiro golo de Slimani.

 

De William Carvalho. Parece regressar à boa forma a que nos habituou nas duas últimas temporadas. Hoje teve uma actuação praticamente irrepreensível, destacando-se na recuperação de bolas e na fase inicial da nossa organização ofensiva.

 

Dos nossos centrais. Rúben Semedo e Coates, categóricos no eixo defensivo, transmitiram personalidade e tranquilidade à equipa. Cortaram tudo quanto havia para cortar e pouparam Rui Patrício a grandes esforços. O nosso guardião fez a primeira e única defesa da partida aos 89'.

 

De vencer com seis portugueses no onze titular. Jogaram Rui Patrício, João Pereira, Rúben Semedo, William, Adrien e João Mário. E ainda Carlos Mané, que entrou logo aos 35'.

 

Da ausência de nevoeiro na Choupana. Desta vez a visibilidade foi total.

 

Do apoio intensivo da claque leonina. Fez-se escutar - e de que maneira - no recinto do Nacional. O 12º jogador continua a empurrar o Sporting na caminhada para o título.

 

Do regresso à liderança isolada no campeonato. Vamos com 55 pontos: mais três do que o Benfica e seis acima do FC Porto. Serenos, tranquilos, concentrados. Mantendo o respeito pelos nossos adversários mas cada vez mais confiantes de que o título será nosso.

 

 

Não gostei

 

Do golo limpo anulado a Bryan Ruiz. Iam decorridos 17' quando o costarriquenho introduziu a bola na baliza. Jogada sem mácula, a passe de Slimani, que o árbitro no entanto invalidou alegando um fora-de-jogo afinal inexistente.

 

De ver Bruno César lesionado. O brasileiro teve de sair aos 35' devido a problemas musculares. Outra baixa na nossa equipa por lesão.

 

Do cartão amarelo a William Carvalho. O médio defensivo falhará o próximo embate, frente ao Boavista em Alvalade, por acumulação de cartões.


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12 Fev 16
Paixão pelo futebol
Luciano Amaral

Nem imagino a obra-prima que Bruno Paixão vai assinar amanhã.


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11 Fev 16

É já neste sábado o nosso desafio nº 22 da Liga 2015/16: jogamos contra o Nacional, na Choupana, a partir das 18.30. O dono do apito será o regressado Bruno Paixão, a quem há quatro anos chamei "o pior árbitro português".

Quais são os vossos prognósticos para este jogo?


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23 Set 15

Desta vez apenas um dos apostadores acertou: foi o nosso colega de blogue José da Xã. Só ele anteviu a vitória tangencial do Sporting frente ao autocarro de Manuel Machado em Alvalade.

Aqui fica o registo. E os merecidos parabéns à pontaria deste nosso bom amigo.


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O Professor Maçado tem vocação para motorista da Carris em dia de greve: aquilo de que ele mais gosta é de estacionar o autocarro.

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Eu também não vi
Edmundo Gonçalves

exemplo do Luciano Amaral, embora por razões menos lúdicas e infelizmente mais das coisas da vida e da morte, também eu não vi o jogo.

Ouvi na rádio o relato dos últimos dez minutos no carro, foi o que deu.

Para quem cai de pára-quedas num jogo já com oitenta minutos de duração e com o resultado a zero, ouve o relatador de serviço a anunciar o vigésimo remate à baliza sem proveito e acaba de saber que o adversário joga com dez desde os trinta minutos, só pode pensar: "outra vez, qués ver que vem lá mais um empate?" e fica preocupado e a chamar para cima de incompetente a Montero e Slimani. É pá, eu sabia lá que o Montero não tinha jogado de início, se o tipo da telefonia só o disse depois!?

E aos oitenta e cinco, segundo o senhor da rádio, Montero lá fez aquilo a que ele chamou um golo de génio e que eu constatei horas depois num resumo, lá p'rás duas da manhã, que não andava muito longe da verdade. Veio-me logo à cabeça este meu amigo, que fez questão de já se manifestar, que isto eu só não adivinho os números do euromilhões.

Soube então que houve um penalti (mais um, daqueles que são penalti aqui e na China) por assinalar logo no início do jogo; Que houve a amostragem de um segundo amarelo ridículo a um dos da Madeira (embora amarelos daqueles e igualmente ridículos mostrados aos nossos seja "mato") que o obrigou a ir tomar banho mais cedo, numa atitude de nítida compensação arbitral, useira e vezeira entre a grande maioria da classe (ou falta dela, direi eu); Soube, provavelmente porque estava incomodado com a expulsão que Teo, em solidariedade com o tipo injustamente expulso, decidiu equilibrar a coisa e entendeu fazer apenas figura de corpo presente e soube também que durante todo o jogo, vários jogadores madeirenses denotaram algum excesso de poncha, tantas as vezes que tropeçaram em si próprios e adormeceram profundamente, espojados no "relvado" (entendem aqui as aspas, não entendem?).

Entretanto outro penalti (estão a somar?) ficou em águas de bacalhau, numa bela defesa dum defesa (se ele é defesa está lá para fazer defesas, ora essa!) com uma mãozinha marota. Ou braço, que mão é até ao ombro! O futebol tem destas esquisitices. Sim, na perna também há alguma confusão, mas que esperar dum desporto em que os médicos são chamados de filhos e as médicas de filhas (bem... na conjugação dos verbos eles até são bons!) de grandecíssimas piiiiii, piiiiiiiiiii por toda a gente e até pelos seus colegas treinadores?!

O autocarro amarelo e azul que foi usado em frente à baliza dos insulares, foi sem dúvida mais uma enorme lição de táctica em fino manuelmachadês.

Foi mais um jogo em que a veia goleadora dos nossos avançados andou arredia. Eu dava até uma sugestão a Jorge Jesus: Que tal nos treinos pedirem as balizas à malta do hoquei em patins? Tipo só para afinar a pontaria, ya?

No entanto, como diria Mortimore, "há muito, muito tempo, era eu uma criança", um a zero, dois(três) ponta! E esse objectivo, com maior ou menor dificuldade, foi conseguido. Olha, até me veio à memória um passado muito recente em que nas várias oportunidades em que jogámos depois dos nossos concorrentes, perdemos sempre o ensejo de os ultrapassarmos. Pois!

Lendo os meus colegas aqui do estabelecimento comercial, parece que continua a haver gente que acha que os jogos só devem ter oitenta minutos. "Ah e tal, depois não consigo sair do parque". Devem querer ver a conferência de imprensa no sofá, só pode! E os golos...

Felizmente e segundo o nosso treinador, as claques cumpriram a sua função e que vai muito para além daquelas coisas pouco recomendáveis de que todos temos conhecimento, e apoiou incondicionalmente até ao lavar dos cestos os nossos rapazes. Muito bem!

Uma nota final para a prestação de Carrillo: Não sei, mas falta-lhe ali  alguma acutilância no uso da caneta...


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22 Set 15
Táctica
Tiago Cabral

Ontem, Carrillo, conseguimos ganhar, Carrillo, em Alvalade. Vitória difícil, Carrillo, perante uma equipa que apenas esteve, Carrillo, interessada em praticar, Carrillo, anti-jogo. A primeira "lesão" do guarda-redes, Carrillo, aconteceu por volta dos 25/30 minutos. Uma cãibra. Anda a tomar, Carrillo, pouco magnésio. Equipas como o Nacional, Carrillo, pouco trazem à competitividade, Carrillo, da Liga. A quantidade, Carrillo, de lesões simuladas devia envergonhar, Carrillo, o mestre do futobolês, Carrillo, de seu nome professor Manuel Machado. Carrillo.


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Next
Luciano Amaral

Não vi o jogo. Fui ao concerto da Patti Smith no Coliseu. Ganhámos, não foi? Era o que era preciso.

 

Por curiosidade, ainda fui ver um resumo (segue abaixo para ilustração) e as estatísticas do jogo. Uma posse bola de mais ou menos 60%-40%, dez pontapés de canto contra zero, quinze remates contra três, sendo que só um destes foi à baliza - tanto quanto percebi do resumo é aquele momento em que, finalmente, aparece a cara de Rui Patrício, num livre para aí a quarenta metros sem perigo nenhum. O campeonato está cheio de manhosos como o Machado (em geral, um pouco piores do que o Machado), cujos princípios de futebol contra os grandes consistem em plantar onze matrecos atrás da linha de meio-campo a ver se a bola não entra e, de vez em quando, mandar uma bojarda lá para a frente, a ver se entra do outro lado. Para este género de coisa, não há cá nota artística. Há meter a bola lá dentro pelo menos uma vez. Foi o que aconteceu. Está despachado. Next.

 

E, se é para ganhar por 1-0, que seja mesmo no fim. Assim, é muito maior o tamanhão do melão do andrade e do lampião.

 


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21 Set 15

Quinta jornada do campeonato com a quarta vitória do Sporting (terceira consecutiva). Hoje o triunfo tardou, mas chegou - com uma excelente combinação entre Carlos Mané e Montero, que tinham saltado do banco já na segunda parte.

O Nacional, apesar de ter jogado só com dez a partir do minuto 31, ofereceu sólida resistência às investidas leoninas. O Sporting dominou sempre, embora por vezes de forma pouco ou nada esclarecida, com alguns elementos revelando nítida quebra de forma.

Podemos queixar-nos de duas grandes penalidades flagrantes não assinaladas, ainda na primeira parte: a primeira por derrube de Bryan Ruiz, a segunda por mão do defesa Zainadine, que desviou com a mão um cabeceamento de Slimani. Valha a verdade que a expulsão do jogador do Nacional foi igualmente injusta.

O mais importante foram os três pontos conquistados. Permanecemos no topo da tabela, em igualdade pontual com o FCP, e agora com o Benfica mais distante, já com menos quatro pontos.

 

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RUI PATRÍCIO (6). Tranquilo. Foi praticamente um espectador durante quase todo o encontro. Limitou-se a fazer uma defesa um pouco mais apertada no último minuto da primeira parte.

ESGAIO (6). Inconformado. Voltou a render João Pereira e vem demonstrando que Jesus faz bem em apostar nele. Alguns bons cruzamentos sempre com intenção atacante compensaram uns quantos passes errados.

PAULO OLIVEIRA (6). Seguro. Não teve muito trabalho mas correspondeu sempre que foi solicitado, com segurança posicional e boa visão de jogo. Foi o elemento mais sólido da nossa defesa.

NALDO (5). Oscilante. Perdeu uma bola aos 20', em zona perigosa. Revelou alguns momentos de desconcentração que afectaram outros elementos da equipa, revelando-se um pouco abaixo do nível a que já nos habituou.

JEFFERSON (5). Irregular. Fez o remate mais perigoso da primeira parte, a meia-distância, aos 23'. Mas falhou muitos centros, resolvendo mal diversos lances, demonstrando um nervosismo surpreendente.

ADRIEN (6). Sólido. Mais apagado na primeira parte, sobressaiu no segundo tempo quando se adiantou no terreno, revelando precisão de passe, eficácia na recuperação de bolas e bom sentido posicional.

JOÃO MÁRIO (5). Discreto. Aos 12', fez um grande passe a isolar Gelson Martins, confirmando o seu talento. Protagonista de algumas jogadas envolventes, falhou no entanto bastantes passes. Saiu aos 77', dando lugar a André Martins.

BRYAN RUIZ (5). Lento. Parece dar sempre um toque em excesso na bola, tardando em mostrar no Sporting o virtuosismo de que já deu provas noutras paragens. Fez um bom centro aos 58' para o cabeceamento de Slimani. Substituído aos 65'.

GELSON MARTINS (7). Dinâmico. Partiram dele os dois primeiros sinais de perigo do Sporting, numa das vezes com a bola a rasar o poste. Falhou a finalização aos 57'. Quase marcou aos 69', forçando o guarda-redes Rui Silva à defesa da noite.

TEO GUTIÉRREZ (4). Irrelevante. Parece ainda pouco integrado na equipa e revela algumas dificuldades de ordem física. Fez um bom passe no minuto inicial da segunda parte e quase não voltou a dar nas vistas. Deu lugar a Montero aos 54'.

SLIMANI (6). Inconformado. O jogo não lhe saiu com a destreza habitual mas nunca baixou os braços. Conduziu um excelente contra-ataque aos 14', servindo Gelson. Sempre muito combativo, mas hoje com menos pontaria.

MONTERO (7). Implacável. Entrou aos 54', para o lugar de Teo. Com vantagem para a equipa. Ensaiou o golo com um remate fortíssimo, aos 82'. Quatro minutos depois marcou mesmo. Conquistando três pontos para a equipa.

CARLOS MANÉ (7). Decisivo. Jesus lançou-o em campo aos 65', substituindo Bryan Ruiz. Imprimiu qualidade ofensiva ao Sporting. Grande cruzamento para Gelson (69'). E uma excelente assistência - mais uma - para golo (86'). Merece ser titular.

ANDRÉ MARTINS (4). Apagado. Entrou aos 77', rendendo João Mário, mas quase só se limitou a lateralizar o jogo numa fase em que precisávamos de mais profundidade. Aos 90' perdeu uma bola que podia ter levado perigo à nossa baliza.


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Gostei

 

Da vitória.  Foi arrancada a ferros, mas soube bem. Até por ter sido o nosso primeiro triunfo em casa neste campeonato.

 

De ter sido o nosso terceiro jogo consecutivo a vencer. Demos 3-1 à Académica, ganhámos 2-1 ao Rio Ave e agora 1-0 ao Nacional.

 

De não termos sofrido nenhum golo. Foi a primeira vez que tivemos a baliza inviolável ao fim de sete encontros.

 

De Gelson Martins. Jorge Jesus apostou nele como substituto de Carrillo. E fez bem: actuação muito positiva do nosso jovem ala direito, fruto da formação leonina.

 

De Montero. Saiu do banco aos 54' e revelou-se bem melhor do que o seu compatriota Teo Gutiérrez, titular da posição. Foi ele a desatar um nó que parecia cego, quase ao cair do pano. Decisivo como nenhum outro nesta partida. Por isso, voto nele como o melhor em campo.

 

Da forma como o treinador mexeu na equipa. Jesus fez entrar Carlos Mané e Montero para imprimir dinâmica ao nosso onze, que parecia muito apático. Aposta ganha: foi do banco que surgiu a reviravolta no marcador.

 

Da nossa classificação. Continuamos no topo da tabela, com 13 pontos, em igualdade com o FC Porto. Até agora tudo bem.

 

 

Não gostei

 

Da falta de velocidade dos nossos jogadores. Jogámos em superioridade numérica durante uma hora e fomos incapazes de aproveitar melhor essa vantagem.

 

Do festival de passes falhados. Há muito tempo que não via tantas jogadas desperdiçadas, sobretudo nos últimos 20 metros do terreno.

 

Do excesso de adornos. Em grande parte do encontro havia sempre um toque a mais, um drible a mais. Falta de objectividade que poucos jogadores combateram.

 

De Teo Gutiérrez e Bryan Ruiz. Dois reforços que tardam em demonstrar no Sporting a qualidade que lhes reconhecemos ao serviço das selecções dos seus países.

 

Que o nosso golo só surgisse aos 86'. Tivemos muita posse de bola que raras vezes se traduziu em lances de perigo.


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19 Set 15

Aceitam-se a partir de agora os vossos prognósticos para o Sporting-Nacional que vai disputar-se na segunda-feira, a partir das 21 horas, com arbitragem de Fábio Veríssimo.


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04 Mai 15

Como salientei aqui, antes de qualquer outro relato escrito sobre o Sporting-Nacional, o árbitro Cosme Machado perdoou um livre à equipa da Madeira, cometido aos 45 minutos. Um livre quase à entrada da grande área sobre Carlos Mané, que passou despercebido ao dinâmico duo Ribeiro-Rita.

 

É um tema que recolhe opinião unânime na imprensa desportiva.

Vamos a isso. Para mais tarde recordar.

 

O Jogo: «Com o braço esquerdo, Freire travou Mané, segurando-o na zona do pescoço. Livre directo por assinalar e cartão amarelo por exibir por corte de jogada prometedora.» (Jorge Coroado)

A Bola: «Freire, do Nacional, faz falta clara sobre Mané à entrada da área. O lance era perigoso. Ficou falta por marcar e cartão amarelo por mostrar ao jogador da equipa madeirense. Decisão errada da equipa de arbitragem.» (Miguel Cardoso Peireira)

O Jogo: «Mané foi deliberadamente atingido, primeiro por um braço, depois pelo outro de Leandro Freire, provocando a sua queda. Ficou por assinalar um livre directo.» (José Leirós)

Record: «Mané está em posição promissora mas leva uma palmada de Freire na cara, sendo impedido de se isolar à margem das leis. Era falta e cartão amarelo. Outra vez.» (Bernardo Ribeiro)

O Jogo: «Com o braço esquerdo, Leandro Freire toca na cara de Mané, impedindo-o de disputar a bola e derrubando-o à entrada da área. Infracção passível de livre directo.» (Pedro Henriques)


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02 Mai 15

Gostei de ver aquele moço formado na escola do Dragão, o Tiago Rodrigues, batendo-se há pouco em campo contra o Sporting como se não houvesse amanhã. O mesmo que, coitado, teve de falhar há escassas semanas o jogo do Nacional contra o FCP por motivos de natureza gastro-intestinal.

Felizmente já se mostrou curado da diarreia e esfarrapou-se em Alvalade, talvez para compensar a inactividade forçada do tal jogo que falhou. Fez bem. O Nacional perdeu na mesma, mas o espectáculo desportivo ganhou com isso.


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Gostei

 

Da vitória em Alvalade frente ao Nacional. Foi o quinto triunfo consecutivo no nosso estádio. Há 20 jogos que não perdemos em casa.

 

Da segunda parte. Assim que o treinador mexeu na equipa, ao intervalo, o Sporting ganhou dinâmica, intensidade e circulação de bola. Com resultados visíveis: os dois golos ocorreram neste período. Por outras palavras: jogámos melhor com Adrien, Carrillo e João Mário do que com Capel, Rosell e Tanaka.

 

De Montero. Segundo jogo consecutivo como titular, quatro golos apontados. Voltou a fazer a diferença, creditando-se novamente como o melhor em campo. Soltou-se muito mais e mostrou-se ao melhor nível no sistema táctico da segunda parte, sobretudo aos 71', quando Marco Silva recuperou o 4-3-3 clássico da equipa. Mas já aos 20' tinha dado o primeiro sinal, rematando de cabeça na sequência de um canto com a bola quase a rasar o poste.

 

De Carrillo. Jogou toda a segunda parte e ajudou a fazer a diferença. Imprimindo velocidade, intensidade e qualidade ao nosso corredor direito. Foi dele a assistência (mais uma!) para o primeiro golo, aos 57', com Montero a corresponder da melhor maneira. Manteve sempre em sentido a defesa do Nacional.

 

De Cédric. Incansável a percorrer a sua ala - e sem oscilações, mantendo o bom nível exibicional do princípio ao fim. Falta-lhe melhorar no capítulo dos cruzamentos, o que se consegue com sessões específicas de treino. Percebe-se que luta com Miguel Lopes pela titularidade da lateral direita. E luta com as armas apropriadas a um Leão: mostra-se enérgico e audaz, contribuindo para o jogo colectivo. De cabeça bem levantada.

 

De Ewerton. Agarrou a titularidade. E continua a dar boas provas, de jogo para jogo. Atento, enquadrado, muito concentrado. Desarma os adversários com uma eficácia impressionante. Além disso é raro a bola não sair bem colocada dos pés dele, constituindo assim um pilar da defesa - e do início do processo ofensivo. Confirma-se: foi uma excelente contratação de Inverno.

 

De Carlos Mané. Algo intermitente, como já nos habituou. Mas estava lá no momento certo. Deu um suplemento de qualidade à equipa. Aos 77' fez levantar as bancadas em Alvalade com uma excelente jogada individual em que percorreu metade do terreno com a bola controlada. E foi dele o potente remate, no último minuto, que esteve na origem da recarga de Montero da qual nasceu o nosso segundo golo. No final da primeira parte foi carregado em falta, quase em cima da linha da grande área - falta clara, a que o árbitro Cosme Machado fez vista grossa.

 

Do entusiasmo no estádio. Quase 32 mil espectadores compareceram hoje em Alvalade. Confirmando a certas aves agoirentas que os adeptos continuam sem reservas ao lado da equipa.

 

Do terceiro lugar confirmado no campeonato. A matemática não engana: já ninguém nos tira o acesso às pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.

 

 

Não gostei

 

Da nossa primeira parte. Marco Silva voltou a apostar no 4-4-2, com Montero e Tanaka na frente e um meio-campo constituído por Rosell, André Martins, Carlos Mané e Capel. A aposta desta vez não resultou. A bola era transportada com extrema lentidão e de forma deficiente, faltando um jogador que soubesse ligar bem os sectores.

 

De Capel. Segundo jogo a titular nesta temporada - e novamente uma profunda decepção. Falhou passes, não acrescentou profundidade ao nosso jogo, passou ao lado de uma grande oportunidade - talvez a última no Sporting. Foi bem substituído ao intervalo por Carrillo, enquanto Rosell dava lugar a Adrien. Em ambos os casos com notória vantagem para a equipa.

 

Que o "professor" Manuel Machado tenha deixado hoje o Ai Pode no bolso, não recorrendo a ele para justificar a derrota. Perdeu-se um novo momento de stand-up comedy na televisão.


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01 Mai 15
Venham os golos
Pedro Correia

Insisto: gostava que Nani marcasse no jogo de amanhã em Alvalade (esteve para acontecer duas vezes contra o Moreirense).

Ele merece.

Gostava também que o Sporting entrasse em campo com a mesma atitude guerreira revelada na passada segunda-feira em Moreira de Cónegos. A atitude que é atributo dos verdadeiros Leões.

É certo que William Carvalho, por acumulação de cartões, não jogará. Mas prefiro que não falhe a final da Taça verdadeira - a de Portugal. Agora já sabemos que vamos defrontar o Sp. Braga, protagonista de um esforçado empate no desafio de ontem em Vila do Conde.

Contra o Nacional, o jovem Rosell dará boa conta do recado.

Venha o jogo. E venham os golos.


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30 Abr 15

Sporting-Nacional joga-se sábado, a partir das 20.15, com arbitragem de Cosme Machado. Quais são os vossos prognósticos?


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08 Abr 15

Gostei

 

De carimbar o acesso ao Jamor. Três anos depois, o Sporting volta a marcar presença na final da Taça de Portugal.

 

De ganhar. Mas cumpre reconhecer que o Nacional deu luta nas duas mãos. Lá, empatámos 2-2. Hoje a vitória foi tangencial, suada e tardia: só surgiu aos 85'.

 

De Ewerton. Autor do golo solitário, de cabeça, na sequência de um livre muito bem marcado por Jefferson. Confirma-se que foi um grande reforço para o Sporting: voltou a estar bem a defender, desta vez em parceria com Paulo Oliveira, revelando maturidade, segurança e qualidade de passe. Estreou-se a marcar pela nossa equipa. Golo merecido: é para mim o homem do jogo.

 

De Jefferson. Começou retraído, mas foi-se soltando à medida que o jogo progredia. Um dos melhores sportinguistas do segundo tempo, desequilibrando na sua ala em termos ofensivos. Participa na construção do golo: foi ele a marcar o livre ao qual Ewerton deu a melhor sequência.

 

De Carrillo. Muito batalhador, foi dos pés dele que saíram os melhores passes destinados a gerar golos, sobretudo na primeira parte. Serviu primorosamente Slimani aos 29', 33' e 60' - cruzamentos que infelizmente o argelino não aproveitou. Entendi mal a sua substituição por André Martins, aos 73': o peruano estava a ser um dos melhores em campo.

 

De Rui Patrício. Muito atento e seguro entre os postes. Fez três importantes defesas: aos 45'+1, 52' e 59'.

 

De ver os nossos jogadores com o equipamento Stromp. Salvo erro ainda não perdemos um jogo com esta bela camisola.

 

Que o Sporting permaneça invicto esta época no nosso estádio frente a equipas portuguesas. Até agora só o Chelsea venceu em Alvalade.

 

 

Não gostei

 

De sofrer tanto, uma vez mais. A tranquilidade só chegou aos 85'. A qualquer momento, se o Nacional marcasse num súbito contra-ataque, diríamos adeus à final no Jamor.

 

De tanta ansiedade da nossa equipa. Uma vez mais, muitas hipóteses de golos desperdiçadas (Slimani destacou-se hoje nesta matéria). Tivemos 17 cantos, mas fomos incapazes de aproveitar um só deles para nos adiantarmos no marcador. Houve mais coração do que razão.

 

Da falta de velocidade inicial. Quando acelerámos o jogo - no segundo tempo, enquanto permanecia o empate a zero - a diferença de classe entre o Sporting e o Nacional tornou-se logo mais notória. Podia e devia ter acontecido mais cedo.

 

De largos momentos do jogo. O Nacional soube anular algumas peças nucleares da nossa equipa - com destaque para William Carvalho e João Mário. Durante quase toda a primeira parte o nosso corredor direito mal funcionou. E no meio-campo sobraram passes falhados e faltou determinação nas recuperações de bola.

 

Do calendário da Taça de Portugal. A primeira mão desta meia-final tinha decorrido a 5 de Março. A segunda acabou de jogar-se mais de um mês depois. E só a 30 de Abril saberemos quem será o nosso adversário no Jamor: o Rio Ave-Sp. Braga disputa-se apenas nesse dia.

 


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Quando a equipa do Sporting entrar em campo digam-me se fizerem favor.


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20 Mar 15

Tal como já tinha aqui destacado, Tiago Rodrigues, jogador emprestado pelo porto ao Nacional vai falhar o jogo desta jornada contra o porto.

É assim que se disputa um campeonato, onde as trafulhices podem ser feitas sem que ninguém da liga ou federação se importe. A comunicação social também nada faz, informa apenas de forma acritica, talvez temendo algum efeito nas relações que estabelece com determinados clubes.

 

 


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18 Mar 15

Tiago Rodrigues, jogador do porto emprestado ao Nacional, completou convenientemente uma série de cinco cartões amarelos, o que o impede de defrontar na próxima jornada o... porto. Tudo estava a bater certo até que, contra a vontade de todos os intervenientes, a lista que saiu dos castigados do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol não o incluiu.

Ora então vamos lá apostar: 

A) A lista vai ser de imediato corrigida

B) O jogador no próximo treino vai sofrer uma lesão no adutor esquerdo

C) O jogador vai ser opção para o jogo contra o porto


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06 Mar 15
Rescaldo do jogo de ontem
Edmundo Gonçalves

Sem a clarividência de Pedro Correia e como ninguém se "chegou à frente", a minha opinião sobre o jogo de ontem no estádio da Madeira:

Gostei

- De William. Continua em alta, sendo O jogador desta equipa.

- De Adrien. Saiu do banco para dar mais ao jogo do Sporting e fazer uma bela assistência para Mané no segundo. Estando bem fisicamente é uma mais-valia para esta equipa.

- De Mané. Esteve quase sempre bem e marcou um excelente golo. A propósito, alguém terá já dito a Marco Silva que Carlos Mané era PL nas camadas jovens e que facturava "p'ra caramba"? ele que pense nisso...

- De Tanaka. O único que sabe ocupar espaços e não espera, plantado, que a bola lhe chegue aos pés. Deu um golo a Carrillo, que este falhou infantilmente.

- De termos recuperado duas vezes no marcador.

- De termos marcado um golo num lance de bola parada. É tão raro que é para festejar!

- De termos marcado dois golos fora, numa competição a eliminar a duas mãos.

- Da atitude com dez em campo.

 

Não gostei

- De Patrício. São já demasiados frangos para o melhor GR nacional. Exibição muito fraca.

- De Jefferson a defender.  Demasiado trapalhão, contudo é dele o livre que dá o golo, demasiado pouco.

- De João Mário. A Madeira é uma ilha linda, poderia ter aproveitado para lá ir...

- De André Martins. Talvez a culpa não seja só dele, o rapaz não é 10, ponto!

- De Carrillo. Tal como João Mário, perdeu o avião. Parece-me fisicamente exausto.

- De ter sofrido dois golos. A eliminatória não está em risco, mas poderíamos estar mais descansados.

 

Um reparo

- A Marco Silva. Esteve bem nas substituições, principalmente na de  Adrien (Cedric entrou forçado pela expulsão de Miguel Lopes), mas poderia/deveria, já que quis e bem poupar alguns jogadores, ter apostado em dois ou três elementos da equipa B. Estou a lembrar-me de Gauld, Wallyson e Dramé, assim de repente.

 

Deu-me algum asco

A prestação do Xistra. Uma dualidade de critérios gritante, tanto na marcação de faltas, como na exibição de cartões. Expulsou Miguel Lopes com o segundo amarelo, numa falta inexistente e deixou pelo menos três por mostrar a jogadores do Nacional.

 

 


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23 Dez 14

Desta vez houve dois vencedores: Edmundo Gonçalves e Leão do Fundão (que é reincidente). Ambos acertaram no resultado do Nacional-Sporting. Mas só aqui houve empate: em campo, a vitória leonina foi indiscutível.

Para o ano haverá mais. Ou seja, já daqui a duas semanas.


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21 Dez 14

Gostei

 

Da vitória. Na Choupana, um campo sempre difícil onde há três anos não ganhávamos, o Sporting não se limitou a vencer. Também convenceu nesta quarta vitória fora de casa da Liga 2014/15. Foi sempre superior à equipa adversária. E poderia ter ampliado a vantagem por Slimani, Adrien, William ou Carrillo.

 

Do golo de Carlos Mané. Justo prémio para um dos mais recentes talentos emanados da nossa academia.

 

Do canto que precedeu o golo. Muito bem marcado por Jonathan Silva, denotando que os lances de bola parada estão a ser alvo de treino específico na sessões de trabalho dirigidas por Marco Silva.

 

Que tivéssemos ganho sem beneficiarmos do colinho da equipa de arbitragem. A verdade desportiva acima de tudo. Embora outros prefiram "jogar à Capela".

 

De Slimani. Sempre muito batalhador, em movimento incessante, baralhando as marcações da defesa adversária. Teve participação no golo. E podia ele próprio ter marcado, por duas vezes. Numa dessas ocasiões, aos 28', a bola saiu a roçar o poste. Talvez o melhor jogador nesta partida.

 

De Carrillo. Outra partida de grande nível, com indiscutíveis toques de classe, e a que faltou apenas pontaria mais acertada na finalização. Foi essencial a reter a bola nos últimos dez minutos, quando o Sporting estava reduzido a dez jogadores, demonstrando grande maturidade táctica.

 

De Paulo Oliveira. Vai-se confirmando como um esteio na defesa leonina. Sempre muito concentrado, sem se desposicionar, oportuno no desarme e categórico na sua área de actuação. Cresce de jogo para jogo.

 

De Cédric. O treinador voltou a apostar nele como titular, em detrimento de Miguel Lopes, e a aposta foi ganha. O jovem vice-campeão do mundo de sub-20 é o nosso melhor jogador na posição de lateral direito, como hoje voltou a confirmar.

 

De ver Heldon a jogar. O treinador concedeu-lhe nova oportunidade, embora apenas aos 88'. É justo que isto aconteça. Até porque vamos precisar dele em Janeiro, quando Slimani estiver a disputar o Campeonato Africano das Nações ao serviço da Argélia.

 

Do sistema de jogo. Marco Silva retomou o 4-3-3 que tão boas provas tem dado, abdicando do segundo ponta-de-lança. E fez muito bem. Este é claramente o sistema que mais favorece o modelo de jogo da nossa equipa.

 

 

Não gostei

 

Das condições do terreno. Péssimo, o relvado do Nacional.

 

Da expulsão de Adrien, por acumulação de amarelos. O primeiro cartão, exibido pelo árbitro Duarte Gomes aos 30', foi claramente forçado. Não poderemos contar com o nosso talentoso médio na próxima partida.

 

Da lesão de André Martins, logo aos 10'. Começou como titular, no lugar de João Mário: justo prémio pela exibição de quarta-feira frente ao Vizela, na Taça de Portugal, onde marcou um golo e foi o melhor em campo. Infelizmente viu-se forçado a abandonar o campo cedo de mais. Espero que a lesão não seja grave.

 

Que não tivéssemos marcado um segundo golo. Oportunidades não faltaram. Apenas faltou um pouco mais de calma no momento do disparo à baliza. Mas o que mais interessa são os três pontos conquistados.

 

ADENDA: Adverte-me um leitor que Heldon também deverá ser convocado para a CAN, pela selecção de Cabo Verde. Tem razão, o que constitui um motivo de apreensão suplementar para o Sporting.


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20 Dez 14

Aproxima-se o Nacional-Sporting: é já amanhã, a partir das 19.15, com arbitragem de Duarte Gomes.

Aceitam-se as vossas apostas: qual será o resultado?


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05 Mai 14

Desta vez quem acertou foi o nosso leitor Octavio, aliás reincidente nestes desafios: empate a uma bola do Sporting no terreno do Nacional. Um desfecho que abriu caminho, de algum modo, ao empate caseiro do Benfica frente ao V. Setúbal e à derrota do FC Porto frente ao último classificado do campeonato, em Olhão, mesmo com mais um penálti perdoado pelo árbitro.

No próximo fim de semana (ainda) há mais.


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03 Mai 14

Gostei

 

Da tranquilidade na tabela classificativa. Não havia nada de essencial a disputar neste Nacional-Sporting. Nós temos o segundo posto no campeonato já assegurado, com entrada directa na Liga dos Campeões, e entrámos em campo com 66 pontos conquistados. A equipa madeirense já tinha garantido o quinto lugar, com acesso à Liga Europa. Os condicionalismos de ordem táctica passaram assim para segundo plano.

 

De ver as bancadas compostas. Faltou alguma emoção em campo, mas não faltou público entusiasta na assistência. Sem ele não existe a festa do futebol.

 

Da hora do jogo. Sábado, às 18.30: é a ideal para ver uma partida de futebol.

 

De Rui Patrício. Uma vez mais em bom nível. Salvou pelo menos um golo quase certo, a remate de Djaniny, talvez o melhor jogador do Nacional em campo.

 

Da exibição de Eric Dier. Foi hoje o melhor jogador do Sporting. Muito atento, posicionado, assegurando com eficácia a cobertura do seu sector, interceptando vários lances perigosos. Na ausência de Rojo, ausente por acumulação de cartões, cumpriu com o voluntarismo habitual a missão que o treinador lhe pediu. Sem se resignar à condição de suplente.

 

De André Martins. Foi a unidade mais móvel no meio-campo leonino. Parece terminar o campeonato em melhor condição física do que o iniciou. Só precisa de acreditar mais no golo: hoje falhou um, após cruzamento de Capel, quando tinha a baliza escancarada à sua frente.

 

 

Não gostei

 

Do empate. É certo que o FC Porto perdeu em casa do Nacional e que uma deslocação à Choupana é sempre difícil. Mas o nosso grau de exigência aumentou nesta Liga 2013/14: um empate sabe-nos já a pouco.

 

Da exibição global da nossa equipa. Demasiado frouxa na maior parte do tempo.

 

Da ausência de Adrien. O Sporting ressentiu-se - e de que maneira - da ausência do seu médio mais criativo, que ficou desta vez de fora por acumulação de cartões. E nem William Carvalho jogou ao nível a que sempre nos habituou quando faz parceria com Adrien.

 

Da exibição de Carrillo. Voltou a parecer totalmente deslocado em campo. Surpreendeu-me que Leonardo Jardim tenha voltado a apostar nele como titular. E sobretudo que só o tenha substituído aos 67'.

 

Da entrada tardia de Montero, aos 75'. Gostava de ter visto o colombiano como titular neste jogo.

 

Que Shikabala não saísse do banco. Quando teremos finalmente oportunidade de ver o reforço egípcio em acção?

 

Que tivéssemos perdido a oportunidade de igualar um máximo histórico. O do campeonato 1994/95, em que obtivemos onze vitórias fora ao fim de 34 jornadas. Este ano ficámo-nos pelas dez, com a Liga disputada em 30 jornadas.


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01 Mai 14

Os principais lugares do campeonato já estão decididos, mas ainda se joga. Este sábado, às 18.30, há o Nacional-Sporting. Quais são os vossos prognósticos?


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24 Dez 13

Foram muitos os prognósticos, mas nenhum acertou no desfecho do Sporting-Nacional. Graças ao senhor Manuel Mota, que invalidou o golo limpo de Slimani. Se não fosse a manifesta incompetência do homem do apito, o vencedor deste desafio semanal do És a nossa Fé teria sido o leitor Bruno Cardoso, que costuma revelar boa pontaria.

Retomaremos o passatempo após o Natal, na antevisão do encontro contra o Estoril. Mas para já a nossa prioridade máxima são as azevias e as rabanadas. Boas Festas a todos.


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22 Dez 13

Pedro Henriques, Contragolpe, TVI 24:

"Vamos à biomecânica. Nós temos uma coisa chamada centro de gravidade, mais ou menos situado a meio do corpo. Quando um jogador empurra nas costas o seu adversário, este, se cair, cai para a frente. Reparem como cai o Miguel [defesa do Nacional]: de costas. Ora um jogador que é empurrado não pode cair de costas como ele caiu. (...) Aceito que haja ali um momento de contacto, mas tenho muitas dúvidas de que esse contacto seja suficiente para desequilibrar. Não houve falta. Devia ter sido validado o golo."

 

Jorge Gabriel, Trio d' Ataque, RTP informação:

"Um toque nas costas de um defesa do Nacional provocou-lhe flic-flacs à retaguarda. O jogador, depois de sentir a mão, deixa-se cair e depois atira-se de forma aparatosa para o relvado, o que é absolutamente caricato."

 

Eládio Paramés, Contragolpe, TVI 24:

"Não é falta. O golo devia ter sido validado. O contacto é uma coisa tão ligeira, tão normal, tão corrente hoje num jogo de futebol que estranho a marcação daquela falta. Aliás o comportamento da equipa de arbitragem durante o jogo pareceu-me bastante negativo. Foi uma má arbitragem."

 

Manuel Fernandes, Play-Off, SIC Notícias:

"Aquele golo limpinho e bonito que resulta de um bom cabeceamento de Slimani não podia ser anulado em parte nenhuma do mundo. Se ele está a arbitrar à inglesa, em Inglaterra ninguém anula um golo daqueles em nenhum momento."

 

Pedro Sousa, Contragolpe, TVI 24:

"O Manuel Mota, em 14 jornadas, tem cinco nomeações. Mas o mais interessante é que este árbitro não-internacional, de segunda linha, apita quatro vezes os grandes em cinco nomeações: o Benfica na Amoreira, o Benfica em Vila do Conde, o Porto em Belém - com um erro grave no Belenenses-FC Porto - e este agora. Não deixa de ser curioso. Não percebo estes critérios de nomeações do Vítor Pereira."

 

Rui Sinel de Cordes, Contragolpe, TVI 24:

"É claro que o golo devia ter sido validado."

 

Miguel Guedes, Trio d' Ataque, RTP informação:

"Do meu ponto de vista, não há falta do Slimani sobre o Miguel."

 

Rui Pedro Brás, Contragolpe, TVI 24:

"Estamos todos de acordo: Slimani não fez falta. O golo devia ter sido validado."

 

Manuel Fernandes, Play-Off, SIC Notícias:

"Aquela entrada violentíssima sobre o Jefferson é cartão vermelho directo em qualquer parte do mundo."


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"Manuel Mota anulou um golo que pareceu regular de Slimani, aos 65 minutos."

António Tadeia, Record

 

"A falta assinalada a Slimani não se justifica."

Jorge Coroado, O Jogo

 

"Os sportinguistas entenderão - e com aceitáveis razões - que Slimani marcou um golo limpo, que teria dado os três pontos essenciais à manutenção do primeiro lugar isolado. Não foi esse o entendimento de Manuel Mota, um árbitro de qualidade insuficiente."

Vítor Serpa, A Bola

 

"Antes do golo anulado a Sllimani, Montero empurrou Marçal e o juiz ignorou. Depois, apesar do argelino tocar em Miguel Rodrigues, não dá ideia de o ter feito de forma irregular."

Luís Avelãs, Record

 

"Montero usa os braços, mas não derruba Marçal nem o tira da jogada, e Slimani, ao saltar, não empurra o seu adversário; apenas tem um ligeiro contacto com Miguel Rodrigues, mas não o tira da jogada nem o desequilibra."

Pedro Henriques, O Jogo

 

"O golo de Slimani foi anulado, para irritação da plateia. Polémica, claro. Não houve falta de Slimani."

Miguel Cardoso Pereira, A Bola

 

"No primeiro tempo [Manuel Mota] deixou passar em claro lances perigosos sem apitar."

António Tadeia, Record

 

"No lance mais vistoso, [Manuel Mota] decidiu erradamente."

Jorge Coroado, O Jogo

 

"Slimani dá passo atrás e cabeceia para o golo, nas costas de Miguel Rodrigues. Slimani não faz falta."

Pedro Figueiredo, A Bola


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"Não foi preciso ver as imagens. Foi falta de Slimani." Declarações do treinador do Nacional, confirmando que não enxerga um palmo à frente do nariz. Precisa com urgência que o Pai Natal lhe ofereça uns óculos, bem graduados. E talvez também uma bengala para evitar que tropece ainda mais.


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21 Dez 13

 

Gostei

 

De ver o estádio quase cheio. Éramos mais de 38 mil nas bancadas de Alvalade - a segunda maior assistência até agora no campeonato. A puxar pela equipa do princípio ao fim neste jogo contra o Nacional.

 

De Adrien. Ganhou todos os lances disputados no meio-campo. De uma eficácia impressionante na recuperação de bolas e de uma precisão milimétrica a distribuí-las. Conquistou já, por mérito próprio, direito ao passaporte para o Mundial do Brasil. É impensável que Paulo Bento não aposte nele.

 

De William Carvalho. Os adjectivos banalizam-se ao analisar cada prestação deste grande jogador. Dá gosto vê-lo jogar: nunca desiste de um lance. Parece que a bola se lhe cola aos pés. Trava como nenhum outro as ofensivas adversárias e revela classe indiscutível na construção do ataque leonino, tanto no passe curto como no passe longo.

 

Da exibição de Cédric. Incansável, soube desequilibrar sempre na sua ala. E fez uma assistência primorosa para o golo de Slimani, anulado pelo árbitro por razões que a razão desconhece.

 

De ver Slimani jogar 45 minutos. Fez bem Leonardo Jardim em dar mais tempo de jogo ao internacional argelino, embora de algum modo forçado pela lesão de André Martins. Oito minutos depois de entrar em campo, o avançado fez o remate mais perigoso do Sporting até àquele momento. E 20 minutos após a entrada marcou um golo que o árbitro decidiu anular, roubando dois pontos à nossa equipa. As imagens televisivas confirmam: não houve falta alguma.

 

Da primeira parte de Carrillo. Fintou, centrou, serviu os colegas, apoiou a defesa - com apontamentos brilhantes na ala esquerda. Fez uma segunda parte muito mais discreta, dando lugar a Wilson Eduardo aos 67', à beira da exaustão.

 

Que o Sporting tenha mantido a liderança do campeonato, embora agora igualado em pontos com FCP e SLB. Este será um Natal mais saboroso para todos nós.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. Manuel Mota, que veio de Braga, anulou vários ataques do Sporting por fora-de-jogo inexistente, sobretudo na primeira meia hora. Fez vista grossa a diversas acções violentas dos madeirenses contra os nossos jogadores, deixando impune uma agressão a Jefferson e duas faltas sobre Carrillo à margem das leis do jogo. E aos 65' invalidou um golo limpo de Slimani por alegada falta que só ele e o técnico do Nacional viram. Assim se estraga um bom espectáculo e se desvirtua (ainda mais) a verdade desportiva.

 

Do antijogo do Nacional. Os jogadores treinados por Manuel Machado demoraram uma eternidade a repor a bola em jogo, começando pelo guarda-redes nos pontapés de baliza e continuando em todos quantos fizeram lançamentos pela linha lateral. Sem que nenhum tenha sido alguma vez advertido pelo árbitro.

 

Do empate. O terceiro do Sporting em casa neste campeonato. Com o árbitro a impedir a nossa vitória, tal como já havia sucedido com o Rio Ave, revelando-se nesta matéria um digno continuador de Carlos Xistra.

 

Da exibição apagada de Capel. O andaluz costuma fazer a diferença, pela positiva. Mas desta vez não conseguiu libertar-se das teias que lhe foram lançadas pela defesa madeirense.

 

Da lesão de André Martins. Só espero que não seja grave.

 

Foto minha, esta noite, durante o jogo


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20 Dez 13

O Sporting-Nacional disputa-se já amanhã, a partir das 20.15. Vamos lá então saber quais são os vossos prognósticos para este jogo.


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